Linguagem C: Árvores AVL
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- Kátia Van Der Vinne Fidalgo
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1 Instituto de C Linguagem C: Árvores AVL Luis Martí Instituto de Computação Universidade Federal Fluminense [email protected] -
2 Árvores Balanceadas As árvores binárias de pesquisa são, em alguns casos, pouco recomendáveis para as operações básicas (inserção, remoção e busca) Árvores binárias de pesquisa degeneradas tornam as operações básicas lentas O(n) 22/05/14 Estrutura de Dados I 2
3 Árvores Balanceadas Árvore binária completamente balanceada Ocorre quando a árvore está cheia ou quase cheia com o nível n-1 completo Uma árvore binária completa leva um tempo na ordem de O(log n) para operações de inserção, remoção e pesquisa. O que é, sem dúvida, muito bom 22/05/14 Estrutura de Dados I 3
4 Árvores Balanceadas Árvore binária completamente balanceada Após uma inserção ou remoção a árvore pode deixar de ser completa. A solução seria aplicar um algoritmo que tornasse a árvore novamente completa, porém o custo para realizar está operação seria de O(n) 22/05/14 Estrutura de Dados I 4
5 Árvores Balanceadas Árvore binária completamente balanceada Percebe-se que todos os nós tiveram sua posição na estrutura alterados Na maioria dos casos, utiliza-se árvores quase balanceadas 22/05/14 Estrutura de Dados I 5
6 Critérios para definir balanceamento Vários são os critérios (métodos) para definir balanceamento. Alguns são: Restrições imposta na diferença das alturas das subárvores de cada nó. Ex. AVL Redução do comprimento do caminho interno da árvore Todos os nós folhas no mesmo nível 22/05/14 Estrutura de Dados I 6
7 Árvores AVL Foram introduzidas por Adelson-Velskii e Landis em 1962 São baseadas em árvore binárias de pesquisa A medida em que as operações de inserção e remoção são efetuadas a árvore é balanceada 22/05/14 Estrutura de Dados I 7
8 Árvores AVL Definição: Uma árvore binária T é dita AVL quando, para qualquer nó v de T, a diferença entre a altura das subárvores esquerda h e (v) e direita h d (v) é no máximo em módulo igual a 1. OBS.: se uma árvore T é AVL, então todas as suas subárvores também são AVL 22/05/14 Estrutura de Dados I 8
9 Árvores AVL Balanceamento de um nó O fator de balanceamento: É dado pela altura da subárvores da esquerda h e (v) menos a altura da subárvore da direita h d (v). FB(v)= h e (v) - h d (v) 22/05/14 Estrutura de Dados I 9
10 Árvores AVL Nós balanceados São aqueles onde os valores de FB são -1, 0 ou 1 FB(v): +1: subárvore esquerda mais alta que a direita 0: subárvore esquerda igual a direita -1: subárvore direita mais alta do que a esquerda 22/05/14 Estrutura de Dados I 10
11 Árvores AVL Exemplos /05/14 Estrutura de Dados I 11
12 10 Árvores AVL ? /05/14 Estrutura de Dados I 12
13 10 Árvores AVL /05/14 Estrutura de Dados I
14 Árvores AVL Exercício Determinar o fator de balanceamento de cada nó Dizer se a árvore é AVL Verificar quais as possíveis posições para a inserção de elementos e em quais posições de inserção, a árvore se mantém ou se torna AVL /05/14 Estrutura de Dados I 14
15 Árvores AVL Exercício Determinar o fator de balanceamento de cada nó Dizer se a árvore é AVL Verificar quais as possíveis posições para a inserção de elementos e em quais posições de inserção, a árvore se mantém ou se torna AVL 11 22/05/14 Estrutura de Dados I 15
