CONSULTA Nº /2013
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- Malu Aveiro da Rocha
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1 1 CONSULTA Nº /2013 Assunto: Juíza de Direito, Corregedora dos Cartórios de Registros Civil, consignar através de Portaria que não será permitido na cidade o registro de óbito baseado em atestado que conste Morte Indefinida ou Indeterminada. Relatores: Conselheiro Henrique Carlos Gonçalves e Dr. Luiz Frederico Hoppe, Membro da Câmara Técnica de Medicina Legal. Ementa: Nos municípios em que não haja Serviço de Verificação de Óbitos, que, todavia, possuam médicos do serviço de saúde assistencial, Servidores Públicos Federais, Estaduais, ou Municipais, cabe a esses médicos o fornecimento das declarações de óbitos nos casos de morte natural sem assistência médica. Nesses casos, devido à impossibilidade do diagnóstico preciso da causa da morte, os médicos dos serviços de saúde, servidores públicos, declararão o óbito como sendo de causa indeterminada. Na ausência de médicos do serviço público da saúde, qualquer médico, do serviço privado, poderá atestar o óbito nesses casos de morte natural sem assistência médica, consignando como o óbito sendo de causa mal definida ou indeterminada. Ao Instituto Médico Legal, somente caberá o fornecimento da Declaração de Óbito nos casos de morte violenta, nos casos de morte em que se suspeita de violência, ou nos casos de cadáveres desconhecidos, quando o exame necroscópico for devidamente requisitado pela autoridade competente. O consulente Dr. J.P.R.G., informa que em apertada síntese a MM. Juíza de Direito, Corregedora dos Cartórios de Registro Civil da Comarca de cidade no interior do Estado de São Paulo, expediu Portaria determinando que não será permitido o registro de óbito baseado em atestado que conste Morte Indefinida ou Indeterminada. Referida Portaria, datada de 24 de janeiro de 2013, consigna: Os registros de óbitos somente poderão ser lavrados se as declarações observarem as normas preconizadas pelo Ministério da Saúde quanto ao novo modelo de Declaração de Óbito (DO) e nas determinações constantes da Resolução nº 1.641/2002, expedida pelo Conselho Federal de Medicina ; Assim, em caso de morte violenta ou
2 2 suspeita, a Declaração de Óbito deverá ter sido precedida de encaminhamento do corpo, pela autoridade polical competente, para o Instituto Médico Legal, o qual caberá identificar a causa mortis. ; Em caso de morte natural deverá constar na declaração a doença ou lesão que iniciou a sucessão de eventos mórbidos que diretamente causaram o óbito. Infere-se, portanto, da Portaria exarada pela MM. Juíza, que em nenhuma hipótese serão registradas Declarações de Óbitos pelos cartórios daquela Comarca, cujas causa da morte sejam mal definidas, independentemente se tais Declarações de Óbitos emanarem dos serviços públicos de saúde, do Instituto Médico Legal ou de serviços médicos privados. Regional a respeito. Diante do exposto, solicita parecer deste PARECER A Portaria precipuamente incorre em equívoco técnico-científico, sendo fato que Óbitos de Causa Mal Definida são, inclusive, previstos na legislação federal e estadual pertinentes, bem como são previstos nas normas do Ministério da Saúde e nas normativas do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Estadual de Medicina do Estado de São Paulo. A constatação de causa de morte mal definida é plausível, se depois de realizado o exame necroscópico pelo Serviço de Verificação de Óbitos ou pelo Instituto Médico Legal não for possível se determinar as causas consequenciais ou básica da morte. Nas localidades onde não houver o Serviço de Verificação de Óbitos, nos casos de morte sem suspeita de violência e sem assistência médica, caberá aos médicos servidores públicos dos serviços de saúde federal, estadual ou municipal a expedição da declaração de óbito, sendo perfeitamente aceita, nesses casos, se atestar a morte como sendo de causa mal definida. Na falta de médicos dos serviços de saúde públicos, qualquer médico do serviço de saúde privado poderá atestar o óbito, nos casos de morte sem assistência médica e sem suspeita de violência, sendo perfeitamente aceito, do ponto de vista ético, científico e legal a constatação de morte de causa mal definida, ou seja, indeterminada, nesses casos. Para maior clareza, citamos a legislação vigente e as demais normas éticas e do ministério da saúde, pertinentes:
3 3 LEI Nº 6.015, DE 31 DE DEZEMBRO DE 1973, QUE DISPÕE SOBRE OS REGISTROS PÚBLICOS, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS. CAPÍTULO IX DO ÓBITO Art. 77 Nenhum sepultamento será feito sem certidão, do oficial de registro do lugar do falecimento, extraída após a lavratura do assento de óbito, em vista do atestado de médico, se houver no lugar, ou em caso contrário, de duas pessoas qualificadas que tiverem presenciado ou verificado a morte. Art. 87. O assentamento de óbito ocorrido em hospital, prisão ou outro qualquer estabelecimento público será feito, em falta de declaração de parentes, segundo a da respectiva administração, observadas as disposições dos artigos 80 a 83; e o relativo a pessoa encontrada acidental ou violentamente morta, segundo a comunicação, ex oficio, das autoridades policiais, às quais incumbe fazê-la logo que tenham conhecimento do fato. (Renumerado do art. 88, pela Lei nº 6.216, de 1975). Brasília, 31 de dezembro de 1973; 152º da Independência e 85º da República. EMÍLIO G. MÉDICI LEI Nº 5.452, DE 22 DE DEZEMBRO DE 1986, QUE REORGANIZA OS SERVIÇOS DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS NO ESTADO DE SÃO PAULO. CAPÍTULO I Das Disposições Preliminares Artigo 1º - Os Serviços de Verificação de Óbitos no Estado de São Paulo ficam reorganizados nos termos desta lei. Artigo 2º - Os Serviços de Verificação de Óbitos têm por finalidade: I - esclarecer a causa mortis em casos de óbito por moléstia mal definida ou sem assistência médica;
4 4 Artigo 3º - Compete aos Serviços de Verificação de Óbitos: I - realizar as necropsias de pessoas falecidas de morte natural sem assistência médica ou com atestado de óbito de moléstia mal definida, inclusive os que lhe forem encaminhados pelo Instituto Médico Legal do Estado - IML, fornecendo os respectivos atestados de óbito; III - remover para o IML os casos suspeitos de morte violenta verificados antes ou no decorrer da necropsia e aqueles, de morte natural, de identificação desconhecida, enviando, sempre que couber, comunicação à autoridade policial; Artigo 7º - Os oficiais de Registro Civil dos municípios onde haja Serviços de Verificação de Óbitos não registrarão atestados de óbito com moléstia mal definida, encaminhando os interessados ao SVO, que providenciará necropsia. Se, após esta, a moléstia não for esclarecida, os cartórios de Registro Civil registrarão o atestado expedido pelo Serviço. (grifo nosso). CAPÍTULO V Das Disposições Transitórias Artigo 2º Nos municípios do Interior do Estado onde não houver SVO, os óbitos de pessoas falecidas de morte natural sem assistência médica deverão ter seus atestados fornecidos por médico da Secretaria da Saúde e, na sua falta, por qualquer outro médico da localidade. (grifo nosso). 1º - Em qualquer dos casos, deverá constar do atestado que a morte ocorreu sem assistência médica. 2º - Se houver suspeita de que a morte tenha ocorrido por causa violenta, o médico deverá comunicar o fato à autoridade policial. Palácio dos Bandeirantes, 22 de dezembro de FRANCO MONTORO
5 5 PORTARIA Nº DE 29 DE JUNHO DE 2006 QUE INSTITUI A REDE NACIONAL DE SERVIÇOS DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITO E ESCLARECIMENTO DA CAUSA MORTIS (SVO). Art. 8º Os SVO serão implantados, organizados e capacitados para executarem as seguintes funções: I - realizar necropsias de pessoas falecidas de morte natural sem ou com assistência médica (sem elucidação diagnóstica), inclusive os casos encaminhadas pelo Instituto Médico Legal (IML); II - transferir ao IML os casos: a) confirmados ou suspeitos de morte por causas externas, verificados antes ou no decorrer da necropsia; b) em estado avançado de decomposição; e