Sociedade Ponto Verde. Versão revista Junho 2015
|
|
|
- Mauro Peralta de Lacerda
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 Versão revista Junho 2015 Sociedade Ponto Verde O Relatório de Atividades da Sociedade Ponto Verde é elaborado para dar resposta ao definido no despacho conjunto n.º 316/99, de 15 de Abril de 1999, que estabelece as linhas da elaboração do reporte anual a que esta entidade se encontra obrigada. Este relatório contempla informação nas suas diversas vertentes da atividade desenvolvida pela Sociedade Ponto Verde.
2
3 NOTA INTRODUTÓRIA... 6 ENQUADRAMENTO... 9 O ANO EM REVISTA A ORGANIZAÇÃO VISÃO E MISSÃO PERFIL DA ORGANIZAÇÃO STAKEHOLDERS Colaboradores Acionistas PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES Participação na Pro-Europe Participação em Organizações Sectoriais POLÍTICA DE QUALIDADE E AMBIENTE INDICADORES DE ACTIVIDADE DESEMPENHO ECONÓMICO VALORES UNITÁRIOS Valor Ponto Verde (VPV) Valor de Retoma (VR) Valores de Contrapartida Valor de Contrapartida (VC) Valor de Contrapartida (Escórias metálicas com garantia de retoma) Valor de Informação Complementar (VIC) Valor de Informação e Motivação (VIM) ENQUADRAMENTO CONTRATUAL GESTÃO DO FLUXO URBANO OPERADORES DE RECOLHA Sistemas Municipais Outros Operadores de Recolha (VIDREIRAS) RETOMADORES RETOMAS Retomas por Material Retomas por SGRU Retomas por Retomador Vidro Papel/Cartão ÍNDICE 1
4 Plástico Aço Alumínio Madeira MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DOS RESÍDUOS ENTREGUES PARA RETOMA Monitorização pelos parceiros (Retomadores e SGRU) Monitorização pela SPV GESTÃO FLUXO NÃO URBANO OPERADORES DE GESTÃO DE RESÍDUOS REPORTE DE INFORMAÇÃO Comparação anual por material Reporte de OGR por Material em Vidro Papel/Cartão Plástico Metal Madeira VERDORECA ADESÕES TAXA DE ADESÃO MISSÃO RECICLAR HORECA EMBALADORES/IMPORTADORES QUANTIDADES DE EMBALAGENS DECLARADAS CONTRATOS CELEBRADOS PESO DOS EMBALADORES/IMPORTADORES MARCAÇÃO ABUSIVA DE EMBALAGENS COM O SÍMBOLO PONTO VERDE AUDITORIAS PORTAL SPVnet ARTICULAÇÃO COM OUTRAS ENTIDADES GESTORAS COMUNICAÇÃO COMUNICAÇÃO COM O PUBLICO Campanha Nacional Missão Reciclar Apoio a ações locais dos SGRU cofinanciadas pela SPV Ecobags REVISTA RECICLA ZOO RELAÇÕES PUBLICAS E INSTITUCIONAIS Relações de imprensa Redes Sociais Site SPV Institucional ÍNDICE 2
5 11. INVESTIGAÇÃO E DESENVOLVIMENTO AÇÕES PLANEADAS PARA DESEMPENHO AMBIENTAL SISTEMA INTEGRADO DE QUALIDADE E AMBIENTE CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO INDICADORES AMBIENTAIS Materiais Energia Água Biodiversidade Resíduos DESEMPENHO SOCIAL RECURSOS HUMANOS Saúde, Higiene e Segurança no trabalho Formação de colaboradores Ações Empresa PARCERIAS GLOSSÁRIO ABREVIATURAS QUADRO CORRESPONDÊNCIA ANEXOS ÍNDICE 3
6 Figura 1. Corpo Acionista da Sociedade Ponto Verde Figura 2. Países Membros da Pro-europe Figura 3. Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) para o Fluxo Urbano Figura 4. Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) para o Fluxo não Urbano 27 Figura 5. Modelo gráfico de aplicação dos valores de contrapartida Figura 6. Cobertura do Sistema Ponto Verde Figura 7. Mapa da Cobertura Territorial a Figura 8. Distribuição geográfica das unidades fabris e locais de descarga dos diversos Retomadores. 39 Figura 9. Evolução das quantidades (t) retomadas por origem no fluxo urbano Figura 10. Evolução das Quantidades (t) Retomadas por Material no Fluxo Urbano Figura 11. Distribuição Percentual dos Resíduos Urbanos Retomados em 2013 e 2014, por Material. 44 Figura 12. Distribuição percentual das retomas totais (recolha seletiva) por SGRU Figura 13. Quantidades totais (t) por SGRU encaminhadas para reciclagem em 2014 (recolha seletiva, compostagem, TMB e incineração) Figura 14. Quantidades totais (t) por SGRU encaminhadas para reciclagem em 2014 (recolha seletiva) 46 Figura 15. Retomas per capita dos materiais que fazem parte do modelo VC em cada Sistema Aderente Figura 16. Retomas per capita de papel cartão e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC Figura 17. Retomas per capita de ECAL e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC 49 Figura 18. Retomas per capita de plástico (exceto mistos e outros plásticos) e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC Figura 19. Retomas per capita de aço e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC.. 51 Figura 20. Retomas per capita de alumínio e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC Figura 21. Retomas de Vidro, em 2014, por retomador Figura 22. Retomas de Papel/Cartão, em 2014, por retomador Figura 23. Retomas de Polietileno (PEAD+Filme), em 2014, por Retomador Figura 24. Retomas de PET, em 2014, por retomador Figura 25. Retomas de EPS, em 2014, por Retomador Figura 26. Retomas de Aço, em 2014, por Retomador Figura 27. Retomas de Alumínio, em 2014, por Retomador Figura 28. Retomas de Madeira, em 2014, por Retomador Figura 29. % do material reclamado em peso, em Figura 30. Oportunidades de melhoria em Figura 31. Média de Teor de Produto, dos lotes por SGRU Figura 32. Constituição Média das Não Conformidades em Figura 33. Caracterizações de % Embalagem de Papel/Cartão Figura 34. Evolução do número de OGR do fluxo não urbano, por ano Figura 35. Distribuição dos locais de carga dos OGR da Rede Extra Urbano por distrito Figura 36. Evolução das quantidades reportadas no fluxo não urbano entre 2013 e 2014, por material Figura 37. Proporção dos resíduos perigosos de embalagem entre materiais Figura 38. Vidro reportado em 2014 por OGR Figura 39. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de papel/cartão em ÍNDICE 4
7 Figura 40. Papel/Cartão reportado em 2014 por OGR gráfico 1 de Figura 41. Papel/Cartão reportado em 2014 por OGR gráfico 2 de Figura 42. Papel/Cartão reportado em 2014 por OGR gráfico 3 de Figura 43. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de plástico em Figura 44. Plástico reportado em 2014 por OGR gráfico 1 de Figura 45. Plástico reportado em 2014 por OGR gráfico 2 de Figura 46. Plástico reportado em 2014 por OGR gráfico 3 de Figura 47. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de metal em Figura 48. Metal reportado em 2014 por OGR gráfico 1 de Figura 49. Metal reportado em 2014 por OGR gráfico 2 de Figura 50. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de madeira em Figura 51. Madeira reportada em 2014 por OGR gráfico 1 de Figura 52. Madeira reportada em 2014 por OGR gráfico 2 de Figura 53. N.º de Estabelecimentos visitados, por SGRU Figura 54. Percentagem de Estabelecimentos Aderentes ao VERDORECA, global e por SGRU Figura 55. Percentagem de estabelecimentos separadores, global e por SGRU Figura 56. Razões indicadas pelos Estabelecimentos para não separar Figura 57. Distância do Ecoponto, global e por SGRU Figura 58. Distância ao Ecoponto Figura 59. Como aumentar a participação na recolha seletiva? Figura 60. Evolução Anual dos Novos Contratos Celebrados e dos Aderentes com Contrato Ativo Figura 61. Modalidades de Declaração, por Número de Aderentes, em Figura 62. Modalidades de declaração, por Quantidades Declaradas, em Figura 63. Distribuição dos Aderentes por valor da Contribuição Ponto Verde Relativa ao Ano de Figura 64. Distribuição das Quantidades Declaradas por Sector de Atividade, em Figura 65. Número de Noticias por Meios Figura 66. Certificado NP EN ISO9001:2008 e Certificado NP EN ISO14001: Figura 67. Consumo de eletricidade nas instalações da SPV, total e mensal, desde Figura 68. Mix médio de fontes de energia (dados de 2013) Figura 69. Consumo de água nas instalações da SPV, total e mensal, de 2005 a Figura 70. Evolução da produção diária de resíduos, para cada fração Figura 71. Distribuição dos colaboradores da SPV por área funcional e por género Figura 72. Resultados Globais do Cliente Mistério Figura 73. Team Day de Verão (03/07/2014) e Team Day de Inverno (19/12/2014) Tabela 1: Tabela de VPV para Tabela 2. Valores de Contrapartida para Tabela 3. Valores de Contrapartida financeira para escórias metálicas de incineração com garantia de retoma para Tabela 4. Valores de VIC para Tabela 5. Evolução das quantidades retomadas (t) por material Tabela 6. Evolução do n.º de Adesões, rescisões e respetiva taxa de rescisão Tabela 7. Taxa de Adesão do VERDORECA Tabela 8. Quantidades Declaradas à SPV em 2014 e ÍNDICE 5
8 Os resultados alcançados no ano de 2014, resultam não só de uma gestão criteriosa e rigorosa do Sistema Integrado de Resíduos de Embalagens (SIGRE), à semelhança do ocorrido em anos anteriores, mas também refletem a ligeira retoma da atividade económica verificada a nível nacional e que essencialmente se traduziu, em termos de implicações na atividade da Sociedade Ponto Verde (SPV), num acréscimo do consumo de produtos embalados com o consequente aumento das quantidades declaradas que financiaram os custos crescentes decorrentes do aumento das quantidades recolhidas pelos Sistemas Municipais e encaminhadas para reciclagem através da SPV. O ano de 2014 não deixou de ser, tal como em exercícios anteriores, um ano de desafios, face à indefinição quanto ao conteúdo de uma futura Licença e à data de entrada em vigor da mesma. Estas incertezas não impediram no entanto, a nossa determinação em procurar, tal como o temos feito nestes últimos 18 anos, de continuar a nossa missão, de contribuir, em articulação com todos os nossos stakeholders, para aumentar as taxas de reciclagem dos resíduos de embalagem. O ano de 2014, foi um ano de continuidade, cuja atividade teve como referencial uma Licença em vias de extinção, prorrogada de três em três meses e que continuou a exigir um esforço suplementar na concretização de adesões, retomas, ações de comunicação, que permitiram que a Sociedade Ponto Verde, se continuasse a afirmar no universo das Sociedades Gestoras de Fluxos Específicos de Resíduos e nomeadamente no dos resíduos de embalagens, como entidade relevante para a prossecução das políticas de Ambiente em Portugal. Os resultados obtidos garantem e demonstram que a Sociedade Ponto Verde, num ano de indecisões quanto à nova Licença e por isso com perspetivas mitigadas quanto ao futuro, continua a ser a solução mais adequada para a gestão do SIGRE, dando cumprimento às obrigações legais dos embaladores/ importadores de produtos embalados bem como dos restantes stakeholders por forma a contribuir por parte de Portugal para o atingimento das metas de reciclagem, em alinhamento com os objetivos do PERSU 2020 e dos princípios que suportam o conceito de uma Economia Circular. O ano de 2014 e na vertente respeitante à nova Licença, cuja decisão das autoridades competentes vem sendo sucessivamente adiada desde 2012, ao induzir incertezas quanto ao futuro - dado que a nova Licença pretende introduzir um novo paradigma quanto à gestão de fluxos específicos - tem sido um fator limitante a um planeamento a longo prazo por parte da SPV. NOTA INTRODUTORIA 6
9 O Conselho de Administração ao constituir em 2013 um grupo de trabalho, integrando os membros que deverão representar a SPV, com a finalidade de efetuar o acompanhamento do processo de licenciamento em curso até à sua conclusão assegurou assim um acompanhamento privilegiado de todo o processo e do qual resultaram as várias pronúncias que a SPV teve oportunidade de apresentar junto da Tutela. Igualmente condicionante da nossa atividade foi a possibilidade de virem a coexistir mais do que uma entidade gestora para gerir o universo das embalagens até agora geridas pela Sociedade Ponto Verde. A concretizar-se esta hipótese, novos desafios se irão colocar em 2015 exigindo um esforço complementar para lidar com uma nova realidade. Conscientes de que o desempenho da Sociedade Ponto Verde desde que foi criado o SIGRE, tem sido positivo em todas as vertentes em que tem atuado e assumindo a vontade de continuar a geri-lo após 2014, continuamos a acreditar que o sistema que fomos construindo e melhorando é o mais adequado à realidade portuguesa e que aliás é seguido a nível europeu. Os resultados obtidos, são uma tradução do trabalho desenvolvido pela SPV em articulação com os seus parceiros do SIGRE, pugnando sempre por uma clara otimização dos meios disponíveis e dos recursos humanos, financeiros e tecnológicos, tirando partido da larga experiência e maturidade do SIGRE. O processo de revisão da Legislação sobre Resíduos, no que concerne à revisão do DL 366-A/97 sobre embalagens continua a ser um fator de instabilidade, a qual ao ser adiada sistematicamente não permite a resolução de problemas derivados da falta de clarificação da mesma. A não revisão da legislação tem sido, aliás, um dos fatores que mais tem contribuído para a existência de opiniões dissonantes entre a SPV e a entidade licenciadora, no âmbito do processo de licenciamento em curso. A SPV continua a implementar procedimentos de melhoria contínua no âmbito da Certificação em Qualidade e Ambiente obtida em 2007, a qual confirmou que a Sociedade Ponto Verde, dando cumprimento a uma das obrigações da Licença, garante o melhor serviço a todos os seus clientes e assegura, quer interna quer externamente, a observância dos requisitos ambientais decorrentes da Legislação. As quantidades declaradas à Sociedade Ponto Verde por parte dos Embaladores/ Importadores inverteram a tendência decrescente que já vinha de 2011, situação decorrente da ligeira retoma económica favorável pela qual passou o tecido empresarial em Portugal e que levou também a um aumento de consumo por parte da população. NOTA INTRODUTORIA 7
10 A retoma de materiais para encaminhamento para valorização através da reciclagem cresceu relativamente a 2013, contribuindo assim para manter o posicionamento da empresa como o player mais importante no mercado dos resíduos. Desde 2013 que se encontram suspensas as candidaturas de projetos de Investigação & Desenvolvimento, com carácter plurianual, até que se encontre clarificado todo o processo de atribuição da nova Licença. Mensagem do Conselho de Administração NOTA INTRODUTORIA 8
11 O Relatório de Atividades da Sociedade Ponto Verde é elaborado para dar resposta ao definido no despacho conjunto n.º 316/99, de 15 de Abril de 1999, que estabelece as linhas da elaboração do reporte anual a que esta entidade se encontra obrigada, sendo que se apresenta na pág. 113 e 114, o quadro de correspondência entre o relatório e o conteúdo definido no despacho. O relatório contempla informação nas suas diversas vertentes da atividade desenvolvida pela Sociedade Ponto Verde, traduzindo o esforço para uma partilha transparente e completa da sua atividade ao longo do ano civil de Para complementar a informação constante no presente relatório pode ser consultada a página na internet onde para além de informação detalhada sobre a atividades e projetos da empresa, é possível encontrar os relatórios relativos a anos anteriores. Para outras informações ou dúvidas sobre o conteúdo de presente relatório, por favor, contacte com a empresa. Departamento de Planeamento e Projetos Tel.: Fax: [email protected] ENQUADRAMENTO 9
12 Há muitas formas de separar Utilizando ecopontos domésticos, sacos do lixo coloridos, sacos reutilizáveis ou ecobags, qualquer forma é positiva para separar, para além dos sacos de plástico Azeitonas cantam nova versão de Ray-dee-oh e incentivam a separação de resíduos Novos refrões e rimas. Valeu tudo para colocar os jovens de Norte a Sul do País a cantar pela reciclagem e pelo ambiente, num desafio lançado pela Sociedade Ponto Verde no âmbito do Recicla Challenge, uma das atividades que integrou o Roadshow Projeto 80 - Edição 2013/ Secretaria de Estado do Desporto e Juventude com certificação 3R6 da Sociedade Ponto Verde Saber mais para fazer melhor Começou no dia 30 de Agosto a 2ª fase do projeto que pretende estudar onde são produzidos e como são separados os resíduos de embalagens: nos lares (domésticos) e no comércio e serviços (não domésticos) Portugueses enviaram para reciclagem mais 8% de resíduos urbanos de embalagens No primeiro semestre deste ano, foram mais de 180 mil as toneladas de resíduos domésticos de embalagens, do pequeno comércio e HORECA, enviadas para reciclagem. O plástico foi o material que registou o maior crescimento Sociedade Ponto Verde, Música no Coração e MEO promovem reciclagem no MEO Sudoeste Além do sol e de momentos únicos com alguns dos melhores músicos do planeta, a Herdade da Casa Branca andou de mãos dadas com a proteção do ambiente. Com a parceria da promotora Música no Coração e com o O ANO EM REVISTA 10
13 MEO, o Festival MEO Sudoeste teve em 2014 a certificação 3R6 pelo encaminhamento para reciclagem dos resíduos gerados no seu recinto Sociedade Ponto Verde e Super Bock Super Rock juntos pela primeira vez Música e ambiente uniram-se pela primeira vez no festival Super Bock Super Rock através da parceria estabelecida entre a Sociedade Ponto Verde e a organização do festival para a certificação 3R6 e a compensação das suas emissões de CO Sociedade Ponto Verde apresentou estudo sobre o impacto na sustentabilidade da gestão de resíduos urbanos A criação de emprego, o impacto na economia e no ambiente foram os principais indicadores avaliados no estudo apresentado, em Lisboa Sociedade Ponto Verde bateu à porta de mais de 500 mil lares. A Sociedade Ponto Verde fez o primeiro balanço da sua maior ação de sensibilização de lares. A Missão Reciclar percorreu, nos primeiros 6 meses, 29 municípios e entregou mais de 83 mil ecopontos domésticos. No canal HORECA (hotéis, restaurantes e cafés), foram visitados mais de pontos de venda, em 7 municípios ISEG organiza evento sobre sustentabilidade, inovação e empreendedorismo No âmbito da Pós-Graduação em Gestão da Sustentabilidade do ISEG, foi organizado no dia 5 de Junho, um evento sobre Sustentabilidade, Inovação e Empreendedorismo, uma iniciativa com o apoio da Sociedade Ponto Verde Sociedade Ponto Verde requalifica o Bosque Encantado no Jardim Zoológico, com resíduos de embalagem reciclados A intervenção no espaço do antigo parque das merendas permitiu à Sociedade Ponto Verde demonstrar que as embalagens colocadas no ecoponto e recicladas podem transformar-se em novos materiais, fechando assim o seu ciclo Rock in Rio e Sociedade Ponto Verde juntos pela reciclagem e compensação das emissões de carbono O cartaz do Rock in Rio não podia ficar completo sem o contributo para o ambiente. Pela 3ª edição consecutiva, o evento tem a certificação 3R6 pelo O ANO EM REVISTA 11
14 encaminhamento para reciclagem dos resíduos gerados no seu recinto e vai ser neutro em carbono Guia Boa Cama Boa Mesa do Expresso estreia um indicador ambiental para restaurantes e hotéis desenvolvido em parceria com a Sociedade Ponto Verde A edição 2014 do guia Boa Cama Boa Mesa revelou os primeiros resultados da avaliação de boas práticas ambientais nos alojamentos e restaurantes nacionais, em colaboração com a Sociedade Ponto Verde Jovens de 18 cidades reciclam letra da música Ray-dee-oh Ao som da música dos Azeitonas, a reciclagem de resíduos de embalagem foi um dos temas mais ouvidos no Roadshow Projeto 80. Conheça as letras na página de facebook da Sociedade Ponto Verde Código Verde: Green Project Awards, Sociedade Ponto Verde e TSF parceiros em nova rubrica de rádio Código Verde é o nome da rubrica da TSF, que estreou, numa parceria da estação de rádio com o Green Project Awards e a Sociedade Ponto Verde Sociedade Ponto Verde distingue obras literárias que promovam o Desenvolvimento Sustentável e a Economia Verde Incentivar e promover a publicação de obras ainda não publicadas, nomeadamente de natureza académica e científica, nas temáticas que contribuem para o desenvolvimento sustentável e a economia verde, é o objetivo do Prémio Obra Escrita Original Green Project Awards Sociedade Ponto Verde Reciclagem aumenta 36% na Maia com o alargamento da recolha seletiva porta-a-porta Os resultados de 2013 revelaram um aumento considerável ao nível da recolha seletiva multimaterial no Concelho da Maia. O ecoponto amarelo foi o que mais cresceu com o contributo do projeto Ecoponto em Casa, promovido pela Maiambiente e que contou com o apoio da Lipor e da Sociedade Ponto Verde Reciclagem de resíduos urbanos de embalagem cresceu 7% em 2013 Portugueses enviaram para reciclagem mais de 382 mil toneladas de resíduos domésticos de embalagem e do pequeno comércio. O ANO EM REVISTA 12
15 Missão Reciclar: Sociedade Ponto Verde vai bater à porta de 2 milhões de lares A Sociedade Ponto Verde inicia uma das maiores ações de sensibilização alguma vez realizadas em Portugal para a reciclagem de resíduos de embalagens Projeto 80 de novo na estrada Sociedade Ponto Verde sensibiliza jovens para a reciclagem com o Projeto Projeto Saber mais, para fazer melhor! Saber mais, para fazer melhor! é um projeto da SPV, Lipor e Maiambiente que tem como objetivo caracterizar resíduos domésticos, no canal HORECA e em outros sectores do comércio e serviços. O ANO EM REVISTA 13
