LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA
|
|
|
- Tomás de Miranda Estrada
- 8 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 ROTEIROS REFERENTES ÀS AULAS PRÁTICAS DO LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA
2 2 Instituto Federal da Bahia Departamento de Administração e Tecnologia de Processos industriais e Químicos Disciplina: Laboratório de Engenharia Química I Curso: Engenharia Química Período: revisão2 em 01_09_16 IS SEDIMENTAÇÃO 1. Objetivo Realizar um ensaio de sedimentação em batelada (teste de sedimentação em proveta), visando separar uma suspensão diluída, para obter um fluido límpido e uma lama com a maior parte dos sólidos e aplicar os métodos de Kynch e Talmadge & Fitch para dimensionar a área de um sedimentador contínuo. 2. Fundamentação Teórica A operação de separação de um lodo diluído ou de uma suspensão, pela ação da gravidade, gerando um fluido claro e um lodo de alto teor de sólidos é chamada de sedimentação. A sedimentação industrial ocorre em equipamentos denominados tanques de decantação ou decantadores, que podem atuar como espessadores ou clarificadores. Quando o produto é a lama se trata de espessador, e quando o produto é o líquido límpido temos um clarificador. O mecanismo da sedimentação pode ser descrito, da melhor forma, através da observação dos efeitos que ocorrem num ensaio de sedimentação dos sólidos numa suspensão colocada numa proveta. A Figura 1 mostra as diferentes zonas que aparecem em um teste de sedimentação em batelada:
3 3 Figura 1 - Teste de proveta (batelada) Onde: A: líquido límpido B: suspensão com concentração uniforme igual a inicial C: zona de dimensões e concentração variável D: zona de compactação (sólidos sedimentados) Em t = 0, a solução tem uma concentração uniforme ao longo de toda a altura da proveta; as partículas de sólido são também quase uniformes. Logo que o processo de sedimentação inicia, todas as partículas começam a sedimentar e a zona D é de sólidos sedimentados que inclui, predominantemente, as partículas mais pesadas. Numa zona de transição, acima do material sedimentado, existem canais através do qual o fluido se eleva. Este fluido é expelido da zona D à medida que esta zona é comprimida. A zona C é uma região de distribuição variável de tamanhos e de concentração não-uniforme. A zona B é uma zona de concentração uniforme, com aproximadamente a mesma concentração e distribuição que a inicial. No topo da região B há uma fronteira acima da qual está a região de líquido límpido, região A. Num teste de proveta o chamado ponto crítico ou ponto de compressão é atingido quando as fases B e C desaparecem, ficando apenas o líquido clarificado A e a suspensão em compressão D. Num sedimentador contínuo as mesmas zonas estão presentes, no entanto, uma vez que tenham atingido o estado permanente (quando a suspensão da alimentação é injetada à uma taxa igual a taxa de remoção da lama e do líquido límpido do decantador), as alturas de cada zona serão constantes.
4 4 Dentre os métodos de dimensionamento da área, citam-se o de Coe e Clevenger, o de Kynch, Yoshioka e Dick, e outros. No presente relatório usaremos os métodos de Kynch e Talmadge & Fitch. 1)Método de Kynch Kynch desenvolveu um método que possibilitava fazer o dimensionamento de um espessador convencional, praticando-se apenas um ensaio de sedimentação em bancada (curva de decantação z x t). Este modelo postulava que a razão do espessamento é função única da diluição da polpa. Etapas: - Após realizar o ensaio na proveta, determinando, ao longo do tempo (t), a altura medida do fundo da proveta até o nível inferior (z) do líquido clarificado. - Construir a curva z versus t. - Obter vários pares de v e C a partir da curva traçando tangentes em diversos pontos da curva. A partir dessas tangentes determina-se os valores t, z e z i. Abaixo as equações de cálculo da velocidade (v) e da concentração ( c ): dz v dt ( zi z) t C zoc z i o Onde, C o = é a concentração inicial da suspensão usada no ensaio da proveta (t/m3); z o = é a altura inicial da suspensão na proveta (m). Com a construção gráfica descrita calculam-se os diversos pares de valores de concentração e da velocidade de decantação, com os quais são calculados os valores correspondentes da área de seção transversal do decantador. O valor máximo obtido corresponde ã área mínima do decantador.
