Rodada #1 Direito Civil

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Rodada #1 Direito Civil"

Transcrição

1 Rodada #1 Direito Civil Professora Elisa Pinheiro Assuntos da Rodada NOÇÕES DE DIREITO CIVIL: 1 Lei de introdução às normas do direito brasileiro. 1.1 Vigência, aplicação, interpretação e integração das leis. 1.2 Conflito das leis no tempo. 1.3 Eficácia da lei no espaço. 2 Pessoas naturais. 2.1 Existência. 2.2 Personalidade. 2.3 Capacidade. 2.4 Nome. 2.5 Estado. 2.6 Domicílio. 2.7 Direitos da personalidade. 2.8 Ausência. 3 Pessoas jurídicas. 3.1 Constituição. 3.2 Extinção. 3.3 Domicílio. 3.4 Sociedades de fato, grupos despersonalizados, associações. 3.5 Sociedades, fundações. 3.6 Desconsideração da personalidade jurídica. 3.7 Responsabilidade. 4 Bens. 4.1 Diferentes classes. 5 Ato jurídico. 5.1 Fato e ato jurídico. 6 Negócio jurídico. 6.1 Disposições gerais. 6.2 Classificação, interpretação. 6.3 Elementos. 6.4 Representação, condição. 6.5 Termo. 6.6 Encargo. 6.7 Defeitos do negócio jurídico. 6.8 Validade, invalidade e nulidade do negócio jurídico. 6.9 Simulação. 7 Atos jurídicos. 7.1 Lícitos e ilícitos. 8 Prescrição e decadência.

2 Recados importantes! NÃO AUTORIZAMOS a venda de nosso material em qualquer outro site. Não apoiamos, nem temos contrato, com qualquer prática ou site de rateio. A reprodução indevida, não autorizada, deste material ou de qualquer parte dele sujeitará o infrator a multa de até 3 mil vezes o valor do curso, à responsabilidade reparatória civil e persecução criminal, nos termos dos artigos 102 e seguintes da Lei 9.610/98. Tente cumprir as metas na ordem que determinamos. É fundamental para o perfeito aproveitamento do treinamento. Você pode fazer mais questões desta disciplina no nosso teste semanal ONLINE. Qualquer problema com a meta, envie uma mensagem para o WhatsApp oficial da Turma Elite (35)

3 a. Teoria em Tópicos 1. Lei de introdução às normas do Direito Brasileiro /1942. A Lei de introdução às normas do Direito Brasileiro está contida no Decreto-Lei Com efeito, trata-se de uma norma de sobre direito, pois versa sobre importantes diretrizes para a aplicação das normas, sendo que o seu conteúdo se irradia sobre todo o ordenamento pátrio. Na Lei de introdução às normas de Direito Brasileiro é possível encontrar a maioria das regras sobre Direito Internacional Privado do país. Notadamente, a LINDB contém regras sobre institutos jurídicos de caráter privado, da seara do Direito Civil, tais como: personalidade, capacidade, direitos de família, direito sucessório, direito das obrigações, etc. É por conta dessa vinculação ao direito privado que, no passado, utilizou-se a denominação de Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro. ATENÇÃO! A Lei /2010 alterou apenas a nomenclatura LICC para LINDB, restando intocáveis os artigos do Decreto Lei nº 4.657/42. Tal alteração veio de maneira acertada, pois em que pese a LINDB encontrar-se anexa ao Código Civil, não o compõe, uma vez que se trata de legislação autônoma. Logo, rege todos os ramos do direito, salvo naquilo que for regulado de forma diferente na legislação específica. 3

4 2. Funções da LINDB. A LINDB tem por funções regulamentar: a) O início da obrigatoriedade da lei; b) O tempo de obrigatoriedade da lei; c) A eficácia global da ordem jurídica, não admitindo a ignorância da lei vigente; d) Os mecanismos de integração das normas, quando houver lacunas; e) Os critérios de hermenêutica jurídica; f) O direito intertemporal; g) O direito internacional privado brasileiro; e h) Os atos civis praticados, no estrangeiro, pelas autoridades consulares brasileiras. Vejamos a estrutura e funções da LINDB: Artigos Funções 1º e 2º Vigência normativa 3º Obrigatoriedade das normas 4º Integração normativa 5º Interpretação normativa 6º Aplicação das normas no tempo 7º a 19 Aplicação da lei no espaço 4

5 3. Vigência da lei Conceito. A vigência diz respeito a um critério puramente temporal. Refere-se ao período de validade da norma. Ou em outras palavras: é o lapso temporal que vai do momento em que ela passa a ter força vinculante até a data em que é revogada ou em que se esgota o prazo prescrito para sua duração Início da Vigência da Lei. Para que uma lei seja criada, são necessárias três fases. Vejamos: A fase de elaboração ou de iniciativa tem sua competência normatizada no art. 61, caput da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CRFB/88). Já a fase de promulgação equivale à autenticação da lei, à declaração de sua existência obedecido o processo legislativo. Através da promulgação, a autoridade atesta a existência da lei. Por fim, a fase de publicação é quando se tem o início da vigência da lei. A lei somente começa a vigorar com sua publicação no Diário Oficial. Após a fase de publicação, ninguém poderá alegar que não cumpriu a lei porque não a conhecia (art. 3º da LINDB). 5

6 3.3. Quando a lei começa a vigorar no Brasil e no exterior. Conforme o art. 1 da Lei de introdução às normas do Direito Brasileiro, a lei começa a vigorar em todo o país 45 dias depois de oficialmente publicada, salvo disposição em contrário. Logo, a sua obrigatoriedade não se inicia no dia da publicação, salvo se ela própria dispuser nesse sentido. Quando a lei brasileira é admitida no exterior, a sua obrigatoriedade tem início somente 3 meses depois de oficialmente publicada. PEGADINHA! Quando as provas cobram o conteúdo do 1º do art. 1º da LINDB, elas tendem a nos pregar algumas peças, algumas pegadinhas. E como é essa pegadinha? Bem assim: Caso 01: Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia 90 dias depois de oficialmente publicada. Repararam? O examinador costuma trocar o prazo de três meses por 90 dias. Se cair isso, a alternativa está errada! Caso 02: Nos Estados estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, sempre admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. Perceberam? Trocaram a expressão quando (porque pode acontecer de a lei brasileira não ser admitida no Estado estrangeiro) por sempre. Se cair isso, a alternativa está errada! 6

7 Estes são os casos mais comuns, mas devemos ficar atentos às originalidades das bancas examinadoras Vacatio Legis. O intervalo (45 dias ou três meses ou outro previsto em lei) entre a data da publicação da lei e a sua entrada em vigor denomina-se vacatio legis. Inclusive, durante este intervalo (vacatio legis), a lei não produzirá efeitos, devendo incidir a lei anterior no sistema legislativo. Vejamos o gráfico abaixo para entendermos melhor: edição publicação vigência vacatio legis sem obrigatoriedade obrigatoriedade da nova lei da lei nova vigora a lei antiga 3.5. Nova Publicação de Texto Legal. 7

8 Se, ao longo desse tempo de espera (vacatio legis), sobrevierem correções ao texto de lei, a contagem do prazo é reiniciada. Já qualquer modificação, após o início de vigência, implicará em uma lei nova. Assim, a respeito dos 3º e 4º do art. 1º da LINDB devemos ficar atentos a alguns aspectos, conforme tabela abaixo: Antes de a lei entrar em vigor (durante a vacatio legis) 3º Depois de a lei entrar em vigor (após a vacatio legis) 4º A correção se destina a erros materiais ou falhas de ortografias. A correção também se destina a erros materiais ou falhas de ortografias. Neste caso o novo prazo para vacatio legis começará a correr da nova publicação Como a lei já se encontra em vigor, esta lei corrigida, será considerada lei nova. O novo prazo somente correrá para a parte corrigida ou emendada da lei. Ou seja, apenas os artigos alterados e republicados terão seu prazo de vigência contados da nova publicação Os direitos adquiridos durante a vigência da lei com incorreções, têm de ser resguardados pelo fato de a lei ter adquirido força obrigatória. Logo, não serão atingidos pela publicação do texto corrigido. PEGADINHA! As bancas amam pegadinhas quando se trata dos parágrafos acima. Então vejamos algumas das situações mais comuns: Caso 01: 8

9 Se, depois de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. Errada! Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. Certa! Caso 02: As correções a texto de lei já em vigor não se consideram lei nova. Errada! As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. Certa! Caso 03: Errada! As correções a texto de lei durante a vacatio legis consideram-se lei nova. As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. Certa! 3.6. Contagem do Prazo. O art. 8º, 1º da Lei Complementar 95/98 é quem regular a forma de contagem do prazo de vacatio legis. Art. 8º, 1º da LC 95/98 - A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia do prazo, entrando em vigor no dia subsequente à sua consumação integral. 9

10 Ou seja, a contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam período de vacância é feita incluindo-se o dia da publicação e o último dia na contagem do prazo. Exemplo: Lei publicada no dia 02 de abril. Prazo de vacância de 10 dias. No caso, o prazo de vacância inclui o dia 02 de abril e vai até o dia 11 de abril (porque são 10 dias de vacância). Mas a lei somente entrará em vigor no dia seguinte (12 de abril). 4. Aplicação da lei no tempo. Regra geral, quando uma lei entra em vigor, ela não tem prazo de vigência, salvo a exceção das leis temporárias. Desse modo, prevalece o princípio da continuidade das leis em nosso ordenamento jurídico. Assim, a lei deixa de alcançar os fatos supervenientes, entretanto, continua a alcançar os efeitos dos atos praticados durante o seu período de vigência, salvo disposição em contrário e desde que não afronte direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, conforme o inciso XXXVI do artigo 5º da CF e o 1.º, do art. 6º da LINDB Direito adquirido. O direito adquirido consiste no direito material ou imaterial incorporado ao patrimônio do titular. Já a expectativa implica na mera esperança de se adquirir um direito caso venha a realizar-se um acontecimento futuro, que lhe dará efetividade. 10

11 4.2. Ato jurídico perfeito. De outro lado, o ato jurídico perfeito traduz-se naquele consumado nos termos da lei vigente ao tempo em que se efetuou. Por exemplo: um contrato que já foi celebrado, mas que ainda continua produzindo efeitos Coisa julgada. Por sua vez, a coisa julgada, com fulcro no 3.º, art. 6º da LINDB, consiste na decisão judicial prolatada, da qual não cabe mais recurso Revogação Conceito de Revogação e Generalidades. A revogação é o fenômeno pelo qual uma lei perde a sua vigência. Ou seja, revogar é tornar sem efeito uma norma, retirando sua obrigatoriedade. Assim, quando dizemos que a lei continuará a ter vigor até que outra lei a modifique ou a revogue, queremos enaltecer o caráter permanente da lei (em razão do princípio da continuidade das leis). Mas a esta regra do princípio da continuidade tem exceção, que são os casos das leis temporárias, cuja vigência tem prazo certo. E aqui duas considerações de extrema importância: a) A lei não perde a sua eficácia pelo desuso (não uso); e b) O costume não tem força para revogar a lei. 11

12 Espécies de Revogação. A revogação da lei é o gênero que poderá ter as seguintes espécies a depender da classificação: A derrogação é a revogação parcial de uma lei. Ou seja, somente uma parte da lei é revogada e o restante continua em vigor. A ab-rogação é a revogação total de uma lei. Ou seja, toda a lei é suprimida. Logo, todos os dispositivos daquela lei não serão mais usados e nem válidos. Atenção ao quadro esquemático: Derrogação Ab-rogação Revogação parcial. Revogação total. Por sua vez, a revogação expressa ocorre quando a nova lei declara que a antiga lei será total ou parcialmente extinta (art. 2º, 1º, primeira parte). E a revogação tácita ocorre quando a nova lei não contém declaração no sentido de revogar a lei antiga, mas isto ocorre porque a nova legislação se mostra incompatível com a antiga ou regula por inteiro a matéria de que tratava a lei anterior (art. 2º, 1º, última parte) Repristinação. 12

