Rodada #1 Direito Processual do Trabalho

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1 Rodada #1 Direito Processual do Trabalho Professor Milton Saldanha Assuntos da Rodada DIREITO PROCESSUAL DO TRABALHO: Justiça do Trabalho: organização e competência. Varas do Trabalho, tribunais regionais do trabalho e Tribunal Superior do Trabalho: jurisdição e competência. Serviços auxiliares da justiça do trabalho: secretarias das Varas do Trabalho; distribuidores; oficiais de justiça e oficiais de justiça avaliadores. Ministério Publico do Trabalho: organização. Processo judiciário do trabalho: princípios gerais do processo trabalhista (aplicação subsidiaria do CPC). Atos, termos e prazos processuais. Distribuição. Custas e emolumentos. Partes e procuradores; jus postulandi; substituição e representação processuais; assistência judiciária; honorários de advogado. Nulidades. Exceções. Audiências: de conciliação, de instrução e de julgamento; notificação das partes; arquivamento do processo; revelia e confissão. Provas. Dissídios individuais: forma de reclamação e notificação; reclamação escrita e verbal; legitimidade para ajuizar. Procedimento ordinário e sumaríssimo. Procedimentos especiais: inquérito para apuração de falta grave, ação rescisória e mandado de segurança. Sentença e coisa julgada; liquidação da sentença: por cálculo, por artigos e por arbitramento. Dissídios coletivos: extensão, cumprimento e revisão da sentença normativa; efeito suspensivo. Execução. Informatização do processo judicial. O novo CPC e os impactos na justiça do trabalho.

2 Recados importantes! Você poderá fazer mais questões destes assuntos no teste semanal, liberado ao final da rodada. Tente cumprir as metas na ordem que determinamos. É fundamental para o perfeito aproveitamento do treinamento. Qualquer problema com a meta, envie uma mensagem para o WhatsApp oficial da Turma Elite (35)

3 a. Teoria ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO Conforme estabelece o art. 111 da Constituição Federal de 1988, são órgãos da Justiça do Trabalho: Tribunal Superior do Trabalho Tribunal Regional do Trabalho Juiz do Trabalho (ou Vara do Trabalho) Atenção! O órgão de cúpula da Justiça do Trabalho não é o Supremo Tribunal Federal (STF), mas sim o Tribunal Superior do Trabalho (TST). É muito comum o examinador perguntar se o STF é órgão da justiça do trabalho, a resposta é NÃO. 1. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO - TST 1.1. O TST tem sede em Brasília-DF, possui jurisdição em todo o território nacional, e é composto por exatos 27 ministros (não é máximo, nem mínimo, são EXATOS 27 ministros), que devem ser brasileiros (natos ou naturalizados), com mais de 35 e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal Dica! TST Trinta Sem Três = Os membros do TST são chamados de Ministros e não juízes A composição do TST é da seguinte forma: Quatro quintos (4/5) são ministros oriundos dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRT`S); um quinto (1/5) de seus membros é composto por advogados e membros do 3

4 Ministério Público (regra do chamado quinto constitucional ) com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e de efetivo exercício, respectivamente Importante! Escolha de Ministro do TST via regra do quinto constitucional : Primeiramente, o Presidente do TST oficia a OAB e o Ministério Público do Trabalho sobre para que elaborem e enviem ao TST uma lista sêxtupla. O TST vai elaborar a partir dessa lista sêxtupla uma lista tríplice que será encaminhada ao Chefe do Executivo, para que no prazo de 20 dias ele escolha um nome. O nome escolhido vai ser sabatinado e aprovado por maioria absoluta do Senado Federal. E se aprovado, será nomeado pelo Presidente da República A Presidência, Vice-Presidência e a Corregedoria são cargos eletivos de direção, com mandato de 2 anos Funcionarão junto ao TST (acrescidos pela EC 45/2004): a) Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento dos Magistrados do Trabalho (ENAMAT): encarregada de promover e regular os cursos para ingresso e promoção na carreira. Depois que o candidato foi aprovado no concurso de provas e títulos, antes de ingressar na atividade, passará por um curso de formação, o mesmo ocorrerá para os promovidos. b) Conselho Superior Da Justiça Do Trabalho (CSJT): é encarregado da supervisão administrativa, financeira, orçamentária e patrimonial da Justiça do Trabalho de 1 o e 2 o graus. Órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. É formado por 11 membros: 3 do TST; 5 Desembargadores; Presidente e Vice do TST; Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho Órgãos do TST Tribunal Pleno 4

5 Órgão Especial Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI) 8 Turmas 3 Comissões Permanentes Tribunal Pleno: Integram o Tribunal Pleno os Ministros da Corte Órgão Especial: O Órgão Especial tem em sua composição o Presidente, o Vice-Presidente do Tribunal e o Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho, os 7 Ministros mais antigos e, ainda, 7 Ministros eleitos pelo Tribunal Pleno Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC): A Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) é constituída por 9 Ministros, tendo em sua composição o Presidente, o Vice-Presidente do Tribunal e o Corregedor- Geral da Justiça do Trabalho e mais 6 Ministros Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI): A Seção Especializada em Dissídios Individuais (SDI) é constituída por 21 Ministros, tendo em sua composição o Presidente, o Vice-Presidente do Tribunal e o Corregedor-Geral da Justiça do Trabalho e mais 18 Ministros. A SDI pode funcionar com sua composição plena ou também poderá ser dividida em duas subseções: SDI-1 e SDI Turmas: O TST é composto de 8 Turmas, que são constituídas por três Ministros, a Presidência ficará a cargo do Magistrado mais antigo. Serão necessários os três Ministros para que ocorra o julgamento da lide Comissões Permanentes - Comissão de Regimento Interno - Comissão de Jurisprudência e de Precedentes Normativos - Comissão de Documentação 5

6 2. TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO TRT 2.1. Os Tribunais Regionais do Trabalho constituem a 2ª Instância da Justiça do Trabalho. Atualmente, são 24 Tribunais Regionais, que estão distribuídos pelo território nacional O Estado de São Paulo possui dois Tribunais Regionais do Trabalho: o da 2ª Região, sediado na capital do Estado e o da 15ª Região, com sede em Campinas NÃO há Tribunal Regional do Trabalho nos seguintes Estados: Tocantins, Amapá, Acre e Roraima. Contudo, todos os Estados estão vinculados a um Tribunal, como por exemplo o Tocantins é vinculado ao TRT da 10 a Região que tem sede em Brasília-DF Os Tribunais Regionais do Trabalho têm competência para apreciar recursos ordinários e agravos de petição e, originariamente, apreciam dissídios coletivos, ações rescisórias, mandados de segurança, entre outros Os TRT`s compõe-se de, no mínimo, sete juízes ou desembargadores, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. Na composição dos membros do TRT também se respeita o quinto constitucional, sendo os demais oriundos da magistratura de carreira, que são promovidos alternadamente por antiguidade e merecimento Atenção! A EC 45/2004 alterou o art. 112 da CF/88 ao excluir a obrigatoriedade de um TRT em cada Estado da federação. Os TRT`s são divididos por regiões e não Estados! 2.7. Os TRT`s possuem competências originárias e derivadas. As competências originárias são as que iniciam no próprio TRT, como é o caso dos dissídios 6

7 coletivos, por exemplo. Já as derivadas são as que já existem, ou seja, já há um processo em curso, como é o caso dos recursos, por exemplo Os TRT`S deverão criar a justiça itinerante, que consiste no deslocamento da vara do trabalho, dentro do limite territorial de sua jurisdição, com a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. A estrutura do TRT se desloca para locais mais distantes Tanto a Justiça Itinerante quanto as Câmaras Regionais NUNCA poderão ultrapassar o limite de sua jurisdição. 3. JUÍZES DO TRABALHO OU VARAS DO TRABALHO 3.1. A Vara do Trabalho é, em regra, a primeira instância das ações de competência da Justiça Trabalhista, sendo competente para julgar conflitos individuais surgidos nas relações de trabalho. Tais controvérsias chegam à Vara na forma de Reclamação Trabalhista. A Vara é composta por um Juiz do Trabalho titular e um Juiz do Trabalho substituto O Juiz do Trabalho ingressará na carreira como Juiz do Trabalho Substituto, após aprovação em concurso público de provas e títulos, sendo designado pelo Presidente do TRT para auxiliar ou substituir nas Varas do Trabalho. Após dois anos de exercício, o Juiz do Trabalho substituto torna-se vitalício. Alternadamente, por antiguidade ou merecimento, o Juiz será promovido a Juiz Titular da Vara do Trabalho e, posteriormente, pelo mesmo critério, ao Tribunal Regional do Trabalho. 7

8 3.3. Atenção! A EC 24/99 extinguiu a figura dos juízes classistas (representantes da categoria econômica e profissional) e as juntas de conciliação e julgamento, que foram substituídas pelas Varas do Trabalho que são compostas por um juiz titular e um substituto, exercendo a jurisdição de forma singular, o que significa dizer que o juiz titular julga alguns processos e o juiz substituto julga outros Em 1946 a Justiça do Trabalho foi integrada ao Poder Judiciário e, mais do que isso, os Tribunais Regionais do Trabalho substituíram as antigas Câmaras Regionais Importante! Existem locais em que não existem juízes do trabalho. Nesses casos, por LEI, os Juízes de Direito serão investidos de jurisdição trabalhista, ou seja, vai julgar as causas trabalhistas também. Todavia, das sentenças que proferir caberá recurso para o TRT e não TJ. Quanto ao processo de execução, o feito retorna ao juiz de direito, mas se for criada Vara do Trabalho os autos serão remetidos à Justiça do Trabalho. Se trata de alteração de competência em razão da matéria (competência absoluta), vide art. 43 do CPC. JUSTIÇA DO TRABALHO: JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA 1. Jurisdição Trata-se de poder-dever do Estado em pacificar conflitos, ou seja, de dizer o direito em determinada situação, assegurando a ordem jurídica. Deve-se ter em mente que a jurisdição é una e o que é passível de distribuição entre os órgãos jurisdicionais é apenas o seu exercício. 8

9 2. Competência Tendo em vista o supra conceito de jurisdição, temos que a competência é a parcela de jurisdição atribuída a determinado órgão jurisdicional, ou seja, é a quantidade de jurisdição distribuída entre os mais diversos órgãos e agentes responsáveis por dizer o direito. Assim, a competência limita o exercício do poder jurisdicional, sendo que alguns doutrinadores a chamam de medida da jurisdição Classificação da Competência Existem várias divisões quanto a classificação da competência. Por uma questão didática falaremos primeiro do conceito das competências absolutas e relativas Competência Absoluta e Relativa A competência absoluta baseia-se nos fatores de ordem pública, devendo ser obrigatoriamente obedecidos, sob pena de nulidade. A incompetência absoluta pode ser declarada ex-oficio pelo juiz (por iniciativa do próprio juiz, por dever do cargo). Se ele não declarar, a parte poderá alegá-la a qualquer tempo ou grau de jurisdição por uma simples petição nos autos. Os atos que o juiz incompetente praticou serão considerados válidos, no entanto, os atos decisórios serão considerados nulos. Declarada a incompetência absoluta remete-se os autos ao juízo competente A competência relativa tem como fundamento questões de interesse predominantemente das partes. Esses critérios de competência poderão ou não ser obedecidos, tendo natureza jurídica relativa, ou seja, NÃO podem ser declarados ex-oficio. O juiz não pode por iniciativa própria rejeitar a ação, somente a parte interessada 9

10 poderá arguir a incompetência relativa, e terá que fazê-la no momento oportuno, caso não o faça, prorroga-se a competência, e o juiz que era incompetente passa a ser competente Importante! A incompetência absoluta poderá ser declarada ex-oficio pelo juiz. Já a incompetência relativa NÃO poderá ser declarada ex-oficio, tem que ser suscitada pela parte interessada que, ficando inerte, ocorrerá a prorrogação da competência A prorrogação da competência somente poderá ocorrer quando o juízo for relativamente competente, nunca quando for absolutamente incompetente. Nesse sentido, quando a parte não opõe a exceção de incompetência relativa, o juízo que era inicialmente incompetente tornase tacitamente competente Nos termos do art. 62 do CPC, a competência em razão da matéria, pessoa ou função são competências absolutas, ou seja, são inderrogáveis por convenção das partes A competência em razão do valor e do território podem ser prorrogadas, já que são competências relativas Competência em razão da Matéria e em razão da Pessoa Art. 114, CF. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I - as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 10

11 II - as ações que envolvam exercício do direito de greve; III - as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; IV - os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; V - os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; VI - as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; VII - as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; VIII - a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; IX - outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei Relações de Trabalho Compete às Varas do Trabalho processar e julgar as ações oriundas das relações de trabalho, como determinado pelo art. 114 da Constituição Federal. Art. 114, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I - as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; 11

12 A Emenda Constitucional 45/2004 foi responsável por um expressivo acréscimo na competência da Justiça do Trabalho: COMPETÊNCIA ANTES DA EC 45/2004 DEPOIS DA EC 45/2004 A Justiça do Trabalho era competente para julgar, em regra, apenas as ações decorrentes das relações de emprego (pessoalidade, subordinação, não eventualidade, onerosidade). A Justiça do Trabalho passa a ser competente para processar e julgar as ações oriundas das relações de trabalho gênero que engloba as relações de emprego, autônomos, avulsos, temporários etc. Art. 652, CLT - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) conciliar e julgar: I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado; II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato individual de trabalho; III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice; IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho; V - as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho. Os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice e as ações entre trabalhadores portuários e os 12