16 A Sociedade Ponto Verde é uma entidade privada, sem fins lucrativos, constituída em Novembro de 1996, com a missão de promover a recolha seletiva, a retoma e a reciclagem de resíduos de embalagens, a nível nacional. De acordo com a legislação comunitária transposta para o ordenamento jurídico nacional, a responsabilidade pela gestão e destino final dos resíduos de embalagens cabe aos operadores económicos que colocam embalagens no mercado. Contudo, essa responsabilidade pode, nos termos da lei, ser delegada numa entidade devidamente licenciada para o efeito. O Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), é gerido pela Sociedade Ponto Verde (SPV), de forma a dar cumprimento às obrigações ambientais e legais, através da organização e gestão de um circuito que garante a retoma, valorização e reciclagem de resíduos de embalagens não-reutilizáveis VISÃO E MISSÃO A Sociedade Ponto Verde assume a responsabilidade transferida pelos embaladores e outros responsáveis pela colocação de produtos acondicionados, no mercado nacional. A licença, concedida pelo Estado Português, abrange a gestão de todos os resíduos de embalagens, independentemente da sua origem urbana ou não urbana. Visão A SPV liderará o processo de valorização dos resíduos em Portugal. Transmitirá segurança, tornará transparente todo o processo de reciclagem. Será a primeira marca quando as pessoas pensarem em ambiente e a marca de referência na reciclagem. Missão Ligar a população a um futuro melhor. Ter uma visão otimista do mundo. Acreditar que a reciclagem é uma ferramenta fundamental para a proteção do planeta. Envolver-se na construção de um amanhã mais positivo. Ajudar a adotar atitudes mais sustentáveis. A ORGANIZAÇÃO 14
17 Valores A SPV rege-se por um conjunto de valores que estão patentes na forma como se apresenta ao público e comunica com a população PERFIL DA ORGANIZAÇÃO A atividade da Sociedade Ponto Verde assenta na articulação entre um alargado leque de parceiros, visando valorizar e reciclar os resíduos de embalagens contribuindo para a diminuição do volume de resíduos depositados em aterro e para a economia de recursos naturais existentes, no âmbito de uma economia circular STAKEHOLDERS As operações do SIGRE são articuladas através da SPV, o que não invalida a partilha de experiência e conhecimento específico dos acionistas e demais parceiros do SIGRE no que toca aos contributos sobre a experiência relativa às várias operações relacionadas quer com o ciclo de vida das embalagens, quer com os fluxos da gestão de resíduos. O presente relatório, pretende ser um documento de avaliação do desempenho da Sociedade Ponto Verde, nas suas vertentes económica, ambiental e social, na prossecução do seu objetivo de comunicação e de desenvolvimento sustentável e na sua adaptação a cada um dos diferentes grupos de interesse Colaboradores A SPV detém hoje um capital humano que deriva da experiência acumulada ao longo de cerca de 17 anos de atividade. A Sociedade Ponto Verde assume como compromisso estratégico o desenvolvimento de competências dos seus colaboradores para um bom desempenho da atividade na empresa. A ORGANIZAÇÃO 15
18 A estrutura funcional da Sociedade Ponto Verde encontra-se definida de acordo com a seguinte estrutura: Cada departamento desenvolve a sua atividade dando resposta às seguintes ações principais: Departamento de Marketing e Aderentes (DMA) Aderentes No âmbito da prestação de serviços aos seus clientes salienta-se: Celebração de contratos de transferência de responsabilidades com embaladores/importadores; Gestão de contratos (esclarecimento dúvidas, cobrança Valor Ponto Verde (VPV), controlo quantidades declaradas); Gestão e otimização dos interfaces com os clientes (kit adesão, plataforma e-cliente, impressos, site, brochuras); Gestão de projetos (angariação de clientes e Deteção de Free-Riders, Fornecedores de Embalagens de Serviço (FESA), Marcas Próprias ou Insígnia (MPI), Franchising). Marketing Promovemos a sensibilização e educação ambiental junto dos consumidores, através de campanhas nos meios de comunicação social e através de apoio financeiro aos planos de comunicação dos SMAUT para contacto com a população local. A proximidade e contacto com o público em geral tal como com a comunidade empresarial é visível através da gestão diária das diversas redes sociais onde está presente, bem como do site institucional, presença em eventos e feiras diversos e ações publicitárias nos meios de comunicação assim como ações de terreno de contacto direto. A ORGANIZAÇÃO 16
19 Departamento de Gestão de Resíduos (DGR) Assegurar o interface entre os operadores de recolha e triagem e as empresas gestoras de resíduos que providenciam a reciclagem dos resíduos retomados. Gestão do relacionamento com os Retomadores, SGRU, Operador de Gestão de Resíduos (OGR) e estabelecimentos HORECA (hotéis, restaurantes e cafés), bem como angariação de novos OGR, Retomadores e HORECA; Potenciar a recolha de resíduos de embalagens para reciclagem a nível urbano, tanto na recolha seletiva que constitui o principal pilar das retomas, como nos fluxos complementares. Os aumentos desejados, não se traduzem só em quantidades, pois pretende-se também explorar aumentos de eficiência que possam aportar sustentabilidade às operações; Potenciar as retomas no fluxo não urbano, sem perder de vista os necessários aumentos de eficiência das operações; Contribuir para o aumento das retomas do SIGRE, também por via da participação dos estabelecimentos HORECA nos esforços de recolha seletiva, para que estes estabelecimentos passem a separar, para além dos resíduos de embalagens obrigatórios por lei (3 categorias de bebidas), todos os restantes resíduos de embalagens. Departamento Administrativo e Financeiro (DAF) Controlo dos processos de Gestão da atividade em geral e Gestão dos fluxos Financeiros em particular de modo a garantir o correto funcionamento da empresa, bem como o seu equilíbrio Financeiro, assegurando a sustentabilidade global do SIGRE. A responsabilidade do Controlo de Gestão passa pelas seguintes ações: Elaboração do orçamento; Execuções mensais, trimestrais e anuais; Análise e identificação de desvios; Gestão de Tesouraria (cobranças, pagamentos e obrigações fiscais); Previsões de fechos de Contas anuais; Gestão de processos de compra; Gestão de Recursos Humanos, vencimentos, controlo de acessos e férias/ausências, questões laborais e de cadastro dos colaboradores; Apuramento dos Indicadores de Desempenho; Criar um ambiente informático adequado às necessidades da empresa; Coordenar o desenvolvimento e implementação de aplicações informáticas (desenvolvidas à medida das necessidades da empresa); Garantir a qualidade e manutenção do software e hardware ao serviço da empresa. A ORGANIZAÇÃO 17
20 Departamento de Planeamento e Projetos (DPP) Planear atividades da empresa, desenvolver competências e fomentar sinergias internas e externas; Gestão de projetos de I&D: avaliação e acompanhamento de projetos; Coordenação de estudos internos/externos; Negociação e fornecimento de informação às entidades institucionais; Gestão do Sistema de Gestão Integrado; Coordenação da Elaboração de Planos anuais e de longo prazo; Contacto com organizações congéneres; Participação na elaboração de propostas de Valores de Contrapartida (VC). Acompanhamento das negociações referentes ao licenciamento da empresa Acionistas A Sociedade Ponto Verde tem a seguinte estrutura acionista: Figura 1. Corpo Acionista da Sociedade Ponto Verde A Embopar com 54,2% representa as empresas embaladoras/importadoras, a Dispar com 20% representa as empresas do comércio e da distribuição e a Interfileiras também com 20% representa as empresas de produção de embalagens e de materiais de embalagens, existem ainda outros acionistas com 5.8% do capital social, nos quais se encontram a Logoplaste o INESC e 14 Câmaras Municipais A ORGANIZAÇÃO 18
21 Capital Social O capital social da Sociedade Ponto Verde de , encontra-se totalmente realizado e é representado por ações, no valor nominal de 50 Euros cada. A distribuição das ações tem a seguinte composição: Ações da Embopar; Ações da Dispar; Ações da Interfileiras; 100 Ações do INESC; 50 Ações da Logoplaste; 10 Ações da Câmara Municipal da Guarda; 10 Ações da Câmara Municipal da Póvoa do Varzim; 10 Ações da Câmara Municipal de Abrantes. 10 Ações da Câmara Municipal de Avis; 10 Ações da Câmara Municipal de Belmonte; 10 Ações da Câmara Municipal de Câmara de Lobos; 10 Ações da Câmara Municipal de Carregal do Sal; 10 Ações da Câmara Municipal de Lousada; 10 Ações da Câmara Municipal de Moura; 10 Ações da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis; 10 Ações da Câmara Municipal de Paredes; 10 Ações da Câmara Municipal de Sousel; 10 Ações da Câmara Municipal de Vieira do Minho; 10 Ações da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo; Corpos Sociais Os órgãos de decisão da Sociedade Ponto Verde são compostos pela Assembleia Geral, o Conselho de Administração, o Conselho Fiscal e uma Comissão Executiva (CE) com a seguinte composição. Assembleia Geral Paulo Olavo Cunha Presidente Mónica Vicente Julio Franco Jorge Secretário Conselho Fiscal Patrícia Manuela dos Santos Vasconcelos Presidente KPMG & Associados SROC S.A. Nuno Maria Mariano de Carvalho Jonet Maria Cristina Santos Ferreira Suplente Conselho de Administração António Augusto de Barahona Fernandes d Almeida Presidente Alexandra Maria Pinto dos Reis Ana Isabel Trigo de Morais Ana Sofia de Melo Osório do Amaral Aparício Lopes António Augusto de Andrade Tavares António Carlos Alvarez Fernandes Henriques António José Guimarães Barral Jorge Manuel Gomes Fernandes do Carmo José António Pereira Gato Bonito José de Brito Ribeiro Leonor Maria Godinho de Sá Nogueira Almeida Colaço Luís Filipe Campos Dias de Castro Reis Nuno Franscisco Ribeiro Pinto de Magalhães Pedro Jorge teixeira de Sá Rui Jorge Espírito Santo de Carvalho Comissão Executiva António José Guimarães Barral Presidente Ana Isabel Trigo Morais António Carlos Alvarez Fernandes Henriques José de Brito Ribeiro Pedro Jorge Teixeira de Sá A ORGANIZAÇÃO 19
22 1.4. PARTICIPAÇÃO EM ORGANIZAÇÕES Participação na Pro-Europe A Packaging Recovery Organization Europe, s.p.r.l., (Pro Europe), fundada em 1995, é a organização internacional, cuja função é coordenar e promover a articulação entre as Entidades Gestoras de sistemas integrados, presentes em 31 países e a ela aderentes. Estas entidades levam em conta os interesses de todos os participantes de forma a completarem o ciclo de gestão de embalagens e seus resíduos da melhor forma, a nível económico e ecológico. Trata-se de entidades que podem utilizar o Símbolo Ponto Verde. O símbolo Ponto Verde é uma marca registada internacionalmente em mais de 170 países, cujos direitos de utilização são geridos pela Pro-europe. A SPV tem vindo a colaborar e ajudar na implementação de vários sistemas integrados na Europa, através da troca de experiências e melhores práticas. Figura 2. Países Membros da Pro-europe Participação em Organizações Sectoriais A SPV mantém ligações com determinadas organizações, que permitem parcerias, envolvimento, troca de experiências e intervenção direta e indireta em determinadas áreas específicas bem como uma permanente atualização de conhecimentos. A ORGANIZAÇÃO 20
23 BCSD Para mudar comportamentos e sair do "business as usual" para uma nova forma de trabalhar, fazendo a diferença, aprendendo com as boas práticas dos parceiros e até dos concorrentes, procurando o desejável e necessário em vez do inevitável, criou-se o BCSD Portugal Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável. Esta associação sem fins lucrativos, que desde Outubro de 2001, através dos seus membros Sonae, Cimpor e Soporcel, associadas ao WBCSD - World Business Council for Sustainable Development, e em conjunto com 33 empresas de primeira linha da economia nacional têm vindo a desenvolver e promover uma forma diferente de trabalhar em Portugal. Com cerca de 100 membros, entre os quais se encontram as maiores empresas nacionais, o BCSD tem ampla representação setorial. As empresas do BCSD representam 15% do PIB nacional, valor que se traduz em mais de 25 mil milhões de euros de volume de negócios e mais de colaboradores. A missão é acreditando no papel das empresas como parte integrante da sociedade, o BCSD Portugal procura que a ação liderada por estas seja catalisadora de uma mudança rumo ao Desenvolvimento Sustentável, promovendo nas empresas a ecoeficiência, a inovação e a responsabilidade social. A SPV assume atualmente o secretariado da Mesa da Assembleia Geral do BCSD. APEMETA A Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais - APEMETA, associação empresarial do sector ambiental, privada e sem fins lucrativos foi constituída em 1989, com o objetivo de apoiar a atividade empresarial do sector, representa atualmente cerca de 130 empresas associadas. A APEMETA é a mais representativa do mercado nacional de ambiente em número de associados e tem por finalidade, promover ações que visem o desenvolvimento das empresas associadas, disponibilizando serviços de consultoria, informação técnica especializada, formação profissional e divulgação das disponibilidades e competências dos associados quer a nível nacional, quer a nível europeu. Atualmente a SPV ocupa o lugar de Presidente do Conselho Fiscal da APEMETA. OBSERVATÓRIO PONTO VERDE DO CICLO DE VIDA DA EMBALAGEM O Observatório é composto pela Escola Superior de Comercio Internacional (ESCI), a SPV e a ECOEMBES e foi constituído para recolher, produzir e publicar informação científica sobre a A ORGANIZAÇÃO 21
24 sustentabilidade das embalagens em todo o seu ciclo de vida, servindo de plataforma de colaboração em projetos sobre estas temáticas. Este Observatório com o intuito de investigar, formar e comunicar sobre gestão de embalagens e desenvolvimento sustentável, prevê atividades de comunicação ao nível de cooperação em formação superior universitária, participação em atividades de divulgação científica, transferência de conhecimentos a empresas e outros agentes mediante a organização de cursos, jornadas, seminários, redação de artigos em revistas científicas e técnicas e criação de um espaço web para divulgação das atividades do Observatório. Ao nível dos projetos prevê a participação em projetos de investigação conjunta relacionada com a gestão de embalagens e resíduos de embalagem, reciclagem e gestão da informação, desenvolvimento de ferramentas ambientais baseadas na análise de ciclo de vida e assessoria mútua em questões relacionadas com a atividade das 3 entidades. A ORGANIZAÇÃO 22
25 A Sociedade Ponto Verde foi criada para assumir o papel de entidade gestora do Sistema Integrado previsto na legislação sobre Embalagens e Resíduos de Embalagens. Na sua origem estão agentes económicos que participam em todas as etapas do ciclo de vida das embalagens: produtores de matérias-primas e embalagens, embaladores, distribuidores e operadores de gestão de resíduos. Como entidade gestora titular de Licença concedida pelo Governo, a Sociedade Ponto Verde assume as responsabilidades legais dos embaladores pela gestão de resíduos de embalagens a qual se consubstancia na reciclagem e valorização dos respetivos resíduos de embalagem de acordo com os objetivos estabelecidos na referida Licença. Nos termos da lei e da licença, as atividades da Sociedade Ponto Verde envolvem: (a) a celebração de contratos com embaladores, pelos quais a SPV assume a responsabilidade legal destes pela gestão de resíduos de embalagens, mediante a cobrança de um Ecovalor (Valor Ponto Verde); (b) a celebração de contratos com Sistemas Municipais e Multimunicipais, assumindo a obrigação de prestar a estes as contrapartidas financeiras pelos custos acrescidos da recolha seletiva e triagem de resíduos de embalagens; (c) a celebração de contratos ou acordos com outros operadores de recolha, designadamente de resíduos de embalagens não urbanos; (d) a celebração de contratos com operadores de gestão de resíduos que assegurarão a retoma e reciclagem de resíduos de embalagens, garantindo-se assim o encaminhamento dos resíduos para empresas devidamente licenciadas e/ou autorizadas para reciclagem; (e) programas plurianuais de comunicação e investigação e desenvolvimento. Sendo os colaboradores da organização considerados como um ativo fundamental da mesma, a Sociedade Ponto Verde assume como compromisso estratégico o desenvolvimento das competências necessárias, nos seus colaboradores, para o bom desempenho da atividade da empresa. Perante os seus parceiros, a Sociedade Ponto Verde assume como um dos seus princípios de gestão o compromisso na prestação de um serviço de qualidade, respeitando os requisitos legais, regulamentares e estatutários estabelecidos, assim como os princípios e requisitos de gestão estabelecidos nas normas de referência. A Direção da Sociedade Ponto Verde, através das metodologias de trabalho referidas na documentação que suporta o Sistema de Gestão Integrado, compromete-se em garantir: O planeamento, o desenvolvimento, a implementação e melhoria contínua tendo em vista a eficácia dos seus processos de gestão e da atividade; A revisão periódica do Sistema de Gestão Integrado, para que se torne cada vez mais adequado e eficaz quanto aos objetivos da organização, designadamente as metas de retoma; A adoção de boas práticas ambientais nas atividades administrativas associadas à gestão do SIGRE, privilegiando a prevenção da poluição; POLÍTICA DE QUALIDADE E AMBIENTE 23
26 A definição, o cumprimento e a revisão periódica dos objetivos e metas da qualidade e ambientais, tendo sempre em atenção as orientações desta Política de Gestão Integrada; A monitorização da satisfação dos seus clientes, quer na ótica do produto quer na do serviço; A comunicação desta Política de Gestão Integrada para que seja conhecida, compreendida e praticada por todos os seus colaboradores e pelos que trabalham em seu nome, e a sua disponibilização ao público. Consciente da importância da sua atividade para a política nacional de gestão de resíduos, a Sociedade Ponto Verde partilha com os seus Parceiros os objetivos essenciais de cumprimento das metas de retoma estabelecidas na sua Licença, através de mecanismos, conformes com a regulamentação em vigor. A Direção Geral Algés, 25 de Outubro de 2010 POLÍTICA DE QUALIDADE E AMBIENTE 24
27 A atividade desenvolvida pela Sociedade Ponto Verde assenta em termos financeiros nos seguintes referenciais (Valor Ponto Verde-VPV, Valor de Retoma Liquido - VR, Contrapartidas Financeiras VC, (Fluxo Urbano), Contrapartidas Financeiras VIM, (Fluxo Não Urbano), Comunicação, Estudos e I&D e Funcionamento Interno - Gastos Gerais). Importa também referir que os objetivos estratégicos de atividade da SPV se resumem na sua taxa de adesão, taxa de valorização e na taxa de retoma. INDICADORES ECONÓMICOS OBJETIVOS ESTRATÉGICOS Δ (14-13) Δ (13-12) Δ (12-11) Taxa de Adesão (%) 61% 1) 65% 68% -4% -3% 1% Taxa de Valorização (%) 2) 79% 78% 69% 1% 1% 1% Quantidades valorizadas energeticamente (t) 2) Taxa de Retoma (%) 74% 71% 62% 3% 9% -2% Taxa de Retoma Urbano 61% 56% 46% 5% 10% -2% Taxa de Retoma Não Urbano 104% 106% 107% -2% -1% -1% Taxa de Retoma Vidro 49% 50% 49% -1% 2% -4% Taxa de Retoma Papel/Cartão (inclui ECAL) 100% 92% 79% 7% 14% -6% Taxa de Retoma Plástico 62% 55% 43% 7% 11% 6% Taxa de Retoma Metal 104% 113% 85% -10% 28% 2% Taxa de Retoma Madeira 95% 102% 88% -7% 15% 9% Taxa de adesão VERDORECA (%) 75% 74% 74% 1% 0% 3% Novos Aderentes (n.º) Acumulado Estabelecimentos (n.º) Potencial estabelecimentos HORECA (n.º) 3 ) Estimativa qtd recolhidas Horeca (Total) (t) Vidro (t) Papel/cartão (t) Plástico (t) Metais (t) Resultados (valores em K ) Volume Negócio Resultado Líquido Valores Financeiros (valores em K ) Valor Ponto Verde Valor de Retoma Líquido Contrapartidas Financeiras Fluxo Urbano Valor Contrapartida Valor de Informação Complementar STM Contrapartidas Financeiras Fluxo Não Urbano Marketing (Ações Comunicação) Estudos e I&D Estudos I&D Funcionamento Interno (Gastos Gerais) Outros Recursos Humanos Colaboradores (n.º) ) Mercado Potencial atualizado em março de ) Dado da publicação Caracterização dos Sistemas Municipais Aderentes ao Sistema Ponto Verde de ) Valor actualizado de acordo com estudo "Universo HORECA Portugal" realizado pela empresa Canadean Limited em Fev INDICADORES DE ACTIVIDADE 25
28 O Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE), foi criado de forma a dar cumprimento às obrigações ambientais e legais, através da organização e gestão de um circuito que garante a retoma, valorização e reciclagem de resíduos de embalagens não-reutilizáveis. A Gestão de Resíduos, na Sociedade Ponto Verde, assenta em dois modelos de gestão: um para os Resíduos Urbanos de Embalagens e outro para os Resíduos Não Urbanos de Embalagens. Figura 3. Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) para o Fluxo Urbano No caso dos Resíduos Urbanos de Embalagens, a Sociedade Ponto Verde estabelece parcerias com os Sistemas Municipais (SGRU) e/ou suas Empresas Concessionárias, que efetuam a recolha seletiva e triagem dos resíduos de embalagens separados pelo cidadão/consumidor na sua área de intervenção. Os Resíduos Urbanos de Embalagens encaminhados para reciclagem podem ter quatro origens distintas: a Recolha Seletiva, Pré-Tratamento de Instalações de Tratamento Mecânico ou Mecânico e Biológico de resíduos urbanos, a Incineração e o fluxo de resíduos indiferenciados (este último, no caso da reciclagem orgânica de resíduos de embalagens como o cartão e a DESEMPENHO ECONÓMICO 26
