Descentralização e Autonomia Local (1)
|
|
|
- Rodrigo Gil Rios
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 1/8 Descentralização e Autonomia Local (1) Susana Alcina Ribeiro Pinto Docente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Felgueiras e Solicitadora JusJornal, N.º 1246, 30 de Maio de 2011 JusNet 2140/2011 A Administração Pública, em sentido orgânico ou subjectivo, pode ser definida como o conjunto de órgãos, serviços e agentes do Estados e demais pessoas colectivas públicas e seus funcionários, que asseguram, em nome da colectividade, a satisfação regular e contínua das necessidades colectivas de segurança, cultura, bem estar e progresso. A autonomia local como liberdade, como direito de decisão não subordinada a outrem, como garantia do pluralismo dos poderes públicos (...) é indissociável do Estado de Direito Democrático. (2). As Autarquias Locais no âmbito da Administração Portuguesa A Administração Pública, em sentido orgânico ou subjectivo, pode ser definida como o conjunto de órgãos, serviços e agentes do Estados e demais pessoas colectivas públicas e seus funcionários, que asseguram, em nome da colectividade, a satisfação regular e contínua das necessidades colectivas de segurança, cultura, bem estar e progresso. A Administração Pública portuguesa é integrada por pessoas colectivas, classificadas em função da sua relação com o Estado administração. A alínea d) do artigo 199.º da Constituição da República Portuguesa (JusNet 7/1976) (CRP) estabelece que, no exercício das suas funções administrativas, compete ao Governo, entendido como órgão máximo do Estado-Administração, dirigir os serviços e a actividade da administração directa do Estado, civil e militar, superintender na administração indirecta e exercer a tutela sobre esta e a administração autónoma (3). Daqui resulta que, entre nós, existem três grandes modalidades de Administração Pública: a administração directa do Estado, entendida como conjunto de órgãos, serviços e agentes do Estados dependentes do Governo (órgão máximo do Estado-Administração); a Administração Indirecta do Estado, integrada por pessoas colectivas distintas do Estado, cuja actividade é desenvolvida para atingir fins do Estado; e a Administração Autónoma do Estado, integrada por pessoas colectivas distintas do Estado, cuja actividade é exercida para prosseguir interesses públicos próprios sem qualquer relação de subordinação com a pessoa colectiva Estado. Mas, aprofundemos esta questão das pessoas colectivas que integram a Administração Autónoma. As entidades que a integram têm como características a prossecução de interesses próprios (4), os seus órgãos são representativos e a auto-administração, isto é actuam em nome próprio e no interesse das respectivas populações. De acordo com Vital Moreira, a Administração Autónoma consiste numa administração de interesses públicos próprios de certas colectividades ou agrupamentos infra-estaduais, dotadas de poderes administrativos que exercem sob responsabilidade própria, sem sujeição a qualquer orientação ou direcção por parte do Estado (Governo) (5).
2 2/8 De facto, de todas as características das entidades que integram a Administração Autónoma, a mais relevante é a autonomia de acção face ao Estado, isto é a sua auto-administração. Desta autonomia resulta, para cada uma das entidades, personalidade jurídica, autonomia administrativa e financeira, autonomia normativa, autonomia disciplinar interna, autonomia sancionatória, autonomia de orientação organizatória e estatutária e auto-governo. São inúmeras as pessoas colectivas que fazem parte da Administração Autónoma do Estado. De acordo com Freitas do Amaral integram esta forma de administração as associações públicas, as autarquias locais e as regiões autónomas. Marcelo Rebelo de Sousa inclui ainda as universidades públicas, que Freitas do Amaral classifica como parte integrante da Administração indirecta (6). A Administração autónoma reparte-se por dois domínios distintos, o da administração autónoma territorial e o da administração autónoma não territorial, cuja principal distinção assenta no factor território. Nas primeiras, o território faz parte da definição do substrato da pessoa colectiva (autarquias locais e regiões autónomas) e nas segundas a premissa territorial é inexistente (associações públicas), isto é, a sua actividade assenta nas pessoas independentemente do local onde se encontram. Enunciando genericamente as diferenças entre as duas modalidades, territorial e não territorial, a primeira congrega os membros da comunidade local respectiva; tem fins múltiplos; é constitucionalmente necessária; tem órgãos representativos; só podem existir as que a Constituição determina e a com os poderes que a mesma determina. A segunda congrega apenas pessoas que partilham determinada qualidade (profissão, por exemplo); tem fins específicos; é constitucionalmente facultativa, dependendo a sua constituição da vontade dos interessados e do seu reconhecimento pelo Governo através de decreto-lei (7). A existência de autarquias na nossa organização administrativa resulta, desde logo, da sua consagração constitucional no artigo 235.º n.º 1, que determina que a organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais. As autarquias locais são, de acordo com número 2 daquele preceito constitucional, pessoas colectivas territoriais dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução de interesses próprios das populações respectivas. Daqui retiramos o seguinte: as autarquias são pessoas colectivas públicas que assentam sobre uma fracção de território, isto é, uma circunscrição territorial e é esta que delimita as suas atribuições e o âmbito das competências dos seus órgãos; prosseguem interesses próprios de um determinado agregado populacional, aquele que reside na fracção de território que lhe corresponde; e os seus órgãos são representativos, isto é, os seus são eleitos pelo agregado populacional que representam. A existência das autarquias assenta no princípio da autonomia local, consagrado no art. 6.