ÍNDICES DE ATAQUE DE CÁRIE
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- Mônica Correia Diegues
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1 ÍNDICES DE ATAQUE DE CÁRIE
2 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Unidade de medida: indivíduo dentes superfície dentária lesão ou cavidade estágio da lesão
3 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Indivíduo: 2 grupos, presença ou ausência. Ex: Knutson (1944)
4 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Dente VIEGAS (1969): rápido e prático, exame dos 11, 21 e 46, códigos simples (0,1 e 2) aplicação dos resultados em equações de regressão múltipla para estimar o CPO-D - Limitação: impossibilidade de medir componentes do CPO
5 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Dente CPO-D criado por Klein e Palmer (1937): Cariados, Perdidos e Obturados-Dentes permanentes Obturados = Restaurados DMFT= Decayed, Missing and Filled
6 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Dente ceo-d: é uma adaptação do índice CPO à dentição decídua. Foi proposto por GRUEBBEL (1944), e inclui só os dentes cariados, com extração indicada e obturados. Em 1997-novidade: e = extraído
7 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE CPOD - Universal - Não inclui cáries radiculares - Varia de 0 a 32 - Dentes irrompidos
8 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE CPOD considerações Um dente é considerado presente quando qualquer de suas partes é visível C: lesão de fóssula ou fissura ou em superfície lisa cavitada, restauração temporária ou dente com restauração definitiva com áreas cariadas P: extraído O: restaurado sem cárie
9 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE CPOD considerações Dente hígido : inexiste evidência de cárie, mas pode haver manchas brancas, descoloração ou pigmentação de fóssulas e fissuras ou superfície lisa, lesões devidas à abrasão.
10 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE CPOD C = CARIADO P = E + E i (E= extraído; E i =extração indicada) O = RESTAURADO Segundo Mário Chaves, 1986
11 Total de dentes irrompidos Dentes atacados por cárie (CPO) História Anterior História Atual Dentes Normais Obturados Extraídos Extração Indicada Cariados (N) (O) (E) (E.I.) (C) Perdidos (P) Fonte: Chaves, 1986
12 ª Edição ª Edição ª Edição ª Edição ORAL HEALTH SURVEYS BASIC METHODS WORLD HEALTH ORGANIZATION GENEVA
13 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Não contava dentes extraídos em dentição decídua Partia-se do princípio que era impossível diferenciar dentes extraídos por cárie daqueles que sofreram esfoliação natural. Havia a possibilidade de subestimar ou superestimar o índice por deficiência de diagnóstico O item extraído por cárie e extraído por outras razões foi também incorporado ao ceo. Observou-se que era perfeitamente possível, por intermédio da avaliação da cronologia da erupção, distinguir dentes extraídos de dentes esfoliados naturalmente.
14 Cronologia de erupção dentária DENTES PERM INCISIVO CENTRAL INCISIVO LATERAL CANINO PRIMEIRO PRÉ SEGUNDO PRÉ PRIMEIRO MOLAR SEGUNDO MOLAR TERCEIRO MOLAR SUPERIORES 8 ANOS 8-9 ANOS 11 ANOS 11 ANOS 11 ANOS 6 ANOS 12 ANOS ANOS INFERIORES 7 ANOS 7-8 ANOS 9-11 ANOS 10 ANOS 11 ANOS 6 ANOS 12 ANOS ANOS
15 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Considerava apenas a análise da coroa dentária Subestimava o ataque de cárie, uma vez que não considerava o diagnóstico de cárie de raiz. A partir da quarta edição do Manual para Levantamento Epidemiológico Básico de Saúde Bucal da OMS (1997) a avaliação da cárie de raiz é incluída, contudo é considerada como uma análise em separado do CPO.
16 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Incluía o componente extração indicada Colocava num mesmo plano o diagnóstico das condições de saúde dentária e as necessidades de tratamento. Não admitia outro tipo de tratamento conservador. Já na edição de 1987, a OMS propõe a análise das necessidades de tratamento separada da condição dentária. Desse modo, três campos são criados para cada dente, um relativo à cárie de coroa, outro para cárie de raiz e outro para necessidade de tratamento. A extração indicada passa a fazer parte da necessidade de tratamento e não da condição dentária
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18 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Considerava apenas os dentes extraídos por cárie Poderia superestimar o índice em idades mais avançadas, quando as extrações por problemas periodontais e por indicação protética são mais comuns Foi incorporado o item extraído por outras razões o qual não entra na contabilização do CPO
19 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Dentes com restauração e que apresentassem cárie eram codificados como cariado Perdia-se uma informação valiosa a respeito da qualidade dos serviços, pois não distinguia cárie primária de secundária. Foi criado um novo código para dente restaurado e cariado
20 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Não apresentava possibilidades de codificação para selantes Poderia subestimar o índice se considerasse o selante como dente hígido, uma vez que o selante poderia ter sido aplicado sobre um dente atacado pela cárie. Caso fosse codificado como cariado ou obturado, poderia superestimar o índice se o selante tivesse sido aplicado em um dente hígido. Foi criada a categoria dente com selante
21 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Não inclui estágios reversíveis de cárie dentária, pois considera somente a presença de cavitação. Também não distingue os diversos estágios da cárie no dente Apresenta capacidade limitada de captar pequenas variações na atividade de cárie em curto espaço de tempo Nas necessidades de tratamento, os distintos graus de ataque de cárie no dente podem ser inferidos, considerando que existem códigos para remineralização de mancha branca, e restaurações de complexidade distintas, além do tratamento endodôntico.