29 madeira). Os resíduos de embalagens provenientes da recolha seletiva são obtidos através da recolha por ecopontos, porta-a-porta e/ou ecocentros e contam com a participação do cidadão/consumidor para garantir o seu sucesso. No caso dos resíduos provenientes da recolha seletiva, estes são geridos através da intervenção direta da Sociedade Ponto Verde no mercado destes resíduos, recebendo os SGRU, por cada tonelada de material de resíduo de embalagens o Valor de Contrapartida correspondente. No caso das outras duas origens, os resíduos de embalagens são provenientes da recolha indiferenciada, designando-se por isso como fluxos complementares à recolha seletiva. Para os resíduos provenientes do fluxo Complementar, o SGRU recebe o Valor de Informação Complementar (VIC) por cada tonelada encaminhada para reciclagem. Na gestão destes resíduos, não há intervenção direta da Sociedade Ponto Verde para o encaminhamento dos mesmos, sendo este operacionalizado pelo SGRU, ou seja, vende diretamente estes resíduos a entidades devidamente licenciadas para o tratamento e reciclagem dos mesmos, reportando essa informação à Sociedade Ponto Verde. Nos SGRU que dispõem de instalações de Compostagem, estes resíduos passam por uma triagem para se retirarem os resíduos de embalagens que ainda possam ser encaminhados para reciclagem. No caso da Incineração (queima com recuperação Energética) dos resíduos indiferenciados, é possível recuperar no fim do processo os resíduos de embalagens metálicas (aço e alumínio) que são encaminhados para reciclagem. Os resíduos biodegradáveis que são valorizados organicamente em instalações de compostagem também contam para as metas de reciclagem já que foram submetidos a reciclagem orgânica. Figura 4. Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens (SIGRE) para o Fluxo não Urbano DESEMPENHO ECONÓMICO 27
30 Para os Resíduos Não Urbanos de Embalagens, a parceria é estabelecida com os Operadores de Gestão de Resíduos (OGR) que procedem à recolha seletiva, triagem e encaminhamento para reciclagem dos resíduos não urbanos de embalagens produzidos em empresas de Comércio & Serviços e empresas Industriais. Sendo que pela informação reportada à SPV recebem um Valor de Informação e Motivação (VIM) VALORES UNITÁRIOS Valor Ponto Verde (VPV) As empresas embaladoras/importadoras de produtos embalados que aderem à SPV transferem para esta a responsabilidade pela reciclagem e valorização dos resíduos das embalagens que anualmente colocam no mercado e que declaram à SPV. Com base na tabela de Valores Ponto Verde, correspondente aos valores unitários por kg de cada tipo de material de embalagens não reutilizáveis, o embalador calcula a sua contribuição anual, multiplicando as quantidades de embalagens de cada material colocadas no mercado nacional pelo respetivo Valor Ponto Verde. Durante o ano de 2014, a tabela de VPV em vigor foi a seguinte: Tabela 1: Tabela de VPV para 2014 VALORES PONTO VERDE 2014 ( /Kg) SACOS DE ÂMBITO MATERIAL PRIMÁRIAS MULTIPACKS SECUNDÁRIAS TERCIÁRIAS CAIXA VIDRO 0, PLÁSTICO 0,2008 0,2008 0,1004 0,0238 0,0238 ZONA I - PAPEL E CARTÃO 0,0759 0,0759 0,0380 0,0070 0,0070 EMBALAGENS ECAL 0, DE PRODUTOS AÇO 0,0845-0,0845 0,0244 0,0244 DE GRANDE ALUMINIO 0,1447-0, CONSUMO MADEIRA 0,0136-0,0136 0,0091 0,0091 OUTROS MATERIAIS 0,2288-0,2288 0,0550 0,0550 ZONA II - EMBALAGENS DE PRODUTOS INDUSTRIAIS EMBALAGENS DE PRODUTOS INDUSTRIAIS PERIGOSOS VIDRO 0, PLÁSTICO 0, ,0238 0,0238 PAPEL E CARTÃO 0, ,0070 0,0070 AÇO 0, ,0244 0,0244 ALUMINIO 0, MADEIRA 0, ,0091 0,0091 OUTROS MATERIAIS 0, ,0550 0,0550 VIDRO 0, PLÁSTICO 0, ,0238 0,0238 PAPEL E CARTÃO 0, ,0070 0,0070 AÇO 0, ,0244 0,0244 ALUMÍNIO 0, MADEIRA ,0091 DESEMPENHO ECONÓMICO 28
31 Valor de Retoma (VR) O Valor de Retoma é o valor auferido pela Sociedade Ponto Verde pela venda dos resíduos aos retomadores que participam nos processos concursais para a retoma dos mesmos. O Valor de Retoma aplica-se apenas aos resíduos enviados para reciclagem através de pedido de retoma e que se encontrem de acordo com as especificações técnicas para o efeito, como sejam os resíduos oriundos de recolha seletiva ou escórias ferrosas e não ferrosas. O Valor de Retoma está associado aos mercados dos materiais sendo que nalguns casos pode assumir valores negativos. Quando o Valor de Retoma é negativo, a Sociedade Ponto Verde paga ao retomador para proceder à retoma dos resíduos. O histórico dos concursos realizados em 2014 e respetivos resultados encontra-se no seguinte endereço Valores de Contrapartida Valor de Contrapartida (VC) O Valor de Contrapartida corresponde à compensação financeira devida aos SGRU, pelo custo acrescido da recolha seletiva, contrapartida essa definida pelo Ministério da Economia e pelo Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, com base num modelo de cálculo que assenta na eficiência/desempenho dos sistemas e no seu potencial de capitação, com a promoção da eficiência pela incorporação de vários patamares de diferenciação de capitações de retoma e que se aplicam de forma diferenciada por tipo de material de resíduos de embalagens urbanos. Os valores de contrapartida são então fixados com base nas capitações de retoma dos materiais provenientes da recolha seletiva (kg/hab.ano), o qual permite premiar os SGRU com melhores performances per capita. Em Junho de 2011, foi publicado o despacho 8061/2011 que estabeleceu os novos valores de contrapartida a praticar em 2011, tendo durante o ano de 2014 sido aplicados os mesmos valores unitários de contrapartida financeira. Tabela 2. Valores de Contrapartida para 2014 kg/hab /t X1 X2 X3 P1 P2 P3 P4 VIDRO <14,3 <24,5 <40,8 35,00 48,00 60,00 35,00 PAPEL <8 <10 <15 122,00 136,00 149,00 122,00 ECAL <0,3 <1,8 <3 693,00 741,00 788,00 693,00 PLÁSTICO <2,1 <3,6 <15,3 732,00 782,00 832,00 732,00 PLÁSTICOS MISTOS ,00 245,00 245,00 245,00 AÇO <0,4 <0,7 <4,1 540,00 580,00 619,00 540,00 ALUMINIO <0,02 <0,04 <0,86 689,00 914, ,00 689,00 MADEIRA ,87 15,87 15,87 15,87 DESEMPENHO ECONÓMICO 29
32 O mecanismo de operacionalização do modelo é estabelecido com base na seguinte estrutura: Figura 5. Modelo gráfico de aplicação dos valores de contrapartida Em que os X s representam os per capita de cada patamar e os P s representam as contrapartidas financeiras correspondentes. X1: Média de retoma dos SGRU, aplicada a todo o território nacional e excluindo os valores nulos; X2: Função do rácio Kg/hab/ano necessário para o cumprimento da Diretiva para 2011, por material e globalmente; X3: Valor do mercado potencial de embalagens colocadas no mercado (coincidente com o total potencial de resíduos de embalagens). Sendo o quociente do mercado potencial para cada material pela população. P1: Calculado de forma a igualar os montantes totais pagos pela SPV aos SGRU, através dos métodos de cálculo utilizados no período de 2004 a 2007, sendo que se limitou este valor a um mínimo igual ao atual valor pago à T3 P2: Interpolação Linear entre o P1 e P3, para evitar casos em que P2 seja maior do que P3 P3: Valor fixo no modelo, corresponde ao Valor de Contrapartida (VC) atualmente pago pela SPV aos sistemas da tipologia T Valor de Contrapartida (Escórias metálicas com garantia de retoma) Para as Escórias com garantia de retoma dada pela SPV, as Contrapartidas Financeiras pagas pela SPV são os seguintes. DESEMPENHO ECONÓMICO 30
33 Tabela 3. Valores de Contrapartida financeira para escórias metálicas de incineração com garantia de retoma para 2014 ESCORIAS METÁLICAS DE INCINERAÇÃO (EM REGIME DE PEDIDO DE RETOMA) valores em /t. AÇO 85,00 ALUMÍNIO 575, Valor de Informação Complementar (VIC) O Valor de Informação Complementar (VIC) é pago aos SGRU relativamente aos fluxos complementares, onde se inserem os resíduos de embalagens provenientes das TMB, da Incineração, da Recolha Seletiva de material não conforme com as ET (proveniente dos SMAUT) e da Recolha Seletiva das Vidreiras. Tabela 4. Valores de VIC para 2014 RECOLHA SELETIVA NÃO CONFORME COM ET (EM REGIME DE TRANSACÇÃO DIRECTA POR PARTE DO OPERADOR DE RECOLHA) valores em /t. VIDRO 5,00 CARTÃO 5,00 ECAL 5,00 AÇO 15,00 ALUMINIO 35,00 FILME 275,00 PEAD 275,00 PET 180,00 PLÁSTICOS MISTOS 275,00 MADEIRA 5,00 ESCÓRIAS METÁLICAS DE INCINERAÇÃO (EM REGIME DE TRANSACÇÃO DIRECTA POR PARTE DO OPERADOR DE RECOLHA) valores em /t AÇO 15,00 ALUMÍNIO 35,00 TRATAMENTO MECÂNICO E BIOLOGICO (EM REGIME DE TRANSACÇÃO DIRECTA POR PARTE DO OPERADOR DE RECOLHA) valores em /t. VIDRO 5,00 CARTÃO 5,00 ECAL 5,00 AÇO 15,00 ALUMINIO 35,00 FILME 275,00 PEAD 275,00 PET 180,00 PLÁSTICOS MISTOS 275,00 MADEIRA 5,00 RECOLHA SELETIVA DAS VIDREIRAS (EM REGIME DE TRANSACÇÃO DIRECTA POR PARTE DO OPERADOR DE RECOLHA) valores em /t VIDRO 5,00 DESEMPENHO ECONÓMICO 31
34 Valor de Informação e Motivação (VIM) No modelo de gestão aplicado ao fluxo não urbano, a SPV não interfere no circuito físico de gestão dos resíduos de embalagens, recolhendo apenas a Informação do Operador de Gestão de Resíduos (OGR) relativa ao encaminhamento para reciclagem de resíduos não urbanos de embalagens, pagando um Valor de Informação e Motivação por tonelada de material de resíduo de embalagem. O OGR reporta informação respeitante às quantidades efetivamente encaminhadas para reciclagem (dentro ou fora do país) de todos os materiais de Resíduos Não Urbanos de Embalagens, provenientes de produtores de resíduos industriais e de comércio & serviços nacionais. Tabela 5. Valores de VIM para 2014 MATERIAL EUROS/TONELADA VIDRO 5,00 PAPEL/CARTÃO 5,00 PLÁSTICO 15,00 AÇO 15,00 ALUMÍNIO 35,00 MADEIRA 5,00 DESEMPENHO ECONÓMICO 32
35 A Sociedade Ponto Verde é licenciada para assegurar a gestão de todos os tipos e materiais de embalagens não reutilizáveis colocadas no mercado nacional, devendo contratar com os operadores económicos a seguir indicados: a) Embaladores e/ou responsáveis pela colocação de produtos embalados no mercado nacional; b) Fabricantes de embalagens e de matérias-primas para o fabrico de embalagens e/ou com Operadores de gestão de resíduos; c) Operadores de gestão de resíduos de embalagens; d) Municípios e/ou empresas gestoras de sistemas multimunicipais ou intermunicipais. De modo a dar cumprimento ao estabelecido na licença concedida à Sociedade Ponto Verde em 7 de Dezembro de 2004, foram estabelecidos contratos com os embaladores e/ou responsáveis pela colocação de produtos embalados no mercado nacional e com os operadores de gestão de resíduos de embalagens, e continuaram os contactos com os SGRU a fim de se concluir o processo de elaboração e negociação do contrato tipo que formalizará as relações já existentes entre a Sociedade Ponto Verde e estes. ENQUADRAMENTO CONTRATUAL 33
36 6.1 OPERADORES DE RECOLHA Sistemas Municipais Desde 1998, ano em que a legislação sobre o Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens entrou em vigor, que a Sociedade Ponto Verde tem estabelecido parcerias com Sistemas Municipais e Autarquias, com vista à recuperação por reciclagem dos resíduos de embalagens separados pelo consumidor final e recolhidos e tratados por estas entidades. Em 1998, apenas 5 Sistemas Municipais e Autarquias procediam à recolha seletiva e triagem dos resíduos de embalagem: CM Oeiras, Koch de Portugal (concessionária da CM Setúbal), Ecobeirão, Ersuc e Valorlis. Nesse ano, só os dois primeiros SGRU é que entregaram resíduos de embalagens para retoma, tendo os restantes SGRU iniciado a entrega de resíduos de embalagens para retoma em A primeira entrega de resíduos de embalagens para retoma deu-se a 10 de Julho de 1998 e foi de um lote de Aço proveniente da empresa Koch de Portugal, cujo retomador foi a empresa Batistas (Carregado). GESTÃO DO FLUXO URBANO 34
37 Figura 6. Cobertura do Sistema Ponto Verde É durante os anos de 1999 e de 2000 que se verifica um aumento significativo da adesão de novos SGRU ao Sistema Ponto Verde e consequentemente da população abrangida por recolha seletiva (ver gráfico). É neste período que os SGRU começam a dotar-se dos vários equipamentos que lhes permitem realizar a recolha seletiva e triagem dos resíduos de embalagens, como ecopontos e Centrais de Triagem essenciais para a preparação para reciclagem dos resíduos provenientes do contentor amarelo. De salientar, que no início nem todos os SGRU tinham todos os equipamentos, pelo que a SPV começou a retomar de algumas destas entidades os materiais que não exigiam triagem, como o Vidro e Papel/Cartão. Também algumas zonas do nosso país ainda não tinham o Sistema Municipal em funcionamento, pelo que foram estabelecidas parcerias com as Câmaras Municipais que tinham implementado recolha seletiva de resíduos de embalagens, como foi o caso das Câmaras Municipais de Beja, Évora, Portalegre (em representação de um grupo de CM: Castelo de Vide, Crato, Marvão, Nisa e Portalegre), Lousada, Paços de Ferreira, Santiago do Cacém, alcácer do Sal e Torres Vedras. Após entrada em funcionamento do Sistema Municipal, estas CM passaram a integrar os mesmos. Desde 1998 até aos dias de hoje, o Sistema Ponto Verde tem passado por diversas evoluções no panorama da recolha seletiva e triagem dos resíduos de embalagens do fluxo urbano, como a expansão da recolha seletiva a todo o país, a recolha dos resíduos do contentor amarelo (plástico, ECAL e metal) que até à existência da SPV não eram recolhidos nem tratados, a GESTÃO DO FLUXO URBANO 35
38 evolução das Centrais de Triagem (de manual a automáticas), bem como as várias fusões entre Sistemas Municipais que foram existindo ao longo dos últimos anos. A SPV teve um papel essencial na recolha seletiva, triagem e encaminhamento para reciclagem dos resíduos de embalagens, não só através das várias ações de formação sobre identificação e triagem dos materiais de resíduos de embalagens nas centrais de triagem de todo o país, como na procura de novas soluções de reciclagem (novos recicladores e financiamento de projetos de I&D). Não se pode deixar também de referir a importância e contributo das várias campanhas de comunicação desenvolvidas, que sensibilizaram a população para a separação das embalagens usadas. Em resultado de todo o esforço aplicado no SIGRE, não só pela SPV mas também pelos seus parceiros, foi possível assistir ao longo dos anos a uma melhoria na qualidade dos resíduos de embalagens encaminhados para reciclagem. Ao nível dos chamados fluxos complementares à recolha seletiva (incineração e tratamento mecânico-biológico), a SPV tem vindo a apoiar e acompanhar a recuperação de resíduos de embalagens por esta via, através do estímulo deste mercado de resíduos (pelas contrapartidas pagas), do intercâmbio de informações e experiências sobre as diferentes tecnologias para recuperação de embalagens, do apoio a projetos de I&D que permitem a recuperação destes resíduos e através da presença ativa em grupos de trabalho com os SGRU, com vista à recuperação em específico, dos resíduos de embalagens de vidro, para reciclagem. Cobertura do Sistema Ponto Verde Em 2014 o Sistema Ponto Verde abrangeu 100% da população portuguesa, tendo aderido em 2014 a Ilha do Corvo, cuja gestão está concessionada à Resiaçores. Em 2014 não houve no entanto entregas de material por parte deste SGRU, pelo que não surge representado nos dados gráficos. A SPV tem assim como parceiros 33 SGRU (23 no continente e 10 nas regiões autónomas). GESTÃO DO FLUXO URBANO 36
39 Figura 7. Mapa da Cobertura Territorial a No Anexo I, pode-se encontrar a descrição de todos os equipamentos e infraestruturas dos SGRU aderentes ao Sistema Ponto Verde. Estes são dados de 2013, obtidos para a elaboração da publicação on-line da Caracterização dos Sistemas Municipais 2013, complementados com algumas informações de 2014 sobre a existência de alguns equipamentos. GESTÃO DO FLUXO URBANO 37
40 Outros Operadores de Recolha (VIDREIRAS) O material vidro com origem em fluxos complementares, resultando de entregas diretas de produtores de resíduos urbanos de embalagens à indústria vidreira, é contabilizado e remunerado pela SPV após reporte de informação destas entidades. Em 2014 a SPV continuou a sua parceria com as empresas BA Vidro e Santos Barosa, tendo estabelecido uma nova parceria com a empresa Maltha Glass Recycling RETOMADORES Desde 1998, data em que foi efetuado o primeiro pedido de retoma, que a Sociedade Ponto Verde estabelece parcerias (concretizadas em relações contratuais no âmbito da atual licença), com empresas retomadoras, com vista ao encaminhamento para reciclagem dos diversos materiais de resíduos de embalagens recolhidos e triados pelos SGRU. A evolução do estado de licenciamento destas empresas, que garantem o adequado encaminhamento para reciclagem dos resíduos de embalagem geridos pela SPV, tem sido notória ao longo destes anos, sendo inquestionável o papel desempenhado por esta entidade gestora em prol do desenvolvimento da indústria de reciclagem, não só pelo apoio dado aos retomadores na evolução dos processos de licenciamento, bem como na atitude proactiva de procura de novas soluções de reciclagem. A garantia de cumprimento das obrigações legais associadas ao procedimento de retoma tem sido uma preocupação constante da SPV, incluindo a regulamentação associada aos transportes de resíduos que, mesmo não sendo uma responsabilidade direta da SPV, motivou a elaboração de um guia específico e dedicado às operações associadas à retoma, para os parceiros da SPV. Salienta-se, nesta perspetiva, o papel relevante que a SPV desempenha na garantia de encaminhamento para reciclagem de materiais tais como o EPS (vulgo esferovite), Madeira, ECAL e Plásticos Mistos, para os quais não existe ainda um mercado de reciclagem que valorize adequadamente estes resíduos, motivo pelo qual o Valor de Retoma (valor pago pela SPV aos retomadores pelo material retomado) se mantém negativo desde 1998 no caso do EPS, Madeira e ECAL e desde 2008, no caso dos Plásticos Mistos, datas em que se iniciaram as retomas destes materiais de embalagem. Importa referir que não está apenas em causa o valor intrínseco dos resíduos dado que as condições de venda dos mesmos aos retomadores por parte da SPV, implicam o suporte do custo de transporte por parte destes. Há ainda a destacar o papel pioneiro da SPV ao tornar-se, em 2008, a primeira entidade gestora a utilizar uma plataforma eletrónica para realização dos concursos online, para retoma para valorização por reciclagem dos resíduos de embalagens dos materiais geridos. No que diz respeito ao procedimento adotado para garantia de licenciamento dos retomadores adequado às operações de gestão de resíduos, a SPV tem implementado um sistema de Pré- Qualificação. Este sistema define que as entidades que pretendam participar nos concursos promovidos pela Sociedade Ponto Verde, para a prestação de serviços que assegurem a retoma GESTÃO DO FLUXO URBANO 38
41 e a valorização por reciclagem dos resíduos de embalagens geridos por esta entidade gestora, devem pré-qualificar-se primeiramente junto da SPV. A encontravam-se pré-qualificadas 75 empresas, algumas das quais para vários materiais e para mais que uma instalação, cuja distribuição se apresentava da seguinte forma: - Vidro: 5 Retomadores; - Papel/Cartão: 30 Retomadores; - ECAL: 15 Retomadores - Plástico: 22 Retomadores; - Metal: 25 Retomadores; - Madeira: 6 Retomadores. Para efeitos de concursos, alguns Retomadores pré-qualificados mantêm-se organizados sob a forma de consórcio, existindo um consórcio para os concursos de Vidro e outro para os de Plástico (nas categorias de material PEAD, Filme e Outros Plásticos). Durante o ano de 2014, 1 retomador perdeu a pré-qualificação para o material Papel/Cartão, tendo sido pré-qualificadas 3 novas empresas nos materiais Papel/Cartão, Plástico e Metal. As seguintes figuras representam a distribuição geográfica das unidades fabris e locais de descarga dos diversos retomadores, onde podemos constatar que a maioria se encontra localizada na zona Litoral, Centro e Norte, de Portugal. Figura 8. Distribuição geográfica das unidades fabris e locais de descarga dos diversos Retomadores GESTÃO DO FLUXO URBANO 39
42 GESTÃO DO FLUXO URBANO 40
43 6.3. RETOMAS Retomas por Material Em 2014 a SPV contabilizou toneladas de resíduos de embalagens do fluxo urbano enviados para reciclagem, sendo toneladas provenientes da recolha seletiva dos SGRU e as restantes toneladas do fluxo complementar (tratamento mecânico e biológico, incineração e complementar vidro). Além destas ainda foram reportadas pelos SGRU toneladas de resíduos de embalagens de papel cartão e de madeira valorizadas através de reciclagem orgânica na Resíduos do Nordeste, na Suldouro, na Ersuc, na Resiestrela, na Resinorte, na Valorlis, na Tratolixo, na Resitejo, na Valnor e na Amarsul. Face ao despacho da APA de , foi possível, em 2014, contabilizar 61 toneladas de vidro com origem na Incineração, proveniente das instalações da Valorsul. Estas quantidades estão incluídas na origem Incineração. GESTÃO DO FLUXO URBANO 41
44 QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 9. Evolução das quantidades (t) retomadas por origem no fluxo urbano Selectiva Incineração Compostagem Tabela 5. Evolução das quantidades retomadas (t) por material QUANTIDADES RETOMADAS (t) POR MATERIAL Δ (t) Δ (%) Vidro % Papel Cartão % ECAL % Plástico % Aço % Alumínio % Madeira % Total % GESTÃO DO FLUXO URBANO 42