16 Árvore AVL de altura h Qual o número mínimo de nós? Suponha altura(subesq(v)) = h-1 Como queremos analizar o número mínimo de nós altura(subd(v)) = h-2 árvore AVL construída recursivamente: Seja T h uma árvore AVL de altura h h = 0 T h tem 0 nós: T h = 0 h = 1 T h = 1 h = 2 T h = 1 + T h-1 + T h-2 v subarv de altura h-1 subarv de altura h-2 22/05/14 Estrutura de Dados I 16
17 Qual o número mínimo de nós? h T h /05/14 Estrutura de Dados I 17
18 Qual o número mínimo de nós? Por observação: o h-ésimo elemento da sequência de Fibonacci é: F h = 0 se h = 0 F h = 1 se h = 1 F h = F h-1 + F h-2 se h > 1 análogo a T h, mas diferindo de 1: T h = F h + 1 pode-se provar que (exercício 5.3) termo < 1 se h>0 F h = 1/ 5 [( (1+ 5) h /2) - ((1-5) h /2 )] T h = F h /05/14 Estrutura de Dados I 18
19 Qual o número mínimo de nós? T h > 1/ 5 [( (1+ 5) h /2) - ((1-5) h /2 )] - 1 fazendo a = ( (1+ 5)/2) temos T h > 1/ 5 a h - 1 T h + 1 > 1/ 5 a h log a ( T h + 1) > log a (a h / 5) log a ( T h + 1) > h log a 5 (mudando para base 2) log 2 ( T h + 1)/ log 2 a > h 5 à h = O (log n) 22/05/14 Estrutura de Dados I 19
20 Inserção AVL Procedimento: Percorrer a árvore até o ponto de inserção (usando a operação de busca) Inserir o novo elemento Balancear a árvore (quando necessário fazer rotações) 22/05/14 Estrutura de Dados I 20
21 Inserção AVL Dada uma raiz r com sub-árvores L (left) e R (right), e supondo que a inserção deve ser feita na subárvore da esquerda (L) Existem 3 casos possíveis: 1. Se hl = hr, então L e R ficam com alturas diferentes mas continuam balanceadas. 2. Se hl < hr, então L e R ficam com alturas iguais e balanceamento é melhorado. 3. Se hl > hr, então L fica ainda maior e balanceamento é violado necessita ser balanceada 22/05/14 Estrutura de Dados I 21
22 Inserção AVL Da mesma forma, dada uma raiz r com sub-árvores L (left) e R (right) em que a inserção deve ser feita na subárvore da direita (R) Existem 3 casos possíveis: 1. Se hl = hr, então L e R ficam com alturas diferentes mas continuam balanceadas. 2. Se hl > hr, então L e R ficam com alturas iguais e balanceamento é melhorado. 3. Se hl < hr, então R fica ainda maior e balanceamento é violado necessita ser balanceada 22/05/14 Estrutura de Dados I 22
23 Exemplo Inserção de chaves 9 e 11 pode ser feita sem balanceamento (inclusive, melhorando o balanceamento da árvore) Inserção de chaves 1, 3, 5 e 7 exigem o rebalanceamento da árvore 22/05/14 Estrutura de Dados I 23
24 Nós desbalanceados Nós desregulados ou desbalanceados São aqueles onde os valores de FB são diferentes de -1, 0 ou 1 FB(v): >1: subárvore esquerda está desbalanceando o nó v <-1: subárvore direita está desbalanceando o nó v 22/05/14 Estrutura de Dados I 24
25 Rebalanceamento Quando uma inserção ou remoção realizada em um nó altera o balanceamento da árvore, é necessário efetuar uma transformação na árvore, tal que: O percurso em ordem fique inalterado em relação a árvore desbalanceada. Isto é, a árvore continua a ser uma árvore binária de pesquisa A árvore transformada saiu de um estado de desbalanceamento para um estado de balanceamento 22/05/14 Estrutura de Dados I 25
26 Rebalanceamento Os problemas de balanceamento das árvores AVL podem ser mapeados em dois casos: Caso 1: o nó raiz de uma subárvore tem FB=2 (ou -2) e tem um filho com FB = 1 (ou -1), ou seja, com o mesmo sinal que o FB do nó pai. Caso 2: o nó raiz de uma subárvore tem FB=2 (ou -2) e tem uma um filho com FB = -1 (ou 1), ou seja, com o sinal oposto ao FB do nó pai. 22/05/14 Estrutura de Dados I 26
