MÓDULO 7 BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "MÓDULO 7 BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS"

Transcrição

1 MÓDULO 7 BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS 7.1 ACIDENTE DO TRABALHO ESTE FASCÍCULO SUBSTITUI O DE IGUAL NÚMERO ENVIADO ANTERIORMENTE AOS NOSSOS ASSINANTES. RETIRE O FASCÍCULO SUBSTITUÍDO, ANTES DE ARQUIVAR O NOVO, PARA EVITAR A SUPERLOTAÇÃO DA PASTA. EXPEDIÇÃO: FASCÍCULO: Nº 3

2 ÍNDICE ASSUNTO PÁGINA 7.1. ACIDENTE DO TRABALHO INTRODUÇÃO ACIDENTE DO TRABALHO EQUIPARAÇÃO AO ACIDENTE ATIVIDADES ESPORTIVAS PERÍODO DESTINADO A REFEIÇÃO OU DESCANSO ENFERMIDADES EXCLUÍDAS DO ACIDENTE BENEFICIÁRIOS EXCLUÍDOS DIA DO ACIDENTE REMUNERAÇÃO PAGA PELA EMPRESA SITUAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO DIREITOS ASSEGURADOS FÉRIAS DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO CONTRATO DE EXPERIÊNCIA SALÁRIO-FAMÍLIA ESTABILIDADE FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO CUSTEIO DAS PRESTAÇÕES DO ACIDENTE CONCESSÃO DO BENEFÍCIO CARÊNCIA SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO ABONO ANUAL CÁLCULO DO BENEFÍCIO BENEFÍCIOS HABILITAÇÃO COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE PRAZO PARA COMUNICAÇÃO PRESTADORES DE SERVIÇOS TRABALHADOR AVULSO SEGURADO ESPECIAL APOSENTADO FALTA DE COMUNICAÇÃO DOENÇA PROFISSIONAL OCORRÊNCIAS CAT DE REINÍCIO DE BENEFÍCIO CAT DE ÓBITO PENALIDADES PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO NÚMERO DE VIAS COMUNICAÇÃO PELA INTERNET EXEMPLO PRÁTICO FASCÍCULO 7.1 COAD 2

3 7.1. ACIDENTE DO TRABALHO INTRODUÇÃO Evitar acidentes do trabalho é dever de todas as empresas. As empresas são, ainda, responsáveis pela adoção e uso de medidas coletivas e individuais de proteção e segurança da saúde do trabalhador, constituindo contravenção penal, punível com multa, o não cumprimento das normas de segurança e higiene do trabalho. Nos casos de negligência na aplicação das normas-padrão de segurança e higiene do trabalho, indicadas para a proteção individual e coletiva, a Previdência Social proporá ação regressiva contra os responsáveis ACIDENTE DO TRABALHO Acidente do trabalho é aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, com o segurado empregado, trabalhador avulso, médico residente, e com o segurado especial, no exercício de suas atividades, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a redução, temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho. São caracterizadas ainda como acidente do trabalho as seguintes enfermidades: a) doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício de trabalho peculiar à determinada atividade e constante do Anexo do Regulamento dos Benefícios da Previdência Social; b) doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função de condições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente, desde que constante da relação do Anexo mencionado na letra a anterior EQUIPARAÇÃO AO ACIDENTE Também são equiparadas ao acidente do trabalho as seguintes situações: a) o acidente ligado ao trabalho que, embora não tenha sido a causa única, haja contribuído diretamente para a morte do segurado, para a perda ou redução da sua capacidade para o trabalho, ou que tenha produzido lesão que exija atenção médica para a sua recuperação; b) o acidente sofrido pelo segurado no local e no horário do trabalho, em conseqüência de: ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiro ou companheiro de trabalho; ofensa física intencional, inclusive de terceiros, por motivo de disputa relacionada com o trabalho; ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiros, ou de companheiro de trabalho; ato de pessoa privada do uso da razão; desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força maior. c) a doença proveniente de contaminação acidental do empregado no exercício de sua atividade; d) o acidente sofrido ainda que fora do local e horário de trabalho: na execução de ordem ou na realização de serviços sob a autoridade da empresa; na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa para lhe evitar prejuízo ou proporcionar proveito; em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo, quando financiada por esta, dentro de seus planos para melhor capacitação da mão-de-obra, independentemente do meio de locomoção utilizado, inclusive veículo de propriedade do segurado; no percurso da residência para o local de trabalho ou deste para aquela, qualquer que seja o meio de locomoção, inclusive veículo de propriedade do segurado. Isto não se aplica ao acidente sofrido pelo segurado que, por interesse pessoal, tiver interrompido ou alterado o percurso. Entende-se como percurso o trajeto usual da residência ou do local de refeição para o trabalho ou deste para aquele. A legislação não especifica qual o tempo que deve durar o transporte para que seja caracterizado o acidente, pois isto depende da distância percorrida e das condições do trânsito na localidade. O tempo deve ser sempre o necessário para as condições normais do transporte. Não será considerado acidente do trabalho o ato de agressão relacionado a motivos pessoais ATIVIDADES ESPORTIVAS Quando expressamente constar do contrato de trabalho que o empregado deverá participar de atividade esportiva no curso da jornada de trabalho, o acidente ocorrido durante esse período será considerado como acidente do trabalho PERÍODO DESTINADO A REFEIÇÃO OU DESCANSO Para fins de caracterização do acidente do trabalho, o empregado é considerado no exercício do trabalho nos períodos destinados a refeição ou descanso, ou por ocasião da satisfação de outras necessidades fisiológicas, no local do trabalho ou durante este ENFERMIDADES EXCLUÍDAS DO ACIDENTE Não se considera como doença do trabalho: a doença degenerativa; a inerente a grupo etário; FASCÍCULO 7.1 COAD 3