45 QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 10. Evolução das Quantidades (t) Retomadas por Material no Fluxo Urbano Vidro Papel Cartão ECAL Plástico Aço Alumínio Madeira Total Face a 2013, o ano de 2014 apresentou um aumento de +9% (+36 kt) nas quantidades de resíduos de embalagens encaminhadas para reciclagem. Tal aumento deveu-se principalmente aos materiais papel cartão e plástico. No caso do papel cartão, o reporte das quantidades valorizadas organicamente nas unidades de TMB registou um impulso devido principalmente às unidades da Ersuc, que iniciaram o registo e comunicação desta informação em Outros SGRU também registaram pela primeira vez esta informação, como a Resíduos do Nordeste, a Valorlis e a Resitejo. No caso do plástico o seu incremento também se deve às unidades de TM, em parte devido à entrada em funcionamento de novas unidades (Resíduos do Nordeste) e em parte devido à otimização do processo de recuperação nas outras unidades. No total o plástico recuperado por esta via quase duplicou em relação a 2013, passando de 19 kt para 36 kt. Nos restantes materiais registaram-se estagnações ou ligeiras diminuições, com exceção do material madeira. O material vidro continua a ser afetado pela quebra no consumo e por condições climatéricas adversas durante a tradicional época balnear. No caso da ECAL a quantidade encaminhada com origem na TM diminuiu substancialmente uma vez que as condições de encaminhamento oferecidas aos SGRU por parte do retomador não foram tão favoráveis. GESTÃO DO FLUXO URBANO 43
46 Figura 11. Distribuição Percentual dos Resíduos Urbanos Retomados em 2013 e 2014, por Material Em termos de proporção entre materiais retomados no fluxo Urbano, continuam os materiais vidro e papel/cartão a ser os mais representativos, seguidos do material plástico. Comparativamente a 2013, o material plástico aumentou 2,5 pontos percentuais, devido essencialmente ao material com origem nas unidades de Tratamento Mecânico Retomas por SGRU À semelhança do que ocorreu em 2013, durante o ano de 2014, cinco SGRU (Valorsul, Lipor, Resinorte, Ersuc e Algar) representaram aproximadamente 50% do total de retomas, com origem na recolha seletiva. Figura 12. Distribuição percentual das retomas totais (recolha seletiva) por SGRU 48% 7% 17% 8% 11% 9% Valorsul Lipor Resinorte Ersuc Algar Outros GESTÃO DO FLUXO URBANO 44
47 C.M. Vila do Porto Amip Resiaçores (Flores) Amcal Res. Nordeste Resiaçores (Terceira) Ambilital Resiestrela Ambisousa Resitejo Valor Ambiente Braval Valnor Tratolixo Ersuc Lipor QUANTIDADES (t) 105,9 108,4 160,8 428,9 442,9 743,4 967, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,5 SOCIEDADE PONTO VERDE Trata-se na sua maioria dos SGRU onde se encontram os grandes centros urbanos e onde reside a maioria da população portuguesa (Valorsul, Lipor) e de SGRU com uma grande área de influência (Ersuc e Resinorte, ambos com perto de de habitantes). No Anexo II encontra-se informação detalhada das quantidades de resíduos de embalagens, por material e por SGRU, encaminhados para reciclagem durante o ano de Os gráficos seguintes apresentam as retomas totais por SGRU e os dados encontram-se ordenados por valores. O gráfico da figura abaixo representa a totalidade dos fluxos (recolha seletiva, tratamento mecânico-biológico e incineração) encaminhados para a SPV. Figura 13. Quantidades totais (t) por SGRU encaminhadas para reciclagem em 2014 (recolha seletiva, compostagem, TMB e incineração) , , , , , ,0 0,0 Considerando apenas a recolha seletiva, há várias alterações no posicionamento entre SGRU a meio do gráfico (Resiestrela e Resíduos do Nordeste passam para o final) e alguns ajustes no final do gráfico (Ersuc, Tratolixo e Valnor descem algumas posições). São os SGRU que têm fluxos complementares muito fortes em comparação com a seletiva. GESTÃO DO FLUXO URBANO 45
48 C.M. Vila do Porto Amip Resiaçores (Flores) Amcal Valorminho Resialentejo Gesamb Ambisousa Ecobeirão Resulima Braval Suldouro Amarsul Algar Resinorte Ersuc QUANTIDADES (t) 105,9 108,4 160,8 428,9 442,9 960,1 967, , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,3 SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 14. Quantidades totais (t) por SGRU encaminhadas para reciclagem em 2014 (recolha seletiva) , , , , , ,0 0,0 RETOMAS PER CAPITA POR SGRU, POR MATERIAL Em 2008 foi implementado um novo modelo de atribuição de valores de contrapartida aos materiais da recolha seletiva, que assenta no desempenho das retomas em termos de kg/hab., pelo que se considera pertinente a análise das retomas de 2013 em per capita, nos casos em que o modelo se aplica (vidro, papel cartão, ECAL, plástico exceto mistos e outros plásticos, aço e alumínio). De salientar que a população utilizada no modelo de VC é a de GESTÃO DO FLUXO URBANO 46
49 Amip Bloco Seco (S. Res. Nordeste Ecobeirão Ecolezíria Resiestrela Ambisousa Amarsul Resitejo Gesamb Valnor C.M. Horta Tratolixo C.M. Vila do Porto Valorlis Resialentejo Musami (S. Suldouro Ambilital Valorsul Ersuc Resinorte Amcal Resulima Valorminho Resiaçores Lipor Valor Ambiente Equiambi Braval Algar Resiaçores 1,3 2,1 8,7 8,8 9,0 9,2 9,8 10,4 10,6 11,1 11,6 11,7 11,8 11,9 12,0 12,5 13,1 13,5 13,8 14,5 14,5 15,5 16,0 16,7 17,5 17,9 18,8 kg/hab 20,2 21,2 22,1 28,3 SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 15. Retomas per capita dos materiais que fazem parte do modelo VC em cada Sistema Aderente Os dados que se apresentam nos gráficos seguintes encontram-se ordenados por valor de per capita. VIDRO Figura 15. Retomas per capita de vidro e respetivos valores de transição de esca lão no modelo de VC 45,0 40,0 35,0 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 Vidro Média X1 X2 X3 GESTÃO DO FLUXO URBANO 47
50 Res. Nordeste Ecolezíria Ecobeirão Ambisousa Ersuc Resinorte Suldouro Amarsul Tratolixo Resiestrela Resulima Resitejo Valorminho Braval C.M. Vila do Porto Valorlis Valor Ambiente Bloco Seco (S. Lipor Amip C.M. Horta Gesamb Resialentejo Ambilital Valorsul Valnor Amcal Musami (S. Miguel) Algar Resiaçores Resiaçores (Flores) 3,2 3,5 4,4 4,6 4,6 5,6 5,8 6,1 6,1 6,4 6,4 6,9 6,9 7,1 7,2 7,3 7,8 8,0 8,6 9,6 9,7 10,3 10,4 10,6 10,6 kg/hab 12,6 12,9 16,8 16,8 21,1 25,4 SOCIEDADE PONTO VERDE Do total de SGRU que entregaram vidro em 2014, apenas dois (Resiaçores - Ilha das Flores e Algar) ultrapassaram o 3º escalão, que corresponde a 40,8 kg/habitante ano. Apesar da Resiaçores (Ilha das Flores) ultrapassar o limite do terceiro escalão, em quantidade total este SGRU apenas entregou para retoma cerca de 200 toneladas de vidro. Relativamente à Algar, este per capita elevado, deve-se à grande produção de resíduos que ocorre na época balnear. Os restantes SGRU distribuem-se entre o primeiro e o segundo patamar de remuneração, do seguinte modo: dezanove SGRU no primeiro patamar, contra dezassete em 2013, e onze SGRU no segundo patamar, contra doze em Ou seja, a quebra de consumo fora de casa continua a exercer o seu efeito. Os SGRU que ocupam o fundo da lista ou têm um historial de fraca captação deste material (Resíduos do Nordeste, Resiestrela, Ecobeirão, Ecolezíria) ou uma recolha muito incipiente (São Jorge, AMIP). PAPEL/CARTÃO Figura 16. Retomas per capita de papel cartão e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 Papel Cartão Média X1 X2 X3 São cinco os SGRU que ultrapassam o valor de X3 (contra quatro em 2013), que representa o mercado potencial urbano: Equiambi (Graciosa), Resiaçores (Flores), Resiaçores (Terceira), Algar e Musami (S. Miguel). Quatro destes SGRU localizam-se na Região Autónoma dos Açores, e beneficiam do facto de a maior parte dos bens consumidos nas ilhas ser importada, chegandolhes com muitas embalagens, tendo portanto um potencial maior, e da quase inexistência de operadores privados a operar no circuito dos resíduos, ou operadores privados que acumulam a gestão dos resíduos urbanos com os não urbanos, existindo assim contaminação entre ambos os fluxos. A Resiaçores promove, nos SGRU que gere, a recolha porta-a-porta no comércio e GESTÃO DO FLUXO URBANO 48
51 Amip Bloco Seco (S. C.M. Vila do Porto Ambisousa Ecobeirão Gesamb Valorminho Ecolezíria Ambilital Resulima Resialentejo Tratolixo Lipor Resinorte Algar Musami (S. Resiestrela Suldouro Braval Valor Ambiente Amarsul Valorsul Ersuc Amcal Res. Nordeste Valnor Resitejo C.M. Horta Valorlis Resiaçores Resiaçores Equiambi 0,00 0,00 0,00 0,14 0,26 0,27 0,34 0,39 0,40 0,44 0,47 0,54 0,55 0,56 0,57 0,62 0,63 0,66 0,66 0,71 0,71 0,80 0,81 0,81 0,83 0,92 1,25 1,29 1,31 1,60 kg/hab 4,96 10, 96 SOCIEDADE PONTO VERDE serviços (para todos os materiais, não só o papel cartão). A Algar beneficia do facto de a população usada no cálculo ser a residente em vez da população servida, que aumenta muito durante a época de Verão, e da presença de resíduos não urbanos. Dezassete dos trinta e dois SGRU onde existe recolha deste material não chegam a ultrapassar o primeiro patamar de remuneração (X1), contra dezasseis em Este agravamento reflete a quebra na recolha, motivada maioritariamente por concorrência de catadores que vêem neste resíduo um recurso económico. ECAL Figura 17. Retomas per capita de ECAL e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 0,00 ECAL Média X1 X2 X3 Dos 29 SGRU que entregaram ECAL em 2014, apenas três não ultrapassaram o primeiro patamar de remuneração (X1) contra cinco em 2013, denotando portanto uma ligeira recuperação nas retomas deste material nos SGRU mais pequenos, que pode dever-se a questões de gestão de stock/emissão de pedidos de retoma. Destacam-se nas retomas a Equiambi (Graciosa), Resiaçores (Flores) e Resiaçores (Terceira). De entre estes, tanto a Equiambi (Graciosa) como a Resiaçores (Flores) ultrapassaram o terceiro escalão de remuneração. No caso da Resiaçores (Flores) a única entrega deste material que ocorreu durante 2014 abrangeu todos os escalões do modelo, dada a reduzida população do SGRU ( habitantes), o mesmo aconteceu com a Equiambi (Graciosa). Nos SGRU onde não ocorreu entrega deste material, tal deveu-se à não existência de um lote mínimo (CM Vila do Porto) ou ao facto de a recolha seletiva ser muito incipiente, existindo casos em que a população não dispõe de contentores amarelos, dado não existir estação de triagem para o tratamento do conteúdo (AMIP, Blocoseco). GESTÃO DO FLUXO URBANO 49
52 Amip C.M. Vila do Res. Nordeste Bloco Seco (S. Ecobeirão Ecolezíria Ambisousa Amarsul Musami (S. Resulima Suldouro Ersuc C.M. Horta Gesamb Valor Ambiente Valorminho Resinorte Valorsul Resiestrela Tratolixo Valorlis Lipor Resialentejo Braval Ambilital Amcal Algar Resitejo Resiaçores Valnor Resiaçores Equiambi 0,00 0,00 1,19 1,29 1,39 1,46 1,46 2,11 2,22 2,24 2,40 2,67 2,73 2,90 2,91 2,92 2,96 2,96 2,97 2,97 3,07 3,08 3,28 3,40 3,48 4,28 4,62 4,83 5,07 5,43 kg/hab 13,04 SOCIEDADE PONTO VERDE PLÁSTICO Figura 18. Retomas per capita de plástico (exceto mistos e outros plásticos) e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC 20,00 18,00 16,00 14,00 12,00 10,00 8,00 6,00 4,00 2,00 0,00 Filme PET PEAD EPS Média X1 X2 X3 O SGRU Equiambi (Graciosa) ultrapassou o terceiro patamar de remuneração do modelo. O potencial é já de si mais elevado nas ilhas, onde todos os bens transformados chegam por importação, embalados. Tendo uma população bastante reduzida ( habitantes), qualquer entrega de material faz subir muito os per capita. Os SGRU Amcal, Algar, Resitejo, Resiaçores (Terceira), Valnor e Resiaçores (Flores) atingiram o terceiro patamar de remuneração dos plásticos. No caso da Valnor, além da participação da população na separação deste material, também contribui para estes resultados o esforço de triagem realizado por este SGRU, com o objetivo de zero refugo. No caso da Resiaçores (Terceira), salienta-se o investimento em recolha porta-a-porta e o reforço nas recolhas. No caso da Resiaçores (Flores) podem ser citados os mesmos motivos que para a Equiambi (Graciosa), e uma carga de plásticos, numa população tão diminuta ( habitante), representa logo um per capita muito elevado. O mesmo se verifica na Amcal Na Resitejo, houve também um reforço na recolha seletiva do contentor amarelo, traduzindo-se num aumento das quantidades retomadas dos materiais deste contentor. No caso da Algar, estes per capita são consequência do turismo que tem grande impacto na produção de resíduos nesta região. Apenas cinco SGRU dos 30 que entregaram plástico em 2014 não ultrapassam o primeiro patamar de remuneração. São eles a Resíduos do Nordeste, Bloco Seco (São Jorge), Ecobeirão, Ecolezíria e Ambisousa. No caso da Resíduos do Nordeste, Ecobeirão, Ambisousa e Ecolezíria trata-se de um histórico de recolhas deficitárias, embora tenham vindo a registar melhorias todos os anos. Na Ilha de São Jorge, gerida pela empresa Blocoseco, a recolha seletiva é ainda muito incipiente, não existindo estação de triagem nem contentores amarelos (ver anexo III). GESTÃO DO FLUXO URBANO 50
53 Amip Bloco Seco (S. C.M. Vila do Porto Ambisousa Res. Nordeste Ecolezíria Ecobeirão Resulima Suldouro Valorminho Valorlis Lipor Amarsul Tratolixo Braval Gesamb Ambilital Musami (S. Miguel) Resialentejo Resiaçores Valorsul Resinorte Valor Ambiente Amcal Algar Ersuc C.M. Horta Resiestrela Valnor Resitejo Resiaçores (Flores) Equiambi (Graciosa) 0,00 0,00 0,00 0,21 0,30 0,32 0,36 0,50 0,52 0,53 0,53 0,54 0,54 0,54 0,58 0,59 0,59 0,63 0,65 0,66 0,67 0,76 0,77 0,79 0,81 1,12 1,57 1,86 2,01 2,86 kg/hab 7,02 11, 62 SOCIEDADE PONTO VERDE AÇO Figura 19. Retomas per capita de aço e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 Aço X1 X2 X3 Média No caso do aço da recolha seletiva, dois SGRU ultrapassam o terceiro patamar de remuneração Equiambi (Graciosa) e Resiaçores (Flores). No caso das Flores e Graciosa, basta uma carga para abarcar todos os escalões do modelo, dada a reduzida população. Nove SGRU atingiram o terceiro patamar de remuneração: Resinorte, Valor Ambiente, Amcal, Algar, Ersuc, CM Horta, Resiestrela, Valnor e Resitejo. Em muitos destes SGRU poderá tratar-se de contaminação do fluxo da seletiva com material proveniente do TM, uma vez que as instalações são partilhadas (Valnor, Resiestrela, Resitejo, Ersuc). No caso da Algar mantém-se a influência do turismo nesta região, enquanto que no caso da Amcal os pedidos não ocorrem todos os anos, por não conseguirem atingir o lote mínimo, pelo que quando chegam a esse ponto, a carga expedida abrange mais do que um escalão, dada a reduzida população. Dos restantes SGRU que entregaram este material, quatro não ultrapassam o primeiro escalão, contra três em 2013, e os restantes catorze inserem-se no segundo escalão de remuneração. GESTÃO DO FLUXO URBANO 51
54 Amip Bloco Seco (S. C.M. Horta C.M. Vila do Porto Ecolezíria Equiambi (Graciosa) Gesamb Musami (S. Miguel) Resiaçores (Flores) Resialentejo Res. Nordeste Resulima Valor Ambiente Valorminho Ecobeirão Ambisousa Algar Braval Ambilital Lipor Tratolixo Resinorte Valnor Valorsul Suldouro Resiestrela Amarsul Ersuc Valorlis Resiaçores Amcal Resitejo 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,000 0,015 0,017 0,022 0,031 0,036 0,037 0,039 0,041 0,046 0,046 0,047 0,051 kg/hab 0,059 0,084 0,099 0,106 0,119 0,28 5 SOCIEDADE PONTO VERDE ALUMÍNIO Figura 20. Retomas per capita de alumínio e respetivos valores de transição de escalão no modelo de VC 0,160 0,140 0,120 0,100 0,080 0,060 0,040 0,020 0,000 Alumínio Média X1 X2 Como se verifica da análise do gráfico anterior, onze dos dezoito SGRU que entregaram Alumínio para retoma ultrapassaram o segundo patamar de remuneração. No caso da Amcal trata-se de material acumulado ao longo de vários anos, uma vez que o lote mínimo é de cinco toneladas, quantidade difícil de atingir para pequenas populações. O mesmo se pode dizer para a Resiaçores (Terceira). No caso da Ersuc e da Resitejo poderá haver contaminação com o material do Tratamento Mecânico. Os restantes SGRU distribuem-se entre o primeiro escalão (dois) e o segundo escalão (cinco), encontra-se na média da produção nacional Retomas por Retomador Vidro Em 2014, foram retomadas toneladas de Vidro provenientes da recolha seletiva. A empresa BA Vidro foi responsável pela retoma de cerca de 52% da quantidade total de vidro, correspondentes a toneladas. O restante material foi distribuído pelos demais retomadores. GESTÃO DO FLUXO URBANO 52
55 Figura 21. Retomas de Vidro, em 2014, por retomador 8% 16% BA VIDRO 52% SANTOS BAROSA SAINT-GOBAIN MONDEGO 24% GALLOVIDRO Papel/Cartão No ano de 2014 foram retomadas toneladas de Papel/Cartão e de ECAL, provenientes da recolha seletiva. Cerca de 51% das retomas de Papel/Cartão, correspondentes a toneladas, foram retomadas por uma única empresa, a Baluarte, enquanto toneladas, cerca de 45%, foram retomadas pelas empresas Francisco Marques Rodrigues, Amarelisa, Europa&C Recicla Portugal, Quima e Seraical. A totalidade do material foi distribuída por um universo de 11 empresas das 30 pré-qualificadas para este material. Na representação gráfica da distribuição de material por Retomador, foram agregados na categoria OUTROS 5 Retomadores: A.S. Simões, J. Nunes, S.P.R., Carlos Ferreira da Silva e Quimanorte, que no seu conjunto representaram 4% das retomas de Papel Cartão em Figura 22. Retomas de Papel/Cartão, em 2014, por retomador 8% 3% 5% BALUARTE FRANCISCO MARQUES RODRIGUES 14% 51% AMARELISA EUROPA&C RECICLA PORTUGAL QUIMA 7% 12% A.S. SIMÕES OUTROS GESTÃO DO FLUXO URBANO 53
56 As retomas de ECAL foram asseguradas, na sua totalidade, pelo Retomador Francisco Marques Rodrigues, após resultado de concurso, conforme já tinha acontecido em 2012 e Plástico Em 2014 foram retomadas toneladas de Plástico da recolha seletiva, sendo que 37% destas retomas são referentes aos materiais PEAD e Filme Plástico. Os Plásticos Mistos representaram cerca de 39% do total de material plástico retomado em 2014, mais 1 p.p. que em 2013, sendo uma vez mais o material plástico que mais contribuiu para o aumento das quantidades relativamente ao ano anterior. O material plástico PET representou aproximadamente 23% do total de material Plástico retomado em Outros tipos de plásticos, como o EPS (vulgo esferovite) e Outros Plásticos (Tampas) representaram 1,5% do total de retomas de Plástico. Em termos de quantidades retomadas por Retomador, a Extruplás continua a ser o Retomador que mais material retomou, num total de toneladas de Plásticos Mistos, seguido da Sirplaste com toneladas de Filme Plástico, PEAD e Outros Plásticos (Tampas), da Ecoibéria e Evertis com e toneladas de PET respetivamente. A Sirplaste foi o Retomador que mais material de PE (PEAD + Filme Plástico) retomou, com mais de toneladas do que a Micronipol, mantendo assim a distribuição verificada em De referir que o Consórcio de Plásticos representado pelas empresas, Absorvalor, Ambiente, Grijótubos, IRP, Micronipol e Sirplaste retomaram 88% da totalidade do material Plástico para que estão pré-qualificados (PEAD, Filme Plástico e Outros Plásticos). A distribuição do material plástico Polietileno (PEAD + Filme Plástico), por Retomador, durante o ano de 2014, encontra-se representada no gráfico seguinte. Em 2014 encontravam-se préqualificadas 3 empresas espanholas pré-qualificadas para os materiais Filme Plástico e PEAD. Figura 23. Retomas de Polietileno (PEAD+Filme), em 2014, por Retomador 4% 6% 4% 4% 9% 18% 5% 0% Sirplaste Micronipol Ambiente CORDOPLAS 50% Plásticos Riaza I.R.P. Recipolymers Grijótubos Inserplasa GESTÃO DO FLUXO URBANO 54
57 Relativamente ao material PET, representa-se na figura seguinte a distribuição por Retomador em Em 2014 existiram 2 empresas nacionais e 2 espanholas a retomar PET, sendo que as empresas portuguesas foram responsáveis pela retoma de cerca de 91% do material ( toneladas das retomadas em 2014). Figura 24. Retomas de PET, em 2014, por retomador 46% 45% Evértis Ibérica Torre PET PET Compañia ECOIBÉRIA 2% 7% O material Plásticos Mistos foi encaminhado para a Extruplás (77%) e para a Ligeplás (23%), empresa espanhola que, juntamente com a Extruplás, garantem a retoma deste material desde A totalidade de Plásticos Mistos retomados em 2014 foi de toneladas. As 260 toneladas retomadas de material EPS foram distribuídas como se pode observar no gráfico seguinte. O retomador Contraven retomou a maior quantidade de EPS (47%), 123 toneladas, das 260 retomadas em Figura 25. Retomas de EPS, em 2014, por Retomador 16% 47% Contraven Esferobetão Plastimar 37% GESTÃO DO FLUXO URBANO 55
58 Aço Foram retomadas, em 2014, toneladas de Aço, das quais 48% são relativas a Escórias Ferrosas. Analisando a distribuição do material Aço por retomador, representada no gráfico seguinte, verifica-se que 25% das retomas foram asseguradas pelo Metais Jaime Dias, distribuindo-se depois a maior parte (65%) por mais 4 retomadores, Batistas, Recifemetal, Ambitrena e Constantino. Os restantes 10%, encontram-se distribuídos por 3 empresas pré-qualificadas, Transucatas e RSA equitativamente e depois Riometais. Figura 26. Retomas de Aço, em 2014, por Retomador 4% 14% 25% METAIS JAIME DIAS BATISTAS TRANSUCATAS 13% RECIFEMETAL RIOMETAIS 2% 19% AMBITRENA RSA 19% 4% CONSTANTINO Alumínio O total de retomas do material Alumínio foi de 890 toneladas, sendo que 45% são referentes a Escórias não Ferrosas. Cerca de 98% do material foi retomado pelos retomadores Recifemetal, Batistas, Recuperación y Reciclajes Román e Riometais, tal como se observa no gráfico seguinte. GESTÃO DO FLUXO URBANO 56
59 Figura 27. Retomas de Alumínio, em 2014, por Retomador 17% 22% 35% RECIFEMETAL BATISTAS ROCHA, MOTA & SOARES Recuperación y Reciclajes RIOMETAIS 2% 24% Madeira Em 2014, foram retomadas toneladas de resíduos de embalagens de madeira, tendo a Ecociclo retomado a maioria do material, representando 88% do total. As retomas asseguradas pelo Retomador Luso-Finsa representaram cerca de 12% do total retomado. Figura 28. Retomas de Madeira, em 2014, por Retomador 12% ECOCICLO LUSO FINSA 88% GESTÃO DO FLUXO URBANO 57
