ATA SUBCOMISSÃO DE FITOPATOLOGIA
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- Aurélia Carreiro Gonçalves
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1 ATA SUBCOMISSÃO DE FITOPATOLOGIA Londrina, 02 de agosto de 2012 Coordenador: Erlei Melo Reis - UPF Relator: Claudine Dinali Santos Seixas - Embrapa Soja A Subcomissão de Fitopatologia, tendo como coordenador o Professor Erlei Melo Reis, da Universidade de Passo Fundo (UPF), e como relatora a pesquisadora Claudine Dinali Santos Seixas, da Embrapa Soja, reuniu-se nos dias 30 de julho, 01 e 02 de agosto de 2012, nas dependências da Sociedade Rural, em Londrina, PR, contando com a presença dos seguintes representantes: REPRESENTANTES CREDENCIADOS TITULARES (10 participantes): - Alexandre Dinnys Roese - Embrapa Agropecuária Oeste - Carlos André Schipanski - Fundação ABC - Carlos Mitinori Utiamada - Tagro - Claudine Dinali Santos Seixas - Embrapa Soja - Erlei Melo Reis - UPF - Heraldo Rosa Feksa - Fapa - José Maurício Fernandes - Embrapa Trigo - Juliana S. Silva Bruinsma - CCGL TEC - Rosangela Dallemole Giaretta - Iapar - Sandra Maria Zoldan OR Sementes - Tatiane Dalla Nora Montecelli - Coodetec REPRESENTANTES CREDENCIADOS SUPLENTES (5 participantes): - Flávio Martins Santana - Embrapa Trigo - Franciele Mioranza - Coodetec - Luiz Nobuo Sato - Tagro - Ricardo Brustolin - UPF pg. 1 de 16
2 OUTROS PARTICIPANTES (31 participantes): Adriano Luiz Bóss Alan Cordeiro Vaz Alexandre Vial Alfredo Rodelo Fontes Augusto Ivriw Junior Camila Guerreiro Bottacin Camila Turra Carlos Zamataro Caroline Garcia Vicente Claudio Malinski Cristiano Büchling Douglas Lau Elves Aguer Hespanltol Emerson da Silva Nunes Fabiano Romero Flavio Mata Bayer Joaquim Mariano Costa Juliano Salatta Calegari Luiza Helena Klingelfuss Baptista Marcelo Katakura Marcia Soares Chaves Maria Imaculada Pontes Moreira Lima Mario Lucio Uzuelle Rissi Matias Tadachi Takachi Junior Priscila Zanatta Rafael Pereira Renan Carvalhal Renato Hobold Watanabe Sergio Yutaka Utiyama Werner Schumann Wilson Story Venancio pg. 2 de 16
3 OS TRABALHOS APRESENTADOS FORAM OS SEGUINTES (06): Título: NOVA TÉCNICA DE APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS VISANDO AO CONTROLE DA GIBERELA EM TRIGO Autores: Ricardo Brustolin; Erlei Melo Reis; Roberto Luis de Rossi; Walter Boller; Lucas Pedron Apresentador: Ricardo Brustolin Título: O AZEVÉM E A SANIDADE DAS LAVOURAS DE CEREAIS DE INVERNO Autores: Erlei Melo Reis; Anderson Luiz Durante Danelli; Ricardo Brustolin Apresentador: Erlei Melo Reis Título: EFEITO DO TRATAMENTO QUÍMICO DE SEMENTES NO CONTROLE DO VÍRUS DO MOSAICO COMUM DO TRIGO Autores: Caroline de Lima Wesp; Lucas Navarini; Juliana S. da Silva Bruinsma; Gilmar Seidel Apresentador: Caroline De Lima Wesp Título: EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA GIBERELA DO TRIGO, NA SAFRA Autores: Flávio M. Santana; Claudine D.S. Seixas; Carlos A. Schipanski; Heraldo Feksa; Ricardo T. Casa; Caroline Wesp Apresentador: Flávio M. Santana Título: EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA BRUSONE DO TRIGO NA SAFRA Autores: Flávio M. Santana; Claudine D. Seixas; Angelo A. Sussel; Carlos A. Schipanski; Tatiane D. Nora; Douglas Lau Apresentador: Flávio M. Santana Título: MANEJO DE GIBERELA (Fusarium graminearum) EM TRIGO COM APLICAÇÃO DE FUNGICIDAS Autores: Heraldo Rosa Feksa; Eduardo Prigol Virmond; Berthold Duhatschek; Eduardo Siega Apresentador: Heraldo Rosa Feksa pg. 3 de 16