5 5 A área de um sedimentador contínuo pode ser dimensionada a partir da equação geral: onde : 1 1 QoCo C C s A u A = área da seção transversal (m²); C o = concentração de sólidos na alimentação (kg/m³); Cs =Ce =CL concentração de sólidos na lama espessada (kg/m³); Q o = vazão volumétrica de alimentação (m³/s); u = velocidade de sedimentação/ decantação na zona limite (m/s); C = concentração da suspensão na zona limite (kg/m³). 2 ) Método de Talmadge & Fitch: O método de Talmadge-Fitch (1955) baseia-se na determinação do ponto crítico (Zc, tc) através da análise da curva de sedimentação, como mostra a Figura abaixo: A l T u r a d a I n t e r f a c e Ponto crítico Onde: Zc: Altura da interface no ponto crítico; tc: Tempo necessário para se atingir o ponto crítico
6 6 Etapas: - Realizar o ensaio na proveta, medindo z em função de t. - Traçar a tangente à curva de sedimentação na zona de clarificação; (A-B) - Traçar a tangente à curva de sedimentação na zona de espessamento; (B-C) - Traçar a bissetriz entre as 2 retas; - Localizar o ponto crítico (PC) no gráfico ; - Traçar a tangente à curva de sedimentação passando pelo ponto crítico; - Identificar z 1, z c e t c ; - Determinar a reta Z s altura da interface em que a zona de espessamento atinge o valor da lama espessada. - Calcular z S = z 0 C 0 /C s, sendo z o altura inicial da suspensão na proveta e C o concentração inicial da suspensão. - Calcular t s a partir da tangente a curva z versus t passando no ponto crítico e interceptando a reta Z s, se obtém no eixo tempo o valor de t s - tempo de compressão. - Calcular a área do espessador QoCot L A ( z C ) o o A= Q 0 t s / Z 0 Q 0 vazão volumétrica de alimentação C 0 concentração inicial da suspensão t s = t L tempo de compressão Z 0 altura inicial da suspensão na proveta 3. Materiais Reagente: CaCO 3 PA 1Proveta de 1000 ml de preferência com escala colorida 1 Bastão para agitação 1 Cronômetro Funil de alimentação
7 7 Espátula Régua para medição da altura Lanterna (celular ) para iluminação da sedimentação em proveta 4. Procedimento experimental - Preparar uma suspensão de cal com concentração de 0,08 g/cm³, em uma proveta de 1000 ml; - Agitar a suspensão com um bastão de vidro até sua uniformização; - Medir a altura da interface inferior do líquido clarificado em função do tempo, a cada 2 min até 20 min e após este tempo medir a cada 4 min até uma altura aproximadamente constante entre as duas medidas de tempo; - Anotar o tempo e a altura da interface correspondente ao ponto crítico. 5. Cálculos e Análises dos Resultados - Com os dados obtidos calcular a altura de um espessador contínuo que opera com uma suspensão de cal (densidade = 2,2 g/cm³) com concentração de alimentação de 0,08 g/cm³ e vazão de 30 m³/h, sendo a concentração da lama de 0,25 g/cm³ ( 250 g/1000 ml), pelos métodos de Kynch e Talmadge & Fitch. - Traçar as curvas de altura x tempo; - Utilizar os métodos de Kynch para calcular a área do espessador; - Utilizar o método de Talmadge & Fitch para calcular a área do espessador; - Estimar a altura do sedimentador pesquisando em literatura complementar h=v/s; - Analisar e discutir os resultados obtidos. 6. Conclusões Inserir as conclusões com base nos resultados alcançados. 7. Bibliografia MASSARANI, G. Fluidodinâmica em Sistemas Particulados, 2ª edição, e-papers, FOUST, A. S.; CLUMP, C. W.; WENZEL, L. A.; Princípios de Operações Unitárias, 2 ed, editora LTC, PERRY, R. CHILTON, C. Manual de Engenharia Química. 5ª Ed. Rio de Janeiro: Guanabara Dois, 1980.