c) de morte natural de identidade desconhecida; V - garantir a emissão das declarações de óbito dos cadáveres examinados no serviço, por profissionais da instituição ou contratados para este fim, em suas instalações; ARIONALDO BOMFIM ROSENDO RESOLUÇÃO CFM Nº 1.779/2005, QUE REGULAMENTA A RESPONSABILIDADE MÉDICA NO FORNECIMENTO DA DECLARAÇÃO DE ÓBITO. REVOGA A RESOLUÇÃO CFM Nº 1.601/2000. CONSIDERANDO o que consta nos artigos do Código de Ética Médica: CAPÍTULO III RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL É vedado ao médico: Art. 11. Receitar, atestar ou emitir laudos de forma secreta ou ilegível, sem a devida identificação de seu número de registro no Conselho Regional de Medicina da sua jurisdição, bem como assinar em branco folhas de receituários, atestados, laudos ou quaisquer outros documentos médicos.
6 6 Art. 21. Deixar de colaborar com as autoridades sanitárias ou infringir a legislação pertinente. CAPÍTULO X DOCUMENTOS MÉDICOS É vedado ao médico: Art. 80. Expedir documento médico sem ter praticado ato profissional que o justifique, que seja tendencioso ou que não corresponda à verdade. Art. 83. Atestar óbito quando não o tenha verificado pessoalmente, ou quando não tenha prestado assistência ao paciente, salvo, no último caso, se o fizer como plantonista, médico substituto ou em caso de necropsia e verificação médico-legal. Art. 84. Deixar de atestar óbito de paciente ao qual vinha prestando assistência, exceto quando houver indícios de morte violenta. Art. 91. Deixar de atestar atos executados no exercício profissional, quando solicitado pelo paciente ou por seu representante legal. CONSIDERANDO que Declaração de Óbito é parte integrante da assistência médica; CONSIDERANDO a Declaração de Óbito como fonte imprescindível de dados epidemiológicos; CONSIDERANDO que a morte natural tem como causa a doença ou lesão que iniciou a sucessão de eventos mórbidos que diretamente causaram o óbito; CONSIDERANDO que a morte não-natural é aquela que sobrevém em decorrência de causas externas violentas; CONSIDERANDO a necessidade de regulamentar a responsabilidade médica no fornecimento da Declaração de Óbito; CONSIDERANDO, finalmente, o decidido em sessão plenária realizada em 11 de novembro de 2005, RESOLVE: Art. 1º O preenchimento dos dados constantes na Declaração de Óbito é da responsabilidade do médico que atestou a morte.
7 7 Art. 2º Os médicos, quando do preenchimento da Declaração de Óbito, obedecerão as seguintes normas: 1) Morte natural: I. Morte sem assistência médica: a) Nas localidades com Serviço de Verificação de Óbitos (SVO): A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do SVO; b) Nas localidades sem SVO: A Declaração de Óbito deverá ser fornecida pelos médicos do serviço público de saúde mais próximo do local onde ocorreu o evento; na sua ausência, por qualquer médico da localidade. (grifo nosso). II. Morte com assistência médica: a) A Declaração de Óbito deverá ser fornecida, sempre que possível, pelo médico que vinha prestando assistência ao paciente. b) A Declaração de Óbito do paciente internado sob regime hospitalar deverá ser fornecida pelo médico assistente e, na sua falta por médico substituto pertencente à instituição. c) A declaração de óbito do paciente em tratamento sob regime ambulatorial deverá ser fornecida por médico designado pela instituição que prestava assistência, ou pelo SVO; d) A Declaração de Óbito do paciente em tratamento sob regime domiciliar (Programa Saúde da Família, internação domiciliar e outros) deverá ser fornecida pelo médico pertencente ao programa ao qual o paciente estava cadastrado, ou pelo SVO, caso o médico não consiga correlacionar o óbito com o quadro clínico concernente ao acompanhamento do paciente. 2) Morte fetal: Em caso de morte fetal, os médicos que prestaram assistência à mãe ficam obrigados a fornecer a Declaração de Óbito quando a gestação tiver duração igual ou superior a 20 semanas ou o feto tiver peso corporal igual ou superior a 500 (quinhentos) gramas e/ou estatura igual ou superior a 25 cm.