4 a que não produz incapacidade laborativa; a doença endêmica adquirida por segurados habitantes de região em que ela se desenvolva, salvo comprovação de que resultou de exposição ou contato direto determinado pela natureza do trabalho BENEFICIÁRIOS Nem todos os segurados da Previdência Social têm direito aos benefícios decorrentes de acidente do trabalho, pois o custeio não atinge a todos. As prestações relativas ao acidente do trabalho são devidas: a) ao empregado; b) ao trabalhador avulso; c) ao médico-residente; c) ao segurado especial EXCLUÍDOS São excluídos das prestações relativas ao acidente do trabalho: a) o empregado doméstico; b) o empresário: titular de firma individual urbana ou rural, diretor não empregado, membro de conselho de administração de sociedade anônima, sócios que não tenham, na empresa, a condição de empregado; c) o autônomo e outros equiparados; d) o facultativo; e) o aposentado que retorna ao trabalho DIA DO ACIDENTE Considera-se como dia do acidente a data do início da incapacidade laborativa para o exercício da atividade habitual, ou o dia da segregação compulsória, ou o dia em que for realizado o diagnóstico, cabendo para esse efeito o que ocorrer primeiro REMUNERAÇÃO PAGA PELA EMPRESA Cabe à empresa pagar a remuneração integral do dia do acidente e dos 15 dias seguintes. Quando o acidentado não se afastar do trabalho no dia do acidente, os 15 dias de responsabilidade da empresa pela remuneração integral são contados a partir da data do afastamento. Assim, exemplificando, se o empregado se acidentou no dia , a empresa pagará os primeiros 5 dias de trabalho, mais o dia 6 em que houve o acidente, mais os 15 primeiros dias de afastamento, resultando no total de 21 dias de salário no mês de outubro/2000, ficando a cargo da Previdência Social pagar o benefício a partir do dia SITUAÇÃO DO CONTRATO DE TRABALHO A legislação determina que o empregado em benefício por acidente do trabalho é considerado em licença não remunerada pelo prazo em que perdurar o benefício. O benefício por acidente do trabalho é concedido a partir do décimo sexto dia de afastamento do trabalho; portanto, a partir desta data, o empregado é considerado em licença não remunerada, ficando o seu contrato suspenso pelo prazo em que perdurar o benefício DIREITOS ASSEGURADOS Ao empregado que teve seu contrato suspenso em decorrência de benefício previdenciário serão asseguradas, por ocasião de sua volta ao trabalho, todas as vantagens que, em sua ausência, tenham sido atribuídas à categoria a que pertencia na empresa. Assim, se durante o período de afastamento foi concedido aumento de salário à categoria, este deverá ser estendido ao empregado FÉRIAS Após cada período de 12 meses de vigência do contrato de trabalho (período aquisitivo), o empregado tem direito a um descanso, que é o período de férias. A duração das férias será determinada pela proporção de faltas não justificadas ocorridas no período aquisitivo. O empregado poderá perder o direito às férias se no curso do período aquisitivo tiver percebido da Previdência Social prestações por acidente do trabalho por mais de 6 meses, mesmo descontínuos. Assim, o empregado que tenha seu período aquisitivo contado de a , e fique afastado percebendo benefício por acidente de trabalho, no período de a , ele perderá o direito às férias do período aquisitivo 1999/2000. Neste caso, a partir do retorno do empregado em , terá início o novo período aquisitivo, sendo as férias devidas somente a partir de DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO A Gratificação de Natal ou 13º Salário é devida a todos os empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho, aos trabalhadores rurais, trabalhadores avulsos e aos empregados domésticos. FASCÍCULO 7.1 COAD 4

