PATOLOGIAS EM OBRAS DE SUPORTE
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- Fernando Álvares Beltrão
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1 PATOLOGIAS EM OBRAS DE SUPORTE
2 ÍNDICE 01 ENQUADRAMENTO DA EMPRESA 04 CAUSAS DAS PATOLOGIAS 02 CADASTRO 05 PATOLOGIAS E AÇÕES DE CORREÇÃO 03 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO 06 PRÓXIMOS PASSOS
3 01 ENQUADRAMENTO DA EMPRESA A Rede Rodoviária Nacional em exploração, compreende atualmente km. A IP é concessionária de km. A Rede Ferroviária Nacional apresenta atualmente 3619 km, sendo que 2562 km correspondem a linhas e ramais em exploração.
4 02 CADASTROO
5 03 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO INSPECIONAR VISUALMENTE Estrutura de contenção Talude adjacente (montante, jusante, extremidades) Drenagem Via (rodoviária, ferroviária) CONSULTAR Histórico de inspeções visuais Projeto Telas finais Dados da instrumentação / monitorização geotécnica, topográfica e análise de via Existência de serviços afetados
6 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO Observação Na INFRAESTRUTURAS DE PORTUGAL, a observação e avaliação do estado de conservação das estruturas de contenção é efetuado, de acordo com Inspeções visuais periódicas / rotina e complementares Inspeções visuais principais Monitorização geotécnica / topográfica a seguinte metodologia: Ferrovia (DRF-COM) Rodovia (DRR-CO) Direção de Engenharia e Ambiente (DEG) Direção de Engenharia e Ambiente (DEG)
7 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO Durante as inspeções periódicas visuais, é observado o estado geral das estruturas, procedendo-se à identificação das anomalias existentes e reportado aos orgãos técnicos. No caso da ferrovia, a inspeção da infraestrutura é realizada com base na norma interna RF.IT.GEO.005 (Inspeção da infraestrutura no âmbito da Geotecnia), normalmente com periodicidade anual.
8 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO OBSERVAÇÃO EM GEOTECNIA OBJETIVOS Célula de carga em ancoragem Avaliação do comportamento e análise de estabilidade, em modelos matemáticos Identificação de situações de instabilidade Informação específica durante as várias fases da obra Otimização do método construtivo Definição e implementação de ações corretivas Marca topográfica
9 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO OBSERVAÇÃO EM GEOTECNIA EM FUNÇÃO DA OBRA DEVERÃO SER DEFINIDOS Tipos, quantidade e localização dos equipamentos Frequência das leituras Critérios de alerta e alarme definidos a partir dos estados limites últimos da estrutura e deformações permitidas na via Exemplo Nível Verde situação normal NÍVEL DE ALARME NÍVEL DE ALERTA NÍVEL DE ALERTA NÍVEL DE ALARME Nível Amarelo nível de vigilância Nível Laranja nível de vigilância permanente Nível Vermelho rotura iminente
10 INSPEÇÃO / MONITORIZAÇÃO INSTRUMENTAÇÃO / MONITORIZAÇÃO MAIS UTILIZADA NA ESTRUTURA DE CONTENÇÃO CÉLULAS DE CARGA ALVOS / MARCAS TOPOGRÁFICAS FISSURÓMETROS CLINÓMETROS VARRIMENTO LASER NA ÁREA DE INFLUÊNCIA TUBOS INCLINOMÉTRICOS PIEZÓMETROS EXTENSÓMETROS MARCAS DE NIVELAMENTO/ TOPOGRÁFICAS Base clinométrica Tubo inclinométrico
11 04 CAUSAS DAS PATOLOGIAS EM FASE DE PROJETO Solução e/ou dimensionamento desajustados Deficiente conhecimento da situação (geometria, geotecnia, hidrogeologia, etc.) Podemos poupar 700 liras e dois meses, não fazendo uma investigação geotécnica EM FASE DE OBRA Erro de execução Deficiente qualidade dos materiais Alteração das condições iniciais de dimensionamento DURANTE O PERÍODO DE OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO Deficiência ou inexistência de manutenção Degradação dos materiais Alteração das condições iniciais de dimensionamento
12 05 PATOLOGIAS E AÇÕES DE CORREÇÃO MUROS EM PEDRA ARRUMADA E ARGAMASSADA PATOLOGIAS Fissuração (crescimento de vegetação) Alterações na geometria (embarrigamento, rotação, translação, colapso) Deslocamento dos blocos Alteração dos materiais (pedra, argamassa) Colmatação ou danificação do sistema de drenagem (bueiros)
