PLANO DESEMPENHO 2014
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- Bianca Escobar Ventura
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1 PLANO DESEMPENHO 2014 Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga AVEIRO
2 Director Executivo Dr. Manuel Sebe Conselho Clínico e de Saúde Presidente: Dr. Manuel Lebre Medicina Geral e Familiar Vogais - Dr. José Felix - Medicina Geral e Familiar - Dra. Irene Francisco - Saúde Pública - Dra.Cláudia Carqueja Técnica Superior - Enf. Ana Isabel Sá - Enfermeira de Saúde Comunitária Unidade de Apoio à Gestão Dra. Benilde Teixeira
3 ÍNDICE INTRODUÇÃO I I - CARACTERIZAÇÃO 1 1. Dados e Indicadores Demográficos População residente 1 a) População residente por sexo e grupo etário 1 b) População feminina residente Índices de Dependência, de Envelhecimento e de Longevidade Alojamentos familiares de residência habitual e cujos residentes são apenas pessoas com 4 65 ou mais anos de idade 1.4. Taxa (%) de crescimento efetivo, Taxa (%) de crescimento natural, Taxa (%) de 4 crescimento migratório, Taxa de fecundidade geral ( ), Índice sintético (Nº) de fecundidade, Taxa ( ) de fecundidade na adolescência e Idade média da mãe ao nascimento do 1ºfilho 1.5. Densidade populacional 6 2. Dados e Indicadores socioeconómicos e culturais Educação níveis de escolaridade População residente economicamente activa e empregada Índice do poder de compra Per capita Dados e Indicadores Epidemiológicos/Sanitários Natalidade Nados Vivos e Taxa de Natalidade Proporção de nascimentos em mulheres com idade inferior a 20 anos e igual ou 13 superior a 35 anos, Proporção (%) de nascimentos de pré-termo e Proporção de RN com baixo peso à nascença Taxa de Natalidade ( ) e Mortalidade geral ( ) Mortalidade Taxa de Mortalidade Geral Taxa de anos potenciais de vida perdidos Mortalidade Infantil e Fetal tardia Taxa de Mortalidade Padronizada Taxas ( ) Brutas da Mortalidade por Causas de Morte Taxas ( 00) Brutas de Mortalidade antes dos 65 anos por AVC, Cancro do Cólon e 23 Recto, Doença Isquémica Cardíaca, Doenças Atribuíveis ao Álcool, HIV/SIDA e Suicídio Taxas ( 00) de Mortalidade por Grupos Etários Inferiores aos 65 anos Morbilidade Taxa de Incidência por Amputações Major em Diabéticos e AVC, abaixo dos 65 anos Incidência de Doenças de Notificação Obrigatória Acidentes de Viação e Vítimas por Município Registo de Morbilidades ICPC Rede de Cuidados 32
4 4.1. Hospitais de Referência Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados Unidades Funcionais Indicadores de Desempenho População Inscrita por Unidade Funcional Pirâmide Etária da População Inscrita no ACeS Baixo Vouga Organograma do ACeS Baixo Vouga 41 II II LINHAS ESTRATÉGICAS Planeamento estratégico Visão Missão Valores Estratégias Objectivos Estratégicos Actividades 45 III - PLANEAMENTO DE ACTIVIDADES Finalidade População-Alvo Áreas de Intervenção Vigilância, Promoção da Saúde e Prevenção da Doença nas Diversas Fases da Vida Saúde da Mulher/Planeamento Familiar Saúde da Mulher/Vigilância da Gravidez Saúde Infantil e Juvenil Saúde do Idoso Vigilância da doença crónica Programa de Vigilância das Doenças Cardiovasculares (HTA) Programa de Vigilância da Diabetes Mellitus Programa de Vigilância das Doenças Respiratórias (DPOC e Asma) Programa de Vigilância das Doenças Oncológicas Vigilância Epidemiológica, Prevenção e Controlo das Doenças Infecciosas Vacinação Programa de Prevenção e Controle de Infecção e Resistência aos Antimicrobianos Doenças de Declaração Obrigatória (DDO) Programa para a Infecção VIH/SIDA Tuberculose/CDP Promoção da Saúde Promoção da Saúde em Meio Escolar Promoção da Saúde Oral Condicionantes da Saúde relacionados com Estilos de Vida Alcoolismo/Problemas Ligados ao Álcool Programa para a Prevenção e Controlo do Tabagismo Programa para a Promoção da Alimentação Saudável Saúde Ambiental 90
5 3.6.1 Programas de Vigilância Sanitária de Águas Programa de Gestão de Resíduos Hospitalares Programa da Rede de Vigilância de Vectores Plano Estratégico do Baixo Carbono e Programa de Eficiência Energética Saúde Mental Prevenção de Acidentes 105 IV PLANO DE FORMAÇÃO 107 V INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS Instalações físicas Equipamentos Viaturas de serviço 124 VI RECURSOS HUMANOS 126 VII - INDICADORES DE CONTRATUALIZAÇÃO - EIXO NACIONAL, EIXO REGIONAL E EIXO LOCAL 128 VIII PLANO DE INVESTIMENTOS 129 IX - ORÇAMENTO ECONÓMICO 133
6 SIGLAS ACeS - Agrupamentos de Centros de Saúde ACeS BV - Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga ACSS - Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. ARSC Administração Regional de Saúde do Centro, I. P. ATL Actividades dos tempos livres AVC Acidente Vascular Cerebral CAD Centro de Aconselhamento e Detecção CCI Comissão de Controle da Infecção CDP Centro Diagnóstico Pneumológico CS - Centro de Saúde CV - Cardiovascular CSP - Cuidados de Saúde Primários DDO Doença de Declaração Obrigatória DGS Direcção Geral da Saúde DM Diabetes Mellitus DPOC - Doença pulmonar obstrutiva crónica DSP Departamento de Saúde Pública ECCI Equipa de Cuidados Continuados Integrados ECL Equipa Coordenadora Local ERA - Unidade de Missão de Cuidados de Saúde Primários IACS Infecções associadas aos cuidados de saúde IMC Índice de Massa Corporal INE Instituto Nacional de Estatística INSA Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge IST Infecções Sexualmente Transmissíveis HPV Vírus do Papiloma Humano HTA - Hipertensão Arterial NES Necessidades Educativas Especiais NOC Norma de Orientação Clínica OMS Organização Mundial de Saúde PF - Planeamento Familiar PLA - Problemas Ligados ao Álcool
7 PNV - Programa Nacional de Vacinação PNSIJ Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil PGRH - Programa de Gestão de Resíduos Hospitalares PVSACH - Programa Vigilância Sanitária Água para Consumo Humano PVSET - Programa Vigilância Sanitária de Estabelecimentos Termais PVSOE - Programa Vigilância Sanitária de Oficinas de Engarrafamento PVSP - Programa Vigilância Sanitária de Piscinas PVSZB - Programa Vigilância Sanitária em Zonas Balneares REVIVE - Rede de Vigilância de Vectores RIVD Rede de Intervenção a Vítimas de Violência Doméstica RN Recém-nascido RH Resíduos Hospitalares SA- Sistemas de Abastecimento SAS Síndrome de Apneia do Sono SNS Serviço Nacional de Saúde TA - Tensão arterial TAC Toxinfecção Alimentar Colectiva TOD Toma observada Directa UCF - Unidade coordenadora funcional ULS Unidade Local de Saúde USF Unidade de Saúde Familiar UCSP Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados UCC Unidade de Cuidados na Comunidade UCCI Unidade de Cuidados Continuados Integrados UF Unidade Funcional URAP Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados USP Unidade de Saúde Pública VIH/SIDA Vírus da Imunodeficiência Humana/Síndrome da Imunodeficiência Adquirida
8 INDICE DE QUADROS Pág. Quadro 1. População residente, por Sexo e grupo Etário, em Portugal, Região Centro e 2 ACeS BV 2012 Quadro 2. Índices de Dependência, de Envelhecimento e de Longevidade Quadro 3. Alojamentos familiares de residência habitual e cujos residentes são apenas pessoas com 65 ou mais anos de idade Censos Quadro 4. Taxa (%) de crescimento efetivo, Taxa (%) de crescimento natural, Taxa (%) de crescimento migratório, Taxa de fecundidade geral ( ), Índice sintético (Nº) de fecundidade, Taxa ( ) de fecundidade na adolescência e Idade Média da mãe ao Nascimento do 1º Filho Quadro 5. Quadro 6. Quadro 7. Quadro 8. Quadro 9. Quadro 10. Quadro 11. Quadro 12. Densidade Populacional e Área Geográfica em Portugal, Continente, Região Centro e ACeS BV 6 Evolução da distribuição absoluta e relativa da população residente na Região do Baixo Vouga Distribuição absoluta da população residente em Portugal, Continente, Região Centro, Região do Baixo Vouga e Concelhos que integram o ACeS BV, segundo o nível de escolaridade atingido em 2011 Distribuição relativa da população residente em Portugal, Continente, Região Centro, Região do Baixo Vouga e Concelhos que integram o ACeS BV, segundo o nível de escolaridade atingido em 2011 População residente economicamente activa (sentido restrito) e empregada, segundo o sexo e o ramo de actividade, no ano de Taxas de actividade da população residente economicamente activa (sentido restrito) e empregada, segundo o sexo no ano Índice do Poder de Compra Per Capita no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga Nados-vivos e Taxa de Natalidade ( ), no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga 2010, 2011 e Quadro 13. Evolução do nº de nados vivos e taxa de natalidade de 2007 a Quadro 14. Natalidade 13 Quadro 15. Distribuição de Nados-vivos, de Óbitos e de Óbitos com menos de um ano em Portugal, Continente, Região Centro e ACeS Quadro 16. Quadro 17. Quadro 18. Óbitos e Taxa de Mortalidade Geral (%o) no Continente, Região Centro e ACES BV de 2008 a Taxa (%ooo) de anos potenciais de vida perdidos, no Continente, Região Centro 16 e ACES BV, de Óbitos e Taxa de Mortalidade Infantil (%o) no Continente, Região Centro e ACES BV de 2007 a Quadro 19. Taxa de Mortalidade Infantil (%o) no quinquénio Quadro 20. Taxa de mortalidade neonatal %o), por quinquénios 19 Quadro 21. Evolução da Taxa (%o) bruta de mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório entre os anos
9 Quadro 22. Evolução da Taxa (%o) bruta de mortalidade por Tumores entre os anos Quadro 23. Taxas (%ooo) de mortalidade por causas de morte antes dos 65 anos de 2006 a 2009, no ACeS 24 Quadro 24. Taxas de Mortalidade (%ooo), por grupos etários, de 2004 a Quadro 25. Doenças de declaração obrigatória, notificadas no ACeS Baixo Vouga, no ano de Quadro 26. Acidentes de viação e vítimas por município, Quadro 27. Registo de ICPC-2, por capítulos, nº e % no ACeS BV Quadro 28. Distribuição do valor, nº e %, das 30 componentes/problemas ICPC2, com mais registos, no ACeS BV Quadro 29. Registo de ICPC por Patologias, Nº e %o, dos utentes inscritos no ACeS BV em Quadro 30. Unidades funcionais do ACeS BV em Quadro 31. Indicadores contratualizados (institucionais e financeiros) com UF de monitorização 35 Quadro 32. Indicadores de Acompanhamento do ACeS BV 31/12/ Quadro 33. População Inscrita por Unidade Funcional, Quadro 34. Indicadores de Resultado/Saúde Materna 50 Quadro 35. Indicadores de Resultado/Saúde Infantil 52 Quadro 36. Taxa bruta (%ooo) de mortalidade por HIV/SIDA antes dos 65 anos 73 Quadro 37. Atividade do CDP - ACeS, Quadro 38. Plano de Formação 107 Quadro 38. Proposta de Plano de Formação a) 108 Quadro 39. Mapa de instalações do ACeS Baixo Vouga 115 Quadro 40. Mapa de equipamentos clínicos do ACeS Baixo Vouga 124 Quadro 41. Mapa de viaturas de serviço do ACeS Baixo Vouga 129 Quadro 42. Mapa de Pessoal do ACeS Baixo Vouga 130 Quadro 43. Entradas e saídas de pessoal do ACeS Baixo Vouga 130 Quadro 44. Indicadores de Contratualização - Eixo nacional, regional e local 132 Quadro 45. Orçamento económico 137 Quadro 46. Custos com medicamentos e MCDT s do ACeS BV (2013/2012) 139
10 ÍNDICE DE FIGURAS Pág. Figura 1. Mapa dos Concelhos do ACeS BV 1 Figura 2. Evolução das % de jovens e idosos, no ACeS BV Figura 3. Índices de Dependência, de Envelhecimento e de Longevidade Figura 4. Figura 5. Figura 6. Índice do Poder de Compra Per Capita no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga Taxa de Natalidade ( ), no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga 2010, 2011 e Taxa de Natalidade ( ), no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga 2010, 2011 e Figura 7. Evolução da taxa de natalidade (%o) de 2007 a Figura 8. Taxas de Natalidade (%o) e Mortalidade Geral (%o) Figura 9. Figura 10. Figura 11. Taxa de Mortalidade Geral (%o) no Continente, Região Centro e ACES, Taxa (%ooo) de anos potenciais de vida perdidos, no Continente, Região Centro e ACeS, de Taxa de Mortalidade Infantil (%o) no Continente, Região Centro e ACES, Figura 12. Evolução da Taxa (%o) de Mortalidade Neonatal entre os anos Figura 13. Taxa de mortalidade neonatal (%o), por quinquénios Continente, Região Centro e ACeS BV 19 Figura 14. Evolução da Taxa de Mortalidade Pós-neonatal entre os anos Figura 15. Evolução da Taxa de Mortalidade Neonatal Precoce entre os anos Figura 16. Evolução da Taxa de Mortalidade Perinatal entre os anos Figura 17. Evolução da Taxa de Mortalidade Fetal Tardia entre os anos Figura 18. Taxa (%ooo) de mortalidade padronizada por todas as causas 22 Figura 19. Taxas (%ooo) de mortalidade por causas de morte antes dos 65 anos 24 Figura 20. Taxas de incidência (%oo) por amputações major em diabéticos (apenas SNS) e AVC, abaixo dos 65 anos de , no ACeS BV 25 Figura 21. Doenças de declaração obrigatória, notificadas no ACeS, no ano de Figura 22. Registo de ICPC-2, por capítulos ( %) no ACES BV Figura 23. Distribuição do valor ( %) das 10 componente ICPC2, com mais registos 31 Figura 24. Pirâmide Etária da População inscrita no ACES Baixo Vouga (2013) 40 Figura 25. Organograma do ACeS Baixo Vouga 41 Figura 26. Proporção de crianças com baixo peso à nascença no ACeS BV, Região Centro e Continente 49 Figura 27. Figura 28. Figura 29. Evolução da taxa bruta ( ) de mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório, de 2003 a 2012, no Continente, Região Centro e ACeS 57 Evolução da taxa bruta (%ooo) de mortalidade por AVC antes dos 65 anos, de 2006 a 2009, no Continente, Região Centro e ACeS 58 Evolução da taxa (%ooo) bruta de mortalidade por doença isquémica cardíaca antes dos 65 anos de 2006 a 2009, no Continente, Região Centro e ACeS 59
11 Figura 30. Taxa de incidência de AVC, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de , no Continente, Região Centro e ACeS 59 Figura 31. Taxa de incidência (%oo) por amputações major em diabéticos, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de Figura 32. Evolução da taxa bruta (%o) de mortalidade por Tumores, de 2003 a 2012, no Continente, Região Centro e ACeS BV 66 Figura 33. Taxa bruta (%ooo) de mortalidade por HIV/SIDA antes dos 65 anos 73 Figura 34. Evolução da taxa bruta %ooo) de mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool antes dos 65 anos, no ACeS, Região Centro e Continente, de 2006 a Figura 35. Taxa bruta (%ooo) de mortalidade por suicídio antes dos 65 anos 103
12 Introdução No cumprimento do normativo legal vigente, o Plano de Desempenho do ACeS Baixo Vouga, para 2014, constitui uma ferramenta fundamental para a gestão do ACeS em toda a sua actividade, e tem em vista o reforço da consolidação das linhas estratégicas nele definidas. Pretende-se garantir a prestação de cuidados com níveis de acesso e qualidade cada vez mais elevados e uma gestão cada vez mais eficiente dos recursos disponíveis, privilegiando o desenvolvimento e implementação de estratégias de promoção e protecção da saúde e prevenção, tratamento e reabilitação da doença que contribuam param a melhoria do estado de saúde da população. Promover e desenvolver a prestação coordenada e integrada de cuidados a nível das unidades funcionais, dos cuidados hospitalares, dos cuidados continuados integrados e dos sectores da sociedade com responsabilidade na saúde, é também uma pretensão do ACeS BV, bem como da melhoria contínua dos serviços, apoiando e incentivando a adopção, pelos profissionais, de uma cultura de compromisso, responsabilização e de trabalho em equipa. A capacitação e literacia em saúde, do cidadão, através de processos de comunicação eficazes, são fundamentais, pois contribuem para a saúde e bem-estar da população, uma vez que, o cidadão é uma parte essencial do sistema de saúde, como doente, como consumidor, como contribuinte e como co-produtor de cuidados (adesão ao tratamento e adopção de comportamentos que promovam a sua saúde e a dos outros). Salienta-se que os factores que determinam e influenciam o estado de saúde de uma população são dinâmicos, sistémicos e complexos requerendo, de modo crescente, actuações de trabalho em equipa multiprofissional e interdisciplinar. Também as exigências sociais para com a saúde e para com os serviços prestadores de cuidados de saúde são crescentes, implicando uma adaptação constante. Pretende-se, igualmente, reforçar o processo de contratualização interna a estabelecer com todas as unidades funcionais e respectivos profissionais. Para este efeito, continuarão a ser desenvolvidas ferramentas de monitorização de desempenho que possibilitarão aos profissionais o pleno acompanhamento da actividade da instituição. Os sistemas e tecnologias de informação constituirão também uma oportunidade mas também uma preocupação estratégica, devendo a sua utilização ser reforçada quer ao nível da prestação de cuidados de saúde e disponibilização de dados fiáveis, quer ao nível da automação dos processos de carácter administrativo e de apoio, tornando-os mais céleres e simples.
13 Não podemos deixar de mencionar algumas limitações à implementação deste Plano como seja o défice de recursos humanos, estado deficitário de conservação e manutenção de diversas instalações e equipamentos, escassez de alguns equipamentos, restrições orçamentais, que se espera ver colmatadas. A promoção do desenvolvimento organizacional, da motivação, participação, formação e satisfação dos profissionais, da comunicação eficaz, do trabalho em equipa são aspectos importantes a reforçar para promover uma co-responsabilização pelo desempenho global deste Plano de Desempenho, pois o seu sucesso depende de todos. Assim acredito, que o desempenho global da organização e deste Plano vai contar com o empenho, esforço e entusiasmo de todos os profissionais que integram o nosso ACeS Baixo Vouga. O Director Executivo (Manuel Sebe, Dr.)
14 I - CARACTERIZAÇÃO O Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Vouga (ACeS BV) foi criado pela Portaria n.º 394-A/2012 de 29 de Novembro. Integra onze Concelhos/Centros de Saúde: Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Ílhavo, Murtosa, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos (Figura 1). A população residente é de habitantes e tem uma área geográfica de 1.691,6 Km 2 (INE, 2012). Figura 1. Mapa dos Concelhos do ACeS BV 1. DADOS E INDICADORES DEMOGRÁFICOS 1.1 População Residente a) População residente por sexo e grupo etário Em 2012, a população residente na área geográfica do ACeS BV situava-se em habitantes (INE, 2012). Relativamente à população de 2011 verificou-se, em 2012, um decréscimo de 0,48%, o que corresponde a uma redução de habitantes. A distribuição da população residente, no ACeS, Região Centro e Portugal, por sexo e grupos etários (nº e %) pode observar-se no Quadro 1. 1
15 Quadro 1. População residente, por sexo e grupo etário, em Portugal, Região Centro e ACeS BV Anos Anos Anos 65 e + Anos Total Sexo N % N % N % N % N % Portugal HM , , , , ,00 H , , , , ,64 M , , , , ,36 Região Centro HM , , , ,00 H , , , ,57 M , , , ,43 ACeS BV HM , , , , ,00 H , , , , ,66 Fonte: INE, 2012 M , , , , ,34 Quanto à distribuição da população residente por grupo etário, no ACeS BV, verifica-se que, no grupo etário dos 0-14 anos existem crianças (14,3%), no grupo etário dos anos registam-se jovens (10,8%), no que respeita ao grupo etário dos anos a população é de (56,1%) e no grupo etário de 65 e mais anos, existem idosos (18,7%). Quanto ao grupo etário dos 0-14 anos, em 2012 verificou-se um decréscimo de crianças (-2,08%), relativamente a 2011 (53613 residentes). No que respeita ao grupo etário de 65 e mais anos, em 2012 verificou-se um decréscimo de idosos (-2,27%), relativamente a 2011 ( residentes). Dentro deste grupo existem habitantes com 75 e mais anos, que corresponde a 48,4%. Em termos comparativos, a proporção da população do grupo etário de 0-14 anos no ACeS BV (14,3%), é superior à da Região Centro (13,5%) mas ligeiramente inferior à de Portugal (14,8%). Quanto à população com 65 e mais anos verifica-se que a proporção no ACeS BV (18,7%), é inferior à registada na Região Centro (22,2%) e em Portugal (19,4%). Estes dados traduzem o envelhecimento da população, como se pode observar na Figura 2. 2
16 Figura 2. Evolução da % de jovens e idosos, no ACeS BV Fonte: INE, b) População feminina residente A taxa de população feminina residente no ACeS BV, em 2012 (INE), é de 52,34% o que corresponde ao total de mulheres Índices de Dependência, de Envelhecimento e de Longevidade A população da área abrangida pelo ACeS BV é uma população envelhecida, à semelhança de Portugal, Continente e Região Centro, constatando-se que o índice de envelhecimento é superior a 100%. Refere-se também que o índice de dependência dos jovens é inferior ao de dependência dos idosos (Quadro 2 e Figura 3). Quadro 2. Índices de Dependência, de Envelhecimento e de Longevidade 2012 Índice de Depend. Jovens Índice de Depend. Idosos Índice de Depend. Total Índice de Envelhecimento Índice de Longevidade Portugal 22,5 29,4 51,9 131,1 48,9 Continente 22,4 30,0 52,3 134,0 49,0 Região Centro 21,0 34,6 55,6 164,5 51,7 ACeS BV 21,3 28,0 49,3 131,3 48,4 Fonte: INE,
17 Figura 3. Índices de Dependência, de Envelhecimento e de Longevidade 2012 Fonte: INE, Alojamentos familiares de residência habitual e cujos residentes são apenas pessoas com 65 ou mais anos de idade No quadro abaixo constata-se que 13,2 % do total de alojamentos familiares são alojamentos onde vivem só pessoas com 65 ou mais anos. Destes, 46,4% são alojamentos só com 1 pessoa com 65 ou mais anos (Quadro 3). Observa-se também que do total de pessoas residentes com 65 ou mais anos, 56,9% desses indivíduos vivem sós ou com outros do mesmo grupo etário. Quadro 3. Alojamentos familiares de residência habitual e cujos residentes são apenas pessoas com 65 ou mais anos de idade, segundo o número de residentes - Censos 2011 População residente População residente total com 65 ou mais anos Total de indivíduos com 65 ou mais anos vivendo sós ou com outros do mesmo grupo etário Total de alojamentos familiares Total de alojamentos familiares só com pessoas com 65 ou mais anos Alojamentos com 1 pessoa com 65 ou mais anos Continente Região Centro ACeS BV Fonte: INE, Taxa (%) de crescimento efetivo, Taxa (%) de crescimento natural, Taxa (%) de crescimento migratório, Taxa de fecundidade geral ( ), Índice sintético (Nº) de fecundidade, Taxa ( ) de fecundidade na adolescência e Idade média da mãe ao nascimento do 1ºfilho No que respeita às taxas de crescimento efectivo, estas apresentam todas valores negativos com excepção do Concelho de Oliveira do Bairro o que poderá estar relacionado com a taxa de crescimento migratório, sendo também este concelho, o único, a apresentar valor positivo. 4
18 Quanto às taxas de crescimento natural, verifica-se que apresentam todas valores negativos. No que se refere à taxa de fecundidade geral ( ), que corresponde ao número total de nadosvivos relativamente às mulheres em idade fértil entre os 15 e os 49 anos de idade, constata-se que os valores são muito similares. Assim, em média, em 2012, o número de nados- vivos por cada mulher em idade fértil, na região do Baixo Vouga, é de cerca de 0,034 (Quadro 4). Relativamente ao Índice sintético de fecundidade (Nº), que permite avaliar se o número de nascimentos por mulher em idade fértil consegue garantir a substituição de gerações e, desta forma, contribuir para a redução do envelhecimento populacional, assim o nível de fecundidade da população na Região do Baixo Vouga é de 1,23, valor este inferior a 2,1. Nos países desenvolvidos, considera-se o número 2,1 como o nível mínimo para a efectiva substituição de gerações. No que concerne à taxa ( ) de fecundidade na adolescência (15-19 anos) a Região do Baixo Vouga é a que apresenta o valor mais elevado, ou seja, em média, o número de nados- vivos por cada adolescente é de 0,013. Já no que se refere à idade Média da mãe ao nascimento do 1º filho, na região do Baixo Vouga esta é de 29,8 anos. Quadro 4. Taxa (%) de crescimento efetivo, Taxa (%) de crescimento natural, Taxa (%) de crescimento migratório, Taxa de fecundidade geral ( ), Índice sintético (Nº) de fecundidade, Taxa ( ) de fecundidade na adolescência e Idade Média da mãe ao Nascimento do 1º Filho Taxa (%) de crescimento efectivo Taxa (%) de crescimento natural Taxa (%) de crescimento migratório Taxa ( ) de fecundidade geral Índice sintético (Nº) de fecundidade Taxa ( ) de fecundidade na adolescência Idade Média da mãe ao Nascimento do 1º Filho Portugal - 0,52-0,17-0,36 36,3 1,28 12,2 29,5 Continente - 0,54-0,17-0,37 36,4 1,29 11,9 29,6 Centro - 0,75-0,47-0,27 33,1 1,19 9,1 29,8 Região Baixo Vouga - 0,40-0,18-0,22 34,2 1,23 12,5 29,8 Águeda - 0,42-0,25-0,17 34,2 x x x Albergaria-a- Velha - 0,73-0,11-0,62 37,1 x x x Anadia - 1,05-0,65-0,40 30,0 x x x Aveiro - 0,54 0,04-0,58 36,2 x x x Estarreja - 0,63-0,50-0,13 30,8 x x x Ílhavo - 0,14-0,02-0,12 36,1 x x x Murtosa - 0,43-0,25-0,18 37,6 x x x Oliveira do Bairro 0,67-0,19 0,86 36,9 x x x Ovar - 0,27-0,02-0,25 32,5 x x X Sever Vouga - 1,05-0,53-0,52 31,8 x x x Vagos - 0,13-0,28 0,14 31,4 x x x Fonte: INE,
19 1.5 Densidade Populacional O ACeS BV tem uma densidade populacional de 217,4 habitantes por km 2 e uma área geográfica de 1.691,6 Km 2 (INE, 2012). Conforme se observa no quadro seguinte, a área geográfica do ACeS apresenta uma densidade populacional por Km 2 superior à de Portugal, Continente e Região Centro. Quadro 5. Densidade Populacional e Área Geográfica em Portugal, Continente, Região Centro e ACeS BV Área Dens. Populac. (Km 2 ) (Hab./Km 2 ) Portugal ,7 113,7 Continente ,7 112,0 Região centro ,6 81,5 ACeS Baixo Vouga 1 691,6 217,4 Fonte: INE, DADOS E INDICADORES SOCIOECONÓMICOS E CULTURAIS 2.1 Educação níveis de escolaridade O Quadro 6 apresenta a evolução da distribuição da população residente na Região do Baixo Vouga, segundo o nível de escolaridade atingido nos anos 2001 e Verifica-se que, em todos os níveis de ensino considerados até ao 2º Ciclo do Ensino Básico, (com excepção do ensino pré-escolar), no ano 2001, a Região do Baixo Vouga apresenta valores mais elevados que no ano 2011, situação que se inverte a partir do 3º Ciclo do Ensino Básico em que o ano 2011 apresenta maior percentagem. Isto é, verifica-se uma tendência de 2001 para 2011 para o aumento do nível de escolarização da população da Região Baixo Vouga. Quadro 6. Evolução da distribuição absoluta e relativa da população residente por nível de escolaridade na Região do Baixo Vouga ( ) Ano (N/%) Nenhum nível de escolaridade Ensino Préscolar 1º Ciclo do Ensino Básico 2º Ciclo do Ensino Básico 3º Ciclo do Ensino Básico Ensino Secundário Ensino Póssecundário / Médio 2001 (N) (%) 12,7 0 37,5 14,2 11,3 14 0,6 9, (N) (%) 7,2 2,5 31,4 11,7 15,8 15,9 0,9 14,6 Fonte: INE (2001, 2011) Ensino Superior 6
20 Nos Quadros 7 e 8 encontram-se representadas, respectivamente, a distribuição absoluta e relativa da população residente em Portugal, Continente, Região Centro, Região do Baixo Vouga e Concelhos que integram o ACeS Baixo Vouga, segundo o nível de escolaridade atingido em Salienta-se que a taxa de analfabetismo na Região do Baixo Vouga em 2011 se situou em 4,20% ( pessoas com 10 ou mais anos que não sabe ler nem escrever), sendo inferior à verificada quer na Região Centro (6,39%), Continente (5,20%) e Portugal (5,23%). Dentro dos Centros de Saúde que integram o ACeS BV, o Concelho com a menor taxa de analfabetismo é Aveiro (2,93%) e o Concelho com maior taxa é o de Vagos (6,09%). Quadro 7. Distribuição absoluta da população residente em Portugal, Continente, Região Centro, Região do Baixo Vouga e Concelhos que integram o ACeS BV, segundo o nível de escolaridade atingido em 2011 População residente segundo o nível de escolaridade atingido Zona Geográfica População Nenhum nível de escolaridade Ensino préescolar 1º Ciclo Ensino básico 2º Ciclo 3º Ciclo Ensino secundário Ensino póssecundário Ensino superior Analfabetos com 10 ou mais anos Portugal Continente Centro ACeS BV Águeda Albergaria-a- Velha Anadia Aveiro Estarreja Ílhavo Murtosa Oliveira do Bairro Ovar Sever do Vouga Vagos Fonte: INE,
21 Em termos de distribuição relativa da população residente na Região do Baixo Vouga, segundo o nível de escolaridade atingida em 2011, pode-se concluir, da análise do Quadro 8 que, 7,2% da população não tem nenhum nível de escolaridade. Conclui-se ainda que o grupo com maior proporção é o do 1º Ciclo do Ensino Básico (31,3%), seguindo-se o do 3º Ciclo do Ensino Básico (15,9%), o do Ensino Secundário (15,8%), o do grupo do Ensino Superior (14,6%), e depois o 2º Ciclo do Ensino Básico (11,8%). Com valores proporcionais mais baixos estão o grupo do ensino Pré-escolar (2,5%) e o grupo do ensino Pós-Secundário (0,9%). Quadro 8. Distribuição relativa da população residente em Portugal, Continente, Região Centro, Região do Baixo Vouga e Concelhos que integram o ACeS BV, segundo o nível de escolaridade atingido em 2011 % da População residente segundo o nível de escolaridade atingido Zona Geográfica Nenhum nível de escolaridade Ensino préescolar Ensino básico 1º Ciclo 2º Ciclo 3º Ciclo Ensino secundário Ensino póssecundário Ensino superior Taxa de analfabetismo % % % % % % % % Portugal 8,5 2,5 29,8 10,4 15,7 16,8 0,9 15,4 5,23 Continente 8,5 2,5 29,8 10,3 15,7 16,8 0,9 15,6 5,20 Centro 9,0 2,4 32,8 10,0 15,1 15,9 0,9 14,0 6,39 Baixo Vouga 7,2 2,5 31,3 11,8 15,9 15,8 0,9 14,6 4,20 Águeda 7,0 2,3 33,7 12,9 15,9 15,7 1,0 11,4 4,27 Albergaria-a-Velha 7,1 2,7 32,1 14,4 16,4 15,5 1,0 10,8 4,21 Anadia 8,1 2,1 36,4 10,4 14,4 14,8 1,0 12,9 5,86 Aveiro 6,1 2,5 25,2 9,8 15,6 17,0 0,8 22,9 2,93 Estarreja 7,2 2,3 34,5 12,8 16,8 15,1 0,7 10,6 4,21 Ílhavo 7,0 2,5 29,7 10,6 16,2 16,6 0,9 16,4 3,19 Murtosa 7,6 2,7 40,2 13,5 14,7 11,5 0,4 9,4 4,69 Oliveira do Bairro 8,8 2,9 32,1 12,4 14,7 15,5 0,9 12,6 5,61 Ovar 7,0 2,5 30,0 12,6 17,1 16,5 0,8 13,4 3,74 Sever do Vouga 8,0 2,2 34,6 14,1 15,2 14,6 0,9 10,4 5,63 Vagos 8,9 2,7 34,4 12,4 15,1 14,9 0,8 10,9 6,09 Fonte: INE, População residente economicamente activa e empregada Nos Quadros 9 e 10 pode observar-se a distribuição da população residente economicamente activa e empregada segundo o sexo e o ramo de actividade bem como as taxas de actividade em 2011, por Concelho, ACeS BV, Região Centro, Continente e Portugal. Os valores das taxas de actividade do Baixo Vouga são relativos à Região e não apenas à área geográfica do ACeS BV. 8
22 Zona Geográfico ACeS BAIXO VOUGA Plano de Desempenho de 2014 A taxa de actividade, traduz-se pelo peso da população activa sobre o total da população com 15 e mais anos. A taxa de actividade, na Região do Baixo Vouga, em 2011, foi 48,64%. É de salientar que esta taxa apresentou valores superiores para o sexo masculino (52,95%), quando comparado com o sexo feminino (44,68%). Observa-se que a Região do Baixo Vouga apresenta uma taxa de actividade superior (48,64%)às registadas na Região Centro (45,38%), no Continente (47,58%) e em Portugal (47,56%). Constata-se que o Concelho de Aveiro é o que apresenta a taxa de actividade mais elevada (51,11%) seguido pelo de Ovar (50,14%). O concelho que apresenta a taxa de actividade mais baixa é o da Murtosa com 42,94 %. Verifica-se que as taxas de actividade são superiores no sexo masculino em todos os locais representados. O Concelho de Aveiro é o que apresenta uma maior disparidade com um maior predomínio do sexo masculino (54,53%). A distribuição proporcional da população economicamente activa na Região do Baixo Vouga, em 2011, por sector primário, secundário e terciário é, respectivamente, de 2,64%, 37,98% e 59,37%. Quadro 9. População residente economicamente activa (sentido restrito) e empregada, segundo o sexo e o ramo de actividade, no ano de 2011 Total Total HM H HM H Portugal Continente População economicamente activa e empregada Primário Secundário Total Terciário De natureza social Relacionados com a actividade económica Centro ACeS Baixo Vouga Águeda Albergariaa-Velha Anadia Aveiro Estarreja Ílhavo Murtosa Oliveira do Bairro Ovar Sever do Vouga Vagos Fonte: INE,
23 Quadro 10. Taxas de actividade da população residente economicamente activa (sentido restrito) e empregada, segundo o sexo no ano 2011 Zona Geográfica Taxa de actividade (%) HM H M Portugal 47,56 51,59 43,87 Continente 47,58 51,53 43,98 Centro 45,38 49,78 41,35 Região Baixo Vouga (*) 48,64 52,95 44,68 Águeda 48,94 53,43 44,8 Albergaria-a-Velha 47,91 53,18 42,95 Anadia 46,35 50,97 42,09 Aveiro 51,11 54,53 48,03 Estarreja 46,32 52,04 40,99 Ílhavo 49,24 52,78 46,01 Murtosa 42,94 49,71 36,66 Oliveira do Bairro 48,08 52,39 44,2 Ovar 50,14 54,16 46,42 Sever do Vouga 45,17 51,02 39,71 Vagos 46,98 51,63 42,67 Fonte: INE, 2011 (*) Taxa de actividade (%) corresponde á Região do Baixo Vouga (inclui a Mealhada) 2.3. Índice do Poder de Compra Per Capita No ACeS BV, o poder de compra per capita tem aumentado entre 2004 e 2011, apresentando valores sempre inferiores aos registados no Continente, mas superiores aos da Região Centro. Refere-se que o índice 100 corresponde a Portugal (Quadro 11 e Figura 4). Quadro 11. Índice do Poder de Compra Per Capita no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga Continente 101, ,5 100,5 100,5 100,83 Região Centro 79,9 79,6 83,5 83,7 84,8 87,49 ACeS BV 85,8 83,8 86,8 88,1 88,2 90,87 Fonte: INE, PORDATA (2013) Figura 4. Índice do Poder de Compra Per Capita no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga , ,5 100,5 100,5 100, ,8 83,8 79,9 79,6 86,8 88,1 88,2 83,5 83,7 84,8 90,87 87, Continente Região Centro ACES BV Fonte: INE, PORDATA (2013) 10