60 6.4. MONITORIZAÇÃO DA QUALIDADE DOS RESÍDUOS ENTREGUES PARA RETOMA Durante 2014 a monitorização da qualidade do material entregue para retoma à SPV foi não só realizada pelos retomadores (no âmbito dos controlos de qualidade internos) como também pela SPV, nas instalações destas entidades. As caracterizações realizadas pela SPV tiveram como objetivo aferir o cumprimento das Especificações Técnicas aplicáveis à categoria dos Plásticos Mistos Monitorização pelos parceiros (Retomadores e SGRU) Figura 29. % do material reclamado em peso, em ,8% 0,8% Acerto Comercial Oportunidade Melhoria 95,4% 4,6% 2,6% Reclamação Oportunidade Melhoria de Serviço Reclamação de Serviço 0,1% 0,2% Retoma Conforme Em 2014 foram levantadas pelos retomadores 398 Reclamações, 163 Acertos Comerciais e 136 Oportunidades de Melhoria aos Pedidos de Retoma provenientes dos SGRU, que correspondeu a um total de 697 cargas alvo de ocorrência. As Reclamações em 2014 sobre os lotes encaminhados para reciclagem deveram-se principalmente à presença de Humidade nos lotes de Papel/Cartão e de Contaminantes, como presença de resíduos orgânicos e outros materiais, nos lotes de PET e Filme Plástico. Nos gráficos em baixo, apresenta-se a análise dos tipos de reclamações e oportunidades de melhoria tendo por base as quantidades reclamadas. GESTÃO DO FLUXO URBANO 58
61 Figura 31. Reclamações em 2014, 14% 1% 4% Humidade Contaminantes % de Embalagem Outros 81% Como se pode verificar pelo gráfico anterior, a grande maioria das reclamações apresentadas pelos retomadores, deveu-se à presença de humidade nos lotes de Papel/Cartão. Quanto às reclamações pela presença de Contaminantes nos lotes entregues para retoma, estas ocorreram para todos os materiais, com especial enfoque no material PET. As Reclamações referentes a Outros agregam várias reclamações como por exemplo presença de ecrãs de TV em lotes de vidro, presença de animais e corpos estranhos nos lotes entregues, entre outros. Figura 30. Oportunidades de melhoria em % 35% 63% Humidade Contaminantes Outros No caso das Oportunidades de Melhoria constatou-se que em 2014 estas ocorreram principalmente nos materiais Papel/Cartão e PET. No Papel/Cartão foi maioritariamente por GESTÃO DO FLUXO URBANO 59
62 excesso de humidade e alguma contaminação como por exemplo a presença de resíduos orgânicos. No material PET, as Oportunidades de Melhoria apresentadas foram maioritariamente por Não Otimização de Carga (peso da carga inferior ao limite mínimo das Especificações Técnicas) e também alguma contaminação. Relativamente a Acertos Comerciais, onde se inclui Diferença de Pesos entre básculas, Não Otimização de Cargas e problemas com o Acondicionamento do Material (fardos que se desmancham ou que têm capas de papelão nas extremidades), verificou-se que o material PET foi aquele em que existiram mais, seguido dos materiais Filme Plástico e PEAD, respetivamente, uma vez que os retomadores destes materiais denotam um grau de cumprimento dos procedimentos de retoma superior aos demais. Tal como em 2013, em 2014 também existiram Reclamações de Serviço apresentadas pelo SGRU ALGAR aos retomadores dos vários materiais. Estas deveram-se aos atrasos nos levantamentos das cargas por parte destes. Embora a quantidade das mesmas em 2014 tenha diminuído relativamente a 2013, mesmo assim ainda foram apresentadas 39 Reclamações de Serviço e 17 Oportunidades de Melhoria, tendo correspondido a um total de 56 cargas Monitorização pela SPV A Sociedade Ponto Verde deu continuidade, em 2014, à monitorização da qualidade dos materiais que são entregues para retoma pelos SGRU, nomeadamente do material de plásticos mistos e aferição da % de Embalagem dos lotes de Papel/Cartão encaminhados para retoma pelos diversos SGRU. Foram realizadas 201 caracterizações a lotes do material Plásticos Mistos, dos quais 28% se apresentava não conforme (de acordo com as Especificações Técnicas em vigor). Face a 2013, verificou-se uma melhoria da qualidade deste material, uma vez que a percentagem de não conformidades em 2013 foi de 34%, tendo o teor de produto dos lotes aumentado cerca de 6 p.p. No gráfico seguinte, apresenta-se a média de Teor de Produto (proporção de plásticos mistos existentes no lote) de todos os lotes caracterizados, por SGRU. Da análise do mesmo, verificase que, globalmente, os lotes entregues estão acima do teor mínimo exigido pelas Especificações Técnicas (90%), na ordem dos 92,5%. Comparando com 2013, em que a média da entrega destes lotes apresenta um teor de produto de 91% (1 p.p. acima do teor mínimo), constata-se que se registou um ligeiro aumento relativamente ao teor de produto dos respetivos lotes de um ano para o outro. GESTÃO DO FLUXO URBANO 60
63 Figura 31. Média de Teor de Produto, dos lotes por SGRU Das caracterizações realizadas, a média resultante identifica seis SGRU que apresentaram globalmente valores abaixo do limite das Especificações Técnicas, sendo o valor mais baixo atingido de 84%. Relativamente à constituição física da fração de contaminantes, o gráfico abaixo apresenta as principais categorias de contaminantes representativas desta fração. Da análise efetuada, conclui-se que a maior percentagem presente se deve à categoria não embalagem, contribuindo com 7% do total de contaminantes (14,6%). GESTÃO DO FLUXO URBANO 61
64 Figura 32. Constituição Média das Não Conformidades em % 1%4% 7% Produto Contaminante Outras E.T. (PET+PEAD+Filme) Metais, Madeiras, Cerâm. e Vidro Outros Não Especificados Não Embalagem 85% No que diz respeito ao material Papel/Cartão foram realizadas 50 caracterizações a lotes retomados para aferição da % de embalagem, tendo sido caracterizadas cerca de toneladas de Papel/Cartão. Estas caracterizações foram efetuadas com recurso a linhas de triagem automatizadas de retomadores pré-qualificados para o material em causa. Figura 33. Caracterizações de % Embalagem de Papel/Cartão Com o resultado das caracterizações efetuadas, foi alterada a % de embalagem de 20 tipologias de lotes, tendo a % de Embalagem (média de todos os lotes) sido alterada de 73% (valor inicial) para 66% (valor final). GESTÃO DO FLUXO URBANO 62
65 7.1. OPERADORES DE GESTÃO DE RESÍDUOS A partir do ano 2000, a SPV passou a gerir o fluxo não urbano de embalagens, de modo semelhante ao fluxo urbano, ou seja, através do encaminhamento para os seus retomadores, dos resíduos de embalagens provenientes de operadores privados do fluxo não urbano. A partir do final de 2005 e de acordo com a 2ª Licença, foi implementado um novo modelo de gestão de resíduos não urbanos de embalagens que tem como princípio base o funcionamento do mercado livre, ou seja, assenta nas regras de mercado e de livre concorrência, não interferindo, a SPV, no circuito físico de gestão dos referidos resíduos, recolhendo apenas a Informação do operador de gestão de resíduos relativa ao encaminhamento para reciclagem dos resíduos não urbanos de embalagem, donde resulta o pagamento de um valor de informação e motivação por tonelada de material devidamente reportado. Este é o modelo de gestão atual do fluxo não urbano. No início da implementação deste modelo a SPV teve um papel formador de extrema importância, que permitiu clarificar as obrigações legais das empresas no que concerne aos resíduos. Nesta implementação deparou-se com a falta de documentação sobre a venda e encaminhamento dos resíduos (desde Licenciamentos a Guia de Transporte Internacional de Resíduos), diferentes interpretações por parte das entidades oficiais e dos OGR, sobre o que eram empresas devidamente licenciadas, o que era considerado como destino final (se é um operador de recolha ou um reciclador), o preenchimento de Guias de Acompanhamento de Resíduos, os Códigos LER (Lista Europeia de Resíduos) a aplicar nas diferentes empresas, entre outros. Apesar de ter sido confrontada com estas e outras dificuldades, conseguiu implementar-se este modelo de gestão, tendo iniciado com 31 Operadores de Gestão de Resíduos (OGR) devidamente licenciados para o tratamento dos diferentes materiais de resíduos de embalagens e em 2014 já contava com a parceria de 89 OGR, com 101 locais de carga licenciados para a gestão de resíduos de embalagens. GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 63
66 Figura 34. Evolução do número de OGR do fluxo não urbano, por ano Estas empresas situam-se essencialmente no Litoral Centro e Norte, próximo dos produtores de resíduos não urbanos, como se pode ver no mapa seguinte que representa a distribuição de locais de carga dos OGR da rede Extra urbano por distrito. Figura 35. Distribuição dos locais de carga dos OGR da Rede Extra Urbano por distrito GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 64
67 Desde 2010 que a SPV passou também a gerir os Resíduos Não Urbanos Perigosos de Embalagens, contando em 2014 com a parceria de 9 OGR no reporte do encaminhamento para reciclagem destes resíduos. Foram eles: - A Socorsul - Correia & Correia; - Eco-Partner; - Euro-Separadora; - Rduz; - Renascimento; - Quimialmel; A SPV através do seu site ( divulga a lista dos OGR aderentes ao Sistema Ponto Verde, através do documento Rede Extra-urbano (em Anexo IV). Este documento contém informação sobre cada OGR, tal como as várias moradas das instalações e os materiais de resíduos de embalagens devidamente licenciados, as pessoas de contacto e os contactos telefónicos e de correio eletrónico. Desta forma, qualquer produtor de resíduos pode de uma forma rápida e expedita, encontrar o Operador de Gestão de Resíduos adequado ao tratamento dos seus resíduos REPORTE DE INFORMAÇÃO Comparação anual por material No final de 2014, a SPV contou com toneladas de resíduos de embalagens reportados no fluxo não urbano. Estes dados incluem as quantidades de resíduos perigosos de embalagem. Comparativamente com o ano de 2013, o fluxo não urbano em 2014 cresceu 0,3% cerca toneladas. Este crescimento, deveu-se principalmente ao aumento das quantidades reportadas de Papel/Cartão. GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 65
68 QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 36. Evolução das quantidades reportadas no fluxo não urbano entre 2013 e 2014, por material Vidro Papel Cartão Plástico Aço Alumínio Madeira TOTAL Relativamente aos resíduos perigosos de embalagem em 2014 foram contabilizadas 235 toneladas (decréscimo de 52% em relação a 2013), distribuídas pelos materiais plástico e metal de acordo com o gráfico seguinte. Figura 37. Proporção dos resíduos perigosos de embalagem entre materiais 36% Plástico Metal 64% GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 66
69 SUCATAS DAVID ABREU ROQUE SEMURAL TRIU ÁREA DE VIRAGEM LINHAMBIENTE EUROPA&C RECICLA PORTUGAL REVALOR INTENSENATUR EURO SEPARADORA VALTER VALENTE ECOMAIS BENTA & BENTA CARLOS FERREIRA DA SILVA GREENDAYS SERAICAL GREENDELIVERY RDUZ AMBITRENA RENASCIMENTO RECOVERDE EGEO QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Reporte de OGR por Material em Vidro Foi reportado o encaminhamento de toneladas de vidro no fluxo não urbano, provenientes essencialmente de estabelecimentos HORECA de grandes produtores. Do universo dos 89 OGR, apenas 21 contribuíram com o reporte de informação deste material, uma vez que não é um resíduo usual no fluxo não urbano. Figura 38. Vidro reportado em 2014 por OGR Papel/Cartão O material papel/cartão continua a ser o maior contribuinte em termos de quantidades no fluxo não urbano, tendo, em 2014, representado cerca de 70% (cerca de 219 mil toneladas) das quantidades reportadas deste fluxo. Relativamente a 2013, registou-se um crescimento de 6%, o que se traduz num crescimento de quantidades de cerca 12 mil toneladas. Em 2014, os OGR Baluarte, Egeo, Europac, Ecociclo e Seraical, representaram 60% do total reportado relativamente a este material, conforme gráfico seguinte. GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 67
70 RIOMETAIS ECORRITEL AMBIBÉRICA ECO-PARTNER BRSS A PROCURADORA J. BATISTA CARVALHO SUCATAS DE RAMIL QUIMIALMEL AMBIEXPRESS ECOPATROL SCRAPLUSO SILVA & BELINHA INTENSENATUR GRIN RUI & SANTOS AVELINO FRANCISCO ALVES & GREENDELIVERY CARMONA METAIS JAIME DIAS SANTOS OLIVEIRA PLÁSTICOS GAR SUCATAS DAVID ABREU ROQUE A SOCORSUL CORREIA & CORREIA SBL LINHAMBIENTE QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 39. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de papel/cartão em % 7% 40% 8% 8% SERAICAL ECOCICLO EUROPA&C RECICLA PORTUGAL EGEO BALUARTE Outros 33% Dos 89 OGR existentes, 75 reportaram papel/cartão, pelo que para melhor leitura dos gráficos, optou-se por distribuir estes OGR por 3 gráficos. Note-se que o gráfico da Baluarte está fora de escala. Figura 40. Papel/Cartão reportado em 2014 por OGR gráfico 1 de GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 68
71 GREENDAYS REVALOR CORREIA & MENDES RECOVERDE RRI ARMANDO PIEDADE DA SILVA AMBITRENA S.P.R. EURO SEPARADORA BENTA & BENTA SILCLAGEM RDUZ QUIMA TRIU CARLOS FERREIRA DA SILVA A.S. SIMÕES FRANCISCO MARQUES RENASCIMENTO SERAICAL ECOCICLO EUROPA&C RECICLA PORTUGAL EGEO BALUARTE QUANTIDADES (t) PALMIRESÍDUOS RECICLOCENTRO NOR-GOMRESÍDUOS PORTUGAL RECICLAGEM VALADARES MOTA VALTER VALENTE VALNOR EQUIAMBI CARLOS ALEXANDRE JOAQUIM TORRES DE BRITO PORTARY FÁBRICA DE PAPEL DA LAPA RECICLAVE TRATRIS DOMINGOS MENDES ECOMAIS ALBINO MESQUITA & SILVA ARMAZÉM CALISTO ADRIANO CARNEIRO & SEMURAL VALOR AMBIENTE ÁREA DE VIRAGEM AMARELISA BRAVALINE TREPEL QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 41. Papel/Cartão reportado em 2014 por OGR gráfico 2 de Figura 42. Papel/Cartão reportado em 2014 por OGR gráfico 3 de GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 69
72 Plástico O material Plástico contribuiu com cerca de 28 mil toneladas para o reporte no fluxo não urbano, tendo-se registado um decréscimo de 8% relativamente a 2013, o que se traduziu numa redução de cerca toneladas. Em 2014, os OGR Baluarte, Egeo, Europac, Linhambiente, Renascimento, representaram cerca de 43% do total de reporte de informação deste material, conforme gráfico em baixo. Figura 43. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de plástico em % 6% 8% 10% 9% 10% RENASCIMENTO LINHAMBIENTE EUROPA&C RECICLA PORTUGAL EGEO BALUARTE Outros Dos 89 OGR existentes, 73 reportaram plástico pelo que para melhor leitura dos gráficos, optouse por distribuir estes OGR por 3 gráficos. GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 70
73 VALORSUL GRIN ECO-PARTNER CARLOS FERREIRA DA SILVA LIPOR METAIS JAIME DIAS VALADARES MOTA ÁREA DE VIRAGEM CARLOS ALEXANDRE TRATRIS REVALOR FRANCISCO MARQUES RECICLOCENTRO JOAQUIM TORRES DE BRITO SANTOS OLIVEIRA PLÁSTICOS ARMAZÉM CALISTO VALOR AMBIENTE VALTER VALENTE SUCATAS DAVID ABREU ROQUE SEMURAL DOMINGOS MENDES CORREIA & MENDES AMARELISA ADRIANO CARNEIRO & ARMANDO PIEDADE DA SILVA QUANTIDADES (t) SUCATAS DE RAMIL A PROCURADORA AMBIBÉRICA J. BATISTA CARVALHO BRSS ECOPATROL GAR ECOPALETES INTENSENATUR EQUIAMBI QUIMIALMEL AMBILITAL ASCENÇÃO & COUTINHO GREENDELIVERY CORREIA & CORREIA AVELINO FRANCISCO ALVES & PORTARY SILVA & BELINHA VALNOR PALMIRESÍDUOS BRAVALINE CARMONA SCRAPLUSO NOR-GOMRESÍDUOS RECICLAVE QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 44. Plástico reportado em 2014 por OGR gráfico 1 de Figura 45. Plástico reportado em 2014 por OGR gráfico 2 de GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 71
74 ALBINO MESQUITA & SILVA A.S. SIMÕES GREENDAYS ECOMAIS TREPEL RRI RDUZ SILCLAGEM S.P.R. TRIU PORTUGAL RECICLAGEM QUIMA EURO SEPARADORA BENTA & BENTA A SOCORSUL AMBITRENA SERAICAL RECOVERDE RENASCIMENTO LINHAMBIENTE EUROPA&C RECICLA PORTUGAL EGEO BALUARTE QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 46. Plástico reportado em 2014 por OGR gráfico 3 de Metal As quantidades reportadas de metal em 2014 representaram cerca de 8% do total reportado no fluxo não urbano, o que se traduziu no reporte de quase 26 mil toneladas de aço e 724 toneladas de alumínio. Os 5 principais OGR para o metal, em 2014, em termos de quantidades reportadas, encontramse representados no próximo gráfico. De salientar que apenas 5 empresas representaram 68% do total reportado de metal. Figura 47. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de metal em % 6% 10% BATISTAS RIOMETAIS 10% JORGE BATISTA AMBITRENA 29% 13% CONSTANTINO FERNANDES OLIVEIRA Outros GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 72
75 LINHAMBIENTE RECOVERDE TRIU BENTA & BENTA EURO SEPARADORA EUROPA&C RECICLA ASCENÇÃO & RENASCIMENTO SILCLAGEM RDUZ CENTRO DE ECOBATISTA SUCATAS DE RAMIL A SOCORSUL EGEO BATISTAS RIOMETAIS JORGE BATISTA AMBITRENA CONSTANTINO QUANTIDADES (t) QUIMIALMEL ROCHA MOTA & SOARES J. BATISTA CARVALHO SEMURAL ECO-PARTNER INTENSENATUR METAIS JAIME DIAS SUCATAS DAVID ABREU ROQUE ECOPATROL REVALOR GREENDELIVERY AVELINO FRANCISCO ALVES & SUCATAS PINTO RECICLOCENTRO SERAICAL BRSS CORREIA & CORREIA AMBIEXPRESS CARMONA VALTER VALENTE QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Dos 89 OGR existentes, 40 reportaram metal sendo que apenas 15 OGR reportaram alumínio, num total de 724 toneladas. Os gráficos seguintes apresentam as quantidades de metal reportadas no fluxo não urbano, por OGR. Também neste caso, por uma questão de leitura dos dados, optou-se por dividir os OGR em dois grupos. Figura 48. Metal reportado em 2014 por OGR gráfico 1 de Figura 49. Metal reportado em 2014 por OGR gráfico 2 de GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 73
76 ECO-PARTNER AVELINO FRANCISCO GAR NOR-GOMRESÍDUOS ALBINO MESQUITA & PORTUGAL RECICLAGEM BRSS CARLOS FERREIRA DA A SOCORSUL CORREIA & CORREIA BALUARTE J. BATISTA CARVALHO VALTER VALENTE METAIS JAIME DIAS PORTARY QUIMA RECOVERDE EUROPA&C RECICLA SILCLAGEM QUANTIDADES (t) RRI SOCIEDADE PONTO VERDE Madeira As quantidades reportadas de madeira em 2014 representaram cerca de 11% do total reportado no fluxo não urbano, o que se traduziu no reporte de quase 35 mil toneladas. Relativamente a 2013, registou-se um decréscimo de 7% deste material, o que corresponde a um decréscimo de toneladas. Os 5 principais OGR para a madeira em 2014, em termos de quantidades reportadas, encontram-se representados no próximo gráfico. De salientar que apenas 5 empresas representaram 62% do total reportado de madeira. Figura 50. Os 5 maiores OGR em termos de reporte de madeira em % 6% 38% 9% 18% RENASCIMENTO ECOPALETES AMBITRENA EGEO ECOCICLO Outros 23% Dos 89 OGR existentes, 40 reportaram madeira. Por uma questão de leitura dos dados, optouse por dividir os OGR em dois grupos. Figura 51. Madeira reportada em 2014 por OGR gráfico 1 de GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 74
77 CARMONA REVALOR S.P.R. TREPEL AMBIEXPRESS EURO SEPARADORA SERAICAL ECOMAIS SEMURAL BENTA & BENTA PALETE DE SIMBOLOS RDUZ VALNOR A PROCURADORA TRIU RENASCIMENTO ECOPALETES AMBITRENA EGEO ECOCICLO QUANTIDADES (t) SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 52. Madeira reportada em 2014 por OGR gráfico 2 de GESTÃO DO FLUXO NÃO URBANO 75
78 Consolidada que está a taxa de adesão de estabelecimentos ao VERDORECA, importa começar a atuar a nível da sensibilização para que se consigam aumentar as quantidades, e a qualidade, das embalagens usadas reencaminhadas para reciclagem por parte deste sector de atividade. A atividade do subsistema VERDORECA durante o ano 2014 centrou-se nesse objetivo ADESÕES À semelhança do que se passou em 2013, em 2014 não existiram equipas de rua no terreno com o objetivo de fazer novas inscrições. No entanto, mesmo dependendo da iniciativa dos próprios estabelecimentos, teve-se novos contratos de adesão. Este elevado número de adesões é positivo no sentido em que confirma o elevado nível de conhecimento e notoriedade do VERDORECA junto do sector HORECA. Tabela 6. Evolução do n.º de Adesões, rescisões e respetiva taxa de rescisão ANO ADESÕES RESCISÕES TX RESCISÃO % % % % % % % % % % % Assistiu-se a um decréscimo das rescisões relativamente ao ano 2013, tendo baixado a taxa de rescisão em 15 pontos percentuais. No final do ano 2014 existiam estabelecimentos Certificados TAXA DE ADESÃO A taxa de adesão de aderentes face ao mercado potencial determinado pela empresa de estudos de mercado Canadean, situa-se nos 77%, ou seja, 7 pontos percentuais acima da meta de 70% estipulada pela licença. Tabela 7. Taxa de Adesão do VERDORECA UNIVERSO CANADEAN DADOS CANADEAN VERDORECA TAXA DE ADESÃO 2014 PORTUGAL % PORTUGAL SEM RAM % (Listagem de estabelecimentos VERDORECA no Anexo V). VERDORECA 76
79 Algar Amarsul Ersuc Lipor Tratolixo Valorsul N.º ESTABELECIMENTOS SOCIEDADE PONTO VERDE 8.3. MISSÃO RECICLAR HORECA A campanha Missão Reciclar HORECA, para além do caracter de sensibilização de proximidade extremamente importante para estes clientes, representa uma enorme mais-valia em termos de recolha de informação relativamente à realidade da reciclagem. O questionário efetuado aos estabelecimentos permitiu perceber o número de separadores por material, quais os problemas encontrados pelos estabelecimentos em termos de equipamentos disponibilizados pelos SGRU e respetiva recolha e manutenção dos equipamentos. Esta informação foi e será fornecida a cada um dos SGRUS envolvidos para que, em conjunto, a SPV e os SGRU possam estudar formas de melhorar o sistema e aumentar desta forma as quantidades de resíduos de embalagens encaminhados para reciclagem. Durante o ano 2014 foram visitados Restaurantes, Cafés e Hotéis pela Missão Reciclar HORECA. Estivemos em seis SGRUS: Algar, Amarsul, Lipor, Ersuc, Tratolixo e Valorsul. Figura 53. N.º de Estabelecimentos visitados, por SGRU No total, 65% dos estabelecimentos eram aderentes VERDORECA, abaixo da taxa de adesão nacional de 77%. No entanto, é de salientar que se levou a ação às zonas identificadas com maior potencial de crescimento, quer em número de estabelecimentos aderentes, quer em quantidades de resíduos encaminhados para reciclagem, ou seja, zonas onde as quantidades recolhidas seletivamente são baixas. Pretende-se assim, sensibilizar estes estabelecimentos para a separação dos resíduos que produzem. VERDORECA 77