5 O 13º Salário corresponde a 1/12 da remuneração integral devida ao empregado em dezembro, por mês de serviço do ano correspondente, sendo a fração igual ou superior a 15 dias de trabalho considerada como mês integral. Apesar de a CLT estabelecer que o empregado em gozo de benefício por acidente do trabalho é considerado em licença não remunerada, o Tribunal Superior do Trabalho, através do Enunciado 46, decidiu que as faltas ou ausências decorrentes de acidente do trabalho não são consideradas para os efeitos de cálculo do 13º Salário. Assim, para o cálculo do 13º Salário, no caso de benefício por acidente do trabalho, todo o período de afastamento do empregado não será considerado como falta, sendo, portanto, devido o 13º Salário em relação ao período de afastamento CONTRATO DE EXPERIÊNCIA Contrato de Prazo Determinado é o contrato de trabalho cuja vigência depende de termo prefixado ou de execução de serviços especificados, ou, ainda, da realização de certo acontecimento suscetível de previsão aproximada. O contrato de experiência é uma modalidade de contrato por prazo determinado. Se no curso do contrato de experiência o empregado se afasta por motivo de acidente do trabalho, os 15 primeiros dias do afastamento serão normalmente computados na fluência do contrato, ficando suspensa a contagem do mesmo a partir do 16º dia do afastamento, já que a partir desta data o contrato fica suspenso. A partir do retorno do empregado ao serviço, este trabalhará o período restante que falta para completar o prazo do contrato de experiência. Há correntes doutrinárias que entendem que, no caso de acidente do trabalho, o contrato fica interrompido e não suspenso, e que neste caso não haveria interrupção do contrato de experiência enquanto perdurasse o afastamento, ou seja, o contrato fluiria normalmente, podendo se extinguir durante o período do benefício previdenciário. Esta corrente não é majoritária, devendo ser observada com cautela SALÁRIO-FAMÍLIA As quotas de Salário-Família dos segurados empregados e trabalhadores avulsos, em gozo de auxílio-doença por acidente do trabalho, serão pagas pelo Setor de Acidentes do Trabalho do INSS. O Salário-Família referente ao mês do afastamento deve ser pago integralmente pela empresa e o do mês da cessação do benefício pela Previdência Social ESTABILIDADE O empregado que sofrer acidente do trabalho tem garantida a manutenção do seu contrato na empresa, pelo prazo de até 12 meses, após a cessação do auxílio-doença acidentário. Assim, ao retornar do benefício previdenciário, o empregado não poderá ser despedido sem justa causa. A estabilidade não alcança os empregados que se acidentaram, mas não entraram em gozo de benefício, vindo a se recuperar no período em que perceberam remuneração da empresa. Entendemos que a estabilidade também não alcança os empregados que estejam sob contrato de trabalho por prazo determinado, e venham a se acidentar no curso do mesmo FUNDO DE GARANTIA DO TEMPO DE SERVIÇO O empregador, conforme definido na CLT, é obrigado a depositar em conta bancária vinculada a importância correspondente a 8% da remuneração paga ou devida ao empregado. Apesar de o FGTS não ser devido durante o período de suspensão do contrato de trabalho, a legislação assegura os depósitos em relação ao empregado acidentado durante todo o curso do afastamento. Portanto, no caso de acidente do trabalho, não haverá interrupção dos depósitos durante o tempo em que o empregado estiver em benefício previdenciário, devendo a empresa tomar como base para cálculo o salário que o empregado deveria estar recebendo se estivesse trabalhando. A base de cálculo será atualizada sempre que ocorrer aumento geral na empresa ou para a categoria a que pertencer o empregado CUSTEIO DAS PRESTAÇÕES DO ACIDENTE O benefício concedido ao empregado em razão do acidente do trabalho é custeado pela empresa através das contribuições recolhidas na GPS. A contribuição incidirá sobre o total da remuneração paga ou creditada a qualquer título, no decorrer do mês, aos empregados, com base em alíquotas diferenciadas de acordo com o grau de risco a que eles estejam expostos. As alíquotas são de 1% para o risco leve (Grau 1); 2% para o risco médio (Grau 2) e 3% para o risco grave (Grau 3). O grau de risco será definido em função da atividade econômica preponderante, que é aquela que ocupa na empresa o maior número de segurados empregados. A empresa com trabalhador exposto a agentes nocivos químicos, físicos e biológicos ou associação de agentes, que comprovadamente sejam prejudiciais à saúde ou à integridade física, e que propiciem a concessão de aposentadoria especial, está sujeita ao recolhimento da alíquota adicional de 12,9 ou 6% conforme o tempo de aposentadoria. As normas sobre a contribuição para o acidente do trabalho, inclusive a relação das atividades para seu enquadramento, foram analisadas no Fascículo 5.5. FASCÍCULO 7.1 COAD 5