24 3. DADOS E INDICADORES EPIDEMIOLÓGICOS/SANITÁRIOS 3.1. Natalidade Nados-vivos e Taxa de Natalidade A taxa de Natalidade no ACeS BV, em 2010, foi de 9,14 (3.379 nados-vivos) e em 2012 foi de 8,2 (3.036 nados-vivos). Destes dados constata-se que houve uma diminuição de 343 nados- vivos, de 2010 para 2012, o que equivale a uma taxa de variação (negativa) de 10,1% (Quadro 12 e Figura 5). Quadro 12 - Nados-vivos e Taxa de Natalidade ( ), no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga 2010, 2011 e 2012 NV = Nados-vivos no ano TN = Taxa de Natalidade ( ) NV TN ( ) NV TN ( ) NV TN ( ) CONTINENTE , , ,5 REGIÃO CENTRO , , ,5 ACeS BAIXO VOUGA , , ,2 Águeda 409 8, , ,9 Albergaria-a-Velha 244 9, , ,9 Anadia 230 7, , ,4 Aveiro , , ,1 Estarreja 235 8, , ,2 Ílhavo 366 9, , ,0 Murtosa 93 8, , ,7 Oliveira Bairro , , ,9 Ovar 498 8, , ,1 Sever do Vouga 77 6, , ,1 Vagos 191 8, , ,6 Fonte: INE, 2010, 2011, 2012 Figura 5 - Taxa de Natalidade ( ), no Continente, Região Centro, ACeS Baixo Vouga e Concelhos e 2012 Fonte: INE 2010, 2011 e
25 No ACeS BV, as taxas de natalidade em 2010, 2011 e 2012 apresentam valores inferiores às do Continente mas superiores às da Região Centro. No ACeS BV regista-se, nos anos representados, uma tendência decrescente (Figura 6). Figura 6- Taxa de Natalidade ( ), no Continente, Região Centro e ACeS Baixo Vouga 2010, 2011 e 2012 Fonte: INE, 2010, 2011 e 2012 No Quadro 13 e Figura 7 apresenta-se, respectivamente, a evolução do nº de nados vivos e taxa (%o) de natalidade de 2007 a 2012, na área geográfica do ACeS. Refere-se que, de 2007 a 2012, o número de nascimentos diminuiu em 306 nados-vivos, o que equivale a uma taxa de variação negativa de 9,2%. Quadro 13: Evolução do nº de nados vivos e taxa de natalidade de 2007 a 2012 ANO NV TN NV TN NV TN NV TN NV TN NV TN Continente , , , , , ,5 Região Centro , , , , , ,5 ACeS BV , , , , , ,2 Fonte: INE, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 Figura 7: Evolução da taxa de natalidade (%o) de 2007 a 2012 Fonte: INE, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012,
26 Proporção de nascimentos em mulheres com idade inferior a 20 anos e igual ou superior a 35 anos, proporção (%) de nascimentos de pré-termo e proporção de RN com baixo peso à nascença Da análise do Quadro 14 constata-se que a evolução da proporção(%) de nascimentos em mulheres com idade inferior a 20 anos, por triénios, desde 1996 a 2012 foi sempre decrescente quer no Continente, Região Centro e ACeS BV o que significa que diminuiu a gravidez na adolescência. Quanto à evolução da proporção de nascimentos em mulheres com idade igual ou superior a 35 anos, por triénios, de 1996 a 2012, regista-se uma tendência crescente quer no Continente, Região Centro e ACeS BV, o que significa que as mulheres têm filhos cada vez mais tarde. No que respeita à proporção (%) de nascimentos de pré-termo, no triénio 2010 a 2012, foi de 7,7%, no ACeS BV. No que se refere à evolução da proporção de RN com baixo peso à nascença, por triénios, de 1996 a 2012 foi sempre crescente quer no Continente, Região Centro e ACeS BV, variando entre 5,9% e 8,3%. Este dado é resultante, em grande parte, dos RN de Pré-Termo. Assim, de 2007 a 2010, no ACeS BV, a taxa média de nados-vivos de termo com baixo peso (peso à nascença inferior a 2,5 kg) foi de 1,56%. Já em 2012 a proporção de nados-vivos de termo com baixo peso foi de 2,33%. Salienta-se que estas duas situações alertam para a necessidade de um reforço da vigilância da gravidez. Quadro 14 - Natalidade Fonte: INE/ARSC, IP,
27 Taxa de Natalidade (%o) e Mortalidade Geral (%o) 2012 Apresenta-se na Figura 8, as taxas de natalidade e mortalidade geral do Continente, Região Centro e ACeS BV onde se observa que a taxa de mortalidade é sempre superior à de natalidade o que se traduz num saldo fisiológico negativo (menos 657 nados vivos no ACeS BV em 2012 Quadro 15). Figura 8: Taxas de Natalidade (%o) e Mortalidade Geral (%o) 2012 Fonte: INE, 2012 Quadro: 15 Distribuição de Nados-vivos, de Óbitos e de Óbitos com menos de um ano em Portugal, Continente, Região Centro e ACeS BV Nados-vivos Óbitos Total Total Com HM H M HM H M menos de 1 ano Portugal Continente Centro ACeS BV Águeda Albergaria -a-velha Anadia Aveiro Estarreja Ílhavo Murtosa Oliveira do Bairro Ovar Sever do Vouga Vagos Fonte: INE
28 3.2. Mortalidade Taxa de Mortalidade Geral A taxa de mortalidade geral no ACeS BV, em 2012, foi de10,0%o, com óbitos. Esta taxa é inferior à registada no Continente e Região Centro. Apresenta-se no Quadro 16 o número de óbitos e respectivas taxas registadas nos Concelhos que integram o ACeS BV. Esta taxa varia de 8,3%o no Concelho de Ovar a 12,9%o no Concelho de Anadia. Refere-se que, de 2008 a 2012, a taxa de mortalidade subiu de 9,3%o, com 3440 óbitos, para 10,0%o, com 3693 óbitos, o que corresponde a uma taxa de variação positiva de 7,3% (253 óbitos) (Figura 9). Quadro 16. Óbitos (O) e Taxa de Mortalidade Geral (TMG)( ) no Continente, Região Centro e ACeS BV de 2008 a O TMG O TMG O TMG O TMG O TMG CONTINENTE , , , , ,3 REGIÃO CENTRO , , , , ,2 BAIXO VOUGA , , , , ,0 Águeda 457 9, , , , ,5 Albergaria-a- Velha 236 9, , , , ,0 Anadia , , , , ,9 Aveiro 638 8, , , , ,7 Estarreja , , , , ,2 Ílhavo 316 8, , , , ,2 Murtosa , , , , ,1 Oliveira do Bairro 220 9, , , , ,9 Ovar 419 7, , , , ,3 Sever do Vouga , , , , ,4 Vagos 198 8, , , , ,4 Fonte: INE, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 Figura 9. Taxa de Mortalidade Geral (%o) no Continente, Região Centro e ACeS, ,6 11,5 11,6 11,3 12,2 9,9 9,9 9,9 10,1 10,3 10 9,3 9,5 9,3 9,4 TMG TMG TMG TMG TMG Continente Região Centro ACeS BV Fonte: INE, 2009, 2010, 2011, 2012,
29 Taxa de anos potenciais de vida perdidos A taxa de anos potenciais de vida perdidos foi no ACeS BV, em 2011, de 3711,4 %ooo habitantes. Do ano 2006 a 2011, no ACeS, esta taxa é inferior à do Continente e da Região Centro com excepção no ano de 2009, em que foi superior. Da análise dos dados registados no Quadro 17 constata-se que houve, neste período, um decréscimo da taxa no Continente, na Região Centro e ACeS BV. A taxa de anos potenciais de vida perdidos corresponde à mortalidade precoce ou prematura ou seja a mortes evitáveis. Realça-se a importância das actividades de prevenção primária do impacto nas causas de morte evitáveis por serem sensíveis a intervenções primárias (alguns tipos de cancro -traqueia, brônquios e pulmão, cirrose hepática, acidentes com veículos a motor, HIV/SIDA, suicídio..). Salienta-se também que há muitas causas de morte evitável por serem sensíveis aos cuidados de saúde. Quadro 17. Taxa (%ooo) de anos potenciais de vida perdidos, no Continente, Região Centro e ACeS BV, de CONTINENTE 4589,8 4541,0 4421,5 4354, REGIÃO CENTRO 4497,3 4361,6 4452,0 4140,2 3873,2 ACeS BAIXO VOUGA Fonte: WebSIG Mapas Interactivos, ,5 4106,6 4257,2 4147,7 3711,4 Salienta-se ainda da análise da Figura 10, que a taxa de anos de potenciais de vida perdidos em todos os locais representados, de 2006 a 2011, apresenta uma tendência decrescente. Figura 10. Taxa (%ooo) de anos potenciais de vida perdidos, no Continente, Região Centro e ACeS BV, de Fonte: WebSIG Mapas Interactivos,
30 O<1 = Óbitos com menos de 1 ano; TMI = Taxa de Mortalidade Infantil ( ) ACeS BAIXO VOUGA Plano de Desempenho de Mortalidade Infantil e Fetal Tardia A taxa de Mortalidade Infantil em 2012 (INE) no ACeS BV foi de 3,29%o, o que corresponde a 10 óbitos com menos de 1 ano. Esta taxa é inferior à registada na Região Centro (3,72%o) e no Continente (3,32%o) (Quadro 18 e Figura 11). Quadro 18. Óbitos e Taxa de Mortalidade Infantil (%o) no Continente, Região Centro e ACeS BV de 2007 a O<1 TMI ( ) O<1 TMI ( ) O<1 TMI ( ) O<1 TMI ( ) O<1 TMI ( ) O<1 TMI ( ) CONTINENTE 329 3, , , , , ,32 REGIÃO CENTRO 46 3, , , , , ,72 ACES BAIXO VOUGA 8 2, ,42 9 2,75 3 0,89 9 2, ,29 Águeda 0 0,00 0 0,00 2 6,06 1 2,44 1 2,73 1 2,66 Albergaria-a-Velha 1 4,15 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 4,55 0 0,00 Anadia 1 4,88 1 4,52 0 0,00 0 0,00 0 0,00 1 5,41 Aveiro 0 0,00 2 2,63 3 3,68 0 0,00 1 1,31 2 2,82 Estarreja 1 3,97 1 4,39 0 0,00 0 0,00 2 9, ,36 Ílhavo 1 2,49 0 0,00 0 0,00 2 5,46 1 3,27 0 0,00 Murtosa 0 0, ,20 0 0,00 0 0, ,35 0 0,00 Oliveira do Bairro 1 4,18 0 0,00 1 4,67 0 0,00 0 0,00 1 4,81 Ovar 3 6,55 4 7,68 3 6,13 0 0,00 1 2,18 1 2,24 Sever do Vouga 0 0,00 1 9,71 0 0,00 0 0, , ,26 Vagos 0 0,00 1 4,41 0 0,00 0 0,00 0 0,00 0 0,00 Fonte: INE, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 Figura 11 - Taxa de Mortalidade Infantil (%o) no Continente, Região Centro e ACeS BV, Fonte: INE, 2008, 2009, 2010, 2011, 2012,
31 A taxa de mortalidade infantil no quinquénio , no ACeS BV foi, em média, de 2,8%o, o que corresponde a 43 óbitos. Foi inferior à registada no Continente e Região Centro, respectivamente com 3,1 %o e 2,9%o (Quadro 19). Quadro 19. Taxa média de Mortalidade Infantil(%o) no quinquénio O<1 = Óbitos com menos de 1 ano no quinquénio TMI = Taxa de Mortalidade Infantil ( ) TMI (%o) O<1 CONTINENTE 3, REGIÃO CENTRO 2,9 215 ACeS BAIXO VOUGA 2,8 43 Águeda 2,6 5 Albergaria-a-Velha 0,9 1 Anadia 1,9 2 Aveiro 2,1 8 Estarreja 4,5 5 Ílhavo 1,7 3 Murtosa 6,3 3 Oliveira do Bairro 1,8 2 Ovar 3,7 9 Sever do Vouga 2,3 4 Vagos 1,0 1 Fonte: INE, 2013 b) Taxa de Mortalidade Neonatal Quanto à evolução da Taxa de Mortalidade Neonatal de 2002 a 2012, constata-se que os valores referentes ao ACeS BV (2,0%o com 6 óbitos em 2012) têm sido sempre inferiores aos do Continente e da Região Centro desde Regista-se ainda no ACeS BV uma descida acentuada desta taxa no ano de Em 2011 sobe para valores nunca registados antes de 2003 e aproximando, neste ano, aos valores do Continente e da Região Centro. Figura 12. Evolução da Taxa (%o) de Mortalidade Neonatal entre os anos /1000 nados vivos 4 3,5 3 2,5 2 1,5 3,4 3,3 2,6 2,3 2,2 2,3 2,5 1,7 1,7 2,1 1,9 1,6 2,1 2,1 2,0 2,0 1,8 1,5 2,1 2,0 1,4 2,4 1,9 1,5 1,6 1,2 2,3 2,3 2,3 2,4 2,2 2,0 1 0,6 0, Continente Região Centro ACeS Baixo Vouga Fonte: ARSC, I.P,
32 Conforme se observa no quadro seguinte, no ACeS BV, a taxa de mortalidade neonatal, por quinquénios, diminui de 2001 para 2012, apresentando no quinquénio de o valor médio de 1,8%o. Este valor é inferior ao registado na Região Centro e no Continente. Quadro 20 -Taxa de mortalidade neonatal %o), por quinquénios TMNN (%o) CONTINENTE 2,1 2,1 2,0 2,1 2,4 2,1 REGIÃO CENTRO 1,9 2,1 1,8 2,0 2,0 1,9 ACeS BAIXO VOUGA 3,3 3,2 3,0 2,7 2,5 1,8 Águeda 2,1 1,3 1,4 0,5 1,0 2,1 Albergaria-a-Velha 3,8 3,9 3,2 2,7 1,7 0,9 Anadia 1,5 2,4 3,5 1,1 2,8 0 Aveiro 2,7 3,0 1,6 0,8 1,3 1,3 Estarreja 0,7 0,7 0,8 1,9 0,8 2,7 Ílhavo 2,4 2,4 2,4 1,8 1,5 0,6 Murtosa 3,3 3,4 3,5 1,7 0,0 2,1 Oliveira do Bairro 1,7 1,7 1,7 2,7 1,7 0,9 Ovar 3,0 2,1 1,9 2,7 3,1 2,5 Sever do Vouga 1,7 1,8 2,0 4,0 2,1 7,1 Vagos 0,9 0,9 0,0 0,9 0,9 1,0 Fonte: INE, 2013 Na figura 13 observa-se a evolução da taxa de mortalidade neonatal, por quinquénios, de 2001 a Verifica-se que nos quinquénios compreendidos entre e , a taxa de mortalidade neonatal é notoriamente superior no ACeS BV em relação à Região Centro e Continente. No quinquénio salienta-se uma descida mais acentuada no ACeS BV do que nas outras regiões, sendo que neste período o ACeS BV passa a ter a menor taxa de mortalidade. Figura 13. Taxa de mortalidade neonatal (%o), por quinquénios no Continente, Região Centro e ACeS BV 3,5 3 3,3 3,2 3 2,5 2,7 2,5 2,4 2 1,5 2,1 2,1 2,1 1,9 2 1,8 2, ,1 1,9 1, CONTINENTE REGIÃO CENTRO ACES Baixo Vouga Fonte: WebSIG Mapas Interactivos 19
33 c) Taxa de Mortalidade Pós- neonatal Relativamente à evolução da Taxa de Mortalidade Pós-neonatal, observa-se que o valor no ACeS BV (1,3 %o 4 óbitos em 2012) tem sido superior à do Continente e Região Centro, com excepção dos anos 2005/2007/2010, em que apresentou um valor mais baixo (Figura 14). Figura 14. Evolução da Taxa de Mortalidade Pós-neonatal entre os anos /1000 nados vivos 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 2,3 2,3 2,0 1,9 1,8 1,6 1,4 1,6 1,4 1,4 1,3 1,3 1,2 1,4 1,2 1,3 1,1 1,2 1,2 1,1 1,1 0,9 0,8 1,0 0,9 0,9 0,8 0,6 0,6 0,6 0,6 0,3 0, Continente Região Centro ACeS Baixo Vouga Fonte: ARSC, I.P, 2014 d) Taxa de Mortalidade Neonatal Precoce Quanto à evolução da Taxa de Mortalidade Neonatal Precoce constata-se que o valor no ACeS BV (1,0 %o 3 óbitos em 2012) tem sido, desde 2005, inferior à da Região Centro e também inferior à do Continente, com excepção do ano 2006 (Figura 15). Figura 15. Evolução da Taxa (%o) de Mortalidade Neonatal Precoce entre os anos Fonte: INE/ARSC,
34 e) Taxa de Mortalidade Perinatal Quanto à evolução da Taxa de Mortalidade Perinatal, constata-se que o valor no ACeS BV (4,6 %o 14 óbitos em 2012) tem sido superior (á custa da mortalidade fetal) à do Continente e Região Centro, com excepção dos anos 2005/2007/2008/2011, em que apresentou um valor mais baixo. Regista-se que o ACeS BV apresenta uma grande variação de tendência, nesta taxa, nos anos representados (Figura 16). Figura 16. Evolução da Taxa de Mortalidade Perinatal entre os anos Fonte: INE/ARSC, 2014 f) Taxa de Mortalidade Fetal Tardia No que respeita à evolução da Taxa de Mortalidade Fetal Tardia, verifica-se que o valor no ACeS BV (3,6 %o 11 fetos mortos em 2012) foi inferior do Continente apenas nos anos de 2005, 2007 e 2008, e à Região Centro foi inferior apenas nos anos de 2007 e À semelhança da taxa anterior, regista-se que o ACeS BVapresenta uma grande variação de tendência, nos anos representados (Figura 17). Figura 17. Evolução da Taxa de Mortalidade Fetal Tardia entre os anos Fonte: INE/ARSC,
35 Taxa de mortalidade padronizada A taxa de mortalidade padronizada no ACeS BV, de 2006 a 2011 desceu de 582,7%ooo para 551,0%ooo, ainda que nos anos 2007 e 2008 tenha havido um aumento. Refere-se que, no ACeS BV, as taxas são inferiores às do Continente e Região Centro, em todos os anos, com excepção do ano 2011 relativamente à Região Centro (Figura 18). Figura 18- Taxa (%ooo) de mortalidade padronizada por todas as causas Fonte: INE Taxas (%o) brutas de mortalidade por causas de morte Apresentam-se nos Quadros 21 e 22 as taxas brutas de mortalidade especifica por doenças do aparelho circulatório e tumores, no ACeS BV e respectivos Concelhos, Região Centro e Continente, no período de 2003 a Quanto às Taxas (%o) brutas de mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório constata-se que, no ACeS, a taxa em 2012, é inferior à do Continente e Região Centro com 3,0%o. Ao analisar a taxa, por Concelho, verifica-se que as taxas mais elevadas se encontram nos Concelhos mais envelhecidos. Quadro 21 Evolução da Taxa (%o) bruta de mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório entre os anos CONTINENTE 3,9 3,5 3,5 3,1 3,2 3,2 3,1 3,2 3,0 3,1 REGIÃO CENTRO 4,5 4,0 3,9 3,5 3,7 3,6 3,5 3,6 3,4 3,7 ACeS BAIXO VOUGA 3,3 3,1 3,0 2,6 2,8 2,7 2,8 2,8 2,8 3,0 Águeda 2,5 3,0 2,6 2,6 2,5 2,5 2,5 2,5 2,9 2,9 Albergaria-a-Velha 3,2 3,3 3,4 2,6 2,7 3,1 2,7 2,6 2,4 3,3 Anadia 4,4 3,9 3,4 2,8 3,4 2,7 3,3 3,5 3,1 3,8 Aveiro 3,1 2,7 2,7 2,5 2,5 2,6 2,4 3,1 2,7 2,6 Estarreja 3,6 4,3 3,4 3,2 3,6 3,7 3,7 3,2 3,1 3,4 Ílhavo 3,0 2,3 2,6 1,9 2,6 2,1 2,2 1,8 2,6 2,3 Murtosa 4,3 4,6 2,6 3,3 3,9 4,1 4,6 3,7 2,1 2,9 Oliveira do Bairro 3,8 3,3 3,9 3,9 3,8 3,4 2,5 3,5 4,0 3,6 Ovar 2,6 2,6 3,1 1,8 2,3 2,0 2,4 2,6 2,5 2,4 Sever do Vouga 4,9 3,9 3,8 3,7 3,8 3,8 5,2 4,5 4,7 4,2 Vagos 3,5 3,4 3,1 2,7 2,9 2,6 2,9 2,0 2,3 3,5 Fonte: INE 22
36 No que respeita à taxa bruta de mortalidade por Tumores, no ACeS BV esta taxa, também é inferior à da Região Centro e Continente e situou-se, no ano de 2012, em 2,2%o. Quadro 22 - Evolução da Taxa bruta (%o) de mortalidade por Tumores entre os anos CONTINENTE 2,2 2,1 2,2 2,1 2,2 2,3 2,3 2,3 2,4 2,5 REGIÃO CENTRO 2,3 2,2 2,2 2,2 2,3 2,4 2,4 2,5 2,6 2,6 ACeS BAIXO VOUGA 1,9 1,9 1,7 1,9 1,9 2,1 2,1 2,2 2,2 2,2 Águeda 1,9 1,6 1,6 1,5 1,6 1,9 2,0 1,8 2,0 2,2 Albergaria-a-Velha 2,5 1,4 1,4 2,3 1,9 1,8 2,0 1,7 2,6 2,0 Anadia 2,4 2,4 2,2 1,9 2,2 2,6 3,0 2,5 2,5 2,6 Aveiro 2,0 1,9 1,8 2,2 2,1 2,1 2,4 2,5 2,2 2,2 Estarreja 1,9 2,1 1,8 2,0 2,6 2,4 2,4 2,4 2,6 2,4 Ílhavo 1,4 1,9 1,7 1,8 2,0 2,1 1,8 2,0 1,9 2,2 Murtosa 2,8 2,2 2,5 1,9 2,8 3,5 2,0 3,8 3,5 2,1 Oliveira do Bairro 1,9 2,3 1,6 1,8 1,8 1,8 1,7 2,1 2,0 2,0 Ovar 1,6 1,8 1,6 1,8 1,7 2,0 1,6 2,1 2,1 2,2 Sever do Vouga 2,5 2,0 1,5 1,9 2,1 1,9 1,7 1,8 2,0 2,3 Vagos 1,6 1,7 1,8 1,8 1,3 1,8 2,1 2,1 1,8 2,4 Fonte: INE Taxas (%ooo) brutas de mortalidade antes dos 65 anos por AVC, Cancro do Colon e Recto, Doença Isquémica Cardíaca, Doenças atribuíveis ao Álcool, HIV/SIDA e Suicídio (Quadro 23 e Figura 19): A taxa bruta de mortalidade por AVC antes dos 65 anos no ACeS, no período de 2006 a 2009, oscilou entre 11,6%ooo e 9,26 %ooo sendo a média de 10,3%ooo. Quanto à taxa de bruta de mortalidade por cancro do cólon e reto antes dos 65 anos no ACeS, no período de 2006 a 2009, variou entre 4,5%ooo e 9 %ooo e a média situou-se em 7,4%ooo. A taxa bruta de mortalidade por doença isquémica cardíaca antes dos 65 anos no ACeS, no período de 2006 a 2009, variou entre 3,7%ooo e 6 %ooo e a média foi de 4,52%ooo. A taxa bruta de mortalidade por doença atribuíveis ao álcool antes dos 65 anos no ACeS, no período de 2006 a 2009, variou entre 10,3%ooo e 20,8 %ooo e a média situou-se em 14,6%ooo. Quanto à taxa de bruta de mortalidade por VIH/SIDA antes dos 65 anos no ACeS, no período de 2006 a 2009, variou entre 1,3%ooo e 2,7%ooo e a média situou-se em 2,2%ooo. Salienta-se que a taxa mais elevada se verificou no ano de
37 Quanto à taxa de bruta de mortalidade por suicídio antes dos 65 anos no ACeS BV, no período de 2006 a 2009, variou entre 6,8%ooo e 2,9 %ooo e a média situou-se em 5%ooo. Quadro 23- Taxas (%ooo) de mortalidade por causas de morte antes dos 65 anos de 2006 a 2009, no ACeS Média Causas Acidente Vascular Cerebral 10,6 9,7 9,2 11,6 10,3 Cancro do Colon e Recto 9 4,5 7,9 8 7,4 D. Isquémica Cardíaca 4,3 4 3,7 6 4,5 D. Atribuíveis ao Álcool 10,3 11,1 15,7 20,8 14,6 HIV/SIDA 2,7 2,1 1,3 2,6 2,2 Suicídio 2,9 3,7 6,8 6,4 5 Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Figura 19 - Taxas (%ooo) de mortalidade por causas de morte antes dos 65 anos ,7 20,8 11,1 11,6 10,3 10,6 9,7 9,2 9 7,9 8 4,5 6,8 6,4 6 4,3 4 3,7 2,9 3,7 2,6 2,7 2,1 1, Acidente Vascular Cerebral Cancro do Colon e Recto D. Isquémica Cardíaca D. Atribuíveis ao Álcool HIV/SIDA Suicídio Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Taxas de Mortalidade (%ooo), por grupos etários inferiores aos 65 anos, de 2004 a 2009 Salienta-se que, nos grupos etários apresentados, as taxas de mortalidade diminuíram de 2004 para 2009 o que pode traduzir, entre outros factores, o impacto da qualidade dos cuidados de saúde e a melhoria das condições de vida da população (Quadro 24). 24
38 Quadro 24: Taxas de Mortalidade (%ooo), por grupos etários, de 2004 a 2009 ANO/Grupo etário a 9 25,7 22,4 20,2 13,1 13,4 15,5 10 a 14 26,3 24,3 24,4 21,3 21,2 18,5 15 a 19 60,4 55,0 40,0 38,0 38,4 38,7 20 a24 77,2 70,6 63,9 66,1 60,6 55,7 25 a ,5 132,1 127,0 114,7 108,1 107,9 45 a ,1 516,7 501,4 482,3 471,4 466,2 Fonte: WebSIG Mapas Interactivos 3.3. MORBILIDADE Para a caracterização do estado de saúde duma população é imperativo analisar para além dos dados de mortalidade, já apresentados, os dados de morbilidade. Apresenta-se, de seguida, alguns indicadores de morbilidade, relativos à população do ACeS Taxa de incidência por amputações major em diabéticos e AVC, abaixo dos 65 anos Na Figura 20 apresenta-se a taxa de incidência (%oo) por amputações major em diabéticos e AVC, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de , no ACeS BV. Realça-se que para ambas as patologias as taxas apresentam valores decrescentes no período de 2007 a Figura 20: Taxas de incidência (%oo) por amputações major em diabéticos (apenas SNS) e AVC, abaixo dos 65 anos de , no ACeS BV ,74 7,45 7,67 7,15 1,08 1,11 0,6 0, Amp. Major em diabetes AVC Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Incidência de doenças de notificação obrigatória Durante o ano de 2013, a nível do ACeS BV, foram declarados 149 casos de doenças de declaração obrigatória, através do modelo 1536 da Imprensa Nacional - Casa da Moeda (INCM), como se verifica no Quadro 25 e Figura 21. Dos 149 casos notificados destacam-se 68 casos (45,64%) de tuberculose respiratória, dos quais, 67 casos tinham confirmação 25
39 bacteriológica e histológica e 1 não tinha confirmação bacteriológica e histológica. Para além da tuberculose respiratória, destacam-se 34 casos (22,82%) de Parotidite Epidémica notificados, sendo que, 24 foram declarados do concelho de Anadia, resultante de um surto ocorrido entre os meses de Novembro de 2012 e Janeiro de Quadro 25. Doenças de declaração obrigatória, notificadas no ACeS Baixo Vouga, no ano de 2013 Doenças notificadas CID 10 nº casos % Brucelose A ,67 Doença de Hansen (Lepra) A ,67 Febre Escaro-nodular A ,38 Hepatite aguda A B ,67 Hepatite aguda B B ,67 Leptospirose A ,01 Malaria B ,04 Meningite Meningocócica A ,01 Outras Salmoneloses A ,04 Parotidite Epidémica B ,82 Sifilis Precoce A ,04 Tétano A ,67 Tosse convulsa A ,01 Tuberculose Meningea A ,67 Tuberculose Respiratória (com confirmação) A ,97 Tuberculose Respiratória (sem confirmação) A ,67 TOTAL DE CASOS % Fonte: ACeS BV-2013 Figura 21. Doenças de declaração obrigatória, notificadas no ACeS BV, no ano de 2013 Fonte: ACeS BV
40 Acidentes de viação e vítimas por município No Quadro 26 apresenta-se dados sobre acidentes de viação e vitimas, por concelho, da área geográfica do ACeS BV, em Foram sinalizados um total de 1350 acidentes de viação com vítimas, dos quais resultaram 1657 vítimas. Os acidentes, não só os de viação, são uma importante causa de morte e incapacidade prematura evitáveis. A aposta passa pela implementação de estratégias preventivas. Quadro 26. Acidentes de viação e vítimas por município, 2012 Acidentes de viação com vítimas Total dos quais Mortai em em s autoestra estradas das nacionais Vítimas dos quais Total das quais Mortos Feridos em em em em graves autoest estradas autoest estradas radas nacionais radas nacionais Feridos ligeiros Continent e Centro Baixo Vouga Águeda Albergaria a-velha Anadia Aveiro Estarreja Ílhavo Murtosa Oliveira do Bairro Ovar Sever do Vouga Vagos Fonte: INE- Anuários Estatísticos Registo de morbilidades ICPC2 A informação sobre dados de morbilidade são muito importantes para organização de serviços bem como para gestão da saúde/doença. A Classificação Internacional de Cuidados Primários Segunda Edição (ICPC2) é uma ferramenta de extrema importância para obter esta informação sobre morbilidade a nível dos cuidados de saúde primários. É, no entanto, necessário atender aos critérios de inclusão a fim de minimizar as diferenças de codificação e efectuar a codificação de forma sistemática e rigorosa dos problemas de saúde. Verifica-se a necessidade de melhorar a codificação por forma a termos um registo de morbilidade o mais real possível. Neste âmbito o ACeS BV vai realizar formação sobre a codificação. 27
41 Em 31/12/2013 estavam registadas componentes de diagnóstico e doença, de acordo com a ICPC2, no ACeS BV. Tendo em conta que a listagem é exaustiva, trabalharam-se os dados em duas vertentes: distribuição absoluta e proporcional dos registos, por capítulos ICPC2, e a distribuição das 30 componentes de diagnóstico e doenças que apresentaram o valor de registo mais elevado, ou seja por ordem de frequência. Assim, no Quadro 27 e Gráfico 22 apresenta-se, por ordem de frequência de registo, a distribuição absoluta e proporcional dos registos, por capítulos ICPC 2, relativos aos utentes inscritos na área do ACeS BV. Constata-se que o capitulo com maior número de registos é o Sistema músculo-esquelético com registos o que corresponde a 15,9% do total dos registos. Seguem-se os registos relativos ao Aparelho circulatório, Endócrino, metabólico e nutricional, Aparelho respiratório e Aparelho Digestivo, respectivamente com 11,7%, 11,4%, 10,4% e 9,2%. Estes cinco capítulos com registos mais frequentes totalizam 58,7% do total dos registos nos 17 capítulos. Quadro 27. Registo de ICPC-2, por capítulos, nº e % no ACeS BV 2013 ICPC 2 - Capítulos Código Total % Sistema musculo-esquelético L ,9 Aparelho circulatório K ,7 Endócrino, metabólico e nutricional T ,4 Aparelho respiratório R ,4 Aparelho digestivo D ,2 Geral e inespecífico A ,9 Psicológico P ,2 Pele S ,2 Aparelho genital feminino (incluíndo mama) X ,7 Aparelho urinário U ,5 Olhos F ,5 Sistema nervoso N ,3 Ouvidos H ,9 Aparelho genital masculino Y ,5 Gravidez e planeamento familiar W ,1 Sangue, órgãos hematopoiéticos e linfáticos B ,1 Problemas sociais Z ,6 Total ,0 Fonte: SIARS 31/12/
42 Figura 22. Registo de ICPC-2, por capítulos ( %) no ACES BV 2013 Sistema musculo-esquelético Aparelho circulatório Endócrino, metabólico e nutricional Aparelho respiratório Aparelho digestivo Geral e inespecífico Psicológico Pele Aparelho genital feminino (incluíndo mama) Aparelho urinário Olhos Sistema nervoso Ouvidos Aparelho genital masculino Gravidez e planeamento familiar Sangue, órgãos hematopoiéticos e linfáticos Problemas sociais 2,5 2,3 1,9 1,5 1,1 1,1 0,6 3,5 3,7 6,2 8,2 8,9 9,2 10,4 11,7 11,4 15,9 0,0 2,0 4,0 6,0 8,0 10,0 12,0 14,0 16,0 Fonte: SIARS 31/12/2013 No Quadro 28 mostra-se a distribuição dos 30 problemas mais frequentes nas listas de problemas activos codificados no ACeS BV em Os 30 problemas que constam do quadro, totalizam 43,8 % do total dos problemas de saúde activos nos utentes inscritos. Os valores proporcionais que se observam no quadro são relativos ao total dos registos no respectivo capitulo ICPC2 e relativos ao total dos registos activos. Assim constata-se que os cinco problemas de saúde mais codificados foram: alterações do metabolismo dos lípidos, a hipertensão sem complicações, a medicina preventiva/de acompanhamento geral, as perturbações depressivas e o síndrome vertebral com irradiação de dores. 29
43 Quadro 28. Distribuição do valor, nº e %, das 30 componentes/problemas ICPC2, com mais registos, no ACeS BV % Total Capitulo ICPC 2 Codigo Componente ICPC2 Valor Capitulo % Total Endócrino, metabólico e nutricional T93 ALTERAÇÕES DO METABOLISMO DOS LÍPIDOS ,0 5,4 Aparelho circulatório K86 HIPERTENSÃO SEM COMPLICAÇÕES ,5 4,0 Geral e inespecífico A98 MEDICINA PREVENTIVA / DE ACOMPANHAMENTO GERAL ,0 3,9 Psicológico P76 PERTURBAÇÕES DEPRESSIVAS ,4 2,3 Sistema musculo-esquelético L86 SÍNDROME VERTEBRAL COM IRRADIAÇÃO DE ,9 2,1 DORES Endócrino, metabólico e nutricional T90 DIABETES NÃO INSULINO-DEPENDENTE ,7 1,6 Psicológico P17 ABUSO DO TABACO ,1 1,6 Aparelho respiratório R74 INFECÇÃO AGUDA DO APARELHO ,7 1,5 RESPIRATÓRIO SUPERIOR Endócrino, metabólico e nutricional T82 OBESIDADE ,1 1,4 Psicológico P74 DISTÚRBIO ANSIOSO / ESTADO DE ANSIEDADE ,3 1,3 Sistema musculo-esquelético L99 OUTRAS DOENÇAS DO APARELHO MÚSCULO ,2 1,3 ESQUELÉTICO Aparelho respiratório R76 AMIGDALITE AGUDA ,9 1,2 Geral e inespecífico A97 SEM DOENÇA ,8 1,1 Sistema musculo-esquelético L87 BURSITE / TENDINITE / SINOVITE, NE ,0 1,1 Sistema musculo-esquelético L90 OSTEOARTROSE DO JOELHO ,9 1,1 Aparelho circulatório K95 VEIAS VARICOSAS DA PERNA ,2 1,1 Sistema musculo-esquelético L84 SÍNDROMES DA COLUNA SEM IRRADIAÇÃO DE ,0 1,0 DOR Aparelho digestivo D99 OUTRAS DOENÇAS DO SISTEMA DIGESTIVO ,2 0,9 Endócrino, metabólico e nutricional T83 EXCESSO DE PESO ,1 0,9 Aparelho urinário U71 CISTITE / OUTRA INFECÇÃO URINÁRIA ,4 0,9 Aparelho circulatório K87 HIPERTENSÂO COM COMPLICAÇÕES ,7 0,9 Sistema musculo-esquelético L91 OUTRAS OSTEOARTROSES ,6 0,9 Aparelho respiratório R80 GRIPE ,1 0,8 Aparelho circulatório K85 TENSÃO ARTERIAL ELEVADA ,1 0,8 Aparelho urinário U95 CÁLCULO URINÁRIO ,6 0,8 Sistema musculo-esquelético L81 TRAUMATISMOS DO APARELHO MÚSCULO ,9 0,8 ESQUELÉTICO, NE Aparelho digestivo D87 ALTERAÇÕES FUNCIONAIS DO ESTÔMAGO ,4 0,8 Aparelho genital masculino Y85 HIPERTROFIA PROSTÁTICA BENIGNA ,8 0,7 Aparelho respiratório R75 SINUSITE CRÓNICA / AGUDA ,9 0,7 Aparelho digestivo D82 DOENÇAS DOS DENTES / GENGIVAS ,5 0,7 Fonte: SIARS, 31/12/
44 Na Figura 23 está a representação gráfica das 10 componentes/problemas, com mais registos ICPC2 no ACeS BV em 31/12/2013. Comparativamente com os registos a nível nacional, constata-se que no ACeS o problema mais codificado é a alteração dos metabolismo dos lípidos seguido da hipertensão sem complicações, sendo que a nível nacional se verifica o inverso. As perturbações depressivas no ACeS situam-se no quarto lugar, enquanto a nível nacional surgem em terceiro lugar. Dos dez problemas com mais registos a nível do ACeS, oito são coincidentes com o registado a nível nacional. Figura 23. Distribuição do valor ( %) das 10 componente ICPC2, com mais registos no ACeS BV Fonte: SIARS
45 No Quadro 29 apresenta-se a frequência relativa por mil inscritos de um conjunto de patologias/problemas que se seleccionaram atendendo às áreas apresentadas neste plano. Quadro 29: Registo de ICPC por Patologias, Nº e %o, dos Utentes Inscritos no ACeS BV em 2013 Codigo Patologias/Problemas Nº %o ICPC2 D74 NEOPLASIA MALIGNA DO ESTÔMAGO 433 1,13 D75 NEOPLASIA MALIGNA DO CÓLON / RECTO ,29 K74 DOENÇA CARDÍACA ISQUÉMICA COM ANGINA ,61 K75 ENFARTE AGUDO DO MIOCÁRDIO ,08 K76 DOENÇA CARDÍACA ISQUÉMICA SEM ANGINA ,64 K77 INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ,11 K85 TENSÃO ARTERIAL ELEVADA ,45 K86 HIPERTENSÃO SEM COMPLICAÇÕES ,09 K87 HIPERTENSÂO COM COMPLICAÇÕES ,23 K90 TROMBOSE / ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ,98 L89 OSTEOARTROSE DA ANCA ,31 L90 OSTEOARTROSE DO JOELHO ,27 N87 PARKINSONISMO ,26 P15 ABUSO CRÓNICO DO ÁLCOOL ,40 P17 ABUSO DO TABACO ,78 P19 ABUSO DE DROGAS ,62 P70 DEMÊNCIA ,03 P76 PERTURBAÇÕES DEPRESSIVAS ,95 R79 BRONQUITE CRÓNICA ,48 R84 NEOPLASIA MALIGNA DOS BRÔNQUIOS / PULMÃO 250 0,65 R95 DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÓNICA ,03 R96 ASMA ,22 S77 NEOPLASIA MALIGNA DA PELE ,39 T82 OBESIDADE ,70 T83 EXCESSO DE PESO ,33 T89 DIABETES INSULINO-DEPENDENTE ,26 T90 DIABETES NÃO INSULINO-DEPENDENTE ,41 X75 NEOPLASIA MALIGNA DO COLO 435 1,14 X76 NEOPLASIAS MALIGNAS DA MAMA ,60 Y77 NEOPLASIA MALIGNA DA PRÓSTATA ,45 Fonte: SIARS 31/12/ REDE DE CUIDADOS 4.1. Hospitais de Referência Os hospitais de referência da área de influência do ACeS Baixo Vouga são os seguintes: Centro Hospitalar Universitário de Coimbra: o Hospitais da Universidade de Coimbra, EPE (Bloco Central, Bloco de Celas, Edifício S. Jerónimo, Edifício Cirurgia Cardio-torácica, Maternidade Dr. Daniel de Matos); o Centro Hospitalar de Coimbra, EPE (Hospital Central-Covões, Hospital Pediátrico, Maternidade Bissaya Barreto); o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra (Hospital Psiquiátrico de Sobral Cid); 32
46 Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE: o Hospital Distrital de Águeda ; o Hospital Infante D. Pedro, EPE; o Hospital Visconde de Salreu - Estarreja. Hospital São Sebastião, EPE (Centro Hospitalar de Entre Douro e Vouga, EPE) Hospital Dr. Francisco Zagalo - Ovar 4.2. Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados Unidades de Cuidados Continuados Integrados Actualmente existem cinco (5) Unidades de Cuidados Continuados Integrados (UCCI) com localização em Águeda, Anadia, Ílhavo, Ovar e Oliveira do Bairro. Segundo as tipologias, as Unidade de Cuidados Continuados de Anadia e Ovar são de convalescença (curta duração), as de Águeda e Ílhavo são de reabilitação e manutenção (média e longa duração) e a de Oliveira do Bairro é de manutenção (longa duração) Equipas Cuidados Continuados Integrados Existem também no ACeS nove (9) Equipas Cuidados Continuados Integrados (ECCI) situadas em Albergaria, Águeda, Murtosa, Ovar e Sever do Vouga, Anadia, Ílhavo, Vagos e Oliveira do Bairro com um total de 100 camas. Cada uma das ECCI têm 10 camas com excepção das de Anadia e Águeda que têm 15 camas, cada Equipa Coordenadora Local Na área geográfica do ACeS existem três Equipas Coordenadoras Locais (ECL) sediadas em Águeda, Ílhavo e Ovar. 5. UNIDADES FUNCIONAIS O ACeS BV é composto, actualmente por quarenta e cinco (45) unidades funcionais (UF), as quais traduzem um modelo organizativo baseado em equipas multiprofissionais e que estão em diferentes fases de organização: Uma Unidade de Saúde Pública que está formalizada e a funcionar; Uma Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados que está formalizada e a funcionar; Vinte e uma Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) que, estão a funcionar: destas, seis que estão a organizar-se em USF; Treze Unidades de Saúde Familiar, homologadas; 33