4 DOS TRABALHOS INSCRITOS, SEIS NÃO FORAM APRESENTADOS. Título: Eficiência de fungicidas no controle de doenças foliares na cultura do trigo. Autores: Daiane Correa; Juarez de Marco Junior; Mayra Juline Gonçalves Título: Curvas do progresso do oídio do trigo sob diferentes tratamentos de controle. Autores: Daiane Correa; Juarez de Marco Junior; Mayra Juline Gonçalves Título: Análise da curva do progresso da ferrugem da folha do trigo. Autores: Daiane Correa; Juarez de Marco Junior Título: Sensibilidade de giberela do trigo à fungicidas. Autores: Daiane Correa; Juarez de Marco Junior Título: Avaliação da eficiência de fungicidas no controle da brusone do trigo, em Londrina, safra Autores: Jessica Guizeline; Claudine Dinali Santos Seixas; Manoel Carlos Bassoi; José Salvador Foloni; Maria Cristina Neves de Oliveira; Flavio Martins Santana Título: Avaliação da eficiência de fungicidas no controle de Gibberella zeae em trigo, em Ponta Grossa, PR, safra Autores: Claudine Dinali Santos Seixas; Jessica Guizeline; José Salvador Foloni; Maria Cristina Neves de Oliveira; Manoel Carlos Bassoi; Flavio Martins Santana TRABALHO DESTAQUE ESCOLHIDO PARA APRESENTAÇÃO NA PLENÁRIA FINAL : Foi escolhido, por unanimidade, o seguinte trabalho para apresentação na plenária final: Eficiência de fungicidas para o controle da brusone em trigo - safra 2011: ensaios cooperativos em rede. Apresentador: Flávio Martins Santana pg. 4 de 16
5 PROPOSIÇÕES DE INCLUSÃO DE NOVOS PRODUTOS NAS INFORMAÇÕES TÉCNICAS: 1) A empresa Bayer solicitou a inclusão do fungicida Fox (trifloxistrobina + protioconazol) para o controle de mancha amarela (Drechslera tritici-repentis) e ferrugem da folha (Puccinia triticina) na dose de 0,4 L ha -1 de produto comercial, com adição de 0,25% de óleo metilado de soja (Aureo). A solicitação foi aprovada por unanimidade. O Prof. Erlei Melo Reis fez o relato dos laudos chamando a atenção para a necessidade de cuidado com o nome dos agentes causais de doenças, que devem ser atualizados. A pesquisadora Claudine Seixas comentou sobre a dificuldade de analisar os laudos já que as normas da comissão para apresentação dos mesmos são muito gerais. REVISÃO/ALTERAÇÕES NAS INFORMAÇÕES TÉCNICAS E NORMAS 1) Tabela de fungicidas para tratamento de semente: o Prof. Erlei apresentou três tabelas com resultados dos seus ensaios e propôs que fossem inseridas no lugar da tabela atual que é geral, não apresentando qual produto é eficiente para qual(is) patógeno(s). Após discussão houve uma contraproposta que foi aprovada: o Prof. Erlei deve refazer a análise estatística retirando os tratamentos com produtos não-registrados. Uma nova tabela será montada com base nesses dados, contendo todos os produtos e todos os fungos, assinalando qual produto pode ser usado para qual patógeno, facilitando assim a consulta por parte dos interessados. 2) Alteração no texto sobre tratamento de sementes, terceiro parágrafo, página 107. Foi aprovada a seguinte redação: Resultados de pesquisa mostram que combinações das moléculas químicas iprodiona (para os fungos Bipolaris sorokiniana e Drechslera siccans) ou difenoconazole (para os fungos Bipolaris sorokiniana e Drechslera siccans) com carbendazim (para o fungo Fusarium graminearum) apresentam eficácia para o controle desses fungos associados a sementes. Entretanto esses produtos não estão registrados junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) para essa finalidade. pg. 5 de 16
6 3) Tabela de fungicidas para doenças foliares: o Prof. Erlei propôs que fossem retirados os produtos a base apenas de triazóis. Após discussão houve uma contraproposta que foi aprovada: fazer uma tabela única para todas as doenças de etiologia fúngica e todos os fungicidas indicando quais fungicidas podem ser utilizados no manejo de cada doença, facilitando assim a consulta por parte dos interessados. 4) Proposta conjunta apresentada por representantes do IAPAR, da UPF e da Coodetec: alteração do texto sobre brusone (item da publicação Informações técnicas para Trigo e Triticale Safra 2012 ) ficando com a seguinte redação: Brusone (pág ) A brusone (Pyricularia grisea) é uma doença de difícil controle e sua ocorrência altamente influenciada pelo ambiente. Essa doença ataca a planta de trigo especialmente em regiões em que, a partir do início do emborrachamento, ocorrem chuvas frequentes e contínuas. Os dados disponibilizados pela pesquisa não dão suporte a eficiência do controle químico dessa doença e a sua indicação. Para reduzir a probabilidade de danos por brusone devem-se evitar semeaduras precoces, respeitando o zoneamento agrícola, e dar preferência ao cultivo de cultivares menos suscetíveis, especialmente em áreas mais sujeitas a ocorrência da doença. Procurar diversificar cultivares para evitar o espigamento na mesma época. Foi proposto e aprovado retirar a Tabela 49 (Fungicidas que apresentam fungitoxicidade a brusone Pyricularia grisea). 