8 8
EQ651 Operações Unitárias I
EQ65 Operações Unitárias I Capítulo V Sedimentação Sedimentação O processo de sedimentação mais comum consta da separação sólidofluido, sob ação da gravidade, em geral efetuada em tanques de secção cilíndrica
PROJETO DE SEDIMENTADOR CONTÍNUO A PARTIR DE ENSAIOS DE PROVETA COM SUSPENSÃO DE CARBONATO DE CÁLCIO UTILIZANDO O MÉTODO DE TALMADGE E FITCH
PROJETO DE SEDIMENTADOR CONTÍNUO A PARTIR DE ENSAIOS DE PROVETA COM SUSPENSÃO DE CARBONATO DE CÁLCIO UTILIZANDO O MÉTODO DE TALMADGE E FITCH Guimarães, L. de M. J. (1); Oliveira, L. G. (Orientador) Universidade
SEDIMENTAÇÃO. Tipos de Decantação
SEDIMENTAÇÃO Definida como o movimento de partículas no seio de uma fase fluida, provocado pela ação da gravidade. Geralmente as partículas sólidas são mais densas que o fluido. O caso em particular que
ASPECTOS TEÓRICOS DA SEDIMENTAÇÃO ASPECTOS TEÓRICOS DA SEDIMENTAÇÃO ASPECTOS TEÓRICOS DA SEDIMENTAÇÃO ASPECTOS TEÓRICOS DA SEDIMENTAÇÃO
Operação de separação de partículas sólidas suspensas com densidade superior à do líquido circundante. plicação Tratamento preliminar : remoção da areia Tratamento primário: decantação primária Tratamento
ESTUDO DA SEDIMENTAÇÃO PARA O TRATAMENTO DE ÁGUA DE PROCESSO DE INDÚSTRIA BENEFICIADORA DE ARROZ
ESTUDO DA SEDIMENTAÇÃO PARA O TRATAMENTO DE ÁGUA DE PROCESSO DE INDÚSTRIA BENEFICIADORA DE ARROZ C. O. MEDEIROS 1, R. R. LIMA 1, R. A. MARTINS 1, K. L. BUENO 1, J. V. DIEL 2, L. M. RODRIGUES 1, T. R. SOUZA
PROCESSO SELETIVO DE MESTRADO PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 27/06/2019 ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: TRATAMENTO DE MINÉRIOS CHAVE DE RESPOSTAS
Universidade Federal de Ouro Preto Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mineral PPGEM Processo Seletivo de Mestrado 2019.2 PROCESSO SELETIVO DE MESTRADO 2019.2 PROVA DE CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 27/06/2019
PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UM SEDIMENTADOR EM ESCALA DE LABORATÓRIO RESUMO
PROJETO E CONSTRUÇÃO DE UM SEDIMENTADOR EM ESCALA DE LABORATÓRIO A. B. L. SPIRANDELI 1, A. S. SOUZA 1*, C. F. PINTO 1, L. MARTINELLI 1, M. E. SPERETTA 1, K. G. SANTOS 1 1 Universidade Federal do Triângulo
12 e 13. Sedimentação e Filtração
Universidade de São Paulo Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos Disciplina: Operações Unitárias I 12 e 13. Sedimentação e Filtração Profa. Dra. Milena Martelli Tosi [email protected] Sistemas
Operações Unitárias: Sedimentação. Profª. Camila Ortiz Martinez UTFPR Campo Mourão
Operações Unitárias: Sedimentação Profª. Camila Ortiz Martinez UTFPR Campo Mourão INTRODUÇÃO A operação unitária de separar pode envolver: separação de alimentos sólidos em sólido: peneiramento separação
O USO DE ESPESSADORES DE LAMELAS NA RECUPERAÇÃO DE ÁGUA DE PROCESSO NA MINERAÇÃO
O USO DE ESPESSADORES DE LAMELAS NA RECUPERAÇÃO DE ÁGUA DE PROCESSO NA MINERAÇÃO Ivo Takeshi Asatsuma (1), Eduardo Salles Campos (2) (1) Prominer Projetos S/C Ltda./ (2) CDC Equipamentos Industriais Ltda.
DIMENSIONAMENTO DE ADENSADORES POR GRAVIDADE
DIMENSIONAMENTO DE ADENSADORES POR GRAVIDADE Patricia Nasraui Nunes ( * ) Engenheira Químca;, mestre em Engenharia Hidráulica e Saneamento pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo; Engenheira
VERIFICAÇÃO DOS MÉTODOS DE DIMENSIONAMENTO DE ESPESSADORES
VERIFICAÇÃO DOS MÉTODOS DE DIMENSIONAMENTO DE ESPESSADORES Juliana Ferreira Maia 1 Otávio Henrique de Amorim Silva 2 RESUMO O processo de espessamento é um dos métodos de separação sólido-líquido realizado
SEPARAÇÃO SÓLIDO LÍQUIDO NO BENEFICIAMENTO DE MINÉRIO DE FERRO.