º da CRP (JusNet 7/1976), princípio este definido no n.º 1 do art. 3.º da Carta Europeia de Autonomia Local, como o direito e a capacidade efectiva das autarquias locais regulamentarem e gerirem, nos termos da lei, sob sua responsabilidade e no interesse das respectivas populações, uma parte importante dos assuntos públicos, os quais são determináveis com base no princípio da subsidiariedade. Este principio, previsto tanto na CRP como na Carta (art. 6º. n.º 1 e 4.º n.º 3, respectivamente), determina que tudo quanto puder ser eficazmente decidido e executado ao nível autárquico não deve ser atribuído ao Estado e aos seus agentes (8). As autarquias locais são, todas e cada uma delas, pessoas colectivas públicas distintas do Estado. Não fazem parte do Estado, não são o Estado, não pertencem ao Estado. São entidades independentes e completamente distintas do Estado, embora por ele possam ser fiscalizadas. (9) A Descentralização De acordo com o artigo 267.º da Constituição da República Portuguesa (JusNet 7/1976), a Administração Pública
3 3/8 deve ser estruturada de modo a evitar a burocratização, a aproximar os serviços das populações e a assegurar a participação dos interessados na sua gestão efectiva, devendo, para o efeito, a lei estabelecer adequadas formas de descentralização administrativa. A descentralização consiste na distribuição das atribuições do Estado a outras pessoas colectivas pública, isto é, é descentralizada a organização administrativa cuja satisfação das necessidades colectivas não está apenas a cargo de uma só pessoa colectiva, o Estado. No entanto, não basta que sejam criadas novas pessoas colectivas para que estejamos perante descentralização, é necessários que as mesmas prossigam os seus fins com autonomia. A verdadeira descentralização é a que dá origem a pessoas colectivas com personalidade jurídica própria, órgãos eleitos, e cuja gestão dos interesses próprios está a seu cargo. (10) De facto, de acordo com Marcello Caetano, apesar de muitos autores procederem a um desdobramento da descentralização, fazendo uma distinção entre descentralização territorial operada através da atribuição de poderes às entidades locais e a descentralização institucional que seria confiar tarefas do Estado a pessoas colectivas de direito público ou privado -, ela só existe quando a lei, em vez de reunir as atribuições de interesse público numa só entidade, as distribui por diversas pessoas jurídicas dotadas de autonomia administrativa (11). Pode ainda falar-se de descentralização jurídica e de descentralização politica-administrativa. A primeira existe sempre que existam pessoas colectivas distintas do Estado, com vista à prossecução de fins público, ou seja, basta que haja autarquias locais. A segunda existe quando os órgãos das autarquias locais são livremente eleitos pelas respectivas populações, quando são autónomas no exercício das suas atribuições e competências e quando estão sujeitas a um estrito controlo da legalidade. Enquanto a descentralização jurídica é um conceito absoluto ou existe ou não existe a descentralização político-administrativa é um conceito relativo poderá ser mais ou menos profunda. É relevante esta diferença, pois a existência de uma pessoa colectiva distinta do Estado pode encobrir uma organização administrativa centralizada, por exemplo, no período de vigência da Constituição de 1933, apesar de haver autarquias locais, estas eram completamente dependentes do Estado, eram uma espécie de extensão do próprio Estado. (12) Relativamente à descentralização política, ela envolve a deslocação de poderes políticos e legislativos da esfera estadual para a esfera de entidades infra-estaduais descentralizadas. A descentralização política a este nível, isto é, com a deslocação de todos estes poderes, está reservada às regiões autónomas da Madeira e dos Açores, sendo-lhes inerente a ideia de autogoverno regional (13). Isto não significa, no entanto, que as Autarquias não sejam um reflexo de descentralização, antes pelo contrário, estas são, de facto, resultado de descentralização, mas de uma descentralização meramente administrativa, isto é, uma descentralização menos profunda. Apesar de, hoje, se entender que Portugal é um país onde a descentralização é uma realidade, e, assim é desde a Constituição de 1976 (JusNet 7/1976), Marcelo Rebelo de Sousa defende que a descentralização políticoadministrativa não é tão profunda como seria desejável. Defende-o argumentando que a dependência financeira das autarquias locais por parte da Administração Central põe em a causa a referida descentralização. As receitas autárquicas dependem do contributo do Estado, quer através do fundo de equilíbrio financeiro, quer através de transferências. Um outro argumento, de natureza financeira, é a natureza dos impostos municipais que estão sujeitos à vontade do Estado, na sua criação, na fixação de limites de taxas, como, por exemplo, o Imposto Municipal sobre imóveis. (14) Por exemplo, a Lei n.º 64/2008, de 5 de Dezembro (JusNet 2371/2008), introduziu alterações ao art. 112.º do Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, baixando os limites máximos das taxas. Essa medida foi justificada como medida fiscal anticíclica, só que a Assembleia da República, não explicou à população que a factura é paga pelos Municípios. Com isso agrediu a autonomia do poder local.