5) Proposta de novas normas para teste de fungicidas: o Pesquisador João Leodato Nunes Maciel, da Embrapa Trigo, enviou para alguns membros da comissão uma proposta de normas com base em discussões durante a Reunião de Veranópolis-RS, em O Prof. Erlei apresentou esse texto com as suas sugestões que foi discutido pelo grupo presente. O texto aprovado segue abaixo. pg. 6 de 16
7 NORMAS PARA AVALIAÇÃO E INDICAÇÃO DE FUNGICIDAS PARA AS CULTURAS DE TRIGO E TRITICALE CAPÍTULO I DOS CRITÉRIOS PARA EXECUÇÃO DOS ENSAIOS E CONFECÇÃO DE LAUDOS PARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE FUNGICIDAS PARA TRATAMENTO DE SEMENTE Art. 1º. Os laudos com avaliações de desempenho dos fungicidas deverão, obrigatoriamente, conter ensaios de laboratório e de campo, conforme o método descrito abaixo. Art. 2º. Os ensaios de laboratório para avaliação da eficiência de fungicidas para tratamento de semente de trigo deverão atender aos seguintes requisitos: I. A fungitoxicidade dos produtos deve ser avaliada em bioensaios conduzidos em laboratório, para cada um dos principais patógenos e fungos de armazenamento associados às sementes de trigo (Bipolaris sorokiniana, Drechslera tritici-repentis, D. siccans, Pyricularia oryzae, Fusarium spp., Aspergillus spp.); II. As sementes devem ser infectadas naturalmente ou artificialmente, usando o método de restrição hídrica, apresentando incidência acima de 20% para permitir a discriminação dos produtos; III. Deve ser usado o método padrão de teste de sanidade recomendado pela INTERNATIONAL SEED TESTING ASSOCIATION (ISTA), ou seja, os métodos do papel de filtro ou meio de cultura ou meios semi-seletivos para Bipolaris, Drechslera e Fusarium. IV. Cada tratamento, assim como a testemunha sem fungicida, deve ser constituído de, no mínimo, quatro repetições de 100 sementes; V. A eficiência de um tratamento deve ser avaliada pela contagem do número de sementes infectadas e/ou com a presença da frutificação dos fungos alvo, e expressa em porcentagem de controle, em relação à testemunha sem fungicida, para cada espécie recuperada; VI. Cada experimento deve ser repetido pelo menos duas vezes e ter, no mínimo, seis tratamentos, incluindo a testemunha sem fungicida e, pelo menos, um tratamento padrão; VII. O lote de semente usado será o mesmo dos testes de laboratório, devendo apresentar qualidade fisiológica adequada (vigor > 70% e germinação > 80%); Art. 3º. Nos experimentos de campo, as avaliações de fungicidas para tratamento de sementes devem obedecer aos seguintes requisitos: I. Cada experimento deve ser constituído de, no mínimo, seis tratamentos, incluindo um tratamento testemunha, sem fungicida, e, pelo menos, um tratamento padrão; II. Os ensaios em campo devem ser conduzidos dentro da época de semeadura comercial indicada para cada estado ou região e repetidos duas vezes; pg. 7 de 16
8 III. O delineamento experimental deve ser de blocos casualizados com, no mínimo, quatro repetições, com parcelas com tamanho mínimo de 12 m 2 e, no mínimo, com seis linhas espaçadas 0,17 m a 0,2 m. A densidade de semeadura deve ser de acordo com a recomendação para a cultivar, conforme o teste de germinação da amostra; IV. Todos os tratos culturais devem ser de acordo com as Informações Técnicas para Trigo e Triticale em todos os tratamentos. Avaliações a serem realizadas: a) determinação da população inicial, com a contagem do número de plântulas em 4 m das 4 (quatro) linhas centrais, três ou quatro semanas após a semeadura; b) determinação da incidência de sintomas em coleóptilos e plúmulas sete a dez dias após a