Faculdade Ietec Pós-graduação Engenharia de Manutenção - Turma nº 05 29 Julho de 2017 SEPARAÇÃO SÓLIDO LÍQUIDO NO BENEFICIAMENTO DE MINÉRIO DE FERRO. Carlos César Ferreira Rodrigues [email protected]
USO DO SEDIMENTADOR LAMELADO APLICADOS AO TRATAMENTO DE EFLUENTE DA INDÚSTRIA DE TINTAS RESUMO
USO DO SEDIMENTADOR LAMELADO APLICADOS AO TRATAMENTO DE EFLUENTE DA INDÚSTRIA DE TINTAS W. T. VIEIRA 1, R. GABRIEL 1, S. H. V. DE CARVALHO 1, J. I. SOLETTI 1 1 Universidade Federal de Alagoas, Centro de
Módulo 04 Picnometro com sólidos
Módulo 04 Picnometro com sólidos O Picnômetro é um instrumento que mede um volume pré determinado com bastante precisão podendo ser utilizado para a determinação de sólidos também principalmente se estes
Saneamento Ambiental I. Aula 14 Sedimentação e Decantação
Universidade Federal do Paraná Engenharia Ambiental Saneamento Ambiental I Aula 14 Sedimentação e Decantação Profª Heloise G. Knapik 1 Conteúdo Módulo 2 Parâmetros de qualidade de água - Potabilização
Pontifícia Universidade Católica de Goiás
Pontifícia Universidade Católica de Goiás ANÁLISE GRANULOMÉTRICA NBR 7181 Disciplina: Geotecnia I - Slides: Prof. João Guilherme Rassi Almeida Desenvolvimento: Prof. Douglas M. A. Bittencourt ANÁLISE GRANULOMÉTRICA
ANALISE E PROJETO DE HIDROCICLONES PARA O PROCESSAMENTO DE LODO PROVIDO DA INDÚSTRIA TÊXTIL
ANALISE E PROJETO DE HIDROCICLONES PARA O PROCESSAMENTO DE LODO PROVIDO DA INDÚSTRIA TÊXTIL A.D. de MOURA 1, T.R. MOURA 1 e A.R.F. de ALMEIDA 1,2 1 Universidade Federal do Pampa, Programa de Pós-Graduação
Experiência de Reynolds
Experiência de Reynolds Esquema da bancada idealizada por Reynolds Reproduziremos a sua experiência em nossas bancadas Aonde visualizamos os escoamentos laminar e turbulento Além de visualizar o deslocamento
Definição Processo físico no qual as partículas são colocadas em contato umas com as outras, de modo a permitir o aumento do seu tamanho;
1 Floculação 2 Definição Processo físico no qual as partículas são colocadas em contato umas com as outras, de modo a permitir o aumento do seu tamanho; São unidades utilizadas para promover a agregação
Prática de Ensino de Química e Bioquímica
INSTITUTO DE QUÍMICA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO Prática de Ensino de Química e Bioquímica Alex da Silva Lima Relatório final sobre as atividades desenvolvidas junto à disciplina QFL 1201 São Paulo -2009-
Decantação. João Karlos Locastro contato:
1 Decantação João Karlos Locastro contato: [email protected] 2 Definição Literatura Processo de separação sólidolíquido que tem como força propulsora a ação da gravidade (partículas discretas).
Laboratório de Engenharia Química I Aula Prática 05. Medidas de vazão em líquidos mediante o uso da Placa de Orifício, Venturi e Rotâmetro.
Laboratório de Engenharia Química I Aula Prática 05 Medidas de vazão em líquidos mediante o uso da Placa de Orifício, Venturi e Rotâmetro. Prof. Dr. Gilberto Garcia Cortez - Introdução O experimento consiste
EXPERIMENTO 03. Medidas de vazão de líquidos, utilizando Rotâmetro, Placa de orifício e Venturi. Prof. Lucrécio Fábio
EXPERIMENTO 03 Medidas de vazão de líquidos, utilizando Rotâmetro, Placa de orifício e Venturi Prof. Lucrécio Fábio Atenção: As notas destinam-se exclusivamente a servir como roteiro de estudo. Figuras
Química Geral Experimental - Aula 4
Química Geral Experimental - Aula 4 Título da Prática: Determinação do teor de álcool etílico na gasolina. Objetivos: Determinar o teor de álcool etílico na gasolina Comercial. Determinar o teor de água
PROJETO DE UMA INSTALAÇÃO DE BOMBEAMENTO BÁSICA RAIMUNDO FERREIRA IGNÁCIO