47 Nove Unidades de Cuidados na Comunidade (UCC), homologadas. Estão em fase de candidatura mais 2 UCC. O ACeS BV pretende continuar a acompanhar e a dinamizar/concretizar todo este processo de reorganização dos Centros de Saúde em UF (Quadro 30). QUADRO 30. Unidades funcionais do ACeS BV em 2013 ACeS/ Centro Futuras Futuras UCSP USF UCC USP URAP Total de Saúde USF UCC ACeS BV Águeda Albergaria-a Velha Anadia Aveiro Estarreja Ílhavo Murtosa Oliveira do Bairro Ovar Sever do Vouga Vagos Total Fonte: ACeS (2013) 6. INDICADORES DE DESEMPENHO No Quadro 31 apresenta-se, relativamente ao total do ACeS BV, os dados e indicadores de contratualização com as UF e os de monitorização da actividade das equipas. Em outros estão dados e indicadores que também medem a actividade, ainda que não sejam contratualizados. Refere-se que os resultados dos indicadores são, na maior parte, bastante favoráveis. Há, no entanto, resultados que não traduzem completamente a actividade/desempenho, por falta/défice de registos. Acresce ainda que os sistemas informáticos também ainda não respondem totalmente às necessidades., 34
48 Quadro 31. Indicadores contratualizados (institucionais e financeiros) com UF de monitorização Código Contratualizados - Institucionais SIARS Numerador Denominador Valor 3.12 FX Percentagem de consultas realizadas pelo seu próprio médico de família , FX Taxa de utilização global de consultas médicas , FX Taxa visitas domiciliarias médicas por inscritos , FX Taxa visitas domiciliarias de enfermagem por inscritos , FX Percentagem de mulheres entre os 25 e os 64 anos, com colpocitologia actualizada (uma em 3 anos) FX Proporção de hipertensos, com idade inferior a 65 anos, com pressão arterial inferior a 150/90 mmhg , ,51 5.4M 2 FX Percentagem de diabéticos com 1 HgbA1c por semestre , M i FX Percentagem de hipertensos com pressão arterial em cada FX FX semestre ,87 Proporção de crianças com PNV actualizado aos 2 anos ,75 Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação dos hábitos tabágicos nos últimos 3 anos 6.12 FX Percentagem de primeiras consultas na vida efectuadas até aos 28 dias , ,96 6.9M FX Percentagem de 1ª consultas de gravidez no 1º trimestre , d4 FX Custo médio medicamentos facturados, por utente utilizador (PVP) 7.7 d1 FX Custo médio de MCDTs facturados, por utente utilizador do Código SIARS SNS , ,33 Contratualizados - Financeiros Numerador Denominador Valor 3.22M FX Taxa de utilização de consultas de enfermagem de planeamento familiar 5.2M FX Proporção de mulheres vigiadas em planeamento familiar entre os 25 e os 49 anos, com colpocitologia actualizada (3anos) 4.22M FX Proporção de grávidas com 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde materna , , , FX Proporção de grávidas com consulta de revisão de efectuada , FX Percent. puérperas vigiadas, c/ domicílio enferm , FX Percent. RN com TSHPKU realizado até ao 7º dia , M FX Percent. de RN c/ domic. enf. até 15º dia de vida ,61 4.9M 1m FX Percent. crianças c/ 6+ cons. méd. vigil. 1º ano ,7 4.10M 1m FX Percent. crianças c/ 3+ cons. méd. vigil. 2º ano , M2 FX Percent. crianças 2 anos, c/ peso e altura 1 ano , FX Proporção crianças 2A, c/ PNV cumprido até 2A , M FX Percent. DM [18;76[A c/ cons. enf. vigil. DM 12M , FX Percent. DM com exame pés último ano , FX Proporção utentes DM com registo de GRT , M f FX Percent. de hipertensos com PA em cada semestre , M1 FX Percent. hipertensos c/ IMC últimos 12 meses ,51 6.2M FX Percent. hipertensos com = 25A, c/ vacina tétano ,59 Fonte: SIARS, 31/12/
49 Quadro 31. Cont. Código SIARS Monitorização Numerador Denominador Valor FL Proporção DM2 em terapêut. c/ metformina , FX Proporção DM c/ microalbum. último ano , FX Proporção DM c/ última HgbA1c <= 8,0 % , FX Rácio despesa facturada DPP4 e antidiabét. orais , FX Proporção hipertensos, c/ prescrição de tiazidas , FX Proporção mulheres [50; 70[ A, c/ mamogr. (2 anos) , FX Proporção utentes [50; 75[A, c/ rastreio cancro CR , FX Proporção utentes >= 75 A, c/ presc. cró. < 5 fár , FX Proporção utentes >=14A, c/ registo consumo álcool ,29 Código SIARS Outros Indicadores Numerador Denominador Valor FX Taxa de domicílios enfermagem por inscritos , FX Taxa de utilização de consultas médicas - 3 anos , FX Taxa de utilização de consultas de PF (méd.) , FX Proporção crianças c/ 3+ cons. méd. vigil. 2º ano , FX Proporção de hipertensos, c/ acompanh. adequado , FX Proporção hipertensos >= 25A, c/ vacina tétano , FX Proporção DM c/ cons. enf. vigil. DM último ano , FX Proporção DM c/ acompanham. adequado , FX Proporção mulheres [25; 60[ A, c/ colpoc. (3 anos) , FX Proporção MIF, com acompanhamento adequado em PF , FX Proporção adultos c/ depres., c/ terap. anti-depr , FX Proporção idosos, sem ansiol. / sedat. / hipnót , FX Proporção crianças 1 ano, c/ acompanham. adequado , FX Proporção crianças 2 anos, c/ peso e altura 1 ano , FX Proporção crianças 2 anos, c/ acompanham. adequado , FX Proporção jovens 14A, c/ cons. méd. vig. e PNV , FX Proporção medicam. faturados, que são genéricos , FX Proporção idosos, sem prescrição trimetaz. (1 ano) , FX Despesa medic. faturados, por utiliz. (PVP) , FX Despesa MCDTs fatur., por utiliz. SNS (p. conv.) , FX Despesa medic. prescritos, por utiliz. (PVP) , FX Despesa MCDTs prescrit., por utiliz. (p. conv.) , FX Proporção cons. méd. presenciais, com ICPC , FX Proporção de DM2 com compromisso de vigilância , FX Proporção hipertensos com compromisso vigilância , FX Proporção DM c/ registo HgbA1c 6 meses , FX Proporção hipertensos c/ PA 6 meses , FX Despesa medic. fatur., por utiliz. (v. compart.) , FX Taxa utiliz. consultas médicas ou enferm. - 3 anos ,7 Fonte: SIARS, 31/12/
50 O Quadro abaixo apresenta os resultados dos indicadores de desempenho, que fizeram parte do Contrato Programa do ACeS BV e que foram monitorizados ao longo do ano de Quadro 32. Indicadores de Acompanhamento do ACeS BV 31/12/2013 Código SIARS Indicadores Numerador Denominador Valor ACeS FX Proporção de consultas realizadas pelo Médico de ,27 Família FX Proporção de consultas realizadas pelo Enfermeiro de ,90 Família FX Taxa utilização global de consultas de enfermagem ,67 nos últimos 3 anos FX Taxa de domicílios médicos por inscritos , FX Proporção inscritos com idade igual ou superior a ,21 anos, com IMC registado nos últimos 3 anos FX Proporção de utentes obesos e com idade igual ou ,50 superior a 14 anos, a quem foi realizada consulta de obesidade nos últimos 2 anos FX Proporção de inscritos com idade igual ou superior a ,85 14 anos e com hábitos tabagicos, a quem foi realizada consulta relacionada com tabagismo, no ultimo ano FX Proporção utiliz. referenciados p/ consulta hosp , FX Proporção utentes com idade igual ou superior a ,18 anos, com prescrição crónica inferior a cinco fármacos FX Proporção de doentes hipocoagulados que são ,22 controlados na unidade de saúde FX Proporção utentes com 25 ou mais anos, que têm a ,42 vacina antitetânica actualizada FX Proporção mulheres [50; 70[, com mamografia ,72 registada nos últimos 2 anos FX Proporção de inscritos [50; 75[, com rastreio de ,13 cancro do colon e reto afectado FX Taxa de utilização de consultas de Planeamento ,80 Familiar (méd./enf.) FX Taxa de utilização de consultas de enfermagem de PF , FL Proporção grávidas com consulta Revisão de ,27 Puerpério efectuada FL Proporção grávidas com 6 ou mais consultas de ,52 enfermagem em saúde materna FL Proporção de puérperas com consulta domiciliaria de ,47 enfermagem FX Proporção crianças com 7 anos, com peso e altura ,17 registados no intervalo [5; 7[A FX Proporção jovens com 14 anos, com peso e altura ,93 registados no intervalo [11; 14[A FX Proporção crianças com 7 anos, com PNV totalmente ,67 cumprido até ao 7º aniversário FX Proporção jovens com 14 anos, com PNV totalmente ,67 cumprido até 14º aniversário FL Proporção Recém-nascidos, com diagnóstico precoce ,70 (TSHPKU) realizado até ao 6º dia de vida FX Proporção crianças com pelo menos 6 consultas ,64 médicas vigilância de saúde infantil no 1º ano de vida Fonte: SIARS
51 Quadro 32. Cont. Código SIARS FX Indicadores Numerador Denominador Valor ACeS Proporção crianças com 7 anos, com consulta médica de vigilância realizada no intervalo [5;7] e PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário , FL FX FX FX FX FX FX FX FX FX FL FL FX FX FX Proporção Recém-nascidos com consulta domiciliaria de enfermagem realizada até 15º dia de vida Proporção de utentes com hipertensão arterial, com registo de Pressão Arterial em cada semestre Proporção de utentes com hipertensão arterial, com pelo menos um registo de IMC nos últimos 12 meses Proporção de utentes com hipertensão, com prescrição de anti-hipertensores do tipo tiazidico Proporção de utentes com hipertensão arterial, sem diabetes, com prescrição de antagonistas dos receptores da angiotensina II Proporção de utentes com hipertensão arterial, com consulta de enfermagem de vigilância e registo da gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano Proporção de utentes com hipertensão arterial (sem doença cardiovascular nem diabetes), com determinação de cardiovascular nos últimos 3 anos Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos 2 HgbA1c no último ano, desde que abranjam os 2 semestres Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos um exame dos pés registado no último ano Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos uma referenciação ou pelo menos um registo de exame à retina, no último ano Proporção de utentes com diabetes tipo2, em terapêutica com insulina Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com terapêutica com metformina Proporção de utentes com diabetes, com microalbuminúria no último ano Proporção de utentes com diabetes, com o último registo de HgbA1c inferior ou igual a 8,0 % Proporção de utentes com diabetes, com idade inferior a 65 anos, com o último registo de HgbA1c inferior ou igual a 6,5 % , , , , , , , , , , , , , , , FX FX FX FX Fonte: SIARS Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância e registo de gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano Rácio entre a despesa facturada com inibidores DPP-4 e a facturada com antidiabéticos orais, em doentes com diabetes mellitus tipo 2 Proporção inscritos com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação dos hábitos alcoólicos nos ultimos 3 anos Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos e com hábitos alcoólicos, a quem foi realizada consulta relacionada com alcoolismo nos últimos 3anos , , , ,59 38
52 7. POPULAÇÃO INSCRITA POR UNIDADE FUNCIONAL Em 31/12/2013 estavam inscritos no ACeS utentes. Destes, (97,7%) utentes têm médico de família atribuído, (2,1%) estão inscritos mas sem médico de família atribuído e 734 (0,2%) utentes não têm médico por opção do utente (Quadro 33). Comparativamente com 2012, houve, no total uma redução do número de inscritos de utentes (devido essencialmente à actualização dos dados do ficheiro do Registo Nacional de Utentes). Constata-se que esta redução do número de inscritos, se fez à custa de 5631 utentes inscritos com médico de família, de utentes inscritos sem médico de família e de 93 utentes inscritos sem médico de família, por opção do utente. Quadro 33: População Inscritano ACeS BV, por Unidade Funcional, em Local Nº Utentes Inscritos C/ Med Fam Nº Utentes Inscritos S/ Méd. Fam. Nº Utentes Inscritos S/ por opção Nº Utentes Inscritos Total UCSP AGUEDA I UCSP AGUEDA II UCSP AGUEDA III UCSP AGUEDA V USF AGUEDA + SAUDE UCSP ALBERGARIA A VELHA I USF RAINHA D.TEREZA UCSP ANADIA I UCSP ANADIA II UCSP ANADIA III UCSP AVEIRO I UCSP AVEIRO II USF MOLICEIRO USF SANTA JOANA USF SALINAS USF FLOR DE SAL UCSP ESTARREJA I UCSP ESTARREJA II UCSP ESTARREJA USF TERRAS DE ANTUA GAF. NAZARE (Futura USF Atlan Norte) UCSP ILHAVO I UCSP ILHAVO II USF BEIRA RIA USF COSTA DE PRATA UCSP MURTOSA I UCSP OLIVEIRA DO BAIRRO I UCSP OLIVEIRA DO BAIRRO II UCSP OVAR USF BARRINHA USF JOAO SEMANA USF SAO JOAO DE OVAR USF ALPHA UCSP SEVER DO VOUGA UCSP VAGOS I UCSP VAGOS II Total Fonte: ACeS BV SIARS
53 7.1. Pirâmide Etária da População inscrita no ACeS Baixo Vouga A pirâmide etária da população inscrita, em 2013, no ACeS Baixo Vouga, apresenta-se sob a forma de barril, o que traduz a tendência que se verifica a nível nacional do progressivo envelhecimento da população, conforme já foi referido anteriormente. No entanto, ressalta-se que, apesar da tendência para o envelhecimento, a pirâmide etária apresenta uma base mais alargada que o topo (Figura 24). Figura 24. Pirâmide Etária da População inscrita no ACeS Baixo Vouga (2013) Fonte: SIARS, Organograma do ACeS BV Apresenta-se na página seguinte o organograma do ACeS BV onde se pode visualizar a respectiva composição, ainda que de forma genérica. 40
54 * Em processo de formalização Organograma ACeS BAIXO VOUGA 41
55 II - LINHAS ESTRATÉGICAS 1 - PLANEAMENTO ESTRATÉGICO 1.1. VISÃO O ACeS BV centra a sua actividade no Cidadão e na comunidade como um todo colectivo, com inovação, criatividade e responsabilização, garantindo a prestação de cuidados de saúde e a satisfação dos utentes e dos profissionais, maximizando os ganhos em saúde da população da área de abrangência do ACeS BV MISSÃO O ACeS do Baixo Vouga tem por missão garantir a prestação de cuidados de saúde primários à população da sua área geográfica, com eficiência e qualidade, procurando manter os princípios da equidade e acessibilidade, de uma forma multidisciplinar e articulada com os restantes serviços do Serviço Nacional de Saúde, no sentido de potenciar os ganhos em saúde na população que serve. Faz, ainda, parte da missão, a vigilância epidemiológica, a participação no ensino e formação de profissionais de saúde e o desenvolvimento de projectos e programas em saúde e em serviços de saúde VALORES No desenvolvimento da sua actividade, o ACeS Baixo Vouga e os seus colaboradores regem-se pelos seguintes valores: a) Qualidade procura a excelência na prestação de cuidados, na prevenção da doença e na promoção e protecção da saúde, através da implementação de boas práticas; b) Ética e Responsabilidade Social advogam os mais elevados princípios de conduta em todas as acções e decisões, como base para a confiança pública; c) Respeito pelo Indivíduo procura responder às necessidades do cidadão e dos profissionais, prestando os cuidados adequados, no momento certo e no local consentâneo, com respeito pela privacidade e dignidade; d) Desempenho utiliza os recursos colocados ao seu dispor com eficiência, eficácia e efectividade; e) Inovação incentiva a exploração de novas ideias, desenvolvimento de novas formas de atuação e de organização e o desenvolvimento de competências profissionais; f) Trabalho em Equipa dinamiza o trabalho em equipa, a complementaridade e a intersubstituição como sustentáculo organizativo; 42
56 g) Orientação para os Resultados implementa metodologia de contratualização e de governação clínica ESTRATÉGIAS Gestão participada promovendo a co-responsabilização e satisfação de todos os intervenientes/stakeholders de forma a obter ganhos em saúde; Planeamento da prestação de cuidados dirigidos ao indivíduo, à família, a grupos populacionais e à comunidade; Organização dos serviços com ênfase no trabalho em equipa e humanização dos cuidados de saúde; Desenvolvimento contínuo da qualidade com eficiência na prestação de cuidados. Gestão, cada vez mais eficiente, dos recursos disponíveis; Contratualização como uma mais-valia na melhoria do acesso, da eficiência e qualidade nos cuidados de saúde prestados aos utentes; Informação, Sensibilização e Formação contínua dos profissionais de forma a promover o desenvolvimento pessoal e profissional e a capacitá-los para a melhoria da qualidade dos serviços prestados; Formação pré e pós graduada dos vários estratos profissionais; Articulação com: - ARSC nos diversos domínios de actuação tendo sempre como objectivo o bom funcionamento/gestão do ACeS BV, - Cuidados de saúde primários, hospitalares e continuados, através da elaboração e implementação de protocolos de actuação e de melhoria das vias e critérios de referenciação, - Direções de Internato, - Actores/Instituições relevantes na sociedade/comunidade; Comunicação interna e externa; Normalização de procedimentos através da definição de processos e elaboração de orientações com vista às boas práticas e rentabilização dos recursos; Implementação de mecanismos de benchmarking/performance. 43
57 1.5. OBJECTIVOS ESTRATÉGICOS Contribuir para a criação de mais valor em saúde e para a obtenção de ganhos em acessibilidade e qualidade nos cuidados de saúde, para a população e de eficiência para a organização; Prosseguir e consolidar a reforma dos Cuidados de Saúde Primários; Promover uma cultura e prática de governação clínica e de saúde; Elaborar plano e relatório de actividades para o ACeS BV em consonância com o Plano Regional e Nacional de Saúde e Diagnóstico de Saúde do ACeS BV; Sensibilizar, estimular, orientar e apoiar os profissionais/equipas para o processo de contratualização; Desenvolver e acompanhar o processo de contratualização interna nas diferentes unidades funcionais; Assegurar, reforçando e estimulando, o trabalho em equipa, privilegiando as actuações multidisciplinares e interdisciplinares; Promover a consolidação do processo de organização do ACeS BV em UF, com a criação de melhores condições físicas e humanas para as UF implementadas e a implementar; Proceder à inventariação de obras de manutenção/ adaptação/remodelação ou de raiz para a instalação e funcionamento das unidades funcionais; Propor a afectação de recursos humanos, atendendo ao elevado número de pedidos de aposentação, e financeiros, mediante as necessidades, em propostas devidamente fundamentadas ; Promover a satisfação dos profissionais e utentes; Disponibilizar informação aos profissionais/unidades funcionais; Elaborar documentos (relatórios/outputs) com análise da informação produzida; Elaborar orientações/informações/manuais com vista à uniformização de procedimentos e boas práticas; Envolver os cidadãos e a comunidade no sentido de promoverem a participação e a cidadania em saúde; Promover uma cultura de compromisso e de responsabilização na prestação de cuidados; Aumentar o impacto dos cuidados de saúde primários na saúde dos cidadãos, famílias e da comunidade, através de actividades de promoção e protecção da saúde, 44
58 prevenção da doença, capacitação dos utentes e co-responsabilização de outros sectores da sociedade ACTIVIDADES Elaboração de horários de funcionamento que melhorem a acessibilidade; Harmonização de práticas, assegurando igualdade e equidade no tratamento das equipas, dos profissionais e dos utentes que são acompanhados neste nível de cuidados; Realização do processo de contratualização com as UF, de acordo com as orientações definidas superiormente; Acompanhamento do processo de constituição e desenvolvimento das UF; Acompanhamento, monitorização e avaliação das actividades desenvolvidas nos Centros de Saúde e Unidades Funcionais; Divulgação de documentação: normas, legislação, material de informação; Reuniões com os Interlocutores dos Centros de Saúde, Coordenadores/Conselhos Técnicos das unidades funcionais e Assessores do Conselho Clínico e de Saúde para os programas de saúde; Reuniões com profissionais dos diversos estratos para análise e tratamento de assuntos diversos; Reuniões com profissionais com vista à organização das unidades funcionais; Participação em reuniões externas sempre que necessário ou que sejam solicitadas; Visita às Unidades Funcionais que integram o ACeS BV reforçando assim uma gestão de proximidade; Reuniões com os elementos que integram o conselho da comunidade; Recolha, tratamento e análise de informação; Organização e integração da informação em relatórios e respectiva divulgação; Reorganização/criação de espaços para a instalação das unidades funcionais; Inventariação de obras de adaptação/remodelação ou de raiz para a instalação das unidades funcionais. Identificação de necessidades de obras de manutenção nos diversos edifícios que compõem o ACeS BV, com vista à sua realização, por parte da ARSC 45
59 III - PLANEAMENTO DE ACTIVIDADES 1. FINALIDADE O planeamento de actividades tem como finalidade a obtenção de ganhos em saúde, na população da área geográfica e abrangente do ACeS BV, garantindo cuidados personalizados, globais e integrados, de qualidade, através de actividades de promoção e protecção da saúde, vigilância e prevenção, diagnóstico e tratamento da doença e reabilitação. 2. POPULAÇÃO ALVO O ACeS BV, com sede em Aveiro, tem como área geográfica de influência os Concelhos de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Estarreja, Murtosa, Ílhavo, Oliveira do Bairro, Ovar, Sever do Vouga e Vagos e como população alvo de utentes inscritos nos respectivos Centros de Saúde/Unidades funcionais (31 de Dezembro de 2013). A nível de cuidados de saúde comunitária e de apoio domiciliário, são abrangidos pelo ACES BV as pessoas residentes na respectiva área geográfica, ainda que temporariamente. A nível de cuidados personalizados e familiares, são utentes do ACeS BV todos os cidadãos que nele pretendam inscrever-se, mediante disponibilidade. A nível de saúde pública é abrangida toda a área geodemográfica do ACeS BV, as infraestruturas nela sedeadas e a população permanente ou temporariamente residente. 3. ÁREAS DE INTERVENÇÃO Apresenta-se, neste ponto do Plano de Desempenho, as áreas de intervenção e alguns dos programas que as integram. As áreas de intervenção, no ACeS BV têm como base os programas do Plano Nacional de Saúde, com especial destaque para os nove Programas de Saúde Prioritários a desenvolver pela Direcção-Geral da Saúde: Programa Nacional para a Diabetes; Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA; Programa Nacional para a Prevenção e Controlo do Tabagismo; Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável; Programa Nacional para a Saúde Mental; Programa Nacional para as Doenças Oncológicas; Programa Nacional para as Doenças Respiratórias; Programa Nacional para as Doenças Cérebro-cardiovasculares; Programa Nacional de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistência aos Antimicrobianos. As áreas de intervenção, a seguir descritas, resultaram não só da operacionalização dos Programas do Plano Nacional de Saúde, mas também da identificação das necessidades identificadas pelo ACES BV, salvaguardando outras áreas, também alvo de intervenção, e que não estão mencionadas neste documento. Algumas das actividades são transversais e desenvolvidas de forma integrada e articulada. 46
60 Áreas de intervenção: - Vigilância, Promoção da Saúde e Prevenção da Doença nas diversas fases da vida: Saúde da Mulher/Planeamento Familiar; Saúde da Mulher/Vigilância da Gravidez; Saúde do RN, Criança e Adolescente; Saúde do Adulto/Saude do Idoso; - Vigilância da doença crónica: Programa de Vigilância das Doenças Cardiovasculares; Programa da Vigilância da Diabetes Mellitus; Programa de Vigilância das Doenças Respiratórias (DPOC e Asma); Programa de Vigilância Oncológica ; - Vigilância Epidemiológica, Prevenção e Controlo das Doenças Infecciosas: Vacinação ; Programa de Prevenção e Controlo de Infecção e Resistência aos Antimicrobianos; VIH/SIDA; Tuberculose/CDP; Doenças de Declaração Obrigatória; Promoção da Saúde: Promoção da Saúde em Meio Escolar; Promoção da Saúde Oral; Condicionantes da Saúde relacionados com Estilos de Vida: Alcoolismo/Problemas Ligados ao Álcool; Programa para a Prevenção e Controlo do Tabagismo; Programa para a Promoção da Alimentação Saudável; - Saúde Ambiental: Programa Vigilância Sanitária de Águas - Programa Vigilância Sanitária de Águas para Consumo Humano (PVSACH); - Programa Vigilância Sanitária de Piscinas (PVSP); - Programa Vigilância Sanitária de Oficinas de Engarrafamento (PVSOE); - Programa Vigilância Sanitária de Estabelecimentos Termais (PVSET); - Programa Vigilância Sanitária de Águas Balneares (PVSB); Programa de Gestão de Resíduos Hospitalares (PGRH); Programa da Rede de Vigilância de Vectores - REVIVE; - Saúde Mental. 47
61 Refere-se que atendendo ao âmbito mais estratégico do plano de desempenho do ACeS não se operacionalizam os programas, o que será feito noutro documento. No entanto descreve-se, para cada uma destas áreas de intervenção, a fundamentação, objectivos gerais e alguns indicadores. 3.1 Vigilância, Promoção da Saúde e Prevenção da Doença nas Diversas Fases da Vida Saúde da Mulher/Planeamento Familiar Fundamentação Sendo o Planeamento Familiar um direito de todo o cidadão consagrado na Constituição, as actividades de Planeamento Familiar (PF) devem ser encaradas como uma componente fundamental da prestação de cuidados em saúde reprodutiva que deve assegurar, também, outras actividades de promoção da saúde tais como: informação e aconselhamento sexual, prevenção e diagnóstico precoce das IST, prevenção do cancro do colo do útero e da mama, prestação de cuidados pré-concepcionais, prevenção do tabagismo, infertilidade. Objectivos Promover comportamentos saudáveis face à sexualidade; Reduzir a incidência das infecções de transmissão sexual ; Reduzir a morbimortalidade por cancro do colo do útero e mama. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS FX FX FX FX Indicadores Taxa de utilização de consultas de planeamento familiar (médicas ou de enfermagem) Taxa de utilização de consultas de enfermagem de planeamento familiar Taxa de utilização de consultas médicas de planeamento familiar Proporção de mulheres em idade fértil, com acompanhamento adequado na área do planeamento familiar Atingido em 2013 (%) Meta 2014 (%) 37, , , ,
62 3.1.2 Saúde da Mulher/Vigilância da Gravidez Fundamentação A evidência científica disponível mostra que há uma clara relação entre a qualidade dos cuidados prestados durante a gravidez e a redução da morbilidade e mortalidade materna e perinatal, e a redução do baixo peso à nascença e prematuridade. Da análise da Figura 25, atendendo a que há um aumento da taxa de crianças com baixo peso à nascença, de 2003 para 2012, salienta-se a necessidade de reforço de vigilância, nomeadamente a grupos de risco. Refere-se que esta taxa resulta, em grande parte, dos recém-nascidos de pré-termo, o que também implica um reforço de vigilância na gravidez. Figura 26. Proporção de crianças com baixo peso à nascença no ACeS BV, Região Centro e Continente A vigilância da grávida tem por base as normas e orientações da DGS. Realça-se a importância da articulação entre os dois níveis de cuidados através das UCF s e da utilização de instrumentos como o Boletim de Saúde da Grávida, e a Notícia de Nascimento, que garantem a continuidade de cuidados. A realização da visita domiciliária de enfermagem à puérpera, bem como a consulta de revisão do puerpério, última consulta de vigilância no processo de gravidez e parto, constitui uma oportunidade excelente de promoção da saúde quer da mãe quer do recém-nascido e de orientação para as actividades de PF e de SI. No Quadro abaixo apresenta-se dados, com evolução de 2003 a 2012 no ACeS BV, que podem ser influenciados pela qualidade da vigilância de saúde da grávida. 49
63 Quadro 34. Indicadores de Resultado Indicadores Proporção (%) de crianças com 6,9 6,7 6,7 7,2 7,0 7,4 7,9 8,3 8,7 8,1 baixo peso à nascença Proporção (%) de nascimentos prétermo 7,2 7,2 6,8 9,1 10,1 9,5 8,6 8,1 7,7 7,3 Proporção (%) de nascimentos em 6,7 6,5 5,4 5,4 5,1 4,5 4,8 5,1 3,5 4,2 mulheres com idade inferior a 20 anos Taxa ( ) de Mortalidade Fetal 3,9 3,1 2,4 4,4 1,5 1,1 3,7 3,5 2,3 3,6 Tardia Taxa ( ) de Mortalidade Perinatal 5,7 4,5 3,5 6,1 3,0 2,6 4,9 4,1 3,6 4,6 Fonte: INE São desenvolvidas várias actividades integradas em projetos de intervenção comunitária dirigidas a esta população alvo em vários Centros de Saúde, como se apresenta: Curso de Preparação pós-parto - Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha; "Mimar a Amamentar" - Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha; "Preparação Para o Parto - Centros de Saúde de Albergaria-a-Velha, Aveiro, Sever do Vouga e Ovar e "Visitação Domiciliária às Puérperas" Centro de Saúde de Sever do Vouga; Cantinho da amamentação - Centros de Saúde da Murtosa e Ovar; Curso de Preparação para Parentalidade Centro de Saúde de Águeda e Anadia e Massagem do bebé Centro de Saúde de Anadia. Objectivos Reduzir a mortalidade materna; Reduzir a proporção de recém-nascidos de termo com baixo peso à nascença; Reduzir a proporção de recém-nascidos de pré-termo; Reduzir a proporção de nascimentos em mulheres com idade inferior a 20 anos; Identificar e acompanhar as situações de risco clínico ou social; Cumprir as orientações técnicas da DGS para a vigilância da gravidez e puerpério; Promover a visita domiciliária às puérperas. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS Indicadores Atingido em 2013 (%) Meta 2014 (%) FL Proporção de grávidas com consulta de revisão de puerpério efetuada 48, FL Proporção de grávidas com 1ª consulta médica de vigilância da gravidez, realizada no 1º trimestre 83, FL Proporção de grávidas com 6 ou mais consultas de enfermagem em saúde materna 67, FL Proporção de grávidas, com acompanhamento adequado 9, Proporção de recém-nascidos de termo, de baixo peso FL Proporção de puérperas com consulta domiciliária de enfermagem 22,
64 3.1.3 Saúde Infantil e Juvenil Fundamentação As crianças, de acordo com a Convenção sobre os Direitos da Criança, ratificada pelo Estado Português em 1990, entendidas como «todo o ser humano menor de 18 anos», constituem um grupo prioritário e justificam o maior empenhamento e disponibilidade por parte dos profissionais e especial atenção dos gestores dos serviços de saúde. A vigilância da Saúde Infantil e Juvenil é prioritária pela importância que se reveste o acompanhamento nos primeiros anos de vida. O programa de actuação em Saúde Infantil e Juvenil é um instrumento importante para a manutenção e promoção da saúde e bem-estar das crianças e jovens. Entrou em vigor a 1 de Junho de 2013 o novo Programa Nacional de Saúde Infantil e Juvenil (PNSIJ), parte integrante da norma 010/2013. As principais alterações relativamente ao Programa-tipo de Actuação em Saúde Infantil e Juvenil de 2005 (Orientação Técnica nº12, 2ª edição de 2005) são: a) Alteração na cronologia das consultas referentes a idades-chave da vigilância em que é necessário adequar a prestação de cuidados com o mínimo de deslocações aos serviços de saúde. A calendarização das consultas deve ser efectuada para idades-chave, deve haver articulação destas consultas com o esquema cronológico preconizado no Programa Nacional de Vacinação. b) Adopção das curvas de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS); c) Novo enfoque nas questões relacionadas com o desenvolvimento infantil, as perturbações emocionais e do comportamento e os maus tratos. Integra ainda este programa aspectos de extrema importância e que salienta: - Regras para o transporte de crianças em automóvel desde a alta da maternidade (Orientação DGS n.º 001/2010). Refere-se que, em alguns locais do ACeS BV, estão a ser desenvolvidas actividades especificas neste âmbito quer a nível das actividades de preparação para o parto, quer a nível das actividades de Saúde Escolar. Aguarda-se, para o efeito, o equipamento, alvo de candidatura para a DGS, para formação e treino. - Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral aplicação em saúde infantil e juvenil : Nas unidades dos ACeS sem higienista oral e nos locais onde não foi efetuada triagem nas escolas públicas e IPSS, serão emitidos pela unidade funcional cheques-dentista a todas as crianças e jovens com 7, 10 e 13 A. O cheque dentista dos 15 aos 16 A será emitido e entregue pelo ACES. São entregues cheques-dentista na consulta de Saúde Infantil e Juvenil, emitidos pelo médico de família, aos pais ou acompanhantes das crianças dos 3 aos 6 A que 51
65 apresentem dentes temporários com cárie e sintomatologia infeciosa que exijam intervenção médico-dentária urgente (ex. dor ou abcesso). São entregues cheques-dentista na consulta de Saúde Infantil e Juvenil, emitidos pelo médico de família, aos pais ou acompanhantes das crianças e jovens com 8, 9, 11, 12, 14 e 15 A que tenham necessidade de tratamentos de lesões de cárie dentária. - Rastreio das dislipidémias em crianças e adolescentes, conforme o previsto no texto de apoio ao programa Sendo as doenças cardiovasculares e cerebrovasculares a principal causa de morbilidade e mortalidade no nosso país, na idade adulta, e sabendo-se que o processo aterosclerótico que está na sua origem tem início na infância, compreende-se a importância da atuação preventiva atempada dos profissionais de saúde que se ocupam das crianças e jovens. A saúde não depende exclusivamente da prestação de cuidados, uma vez que a influência do ambiente social, biofísico e ecológico é determinante. No entanto, é indiscutível o impacto das acções de vigilância, prevenção e promoção da saúde, nas diversas fases da vida. É fundamental o reforço do trabalho em equipa bem como a articulação efectiva com as unidades coordenadoras funcionais e outras estruturas que possam contribuir para o crescimento e desenvolvimento saudável das crianças e jovens. Existem na comunidade estruturas/entidades que dão apoio às crianças e aos adolescentes (creche, jardim de infância, escola, actividades de tempos livres (ATL), colectividades desportivas ou associativas, serviços da segurança social, autarquias, etc.), com competência em matéria de infância e juventude e, por isso, com responsabilidade na promoção da saúde destes grupos populacionais. A visitação domiciliária é um elemento fundamental na vigilância e promoção da saúde, em particular nos dias seguintes à alta da maternidade, nas situações de doença prolongada ou crónica e nos casos de crianças, famílias ou situações identificadas como de risco. Apresenta-se no quadro abaixo alguns indicadores que podem ser influenciados pela qualidade da vigilância da saúde infantil. Quadro 35. Indicadores de Resultado Taxas (%o)/ano Taxa de Mortalidade 5,7 4,5 3,5 6,1 3,0 2,6 4,9 4,1 3,6 4,6 Perinatal Taxa de Mortalidade 2,3 1,7 1,6 2,0 1,5 1,4 1,5 0,6 2,3 2,0 Neonatal Taxa de Mortalidade Pós- 2,3 1,1 0,3 1,8 0,9 2,0 1,2 0,3 0,6 1,3 Neonatal Taxa de Mortalidade Infantil 4,7 2,8 1,9 3,8 2,4 3,4 2,7 0,9 2,9 3,3 Fonte INE 52
