Hormônios Crescimento e Testosterona

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1 Hormônios Crescimento e Testosterona Prof. Dr. Talmir Augusto Hormônio do Crescimento somatotrofina ou GH 1

2 É uma pequena proteína, produzida e secretada pela glândula hipófise anterior. O hormônio do crescimento humano é uma proteína de 191 aminoácidos com uma massa molecular Durante a fase de crescimento, sob ação deste hormônio, quase todas as células nos tecidos aumentam em volume e em número, propiciando um crescimento dos tecidos, dos órgãos e, consequentemente, o crescimento corporal. 2

3 Principais efeitos tecidos Aumento na síntese protéica celular - Isso ocorre porque o hormônio do crescimento aumenta o transporte de aminoácidos através da membrana celular, aumenta a formação de RNA e aumenta os ribossomos no interior das células. Aumento da utilização de gordura pelas células para produção de energia - ocorre, também, uma maior mobilização de ácidos graxos dos tecidos adiposos para que os mesmos sejam utilizados pelas células. Menor utilização de glicose pelas células para produção de energia - promove, assim, um efeito poupador de glicose no organismo. 3

4 O GH é secretado na corrente sangüínea pelas células somatotrópicas da glândula pituitária anterior. Dentre os hormônios dessa glândula, o GH é aquele produzido em maior quantidade. O fator de transcrição PIT-1 estimula tanto o desenvolvimento dessas células quanto sua produção de GH. A falha no desenvolvimento dessas células, assim como a destruição da glândula pituitária anterior, resulta na deficiência do GH. O Hormônio da Liberação do Hormônio do Crescimento (GHRH em inglês), proveniente do núcleo arqueado, e a grelina promovem a secreção de GH, enquanto que a somatostatina, que vem do núcleo periventricular, a inibe. 4

5 A quantidade e o padrão de secreção do GH muda ao longo de toda a vida. Os níveis basais são máximos durante a infância. A amplitude e a freqüência de picos são máximos durante o estirão pubertal. As crianças e os adolescentes sadios têm uma média de 8 picos a cada 24 horas. Os adultos, em média 5 picos. Os níveis basais, a freqüência e a amplitude dos picos caem ao longo da vida adulta. Queda na concentração do hgh ao longo da idade 20 anos 500 mcg 40 anos 200 mcg 80 anos 25 mcg Ao longo do dia, o Hormônio do Crescimento é liberado; Maior quantidade em pulsos, durante as primeiras fases do sono, rapidamente convertido no fígado para seu metabólito principal, o IGF-1, IGF-1 (insulin-like growth factor, também conhecido como somatomedina - C. 5

6 IGF-1 quem promove, a maior parte dos efeitos atribuídos ao hgh. O declínio fisiológico do Hormônio do Crescimento, com a idade, esta diretamente associado: 1. Sintomas do envelhecimento; 2. Rugas; 3. Cabelos cinza; 4. Diminuição nos níveis de energia e função sexual; 5. Aumento no percentual de gordura corporal; 6. Doenças cardiovasculares, osteoporose, etc. GH da hipófise eleva-se após exercício aeróbico. Portanto se a criança ou pré-adolescente faz muito esporte, anda de bicicleta, joga bola, exercita-se na natação, corre muito, faz várias atividades físicas, terá maior secreção de GH em comparação com o adolescente que só permanece no videogame ou está sempre grudado na televisão. É possível que o adolescente muito ativo no exercício seja o que terá maior chance de crescer melhor. 6

7 GH é um hormônio de secreção NOTURNA, isto é, a criança / adolescente precisa atingir nível de sono adequado para obter uma ótima secreção de GH durante a noite. Problemas como ansiedade permanente (briga dos pais, problemas de separação do casal, morte em família, etc.) causam dificuldade de sono tranquilo e, decorrente deste fato, diminuição da produção de GH. Algumas substâncias químicas podem ser usadas para estimular a secreção de GH durante o sono. Uma delas é a Clonidina empregada para induzir a produção e liberação de GH em crianças em crescimento. Os efeitos do hormônio do crescimento nos tecidos do organismo podem ser geralmente descritos como anabólicos (efeito construtivo). GH age por meio da interação com um receptor específico encontrado na superfície das células. 7

8 Efeito conhecido da ação do GH e parece ser estimulado por no mínimo dois mecanismos: 1. O GH estimula diretamente na divisão e multiplicação dos condrócitos da cartilagem. Estas são as células primárias encontradas nas extremidades dos ossos longos das crianças (braços, pernas, dedos). 2. O GH também estimula a produção do Fator do Crescimento do Tipo Insulina 1 (IGF-1 em inglês, antigamente conhecido como somatomedina C), um hormônio homólogo à proinsulina. O fígado é o alvo principal do GH neste processo e é o principal local de produção de IGF-1. O IGF-1 estimula o crescimento em inúmeros tecidos, e é gerado nesses tecidos-alvo, o que faz dele tanto um hormônio endócrino quanto um hormônio autócrino/parácrino. 8