13 A repristinação consiste na restauração da lei revogada pelo fato da lei revogadora ter perdido sua vigência. E, como regra (há exceção), a repristinação não é admitida em nosso sistema jurídico. Assim, salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência (art. 2º, 3º, LINDB). Exemplo 01: Lei 2 revoga Lei 1. Posteriormente Lei 3 revoga Lei 2. A Lei 1 não irá se restaurar pelo fato da Lei 2 que a revogou, também ter sido revogada. Esta é a regra! Exemplo 02: Lei 2 revoga Lei 1. Posteriormente Lei 3 revoga Lei 2. E a Lei 3 expressamente declarar que a Lei 1 irá se restaurar. Esta é a exceção, mas é possível! 4.6. Ultratividade das normas. Admite-se, excepcionalmente, o fenômeno da ultratividade da norma, a qual continuará a proteger atos pretéritos, mesmo após ser revogada. Por exemplo: o art. 144 do CTN que determina que o lançamento se reportará à data do fato gerador, regulando-se pela lei então vigente, ainda que posteriormente modificada ou revogada. 13

14 5. Aplicação da lei no espaço Normas do país em que for domiciliada a pessoa. Nos termos do art. 7.º da LINDB, serão aplicadas as normas do país em que for domiciliada a pessoa, no que concerne ao começo e fim da personalidade, inclusive quanto ao nome, à capacidade e aos direitos de família Princípio da territorialidade moderada/temperada. O Brasil adotou, quanto à vigência da lei no espaço, o princípio da territorialidade moderada/temperada. Portanto, não é absoluta a regra de aplicação da lei nacional, uma vez que, admite-se que, em certas circunstâncias especiais, a lei estrangeira tenha eficácia dentro do nosso território, sem que isso comprometa a soberania do país Casamento celebrado no Brasil. Quanto ao casamento celebrado no Brasil devem ser aplicadas as regras quanto aos impedimentos matrimoniais conforme o art do CC. No mesmo sentido, temos o art. 7.º, 1.º, da LINDB. Conforme art , CC, não podem casar: a) Os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil; b) Os afins em linha reta; 14

15 c) O adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante; d) Os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive; e) O adotado com o filho do adotante; f) As pessoas casadas; e g) O cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte. Quanto ao casamento entre estrangeiros, esse poderá ser celebrado no Brasil, perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes (art. 7.º, 2.º, da LINDB). Por fim, se os nubentes tiverem domicílios diversos, deverão ser aplicadas as regras - quanto à invalidade do casamento - do primeiro domicílio conjugal (art. 7.º, 3.º, da LINDB) Regras patrimoniais sobre o regime de bens do casamento. Quanto às regras patrimoniais sobre o regime de bens do casamento, deverá ser aplicada a lei do local em que os cônjuges tenham domicílio. No entanto, em caso de divergência quanto aos domicílios, prevalecerá o primeiro domicílio conjugal (art. 7.º, 4.º, da LINDB). Nos termos do art. 7.º, 5.º, da LINDB, para o estrangeiro casado que se naturalizar como brasileiro permite-se (no momento da sua naturalização e mediante autorização expressa do cônjuge) o requerimento ao Poder Judiciário para a adoção do regime da comunhão parcial de bens, desde que sejam respeitados os direitos de terceiros anteriores à alteração, bem como seja feito o registro no cartório das pessoas naturais (art. 7.º, 5.º, da Lei de Introdução). 15

16 5.5. Divórcio celebrado no exterior e ambos os cônjuges sejam brasileiros. Em relação ao divórcio celebrado no exterior em que um ou ambos os cônjuges sejam brasileiros, haverá reconhecimento no Brasil após 1 ano da data da sentença (salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo), caso em que a homologação produzirá efeito imediato, desde que sejam obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país Matrimônio de brasileiros que estão no exterior. Quanto ao matrimônio de brasileiros que estão no exterior, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado (art. 18 da Lei de Introdução). Nessa esteira, as autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e o divórcio consensual de brasileiros, caso não tenham filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o casamento. Com efeito, será indispensável a assistência de advogado, devidamente constituído, que se dará mediante a subscrição de petição, juntamente com ambas as partes, ou com apenas uma delas, caso a outra constitua advogado próprio, não se fazendo necessário que a assinatura do advogado conste da escritura pública Bens. 16

17 Em relação aos bens, o art. 8º da Lei de Introdução prevê que deve ser aplicada a norma do local em que esses se situam. Em caso de bens móveis transportados, deverá ser aplicada a norma do domicílio do seu proprietário. Quanto ao penhor, será aplicada a norma do domicílio que tiver a pessoa em cuja posse se encontre a coisa empenhada Local que rege as obrigações. Conforme o art. 9º da LINDB, as obrigações serão regidas pelas leis do local em que foram constituídas Organizações destinadas a fins de interesse coletivo. Nos termos do art. 11 da Lei de Introdução, as organizações destinadas a fins de interesse coletivo, como as sociedades e as fundações, devem obedecer à lei do Estado onde foram criadas Contrato celebrado no exterior e destinado a produzir efeitos em nosso país. No que diz respeito ao contrato celebrado no exterior e destinado a produzir efeitos em nosso país, serão admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos fatores externos, requisitos extrínsecos do ato Sucessão por morte ou por ausência. No que concerne à sucessão por morte ou por ausência, serão aplicadas as normas do país do último domicílio do de cujus. As regras de vocação hereditária para suceder bens de estrangeiro situados no Brasil serão as nacionais. 17

18 Por sua vez, a sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus Réu for domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação. O art. 12 da Lei de Introdução assegura a competência da justiça brasileira, quando o réu for domiciliado no Brasil ou aqui tiver de ser cumprida a obrigação; garantindo, ainda, a competência da autoridade pátria em casos de ações relativas a imóveis situados no Brasil Prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro. Nos termos do art. 13 da Lei de Introdução, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro deve ser regida pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se. No entanto, não serão admitidas, pelos tribunais brasileiros, as provas que a lei brasileira desconheça Sentenças proferidas no estrangeiro. Nos termos do art. 15 da Lei de Introdução, as sentenças proferidas no estrangeiro serão executadas no Brasil se forem preenchidos os seguintes requisitos: a) Haver sido proferida por juiz competente; b) Terem sido as partes citadas ou haver-se legalmente verificado a revelia; c) Ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que foi proferida; d) Estar traduzida por intérprete autorizado; e e) Ter sido homologada pelo Superior Tribunal de Justiça (em que pese o art. 15, alínea e da LINDB apontar o STF como competente para homologar a sentença estrangeira, o art. 105, I, i, CF/88, reza que a competência e do STJ). 18

19 O art. 515, VIII, do Código de Processo Civil enquadrou a sentença estrangeira homologada pelo Superior Tribunal de Justiça como título executivo judicial. Nos termos da alínea i, do inciso I do art. 105 da CF, compete ao Superior Tribunal de Justiça a homologação de sentenças estrangeiras, bem como a concessão de exequatur às cartas rogatórias. Notadamente, esse juízo de delibação consiste em um controle para examinar o cumprimento daqueles requisitos mencionados, como também o respeito à ordem pública e à soberania nacional, para então imprimir eficácia à decisão estrangeira no território brasileiro, sem que haja reexame do mérito da questão (art.17 da LINDB). 6. Interpretação da lei Conceito. Quando o juiz aplica a norma ao caso concreto (subsunção), normalmente, ele faz um exercício de interpretação das leis para efetuar o silogismo jurídico. Nessa esteira, interpretar significa descobrir o sentido e o alcance da norma jurídica Métodos de interpretação. 19

20 A interpretação autêntica ou legislativa é a realizada pelo próprio legislador através de lei interpretativa. No caso, o legislador reconhece a obscuridade ou ambiguidade da norma e vota uma nova lei que se destinada a esclarecer a sua intenção. Tribunais. A interpretação jurisprudencial ou judicial é a interpretação fixada pelos A interpretação doutrinária é a interpretação feita pelos estudiosos do direito através de seus livros (doutrinas). A interpretação gramatical consiste na busca do sentido literal ou textual da norma constitucional. A interpretação lógica ou racional utiliza raciocínios lógicos ou dedutíveis para a análise da norma. É o método que atende ao espírito da lei, uma vez que procura apurar o sentido e a finalidade da norma, a intenção do legislador, A interpretação sistemática se relaciona com a interpretação lógica, e, por tal motivo, muitos juristas preferem denominá-la como interpretação lógico-sistemática. 20

21 Segundo esse método de interpretação, uma lei não existe isoladamente, logo deve ser interpretada em conjunto com outras pertencentes à mesma categoria do direito. A interpretação histórica baseia-se na busca dos antecedentes remotos e imediatos que interferiram no processo de interpretação de uma determinada lei, ou seja, baseia-se na investigação dos antecedentes da norma, na pesquisa do processo legislativo, com o intuito de descobrir o seu exato significado. A interpretação sociológica ou teleológica busca conciliar o sentido da norma às novas exigências sociais. A interpretação declarativa é a interpretação que declara o exato alcance da norma, ou seja, o texto legal corresponde ao pensamento do legislador. A interpretação extensiva ou ampliativa amplia o sentido e o alcance apresentado pela expressão literal da norma jurídica. A interpretação restritiva restringe o sentido e o alcance apresentado pela expressão literal da norma jurídica. 7. Integração das normas jurídicas Conceitos. É cediço que o legislador não consegue prever todas as situações que ocorrerão no presente e no futuro da sociedade, ainda mais porque vivemos em uma geração de constantes mudanças. Essa realidade cambiante gera situações não previstas de modo específico pelo legislador (lacunas) e que reclamam solução por parte do juiz. Segundo Karl Engish: As lacunas do direito são deficiências do direito positivo, ou seja, as falhas de conteúdo de regulamentação jurídica para determinadas 21

22 situações de fato em que é de se esperar essa regulamentação, sendo que tais falhas, postulam e admitem, a sua remoção através de uma decisão judicial que integre a norma jurídica. (ENGISH, Karl. Introdução ao pensamento jurídico. 6ª ed. Lisboa: Calouste Gulbendian, p.286). Assim, integrar significa preencher as lacunas da lei. E tem por objetivo fornecer uma resposta jurídica para aquele que procura o judiciário Classificação das lacunas. As lacunas podem ser: a) Lacuna normativa - ausência de norma prevista para determinado caso concreto; b) Lacuna ontológica - presença de norma para o caso concreto, entretanto, desprovida de eficácia social; c) Lacuna axiológica - presença de norma para o caso concreto, entretanto, considerada insatisfatória ou injusta; e d) Lacuna de conflito ou antinomia - choque de duas ou mais normas válidas, sem que se possa dizer qual delas será aplicada em face de um determinado caso concreto Mecanismos destinados a suprir as lacunas legais Conceitos e generalidades. Como o magistrado não pode se esquivar de proferir decisão sob o pretexto de que a lei é omissa, ele terá que se valer dos mecanismos da plenitude do sistema jurídico (destinados a supriras lacunas da lei) que são (art. 4º da LINDB): a analogia; os costumes; e os princípios gerais de direito. Vejamos o quadro esquemático: 22

23 MECANISMOS DE INTEGRAÇÃO DO ORDENAMENTO JURÍDICO Analogia Costumes Princípios Gerais do Direito TOME NOTA! Quando da utilização dos mecanismos de integração do ordenamento jurídico, deve-se observar a ordem proposta, qual seja: analogia, costumes e princípios gerais do direito. Para decorar tal ordem, basta lembrar que estão em ordem crescente alfabética: 1º analogia, 2º costume e 3º princípios gerais do direito Analogia. A analogia demanda o preenchimento dos seguintes requisitos: ausência de lei para disciplinar a hipótese do caso concreto; semelhança entre a relação não contemplada por lei e a outra regulada; e identidade de fundamentos lógicos e jurídicos entre as duas situações. Ademais, a analogia pode ser dividida em: a) Analogia legis; e b) Analogia juris. A analogia legis está pautada na aplicação de uma norma existente, destinada a reger caso semelhante ao previsto. Portanto, a sua fonte é uma norma jurídica isolada, que é aplicada para casos similares. Já a analogia juris está baseada em um conjunto de normas, para que sejam obtidos elementos que permitam a sua aplicação ao caso em juízo não previsto. 23