66 Estão a ser desenvolvidos, no âmbito da Saúde Escolar nesta população-alvo, diversos projectos em diferentes áreas: Prevenção de acidentes - Ser Protegido Centro de Saúde de Anadia; Segurança Rodoviária - Centro de Saúde de Albergaria; Prevenção da violência - Quero dizer basta Centro de Saúde de Anadia; Violência Doméstica Centro de Saúde de Anadia; Promoção da Alimentação Saudável - Serei Gordinho Centro de Saúde de Anadia; Projeto Conta Peso e Medida - Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, Anadia e Águeda; Na Medida Certa Centro de Saúde de Vagos; Projeto [email protected] Centro de Saúde de Aveiro, Albergaria-a-Velha; Projeto Lanches Saudáveis Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha, Aveiro, Ílhavo e Vagos; Projeto o que comemos Centro de Saúde de Aveiro, Estarreja, Murtosa e Ovar; Promoção da Saúde Mental - Projeto Mais Contigo Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, Anadia, Estarreja e Ovar - "In-Dependências" - Centro de Saúde de Sever do Vouga e Águeda; Ser feliz Centro de Saúde de Aveiro; Promoção da Sexualidade - Aprender a Sexualidade e Afetos para a Saúde - ASAS Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha e Aveiro; Sexualidade como necessidade Centro de saúde de Aveiro; e Promoção de Estilos de Vida Saudáveis - Apeadeiro da Saúde - Centro de Saúde de Águeda; Crescer para ser mais Centro de Saúde de Aveiro. Objectivos Reduzir a mortalidade, perinatal e infantil; Detectar precocemente, tratar/encaminhar situações que possam afectar negativamente a vida ou a qualidade de vida da família, da criança e do adolescente; Identificar crianças e jovens em risco ou com necessidades especiais; Apoiar e estimular a função parental e promover o bem-estar familiar; Monitorizar e avaliar o cumprimento dos parâmetros definidos para a vigilância; Adequar a prestação de cuidados com o mínimo de deslocações aos serviços de saúde; Articular as consultas com o esquema cronológico preconizado no Programa Nacional de Vacinação; Promover a visitação domiciliária ao recém-nascido; Promover e reforçar o trabalho em equipa intra e interinstitucional; Prevenir/reduzir o excesso de peso e obesidade nas crianças e jovens. 53
67 Indicadores de Execução e Metas Código SIARS FX FX FX 6.12 FX 6.13 FX FX FX FX FX FL Indicadores Proporção de crianças com 2 anos, com peso e altura registado no último ano Proporção de crianças com 7 anos, com peso e altura registados no intervalo [5; 7[ anos Proporção de jovens com 14 anos, com peso e altura registados no intervalo [11; 14[ anos Proporção de recém-nascidos com pelo menos uma consulta médica de vigilância realizada até aos 28 dias de vida Proporção de recém-nascidos, com diagnóstico precoce (TSHPKU) realizado até ao sexto dia de vida Proporção de crianças com pelo menos 6 consultas médicas de vigilância de saúde infantil no 1º ano de vida Proporção de crianças com pelo menos 3 consultas médicas de vigilância de saúde infantil no 2º ano de vida Proporção de crianças com 1 ano de vida com acompanhamento adequado na área da saúde infantil durante o 1º ano de vida Proporção de crianças com 2 anos de vida, com acompanhamento adequado na área da saúde infantil durante o 2º ano de vida Proporção de recém-nascidos com consulta domiciliária de enfermagem realizada até ao 15º dia de vida Atingido em 2013 (%) Metas 2014 (%) 74, , , , , , , , , , Saúde do Idoso Fundamentação O envelhecimento demográfico do último século, que se traduz uma grande alteração na estrutura da pirâmide etária (forma de barril) da população portuguesa e com o aumento da longevidade, ( ) a realidade portuguesa fica, aquém dos padrões médios europeus e mostra que os últimos anos de vida são, muitas vezes, acompanhados de situações de fragilidade e de incapacidade que, frequentemente, estão relacionadas com situações susceptíveis de prevenção (PORTUGAL; 2004, p.3). Os baixos níveis de fecundidade e o aumento da esperança de vida são as causas da intensidade do fenómeno. A população da área abrangida pelo ACeS BV é uma população envelhecida, à semelhança de Portugal, Continente e Região Centro, constatando-se que o índice de envelhecimento é de 131,3% com pessoas com idade superior ou igual a 65 anos, o que representa 18,7% do total da população. Importa referir ainda que, 48,4% (33.398) dos idosos têm idade superior ou igual a 75 anos. Sendo o idoso um grupo da nossa população que assume cada vez maior expressão demográfica torna-se necessário organizar respostas pois o aumento da esperança de vida favorece o aumento de doenças crónicas e comorbilidades que se reflectem na maior procura de cuidados. Dentro destas doenças refere-se a doença de parkinson, doenças crónicas neurodegenerativas, as demências, as AVC que se tornam muito incapacitantes. Atenção 54
68 também para possíveis situações de violência contra idosos e não esquecer os acidentes. Portanto actuar nos determinantes de promoção de autonomia e de independência é fundamental para um envelhecimento activo e saudável, desde que oportunamente. Há necessidade de adequar a prestação de cuidados à população idosa garantindo qualidade e acessibilidade mas também há necessidade de conhecer as redes de suporte ou retaguarda destes utentes e também de conhecer o grau de autonomia e independência que têm. Pois, se há pessoas idosas autónomas, que participam ativamente na vida familiar, comunitária e social, há também pessoas que estão condicionadas pelas situações de pobreza, incapacidade, doença e, ou isolamento. Para promover um envelhecimento activo e saudável é necessária uma articulação efectiva com as redes sociais formais e informais e um trabalho multidisciplinar e multissectorial. As instituições e os profissionais de saúde colaboram com estas redes em aspectos como a partilha de informação, capacitação, intervenção conjunta, consultadoria, entre outros. Outro aspecto a considerar é a necessidade de haver sensibilização social pois o envelhecimento não é um problema mas uma parte natural do ciclo de vida. Dado que as pessoas idosas são um grupo populacional vulnerável, são desenvolvidos, no ACeS BV, uma série de projectos de intervenção comunitária, com vista a promover o envelhecimento activo, através da estimulação das suas capacidades e da sua participação ativa na promoção da sua própria saúde, autonomia e independência: Projecto Sol Poente - Centro de Saúde de Oliveira do Bairro; Cuidar melhor - Centro de Saúde de Ílhavo; Rede de suporte para idosos com dependência física e/ou mental/psiquiátrica e respetivos cuidadores informais - Centro de Saúde de Murtosa; Entardecer Centro de Saúde de Ovar; Exercitar para não esquecer Centro de Saúde de Anadia; Boca Saudável -Centro desaúdedealbergaria-a-velha. É ainda de referir que são desenvolvidos outros projetos em diferentes áreas de intervenção, que apesar de serem dirigidos à população em geral abrangem este grupo etário, tais como: Promoção de Estilos de Vida Saudáveis: Projeto Não fique parado - Centro de Saúde de Oliveira do Bairro; Saúde em Movimento - Centro de Saúde de Murtosa; Viver Mais - Centro de Saúde de Ovar; Capacitação do Cuidador Informal: Capacitar os familiares/cuidadores" - Centro de Saúde de Sever do Vouga; Saber mais para ser melhor - Centro de Saúde de Águeda; Juntos no Cuidar - Centro de Saúde de Ovar; Capacitar para o cuidar Centro de Saúde de Anadia. Objectivos promover o envelhecimento ativo e saudável ao longo de toda a vida; 55
69 criar respostas adequadas às novas necessidades da população idosa; estimular as capacidades das pessoas idosas; estimular a participação ativa na promoção da sua própria saúde, autonomia e independência; melhor adequação dos cuidados de saúde às pessoas idosas; promover ambientes seguros e capacitadores de autonomia; Fomentar dinâmicas de participação, parcerias e articulação entre as famílias, autarquias, empresas, instituições, redes formais e informais. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS FX FX FX Indicadores Atingido em 2013 (%) Meta 2014 (%) Proporção de utentes com idade igual ou superior a 75 anos, com prescrição crónica inferior a cinco fármacos 45,18 45 Proporção de utentes com idade igual ou superior a 65 anos, sem nenhuma prescrição de trimetazidina no último ano 96,16 Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 65 anos, a quem não foram prescritos ansiolíticos, nem sedativos, nem hipnóticos, no período em análise 63, Vigilância da doença crónica Dentro das doenças crónicas destacam-se: Programa de Vigilância das Doenças Cardiovasculares; Programa da Vigilância da Diabetes Mellitus; Programa de Vigilância das Doenças Respiratórias (DPOC e Asma); Programa de Vigilância Oncológica. Há uma multiplicidade de condicionantes que estão subjacentes ao desenvolvimento destas doenças crónicas, como seja: Condicionantes socioeconómicos, culturais, ambientais, políticos. Dentro destes condicionantes salienta-se a globalização, a urbanização e o envelhecimento da população; Factores de risco comuns modificáveis, tais como: alimentação não saudável, inactividade física e consumo de tabaco; Factores de risco não modificáveis: idade e hereditariedade; 56
70 Factores de risco intermédios: hipertensão, diabetes, dislipidémias, excesso de peso e obesidade. Há estudos que indicam que 80% das doenças cardíacas prematuras, AVC e diabetes tipo 2 podem ser prevenidas e 40% do cancro também pode ser prevenido. Existem para isso intervenções não dispendiosas e eficazes. O meio de prevenir e controlar doenças crónicas é recorrer a uma acção abrangente e integrada e multidisciplinar Doenças cardiovasculares Hipertensão Fundamentação As doenças cardiovasculares são a primeira causa de morbilidade e mortalidade no nosso país. Apresenta-se na figura seguinte a evolução da taxa bruta ( ) de mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório, de 2003 a 2012, no Continente, Região Centro e ACeS BV, onde se constata uma tendência decrescente, ainda que ligeira (Figura 26). Figura 27. Evolução da taxa bruta ( ) de mortalidade por Doenças do Aparelho Circulatório, de 2003 a 2012, no Continente, Região Centro e ACeS BV 5 4,5 4,5 4 3,5 3 2,5 3,9 3,3 4 3,9 3,5 3,5 3,1 3 3,7 3,5 3,6 3,5 3,6 3,4 3,1 3,2 3,2 3,1 3,2 3 2,8 2,6 2,7 2,8 2,8 2,8 3,7 3, CONTINENTE REGIÃO CENTRO ACES BAIXO VOUGA Fonte: INE A HTA é um factor de risco causal e modificável das doenças cardiovasculares, nomeadamente no AVC e na doença isquémica cardíaca, pelo que a gestão do regime terapêutico (a nível da dos estilos de vida e farmacológico) com um controlo adequado é fundamental. Embora a hipertensão seja uma doença controlável, ainda existem cerca de 40% de hipertensos na população portuguesa, em que cerca de 2/3 não sabem que o são e, dos que estão tratados e medicados, só 11% estão realmente controlados. Tratar a hipertensão é reduzir o risco 57
71 cardiovascular e a mortalidade. É, pois, também muito importante a avaliação do risco cardiovascular em todos os utentes com hipertensão e não só, ou principalmente, nas situações em que já há doença cardiovascular ou diabetes. Para tratar a hipertensão é tão importante fazer exercício físico como tomar a medicação. No momento da consulta, o profissional da saúde deve investir tanto tempo a explicar que o doente tem de emagrecer, deixar de fumar ou fazer exercício como a insistir na toma da medicação. O acesso aos serviços de saúde tem de ser fácil para aumentar a adesão ao tratamento. A Sociedade Portuguesa de Hipertensão apela para a diminuição da ingestão de sal, a redução do peso e a prática de exercício físico regular. Segundo o Prof. Doutor Jorge Polónia, da Faculdade de Medicina do Porto, Muitos estudos demonstram que as alterações nos estilos de vida são capazes de reduzir a pressão arterial num número importante de doentes e podem contribuir, por si só, para o controlo da pressão arterial e, hipertensos ligeiros. Em termos práticos, pode afirmar-se que um doente com HTA, dislipidemia e diabetes tem um risco cardiovascular muito maior que a soma do risco dos três componentes citados. O valor da pressão arterial é apenas mais um factor nesta avaliação global e não um factor isolado a condicionar a actuação terapêutica. Nas figuras seguintes apresenta-se a evolução da taxa bruta (%ooo) de mortalidade por AVC e por doença isquémica cardíaca antes dos 65 anos, de 2006 a 2009, no Continente, Região Centro e ACeS BV onde se pode observar o aumento da taxa de mortalidade por AVC e por doença isquémica, naquele período. Salienta-se este facto, pela negativa, uma vez que estas taxas são referentes a utentes com idade inferior a 65 anos (Figura 27 e 28). Figura 28. Evolução da taxa bruta (%ooo) de mortalidade por AVC antes dos 65 anos, de 2006 a 2009, no Continente, Região Centro e ACeS BV Fonte: WebSIG Mapas Interactivos 58
72 Figura 29. Evolução da taxa (%ooo) bruta de mortalidade por doença isquémica cardíaca antes dos 65 anos de 2006 a 2009, no Continente, Região Centro e ACeS BV Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Apresenta-se também na figura abaixo a evolução da taxa de incidência de AVC, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de , no Continente, Região Centro e ACeS onde se constata que a taxa tem vindo a diminuir, excepto no Continente no ano de O impacto da diminuição desta taxa é muito importante pois é relativa a utentes com idade abaixo dos 65 anos (Figura 29). Figura 30. Taxa de incidência de AVC, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de , no Continente, Região Centro e ACeS BV Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Estão a ser desenvolvidos, no ACeS BV, projetos que visam diminuir o consumo de sal pela população, reduzindo o sal adicionado na confecção dos alimentos,: "Menos Sal Mais Sabor à Vida" (Centro de Saúde de Sever do Vouga); Minor Sal com dois subprojectos: projetos pão.come e sopa.come, dirigidos respectivamente ao sal no pão e sal na sopa, que estão a ser implementados em todos os Concelhos do ACeS BV. 59
73 Objectivos Monitorizar o acompanhamento dos utentes hipertensos, de acordo com as NOC; Melhorar o controlo dos parâmetros relativos à HTA e avaliar o risco CV a todos os utentes hipertensos; Melhorar a organização de prestação de cuidados; Uniformizar metodologias e procedimentos pelos profissionais; Garantir eficácia dos circuitos de informação; Prevenir o aparecimento precoce das doenças cardiovasculares; Reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares, nomeadamente em idade <65 anos. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS FX FX FX FX FX FX FX FX FX FX FX FX Indicadores Proporção de utentes com hipertensão arterial, com compromisso de Proporção de utentes com hipertensão arterial, com registo de pressão arterial em cada semestre Proporção de utentes com hipertensão arterial, com registo de pressão arterial no último semestre Proporção de utentes com hipertensão arterial, com pelo menos um registo de IMC nos últimos 12 meses Proporção de utentes com hipertensão arterial, sem diabetes, com prescrição de antagonistas dos recetores da angiotensina II Proporção de utentes com hipertensão arterial, com 25 ou mais anos, que têm a vacina antitetânica atualizada Proporção de utentes com hipertensão arterial, com consulta de enfermagem de vigilância e registo da gestão do regime terapêutico (3 itens) no último ano Proporção de utentes com hipertensão arterial, com idade inferior a 65 anos, com pressão arterial inferior a 150/90 mmhg Proporção de utentes com hipertensão arterial (sem doença cardiovascular nem diabetes), com determinação de risco cardiovascular nos últimos 3 anos Proporção de utentes com hipertensão arterial, com acompanhamento adequado Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos com IMC registado nos últimos 3 anos Proporção de utentes obesos e com idade igual ou superior a 14 anos, a quem foi realizada consulta de vigilância de obesidade nos últimos 2 anos Atingido 2013 (%) Metas 2014 (%) 70, , , , , ,5 92 5, , ,1 20 6, , ,
74 3.2.2 Diabetes Fundamentação A diabetes é uma doença crónica e uma das causas mais importantes de morbilidade e de mortalidade, sendo considerada uma ameaça à saúde global. A nível mundial a diabetes atinge mais de 382 milhões de pessoas. Em Portugal, a prevalência da diabetes, dos 20 aos 79 anos de idade, para os anos de 2009 e 2012 foi de 11,7% e 12,9%, respectivamente. Em 2012, a prevalência da diabetes corresponde a um valor estimado de 1 milhão de pessoas, das quais apenas 56% (7,3% prevalência de diabetes diagnosticada) já tinham diagnóstico conhecido. A prevalência da doença é mais elevada nos indivíduos do sexo masculino, no grupo etário entre os 60 e os 79 anos de idade e com um índice de massa corporal igual ou superior a 30 kg/m 2. Refere-se que no ACeS BV estavam registados utentes com diabetes ( tipo 2 e tipo 1) o que corresponde a uma taxa de 7,46%. Em 2012, em Portugal, 26,8% dos indivíduos (cerca de 2,1 milhões de pessoas), entre os 20 e os 79 anos de idade tinham diagnóstico de hiperglicémia intermédia (a alteração da glicémia em jejum e a tolerância diminuída à glicose). No que respeita às crianças e jovens, entre os 0 e os 19 anos de idade, a prevalência da diabetes tipo 1 foi de 0,15%, correspondendo a um total de 3196 pessoas. Em 2000 e 2012, a percentagem de óbitos registados por diabetes passou de 3,0% (3133 óbitos) para 4,5% (4867 óbitos), o que corresponde a uma taxa de variação de 55,3% (mais 1734 óbitos). Em Portugal, entre 2008 e 2012, verifica-se que o número de anos potenciais de vida perdidos por diabetes diminuiu de 5773 para 4880, correspondendo à taxa de 62,9%ooo e 53,9%ooo habitantes, respectivamente. Porém, em 2012 a diabetes ainda contribuiu com 7,1 anos potenciais de vida perdidos, por cada óbito por diabetes. Trata-se de uma doença que desenvolve complicações frequentes e graves que podem ser evitáveis através de uma boa gestão da doença e de uma vigilância médica adequada. Como tal, com a prática regular de exercício físico, hábitos alimentares saudáveis, evicção tabágica e tratamento adequado (antidiabéticos orais e/ou insulina), pode reduzir-se significativamente o risco de desenvolver complicações. As complicações podem surgir em diferentes sistemas e podem levar a situações de insuficiência renal, amputações, cegueira, doenças cardiovasculares e morte. O rastreio da retinopatia diabética deve ser efectuado de forma sistemática a fim de detectar lesões que possam ser tratadas atempadamente, diagnosticando diabéticos em risco de 61
75 cegueira. Salienta-se que a retinopatia diabética é a principal causa de cegueira evitável na população entre os 20 e 64 anos de idade. Na figura que se segue pode observar-se que a taxa de incidência (%oo) por amputações major em diabéticos, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de , no Continente, Região Centro e ACeS apresentam valores decrescentes. Figura 31. Taxa de incidência (%oo) por amputações major em diabéticos, abaixo dos 65 anos (apenas SNS) de Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Conforme se verifica, pelo exposto e por outros dados que poderiam ser apresentados, ainda há um longo caminho a percorrer. Em alguns Centros de Saúde, além das actividades de execução corrente estão a ser desenvolvidos projectos no âmbito da promoção de estilos de vida saudáveis tais como, Caminhar para o equilíbrio (Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, Centro de Saúde de Sever do Vouga, Centro de Saúde de Ílhavo, Centro de Saúde de Águeda), Olha pela tua Saúde (Centro de Saúde de Águeda) e Mexer com a diabetes (Centro de Saúde de Aveiro); que têm como principal objectivo capacitar os diabéticos para a gestão da diabetes. Esta estratégia de intervenção tem demonstrado interesse e uma mais valia, junto dos diabéticos que foram abrangidos pelos diferentes projectos. Vários estudos têm demonstrado que os programas de prevenção que promovam a mudança do estilo de vida podem reduzir significativamente o risco de desenvolver diabetes tipo 2, uma vez que uma das suas causas está relacionada com os hábitos alimentares e com o sedentarismo. Neste contexto, é importante desenvolver uma estratégia de intervenção eficaz que promova estilos de vida saudáveis (exercício físico e alimentação). Encontra-se em desenvolvimento a Unidade Coordenadora Funcional para a Diabetes, já nomeada e com tomada de posse a 14/11/2013, de acordo com o Despacho nº 3052/
76 Assim o ACeS BV continua a considerar esta área prioritária promovendo a prestação de cuidados com qualidade. Objectivos Melhorar a organização de prestação de cuidados; Uniformizar metodologias e procedimentos pelos profissionais; Garantir eficácia dos circuitos de informação; Reduzir a morbilidade por diabetes; Diminuir a taxa de mortalidade específica por diabetes; Conhecer a prevalência da diabetes; Diagnosticar precocemente a diabetes; Detectar precocemente as complicações da diabetes; Monitorizar o acompanhamento dos utentes diabéticos em vigilância; Avaliar o cumprimento dos parâmetros definidos para vigilância. Indicadores de Execução e Metas Código Atingido Metas INDICADORES SIARS 2013 (%) 2014 (%) FX Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com compromisso de vigilância 77, FX Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos 2 HgbA1c no último ano, desde que abranjam os 2 semestres 58, FX Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos 1 HgbA1c no último semestre 65, FX Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos um exame dos pés registado no último ano 61, FX Proporção de utentes com diabetes, com pelo menos uma referenciação ou pelo menos um registo de realização de exame à retina, no último ano 32, FL Proporção de utentes com diabetes tipo 2, em terapêutica com insulina 6, FL Proporção de utentes com diabetes tipo 2 com terapêutica com metformina 47, FX Proporção de utentes com diabetes, com microalbuminúria no último ano 57, FX Proporção de utentes com diabetes, com o último registo de HgbA1c inferior ou igual a 8,0 % 58, FX Proporção de utentes com diabetes, com idade inferior a 65 anos, com o último registo de HgbA1c inferior ou igual a 6,5 % 28, FX Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância e registo de gestão do regime terapêutico (3 itens) no último 8,6 15 ano FX Proporção de utentes com diabetes, com consulta de enfermagem de vigilância em diabetes no último ano 69, FX Proporção de utentes com diabetes, com acompanhamento adequado 19, Incidência de amputações major de membro inferior em utentes com diabetes, entre utentes residentes FX Rácio entre a despesa faturada com inibidores DPP-4 e a faturada com antidiabéticos orais, em doentes com diabetes mellitus tipo 2 83,
77 3.2.3 Doenças do Aparelho Respiratório - DPOC e Asma Fundamentação Conforme o Programa Nacional para as Doenças Respiratórias - Orientações Programáticas, As doenças respiratórias crónicas, são doenças crónicas das vias aéreas e outras estruturas dos pulmões. Algumas das mais importantes sob o ponto de vista programático, pela sua elevada prevalência, são a: a) Asma; b) Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica (DPOC); c) Síndrome de Apneia do Sono (SAS). A prevalência das doenças respiratórias crónicas, nomeadamente a DPOC e asma, está a aumentar em todo o mundo e consequentemente a taxa de mortalidade. Estima-se que em 2030 a DPOC se torne a 3ª causa de morte em todo o mundo (World Health Statistics; Geneva, WHO, 2008). Também em Portugal, as doenças respiratórias continuam a ser uma das principais causas de morbilidade e mortalidade. Conforme o Plano Nacional de Doenças Respiratórias as doenças respiratórias crónicas atingem cerca de 40% da população portuguesa, calculando-se uma prevalência de 10% para a asma, de 25% para a rinite e 14,2% para a DPOC em pessoas com mais de 40 anos. Em 2011, em Portugal, a percentagem de óbitos, por doenças do aparelho respiratório foi respectivamente de 11,9% e 11,3% para os homens e para as mulheres. A DPOC (Bronquite Crónica e Enfisema) e Asma são consideradas como as doenças crónicas que mais frequentemente causam insuficiência respiratória, representando causas importantes de morbilidade crónica e mortalidade. São patologias que provocam perda de qualidade de vida do doente, pois são caracterizadas por uma obstrução do fluxo aéreo nas vias respiratórias com a consequente diminuição da capacidade respiratória. Estas patologias são responsáveis pela grande maioria dos casos de doentes com insuficiência respiratória se não forem devidamente vigiados e tratados. Na DPOC, dado o seu carácter crónico, o diagnóstico precoce e o seu tratamento são imprescindíveis, para uma correcta abordagem e eficácia na melhoria dos sintomas, diminuição das exacerbações, e atraso no declínio da função pulmonar. É necessário avaliar e estratificar o risco para classificar a gravidade da situação. É importante identificar a existência de comorbilidades pois estas agravam a doença. A DPOC surge essencialmente em adultos com mais de 40 anos de idade, enquanto a asma atinge essencialmente as crianças e os jovens, atingindo, no entanto, todos os grupos etários. 64
78 Também para a asma deve ser avaliado o grau de risco/gravidade pois o seu controlo minimiza o risco de agudizações. O ACeS Baixo Baixo Vouga neste programa, desenvolve o projeto Ser capaz no Centro de Saúde Anadia. Objectivos Melhorar a qualidade de vida e o bem-estar do doente com DPOC ou asma; Diminuir a morbimortalidade por DPOC e Asma; Identificar utentes em risco e diagnosticar precocemente os utentes com DPOC ou asma; Contribuir para a diminuição do absentismo escolar/laboral. Indicadores de Resultado Código SIARS/ICPC2 Indicadores Atingido 2013 (%) FL Proporção de inscritos com diagnóstico de asma 2, FL R79 Proporção de inscritos com diagnóstico (ICPC2) de doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC) Proporção de inscritos com diagnóstico (ICPC2)de bronquite crónica 0,8 1, Doenças Oncológicas - Rastreio oncológico Fundamentação As doenças oncológicas constituem a segunda principal causa de morte, depois das doenças cérebro-cardiovasculares, em todas as idades, em Portugal e têm um profundo impacto nos doentes, nos familiares e na sociedade em geral. É, no entanto, a principal causa de morte antes dos 70 anos de idade (isto é, a principal causa de morte prematura) - Programa Nacional para as Doenças Oncológicas, Orientações Programáticas Muitas destas mortes seriam evitáveis, por serem sensíveis aos cuidados de saúde, através de medidas de prevenção primária (como diminuição à exposição ao tabagismo) e de prevenção secundária (diagnóstico precoce em rastreios). Assim, a evidência científica actual é consensual sobre a utilidade de programas de rastreio do cancro em três áreas: colo do útero, mama e cólon e recto, sendo também os únicos custo-efetivos. Salienta-se, assim o rastreio, de base populacional, do cancro da mama feminina que é realizado no âmbito do ACeS BV/ARSC/Liga Portuguesa Contra o Cancro, assim como do cancro do colo do útero. 65
79 Estão a fazer-se diligências para que o rastreio do cancro do colon e recto também se inicie na área do ACeS BV. Na figura abaixo apresenta-se a evolução da taxa bruta ( ) de mortalidade por Tumores, de 2003 a 2012, no Continente, Região Centro e ACeS BV, onde se observa um aumento da taxa em Figura 32. Evolução da taxa bruta (%o) de mortalidade por Tumores, de 2003 a 2012, no Continente, Região Centro e ACeS BV 3 2,7 2,4 2,1 1,8 1,5 2,5 2,6 2,6 2,4 2,4 2,4 2,5 2,3 2,3 2,3 2,3 2,2 2,2 2,2 2,3 2,2 2,2 2,2 2,2 2,2 2,2 2,1 2,1 2,1 2,1 1,9 1,9 1,9 1,9 1, CONTINENTE REGIÃO CENTRO ACES BAIXO VOUGA Fonte: INE Objectivos Avaliar o cumprimento dos parâmetros definidos para a vigilância oncológica; Reduzir a morbimortalidade por cancro da mama, do colo do útero e cólon e recto; Aumentar a taxa de cobertura total do rastreio oncológico da mama e colo útero, garantindo mais de 60% de cobertura em todo o território do ACeS. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS FX FX FX Indicadores Proporção de mulheres entre [50; 70[ anos, com mamografia registada nos últimos dois anos Proporção de mulheres entre [25; 60[ anos, com colpocitologia nos últimos 3 anos Proporção de inscritos com idade entre [50; 75[ anos, com rastreio de cancro do colon e reto efetuado Atingido 2013 (%) Metas 2014 (%) 63, , ,
80 3.3 Vigilância Epidemiológica, Prevenção e Controlo das Doenças Infecciosas: Vacinação ; Programa de Prevenção e Controlo de Infeção e Resistência aos antimicrobianos; Doenças de Declaração Obrigatória. Programa Nacional para a Infeção VIH/SIDA; Tuberculose/CDP; Vacinação Fundamentação A aplicação do Programa Nacional de Vacinação (PNV) permite controlar as doenças alvo de vacinação. A incidência de algumas doenças transmissíveis e o seu impacto em termos de saúde pública está a diminuir, graças às elevadas taxas de cobertura resultantes da aplicação do PNV. É necessário, no entanto, considerar e identificar assimetrias geográficas, resultantes da existência de bolsas populacionais com características que possam determinar níveis mais baixos de protecção. Em 2013, foi elaborado o Programa Nacional de Eliminação do Sarampo (Norma nº 6 da DGS de 2/04/2013) cuja finalidade é manter a ausência de circulação do vírus do sarampo em Portugal e obter o estatuto nacional de eliminação do sarampo, segundo os critérios da OMS. Este Programa define a vacinação como uma das suas estratégias visando colmatar assimetrias nas coberturas vacinais. Aos profissionais de saúde compete divulgar o programa, motivar as famílias e aproveitar todas as oportunidades para vacinar. A vacinação no âmbito deste Programa está abrangida pelo Programa Nacional de Vacinação (PNV): é universal, gratuita, acessível a todas as pessoas presentes em Portugal e não necessita de prescrição médica (apenas necessitam de prescrição médica as crianças de idade inferior a 12 meses). A vacinação contra a gripe sazonal decorre de 1 outubro a 28 fevereiro, é gratuita para pessoas com idade igual ou superior a 65 anos, para os profissionais de saúde e outros grupos de acordo com orientações emanadas pela DGS e está disponível nos centros de saúde, não necessitando de receita médica ou guia de tratamento para ser administrada. A situação na área geográfica do ACeS BV relativamente às doenças preveníveis pela Vacinação resume-se a seguir: 67
81 - A incidência de casos declarados de Tétano em 2013 foi de 0,27 %000 habitantes (1 caso), sendo de zero em relação à Difteria e 0,82 %000 em relação à Tosse Convulsa. - As doenças prevenidas pela VASPR/MMR tiveram em 2013, taxas de prevalência de 0 (Sarampo), 0 (Rubéola) e 9,0 (Parotidite), por habitantes. - Não houve casos de Poliomielite, o que vem de encontro ao Programa de Erradicação da Poliomielite em curso. A Poliomielite foi considerada eliminada da Europa em Junho de A incidência de casos declarados de Hepatite B foi de 0,27 %000 habitantes (1 caso). Provavelmente estes valores não representam a realidade do ACeS BV, porque a subnotificação é uma realidade que necessita ser corrigida. É de salientar que no ACeS Baixo Vouga, em 2013, a análise da avaliação do PNV através do SINUS vacinação, do esquema cumprido, mostra que todos os dados de cobertura vacinal se situam acima dos 97%, para os grupos etários até aos 17 anos, o que vem demonstrar o contínuo bom trabalho realizado em todas as Unidades Funcionais. Em relação à Vacina contra o Papiloma Vírus Humano (HPV), verifica-se que a meta definida pelo DSP da ARS Centro que prevê uma cobertura de 91%, foi ultrapassada (93,1% para a 1ª dose das jovens nascidas em 2000). Refere-se que estas jovens ainda estão em processo de vacinação, pelo que a taxa vai subir, à semelhança do verificado nas coortes mais velhas. Objectivos: Reduzir a prevalência das doenças transmissíveis evitáveis pela vacinação, no ACeS BV; Monitorizar e avaliar as taxas de cobertura vacinal no ACeS BV; Monitorizar os procedimentos relacionados com a conservação de vacinas nos diversos contextos: armazenamento, transporte e administração; Promover a formação dos profissionais de saúde no âmbito do PNV; Manter a taxa de prevalência de Tétano em valores inferiores a um caso por habitantes; Manter a taxa de prevalência da Parotidite em valores inferiores a 20 casos por habitantes; Consolidar a vacinação no ACeS BV para que, em 2014, as taxas de cobertura vacinal sejam superiores a 97% até aos dois anos de idade, 97% aos 7 anos, 96% aos 14 anos, 85% aos 25 anos e 90% aos 65 anos; Na sequência do Programa Nacional de Eliminação do Sarampo alcançar taxas de cobertura vacinal de: - 95 % para os profissionais de saúde, com 2 doses ou história credível de sarampo, 68