27 Inserção - Caso 1 Nó raiz da subárvore tem FB=2 (ou -2) e tem filho com FB=1 (ou -1) o qual tem o mesmo sinal que o FB do nó pai Solução: rotação simples sobre o nó de FB=2 (-2). Rotações são feitas à esquerda quando FB negativo, e à direita quando FB positivo. 22/05/14 Estrutura de Dados I 27
28 Inserção - Caso 1a FB(8) = 2 FB(4) = Rotação simples à direita /05/14 Estrutura de Dados I 28
29 Inserção - Caso 1b FB(8) = -2 FB(12) = Rotação simples à esquerda /05/14 Estrutura de Dados I 29
30 Inserção - Caso 2 Nó raiz da subárvore tem FB=2 (ou -2) e tem filho com FB=-1 (ou 1) o qual tem o sinal oposto ao do FB do nó pai Solução: rotação dupla Primeiro a rotação sobre o nó com FB=1 (-1) na direção apropriada; Em seguida, a rotação sobre o nó com FB=2 na direção oposta. 22/05/14 Estrutura de Dados I 30
31 Inserção - Caso 2 FB(8) = 2 FB(4) = /05/14 Estrutura de Dados I 31
32 Generalização - Caso 1 Considere uma subárvore em que todos os nós respeitam a propriedade AVL k j h h h Z X Y 22/05/14 Estrutura de Dados I 32
33 Generalização - Caso 1 j Uma inserção na subárvore X faz com que o nó j perca a propriedade AVL k h h+1 h Z Y X 22/05/14 Estrutura de Dados I 33
34 Generalização - Caso 1 j Rotação simples à direita k h h+1 h Z Y X 22/05/14 Estrutura de Dados I 34
35 Generalização - Caso 1 j Rotação simples à direita k h h+1 h Z Y X 22/05/14 Estrutura de Dados I 35
36 Generalização - Caso 1 k h+1 j h h X Y Z Propriedade AVL foi restaurada! 22/05/14 Estrutura de Dados I 36
37 Generalização - Caso 2 Considere uma subárvore em que todos os nós respeitam a propriedade AVL k j h h h Z X Y 22/05/14 Estrutura de Dados I 37
38 Inserção - Caso 2 Uma inserção na subárvore Y faz com que o nó j perca a propriedade AVL X h k Y j h+1 Uma rotação simples à direita restaura o balanceamento? Z h 22/05/14 Estrutura de Dados I 38
39 Inserção - Caso 2 h k j Uma rotação simples à direita não restaura o balanceamento Agora o nó k ficou desbalanceado X h+1 h Z Y 22/05/14 Estrutura de Dados I 39
40 Inserção - Caso 2 É necessário considerar a estrutura da subárvore Y k j h h h+1 Z X Y 22/05/14 Estrutura de Dados I 40
41 Inserção - Caso 2 Y = nó i com as subárvores V e W k j h h i h+1 Z X h or h-1 V W 22/05/14 Estrutura de Dados I 41
42 Inserção - Caso 2 j Realizar rotação dupla k X i Z V W 22/05/14 Estrutura de Dados I 42
43 Inserção - Caso 2 j 1º) rotação à esquerda i k Z W X V 22/05/14 Estrutura de Dados I 43
44 Inserção - Caso 2 j Depois, rotação à direita i k Z W X V 22/05/14 Estrutura de Dados I 44
45 Inserção - Caso 2 i Balanceamento foi restaurado! k j h h or h-1 h X V W Z 22/05/14 Estrutura de Dados I 45
46 Árvores AVL Exemplo Inserir na árvore AVL abaixo os seguintes elementos: 3,33,11 e /05/14 Estrutura de Dados I 46
47 Árvores AVL Exemplo Inserir na árvore AVL inicialmente vazia os seguintes elementos: 10,20,30,40,50,25,60,70,80 e 90 22/05/14 Estrutura de Dados I 47
48 Árvores AVL Exemplo Inserir na árvore AVL inicialmente vazia os seguintes elementos: 10,20,30,40,50,25,60,70,80 e 90 22/05/14 Estrutura de Dados I 48
49 Implementação fb(1,0,-1) info sae sad Não há necessidade de armazenar a altura, apenas a diferença de altura, ou seja, o fator de balanceamento (fb), que tem que ser modificado no caminho de inserção, mesmo se não sejam realizadas rotações Depois de ser realizada uma rotação (simples ou dupla), não é necessário voltar ao topo da árvore 22/05/14 Estrutura de Dados I 49
50 Implementação da inserção Inserir como folha apenas os nós no caminho da raiz até o ponto de inserção podem ter mudança na altura Assim, após a inserção, retorna-se até a raiz, nó por nó, atualizando alturas Se o fator de balanceamento atualizado de um nó é de 2 ou -2, ajustar árvore realizando a rotação necessária em torno do nó 22/05/14 Estrutura de Dados I 50