24 É imperioso destacar que a analogia não se confunde com a interpretação extensiva. A primeira consiste no recurso a outra norma do sistema jurídico, em virtude da inexistência de norma adequada à solução do caso concreto. Porém, implica na extensão da esfera de aplicação da mesma norma a situações não expressamente previstas, mas que foram compreendidas pelo seu alcance interpretativo Costume. O costume também é um método de integração. Trata-se da prática reiterada, pública, e geral de determinado ato com a convicção de sua obrigatoriedade. Os costumes podem ser classificados em relação à lei em três espécies: a) Costumes secundum legem aqueles que se acham expressamente referidos nas leis, como nas hipóteses dos arts. 596 e 615 do CC; b) Costumes praeterl egem aqueles que visam suprir a lei, nos casos omissos, como no caso do art. 4º da Lei de introdução às normas do Direito Brasileiro; e c) Costumes contra legem aqueles que se opõem à lei. Nesse trilho, é válido ressaltar que o costume que afronta a lei, não a revoga ou a modifica Princípios gerais de direito. Já os princípios gerais de direito são mandamentos que se encontram na consciência dos povos e que são universalmente aceitas, ainda que não sejam escritas. Nessa linha, tais possuem tríplice função: a) Informadora inspiram o legislador e servem de fundamento para o ordenamento jurídico; b) Normativa atuam como fonte supletiva (integrativa), em caso de lacuna da lei; e c) Interpretadora ajudam o aplicador do Direito a desvendar o sentido e o alcance da norma. 24

25 Finalmente, é de bom alvitre ainda mencionar que alguns princípios gerais do direito estão previstos nas leis, como o art. 3º da Lei de Introdução que assevera que ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. No mesmo sentido, podemos citar os art. 186, 1.216, 1.220, 1.255, etc. 8. Antinomia Conceitos. A antinomia (lacunas de colisão) é o fenômeno baseado na presença de duas normas conflitantes válidas e emanado de autoridade competente, sem que se possa dizer qual delas merecerá aplicação, em determinado caso concreto Critérios para a solução dos choques entre as normas jurídicas. Para a solução dos choques entre as normas jurídicas, devem-se adotar os seguintes critérios: a) Critério cronológico a norma posterior deve prevalecer sobre norma anterior; b) Critério da especialidade - a norma especial deve prevalecer sobre norma geral; e c) Critério hierárquico - a norma superior deve prevalecer sobre norma inferior Antinomia de 1º grau e 2º grau. A resolução da antinomia tem por fito garantir a segurança na aplicação das normas jurídicas, para que seja resguardada a coerência do ordenamento. Portanto, a solução dos choques entre as normas jurídicas não tem o condão de atingir os campos da validade e da vigência da lei Antinomia de 1º grau. 25

26 A antinomia de 1.º grau é o choque de normas que envolvem somente um dos metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). Casos de antinomia de 1º grau: a) Na hipótese de colisão entre norma posterior e norma anterior, valerá a norma posterior, com base no critério cronológico; b) Em caso de norma especial em confronto com norma geral, prevalecerá a norma especial, com fulcro no critério da especialidade; e c) Na situação de choque entre norma superior e norma inferior, valerá a norma superior, por força do critério hierárquico Antinomia de 2º grau. A antinomia de 2.º grau é a colisão de normas válidas que envolvem dois dos metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). Casos de antinomias de 2º grau: a) Na hipótese de choque entre uma norma especial anterior e outra geral posterior, prevalecerá a norma especial anterior, com espeque no critério da especialidade; b) Na situação de colisão de norma superior anterior e outra inferior posterior, valerá a norma superior anterior, com base no critério hierárquico; e c) Em caso de conflito entre uma norma geral superior e outra norma especial e inferior, não existe um metacritério Espécies de antinomia. Para a solução de conflitos entre dois dispositivos, é essencial a diferenciação entre antinomia real e antinomia aparente, porque reclamam do interprete solução distinta. A antinomia pode ser aparente, quando a hipótese que pode ser solucionada de acordo com os metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). 26

27 A antinomia real, situação que não pode será dissolvida conforme os metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). Sobre o conflito entre uma norma geral superior e outra norma especial e inferior, Maria Helena Diniz afirma: No conflito entre o critério hierárquico e o de especialidade, havendo uma norma superior-geral e outra norma inferior especial, não será possível estabelecer uma metarregra geral, preferindo o critério hierárquico ao da especialidade ou vice-versa, sem contrariar a adaptabilidade do direito. (DINIZ, Maria Helena. Lei de Introdução ao Código Civil interpretada. 8. ed. São Paulo: Saraiva, p. 87). 9. Obrigatoriedade das Leis. O art. 3º da LINDB nos apresenta o princípio da obrigatoriedade da lei. Trata-se da máxima: nemine excusat ignorantia legis. O que significa que uma vez em vigor, todas as pessoas sem distinção devem obedecer à lei (inclusive os incapazes), pois ela se dirige a todos. Aqui temos a presunção no sentido de que o conhecimento da lei decorre de sua publicação. Daí a importância da vacatio legis para a eficiente divulgação do novo diploma legal. Contudo, constata-se que o princípio da obrigatoriedade das leis não pode ser visto como um preceito absoluto, havendo claro abrandamento no Código Civil de Isso porque o art. 139, III, da codificação em vigor admite a existência de erro substancial quando a falsa noção estiver relacionada com um erro de direito (error iuris), desde que este seja única causa para a celebração de um negócio jurídico e que não haja desobediência à lei. Alerte-se, em complemento, que a Lei de Contravenções Penais já previa o erro de direito como justificativa para o descumprimento da norma (art. 8.º)., (Flávio Tartuce. Manual de Direito Civil: Volume único. Editora Método. 4ª Edição. 2014), (grifo nosso). 27

28 b. Mapas mentais 28

29 29

30 30

31 31

32 c. Revisão 1 QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Quanto à eficácia da lei no espaço, no Brasil se adota o princípio da territorialidade moderada, que permite, em alguns casos, que lei estrangeira seja aplicada dentro de território brasileiro. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), em regra, a lei revogada é restaurada quando a lei revogadora perde a vigência. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Por ser o direito civil ramo do direito privado, impera o princípio da autonomia de vontade, de forma que as partes podem, de comum acordo, afastar a imperatividade das leis denominadas cogentes. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. A lei entra em vigor somente depois de transcorrido o prazo da vacatio legis, e não com sua publicação em órgão oficial. 32

33 QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Dado o princípio da continuidade, a lei terá vigência enquanto outra não a modificar ou revogar, podendo a revogação ocorrer pela derrogação, que é a supressão integral da lei, ou pela ab-rogação, quando a supressão é apenas parcial. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Para ser aplicada, a norma deverá estar vigente e, por isso, uma vez que ela seja revogada, não será permitida a sua ultratividade. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Tendo o ordenamento brasileiro optado pela adoção, quanto à eficácia espacial da lei, do sistema da territorialidade moderada, é possível a aplicação da lei brasileira dentro do território nacional e, excepcionalmente, fora, e vedada a aplicação de lei estrangeira nos limites do Brasil. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Quando a sucessão incidir sobre bens de estrangeiro residente, em vida, fora do território nacional, aplicar-se-á a lei do país de domicílio do defunto, quando esta for mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros, ainda que todos os bens estejam localizados no Brasil. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. 33

34 Não havendo disposição em contrário, o início da vigência de uma lei coincidirá com a data da sua publicação. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Quando a republicação de lei que ainda não entrou em vigor ocorrer tão somente para correção de falhas de grafia constantes de seu texto, o prazo da vacatio legis não sofrerá interrupção e deverá ser contado da data da primeira publicação. 34

35 d. Revisão 2 QUESTÃO CESPE - TRE-PI - ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA. O aplicador do direito, ao estender o preceito legal aos casos não compreendidos em seu dispositivo, vale-se da a) interpretação teleológica. b) socialidade da lei. c) interpretação extensiva. d) analogia. e) interpretação sistemática. QUESTÃO CESPE - TJ-DFT JUIZ. A respeito da hermenêutica e da aplicação do direito, assinale a opção correta. a) Diante da existência de antinomia entre dois dispositivos de uma mesma lei, à solução do conflito é essencial a diferenciação entre antinomia real e antinomia aparente, porque reclamam do interprete solução distinta. b) Os tradicionais critérios hierárquico, cronológico e da especialização são adequados à solução de confronto caracterizado como antinomia real, ainda que ocorra entre princípios jurídicos. c) A técnica da subsunção é suficiente e adequada à hipótese que envolve a denominada eficácia horizontal de direitos fundamentais nas relações privadas. 35

36 d) Diante da existência de antinomia entre dois dispositivos de uma mesma lei, o conflito deve ser resolvido pelos critérios da hierarquia e(ou) da sucessividade no tempo. e) A aplicação do princípio da especialidade, em conflito aparente de normas, afeta a validade ou a vigência da lei geral. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Sempre que uma lei for revogada por outra lei, e a lei revogadora também for revogada, a lei inicialmente revogada volta a ter vigência, em um instituto jurídico denominado de ultratividade da lei. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Haverá repristinação quando uma norma revogada, mesmo tendo perdido a sua vigência, for aplicada para reger situações ocorridas à época de sua vigência. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Denomina-se vacatio legis o espaço de tempo compreendido entre a data da publicação da lei e a data da sua revogação. 36

37 QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Uma norma jurídica pode ser expressa ou tacitamente revogada. Diz-se que há revogação expressa quando a lei nova declarar, em seu texto, o conteúdo da lei anterior que pretende revogar, enquanto que a revogação tácita ocorre sempre que houver incompatibilidade entre a lei nova e a antiga, pelo fato de a lei nova regular a matéria tratada pela anterior. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Segundo a legislação vigente, a norma jurídica tem vigência por tempo indeterminado e vigora até que seja revogada por outra lei. O ordenamento jurídico brasileiro não reconhece norma com vigência temporária. QUESTÃO CESPE - TRE-MT - ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA. Com base no disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção correta. a) No tocante aos regramentos do direito de família, adota-se o critério jus sanguinis na referida lei. b) A sucessão de bens de estrangeiros situados no território brasileiro é disciplinada pela lei brasileira em favor do cônjuge ou dos filhos brasileiros, mesmo se a lei do país de origem do de cujus for-lhes mais favorável. c) Ao confronto entre uma lei especial e outra lei geral e posterior dá-se o nome de antinomia de segundo grau. 37

38 d) Ocorre lacuna ontológica na lei quando existe texto legal para a solução do caso concreto, mas esse texto contraria os princípios que regem a própria justiça. e) O juiz poderá decidir por equidade, mesmo sem previsão legal. QUESTÃO CESPE - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO. Considerando as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e a posição doutrinária a respeito da interpretação dessas normas, assinale a opção correta. a) Uma lei nova que estabeleça disposições gerais revoga leis especiais anteriores dedicadas à mesma matéria. b) No ordenamento jurídico brasileiro, admite-se a repristinação tácita. c) Entre as fontes de interpretação das normas, considera-se autêntica a interpretação realizada pelos próprios tribunais. d) A utilização dos costumes como método de integração das normas de direito material depende de expressa previsão legal. e) A lei do país de origem do falecido estrangeiro poderá ser utilizada para regular a sucessão de seus bens localizados no Brasil. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. Há direito adquirido quando já tiverem sido praticados todos os atos ou realizados todos os fatos exigidos pela lei para a obtenção do direito pretendido. Nesse contexto, 38

39 é correto afirmar que nem todo direito adquirido surge de uma relação jurídica, a exemplo do direito de apropriar-se de coisa sem dono. 39

40 e. Revisão 3 QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. O sistema jurídico brasileiro admite que, devido ao desuso, uma lei possa deixar de ser aplicada. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. Na situação em que uma lei anterior e especial esteja em confronto com outra lei geral posterior, tem-se uma antinomia de primeiro grau, perfeitamente solucionável com as regras previstas na LINDB. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. A proibição de desconhecimento da lei imposta pela LINDB é absoluta. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. A lacuna ontológica ocorre quando existe texto legal que soluciona uma situação concreta, mas que contraria os princípios e os axiomas norteadores da própria ideia de justiça. 40

41 QUESTÃO CESPE - TJ-RN JUIZ. Consoante a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção correta. a) A lei posterior somente revoga a anterior quando expressamente o declare, podendo a revogação ser total (ab- rogação) ou parcial (derrogação). b) As regras de aplicação da lei no espaço estabelecem que deve ser aplicada a lei brasileira quando a obrigação resultante de contrato tenha de ser cumprida no Brasil, ainda que o domicílio do proponente seja em outro país. c) Na sucessão por morte ou por ausência de estrangeiro, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder, independentemente do lugar do domicílio do falecido ou ausente. d) A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei brasileira quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça. e) A referida lei prevê, como métodos de integração das normas, em ordem preferencial e taxativa, a analogia, os costumes, os princípios gerais de direito e a equidade. QUESTÃO CESPE BACEN PROCURADOR. A interpretação segundo a qual o juiz procura alcançar o sentido da lei em consonância com as demais normas que inspiram determinado ramo de direito é denominada. a) histórica. 41