9 O GH: Aumenta a retenção de cálcio e aumenta a mineralização dos ossos; Aumenta a massa muscular; induz a síntese de proteínas e o crescimento de vários órgãos do corpo. Estimula o sistema imunológico e tem um papel na homeostase de energia do organismo. Reduz o consumo de glicose por parte do fígado, que é um efeito oposto ao da insulina. Manutenção e funcionamento das ilhotas pancreáticas; tende a promover lipólise, que resulta em alguma redução do tecido adiposo (gordura corporal) e no aumento de ácidos graxos livres e glicerol na corrente sangüínea. Promove a queima de gordura ao mover gordura armazenada para a corrente sanguínea para ser utilizada como energia. Por conta desse efeito mobilizador de gordura, o GH reduz a quantidade de glicose e proteínas usada como combustível. Então, altos níveis de GH protegem a perda de massa magra e resultam em alguma redução do tecido adiposo. 9

10 Cargas sensivelmente acima do normal, os diversos tecidos respondem de maneiras diferentes (respostas descompassadas, desequilibradas, desproporcionais) e problemas podem surgir. Um exemplo é o gigantismo, diabetessevera, cardiomegalia e outros distúrbios que invariavelmente encurtam a vida do indivíduo (raramente atingem 40 anos de idade). 10

11 Controle da Secreção A quantidade de hormônio do crescimento secretada depende; A regulação da secreção é feita através do Fator de Liberação da Somatotropina (GRF). Este fator atinge a adeno hipófise através do sistema porta hipotálamo-hipofisário e estimula esta glândula a produzir e secretar maiores quantidades do hormônio do crescimento. Hormônio GH como tratamento Em 2005, os hormônios sintéticos nos Estados Unidos, (e seus fabricantes) eram o Nutropin (Genentech), o Humatrope (Eli Lilly), o Genotropin (Pfizer), o Norditropin (Novo Nordisk) e o Saizen (Serono). Também em 2005, uma empresa israelense, a Teva, lançou o Tev-Tropin aos Estados Unidos a um preço mais acessível. Riscos do tratamento: Poucas substâncias justificam tão bem quanto o GH a velha máxima de que "a diferença entre remédio e veneno é a dose". 11

12 Hormônio cobiçado pelos fisiculturistas, devido suas propriedades anabólicas e de mobilização de gorduras, o GH vem sendo usado em doses e de formas inadequadas. Um erro frequente entre esses atletas é a crença que se dissiminou de que, "quando se usa GH deve-se comer muito bem, incluindo alimentos que forneçam energia, como carboidratos". Esse erro é clássico. Em doses elevadas deste hormônio, a primeira manifestação que se mostra com evidência é a elevação dos níveis de glicemia. X O Comitê Olímpico pode detectar a presença do GH recombinante por metodologia molecular, diferenciando-o do GH natural. Além disso, dosagens elevadas de IGF1 (produzido no fígado) indicam uso de GH recombinado. Existe notícia, também, que atletas combinam GH com insulina, o que é extremamente perigoso pela possibilidade de hipoglicemia prolongada (queda do açúcar do sangue). 12

13 Submetido a altas doses de GH, os níveis de glicemia se elevam, o pâncreas é obrigado a produzir, sem parar, insulina e mais insulina. Quem produz a insulina são células chamadas de ilhotas de Langerhans. As ilhotas trabalham até literalmente estourarem. Instala-se um quadro de insulino-dependência e o indivíduo passa a ser diabético, mesmo que descontinue a administração de GH. O Pró-Hormônio do Crescimento É um complexo de glicoaminoácidos associados a substâncias de origem vegetal reguladoras da insulina e ativadoras do IGF-1. O IGF-1 (Insulin-Like Growth Factor-1), capaz de reverter alguns transtornos causados pela idade, como aumento de colesterol, perda muscular e enfraquecimento das funções mentais e neurológicas. 13

14 A diferença entre o tratamento com Pró-Hormônio do Crescimento e com o próprio Hormônio do Crescimento, é que o pró-hormônio estimula a glândula a liberar o hormônio produzido pelo próprio organismo, enquanto o hgh puro inibiria a hipófise de produzi-lo. Entre os benefícios propalados ao Pró-hGH estariam: 1. Aumento da massa muscular. 2. Redução da gordura corporal. 3. Melhora de todos os tecidos incluindo a pele através da redução de rugas. 4. Restauração do tecido capilar. 5. Restauração da cor do cabelo. 6. Aumento na energia. 7. Aumento na função sexual. 8. Melhora nos níveis de colesterol ldl/hdl. 9. Restauração do tamanho do fígado, pâncreas, coração e outros órgãos que encolhem com a idade. 10.Melhora na visão. 11.Melhora da memória. 12.Melhora no humor e no sono. 13.Normalização da pressão arterial. 14.Aumento da resistência e fluxo sanguíneo para o coração. 15.Melhora no sistema imunológico. 14

