Aula 3 Conhecimentos Técnicos sobre Aviões
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- Tiago Coelho Tuschinski
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1 Universidade Federal do ABC Aula 3 Conhecimentos Técnicos sobre Aviões AESTS002 AERONÁUTICA I-A
2 Suporte ao aluno Site do prof. Annibal: ts002-aeronautica-i-a
3 Tópicos desta aula PARTE I Trem de Pouso Sistema Hidráulico Motores Térmicos noções gerais PARTE II Familiarização e Cultura Aeronáutica RMK/CIENTE MET/AIS pela internet
4 Trem de Pouso (LANDING GEAR) Trem de pouso é o sistema concebido para suportar o avião sobre a superfície (solo ou água). As principais funções do trem de pouso são: Absorção dos impactos do pouso e do taxi Fornecer capacidade de frenagem. Permitir o reboque (towing) do avião. Manobra no solo (ground maneuver):
5 Trem de Pouso
6 Trem de Pouso - Classificações Quanto ao meio de operação
7 Trem de Pouso - Classificações Quanto à distância de pouso e decolagem
8 Trem de Pouso - Classificações Quanto à mobilidade
9 Trem de Pouso - Comando
10 Trem de Pouso - Comando
11 Trem de Pouso - Classificações Quanto a disposição das rodas
12 Trem de Pouso de Mola É o tipo mais simples. Lâmina ou tubo de aço flexível que atua como mola, absorvendo o impacto do pouso. A mola não amortece o impacto.
13 Trem de Pouso Rígido e Articulado O amortecimento é realizado por grossos aros de borracha. Durante o pouso o trem abre-se para os lados, esticando os aros de borracha, absorvendo o impacto. Os amortecedores de borracha podem ter a forma de discos ou cordas => Obsoletos.
14 Trem de Pouso: Amortecedores (Shock Absorbing Devices) Amortecedores Hidráulicos (Liquid Springs) Constituído por um pistão que desliza dentro de um cilindro contendo fluido oleoso. Esse fluido realiza o amortecimento do impacto e uma feixe de molas externo suporta o peso do avião. Quando o avião toca o solo, a carga da roda move o pistão no cilindro forçando o óleo através de um pequeno orifício. O fluxo de óleo através desse orifício encontra resistência e com isso se dá a absorção da carga na roda.
15 Trem de Pouso: Amortecedores (Shock Absorbing Devices) Amortecedores Hidropneumáticos (Oleo-Pneumatics) Ar ou gás dentro do cilindro é comprimido a uma pressão suficientemente elevada para suportar o peso do avião. O amortecimento é eficaz e evita o salto do avião, mesmo em pousos duros.
16 Trem de Pouso: Conjunto do Rodas Rolagem do avião Frenagem Pneu Partes constituintes: Roda Freio
17 Trem de Pouso: Pneus Alta Pressão Aviões com trem de pouso retráteis Obsoletos => Substituídos pelos Extra Alta Pressão Pistas duras: asfalto, concreto Baixa Pressão Aviões com trem de pouso fixo Pistas macias: terra, grama Baixo Perfil Trem de pouso de nariz Extra Alta Pressão Jatos e turbo hélices civis e militares Baixo Perfil Alta Pressão Utilizado em altas velocidades de decolagem.
18 Trem de Pouso: Tipos Básicos de Construção de Rodas
19 Trem de Pouso: Freios Frenagem Curvas fechadas no solo => Frenagem diferencial Pivot (peão) Nos trens principais. Raras exceções têm no trem de nariz.
20 Trem de Pouso: Freios Tipos de Freio Freio a Tambor Freio a Disco Freio a Tambor Constituído por um tambor que gira com a roda. Quando o freio é acionado, as sapatas ou lonas se se atritam contra a parte interna do tambor, produzindo a frenagem da roda. Freio a Disco Constituído por um disco que gira com a roda. Quando o freio é acionado, o fluido hidráulico faz as pastilhas exercerem pressão sobre o disco, produzindo a frenagem da roda.
21 Trem de Pouso: Controle Direcional em Solo Triciclo Convencional Trem de nariz Bequilha
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23 Sistema Hidráulico É o sistema destinado a acionar componentes através da pressão transmitida por um fluido.
24 Sistema Hidráulico - Funções Aviões de Grande Porte Acionamento dos controles primários Profundor/estabilizador Leme Ailerons/spoilers Acionamento dos controles secundários Flaps Trim Speed brakes Baixar e recolher o trem de pouso Aciomanento dos freios de roda Steering do trem de pouso Acioanamento dos reversos Aviões de Pequeno Porte Acionamento dos freios de roda OBS: A força muscular do piloto é suficiente para acionar o resto!