82 - 95 % para crianças /adolescentes entre os 7 e 18 anos; Manter a Vacinação Internacional na Consulta do Viajante neste Distrito; Atingir uma taxa de vacinação contra a gripe sazonal de, pelo menos, 60%, no grupo etário dos utentes de 65 e mais anos; Atingir uma taxa de vacinação contra a gripe sazonal de, pelo menos, 30%, nos profissionais de saúde do ACeS BV. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS FX FX FX FX FX Indicadores Valor 2013 (%) SIARS/SINUS Meta 2014 (%) Proporção de crianças com 2 anos, com PNV totalmente cumprido até ao 2º aniversário 92,75/98,0 >97 Proporção de crianças com 7 anos, com PNV totalmente cumprido até ao 7º aniversário 95,67/97,8 >97 Proporção de jovens com 14 anos, com PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário 87,67/96,5 >96 Proporção de crianças com 7 anos, com consulta médica de vigilância realizada no intervalo [5; 7[ anos e PNV totalmente cumprido até ao 7º 78,97/ >80 aniversário Proporção de jovens com 14 anos com consulta médica de vigilância realizada no intervalo [11; 14 [ anos e PNV totalmente cumprido até ao 14º aniversário 54,17/ >60 Proporção de crianças com 13 meses, com Men C ---/96,0 >96 Proporção de crianças com 3 meses, com DTPaHibVIP (vacinação atempada) ---/96,3 >96 Proporção de crianças com 3 meses, com VHB (vacinação atempada) ---/97,7 >97 Proporção de crianças com 13 meses, com VASPR (vacinação atempada) ---/81,1 >81 Proporção de raparigas com 13 anos, com vacina HPV ---/93,1 >93 Proporção de adultos com 25 anos com vacina tétano actualizada ---/89,5 >85 Proporção de adultos com 65 anos com vacina tétano actualizada ---/91,0 >90 Proporção de jovens com 18 anos com vacina VASPR actualizada ---/97,9 >95 Proporção de profissionais de saúde com vacina VASPR (ou VAS) actualizada ---/ Proporção dos utentes com 65 ou mais anos com vacina anti-gripe sazonal ---/ Proporção de profissionais de saúde do ACeS com vacina anti-gripe sazonal ---/ NOTA: Vacinação Atempada corresponde à % de utentes em cada coorte que foram vacinados até 1 mês após a data recomendada 69
83 3.3.2 Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e Resistência aos Antimicrobianos Fundamentação A Direção -Geral da Saúde desenvolve, como programa de saúde prioritário, o Programa de Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos - PPCIRA. Salienta-se a fusão do Programa Nacional de Controlo da Infecção com o Programa Nacional de Resistência aos antimicrobianos através do Despacho n.º 2902 de 22/ 02/2013, a que foi dado carácter de programa de saúde prioritário, bem como a criação dos grupos de coordenação regional e local do PPCIRA, substituindo os Grupos Coordenadores Regionais de Prevenção e Controlo de Infeção e as Comissões de Controlo de Infeção e as Comissões de Antibióticos através do Despacho n.º 15423/2013 de 26/ 11/2013. Este programa tem como objectivo geral a redução da taxa de infeções associadas aos cuidados de saúde (IACS), hospitalares e da comunidade, assim como da taxa de microrganismos com resistência aos antimicrobianos ( DGS- 12/06/2013) Em termos de cronologia refere-se que, no que respeita ao controle da infecção e desde que foi estabelecida, nos finais século XIX e primeira metade do século XX, a ligação entre a incidência de Infecções e a prestação de cuidados de saúde, que esta tem constituído uma área de preocupação para quem tem de gerir os cuidados de saúde. Com a posterior utilização indiscriminada do uso de antibióticos e o surgimento de estirpes resistentes, a preocupação com esta temática ganhou outra dimensão, dirigindo-se as acções para estratégias mais viradas para a prevenção, tornando-se essencial, além da adopção de princípios de boas práticas, a identificação das estirpes responsáveis, o que pressupõe a criação de redes de vigilância epidemiológica pró-activas. Realça-se a importância da uniformização de técnicas e procedimentos, relativos a boas práticas em prevenção e controlo da infecção bem como da implementação das normas de Higienização das Mãos emanadas da DGS. Neste sentido foi elaborado um programa para o triénio e o manual de procedimentos. Ainda, neste âmbito e integrado no programa de gestão do risco clinico e não clinico foi elaborado um manual de procedimentos para a prática de injectáveis. 70
84 Objectivos Melhorar as práticas - promovendo uma boa higienização das instalações e equipamentos das UF do ACeS BV, de forma a prevenir e/ ou reduzir as IACS; Uniformizar práticas institucionais definir e uniformizar procedimentos e métodos de limpeza e de desinfecção para as UF do ACeS BV, de acordo com a natureza das estruturas, equipamentos e o risco potencial de infecção; Detectar desvios em relação ao padrões facilitar supervisão da higienização das instalações e dos equipamentos das UF e dos espaços comuns; Conhecer a verdadeira dimensão das infecções associadas aos cuidados de saúde (IACS) nas unidades funcionais e promover as medidas necessárias para a sua prevenção, através da identificação e modificação das práticas de risco. As actividades assentam em 3 áreas de intervenção: vigilância epidemiológica, formação/ informação e elaboração/ divulgação de recomendações de boas práticas de acordo com o Programa Nacional e outros documentos de relevância científica reconhecida Doenças de Declaração Obrigatória (DDO) / Doenças Transmissíveis / Infeciosas Fundamentação Segundo a legislação, o médico é obrigado a declarar todas as DDO, sempre que delas tiver conhecimento. A lista da doenças de declaração obrigatória consta da Portaria nº 1071/98 de 31 de dezembro - Tabela de Doenças de Declaração Obrigatória e Portaria nº 258/2005 de 16 de Março que faz alteração à lista para inclusão da infecção pelo VIH. Genericamente, em todos os casos de DDO devem ser tomadas três medidas de controlo: 1- Declaração da doença ou infecção; 2- Isolamento do doente, ou infectado, relativamente à via de transmissão, apenas durante o período de transmissão da infecção/doença; 3- Vigilância clínica dos contactos No entanto, é fundamental que se aposte, pela sua importância, nas medidas de prevenção primária para prevenir a infecção ainda antes do seu aparecimento na comunidade, bem como na vigilância epidemiológica, de forma a quebrar a cadeia de transmissão. Atendendo a que estamos a assistir ao aparecimento de doenças emergentes e reemergentes é fundamental conhecer os agentes que circulam, conhecer o impacto que têm na saúde pública e reforçar a vigilância epidemiológica. São cada vez mais as pessoas que se deslocam 71
85 pelo mundo, e atendendo à endemicidade de algumas doenças em regiões específicas do planeta é necessário a implementação de medidas de vigilância e controlo epidemiológico. Outros aspectos que estão a contribuir para este fenómeno são a superpopulação em cidades com precárias condições sanitárias, o aumento da exposição humana a vetores e reservas naturais, as alterações ambientais e mudanças climáticas. Assim, doenças infecciosas têm vindo a reassumir relevância crescente a nível europeu e mundial. O aparecimento de novas doenças transmissíveis e a re-emergência de outras que se supunham controladas representam um desafio para a saúde pública. Conforme a Unidade de Resposta a Emergências e Biopreparação do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, os estudos realizados indicam que 60 por cento das doenças emergentes são originárias de doenças animais transmissíveis ao homem, como a brucelose. Muitas delas também estão associadas a vectores como os mosquitos, carraças e roedores, tal como a malária e os vírus hemorrágicos. Igualmente importantes são as doenças emergentes devido ao aparecimento de mecanismos de resistências aos antimicrobianos, que se devem principalmente à utilização crescente de antibióticos, como são os casos da tuberculose resistente e da bactéria E. coli. Objectivos Promover a vigilância e controlo epidemiológico das doenças infecciosas; Diminuir a subnotificação e/ou a notificação tardia das DDO Infeção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV)/ Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) Fundamentação A infeção pelo HIV/SIDA constitui uma prioridade no Plano Nacional de Saúde pois Portugal, na Europa Ocidental, continua a apresentar das mais elevadas incidências de infeção, apesar de se observar uma tendência favorável de descida no número de novos casos desde Esta infeção está muito relacionada com outras infeções sexualmente transmissíveis (IST), nomeadamente hepatites virais, e tuberculose. A nível da Região Centro a taxa de novos casos declarados, durante o ano de 2011, foi de 4, tendo Aveiro (Distrito) apresentado a maior taxa com 6,4. Conforme o relatório Infeção VIH/SIDA e Tuberculose em números 2013, da DGS, no distrito de Aveiro a proporção de casos notificados de infeção por VIH, no total de casos notificados, com ano de diagnóstico de 2011, foi de 4,8% ( 5º lugar execuo com o distrito de Braga). 72
86 A taxa de novos casos (por habitantes), de acordo com a NUTS III, aponta para conclusões concordantes, em que a região da Grande Lisboa apresenta a taxa mais elevada (28,0%000), seguida do Algarve (25,1%000), Península de Setúbal (15,0%000), Grande Porto (12,5%000) e Baixo Vouga (12,3%000). O número de anos potenciais de vida perdidos, atribuídos à infecção por VIH permanece elevado, o que traduz um impacto significativo desta infeção na sociedade portuguesa. No quadro e gráfico que se segue pode observar-se a evolução da taxa bruta de mortalidade por HIV/SIDA antes dos 65 anos, de 2006 a Quadro 36. Taxa bruta (%ooo) de mortalidade por HIV/SIDA antes dos 65 anos Média CONTINENTE 6,0 7,0 6,0 7,0 6,5 REGIÃO CENTRO 2,0 2,0 2,0 2,2 2,1 ACES BAIXO VOUGA Fonte: WebSIG Mapas Interactivos 2,7 2,1 1,3 2,6 2,2 Figura 33. Taxa bruta (%ooo) de mortalidade por HIV/SIDA antes dos 65 anos Fonte: WebSIG Mapas Interactivos As intervenções nesta área deverão ser dirigidas à população em geral, através de medidas de prevenção primária, diagnóstico precoce do HIV/SIDA e referenciação hospitalar adequada, privilegiando os grupos mais vulneráveis a comportamentos de risco, nomeadamente, utilizadores de drogas injectáveis, trabalhadores/utilizadores de sexo, homens que têm sexo com homens (HSH). Salienta-se a existência, na área geográfica do ACeS BV, do centro de aconselhamento e detecção do HIV (CAD) com sede no Centro de Saúde de Aveiro, onde pode ser feito diagnóstico precoce, através dum teste rápido, e o respectivo aconselhamento e encaminhamento para o serviço de infeciosas do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, se necessário (teste reactivo). Também no âmbito do diagnóstico precoce no ACeS Baixo Vouga 73
87 estão a ser realizados testes rápidos num Centro de Saúde (Ílhavo) e, em 2014, vai iniciar-se em mais dois Centros de Saúde (Anadia e Estarreja). É necessário o estabelecimento e acompanhamento de programas de prevenção primária, de prevenção secundária e de apoio social. É necessário também delinear estratégias preventivas, boas práticas em cuidados clínicos e em apoio social, que permitam a articulação destas estratégias com estratégias de outras infecções sexualmente transmitidas. A utilização correta do preservativo continua a ser um dos principais meios de prevenção da transmissão sexual da infeção VIH/SIDA e de outras Infeções Sexualmente Transmissíveis. Refere-se que a notificação da infecção por HIV (nos diversos estadios) é obrigatória desde 2005 conforme Portaria nº 258/2005 de 16 de Março. No que se refere à prevenção do HIV/SIDA o ACeS BV desenvolve também o Programa Diz não a uma seringa em 2ª mão, que consiste na troca de seringas usadas por Kit s de seringas. Este Programa visa: prevenir a transmissão endovenosa e sexual do VIH na população utilizadora de drogas injetáveis; evitar a partilha de seringas facilitando o acesso a seringas estéreis; evitar o abandono e reutilização de seringas recolhendo-as para destruição; promover a utilização do preservativo; e divulgar informação personalizada sobre a infeção VIH/SIDA. Objectivos Diminuir o risco da infeção por HIV; Diminuir a vulnerabilidade à infeção por HIV; Garantir o envolvimento multissetorial no combate à infeção por HIV; Reduzir o número de novas infeções por HIV e de mortes por SIDA na área geográfica do ACeS BV; Diminuir os diagnósticos tardios de infeção pelo HIV; Proceder à notificação de todos os casos identificados de HIV/SIDA. Indicadores de Execução INDICADORES Nº Casos HIV positivos detectados pelo CDP Nº Testes de pesquisa de AC-HIV efectuados pelo CAD Nº Testes de pesquisa de AC-HIV efectuados pelas UF no âmbito do diagnóstico precoce 74
88 3.3.5 Tuberculose Fundamentação A tuberculose (TB), apesar dos progressos, continua a ser um importante problema de Saúde Pública em todos os países do mundo embora seja uma doença evitável e curável. É considerada pela Organização Mundial de Saúde como uma emergência mundial. Refere-se que, em 2010, a taxa de mortalidade por tuberculose no Continente foi de 15,6%oooo e na Região Centro de 11,7%oooo. Refere-se ainda que, a taxa de anos potenciais de vida perdidos, em 2010, no Continente foi de 11,3 %oooo o que corresponde a 993 anos potenciais de vida perdidos. Os episódios de internamento, têm vindo a diminuir. Em países de baixa e intermédia incidência de TB, como é o caso de Portugal, é importante existir uma estratégia eficaz de deteção das pessoas recentemente expostas ao Mycobacterium tuberculosis. Eliminar a tuberculose deverá ser considerado um objetivo primordial e a estratégia de combate continua a passar pela toma de observação direta (DOT/TOD) que tem efeitos no tratamento, evitando ou diminuindo a multirresistência e os abandonos, e na propagação da doença. Em termos de vigilância epidemiológica não se pode deixar de salientar a importância da notificação como estratégia de prevenção e combate destas doenças. Também não se pode deixar de salientar que a luta contra a TB é uma intervenção multidisciplinar Salienta-se que a infeção por vírus de imunodeficiência humana é um fator de risco conhecido para tuberculose ativa. Preconiza-se que todo o doente com tuberculose seja estudado para o VIH. É importante perceber quais são as barreiras humanas, físicas ou organizacionais - à aplicação da orientação que determina que todos os doentes com tuberculose devem ser testados para o VIH. A medicação biológica é um reconhecido fator de risco para a tuberculose pelo que se impõe o rastreio de Tuberculose em portadores de doenças inflamatórias imunomediadas candidatos a terapêutica biológica. O Centro de Diagnóstico Pneumológico (CDP) é um serviço responsável pelo diagnóstico precoce e tratamento da tuberculose, que enquanto doença de declaração obrigatória, pressupõe a Toma Observada Directa (DOT/TOD), na presença de um profissional de saúde (médico ou enfermeiro). Este serviço articula-se directamente com a USP, que na suspeita ou presença de caso com tuberculose procede à investigação epidemiológica, através da realização do inquérito epidemiológico e rastreio dos contactos. 75
89 A nível do ACeS BV, as consultas do CDP estão sedeadas nos centros de saúde com excepção da Murtosa e Oliveira do Bairro onde os utentes destes dois concelhos são acompanhados, respectivamente, nas consultas de Estarreja e Águeda. A consulta dos utentes do concelho de Aveiro está temporariamente a ser realizada no Centro de Saúde de Ílhavo. No quadro que se segue apresenta-se dados, de 2012, relativos à actividade do CDP no ACeS BV. Refere-se que, do total de casos de tuberculose, 4 são de Tuberculose Pulmonar e Extra- Pulmonar, simultaneamente. Quadro 37 Atividade do CDP - ACeS BV, 2012 Actividade Ano 2012 Nº Total Casos Novos 52 Total Recidivas 4 Total Tuberculose Confirmada 56 Total Contactos Identificados 284 Total Contactos Rastreados 249 Nº Doentes com TOD 56 Total Doentes Baciliferos 31 Nº Curas T. Doentes Bacilíferos 31 Total Tuberculose Extra-Pulmonar Confirmada 13 Total Tuberculose Extra-Pulmonar 14 Total Consultas 1923 Total 1ª Consulta 407 Fonte: ACeS Assessoria do Programa Objectivos Proceder à notificação de todos os casos identificados de Tuberculose; Aumentar o diagnóstico precoce da TB; Aumentar a taxa de sucesso terapêutico; Diminuir a taxa de resistência aos fármacos antituberculosos; Diminuir a taxa de incidência da tuberculose no ACES BV Indicadores de Execução INDICADORES % de doentes que fazem TOD % de casos de cura % dos casos bacilíferos % de casos com confirmação por cultura Taxa de cobertura do Teste VIH Taxa de sucesso terapêutico (não TB MR) 76
90 3.4. Promoção da Saúde Promoção da Saúde em Meio Escolar; Promoção da Saúde Oral Promoção da Saúde em Meio Escolar Fundamentação O despacho conjunto dos Ministérios da Educação e da Saúde de 07/02/2006 refere que «a Promoção da Educação para a Saúde em meio escolar é um processo em permanente desenvolvimento que contribui para a aquisição de competências das crianças e jovens, permitindo-lhes e fazer escolhas individuais, conscientes e responsáveis, estimulando o espírito crítico para o exercício de uma cidadania activa» No âmbito dos Cuidados de Saúde Primários, o Programa de Saúde Escolar, desempenha um papel primordial na promoção da saúde e prevenção da doença da comunidade educativa, contribuindo para a criação de condições ambientais e de relação na escola. O sucesso do programa depende da implementação integrada e em parceria com os múltiplos sectores intervenientes no processo educativo. Salienta-se a importância em integrar as Equipas Multidisciplinares constituídas/existentes nos Agrupamentos de Escolas. Sendo a escola um local privilegiado para a intervenção nos determinantes de saúde o Programa de Saúde Escolar tem por finalidade obter ganhos em saúde a curto, médio e longo prazo desenvolvendo actividades em 4 áreas consideradas prioritárias: saúde individual e colectiva; a inclusão escolar; o ambiente escolar e os estilos de vida. 1 - Saúde individual e colectiva Neste âmbito pretende-se: - Caracterizar a população escolar; - Identificar os alunos que não fazem vigilância da sua saúde; - Monitorizar a realização do Exame Global de Saúde aos 5-6 anos e aos anos; - Promover e monitorizar cumprimento do PNV na comunidade escolar 2- Inclusão escolar Identificar, apoiar e encaminhar os alunos com Necessidades de Saúde Especiais (NES) bem como reforçar as competências de toda a comunidade educativa para lidar com estas crianças. 3- Ambiente escolar 3.1- Promover um ambiente escolar seguro e saudável através da: 77
91 - vigilância e avaliação das condições de segurança, higiene e saúde dos edifícios, recintos escolares e meio envolvente próximo, realizada ao abrigo da Circular Normativa nº 12/DSE de 29/11/2006-DGS; - monitorização dos acidentes ocorridos nas escolas e no espaço peri escolar abrangidos pela Saúde Escolar Comunicar inconformidades com as respectivas medidas correctoras às entidades gestoras do parque escolar. 4- Estilos de Vida Saudáveis Pretende-se elaborar e integrar os projectos de promoção de saúde dos Agrupamentos de Escolas. Estão a ser desenvolvidos diversos projectos em diferentes áreas para a promoção de estilos de vida saudáveis: 4.1. Saúde Mental - + Contig@ - destinado a alunos do 3ª Ciclo/ Secundário; In- Dependências - destinado a alunos dos 5º, 7º e 9º anos, encarregados de Educação, docentes e não docentes; Ser Feliz destinado a alunos do 1º Ciclo, encarregados de educação/ educadores Saúde Oral - Programa Nacional de promoção da Saúde Oral ( alunos de todos os níveis de ensino); Sr. Dente ( alunos do Pré-escolar); Projecto SOBE (alunos do Pré Escolar); Sorrisos na Escola (alunos do 1º ciclo do EB) Alimentação Saudável / Actividade Física - Na Medida Certa (alunos do último ano da Pré e 4º ano do 1º Ciclo, docentes, discentes e Encarregados de Educação; Conta Peso e Medida (alunos do 2º Ciclo, encarregados de Educação e Comunidade Escolar); Saud@vel. Come ( toda a comunidade escolar ); Lanches Saudáveis (alunos da Pré e 1º Ciclo ); O que Comemos (alunos do 2º ano do 1º Ciclo e pais/educadores) Promoção da Segurança e Prevenção de acidentes Ser Protegido, 1º Socorros em Ambiente Escolar (formação), Segurança rodoviária infantil dirigido a crianças do ensino Pré- Escolar e 1º Ciclo do Ensino Básico Saúde Sexual e Reprodutiva - Apoio ao Gabinete do Aluno; Sexualidade como uma necessidade; Crescer para ser mais (alunos do Secundário); ASAS Aprender a Sexualidade e Afectos para a Saúde (alunos do 1º Ciclo ao Secundário). Objectivos: Caracterizar a população escolar; Promover a saúde e prevenir a doença na comunidade educativa; 78
92 Apoiar a inclusão escolar de crianças com necessidades de saúde e educativas especiais; Promover um ambiente escolar seguro e saudável; Integrar as Equipas Multidisciplinares constituídas nos Agrupamentos de Escolas; Elaborar e Integrar os projectos de promoção de saúde dos Agrupamentos de Escolas; Promover uma articulação efectiva com outros programas, projectos, atividades e intervenções que promovam a cidadania da comunidade educativa. Indicadores de execução e metas INDICADORES Metas (%) Saúde individual e colectiva % de alunos com Exame Global de Saúde realizado aos 5-6 anos 85 % % de alunos com Exame Global de Saúde realizado aos anos 57% % de alunos com 7 anos com PNV atualizado 98% % de alunos com 14 anos com PNV atualizado 80% Inclusão Escolar % de alunos com Necessidades de Saúde Especiais identificados e encaminhados 100% Ambiente Escolar % de escolas com avaliação das condições de segurança, higiene e saúde em dos 30% edifícios, recintos escolares, meio envolvente próximo Estilos de Vida Saudáveis % de alunos abrangidos por actividades de educação para a saúde/estilos de vida - saudáveis % de Agrupamentos de Escolas com projectos Promoção da Saúde Oral Fundamentação O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral (PNPSO), desenha uma estratégia global de intervenção, assente na promoção da saúde, prevenção das doenças orais, diagnóstico precoce e tratamento dos dentes que desenvolveram cárie dentária. Para se obterem ganhos consistentes em saúde oral é indispensável um investimento precoce e continuado. As doenças orais constituem, pela sua elevada prevalência, uma das principais doenças na população infantil e juvenil, mas quando se associam medidas preventivas e tratamentos precoces, as cáries e as doenças periodontais são tratadas com reduzidos custos e ganhos em saúde relevantes. O Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral tem actualmente várias vertentes sendo transversal a vários programas de saúde: Saúde Escolar; Saúde Infantil e Juvenil; Saúde 79
93 Materna; Saúde do Idoso; HIV/ SIDA e Outros Grupos e define uma estratégia global de intervenção baseado em procedimentos simplificados e orientados para as necessidades de saúde oral, aumentando a cobertura de cuidados preventivos e curativos prestados por profissionais especializados à seguinte população alvo: Crianças e jovens até aos 15 anos completos que frequentam escolas Públicas ou IPSS (SOSI, SOCJ), Grávidas seguidas no SNS (SOG), Idosos beneficiários do complemento solidário (SOPI), Pessoas com infecção pelo HIV/SIDA, seguidas no SNS, Outros Grupos (Jovens com Necessidades de Saúde Especiais. As áreas de intervenção são: Promoção da saúde oral; Prevenção das doenças orais; Diagnóstico precoce e tratamento dentário. - O PNPSO no âmbito da Saúde Escolar desenvolve-se em 2 vertentes: 1 - O Programa Básico de Saúde Oral, que promove hábitos de higiene oral e de prevenção de cáries através da: - escovagem, bochecho quinzenal de fluor realizados nas escolas com a supervisão dos professores, após demonstração por técnicos de saúde; - formação em Saúde Oral a docentes, pais/educadores e discentes, em que se pretende aumentar a cobertura quer no JI, quer no 1º Ciclo em relação ao ano lectivo 2012/2013; - aplicação semestral de verniz de Fluor (início previsto ainda este ano lectivo) a crianças com idade inferior a 7 anos, que frequentam jardim de infância e em alguns casos, bem definidos, em crianças dos 6 aos 10 anos que frequentem o ensino básico. 2- Referenciação para Higienista Oral e emissão de Cheques- Dentista através da: Referenciação - colocação de selantes e tratamento de cáries a crianças com 7, 10 e 13 anos a frequentar estabelecimentos de ensino públicos ou IPSS. Cheques-dentista emitidos pelo Higienista Oral 2013/2014 População Alvo abrangida pelo higienista oral Crianças nascidas: 2006, 2003 e 2000 (7, 10 e 13 anos) Estratégia Aos 7 anos, serão protegidos ou tratados os primeiros molares 80
94 Aos 10 anos, serão protegidos ou tratados os pré-molares Aos 13 anos, serão protegidos ou tratados os segundos molares Número máximo de cheques Aos 7 anos 2 cheques-dentista Aos 10 anos 2 cheques-dentista Aos 13 anos 3 cheques-dentista Tipos de Documentos entregues nas escolas Cheque-dentista Documento Informativo Referenciação Higienista Oral Como já foi referido anteriormente o PNPSO é transversal a outros programas/grupos, assim de acordo com o que está estipulado nas normas e no Plano Regional de Saúde Escolar/Saúde Oral, apresenta-se de seguida os grupos a quem o médico de família pode emitir chequesdentista - Grávidas, Idosos, Crianças e Jovens, Utentes com VIH/SIDA. SOG - Grávidas (Circular Informativa n.º: 04/DSPPS/DCVAE de 27/02/08) População Alvo: Grávidas, em vigilância no Serviço Nacional de Saúde. SOPI - Idosos beneficiários do complemento solidário (Circular Informativa n.º: 04/DSPPS/DCVAE de 27/02/08) População Alvo: Utentes idosos do Serviço Nacional de Saúde, beneficiários do complemento solidário para idosos. SOSI - Crianças com idade igual ou inferior a seis anos (Circular Normativa n.º 02/DSPPS/DCVAE de 09/01/09) População Alvo: Crianças com situações de cárie de considerável gravidade ponderadas por critérios de dor e de grau de infeção em dentes de leite; SOCJ ( idades intermédias) - Crianças de 8-9, e anos (Circular Informativa n.º 14/DSPPS/DCVAE de 20/04/2010, Circular Normativa n.º 8/DSPPS/DCVAE de 20/04/2010 e Circular Normativa n.º 04/DSPPS/DCVAE de 10/03/2010) População Alvo: - Crianças de 9, 12 e 15 anos, que tiveram acesso ao Programa nos anos anteriores e concluíram o respetivo plano de tratamentos, com situações de cárie de considerável 81
95 gravidade ponderadas por critérios de dor e de grau de infeção em dentes permanentes, têm direito a 1 cheque-dentista idades intermédias, por referenciação do médico de família. - A partir de 1 de Março de cada ano, a emissão do cheques-dentista idades intermédias destinam-se à realização de tratamentos dentários nas crianças e jovens de 8, 11, 14 anos, que apresentem cáries em dentes permanentes e que tenham utilizado o chequedentista entregue na escola no ano letivo anterior (2012/2013). O SISO não emite cheque-dentista de idades intermédias a crianças que não utilizaram os chequesdentista nos anos letivos anteriores. VIH/SIDA - Pessoas infetadas por VIH/SIDA, (Norma n.º 2, de 27 de outubro de 2010) População Alvo: Pessoas infetadas por VIH/SIDA, em seguimento no SNS. SOCJ (16 anos) - Crianças e Jovens da rede pública e IPSS da coorte dos 16 anos (Norma n.º013/2013 de 01 de Agosto de 2013) População Alvo: Jovens com 16 anos, que frequentam escolas públicas ou IPSS e que, no âmbito do PNPSO aos 13 anos de idade, utilizaram cheque-dentista ou documento de referenciação para higiene oral (intervenção no Centro de Saúde). Para um bom desempenho do programa e uma correcta utilização dos cheques-dentista salienta-se a importância e necessidade de informar devidamente ou utentes alvo da emissão de cheques-dentista, e que não sejam apenas entregues o cheques-dentista. Objectivos Reduzir a incidência e a prevalência das doenças orais nas crianças e adolescentes; Melhorar conhecimentos e comportamentos sobre alimentação e higiene oral; Garantir, através da emissão de cheques-dentista pelo higienista oral e médico de família, o acesso a um conjunto de cuidados de medicina dentária, nas áreas de diagnóstico, prevenção e tratamento designadamente da cárie dentária; Promover a inclusão das actividades do Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral nas actividades do médico de família, reforçando a informação relativa aos critérios de inclusão para a emissão dos cheques- dentista. Proceder à monitorização das actividades desenvolvidas nomeadamente ao nível da emissão/utilização dos cheques- dentista. 82
96 Indicadores de Execução Indicadores % Alunos abrangidos por rastreios orais % Alunos abrangidos por acções de educação para a saúde % Alunos a realizar bochecho com fluoreto de sódio % de Alunos com triagem (nos locais com Higienista Oral) % de Cheques emitidos % º de Cheques utilizados Taxa de execução das Referenciações para Higienista Oral Taxa de execução dos Cheques- Dentista para Crianças e Jovens 3.5- Condicionantes da Saúde relacionados com Estilos de Vida Alcoolismo/Problemas Ligados ao Álcool Programa para a Prevenção e Controlo do Tabagismo Programa para a Promoção da Alimentação Saudável Alcoolismo/Problemas Ligados ao Álcool Portugal sendo um dos países que mantem um elevado consumo per capita de bebidas alcoólicas apresenta como consequência Problemas Ligados ao Álcool (PLA). Conforme demonstram vários estudos epidemiológicos, verifica-se ser cada vez mais precoce a idade de início do consumo, assistindo-se ao aumento do Binge Drinking, que significa consumo excessivo de álcool num curto intervalo de tempo para atingir a intoxicação. Numerosos estudos demonstraram ainda, que existe uma relação dose resposta, entre o consumo de álcool e a frequência e a gravidade de várias doenças. Deste modo, a maiores níveis de consumo correspondem taxas de mortalidade e morbilidade mais elevadas, por cirrose hepática, neoplasias, acidentes nos locais de trabalho e sinistralidade rodoviária. Influenciam ainda outras situações, como o absentismo laboral, os comportamentos sexuais de risco, a gravidez na adolescência, a agressividade e a violência. No quadro que se segue apesenta-se a taxa bruta de mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool antes dos 65 anos no ACeS BV, Região Centro e Continente, no período de 2006 a 2009, onde se observa um aumento naquele período de tempo. 83
97 Relativamente ao ACeS BV a taxa bruta de mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool antes dos 65 anos, no período de 2006 a 2009, variou entre 10,3%ooo e 20,8 %ooo e a média situou-se em 14,6%ooo. Salienta-se que a taxa mais elevada se verificou no ano de 2009, situação que ocorreu também no Continente e Região Centro. Figura 34. Evolução da taxa bruta %ooo) de mortalidade por doenças atribuíveis ao álcool antes dos 65 anos, no ACeS BV, Região Centro e Continente, de 2006 a 2009 Fonte: WebSIG Mapas Interactivos Os Cuidados de Saúde Primários detêm uma oportunidade ímpar para avaliar os hábitos alcoólicos dos utentes, tendo em conta que todos os anos, cerca de 70 % da população visita o seu médico de família (72,5% em 2013 no ACeS BV) e 90 % consulta pelo menos uma vez em cada cinco anos (89,2% nos últimos 3 anos no ACeS BV). Impõem-se pois uma detecção precoce, diagnosticando os utentes que ainda não são dependentes, permitindo uma intervenção atempada com o objectivo de parar ou reduzir o consumo. Existem questionários breves que permitem detectar o consumo excessivo de álcool e ajudar os profissionais dos Cuidados de Saúde Primários a identificar utentes que beneficiariam em reduzir os consumos. Vários trabalhos demonstram que, após identificação do nível de consumo, uma intervenção breve feita pelos médicos de família permite promover a redução do consumo de álcool. No âmbito da intervenção primária, nomeadamente nos estabelecimentos de ensino/escolas realizam-se vários projectos e/ou actividades com o objectivo de retardar e/ou evitar a experimentação e iniciação do álcool por parte dos adolescentes. Estes projectos/actividades visam também a promoção da alteração de estilos de vida, para prevenção do consumo e tratamento do alcoolismo na população em geral, através de intervenções multidisciplinares 84
