MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA
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- Betty Silva Franco
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1 MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA Projeto de Execução Designação da empreitada CONSERVAÇÃO E REABILITAÇÃO DA E.M E ESTRADA ATLÂNTICA Julho de 2015
2 MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA 1. INTRODUÇÃO O presente estudo constitui o projeto para conservação e reabilitação dos pavimentos da E.M e Estrada Atlântica, que a Câmara Municipal pretende levar a efeito. O objetivo fundamental deste estudo é o de melhorar as condições de circulação viária nas respetivas estradas através da conservação dos pavimentos existentes. Prevê-se o corte e remoção do pavimento nas zonas da plataforma da estrada que apresentem raízes. A intervenção prevista para os trabalhos de conservação e reabilitação será ao longo das estradas referidas com um comprimento aproximado de 28 Km, sendo os trabalhos mais significativos a remoção das camadas de betuminoso, os movimentos de terra em abertura de caixa e pavimentações em agregado britado de granulometria extensa e betão betuminoso. A elaboração deste estudo foi efetuada com base nos seguintes elementos: Conhecimento do local de implantação da obra Levantamento aerofotogramétrico à escala 1: Regulamento de Sinalização do Trânsito (Decreto Regulamentar n.º 22-A/98) O estudo encontra-se organizado da seguinte forma: - Peças Escritas Memória Descritiva Medições Fichas de procedimento de segurança Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos Caderno de Encargos
3 Peças Desenhadas Planta Esboço corográfico Planta de localização dos trabalhos a realizar na E.M Planta de localização dos trabalhos a realizar na Estrada Atlântica Perfil transversal tipo Planta de localização dos guarda corpos e guardas de segurança Os desenhos de base do projeto referentes ao traçado da via foram elaborados à escala 1:10 000, sendo elaborados pormenores a escalas mais convenientes. 2. TRABALHOS PREPARATÓRIOS A reparação dos pavimentos afetados pelas raízes dos pinheiros começa com a instalação de sinalização na área de trabalho, para que os condutores tenham tempo de tomar as medidas necessárias, de modo que quem trabalha esteja em segurança. Segue-se a marcação do local de serragem, a qual deve ter uma forma regular. A marcação pode ser feita com um simples giz ou algo similar, devendo ficar afastada dos bordos da zona a reparar. O afastamento depende do estado de degradação do bordo e à volta dele, pois no caso de já existirem fendas na zona envolvente deve marcar-se fora dessa zona, sendo importante garantir que toda a zona de material com sinais de degradação seja completamente removida. 3. REMOÇÃO E FRESAGEM DE CAMADAS DE PAVIMENTOS EXISTENTES Após delimitada e marcada no pavimento a zona de trabalhos deverá ser fresada a envolvente exterior numa largura de 0,50m e profundidade de 0,04m para posterior ligação da camada de desgaste. As acções de escarificação devem evoluir com precaução e em incrementos de espessura em profundidade, de forma a não danificar a camada subjacente, que irá servir de base ao novo pavimento. A remoção do betuminoso para posterior abertura de caixa e remoção de raízes será feita a partir da marcação da serragem para o interior da zona a intervir.