PROJETO DE UMA INSTALAÇÃO DE BOMBEAMENTO BÁSICA RAIMUNDO FERREIRA IGNÁCIO Unidade 3 Para E S C O A M E N T O em Nessa aula sintetizamos a cinemática dos fluidos Mas o que é isto? As propriedades não mudam
Modulo 03 - Picnometro
Modulo 03 - Picnometro Bibliografia 1) Estática dos Fluidos Professor Dr. Paulo Sergio Catálise Editora, São Paulo, 2011 CDD-620.106 2) Introdução à Mecânica dos Fluidos Robert W. Fox & Alan T. MacDonald
Aula 4: Decantação. Introdução. Decantação
Curso: Engenharia Civil Disciplina: Sistema de Tratamento de Água e Esgoto Prof(a): Marcos Heleno Guerson de O Jr Nota de Aula! Aula 4: Decantação Introdução No floculador, mecânica ou hidraulicamente
Química Geral Experimental - Aula 4
Química Geral Experimental - Aula 4 Título da Prática: Determinação do teor de álcool etílico na gasolina. Objetivos: Determinar o teor de álcool etílico na gasolina Comercial. Determinar o teor de água
Estabilização CENTRIFUGAÇÃO
Estabilização CENTRIFUGAÇÃO 1 - Noções teóricas de centrifugação - Tipos de centrifugas 4 de Março de 011 Fernanda Cosme 1 Comparação da sedimentação num tanque com a centrifugação Aumentar a área para
Determinação da Entalpia de uma Reacção
INSTITUTO POLITÉCNICO DE TOMAR ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA Departamento de Engenharia Química e do Ambiente QUÍMICA I (1º Ano 1º Semestre) Trabalho Prático n.º 6 Determinação da Entalpia de uma Reacção
Universidade Federal do Espírito Santo, Campus de Alegre para contato:
ESTIMAÇÃO DAS FRAÇÕES DE DESVIO E ZONAS MORTAS A PARTIR DAS CURVAS DE DISTRIBUIÇÃO DE TEMPOS DE RESIDÊNCIA EM REATOR CONTÍNUO DO TIPO TANQUE AGITADO (CSTR) B. R. BOTINHA 1, H. V. de MIRANDA 1 e F. T. VIEIRA
Aula: Processo de Filtração
Aula: Processo de Filtração Definição: É uma operação unitária que tem por finalidade, a separação de um sólido insolúvel presente em um fluido (líquido ou gás), através da passagem desta mistura sólido-fluido
Operações Unitárias: Centrifugação. Profª. Camila Ortiz Martinez UTFPR Campo Mourão
Operações Unitárias: Centrifugação Profª. Camila Ortiz Martinez UTFPR Campo Mourão CENTRIFUGAÇÃO Gravidade x força centrífuga ( rotação) Líquido x líquido, ou líquido x sólido por sed. é lenta: pesos específicos
Experimento. QFL Fundamentos de Química Experimental. 1 0 Semestre refrigerantes por meio da densidade
QFL 1102 - Fundamentos de Química Experimental 1 0 Semestre 2017 Experimento EXPERIMENTO Determinação da concentração de sacarose em refrigerantes por meio da densidade SUMÁRIO Neste experimento, os alunos
ESTIMATIVA DA VELOCIDADE TERMINAL DE POLPAS DE MINÉRIO COM ALTO TEOR DE SÓLIDOS.
ESTIMATIVA DA VELOCIDADE TERMINAL DE POLPAS DE MINÉRIO COM ALTO TEOR DE SÓLIDOS. Idalmo Montenegro de Oliveira1 Andréia Bicalho Henriques2 Luiz Carlos Santos Angrisano3 RESUMO: Esse trabalho traz uma análise
Escola Secundária Eça de Queirós
Escola Secundária Eça de Queirós Laboratório de Física - 12º Ano TL I.6 Coeficiente De Viscosidade De Um Líquido Relatório realizado por: Luís Artur Domingues Rita Nº16 12ºC3 Grupo 1 12 de abril de 2013
Décima aula de FT. Segundo semestre de 2013
Décima aula de FT Segundo semestre de 2013 Vamos eliminar a hipótese do fluido ideal! Por que? Simplesmente porque não existem fluidos sem viscosidade e para mostrar que isto elimina uma situação impossível,
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA LETÍCIA DE SOUSA SALLES
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE FORMIGA UNIFOR-MG CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA LETÍCIA DE SOUSA SALLES COMPARAÇÃO ENTRE OS MÉTODOS COE E CLEVENGER E TALMAGE E FICHT PARA O DIMENSIONAMENTO DE UM ESPESSADOR CONTÍNUO
Centrifugação. Profa. Marianne Ayumi Shirai. Centrifugação