13 operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão de Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho. Essas ações já eram de competência da Justiça do Trabalho antes mesmo da edição da EC 45/04. Compete ressaltar que está FORA da competência da Justiça do Trabalho as ações oriundas de cobrança de honorários de profissionais liberais (médicos, engenheiros, arquitetos, advogados). A Constituição Federal traz em seu inciso I do artigo 114 como competência da Justiça do Trabalho, processar e julgar as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de Direito Público externo (Estados Estrangeiros e Organismos Internacionais) e da Administração Pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. a) Entes de Direito Público Externo Estados Estrangeiros e Organismos Internacionais: A.1. Os Estados Estrangeiros praticam ATOS DE IMPÉRIO, aqueles que dizem respeito a soberania do Estado. Quando atuam nessa condição não se submetem à Justiça brasileira, a exemplo da concessão de vistos, tendo IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO (não se submetem a fase de conhecimento do processo trabalhista) e IMUNIDADE DE EXECUÇÃO (seus bens não poderão ser expropriados pela Justiça brasileira), ou seja, têm imunidade absoluta. A.2. Os Estados Estrangeiros praticam também ATOS DE GESTÃO, que os equiparam aos particulares, dizem respeito, por exemplo, a contratação de pessoas. NÃO tem IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO, ou seja, não são imunes à Justiça brasileira. Ocorre quando um Estado estrangeiro contrata um empregado brasileiro e não paga seu salário devidamente, logo, o Estado estrangeiro não estará imune à Justiça do Trabalho. O que não ocorre é a 13

14 Justiça brasileira ir até esse Estado estrangeiro para executá-lo, o Estado estrangeiro tem IMUNIDADE DE EXECUÇÃO, sendo assim, a execução será realizada por meio de carta rogatória. A.3. Aos Organismos Internacionais aplicam-se as regras do tratado que os criou, as imunidades são regidas pelas normas internacionais (em regra terão imunidade absoluta). A.4. Os Estados deverão respeitar as normas que criaram os organismos internacionais. Normalmente, os organismos internacionais terão IMUNIDADE DE JURISDIÇÃO e IMUNIDADE DE EXECUÇÃO, salvo se houver expressa renúncia. Dessa forma, quando houver expressa renúncia nos Tratados Internacionais que criaram os Organismos Internacionais, não haverá imunidade de jurisdição ou de execução. OJ 416, SDI-1 TST: As organizações ou organismos internacionais gozam de imunidade absoluta de jurisdição quando amparados por norma internacional incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro, não se lhes aplicando a regra do Direito Consuetudinário relativa à natureza dos atos praticados. Excepcionalmente, prevalecerá a jurisdição brasileira na hipótese de renúncia expressa à cláusula de imunidade jurisdicional. b) Entes da Administração Direta e Indireta B.1. Os trabalhadores da administração direta e indireta podem ser celetistas, estatutários ou figurar em outro regime jurídico administrativo, vejamos: - Celetistas: possuem com o poder público um vínculo de emprego. - Estatutários: possuem com o poder público um vínculo administrativo. 14

15 - Outros regimes jurídicos administrativos. Ex. trabalhadores temporários contratados sem concurso público pelo poder público para atender necessidade de excepcional interesse público. B.2. O STF afirmou na ADI 3395 que a relação de trabalho entre o Poder Público e seus servidores apresenta caráter jurídico-administrativo e, portanto, a competência para dirimir conflitos entre as duas partes é sempre da Justiça Comum, e não da Justiça do Trabalho. Sendo assim, o STF tornou defeso à Justiça do Trabalho a apreciação de causas instauradas entre o Poder Público e os servidores a ele vinculados por típica relação baseada no regime estatutário ou jurídico-administrativo (temporários). Conclui-se, então, que em se tratando de litígio entre o Poder Público e servidor público estatutário, este NÃO poderá ajuizar reclamatória trabalhista na Justiça do Trabalho. O mesmo ocorre com o servidor contratado pelo ente público, temporariamente. B.3. Importante! Estão FORA da Justiça do Trabalho os trabalhadores estatutários e os decorrentes de outros regimes jurídicos administrativos (temporários). B.4. É possível ajuizar Reclamação Trabalhista contra Administração Pública, direta ou indireta, na Justiça do Trabalho, quando os servidores estiverem a ela vinculados por relação CELESTISTA. Nos demais casos, tratando-se de servidor público federal a ação poderá ser ajuizada na Justiça Federal. Tratando-se de servidor público municipal ou estadual a reclamatória poderá ser ajuizada na Justiça Estadual. 15

16 c) Greve C.1. A Justiça do Trabalho é competente para julgar: - Ações que envolvam o exercício do direito de GREVE. C.2. A Lei n o 7.783/1989 dispõe sobre o exercício do direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade e sobre os interesses a serem defendidos. A referida Lei estabelece que a greve deverá ser exercida de maneira pacífica, de forma nenhuma os envolvidos poderão violar ou constranger os direitos e garantias fundamentais dos outros, veda-se, também, a ameaça ou dano à propriedade ou a pessoa. C.3. O abuso do direito praticado pelos grevistas, se praticados atos ilícitos ou até mesmo crimes, serão responsabilizados, conforme o caso, segundo a legislação trabalhista, civil ou penal. C.4. De acordo com a Súmula 189 do TST, compete à Justiça do Trabalho declarar a abusividade ou não greve. Vejamos: Súmula 189, TST - A Justiça do Trabalho é competente para declarar a abusividade, ou não, da greve. C.5. Todavia, cumpre destacar que a Justiça do Trabalho NÃO tem competência para apreciar controvérsias decorrentes do exercício do direito de greve pelo servidor público estatutário, uma vez que o STF, na ADI 3395, excluiu da competência da Justiça do Trabalho as ações oriundas do Poder Público e seus servidores estatutários, tal como é a greve. C.6. Durante a greve, os trabalhadores podem ameaçar ou até mesmo ocupar a sede da empresa, nesses casos, o empregador poderá ajuizar ações de 16

17 natureza possessória, com pedido preventivo de não ocupação ou desocupação, a depender da situação. Diante disso, o STF editou a Súmula Vinculante 23 que designa a Justiça do Trabalho como competente para processar e julgar as ações possessórias oriundas do exercício do direito de greve da iniciativa privada, ou seja, as greves dos servidores estatutários NÃO são de competência da Justiça do Trabalho. Súmula Vinculante 23 STF: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. d) Representação Sindical D.1. A Justiça do Trabalho é competente para julgar: Ações sobre REPRESENTAÇÃO SINDICAL. D.2. A relação sindical é intrínseca ao Direito do Trabalho, assim, todas as ações que envolvam os Sindicatos devem ser analisadas pela Justiça Trabalhista, sobretudo as ações sobre representação sindical entre sindicatos e sindicatos, sindicato e empregado, e entre sindicatos e empregadores. e) Mandado de Segurança (MS), Habeas Corpus (HC) e Habeas Data (HD) E.1. A Justiça do Trabalho é competente para julgar: - Mandado de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. E.2. Na Justiça Laboral verifica-se a necessidade de impetrar-se o habeas corpus quando o empregador de alguma forma restringir a liberdade de locomoção 17

18 do empregado. Essa limitação está ligada, geralmente, ao não pagamento de dívidas. E.3. A Constituição Federal consagra o Mandado de Segurança no art. 5 o, LXIX que dispõe que conceder-se-á mandado de segurança para proteger direito líquido e certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no exercício de atribuições do Poder Público. E.4. Estudaremos mais a frente que no Processo do Trabalho as decisões interlocutórias são irrecorríveis de imediato. Diante de tal situação, as partes podem recorrer ao mandado de segurança em face de decisão interlocutória que ferir direito líquido e certo. Súmula 214, TST - Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, 2º, da CLT. E.5. A autoridade pública a que se refere o mandamento constitucional pode ser um Auditor Fiscal do Trabalho, um Membro do Ministério Público do Trabalho; um Oficial de Cartório que se recusa a efetuar o registro de entidade sindical etc. 18

19 E.6. Já o habeas data é muito pouco utilizado na Justiça Trabalhista, uma vez que o mandado de segurança soluciona os problemas. Um servidor celetista poderá utilizar-se do habeas data para ter acesso ao seu prontuário no Estado, quando este lhe for negado ou, ainda, para ter acesso a lista de empregadores que tenham mantido trabalhadores em condições análogas às de escravo. E.7. O STF, na ADI 3.684, concedeu liminar com efeito ex tunc para declarar a incompetência da Justiça do Trabalho para processar e julgar ações penais. Dessa forma, a Justiça do Trabalho NÃO é competente para processar e julgar ações decorrentes de crime contra a organização do trabalho, é o que estabelece o art. 109, V, CF, sendo de competência da Justiça Federal. f) Conflito de Competência entre os seus órgãos F.1. A Justiça do Trabalho é competente para julgar: - Os CONFLITOS DE COMPETÊNCIA ENTRE SEUS ÓRGÃOS (JT, TRT, TST), salvo nos casos de competência do STJ e do STF. g) Dano Moral e Patrimonial G.1. A Justiça do Trabalho é competente para julgar: - DANO MORAL e PATRIMONIAL decorrentes das relações de trabalho, inclusive em razão de acidente do trabalho. Súmula Vinculante 22, STF. A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar a ação de indenização por DANOS MORAIS e PATRIMONIAIS decorrentes das relações de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional 45/

20 Súmula 367, STJ: A competência estabelecida pela EC n. 45/2004 não alcança os processos já sentenciados. G.2. Ainda com relação ao acidente do trabalho, vale destacar que a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar tanto as ações indenizatórias ajuizadas pelo empregado contra o empregador, como também as movidas pelos sucessores contra o empregador. h) Penalidades Administrativas H.1. A Justiça do Trabalho é competente para julgar: PENALIDADES impostas pelos órgãos de fiscalização do trabalho (inclusive MS). H.2. O órgão de fiscalização aplicou uma multa na empresa, mas a empresa pretende recorrer administrativamente dessa multa, sendo assim, o art. 636, CLT dispõe que é necessário o depósito prévio da multa para que o recurso seja admitido. H.3. No entanto, o STF julgou esse artigo inconstitucional, pois viola o princípio da ampla defesa e do contraditório e também contraria o direito de petição. Súmula 424, TST. O 1º do art. 636 da CLT, que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo, não foi recepcionado pela Constituição Federal de 1988, ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 5º. i) Contribuições Sociais I.1. A Justiça do Trabalho é competente para: 20

21 - EXECUTAR, de ofício, as CONTRIBUIÇÕES SOCIAIS decorrentes das sentenças que proferir. I.2. Ressalte-se que quanto às contribuições fiscais, tem competência apenas para determinar a sua retenção, não podendo executá-las de ofício. Súmula 368, TST - I - A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. Importante! Conforme o art. 114, VIII, da Constituição, a Justiça do Trabalho é competente para a execução de ofício das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, da CF/88 e acréscimos legais decorrentes das sentenças que proferir, o que inclui a contribuição denominada SAT (seguro de acidente do trabalho) em razão de sua natureza de contribuição para a seguridade social, destinada ao financiamento de benefício relativo à incapacidade do empregado decorrente de infortúnio no trabalho. OJ 414, SDI-1, TST. Compete à Justiça do Trabalho a execução, de ofício, da contribuição referente ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que tem natureza de contribuição para a seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, "a", da CF), pois se destina ao financiamento de benefícios relativos à incapacidade do empregado decorrente de infortúnio no trabalho (arts. 11 e 22 da Lei no 8.212/1991). Já as contribuições devidas à terceiro, ou seja, as destinadas ao sistema S (Senac, Senai, Sesi, Sebrae, etc.) não objetivam custear a seguridade social, mas sim às entidades privadas de serviço social e formação profissional vinculadas ao sistema sindical, razão pela qual sua execução NÃO se insere na competência da Justiça do Trabalho. 21

22 Competência em razão da função É também chamada de competência hierárquica, pois está vinculada a estrutura organizacional da Justiça do Trabalho Juízes do Trabalho: Tem competência residual, ou seja, tem competência naquilo que não estiver expressamente disciplinado para os TRT`s nem TST. Assim, julgam toda espécie de lide individual trabalhista, com exceção das previstas para os TRT`s e TST TRT: É competente para julgar originariamente diversas questões, como Dissídios coletivos, conflitos de competência entre Varas do Trabalho em sua jurisdição, HC e MS contra ato de juiz de primeiro grau TST: É competente para julgar originariamente ações rescisórias contra suas decisões, conflitos de competência entre TRT`s, bem como dissídios coletivos e greve, quando ultrapassarem a jurisdição de um TRT. (art. 67 do seu Regimento Interno) Competência Territorial A regra para a definição da competência territorial na Justiça do Trabalho é o LOCAL DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. Art. 651, CLT: A competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Pode ser que tenhamos mais de um lugar da prestação de serviços, para os concursos públicos devemos considerar o juízo competente o do ÚLTIMO lugar da prestação dos serviços. 22