80 Figura 54. Percentagem de Estabelecimentos Aderentes ao VERDORECA, global e por SGRU Em termos de separação de resíduos, verificou-se que 80% separavam pelo menos um dos materiais dos resíduos de embalagens. Verificou-se ainda que 72% separa o vidro. Figura 55. Percentagem de estabelecimentos separadores, global e por SGRU Foi também possível perceber a motivação relativamente à separação dos resíduos nos estabelecimentos visitados, e verificou-se que as duas principais razões que levam à não separação dos resíduos nestes estabelecimentos é o Não está motivado /não tem interesse e consideram que o Ecoponto está muito distante. VERDORECA 78
81 Figura 56. Razões indicadas pelos Estabelecimentos para não separar No entanto, verificou-se que dos 380 estabelecimentos que disseram não separar por terem o ecoponto demasiado longe, 46% tem o ecoponto a menos de 200m. Do total de estabelecimentos visitados, 45% dos mesmos têm o ecoponto até 50 metros de distância. Figura 57. Distância do Ecoponto, global e por SGRU VERDORECA 79
82 17 N.º ESTABELECIMENTOS SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 58. Distância ao Ecoponto ecoponto a <50m ecoponto a <100m ecoponto a <200m ecoponto a >200m não tem ecoponto Inquiridos sobre o que, na sua opinião, poderia aumentar a participação na reciclagem e separação dos resíduos a maior parte dos estabelecimentos referiram a disponibilização de ecopontos adequados aos estabelecimentos, colocação de ecopontos mais próximos e uma maior frequência de recolha destes equipamentos. Figura 59. Como aumentar a participação na recolha seletiva? VERDORECA 80
83 9.1. QUANTIDADES DE EMBALAGENS DECLARADAS Em 2014, os Embaladores / Importadores declararam à Sociedade Ponto Verde as embalagens dos produtos que colocaram no mercado nacional em 2013 as quais apresentaram um crescimento face ao ano anterior, contrariamente ao que estava previsto em orçamento, em grande parte devido a um último trimestre de vendas superiores ao previsto. No global, registou-se um crescimento das quantidades de embalagens colocadas no mercado e declaradas de 1,6%, nos dois segmentos considerados, embora o crescimento do segmento de Produtos de Grande Consumo (1,7%) tenha sido muito superior ao crescimento dos Produtos Industriais (apenas 0,7%). Os sectores de Produtos de Grande Consumo que mais se destacaram foram o dos Bens Alimentares e das Bebidas. Em 2014, foram declaradas toneladas de embalagens colocadas no mercado nacional em 2013, o que representa um crescimento de 1,6% em relação ao ano anterior. Tabela 8. Quantidades Declaradas à SPV em 2014 e 2013 MATERIAIS DECLARADO EM 2014 (t) DECLARADO EM 2013 (t) Δ (%) VIDRO % PLÁSTICOS % PAPEL/CARTÃO % METAIS % MADEIRA % OUTROS MATERIAIS % utros TOTAL Materiais ,6% Desde 2010 que a SPV faz a gestão de embalagens industriais que contiveram produtos perigosos. Em 2014, as embalagens industriais que contiveram produtos perigosos declaradas atingiram as toneladas, sendo os materiais de embalagem mais representativos o Aço e o Plástico. As embalagens declaradas à Sociedade Ponto Verde no ano de 2014, relativas a embalagens de produtos colocados no mercado em 2013, correspondem a uma adesão de 61%, face à estimativa de embalagens colocadas no mercado nacional CONTRATOS CELEBRADOS Em 2014, celebraram-se 875 novos contratos de adesão ao SIGRE, valor ligeiramente superior aos 618 contratos celebrados em EMBALADORES/IMPORTADORES 81
84 N.º de Novos Contratos N.º Total de Aderentes SOCIEDADE PONTO VERDE O peso médio das novas adesões continua muito semelhante aos anos anteriores, tendo sido 5,2 toneladas por aderente em 2014, contra 4,8 toneladas em 2013 e 5 toneladas em No total os novos aderentes trouxeram para o sistema gerido pela SPV mais toneladas de embalagens. Em 2014 ocorreram 362 resoluções de contratos, valor bastante inferior ao verificado em 2013, em que se verificaram resoluções de contratos. Este fator poderá ter a ver com a melhoria da situação económica do país no ano transato. O principal motivo de resolução de contratos em 2014 foi a cessação de atividade de empresas, seguido de insolvências e da falta de pagamento do Valor Ponto Verde. Contabilizando os novos contratos angariados em 2014, retirando os contratos resolvidos e considerando também as empresas que são aderentes à SPV indiretamente (via aditamento de relação de grupo e aditamento de franchising (em que é respetivamente a empresa mãe ou o franchisador que declaram a totalidade das embalagens à SPV), ficou-se, em 31 de Dezembro de 2014, com um total de aderentes (listagem de aderentes no Anexo VI). Figura 60. Evolução Anual dos Novos Contratos Celebrados e dos Aderentes com Contrato Ativo Novos Contratos Aderentes Activos 0 A percentagem de aderentes que optam por formas simplificadas de declaração, continua a crescer e, em 2014, 63% dos aderentes já não entregaram declarações detalhadas limitando-se a aceitar a estimativa calculada pela SPV. EMBALADORES/IMPORTADORES 82
85 Os aderentes podem optar por não entregar uma declaração detalhada, produzindo o sistema uma das seguintes declarações por estimativa: Declaração Mínima disponível para aderentes que faturam menos de /ano, os quais podem optar por pagar apenas o valor anual mínimo (60 ). A declaração é emitida no sistema por estimativa, e o seu valor distribuído pelos diferentes materiais; Declaração Simplificada disponível para aderentes que coloquem no mercado nacional menos de kg de embalagens têm apenas de indicar o peso total de embalagens que colocaram no mercado e quais os materiais utilizados. A declaração é obtida por estimativa, baseada no histórico do próprio aderente ou nas declarações detalhadas de empresas do mesmo sector. Figura 61. Modalidades de Declaração, por Número de Aderentes, em % 37% Detalhada Simplificada Mínima 43% Embora as modalidades simplificadas de declaração já atinjam 63% em número de declarações, no que diz respeito às quantidades de embalagens declaradas que representam a situação é completamente diferente. Estas formas simplificadas de declaração abrangem apenas 2% das embalagens declaradas ao SIGRE, garantindo-se assim o elevado rigor da informação. Figura 62. Modalidades de declaração, por Quantidades Declaradas, em % 0% Detalhada Simplificada Mínima 98% EMBALADORES/IMPORTADORES 83
86 9.3. PESO DOS EMBALADORES/IMPORTADORES Os aderentes da SPV estão classificados por classe, de acordo com o valor da sua contribuição financeira anual, sendo as classes definidas da seguinte forma: A B [ [ C [ [ D [ [ E <1.245 Os aderentes A e B têm um atendimento personalizado, sendo os primeiros acompanhados pela equipa de Gestão de Clientes Corporate e os segundos pela equipa de Gestão de Clientes. Estas equipas contactam com os aderentes, tendo como principais funções garantir que estes entregam as suas declarações atempadamente e corretamente preenchidas, bem como garantir o cumprimento das suas obrigações contratuais. Na figura 63, apresenta-se graficamente, o peso de cada classe de aderente relativamente ao total de receitas de Valor Ponto Verde. Os aderentes A representam 85% da receita de 2014 proveniente de Valor Ponto Verde. Considerando também os aderentes B, atingimos 92% das receitas, com apenas 7% dos aderentes. Os restantes aderentes C, D e E, que em número representam 93% em Valor Ponto Verde valem apenas 8%. Figura 63. Distribuição dos Aderentes por valor da Contribuição Ponto Verde Relativa ao Ano de % 1% 4% 7% % E D C B A Nº de clientes % Contribuição Ponto Verde EMBALADORES/IMPORTADORES 84
87 Os aderentes da SPV estão, também, classificados por sector de atividade, sendo o sector com mais quantidades de embalagens declaradas o sector das bebidas (devido ao elevado peso das embalagens de vidro), que representa 35% do total declarado, seguido da distribuição (25%) e pelos bens de alimentares (19%). Estes três sectores de atividade em conjunto representam 79% do total declarado à SPV em Figura 64. Distribuição das Quantidades Declaradas por Sector de Atividade, em 2014 BEBIDAS 3% 2%2%2% 4% 19% 8% 35% DISTRIBUIÇÃO COMÉRCIO RETALHO BENS ALIMENTARES CONSTRUÇÃO SAÚDE, BELEZA, HIGÉNE E LIMPEZA TECNOLOGIA 25% TEXTÊIS E CALÇADO CASA & JARDIM Outros 9.4. MARCAÇÃO ABUSIVA DE EMBALAGENS COM O SÍMBOLO PONTO VERDE A Sociedade Ponto Verde monitoriza e continua a agir judicialmente contra as empresas que colocam no mercado nacional embalagens marcadas com o símbolo Ponto Verde mas que não são aderentes ao SIGRE. Esta ação permitiu que, em 2014, fossem celebrados voluntariamente 39 contratos de adesão com empresas que utilizavam abusivamente a marca Ponto Verde. As empresas que comprovadamente utilizam abusivamente a marca Ponto Verde e com as quais a SPV não conseguiu chegar a acordo, ou seja, as empresas que não celebraram o contrato de adesão, encontram-se em ação judicial AUDITORIAS No ano de 2014 mantiveram-se os procedimentos de análise estatística e de auditoria com o objetivo de garantir que existe equidade entre todos os aderentes e que o nível de rigor das declarações se mantém elevado. Foram utilizados os seguintes métodos para garantir a máxima fiabilidade das declarações: EMBALADORES/IMPORTADORES 85
88 Deteção eletrónica de erros Comparação do crescimento das Declarações Anuais e da Faturação Auditorias Um dos critérios para a seleção de declarações a auditar é a comparação das quantidades de embalagens declaradas com o volume de vendas para o mercado nacional constante da Informação Empresarial Simplificada (IES) das empresas PORTAL SPVnet No portal SPVnet, os aderentes acedem à sua área reservada, podendo executar várias operações e consultas, tais como efetuar a adesão online, introduzir as declarações anuais online, imprimir o Certificado Ponto Verde e fazer a substituição da minuta do seu contrato por uma versão mais atual. Este é o meio privilegiado pelos aderentes para entregarem a sua declaração anual pelo que, em 2014, 96% das declarações foram entregues por esta via. Procurando continuar a melhorar o seu serviço e corresponder às expectativas e necessidades dos seus aderentes, a Sociedade Ponto Verde incentiva à adesão ao serviço de fatura eletrónica, que no final de 2014 já abrangia 63% dos aderentes ARTICULAÇÃO COM OUTRAS ENTIDADES GESTORAS Consciente da existência de um sistema de gestão específico para os Resíduos de Embalagens de Medicamentos SIGREM, e de forma a contribuir para que cada tipo de resíduo de embalagem seja gerido no fluxo adequado, respeitando as especificidades de gestão de cada tipo de resíduo, a SPV exclui do âmbito do contrato de transferência de responsabilidades que celebra com os seus aderentes todas as embalagens geridas através de outros sistemas previstos na lei, e devidamente autorizados pelas entidades competentes, como é o caso do SIGREM. Assim, as empresas responsáveis pela colocação de medicamentos no mercado nacional que contactem a SPV, são encaminhadas para a adesão ao sistema gerido pela VALORMED. EMBALADORES/IMPORTADORES 86
89 10.1. COMUNICAÇÃO COM O PUBLICO A Sociedade Ponto Verde manteve, em 2014, a aposta na sensibilização ambiental dos diversos públicos-alvo a que se dirige Campanha Nacional A Sociedade Ponto Verde comemorou 15 anos em Novembro 2011 e durante esses 15 anos foi a única empresa a atuar na área da gestão dos resíduos de embalagens tendo atingido todos os objetivos a que se comprometeu na sua licença. Este trabalho materializou-se nas quantidades de embalagens enviadas para reciclagem (711 mil toneladas), no número de lares separadores (69%), impactados pelas campanhas de comunicação levadas a cabo e no elevado número de empresas aderentes (mais de ). Motivados por um consumidor que sabe que existe uma entidade que envia as embalagens usadas para reciclagem, mas não tem a certeza qual é e que sabe a reciclagem existe, mas não tem ideia do que isso representa em termos de quantidades, desenvolveu-se a campanha Numa Hora com o objetivo de promover a marca Sociedade Ponto Verde, dando a conhecer aos consumidores que esta conta já com 18 anos de existência, materializando os resultados alcançados nesse período de tempo. A Campanha Numa hora teve inicio em 2013, e em 2014 esteve no ar, no primeiro trimestre, em TV. Durante todo o ano foi possível assistir ao filme Numa Hora em todas as salas de cinema Lusomundo. COMUNICAÇÃO 87
90 Missão Reciclar Em 2011, 69% da população fazia a separação das embalagens e os não separadores apontavam como uma das razões para a não separação a falta de recipiente no lar. Concluiu-se ainda que 90% dos lares com ecoponto doméstico fazem separação total. Só pela sua presença, um ecoponto doméstico é um motivador. Surge sempre em primeiro, destacado, como o que o pode levar a fazer separação. Com o objetivo de mudar os comportamentos dos não separadores para separadores totais desenvolveu-se a Missão Reciclar com o intuito de equipar os lares portugueses com ecopontos domésticos, quebrando uma das barreiras mais referidas pelos não separadores. A Missão Reciclar é a maior iniciativa porta-a-porta de contacto direto com o consumidor levada a cabo pela SPV. Com início no final de 2013, a Missão Reciclar pretende contactar, até final do primeiro trimestre de 2015, 2 milhões de lares, entregando mais de 300 mil ecobags. A Missão Reciclar terminou o ano de 2014 com portas batidas, das quais foram abertas e foram entregues ecobags. Até ao final do ano a equipa da Missão Reciclar passou por 13 SGRU em 128 Municípios. A par das visitas das equipas, foram realizadas apresentações da ação em 33 Municípios. A Missão Reciclar, é a maior iniciativa porta-a-porta de contacto direto com o consumidor levada a cabo pela SPV. Com início no final de 2013, a Missão Reciclar pretende contactar, até final do primeiro trimestre de 2015, 2 milhões de lares, entregando mais de 300 mil ecobags Apoio a ações locais dos SGRU cofinanciadas pela SPV No âmbito do financiamento dos planos de comunicação dos SGRU foram atribuídos aos 22 Sistemas que se candidataram com as suas ações de comunicação. COMUNICAÇÃO 88
91 A aprovação de financiamento baseou-se num conjunto de critérios para que a atribuição de verbas fosse mais ao encontro dos objetivos delineados para cada ação assim como para uma atribuição mais equitativa às várias ações propostas pelos SGRU que se enquadravam no mesmo âmbito Ecobags Com base no design vencedor resultante do concurso Recicl arte de 2013, foram produzidos ecobags a utilizar nas várias ações desenvolvidas ao longo do ano (Missão Reciclar, SGRU, Kit Escolas). O concurso para o design dos ecobags é promovido junto das escolas de design do país de forma a envolver os jovens nas ações destinadas a motivar para comportamentos mais ecológicos REVISTA RECICLA A Recicla, única revista em Portugal dedicada ao tema da sustentabilidade, publicou 4 edições em 2014, tendo sido enviada para assinantes das revistas Activa e Caras. Além da revista impressa, foram editadas versões digitais para tablets android e ipads que é distribuída juntamente com a Visão, Expresso e Caras e ainda está disponível como app stand alone, gratuitamente. A Recicla é o único ponto de encontro dos projetos que Portugal tem para oferecer na área do ambiente. Os artigos são também divulgados nos meios digitais da SPV. COMUNICAÇÃO 89
92 10.3. ZOO Quem visita o Zoo pode agora fazer a separação das suas embalagens em contentores próprios, visto que o espaço é certificado com a marca 3R6. A SPV realizou uma intervenção na área do Parque de Merendas do Zoo utilizando 16 toneladas de plásticos mistos. O renovado Bosque Encantado tem agora áreas de refeição, espaços para brincar e vários painéis informativos sobre espécies de aves, utilizando materiais provenientes da reciclagem de plásticos mistos. Esta intervenção teve como contrapartida, uma redução no patrocínio da apresentação das Aves em Voo Livre. Ao longo do ano e em 5 datas emblemáticas, a SPV marcou presença com atividades para os pequenos visitantes através de um passaporte que deveria ser carimbado mediante a obtenção de algumas repostas sobre a biodiversidade e a reciclagem. O prémio final era um crachá. O Jardim Zoológico é a atração com mais visitantes em Portugal, especialmente os que têm crianças. Mais de 900 mil visitantes passam pelo espaço. Com o apoio ao Zoo, a SPV desenvolve a sensibilidade das crianças para a reciclagem, mostrando o que acontece aos materiais depois de colocados no ecoponto, e com a biodiversidade do espaço garantindo que estes temas ganham relevância desde tenra idade RELAÇÕES PUBLICAS E INSTITUCIONAIS Relações de imprensa No ano de 2014 foram publicadas nos órgãos de comunicação social notícias referentes à Sociedade Ponto Verde. Os meios online continuam a ser os que veiculam o maior número de notícias (689), mas foi a televisão que voltou a alcançar o melhor desempenho em Net AVE ( ). Este indicador representa o valor líquido do espaço editorial ocupado a preços de tabela de publicidade sendo um importante indicador da relevância dos meios em que o nome da empresa aparece destacado. COMUNICAÇÃO 90
93 N.º NOTICIAS SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 65. Número de Noticias por Meios TV IMPRENSA ONLINE RÁDIO TOTAL Em 2014 destacaram-se temas como a Missão Reciclar, O Guia Boa Cama Boa Mesa e o Bosque Encantado no Jardim Zoológico Redes Sociais A Sociedade Ponto Verde está presente na rede social Facebook com uma página, desde Abril de 2012, contando no final de 2014 com mais de 125 mil fãs. É a marca portuguesa ligada ao ambiente com maior número de fãs nesta rede social. O canal no Youtube continua a ser alimentado com todos os vídeos relacionados com a atividade da SPV. Através dos meios digitais, a SPV chega diariamente a milhares de cidadãos e interage diretamente respondendo às suas dúvidas e questões sobre reciclagem. A dinâmica dos meios digitais é fundamental para esclarecer todos os que querem reciclar mas têm ainda dúvidas sobre como fazê-lo. Através das redes sociais mantemos uma presença constante e praticamente diária no contacto com o consumidor, assegurando que a Sociedade Ponto Verde aparece sempre como a referência em termos ambientais. COMUNICAÇÃO 91
94 Site SPV O site manteve a sua função de agregador de toda informação sobre a atividade da empresa, funcionando também como complemento às redes sociais. O site da SPV é visitado, quer por consumidores, quer por profissionais do setor (embaladores, SMAUT, retomadores, jornalistas, etc.). Cada vez mais os meios digitais são utilizados para interagir com a empresa, tirar dúvidas, esclarecer sobre temas e realizar downloads autorizados. No site da SPV é possível: Consultar temas relacionados com a reciclagem Esclarecer dúvidas sobre o que separar e como Aprofundar as notícias das newsletters e/ou do facebook Ver/rever os anúncios e filmes didáticos sobre reciclagem COMUNICAÇÃO 92
95 Institucional Brochura Institucional Foi criada uma brochura institucional com informação relevante sobre a empresa. Esta brochura é uma ferramenta essencial para esclarecer, de forma simples e direta o que é a SPV e o que faz. é extremamente importante em feiras e eventos ligados ao ambiente. Green Project Awards 2014 A SPV apoiou mais uma edição dos Green Project Awards cujo objetivo é a promoção e cooperação para o crescimento dos países, com enfoque na economia verde, nas boas práticas e na mobilização da sociedade civil e empresarial para os desafios do futuro. A SPV apoiou pela 3ª vez consecutiva do prémio especial Obra escrita original em associação com a Princípia Editora, destinado à publicação de obras originais não publicadas, de natureza académica ou científica, nas temáticas do ambiente e do desenvolvimento sustentável. A obra vencedora o sistema pay as you throw (PAYT) terá a sua publicação em 2015 e versa sobre um estudo sobre implementação no centro histórico de Guimarães e na Zona envolvente. COMUNICAÇÃO 93
96 Marcas Verdes Ao longo de 10 programas mensais, o Imagens de Marca contou com a rúbrica Marcas Verdes onde se pretendia mostrar quais as marcas e negócios que são hoje bons exemplos de uma estratégia de mercado, orientada para a sustentabilidade e em particular, com uma forte preocupação ambiental. A SPV apoiou as dez edições com temas variados com exemplos concretos do que de melhor Portugal tem na área ambiental. Festivais Dentro da sua estratégia de contacto direto com os principais alvos potencialmente influenciadores da gestão de resíduos nos lares, um dos públicos-alvo que necessitam de uma abordagem mais própria são os jovens e adolescentes. Estes, pela fase da vida em que se encontram, necessitam de contactos diferenciadores nos locais que habitualmente frequentam. Deste modo, a SPV encontrou nos festivais de verão a oportunidade de comunicar com este target de forma descontraída e impactante. Entre Junho e Setembro, a SPV marcou presença no Rock In Rio Lisboa, Meo Sudoeste, Super Bock Super Rock e Mega Festa do Caloiro. Com o stand em forma de ecoponto gigante e através de uma roda da sorte os festivaleiros podiam habilitar-se uma t-shirt sob o mote a reciclagem toca por estas bandas. Pelo stand passaram pessoas que permitiram recolher quilos de embalagens. COMUNICAÇÃO 94