42 b) lógica. c) sistemática. d) teleológica. e) analógica. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Caso não encontre nenhuma norma aplicável ao caso posto em juízo, o juiz deverá utilizar a interpretação sistemática. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Não é dado ao legislador, para suprir alguma ambiguidade da norma, interpretar a lei depois de publicada no órgão oficial. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Como regra, não se admite a restauração da lei revogada pelo fato de a lei revogadora ter perdido a sua vigência. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. 42

43 Se, durante a vacatio legis, ocorrer nova publicação do texto legal apenas para correção de erro ortográfico, o prazo da obrigatoriedade não será alterado. 43

44 f. Normas comentadas LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB. Art. 1 o Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. 1 o Nos Estados, estrangeiros, a obrigatoriedade da lei brasileira, quando admitida, se inicia três meses depois de oficialmente publicada. (Vide Lei nº 2.807, de 1956) (Extrema atenção para a diferenciação desses prazos, pois a regra é: dias a lei começa a vigorar no Brasil; 2. 3 meses a lei começa a vigorar nos Estados estrangeiros quando admitida). 3 o Se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação. 4 o As correções a texto de lei já em vigor consideram-se lei nova. Art. 2 o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. (Vide Lei nº 3.991, de 1961) 1 o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. 2 o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. 44

45 3 o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. (Lembrando que não existe repristinação tácita). Art. 3 o Ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. Art. 4 o Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito. (Quando da utilização dos mecanismos de integração do ordenamento jurídico, deve-se observar a ordem proposta, qual seja: analogia, costumes e princípios gerais do direito. Para decorar tal ordem, basta lembrar que estão em ordem crescente alfabética: 1º analogia, 2º costume e 3º princípios gerais do direito.) Art. 5 o Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum. Art. 6º A Lei em vigor terá efeito imediato e geral, respeitados o ato jurídico perfeito, o direito adquirido e a coisa julgada. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1957) 1º Reputa-se ato jurídico perfeito o já consumado segundo a lei vigente ao tempo em que se efetuou. (Incluído pela Lei nº 3.238, de 1957) 2º Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição pré-estabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. (Incluído pela Lei nº 3.238, de 1957) 3º Chama-se coisa julgada ou caso julgado a decisão judicial de que já não caiba recurso. (Incluído pela Lei nº 3.238, de 1957) 45

46 Art. 7 o A lei do país em que domiciliada a pessoa determina as regras sobre o começo e o fim da personalidade, o nome, a capacidade e os direitos de família. 1 o Realizando-se o casamento no Brasil, será aplicada a lei brasileira quanto aos impedimentos dirimentes e às formalidades da celebração. 2 o O casamento de estrangeiros poderá celebrar-se perante autoridades diplomáticas ou consulares do país de ambos os nubentes. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1957) 3 o Tendo os nubentes domicílio diverso, regerá os casos de invalidade do matrimônio a lei do primeiro domicílio conjugal. 4 o O regime de bens, legal ou convencional, obedece à lei do país em que tiverem os nubentes domicílio, e, se este for diverso, a do primeiro domicílio conjugal. 5º - O estrangeiro casado, que se naturalizar brasileiro, pode, mediante expressa anuência de seu cônjuge, requerer ao juiz, no ato de entrega do decreto de naturalização, se apostile ao mesmo a adoção do regime de comunhão parcial de bens, respeitados os direitos de terceiros e dada esta adoção ao competente registro. (Redação dada pela Lei nº 6.515, de 1977) 6º O divórcio realizado no estrangeiro, se um ou ambos os cônjuges forem brasileiros, só será reconhecido no Brasil depois de 1 (um) ano da data da sentença, salvo se houver sido antecedida de separação judicial por igual prazo, caso em que a homologação produzirá efeito imediato, obedecidas as condições estabelecidas para a eficácia das sentenças estrangeiras no país. O Superior Tribunal de Justiça, na forma de seu regimento interno, poderá reexaminar, a requerimento do interessado, decisões já proferidas em pedidos de homologação de sentenças estrangeiras de divórcio de brasileiros, a fim de que passem a produzir todos os efeitos legais. (Redação dada pela Lei nº , de 2009). 46

47 7 o Salvo o caso de abandono, o domicílio do chefe da família estende-se ao outro cônjuge e aos filhos não emancipados, e o do tutor ou curador aos incapazes sob sua guarda. 8 o Quando a pessoa não tiver domicílio, considerar-se-á domiciliada no lugar de sua residência ou naquele em que se encontre. se constituirem. Art. 9 o Para qualificar e reger as obrigações, aplicar-se-á a lei do país em que 1 o Destinando-se a obrigação a ser executada no Brasil e dependendo de forma essencial, será esta observada, admitidas as peculiaridades da lei estrangeira quanto aos requisitos extrínsecos do ato. 2 o A obrigação resultante do contrato reputa-se constituida no lugar em que residir o proponente. Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. (Redação dada pela Lei nº 9.047, de 1995) suceder. 2 o A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para Art. 13. A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça. 47

48 Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reuna os seguintes requisitos: a) haver sido proferida por juiz competente; b) terem sido os partes citadas ou haver-se legalmente verificado à revelia; c) ter passado em julgado e estar revestida das formalidades necessárias para a execução no lugar em que foi proferida; d) estar traduzida por intérprete autorizado; e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. (Vide art.105, I, i da Constituição Federal). Art. 17. As leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes. Art. 18. Tratando-se de brasileiros, são competentes as autoridades consulares brasileiras para lhes celebrar o casamento e os mais atos de Registro Civil e de tabelionato, inclusive o registro de nascimento e de óbito dos filhos de brasileiro ou brasileira nascido no país da sede do Consulado. (Redação dada pela Lei nº 3.238, de 1957) 1º As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a separação consensual e o divórcio consensual de brasileiros, não havendo filhos menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos, devendo constar da respectiva escritura pública as disposições relativas à descrição e à partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado quando se deu o casamento. (Incluído pela Lei nº , de 2013) Vigência 48

49 2 o É indispensável a assistência de advogado, devidamente constituído, que se dará mediante a subscrição de petição, juntamente com ambas as partes, ou com apenas uma delas, caso a outra constitua advogado próprio, não se fazendo necessário que a assinatura do advogado conste da escritura pública. (Incluído pela Lei nº , de 2013) Vigência 49

50 g. Gabarito CERTA ERRADA ERRADA ERRADA ERRADA ERRADA ERRADA CERTA ERRADA ERRADA D A ERRADA ERRADA ERRADA CERTA ERRADA C E CERTA ERRADA ERRADA ERRADA ERRADA C C ERRADA ERRADA CERTA ERRADA 50

51 h. Breves comentários às questões QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Quanto à eficácia da lei no espaço, no Brasil se adota o princípio da territorialidade moderada, que permite, em alguns casos, que lei estrangeira seja aplicada dentro de território brasileiro. Item certo, pois o Brasil adotou, quanto à vigência da lei no espaço, o princípio da territorialidade moderada/temperada. Portanto, não é absoluta a regra de aplicação da lei nacional. Uma vez que, admite-se que, em certas circunstâncias especiais, a lei estrangeira tenha eficácia dentro do nosso território, sem que isso comprometa a soberania do país. Exemplo desta exceção é o art. 7º, da LINDB segundo o qual serão aplicadas as normas do país em que for domiciliada a pessoa, no que concerne ao começo e fim da personalidade, inclusive quanto ao nome, à capacidade e aos direitos de família. Resposta: CERTO. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. De acordo com a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), em regra, a lei revogada é restaurada quando a lei revogadora perde a vigência. Erra a questão ao afirmar que a regra e a repristinação (restauração) da lei revogada, pois conforme art. 2º 3º, LINDB: Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se 51

52 restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. Lembrem-se: a regra é a não repristinação. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Por ser o direito civil ramo do direito privado, impera o princípio da autonomia de vontade, de forma que as partes podem, de comum acordo, afastar a imperatividade das leis denominadas cogentes. Item errado, pois as normas cogentes são de ordem pública, exatamente por isso as partes não podem afastá-las. Por outro lado, temos As leis dispositivas que são aquelas que não determinam, bem como não proíbem de forma absoluta determinada conduta, mas têm o condão de permitir uma ação ou abstenção, ou de suprir uma declaração de vontade não manifestada. Conquanto seja reconhecido o princípio da autonomia de vontade na seara do Direito Civil, as partes não podem, de comum acordo, afastar a imperatividade das leis cogentes. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. A lei entra em vigor somente depois de transcorrido o prazo da vacatio legis, e não com sua publicação em órgão oficial. 52

53 Item errado, pois em regra, realmente, a lei entra em vigor após a sua vacatio. Entretanto, a vacatio não é obrigatória, e não existindo, a lei entrará em vigor assim que for oficialmente publicada. Conforme art. 1º, LINDB: Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Dado o princípio da continuidade, a lei terá vigência enquanto outra não a modificar ou revogar, podendo a revogação ocorrer pela derrogação, que é a supressão integral da lei, ou pela ab-rogação, quando a supressão é apenas parcial. Item errado, pois a questão troca os conceitos. Assim: a) Ab-rogação é a revogação total, absoluta; e b) Derrogação é a revogação parcial. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Para ser aplicada, a norma deverá estar vigente e, por isso, uma vez que ela seja revogada, não será permitida a sua ultratividade. 53

54 Na verdade a ultratividade da lei ocorrerá quando a lei é aplicada a fatos que ocorreram após a perda da sua vigência, ou seja, após a sua revogação. Então erra a questão a afirmar que a ultratividade não será permitida quando a lei tiver sido revogada. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Tendo o ordenamento brasileiro optado pela adoção, quanto à eficácia espacial da lei, do sistema da territorialidade moderada, é possível a aplicação da lei brasileira dentro do território nacional e, excepcionalmente, fora, e vedada a aplicação de lei estrangeira nos limites do Brasil. Erra a questão ao afirmar que é vedada a aplicação de lei estrangeira nos limites do Brasil, pois, em regra é permitida a aplicação da lei estrangeira nos limites do território brasileiro e dentro das nossas regras. Entretanto não será possível a aplicação da lei estrangeira nos limites do Brasil quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes, conforme entendimento do art. 17, LINDB. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Quando a sucessão incidir sobre bens de estrangeiro residente, em vida, fora do território nacional, aplicar-se-á a lei do país de domicílio do defunto, quando esta for mais favorável ao cônjuge e aos filhos brasileiros, ainda que todos os bens estejam localizados no Brasil. Questão em conformidade com os 1º e 2º, art. 10, LINDB que aduzem: 54

55 Art. 10. A sucessão por morte ou por ausência obedece à lei do país em que domiciliado o defunto ou o desaparecido, qualquer que seja a natureza e a situação dos bens. 1º A sucessão de bens de estrangeiros, situados no País, será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente, sempre que não lhes seja mais favorável a lei pessoal do de cujus. 2o A lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. Resposta: CERTO. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Não havendo disposição em contrário, o início da vigência de uma lei coincidirá com a data da sua publicação. Item errado, pois conforme art. 1º, LINDB, salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente publicada. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TJ-AM - JUIZ SUBSTITUTO ADAPTADA. Quando a republicação de lei que ainda não entrou em vigor ocorrer tão somente para correção de falhas de grafia constantes de seu texto, o prazo da vacatio legis não sofrerá interrupção e deverá ser contado da data da primeira publicação. Item errado, pois conforme art. 1º. 3º, LINDB, se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação, e não da primeira publicação. 55

56 Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRE-PI - ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA. O aplicador do direito, ao estender o preceito legal aos casos não compreendidos em seu dispositivo, vale-se da a) interpretação teleológica. Item errado, pois a interpretação sociológica ou teleológica visa adaptar o sentido ou finalidade da norma às novas exigências sociais. b) socialidade da lei. Item errado, pois conforme Carlos Roberto Gonçalves, o princípio da socialidade, acolhido pelo novo Código Civil, reflete a prevalência dos valores coletivos sobre os individuais. c) interpretação extensiva. Item errado, pois na interpretação extensiva ou ampliativa, o intérprete entende que o alcance da lei é mais amplo do que indica o seu texto, abrangendo, assim, implicitamente outras situações. d) analogia. Item correto, pois a analogia consiste na aplicação, a um caso não previsto na lei, de uma norma tipificada de disposição prevista para um fato análogo, ou até mesmo de um conjunto de normas e princípios do ordenamento jurídico que regulam temas conexos. Ademais, é imperioso destacar que a analogia não se confunde com a interpretação extensiva. A primeira consiste no recurso a outra norma do sistema jurídico, em virtude da inexistência de norma adequada à solução do caso concreto. Porém, implica na extensão 56