4 4/8 A descentralização não é um princípio absoluto, isto é, está sujeita a limites, limites esses estabelecidos pela própria Constituição. De acordo com o n.º 2 do art. 267 da CRP (JusNet 7/1976), a lei deverá estabelecer formas adequadas de descentralização administrativa, sem prejuízo da unidade da acção da Administração Pública e dos poderes de tutela dos órgãos competentes. Daqui resulta, por um lado que a descentralização tem reconhecimento constitucional, mas, por outro, tem que ser garantido que a mesma não põe em causa a unidade da acção administrativa, o que é conseguido através, nomeadamente, do poder de tutela do Estado-Administração sobre outras pessoas colectivas públicas, entre as quais, as autarquias locais. A tutela administrativa consiste no conjunto de poderes de intervenção de uma pessoa colectiva na gestão de outra pessoa colectiva pública, a fim de assegurar a legalidade e mérito da sua actuação. Relativamente às autarquias locais a tutela é estritamente de legalidade. De acordo com o art. 242 n.º 1 da C.R.P. (JusNet 7/1976) a tutela, como princípio geral do poder local, consiste na verificação do cumprimento da lei por parte dos órgãos das autarquias locais (15). A Autonomia Local A descentralização implica necessariamente a existência de personalidade jurídica e de autonomia. No que se refere às Autarquias Locais, essa autonomia resulta directamente da CRP, é um princípio constitucional. O princípio da autonomia local está consagrado na nossa Constituição no art. 6.º n.º 1 que determina que o Estado é unitário e respeita na sua organização e funcionamento o regime autonómico insular e os princípios da subsidiariedade,da autonomia das autarquias locais e da descentralização democrática da administração pública. Nestes termos o Estado português apresenta-se, antes de mais, moldado pelo princípio da unidade do Estado, o que significa que temos um Estado Unitário, não se verificando, por conseguinte qualquer divisão, em termos verticais, do exercício da soberania, ao contrário do que acontece nos Estados federais. Mas, de acordo com aquele preceito constitucional, a unidade do Estado comporta limitações decorrentes dos princípios da autonomia insular, da subsidiariedade, da autonomia local e da descentralização democrática da Administração Pública. Deste modo, a unidade do Estado é limitada, desde logo, pela autonomia insular, o que comporta o reconhecimento, a nível político, das regiões autónomas, dotadas de um regime político-administrativo próprio, que deixa a cargo das respectivas regiões as funções legislativa, política e administrativa, para a promoção e defesa dos interesses regionais. O reconhecimento das autarquias locais, ou descentralização administrativa territorial, limita igualmente a unidade do Estado, pois aquelas prosseguem, no exercício de uma função estritamente administrativa, os interesses próprios das respectivas populações. O reconhecimento das autarquias deve respeitar os princípios da subsidiariedade e da autonomia local, que vem determinar que a gestão dos assuntos locais deve estar reservada às comunidades locais, salvo quando, pela sua dimensão, não sejam por estas correctamente geridos (16). O princípio da autonomia local pressupõe, para as Autarquias, uma serie de direitos, nomeadamente, o direito e a capacidade efectiva de regulamentarem e gerirem uma parte dos assuntos públicos, sob sua responsabilidade e no interesse das respectivas populações; o direito de participarem na definição das políticas públicas que afectam os interesses próprios da respectivas populações; o direito de partilharem com o Estado as decisões sobre matérias de interesse comum através, por exemplo, de audiência prévia, parecer vinculativo, etc; o direito de regulamentarem a aplicação de normas ou planos nacionais de forma a adaptá-los convenientemente às realidades locais, como acontece, por exemplo, com os planos urbanísticos (17). A verdadeira razão de ser da autonomia autárquica é o localismo, ou seja, uma forte ligação primária das populações às terras onde residem, ligação essa de que resultam interesses locais específicos que são mais
5 5/8 eficazmente e justamente prosseguidos pelos órgãos próprios da comunidade local, pois têm um conhecimento mais íntimo e profundo do meio geográfico e socio-económico que os rodeiam (18). A autonomia local pressupõe dois elementos essenciais: órgãos próprios (auto-direcção) e poderes próprios. Os órgãos próprios, democraticamente constituídos no âmbito da própria colectividade, são os chamados órgãos representativos (art. 235.º n.º 2 CRP (JusNet 7/1976)). Os poderes próprios, orientados pelo princípio da correspondência genérica, correspondem às atribuições. A autonomia local não é um direito fundamental que possa ser concebido contra o Estado, é, antes, um conceito constitucional ligado à própria organização do Estado, pelo que constitui uma garantia institucional (19) e constitucional, o que se verifica até com o facto da autonomia das autarquias locais constituir um limite material de revisão à Constituição (art.288.º n). De acordo com Francisco de Sousa, a garantia institucional da autonomia local pode ser entendida num tríplice sentido: como garantia subjectiva das autarquias locais, enquanto sujeitos de direito; como garantia objectiva da instituição jurídica das autarquias locais enquanto instituições; e, como garantia da posição jurídica subjectiva das autarquias locais contra eventuais ataques à autonomia local. Apesar de o art.º 6 n.º1 da CRP (JusNet 7/1976) ser o preceito nuclear sobre a autonomia local, levanta problemas de interpretação ao colocar, lado a lado, os princípios da autonomia local e a descentralização democrática da Administração Pública. É entendimento de António Cândido de Oliveira que a descentralização democrática deve ser interpretada em conjugação com o art. 267 n.