97 Projecto 80 O Projeto 80 visa dinamizar o movimento associativo nas escolas e promover a educação para a sustentabilidade, empreendedorismo e cidadania democrática. Em 2014 o projeto esteve presente em 18 escolas do país e a SPV dinamizou a sua presença através da ação Recicla Challenge. Com o apoio da banda Os Azeitonas, os participantes das escolas tinham como tarefa reescrever a letra da música Ray-Dee-Oh com conteúdos alusivos a temáticas do ambiente e reciclagem de embalagens. Foi um exercício de escrita criativa subordinado ao tema da reciclagem o que motivou 99 equipas de quase 500 alunos a escrever e a participar no concurso. A equipa vencedora foi escolhida por mais de votações na página de Facebook da SPV e foram as ESSAS de Abrantes que tiveram oportunidade de conhecer a banda no lançamento da edição de Guia Boa Cama Boa Mesa Foi desenvolvido um índice ambiental para a restauração e hotelaria, tendo culminado na publicação do Guia Boa Cama Boa Mesa. Esta parceria tem como objetivo sensibilizar os HORECA (hotéis, restaurantes e cafés) para as questões ambientais e de reciclagem. Desta forma, a SPV sensibiliza os hotéis e restaurantes de referência do sector e impacta o consumidor nos diversos meios onde a sua marca irá aparecer: Guia, Televisão e Internet. Está a ser desenvolvida uma revisão do índice ambiental para Restauração e Hotelaria para aplicar em O objetivo é tornar o indicador mais robusto garantindo maior credibilidade para o poder divulgar publicamente. COMUNICAÇÃO 95
98 8º Fórum Nacional dos Resíduos Em Abril teve lugar o 8º Fórum Nacional de Resíduos, onde a SPV marcou presença. A temática central versou sobre A revolução do sector dos resíduos com destaque para a privatização da EGF; nova regulação; nova licença dos resíduos de embalagem e PERSU II Workshop de Marketing & Comunicação No dia 30 de Outubro realizou-se o segundo encontro com os representantes dos SMUAT da área de Marketing e Comunicação. Foram apresentados os resultados da Missão Reciclar assim como o ponto de situação dos projetos Kit Escolas e harmonização de sinalética. A tarde foi dedicada a sessões de trabalho com tópicos diferenciados para encontrar estratégias comuns. Estes workshops têm sido uma ferramenta essencial para aproximar os SMAUT e a SPV no que diz respeito à sensibilização dos consumidores para o tema da reciclagem. É nestes fóruns que têm nascido equipas integradas de projetos que estão a desenvolver em conjunto alguns projetos comuns que vão em 2015, pela primeira vez, juntar a SPV e os SMAUT em iniciativas conjuntas de âmbito nacional e de aplicação local. COMUNICAÇÃO 96
99 A Investigação e Desenvolvimento é um pilar fundamental de desenvolvimento do SIGRE, sendo que a Sociedade Ponto Verde ao longo de todos os anos de atividade tem vindo a promover o financiamento de projetos junto dos seus diversos parceiros do Sistema Integrado, tendo no entanto no final de 2013 tomado a decisão de suspensão temporária da linha de financiamento, devido às indefinições sobre a atribuição da nova licença, e a impossibilidade de assumir compromissos a médio/longo prazo. No ano de 2014, deu-se seguimento ao acompanhamento dos projetos em execução: PoVeRE - Politica Verde para resíduos de embalagens - desenvolvido pela UNINOVA, da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, FCT-UNL, o projeto pretende desenvolver uma ferramenta de cálculo para determinar um Valor Ponto Verde inteligente e sustentável, isto é, que inclua não só aspetos económicos mas também ambientais e sociais de modo a dar indicações aos produtores de embalagens sobre como deverão produzi-las com vista aos impactes que terão no seu fim de vida. Recuperação de vidro a partir do rejeitado pesado do tratamento mecânico-biológico - cujo proponente é o CERENA-ADIST, do Instituto Superior Técnico, o projeto tem por objetivo determinar a viabilidade de recuperação do vidro reciclável ocorrente no Tratamento Mecânico Biológico. Estudará, por um lado, o domínio de aplicabilidade da triagem ótica ao Tratamento Mecânico Biológico, tanto do ponto de vista da granulometria, como do teor em humidade e contaminantes, em particular em matéria orgânica. Sociedade iluminada - desenvolvido pela designer Joana Martins, é um projeto de reutilização de materiais, com recurso a resíduos domésticos, (estruturas de iluminação, louças, vidros, cápsulas de café, embalagens ECAL) e industriais (refugo de fábricas de cerâmica, de vidro e de metais), de modo a diminuir a quantidade de desperdícios, cujo destino são os aterros. Travetec - Travessas de caminhos-de-ferro em plásticos mistos - desenvolvido pelo PIEP, da Universidade do Minho, o projeto tem como objetivo o desenvolvimento de travessas para assentamento de linhas de caminho-de-ferro em material composto maioritariamente por plásticos provenientes da fileira dos plásticos mistos. Ecoacustic - Desenvolvimento de produtos de segurança rodoviária com base no aproveitamento de plásticos mistos, com o objetivo de o desenvolver produtos de segurança rodoviária (painéis acústicos para barreiras sonoras de autoestrada) com base no aproveitamento de plásticos mistos, que pelas suas características mecânicas, acústicas e estéticas se apresentam em condições de competir com os existentes atualmente no mercado. INVESTIGAÇÃO & DESENVOLVIMENTO 97
100 Encontra-se ainda em execução o projeto Benchmarking de diferentes sistemas de recolha de RSU, de 2009, cuja entidade proponente é a FCT-UNL. Este projeto encontrou-se parado por um período de aproximadamente 2 anos, tendo o mesmo sido retomado em Este projeto tem por objetivo a analise e monitorização exaustiva de diversos sistemas de recolha, com levantamento de dados operacionais e económicos que traduzam as principais variáveis que influenciam a eficiência destes sistemas. INVESTIGAÇÃO & DESENVOLVIMENTO 98
101 A principal preocupação da SPV, enquanto não for emitida a próxima Licença, é manter de uma forma continuada a sua actividade. Quanto às retomas dos resíduos de embalagens, continuará a ser o material vidro, o seu principal foco de preocupação, dada a distância que mantém relativamente à sua meta específica. Relativamente aos restantes materiais, visa-se a consolidação do desempenho alcançado ao longo dos últimos anos, com particular incidência na qualidade dos resíduos retomados e no controlo da mistura de fluxos. Assim, será dada continuidade à ação de sensibilização Missão Reciclar HORECA que visa o contacto porta-aporta com, pelo menos, estabelecimentos HORECA. A SPV continuará igualmente a acompanhar o arranque de novas instalações de triagem automatizadas bem como de instalações de tratamento mecânico e biológico no sentido de serem definidas abordagens locais aos resíduos, na fase de pré-tratamento, que permitam a melhor recuperação destes para reciclagem. No que diz respeito aos retomadores, a SPV continuará a desenvolver uma atitude proactiva na procura de soluções de valorização que garantam o encaminhamento para reciclagem dos resíduos geridos, assente em princípios de equidade e livre concorrência entre empresas retomadoras. No plano Europeu, a SPV acompanha com interesse e participa através da PRO-Europe nos debates associados ao pacote documental para a economia circular, que se espera venha a resultar em novas propostas legislativas, por parte da Comissão Europeia, antes do final de Em relação aos aderentes, a SPV prevê continuar a realizar jornadas técnicas e a desenvolver melhorias no sistema de apoio online, bem como apostar na divulgação de boas práticas de Prevenção e redução do consumo de materiais de produção de embalagens nomeadamente promovendo o site pack4recycling junto das empresas embaladoras suas aderentes. Para 2015 irá manter-se a aposta na sensibilização para a separação doméstica e do canal HORECA das embalagens usadas. Os consumidores e os profissionais do pequeno comércio, já estão suficientemente sensibilizados e conscientes do seu dever cívico da separação para a reciclagem, é no entanto importante quebrar as poucas barreiras físicas à separação dos resíduos. Para 2015, destaca-se a importância de: Remover as dúvidas os mitos relativos à reciclagem de embalagens Promover a separação em eventos e espaços públicos em coordenação com as Câmaras Municipais Articulação com as ações locais desenvolvidas pelos SGRU nas escolas, nos eventos, no desenvolvimento de sistemas de recolha porta-a-porta e no apoio a ações específicas de interesse local AÇÕES PLANEADAS PARA
102 Aposta no HORECA como grande produtor de vidro Harmonização da sinalética a nível nacional AÇÕES PLANEADAS PARA
103 A atividade da Sociedade Ponto Verde, só por si resulta em preocupações óbvias de desempenho na área ambiental. Para além do desempenho decorrente dos objetivos específicos da sua atividade, o encaminhamento para reciclagem de resíduos de embalagem, e seu consequente desvio de aterro, a organização identificou um conjunto de aspetos ambientais com impactos diretos e indiretos, que acompanha e monitoriza, estabelecendo metas e medidas minimizadoras ou potenciadores. O desempenho ambiental da Sociedade Ponto Verde tem especial expressão na influência e alteração de comportamentos dos seus parceiros, partes interessadas e população em geral, para além da monitorização e aplicação de boas práticas ambientais na sua atividade diária de escritório. Durante o ano de 2014, a SPV implementou as medidas decorrentes do Programa de Gestão Ambiental definido. O reforço na divulgação de boas práticas levou a bons resultados nos indicadores ambientais monitorizados, sendo que, excluindo o consumo de água, em todos os outros indicadores existiram reduções significativas SISTEMA INTEGRADO DE QUALIDADE E AMBIENTE No ano de 2014, deu-se o 1º acompanhamento do 3º ciclo de certificação do Sistema Integrado de Qualidade e Ambiente, da Sociedade Ponto Verde, de acordo com os referenciais normativos NP EN ISO 9001:2008 e NP EN ISO 14001:2004, com o seguinte âmbito Gestão administrativa do sistema integrado de gestão de embalagens e resíduos de embalagens. Figura 66. Certificado NP EN ISO9001:2008 e Certificado NP EN ISO14001:2004 DESEMPENHO AMBIENTAL 101
104 13.2. CUMPRIMENTO DA LEGISLAÇÃO O acompanhamento e a atualização da legislação em vigor realizado através dos serviços jurídicos, de que a organização dispõe, permite que se adaptem rapidamente os seus processos a novas exigências legislativas. No âmbito do Sistema Integrado de Qualidade e Ambiente é feito o acompanhamento da legislação relevante e a sua avaliação periódica de conformidade. Esta atuação, permite não só o cumprimento da organização em termos legislativos, mas também favorece a relação de proximidade e apoio técnico prestado pela Sociedade Ponto Verde aos seus parceiros INDICADORES AMBIENTAIS Materiais A Sociedade Ponto Verde tem a preocupação de adquirir papel branco produzido com a incorporação de fibras recicladas, atualmente utiliza papel com 30% de fibra reciclada e 70% de fibra virgem, contribuindo assim para a reutilização de recursos mas também para a contínua plantação de novas árvores, pela incorporação de fibras virgens. O Papel consumido possui também certificação ISO 9001 e ISO e certificação FSC (Forest Stewardship Council) e EU Ecolabel, garantindo desta forma que as florestas são geridas de forma responsável do ponto de vista ambiental, económico e social, e obedecendo a critérios rigorosos e internacionalmente reconhecidos Energia O consumo total de energia elétrica em 2014 foi de kwh, correspondendo a um consumo por colaborador de 309,0 kwh/mês/por colaborador, não tendo sido atingido o objetivo interno de consumo por colaborador estabelecido em 298 kwh/mês/por colaborador, considerando uma média de 50 colaboradores, de forma a incluir as presenças esporádicas de prestadores de serviço. A SPV irá agora analisar as causas para este consumo e definir um plano de ação. Em termos globais o consumo da SPV foi de 39,85 TEP (Toneladas equivalentes de petróleo), logo não se encontra abrangida pelo regime geral de consumo de energia, regulado pelo decreto-lei n.º 71/2008, de 15 de Abril, e despacho n.º 17313/2008, de 26 de Junho. DESEMPENHO AMBIENTAL 102
105 Kwh anual Kwh mensal SOCIEDADE PONTO VERDE Figura 67. Consumo de eletricidade nas instalações da SPV, total e mensal, desde Kwh anual Kwh/mês Com base na informação disponibilizada na fatura de eletricidade foi possível efetuar uma avaliação das emissões de CO 2 associadas ao consumo energético da SPV, para um total de emissões de ,01 kg que representa uma emissão mensal de aproximadamente kg. Com base na informação disponibilizada pelo operador de eletricidade, é possível analisar o mix médio das fontes de energia, dados do ano de A energia proveniente de fontes renováveis representa atualmente 41,8% do total da energia consumida. Figura 68. Mix médio de fontes de energia (dados de 2013) 8,6% 8,4% 0,3% 29,9% Hídrico Eólica Outras fontes renováveis 11,8% Carvão Cogeração Fóssil 6,4% Nuclear Gas Natural 29,1% 5,5% Outras fontes não renováveis DESEMPENHO AMBIENTAL 103
106 m3/anual m3/mês SOCIEDADE PONTO VERDE Água A monitorização dos consumos de água nas instalações da Sociedade Ponto Verde ocorre desde 2005, o consumo anual, em 2014, foi de 358 m 3, correspondendo a um consumo mensal de 30 m 3, o que correspondente a 0,6 m 3 /mês, por colaborador. Este valor representa uma redução de consumo per capita de 0,2 m 3, o que representa uma redução de 25%. Figura 69. Consumo de água nas instalações da SPV, total e mensal, de 2005 a m3/anual m3/mês Biodiversidade O tipo de atividade desenvolvida pela Sociedade Ponto Verde, de carácter administrativo e com localização geográfica numa urbe, leva a que não esteja integrado em nenhum local de elevado índice de biodiversidade, pelo que a sua atividade não tem impacto direto sobre a biodiversidade. Esta só por si não afeta o meio envolvente de forma direta, no entanto tendo consciência da importância que cada um de nós pode ter na promoção de boas práticas com impactos diretos e indiretos no meio envolvente, a Sociedade Ponto Verde implementa e promove ações de conservação da biodiversidade, nomeadamente através da compensação de emissões produzidas com a organização de eventos efetuados pela empresa. A Sociedade Ponto Verde propõe-se realizar o cálculo das emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE) geradas pela sua atividade, no âmbito do programa Empresa Carbono Zero Premium. Foi realizado o cálculo das emissões geradas por três eventos organizados pela SPV fora das suas instalações: respetivamente, as Jornadas Técnicas 2014, realizadas a 14 de Janeiro no Centro de Congressos da Alfândega do Porto, e a 16 de Janeiro no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, o II Workshop de Marketing & Comunicação, que decorreu no Hotel Sana Lisboa a 30 de Outubro, em Lisboa, o Workshop Técnico Triagem, que decorreu no dia 6 de Novembro DESEMPENHO AMBIENTAL 104
107 Kg SOCIEDADE PONTO VERDE no Ecorkhotel, em Évora. Os GEE inventariados nestes projetos serão sequestrados em CO2e por uma área de floresta nacional Resíduos Para além dos resíduos recolhidos seletivamente pelos serviços da autarquia local, dada a produção diária da empresa inferior a litros, e portanto, o seu enquadramento em resíduos equiparados a domésticos, são também recolhidos seletivamente os seguintes resíduos de escritório: tonners e tinteiros e REEE em fim de vida (produção esporádica). No caso dos primeiros estão a ser encaminhados através de uma empresa especializada e a contribuir para uma campanha de cariz social, no caso dos REEE os mesmos são encaminhados para um destino adequado, definido em função do tipo de resíduo e da sua produção. No ano de 2014, procedeu-se a mais uma caracterização física de resíduos produzidos nas instalações da SPV, no entanto à data da produção deste relatório ainda não se encontra disponível o tratamento da informação de produção anual de resíduos. Pelo que apresenta-se os resultados da caracterização de 2013 e Figura 70. Evolução da produção diária de resíduos, para cada fração. Produção de resíduos 9,00 8,00 7,00 6,00 5,00 4,00 3,00 2,00 1,00 0,00 7,6 6,8 3,59 3,18 3,13 2,27 1,04 0,73 0,28 0, Média diária FRACÇÃO INDIFERENCIADA FRACÇÃO SELECTIVA AZUL TOTAL FRACÇÃO SELECTIVA AMARELA FRACÇÃO SELECTIVA VERDE DESEMPENHO AMBIENTAL 105
108 N.º COLABORADORES SOCIEDADE PONTO VERDE RECURSOS HUMANOS Em 31 de dezembro de 2014 o número de trabalhadores a cargo era de 41, resultado da saída de 2 trabalhadores e da entrada de 1 trabalhador durante o ano. O efetivo médio foi de 41,5 trabalhadores, inferior em 2 trabalhadores relativamente ao ano anterior. Figura 71. Distribuição dos colaboradores da SPV por área funcional e por género Total 20 H DG DAF DGR DPP DMA Total M A idade e antiguidade média situaram-se, em Dezembro, nos 42 e 12 anos, respetivamente. A nível da estrutura de qualificações, em 31 de Dezembro de 2014, 61% dos colaboradores tem uma licenciatura, e os restantes 39% completaram o 12º ano do ensino secundário Saúde, Higiene e Segurança no trabalho A Sociedade Ponto Verde dispõe de uma prestação de serviços na área da Saúde, Higiene e Segurança no trabalho que compreende as medidas previstas legalmente para uma organização com a dimensão da SPV. Anualmente, realiza-se uma auditoria de acompanhamento às instalações com o objetivo de identificar os perigos, avaliar e controlar os riscos profissionais dos trabalhadores, que desenvolvem a sua atividade nas instalações da SPV. A metodologia utilizada pela empresa é o Método de estimação semi-quantitativa do risco resultante da adaptação do Modelo Sistémico de Avaliação dos Riscos. Este método permite quantificar o nível dos riscos existentes (NR) e, em função destes níveis, hierarquizar a prioridade de intervenção para eliminar ou minimizar os riscos a que os trabalhadores estão expostos. DESEMPENHO SOCIAL 106
109 93% 93% 93% 92% 93% 91% 91% 93% 89% SOCIEDADE PONTO VERDE São também planeados e realizados simulacros, que permitem testar e formar a equipa de emergência existente e testar a seu desempenho, na simulação de situações de emergência, na organização. Os colaboradores da Sociedade Ponto Verde, estão também cobertos pela medicina no trabalho, sendo realizados exames periódicos e de admissão. Assim, todos os colaboradores com idades inferiores a 18 anos e superiores a 50 anos realizam exames anualmente e os colaboradores com idades entre os 18 e os 50 realizam exames bienais. Em termos de sinistralidade, durante o ano de 2014, não se registou nenhum acidente de trabalho, nem nenhuma situação de doença profissional Formação de colaboradores A aposta contínua da Sociedade Ponto Verde em formação e no desenvolvimento pessoal dos colaboradores, tirando o máximo partido do Coaching, da partilha do elevado know how existente dentro da organização tem ao longo dos anos garantido uma equipa coesa e de elevado conhecimento. Anualmente a empresa realiza um Projeto Cliente Mistério, de forma a aferir o desempenho dos seus colaboradores no atendimento. O Grau de Satisfação de Cliente Mistério (GSCM) alcançado em 2013 foi de 91%, o que representa uma diminuição de 1 pontos percentual relativamente ao projeto realizado em 2012, por essa razão no ano de 2014 efetuou-se uma ação de consolidação de conhecimentos e análise de resultados do desempenho obtido nos últimos anos. Figura 72. Resultados Globais do Cliente Mistério % 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% GSCM Atitudes Comportamentos DESEMPENHO SOCIAL 107
110 Acesso à informação Os colaboradores dispõem de ferramentas de informação e trabalho que permitem um conhecimento global da atividade desenvolvida pela empresa e dos objetivos internos traçados para cada ano, bem como fontes de conhecimento técnico e cientifico na área do ambiente. De entre a informação produzida e disponibilizada a toda a equipa, destacamos os seguintes meios de informação: Clipping de imprensa, diário; Publicações técnicas, com carácter semanal, mensal e trimestral, com origem nacional e estrangeira; Publicações periódicas da especialidade; Ferramentas informáticas de informação desenvolvidas internamente; Participação em seminários, congressos e sessões técnicas; PONTO VERDE INSIDE, a newsletter interna da Sociedade Ponto Verde, editada mensalmente e distribuída por todos os colaboradores, dando conta das atividades da empresa e referenciando boas práticas a implementar. RECICLA, revista da SPV, de edição trimestral, com conteúdos de ambiente Ações Empresa A Sociedade Ponto Verde promove regularmente a realização de ações de empresa, para reforçar o valor da marca da Empresa para os colaboradores, desenvolver as relações humanas e fortalecer os laços entre todos, para além de desenvolver competências de grupo, tais como o espírito de equipa, a tolerância, a criatividade, a inovação e o pensamento divergente. Figura 73. Team Day de Verão (03/07/2014) e Team Day de Inverno (19/12/2014) DESEMPENHO SOCIAL 108