8 8 3) Mortes violentas ou não naturais: A Declaração de Óbito deverá, obrigatoriamente, ser fornecida pelos serviços médico-legais. Parágrafo único. Nas localidades onde existir apenas 1 (um) médico, este é o responsável pelo fornecimento da Declaração de Óbito. Art. 3º Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação e revoga a Resolução CFM nº 1.601/00. Brasília-DF, 11 de novembro de EDSON DE OLIVEIRA ANDRADE Presidente LÍVIA BARROS GARÇÃO Secretária-Geral CID X (CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS) R95-R99 Causas mal definidas e desconhecidas de mortalidade. Exclui: morte fetal de causa não especificada (P95) morte obstétrica SOE (O95) R95 Síndrome da morte súbita na infância R96 Outras mortes súbitas de causa desconhecida Exclui: morte súbita cardíaca assim descrita (I46.1) síndrome da morte súbita na infância (R95) R96.0 Morte instantânea R96.1 Morte que ocorre em menos de 24 horas após o início dos sintomas, que não pode ser explicada
9 9 Morte sabidamente não-violenta nem instantânea para a qual não se pode descobrir causa Morto sem sinal de doença R98 Morte sem assistência Encontrado(a) morto(a) Morte em circunstâncias nas quais o corpo do(a) falecido(a) foi encontrado e não se pode descobrir causa R99 Outras causas mal definidas e as não especificadas de mortalidade Causa desconhecida de morte Portanto, em face da legislação vigente e das portarias e normas acima descritas, vislumbram-se as seguintes situações, em relação ao fornecimento da declaração de óbito: MORTE NATURAL, COM ASSISTÊNCIA MÉDICA E DE CAUSA CONHECIDA: O médico assistente tem a obrigação ética e legal de fornecer a Declaração de Óbito, realizando o preenchimento protocolar do bloco V da DO, mediante aposição, nos campos pertinentes, dos diagnósticos consequenciais terminais, consequenciais intermediários se houverem -, e da causa básica da morte. LOCAIS ONDE NÃO HÁ MÉDICO, TANTO NOS CASOS DE MORTES NATURAIS QUANTO VIOLENTAS: Duas pessoas idôneas declaram o óbito, sendo que nos casos de morte violenta os declarantes serão previamente nomeados pela autoridade pertinente. LOCAIS ONDE HÁ MÉDICO, TODAVIA NÃO EXISTE SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS, NÃO EXISTE INSTITUTO MÉDICO LEGAL E NÃO HÁ MÉDICOS DO SERVIÇO DE SAÚDE PÚBLICO FEDERAL, ESTADUAL OU MUNICIPAL: Casos de morte sem suspeita de violência e sem assistência médica:
10 10 Qualquer médico da cidade deverá fornecer a DO, devendo consignar a causa da morte como Indeterminada. Casos de morte de causa externa, ou em que haja suspeita de violência: autoridade pertinente. Médico nomeado Perito Ad Hoc, pela LOCAIS ONDE HÁ MÉDICOS DO SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS E INSTITUTO MÉDICO LEGAL Morte natural - sem suspeita de causa externa (violência) - e sem assistência médica: O corpo deve ser encaminhado para o SVO, para a realização do exame necroscópico, sendo a DO fornecida pelo Médico do SVO. Se não for possível se determinar a causa da morte, mesmo depois do exame necroscópico pelo SVO, a causa da morte deverá ser consignada como Morte Indeterminada ou óbito de Causa Mal Definida, em conformidade com a Classificação Internacional de Doenças. Morte violenta, ou em que