98 realizadas individualmente e/ou em grupo. Assim, existe um conjunto de projectos nesta área dos quais se destacam: Controle e Prevenção do Alcoolismo - Centro de Saúde de Albergariaa-Velha, Acção contra Alcoolismo Centro de Saúde de Anadia, STOP Álcool - Centro de Saúde de Águeda. No que se refere às consultas de alcoologia estas existem nos Centros de Saúde de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro, Oliveira do Bairro, Ovar e Vagos, dando resposta às referenciações efectuadas pelos médicos de MGF e/ou procura dos utentes. Existe uma rede de referenciação/articulação no âmbito dos comportamentos aditivos e das dependências que é do conhecimento de todos os profissionais, onde sempre que se justifique, um nível de intervenção mais diferenciada, o clínico da consulta de alcoologia ou profissionais das unidades funcionais referenciam os utentes. Indicadores de Execução e Metas Código SIARS /ICPC FX FX INDICADORES Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação dos hábitos alcoólicos nos últimos 3 anos Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos e com hábitos alcoólicos, a quem foi realizada consulta relacionada com alcoolismo nos últimos 3 anos Atingido em ,29% 60,59% P15 %o Utentes com codificação ICPC2 de Abuso Crónico de álcool 11,4%o Programa para a Prevenção e Controlo do Tabagismo O consumo de tabaco constitui a principal causa evitável de doença e de morte, repercutindo-se pesadamente em custos sociais, económicos e de saúde. Se o tabagismo activo é a primeira causa de morte evitável, o fumo de tabaco ambiental é considerado a 3ª maior causa de morte evitável pela OMS sendo um factor de risco para as quatro principais causas de morte em todo o mundo entre elas a doença cardíaca, doença pulmonar obstrutiva crónica, cancro e acidente vascular cerebral. Neste sentido, o consumo de tabaco é considerado um problema de saúde prioritário no âmbito do Plano Nacional de Saúde , justificando-se, assim, a criação do Programa Nacional para Prevenção e Controlo do Tabagismo (PNPCT), conforme Despacho n.º 404/2012 do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, de 3 de Janeiro. Neste âmbito, torna-se fundamental a definição de políticas públicas que favoreçam a prevenção e o controlo do tabagismo; diminuição da aceitabilidade social do consumo de 85
99 tabaco; reforço da acção comunitária em favor de ambientes sem fumo; promoção da literacia e do empoderamento individual e colectivo, relativamente à prevenção e cessação do consumo de tabaco, e reorientação dos serviços de saúde para uma resposta mais efectiva às necessidades das pessoas fumadoras, incluindo o apoio na cessação e motivação para a mudança, em todos os níveis de contacto com a população. Esta é uma dependência que na sua maioria é adquirida durante etapas precoces do desenvolvimento de maior vulnerabilidade psicossocial. A sua prevenção e controlo requer, deste modo, uma abordagem global, integrada por múltiplas medidas e iniciativas, centradas na prevenção da iniciação do consumo, na promoção da cessação tabágica, na protecção da exposição ao fumo ambiental e na criação de um clima social, cultural e económico favorável à adopção de estilos de vida conducentes à saúde. Em resposta a este Programa Nacional o ACeS BV dispõe de uma política de ambiente interior nas instituições de saúde isenta de tabaco. No âmbito da intervenção primária nomeadamente nos estabelecimentos de ensino/escolas realizam-se vários projectos e/ou actividades com o objectivo de retardar e/ou evitar a experimentação e iniciação tabágica por parte dos adolescentes. Assim, existe um conjunto de projectos nesta área dos quais se destaca: In-dependências - Centros de Saúde de Sever do Vouga e Águeda e Cessação Tabágica Vida Nova Centro de Saúde de Anadia. No âmbito das UF são realizadas intervenções breves pelos profissionais de saúde ao fumador, no sentido de os aconselhar e apoiar na cessação tabágica. No que se refere às consultas de cessação tabágica estas existem nos Centros de Saúde de Águeda, Albergaria-a-Velha, Anadia, Aveiro (dispõe de 2 consultas uma no Centro de Saúde e uma na USF Santa Joana), Oliveira do Bairro e Vagos, dando resposta às referenciações efectuadas pelos médicos de medicina geral e familiar ou procura pelo utente. O ACeS BV mantém a parceria de colaboração institucional com a Universidade de Aveiro, onde realiza semanalmente a consulta de cessação tabágica. As consultas de cessação tabágica têm como objectivos ajudar o fumador a deixar de fumar, prevenir a recaída do antigo fumador e promover a qualidade de vida. Existe uma rede de referenciação/articulação no âmbito dos comportamentos aditivos e das dependências, cujo manual é do conhecimento de todos os profissionais, para onde sempre que se justifique um nível de intervenção mais diferenciada, os clínicos referenciam os utentes. Objectivos Reduzir a mortalidade e morbilidade associadas ao consumo de tabaco; Prevenir o consumo de tabaco dos adolescentes, jovens e outros grupos vulneráveis; Promover a cessação tabágica; 86
100 Adequar as consultas de cessação tabágica ao Programa Tipo de Cessação Tabágica da DGS; Promover a formação dos profissionais de saúde nas áreas de cessação tabágica, e de outros comportamentos aditivos; Promover a referenciação, conforme o previsto na rede, sempre que necessário; Divulgar e equipar as Unidades Funcionais dos ACES de material pedagógico/ normas orientadoras através do Manual de Boas Práticas em Cuidados de Saúde Primários. Indicadores de Execução Código SIARS INDICADORES Atingido em FX Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos, com quantificação dos hábitos tabágicos nos últimos 3 anos 27,98% FX Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 14 anos e com hábitos tabágicos, a quem foi realizada consulta relacionada com tabagismo, no último ano 25,85% P17 %o de Utentes com codificação ICPC2 de Abuso crónico do tabaco 65,78%o Programa para a Promoção da Alimentação Saudável Uma alimentação saudável tem como finalidade melhorar o estado nutricional da população e diminuir as doenças relacionadas com a alimentação. Desde os anos oitenta, que a alimentação e a nutrição são consideradas como áreas prioritárias de saúde pública (a Declaração de Adelaide (1988), Conferência Internacional de Nutrição (Roma), em 1992). Recentemente, a nível europeu, a OMS considerou a alimentação inadequada, como um dos principais factores de risco para as doenças crónicas (cancro, diabetes, doenças cardiovasculares). Em Portugal, foi implementado o Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) que tem como finalidade melhorar o estado nutricional da população. O Programa incentiva a disponibilidade física e económica dos alimentos constituintes de um padrão alimentar saudável e cria as condições para que a população os valorize, aprecie e consuma, integrando-os nas suas rotinas diárias. Um consumo alimentar adequado e a consequente melhoria do estado nutricional dos cidadãos tem um impacto directo na prevenção e controlo das doenças mais prevalentes a nível nacional (cardiovasculares, oncológicas, diabetes, obesidade ) mas também deve permitir, simultaneamente, o crescimento e a competitividade 87
101 económica do país, em outros sectores, como os ligados à agricultura, ambiente, turismo, emprego ou qualificação profissional. É extremamente importante a divulgação de boas práticas com o objectivo de promover consumos alimentares saudáveis, uma vez que são protectores da doença. Os profissionais no desempenho da sua actividade devem aproveitar todas as oportunidades para transmitir informação que, possa influenciar, atitudes e comportamentos na área alimentar. Pois, há estudos que comprovam que as intervenções breves desenvolvidas por profissionais de saúde são consideradas eficazes. A elevada prevalência da obesidade constitui, actualmente, um dos principais problemas de saúde pública. Segundo o PNPAS: Em Portugal, cerca de 32% das crianças, com idades compreendidas entre 7 e 9 anos, apresentam excesso de peso, sendo 11% obesas. Além disso, 24% das crianças em idade pré-escolar apresentam excesso de peso e 7% são obesas. Na idade adulta os indicadores são ainda mais preocupantes, uma vez que, 50% da população tem excesso de peso, sendo 15% obesa. No ACeS BV, em, 2013, 6,5% (21749) utentes com idade superior a 14anos estavam codificados como obesos. O ACeS BV desenvolve alguns projectos de intervenção comunitária, nesta área, tais como: projecto minorsal.saúde que integra os subprojectos pão.come e sopa.come ; projecto oleovitae, e o projecto vending.saude. De salientar que o projecto sopa.come é transversal a todos os Centros de Saúde. Objectivos: Envolver diferentes sectores da sociedade (Escolas, Câmaras, IPSS, Empresas, Estabelecimentos de Restauração) na promoção da alimentação saudável; Capacitar cidadãos capazes de tomar decisões informadas acerca dos alimentos e práticas culinárias saudáveis; Promover a formação aos profissionais de saúde na área da alimentação saudável; Divulgar e equipar as UF do ACES BV com material pedagógico/ normas orientadoras. No âmbito deste programa considera-se importante a inclusão do projecto Segurança alimentar em cantinas que está a ser desenvolvido, no ACeS BV, com o objectivo de assegurar a identificação dos perigos para a saúde dos consumidores, promover a implementação das medidas e condições necessárias para controlar os perigos e assegurar que géneros alimentícios são próprios para consumo humano, tendo em conta a sua utilização. 88
102 Segurança Alimentar em Cantinas Fundamentação As cantinas colectivas (de refeitórios escolares, de creches, infantários e IPSS) devem fornecer refeições equilibradas mas também seguras, garantindo a inocuidade, salubridade e boa conservação dos produtos alimentares desde a recepção das matérias-primas até à sua distribuição. A higiene e salubridade dos estabelecimentos onde se fabricam, preparam ou servem alimentos são determinadas pelas infra-estruturas, pelo desenho das suas instalações e equipamento, assim como pelas boas práticas sanitárias e procedimentos técnicos. De acordo com a OMS, uma Doença de Origem Alimentar é uma doença, geralmente de natureza infecciosa ou tóxica, provocada por agentes que entram no corpo através da ingestão de alimentos ou de água. As falhas estruturais e o desconhecimento ou negligência das boas práticas de higiene alimentar podem levar à contaminação dos alimentos e, consequentemente, à ocorrência de toxinfecções alimentares (TAC). Nos Estados Unidos da América, durante o ano de 2002, ocorreram casos de doença de origem alimentar, dos quais, 10% ocorreram em cantinas escolares. Os dados da OMS relativos ao período de , em 16 países europeus, apontam para 481 surtos associados a cantinas escolares, responsáveis por cerca de 6000 casos de TAC. Em Portugal, houve um aumento genérico no número de TAC, registado entre 1993 e Dos casos notificados em 1999, as escolas e jardins-de-infância destacaram-se, como local de aquisição da doença, com 31% dos surtos, demonstrando a importância deste tipo de estabelecimentos na transmissão de TAC. A prevenção da ocorrência de TAC passa, fundamentalmente, pela implementação de sistemas preventivos, como o de análise de perigos e de pontos críticos de controlo (HACCP), de modo a garantir a segurança ao longo da cadeia alimentar. Objectivos Melhorar as condições de higiene alimentar em cantinas escolares, de creches, infantários e IPSS s; Uniformizar critérios e procedimentos de actuação pelos profissionais ; Articular com o Laboratório de Saúde Pública, como elemento integrante na vigilância microbiológica de utensílios, equipamentos e superfícies, em estabelecimentos de restauração; Estabelecer parcerias com outras entidades com competências em matéria de segurança alimentar; 89
103 Identificar necessidades de formação dos manipuladores e dos responsáveis das cantinas. Indicadores de Execução e Metas INDICADORES Avaliação qualitativa das condições higio-sanitárias de instalação e de funcionamento de 90% das cantinas cadastradas até ao final de 2015 Vigilância microbiológicas de alimentos, utensílios, equipamentos e superfícies, em 90% das cantinas vistoriadas Promover a adopção de medidas correctivas em 100% das cantinas escolares vistoriadas onde foram detectadas deficientes condições de instalação e/ ou de funcionamento até ao final de Formação/ sensibilização de 50% dos manipuladores e dos responsáveis das cantinas no quais foram identificadas necessidades de formação. % de das cantinas colectivas com cadastro actualizado % de das cantinas colectivas vistoriadas % determinações analíticas realizadas no LSP de Aveiro % de notificações sobre estabelecimentos com deficientes condições Saúde Ambiental Fundamentação Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o conceito Saúde e Ambiente integra as consequências para a saúde, que resultam das interacções entre a população humana e o conjunto de factores do ambiente. Tal significa que a saúde, quer a nível individual, ou comunitário, reflecte muitas das medidas adoptadas noutros sectores, sendo uma variável dependente do sistema socioeconómico e ambiental. Assim, a protecção do ambiente e da saúde constitui um dos maiores desafios que se colocam à sociedade moderna, sendo cada vez mais assumido o compromisso de salvaguarda do ambiente, assente num modelo de desenvolvimento sustentável. Neste sentido, o ambiente surge como um factor estrategicamente determinante na obtenção de ganhos em saúde. A Saúde Ambiental pode ser definida como uma área da Saúde Pública que estuda os factores de risco ambientais e avalia a sua repercussão no ser humano. Neste âmbito são desenvolvidos, ao nível do ACeS BV, acções integradas em planos, programas e projectos vigilância sanitária em que se pretende intervir, ao nível dos factores ambientais, com o objectivo de promover a saúde do indivíduos e das comunidades a eles expostos, através da monitorização, correcção, minimização ou anulação dos factores de risco ambiental existentes. 90
104 A implementação dos programas de Saúde Ambiental têm por base uma normalização de procedimentos, que se pretende reforçar em 2014, através da divulgação de orientações, formação, supervisão, acompanhamento e avaliação. Os programas desenvolvidos, nesta área são os que se apresentam em seguida: Programa Vigilância Sanitária de Águas a) Programa Vigilância Sanitária de Águas para Consumo Humano (PVSACH); b) Programa Vigilância Sanitária de Piscinas (PVSP); c) Programa Vigilância Sanitária de Oficinas de Engarrafamento (PVSOE); d)programa Vigilância Sanitária de Estabelecimentos Termais (PVSET); e) Programa Vigilância Sanitária de Águas Balneares (PVSB); Programa de Gestão de Resíduos Hospitalares (PGRH); Programa da Rede de Vigilância de Vectores REVIVE Programas de Vigilância Sanitária de Águas No que respeita aos programas de vigilância sanitária de águas têm como característica comum a complementaridade de intervenção de varias entidades, de acordo com as responsabilidades tuteladas em conformidade com as politicas nacionais e comunitárias. Outra característica comum é o facto de todos eles se desenvolverem em três vertentes: tecnológica, analítica e epidemiológica. No que respeita à vertente tecnológica: O PVSACH, inclui diversas intervenções, nomeadamente, a caracterização dos diversos componentes do Sistema de Abastecimento (SA), desde a origem/captação à distribuição, e o acompanhamento do respectivo funcionamento dos. O PVSP, inclui a análise das medidas de gestão e manutenção da qualidade da água utilizada nos tanques, da qualidade do ar em piscinas cobertas, da qualidade dos equipamentos e da qualidade das superfícies. O PVSOE, inclui a realização de visitas técnicas e vistorias à oficina de engarrafamento para avaliação das condições higio-sanitárias, de conservação e funcionamento das instalações e equipamentos. Também se identificam situações que possam interferir com a qualidade da água distribuída e, consequentemente, com a saúde dos consumidores, ou mesmo pôr em causa a saúde dos trabalhadores. 91
105 O PVSET, inclui acções de avaliação das condições de higiene e segurança a nível das instalações e do funcionamento dos Estabelecimentos Termais, assim como a análise das medidas de gestão e manutenção da qualidade da água utilizada nos tratamentos e nos equipamentos, com identificação dos equipamentos e dos tipos de tratamento utilizados. Na operacionalização do PVSZB a realização de acções de vigilância têm como finalidade a caracterização das zonas balneares e a avaliação das condições de segurança e funcionamento das instalações envolventes das mesmas, assim como, identificação de fontes de poluição por forma a que, com o resultado destas acções se consiga identificar as zonas balneares que não representam perigo para a saúde dos utilizadores, relativamente às zonas de salubridade. A vertente analítica - está relacionada com as acções de monitorização da qualidade da água e envolve a colheita de amostras para análise microbiológica e físico-química e a verificação do cumprimento do programa de controlo da qualidade da água. A vertente epidemiológica - permite estabelecer eventuais associações/ relações entre o estado de saúde dos consumidores/ utilizadores e os resultados analíticos obtidos quer através dos programas de vigilância sanitária como dos realizados pela entidade gestora/ concessionários/ entidade competente Programas de Vigilância Sanitária de Águas a) Programa de Vigilância Sanitária Água para Consumo Humano (PVSACH) Fundamentação A água constitui um dos principais factores do desenvolvimento socioeconómico, da coesão social e da promoção ambiental, pelo que, a prevenção da poluição, a protecção e melhoria da qualidade das águas assumem relevância primordial nas políticas de desenvolvimento sustentável. O uso da água e a ocupação e transformação dos solos são susceptíveis de provocar alterações na disponibilidade e qualidade hídricas, podendo a sua poluição, derivada directa ou indirectamente das actividades humanas, constituir situações de risco para a saúde humana. Há ainda a considerar o caso de eventos naturais extremos, como cheias e secas, frequentemente agravados pelas actividades humanas, poderem constituir também situações de risco para a saúde humana. A vigilância sanitária da qualidade da água para consumo humano, deve ser assegurada de forma regular e periódica. O programa que se apresenta procura integrar as directrizes do n.º 2 do artigo 30.º Decreto-Lei n.º 306/2007, de 27 de Agosto, o qual sublinha que as acções de vigilância sanitária devem ter 92
106 em conta o conhecimento do sistema de água, o seu funcionamento e as características da água e das zonas de abastecimento consideradas mais problemáticas. Objectivos Prevenir doenças transmitidas pela água para consumo humano; Melhorar o conhecimento dos sistemas de abastecimento, o seu funcionamento, as características da água e as zonas de abastecimento, nomeadamente os consideradas mais problemáticos; Identificar factores de risco (existentes ou potenciais) dos SA identificados; Uniformizar critérios e procedimentos de actuação; Assegurar a transmissão de informação ao público utilizador e entidades competentes, sempre que necessário; Assegurar a articulação com outras entidades com competências legalmente definidas; Fornecer informação ao público e entidades competentes. Indicadores de execução e metas Indicadores Meta % de análises de água efectuadas de acordo com a programação 100% % de análises de água efectuadas com resultados inferiores ao valor paramétrico/valor de referência/valor máximo limite 95% % SA identificados com factores de risco existentes ou potenciais. 100% b) Programa Vigilância Sanitária Água de Piscinas (PVSP) Fundamentação Uma considerável diversidade de efeitos adversos para a saúde (quer dos utilizadores, quer dos trabalhadores) poderá estar associada à utilização das piscinas, sendo de destacar: afogamento, lesões resultantes de quedas, lesões corto-contusas, doenças associadas à exposição a agentes biológicos da água da piscina (conjuntivites, otites, sinusites, gastroenterites, faringites, conjuntivites, legioneloses, pneumonias, leptospirose, verruga plantar ou pé de atleta). Podem ocorrer situações que poderão ter na sua origem perigos físicos associados a deficientes condições estruturais e de funcionamento da piscina, não sendo de descurar questões ligadas a factores comportamentais de risco ( desrespeito por regras de segurança, falta de vigilância, falhas ou imprudência humana). 93
107 Assim, atendendo à multiplicidade de perigos em termos de Saúde Pública associados à frequência ou laboração em piscinas, há necessidade de se desenvolverem acções de Vigilância Sanitária e assegurar a existência de planos de monitorização e controlo desses perigos, de modo a que, a saúde e segurança dos utilizadores e trabalhadores seja assegurada. Objectivos Prevenir os perigos para a saúde decorrentes da utilização e laboração em piscinas; Identificar factores de risco decorrentes da utilização das Piscinas existentes; Promover a implementação do Livro de Registo Sanitário e o circuito de informação entre gestores de piscinas e Autoridade de Saúde; Melhorar o conhecimento das condições de instalação e funcionamento das piscinas; Articular com os gestores das piscinas; Divulgar informação aos gestores e aos utilizadores de piscinas; Promover a implementação de práticas de trabalho na perspectiva da segurança e saúde. Indicadores de Execução e Metas Indicadores Meta % Piscinas com identificação de factores de risco existentes ou potenciais. 100% % Piscinas onde é implementado o Livro de Registo Sanitário e o circuito de informação entre gestores de piscinas e Autoridade de Saúde. % de análises de água efectuadas de acordo com a programação 100% % de análises de água efectuadas com resultados inferiores ao valor paramétrico/valor de referência/valor máximo limite 75% 95% c) Programa Vigilância Sanitária de oficinas de engarrafamento (PVSOE) Fundamentação Por definição, Água de Nascente é a água subterrânea, considerada bacteriologicamente própria, com características físico-químicas que a tornam adequada para consumo humano, no seu estado natural. São águas naturais que não sofrem qualquer tratamento químico, susceptível de alterar as características bacteriológicas e químicas. De acordo com a legislação vigente, o seu engarrafamento tem de ser realizado no local onde são exploradas e os aquíferos de onde provêm são obrigatoriamente dotados de perímetros de protecção, de forma a evitar qualquer tipo de poluição. Podem apresentar ligeiras variações das quantidades de sais minerais ao longo do ano, pelo facto de terem um tempo de circulação no subsolo relativamente curto. 94
108 O Decreto-Lei nº 156/98, de 6 de Junho define e caracteriza as águas minerais naturais e de nascente e estabelece regras relativas à sua exploração, acondicionamento e comercialização. A Portaria n.º 1220/2000, de 29 de Dezembro, vem definir a qualidade da água na captação. Atendendo que, na área geográfica abrangida pelo ACeS Baixo Vouga está identificada água de nascente e conforme previsto, na legislação em vigor, estão a ser desenvolvidas, actividades de vigilância sanitária em todas as fases do processo. Essas actividades consistem na realização de visitas técnicas e vistorias à oficina de engarrafamento para avaliação das condições higio-sanitárias, de conservação e funcionamento das instalações e equipamentos, de modo a identificar situações que possam interferir com a qualidade da água distribuída e, consequentemente, com a saúde dos consumidores e dos trabalhadores. A avaliação da qualidade da água é efectuada tendo por base os resultados do controlo analítico realizados pelo estabelecimento, bem como, as análises de vigilância sanitária efectuadas, permitindo assim, o acompanhamento da qualidade desde a captação até ao produto final. Objectivos Prevenir doenças transmitidas através da ingestão de água de nascente engarrafada; Actualizar o diagnóstico da situação no domínio deste tipo de águas, identificando potenciais riscos para a saúde; Promover a vigilância da qualidade das águas de nascente nas oficinas de engarrafamento; Melhorar o conhecimento relativo às condições de instalação e funcionamento das oficinas de engarrafamento, como meio de identificação de situações que possam interferir com a qualidade da água; Articular com as entidades gestoras/concessionários. d) Programa Vigilância Sanitária de Estabelecimentos Termais Fundamentação Considera-se Estabelecimento Termal a unidade prestadora de cuidados de saúde na qual se realiza o aproveitamento das propriedades terapêuticas de uma água mineral natural para fins de prevenção da doença, terapêutica, reabilitação e manutenção da saúde, podendo, ainda, praticar-se técnicas complementares e coadjuvantes daqueles fins, bem como serviços de bem-estar termal (art. 2º do Decreto-Lei nº142/2004 de 11 de Junho). Para além da água 95
109 mineral natural também poderão ser utilizados, com fins terapêuticos os seus derivados - lamas ou gás. A entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 142/2004, de 11 de Junho, que regula o licenciamento, a organização, o funcionamento e a fiscalização dos estabelecimentos termais, atribui às Autoridades de Saúde competências específicas na vigilância dos estabelecimentos termais. Assim, de acordo com o referido diploma legal, compete ao delegado concelhio de saúde efectuar as vistorias necessárias: Ao processo de licenciamento do funcionamento do estabelecimento termal. Às alterações relevantes previstas no n.º 1 do artigo 22.º do referido diploma. Ao pedido de introdução de novos serviços termais e de novas tipologias de tratamentos abrangidos pelos serviços fundamentais. Ao levantamento da suspensão de funcionamento dos estabelecimentos termais (n.º 1 do art. 23.º do Decreto-Lei n.º 142/2004, de 11 de Junho). Compete-lhe, ainda, no âmbito dos poderes de vistoria e vigilância sanitária: Verificar a satisfação dos requisitos técnicos e legais exigidos para o funcionamento dos estabelecimentos termais. Avaliar a implementação dos programas de controlo de qualidade. Propor as medidas correctivas consideradas necessárias face às deficiências detectadas. Verificar as condições de funcionamento dos equipamentos existentes. Participar ao delegado regional de saúde as infracções que constituam contra-ordenações, com vista à aplicação das coimas previstas na lei. (n.º 2 do artigo 23.º do Decreto-Lei n.º 142/2004, de 11 de Junho). Objectivos Prevenir doenças transmitidas pelas águas minerais naturais, utilizadas em estabelecimentos termais através da ingestão, inalação ou contacto dérmico; Actualizar o diagnóstico da situação no domínio deste tipo de águas, identificando potenciais riscos para a saúde nos existentes; Realizar a vigilância da qualidade das águas minerais naturais em todos os estabelecimentos termais da área geográfica do ACeS BV; Reforçar a avaliação das condições de segurança, higio-sanitárias e de funcionamento dos estabelecimentos termais; Reforçar a articulação com as entidades gestoras/concessionários. 96
110 e) Programa Vigilância Sanitária Zonas balneares (PVSZB) Fundamentação São águas balneares as águas superficiais, quer sejam interiores, costeiras ou de transição, tal como definidas na Lei da Água (Lei n.º 58/2005, de 29 de Dezembro), em que se preveja um grande número de banhistas e onde a prática balnear não tenha sido interdita ou desaconselhada de modo permanente. As águas balneares são identificadas anualmente. A prática balnear pode colocar vários riscos para a saúde, riscos que dependem da natureza da fonte de contaminação, das características da massa de água e da condição imunológica do banhista. De acordo com as disposições da directiva, as autoridades competentes, em cada Estado Membro, deverão identificar, gerir, monitorizar e classificar a qualidade das águas balneares e prestar informação ao público sobre as mesmas. De acordo com o art.º 12.º do Decreto-Lei n.º 135/2009, de 3 de Junho, são desenvolvidas acções de vigilância sanitária das zonas balneares: Avaliar as condições de segurança e funcionamento das instalações e envolventes das zonas balneares; Realizar análises que complementem a avaliação da qualidade das águas balneares; Realizar análises que complementem a avaliação de factores de risco, quando justificados pelos dados ambientais ou epidemiológicos; Avaliar o risco para a saúde da prática balnear. Objectivos Prevenir os perigos para a saúde decorrentes da utilização das zonas balneares; Desenvolver acções de vigilância sanitária das zonas balneares; Avaliar as condições de segurança e funcionamento das instalações envolventes, nas zonas balneares abrangidas pelo programa; Assegurar a articulação com outras entidades com competências legalmente definidas (Autoridade Marítima, Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, Administrações Portuárias e Câmaras Municipais). 97
111 3.6.2 Programa de Gestão de Resíduos Hospitalares (RH) No âmbito dos Resíduos Hospitalares (RH) e de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), entre 75% a 90% dos resíduos hospitalares produzidos pelas unidades de saúde não apresentam risco, podendo ser equiparados a resíduos sólidos urbanos, pois são maioritariamente provenientes dos serviços administrativos e resultantes de tarefas domésticas, podendo também incluir resíduos produzidos durante a prestação de cuidados de saúde. Os restantes 10 a 25% de resíduos hospitalares são considerados perigosos e podem criar uma grande variedade de riscos para a saúde. O fluxo dos resíduos desde a sua produção até à sua eliminação é orientado por princípios e estratégias, designados por gestão de resíduos. Em termos de gestão de RH é necessário equacionar também a produção de resíduos integrados em fluxos específicos, dos quais se destaca as embalagens e resíduos de embalagens ; os resíduos de equipamentos eléctricos e electrónico, e as pilhas e os acumuladores usados, por serem os que são gerados com maior frequência, no funcionamento das unidades funcionais e para os quais é prioritário definir/actualizar procedimentos sistematizados de gestão. Atendendo ao exposto, pode concluir-se que os RH constituem um grupo muito heterogéneo e podem representar um importante problema de saúde pública e ambiental, uma vez que, se não for feita uma gestão correcta poderão trazer consequências, entre as quais a disseminação de doenças, a contaminação do biota animal e vegetal, das águas (em especial das subterrâneas), do solo, dos alimentos e do ar. Também uma inadequada gestão dos RH no local de produção (centros de saúde, hospitais, unidades privadas de saúde, domicílios) poderá constituir um risco importante de situações de acidentes de serviço e de doenças profissionais. A gestão dos resíduos é da responsabilidade do produtor, sem prejuízo da responsabilidade de cada um dos operadores na medida da sua intervenção no circuito de gestão. Para minimizar os riscos relacionados com os RH foi feita, pela equipa responsável pelo programa, formação aos interlocutores de enfermagem dos Centros de Saúde e elos de ligação das UF. Em 2014, propõe-se fazer formação aos profissionais que fazem a recolha, triagem e transporte até aos depósitos temporários de resíduos. Em cada Centro de Saúde. Objectivos Prevenir perigos para a saúde dos profissionais de saúde e dos utentes associados a uma gestão inadequada dos RH. 98
112 Optimizar a triagem dos RH, incluindo os RH pertencentes aos fluxos especiais; Instituir procedimentos uniformizados relativamente aos RH produzidos nos cuidados domiciliários; Manter actualizada uma base de dados que permita monitorizar e quantificar a produção dos diferentes tipos de RH em cada uma das unidades funcionais Sensibilizar e dar formação aos profissionais (protecção individual e procedimentos adequados); Indicadores de Execução INDICADORES Realizar uma acção formação aos profissionais, em cada Centro de Saúde % de Centros de Saúde com registo actualizado no SIRAPA/SILIAMB Programa da Rede de Vigilância de Vetores - REVIVE O Programa da Rede Nacional de Vigilância de Vetores teve o seu início em 2008, através de uma parceria estabelecida entre a DGS, INSA e ARS. Responde à necessidade de melhorar o conhecimento sobre as espécies de vetores presentes no país, a sua distribuição e abundância, contribuindo para o esclarecimento do seu papel como agentes de transmissão de doença, assim como detetar atempadamente introduções de espécies invasoras com importância em Saúde Pública, privilegiando a prevenção, em detrimento da resposta à emergência. Este programa actua em duas vertentes: - REVIVE Culicídeos - mosquitos : O programa desenvolve-se de Maio a Dezembro com colocação de armadilhas para captura de culicideos (adultos) e de Dezembro a Maio com a colocação de criadouros para captura de larvas e ovos (imaturos), de vectores culicideos. As principais doenças transmitidas por estes culicideos infectados são: Febre amarela, Malária, Vírus West Nile, Dengue. - REVIVE Ixodídeos - carraças : Desde 2011, a vigilância de Vetores no REVIVE foi alargada ao estudo de carraças com pesquisa dos agentes patogénicos mais importantes em Saúde Pública transmitidos por estes vetores, nomeadamente rickettsias (agentes da febre escaro-nodular e linfangite) e borrélias (agentes da borreliose de Lyme). Na ARS Centro, esta vertente entra em funcionamento este ano de 2014 (Maio a Outubro). 99