23 O art. 651 da CLT determina como competência territorial o local da prestação dos serviços. Entretanto, existem três EXCEÇÕES à regra geral. a) Empregado agente ou viajante comercial: Quando o empregado for agente ou viajante comercial a competência será da Vara da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Vara da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. Art. 651, 1 o, CLT Quando for parte no dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. b) Competência da Justiça do Trabalho Brasileira para os empregados brasileiros trabalhando no estrangeiro: A competência será das Varas do Trabalho quando o empregado for brasileiro trabalhando em agência ou filial no exterior. Art. 651, 2 o, CLT A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. c) Empregador que promove a realização de atividade fora do lugar do contrato. Em se tratando de empregador que promove realização de atividade fora do lugar do contrato de trabalho, é o que geralmente ocorre com as empresas teatrais ou de transporte interestadual, é assegurado ao empregado 23

24 apresentar reclamação trabalhista no foro da celebração do contrato ou no foro da prestação dos serviços. Art. 651, 3 o, CLT Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. Via de regra, aplica-se o principio da territorialidade, ou seja, aplica-se a legislação material do país da prestação do serviço. Exceções ao principio da territorialidade: a) Quando o empregado for transferido para trabalhar no estrangeiro (trabalhava no Brasil e é removido, cedido ou contratado por empresa brasileira para trabalhar a seu serviço no exterior) aplica-se a lei brasileira se for mais favorável do que a do local da prestação dos serviços. b) Caso o trabalhador tenha sido contratado no Brasil para trabalhar no exterior, faz jus aos direitos do local da prestação dos serviços além dos garantidos pela Lei 7.064/ Competência em razão do valor da causa. O ordenamento jurídico brasileiro pode atribuir a determinado órgão a competência para julgar determinada matéria em razão do valor da causa, como existe nos Juizados Especiais Civis, que julgam causas de até 40 salários mínimos. Não é aplicado na Justiça do Trabalho, pois a competência das Varas do Trabalho é irrestrita quanto ao valor Conflito de Competência O conflito de competência pode ser positivo ou negativo. No primeiro caso, dois ou mais juízes se declaram competentes para julgar a 24

25 causa. Já na segunda hipótese, dois ou mais juízes se declaram incompetentes para julgar o processo. Também pode ocorrer conflito de competência quando houver divergência entre dois ou mais juízes acerca da reunião ou separação de processos O conflito de competência originado entre os órgãos da Justiça do Trabalho será solucionado pelas normas contidas na própria CLT e pelos artigos 102, I, o e 105, I, d, da Constituição Federal. Art. 102, CF/88 - Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo- lhe: I - processar e julgar, originariamente: o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro tribunal; Art. 105, CF/88 - Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar, originariamente: d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto no art. 102, I, "o", bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos; Art. 803, CLT. Os conflitos de jurisdição podem ocorrer entre: a) Juntas de Conciliação e Julgamento e Juízes de Direito investidos na administração da Justiça do Trabalho; b) Tribunais Regionais do Trabalho; c) Juízos e Tribunais do Trabalho e órgãos da Justiça Ordinária; 25

26 Art. 808, CLT. Os conflitos de jurisdição de que trata o art. 803 serão resolvidos: a) pelos Tribunais Regionais, os suscitados entre Juntas e entre Juízos de Direito, ou entre uma e outras, nas respectivas regiões; b) pelo Tribunal Superior do Trabalho, os suscitados entre Tribunais Regionais, ou entre Juntas e Juízos de Direito sujeitos à jurisdição de Tribunais Regionais diferentes; c) Revogado pelo Decreto Lei 9.797, de 1946 d) pelo Supremo Tribunal Federal, os suscitados entre as autoridades da Justiça do Trabalho e as da Justiça Ordinária. Assim, os conflitos serão resolvidos pelos TRT s e TST e, também, pelo STJ, quando o conflito de competência ocorrer entre órgãos de justiças diferentes (entre quaisquer tribunais; entre tribunais e juízes a ele não vinculados e entre juízes vinculados a tribunais diversos, ressalvada a competência do STF prevista no artigo 102, I, alínea o da CF) e pelo STF quando o conflito envolver Tribunal Superior (entre o STJ e qualquer outro tribunal; entre tribunais superiores e entre tribunais superiores e qualquer outro tribunal). Em razão do princípio hierárquico, NÃO se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do trabalho a ele vinculada. Súmula 420, TST - Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. 26

27 b. Mapas mentais COMPOSIÇÃO DOS PRINCIPAIS TRIBUNAIS: 27

28 ANTES DA EC 45/2004 COM A EC 45/2004 DEPOIS DA EC 45/2004 Havia dúvida quanto a competência da Justiça do Trabalho para as ações indenizatórias decorrentes de acidente de trabalho. Foi inserido o inciso VI no art. 114 determinando que: Compete a Justiça do Trabalho processar e julgar o dano moral e patrimonial decorrente das relações de trabalho. Depois da EC as novas ações serão ajuizadas na justiça do Trabalho. Quanto as ações ajuizadas na Justiça Comum antes da promulgação da EC, que: Algumas ações foram ajuizadas na Justiça Comum e outras foram ajuizadas na Justiça do Trabalho. Dessa forma, a Justiça do Trabalho é competente para julgar os danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente do trabalho. Já possuíam sentença de mérito Ficam na Justiça comum. NÃO possuíam sentença de mérito Serão deslocadas para a JT. CONFLITO OBSERVAÇÕES ÓRGÃO JULGADOR Conflito entre duas varas do trabalho. Conflito entre juiz do trabalho e juiz de direito investido da Ambos subordinados mesmo TRT TRT (art. 808, a, CLT) 28

29 jurisdição trabalhista Conflito entre duas Varas do Trabalho Conflito entre juiz do trabalho e juiz de direito investido da jurisdição trabalhista Subordinados a TRT diversos TST (art. 808, b, CLT) Conflito entre dois TRT s TST (art. 808, b, CLT) Conflito entre órgãos de justiças diferentes como, por exemplo: Conflito entre juiz do trabalho e juiz de direito Conflito entre juiz do trabalho e juiz federal STJ (art. 105, I, d, CF) Conflito entre TRT e juiz federal Conflito entre TRT e juiz de 29

30 direito Conflito envolvendo Tribunal Superior, como por exemplo: Conflito entre TST e TJ STF (art. 102, I, o, CLT) Conflito entre TST e TRF 30

31 c. Revisão 1 1. (FCC) TRT 24 a Região 2017 Analista Judiciário Área Judiciária Asclépio, residente e domiciliado em Manaus, participou de processo seletivo e foi contratado na cidade de Brasília, onde se localiza a sede da empresa Orfheu Informática S/A, para trabalhar como programador, na filial da empresa no Município de Campo Grande. No contrato de trabalho as partes convencionaram como foro de eleição a comarca de São Paulo. Após dois anos de contrato, Asclépio foi dispensado por justa causa sem receber nenhuma verba rescisória, retornando para Manaus. Não concordando com o motivo da sua rescisão, o trabalhador resolveu ajuizar reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora. Conforme a regra de competência territorial prevista na lei trabalhista a ação deverá ser proposta na Vara do Trabalho de (A) Brasília, por ser a sede da empresa reclamada. (B) Brasília, por ser o local da contratação. (C) Manaus, local de seu domicílio. (D) Campo Grande, local da prestação dos serviços. (E) São Paulo, foro de eleição contratual. 2. (FCC) TRT 24 a Região 2017 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A Constituição Federal do Brasil e a Consolidação das Leis do Trabalho instituíram 31

32 regras sobre organização e competência da Justiça do Trabalho e dos órgãos que a compõem. Em observância a tais normas, (A) é competência da Justiça do Trabalho a apreciação de ação proposta por empresa para anulação de penalidade imposta em auto de infração lavrado por auditor fiscal do trabalho, por inobservância da cota de contratação de pessoas com deficiência. (B) o Supremo Tribunal Federal, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, interpretou ser da competência da Justiça do Trabalho a apreciação de demandas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo. (C) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de dezessete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do Senado Federal. (D) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes, recrutados exclusivamente na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. (E) a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as ações de indenização por dano moral decorrentes da relação de emprego somente a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, visto que o texto original da Constituição Federal de 1988 e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho não admitiam o processamento de tais ações na Justiça Especializada. 3. (FCC) TRT 24 a Região 2017 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal 32

33 A empresa Olimpos Construções S/A, com sede em Brasília, contratou empregado brasileiro através de sua sucursal em São Paulo, para gerenciar as obras existentes na Turquia, lugar onde prestou serviços durante dois anos. Rescindido o contrato o empregado retorna ao Brasil, pretendendo acionar o seu empregador em razão de créditos trabalhistas que entende devidos. Nessa situação, conforme regra prevista na Consolidação das Leis do Trabalho, (A) é incompetente a autoridade judiciária brasileira, para conhecer da reclamação trabalhista, que deveria ser ajuizada na Turquia, local da prestação dos serviços. (B) se houver foro de eleição expressamente previsto no contrato, será este o competente para conhecer da reclamação trabalhista. (C) será competente para conhecer da ação trabalhista o foro de opção contratual do empregado, podendo ser o da contratação, da prestação de serviços ou o da demissão. (D) a autoridade judiciária brasileira é incompetente, devendo a ação ser proposta no País em que o empregado foi contratado. (E) a autoridade judiciária trabalhista brasileira é competente para conhecer da reclamação trabalhista, salvo se houver Convenção Internacional dispondo em contrário. 4. (FCC) TRT 3 a Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Em relação às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, (A) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. 33

34 (B) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, não podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. (C) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal de Justiça. (D) há, atualmente, no Brasil, 22 Tribunais Regionais do Trabalho, sendo um em cada Estado, exceto no Estado de São Paulo que possui dois Tribunais Regionais do Trabalho. (E) compete aos Tribunais Regionais do Trabalho, julgar os recursos ordinários interpostos em face das decisões das Varas e também, originariamente, as ações envolvendo relação de trabalho. 5. (FCC) TRT 20 a Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária A Constituição Federal expressamente prevê regras que organizam a estrutura da Justiça do Trabalho, e tratam da sua competência. Conforme tal regramento, (A) os juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, que comporão o Tribunal Superior do Trabalho serão indicados pelos próprios Regionais, alternativamente, e escolhidos pelo Congresso Nacional. (B) os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiência e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. (C) haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas onde não forem 34

35 instituídas, atribuir sua jurisdição a Vara do Trabalho mais próxima. (D) os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à jurisdição da Justiça do Trabalho serão julgados e processados na Justiça Federal, por se tratar de remédios jurídicos de natureza constitucional. (E) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes, que serão recrutados na respectiva região, e nomeados pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. 6. (FCC) TRT 20 a Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Hera participou de processo seletivo e foi contratada como música instrumentista da Orquestra do Banco Ultra S/A, no Município de Itabaiana/SE, onde tem o seu domicílio. No contrato de trabalho foi estipulado como foro de eleição para propositura de demanda trabalhista o Município de Aracaju/SE. O banco possui agências em todos estados do Brasil e a sua sede está localizada em Brasília/DF. Durante os oito meses em que foi empregada do Banco, Hera exerceu suas funções apenas no Município de Aracaju/SE. Caso decida ajuizar reclamação trabalhista em face de seu ex-empregador, deverá propor em (A) Aracaju, porque foi o local da prestação dos serviços. (B) Aracaju, por ser o foro de eleição previsto em contrato de trabalho. (C) Itabaiana, porque é o foro do seu domicílio. (D) Brasília, por estar situada a sede do Banco reclamado. 35

36 (E) Aracaju, Itabaiana ou Brasília, dependendo da sua própria conveniência como reclamante. 7. (FCC) TRT 20 a Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Zeus é estivador inscrito e atuando como trabalhador avulso no Porto do Rio de Janeiro. Há alguns meses ele não tem concordado com os repasses que estão sendo efetuados pelos trabalhos realizados, entendendo ser credor de diferenças. Consultou um Advogado para ajuizar ação em face do Órgão Gestor de Mão de Obra e o operador portuário, demanda esta que deverá ser proposta perante a (A) Justiça Comum Estadual, porque o trabalhador avulso é considerado autônomo sem vínculo de emprego com o órgão de mão de obra. (B) Justiça do Trabalho, ainda que o pedido seja somente de diferenças de repasses. (C) Justiça do Trabalho, desde que formule pedido principal de reconhecimento de vínculo de emprego e, acessoriamente de diferenças de repasses. (D) Justiça Federal, porque a matéria portuária é de segurança do Estado Federativo e, portanto, de ordem nacional. (E) Justiça Comum Estadual ou Justiça do Trabalho, visto que se tratando de matéria de relação de trabalho em sentido amplo, cabe ao trabalhador a opção. 8. (FCC) SEGEP-MA 2016 Procurador do Estado De acordo com a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho, NÃO compete à Justiça do Trabalho 36

37 (A) declarar a abusividade, ou não, da greve. (B) a execução, de ofício, da contribuição referente ao Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), que tem natureza de contribuição para a seguridade social. (C) processar e julgar ações ajuizadas por empregados relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS). (D) determinar o recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre os salários pagos no período do vínculo de emprego reconhecido em juízo. (E) processar e julgar ações de indenização por dano moral e material oriundas de acidente do trabalho e doenças a ele equiparadas, quando estas forem propostas pelos dependentes e sucessores do trabalhador falecido. 9. (FCC) ELETROBRAS-ELETROSUL Direito Em relação à competência da Justiça do Trabalho, conforme normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho aplicáveis a matéria, (A) a regra da competência das Varas do trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. (B) a competência da Vara do Trabalho se dá pelo local em que o empregado tenha domicílio, como regra, em razão do princípio da proteção ao trabalhador. (C) quando for parte na ação agente ou viajante comercial, a competência da Vara do Trabalho será determinada pelo local onde está sediada a matriz da empresa. (D) não compete à Vara do Trabalho o julgamento dos dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice. 37