15/03/016 Universidade Tecnológica ederal do Paraná Campus Londrina Departamento Acadêmico de Alimentos Operações Unitárias na Indústria de Alimentos Centrifugação Profa. Marianne Ayumi Shirai Centrifugação
https://www.youtube.com/watch?v=aiymdywghfm
Exercício 106: Um medidor de vazão tipo venturi é ensaiado num laboratório, obtendose a curva característica abaixo. O diâmetro de aproximação e o da garganta são 60 mm e 0 mm respectivamente. O fluido
ANÁLISE GRANULOMÉTRICA (Dispersão Total)
12 ANÁLISE GRANULOMÉTRICA (Dispersão Total) 12.1 Método do densímetro 12.2.1 Princípio Baseia-se na sedimentação das partículas que compõem o solo. Após a adição de um dispersante químico, fixa-se um tempo
Concentração de soluções e diluição
Concentração de soluções e diluição 1. Introdução Uma solução é uma dispersão homogênea de duas ou mais espécies de substâncias moleculares ou iônicas. É um tipo especial de mistura, em que as partículas
Decantação. Processo de separação sólido-líquido que tem como força propulsora a ação da gravidade
10.5 - Decantação Processo de separação sólido-líquido que tem como força propulsora a ação da gravidade DECANTAÇÃO Filtração Coagulação Floculação Flotação Filtração Filtração Sedimentação dos flocos
ESTUDO DIRIGIDO EM FÍSICA DO SOLO. Não estudar apenas por esta lista
ESTUDO DIRIGIDO EM FÍSICA DO SOLO QUESTÕES: Não estudar apenas por esta lista 1) Cite três importantes aplicações da moderna física do solo. 2) Cite as principais causas de compactação do solo. 3) Descreva
EXTRAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO DE CORANTES PRESENTES NA BETERRABA (Beta vulgaris L.)
Universidade Federal do Pampa Engenharia Química Laboratório de Engenharia Química II Profº Maurício Dalla Costa Rodrigues da Silva Profº Rodolfo Rodrigues EXTRAÇÃO SÓLIDO-LÍQUIDO DE CORANTES PRESENTES
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICOT Departamento de Engenharia Química e Biológica Separação e Purificação de Produtos Biológicos CENTRIFUGAÇÃO Centrifugação Velocidade de centrifugação vs diâmetro partícula Velocidade
APLICAÇÃO DE TÉCNICAS CLÁSSICAS PARA POLPAS NÃO FLOCULADAS DE DIMENSIONAMENTO DE ESPESSADORES APLICADAS A SUSPENSÕES DE SALMOURA E LODO BIOLÓGICO
THIAGO CÉSAR DE SOUZA PINTO APLICAÇÃO DE TÉCNICAS CLÁSSICAS PARA POLPAS NÃO FLOCULADAS DE DIMENSIONAMENTO DE ESPESSADORES APLICADAS A SUSPENSÕES DE SALMOURA E LODO BIOLÓGICO Dissertação apresentada à Escola
4.6. Experiência do tubo de Pitot
4.6. Experiência do tubo de Pitot 98 O tubo de Pitot serve para determinar a velocidade real de um escoamento. Na sua origem, poderia ser esquematizado como mostra a figura 33. Figura 33 que foi extraída
Química Geral Experimental - Aula 5
Química Geral Experimental - Aula 5 Título da Prática: Construção e calibração do densímetro. Objetivos: Construir e utilizar um densímetro de baixo custo; Determinar a densidade de líquidos puros e soluções;
Roteiro - Aula Prática Orifícios e Bocais:
Laboratório de Hidráulica - Aula Prática de Orifícios e Bocais 1 Roteiro - Aula Prática Orifícios e Bocais: 1. Objetivo do experimento: Estudo de escoamento em orifícios e bocais s, e demonstração das
Operações Unitárias Experimental II Filtração. Professora: Simone de Fátima Medeiros
Operações Unitárias Experimental II Filtração Professora: Simone de Fátima Medeiros Lorena SP-2014 Conceito Separação sólido-fluido: Separação de partículas sólidas contidas em um fluido (líquido ou gás)
MODELAGEM E SIMULAÇÃO DO DESEMPENHO DE REATORES DE FLUXO CONTÍNUO E EM BATELADA NO TRATAMENTO DE EFLUENTE TÊXTIL UTILIZANDO O SOFTWARE LIVRE PYTHON.
MODELAGEM E SIMULAÇÃO DO DESEMPENHO DE REATORES DE FLUXO CONTÍNUO E EM BATELADA NO TRATAMENTO DE EFLUENTE TÊXTIL UTILIZANDO O SOFTWARE LIVRE PYTHON. R.V.SAWAKI 1, T. C. PARENTE 1, J.E.C. ALEXANDRE 2, A.C.