emergência; c) fitotoxicidade, avaliada pela observação do atraso da emergência (três avaliações realizadas no início da emergência, dois e quatro dias após), altura de plântulas, clorose, redução da população e/ou outros sintomas, quando apropriado; d) colheita das linhas centrais de cada parcela equivalente a uma área útil de, no mínimo, 5 m 2 e determinação de rendimento pela fórmula: kg/ha = (100- US) PP/(100-13)AP/10 Sendo: US = umidade da semente PP = peso por parcela, em kg AP = área útil da parcela e) Incluir os dados climáticos (temperatura e pluviosidade) do período compreendido 15 dias antes da semeadura do experimento. CAPÍTULO II DOS CRITÉRIOS PARA EXECUÇÃO DE ENSAIOS E CONFECÇÃO DE LAUDOSPARA AVALIAÇÃO DA EFICÁCIA DE FUNGICIDAS NO CONTROLE DE DOENÇAS DA PARTE AÉREA EM CAMPO Art. 4º. Os laudos com avaliações de desempenho dos fungicidas deverão, conter ensaios de campo que obedeçam aos critérios e métodos descritos neste capítulo I. As cultivares de trigo a serem usadas nos ensaios de campo deverão ser aquelas indicadas pela CPTT para o local onde o ensaio será realizado e suscetível a doença alvo em questão, II. O delineamento experimental deve ser de blocos casualizados com as seguintes condições mínimas: quatro repetições, 12 m 2 de tamanho de parcela e seis linhas espaçadas de 0,17 m pg. 8 de 16
9 a 0,2 m. A densidade de semeadura deve ser de acordo com a recomendação para a cultivar, conforme o teste de germinação do lote; III. O experimento poderá ser realizado com semeadura em parcelas ou com parcelas demarcadas em lavouras comerciais; IV. A época de semeadura deve ser a mesma da semeadura comercial, indicada para cada estado ou região, exceto nos casos em que seja necessário alterar a época para favorecer a ocorrência da doença, justificando-se; V. A aplicação de fungicidas deve ser efetuada com pulverizador de precisão a pressão constante, usando tipo de bico e volume de calda que assegurem adequada cobertura; VI. Cada experimento deve conter uma testemunha sem fungicida e pelo menos um produto já indicado. Art. 5º. Avaliações a serem realizadas: a) Determinar a quantidade de doença presente no momento da primeira aplicação; b) no momento da execução de cada operação, pulverização ou avaliação de doenças, deve ser anotado o estádio de desenvolvimento da cultura, considerando a escala fenológica de Zadoks et al., 1974; c) no momento de cada aplicação de fungicida e no momento em que a testemunha sem fungicida atingir o estádio de maturação (estádio 93 da escala fenológica de Zadoks et al., 1974), proceder à quantificação da intensidade de todas as doenças que ocorrerem no experimento, além da doença alvo; d) Para cada doença deve ser seguido o critério preconizado nas Indicações para pulverização e adotado o critério patométrico mais apropriado; e) Determinar a data em que cada tratamento atingiu o estádio de maturação de colheita (estádio 93 da escala fenológica de Zadoks et al., 1974) e fazer a colheita de acordo com o momento de maturação para cada tratamento, considerando a área útil mínima de 5,0 m 2 por parcela; f) Rendimento de grãos, convertendo para kg/ha a 13% de umidade, pela fórmula: kg/ha = (100-US) PP/(100-13) AP/10 Onde: US = umidade da semente colhida PP = peso da colheita de cada parcela AP = área útil da parcela (mínimo de 5,0 m 2 ). CAPÍTULO III DOS CRITÉRIOS PARA INDICAÇÃO DE FUNGICIDAS pg. 9 de 16
10 Art. 6º. O fungicida deve estar registrado no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), para a cultura do trigo e a doença visada. Art. 7º. Para tratamento de semente deverão ser apresentados, pelas empresas interessadas, no mínimo, dados de quatro laudos técnicos de eficácia completos (dados de laboratório e de campo) obedecendo o exposto no Capítulo I, e, para fungicida da parte aérea, no mínimo quatro laudos técnicos de eficácia obedecendo o exposto no Capítulo II que justifiquem a indicação do fungicida. A critério da subcomissão a indicação poderá ser regionalizada. Esses trabalhos devem ser realizados por, pelo menos duas instituições diferentes. Somente serão aceitos laudos realizados nos últimos cinco anos. 1º. Para tratamento de semente, o produto ou mistura deve apresentar eficácia mínima de controle da incidência e/ou da transmissão de Bipolaris sorokiniana, Drechslera triticirepentis, D. siccans e Stagonospora nodorum de 90% em ensaios de laboratório usando-se meios semi-seletivos. Opcionalmente pode-se realizar ensaio em casa de vegetação, além dos de laboratório. 