A construção do conhecimento científico
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- Luiz Fernando Klettenberg Espírito Santo
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1 A construção do conhecimento científico Concepções Metodológicas Prof. Dr. Guanis de Barros Vilela Junior
2 Concepções metodológicas São sistemas teóricos que pretendem compreender o processo de construção e validação do conhecimento científico. Utilizam, portanto, da metalinguagem. Configuram-se como o principal objeto de estudo da epistemologia.
3 Cenário científico séculos 19 e 20 Surgimento da Física Moderna, especialmente da mecânica quântica e da relatividade. Surgimento e consolidação das ciências sociais (história, sociologia, antropologia) Notáveis avanços tecnológicos: eletricidade, telefonia, fotografia, filmografia. Surgimento da metaciência.
4 O problema da indução Formulado por D. Hume, trata-se de um dos problemas mais relevantes da epistemologia. Os resultados da observação e da experimentação fornecem a evidência para uma teoria científica, mas não podem demonstrar que a teoria é correta.
5 Empirismo Lógico do Círculo de Viena Viena (primeira metade do século XX): centro de convergência de cientistas. A metafísica (filosofia) inviabiliza a construção do conhecimento: antimetafísica. O conhecimento só é possível a partir da experiência: empiria. A ciência deve ser unificada: pan cientificismo. Seus enunciados devem ser lógicos e formais. Utilização de uma linguagem universal: matemática. Utilizam a indução probabilística para resolver o problema da indução.
6 Racionalismo Crítico de Popper Proposto por Karl Popper (A lógica da pesquisa científica, 1925) Surge como uma crítica ao empirismo lógico. Crítica: o uso da indução probabilística não resolve o problema da indução, apenas camufla-o. O método de conjecturas e refutações (ou racionalismo crítico) é o principal instrumento de construção do conhecimento. Portanto a ciência é fruto de métodos dedutivos! Somos falíveis e a ciência também.
7 Racionalismo Crítico de Popper Toda teoria científica é uma proibição Uma teoria para ser científica tem que ser testável e refutável. A confiabilidade de uma ciência acontece após inúmeras tentativas de refutação. Teoria irrefutável é dogmática, portanto, não pode ser considerada científica. Polêmica em relação ao marxismo. Polêmica em relação à psicanálise freudiana
8 Racionalismo Crítico de Popper Críticas ao sistema popperiano: Só recorre a eventos revolucionários da história das ciências (mecânica quântica). Não considera os avanços científicos das ciências não-revolucionárias. A maior confiabilidade obtida após inúmeras tentativas de refutação esconde uma essência indutivista, uma vez que pressupõe uma confiança prévia.
9 Revoluções Científicas de Kuhn Proposta por Thomas Kuhn em Surge como uma crítica ao empirismo lógico e ao dedutivismo popperiano. A compreensão da ciência é possível na perpectiva histórica. Paradigma: conjunto de aspectos e valores que possibilitam a existência de uma teoria científica.
10 Revoluções Científicas de Kuhn Ciência normal: Estabilidade paradigmática. Solução de problemas específicos. A lógica do quebra-cabeças. Lida com o conhecimento categórico.
11 Revoluções Científicas de Kuhn Crise: instabilidade paradigmática com a não solução de problemas. Um novo paradigma é proposto: revolução (alguns problemas são resolvidos)
12 Revoluções Científicas de Kuhn Ciência Revolucionária Preconceitos Testes Validação Reconhecimento Estabilidade
13 Revoluções Científicas de Kuhn Críticas às revoluções científicas de Kuhn: Não existe irracionalidade na atividade científica como sugere Kuhn. Não existe paradigma estável, e sim paradigmas convenientes ou não. Testes de falseabilidade existem e são úteis para validar teorias.
14 Programas de pesquisa de Lakatos Surge como uma possível resposta à polêmica existente entre Popper e Kuhn. Propõe uma teoria mediadora, com elementos da racionalismo popperiano e do historicismo kuhniano. Toda teoria científica é um programa de pesquisa.
15 Programas de pesquisa de Lakatos Estrutura de um programa de pesquisa: Núcleo - refere-se aos pressupostos específicos que viabilizam uma ciência. Cinturão protetor conjunto de hipóteses auxiliares que garantem a irrefutabilidade do núcleo. São as regras do jogo, ou seja, seus elementos delimitadores. Heurística conjunto de métodos e regras que orientam novas pesquisas. Pode ser positiva ou negativa.
16 Programas de pesquisa de Lakatos Lakatos discorda de Kuhn ao afirmar que não existem crises nas ciências. Para Lakatos o que existe é competição entre programas de pesquisas. O que resolver o maior número de problemas se impõe enquanto ciência.
17 Anarquismo Científico de Feyerabend Proposto por Paul Feyerabend com a publicação do livro Contra o método. Nossas metodologias falham à medida que pretendem ser infalíveis e universais. A ciência e a metaciência usam regras muito simplistas para explicar fenômenos muito complexos.
18 Anarquismo Científico de Feyerabend Princípio do vale-tudo... é a violação de regras metodológicas, normalmente consideradas óbvias, que permite o avanço da ciência. A ciência possui componentes de irracionalidade e míticos.
19 Anarquismo Científico de Feyerabend Críticas A suposta liberdade do cientista não existe. O vale-tudo é inviabilizado pelo estado e pelas grandes empresas multinacionais. Se vale-tudo, então vale também este modelo de ciência hegemônico, reducionista e antiecológico.
20 Para refletir... Como o pesquisador deve se posicionar diante desta profusão de concepções metodológicas? Como fica o pesquisador diante desta tendência à supremacia do método em relação à construção do conhecimento?
21 Mas e isto tudo com a Educação Física? A EF não dissociada das outras ciências. Todos os pesquisadores da área que estudam epistemologia recorrem aos clássicos da epistemologia. Existem maiores afinidades de correntes epistemológicas com diferentes objetos de estudo.
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