Representação de poliedros
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- Matilde Benke de Sequeira
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1 Representação de poliedros Marina Andretta ICMC-USP 8 de novembro de 2016 Baseado no livro Introduction to Linear Optimization, de D. Bertsimas e J. N. Tsitsiklis. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
2 Representação de poliedros Vamos agora apresentar um dos resultados fundamentais da teoria de programação linear: todo elemento de um poliedro que tem pelo menos um ponto extremo pode ser representado pela combinação convexa de pontos extremos somado a uma combinação linear não-negativa de raios extremos. Teorema 1. Seja P = {x IR n Ax b} um poliedro não-vazio com pelo menos um ponto extremo. Sejam x 1,..., x k os pontos extremos e w 1,..., w r um conjunto completo de raios extremos de P. Seja k r Q = λ i x i + θ j w j k λ i 0, θ j 0, λ i = 1. Então, Q = P. j=1 Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
3 Prova do Teorema 1 Prova: Primeiramente, vamos mostrar que Q P. Seja x = k r λ i x i + θ j w j j=1 um elemento de Q, com os coeficientes λ i e θ j não-negativos e k λ i = 1. O vetor y = k λ ix i é uma combinação convexa de elementos de P. Portanto, y pertence a P e satisfaz Ay b. Também temos que Aw j 0 para todo j, o que implica que o vetor z = r j=1 θ jw j satisfaz Az 0. Assim, x = z + y satisfaz Ax b e pertence a P. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
4 Prova do Teorema 1 Agora, vamos mostrar que P Q. Suponha, por absurdo, que P Q. Seja z um elemento de P que não pertence a Q. Considere o problema de programação linear maximizar sujeita a k 0λ i + r 0θ j j=1 k λ i x i + r θ j w j = z, j=1 k λ i = 1, λ i 0, i = 1,..., k, θ i 0, i = 1,..., r. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
5 Prova do Teorema 1 Sabemos que este problema é inviável, porque z Q. Seu dual é dado por minimizar p T z + q sujeita a p T x i + q 0, i = 1,..., k, p T w j 0, i = 1,..., r. Como este problema tem solução viável (por exemplo, p = 0 e q = 0), o custo ótimo é e existe alguma solução viável (p, q) cujo custo p T z + q é negativo. Por outro lado, p T x i + q 0 para todo i. Ou seja, p T z < p T x i para todo i. Também temos que p T w j 0 para todo j. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
6 Prova do Teorema 1 Fixando este p, considere o problema de programação linear minimizar p T x sujeita a Ax b. Se o custo ótimo deste problema é finito, existe um ponto extremo x i que é ótimo. Como z é uma solução viável, temos que p T x i p T z, o que é uma contradição. Se o custo ótimo deste problema é, o Teorema 3 da aula sobre Cones e raios extremos diz que existe um raio extremo w j tal que p T w j < 0, o que também é uma contradição. Portanto, temos que P Q. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
7 Exemplo Considere o poliedro ilimitado definido pelas restrições x 1 w 1 x 1 x 2 2, x 1 + x 2 1, x 1, x 2 0. x 1 x 2 y x 3 w 2 x 2 Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
8 Exemplo Este poliedro tem três pontos extremos: x 1 = (0, 2), x 2 = (0, 1) e x 3 = (1, 0). O cone recessional C é descrito pelas desigualdades d 1 d 2 0, d 1 + d 2 0, d 1 0 e d 2 0. Portanto, C = {(d 1, d 2 ) 0 d 2 d 1 }. Este cone tem dois raios extremos: w 1 = (1, 1) e w 2 = (1, 0). Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
9 Exemplo O vetor y = (2, 2) é um elemento do poliedro e pode ser representado por y = ( 2 2 ) = ( 0 1 ) ( ) ( ) = x 2 + w 1 + w 2. No entanto, esta representação não é única. Por exemplo, temos y = ( 2 2 ) = 1 2 ( 0 1 ) + 1 ( ) + 3 ( ) = 1 2 x w w 2. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
10 Representação de poliedros Note que o conjunto Q do Teorema 1 é a imagem do poliedro { H = (λ i,..., λ k, θ 1,..., θ r ) } k λ i = 1, λ i 0, θ j 0 sob a transformação linear (λ i,..., λ k, θ 1,..., θ r ) k r λ i x i + θ j w j. j=1 Então, um corolário do Teorema 1 é que todo poliedro é a imagem, sob uma transformação linear, de um poliedro H com esta estrutura particular. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
