MEDIDA PROVISÓRIA Nº, DE DE 2017.

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1 MEDIDA PROVISÓRIA Nº, DE DE Altera a Consolidação das Leis do Trabalho CLT e a Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: Art. 1º Acrescentem-se os arts. 456-A, 456-B, 456-C, 456-D, 456-E, 456-F, 612-A e 612-B à Consolidação das Leis do Trabalho CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943: Art. 456-A Constitui-se contrato individual de trabalho intermitente o instrumento celebrado por prazo indeterminado, no qual o empregador, pertencente aos setores de comércio ou de serviços, exerce atividades caracterizadas pela descontinuidade ou pela intensidade variável, e o empregado presta de seus serviços de forma intercalada por um ou mais períodos de inatividade. 1º Considera-se período de inatividade o intervalo temporal em que o empregado não esteja prestando serviços ao empregador, tampouco esteja à sua disposição, não se aplicando à inatividade o disposto no caput do art. 4º desta Consolidação. 2º Durante o período de inatividade, o empregado poderá prestar serviços de qualquer natureza a outros empregadores, sob contrato de trabalho intermitente ou outra modalidade de contrato de trabalho, inclusive àqueles que exerçam a mesma atividade econômica. 3º Durante o período de inatividade, ficam mantidos os direitos, deveres e garantias das partes, ainda que não relacionados à efetiva prestação de trabalho. Art. 456-B O contrato de trabalho intermitente deverá ser celebrado por escrito, ainda que previsto em acordo ou convenção coletiva, e deverá conter: I identificação, assinatura e domicílio ou sede das partes; II o valor da hora ou do dia de trabalho, que não poderá ser inferior, respectivamente, ao valor horário ou diário do salário mínimo ou àquele devido aos demais empregados do estabelecimento que exerçam a mesma função, assegurada a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno; e III o local e o tempo do pagamento da remuneração, que não poderá ser estipulada por período superior a um mês, salvo no que concerne a comissões, percentagens e gratificações. 1º É facultado às partes convencionar, no instrumento contratual, entre outros: I remuneração devida durante o período de inatividade; II locais de prestação de serviços; III períodos ou turnos em que o empregado deverá prestar serviços; IV períodos mínimos de prestação de serviços; V períodos máximos de inatividade; e

2 VI formas e instrumentos de convocação e de resposta para a prestação de serviços. 2º Na remuneração do trabalho prestado deverá ser computada, de forma proporcional, a verba correspondente ao descanso semanal remunerado. 3º Em caso de chamadas do empregador para a prestação de serviço em dias, períodos ou turnos não previamente contratados, o empregador convocará o empregado com, pelo menos, 3 (três) dias de antecedência, utilizando-se de qualquer meio de comunicação eficaz. 4º Recebida a convocação, o empregado terá o prazo de 24 (vinte e quatro) horas para responder ao chamado, presumindo-se, no silêncio, a recusa. 5º A recusa da oferta não descaracteriza a subordinação para fins do contrato de trabalho intermitente. 6º Uma vez constatada a regular prestação dos serviços pelo empregado intermitente convocado, presumem-se satisfeitos os prazos previstos no 3º e 4º deste artigo. Art. 456-C O contrato de trabalho intermitente considerar-se-á rescindido de pleno direito, nos termos do art. 483, alínea h, desta Consolidação, caso decorridos 180 (cento e oitenta) dias sem qualquer convocação do empregado por parte do empregador, contados a partir da celebração do contrato, do último dia de serviço prestado ou da última recusa, o que for mais recente. Art. 456-D Após cada período de 12 (doze) meses de vigência do contrato de trabalho intermitente, independentemente de convocação pelo empregador e da efetiva prestação de serviços, o empregado adquire direito a usufruir, nos 12 (doze) meses subsequentes, um mês de férias, período no qual não poderá ser convocado para prestar serviços pelo mesmo empregador. Parágrafo único. Mediante prévio acordo com o empregador, é lícito ao empregado usufruir suas férias em até 3 (três) períodos, nos termos do 1º do art. 134 desta Consolidação. Art. 456-E O adicional de férias, a gratificação natalina, o avisoprévio e as verbas rescisórias serão calculados com base na média dos valores recebidos pelo empregado intermitente nos últimos 12 (doze) meses ou no período de vigência do contrato de trabalho intermitente, se este for inferior. Parágrafo único. O aviso-prévio será necessariamente indenizado, nos termos dos 1º e 2º do art. 487 desta Consolidação. Art. 456-F Nos contratos de trabalho intermitente, o empregador efetuará o recolhimento da contribuição previdenciária e o depósito do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço, na forma da lei, e com base nos valores pagos no período mensal, e fornecerá ao empregado comprovante do cumprimento dessas obrigações. Art. 612-A A Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva, decorrente do processo de negociação coletiva de trabalho, é devida por todos os integrantes da categorial econômica ou profissional, filiados ou não à entidade sindical, abrangidos pela Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho. 1º O valor da Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva será fixado:

3 I - pela assembleia geral da categoria profissional que autorizar a entidade sindical a celebrar Convenção ou Acordo Coletivo de Trabalho, observados o princípio da razoabilidade e as normas estatutárias da entidade sindical; II pela assembleia geral da categoria econômica da entidade sindical que promover a celebração da Convenção ou do Acordo Coletivo de Trabalho, observados o princípio da razoabilidade e as normas estatutárias da entidade sindical; 2º A Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva referente à categoria profissional, devida por negociação coletiva realizada, será descontada na folha de pagamento da empresa no mês em que for registrada a Convenção ou o Acordo Coletivo de Trabalho no Ministério do Trabalho, e recolhida pela empresa, em até cinco dias após o seu desconto, à Conta Especial Emprego e Salário, do Ministério do Trabalho, aberta na Caixa Econômica Federal especificamente para essa finalidade. 3º A Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva referente à categoria econômica, devida por negociação coletiva realizada, será recolhida pela empresa em até cinco dias úteis após o registro no Ministério do Trabalho da Convenção ou do Acordo Coletivo de Trabalho, na Conta Especial Emprego e Salário, do Ministério do Trabalho, aberta na Caixa Econômica Federal especificamente para essa finalidade. 4º O Ministério do Trabalho fará, por intermédio do agente financeiro centralizador da arrecadação, a distribuição do valor arrecadado da Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva relativo à categoria profissional, nos seguintes percentuais: I - 60% (sessenta por cento) para o sindicato da categoria que realizou a negociação coletiva; II - 15% (quinze por cento) para a federação à qual está filiado o sindicato que realizou a negociação coletiva; III - 5% (cinco por cento) para a confederação à qual está filiado o sindicato que realizou a negociação coletiva; IV - 10% (dez por cento) para a central sindical à qual está filiado o sindicato que realizou a negociação coletiva; e V - 10% (dez por cento) para a Conta Especial Emprego e Salário, do Ministério do Trabalho. 5º A distribuição pelo Ministério do Trabalho do valor arrecadado da Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva relativo à categoria econômica será feita, por intermédio do agente financeiro centralizador da arrecadação, nos seguintes percentuais: I - 60% (sessenta por cento) para o sindicato da categoria que realizou a negociação coletiva; II - 15% (quinze por cento) para a federação à qual está filiado o sindicato que realizou a negociação coletiva; III - 5% (cinco por cento) para a confederação à qual está filiado o sindicato que realizou a negociação coletiva; e IV - 20% (dez por cento) para a Conta Especial Emprego e Salário, do Ministério do Trabalho.