15 Automedição com Pró-hGH, gera efeitos colaterais decorrentes de doses mais altas. Entre esses efeitos observa-se a: 1. sobrecarga cardíaca por inchaço do músculo; 2. crescimento de tumores já existentes; 3. aumento das mamas; do queixo, das cartilagens, das orelhas, do nariz e até das mãos e dos pés. Outra prática perigosa e comum nos pacientes com Vigorexia (adição ou dependência ao exercício) é turbinar o efeito do Hormônio do Crescimento com doses extras de insulina. Isso pode acabar levando à morte. 15

16 Testosterona é um hormônio que causa certos efeitos tanto nos homens quanto nas mulheres. produzida nos homens pelos testículos (os quais também produzem espermatozóides e uma série de outros hormônios que controlam o desenvolvimento normal e funcionamento)e nos indivíduos do sexo feminino pelos ovários, e, em pequena quantidade em ambos, também pelas glândulas supra-renais. Vale ressaltar que a síntese da testosterona é estimulada pela ação do LH (hormônio luteinizante), que por sua vez é produzido pela pituitária anterior (adenohipófise ou simplesmente hipófise). 16

17 A testosterona é responsável: desenvolvimento e manutenção das características masculinas normais, função sexual normal e o desempenho sexual. Apesar de ser encontrada em ambos os sexos, em média, o organismo de um adulto do sexo masculino produz cerca de vinte a trinta vezes mais a quantidade de testosterona que o organismo de um adulto do sexo feminino, tendo assim um papel determinante na diferenciação dos sexos na espécie humana. Curiosidades James Dabbs e Alan Booth analisaram as relações amorosas de militares entre 30 e 40 anos e perceberam que os homens com testosterona alta eram menos propensos a se casar e se divorciavam mais facilmente. Além disso, os homens com níveis mais elevados de testosterona tinham o dobro de chances de ter relações extraconjugais do que os que apresentavam níveis mais baixos. 17

18 A testosterona é um hormônio produzido naturalmente pelo nosso organismo e é o principal hormônio ligado ao ganho de massa muscular e a diminuição da gordura corporal. Estimula o metabolismo, faz com que o corpo use a gordura acumulada como fonte de energia. De forma contrária, a deficiência desse hormônio está associado à perda de massa muscular, perda de força, acúmulo de gordura corporal, sintomas de cansaço, indisposição e perda do desejo sexual. A testosterona é sintetizada a partir do colesterol Dentro das células de Leydig, localizadas no interstício do testículo maduro. 18

19 Secreção - A testosterona é secretada durante três épocas da vida: 1) no primeiro trimestre da vida intra-uterina, transitoriamente; 2) na vida neonatal 3) continuamente após a puberdade. Regulação - A secreção testicular de testosterona é regulada, primariamente, pela secreção de hormônio luteinizante pela pituitária, a qual estimula a esteroidogênese nas células de Leydig, aumentando o substrato para sua formação e regulando o fluxo sangüíneo testicular. O hormônio do crescimento (GnRH) hipotalâmico é secretado episodicamente, controlando a secreção de hormônio luteinizante, e a testosterona, por sua vez, exerce retroalimentação (feed-back) negativa, inibindo a secreção de GnRH. 19

20 Efeitos da testosterona no sistema cardiovascular Função ventricular - O efeito anabólico do andrógeno no músculo esquelético é também evidente no coração. A relação da testosterona com a função ventricular foi sugerida em estudo experimental com ratos gonadectomizados. Após a orquiectomia, observou-se redução da massa corpórea e do peso cardíaco, além de uma significante redução do débito cardíaco, da pressão sistólica de pico, da fração de ejeção e do consumo de oxigênio miocárdio. Função vascular A diminuição da formação de placas ateroscleróticas; relaxamento dos vasos; vasodilatação também causada pela testosterona foi comprovada em pequenas artérias humanas 20

21 Uso inadequado Distúrbios de comportamento por sua ação estimulante sobre a atividade mental e física. Relatados casos de aumento incontrolável de libido e de freqüência de ereção, além de seborréia, acne, ganho de peso por efeito anabolizante na massa muscular e retenção de fluido, ginecomastia, alopécia (calvice), aumento de pêlos no corpo, mudança de timbre de voz. Esses dois últimos são efeitos irreversíveis, enquanto os anteriores são reversíveis com a suspensão de tratamento. Hormônios não esteróides:hormônio do crescimento (GH), insulina, glucagon, adrenalina (epinefrina), nora-drenalina (norepinefrina), vasopressina, eritropoetina. Não passam pela membrana celular, que é lipídica, logo precisam de um receptor ao qual possam ligar-se e entrar na célula. Os receptores são diferenciados para cada hormônio. Funcionam como numa ação enzimática (chave/ fechadura). Após a ação hormônio/ receptor, surge uma série de atividades metabólicas. Agem à nível citoplasmático. Testosterona, progesterona, cortisol. São produzidos a partir do colesterol. Não precisam de receptor, entram e vão direto ao núcleo, que é seu lugar de ação, pois é onde se encontra o material genético. Atuam principalmente na síntese de proteína. 21

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