11 Representação de poliedros Se considerarmos apenas no caso de poliedros limitados, temos o corolário a seguir. Corolário 1. Um poliedro limitado não-vazio é o fecho convexo de seus pontos extremos. Prova: Seja P = {x Ax b} um poliedro limitado não-vazio. Se d é um elemento não-nulo do cone C = {x Ax 0} e x é um elemento de P, temos que x + λd P, para todo λ 0, contrariando o fato de P ser limitado. Portanto, C contém apenas o vetor nulo e não tem raios extremos. Assim, pelo Teorema 1, temos que P é o fecho convexo de seus ponto extremos. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
12 Representação de poliedros Outro corolário do Teorema 1 trata do caso de cones, como visto a seguir. Corolário 2. Suponha que o cone C = {x Ax 0} seja pontudo. Então, todo elemento de C pode ser escrito como uma combinação linear não-negativa dos raios extremos de C. Prova: Note que o único ponto extremo de C é o vetor nulo. Portanto, pelo Teorema 1, todo elemento de C pode ser escrito como uma combinação linear não-negativa dos raios extremos de C. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
13 Representação de poliedros Dizemos que um conjunto Q é finitamente gerado se ele é descrito da forma k Q = λ i x i + r θ j w j λi 0, θ j 0, j=1 k λ i = 1, (1) com x 1,..., x k e w 1,..., w r vetores dados de IR n. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
14 Representação de poliedros O Teorema 1 afirma que um poliedro com pelo menos um ponto extremo é um conjunto finitamente gerado. Vamos discutir agora o resultado contrário, ou seja, que todo conjunto finitamente gerado é um poliedro. Teorema 2. Um conjunto gerado finitamente é um poliedro. Em particular, o fecho convexo de um número finito de vetores é um poliedro (limitado). Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
15 Prova do Teorema 2 Prova: Considere o problema de programação linear maximizar sujeita a k 0λ i + r 0θ j j=1 k λ i x i + r θ j w j = z, j=1 k λ i = 1, λ i 0, i = 1,..., k, θ i 0, i = 1,..., r. (2) Um dado vetor z pertence a um conjunto finitamente gerado Q da forma (1) se, e somente se, o problema (2) tem alguma solução viável. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
16 Prova do Teorema 2 Usando dualidade, temos que um vetor z pertence a um conjunto finitamente gerado Q da forma (1) se, e somente se, o problema dual minimizar p T z + q sujeita a p T x i + q 0, i = 1,..., k, p T w j 0, i = 1,..., r tem custo ótimo finito. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
17 Prova do Teorema 2 Convertendo este problema dual para a forma padrão, temos minimizar (p + ) T z (p ) T z + q + q sujeita a (p + ) T x i (p ) T x i + q + q s 1 = 0, i = 1,..., k, (p + ) T w j (p ) T w j s 2 = 0, i = 1,..., r, p +, p, q +, q, s 1, s 2 0. Como poliedros na forma padrão não contêm retas, o problema tem custo finito se, e somente se, (p + ) T z (p ) T z + q + q 0 para cada um dos finitos raios extremos. Portanto, z Q se, e somente se, z satisfaz uma coleção finita de desigualdades lineares. Portanto, Q é um poliedro. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
18 Representação de poliedros Portanto, temos duas maneiras de representar poliedros: (a) por um conjunto finito de restrições lineares; (b) por um conjunto finitamente gerado, em termos de pontos extremos e raios extremos. Ambas as descrições são matematicamente equivalentes, mas podem ser muito diferentes de um ponto de vista prático. Por exemplo, podemos ter um poliedro descrito por um número pequeno de restrições lineares, mas ter um grande número de pontos extremos. Assim, sua descrição como um conjunto finitamente gerado não é conveniente. Marina Andretta (ICMC-USP) sme Otimização linear 8 de novembro de / 18
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