º 1 CRP (JusNet 7/1976). Desta conjugação resulta que o princípio da descentralização democrática deve ser entendido no sentido de aproximação dos serviços aos cidadãos, visando essencialmente a administração indirecta do Estado. Este princípio não é uma outra face do princípio da autonomia local (20). Segundo António Cândido Oliveira (21), para uma melhor explicitação sobre a autonomia das autarquias locais, deve conjugar-se o art. 6.º n.º 1 da CRP (JusNet 7/1976) com o Titulo VIII (Poder Local), da Parte III (Organização do Poder Político) da CRP. A autonomia local é um princípio fundamental da Constituição que constitui o princípio chave da administração local que está explicitado e concretizado na parte da Constituição respeitante ao Poder Local. Este último acaba por ser, de acordo com aquele autor, outro nome da autonomia local. Do texto constitucional resultam uma série elementos que constituem a autonomia local que se passam a enunciar. A autonomia local é, antes de mais, um poder político que pertence ao povo, cujo exercício, a nível local, é feito através dos órgãos das autarquias locais. As autarquias de acordo com o art. 235.º n.º 2 da CRP (JusNet 7/1976), são pessoas colectivas territoriais dotadas de órgãos representativos, que visam a prossecução de interesses próprios das populações respectivas. A autonomia financeira é corolário da autonomia local. O art. 238.º da CRP (JusNet 7/1976) determina que as autarquias locais têm finanças próprias. Não se compreenderia que assim não fosse, pois a autonomia local não existiria se as autarquias locais não possuíssem meios financeiros para levar a cabo as suas tarefas. Os órgãos fundamentais das autarquias são eleitos por sufrágio directo e universal dos cidadãos residentes, perante quem são responsáveis, os quais, em algumas circunstâncias, podem ser consultados directamente sobre assuntos da competência da autarquia (art. 239.º (JusNet 7/1976) e 240.º CRP). Daqui resulta ideia de democracia local a que está associada à autonomia local. A autonomia local implica, ainda, o poder regulamentar (art. 241 CRP (JusNet 7/1976)). Este poder está circunscrito à esfera de acção das autarquias locais e significa que as mesmas podem, no âmbito das suas
6 6/8 atribuições emanar verdadeiras normas jurídicas de carácter geral e abstracto, naturalmente com as limitações constitucionais e legais. A autonomia local não significa que não haja qualquer controlo da actividade das autarquias locais, ou seja, estas estão sujeitas a controlo do Estado, através da tutela administrativa. No entanto, o tipo de tutela que o Estado exerce sobre as autarquias locais é de mera legalidade (art. 242). Não há tutela de mérito sobre as autarquias locais, isto é, não pode ser aferida a oportunidade e conveniência da sua actuação. Do exposto resulta que a autonomia local traduz-se, desde logo, numa situação especial das autarquias em relação ao Estado. Esta situação especial manifesta-se numa relação de não subordinação das autarquias em relação ao Estado-Administração e na demonstração de que as Autarquias não são prolongamentos da administração central do Estado, fazendo antes parte da Administração Pública no seu sentido mais amplo. (22) Basta que haja autarquias locais para que exista, juridicamente, descentralização, mas isso não significa que haja descentralização político-administrativa. Durante a vigência da Constituição de 1933, a existência de autarquias encobria um Estado fortemente centralizado. As Autarquias eram a administração local do Estado. Com a aprovação da Constituição de 1976 (JusNet 7/1976), as autarquias passam a significar, além de descentralização político-administrativa, autonomia local. A descentralização administrativa que se opera com as autarquias locais deve ser entendida à luz do princípio da autonomia local, isto é, são pessoas colectivas autónomas, que não estão sujeitos a qualquer subordinação, hierarquia ou superintendência do Estado. Têm órgãos próprios, cujos titulares são eleitos por sufrágio directo e universal dos seus residentes. São pessoas colectivas com autonomia financeira e quadros de pessoal próprios, cujas atribuições visam a satisfação do interesse público local. A existência de autarquias locais e da autonomia local constitui garantia constitucional, não dependendo da vontade do Estado, de tal modo que constitui limite material à revisão da Constituição, conforme referido. A eliminação da autonomia das autarquias implicaria dupla revisão Constitucional. Conforme resulta do preâmbulo da Carta Europeia da Autonomia Local, as autarquias locais são um dos principais fundamentos de todo o regime democrático e a democracia implica que os cidadãos têm o direito de participar na gestão dos assuntos públicos. É ao nível local que este direito pode ser mais directamente exercido e a existência de autarquias locais investidas de responsabilidades efectivas permite uma administração simultaneamente eficaz e próxima do cidadão. (1) Trabalho apresentado no âmbito do Mestrado em Direito das Autarquias Locais, da Universidade do Minho, no ano lectivo 2009/2010, na Unidade Curricular de Fundamentos da Administração Local. (2) Amaral,Diogo Freitas do, (2006), Curso de Direito Administrativo, Vol. I, 3ª Edição, Coimbra. Almedina, p (3) Amaral,Diogo Freitas do, (2006), Curso de Direito Administrativo, Vol. I, 3ª Edição, Coimbra, Almedina, p (4) Os interesses são próprios, mas nunca poderiam deixar de ser públicos. A Administração Pública, no seu todo, não pode prosseguir qualquer outro fim que não seja o interesse público.