22 ÍNDICE CPO: Problemas que eram problemas Idéia Original Críticas Modificações Utiliza critérios de diagnóstico de cárie baseados no uso da sonda exploradora (critério sonda prendendo para considerar dente cariado) O risco de superestimar o índice é muito grande, uma vez que a retenção da sonda como critério para detecção de lesão é altamente questionável. Há ainda o risco de cavitar lesões incipientes pelo uso intempestivo da sonda A sonda exploradora foi abolida da técnica de exame epidemiológico. Atualmente a OMS recomenda o uso da sonda periodontal com ponta esférica, para todo o exame, incluindo cárie.
23 CPO-D médio DENTES ATACADOS N O DE INDIVÍDUOS EXAMINADOS O índice CPO-D de um grupo de pessoas, é dado pela média aritmética das contagens CPO-D, isto é, somam-se as contagens CPO-D individuais e divide-se pelo n o de pessoas examinadas.
24 CÁLCULO DO CPO-D MÉDIO ELEMENTOS Grupo: 200 Indivíduos cariados: 500 restaurados: 300 extraídos: 260 CÁLCULOS dentes/indiv cariados : 2,5 restaurados : 1,5 extraído: 1,3 CPOD (médio) : 5,3 Total : 1060
25 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Superfície CPO-S: aferição de 148 superfícies ( PM e M com 5 e C e I com 4 superfícies); maior poder de discriminação e sensibilidade. ceo-s: dentição temporária
26 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Seleção de utilização: CPO-D: estudo de Prevalência CPO-S: estudo de Incidência
27 PREVALÊNCIA DE CÁRIE (Critérios da OMS) CPOD Classificação Exemplo 0-1,1 1,2-2,6 2,7-4,4 4,5-6,5 = ou > 6,6 muito baixa Etiópia 0,4 (1986) Baixa EUA 2,6 (1989) Moderada França 4,2 (1989) Alta Japão 4,9 (1989) muito alta Brasil - 6,6 (1986)
28 METAS DA OMS IDADE (anos) % 0-cárie 90% 0- cárie 12 CPO-D 3 CPO-D < % com todos dentes 100% 35 a 44 75% com 20 ou + dentes 90% ou até 2% edêntulos 65 a 74 50% com 20 ou + dentes até 5% de edêntulos
29 Saúde Bucal - Situação no país e as metas da OMS IDADE META DA OMS PARA 2000 SB Brasil 2003 META DA OMS PARA % ceo = zero 40% 90% ceo = zero 12 CPO-D < 3,0 CPO-D = 2,78 CPO-D < % com todos os dentes 55% 100 % com todos os dentes % com 20 ou mais dentes 54% 90% ou 2% de edêntulos % com 20 ou mais dentes 10% 5% de edêntulos (
30 NÍVEIS DE CPOD AOS 12 ANOS em países selecionados País Década de 70 Década de 90 Últimos estudos Inglaterra 4,8 (1973) 1,1( 1993) 0,7 (2005) Finlândia 6,9 (1975) 1,2 (1991) 1,2 (2000) Noruega 9,2 (1972) 2,2 (1991) Suécia 6,2 (1967) 1,6 (1990) 1,0 (2005) Bélgica 7,4 (1967) 2,7 (1990) 1,1(2001) Suíça 5,4 (1969) 1,1 (1992) 0,86 (2004) Austrália 4,8 (1975) 1,2 (1992 1,0 (2002)
31 PREVALÊNCIA DE CÁRIE CPOD GLOBAL 1,
32 BRASIL CPOD AOS 12 ANOS = 3,06 CPOD 4,27 2,88 2,85 2,06 2,41 Região Norte Nordeste Centro-oeste Sudeste Sul
33 NÍVEIS DE CPOD AOS 12 ANOS São José dos Campos Ano CPOD C E Ei O ,05 4,66 0,89 0,5 2, ,75 1,81 0,36 0,18 4, ,96 0,43 0,07 0,001 3, ,44 0,51 0,06 0,03 1,84
34 Distribuição percentual Distribuição percentual do CPO-D aos 12 anos de 1986 a Brasil e + CPO -D aos 12 anos Fonte: Ministério da Saúde, 1988, 1996, 2003
35 ÍNDICE CPO (Segundo OMS) Permanentes Código Critério de diagnóstico Hígido Cariado Restaurado com cárie Restaurado sem cárie Perdido por cárie Decíduos Código A B C D E
36 ÍNDICE CPO (Segundo OMS) Permanentes Código Critério de diagnóstico Perdido (outras razões) Selante ou verniz Apoio/ponte ou coroa Não erupcionado Excluído Decíduos Código - F G - -
37 ÍNDICE DE ATAQUE DE CÁRIE Dente CPO inovado:busca de um novo padrão condizente com a realidade nacional.