2º. Caso exista uma rede de ensaios cooperativos formatada na subcomissão, o produto deve ser inserido na rede, constituída por membros credenciados nessa subcomissão, e deve apresentar eficiência igual ou superior ao padrão utilizado nos ensaios. Havendo proposta de inclusão de produtos, o coordenador da rede deverá enviar um relatório com os resultados para as instituições credenciadas no mínimo 15 dias antes do início da Reunião de Pesquisa de Trigo e Triticale. Art. 8º. Até 15 dias antes da data de abertura da Reunião Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale (data de postagem), os requerimentos para inclusão de novos fungicidas nas Indicações Técnicas deverão ser encaminhados pelas empresas interessadas às instituições credenciadas na Subcomissão de Fitopatologia e que participaram da reunião de pesquisa realizada no ano imediatamente anterior. Esses requerimentos devem vir acompanhados das respectivas monografias do Ministério da Saúde (dados toxicológicos), do texto da bula de cada produto e de cópias dos laudos de eficácia com valor científico. Parágrafo único. Os laudos devem ser redigidos de acordo com o modelo do anexo I. Art. 9º. Para indicação, os tratamentos com fungicidas na parte aérea deverão apresentar eficácia igual ou superior à de um produto indicado por essa comissão para a doença-alvo e rendimento de grãos significativamente superior ao da testemunha. Art. 10º. O fungicida será incluído nas indicações com os seguintes dados: a) Nome comum; b) Nome(s) comercial(is) e formulação(ões) registrada(s) no MAPA; pg. 10 de 16
11 c) Formulações e concentrações (g i.a./kg ou litro); d) Dose (g i.a./ha ou /100 kg semente); e) Dose (kg ou litro p.c./ha ou/100 kg semente); Art. 11º. Para alteração de doses dos fungicidas indicados, devem ser seguidos os critérios especificados nos capítulos I e II. CAPÍTULO IV DOS CRITÉRIOS PARA RETIRADA DE FUNGICIDAS DA INDICAÇÃO Art. 12º. O fungicida será retirado da indicação quando apresentar, pelo menos, uma das seguintes situações: a) Três e quatro trabalhos que demonstrem a ineficiência do produto, para tratamento de semente e da parte aérea, respectivamente, durante duas safras agrícolas, ou no mesmo ano, se executados por diferentes instituições; b) Solicitação da retirada de indicação pela empresa detentora do fungicida; c) Que estejam em desuso ou fora do mercado consultando-se a empresa detentora. d) Não ter registro no MAPA. Parágrafo único. A subcomissão de Fitopatologia reserva-se o direito de não indicar produtos que, apesar da eficácia no controle das doenças visadas, apresentem toxicologia ou efeitos nocivos ao ambiente. CAPÍTULO V DAS CONSIDERAÇÕES GERAIS Art. 13º. Os casos omissos serão resolvidos pela subcomissão de Fitopatologia, durante as Reuniões da Comissão Brasileira de Pesquisa de Trigo e Triticale. Anexo I Formulário para solicitação de inclusão de fungicidas na publicação Informações Técnicas para Trigo e Triticale RELATÓRIO TÉCNICO DE PRATICABILIDADE E EFICIÊNCIA AGRONÔMICA 1. TÍTULO 2. Informações sobre solicitante e executor a) Empresa solicitante (nome e endereço): b) Técnico(s) responsável(is) pela execução (nome, instituição e endereço profissional): pg. 11 de 16