4 6º Caso o sindicato não esteja filiado a federação, confederação ou central sindical, o percentual que seria devido a essas entidades terá a seguinte destinação: I se o sindicato não estiver filiado a federação, o percentual que a ela caberia destinar-se-á à confederação a que o sindicato for filiado ou, na sua falta, à Conta Especial Emprego e Salário; II - se o sindicato não estiver filiado a confederação, o percentual que a ela caberia destinar-se-á à federação a que o sindicato for filiado ou, na sua falta, à Conta Especial Emprego e Salário; III - se o sindicato não estiver filiado a federação e a confederação, os percentuais que a elas caberiam destinar-se-ão à Conta Especial Emprego e Salário; IV quando se tratar de categoria profissional, se o sindicato não estiver filiado a central sindical, o percentual que a ela caberia destinar-se-á à Conta Especial Emprego e Salário. 7º O Ministério do Trabalho, após consulta ao Conselho Nacional do Trabalho, poderá expedir instruções regulamentando o procedimento de arrecadação da Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva ou para alterar o agente financeiro centralizador da arrecadação e distribuição dos recursos da contribuição. 8º O pagamento das contribuições de assistência e de negociação coletiva devidas pelos participantes das categorias econômicas e profissionais poderá ser diferido em até seis parcelas mensais, de acordo com a decisão da assembleia geral da categoria que fixar o seu valor. 9º A quota-parte dos recursos arrecadados a título de Contribuição de Assistência e de Negociação Coletiva destinados à Conta Especial Emprego e Salário, e os rendimentos de sua aplicação, serão utilizados pelo Ministério do Trabalho na realização de despesas com o reaparelhamento das Superintendências Regionais do Trabalho e de despesas de custeio e de investimento na fiscalização do trabalho. Art. 612-B O não recolhimento das contribuições de assistência e de negociação coletiva devidas aos sindicatos pelos que participem das categorias econômicas ou profissionais, fora dos prazos previstos no art. 612-A, implicará em multa administrativa aplicada pela Fiscalização do Trabalho no valor de R$ 500,00 por trabalhador registrado na empresa. Art. 2º Os artigos 477, 483, 510, 634 e 636 da Consolidação das Leis do Trabalho CLT, aprovada pelo Decreto-Lei n.º 5.452, de 1º de maio de 1943, passam a vigorar com a seguinte redação: Art. 59-A... 1º A remuneração mensal pactuada pelo horário previsto no caput deste artigo abrange os pagamentos devidos pelo descanso semanal remunerado e pelo descanso em feriados, e serão considerados compensados os feriados e as prorrogações de trabalho noturno, quando houver, de que tratam o art. 70 e o 5º do art. 73 desta Consolidação. 2º Em se tratando da celebração de acordos individuais de trabalho previsto no caput deste artigo, a entidade sindical

5 representativa dos trabalhadores envolvidos será informada expressamente, por escrito ou por outros meios eletrônicos eficazes, acerca dos acordos realizados, destacando-se os seus termos e os trabalhadores abrangidos. Art O pedido de demissão ou recibo de quitação de rescisão, do contrato de trabalho, firmado por empregado com mais de 1 (um) ano de serviço, só será válido quando feito com a assistência do respectivo sindicato ou, subsidiariamente, perante a autoridade do Ministério do Trabalho. 12 Quando não existir na localidade nenhum dos órgãos previstos neste artigo, a assistência será prestada pelos advogados constituídos pelas partes. 13 Os sindicatos profissionais de categorias distintas poderão formar parceria para prestar a assistência aos trabalhadores das suas categorias. 14 O ato da assistência na rescisão contratual previsto no 11 deste artigo será sem ônus para o trabalhador e o empregador. Art h) nos contratos de trabalho intermitente, não receber qualquer convocação pelo empregador por prazo superior a 180 (cento e oitenta) dias, contados a partir da celebração do contrato, do último dia de serviço prestado ou da última recusa, o que for mais recente. Art. 510 Pela infração das proibições constantes deste Título, será imposta ao empregador a multa de valor igual a R$ 1.166,69 (um mil, cento e sessenta e seis reais e sessenta centavos) por empregado prejudicado, elevada ao dobro, no caso de reincidência, sem prejuízo das demais cominações legais. 1º Os infratores do disposto no art. 444 incorrerão em multa com valor de um a três vezes superior ao valor previsto no caput por empregado prejudicado, segundo a natureza da infração e sua extensão, aplicada em dobro no caso de reincidência e oposição à fiscalização ou desacato à autoridade. 2º Na hipótese do parágrafo anterior, quando constatada a submissão de trabalhadores a condição análoga à de escravo, a multa terá o seu valor multiplicado por 20 (vinte). Art º Os valores das multas administrativas expressos em moeda corrente serão reajustados anualmente pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA/IBGE), ou pelo índice de preços que vier a substituí-lo. Art

6 ... 6º A multa administrativa será reduzida em 20% (vinte por cento) se o infrator, renunciando ao recurso, a recolher ao Tesouro Nacional dentro do prazo de 10 (dez) dias contados do recebimento da notificação ou da publicação do edital.... Art. 3º O artigo 4º-B da Lei nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, passa a vigorar com a seguinte redação: Art. 4º-B º Quando o contrato de prestação de serviços especializados a terceiros tratar da execução destes serviços em atividade principal da contratante, os empregados da contratada serão representados pelo mesmo sindicato que representa os empregados da contratante. 2º Deve constar expressamente do contrato social da empresa de prestação de serviços a terceiros a atividade exercida, em conformidade com o art. 511 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de Art. 4º Esta Medida Provisória entra em vigor na data da sua publicação. Brasília, de de 2017; 196º da Independência e 129º da República. MICHEL TEMER Ronaldo Nogueira

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