57 da esfera de aplicação da mesma norma a situações não expressamente previstas, mas que foram compreendidas pelo seu alcance interpretativo. e) interpretação sistemática. Item errado, pois a interpretação sistemática analisa a norma com base no sistema do qual ela faz parte. Resposta: D. QUESTÃO CESPE - TJ-DFT JUIZ. A respeito da hermenêutica e da aplicação do direito, assinale a opção correta. a) Diante da existência de antinomia entre dois dispositivos de uma mesma lei, à solução do conflito é essencial a diferenciação entre antinomia real e antinomia aparente, porque reclamam do interprete solução distinta. Item correto, pois a antinomia (lacunas de colisão) é o fenômeno baseado na presença de duas normas conflitantes válidas e emanado de autoridade competente, sem que se possa dizer qual delas merecerá aplicação, em determinado caso concreto. Assim, para a solução dos choques entre as normas jurídicas, deve-se adotar os seguintes critérios: a) Critério cronológico a norma posterior deve prevalecer sobre norma anterior; b) Critério da especialidade - a norma especial deve prevalecer sobre norma geral; e c) Critério hierárquico - a norma superior deve prevalecer sobre norma inferior. Então, a antinomia real é a situação que não pode será resolvida conforme os metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). 57

58 Por sua vez, a antinomia aparente ocorre quando a hipótese que pode ser solucionada de acordo com os metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). b) Os tradicionais critérios hierárquico, cronológico e da especialização são adequados à solução de confronto caracterizado como antinomia real, ainda que ocorra entre princípios jurídicos. Item errado, pois a antinomia real não pode ser resolvida por meio dos metracriterios (cronológico, especialidade e hierárquico). Já a antinomia aparente sim pode ser resolvida por esses metacritérios. c) A técnica da subsunção é suficiente e adequada à hipótese que envolve a denominada eficácia horizontal de direitos fundamentais nas relações privadas. Item errado, pois a subsunção implica na adequação entre o suporte fático e a norma abstrata. Por sua vez, a ponderação pode ser descrita como uma técnica de decisão própria para casos difíceis, em relação aos quais o raciocínio tradicional da subsunção não é adequado. Vejam: a subsunção, diferentemente da ponderação, não tem instrumentos para produzir uma conclusão que seja capaz de considerar todos os elementos normativos pertinentes; sua lógica tentará isolar uma única norma para o caso. Assim, A técnica da subsunção não é suficiente e adequada às situações que envolvam a denominada eficácia horizontal de direitos fundamentais nas relações privadas, uma vez que nesses casos a eficácia horizontal de direitos fundamentais, utiliza-se a técnica da ponderação de interesses, em decorrência da colisão de direitos fundamentais. d) Diante da existência de antinomia entre dois dispositivos de uma mesma lei, o conflito deve ser resolvido pelos critérios da hierarquia e(ou) da sucessividade no tempo. 58

59 Item errado, pois o conflito não será resolvido diante dos critérios da hierárquica e da sucessividade, que é o critério cronológico. Na verdade, a própria alternativa diz que temos conflito entre dois dispositivos de uma mesma lei, sendo, assim temos uma antinomia real, que não se utiliza dos metacritérios. Logo, a antinomia será resolvida através da analogia, dos costumes e dos princípios gerais do direito, conforme art. 4º, lei de introdução às normas do direito brasileiro. e) A aplicação do princípio da especialidade, em conflito aparente de normas, afeta a validade ou a vigência da lei geral. Item errado, pois na verdade não afeta, até mesmo porque o próprio art. 2º, 2º da LINDB diz que A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. Ou seja, é plenamente possível a coexistência de normas de caráter geral com normas de caráter especial quando tratarem da mesma matéria. Resposta: A. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Sempre que uma lei for revogada por outra lei, e a lei revogadora também for revogada, a lei inicialmente revogada volta a ter vigência, em um instituto jurídico denominado de ultratividade da lei. Item errado, pois em regra a lei inicialmente revogada não se restaura, ou seja, em regra não se admite a repristinação, salvo nas hipóteses expressamente admitidas. Por outro lado, Admite-se, excepcionalmente, o fenômeno da ultratividade da norma, no qual continuará a proteger os atos pretéritos, mesmo após ser revogada. 59

60 Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Haverá repristinação quando uma norma revogada, mesmo tendo perdido a sua vigência, for aplicada para reger situações ocorridas à época de sua vigência. Item errado, pois o conceito aqui não é de repristinação e sim de ultratividade. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Denomina-se vacatio legis o espaço de tempo compreendido entre a data da publicação da lei e a data da sua revogação. Item errado, pois a vacatio legis é intervalo de tempo entre a publicação da lei e o início de vigência (e não a data da sua revogação). Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Uma norma jurídica pode ser expressa ou tacitamente revogada. Diz-se que há revogação expressa quando a lei nova declarar, em seu texto, o conteúdo da lei anterior que pretende revogar, enquanto que a revogação tácita ocorre sempre que 60

61 houver incompatibilidade entre a lei nova e a antiga, pelo fato de a lei nova regular a matéria tratada pela anterior. Item certo, pois quanto à forma de execução a revogação se classifica em expressa ou tácita. A revogação expressa ocorre quando a nova lei declara que a antiga lei será total ou parcialmente extinta (art. 2º, 1º, primeira parte). Por sua vez, a revogação tácita ocorre quando a nova lei não contém declaração no sentido de revogar a lei antiga, mas isto ocorre porque a nova legislação se mostra incompatível com a antiga ou regula por inteiro a matéria de que tratava a lei anterior (art. 2º, 1º, última parte). Resposta: CERTO. QUESTÃO CESPE - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO ADMINISTRATIVA ADAPTADA. Segundo a legislação vigente, a norma jurídica tem vigência por tempo indeterminado e vigora até que seja revogada por outra lei. O ordenamento jurídico brasileiro não reconhece norma com vigência temporária. Erra a questão ao afirmar que o ordenamento jurídico brasileiro não reconhece norma com vigência temporária, pois reconhece sim. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRE-MT - ANALISTA JUDICIÁRIO JUDICIÁRIA. Com base no disposto na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção correta. 61

62 a) No tocante aos regramentos do direito de família, adota-se o critério jus sanguinis na referida lei. Item errado, pois adota-se o critério da lei do país do domicílio da pessoa, conforme art. 7º, LINDB. b) A sucessão de bens de estrangeiros situados no território brasileiro é disciplinada pela lei brasileira em favor do cônjuge ou dos filhos brasileiros, mesmo se a lei do país de origem do de cujus for-lhes mais favorável. Item errado, pois na verdade, a sucessão de bens de estrangeiros situados no território brasileiro será disciplinada pela lei brasileira em favor do cônjuge ou dos filhos brasileiros sempre que não lhes seja mais favorável a lei do país de origem do de cujus, conforme art. 10, 1º, LINDB. c) Ao confronto entre uma lei especial e outra lei geral e posterior dá-se o nome de antinomia de segundo grau. Item correto, pois a antinomia de 2.º grau é a colisão de normas válidas que envolvem dois dos metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). d) Ocorre lacuna ontológica na lei quando existe texto legal para a solução do caso concreto, mas esse texto contraria os princípios que regem a própria justiça. Item errado, pois teremos a lacuna ontológica quando apesar de existir texto legal pra a solução do caso concreto, esse texto legal não contém eficácia social. Logo a Lacuna ontológica é a presença de norma para o caso concreto, entretanto, desprovida de eficácia social. e) O juiz poderá decidir por equidade, mesmo sem previsão legal. Item errado, pois o juiz somente decidirá por equidade se houver previsão legal. Resposta: C. 62

63 QUESTÃO CESPE - TJ-DFT - JUIZ DE DIREITO SUBSTITUTO. Considerando as disposições da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro e a posição doutrinária a respeito da interpretação dessas normas, assinale a opção correta. a) Uma lei nova que estabeleça disposições gerais revoga leis especiais anteriores dedicadas à mesma matéria. Item errado, pois conforme art. 2º, 2 o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei anterior. b) No ordenamento jurídico brasileiro, admite-se a repristinação tácita. Item errado, pois em regra não se admite a repristinação, mas quando admitida, deve ser expressa a sua aceitação. c) Entre as fontes de interpretação das normas, considera-se autêntica a interpretação realizada pelos próprios tribunais. Item errado, pois na verdade a interpretação autêntica ou interpretação legislativa é a feita pelo próprio legislador. A interpretação jurisprudencial é a que é realizada pelos tribunais. d) A utilização dos costumes como método de integração das normas de direito material depende de expressa previsão legal. Item errado, pois não há a necessidade de previsão legal para se aplicar os costumes, pois este é a prática reiterada, pública, e geral de determinado ato com a convicção de sua obrigatoriedade. Assim, o costume é uma das formas de integração das normas jurídicas, logo, uma fonte supletiva e prevista no art. 4 o que reza que quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito 63

64 e) A lei do país de origem do falecido estrangeiro poderá ser utilizada para regular a sucessão de seus bens localizados no Brasil. Item correto, pois conforme art. 10, 1º, LINDB, A sucessão de bens de estrangeiros será regulada pela lei brasileira em benefício do cônjuge ou dos filhos brasileiros, ou de quem os represente. Todavia, será aplicada a lei pessoal do de cujus estrangeiro, quando esta for mais favorável que a lei brasileira. Então, não aplica-se simplesmente a lei estrangeira, mas apenas quando mais favorável. Resposta: E. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. Há direito adquirido quando já tiverem sido praticados todos os atos ou realizados todos os fatos exigidos pela lei para a obtenção do direito pretendido. Nesse contexto, é correto afirmar que nem todo direito adquirido surge de uma relação jurídica, a exemplo do direito de apropriar-se de coisa sem dono. Item certo, pois o próprio Art. 6º, 2º da LINDB conceitua o direito adquirido ao afirmar que Consideram-se adquiridos assim os direitos que o seu titular, ou alguém por ele, possa exercer, como aqueles cujo começo do exercício tenha termo pré-fixo, ou condição préestabelecida inalterável, a arbítrio de outrem. Assim, em resumo, O direito adquirido consiste no direito material ou imaterial incorporado ao patrimônio do titular. Resposta: CERTO. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. 64

65 O sistema jurídico brasileiro admite que, devido ao desuso, uma lei possa deixar de ser aplicada. Item errado, pois conforme Adhemar Maciel: O sistema jurídico brasileiro não admite que possa uma lei perecer pelo desuso, porquanto assentado no princípio da supremacia da lei escrita (fonte principal do Direito). Sua obrigatoriedade só termina com sua revogação por outra lei. Noutros termos, significa que não pode ter existência jurídica o costume contra legem. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. Na situação em que uma lei anterior e especial esteja em confronto com outra lei geral posterior, tem-se uma antinomia de primeiro grau, perfeitamente solucionável com as regras previstas na LINDB. Item errado, pois a lacuna de conflito ou antinomia ocorre quando há o choque de duas ou mais normas válidas, sem que se possa dizer qual delas será aplicada em face de um determinado caso concreto. Neste sentido, devemos nos lembrar que temos 3 critérios para a solução do conflito: a) Cronológico onde a norma posterior prevalece sobre norma anterior; e b) Hierarquia onde a norma superior prevalece sobre a norma inferior. Ainda, temos a: a) A antinomia de 1.º grau é o choque de normas que envolvem somente um dos metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). 65

66 b) A antinomia de 2.º grau é a colisão de normas válidas que envolvem dois dos metacritérios (cronológico, especialidade, hierárquico). Vejam que nosso conflito e entre norma especial anterior e norma geral posterior. Nesta situação, prevalecerá o critério da especialidade, onde a norma especial prevalece sobre norma geral. Detalhe: pouco importa se a norma especial é anterior à norma geral. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. A proibição de desconhecimento da lei imposta pela LINDB é absoluta. Item errado, pois em regra, conforme art. 3 o LINDB, ninguém se escusa de cumprir a lei, alegando que não a conhece. Mas esse princípio não é absoluto, pois podemos ter, por exemplo, desconhecimento das leis estrangeiras, municipais (inclusive para quem reside em municípios distintos, como vai ter ciência das leis locais de outra cidade?). Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - PGE-PI - PROCURADOR DO ESTADO SUBSTITUTO ADAPTADA. A lacuna ontológica ocorre quando existe texto legal que soluciona uma situação concreta, mas que contraria os princípios e os axiomas norteadores da própria ideia de justiça. Item errado, pois a questão nos apresenta o conceito de lacuna axiológica e não ontológica. Logo: 66