7 7/8 (5) Dias,José Figueiredo Dias eoliveira, Fernanda Paula, (2000), Direito Administrativo, 2ª Edição, Coimbra, CEFA, p. 57. (6) Sousa,Marcelo Rebelo de, (1999), Lições de Direito Administrativo, Vol. I, Lisboa, Lex, p (7) Dias,José Eduardo Figueiredo eoliveira,fernanda Paula, (2008), Noções Fundamentais de Direito Administrativo, Coimbra, Almedina, p. 57 e ss. (8) Caupers,João (2005), Introdução ao Direito Administrativo, 8ª Edição, Lisboa, Âncora Editora, p (9) Amaral,Diogo Freitas do, (2006), Curso de Direito Administrativo, Vol. I, 3ª Edição, Coimbra, Almedina, p (10) Dias,José Figueiredo Dias eoliveira, Fernanda Paula, (2000), Direito Administrativo, 2ª Edição, Coimbra, CEFA, p. 82 (11) Caetano,Marcello, (1996), Princípios Fundamentais do Direito Administrativo, 1ª Reimpressão, Lisboa, Almedina, p. 71 (12) Amaral, Diogo Freitas do, (2006), Curso de Direito Administrativo, Vol. I, 3ª Edição, Coimbra, Almedina, p (13) Rebelo, Marta, (2007), Descentralização e justa repartição de recursos entre o Estado e as Autarquias Locais, Lisboa, Almedina, p. 24. (14) Sousa,Marcelo Rebelo de, (1999), Lições de Direito Administrativo, Vol. I, Lisboa, Lex, p. 331 (15) Art. 2.º da Lei 27/96 (16) Nabais,José Casalta, (2007), Autonomia Financeira das Autarquias Locais, Coimbra, Almedina, p. 17 e ss. (17) Amaral,Diogo Freitas do, (2006), ob. cit., p. 492.
8 8/8 (18) Sousa,Francisco António, (1993), Direito Administrativo das Autarquias Locais, Lisboa, 3ª Edição, p. 90. (19) Sousa,Francisco António, (1993), ob. cit. p. 92. (20) Oliveira,António Cândido de, (1993), Direito das Autarquias Locais, Braga, Coimbra Editora. p.224. (21) Oliveira,António Cândido de, (1993), ob. cit. p.223. (22) Oliveira,António Cândido de, (1993), ob. cit. p.232 e ss.
A Função da Descentralização no Direito Administrativo
A Função da Descentralização no Direito Administrativo Nas palavras do Professor Freitas do Amaral, a descentralização consiste num sistema em que a função administrativa esteja confiada não apenas ao
I (15 valores) Tenha em conta a seguinte hipótese e responda às 7 questões especificamente colocadas. A saber:
FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA DIREITO ADMINISTRATIVO I Turma B 18 de janeiro de 2019 -Exame Regente: Professor Doutor Vasco Pereira da Silva Duração: 120 minutos Cotações: 20 valores :
TÍTULO VIII Poder Local
CAPÍTULO I Princípios gerais TÍTULO VIII Poder Local Artigo 235º (Autarquias locais) Artigo 236º (Categorias de autarquias locais e divisão administrativa) Artigo 237º (Descentralização administrativa)
TÍTULO VIII PODER LOCAL
TÍTULO VIII PODER LOCAL CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 235.º Autarquias locais 1. A organização democrática do Estado compreende a existência de autarquias locais. 2. As autarquias locais são pessoas
REGIÃO AUTÓNOMA DOS AÇORES ASSEMBLEIA LEGISLATIVA REGIONAL COMISSÃO PERMANENTE DE ASSUNTOS SOCIAIS
COMISSÃO PERMANENTE DE ASSUNTOS SOCIAIS RELATÓRIO E PARECER AO PROJECTO DE DECRETO-LEI QUE REGULAMENTA OS CONSELHOS MUNICIPAIS DE EDUCAÇÃO E APROVA O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DA CARTA EDUCATIVA, TRANSFERINDO
DIREITO ADMINISTRATIVO I ÍNDICE. CAPÍTULO I A relevância do estudo do direito administrativo
ÍNDICE DIREITO ADMINISTRATIVO I Abreviaturas e siglas CAPÍTULO I A relevância do estudo do direito administrativo 1. A relevância do estudo do direito administrativo 1.1 As abordagens do direito administrativo
Curso de Indução sobre Liderança e Gestão Municipal. Descentralização e Legislação Autárquica
REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE Município de Maputo Curso de Indução sobre Liderança e Gestão Municipal Descentralização e Legislação Autárquica Por: Edson da Graça Francisco Macuácua Doutorando em Direito; Doutorando
Carta Europeia de Autonomia Local
Conselho da Europa Carta Europeia de Autonomia Local Adoptada e aberta à assinatura em Estrasburgo, a 15 de Outubro de 1985. Entrada em vigor na ordem internacional: 1 de Setembro de 1988. Portugal: Assinatura:
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2016/2017
Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2016/2017 1. Unidade Orgânica Ciências da Economia e da Empresa (1º Ciclo) 2. Curso Gestão de Empresa 3. Ciclo de Estudos 1º 4.