ENSAIOS DE TRATABILIDADE DE RESÍDUOS DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA - UM PASSO INDISPENSÁVEL PARA O EQUACIONAMENTO DE UM PROBLEMA NA ORDEM DO DIA
ENSAIOS DE TRATABILIDADE DE RESÍDUOS DE ESTAÇÕES DE TRATAMENTO DE ÁGUA - UM PASSO INDISPENSÁVEL PARA O EQUACIONAMENTO DE UM PROBLEMA NA ORDEM DO DIA Rafael K.X. Bastos: Engenheiro Civil (UFJF), Especialização
Operações Unitárias Experimental II
Universidade de São Paulo USP Escola de Engenharia de Lorena - EEL Operações Unitárias Experimental II Experimento: Filtro Prensa Alunos: 1 - Introdução 1.1 - Histórico do Filtro Prensa Os Filtros-prensa
TÍTULO: BOMBEAMENTO DE POLPA: CURVA EXPERIMENTAL DA PERDA DE CARGA EM FUNÇÃO DA VELOCIDADE E VISCOSIDADE APARENTE DE SUSPENSÕES DE AREIA EM ÁGUA
16 TÍTULO: BOMBEAMENTO DE POLPA: CURVA EXPERIMENTAL DA PERDA DE CARGA EM FUNÇÃO DA VELOCIDADE E VISCOSIDADE APARENTE DE SUSPENSÕES DE AREIA EM ÁGUA CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA
ENGENHARIA BIOLÓGICA INTEGRADA II
ENGENHARIA BIOLÓGICA INTEGRADA II AGITAÇÃO EM TANQUES INDUSTRIAIS Helena Pinheiro Torre Sul, Piso 8, Gabinete 8.6.19 Ext. 3125 [email protected] & Luis Fonseca ENGENHARIA BIOLÓGICA INTEGRADA
ETA convencional, utilizando mistura rápida e lenta mecanizada; Floculadores e decantadores em uma mesma estrutura;
ENUNCIADO Dimensionar a Estação de Tratamento de Água do sistema em questão, a qual deverá atender a vazão de 50 L/s, sendo 25,77 L/s para a área urbana, conforme já estimado, e 24,23 L/s para atender
TÍTULO: DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DA VELOCIDADE DE DEPOSIÇÃO DE AREIA EM UNIDADE PILOTO DO MINERODUTO
TÍTULO: DETERMINAÇÃO EXPERIMENTAL DA VELOCIDADE DE DEPOSIÇÃO DE AREIA EM UNIDADE PILOTO DO MINERODUTO CATEGORIA: CONCLUÍDO ÁREA: ENGENHARIAS E ARQUITETURA SUBÁREA: ENGENHARIAS INSTITUIÇÃO: UNIVERSIDADE
IQ-UFG. Curso Experimental de Química Geral e Inorgânica. Prof. Dr. Anselmo
IQ-UFG Curso Experimental de Química Geral e Inorgânica Aula 02 Reconhecimento de Vidrarias e Introdução às Técnicas de Laboratório Prof. Dr. Anselmo Vidrarias e equipamentos usuais em laboratórios de
PROCESSO DE TRATAMENTO
PROCESSO DE TRATAMENTO Consiste em separar a parte líquida da parte sólida do esgoto, e tratar cada uma delas separadamente, reduzindo ao máximo a carga poluidora, de forma que elas possam ser dispostas
Operações de separação mecânica Filtração
Operações de separação mecânica Filtração Operações Unitárias I Ano Lectivo 2016/2017 Joana Rodrigues Operações de separação mecânica Sedimentação (Decantação) Partículas no estado sólido ou gotas de líquido
TRATAMENTO PRELIMINAR
TRATAMENTO PRELIMINAR PHA 3413 Tratamento de Esgoto Sanitário ESCOLA POLITÉCNICA DA USP DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA HIDRÁULICA E AMBIENTAL Prof. Tit. Roque Passos Piveli Prof. Dr. Theo Syrto Octavio de
Departamento de Física - ICE/UFJF Laboratório de Física II Pêndulos
Pêndulos Pêndulo 1 Pêndulo Simples e Pêndulo Físico 1 Objetivos Gerais: Determinar experimentalmente o período de oscilação de um pêndulo físico e de um pêndulo simples; Determinar experimentalmente o
LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA I
LABORATÓRIO DE ENGENHARIA QUÍMICA I Prof. Gerônimo Virgínio Tagliaferro FENÔMENOS DE TRANSPORTE EXPERIMENTAL Programa Resumido 1) Cominuição e classificação de sólidos granulares 2) Medidas de Vazão em
UFPR - Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica TM Laboratório de Engenharia Térmica Data : / / Aluno :
UFPR - Setor de Tecnologia Departamento de Engenharia Mecânica TM-58 - Laboratório de Engenharia Térmica Data : / / Aluno : Tabela de controle de presença e entrega de relatórios Data Assinatura Entrega
FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 2 FLUIDOS PARTE 2
FENÔMENOS DE TRANSPORTES AULA 2 FLUIDOS PARTE 2 PROF.: KAIO DUTRA Fluido Como um Contínuo Se isolarmos um volume no espaço de ar de 0,001 mm³ (em torno do tamanho de um grão de areia), existirão em média
Observações: 2 R diâmetros (D) das equações pelos diâmetros hidráulicos (D H) e nada se altera.