haja suspeita de causa externa, ou no caso de cadáveres desconhecidos: O corpo deverá ser encaminhado ao Instituto Médico Legal, para realização do exame necroscópico, mediante requisição da autoridade policial. Se não for possível se determinar a causa da morte, mesmo depois do exame necroscópico pelo IML, a causa da morte deverá ser consignada como Morte de Causa Indeterminada ou óbito de Causa Mal Definida, em conformidade com a Classificação Internacional de Doenças. LOCAIS ONDE HÁ INSTITUTO MÉDICO LEGAL, NÃO HÁ SERVIÇO DE VERIFICAÇÃO DE ÓBITOS E HÁ MÉDICO DO SERVIÇO DE SAÚDE PÚBLICO FEDERAL, OU ESTADUAL, OU MUNICIPAL: Morte natural - sem suspeita de causa externa (violência) - e sem assistência médica: A declaração de óbito deverá ser fornecida por médico do serviço de saúde público federal, estadual ou municipal; tal declaração de óbito não deverá ser fornecida pelo Instituto Médico Legal. Nestes casos, o médico do serviço público de saúde/assistencial deverá constatar o óbito e, posto que se trate de óbito sem assistência médica, sendo fato que o médico servidor público desconhece a sua
11 11 causa, preencherá o atestado de óbito como causa mortis indeterminada. N ausência de médico do serviço público de saúde, qualquer médico do serviço privado poderá fornecer a declaração de óbito, consignando que se trata de morte sem assistência médica e atestando o óbito como de causa indeterminada ou óbito de causa mal definida. Morte violenta, ou em que haja suspeita de causa externa, ou em caso de cadáver desconhecido: O corpo deverá ser encaminhado ao Instituto Médico Legal, para realização do exame necroscópico, mediante requisição da autoridade pertinente. Se não for possível se determinar a causa da morte, mesmo depois do exame necroscópico pelo IML, a causa da morte deverá ser consignada como Morte de Causa Indeterminada ou óbito de Causa Mal Definida, em conformidade com a Classificação Internacional de Doenças. Conclui-se, portanto, em face da presente Consulta, como se trata de cidade do Estado de São Paulo, onde há médicos do serviço de saúde assistencial, servidores públicos, caberá a estes médicos o fornecimento de declarações de óbitos nos casos de mortes naturais sem suspeita de violência e sem assistência médica, que declararão o óbito como de causa Mal Definida. Na eventual falta de médicos do serviço público de saúde, qualquer médico do serviço de saúde privado poderá fornecer a declaração de óbito, consignando se tratar de morte sem assistência médica e atestando a morte como de causa Mal Definida. Necessário se faz frisar que tais declarações de óbitos não devem ser fornecidas pelo IML, que somente fornecerá declarações de óbitos nas mortes de causas externas, ou em que haja suspeita de violência, ou nos casos de cadáveres de desconhecidos, mediante a necessária e obrigatória requisição de exame necroscópico pela autoridade pertinente. Este é o nosso parecer, s.m.j. Conselheiro Henrique Carlos Gonçalves PARECER APROVADO NA REUNIÃO DA CÂMARA TÉCNICA DE MEDICINA LEGAL, REALIZADA EM 13/02/2014 APROVADO NA REUNIÃO DA CÂMARA DE CONSULTAS, REALIZADA EM HOMOLOGADO NA 4.599ª REUNIÃO PLENÁRIA, REALIZADA EM
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