51 Remoções Os problemas são semelhantes aos das inserções: podem ocorrer desbalanceamentos Existem duas situações possíveis: Caso 1: simples, quando o nó removido é uma folha ou tem apenas 1 descendente. Caso 2: o nó removido possui as duas subárvores. 22/05/14 Estrutura de Dados I 51
52 Exemplo Remover /05/14 Estrutura de Dados I 52
53 Exemplo Caso 1 Remove o nó Percorre a árvore, de baixo pra cima, balanceando a subárvore quando necessário 22/05/14 Estrutura de Dados I 53
54 Exemplo 5 Rotação simples à direita Caso 1 Remove o nó Percorre a árvore, de baixo pra cima, balanceando a subárvore quando necessário 22/05/14 Estrutura de Dados I 54
55 Exemplo 5 Remover /05/14 Estrutura de Dados I 55
56 Exemplo Caso 2 Troca pelo maior valor a esquerda (ou menor à direita) Remove o nó Percorre a árvore, de baixo pra cima, balanceando a subárvore quando necessário 22/05/14 Estrutura de Dados I 56
57 Exemplo 5 Remover /05/14 Estrutura de Dados I 57
58 Exemplo Caso 1 Remove o nó Percorre a árvore, de baixo pra cima, balanceando a subárvore quando necessário 22/05/14 Estrutura de Dados I 58
59 Exemplo Rotação à esquerda Caso 1 Remove o nó Percorre a árvore, de baixo pra cima, balanceando a subárvore quando necessário 22/05/14 Estrutura de Dados I 59
60 Exemplo Remover /05/14 Estrutura de Dados I 60
61 Exemplo Caso 2 Troca pelo maior valor a esquerda (ou menor à direita) Remove o nó Percorre a árvore, de baixo pra cima, balanceando a subárvore quando necessário 22/05/14 Estrutura de Dados I 61
62 Exemplo /05/14 Estrutura de Dados I 62
63 Problemas com as Árvores AVL Nem sempre uma rotação simples (ou uma dupla) resolve o problema de desbalanceamento dos nós Podem existir casos em que o número de rotações exigido seja O(log n) para tornar a árvore balanceada... Veja o exemplo a seguir, onde após a exclusão do nó d, diversas rotações são executadas na árvore... 22/05/14 Estrutura de Dados I 63
64 Excesso de Rotações na Árvore AVL e c j a d h k b g i l f 22/05/14 Estrutura de Dados I 64
65 Excesso de Rotações na Árvore AVL e c j a h k Rotação dupla esq(a)+dir(c) b g i l f 22/05/14 Estrutura de Dados I 65
66 Excesso de Rotações na Árvore AVL e cb j Nó e fica desbalanceado FB(e) = -2 ba c h k a g i l f 22/05/14 Estrutura de Dados I 66
67 Excesso de Rotações na Árvore AVL Rotação simples: esq(e) h e j b g i k a c f l 22/05/14 Estrutura de Dados I 67
68 Prós e contras de Árvores AVL Prós: 1. Busca é O(log n) pois AVLs são sempre balanceadas 2. Inserção e remoção também são O(logn) 3. A operação de balanceamento acrescenta apenas um fator constante na complexidade de inserção Contras: 1. Dificuldade em programar & debugar; mais espaço para armazenar o fator de balanceamento 2. Assintóticamente mais rápido, mas rebalanceamento gasta tempo 3. Maioria das grandes buscas são realizadas em sistemas de bancos de dados em discos e usam outras estruturas (ex., árvores B) AVL Trees 22/05/14 Estrutura de Dados I 68 68
69 Material adaptado por Luis Martí a partir dos slides de José Viterbo Filho que forem elaborados por Marco Antonio Casanova e Marcelo Gattas para o curso de Estrutura de Dados para Engenharia da PUC-Rio, com base no livro Introdução a Estrutura de Dados, de Waldemar Celes, Renato Cerqueira e José Lucas Rangel, Editora Campus (2004).
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