38 (E) as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o órgão Gestor de Mão de Obra OGMO decorrentes da relação de trabalho não estão abrangidas na competência da Justiça do Trabalho, mas sim da Justiça Comum Federal. 10. TRT 4 a Região 2016 Juiz do Trabalho Substituto Considere as assertivas abaixo sobre competência em casos de acidente de trabalho. I - Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. II - A ação indenizatória proposta pelos sucessores do trabalhador vítima de acidente de trabalho fatal é de competência da Justiça Estadual, já que se trata de questão de direito civil. III - A ação indenizatória proposta por servidor público estatutário em razão de acidente de trabalho será de competência da Justiça do Trabalho. Quais são corretas? (A) Apenas I (B) Apenas II (C) Apenas III (D) Apenas I e II (E) I, II e III 38

39 d. Revisão (CONSULTEC) Prefeitura de Ilhéus BA Procurador De acordo com a Constituição Federal, o Tribunal Superior do Trabalho tem, dentre outras, a função de uniformizar a jurisprudência trabalhista e é composto de vinte e sete Ministros escolhidos dentre brasileiros (A) com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. (B) com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. (C) com mais de trinta e cinco e menos de sessenta anos. (D) com mais de trinta e menos de sessenta anos. (E) com trinta e cinco e menos de sessenta anos. 12. TRT 2 a Região 2016 Juiz do Trabalho Substituto Em relação à competência da Justiça do Trabalho, segundo a Constituição da República, a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e as Súmulas da Jurisprudência Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, para as ações que atualmente venham a ser ajuizadas, analise as seguintes proposições: I- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. II- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação ajuizada por 39

40 empregado em face de empregador relativa ao cadastramento no Programa de Integração Social. III- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. IV- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores. V - A Justiça do Trabalho não é competente para processar e julgar as ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria. Responda: (A) Somente as proposições I, II e lll estão corretas (B) Somente as proposições l, ll e V estão corretas (C) Somente as proposições II,III e IV estão corretas (D) Somente as proposições II, III e V estão corretas. (E) Todas as proposições estão corretas. 13. (FCC) TRT 9 a Região 2013 Analista Judiciário Área Judiciária Conforme normas legais aplicáveis à organização da Justiça do Trabalho, incluindo o Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho e as Varas do Trabalho, é correto afirmar que 40

41 (A) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, 11 juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. (B) o Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (C) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de 17 Ministros, togados e vitalícios, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 60 anos, nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Congresso Nacional. (D) dentre os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho, 11 serão escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, integrantes da carreira da magistratura trabalhista, três dentre advogados e três dentre membros do Ministério Público do Trabalho. (E) em cada Estado e no Distrito Federal haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas onde não forem instituídas, atribuir sua jurisdição aos juízes de direito, sendo que nesse caso os recursos são julgados diretamente pelo Tribunal Superior do Trabalho. 14. TRT 2 a Região 2016 Juiz do Trabalho Substituto Em relação à competência dos órgãos da Justiça do Trabalho, segundo a Constituição da República, a Consolidação das Leis do Trabalho, a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça e as Súmulas da Jurisprudência Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, analise as seguintes proposições: 41

42 I - Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. II - Compete ao próprio Tribunal Regional do Trabalho dirimir o conflito de competência entre juízes trabalhistas vinculados ao mesmo Tribunal Regional do Trabalho; no entanto, tratando-se de conflito de competência entre juízes trabalhistas vinculados a Tribunais Regionais do Trabalho distintos, compete ao Superior Tribunal de Justiça dirimir o conflito de competência. III - Na lide trabalhista, compete ao Tribunal Regional do Trabalho dirimir o conflito de competência entre juiz trabalhista e juiz estadual investido de jurisdição trabalhista na mesma Região. IV - Na Justiça do Trabalho, a decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para outra Vara do Trabalho, vinculada ao mesmo Tribunal Regional do Trabalho a que se vincula o juízo excepcionado, enseja recurso imediato. V - E competente o Tribunal Regional do Trabalho para julgar mandado de segurança contra ato de seu presidente em execução de sentença trabalhista. Responda: (A) Somente as proposições l,ii e III estão corretas. (B) Somente as proposições l,lll e V estão corretas (C) Somente as proposições II,III e IV estão corretas. (D) Somente as proposições II,III e V estão corretas. (E) Todas as proposições estão corretas. 42

43 15. (FCC) TRT - 14ª Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Há previsão legal atribuindo aos órgãos judicias as questões que devem estar afetas ao seu julgamento, assim como os órgãos judiciais trabalhistas têm traçados em lei os seus poderes para conhecer e solucionar as lides. Sobre o tema, conforme ordenamento jurídico é INCORRETO afirmar: (A) Como regra, a competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. (B) Compete às Varas Cíveis da Justiça Federal julgar as ações envolvendo trabalhadores portuários e os operadores portuários ou Órgão Gestor de Mão de Obra OGMO, decorrentes da relação de trabalho, por envolver questão estratégica nacional. (C) A Justiça do Trabalho tem competência para analisar e decidir sobre as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (D) Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho. (E) É da competência das Varas do Trabalho conhecer e julgar os dissídios resultantes de contratos de empreitada em que o empreiteiro seja operário ou artífice. 16. (FCC) TRT - 14ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Conforme norma constitucional é competência da Justiça do Trabalho processar e julgar 43

44 (A) ação de reparação por dano material em face do órgão previdenciário em razão de não concessão de aposentadoria por invalidez. (B) demanda possessória envolvendo um sindicato de categoria profissional que alega ser proprietário do prédio onde está estabelecido o Sindicato da respectiva categoria econômica. (C) ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (D) execuções, de ofício, de imposto de renda dos diretores não empregados de sociedades anônimas que mantém relação de trabalho com essas empresas. (E) ação ordinária de trabalhador em face da Caixa Econômica Federal em razão de não ter sido autorizada movimentação de sua conta vinculada do FGTS. 17. (FCC) TRT - 14ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Apolo, auditor empregado da empresa de auditoria externa Fenix S/A, foi dispensado por justa causa diante da alegação de desídia no desempenho das suas funções. O trabalhador pretende ajuizar reclamatória trabalhista questionando o motivo da rescisão e postulando o pagamento de verbas rescisórias e horas extraordinárias não remuneradas. No caso, trata-se de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho. De acordo com as regras de competência territorial Apolo deverá ingressar com a ação: (A) Somente no local da prestação de serviços. (B) No foro de celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. (C) Não havendo regras na Consolidação das Leis do Trabalho sobre a matéria, poderá 44

45 escolher qualquer comarca do Estado em que tem seu domicílio. (D) No foro de eleição previsto no contrato de trabalho firmado entre as partes. (E) Na sede da empresa ou na capital do Estado em que ocorreu a contratação. 18. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Em consonância com os ditames constitucionais quanto à organização e competência da Justiça do Trabalho, (A) o Tribunal Superior do Trabalho será composto por juízes dos Tribunais Regionais, oriundos da magistratura, indicados pelo colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais, além de 1/5 oriundo da advocacia e Ministério Público do Trabalho e 1/5 indicados pelas confederações sindicais. (B) a lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes Federais, com recurso para o respectivo Tribunal Regional Federal. (C) são órgãos da Justiça do Trabalho as Comissões de Conciliação Prévia, as Varas do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho. (D) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de 27 Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. (E) a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionarão junto ao Conselho Nacional de Justiça, vinculado ao Supremo Tribunal Federal. 45

46 19. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Os normativos constitucionais NÃO atribuem competência material à Justiça do Trabalho para processar e julgar (A) as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (B) o dissídio coletivo ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho no caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público. (C) as ações que apuram os crimes contra a organização do trabalho e envolvendo retenção dolosa de salários e contribuições previdenciárias. (D) as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (E) as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores. 20. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Conforme previsão constitucional, a Justiça do Trabalho é um órgão do Poder Judiciário. A respeito da sua organização, da jurisdição e da competência, (A) a maior corte é o Tribunal Superior do Trabalho, com sede em Brasília e jurisdição nacional, composto por trinta e três ministros, sendo 2/3 dentre desembargadores dos Tribunais Regionais e 1/3 dentre advogados e Ministério Público do Trabalho. (B) cada estado membro deverá ter, pelo menos, um Tribunal Regional do Trabalho, 46

47 composto de, no mínimo, 08 desembargadores da própria região que formarão 3/5 da corte, além de 1/5 da advocacia e 1/5 do Ministério Público do Trabalho. (C) os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar de forma descentralizada, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. (D) nas Varas do Trabalho a jurisdição será exercida por um juiz singular togado, auxiliado por dois representantes dos sindicatos das categorias profissional e econômica, coma participação de um membro do Ministério Público do Trabalho. (E) o Conselho Superior da Justiça do Trabalho é o órgão máximo do sistema, mas não funciona junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer apenas a supervisão administrativa da Justiça do Trabalho, com decisões de caráter consultivo e não vinculante. 47

48 e. Revisão (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A competência é considerada como medida da jurisdição. Em se tratando de competência territorial das Varas do Trabalho, a regra geral prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é fixada (A) pelo local onde foi realizada a contratação. (B) pelo domicílio eleitoral do empregado. (C) pelo domicílio civil do empregador, quando esse for pessoa física. (D) pela matriz da empresa pública, na capital do Estado onde é a sede do Tribunal Regional. (E) pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador. 22. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Conforme normas contidas na Constituição Federal brasileira, a competência da Justiça do Trabalho abrange (A) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União. 48

49 (B) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias. (C) as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (D) os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira que possam interferir nas relações de trabalho. (E) as ações que visam dirimir conflitos fundiários, por meio de Varas especializadas com competência exclusiva que serão criadas pelo Tribunal competente. 23. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal O viajante comercial Odin pretende mover ação trabalhista em face da sua empregadora Empresa Pública Delta S/A, por entender que o seu gerente cometeu ato ilícito que lhe feriu a honra e boa fama, postulando indenização por danos morais no valor de R$ ,00, cumulada com pedido de pagamento de diferenças de comissões ajustadas no valor de R$ 5.000,00. Segundo regras contidas em legislação própria quanto à competência territorial, a ação deve ser proposta na Vara (A) do local onde foi celebrada a sua contratação. (B) da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado. (C) do foro de eleição previsto no contrato de trabalho firmado entre as partes. (D) da Justiça Federal da Capital do Estado onde a ré tenha sede, por se tratar de 49

50 empresa pública. (E) do foro de celebração do contrato ou no foro de domicílio do gerente que lhe ofendeu, em razão de ser esse o principal pedido do autor. 24. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Sobre organização e competência da Justiça do Trabalho, conforme ditames insculpidos na Constituição Federal do Brasil é correto afirmar: (A) Os Juizados Especiais Acidentários Trabalhistas, as Varas do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Arbitrais Coletivos do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho são órgãos da Justiça do Trabalho. (B) O Tribunal Superior do Trabalho será composto de dezessete Ministros, togados e vitalícios, dos quais treze escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, dois dentre advogados e dois dentre membros do Ministério Público do Trabalho. (C) O Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (D) A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, não funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho por se tratar de órgão administrativo e consultivo, sem funções jurisdicionais, cabendo-lhe apenas regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. (E) A competência da Justiça do Trabalho não abrange nenhum dos entes ou organismos de direito público externo, ainda que se trate de relação de emprego, visto que em razão da pessoa litigante a competência será da Justiça Federal Comum. 50

51 25. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Conforme previsão legal, uma ação de indenização por danos materiais e morais em razão de acidente de trabalho sofrido pelo empregado, por negligência do empregador, que tenha lhe ocasionado sequelas, deve ser proposta na Vara (A) Acidentária da Justiça Estadual da comarca em que o autor tem o seu domicílio. (B) Acidentária da Justiça Federal da comarca em que a empresa tem a sua sede. (C) do Trabalho da comarca em que foi celebrado o contrato de trabalho. (D) do Trabalho da comarca onde houve a prestação dos serviços. (E) Acidentária da Justiça Estadual ou do Trabalho da comarca em que se situa a sede da empresa, a critério do autor interessado. 26. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária A competência em razão da matéria dos órgãos da Justiça do Trabalho abrange (A) dissídios envolvendo revisão de pensão por morte de segurado do Instituto Nacional de Seguridade Social. (B) ação coletiva objetivando indenização por danos coletivos, envolvendo servidor público estatutário e o município. (C) ações relativas à penalidade administrativa imposta por agente de fiscalização das relações de trabalho ao empregador. (D) lides relativas a acidentes de trabalho envolvendo o trabalhador e o Instituto 51

52 Nacional de Seguridade Social. (E) litígios relativos à recuperação judicial ou falência de empresas privadas ou sociedades de economia mista. 27. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Fênix, residente em Curitiba, participou de processo seletivo em uma agência de empregos situada no município de Caxias do Sul, local onde firmou contrato de trabalho para o cargo de secretária junto à empresa pública Atlas. Durante o contrato de trabalho somente prestou serviços na sede da empregadora na cidade de Carlos Barbosa. Após dois anos foi dispensada sem receber verbas contratuais e rescisórias. Segundo regra estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho, será territorialmente competente para processar e julgar a ação trabalhista movida por Fênix em face da empresa Atlas a Vara do Trabalho do município de (A) Curitiba, local da residência da autora. (B) Porto Alegre, capital do Estado, por se tratar de empresa pública. (C) Caxias do Sul, local da contratação. (D) Carlos Barbosa, local da prestação dos serviços. (E) Porto Alegre ou Curitiba, sendo opção legal conferida à trabalhadora. 28. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A Constituição Federal do Brasil elenca normas relativas à competência material dos 52