13 AÇÕES DE CORREÇÃO Preenchimento das fissuras e juntas Limpeza e reparação do sistema de drenagem Solução de reforço / substituição 1) Nova secção / estrutura em pedra, betão armado, gabiões 2) Contrafortes / vigas, pregadas ou ancoradas 3) Betão projetado pregado 4) Betão armado ancorado
14 MUROS EM GABIÕES PATOLOGIAS Alterações na geometria (embarrigamento, rotação, translação, colapso) Acumulação de material no tardoz Corrosão e rompimento do cesto Colmatação ou danificação do sistema de drenagem associado (dreno e geotêxtil no tardoz) Alteração dos materiais (pedra)
15 MUROS EM GABIÕES AÇÕES DE CORREÇÃO Reparação dos cestos Remoção de material no tardoz Solução de reforço / substituição e a montante 1) Betão armado, gabiões 2) Redes pregadas 3) Betão projetado pregado / ancorado
16 MUROS EM BETÃO ARMADO PATOLOGIAS Fissuração e abertura nas juntas construtivas (crescimento de vegetação, escorrência, deposição de carbonatos) Alterações na geometria (rotação, translação, colapso) Rejeitos e desgaste nas juntas de dilatação Alteração do betão / vibração deficiente Exposição e corrosão da armadura / destacamento do betão Colmatação ou danificação do sistema de drenagem (drenos, bueiros)
17 MUROS EM BETÃO ARMADO AÇÕES DE CORREÇÃO Preenchimento das fissuras Limpeza e reparação do sistema de drenagem (drenos, bueiros) Reparação das juntas de dilatação Proteção da armadura exposta Solução de reforço 1) Ancoragens / pregagens 2) Contrafortes 3) Nova secção em betão armado
18 ANCORAGENS PATOLOGIAS Através da inspeção visual externa Fissuração / fraturação nos maciços de betão Descolamento e queda dos maciços de betão Exposição de armadura Corrosão nas peças metálicas expostas Corrosão e danos na caixa de proteção Escorrência da proteção anticorrosiva Escorrência de águas e deposição de carbonatos
19 ANCORAGENS PATOLOGIAS Através da observação detalhada da cabeça de ancoragem Inexistência ou insuficiência de proteção corrosiva Corrosão e deformação nas peças metálicas da cabeça Deslocamento dos cordões / barras Perda de óleo na célula de carga Circulação de água
20 ANCORAGENS AÇÕES DE CORREÇÃO Reaplicação de proteção anticorrosiva nas peças metálicas da cabeça das ancoragens Substituição das campânulas e caixas de proteção Reparação dos maciços de betão e proteção de armadura exposta Retracionamento Substituição das peças metálicas (incluindo células de carga); Reforço com ancoragens adicionais
21 REDES PREGADAS PATOLOGIAS Acumulação de material no tardoz Corrosão dos elementos metálicos (rede, cabos de aço, pregagens, etc.) Rompimento da rede Pregagens soltas AÇÕES DE CORREÇÃO Reparação da rede Remoção de material no tardoz Proteção anticorrosiva das peças metálicas (porca, pregagem, placa de apoio) Solução de reforço 1) Colocação de pregagens adicionais 2) Cabos de aço
22 BETÃO PROJETADO PATOLOGIAS Fissuração (escorrência de águas, deposição de carbonatos) Exposição e corrosão da armadura Colmatação do sistema de drenagem (drenos com vegetação, material) Queda de secções AÇÕES DE CORREÇÃO Limpeza e execução de drenos Preenchimento da fissuração Reparação da zona exposta da armadura
23 TERRA ARMADA PATOLOGIAS Crescimento de vegetação entre as escamas Fissuração e alteração das escamas Alteração da geometria das escamas Saída de material do aterro Assentamentos na viga de coroamento AÇÕES DE CORREÇÃO Corte da vegetação Preenchimento da fissuração Solução de reforço (tardoz / jusante)
24 MUROS DE ESPERA PATOLOGIAS Deformação / rompimento devido a embate de bloco / acumulação de materiais no tardoz Corrosão nos elementos metálicos (perfis metálicos, anéis, redes, cabos) AÇÕES DE CORREÇÃO Limpeza e remoção do material no tardoz Reparação / substituição dos elementos metálicos Solução a montante 1) Redes pregadas 2) Pregagens pontuais 3) Betão armado
25 06 PRÓXIMOS PASSOS DRONES Apoio na inspeção visual em locais de difícil acesso. SISTEMA DE GESTÃO DE OBRAS DE CONTENÇÃO Uniformização e gestão sistematizada dos ativos nas redes viárias. Inclui o cadastro, avaliação do estado de conservação e prioritização das ações de correção.
26 OBRIGADO
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