MÓDULO III ESCOLA PRÁTICA DE POLÍCIA NOÇÕES GERAIS DE DIREITO FORMAÇÃO DE AGENTES CURSO DE 3 TIPOS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA -SEGURANÇA
ESCOLA PRÁTICA DE POLÍCIA NOÇÕES GERAIS DE DIREITO CURSO DE FORMAÇÃO DE AGENTES 04-06-2015 MÓDULO III 1 3 TIPOS SATISFAZ UMCONJUNTO DE NECESSIDADES COLECTIVAS ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA -SEGURANÇA -CULTURA
Grelha de correcção Exame de Direito Administrativo I Noite 17 de Janeiro de 2017
Grelha de correcção Exame de Direito Administrativo I Noite 17 de Janeiro de 2017 GRUPO I Responda de forma justificada, mas concisa, a três das quatro questões seguintes, com o limite de sete linhas para
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 7.ª revisão 2005 (excertos) Princípios fundamentais. ARTIGO 10.º (Sufrágio universal e partidos políticos)
CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA PORTUGUESA 7.ª revisão 2005 (excertos) Princípios fundamentais ARTIGO 10.º (Sufrágio universal e partidos políticos) 1. O povo exerce o poder político através do sufrágio universal,
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2014/2015
Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2014/2015 1. Unidade Orgânica Ciências da Economia e da Empresa (1º Ciclo) 2. Curso Gestão de Empresa 3. Ciclo de Estudos 1º 4.
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO DIREITO Ano Lectivo 2016/2017
Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO DIREITO Ano Lectivo 2016/2017 1. Unidade Orgânica Ciências da Economia e da Empresa (1º Ciclo) 2. Curso Gestão de Recursos Humanos 3. Ciclo de Estudos 1º 4.
Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Teoria Geral do Direito Administrativo
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÂO DE COIMBRA Aprovação do Conselho Pedagógico 30/3/2016 Aprovação do Conselho Técnico-Científico 20/4/2016 Ficha de Unidade
OS PARTIDOS POLÍTICOS NA CONSTITUIÇÃO PORTUGUESA
RESUMO Este texto expõe a relevância dos partidos políticos no contexto constitucional português. Para este efeito, analisam-se as linhas que institucionalizam as organizações político-partidárias; os
O contrato administrativo
O contrato administrativo É cada vez mais frequente que a Administração Pública, para prosseguir os fins de interesse público que a lei põe a seu cargo, procure a colaboração dos particulares, acordando
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO TEÓRICA /2018
ORDENAMENTO DO TERRITÓRIO E URBANISMO TEÓRICA 1 2017/2018 ÍNDICE Autarquias Locais (AL) Ordenamento do Território (OT) Sistema de Gestão Territorial (SGT) Instrumentos de Gestão Territorial (IGT) 2 De
MUNICÍPIO DE VALPAÇOS REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE ESTUDO. Preâmbulo
MUNICÍPIO DE VALPAÇOS REGULAMENTO MUNICIPAL DE ATRIBUIÇÃO DE BOLSAS DE ESTUDO Preâmbulo Nos termos do artigo 235º nº2 da Constituição da República Portuguesa, as Autarquias são pessoas colectivas territoriais
Decreto-Lei n.º 69/2002 de 25 de Março
Decreto-Lei n.º 69/2002 de 25 de Março A disponibilização para consulta do teor de diplomas legislativos não dispensa a consulta do Diário da República, não se responsabilizando a ERSE pelo seu conteúdo.
A discricionariedade na Administração Pública
A discricionariedade na Administração Pública O Prof. Doutor Pedro Moniz Lopes define discricionariedade, em sentido lato, como toda e qualquer situação em que seja permitido aos órgãos da função administrativa
Ficha de Unidade Curricular (FUC) de Direito Administrativo
INSTITUTO POLITÉCNICO DE COIMBRA INSTITUTO SUPERIOR DE CONTABILIDADE E ADMINISTRAÇÂO DE COIMBRA Aprovação do Conselho Pedagógico 25/3/2015 Aprovação do Conselho Técnico-Científico 20/5/2015 Ficha de Unidade
CONSELHO JURISDICIONAL
PARECER nº 105 / 2009 SOBRE: O acesso à informação de saúde das pessoas, pelos enfermeiros A questão colocada Coloca-se a questão de saber qual o regime deontológico e jurídico que regula o acesso do enfermeiro
FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA. EXAME DE DIREITO ADMINISTRATIVO II Época de recurso (TURMA NOITE)
FACULDADE DE DIREITO DA UNIVERSIDADE DE LISBOA EXAME DE DIREITO ADMINISTRATIVO II Época de recurso (TURMA NOITE) I Distinga dois (e apenas dois) dos seguintes pares de conceitos: (a) Parecer vinculativo
Escola Superior de Tecnologia de Abrantes
Instituto Politécnico de Tomar Escola Superior de Tecnologia de Abrantes Curso Licenciatura em Preenchimento de Fichas Ano Lectivo 2007/2008 Ficha da Unidade Curricular Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO
módulo 3 Organização do Estado brasileiro
módulo 3 Organização do Estado brasileiro unidade 1 introdução aos princípios constitucionais fundamentais princípios constitucionais fundamentais Carl Schmitt decisões políticas do Estado normas fundadoras
SISTEMA SEMI-PRESIDENCIALISTA
REPÚBLICA DE ANGOLA COMISSÃO CONSTITUCIONAL PROJECTO DE CONSTITUIÇÃO B SISTEMA SEMI-PRESIDENCIALISTA (Texto de Apresentação Pública) O Projecto B comporta 195 artigos e os seus principais aspectos são
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2013/2014
Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2013/2014 1. Unidade Orgânica Ciências da Economia e da Empresa (1º Ciclo) 2. Curso Gestão de Empresa 3. Ciclo de Estudos 1º 4.
UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE
UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE FACULDADE DE DIREITO Evolução do Sistema Político - Constitucional Moçambicano AUTOR: Edson da Graça Francisco Macuacua Doutorando em Direito; Doutorando em Paz, Democracia,
Decreto-Lei nº 36/92, de 28 de Março
Diploma consolidado Decreto-Lei nº 36/92, de 28 de Março A Directiva do Conselho nº 86/635/CEE, de 8 de Dezembro de 1986, procedeu à harmonização das regras essenciais a que deve obedecer a prestação de
Conteúdos sobre segurança e saúde no trabalho Organismos e instituições
ISHST - Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho Criado em 2004, pelo Decreto-lei n.º 171, de 17 de Julho, o Instituto para a Segurança, Higiene e Saúde no Trabalho (ISHST), I. P., é o organismo
---------------------------------------------------------------------------------------------- O ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO E OS ADVOGADOS
ORDEM DOS ADVOGADOS DELEGAÇÃO DE BARCELOS DIA DO ADVOGADO 19 DE MAIO DE 2010 ---------------------------------------------------------------------------------------------- O ESTADO DE DIREITO DEMOCRÁTICO
Cf. Diogo Freitas do Amaral, Curso de Direito Administrativo Volume II, pag.265 2
O Procedimento Administrativo 1. Introdução Antes de iniciar o desenvolvimento do procedimento administrativo cabe inicialmente distinguir entre o procedimento administrativo do processo administrativo.
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2013/2014
Programa da Unidade Curricular INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO DIREITO Ano Lectivo 2013/2014 1. Unidade Orgânica Ciências Humanas e Sociais (1º Ciclo) 2. Curso Relações Internacionais 3. Ciclo de Estudos 1º 4.
Destacamento de trabalhadores
Destacamento de trabalhadores Determinação da legislação aplicável 2 Instituições competentes Centros Distritais do ISS, I.P. Instituições de segurança social das Regiões Autónomas Secretaria Geral ou
Quadro político e legislativo relativo ao ordenamento do território. Planeamento Urbano 2011/12 JOÃO CABRAL FA/UTL
Quadro político e legislativo relativo ao ordenamento do território Planeamento Urbano 2011/12 JOÃO CABRAL FA/UTL LEI CONSTITUCIONAL nº 1/2005 Artigo 9.º Tarefas fundamentais do Estado São tarefas fundamentais
DIREITO CONSTITUCIONAL
JORGE MIRANDA CURSO DE ESTRUTURA DO ESTADO. SISTEMAS POLÍTICOS. ATIVIDADE CONSTITUCIONAL DO ESTADO. FISCALIZAÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE VOL. 2 UNIVERSIDADE CATÓLICA EDITORA LISBOA 2016 ÍNDICE PARTE I ESTRUTURA
Lei n.º 4/2009 de 29 de Janeiro. Define a protecção social dos trabalhadores que exercem funções públicas
Lei n.º 4/2009 de 29 de Janeiro Define a protecção social dos trabalhadores que exercem funções públicas A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA Gabinete do Ministro. Despacho n.º..