53 diversos órgãos do Poder Judiciário. O artigo 114, com redação determinada pela Emenda Constitucional nº 45/2004 aumentou as hipóteses originalmente previstas para a Justiça do Trabalho. Entretanto, mesmo com essa ampliação, NÃO estão abrangidas as ações, (A) oriundas das relações de trabalho, abrangidos entes de direito público externo. (B) relativas a benefício previdenciário do trabalhador previsto no Regime Geral da Previdência Social. (C) indenizações por danos morais e patrimoniais, decorrentes da relação de trabalho. (D) sobre representação sindical entre sindicatos e empregadores. (E) de execução, de ofício, de contribuições sociais previdenciárias decorrentes das condenações dos dissídios individuais trabalhistas. 29. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Hades, residente em Florianópolis, foi contratado pela empresa de bebidas Cachaça Real em sua sede na cidade de São Paulo, para trabalhar como viajante comercial. Durante o contrato esteve subordinado a filial sul da empresa, situada no município de Gramado, laborando em vários municípios da Serra Gaúcha. Para reivindicar direitos trabalhistas inadimplidos pela empregadora, será competente a Vara de Trabalho, (A) somente em Florianópolis, foro de domicílio do autor. (B) em qualquer município da Serra Gaúcha, onde laborou ou em São Paulo, local da contratação. (C) em uma das Capitais dos três estados envolvidos: Santa Catarina, São Paulo e Rio 53

54 Grande do Sul. (D) apenas em São Paulo, local da contratação. (E) somente em Gramado, local em que a empregadora tem filial e o empregado esteve subordinado. 30. (FCC) TRT - 3ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Quanto à organização da Justiça do Trabalho, o Tribunal Superior do Trabalho comporse-á de (A) 27 (vinte e sete) Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (B) 25 (vinte e cinco) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos ou naturalizados com mais de 30 (trinta) e menos de 60 (sessenta) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do Senado Federal, sendo um terço dentre advogados com mais de quinze anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (C) 27 (vinte e sete) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos ou naturalizados com 54

55 mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 75 (setenta e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, sendo um terço dentre advogados com mais de cinco anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de cinco anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelos Tribunais Regionais. (D) 25 (vinte e cinco) Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, sendo um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (E) 20 (vinte) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos com mais de 30 (trinta) e menos de 60 (sessenta) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do Senado Federal, sendo metade dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, e a outra metade dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelos Tribunais Regionais. 55

56 f. Normas comentadas CONSTITUIÇÃO FEDERAL CAPÍTULO III DO PODER JUDICIÁRIO Seção I DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros, do Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório saber jurídico e de reputação ilibada, com mais de dez anos de efetiva atividade profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das respectivas classes. Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, enviando-a ao Poder Executivo, que, nos vinte dias subsequentes, escolherá um de seus integrantes para nomeação. É a regra do quinto constitucional Seção V Do Tribunal Superior do Trabalho, dos Tribunais Regionais, do Trabalho e dos Juízes do Trabalho Art São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; 56

57 II - os Tribunais Regionais do Trabalho; III - Juízes do Trabalho. Os Juízes do Trabalho equivalem as Varas do Trabalho! Art. 111-A. O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: TST = Trinta Sem Três = 27 I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; A regra do quinto constitucional no TST II - os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. 1º - A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho. 2º - Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: I - a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira; Inserido no texto constitucional via EC 45/04. Sua principal competência é a regulamentação de cursos oficiais de ingresso e promoção na carreira da magistratura. II - o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a 57

58 supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. Inserido no texto constitucional via EC 45/04. Sua principal competência é limitar a autonomia financeira e administrativa dos Tribunais. 3º Compete ao Tribunal Superior do Trabalho processar e julgar, originariamente, a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões. Art A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. Artigo muito cobrado. É a regra de que quando um local não está na jurisdição de nenhum Juiz do Trabalho, os processos de competência da justiça do trabalho serão julgados por um Juiz de direito, mas seus eventuais recursos serão apreciados pelo Tribunal Regional do Trabalho daquela Região. Art A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência, garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho. Art Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: I - as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; II - as ações que envolvam exercício do direito de greve; III - as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; 58

59 IV - os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; V - os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o disposto no art. 102, I, o; VI - as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; VII - as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; VIII - a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; IX - outras controvérsias decorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. 1º - Frustrada a negociação coletiva, as partes poderão eleger árbitros. 2º - Recusando-se qualquer das partes à negociação coletiva ou à arbitragem, é facultado às mesmas, de comum acordo, ajuizar dissídio coletivo de natureza econômica, podendo a Justiça do Trabalho decidir o conflito, respeitadas as disposições mínimas legais de proteção ao trabalho, bem como as convencionadas anteriormente. 3º - Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. Art Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: 59

60 I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; II - os demais, mediante promoção de juízes do trabalho por antiguidade e merecimento, alternadamente. 1º - Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. 2º - Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. Art Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular. CLT SEÇÃO II DA JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA DAS JUNTAS Art A jurisdição de cada Junta de Conciliação e Julgamento abrange todo o território da Comarca em que tem sede, só podendo ser estendida ou restringida por lei federal. Parágrafo único. As leis locais de Organização Judiciária não influirão sobre a competência de Juntas de Conciliação e Julgamento já criadas até que lei federal assim determine. 60

61 Com o advento da EC 24/1999 as juntas de conciliação e julgamento foram substituídas pelas Varas do Trabalho, compostas por um juiz titular e um substituto, exercendo a jurisdição de forma singular, o que significa dizer que o juiz titular julga alguns processos e o juiz substituto julga outros. Art A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 1º - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. 2º - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. 3º - Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. Art Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) conciliar e julgar: I - os dissídios em que se pretenda o reconhecimento da estabilidade de empregado; II - os dissídios concernentes a remuneração, férias e indenizações por motivo de rescisão do contrato individual de trabalho; 61

62 III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice; IV - os demais dissídios concernentes ao contrato individual de trabalho; b) processar e julgar os inquéritos para apuração de falta grave; c) julgar os embargos opostos às suas próprias decisões; d) impor multas e demais penalidades relativas aos atos de sua competência; V - as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho; Parágrafo único - Terão preferência para julgamento os dissídios sobre pagamento de salário e aqueles que derivarem da falência do empregador, podendo o Presidente da Junta, a pedido do interessado, constituir processo em separado, sempre que a reclamação também versar sobre outros assuntos. Assim, vamos pedir a tramitação preferencial do feito nas seguintes hipóteses: Quando o dissídio versar somente sobre salário; Quando o dissídio derivar da falência do empregador; No caso do empregado ser idoso, ou seja, ter idade igual ou superior a 60 anos; Quando o empregado for portador de doença grave. SEÇÃO VI DAS EXCEÇÕES Art Nas causas da jurisdição da Justiça do Trabalho, somente podem ser opostas, com suspensão do feito, as exceções de suspeição ou incompetência. 62

63 1º - As demais exceções serão alegadas como matéria de defesa. 2º - Das decisões sobre exceções de suspeição e incompetência, salvo, quanto a estas, se terminativas do feito, não caberá recurso, podendo, no entanto, as partes alegá-las novamente no recurso que couber da decisão final. Art Apresentada a exceção de incompetência, abrir-se-á vista dos autos ao exceto, por 24 (vinte e quatro) horas improrrogáveis, devendo a decisão ser proferida na primeira audiência ou sessão que se seguir. A incompetência absoluta poderá ser declarada ex-oficio pelo juiz. Já a incompetência relativa NÃO poderá ser declarada ex-oficio, tem que ser suscitada pela parte interessada que, ficando inerte, ocorrerá a prorrogação da competência. A prorrogação da competência somente poderá ocorrer quando o juízo for relativamente competente, nunca quando for absolutamente incompetente. Nesse sentido, quando a parte não opõe a exceção de incompetência relativa, o juízo que era inicialmente incompetente torna-se tacitamente competente. Art. 65, CPC - Prorrogar-se-á a competência relativa se o réu não alegar a incompetência em preliminar de contestação. Art. 893, 1º, CLT - Os incidentes do processo são resolvidos pelo próprio Juízo ou Tribunal, admitindo-se a apreciação do merecimento das decisões interlocutórias somente em recursos da decisão definitiva. Súmula 214, TST - Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão: 63

64 a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, 2º, da CLT. SEÇÃO VII DOS CONFLITOS DE JURISDIÇÃO Art Os conflitos de jurisdição podem ocorrer entre: a) Juntas de Conciliação e Julgamento e Juízes de Direito investidos na administração da Justiça do Trabalho; b) Tribunais Regionais do Trabalho; c) Juízos e Tribunais do Trabalho e órgãos da Justiça Ordinária; d) Câmaras do Tribunal Superior do Trabalho. Art Dar-se-á conflito de jurisdição: a) quando ambas as autoridades se considerarem competentes; b) quando ambas as autoridades se considerarem incompetentes. Art Os conflitos de jurisdição podem ser suscitados: a) pelos Juízes e Tribunais do Trabalho; 64

65 b) pelo procurador-geral e pelos procuradores regionais da Justiça do Trabalho; c) pela parte interessada, ou o seu representante. Art É vedado à parte interessada suscitar conflitos de jurisdição quando já houver oposto na causa exceção de incompetência. Art No ato de suscitar o conflito deverá a parte interessada produzir a prova de existência dele. Art Os conflitos de jurisdição de que trata o art. 803 serão resolvidos: a) pelos Tribunais Regionais, os suscitados entre Juntas e entre Juízos de Direito, ou entre uma e outras, nas respectivas regiões; b) pela Câmara de Justiça do Trabalho, os suscitados entre Tribunais Regionais, ou entre Juntas e Juízos de Direito sujeitos à jurisdição de Tribunais Regionais diferentes; c) pelo Conselho Pleno, os suscitados entre as Câmaras de Justiça do Trabalho e de Previdência Social; d) pelo Supremo Tribunal Federal, os suscitados entre as autoridades da Justiça do Trabalho e as da Justiça Ordinária. Súmula 420, TST - Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. Em razão do princípio hierárquico, não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do trabalho a ele vinculada. SÚMULAS E OJ s 65

66 Súmula 10, STJ: Todas as ações em trâmite perante juiz de direito investido em jurisdição trabalhista serão remetidas para Vara do Trabalho, se for criada. Súmula 33, STJ - A incompetência relativa não pode ser declarada de ofício. Súmula nº 363, STJ - Compete à Justiça Estadual processar e julgar a ação de cobrança ajuizada por profissional liberal contra cliente. Compete ressaltar que está FORA da competência da Justiça do Trabalho as ações oriundas de cobrança de honorários de profissionais liberais (médicos, engenheiros, arquitetos, advogados). OJ 416, SDI-1 TST: As organizações ou organismos internacionais gozam de imunidade absoluta de jurisdição quando amparados por norma internacional incorporada ao ordenamento jurídico brasileiro, não se lhes aplicando a regra do Direito Consuetudinário relativa à natureza dos atos praticados. Excepcionalmente, prevalecerá a jurisdição brasileira na hipótese de renúncia expressa à cláusula de imunidade jurisdicional. Súmula 367, STJ: A competência estabelecida pela EC n. 45/2004 não alcança os processos já sentenciados. Súmula 424, TST. O 1º do art. 636 da CLT, que estabelece a exigência de prova do depósito prévio do valor da multa cominada em razão de autuação administrativa como pressuposto de admissibilidade de recurso administrativo, não foi recepcionado 66

67 pela Constituição Federal de 1988, ante a sua incompatibilidade com o inciso LV do art. 5º. Súmula 189, TST - A Justiça do Trabalho é competente para declarar a abusividade, ou não, da greve. Súmula Vinculante 23 STF: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. OJ 414, SDI-1, TST. Compete à Justiça do Trabalho a execução, de ofício, da contribuição referente ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que tem natureza de contribuição para a seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, "a", da CF), pois se destina ao financiamento de benefícios relativos à incapacidade do empregado decorrente de infortúnio no trabalho (arts. 11 e 22 da Lei no 8.212/1991). Súmula 300, TST. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações de empregados contra empregadores, relativas ao cadastramento no Plano de Integração Social (PIS). Súmula 389, TST. I - Inscreve-se na competência material da Justiça do Trabalho a lide entre empregado e empregador tendo por objeto indenização pelo não fornecimento das guias do seguro desemprego. 67

68 II - O não fornecimento pelo empregador da guia necessária para o recebimento do seguro desemprego dá origem ao direito à indenização. Súmula 19, TST. A Justiça do Trabalho é competente para apreciar reclamação de empregado que tenha por objeto direito fundado em quadro de carreira. OJ 26, SDI-1, TST. A Justiça do Trabalho é competente para apreciar pedido de complementação de pensão postulada por viúva de ex- empregado, por se tratar de pedido que deriva do contrato de trabalho. OJ 138, SDI-1, TST. Compete à Justiça do Trabalho julgar pedidos de direitos e vantagens previstos na legislação trabalhista referente a período anterior à Lei no 8.112/90, mesmo que a ação tenha sido ajuizada após a edição da referida lei. A superveniência de regime estatutário em substituição ao celetista, mesmo após a sentença, limita a execução ao período celetista. Súmula 62, STJ - Compete à Justiça Estadual processar e julgar o CRIME de falsa anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social, atribuído à empresa privada.» Súmula 736, STF: Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. 68