O cãozinho chamado lemão nasceu com HIDROCEFLI (acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano dentro do crânio, que leva ao inchaço cerebral) e mesmo contra os diagnósticos conviveu comigo durante 3 anos,
ALTERNATIVA DE TRATAMENTO DO LODO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA ETA QUEIMA PÉ NO MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA/MT.
ALTERNATIVA DE TRATAMENTO DO LODO DA ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUA ETA QUEIMA PÉ NO MUNICÍPIO DE TANGARÁ DA SERRA/MT. CAMPOS, Flaviane de Morais. UFMT [email protected] GONÇALVES, Edu Rodolfo. SAMAE
Estudo da densidade de fluidos incompressíveis através de um tubo em U
Engenharia Ambiental Física II Estudo da densidade de fluidos incompressíveis através de um tubo em U Andrea Garcia Daniele Golçalves Isabella Perri Maria Luiza Campanari Melissa Pegoraro Sorocaba Abril/2014
Figura 2: Surgimento do menisco nos equipamentos volumétricos.
1. Introdução Uso da Vidraria Volumétrica e Determinação de Densidade A medição de volumes líquidos é uma parte importante de muitos experimentos. Em alguns casos, os volumes medidos precisam de uma grande
Caracterização de suspensões floculentas com base em modelagem matemática da sedimentação em proveta
SCIENTIA PLENA VOL. 9, NUM. 5 13 www.scientiaplena.org.br Caracterização de suspensões floculentas com base em modelagem matemática da sedimentação em proveta Characterization of flocculent suspensions
SOLUBILIDADE DE SÓLIDOS EM LÍQUIDOS
EXPERIMENTO 4 SOLUBILIDADE DE SÓLIDOS EM LÍQUIDOS OBJETIVOS Observar soluções insaturadas, saturadas e supersaturadas; Construir a curva de solubilidade de um sal inorgânico. INTRODUÇÃO Os depósitos naturais
Neste caso, diz-se que a reação é de primeira ordem, e a equação pode ser resolvida conforme segue abaixo:
1. Introdução Cinética Química A termodinâmica indica a direção e a extensão de uma transformação química, porém não indica como, nem a que velocidade, uma reação acontece. A velocidade de uma reação deve
Universidade Estadual de São Paulo Escola de Engenharia de Lorena. Respiração Microbiana
Universidade Estadual de São Paulo Escola de Engenharia de Lorena Respiração Microbiana RESPIRAÇÃO MICROBIANA Abordagem envolvendo o consumo (ou demanda) de oxigênio Inicialmente define-se a velocidade
Tabela 1 Processos e operações unitárias que compõem diferentes tecnologias de tratamento de água
Roteiro simpliicado para dimensionamento hidráulico de uma ETA 1 Atentar para a tecnologia de tratamento especiicada no Termo de Reerência (TR) da disciplina TIM II, lembrando que cada uma delas possui
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL. Escola de Engenharia
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO SUL Escola de Engenharia Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Minas, Metalúrgica e de Materiais PPGE3M APLICAÇÃO DE SEDIMENTADORES DE
04/12/2012 SECAGEM. Patricia Moreira Azoubel
SECAGEM Patricia Moreira Azoubel 1 Cronograma Terças e quartas- de 04/12/2012 a 15/01/2013; - Conceito, uso; - Psicrometria; - Processos do ar; - Métodos de secagem; - Equipamentos. Prova- 15/01/2013 Consiste
Instrumentação Eletroeletrônica. Prof. Afrânio Ornelas Ruas Vilela
Instrumentação Eletroeletrônica Prof. Afrânio Ornelas Ruas Vilela Medição de Vazão Na maioria das operações realizadas nos processos industriais é muito importante efetuar a medição e o controle da quantidade