25 Motores Térmicos São motores que transformam energia calorífica em energia mecânica. Motores de combustão externa O combustível é queimado fora do motor. Motores de combustão interna O combustível é queimado dentro do motor. Elevada potência e leve => requisito para uso aeronáutico
26 Classificação dos aviões quanto ao sistema de propulsão Aviões a Hélice Motor não produz diretamente a tração => Hélice A hélice impulsiona grandes massas de ar a velocidades pequenas (relativamente) Motor a Pistão Turbo Hélice (turboprop) Aviões a Reação Motor impulsiona o ar diretamente O motor impulsiona pequenas massas de ar a grandes velocidades (relativamente) Turbojato (turbojet) Turbofan
27 Motor a pistão Motor a Pistão Semelhante aos utilizados em automóveis Satisfaz exigências aeronáuticas: Leveza, confiabilidade e eficiência Econômico e eficiente em baixas altitudes e baixas velocidades Baixo custo
28 Turbojato Turbojato O ar é admitido e impulsionado num fluxo de alta velocidade, utilizando a energia expansiva dos gases aquecidos pela combustão. Antieconômico em baixas velocidades e baixas altitudes Combustão é constante e ignição é utilizada apenas na partida Turbina aciona o compressor
29 Turbojato Ciclo de Brayton ideal em um motor a jato.
30 Turbofan Turbofan É um turbojato onde a turbina aciona o compressor e um fan (ventilador). Uma parte do ar é impulsionada pelo fan, passando pela parte externa do motor, misturando-se com o fluxo de alta temperatura do jato principal. Elevada tração, baixo ruído, e grande economia de combustível.
31 2-spool, high-bypass turbofan 1. Corpo 2. Fan 3. Compressor de baixa pressão 4. Compressor de alta pressão 5. Câmara de combustão 6. Turbina de alta pressão 7. Turbina de baixa pressão 8. Saída principal 9. Saída do fan A. Baixa pressão B. Alta pressão C. Estático
32 Turbo Hélice Turbo Hélice É um turbojato modificado onde quase toda energia do jato é usada para acionar uma turbina que, por sua vez, acionada uma hélice, através de uma caixa de engrenagens de redução.
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34 Embraer EMB-110 A UFABC (Universidade Federal do ABC) recebeu, dia 19 de maio de 2017, duas aeronaves desativadas da Força Aérea Brasileira. Os modelos servirão de laboratório didático para o curso de Engenharia Aeroespacial da universidade e são frutos de um pedido de doação formalizado em 2014 pelo Ministério da Defesa. Os modelos doados foram o helicóptero militar UH-1 Iroquois, utilizado na Guerra do Vietnã e o avião Embraer BEM-110, primeiro a ser produzido pela empresa nacional. A manutenção ficará por conta dos alunos e professores. A doação coloca a universidade em um restrito grupo de instituições de Ensino Superior com essa classe de instalações.
35 Afterbuurner Injeção de combustível após a combustão. A mistura se incendeia, reaquecendo o gás.
36 Afterburner Alto custo em combustível. Eficaz em voos supersônicos. Aplicações militares.
37 Requisitos de um motor aeronáutico Segurança de funcionamento Durabilidade Ausência de vibrações Economia Facilidade de manutenção Compacidade Eficiência térmica
38 Eficiência Térmica
39 Leveza
40 Facilidade de Manutenção e Durabilidade Facilidade de Manutenção e Durabilidade A Segurança de funcionamento depende de uma cuidadosa manutenção, que pode ser dividida em: Inspeções Periódicas Revisão Geral Inspeções Periódicas Os motores devem ser inspecionados em intervalos (25 horas, 50 horas, etc) Feitos serviços como troca de óleo, limpeza ou substituição de filtros, regulagens, etc. Revisão Geral Durabilidade: é o tempo em horas de voo ao qual, após decorrido, o motor sofre uma revisão geral. Nessa revisão geral, o ~motor é totalmente desmontado para verificação e substituição de peças desgastadas ou danificadas. TBO: Time Between Overhauls (tempo entre revisões gerais)
41 Economia Economia Os motores aeronáuticos devem ter baixo consumo de combustível. Existe duas definições: Consumo Horário Consumo Específico Consumo Horário É a quantidade de combustível gasto por hora de funcionamento. Exemplo: 30 litros/h, 7 gal/h, 1500 kg/h Utilizado para cálculos de navegação. Consumo Específico É o consumo horário por potência desenvolvida. Exemplo: 0,2 litro/h/hp => o motor consome 0,2 litro de combustível por hp produzido, em cada hora de operação. Utilizado para comparação de eficiência de motores.
42 REFERÊNCIAS UTILIZADAS NESTA AULA 3.1 Jorge M. Homa, Aeronaves e Motores, Editora Asa, 29ª Edição. 3.2 Theodore A. Talay, Introduction to the Aerodynamics of Flight, NASA SP-367, Jan Roskan, Airplane Design Part IV: Layout of Landing Gear and Systems, DARCorporation, Lawrence - KS, John F. Welch, Van Sickle s Modern Airmanship, Tab Books, 7th Edition, Francis J. Hale, Introduction to Aircraft Performance, Selection, and Design, John Wiley & Sons, Jan Roskan, Chuan-Tau Edward Lan, Airplane Aerodynamics and Performance, DARCorporation, Lawrence - KS, 1997.
43 Para o trabalho Fabricante 2. Modelo 3. Uso 4. Asa 5. Aileron 6. Fuselagem 7. Estabilizador 8. Profundor 9. Flapes 10. Slats 11. Deriva 12. Leme 13. Spoilers 14. Manche 15. Trem de pouso 16. Amortecedores de pouso 17. Distância de pouso e decolagem 18. Rodas 19. Motores 20. Eficiência dos motores 21. TBO
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