69 g. Gabarito D A E A B A B D A A B E B B B C B D C C E C B C D C D B E A 69

70 h. Breves comentários às questões 1. (FCC) TRT 24 a Região 2017 Analista Judiciário Área Judiciária Asclépio, residente e domiciliado em Manaus, participou de processo seletivo e foi contratado na cidade de Brasília, onde se localiza a sede da empresa Orfheu Informática S/A, para trabalhar como programador, na filial da empresa no Município de Campo Grande. No contrato de trabalho as partes convencionaram como foro de eleição a comarca de São Paulo. Após dois anos de contrato, Asclépio foi dispensado por justa causa sem receber nenhuma verba rescisória, retornando para Manaus. Não concordando com o motivo da sua rescisão, o trabalhador resolveu ajuizar reclamação trabalhista em face da sua ex-empregadora. Conforme a regra de competência territorial prevista na lei trabalhista a ação deverá ser proposta na Vara do Trabalho de (A) Brasília, por ser a sede da empresa reclamada. (B) Brasília, por ser o local da contratação. (C) Manaus, local de seu domicílio. (D) Campo Grande, local da prestação dos serviços. (E) São Paulo, foro de eleição contratual. GABARITO: Letra D Art. 651, CLT: A competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 70

71 2. (FCC) TRT 24 a Região 2017 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A Constituição Federal do Brasil e a Consolidação das Leis do Trabalho instituíram regras sobre organização e competência da Justiça do Trabalho e dos órgãos que a compõem. Em observância a tais normas, (A) é competência da Justiça do Trabalho a apreciação de ação proposta por empresa para anulação de penalidade imposta em auto de infração lavrado por auditor fiscal do trabalho, por inobservância da cota de contratação de pessoas com deficiência. (B) o Supremo Tribunal Federal, em sede de ação direta de inconstitucionalidade, interpretou ser da competência da Justiça do Trabalho a apreciação de demandas entre o Poder Público e seus servidores, a ele vinculados por típica relação de ordem estatutária ou de caráter jurídico-administrativo. (C) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de dezessete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do Senado Federal. (D) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes, recrutados exclusivamente na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. (E) a Justiça do Trabalho passou a ser competente para julgar as ações de indenização por dano moral decorrentes da relação de emprego somente a partir da Emenda Constitucional n 45/2004, visto que o texto original da Constituição Federal de 1988 e a jurisprudência do Tribunal Superior do Trabalho não admitiam o processamento de tais ações na Justiça Especializada. 71

72 GABARITO: Letra A Art. 114, VII, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; O STF reafirmou na ADI 3395, repetindo o entendimento já exposto na ADI 492, que a relação de trabalho entre o Poder Público e seus servidores apresenta caráter jurídicoadministrativo e, portanto, a competência para dirimir conflitos entre as duas partes é sempre da Justiça Comum, e não da Justiça do Trabalho. Estão FORA da Justiça do Trabalho os trabalhadores estatutários e os decorrentes de outros regimes jurídicos administrativos (temporários). Art. 111-A, CF/88 - O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. Art. 115, CF/88 - Os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. Art. 114, VI, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho; 3. (FCC) TRT 24 a Região 2017 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A empresa Olimpos Construções S/A, com sede em Brasília, contratou empregado brasileiro através de sua sucursal em São Paulo, para gerenciar as obras existentes na 72

73 Turquia, lugar onde prestou serviços durante dois anos. Rescindido o contrato o empregado retorna ao Brasil, pretendendo acionar o seu empregador em razão de créditos trabalhistas que entende devidos. Nessa situação, conforme regra prevista na Consolidação das Leis do Trabalho, (A) é incompetente a autoridade judiciária brasileira, para conhecer da reclamação trabalhista, que deveria ser ajuizada na Turquia, local da prestação dos serviços. (B) se houver foro de eleição expressamente previsto no contrato, será este o competente para conhecer da reclamação trabalhista. (C) será competente para conhecer da ação trabalhista o foro de opção contratual do empregado, podendo ser o da contratação, da prestação de serviços ou o da demissão. (D) a autoridade judiciária brasileira é incompetente, devendo a ação ser proposta no País em que o empregado foi contratado. (E) a autoridade judiciária trabalhista brasileira é competente para conhecer da reclamação trabalhista, salvo se houver Convenção Internacional dispondo em contrário. GABARITO: Letra E Art. 651, 2º, CLT - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento, estabelecida neste artigo, estende-se aos dissídios ocorridos em agência ou filial no estrangeiro, desde que o empregado seja brasileiro e não haja convenção internacional dispondo em contrário. 4. (FCC) TRT 3 a Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária 73

74 Em relação às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, (A) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. (B) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, não podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. (C) a lei criará Varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes de Direito, com Recurso para o respectivo Tribunal de Justiça. (D) há, atualmente, no Brasil, 22 Tribunais Regionais do Trabalho, sendo um em cada Estado, exceto no Estado de São Paulo que possui dois Tribunais Regionais do Trabalho. (E) compete aos Tribunais Regionais do Trabalho, julgar os recursos ordinários interpostos em face das decisões das Varas e também, originariamente, as ações envolvendo relação de trabalho. GABARITO: Letra A Art. 112, CF/88 - A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. 5. (FCC) TRT 20 a Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária A Constituição Federal expressamente prevê regras que organizam a estrutura da 74

75 Justiça do Trabalho, e tratam da sua competência. Conforme tal regramento, (A) os juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, que comporão o Tribunal Superior do Trabalho serão indicados pelos próprios Regionais, alternativamente, e escolhidos pelo Congresso Nacional. (B) os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiência e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. (C) haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado e no Distrito Federal, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas onde não forem instituídas, atribuir sua jurisdição a Vara do Trabalho mais próxima. (D) os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à jurisdição da Justiça do Trabalho serão julgados e processados na Justiça Federal, por se tratar de remédios jurídicos de natureza constitucional. (E) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, nove juízes, que serão recrutados na respectiva região, e nomeados pelo Presidente do Tribunal Superior do Trabalho dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. GABARITO: Letra B Art. 111-A, CF/88 - O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco anos e menos de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: I um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e 75

76 membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; II os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. Art. 115, 1º, CF/88 - Os Tribunais Regionais do Trabalho instalarão a justiça itinerante, com a realização de audiências e demais funções de atividade jurisdicional, nos limites territoriais da respectiva jurisdição, servindo-se de equipamentos públicos e comunitários. Art. 112, CF/88 - A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. Art. 114, IV, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição. Art. 107, CF/88 - Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de, no mínimo, sete juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo: I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público Federal com mais de dez anos de carreira; II - os demais, mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos de exercício, por antiguidade e merecimento, alternadamente. 6. (FCC) TRT 20 a Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Hera participou de processo seletivo e foi contratada como música instrumentista da 76

77 Orquestra do Banco Ultra S/A, no Município de Itabaiana/SE, onde tem o seu domicílio. No contrato de trabalho foi estipulado como foro de eleição para propositura de demanda trabalhista o Município de Aracaju/SE. O banco possui agências em todos estados do Brasil e a sua sede está localizada em Brasília/DF. Durante os oito meses em que foi empregada do Banco, Hera exerceu suas funções apenas no Município de Aracaju/SE. Caso decida ajuizar reclamação trabalhista em face de seu ex-empregador, deverá propor em (A) Aracaju, porque foi o local da prestação dos serviços. (B) Aracaju, por ser o foro de eleição previsto em contrato de trabalho. (C) Itabaiana, porque é o foro do seu domicílio. (D) Brasília, por estar situada a sede do Banco reclamado. (E) Aracaju, Itabaiana ou Brasília, dependendo da sua própria conveniência como reclamante. GABARITO: Letra A Art. 651, CLT: A competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 7. (FCC) TRT 20 a Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Zeus é estivador inscrito e atuando como trabalhador avulso no Porto do Rio de Janeiro. Há alguns meses ele não tem concordado com os repasses que estão sendo efetuados pelos trabalhos realizados, entendendo ser credor de diferenças. Consultou 77

78 um Advogado para ajuizar ação em face do Órgão Gestor de Mão de Obra e o operador portuário, demanda esta que deverá ser proposta perante a (A) Justiça Comum Estadual, porque o trabalhador avulso é considerado autônomo sem vínculo de emprego com o órgão de mão de obra. (B) Justiça do Trabalho, ainda que o pedido seja somente de diferenças de repasses. (C) Justiça do Trabalho, desde que formule pedido principal de reconhecimento de vínculo de emprego e, acessoriamente de diferenças de repasses. (D) Justiça Federal, porque a matéria portuária é de segurança do Estado Federativo e, portanto, de ordem nacional. (E) Justiça Comum Estadual ou Justiça do Trabalho, visto que se tratando de matéria de relação de trabalho em sentido amplo, cabe ao trabalhador a opção. GABARITO: Letra B Art. 643, 3 o, CLT - A Justiça do Trabalho é competente, ainda, para processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho. 8. (FCC) SEGEP-MA 2016 Procurador do Estado De acordo com a jurisprudência dominante do Tribunal Superior do Trabalho, NÃO compete à Justiça do Trabalho (A) declarar a abusividade, ou não, da greve. (B) a execução, de ofício, da contribuição referente ao Seguro de Acidente do Trabalho (SAT), que tem natureza de contribuição para a seguridade social. 78

79 (C) processar e julgar ações ajuizadas por empregados relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS). (D) determinar o recolhimento das contribuições previdenciárias incidentes sobre os salários pagos no período do vínculo de emprego reconhecido em juízo. (E) processar e julgar ações de indenização por dano moral e material oriundas de acidente do trabalho e doenças a ele equiparadas, quando estas forem propostas pelos dependentes e sucessores do trabalhador falecido. GABARITO: Letra D Súmula 189, TST: A Justiça do Trabalho é competente para declarar a abusividade, ou não, da greve. Súmula 454, TST: Compete à Justiça do Trabalho a execução, de ofício, da contribuição referente ao Seguro de Acidente de Trabalho (SAT), que tem natureza de contribuição para a seguridade social (arts. 114, VIII, e 195, I, a, da CF), pois se destina ao financiamento de benefícios relativos à incapacidade do empregado decorrente de infortúnio no trabalho (arts. 11 e 22 da Lei nº 8.212/1991). Súmula 300, TST: Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações ajuizadas por empregados em face de empregadores relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS). Súmula 368, I, TST: A Justiça do Trabalho é competente para determinar o recolhimento das contribuições fiscais. A competência da Justiça do Trabalho, quanto à execução das contribuições previdenciárias, limita-se às sentenças condenatórias em pecúnia que proferir e aos valores, objeto de acordo homologado, que integrem o salário de contribuição. Art. 114, VI, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: As ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho. 79

80 9. (FCC) ELETROBRAS-ELETROSUL Direito Em relação à competência da Justiça do Trabalho, conforme normas previstas na Consolidação das Leis do Trabalho aplicáveis a matéria, (A) a regra da competência das Varas do trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. (B) a competência da Vara do Trabalho se dá pelo local em que o empregado tenha domicílio, como regra, em razão do princípio da proteção ao trabalhador. (C) quando for parte na ação agente ou viajante comercial, a competência da Vara do Trabalho será determinada pelo local onde está sediada a matriz da empresa. (D) não compete à Vara do Trabalho o julgamento dos dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice. (E) as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o órgão Gestor de Mão de Obra OGMO decorrentes da relação de trabalho não estão abrangidas na competência da Justiça do Trabalho, mas sim da Justiça Comum Federal. GABARITO: Letra A Art. 651, CLT - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Art. 651, 1º, CLT - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Junta da localização em que 80

81 o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. Art. 652, CLT - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) conciliar e julgar: III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice; Art. 652, CLT - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) conciliar e julgar: V - as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho; 10. TRT 4 a Região 2016 Juiz do Trabalho Substituto Considere as assertivas abaixo sobre competência em casos de acidente de trabalho. I - Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. II - A ação indenizatória proposta pelos sucessores do trabalhador vítima de acidente de trabalho fatal é de competência da Justiça Estadual, já que se trata de questão de direito civil. III - A ação indenizatória proposta por servidor público estatutário em razão de acidente de trabalho será de competência da Justiça do Trabalho. Quais são corretas? 81

82 (A) Apenas I (B) Apenas II (C) Apenas III (D) Apenas I e II (E) I, II e III GABARITO: Letra A Súmula 736, STF - Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. Súmula 392, TST - Nos termos do art. 114, inc. VI, da Constituição da República, a Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ações de indenização por dano moral e material, decorrentes da relação de trabalho, inclusive as oriundas de acidente de trabalho e doenças a ele equiparadas, ainda que propostas pelos dependentes ou sucessores do trabalhador falecido. O STF reafirmou na ADI 3395, repetindo o entendimento já exposto na ADI 492, que a relação de trabalho entre o Poder Público e seus servidores apresenta caráter jurídicoadministrativo e, portanto, a competência para dirimir conflitos entre as duas partes é sempre da Justiça Comum, e não da Justiça do Trabalho. Estão FORA da Justiça do Trabalho os trabalhadores estatutários e os decorrentes de outros regimes jurídicos administrativos (temporários). 11. (CONSULTEC) Prefeitura de Ilhéus BA Procurador 82