38 ÍNDICE CPO INOVADO Condição dental Dentes presentes Não-erupcionado Cárie de esmalte Cárie de dentina Cárie com envolvimento pulpar Critério de diagnóstico Contagem de todos dentes, qualquer parte visível. Não erupcionou ou congenitamente ausente. Ativa ou não, no esmalte. Ativa ou não, não atinge polpa Cárie atingiu a polpa, há necessidade de endodontia ou extração. Código 0 (0) 1 (A) 2 (B) 3 (C)
39 ÍNDICE CPO INOVADO Condição dental Obturado Extraído por cárie Extraído por outras razões Hígido Sem diagnóstico Critério de diagnóstico Restauração permanente satisfatória (qualquer material) Exodontia devido a cárie. Exodontia devido a outra razão que não a cárie. Dente é sadio (mancha branca, fissuras manchadas, fluorose). Dente excluído (ex. banda ortodôntica). Código 4 (D) (E) 8 (F)
40 Enfim... para que serve o CPO? Bom para monitoramento global de cárie dentária em populações Apresenta boa capacidade de detecção de desigualdades sociais, mesmo utilizando seu valor bruto
41 3,13 3,19 2,30 2,31 3,16 2,78 Médias de CPO-D aos 12 anos no Brasil em 2003 de acordo com macrorregião 3,5 3,0 Perdido Obturado Obt/Cariado Cariado 2,5 2,0 1,5 1,0 0,5 0,0 Norte Nordeste Sudeste Sul Centrooeste BRASIL Fonte: Ministério da Saúde, 2003
42 Médias de CPO-D aos 12 anos no Brasil em 2003 de acordo com porte populacional 4,0 3,5 3,43 3,41 Perdido Obturado 3,0 2,97 2,87 Obt/Cariado Cariado 2,78 2,5 2,0 1,97 1,5 1,0 0,5 0,0 Menos 5 mil 5 a 10 mil 10 a 50 mil 50 a mil e BRASIL mil mais Fonte: Ministério da Saúde, 2003
43 Índice CPO-D aos 12 anos no Brasil em 2003 de acordo com algumas variáveis selecionadas Livres de Cárie (%) Cariado Rest./Car Restaur. Perdido CPO-D Capitais 40,57 1,01 (50,1) 0,07 (3,4) 0,81 (40,9) 0,10 (4,8) 1,98 Interior 29,38 1,74 (59,2) 0,07 (2,39) 0,93 (31,8) 0,19 (6,5) 2,93 Urbano 31,97 1,55 (57,4) 0,07 (2,6) 0,92 (34,1) 0,17 (6,3) 2,70 Rural 21,30 2,48 (66,7) 0,09 (2,4) 0,87 (23,4) 0,27 (7,3) 3,72 Mais 100 mil hab. 40,73 1,05 (52,0) 0,07 (3,5) 0,8 (39,6) 0,10 (4,9) 2,02 Menos 5 mil hab. 23,92 2,06 (60,6) 0,07 (2,1) 1,07 (31,5) 0,20 (5,9) 3,40 Brancos 33,81 1,28 (48,8) 0,08 (3,0) 1,14 (43,5) 0,12 (4,6) 2,62 Negros e Pardos 29,04 1,90 (65,5) 0,07 (2,41) 0,73 (25,2) 0,21 (7,2) 2,90 Total Brasil 31,08 1,62 (58,3) 0,07 (2,5) 0,91 (32,7) 0,18 (6,5) 2,78 Fonte: Roncalli et al, 2004
44 O retrato da desigualdade Crianças de 12 anos que vivem no Nordeste em municípios com até 5 mil habitantes, estudam em escola pública, vivem na zona rural e são negros ou pardos, têm CPO-D médio de 3,48. Este valor é cinco vezes menor (somente 0,70) em crianças que vivem na região Sul, em municípios com mais de 100 mil habitantes, estudam em escola privada da zona urbana e são brancos. Fonte: Roncalli et al, 2004
45 Enfim... para que serve o CPO? Apresenta incontáveis possibilidades de construção de indicadores, com as mais diversas dimensões: Prevalência de cárie Severidade do ataque Qualidade dos serviços Características do modelo assistencial...
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Programa Nacional de Promoção da Saúde Oral Relatório Contratualização em Saúde Oral Crianças e Jovens 2008 Divisão de Saúde no Ciclo de Vida e em Ambientes Específicos Direcção de Serviços de Promoção