4 À medida que forem fresadas, as misturas devem ser carregadas diretamente para um camião para transporte a vazadouro ou reutilização, de acordo com o definido em projeto ou posteriormente, mediante a aprovação da Fiscalização, cumprindo a regulamentação ambiental vigente. Deverão ser colocados em obra os meios mecânicos de limpeza, necessários para assegurar a remoção dos produtos de fresagem que não forem carregados para o camião. A área de fresagem após execução dos trabalhos deverá estar convenientemente limpa e a limpeza dos detritos mais pequenos deverão ser removidos com recurso a um jacto de ar. O ar projetado na superfície ajuda também a secar a humidade que possa existir na cavidade. 4. TERRAPLENAGEM Após a remoção das camadas betuminosas, será executada o arranque de raízes e efetuada a abertura de caixa na espessura dos pavimentos a aplicar. Na zona das bermas prevê-se uma escavação para abertura de uma vala paralela à berma para interceção das raízes. Para este efeito, entende-se que as escavações que fazem parte do projecto, poderão ser, de uma maneira generalizada, executadas com meios mecânicos o que é possível de efectuar com recurso a lâmina ou ripper instalados em tractores de rastos com potências de 355 CV ou 260 kw. Eventualmente em valas de dimensão que não permitam a utilização destes tractores poderão ser utilizadas como equipamentos aferidores, máquinas giratórias com potências de 150 CV ou 108 kw equipadas com baldes com capacidade mínima de 2 m3. A utilização de máquinas de potência inferior ou superior às especificadas não poderá servir de aferição, o que equivalerá, nestas situações, a considerar sempre o material como desmontado com meios mecânicos. Os materiais provenientes da escavação deverão seguir o proposto no Plano de Prevenção e Gestão de Resíduos. 5. PAVIMENTAÇÃO Para os pavimentos prevê-se uma estrutura constituída por uma camada de base em agregado britado de granulometria extensa (ABGE),com 0,30m de espessura, uma camada de regularização - AC 20 reg ligante (MBD - mistura betuminosa densa), com 0.08m de espessura média e D=2.35 ton/m3, aplicada após uma rega de impregnação com uma emulsão catiónica de rotura lenta e uma camada de desgaste em betão betuminoso AC 14 surf ligante, com uma
5 baridade de D=2,45 g/cm3 obtida através do ensaio Marshall (75 pancadas), aplicada após uma rega de colagem com uma emulsão catiónica de rotura rápida. Deverão ser colocados em obra os meios mecânicos de limpeza. A área de de pavimentação deverá estar convenientemente limpa. Após a limpeza procede-se de seguida à aplicação uma rega de impregnação se a camada de base for constituída por material granular, com uma emulsão betuminosa de rotura lenta para posterior execução da camada de mistura betuminosa. A emulsão betuminosa preconizada pelas Estradas de Portugal pode ser de dois tipos: a C 50 BF 5(ECI) ou a C 60 BF 5 (ECL-1). Na aplicação da camada de desgaste deverá ser aplicado préviamente uma rega de colagem que consiste na aplicação da emulsão betuminosa sobre a superfície já limpa e completamente seca, de forma a assegurar a aderência e consequente funcionamento conjunto das camadas que constituem o pavimento, para que o seu comportamento estrutural seja adequado. São normalmente utilizadas emulsões betuminosas catiónicas de rotura rápida e de baixa viscosidade. As Estradas de Portugal preconizam a utilização de uma emulsão do tipo C 60 B 4 (ECR-1), ou seja, uma emulsão catiónica clássica com 60% de teor nominal de betume residual, com um índice de rotura da classe 4. As espessuras dos pavimentos a aplicar são os seguintes: - Camada de desgaste em betão betuminoso m - Camada de regularização em mistura betuminosa densa m - Camada de base em ABGE (Tout-venant) m 6. SINALIZAÇÃO 6.1 Sinalização horizontal As marcas rodoviárias inscritas no pavimento, constituídas por marcas longitudinais, serão pintadas no pavimento com tinta de características reflectoras de cor branca e deverá obedecer aos requisitos impostos no "Projecto de Especificações de Tintas para Marcas Rodoviárias" do LNEC, podendo ser aplicada apenas após a aprovação pela Fiscalização da obra. As marcas longitudinais previstas a aplicar são as seguintes:
6 Linha tracejada com 0,12 m de largura e relação traço/espaço 4/10 a aplicar como linhas de eixo da faixa de rodagem; Guias de delimitação da faixa de rodagem com 0,15m de largura. 6. ORÇAMENTO Foram elaboradas as medições dos trabalhos a realizar, aos quais se aplicaram os preços unitários correntes, que nos conduziram ao orçamento global da obra. (Rui Vicente, Eng. º) 30 de Julho de 2015
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