83 De acordo com a Constituição Federal, o Tribunal Superior do Trabalho tem, dentre outras, a função de uniformizar a jurisprudência trabalhista e é composto de vinte e sete Ministros escolhidos dentre brasileiros (A) com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos. (B) com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos. (C) com mais de trinta e cinco e menos de sessenta anos. (D) com mais de trinta e menos de sessenta anos. (E) com trinta e cinco e menos de sessenta anos. GABARITO: Letra B O TST é composto por exatos 27 Ministros, não é no máximo 27, nem no mínimo 27 Ministros. Um quinto de seus membros será composto por advogados e membros do Ministério Público (quinto constitucional) com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e de efetivo exercício, respectivamente. COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS: STF = 11 (Somos Time de Futebol) STJ = 33 (Somos Todos Jesus - Jesus morreu com 33 anos) TST = 27 (Trinta Sem Três =27) 12. TRT 2 a Região 2016 Juiz do Trabalho Substituto Em relação à competência da Justiça do Trabalho, segundo a Constituição da República, a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e as Súmulas da 83

84 Jurisprudência Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, para as ações que atualmente venham a ser ajuizadas, analise as seguintes proposições: I- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. II- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação ajuizada por empregado em face de empregador relativa ao cadastramento no Programa de Integração Social. III- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. IV- A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores. V - A Justiça do Trabalho não é competente para processar e julgar as ações ajuizadas contra entidades privadas de previdência buscando-se o complemento de aposentadoria. Responda: (A) Somente as proposições I, II e lll estão corretas (B) Somente as proposições l, ll e V estão corretas (C) Somente as proposições II,III e IV estão corretas (D) Somente as proposições II, III e V estão corretas. (E) Todas as proposições estão corretas. 84

85 GABARITO: Letra E Súmula Vinculante 23, STF - A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar ação possessória ajuizada em decorrência do exercício do direito de greve pelos trabalhadores da iniciativa privada. Súmula 300, TST: Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações ajuizadas por empregados em face de empregadores relativas ao cadastramento no Programa de Integração Social (PIS). Súmula 736, STF: Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. Art. 114, III, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores A Justiça Comum é competente para julgar casos de previdência complementar privada. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que cabe à Justiça Comum julgar processos decorrentes de contrato de previdência complementar privada. A decisão ocorreu nos Recursos Extraordinários (REs) e (FCC) TRT 9 a Região 2013 Analista Judiciário Área Judiciária Conforme normas legais aplicáveis à organização da Justiça do Trabalho, incluindo o Tribunal Superior do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho e as Varas do Trabalho, é correto afirmar que (A) os Tribunais Regionais do Trabalho compõem-se de, no mínimo, 11 juízes, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente do 85

86 Tribunal Superior do Trabalho dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. (B) o Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. (C) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de 17 Ministros, togados e vitalícios, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 60 anos, nomeados pelo Presidente da República, após aprovação pelo Congresso Nacional. (D) dentre os Ministros do Tribunal Superior do Trabalho, 11 serão escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, integrantes da carreira da magistratura trabalhista, três dentre advogados e três dentre membros do Ministério Público do Trabalho. (E) em cada Estado e no Distrito Federal haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas onde não forem instituídas, atribuir sua jurisdição aos juízes de direito, sendo que nesse caso os recursos são julgados diretamente pelo Tribunal Superior do Trabalho. GABARITO: Letra B COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS: STF = 11 (Somos Time de Futebol) STJ = 33 (Somos Todos Jesus - Jesus morreu com 33 anos) TST = 27 (Trinta Sem Três =27) 14. TRT 2 a Região 2016 Juiz do Trabalho Substituto 86

87 Em relação à competência dos órgãos da Justiça do Trabalho, segundo a Constituição da República, a Consolidação das Leis do Trabalho, a atual jurisprudência do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça e as Súmulas da Jurisprudência Uniforme do Tribunal Superior do Trabalho, analise as seguintes proposições: I - Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. II - Compete ao próprio Tribunal Regional do Trabalho dirimir o conflito de competência entre juízes trabalhistas vinculados ao mesmo Tribunal Regional do Trabalho; no entanto, tratando-se de conflito de competência entre juízes trabalhistas vinculados a Tribunais Regionais do Trabalho distintos, compete ao Superior Tribunal de Justiça dirimir o conflito de competência. III - Na lide trabalhista, compete ao Tribunal Regional do Trabalho dirimir o conflito de competência entre juiz trabalhista e juiz estadual investido de jurisdição trabalhista na mesma Região. IV - Na Justiça do Trabalho, a decisão interlocutória que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para outra Vara do Trabalho, vinculada ao mesmo Tribunal Regional do Trabalho a que se vincula o juízo excepcionado, enseja recurso imediato. V - E competente o Tribunal Regional do Trabalho para julgar mandado de segurança contra ato de seu presidente em execução de sentença trabalhista. Responda: (A) Somente as proposições l,ii e III estão corretas. (B) Somente as proposições l,lll e V estão corretas (C) Somente as proposições II,III e IV estão corretas. 87

88 (D) Somente as proposições II,III e V estão corretas. (E) Todas as proposições estão corretas. GABARITO: Letra B Súmula 420, TST - Não se configura conflito de competência entre Tribunal Regional do Trabalho e Vara do Trabalho a ele vinculada. O conflito de competência entre Varas do Trabalho, ou entre Vara do Trabalho e juízes de direito investidos na jurisdição trabalhista da mesma região será julgado pelo Tribunal Regional do Trabalho da Região do conflito. Súmula 214, TST - Na Justiça do Trabalho, nos termos do art. 893, 1º, da CLT, as decisões interlocutórias não ensejam recurso imediato, salvo nas hipóteses de decisão: a) de Tribunal Regional do Trabalho contrária à Súmula ou Orientação Jurisprudencial do Tribunal Superior do Trabalho; b) suscetível de impugnação mediante recurso para o mesmo Tribunal; c) que acolhe exceção de incompetência territorial, com a remessa dos autos para Tribunal Regional distinto daquele a que se vincula o juízo excepcionado, consoante o disposto no art. 799, 2º, da CLT. Compete aos Tribunais julgar originariamente os mandados de segurança impetrados contra atos de seu Presidente. Art. 678, CLT - Aos Tribunais Regionais, quando divididos em Turmas, compete: I - ao Tribunal Pleno, especialmente: b) processar e julgar originariamente: 3) os mandados de segurança. 88

89 15. (FCC) TRT - 14ª Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Há previsão legal atribuindo aos órgãos judicias as questões que devem estar afetas ao seu julgamento, assim como os órgãos judiciais trabalhistas têm traçados em lei os seus poderes para conhecer e solucionar as lides. Sobre o tema, conforme ordenamento jurídico é INCORRETO afirmar: (A) Como regra, a competência das Varas do Trabalho é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. (B) Compete às Varas Cíveis da Justiça Federal julgar as ações envolvendo trabalhadores portuários e os operadores portuários ou Órgão Gestor de Mão de Obra OGMO, decorrentes da relação de trabalho, por envolver questão estratégica nacional. (C) A Justiça do Trabalho tem competência para analisar e decidir sobre as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (D) Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho. (E) É da competência das Varas do Trabalho conhecer e julgar os dissídios resultantes de contratos de empreitada em que o empreiteiro seja operário ou artífice. GABARITO: Letra B Art. 651, CLT - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, 89

90 ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. Art. 643, 3 o, CLT - A Justiça do Trabalho é competente, ainda, para processar e julgar as ações entre trabalhadores portuários e os operadores portuários ou o Órgão Gestor de Mão-de-Obra - OGMO decorrentes da relação de trabalho. Art. 114, VII, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. Art. 114, VI, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho Art. 652, CLT - Compete às Juntas de Conciliação e Julgamento: a) conciliar e julgar: III - os dissídios resultantes de contratos de empreitadas em que o empreiteiro seja operário ou artífice. 16. (FCC) TRT - 14ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Conforme norma constitucional é competência da Justiça do Trabalho processar e julgar (A) ação de reparação por dano material em face do órgão previdenciário em razão de não concessão de aposentadoria por invalidez. (B) demanda possessória envolvendo um sindicato de categoria profissional que alega ser proprietário do prédio onde está estabelecido o Sindicato da respectiva categoria econômica. 90

91 (C) ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (D) execuções, de ofício, de imposto de renda dos diretores não empregados de sociedades anônimas que mantém relação de trabalho com essas empresas. (E) ação ordinária de trabalhador em face da Caixa Econômica Federal em razão de não ter sido autorizada movimentação de sua conta vinculada do FGTS. GABARITO: Letra C Art. 109, CF/88 - Aos juízes federais compete processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho A ação possessória que se refere a Súmula Vinculante 23 diz respeito à greve da iniciativa privada. Se essa ação possessória não se fundar em exercício de greve, não será de competência da Justiça do Trabalho. Art. 114, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: VII - as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. A atuação da Justiça do Trabalho relativamente ao imposto de renda se limita à retenção ou à determinação de recolhimento dos valores incidentes sobre parcelas trabalhistas. O inadimplemento da obrigação pela fonte pagadora implicará na cobrança do tributo na Justiça Federal Súmula 82, STJ: Compete à Justiça Federal, excluídas as reclamações trabalhistas, processar e julgar os feitos relativos a movimentação do FGTS. 91

92 17. (FCC) TRT - 14ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Apolo, auditor empregado da empresa de auditoria externa Fenix S/A, foi dispensado por justa causa diante da alegação de desídia no desempenho das suas funções. O trabalhador pretende ajuizar reclamatória trabalhista questionando o motivo da rescisão e postulando o pagamento de verbas rescisórias e horas extraordinárias não remuneradas. No caso, trata-se de empregador que promove realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho. De acordo com as regras de competência territorial Apolo deverá ingressar com a ação: (A) Somente no local da prestação de serviços. (B) No foro de celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. (C) Não havendo regras na Consolidação das Leis do Trabalho sobre a matéria, poderá escolher qualquer comarca do Estado em que tem seu domicílio. (D) No foro de eleição previsto no contrato de trabalho firmado entre as partes. (E) Na sede da empresa ou na capital do Estado em que ocorreu a contratação. GABARITO: Letra B Art. 651, 3º, CLT- Em se tratando de empregador que promova realização de atividades fora do lugar do contrato de trabalho, é assegurado ao empregado apresentar reclamação no foro da celebração do contrato ou no da prestação dos respectivos serviços. 18. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Em consonância com os ditames constitucionais quanto à organização e competência 92

93 da Justiça do Trabalho, (A) o Tribunal Superior do Trabalho será composto por juízes dos Tribunais Regionais, oriundos da magistratura, indicados pelo colégio de Presidentes e Corregedores dos Tribunais Regionais, além de 1/5 oriundo da advocacia e Ministério Público do Trabalho e 1/5 indicados pelas confederações sindicais. (B) a lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos Juízes Federais, com recurso para o respectivo Tribunal Regional Federal. (C) são órgãos da Justiça do Trabalho as Comissões de Conciliação Prévia, as Varas do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho. (D) o Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de 27 Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 e menos de 65 anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. (E) a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionarão junto ao Conselho Nacional de Justiça, vinculado ao Supremo Tribunal Federal. GABARITO: Letra D O TST é composto por exatos 27 Ministros, não é no máximo 27, nem no mínimo 27 Ministros. Um quinto de seus membros será composto por advogados e membros do Ministério Público (quinto constitucional) com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e de efetivo exercício, respectivamente. Os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. Art. 112, CF/88 - A lei criará varas da Justiça do Trabalho, podendo, nas comarcas não 93

94 abrangidas por sua jurisdição, atribuí-la aos juízes de direito, com recurso para o respectivo Tribunal Regional do Trabalho. Art. 111, CF/88 - São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho; III - Juízes do Trabalho Art. 111-A, CF/88 - O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. Art. 111-A, 2º, CF/88 - Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: I - a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS: STF = 11 (Somos Time de Futebol) STJ = 33 (Somos Todos Jesus - Jesus morreu com 33 anos) TST = 27 (Trinta Sem Três =27) 19. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Área Judiciária Os normativos constitucionais NÃO atribuem competência material à Justiça do 94

95 Trabalho para processar e julgar (A) as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (B) o dissídio coletivo ajuizado pelo Ministério Público do Trabalho no caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público. (C) as ações que apuram os crimes contra a organização do trabalho e envolvendo retenção dolosa de salários e contribuições previdenciárias. (D) as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. (E) as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores. GABARITO: Letra C Art. 114, VII, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho Art. 114, 3º, CF/88 - Em caso de greve em atividade essencial, com possibilidade de lesão do interesse público, o Ministério Público do Trabalho poderá ajuizar dissídio coletivo, competindo à Justiça do Trabalho decidir o conflito. Na ADI 3684, o STF definiu como incompetente a justiça do trabalho para julgar ações penais (crimes). Art. 109, VI, CF/88 - Aos juízes federais compete processar e julgar: os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a 95