67 a) Lacuna ontológica - presença de norma para o caso concreto, entretanto, desprovida de eficácia social; e b) Lacuna axiológica - presença de norma para o caso concreto, entretanto, considerada insatisfatória ou injusta. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TJ-RN JUIZ. Consoante a Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, assinale a opção correta. a) A lei posterior somente revoga a anterior quando expressamente o declare, podendo a revogação ser total (ab- rogação) ou parcial (derrogação). Item errado, pois conforme Art. 2º, 1 o A lei posterior revoga a anterior quando: a) Expressamente o declare, b) Quando seja com ela incompatível ou c) Quando regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. b) As regras de aplicação da lei no espaço estabelecem que deve ser aplicada a lei brasileira quando a obrigação resultante de contrato tenha de ser cumprida no Brasil, ainda que o domicílio do proponente seja em outro país. Item errado, pois conforme art. 9º, 2 o A obrigação resultante do contrato reputa-se constituída no lugar em que residir o proponente. c) Na sucessão por morte ou por ausência de estrangeiro, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder, independentemente do lugar do domicílio do falecido ou ausente. 67

68 Item correto, pois o art. 10, 2º, LINDB, a lei do domicílio do herdeiro ou legatário regula a capacidade para suceder. d) A prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei brasileira quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça. Item errado, pois conforme art. 13, LINDB, a prova dos fatos ocorridos em país estrangeiro rege-se pela lei que nele vigorar, quanto ao ônus e aos meios de produzir-se, não admitindo os tribunais brasileiros provas que a lei brasileira desconheça. e) A referida lei prevê, como métodos de integração das normas, em ordem preferencial e taxativa, a analogia, os costumes, os princípios gerais de direito e a equidade. Item errado, pois a equidade não e um método de integração das normas. Conforme art. 4º, LINDB, a ordem é: analogia, costumes e princípios gerais de direito Resposta: C. QUESTÃO CESPE BACEN PROCURADOR. A interpretação segundo a qual o juiz procura alcançar o sentido da lei em consonância com as demais normas que inspiram determinado ramo de direito é denominada. a) histórica. b) lógica. c) sistemática. d) teleológica. 68

69 e) analógica. Item C correto, pois a interpretação sistemática analisa a norma com base no sistema do qual ela faz parte. Resposta: C. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Caso não encontre nenhuma norma aplicável ao caso posto em juízo, o juiz deverá utilizar a interpretação sistemática. Item errado, pois conforme art. 4º, LINDB, o juiz deverá utilizar a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito e não a interpretação sistemática. Resposta: ERRADO. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Não é dado ao legislador, para suprir alguma ambiguidade da norma, interpretar a lei depois de publicada no órgão oficial. Item errado, pois o legislador pode interpretar a lei após a sua ambigüidade e isto é feito através da Interpretação autêntica ou legislativa. Resposta: ERRADO. 69

70 QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Como regra, não se admite a restauração da lei revogada pelo fato de a lei revogadora ter perdido a sua vigência. Item correto, em conformidade com o art. 2º, 3 o, LINDB que aduz que salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. Resposta: CERTO. QUESTÃO CESPE - TRT - 8ª REGIÃO (PA E AP) - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA JUDICIÁRIA ADAPTADA. Se, durante a vacatio legis, ocorrer nova publicação do texto legal apenas para correção de erro ortográfico, o prazo da obrigatoriedade não será alterado. Erra a questão ao afirmar que o prazo da obrigatoriedade não será alterado, pois conforme o art. 1º, 3 o se, antes de entrar a lei em vigor, ocorrer nova publicação de seu texto, destinada a correção, o prazo deste artigo e dos parágrafos anteriores começará a correr da nova publicação Resposta: ERRADO. 70

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Bateria de Questões Cespe. Prof. Dicler Forestieri

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Bateria de Questões Cespe. Prof. Dicler Forestieri Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Bateria de Questões Cespe Prof. Dicler Forestieri LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO Professor Dicler Forestieri Ferreira EXERCÍCIOS DA

Leia mais

Direito Civil. Decreto-Lei Nº 4.657, de 4 de Setembro de Professora Tatiana Marcello.

Direito Civil. Decreto-Lei Nº 4.657, de 4 de Setembro de Professora Tatiana Marcello. Direito Civil Decreto-Lei Nº 4.657, de 4 de Setembro de 1942 Professora Tatiana Marcello www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Civil DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942. Presidência da República

Leia mais

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro LINDB (decreto lei nº 4657/42)

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro LINDB (decreto lei nº 4657/42) Turma e Ano: Turma Regular Master A Matéria / Aula: Direito Civil Aula 02 Professor: Rafael da Mota Mendonça Monitora: Fernanda Manso de Carvalho Silva Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro

Leia mais

CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO

CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO PROFA. ME. ÉRICA RIOS [email protected] ESTRANGEIRO X NACIONAL A legislação relativa à condição jurídica do estrangeiro tem sua justificativa no direito de conservação

Leia mais

Rodada #1 Direito Civil

Rodada #1 Direito Civil Rodada #1 Direito Civil Professora Elisa Pinheiro Assuntos da Rodada DIREITO CIVIL: Lei. Vigência. Aplicação da lei no tempo e no espaço. Integração e interpretação da lei. Lei de Introdução às Normas

Leia mais

Tribunais Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Direito Civil Nilmar de Aquino

Tribunais Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Direito Civil Nilmar de Aquino Tribunais Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Direito Civil Nilmar de Aquino 2012 Copyright. Curso Agora Eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. 1. Introdução Lei que regulamenta

Leia mais

Aula 3. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB Dec. Lei n /42 Lei n /2010

Aula 3. LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB Dec. Lei n /42 Lei n /2010 Aula 3 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB Dec. Lei n. 4.657/42 Lei n. 12.376/2010 Lei de introdução ao Direito Civil X Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Principais

Leia mais

REVISÃO DE DIREITO CIVIL PARA TRF 2 A REGIÃO Organizador: Dicler Forestieri Ferreira

REVISÃO DE DIREITO CIVIL PARA TRF 2 A REGIÃO Organizador: Dicler Forestieri Ferreira Prezados concurseiros que irão concorrer a uma vaga no funcionalismo público através do concurso TRF 2 a Região: Após alguns pedidos dos amigos do fórum concurseiros, www.forumconcurseiros.com, nas próximas

Leia mais

UNIDADE = LEI CONCEITO

UNIDADE = LEI CONCEITO UNIDADE = LEI CONCEITO Preceito jurídico (norma) escrito, emanado (que nasce) de um poder estatal competente (legislativo federal, estadual ou municipal ou poder constituinte) com características (ou caracteres)

Leia mais

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS

Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Hugo Goes Direito Previdenciário Módulo 02 Aula 001-005 Direito Previdenciário para o Concurso do INSS Fontes Hierarquia (ordem de graduação) Autonomia (entre os diversos ramos) Aplicação (conflitos entre

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Professor Juliano Napoleão

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Professor Juliano Napoleão DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Professor Juliano Napoleão UNIDADE 2 Conflitos de lei no espaço e as normas de Direito Internacional Privado 2.1 Os conflitos de lei no espaço pertinentes às relações privadas

Leia mais

UNIFRA. Profa. Ms. Rosane Barcellos Terra

UNIFRA. Profa. Ms. Rosane Barcellos Terra INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO UNIFRA Profa. Ms. Rosane Barcellos Terra 02/10/2012 1 V i g ê n c i a e V a l i d a d e d a s N o r m a s J u r í d i c a s : A validade da norma jurídica pode ser reconhecida

Leia mais

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Prof. Dicler Forestieri

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Prof. Dicler Forestieri Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Prof. Dicler Forestieri LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO Professor Dicler Forestieri Ferreira A Lei de Introdução às normas do Direito

Leia mais

Aula 00. Direito Civil Teoria e Exercícios Auditor de Controle Externo Conhecimentos Básicos

Aula 00. Direito Civil Teoria e Exercícios Auditor de Controle Externo Conhecimentos Básicos Aula 00 Direito Civil Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Professora: Elisa Pinheiro www.pontodosconcursos.com.br 1 Aula 00 Aula Demonstrativa Sumário 1. Apresentação...02 2. Sumário...04

Leia mais

Estudo dirigido para concursos Públicos

Estudo dirigido para concursos Públicos Estudo dirigido para concursos Públicos Wilmar Borges Leal Junior PDF para Download Aula Direito Civil 1 Vigência da lei no tempo: Promulgação X Publicação Promulgação é requisito de existência da lei,

Leia mais

Unidade I. Instituições de Direito Público e Privado. Profª. Joseane Cauduro

Unidade I. Instituições de Direito Público e Privado. Profª. Joseane Cauduro Unidade I Instituições de Direito Público e Privado Profª. Joseane Cauduro Estrutura da Disciplina Unidade I Conceitos Gerais de Direito O Direito e suas divisões, orientações e a Lei jurídica Unidade

Leia mais

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB Dec. Lei n /42 Lei n /2010

LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB Dec. Lei n /42 Lei n /2010 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB Dec. Lei n. 4.657/42 Lei n. 12.376/2010 Lei de introdução ao Direito Civil X Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro Principais características:

Leia mais

Teoria do Estado e da Constituição Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO

Teoria do Estado e da Constituição Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO Teoria do Estado e da Constituição Prof. Dr. João Miguel da Luz Rivero [email protected] ENTRADA EM VIGOR DE UMA NOVA CONSTITUIÇÃO Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino As normas de uma nova Constituição

Leia mais

f ÅâÄtwÉ wx IED / V Çv t céä à vt `öüv t cxä áátü INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO CIÊNCIA POLÍTICA

f ÅâÄtwÉ wx IED / V Çv t céä à vt `öüv t cxä áátü INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO CIÊNCIA POLÍTICA INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO CIÊNCIA POLÍTICA 01) Não se enquadra na subdivisão de "Público" o direito: a) Constitucional b) Administrativo. c) Judiciário / processual. d) Penal. e) Comercial. 02) Não

Leia mais

DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL CAPÍTULO I DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL

DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL E DA COOPERAÇÃO INTERNACIONAL CAPÍTULO I DOS LIMITES DA JURISDIÇÃO NACIONAL Em virtude do novo Código de Processo Civil (Lei 13.105, de 16.3.15, que entrará em vigor em 17.3.16, passará a vigorar as novas disposições sobre a Competência Internacional, conforme os artigos abaixo

Leia mais

OAB 1ª Fase Direito Internacional Gustavo Brígido

OAB 1ª Fase Direito Internacional Gustavo Brígido OAB 1ª Fase Direito Internacional Gustavo Brígido 2012 Copyright. Curso Agora eu Passo - Todos os direitos reservados ao autor. DIREITO INTERNACIONAL PROFESSOR GUSTAVO BRÍGIDO RELAÇÕES ENTRE DIREITO INTERNO

Leia mais

Daniel Carnacchioni. Manual de DIREITO CIVIL VOLUME ÚNICO

Daniel Carnacchioni. Manual de DIREITO CIVIL VOLUME ÚNICO Daniel Carnacchioni Manual de DIREITO CIVIL VOLUME ÚNICO 2017 LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO Sumário: Noções Gerais Vigência da Lei Obrigatoriedade das Leis Eficácia da Lei no Tempo

Leia mais

1 Grupo CERS ONLINE

1 Grupo CERS ONLINE www.adverum.com.br 1 APRESENTAÇÃO Caro(a) Aluno(a), A preparação para concursos públicos exige profissionalismo, métrica e estratégia. Cada minuto despendido deve ser bem gasto! Por isso, uma preparação

Leia mais

IUS RESUMOS. Interpretação e Integração da Lei Penal. Organizado por: Samille Lima Alves

IUS RESUMOS. Interpretação e Integração da Lei Penal. Organizado por: Samille Lima Alves Interpretação e Integração da Lei Penal Organizado por: Samille Lima Alves SUMÁRIO I. INTERPRETAÇÃO E INTEGRAÇÃO DA LEI PENAL... 3 1. Entendo o que é a interpretação... 3 1.1 Espécies de interpretação...