111 14.2. PARCERIAS A Sociedade Ponto Verde, no desenvolvimento de uma estratégia de relação de proximidade com as mais diversas entidades tem vindo a fomentar a colaboração com organizações nãogovernamentais na área do ambiente e na área social, mantendo parcerias de colaboração e apoio a algumas organizações. QUERCUS A Sociedade Ponto Verde mantém com a Quercus, ao longo de vários anos, um protocolo de colaboração, que pretende estabelecer o desenvolvimento de um entendimento comum e concretização de esforços em diversos campos de atuação no âmbito da reciclagem, nomeadamente, a exploração de fluxos alternativos de resíduos (compostagem), a recolha portaa-porta, entre outros. REFOOD A Re-Food tem como missão combater o desperdício alimentar e diminuir a insuficiência alimentar no ambiente urbano, enquanto constrói uma comunidade mais solidária. Para isso os seus voluntários recolhem diariamente a comida em perfeitas condições de restaurantes, cafés, pastelarias e estabelecimentos similares, e distribuem-na por quem mais necessita, nos bairros onde atuam. Em 2014, a SPV resultado da sua presença nos festivais de verão com a mecânica estabelecida de Por cada kg de embalagens entregues no Stand, a SPV entrega 1 ao Refood, correspondente a 10 refeições entregou a esta instituição o equivalente a 178 refeições, da recolha de Kg de embalagens nos vários eventos em que a SPV esteve presente. DESEMPENHO SOCIAL 109
112 Certificado Ponto Verde de Embalador/Importador - É o documento que é emitido anualmente pela Sociedade Ponto Verde em nome de uma empresa que tenha cumprido todas as condições necessárias à adesão ao Sistema Integrado gerido pela SPV Compostagem - reciclagem orgânica dos resíduos de embalagens, nas instalações de Tratamento Mecânico-Biológico dos SGRU. Custo de transporte - Custo incorrido pela Sociedade Ponto Verde com o transporte de alguns resíduos de embalagens entre as instalações dos SGRU e as instalações dos retomadores (aplicável por exemplo no caso do material EPS). Embalador/importador - empresas responsáveis pela colocação de produtos embalados no mercado nacional que efetuaram um contrato de transferência de responsabilidade da gestão de resíduos de embalagens para a SPV Embalagem não Reutilizável - As embalagens que não se enquadram na definição anterior e que, portanto, fazem apenas um percurso até o utilizador do produto e não voltam a ser cheias. Embalagem Reutilizável - É a embalagem que foi concebida e projetada para cumprir, durante o seu ciclo de vida, um número mínimo de viagens ou rotações, sendo cheia de novo, com ou sem apoio de produtos auxiliares presentes no mercado que permitam seu reenchimento, ou reutilizada para o mesmo fim para qual foi concebida. As embalagens reutilizadas passarão a resíduos de embalagens quando deixarem de ser reutilizadas. Embalagens Primárias (ou embalagens de venda) - Qualquer embalagem concebida de modo a constituir uma unidade de venda para o utilizador final ou consumidor no ponto de compra. Embalagens Secundárias (ou embalagens de grupagem) - Qualquer embalagem concebida de modo a constituir, no ponto de compra, uma grupagem de determinado número de unidades de venda, quer estas sejam vendidas como tal ao utilizador ou consumidor final, quer sejam apenas utilizadas como meio de reaprovisionamento do ponto de venda. Este tipo de embalagem pode ser retirado do produto sem afetar as suas características. Embalagens Serviço - são as embalagens cheias e/ou executadas no ponto de venda (saco de compras, sacos para fruta e legumes, caixa para bolos, saco de pão, embalagem para comida pronta, etc.). Embalagens Terciárias (ou embalagens de transporte) - Qualquer embalagem concebida de modo a facilitar a movimentação e o transporte de uma série de unidades de venda ou embalagens grupadas, a fim de evitar danos físicos durante a movimentação e o transporte; a embalagem de transporte não inclui os contentores para transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo. GLOSSÁRIO 110
113 Fornecedor de Embalagens de Serviço Acreditado (FESA) - Empresas ou empresários em nome individual com domicílio estável no território nacional ou em qualquer país da União Europeia, e que mantêm um contrato com a SPV, através do qual estão autorizados a vender Embalagens de Serviço com a Contribuição Ponto Verde incluída aos seus clientes. Fluxo não urbanos Circuito dos resíduos não urbanos, desde a sua produção até ao destino final adequado dos mesmos. Neste circuito, incluem-se os resíduos da recolha seletiva não urbana, havendo apenas lugar a pagamento de VIM, não havendo recebimento de VRL. Fornecedores de Marca Própria ou Insígnia (FMPI) - Clientes que aceitaram a obrigação de entrega da declaração anual e do pagamento da contribuição financeira em nome de um ou mais Distribuidores. Incineração - recuperação de resíduos de embalagens após terem passado por um processo de queima com recuperação de Energia. Atualmente aplica-se ao Aço (Escórias Ferrosas) e ao Alumínio (Escórias Não Ferrosas). Operador de Gestão de Resíduos (OGR) os operadores económicos, devidamente licenciados, que procedam à recolha seletiva, transporte, armazenagem, triagem e/ou reciclagem dos resíduos de embalagens e que tenham contrato com a SPV para o fluxo não urbano. Tanto podem ser Operadores Privados, como SGRU. Operadores de recolha - Operadores económicos, devidamente licenciados, que venham a proceder à recolha seletiva, transporte, armazenagem e/ou triagem dos resíduos das embalagens. Pré-Tratamento de Compostagem - Recuperação de resíduos de embalagens através da triagem dos resíduos indiferenciados (Tratamento Mecânico) antes de entrarem num processo de Tratamento Biológico. Produtor de Resíduos - Qualquer pessoa, singular ou coletiva, cuja atividade produza resíduos ou que efetue operações de tratamento, de mistura ou outras que alterem a natureza ou composição de resíduos. Produtos de Grande Consumo (PGC) - Produtos destinados ao cliente final (consumidor). Quantidades Retomadas - Quantidades de resíduos de embalagens, por fluxo, por origem e por tipo de material, geridos pela SPV para um dado ano. Reciclagem - Reprocessamento dos resíduos de embalagem num novo processo de produção, para o fim inicial ou para outros fins, incluindo a reciclagem económica, mas não a valorização energética. Resíduos de embalagem - Qualquer embalagem ou material de embalagem abrangido pela definição de resíduo adotada pela legislação em vigor aplicável nesta matéria, excluindo os resíduos de produção. GLOSSÁRIO 111
114 Resíduos urbanos - Os resíduos domésticos ou outros resíduos semelhantes, em razão da sua natureza ou composição, nomeadamente provenientes do sector de serviços ou de estabelecimentos comerciais ou industriais e de unidades prestadoras de cuidados de saúde, desde que, em qualquer dos casos, a produção diária não exceda 1100 litros por produtor. Retoma - A aceitação por qualquer retomador, de resíduos de embalagem resultantes de recolha seletiva ou incineração que se encontrem de acordo com as especificações técnicas de retoma indicadas pela SPV. Retomador - Operador económico devidamente autorizado para as atividades de recolha, armazenagem e preparação para reciclagem e/ou para as atividades de reciclagem dos materiais de resíduos de embalagens. SGRU - Operador de recolha e/ou triagem para os resíduos sólidos urbanos, onde os Municípios detêm parte do capital acionista. Os municípios podem ser maioritários no capital ou não. Os SGRU em que a Empresa Geral de Fomento participa na estrutura acionista são designados por Multimunicipais, todos os outros são Intermunicipais. Valor de Contrapartida (VC) Corresponde à compensação financeira devida aos SGRU, com base num modelo de cálculo que assenta na eficiência dos sistemas e no seu potencial de capitação. Valor de Informação Complementar (VIC) Contrapartida financeira paga aos SGRU e operadores de recolha, e fixada pela APA, para custear o reporte de informação relativo ao encaminhamento para reciclagem dos resíduos urbanos de embalagens com recolha complementar à recolha seletiva, ou que provenham de recolha seletiva mas relativamente aos quais não tenhamos prestado a garantia de retoma. Valor de Informação e Motivação (VIM) Contrapartida financeira paga aos OGR, e fixada pela APA, para custear o reporte de informação relativo ao encaminhamento para reciclagem dos resíduos não urbanos de embalagens. Valor Ponto Verde (VPV) - Montante a pagar à Sociedade Ponto Verde por unidade de peso de material de embalagem colocado no mercado nacional. Valorização - Qualquer das seguintes operações, aplicadas sobre resíduos de embalagem: reciclagem, valorização energética e reciclagem orgânica. GLOSSÁRIO 112
115 APA Agência Portuguesa do Ambiente C&S Comércio e Serviços CO2e Dióxido de Carbono equivalente ECAL Embalagens de Cartão para Alimentos Líquidos EPS Poliestireno Expandido FESA Fornecedor de Embalagens de Serviço I&D Investigação e Desenvolvimento MPI Marcas Próprias ou Insígnias NR Nível de Risco OGR Operador de Gestão de Resíduos PAP Porta a Porta PEAD - Polietileno de Alta Densidade PET Politereftalato de etileno REEE Resíduos elétricos e eletrónicos SIGRE Sistema Integrado de Gestão de Resíduos de Embalagens SGRU Sistema de Gestão de Resíduos Urbanos Multimunicipal ou Intermunicipal SPV Sociedade Ponto Verde TEP tonelada Equivalente de Petróleo TMB Tratamento Mecânico e Biológico VC Valores de contrapartida VCC Verificação do comprimento do contrato VIC - valor de Informação Complementar VIM Valor de Informação e Motivação VPV Valor Ponto Verde ABREVIATURAS 113
116 Conteúdos Cap./pág. Situação da Empresa: evolução do capital e da estrutura acionaria, balanço social Cap. 1 Situação dos contratos celebrados com as autarquias locais ou com as empresas gestoras dos sistemas multimunicipais e intermunicipais, ou concessionários de operações de recolha e triagem: número e identificação das autarquias contratantes, população total servida, soluções de valorização aplicáveis, com um balanço preciso da consideração da valorização energética, resultados obtidos Cap. 5, Cap. 6, Cap. 7 Contribuições recebidas dos embaladores e demais agentes económicos envolvidos nos pagamentos e que tenham celebrado contratos, distribuição por sectores de produção, distribuição segundo os materiais aproveitados (aço, alumínio, papel/cartão, plástico, vidro e outros materiais) Cap. 3, Cap. 9 Situação dos contratos celebrados com as fileiras: número de contratos, estado dos dispositivos preexistentes de retoma, gestão das contas por material Cap. 5 Situação dos acordos estabelecidos com as empresas de reciclagem ou valorização Cap. 6, Cap. 7 Enunciado financeiro das despesas realizadas: montante global, discriminação por rubricas essenciais (apoio às autarquias, a sistemas e ás empresas concessionarias, comunicação e investigação, funcionamento interno) Cap. 3 Situação do sistema de marcação e sua evolução Cap.9 1 Este quadro resume a correspondência do presente relatório ao disposto no despacho conjunto n.º 316/99, de 15 de Abril de 1999 QUADRO CORRESPONDÊNCIA 114
117 Quantidades retomadas e valorizadas por cada material (aço, alumínio, papel/cartão, plástico, vidro e outros materiais) Cap. 6, Cap.7 Objetivos plurianuais Cap. 12 Progresso da atividade realizada em relação aos objetivos propostos e às ações inseridas no caderno de encargos e no programa proposto no ano anterior Cap. 3, Cap. 6, Cap. 7, Cap. 9 Principais parâmetros financeiros do sistema de gestão (tabela de valores de contribuições, das contrapartidas e dos apoios às autarquias Cap. 4 Soluções técnicas e programas postos em prática, seja em relação a soluções de valorização, à comunicação desenvolvida ou a programas de investigação e desenvolvimento Cap.6, Cap.7 Cap.10, Cap 11 Funcionamento de estruturas de concertação implementadas pelas entidades gestoras Cap. 9 QUADRO DE CORRESPONDÊNCIA 115
118 Anexo I Métodos de cálculo dos indicadores Anexo II Equipamentos e Infraestruturas dos SGRU aderentes ao Sistema Ponto Verde Anexo III - Quantitativos de Resíduos de embalagens encaminhados para reciclagem, em 2014, por material e por SGRU Anexo IV - Lista dos OGR aderentes ao Sistema Ponto Verde Anexo V Listagem de Estabelecimentos VERDORECA Aderentes a Anexo VI - Listagem de Embaladores/importadores a ANEXOS 116
FUNCIONAMENTO DA SPV
FUNCIONAMENTO DA SPV Sociedade Ponto Verde É uma entidade privada, sem fins lucrativos, criada em 1996, com o objectivo de concretizar a transposição para a legislação portuguesa da directiva europeia
SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS E MEDICAMENTOS MATÉRIAS A ABORDAR NO RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES. Versão 1.
SISTEMA INTEGRADO DE GESTÃO DE RESÍDUOS DE EMBALAGENS E MEDICAMENTOS MATÉRIAS A ABORDAR NO RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES Versão 1.0 Abril de 2016 De acordo com o Despacho que concede à VALORMED a licença
SOCIEDADE PONTO VERDE RELATÓRIO DE ATIVIDADES
RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2016 Relatório de Atividades de 2016 31 março 2017 Sociedade Ponto Verde O Relatório de Atividades da Sociedade Ponto Verde é elaborado de modo a dar resposta ao definido no despacho
JORNADAS TÉCNICAS Mário Raposo
JORNADAS TÉCNICAS 2014 Mário Raposo Agenda Funcionamento da SPV Como preencher a declaração anual Valores Ponto Verde 2014 Site aderentes Alterações em 2014 2 Funcionamento da SPV Sociedade Ponto Verde
VALORMED. Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens e Medicamentos, Lda. MISSÃO TÉCNICA FIEP A PORTUGAL
VALORMED Sociedade Gestora de Resíduos de Embalagens e Medicamentos, Lda. MISSÃO TÉCNICA FIEP A PORTUGAL LUIS FIGUEIREDO, Director Geral 20 de Outubro de 2014 CRIADA EM 1999 SOCIEDADE SEM FINS LUCRATIVOS
Plano Municipal de Gestão de Resíduos do Município de Lisboa
Plano Municipal de Gestão de Resíduos do Município de Lisboa [2015-2020] 4ª Comissão Ambiente e Qualidade de Vida Primeiro Plano Municipal de Resíduos na cidade de Lisboa O Caminho [Lisboa Limpa] Melhorar
Embalagens e Resíduos de Embalagem
III Conferência Internacional de Resíduos Sólidos Urbanos DA NOVA DIRECTIVA À SOCIEDADE EUROPEIA DA RECICLAGEM A RESPONSABILIDADE ALARGADA DO PRODUTOR Embalagens e Resíduos de Embalagem Manuel Pássaro
DESAFIOS DO SETOR DOS RESÍDUOS URBANOS NO PÓS-2020 PROPOSTA do PERSU2020+
DESAFIOS DO SETOR DOS RESÍDUOS URBANOS NO PÓS-2020 PROPOSTA do PERSU2020+ Sumário Processo de construção do PERSU2020+ Análise e diagnóstico do PERSU2020 Alinhamento estratégico no Pós-2020 Propostas de
O Papel da ERSAR na gestão dos resíduos de embalagem
O Papel da ERSAR na gestão dos resíduos de embalagem Filomena Rodrigues Lobo 6-Mar-14 1 Estrutura da Apresentação 1. A ERSAR e a sua Missão 2. O Modelo Regulatório 3. Contributo específico para o fluxo
Novas Licenças do SIGRE e Valores de Contrapartida Implicações para o Sector Cátia Borges, Vice-Presidente da Direção da ESGRA Associação para a
Contrapartida Implicações para o Sector Cátia Borges, Vice-Presidente da Direção da ESGRA Associação para a Gestão de Resíduos e Diretora-Geral da Gesamb A ESGRA tem como missão a promoção dos interesses
Relatório Anual da Reciclagem. Relatório Anual da Reciclagem
Relatório Anual da Reciclagem 214 Relatório Anual da Reciclagem Ambisousa Empresa Intermunicipal de Tratamento e Gestão de Resíduos Sólidos, EIM Av. Sá e Melo, n.º 3, Cristelos 462-151, Lousada www.ambisousa.pt
A Evolução da Gestão de Resíduos Urbanos em Portugal. Dulce Álvaro Pássaro
A Evolução da Gestão de Resíduos Urbanos em Portugal Dulce Álvaro Pássaro ([email protected]) Mirandela, 7 de Junho de 2013 Índice Gestão de Resíduos Urbanos como estávamos em 1993/1995 Gestão
METAS DO PERSU 2020: PONTO DE SITUAÇÃO E PERSPECTIVAS FUTURAS. Nuno Lacasta Presidente do Conselho Diretivo
METAS DO PERSU 2020: PONTO DE SITUAÇÃO E PERSPECTIVAS FUTURAS Nuno Lacasta Presidente do Conselho Diretivo 1. APA: FACTOS E NÚMEROS A APA foi criada em 2012, em resultado da fusão de 9 organismos distintos.
Projecto de Valorização de Resíduos de Construção e Demolição
06 de Abril de 2006 Lipor Baguim do Monte Eng.º Paulo Rodrigues Lipor Departamento de Novos Projectos [email protected] Área de Influência da LIPOR Lipor Portugal Continental Área: 0.7% 648 km 2
Ecocentro Recolha e Centro de Triagem Resiaçores Recolha SMAH Compostagem - TERAMB Incineração - TERAMB Aterro Sanitário - TERAMB
Ecocentro Recolha e Centro de Triagem Resiaçores Recolha SMAH Compostagem - TERAMB Incineração - TERAMB Aterro Sanitário - TERAMB SMAH Recolha, transporte de resíduos urbanos e limpeza pública Resiaçores
RARU 13 ANEXO II Metodologia e Pressupostos
O Decreto-Lei nº 178/2006, de 5 de setembro, com a nova redação do Decreto-Lei n.º 73/2011, de 17 de junho, veio criar um Sistema Integrado de Registo Eletrónico de Resíduos (SIRER), suportado pelo Sistema
Relatório Trimestral da Reciclagem no Vale do Sousa
Relatório Trimestral da Reciclagem no Vale do Sousa 1º Trimestre de 2017 Versão 1.2 ÍNDICE 1. MATERIAL RECEBIDO... 3 1.1. PLÁSTICOS... 3 1.2. PAPEL... 4 1.3. VIDRO... 5 1.4. SUCATA... 6 1.5. RESÍDUOS DE
I SEMINÁRIO DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS NO ÂMBITO DA SUSTENTABILIDADE PROJECTO ECOPONTO EM CASA
I SEMINÁRIO DE INTERCÂMBIO DE EXPERIÊNCIAS NO ÂMBITO DA SUSTENTABILIDADE PROJECTO ECOPONTO EM CASA CARLOS MENDES 07.06.2016 çã ±136.000 FUNDAÇÃO: 2001 INÍCIO ACTIVIDADE: 2003/2005 SER RECONHECIDA COMO
RESÍDUOS DE EMBALAGENS
TEMA 3 RESÍDUOS DE EMBALAGENS B. NÍVEL MAIS AVANÇADO Embalagem são todos e quaisquer produtos feitos de materiais de qualquer natureza utilizados para conter, proteger, movimentar, manusear, entregar e
50% de Reciclagem em 2020: Rever a contribuição RUB TMB e RUB RS no PERSU
50% de Reciclagem em 2020: Rever a contribuição RUB TMB e RUB RS no PERSU Eixo VI: Melhoria da eficácia e capacidade institucional e operacional assegurando a sustentabilidade Medida: Conceitos, cálculos,
Relatório Trimestral da Reciclagem no Vale do Sousa
Relatório Trimestral da Reciclagem no Vale do Sousa 1º Trimestre de 2016 Versão 1.2 ÍNDICE 1. MATERIAL RECEBIDO... 3 1.1. PLÁSTICOS... 3 1.2. PAPEL... 4 1.3. VIDRO... 5 1.4. SUCATA... 6 1.5. RESÍDUOS DE
Posição da APESB - Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental sobre os Biorresíduos e a revisitação urgente do PERSU 2020
f Posição da APESB - Associação Portuguesa de Engenharia Sanitária e Ambiental sobre os Biorresíduos e a revisitação urgente do PERSU 2020 março de 2017 www.apesb.org/pt 1 Enquadramento O PERSU 2020, no
Relatório Trimestral da Reciclagem no Vale do Sousa
Relatório Trimestral da Reciclagem no Vale do Sousa 1º Trimestre de 2015 ÍNDICE 1. MATERIAL RECEBIDO... 3 1.1. PLÁSTICOS... 3 1.2. PAPEL... 4 1.3. VIDRO... 5 1.4. SUCATA... 6 1.5. RESÍDUOS DE EQUIPAMENTOS
LIPOR, Portugal Susana Abreu.
09.04.15 LIPOR, Portugal Susana Abreu [email protected] BREVE APRESENTAÇÃO DA LIPOR QUEM SOMOS? 8 Municípios Área 648 km 2 População 1 milhão habitantes Produção RU 500.000 ton Capitação 1,27 kg/hab/dia
XX CONGRESSO ENGENHARIA 2020 UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 17 a 19 de outubro de 2014 ALFÂNDEGA DO PORTO
XX CONGRESSO ENGENHARIA 2020 UMA ESTRATÉGIA PARA PORTUGAL 17 a 19 de outubro de 2014 ALFÂNDEGA DO PORTO Setor dos Resíduos: Importância Estratégica para Portugal 2020 17 de outubro de 2014 / Luís Marinheiro
GUIA TÉCNICO DE IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS PAY-AS-YOU-THROW (PAYT)
GUIA TÉCNICO DE IMPLEMENTAÇÃO DE SISTEMAS PAY-AS-YOU-THROW (PAYT) PROPOSTA DE TERMOS DE REFERÊNCIA 9 DE JUNHO DE 2016 1. Enquadramento... 2 2. Objetivos... 3 3. Âmbito... 3 4. Metodologia de abordagem...
Geramos valor para a Natureza. MUSAMI Operações Municipais do Ambiente, EIM, SA
Geramos valor para a Natureza MUSAMI Operações Municipais do Ambiente, EIM, SA A MUSAMI Gerar Valor para a Natureza é a nossa missão. Como? Promovendo a valorização crescente dos resíduos, desenvolvendo
Relações da VALORMED com os embaladores e/ou responsáveis pela colocação de medicamentos no mercado nacional. Luís Figueiredo 17 Novembro
Relações da VALORMED com os embaladores e/ou responsáveis pela colocação de medicamentos no mercado nacional Luís Figueiredo 17 Novembro ENQUADRAMENTO O sistema de responsabilidade ambiental está estabelecido
Sessão de Apresentação dos Investimentos Financiados pelo PO SEUR na área dos Resíduos Urbanos
Sessão de Apresentação dos Investimentos Financiados pelo PO SEUR na área dos Resíduos Urbanos Mário de Almeida Loureiro Presidente da Associação de Municípios da Região do Planalto Beirão José António
ECONOMIA CIRCULAR E SIMBIOSE INDUSTRIAL Experiência de Portugal e as transições nas políticas de resíduos
ECONOMIA CIRCULAR E SIMBIOSE INDUSTRIAL Experiência de Portugal e as transições nas políticas de resíduos Missão Internacional Brasil Portugal São Paulo, 31 de janeiro 2018 PANORAMA ATUAL PORTUGAL E EUROPA
PLANO DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS
2015 PLANO DE GESTÃO DE RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS Município de Castelo de Vide Gabinete Técnico Florestal Setembro de 2015 INDICE 1. Introdução... 2 1.1. Enquadramento geográfico e populacional... 3 1.2.
Plano de Ação RESINORTE
Plano de Ação 2017-2018 1 ÍNDICE I. OBJETIVO... 3 II. AÇÕES PARA A COMUNIDADE ESCOLAR... 4 1. ECO-AULAS, PALESTRAS E WORKSHOPS... 4 2. PORTAS ABERTAS... 5 3. RESIDUOS A PESO VII... 6 4. SEMANA EUROPEIA
BOLETIM ESTATÍSTICO DE PAPEL E CARTÃO
BOLETIM ESTATÍSTICO DE PAPEL E CARTÃO 0. ÍNDICE 2 1. INTRODUÇÃO.............................................................. 3 2. CONSUMO DE PAPEL PARA RECICLAR.......................................
Regulação da Prestação de Serviços. A experiência de Portugal
Seminário - Regulação de Serviços de Coleta e Destinação Final de Resíduos Sólidos Urbanos Regulação da Prestação de Serviços de Resíduos Sólidos Urbanos: A experiência de Portugal Dra. Cynthia Fantoni
MAPA DE PESSOAL DO TURISMO DE PORTUGAL - MINISTÉRIO DA ECONOMIA
APROVO / / MAPA DE PESSOAL DO TURISMO DE PORTUGAL - MINISTÉRIO DA ECONOMIA - 2019 Nº de Postos de Unidade orgânica Atividades/Procedimentos AREA FUNCIONAL Carreira/categoria trabalho Funções Dirigente