113 A vigilância de vetores transmissíveis de doença é actualmente de extrema importância, tendo em conta, as facilidades de deslocação e o aquecimento global que tem favorecido o aparecimento destes vetores que estavam confinados a regiões endémicas. Na área geográfica do ACeS BV este programa está a ser desenvolvido nos Concelhos de Aveiro, Ílhavo e Murtosa, concretamente no Porto de Aveiro e nas zonas com ambientes adequados (zona lagunar do Baixo Vouga, Ria de Aveiro e Reserva Natural das Dunas de S. Jacinto). Objectivos Caraterizar as espécies existentes nos locais previamente selecionados; Identificar agentes patogénicos, importantes em saúde pública transmitidos por estes vetores; Emitir alertas para a adequação das medidas de controlo, em função da densidade dos vetores e do nível de infeção Plano Estratégico do Baixo Carbono e Programa de Eficiência Energética Fundamentação As actividades em saúde, cuja finalidade última é prestar um serviço público à comunidade para proteger e cuidar da saúde dos cidadãos, constituem também um motor de desenvolvimento local, que promove o crescimento económico na sua área de influência. No entanto, também representam um custo ambiental importante devido à quantidade de recursos necessários (energéticos, água, recursos naturais) e aos efeitos derivados da sua utilização (contaminação atmosférica, contaminação do solo e da água, por exemplo). Este Programa, tem como principais objetivos a redução das emissões de gases com efeito de estufa e o aumento da eficiência nos consumos dos edifícios das unidades de saúde, através de medidas que resultem simultaneamente em benefícios económicos e na melhoria da prestação de serviço. No Ministério da Saúde foram publicados três despachos de Sua Excelência o Senhor Secretário de Estado da Saúde: - Despacho n.º 1729/2011, de 21 de janeiro, que incube a ACSS, em conjunto com as ARS, de definir a estratégia de implementação do Plano Estratégico do Baixo Carbono no sector da Saúde (PEBC) e que determina a nomeação de Gestores Locais de Energia e Carbono pelas ARS, hospitais, centros hospitalares, unidades locais de saúde (ULS) e agrupamentos de centros de saúde (ACeS). 100
114 - Despacho n.º 8662/2012, de 28 de junho, que determinou a nomeação de um Gestor Local de Energia e Carbono por todas as entidades públicas do sector da saúde. - Despacho n.º 4860/2013, de 9 de abril, que determina as metas de redução de consumos a observar em 2013, determina o desenvolvimento de um Guia de Boas Práticas para o Sector da Saúde e estabelece as atribuições e competências a atribuir aos Gestores Locais de Energia e Carbono do Ministério da Saúde. Sublinha-se que este programa visa a promoção da eficiência energética, traduzindo-se numa mitigação dos impactos negativos, associados às alterações climáticas. Por outro lado, a implementação das medidas nele propostas asseguram a redução dos custos com eletricidade, combustíveis e água, das entidades públicas do sector da saúde, e também a redução da produção de resíduos. Objectivos Melhorar a eficiência energética e reduzir as emissões de gases de efeito de estufa e de outras emissões contaminantes para a atmosfera associadas aos edifícios do ACeS Baixo Vouga. Elaborar o Guia de Boas Práticas do ACeS Baixo Vouga Promover a implementação das medidas constantes no Guia de Boas Práticas do ACeS BV (a elaborar), ou de outras do mesmo âmbito Monitorizar a implementação das medidas previstas no Guia de Boas Práticas do ACeS B V, e prestar informação sobre o estado de implementação das mesmas à ARS Centro, até ao final de Promover a realização de pelo menos uma ação de sensibilização dirigida aos utilizadores das instalações e equipamentos, até ao final de Estratégias Definição de procedimentos para monitorizar trimestralmente os consumos e custos com: energia elétrica, gás (natural, propano ou butano); água e produção de resíduos. Identificação e implementação das medidas de boas práticas, no âmbito das estratégias de baixo carbono e da eficiência energética e hídrica. Comunicação dos dados recolhidos, com uma periodicidade trimestral, à ARSCentro sobre o ponto de situação da implementação das medidas e respetivos resultados. 101
115 Implementação de acções para sensibilização dos utilizadores das instalações e equipamentos com vista à adopção de comportamentos que conduzam a uma redução dos consumos energéticos, hídricos e da produção de resíduos Saúde Mental Fundamentação Conforme o Programa Nacional de Saúde Mental com base em dados epidemiológicos da última década, é evidente que as perturbações psiquiátricas e os problemas relacionados com a saúde mental se tornaram a principal causa de incapacidade e uma das principais causas de morbilidade e morte prematura, principalmente nos países ocidentais industrializados. A nível Europeu, através do estudo The Global Burden of Disease (2010), constatou-se que as perturbações psiquiátricas eram responsáveis por 40% dos anos vividos com incapacidade, destacando-se claramente entre as 10 principais causas gerais de incapacidade (depressão, alcoolismo, esquizofrenia e doença bipolar). As perturbações depressivas são a 3ª causa de carga global de doença (1ª nos países desenvolvidos) e está previsto que passem a ser a 1ª causa a nível mundial em 2030, com agravamento plausível das taxas correlatas de suicídio e para-suicídio. No ACeS BV estão codificados com perturbações depressivas 9,8% (37409) utentes. Este problema, no ACeS aparece em 5º lugar e representa 28,4% de todos os problemas registados e codificados no capitulo Psicológico da ICPC2. Em Portugal, existe uma das mais elevadas prevalências de doenças mentais da Europa e uma importante percentagem das pessoas com doenças mentais graves ainda permanece sem acesso a cuidados de saúde mental. Muitos dos que têm acesso a cuidados de saúde mental continuam a não beneficiar dos modelos de intervenção (programas de tratamento e reabilitação psicossocial), considerados essenciais. Considera-se prioritário integrar um conjunto diversificado e articulado de unidades e programas, que vão desde a promoção da saúde mental e a prevenção da doença mental, aos cuidados assistenciais de internamento e de ambulatório, passando pela reabilitação psicossocial. Para além da sua comparticipação específica e directa para a carga global das doenças, as perturbações psiquiátricas têm também um efeito indirecto no aumento desta carga, mediado pela existência de uma interacção complexa com outras situações clínicas e de estilos de vida disfuncionais, tais como as doenças metabólicas, os consumos de substâncias, os acidentes de viação e os acidentes laborais. No que concerne, aos custos directos e indirectos associados às perturbações psiquiátricas, decorrentes das despesas assistenciais e da diminuição da produtividade, como são o exemplo 102
116 do desemprego, absentismo, baixas por doença ou apoio a familiar doente, têm um enorme impacto económico nos orçamentos públicos. A saúde mental tem de ser promovida desde a infância passando pela adolescência até ao idoso. A implementação do Plano Nacional de Prevenção do Suicídio é uma necessidade premente. Apresenta-se, na figura abaixo, a evolução da taxa de mortalidade por suicídio antes dos 65 anos, de 2006 a 2009, no ACeS BV, Região Centro e Continente, onde se constata um aumento da taxa nos três níveis em análise. Figura 35. Taxa bruta (%ooo) de mortalidade por suicídio antes dos 65 anos Fonte: WebSIG Mapas Interactivos O Programa Nacional de Saúde Mental prevê a reactivação do Programa Nacional para a Saúde das Pessoas Idosas, em particular, no setor relativo às perturbações demenciais, onde é importante articular com os cuidados continuados integrados e lares de idosos. Salienta-se a necessidade de articular com o setor social, autarquias e organizações não governamentais, no âmbito da reabilitação psicossocial e da prestação de cuidados continuados a doentes mentais, mas também, na promoção da saúde mental e prevenção da doença mental. É importante, aumentar a cobertura ao nível dos cuidados de saúde primários e a articulação com serviços especializados, através de equipas de saúde mental comunitária, pois verifica-se que a actividade neste âmbito tem maior impacto se for desenvolvida através de equipas multiprofissionais. Na área geográfica do ACeS BV existe, em dois concelhos, equipa de saúde mental comunitária infantil. Em 2014, pretende-se estender a pelo menos mais um concelho. 103
117 No ACeS existe um conjunto de projetos que visam a promoção da saúde mental e se integram no Programa de Saúde Mental, dos quais se destacam: Incluir -Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha; O doente Mental e a Família -Centro de Saúde de Águeda; Doente Mental -Centro de Saúde de Anadia e o + contigo - projeto (no âmbito da Saúde Escolar)- Centro de Saúde de Anadia, Ovar, Oliveira do Bairro; Projeto Ser Feliz -Centro de Saúde de Aveiro; Violência Doméstica - Centro de Saúde de Anadia; Encaminhamento e atendimento no âmbito da Rede Local de Intervenção a Vítimas de Violência Doméstica (RIVD) - Centro de Saúde de Sever do Vouga; Quero dizer basta Centro de Saúde de Anadia Objectivos Desenvolver, isoladamente e/ou em articulação com outras entidades, programas de promoção da saúde mental e de prevenção da doença mental. Implementar estratégias de articulação entre os serviços de saúde mental/psiquiatria com os cuidados de saúde primários, incentivando intervenções conjuntas e privilegiando a sua prestação nos Centros de Saúde ou em espaços sediados na comunidade; Promover a descentralização dos serviços assegurando o acesso a serviços de saúde mental na comunidade, aos utentes e seus familiares; Reduzir o impacto das perturbações mentais e contribuir para a promoção da saúde mental da população; Reforçar as medidas já previstas em relação ao desenvolvimento de serviços na comunidade, à promoção de programas de prevenção da depressão e do suicídio; Encorajar e apoiar as instituições no desenvolvimento e implementação de planos. Apoiar e estimular as redes sociais enquanto entidades promotoras de saúde mental. Indicadores de Execução/Impacto Código SIARS/ICPC FX INDICADORES Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 18 anos e diagnóstico de depressão, a quem foi prescrita terapêutica anti-depressiva Atingido em ,04% FX Proporção de inscritos com idade igual ou superior a 65 anos, a quem não foram prescritos ansiolíticos, nem sedativos, nem hipnóticos, no período em análise 63,27% P 70 %o utentes com diagnostico e codificação de demência 5,03%o P76 %o utentes com diagnostico e codificação de perturbações depressivas 97,95%o 104
118 3.8 Prevenção de Acidentes Fundamentação A nível mundial, os acidentes constituem um grave problema de saúde pública. Em Portugal, os acidentes em geral são a principal causa de morte e incapacidade nas crianças, jovens e adultos até aos 44 anos, sendo os acidentes de viação os mais frequentes. Prevê-se que em 2030, estes sejam a 5.ª causa de morte no mundo e a 7.ª causa de anos de vida perdidos, gerando um grande número de jovens com deficiência, com os consequentes custos económicos e psicossociais. Segundo os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, na área de abrangência do ACeS BV, o número de vítimas de acidentes de viação registado, nos últimos cinco anos, foi de 169 vítimas mortais, 520 feridos graves e 9889 feridos leves. Dos dados apurados junto do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE (CHBV, EPE), no período entre 2008 e 2012, ocorreram 904 episódios de urgência por acidente de viação, em crianças e jovens até aos 18 anos, residentes nos concelhos de abrangência do ACeS BV. Tendo em conta a magnitude e transcendência deste problema é fundamental que haja um trabalho global, intersectorial e sustentável de promoção da saúde e de prevenção dos acidentes. No âmbito do Programa Nacional de Prevenção de Acidentes, foi nomeada em Abril de 2013, a Equipa do Programa de Prevenção de Acidentes do ACeS BV que elaborou o programa do ACeS BV para Este visa contribuir para a diminuição do número de acidentes não intencionais, tendo como população alvo os profissionais de saúde e a população da área de abrangência do ACeS BV. A sua implementação e execução assentam em quatro eixos de estratégicos: Eixo I: Caracterização da sinistralidade nos concelhos da área de abrangência do ACeS BV. Eixo II: Formação/capacitação dos profissionais de saúde no transporte seguro de bébes, crianças e jovens. Eixo III: Informação/capacitação de adultos responsáveis pelo transporte seguro de bébes, crianças e jovens (pais/encarregados de educação, educadores, ) Eixo IV: Sensibilização da comunidade para a promoção da segurança e a prevenção de acidentes não intencionais. Em 2013, a Equipa do Programa de Prevenção de Acidentes do ACeS BV: - iniciou a caracterização da sinistralidade, em articulação com o Serviço de Pediatria do CHBV, EPE, com a recolha e análise dos dados; - Formalizou candidatura ao projecto bebés, crianças e jovens em segurança da DGS, de forma a adquirir equipamentos (bancos simuladores e sistemas de retenção de crianças) e material informativo que permitam a capacitação da população alvo. O mesmo foi aceite, aguardando-se a entrega do material; 105
119 - Elaborou 3 artigos: Neste Verão conduza em Segurança!, Nestas férias, não use o telemóvel quando conduz! e A Segurança no transporte da criança inicia-se na gravidez!. Estes foram divulgados no ACeS BV e na comunidade ( Diário de Aveiro, Rede Social de Aveiro, blogue Construindo Famílias, entre outros). Ao nível do ACeS BV, foram ainda realizadas as seguintes actividades pelas equipas da USP: - Caracterização dos espaços periescolares de 6 dos 7 agrupamentos de escolas (86%) do Concelho de Aveiro; - Sessões de educação para a saúde sobre segurança rodoviária, dirigidas à comunidade educativa: crianças do pré-escolar (23 sessões no Concelho de Albergaria-a-Velha), alunos do 1º ciclo (22 sessões no Concelho de Albergaria-a-Velha e 14 sessões no Concelho de Sever do Vouga) e do 12º ano (33 sessões no Concelho de Aveiro); - Candidatura ao projecto bebés, crianças e jovens em segurança da DGS, pela equipa da USP Vagos, tendo esta recebido um banco simulador e dois sistemas de retenção de crianças. Em 2014, as actividades da Equipa do Programa de Prevenção de Acidentes do ACeS BV prendem-se com: - Prossecução do diagnóstico de situação, com a colaboração do serviço de Pediatria do CHBV, EPE e de internas de Medicina Geral e Familiar do ACeS BV; - Capacitação da população alvo, com recurso ao material a receber da DGS; - Sensibilização da comunidade para a problemática dos acidentes não intencionais. 106
120 IV - PLANO DE FORMAÇÃO O plano de formação que a seguir se apresenta resulta do levantamento de necessidades identificadas pelos profissionais do ACeS. Considera-se de extrema importância a formação continua dos profissionais como processo dinâmico de actualização e aperfeiçoamento de conhecimentos e boas práticas visando o desenvolvimento profissional e a melhoria continua da qualidade dos cuidados prestados. O presente Plano de Formação estrutura-se em função de cinco grandes objectivos: Incentivar a actualização dos Profissionais ; Promover a motivação dos Profissionais; Responder às necessidades manifestadas; Fomentar o intercâmbio e divulgar experiências; Desenvolver capacidades, competências, saberes e actuações. No quadro 38 apresenta-se o plano de formação a realizar internamente no ACeS BV. No quadro 38 a) encontra-se o diagnóstico das necessidades de formação dos colaboradores que se pretende seja incluída no plano de formação regional. Saúde Organização e Gestão Comportamental Quadro 38. Plano Formação do ACeS BV Áreas de Formação Saúde Escolar - Projectos Regionais - classificação Internacional de Funcionalidade Planeamento Familiar - Aplicação de DIU Cuidados Continuados Diabetologia: Educação terapeutica na diabetes tipo 2, Prevenção e controlo da Diabetes, Pé Diabético,insulinoterapia Prevenção e controlo da HTA Tabagismo - Prevenção primária Tratamento de Feridas/terapia compressiva Controlo da Infeção em instituições de saude (fluidos orgânicos, corto-perfurantes) Gestão de Resíduos Hospitalares / Controlo da Infecção - higienização de instalações e equipamentos e manipulação de resíduos Injectáveis Disturbios alimentares Programa Nacional de Saude Infantil e Juvenil Padrões de Qualidade Planeamento em Saude/Indicadores de Saude Isenções Migrantes/Procedimentos Excelência no Serviço 107
121 Quadro 38.a). Proposta de Plano de Formação/ Necessidades Identificadas no ACeS BV Áreas de Formação Saúde Suporte básico de vida 1 e 2 Suporte Avançado de vida Nucleo de Apoio a Crianças e Jovens em risco -organização/funcionamento/instrução de processos Saúde Escolar - Projectos Regionais - classificação Internacional de Funcionalidade Geriatria e gerontologia -saude mental no idoso Pedopsiquiatria - Abordagem de patologias mais frequentes Cuidados aos doentes acamados e suporte/ensino aos cuidadores informais/familia; cuidados paliativos Planeamento Familiar - Aplicação de DIU Higiene e Segurança nos Serviços de Saude Saude nos jovens Cuidados Continuados Diabetologia: Educação terapeutica na diabetes tipo 2, Prevenção e controlo da Diabetes, Pé Diabético,insulinoterapia Cardiologia em CSP - Eletrocardiografia Hipocoagulação Urgência/emergência Prevenção e controlo da HTA Tabagismo - Prevenção primária Tratamento de Feridas/terapia compressiva Actualização em Infeção VIH/SIDA e outras IST Vigilância Partilhada Materno-neonatal e Infantil-adolescentes Controlo da Infeção hospitalar em instituições de saúde (fluidos orgânicos, corto-perfurantes) Alimentação no 1º ano de Vida/amamentação Emergência/Trauma Oncologia em CSP - Manutenção de cateteres centrais em doentes oncológicos Gestão do Risco Clinico Gestão de Resíduos Hospitalares / Controlo da Infecção - higienização de instalações e equipamentos e manipulação de resíduos Hematologia - alterações do hemograma Violência Doméstica IRC e Diabetes Dor e Varfine Neurologia Sexualidade do idoso, adulto com deficiência e doente oncológico Disturbios alimentares Sindrome de Burnout Reações anafiláticas Incidentes e eventos adversos-sistema Nacional de Notificação de Incidentes e Eventos Adversos Segredo Médico, ACeSso a dados clinicos e dever de colaboração Saude Materna Ortopedia em CSP (lombalgias, tendinites) Programa Nacional de Saude Infantil e Juvenil Processo de enfermagem na gestão do regime terapêutico da doença crónica 108
122 Organização e Gestão Quadro 38.a) Cont. Áreas de Formação SIADAP avaliadores Melhoria contínua da qualidade em CSP Arquivo e documentação Organização e gestão do tempo e de procedimentos administrativos Organização e gestão dos CSP Formação de Formadores para educação para a saude na comunidade Padrões de Qualidade Planeamento em Saude/Indicadores de Saude Isenções Gestão da Crise no Sistema de Saude Formação de Formadores Planeamento e Gestão por Objectivos Gestão, Liderança e Trabalho em Equipa Comunicação e atendimento aos cidadãos e utentes Padrões de Qualidade Migrantes/Procedimentos Comportamental Articulação e comunicação entre equipas, Técnicas de comunicação Gestão de conflitos Liderança Gestão do tempo Excelência no serviço Liderança intrapessoal e interpessoal Motivação Técnicas de Dinâmicas de Grupos Atendimento ao Publico/Telefónico e imagem da instituição Direitos e Deveres dos profissionais Assistentes Operacionais Multiculturalidade - Como lidar com as diferenças culturais mais frequentes em Portugal, aspectos ligados à vivência da saúde /doença Postura dos Profissionais Face à Reforma dos CSP Como lidar com o luto -(Profissionais/Utentes/Familiares) S. Informação/ Informática Sistemas de informação em enfermagem - CIPE/SAPE (1 - processo de documentação dos cuidados de enfermagem; 2 - concepção e planeamento dos cuidados de enfermagem; 3 - processo de monitorização e os cuidados de enfermagem) Tratamento estatístico de dados para demonstração de ganhos em saúde Word, Powerpoint, Excel, Internet, Correio eletrónico SAM, SINUS Mim USF GEMA - Sistema de Informação para Gestão de Materiais SIIMA, SAPE/Siima Parametrização /Tratamento e Informatização de Cuidados de Enfermagem Outros Elaboração de projectos Supervisão Clinica Registos Clínico e Codificação Multiculturalidade - Como lidar com as diferenças culturais mais frequentes em Portugal, aspectos ligados à vivência da saúde /doença Procedimentos na limpeza, desinfeção e esterilização Incidentes e Eventos Adversos-Sistema Nacional de Notificação Segredo Médico, ACeSso a dados clinicos e dever de colaboração 109
123 V INSTALAÇÕES E EQUIPAMENTOS 1. Instalações Físicas Dos 85 edifícios onde, actualmente, desenvolvem a sua actividade assistencial, as Unidades Funcionais prestadoras de cuidados de saúde primários deste ACeS BV, apenas 26 desses imóveis são propriedade da ARSC, I.P., havendo a considerar 46 Unidades de Saúde instaladas em edifícios em situação de cedência gratuita e em 13 espaços com contrato de arrendamento ou com o pagamento ao proprietário do imóvel, por parte da ARSC, I. P., de uma comparticipação pela ocupação do espaço (ver quadro 39). De salientar o facto de, 49 desses edifícios, apresentarem uma antiguidade igual ou superior a 20 anos, facto que, por si só, deve ser motivo de preocupação, impondo-se o incremento de actividades de manutenção/conservação e reabilitação desses edifícios, face ao seu estado de degradação, de modo a salvaguardar-se a segurança da utilização dos edifícios, por parte dos seus utilizadores, designadamente nos aspectos associados à protecção e ao conforto, de entre os quais se pode salientar: a protecção contra intempéries, acidentes e quedas, segurança ocupacional, higiene, segurança e saúde no trabalho, segurança ambiental, qualidade do ar, etc. Para além da questão relacionada com a durabilidade da componente estrutural dos edifícios, importa não descurar as necessidades de manutenção de todos os componentes e instalações neles presentes, nomeadamente, com a implementação de acções de manutenção preventiva das instalações, que permitiriam manter o seu desempenho ao longo do tempo. 110
124 Quadro 39: Mapa de Instalações do ACES Baixo Vouga Tipo Nº SIIE Morada Área Liquida acima do Solo (m 2 ) Área Bruta acima do Solo (m 2 ) Área Liquida abaixo do Solo (m 2 ) Área Bruta abaixo do Solo (m 2 ) Tipo de uso do Propriedade do Valor mensal actual imóvel Observações Idade do edifício imóvel do arrendamento Edificado C. S. de Águeda Cuidados de Saúde 21 ARSC - IP -- Edificado E. S. de Agadão Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Junta Freguesia -- Edificado E. S. de Aguada de Baixo Cuidados de Saúde 14 Paraíso Social Aguada Baixo 149,65 Edificado E. S. de Aguada de Cima Cuidados de Saúde 23 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Barrô Cuidados de Saúde 21 IPSS Cedência Gratuita Edificado E. S. de Belazaima do Chão Cuidados de Saúde 22 Junta Freguesia 297,63 Edificado E. S. de Borralha Cuidados de Saúde 20 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Castanheira Vouga Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Junta Freguesia Edificado E. S. de Fermentelos Cuidados de Saúde 22 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Macinhata Vouga Cuidados de Saúde 5 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Mourisca Vouga Cuidados de Saúde 16 Os Pioneiros - Associação Pais Cedência Gratuita Edificado E. S. de Préstimo Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Junta Freguesia Edificado E. S. de Recardães Cuidados de Saúde 22 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Travassô Cuidados de Saúde 29 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Valongo Vouga Cuidados de Saúde 40 Casa do Povo Valongo Vouga Cedência Gratuita Edificado C. S. de Albergaria-a-Velha Cuidados de Saúde 16 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Alquerubim Cuidados de Saúde 39 Casa do Povo Alquerubim Cedência Gratuita Edificado E. S. de Angeja Cuidados de Saúde 26 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Branca Cuidados de Saúde 5 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Frossos Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada 37 Junta Freguesia Edificado E. S. de Ribeira Fráguas Cuidados de Saúde 4 Câmara Municipal de Albergaria Cedência Gratuita Edificado E. S. de S. João de Loure Cuidados de Saúde 33 Maria Isabel Sequeira Nunes Silva Antão 390,11 Edificado E. S. de Vale Maior - USF R. Dª. Tereza Cuidados de Saúde A área medida refere -se à E.S.Vale Maior. A Fábrica Igreja USF R.ª D. Teresa está instalada no C.S. de 9 Paroquial Vale Maior Albergaria a Velha Cedência Gratuita 111
125 Tipo Nº SIIE Morada Área Liquida acima do Solo (m 2 ) Área Bruta acima do Solo (m 2 ) Área Liquida abaixo do Solo (m 2 ) Área Bruta abaixo do Solo (m 2 ) Tipo de uso do imóvel Observações Idade do edifício Propriedade do imóvel Valor mensal actual do arrendamento Edificado C. S. de Anadia Cuidados de Saúde 12 ARSC - IP -- Edificado C. S. de Anadia - Ex-Serviço de Luta Anti-Tuberculose Cuidados de Saúde 83 ARSC - IP -- Edificado E. S. de Aguim Cuidados de Saúde 15 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Amoreira Gândara Cuidados de Saúde 18 Casa do Povo Amoreira Gandara Cedência Gratuita Edificado E. S. de Ancas Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada. Junta Freguesia Edificado E. S. de Avelãs do Caminho Cuidados de Saúde 31 Casa do Povo Avelãs Caminho 35,94 Edificado E. S. de Avelãs de Cima Cuidados de Saúde 28 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Mogofores Cuidados de Saúde 10 Mogocivil - Construção Civil e 567,00 Imobiliária Ldª Edificado E. S. de S. Lourenço Bairro Cuidados de Saúde 12 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Sangalhos Cuidados de Saúde 16 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Tamengos Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada. Junta Freguesia Edificado E. S. de Vila Nova de Monsarros Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada. IPSS Edificado E. S. de Vilarinho do Bairro Cuidados de Saúde 24 IPSS Cedência Gratuita Edificado C. S. de Aveiro Cuidados de Saúde 16 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Aradas Cuidados de Saúde 18 ARSC - IP --- Edificado Sem registo E. S. de Cacia - Contentores 337 Cuidados de Saúde 4 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Eirol Cuidados de Saúde Unidade de Saúde encerrada desde novembro de 2011 Junta de Freguesia Câmara Municipal de Edificado E. S. de Eixo Cuidados de Saúde 22 Aveiro/Adm. Cond. 19,50 Ed. Benfeitas Edificado E. S. de Esgueira Cuidados de Saúde 15 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Nariz Cuidados de Saúde 20 Junta Freguesia Cedência Gratuita 112
126 Tipo Nº SIIE Morada Área Liquida acima do Solo (m 2 ) Área Bruta acima do Solo (m 2 ) Área Liquida abaixo do Solo (m 2 ) Área Bruta abaixo do Solo (m 2 ) Tipo de uso do Observações Idade do edifício Propriedade do Valor mensal actual imóvel imóvel do arrendamento Edificado E. S. de N. S. Fátima (Mamodeiro) Cuidados de Saúde 24 IPSS - Centro Social e Paroquial Cedência Gratuita Edificado E. S. de Oliveirinha Cuidados de Saúde 13 Câmara Municipal de Aveiro Cedência Gratuita Edificado E. S. de Requeixo Cuidados de Saúde 25 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado USF St.ªJoana Cuidados de Saúde 5 Câmara Municipal de Aveiro Cedência Gratuita Edificado E. S. de S. Bernardo Cuidados de Saúde 28 Centro Paroquial S. Bernardo Cedência Gratuita Edificado E. S. de S. Jacinto Cuidados de Saúde 36 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado USF Flôr de Sal Cuidados de Saúde Instalada no C.S. Aveiro 16 ARSC - IP --- Edificado USF Moliceiro Cuidados de Saúde Instalada no C.S. Aveiro 16 ARSC - IP --- Serviços 12 Edificado C.S. de Estarreja Administrativos ARSC - IP --- Cuidados de Saúde 12 Edificado E. S. de Avanca Cuidados de Saúde 19 Câmara Municipal Estarreja Cedência Gratuita Edificado E. S. de Canelas - USF Terrras de Antuã (sede) Cuidados de Saúde 34 Junta Freguesia 34,47 Edificado E. S. de Fermelã - USF Terrras de Antuã Cuidados de Saúde 26 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Pardilhó Cuidados de Saúde 8 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Salreu - USF Terrras de Antuã Cuidados de Saúde 10 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Veiros Cuidados de Saúde 23 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado C. S. de Ílhavo Cuidados de Saúde 16 ARSC - IP --- Edificado E. S. da Costa Nova - USF Beira-Ria Cuidados de Saúde 36 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Gafanha do Carmo Cuidados de Saúde 28 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Gaf. da Encarnação - UCSP Cuidados de Saúde 27 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. da Gafanha da Nazaré - USF Beira-Ria Cuidados de Saúde Edificado E. S. da Gafanha da Nazaré - USF Atlântico Norte Cuidados de Saúde Edificado E. S. de Barra Cuidados de Saúde USF Beira Ria - Instalada na E.S. Gafanha da Nazaré USF Atlântico Norte - Instalada na E.S. Gafanha da Nazaré A unidade de saúde nunca abriu. A planta que veio para medição não tem escala, pelo que não se pode medir corretamente. 14 ARSC - IP ARSC - IP
127 Tipo Nº SIIE Morada Área Liquida acima do Solo (m 2 ) Área Bruta acima do Solo (m 2 ) Área Liquida abaixo do Solo (m 2 ) Área Bruta abaixo do Solo (m 2 ) Tipo de uso do Propriedade do Valor mensal actual Observações Idade do edifício imóvel imóvel do arrendamento Edificado C. S. de Murtosa Cuidados de Saúde 43 Santa Casa Misericórdia Murtosa 2.726,73 Edificado E. S. de Torreira Cuidados de Saúde 17 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Bunheiro Cuidados de Saúde 9 ARSC - IP --- Edificado C. S. de Oliveira do Bairro Cuidados de Saúde 78 St.ª Casa Misericórdia Olv ,58 Bairro Edificado E. S. de Bustos Cuidados de Saúde 30 Associação Ben. e Cultural Bustos 278,21 Edificado E. S. de Mamarrosa Cuidados de Saúde 21 Associação Ben. e Cultural Mamarrosa Cedência Gratuita Edificado E. S. de Oiã Cuidados de Saúde 14 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Palhaça Cuidados de Saúde 17 Junta Freguesia 330,80 Edificado E. S. de Troviscal Cuidados de Saúde 24 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado C. S. de Ovar Cuidados de Saúde 22 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Arada Cuidados de Saúde 27 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Cortegaça Cuidados de Saúde 40 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Esmoriz - USF Barrinha Cuidados de Saúde 40 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Furadouro Cuidados de Saúde 20 Câmara Municipal Ovar Cedência Gratuita Edificado E. S. de Maceda Cuidados de Saúde 29 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de S. Vicente Pereira - USF Alpha Cuidados de Saúde 15 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Válega - USF Alpha Cuidados de Saúde 33 Junta Freguesia 153,99 Edificado E. S. de S. João Ovar - USF S. João de Ovar Cuidados de Saúde 5 ARSC - IP --- Edificado C. S. de Vagos Cuidados de Saúde 5 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Calvão Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Edificado E. S. de Covão Lobo Cuidados de Saúde 23 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Fonte Angeão Cuidados de Saúde 30 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Gafanha Boa Hora Cuidados de Saúde 27 Casa do Povo Gafanha Boa Hora 83,05 114
