Prof. Anderson Nogueira
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- Maria Luiza Fontes Diegues
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1 OUTRAS FORMAS DE PAGAMENTO PREVISTAS NO CÓDIGO CIVIL DE 2002 REGRAS SOBRE ESPÉCIE PREVISÃO OBSERVAÇÕES AS PARTES Unilateral Pagamento em Consignação LEGAL Art. 334, 335 do C.C., e 890 do C.P.C. Depósito efetuado pelo devedor Unilateral Unilateral Bilateral Bilateral Imputação do Pagamento Sub-rogação Legal Sub-rogação Convencional Dação em Pagamento Art. 352 a 355 C.C. Art. 346, 349 a 351 C.C. Art. 347 a 349 e 351 do C.C. Art. 356 a 359 C.C. Indicação de qual dívida está sendo paga Substituição do credor por um ato unilateral Substituição do credor por um ato bilateral Substituição do objeto de pagamento Bilateral Novação Art. 360 a 367 C.C. Bilateral Compensação Art. 368 a 380 C.C. Bilateral Confusão Art. 381 a 384 C.C. Bilateral Remissão Art. 385 a 388 C.C. Criação de uma nova obrigação por substituição de seus elementos Extinção de dívidas recíprocas ou multas Credor = devedor Perdão da dívida Contratos que geram a Extinção Contratos que geram a Extinção Transação Compromisso Art. 840 a 850 C.C. Art. 851 a 853 e Lei /96 Concessões mútuas (compromisso) Arbitragem (decidir)
2 NOVAÇÃO Fundamentação: Art. 360 a 367 do Código Civil Conceito: Forma de pagamento indireto em que ocorre a substituição de uma obrigação anterior por uma nova, diversa da primeira criada pelas partes Súmula 286 do STJ - Em caso de onerosidade excessiva por cobrança de juros abusivos nas obrigações anteriores, é possível a discussão judicial dos contratos novados. Quanto as Obrigações Acessórias: Regra: haverá a extinção de todas as obrigações acessórias (Art. 364, CC) Se não houver consentimento do fiador em caso de novação principal, estará este exonerado da obrigação acessória que lhe cabe ao credor (Art. 366, C.C.)... Salvo: Estipulação em contrário, desde que: 1º) Não resulte em um ato ilícito (Art. 187, CC); 2º) Não seja nula a extipulação (Art. 166 e 167, CC); 3º) O acordo sobre as acessórias não atingir terceiro que ofereceu um bem de garantia real. Ex.: Penhor, Hipoteca e Anticrese; Quanto a nulidade ou anulação recair sobre: Obrigação Nova: se nulo ou declarado anulado prevalecerá a primeira obrigação (Art. 182, CC) Obrigação Antiga: pode ser declarado válido se for anulável, mas houver uma novação (Art. 171) Classificação da Novação: 1. Novação Objetiva/Real (Art. 360, I, CC) O devedor contrair com o credor nova dívida para extinguir a primeira.
3 2. Novação Subjetiva/Pessoal - Ocorre o pagamento (antiga obrigação) com a substituição de um dos sujeitos Novação Subjetiva/Pessoal Ativa (Art. 360, III) - substituição do credor. Requisitos: I Consentimento do devedor; II Consentimento do credor antigo; III Anuência do credor novo; 2.2. Novação Subjetiva/Pessoal Passiva (Art. 360, II) -Substituição do devedor. Caso haja a insolvência do novo devedor: não terá o credor que aceitou propor Ação Regressiva ao primeiro. Salvo: se comprovada a má-fé (art. 363, C.C.); I - Passiva por Expromissão (Art. 362, CC) - substituição do novo devedor sem o consentimento do antigo; - Precisa da aceitação do credor. II Passiva por Delegação - substituição do novo devedor com o consentimento do antigo; - Precisa da aceitação do credor. 3. Novação Mista/Complexa -Substituição do objeto e um dos sujeitos (não está expressa no Código Civil)
4 PRINCIPAIS DIFERENÇAS Sub-rogação Dação em Novação Cessão de Assunção de Regra especial de pagamento ou forma de pagamento indireto Mera substituição do credor por um terceiro que paga a dívida. Possui caráter somente gratuito. Pagamento Forma de pagamento indireto Entrega de uma outra coisa móvel ou imóvel como pagamento; Forma de pagamento indireto Substituição do objeto, credor ou devedor (ou elementos conjuntos); Crédito Forma de transmissão das obrigações Transmissão da Condição de credor, de sujeito ativo obrigacional, pode ser gratuita ou onerosa; Dívida Forma de transmissão das obrigações Transmissão da condição de devedor (cessão de débito), com a qual deve concordar o credor, pode ser gratuita ou onerosa Não cria nova obrigação. Surge apenas um novo credor Não há necessidade de notificação, Salvo (Art. 347, I, e 348 C.C.). Ex.1: Antônio possui uma dívida com Malu. Entretanto, Frajola paga para Antônio para ter os direitos da dívida da Malu (Art. 348). Ex. 2: Mútuo (empréstimo de dinheiro para pagar outra dívida). Não cria nova obrigação. Não gera a extinção das acessórias Precisa haver o consentimento expresso do credor Ex.: Antônio e Malu concordam em substituir um imóvel por um barco como pagamento da dívida. Cria uma nova obrigação. Extinguemse as acessórias Precisa haver a convenção com a outra parte. Mas pode ser sem o consentimento da outra parte devedor(expromissão). Ex.1: Antônio tinha uma dívida com Malu, mas fez outra dívida excluindo a primeira (Objetiva). Ex.2: Antônio tinha uma dívida com Malu. Frajola procurou Malu e criou uma nova dívida, desde que extingue a dívida com Malu, sem ela saber disso (Expomissão). O devedor não precisa concordar, mas deve ser notificado para saber a quem pagar (art. 290, C.C.) Ex.: Antônio possui um crédito com Malu. Porém, Antônio passa para Frajola o direito de receber o crédito. O credor precisa concordar expressamente (art. 299, C.C.) Ex.: Antônio conversa com Frajola e solicita para ele que pagasse a dívida, após firmado o acordo. Antônio requer que Malu aceite que a dívida seja para Frajola. Assim, Malu aceita expressamente tal modificação com condição
5 QUESTÃO PARA REVISÃO Observação: As questões alternativas devem ser justificadas - tanto as alternativas corretas como as incorretas. [1ª] (Prova da Magistratura/SP Concurso/183º) Assinale a alternativa correta a respeito da novação. a) Se o novo devedor for insolvente, o credor que aceitou pode ajuizar ação regressiva contra o primeiro, se houver má-fé deste na substituição. b) A novação extingue, em todos os casos, os acessórios e garantias da dívida; c) A novação por substituição do devedor depende do consentimento deste; d) Permanece a obrigação do fiador, ainda que a novação feita com o devedor principal tenha ocorrido sem o consentimento daquele; e) As obrigações anuláveis não podem ser objeto de novação. [2ª] (Prova da Magistratura/MG Concurso/2005) - João compra de Mário determinado bem, sendo o preço fixado para pagamento a prazo. Vencido o prazo, João pediu prorrogação, mas Mário dele exigiu nota promissória, com o mesmo valor, com nova data de pagamento, mas sem qualquer ressalva. Não sendo pago o título na data aprazada. Mário pediu a rescisão do contrato, com a devolução do bem, apresentando a nota promissória nos autos. Assinale a decisão correta do juiz. a) Deve negar pedido, sob fundamento de ter havido novação, com a emissão da nota promissória; b) Deve negar a rescisão, entendendo que, se houve mora, com o vencimento do título, necessário para caracterizá-lo seria o protesto; c) Deve decretar a rescisão do negócio, sob fundamento de que, não havendo ressalva e não tendo intenção do credor de fazer circular o título, houve simplesmente a confirmação da obrigação e não novação.
6 d) Deve entender que o credor só poderia rescindir o contrato, se provasse ter tentado receber a importância, fazendo circular o título; e) Deve entender que a rescisão seria possível somente depois de o credor tentar o recebimento do título em execução frustrada. [3ª] (Procurador do Distrito Federal Concurso/2004) O Distrito Federal celebrou inúmeros contratos de promessa irretratável de compra e venda com cidadãos de baixa renda. Neste tipo de avença, inúmeras vezes, o particular apresenta dificuldades para honrar os pagamentos das parcelas do imóvel adquirido. Supondo haver autorização legal para a renegociação dos valores em atraso, com a possibilidade de dilação do prazo para quitação do quantum debeatur, é correto afirmar: a) A dilação do prazo para a quitação representa novação objetiva; b) A dilação do prazo para a quitação representa novação subjetiva ativa; c) A dilação do prazo para a quitação representa novação mista; d) A hipótese descrita não representa hipótese de novação, uma vez que lhe falta um dos requisitos básicos da novação, qual seja a criação de uma nova obrigação, substancialmente diversa da primeira. e) A dilação do prazo para a quitação representa novação subjetiva passiva.
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