Leia mais

Sumário. Capítulo I A Lei de Introdução

Sumário. Capítulo I A Lei de Introdução Sumário Nota do autor à segunda edição... 21 Nota do autor à primeira edição... 23 Prefácio à segunda edição... 25 Prefácio à primeira edição... 31 Capítulo I A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro

Leia mais

DIREITO CIVIL E LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL

DIREITO CIVIL E LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL - TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL DO RIO GRANDE DO SUL EDITAL Nº 01/2010 DE ABERTURA DE INSCRIÇÕES DIREITO CIVIL - Noções de : Lei de introdução ao Código Civil. Das Pessoas Naturais: Da personalidade e da

Leia mais

Sumário. Agradecimentos Nota dos autores à 4ª edição Coleção sinopses para concursos Guia de leitura da Coleção...

Sumário. Agradecimentos Nota dos autores à 4ª edição Coleção sinopses para concursos Guia de leitura da Coleção... Sumário Agradecimentos... 13 Nota dos autores à 4ª edição... 15 Coleção sinopses para concursos... 17 Guia de leitura da Coleção... 19 Capítulo I LEI DE INTRODUÇÃO ÀS NORMAS DO DIREITO BRASILEIRO LINDB...

Leia mais

Decreto-Lei:4.657, de 04.9.1942. - Lei de Introdução ao Código Civil. ALTERADA pela LEI Nº 9.047, DE 08 DE MAIO DE 1995

Decreto-Lei:4.657, de 04.9.1942. - Lei de Introdução ao Código Civil. ALTERADA pela LEI Nº 9.047, DE 08 DE MAIO DE 1995 Decreto-Lei:4.657, de 04.9.1942. - Lei de Introdução ao Código Civil. LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL ALTERADA pela LEI Nº 9.047, DE 08 DE MAIO DE 1995 Art. 1 - Salvo disposição contrária, a lei começa

Leia mais

I A LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL (LICC)

I A LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL (LICC) SUMÁRIO Agradecimentos... 19 Nota do autor... 21 Prefácio... 23 Capítulo I A LEI DE INTRODUÇÃO AO CÓDIGO CIVIL (LICC) 1. Introdução ao estudo do Direito... 25 2. Características, conteúdo e funções da

Leia mais

Capítulo 1 Histórico e Objetos do Direito Civil... 1 Capítulo 2 Introdução ao Direito Civil... 15

Capítulo 1 Histórico e Objetos do Direito Civil... 1 Capítulo 2 Introdução ao Direito Civil... 15 Sumário Capítulo 1 Histórico e Objetos do Direito Civil... 1 1. Aspectos históricos... 1 2. A formação do Direito Civil... 6 3. Novos paradigmas do Código Civil brasileiro...11 3.1. Sistema aberto...12

Leia mais

FRACION SANTOS DIREITO CONSTITUCIONAL

FRACION SANTOS DIREITO CONSTITUCIONAL FRACION SANTOS DIREITO CONSTITUCIONAL 1. (CESPE 2013 AGU Procurador Federal) Considerando o entendimento prevalecente na doutrina e na jurisprudência do STF sobre o preâmbulo constitucional e as disposições

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Introdução, Fontes e Regras de Conexão I. Prof. Renan Flumian

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Introdução, Fontes e Regras de Conexão I. Prof. Renan Flumian DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Introdução, Fontes e Regras de Conexão I Prof. Renan Flumian 1. Introdução 1.1. DIPr: ramo do direito que tem como principal função resolver os conflitos de leis no espaço

Leia mais

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL

APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL OBJETIVOS ESPECÍFICOS APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA. NOÇÕES DE DIREITO PENAL Decreto-Lei n. 2.848, de 07/12/1940 Código Penal - Parte Geral (arts. 1º ao

Leia mais

1. Noções gerais Conceito de Direito Público

1. Noções gerais Conceito de Direito Público 1. Noções gerais Todo o Direito objetivo, também conhecido como Direito positivado quando no aspecto exclusivamente normativo (Kelsen), é dividido em dois grandes ramos, quais sejam: o Direito Público

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL PENAL I AULA DIA 06/03/2015. Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA

DIREITO PROCESSUAL PENAL I AULA DIA 06/03/2015. Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA DIREITO PROCESSUAL PENAL I AULA DIA 06/03/2015 Docente: TIAGO CLEMENTE SOUZA E-mail: [email protected] 7.2 Integração - Enquanto as formas de interpretação partem de textos legais para alcançar,

Leia mais

PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO

PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO PRINCÍPIOS DO DIREITO DO TRABALHO CONCEITO E FINALIDADE Os princípios do Direito do Trabalho são as ideias fundamentais e informadoras do ordenamento jurídico trabalhista. São o alicerce cientifico, as

Leia mais

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos DECRETO-LEI Nº 4.657, DE 4 DE SETEMBRO DE 1942. Vide Decreto-Lei nº 4.707, de 1942 Lei de Introdução ao Código Civil Brasileiro O PRESIDENTE

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Homologação de Decisão Estrangeira. Prof. Renan Flumian

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Homologação de Decisão Estrangeira. Prof. Renan Flumian DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Homologação de Decisão Estrangeira Prof. Renan Flumian 1. Homologação de decisão estrangeira - A sentença judicial é um ato soberano - A sentença, como todo ato soberano,

Leia mais

TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA: ADMINISTRATIVA

TÉCNICO JUDICIÁRIO ÁREA: ADMINISTRATIVA 0 CONHECIMENTOS BÁSICOS Concluído Mapa Mental Revisado Observações PORTUGUÊS: Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados Reconhecimento de tipos e gêneros textuais. Domínio da ortografia

Leia mais

Noções de Direito Administrativo e Constitucional

Noções de Direito Administrativo e Constitucional Considerações iniciais Considera-se Direito como um sistema normativo do qual são extraídos imperativos de conduta. Embora seja único e indivisível, a subdivisão se torna uma prática importante para o

Leia mais

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Competência Internacional e Cooperação Judiciária Internacional. Prof. Renan Flumian

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO. Competência Internacional e Cooperação Judiciária Internacional. Prof. Renan Flumian DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO Competência Internacional e Cooperação Judiciária Internacional Prof. Renan Flumian 1. Competência Internacional - O juiz deve aplicar uma RC para determinar o direito aplicável

Leia mais

Handout Aula 12 de maio de 2017 Disciplina Instituições de Direito - Professora Emanuele Seicenti de Brito

Handout Aula 12 de maio de 2017 Disciplina Instituições de Direito - Professora Emanuele Seicenti de Brito Handout Aula 12 de maio de 2017 Disciplina Instituições de Direito - Professora Emanuele Seicenti de Brito Direito Adquirido, Ato jurídico perfeito e coisa julgada CRFB/88 - Artigo 5 o, Inciso XXXVI. A

Leia mais

NOÇÕES DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO

NOÇÕES DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO NOÇÕES DE DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO 1Introdução CONCEITO: conjunto de normas que apontam o ordenamento jurídico aplicável a um determinado fato em regra. São normas de SOBREDIREITO ou normas indiretas,

Leia mais

LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA 1.FONTES

LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA 1.FONTES LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA 1.FONTES Lei lato sensu - primárias Atos administrativos - secundárias Jurisprudência Outros ramos do Direito Doutrina Principais: CF/88, art. 201 Lei 8.212/91 Lei 8.213/91 Dec.

Leia mais

PROJETO DE LEI N.º, DE 2007

PROJETO DE LEI N.º, DE 2007 PROJETO DE LEI N.º, DE 2007 Regulamenta o artigo 226 3º da Constituição Federal, união estável, institui o divórcio de fato. O Congresso Nacional decreta: DA UNIÃO ESTAVEL Art. 1º- É reconhecida como entidade

Leia mais

DIREITO PENAL Retroatividade da lei Ultratividade da lei

DIREITO PENAL Retroatividade da lei Ultratividade da lei 1 -Aplicação da Lei Penal no Tempo ART. 1o do CP PRINCÍPIO DA LEGALIDADE PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE PRINCÍPIO DA RESERVA LEGAL 2 - PRINCÍPIO DA LEGALIDADE Funções do Princípio da Legalidade: Proibir a

Leia mais

PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Davi Furtado Meirelles

PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO. Davi Furtado Meirelles PODER NORMATIVO DA JUSTIÇA DO TRABALHO Davi Furtado Meirelles Resultado Negativo da Negociação - Mediação - é mais uma tentativa de conciliação, após o insucesso da negociação direta, porém, desta feita,

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO. Fontes formais autônomas: elaboradas pelos próprios interessados em aplicá-las. (grupos sociais = sindicatos)

DIREITO DO TRABALHO. Fontes formais autônomas: elaboradas pelos próprios interessados em aplicá-las. (grupos sociais = sindicatos) DIREITO DO TRABALHO FONTES DO DIREITO DO TRABALHO: MATERIAIS: FORMAIS: Fontes formais autônomas: elaboradas pelos próprios interessados em aplicá-las. (grupos sociais = sindicatos) Convenções coletivas

Leia mais

Direito Civil. Direito de Família. Prof. Marcio Pereira

Direito Civil. Direito de Família. Prof. Marcio Pereira Direito Civil Direito de Família Prof. Marcio Pereira Direito de Família O Direito de Família divide-se em quatro espécies: direito pessoal, direito patrimonial, união estável, tutela e curatela. Casamento

Leia mais

Introdução ao Estudo do Direito

Introdução ao Estudo do Direito Introdução ao Estudo do Direito Interpretação e Hermenêutica Jurídica Prof. Rosane Terra Noções Introdutórias Para a aplicação justa do Direito, é imperioso que o intérprete lance mão de métodos, ou seja,

Leia mais

ATOS ADMINISTRATIVOS

ATOS ADMINISTRATIVOS Os Fatos Jurídicos Administrativos são acontecimentos que produzem efeitos na área jurídica do direito administrativo. Os ATOS ADMINISTRATIVOS são manifestações de vontade que geram consequências jurídicas,

Leia mais

DA CELEBRAÇÃO E DA PROVA DO CASAMENTO (ARTIGOS AO 1.547, DO CC)

DA CELEBRAÇÃO E DA PROVA DO CASAMENTO (ARTIGOS AO 1.547, DO CC) DA CELEBRAÇÃO E DA PROVA DO CASAMENTO (ARTIGOS 1.533 AO 1.547, DO CC) DA CELEBRAÇÃO DO CASAMENTO A Celebração do Casamento é um ato formal, público e solene, que envolve a manifestação livre e consciente

Leia mais

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL E ANALOGIA PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES. É a atividade do intérprete de extrair da lei o seu significado e alcance.

INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL E ANALOGIA PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES. É a atividade do intérprete de extrair da lei o seu significado e alcance. INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL E ANALOGIA PROFESSOR: LEONARDO DE MORAES 1 Introdução É a atividade do intérprete de extrair da lei o seu significado e alcance. A natureza jurídica da intepretação é a busca

Leia mais

PERGUNTAS DE ORAIS FREQUENTES Introdução ao Estudo do Direito (Turma A, Dia Miguel Teixeira de Sousa)

PERGUNTAS DE ORAIS FREQUENTES Introdução ao Estudo do Direito (Turma A, Dia Miguel Teixeira de Sousa) PERGUNTAS DE ORAIS FREQUENTES Introdução ao Estudo do Direito (Turma A, Dia Miguel Teixeira de Sousa) 01. Distinga direitos patrimoniais de direitos não patrimoniais 02. Distinga direito público de direito

Leia mais

DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL

DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL DIREITO SUBSTANCIAL E PROCESSUAL 1 Surgimento do Estado de Direito e o Direito Moderno Necessidade de ordenamento jurídico sob tutela do Estado. Criação de órgãos jurisdicionais.

Leia mais

Cap. 1 Noções Gerais de Direito Civil e Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro.