128 Tipo Nº SIIE Morada Área Liquida acima do Solo (m 2 ) Área Bruta acima do Solo (m 2 ) Área Liquida abaixo do Solo (m 2 ) Área Bruta abaixo do Solo (m 2 ) Tipo de uso do imóvel Observações Idade do edifício Propriedade do imóvel Valor mensal actual do arrendamento Edificado E. S. de Ouca Cuidados de Saúde 22 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Ponte Vagos Cuidados de Saúde 9 ARSC - IP --- Edificado E. S. de St.ª Catarina Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Edificado E. S. de Soza Cuidados de Saúde 14 ARSC - IP --- Edificado C. S. de Sever do Vouga Cuidados de Saúde 23 ARSC - IP --- Edificado E. S. de Cedrim Cuidados de Saúde 23 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Couto Esteves Cuidados de Saúde 12 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Pessegueiro Vouga Cuidados de Saúde 24 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Rocas Vouga Cuidados de Saúde Funciona, gratuitamente, no 1.º andar de um Camara Municipal 5 edifício da Fundação Bernardo Barbosa Quadros Sever Vouga Cedência Gratuita Edificado E. S. de Silva Escura Cuidados de Saúde 26 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Paradela Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Junta Freguesia Edificado E. S. de Talhadas Cuidados de Saúde 26 Junta Freguesia Cedência Gratuita Edificado E. S. de Dornelas Cuidados de Saúde A unidade encontra - se fechada Junta Freguesia Edificado Sede do ACeS BV - Av. L.Peixinho, 42-2º. - Aveiro 805 Edificado Sede do ACeS BV - Av. L.Peixinho, 42-3º. - Aveiro Edificado Sede do ACeS BV - Av. L.Peixinho, 42-4º - Aveiro Edificado Sede do ACeS BV - Av. L.Peixinho, 54-4º - Aveiro Edificado Sem Sede ACeS BV - Garagem, 1 - Rua Dr. Luís Regala, 22-2º registo Aveiro Edificado ARSC - Laboratório Distrital de Aveiro (Mesmo Edifício do C.S. de Aveiro) Serviços Neste espaço funcionam os serviços do Ministério Administrativos da Economia 36 ARSC - IP --- Serviços Administrativos 36 ARSC - IP --- Serviços Administrativos 36 ARSC - IP --- Serviços Olga Maria Ribeiro 36 Administrativos Sousa Cândido 1.200,00 Garagem João José Reis Soares 130,00 Laboratório Instalada no C.S. Aveiro 16 ARSC - IP
129 2. Equipamentos O mapa de equipamentos pretende formar a carta de equipamentos em saúde do ACeS Baixo Vouga, caracterizando as instalações, no sentido de possibilitar uma correcta adequação das estruturas à comunidade. Em relação aos equipamentos existentes no ACeS BV, o quadro n.º 40 reflecte o levantamento efetuado em final de 2013, dos equipamentos clínicos afectos a cada um dos Centros de Saúde do Agrupamento, tendo por base, quer as respostas enviadas pelas diversas Unidades Funcionais, quer a informação constante nos mapas existentes no ACeS BV com a inventariação física (com dados referentes a ). Não obstante, o ACeS BV compromete-se, durante o ano de 2014, a proceder à actualização desta informação, através da inventariação física, directa e integral, de todos os bens de imobilizado, afectos às diversas Unidades Funcionais. Com base na informação disponível, é possível afirmar-se que os equipamentos em número mais reduzido, dizem respeito à avaliação de sinais vitais, equipamento de emergência básica e frigoríficos científicos para acondicionamento de vacinas. Para além destes, destaca-se ainda a escassez dos seguintes equipamentos: Ambus (quer adultos, quer pediátricos) e laringoscópios, em número deficitário em praticamente em todas as Unidades Funcionais, sendo considerados equipamentos indispensáveis na prossecução das actividades de vacinação; Aparelho de auscultação fetal, sendo que os existentes encontram-se no fim da sua vida útil, sendo necessário proceder-se à sua substituição; Otoscópios, aparelhos de medição de tensão arterial e balanças pesa bebés (pedido de aquisição enviado à UALP da ARSC em Outubro/2013); De referir ainda, que na sequência de uma acção inspectiva, desenvolvida pelo INFARMED, em Agosto 2013, na qual foram identificadas algumas não conformidades, o ACeS BV procedeu à elaboração de um diagnóstico de situação, relativamente às condições de armazenamento de medicamentos e produtos de saúde nas Unidades Funcionais (UF) do ACeS, tendo sido possível identificar necessidades dos seguintes equipamentos (reportados através de um pedido de aquisição à UALP da ARSC, I.P.): 116
130 93 termómetros para frigoríficos (científicos e domésticos) com registo contínuo de temperatura, ou pelo menos, com marcação CE; 243 termo-higrómetro para os depósitos de medicamentos e para as salas de atendimento onde existam medicamentos. Importa, igualmente, ter presente, que no tocante à área da esterilização, os seguintes aspectos: Pelo facto de o autoclave do Centro de Saúde da Murtosa se encontrar avariado, desde 2012, as necessidades de esterilização deste Centro de Saúde têm sido supridas com recurso ao serviço de esterilização do Centro de Saúde de Estarreja; o mesmo se passa com o Centro de Saúde de Ovar, dotado de um autoclave, mas que se encontra inoperacional, pelo que as necessidades de esterilização deste Centro de Saúde têm sido satisfeitas com recurso ao serviço de esterilização do Hospital Dr. Francisco Zagalo, em Ovar (através de um protocolo celebrado ainda no âmbito da ex- SRS Aveiro). Pelo facto de o Centro de Saúde de Aveiro não dispor de autoclave, o serviço de esterilização tem sido efetuado no Centro de Saúde de Ílhavo e de Vagos; Dos 2 equipamentos de autoclave, referenciados no mapa, como pertencentes ao Centro de Saúde de Ílhavo, 1 está localizado na sede deste Centro de Saúde e o outro está instalado na Extensão de Saúde da Gafanha da Nazaré, onde funciona a USF Beira Ria e a USF Atlântico Norte (ainda não formalizada). Situação idêntica se passa no Centro de Saúde de Anadia e no Centro de Saúde de Oliveira do Bairro, que dispõem, respectivamente, de 1 autoclave nas sedes dos Centros de Saúde e outro na Extensão de Saúde de Sangalhos, sede da UCSP Anadia II e na Extensão de Saúde de Oiã, sede da USCP Oliveira do Bairro II. De salientar que, só no ano de 2013, os custos suportados com a reparação de equipamentos de esterilização afectos ao ACeS, ascenderam a ,69 (sendo que ,84 corresponderam a custos com a reparação de autoclaves e 5.360,85 com a reparação de máquinas de lavar ferros). 117
131 Relativamente aos equipamentos na área de estomatologia, que suportam a actividade neste ACeS, de 6 TDT s de Higiene Oral e de um Técnico Superior, na área da medicina dentária, importa referir o seguinte: o equipamento de estomatologia, existente no Centro de Saúde de Estarreja, dada a sua obsolescência, irá ser substituído por um outro, já cedido em 2013, pelo ACeS Baixo Mondego, Centro de Saúde de Buarcos, aguardando-se a execução de obras de reinstalação e de criação de infraestruturas para a instalação do mesmo, já devidamente autorizadas. o equipamento de estomatologia, existente no Centro de Saúde de Vagos encontra-se inoperacional, há mais de 3 anos; tendo em consideração a antiguidade do mesmo, não parece exequível proceder-se à sua reparação. os equipamentos de estomatologia, existentes, quer no Centro de Saúde de Aveiro, quer no Centro de Saúde de Ílhavo, embora operacionais, têm apresentado algumas necessidades de reparação, dado tratarem-se de equipamentos com alguns anos de vida. No que concerne aos equipamentos afectos à área de Imagiologia, importa mencionar o seguinte: O equipamento de RX convencional existente no Centro de Saúde de Albergaria-a-Velha, encontra-se inoperacional, há mais de 2 anos; tendo em consideração a antiguidade do mesmo, aliado à escassez de recursos humanos especializados no ACeS, parece inexequível proceder-se à sua reparação; O Serviço de Radiologia do Centro de Saúde de Aveiro dispõe de 2 Unidades de RX Digital, sendo 1 fixa, instalada na sede do Centro de Saúde e outra, móvel, afecta às actividades de rastreio pneumológico. Todavia, ambas as Unidades se encontram inoperacionais, assim como o equipamento para processamento dos exames radiológicos e impressão de películas, não permitindo, assim, a realização de exames radiológicos. Os problemas já identificados estão a ser objecto de análise por parte da ARSC, pelo que, neste momento o ACeS aguarda uma decisão superior. O Serviço de Radiologia do Centro de Saúde de Ovar dispõe de um equipamento de RX convencional em funcionamento, com potencialidade de 118
132 adaptação a um sistema digital. Neste Centro de Saúde existe ainda um equipamento de RX digital usado, transferido de outra Unidade de Saúde. No entanto, por se tratar de um equipamento cujo fabrico já se encontra descontinuado, desconhecendo-se o estado de funcionalidade em que o mesmo se encontra, a continuidade do processo de instalação do equipamento está, actualmente, condicionado à realização de nova avaliação por parte de empresa especializada. 119
133 Quadro 40: Mapa de Equipamentos Clínicos do ACeS Baixo Vouga Equipamentos (Designação/ N.º) C.S. Águeda C.S. Albergaria a Velha C.S. Anadia C.S. Aveiro C.S. Estarreja CS de Ílhavo C.S. Murtosa C.S. Oliveira do Bairro C.S. Ovar C.S. Sever do Vouga Análises clínicas: Ap avaliação da glicemia capilar Ap avaliação de INR Ap electrocirurgia 1 Ambu Desfibrilhador Electrocardiografo(ECG) Monitor sinais vitais Monitor de tensão arterial não invasivo Kit emergência médica Esterilização: Autoclave Máquina de lavar e desinfectar Máquina cortar manga Máquina selar manga Estomatologia: Aparelho RX Aspirador Compressor Cadeira de estomatologia Destartarizador Equipa/ medico-dentario Fotopolimerizador Micromotor-contra ângulo RX dental 1 Seringa ar-água Vibrador de cápsulas 1 1 Bisturi eléctrico 1 C.S. Vagos 120
134 C.S. Águeda C.S. Albergaria a Velha C.S. Anadia C.S. Aveiro C.S. Estarreja CS de Ílhavo C.S. Murtosa C.S. Oliveira do Bairro C.S. Ovar C.S. Sever do Vouga C.S. Vagos Equipamentos (Designação/ N.º) Ginecologia - Obstetrícia: Aparelho auscultação fetal (Sonicaid) Candeeiro de luz fria Marquesa ginecológica eléctrica Marquesa ginecológica Imagiologia: Chassis vários 4 Identificador 1 Máquina revelar 1 Mesa comandos 1 Negatoscópio RX convencional 1 1 RX digital 2 Medicina física e reabilitação: Ap banho de parafina 1 Andarilho Barras paralelas 1 1 Bastão 10 6 Bicicleta estática 1 1 Bolas de ginástica Cadeira de rodas Cama articulada c/ colchão anti-escaras Canadianas Colchão para exercícios terapêuticos Espaldar 1 Mini gaiola de Rocher 2 Mola para mãos 2 Pedaleira 1 Pesos de alteres 6 5 Roldanas 2 Rolo para exercícios 30 2 SLINGS 6 Tábua de freeman 1 Tábua para treino especial 1 TENS Tripés
135 C.S. Águeda C.S. Albergaria a Velha C.S. Anadia C.S. Aveiro C.S. Estarreja CS de Ílhavo C.S. Murtosa C.S. Oliveira do Bairro C.S. Ovar C.S. Sever do Vouga C.S. Vagos Equipamentos (Designação/ N.º) Oftalmologia: Escala optométrica para adultos e crianças Retinógrafo 1 1 ORL: Aspirador de secreções Laringoscópio Otoofalmoscópio de baterias 3 6 Otoscópio de parede Otoscópio portátil Pneumologia: Oxímetro portátil Nebulizador Telemedicina: Equipamento para comunicação digital Módulo aquisição imagem Módulo câmara controlo remoto Módulo Medigraf Sistema autónomo Servidor Vacinação Frigorífico científico Prevenção e Controlo das Doenças Cardiovasculares Doplpler vascular Controlo da Asma Nebulizador Nebulizadores ultrasónicos 1 2 Garrafa de oxigénio Prevenção e Controlo das Doenças Pulmonares Debitómetro (peak flow) 5 3 Espirómetro 1 2 Controlo da Diabetes Cadeira de podologia Pedígrafo Micromotor para podologia
136 C.S. Águeda C.S. Albergaria a Velha C.S. Anadia C.S. Aveiro C.S. Estarreja CS de Ílhavo C.S. Murtosa C.S. Oliveira do Bairro C.S. Ovar C.S. Sever do Vouga C.S. Vagos Equipamentos (Designação/ N.º) Outras especialidades Cadeira de rodas Esfigmomanómetro aneróide Esfigmomanómetro de parede 18 Esfigmomanómetro digital Termómetro digital Teste de avaliação do desenvolvimento psicológico 1 3 Carro de emergência Degrau duplo Espelho móvel 1 1 Estetofonendoscópio Frigorífico Marquesas com elevação do tronco Martelo de reflexos Balança SC-330 Tanita 1 123
137 3. Viaturas de serviço Da análise da informação contida no quadro n.º 41 verificamos que, das 22 viaturas de serviço afectas aos 11 Centros de Saúde do ACeS BV (uma vez que a viatura IVECO corresponde ao camião de rastreio pneumológico), 15 viaturas têm mais de 10 anos, 8 têm 15 anos ou mais, sendo que as viaturas mais recentes têm 5 anos de antiguidade. Trata-se de viaturas de serviço afectas exclusivamente às deslocações para realização das actividades assistenciais e não assistenciais das diversas Unidades Funcionais do ACeS, tais como, deslocações para realização de visitas domiciliárias médicas e de enfermagem, recolha e distribuição de materiais diversos (incluindo, materiais esterilizados e para esterilizar), recolha e distribuição de correspondência interna, etc. Assim, atendendo ao nível de envelhecimento desta frota automóvel, em que pelo menos 36% das viaturas já excedeu o tempo de vida útil para elas determinados (aproximadamente 15 anos), seria pertinente determinar-se o momento a partir do qual seria economicamente mais vantajoso adquirir uma viatura nova em detrimento de continuar a efectuar a reparação de uma viatura inoperacional. Na medida em que a frota automóvel enfrenta um processo de deterioração contínua, a manutenção das condições de operacionalidade da mesma, exige a realização de operações de manutenção, tais como, reparações, substituições de peças, revisões e mudanças de óleo, acções estas que acarretam, quase sempre, custos muito elevados, os quais são normalmente inflacionados pela idade das viaturas, que por vezes é muito superior ao respectivo tempo de vida útil, como é o caso da frota automóvel afecta ao ACeS BV, o que se traduz num elevado número de avarias, num consumo excessivo de combustível, na falta de cumprimento dos parâmetros máximos admissíveis de poluição ambiental, nos elevados custos de manutenção e reparação (os quais só em 2013 apresentaram um custo global de ,52, representando um acréscimo de custos na ordem dos 8%, aproximadamente, comparativamente a 2012), e não menos importante, uma crescente falta de segurança dos bens e dos profissionais utilizadores. Acresce ainda referir que existem 2 viaturas de serviço afectas a este ACeS para as quais está em curso um processo de abate. 124
138 Quadro n.º 41: Mapa de Viaturas de Serviço ACES BV Centro de Saúde Matrícula Marca/Modelo C. S.Águeda C. S. Albergariaa-Velha Antiguidade em Combustível Tipo de veículo N.º de Km percorridos Custos de manutenção/reparação( ) Total Total MP Ford Fiesta 15 Gasolina Ligeiro passageiros , , ,62 61-GF-71 Renault Kangoo 5 Gasóleo Ligeiro passageiros/misto ,60 185,00 253,60 17-AI-09 Mazda 22 Gasolina Ligeiro passageiros ,00 668,32 882,32 49-GR-54 Fiat Punto 5 Gasolina Ligeiro passageiros ,73 179,58 741, SO Renault Clio 12 Gasolina Ligeiro passageiros ,17 514, ,42 C. S. Anadia JJ Fiat Punto 16 Gasolina Ligeiro passageiros ,35 445, ,02 C.S. Aveiro ZG IVECO 9 Gasóleo Pesado mercadorias ,02 578,60 844,62 01-CG-83 Fiat Punto 13 Gasolina Ligeiro passageiros , , , MP Ford Fiesta 15 Gasolina Ligeiro passageiros ,60 732, ,98 C. S. Estarreja OP Renault Clio 14 Gasolina Ligeiro passageiros ,59 374,64 926,23 C. S. Ilhavo ES Ford Fiesta 19 Gasolina Ligeiro passageiros ,76 849, , SE Renault Clio 12 Gasolina Ligeiro passageiros ,47 361, ,45 27-GH-18 Renault Kangoo 5 Gasóleo Ligeiro passageiros/misto ,81 635,47 888,28 C. S. Murtosa SO Renault Clio 12 Gasolina Ligeiro passageiros ,48 786, ,72 C. S. Oliveira do Bairro C. S. Ovar C. S. Sever Vouga JJ Fiat Punto 16 Gasolina Ligeiro passageiros ,32 637,55 849,87 64-DT-05 Fiat Doblo 7 Gasóleo Ligeiro mercadorias ,89 495, , SO Renault Clio 12 Gasolina Ligeiro passageiros ,85 758, , ST Renault Master 12 Gasóleo Ligeiro passageiros , , ,17 49-GR-55 Fiat Punto 5 Gasolina Ligeiro passageiros ,66 87,26 570,92 78-AZ-47 Fiat Punto 18 Gasolina Ligeiro passageiros ,79 812, ,70 C. S. Vagos JJ Fiat Punto 16 Gasolina Ligeiro passageiros ,07 963, ,82 Sede ACeS 49-GR-62 Fiat Bravo 5 Gasolina Ligeiro passageiros , , ,36 64-DT-07 Fiat Doblo 7 Gasóleo Ligeiro mercadorias , , ,98 TOTAIS , , ,76 125
139 VI RECURSOS HUMANOS Quadro n.º 42: Mapa de Pessoal do ACeS BV Carreira/Vinculo MAPA do PESSOAL do ACES BV CTFPTI CTFPRC CTFPRI Avenças Mobilidades para o ACES CIT s Assistente Operacional Assistente Técnico Enfermagem Medicina Geral e Familiar Medicina Saúde Publica TDT Técnico Superior Técnico Superior Saúde TOTAL Dados referentes a Totais Quadro n.º 43: Entradas e Saídas de Pessoal do ACeS BV Carreira/Vinculo Mobilidades do ACES Pedidos de aposentação Licenças TOTAL Assistente Operacional Assistente Técnico Enfermagem Medicina Geral e Familiar Medicina Saúde Publica 2 2 TDT 1 1 Técnico Superior Técnico Superior Saúde TOTAL Dados referentes a Da análise efetuada à informação constante nos quadros n.º 42 e n.º 43 e em comparação com os dados de 2012, conclui-se que, para além das saídas por aposentação, também se verificaram as seguintes situações: O número de assistentes operacionais sofreu alterações, por um lado, devido à conclusão do procedimento concursal, que alterou o regime de trabalho destes trabalhadores, não se verificando na generalidade, contudo, um acréscimo do número de trabalhadores. Por outro lado, com a conclusão do procedimento 126
140 concursal interno para assistentes técnicos, os assistentes operacionais que desempenhavam funções administrativas transitaram para a carreira de assistentes técnicos; Um dos motivos para a alteração ocorrida nos assistentes técnico já se encontra acima descrita, no entanto, também no decorrer do ano de 2013, foi finalizado o procedimento concursal externo de assistentes técnicos, tendo este ACeS, na prática, recebido poucos trabalhadores, uma vez que na grande maioria ocorreu a alteração do regime de trabalho; Com os trabalhadores da carreira de enfermagem ocorreu uma situação análoga à dos assistentes técnicos, em virtude da conclusão do procedimento concursal; Nos trabalhadores da carreira médica, também se verificou uma alteração decorrente de procedimento concursal, no entanto, as novas entradas ficaram aquém das saídas; Relativamente aos trabalhadores da carreira de técnica de diagnóstico e terapêutica e técnicos superiores mantêm-se os mesmos. Na carreira dos técnicos superiores de saúde, na prática, continuam os mesmos trabalhadores, uma vez que o técnico que saiu, estava neste ACeS em comissão de serviço a realizar o internato médico, findo o qual regressou ao serviço de origem. Em suma, como se pode constatar, o total dos trabalhadores afetos ao mapa de pessoal deste ACeS está aquém do previsto no Anexo I da Portaria n.º 394-A/2012, de 29 de novembro, ou seja, um total de Mais se informa que estes valores têm vindo a diminuir, ao contrário, das necessidades, que com a constituição das diversas unidades funcionais, tem sido cada vez mais difícil assegurar o normal funcionamento das mesmas e a criação das restantes. 127
141 Quadro n.º 44: Indicadores de Contratualização Eixo Nacional, Regional e Local Indicadores - Eixo Nacional Meta 2013 Ano 2013 Taxa (%) de utilização de consultas médicas 3 anos 86 89,16 Taxa (%o) de domicilios enfermagem por ,13 Proporção de medicamentos facturados que são genéricos 45 37,23 Proporção inscritos >= 14 A, c/ hábitos tabágicos 35 27,98 Proporção cons. méd. presenciais, com ICPC ,9 Taxa (%oo) internamentos DCV, entre residentes < 65 A 7,47 Proporção MIF, com acompanhamento em PF - - Proporção (%) de RN de termo, de baixo peso 2,28 Proporção jovens 14A, c/ cons. méd. vigilância. e PNV 56,5 54,17 Incidência (%oo) amputações major M. inf. (DM), em residentes 0,77 Proporção idosos, sem ansiol. / sedat. / hipnót 70,5 63,27 Proporção de utlizadores muito satisfeitos - Despesa medic. faturados, por utilizador (PVP) 168,61 155,15 Despesa MCDTs faturados, por utilizador SNS (p. conv.) 52,48 56,33 Indicadores - Eixo Regional Meta 2013 Ano 2013 Proporção de grávidas c/ consulta médica de vigilância no 1º trimestre 89 83,03 Proporção de hipertensos <65 anos com pressão arterial < 150/90 mm Hg 47 41,51 Proporção de crianças com 2 anos com PNV cumprido até 2 anos 98 92,75/ 98* Percentagem de mulheres dos 25 aos 60 anos com colpocitologia actualizada (3 anos) 50 44,4 Indicadores - Eixo Local Proporção de recém-nascidos com consulta médica de vigilância até aos 28 dias Proporção de crianças com 3 ou + consultas médicas de vigilância no 2º ano de vida * Dado SINUS-Vacinação Meta 2013 Ano , ,59 Ano 2014 Ano 2014 Ano
142 VIII PLANO DE INVESTIMENTOS Tendo em vista a identificação e priorização dos investimentos que consideramos necessários à prossecução dos objectivos assistenciais a alcançar em 2014, passaremos a citar as áreas onde se integram as propostas de investimento. 4. Obras de ampliação/remodelação e beneficiação e de novas construções: Com a reorganização dos cuidados de saúde primários e a consequente criação de novas Unidades Funcionais, existe um conjunto de projectos de investimentos, em diferentes estadios de desenvolvimentos, que a seguir se elencam. Assim, no universo das instalações que acolhem as diferentes unidades prestadoras de cuidados do ACeS BV, aquelas que apresentam maiores lacunas que urge corrigir, através de obras de ampliação/remodelação e beneficiação, são as seguintes: Obras de ampliação do edifício de Ponte de Vagos e sua adaptação funcional à futura USF; Obras de remodelação do edifício do Centro de Saúde de Sever do Vouga; Obras de beneficiação no edifício da Extensão de Saúde de Maceda, em Ovar, pertencente à Junta de Freguesia, financiadas, na íntegra, pela Câmara Municipal de Ovar; Início do projecto de ampliação das infraestruturas da USF João Semana, instaladas no Centro de Saúde de Ovar; Obras de adaptação à futura USF Sentinela, com sede em Aguada de Cima e com os pólos em Aguada de Baixo, Barrô e eventualmente Recardães. No tocante à construção de novas instalações, destacam-se as seguintes intervenções, identificadas como prioritárias, para 2014: Obras de construção de novas instalações para as Extensões de Saúde de Frossos, S. João de Loure e eventualmente Alquerubim, no concelho de Albergaria-a-Velha, financiadas, na íntegra, pela Câmara Municipal e Junta de Freguesia; 129
143 Obras de construção de novas instalações, co-financiadas pelo QREN, em parceria com as autarquias locais, designadamente: o Extensão de Saúde de Cacia - USF Salinas; o Extensão de Saúde de Esgueira - futura USF Viva Mais; o Extensão de Saúde Costa Nova; o Sede do CS Oliveira do Bairro. Obras de construção de novas instalações da USF Alpha, pólo de Válega; Obras de construção das novas instalações do Centro de Saúde da Murtosa. Com a criação de novas Unidades Funcionais, torna-se igualmente imprescindível a realização de trabalhos especializados de adequação da sinalética e da informação prestada aos utentes e utilizadores das mesmas. 5. Contratos de assistência e manutenção: As actividades manutenção preventiva de verificação, conservação e reparação efectuadas com a finalidade de manter uma instalação e/ou equipamento em boas condições de segurança e funcionamento, afiguram-se igualmente importantes, na medida em que permitem evitar avarias ou reduzir a probabilidade de degradação do funcionamento de um equipamento. Assim, o ACeS identificou as seguintes áreas prioritárias, onde se preconiza a possibilidade de celebração de contratos de manutenção e /ou assistência preventiva, a saber: Sistemas de climatização (AVAC) Pretende-se melhorar a eficiência energética global dos edifícios através de práticas de manutenção dos sistemas de climatização, que permitam melhorar o seu desempenho energético efectivo e garantir os meios para assegurar uma boa qualidade do ar interior durante o funcionamento dos mesmos. Equipamentos de combate a incêndios de 1ª intervenção 130
144 Ligação à central de alarmes dos equipamentos de alarme instalados nos Centros de Saúde Pequena manutenção / manutenção preventiva e corretiva, incluindo as instalações elétricas, as instalações de segurança e emergência e as redes de gás, água e esgotos domésticos, bem como os serviços de pequena manutenção corrente (arranjos de fechaduras, portas, batentes, torneiras, equipamentos de WC, janelas, persianas, etc. Atividades de desinfestação - desbaratização, desratização, desinsetização, tratamento de madeiras 6. Investimentos em equipamentos informáticos e em sistemas de informação: Os investimentos em equipamentos informáticos e em sistemas de informação considerados prioritários desenvolver em 2014, tendo em vista a progressiva diferenciação e actualização das tecnologias de informação e inovação, com a necessária substituição de equipamentos e sistemas de informação/comunicação em fim de vida económica útil, são os seguintes: a) Adequação da largura de banda Torna-se necessário dotar todas as Unidades Funcionais e respectivos Pólos, de largura de banda suficiente para que todos os aplicacionais existentes e a existir não sofram dos constrangimentos actuais, provocando ineficiências no atendimento dos utentes; b) Necessidades de Equipamento Informático Substituição programada de equipamento obsoleto ainda existente no ACeS do Baixo Vouga; faltando ainda substituir cerca de 400 computadores e 500 impressoras, que têm cerca de dez anos de existência (com custos de manutenção que já teriam dado para substituir algum deste equipamento), propõe-se: Aquisição e instalação até ao fim do ano de 2014 de mais 100 computadores e 100 impressoras laser (área de enfermagem e área administrativa); 131
145 Substituição dos multifuncionais existentes nos gabinetes do utente/cidadão a nível de Centros de Saúde (quase todos avariados, ou já abatidos); Dotar todas as Unidades Funcionais de um equipamento Multifuncional, com características de fotocopiador, digitalizador e fax, incorporando contrato de printing, como o actualmente existente em algumas Unidades Funcionais; Aquisição de novos servidores de SAM para os Centros de Saúde da Murtosa e de Sever do Vouga. c) Centrais telefónicas Substituição da central telefónica existente no Centro de Saúde de Aveiro (cerca de 10 anos de idade); o Centro de Saúde em causa irá contemplar, em 2014, a nível de sede, 4 USF s (actualmente 2 USF s e 2 UCSP s), o pólo de Aveiro da URAP e da USP, o Gabinete do Utente, bem como o Laboratório Distrital de Saúde Pública, pelo que a se conclui que a central telefónica existente actualmente já não responde às necessidades. Acresce ainda referir a necessidade de substituição de centrais telefónicas em USF s já existentes ou a criar brevemente, num total de 5, designadamente, USF Atlântico Norte, USF Sentinela, USF Viva Mais (Esgueira), USF Terras do Antuã e USF Barrinha. 132
146 ACES BAIXO VOUGA Plano de Desempenho de 2013 IX ORÇAMENTO ECONOMICO Quadro n.º 45: Orçamento Económico Contas POCMS DESIGNAÇÃO Realizado Realizado Estimativa Mercadorias 616 CMVMC 6161 Produtos farmacêuticos 3.850, , , Material de Consumo clínico , ,16 198, a 6169 Outros Consumos 4.989,96 888,68 Sub-total , , ,23 % s/ Total geral 0,090% 0,024% 0,003% 621 Sub-contratos 6211 Assistência Ambulatória 2.210, , Meios Complementares diagnóstico 6213 Meios Complem.Terapêutica Hemodiálises , , , Medicina Física e Reabilitação a Outros MCT 6214 Prod.Vendidos p/farmácias 6215 Internamentos , , , Transportes Doentes , , , Aparelh.Complent.Terapêu Trabalhos Executados no Exterior , , , Outros Subcontratos , , ,32 Sub-total , , ,21 % s/ Total geral 29,03% 32,61% 25,14% 622 Fornecimentos e Serviços , , ,66 % s/ Total geral 5,64% 6,65% 4,71% 63 Transferências correntes concedidas e prestações sociais 675,00 64 Custos com Pessoal 641 Remunerações dos Órgão directivos , , Remunerações base do pessoal , , , Suplementos de Remuneração , , , Prestações sociais directas , , , Subsidio de férias e Natal , , , Pensões , , , Encargos sobre remunerações , , , Seguros de acidentes de trabalho e doenças profissionais 2.216, , , Encargos sociais voluntários 2.019, , , Outros custos com pessoal , , , Estágios Profissionais ,28 97, ,97 Sub-total , , ,53 % s/ Total geral 64,86% 60,69% 70,14% 65 Outros Custos e Perdas Operacionais 367, ,81 795,33 66 Amortizações do exercicio 0,00 0,00 0,00 67 Provisões do exercicio 0,00 0,00 0,00 68 Custos e Perdas Financeiras 4.400,16 717,02 31,64 69 Custos e Perdas Extraordinárias , , ,18 TOTAL GERAL , , ,78 133
147 Contas POCMS DESIGNAÇÃO Realizado Realizado Estimativa Vendas e Prestações de Serviços 711 Vendas 7113 Desperdícios Resíduos e Refugos 712 Prestações de Serviços Internamento Consulta , , , Urgência/Sap a Hospital Dia e MCDT 2.163, , , Taxas Moderadoras , , , Serviço Domiciliário , , , Outras Prestações de Serviços Sub-total , , ,40 % s/ Total geral 2,953% 0,810% 10,959% 72 Impostos e Taxas , , ,55 73 Proveitos Suplementares 74 Transferências e Subsidios Correntes Obtidos , , ,96 % s/ Total geral 96,238% 98,906% 86,533% 75 Trabalhos para a Própria Entidade 76 Outros Proveitos Operacionais 762 Reembolsos 1.982, , , a 769 Outros , , ,37 78 Proveitos e Ganhos Financeiros Sub-total , , ,12 % s/ Total geral 0,073% 0,043% 0,254% 79 Proveitos e Ganhos Extraordinários 2.305, , ,27 Fonte: DGAG da ARS Centro, I.P. (Jan/2014) TOTAL GERAL , , ,30 Relativamente ao Orçamento Económico e Financeiro deste ACeS, apresentado no mapa n.º 45, é importante salientar que o mesmo foi realizado com base nos valores históricos dos anos de 2011, 2012 (que, segundo informação da DGAG da ARSC, I. P., apenas inclui as despesas e as receitas referentes aos meses de Maio a Dezembro), e de 2013 (valores estimados para um período de 12 meses, com base nos valores contabilizados no período de Janeiro a Novembro), espelhados nos Balancetes Analíticos disponibilizados pelo DGAG da ARSC, I.P. De referir ainda, que existem algumas rubricas da despesa, nomeadamente as resultantes da prescrição electrónica, como sejam os custos com medicamentos e com MCDT'S, lidos pelo CCF, que não constam do mapa apresentado, por não haver hiperligação com a contabilidade analítica. Para além destas, também não foram incluídas outras contas de custos, como seja, o Custo das Mercadorias Vendidas e das Matérias Consumidas (CMVMC), assim como as amortizações e provisões do exercício. 134
148 Não obstante, tendo por base a informação disponibilizada no SIARS, analisando os valores apresentados nos numeradores dos indicadores de eficiência, designadamente, despesa com medicamentos faturados, por utilizador (PVP) (indicador ) e despesa MCDT s faturados, por utilizador SNS (indicador ), podemos verificar que os custos com medicamentos e MCDT s no ACeS BV, em 2013, comparativamente com 2012, apresentaram uma redução de 13% no tocante a custos com medicamentos e um aumento de 2%, relativamente a custos com MCDT s (ver quadro n.º 46). Quadro n.º 46: Custos com medicamentos e MCDT s do ACeS BV (2013/2012) Custos 2013 ( ) Custos 2012( ) Var. 2013/2012 Indicador de eficiência Despesa medicamentos faturados, por utiliz. (PVP) % Despesa MCDT s faturados, por utiliz. SNS (p. conv.) % Fonte: SIARS Relativamente aos custos com medicamentos, os resultados positivos verificados no ACeS em 2013, comparativamente a 2012, são fruto das boas práticas de prescrição dos profissionais (destacando-se o esforço e sensibilidade crescentes entre os profissionais, no âmbito da prescrição de medicamentos genéricos), às quais não são alheias as reuniões de sensibilização promovidas pelo Conselho Clínico e da Saúde deste ACeS, mas encontram igualmente boa parte da sua explicação na política do medicamento implementada pelo governo (incluindo a promoção da regra da prescrição por Denominação Comum Internacional - DCI), à qual se poderá adicionar a difícil conjuntura socioeconómica, que pode dificultar o acesso ao medicamento. No tocante aos custos com MCDT s, o aumento de 2% verificado em 2013, comparativamente a 2012, deve-se essencialmente, ao peso preponderante que os custos com a prescrição no âmbito da Medicina Física e de Reabilitação assumem neste ACeS, associado ao facto de a realização destes actos serem feitos, exclusivamente, com recurso ao sector convencionado. Todavia, na medida em que se encontra em fase de aprovação, a celebração de um protocolo de colaboração entre o ACeS BV e o Centro Hospitalar do Baixo Vouga, para 135
149 a área da Medicina Física e de Reabilitação, acreditamos que tal facto, poderá contribuir para a inversão desta tendência de crescimento dos custos de MCDT s, no ACeS BV. De acordo com dados disponibilizados pela DGAG da ARSC, I. P., no tocante aos custos com trabalho extraordinário, de 2011 para 2012 registou-se uma redução global de 21%, sendo que a diminuição desse custo, na carreira médica, foi de 10% e na de enfermagem de 29%. Importa mencionar que os dados referentes a 2012, apenas contêm 8 meses de contabilização, tendo sido feita, no entanto, uma estimativa para os 12 meses, com base nesses valores. Comparando os custos com o pagamento de trabalho extraordinário em 2013, relativamente a 2012, em que os custos de 2013 apresentados pela DGAG da ARSC, I. P., contabilizam apenas 11 meses (tendo sido feita uma extrapolação para os 12 meses), podemos verificar a existência de uma redução global, nesta rubrica da despesa, de 26%, sendo que 33% se refere a redução de custos na carreira médica e 6% na carreira de enfermagem. Face ao exposto, e tendo em consideração o número de pedidos de aposentação, ordinária e antecipada, de profissionais da carreira médica (21 pedidos até ) e de enfermagem (7 pedidos até ), tais circunstâncias não nos permitem assumir, à priori, um compromisso quantitativo quanto à redução de custos com trabalho extraordinário, pois as saídas previstas, para 2014, sobretudo de profissionais médicos, sem a equivalente substituição, irá gerar um aumento do número de utentes sem médico de família, cujo atendimento poderá ter de ser efectuado, pelo menos, parcialmente, com recurso a trabalho extraordinário. 136
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