96 ordem econômico-financeira. Art. 114, I, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 114, III, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores 20. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Conforme previsão constitucional, a Justiça do Trabalho é um órgão do Poder Judiciário. A respeito da sua organização, da jurisdição e da competência, (A) a maior corte é o Tribunal Superior do Trabalho, com sede em Brasília e jurisdição nacional, composto por trinta e três ministros, sendo 2/3 dentre desembargadores dos Tribunais Regionais e 1/3 dentre advogados e Ministério Público do Trabalho. (B) cada estado membro deverá ter, pelo menos, um Tribunal Regional do Trabalho, composto de, no mínimo, 08 desembargadores da própria região que formarão 3/5 da corte, além de 1/5 da advocacia e 1/5 do Ministério Público do Trabalho. (C) os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar de forma descentralizada, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo. (D) nas Varas do Trabalho a jurisdição será exercida por um juiz singular togado, auxiliado por dois representantes dos sindicatos das categorias profissional e econômica, coma participação de um membro do Ministério Público do Trabalho. 96

97 (E) o Conselho Superior da Justiça do Trabalho é o órgão máximo do sistema, mas não funciona junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer apenas a supervisão administrativa da Justiça do Trabalho, com decisões de caráter consultivo e não vinculante. GABARITO: Letra C O TST é composto por exatos 27 Ministros, não é no máximo 27, nem no mínimo 27 Ministros. Um quinto de seus membros será composto por advogados e membros do Ministério Público (quinto constitucional) com mais de 10 anos de efetiva atividade profissional e de efetivo exercício, respectivamente. Os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. Não há Tribunal Regional do Trabalho nos seguintes Estados: Tocantins, Amapá, Acre e Roraima. Os Tribunais Regionais do Trabalho compõe-se de, no mínimo, sete juízes ou Desembargadores, recrutados, quando possível, na respectiva região, e nomeados pelo Presidente da República dentre brasileiros com mais de 30 e menos de 65 anos. Art. 115, 2º, CF/88 - Os Tribunais Regionais do Trabalho poderão funcionar descentralizadamente, constituindo Câmaras regionais, a fim de assegurar o pleno acesso do jurisdicionado à justiça em todas as fases do processo Art. 116, CF/88 - Nas Varas do Trabalho, a jurisdição será exercida por um juiz singular. Art. 111-A, 2º, CF/88 - Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: II - o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito 97

98 vinculante. 21. (FCC) TRT - 23ª Região 2016 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A competência é considerada como medida da jurisdição. Em se tratando de competência territorial das Varas do Trabalho, a regra geral prevista na Consolidação das Leis do Trabalho é fixada (A) pelo local onde foi realizada a contratação. (B) pelo domicílio eleitoral do empregado. (C) pelo domicílio civil do empregador, quando esse for pessoa física. (D) pela matriz da empresa pública, na capital do Estado onde é a sede do Tribunal Regional. (E) pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador. GABARITO: Letra E REGRA - Local da prestação de serviços. Art. 651, CLT - A competência das Varas é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 22. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal 98

99 Conforme normas contidas na Constituição Federal brasileira, a competência da Justiça do Trabalho abrange (A) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União. (B) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias. (C) as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. (D) os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira que possam interferir nas relações de trabalho. (E) as ações que visam dirimir conflitos fundiários, por meio de Varas especializadas com competência exclusiva que serão criadas pelo Tribunal competente. GABARITO: Letra C Art. 105, CF/88 - Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar, originariamente g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União. Art. 105, CF/88 - Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar, originariamente 99

100 i) a homologação de sentenças estrangeiras e a concessão de exequatur às cartas rogatórias. Art. 114, VII, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho Art. 109, VI, CF/88 - Aos juízes federais compete processar e julgar: os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por lei, contra o sistema financeiro e a ordem econômico-financeira. Art. 126, CF/88 - Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça proporá a criação de varas especializadas, com competência exclusiva para questões agrárias. 23. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal O viajante comercial Odin pretende mover ação trabalhista em face da sua empregadora Empresa Pública Delta S/A, por entender que o seu gerente cometeu ato ilícito que lhe feriu a honra e boa fama, postulando indenização por danos morais no valor de R$ ,00, cumulada com pedido de pagamento de diferenças de comissões ajustadas no valor de R$ 5.000,00. Segundo regras contidas em legislação própria quanto à competência territorial, a ação deve ser proposta na Vara (A) do local onde foi celebrada a sua contratação. (B) da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado. (C) do foro de eleição previsto no contrato de trabalho firmado entre as partes. 100

101 (D) da Justiça Federal da Capital do Estado onde a ré tenha sede, por se tratar de empresa pública. (E) do foro de celebração do contrato ou no foro de domicílio do gerente que lhe ofendeu, em razão de ser esse o principal pedido do autor. GABARITO: Letra B Art. 651, 1º, CLT - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Junta da localização em que o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. 24. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Sobre organização e competência da Justiça do Trabalho, conforme ditames insculpidos na Constituição Federal do Brasil é correto afirmar: (A) Os Juizados Especiais Acidentários Trabalhistas, as Varas do Trabalho, os Tribunais Regionais do Trabalho, os Tribunais Arbitrais Coletivos do Trabalho e o Tribunal Superior do Trabalho são órgãos da Justiça do Trabalho. (B) O Tribunal Superior do Trabalho será composto de dezessete Ministros, togados e vitalícios, dos quais treze escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, dois dentre advogados e dois dentre membros do Ministério Público do Trabalho. (C) O Conselho Superior da Justiça do Trabalho funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. 101

102 (D) A Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, não funcionará junto ao Tribunal Superior do Trabalho por se tratar de órgão administrativo e consultivo, sem funções jurisdicionais, cabendo-lhe apenas regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. (E) A competência da Justiça do Trabalho não abrange nenhum dos entes ou organismos de direito público externo, ainda que se trate de relação de emprego, visto que em razão da pessoa litigante a competência será da Justiça Federal Comum. GABARITO: Letra C Art. 111, CF/88 - São órgãos da Justiça do Trabalho: I - o Tribunal Superior do Trabalho; II - os Tribunais Regionais do Trabalho; III - Juízes do Trabalho Art. 111-A, CF/88 - O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal. I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94. II - os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. Art. 111-A, 2 o, CF/88 - Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: II - o Conselho Superior da Justiça do Trabalho, cabendo-lhe exercer, na forma da lei, a 102

103 supervisão administrativa, orçamentária, financeira e patrimonial da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo graus, como órgão central do sistema, cujas decisões terão efeito vinculante. Art. 111-A, 2 o, CF/88 - Funcionarão junto ao Tribunal Superior do Trabalho: I - a Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados do Trabalho, cabendo-lhe, dentre outras funções, regulamentar os cursos oficiais para o ingresso e promoção na carreira. Art. 114, I, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 25. (FCC) TRT - 9ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Conforme previsão legal, uma ação de indenização por danos materiais e morais em razão de acidente de trabalho sofrido pelo empregado, por negligência do empregador, que tenha lhe ocasionado sequelas, deve ser proposta na Vara (A) Acidentária da Justiça Estadual da comarca em que o autor tem o seu domicílio. (B) Acidentária da Justiça Federal da comarca em que a empresa tem a sua sede. (C) do Trabalho da comarca em que foi celebrado o contrato de trabalho. (D) do Trabalho da comarca onde houve a prestação dos serviços. (E) Acidentária da Justiça Estadual ou do Trabalho da comarca em que se situa a sede da empresa, a critério do autor interessado. GABARITO: Letra D 103

104 Súmula Vinculante 22 STF: A Justiça do Trabalho é competente para processar e julgar as ações de indenização por danos morais e patrimoniais decorrentes de acidente de trabalho propostas por empregado contra empregador, inclusive aquelas que ainda não possuíam sentença de mérito em primeiro grau quando da promulgação da Emenda Constitucional nº 45/04. Art. 651, CLT - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 26. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária A competência em razão da matéria dos órgãos da Justiça do Trabalho abrange (A) dissídios envolvendo revisão de pensão por morte de segurado do Instituto Nacional de Seguridade Social. (B) ação coletiva objetivando indenização por danos coletivos, envolvendo servidor público estatutário e o município. (C) ações relativas à penalidade administrativa imposta por agente de fiscalização das relações de trabalho ao empregador. (D) lides relativas a acidentes de trabalho envolvendo o trabalhador e o Instituto Nacional de Seguridade Social. (E) litígios relativos à recuperação judicial ou falência de empresas privadas ou sociedades de economia mista. GABARITO: Letra C Art. 114, VII, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações relativas às 104

105 penalidades administrativas impostas aos empregadores pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho. 27. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Área Judiciária Fênix, residente em Curitiba, participou de processo seletivo em uma agência de empregos situada no município de Caxias do Sul, local onde firmou contrato de trabalho para o cargo de secretária junto à empresa pública Atlas. Durante o contrato de trabalho somente prestou serviços na sede da empregadora na cidade de Carlos Barbosa. Após dois anos foi dispensada sem receber verbas contratuais e rescisórias. Segundo regra estabelecida pela Consolidação das Leis do Trabalho, será territorialmente competente para processar e julgar a ação trabalhista movida por Fênix em face da empresa Atlas a Vara do Trabalho do município de (A) Curitiba, local da residência da autora. (B) Porto Alegre, capital do Estado, por se tratar de empresa pública. (C) Caxias do Sul, local da contratação. (D) Carlos Barbosa, local da prestação dos serviços. (E) Porto Alegre ou Curitiba, sendo opção legal conferida à trabalhadora. GABARITO: Letra D Art. 651, CLT - A competência das Juntas de Conciliação e Julgamento é determinada pela localidade onde o empregado, reclamante ou reclamado, prestar serviços ao empregador, ainda que tenha sido contratado noutro local ou no estrangeiro. 105

106 28. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal A Constituição Federal do Brasil elenca normas relativas à competência material dos diversos órgãos do Poder Judiciário. O artigo 114, com redação determinada pela Emenda Constitucional nº 45/2004 aumentou as hipóteses originalmente previstas para a Justiça do Trabalho. Entretanto, mesmo com essa ampliação, NÃO estão abrangidas as ações, (A) oriundas das relações de trabalho, abrangidos entes de direito público externo. (B) relativas a benefício previdenciário do trabalhador previsto no Regime Geral da Previdência Social. (C) indenizações por danos morais e patrimoniais, decorrentes da relação de trabalho. (D) sobre representação sindical entre sindicatos e empregadores. (E) de execução, de ofício, de contribuições sociais previdenciárias decorrentes das condenações dos dissídios individuais trabalhistas. GABARITO: Letra B Art. 114, I, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Art. 114, VI, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação de trabalho. Art. 114, III, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores. 106

107 Art. 114, VIII, CF/88 - Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir. 29. (FCC) TRT - 4ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Hades, residente em Florianópolis, foi contratado pela empresa de bebidas Cachaça Real em sua sede na cidade de São Paulo, para trabalhar como viajante comercial. Durante o contrato esteve subordinado a filial sul da empresa, situada no município de Gramado, laborando em vários municípios da Serra Gaúcha. Para reivindicar direitos trabalhistas inadimplidos pela empregadora, será competente a Vara de Trabalho, (A) somente em Florianópolis, foro de domicílio do autor. (B) em qualquer município da Serra Gaúcha, onde laborou ou em São Paulo, local da contratação. (C) em uma das Capitais dos três estados envolvidos: Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul. (D) apenas em São Paulo, local da contratação. (E) somente em Gramado, local em que a empregadora tem filial e o empregado esteve subordinado. GABARITO: Letra E Art. 651, 1º, CLT - Quando for parte de dissídio agente ou viajante comercial, a competência será da Junta da localidade em que a empresa tenha agência ou filial e a esta o empregado esteja subordinado e, na falta, será competente a Junta da localização em que 107

108 o empregado tenha domicílio ou a localidade mais próxima. 30. (FCC) TRT - 3ª Região 2015 Analista Judiciário Oficial de Justiça Avaliador Federal Quanto à organização da Justiça do Trabalho, o Tribunal Superior do Trabalho comporse-á de (A) 27 (vinte e sete) Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (B) 25 (vinte e cinco) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos ou naturalizados com mais de 30 (trinta) e menos de 60 (sessenta) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do Senado Federal, sendo um terço dentre advogados com mais de quinze anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (C) 27 (vinte e sete) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos ou naturalizados com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 75 (setenta e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, sendo um terço dentre advogados com mais de cinco anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais 108

109 de cinco anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelos Tribunais Regionais. (D) 25 (vinte e cinco) Ministros, escolhidos dentre brasileiros com mais de 35 (trinta e cinco) e menos de 65 (sessenta e cinco) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal e da Câmara dos Deputados, sendo um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, sendo os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. (E) 20 (vinte) Ministros, escolhidos dentre brasileiros natos com mais de 30 (trinta) e menos de 60 (sessenta) anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria simples do Senado Federal, sendo metade dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, e a outra metade dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho oriundos da magistratura de carreira, indicados pelos Tribunais Regionais. GABARITO: Letra A Art. 111-A, CF/88 - O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de vinte e sete ministros escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal, sendo: I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade profissional e membros do Ministério Público do Trabalho com mais de dez anos de efetivo exercício, observado o disposto no art. 94; 109

110 II - os demais dentre juízes dos Tribunais Regionais do Trabalho, oriundos da magistratura da carreira, indicados pelo próprio Tribunal Superior. COMPOSIÇÃO DOS TRIBUNAIS: STF = 11 (Somos Time de Futebol) STJ = 33 (Somos Todos Jesus - Jesus morreu com 33 anos) TST = 27 (Trinta Sem Três =27) 110

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