Cap. 1 Noções Gerais de Direito Civil e Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Super Apostila Nota11 Cap. 1 Noções Gerais de Direito Civil e Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Prof. Fabrício Andrade Sumário 1. Apresentação e objetivos da apostila... 3 2. Noções Gerais

Leia mais

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO CIVIL

PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO CIVIL P á g i n a 1 PROVA DAS DISCIPLINAS CORRELATAS DIREITO CIVIL 1. Sobre a chamada constitucionalização do Direito Civil, assinale a alternativa correta: A) A constitucionalização do Direito Civil preconiza,

Leia mais

BuscaLegis.ccj.ufsc.br

BuscaLegis.ccj.ufsc.br BuscaLegis.ccj.ufsc.br Divórcio Direto Juliana Fernandes Altieri* 1.Conceito Segundo Maria Helena Diniz 1, o divórcio é a dissolução de um casamento válido, ou seja, a extinção do vínculo matrimonial,

Leia mais

Brasileiros natos: Brasileiros naturalizados: São brasileiros naturalizados:

Brasileiros natos: Brasileiros naturalizados: São brasileiros naturalizados: Brasileiros natos: a) Os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país; b) Os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro

Leia mais

CEM CADERNO DE EXERCÍCIOS MASTER. Direito Civil LINDB. Período

CEM CADERNO DE EXERCÍCIOS MASTER. Direito Civil LINDB. Período CEM CADERNO DE EXERCÍCIOS MASTER Direito Civil Período 2010-2016 1) FEMPERJ - Analista de Controle Externo - TCE - RJ (2012) Diz o art. 6, 2º, da Lei de Introdução ao Código Civil (LICC), que é direito

Leia mais

Provimento nº 04/07-CGJ - Corregedoria Regulamenta Escrituras de Partilha, Separação e Divórcio Qui, 08 de Fevereiro de :51

Provimento nº 04/07-CGJ - Corregedoria Regulamenta Escrituras de Partilha, Separação e Divórcio Qui, 08 de Fevereiro de :51 Processo nº 0010-07/000091-0 Parecer nº 08/2007-SLA O desembargador Jorge Luís Dall Agnol, Corregedor-Geral da Justiça, no uso de suas atribuições, considerando a publicação da Lei nº 11.441/07, que alterou

Leia mais

Aula. Direito Civil TRT 3ª Região. Prof. Rubem Valente. Analista Judiciário área judiciária

Aula.  Direito Civil TRT 3ª Região. Prof. Rubem Valente. Analista Judiciário área judiciária Aula 01 Direito Civil TRT 3ª Região www.concurseiro24horas.com.br Analista Judiciário área judiciária 2 20 AULA INAUGURAL Curso de acordo com o Edital nº 1 de 8 de maio de 2015 1 Lei: vigência; aplicação

Leia mais

FONTE. Fontes materiais DIREITO DO TRABALHO 24/02/2016 FONTES E PRINCÍPIOS MATERIAL

FONTE. Fontes materiais DIREITO DO TRABALHO 24/02/2016 FONTES E PRINCÍPIOS MATERIAL FONTES E PRINCÍPIOS DIREITO DO TRABALHO Msc. Roseniura Santos CLT - Art. 8º - As autoridades administrativas e a Justiça do Trabalho, na falta de disposições legais ou contratuais, decidirão, conforme

Leia mais

FONTES DO DIREITO. Prof. Thiago Gomes

FONTES DO DIREITO. Prof. Thiago Gomes Prof. Thiago Gomes 1. CONTEXTUALIZAÇÃO QUAL FONTE VOCÊ PRECISA? 2. CONSIDERAÇÕES INICIAIS Expressão designa todas as representações que, de fato, influenciam a função criadora e aplicadora do Direito.

Leia mais

FONTES DO DIREITO DIREITO DO TRABALHO FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO 2

FONTES DO DIREITO DIREITO DO TRABALHO FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO FONTES FORMAIS DO DIREITO DO TRABALHO 2 FONTES DO DIREITO Fontes materiais referem-se aos fatores sociais, econômicos, políticos, filosóficos e históricos que deram origem ao Direito, DIREITO DO TRABALHO influenciando na criação das normas jurídicas;

Leia mais

Aula 00 Aula Demonstrativa Curso: Direito Civil p/ TRE-SP Analista Judiciário Área Administrativa (AJAA) Professores: Wangney Ilco e Amanda Sarubbi

Aula 00 Aula Demonstrativa Curso: Direito Civil p/ TRE-SP Analista Judiciário Área Administrativa (AJAA) Professores: Wangney Ilco e Amanda Sarubbi Aula 00 Aula Demonstrativa Curso: Direito Civil p/ TRE-SP Analista Judiciário Área Administrativa (AJAA) Professores: Wangney Ilco e Amanda Sarubbi Prezados alunos e alunas, Finalmente SAIUUUUUUU o edital

Leia mais

DIREITO PROCESSUAL CIVIL

DIREITO PROCESSUAL CIVIL DIREITO PROCESSUAL CIVIL FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS (FCC) TÉCNICO TRT s 07 PROVAS 34 QUESTÕES (2012 2010) A apostila contém provas de Direito Processual Civil de concursos da Fundação Carlos Chagas (FCC),

Leia mais

HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA: ART. 483 1 CPC. ART. 15 2 LINDB (onde está escrito STF leia-se STJ); ART. 35 3, LEI 9307/96; ART. 105 4 CF/88.

HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA: ART. 483 1 CPC. ART. 15 2 LINDB (onde está escrito STF leia-se STJ); ART. 35 3, LEI 9307/96; ART. 105 4 CF/88. DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO DIREITO INTERNACIONAL PONTO 1: HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA PONTO 2: REQUISITOS; PROCEDIMENTO PONTO 3: CARTA ROGATÓRIA HOMOLOGAÇÃO DE SENTENÇA ESTRANGEIRA: ART. 483

Leia mais

ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas

ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas ARTIGO: O controle incidental e o controle abstrato de normas Luís Fernando de Souza Pastana 1 RESUMO: Nosso ordenamento jurídico estabelece a supremacia da Constituição Federal e, para que esta supremacia

Leia mais

Delegado Polícia Federal Direito Internacional Nacionalidade Paulo Portela

Delegado Polícia Federal Direito Internacional Nacionalidade Paulo Portela Delegado Polícia Federal Direito Internacional Nacionalidade Paulo Portela Nacionalidade Ponto 3.3. População; nacionalidade; tratados multilaterais; estatuto da igualdade. Professor: Paulo Henrique Gonçalves

Leia mais

AULA 00: Lei. Eficácia da lei. Aplicação da lei no tempo e no espaço. Interpretação da lei. Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro.

AULA 00: Lei. Eficácia da lei. Aplicação da lei no tempo e no espaço. Interpretação da lei. Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro. AULA 00: Lei. Eficácia da lei. Aplicação da lei no tempo e no espaço. Interpretação da lei. Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro. Olá amigo! Olá amiga! Com a publicação do edital para o concurso

Leia mais

CURSO TROPA DE ELITE PREPARAÇÃO PARA A GUERRA 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO

CURSO TROPA DE ELITE PREPARAÇÃO PARA A GUERRA 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO CURSO TROPA DE ELITE PREPARAÇÃO PARA A GUERRA POLÍCIA FEDERAL 2012 AGENTE/ESCRIVÃO PROF. EMERSON CASTELO BRANCO DISCIPLINA: DIREITO PENAL 1. APLICAÇÃO DA LEI PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO 1.1 PRINCÍPIO DA

Leia mais

Gustavo Filipe Barbosa Garcia CPC. Novo. e Processo do Trabalho. 39 e 40 de 2016 do TST. Conforme a Lei / ª edição Revista e atualizada

Gustavo Filipe Barbosa Garcia CPC. Novo. e Processo do Trabalho. 39 e 40 de 2016 do TST. Conforme a Lei / ª edição Revista e atualizada Gustavo Filipe Barbosa Garcia Novo CPC e Processo do Trabalho 39 e 40 de 2016 do TST Conforme a Lei 13.467/2017 3ª edição Revista e atualizada 2017 CAPÍTULO 1 ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL DO CPC DE 2015 1. INTRODUÇÃO

Leia mais

PROTOCOLO DE BUENOS AIRES SOBRE JURISDIÇÃO INTERNACIONAL EM MATÉRIA CONTRATUAL

PROTOCOLO DE BUENOS AIRES SOBRE JURISDIÇÃO INTERNACIONAL EM MATÉRIA CONTRATUAL MERCOSUL/CMC/DEC Nº 1/94 PROTOCOLO DE BUENOS AIRES SOBRE JURISDIÇÃO INTERNACIONAL EM MATÉRIA CONTRATUAL TENDO EM VISTA: o Art. 10 do Tratado de Assunção, a Decisão Nº 4/91 do Conselho do Mercado Comum,

Leia mais

01) São funções do lançamento em matéria tributária, independente da modalidade adotada para sua realização, exceto:

01) São funções do lançamento em matéria tributária, independente da modalidade adotada para sua realização, exceto: Irapua Beltrao 01) São funções do lançamento em matéria tributária, independente da modalidade adotada para sua realização, exceto: a) atestar a ocorrência do fato gerador b) individualizar o sujeito passivo

Leia mais

CRÍTICAS À ALTERAÇÃO NO REGIMENTO INTERNO DO TST cancelamento de sustentações orais. Da Academia Nacional de Direito do Trabalho.

CRÍTICAS À ALTERAÇÃO NO REGIMENTO INTERNO DO TST cancelamento de sustentações orais. Da Academia Nacional de Direito do Trabalho. CRÍTICAS À ALTERAÇÃO NO REGIMENTO INTERNO DO TST cancelamento de sustentações orais. José Alberto Couto Maciel. Da Academia Nacional de Direito do Trabalho. O Tribunal Superior do Trabalho, em decisão

Leia mais

1 CONCEITO DE DIREITO PENAL

1 CONCEITO DE DIREITO PENAL RESUMO DA AULA DIREITO PENAL APLICAÇÃO DA LEI PENAL PARTE 01 1 CONCEITO DE DIREITO PENAL; 2 FONTES DO DIREITO PENAL; 3 LEI PENAL; 4 INTERPRETAÇÃO DA LEI PENAL; 5 APLICAÇÃO DA LEI PENAL; 6 QUESTÕES COMENTADAS.

Leia mais

DIREITO DO TRABALHO. Fontes e princípios do Direito do Trabalho. Prof. Hermes Cramacon

DIREITO DO TRABALHO. Fontes e princípios do Direito do Trabalho. Prof. Hermes Cramacon DIREITO DO TRABALHO Fontes e princípios do Direito do Trabalho Prof. Hermes Cramacon 1. Fontes materiais - norma ainda não positivada. Momento pré-jurídico. Correntes de pensamento econômico, jurídico,

Leia mais

SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL. Aspectos Relevantes

SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL. Aspectos Relevantes SEPARAÇÃO E SUCESSÃO NO CASAMENTO E NA UNIÃO ESTÁVEL Aspectos Relevantes 1 2 Introdução O presente trabalho não tem o intuito de exaurir o tema, haja vista sua extensão e as particularidades de cada caso,

Leia mais

1. Da legislação que rege a jornada de trabalho dos servidores da Administração Pública Federal direta, suas autarquias e fundações

1. Da legislação que rege a jornada de trabalho dos servidores da Administração Pública Federal direta, suas autarquias e fundações Nota Técnica nº 02/2009 SINASEFE. Jornada semanal de 30 horas. Portaria 1497 do Ministério da Educação. Pretensão de aplicação aos servidores dos Institutos Federais, CEFETs e Escolas Técnicas vinculadas

Leia mais

Direito Civil. Sucessão em Geral. Professora Alessandra Vieira.

Direito Civil. Sucessão em Geral. Professora Alessandra Vieira. Direito Civil Sucessão em Geral Professora Alessandra Vieira www.acasadoconcurseiro.com.br Direito Aula Civil XX DO DIREITO SUCESSÓRIO Considerações Gerais: A abertura da sucessão se dá no exato instante

Leia mais

ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO

ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO ALGUNS ASPECTOS QUE DIFERENCIAM A UNIÃO ESTÁVEL DO CASAMENTO José Ricardo Afonso Mota: Titular do Ofício do Registro Civil e Tabelionato de Notas da cidade de Bom Jesus do Amparo (MG) A união estável,

Leia mais

DIREITO DE FAMÍLIA ROTEIRO DE AULA Profa. Dra. Maitê Damé Teixeira Lemos

DIREITO DE FAMÍLIA ROTEIRO DE AULA Profa. Dra. Maitê Damé Teixeira Lemos DIREITO DE FAMÍLIA ROTEIRO DE AULA Profa. Dra. Maitê Damé Teixeira Lemos Direito Matrimonial o Conceito: o Natureza jurídica do casamento: o Finalidades do casamento: o Princípios do casamento: o Esponsais

Leia mais