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E CIÊNCIA Gabinete do Ministro Despacho n.º.. Sem prejuízo do regime de autonomia, administração e gestão dos estabelecimentos públicos da educação pré-escolar e dos ensinos básico
Novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior Governo e Gestão das Instituições e das Escolas Informação e Propostas da FENPROF
Novo Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior Governo e Gestão das Instituições e das Escolas Informação e Propostas da FENPROF A pretexto da necessidade de modernização e de agilização do sistema
Lei n.º 60/99, de 30 de Junho Regime Jurídico de Criação de Freguesias na Região Autónoma dos Açores
Lei n.º 60/99, de 30 de Junho Regime Jurídico de Criação de Freguesias na Região Autónoma dos Açores A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
CURSO PROFISSIONAL DE TÉCNICO DE RECEPÇÃO Planificação anual de Informação Turística e Marketing 12ºano
Planificação anual de Informação Turística e Marketing 12ºano Turmas N Professora: Sónia Vieira 1 - Estrutura e Finalidades da disciplina Componente da formação Técnica; Organização semanal de 6 tempos
Administração Pública
Administração Pública O direito administrativo é o direito que regula a Administração pública Administração pública: é o objeto do direito administrativo Fernanda Paula Oliveira 1. Administração: gestão
CONSTITUIÇÂO DA REPÚBLICA PORTUGUESA. (texto integral) Tribunais SECÇÃO V CAPÍTULO I. Princípios gerais. Artigo 202. (Função jurisdicional)
CONSTITUIÇÂO DA REPÚBLICA PORTUGUESA (texto integral) Tribunais SECÇÃO V CAPÍTULO I Princípios gerais Artigo 202. (Função jurisdicional) 1. Os tribunais são os órgãos de soberania com competência para
ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DA BAIXA DA BANHEIRA ESTATUTOS
1 ASSOCIAÇÃO DE PAIS E ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO DA ESCOLA SECUNDÁRIA DA BAIXA DA BANHEIRA ESTATUTOS CAPÍTULO I Da Natureza Jurídica, Denominação, Sede e duração da Associação Artigo 1.º Natureza Jurídica,
Academia Olímpica de Portugal Regulamento Geral
Academia Olímpica de Portugal Regulamento Geral Artigo 1.º Natureza Jurídica, Denominação e Sede 1. A Academia Olímpica de Portugal, adiante designada por AOP, é uma entidade integrada no, adiante designado
FASE DE FORMAÇÃO INICIAL. Programa Nacional de Deontologia e Ética Profissionais do Advogado DEONTOLOGIA PROFISSIONAL ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA
FASE DE FORMAÇÃO INICIAL Programa Nacional de Deontologia e Ética Profissionais do Advogado DEONTOLOGIA PROFISSIONAL E ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA 1º 1. A Deontologia Profissional. 2. A Deontologia no domínio
UNIVERSIDADE LUSÍADA DE LISBOA. Programa da Unidade Curricular DIREITO DA ACTIVIDADE ADMINISTRATIVA Ano Lectivo 2013/2014
Programa da Unidade Curricular DIREITO DA ACTIVIDADE ADMINISTRATIVA Ano Lectivo 2013/2014 1. Unidade Orgânica Direito (1º Ciclo) 2. Curso Direito 3. Ciclo de Estudos 1º 4. Unidade Curricular DIREITO DA
INFORMAÇÕES O exame tem a duração de 45 minutos (Grupo I) à qual acrescem 15 minutos para cada segunda parte a realizar.
Concurso N.º:... Referência:... Prova de Conhecimentos Data: 30 de Junho de 2016 Nome:... B. I. nº... Assinatura do Vigilante:... ANTES DE RESPONDER, LEIA ATENTAMENTE O SEGUINTE: INFORMAÇÕES O exame tem
ESTATUTOS DO GRUPO DESPORTIVO SANTANDER TOTTA. CAPÍTULO I SEÇÃO I CONSTITUIÇÃO ART.º 1.º (Denominação e Natureza)
ESTATUTOS DO GRUPO DESPORTIVO SANTANDER TOTTA CAPÍTULO I SEÇÃO I CONSTITUIÇÃO ART.º 1.º (Denominação e Natureza) 1. O Grupo Desportivo Santander Totta, é uma Associação de direito privado, sem fins lucrativos,
COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS. Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO
COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPEIAS Bruxelas, 14.7.2004 COM(2004) 496 final 2004/0168 (COD) Proposta de REGULAMENTO DO PARLAMENTO EUROPEU E DO CONSELHO relativo à criação de um agrupamento europeu de cooperação
PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA CONSELHO SUPERIOR DO MINISTÉRIO PÚBLICO
Proposta de Lei nº 310/XII/4ª (Aprova o Estatuto da Ordem dos Notários e altera o Estatuto do Notariado aprovado pelo Decreto-Lei 26/2004, de 4 de Fevereiro) A Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos,
Dotar os estudantes de noções jurídicas basilares para que possam compreender a necessidade do Direito, assim como a sua aplicabilidade prática;
FUNDAMENTOS DO DIREITO [11111] GERAL Ano Letivo: 201718 Grupo Disciplinar: Ciências Jurídico-Privatísticas ECTS: 4,5 Regime: D, EL Semestre: S1 OBJETIVOS Dotar os estudantes de noções jurídicas basilares
DIREITO ADMINISTRATIVO II
DIREITO ADMINISTRATIVO II VÍCIOS DO ATO ADMINISTRATIVO: USURPAÇÃO DO PODER VS. INCOMPETÊNCIA Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa Catarina Filipa Ferreira Belo SBT15 nº 57319 Ato administrativo
Garantias legais de equilíbrio do exercício do direito de antena durante o processo eleitoral
Garantias legais de equilíbrio do exercício do direito de antena durante o processo eleitoral Por: Cremildo Paca Falar sobre as garantias legais de equilíbrio do direito de antena é um exercício desafiante.
Diploma. Decreto-Lei n.º 99/2001 de 28 de Março
Diploma Coloca as escolas superiores de enfermagem e de tecnologia da saúde pública sob a tutela exclusiva do Ministério da Educação e procede à reorganização da sua rede, bem como cria os Institutos Politécnicos