12 c) Município/UF de execução: d) Ano de execução: e) Doença alvo: f) Agente causal (verificar o nome correto na última publicação Informações Técnicas para Trigo e Triticale disponível) g) Produto testado (nome comercial e nome técnico): 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1. Informações Gerais a) Descrição do local de execução (proprietário da área, coordenadas geográficas, altitude, etc.): b) Tipo de solo: c) Cultura anterior: d) Datas da semeadura e da emergência: e) Sistema de cultivo: f) Cultivar utilizada: g) Espaçamento: h) Densidade de semeadura (número de sementes viáveis por hectare): i) Tratamento de semente: pg. 12 de 16
13 j) Adubação (base e cobertura): l) Tratos culturais [herbicidas, inseticidas e fungicidas (exceto os tratamentos) utilizados, nome dos produtos, número e época de aplicação]: m) Outras doenças observadas no experimento: n) Data da colheita: 3.2. Descrição dos produtos testados a) Nome comercial: b) Nome comum: c) Grupo químico: d) Concentração Descreva aqui a dose em g i.a./ha ou /100 kg semente, para tratamento de sementes, ou g i.a./kg ou litro, para tratamento da parte aérea.: e) Formulação: f) Classe toxicológica: g) Classe ambiental: h) Adjuvante (nome e dose do produto comercial usado): 3.3. Tratamentos pg. 13 de 16
14 a) Apresentar na forma de tabela contendo as seguintes informações: número do tratamento, nome do tratamento (fungicida + adjuvante), incluindo nome comum e comercial; dose do produto comercial (fungicida e adjuvante) incluindo ingrediente ativo/ha ou por 100 kg de semente e produto comercial/ha ou por 100 kg de semente. b) Data e estádio da cultura na aplicação dos tratamentos: c) Quantificação da doença alvo no momento de cada aplicação: d) Tecnologia de aplicação dos produtos: - Modo de aplicação - Equipamento - Tipo de ponta (bico) - Pressão - Volume de calda - Condições meteorológicas (temperatura, umidade do ar e velocidade do vento) no momento de cada aplicação dos tratamentos 3.4. Delineamento experimental a) Delineamento experimental: b) Número de tratamentos: c) Número de repetições: d) Parcela experimental (número de linhas,, área total e área útil): pg. 14 de 16
15 e) Análise estatística: 3.5. Método(s) de avaliação a) Variáveis quantificadas (ex. incidência, severidade, rendimento, peso de mil grãos, peso hectolitro) e calculadas (ex. AACPD): b) Critérios para avaliação (quantas plantas/folhas/espigas por parcela; escala utilizada; número e data das avaliações; forma de cálculo das variáveis quantificadas, etc.): 3.6. Outras informações relevantes (se considerar necessário) 4. RESULTADOS (Descrever sucintamente e apresentar na forma de tabelas e/ou gráficos, com análise de variância e teste de médias) 5. CONCLUSÃO 6. REFERÊNCIAS 7. DATA E ASSINATURA 8. ANEXOS - Cópia do RET - Cópia da bula no caso de produto já registrado pg. 15 de 16
16 6. Proposta de formulário para solicitação de inclusão de fungicidas na publicação Informações Técnicas para Trigo e Triticale. O Prof. Erlei informou que tem uma proposta mas faltavam alguns ajustes. Com isso, durante a reunião não foi possível analisar a proposta. Foi montada uma comissão para analisar a proposta, com posterior envio aos credenciados para análise e sendo aprovada será incluída nessa ata. A comissão foi composta por: - Alexandre Dinnys Roese Embrapa Agropecuária Oeste - Claudine Dinali Santos Seixas Embrapa Soja coordenadora - Douglas Lau Embrapa Trigo - Erlei Melo Reis UPF - Rosangela Dallemole Giaretta - Iapar - Tatiane Dalla Nora Montecelli - Coodetec Essa comissão tem 45 (quarenta e cinco) dias para concluir o trabalho. ASSUNTOS GERAIS 1) A reunião da rede dos ensaios cooperativos foi marcada para o dia seis de dezembro desse ano, em Londrina, na Embrapa Soja, para apresentação dos resultados dos ensaios de 2012 e discussão sobre os ensaios de ) A partir de 2013, a reunião da rede passará a ocorrer na véspera da Reunião de Pesquisa de Trigo e Triticale. pg. 16 de 16
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6.4 CONTROLE DE PLANTAS DANINHAS Prejuízos: -Competição por água; -Competição por luz; -Competição por nutrientes; -Hospedeiros de pragas e doenças; -Interferência na operação de colheita. Período de competição:
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