6 CONCESSÃO DO BENEFÍCIO Em caso de acidente do trabalho, será devido ao acidentado, independentemente de carência, o benefício do auxílio-doença. O benefício do auxílio-doença consiste numa renda mensal correspondente a 91% do salário-de-benefício, sendo pago ao empregado que ficar incapacitado para o trabalho por mais de 15 dias consecutivos. O auxílio-doença será devido a contar do 16º dia seguinte ao do afastamento do trabalho em conseqüência do acidente CARÊNCIA Período de carência é o tempo correspondente ao número mínimo de contribuições mensais indispensáveis para que o segurado faça jus ao benefício, consideradas a partir do transcurso do primeiro dia dos meses de suas competências. Para a concessão do auxílio-doença acidentário, a legislação não exige qualquer período de carência, ou seja, o benefício será concedido independentemente do número de contribuições que o empregado tenha feito à Previdência Social SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO O Salário-de-benefício é o valor básico utilizado para cálculo da renda mensal dos benefícios de prestação continuada, inclusive os regidos por normas especiais. Para os segurados inscritos na Previdência Social a partir de , o salário-de-benefício, no caso de auxílio-doença, consiste na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo. Contando o segurado com menos de 144 contribuições mensais no período contributivo, o salário-de-benefício corresponderá à soma dos salários-de-contribuição dividida pelo número de contribuições apurado. Para os segurados filiados na Previdência Social até , o salário-de-benefício, no caso do auxílio-doença, consiste na média aritmética simples dos maiores salários-de-contribuição, corrigidos monetariamente, correspondentes a, no mínimo, 80% de todo o período contributivo desde a competência 07/94. Contando o segurado com contribuição em número inferior a 60% do número de meses decorridos desde a competência julho de 1994 até a data do início do benefício, este corresponderá à soma dos salários-de-contribuição dividida pelo número de contribuições mensais apurado ABONO ANUAL O segurado em gozo de auxílio-doença acidentário fará jus a receber o abono anual que é pago pela Previdência Social a título de 13º Salário. O abono anual é pago pela Previdência Social da mesma forma que as empresas pagam o 13º Salário a seus empregados, tendo por base o valor da renda mensal do benefício do mês de dezembro de cada ano CÁLCULO DO BENEFÍCIO Imaginemos um empregado que tenha se acidentado no mês de outubro/2000, e seu auxílio-doença acidentário foi concedido neste mesmo mês. Para fixação do valor da renda mensal do auxílio-doença acidentário, o salário-de-benefício foi determinado com base nos salários-de-contribuição de julho/94 a setembro/2000. Os salários-de-contribuição desde julho/94 foram corrigidos pelos coeficientes de atualização fixados para os benefícios de prestação continuada, divulgados no mês de outubro/2000, conforme quadro a seguir: MESES SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO R$ FATORES DE ATUALIZAÇÃO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO CORRIGIDO Julho/94 350,00 2, ,70 Agosto/94 350,00 2, ,12 Setembro/94 350,00 2, ,46 Outubro/94 402,50 2, ,00 Novembro/94 402,50 2, ,97 Dezembro/94 402,50 1, ,39 Janeiro/95 402,50 1, ,62 Fevereiro/95 402,50 1, ,04 Março/95 402,50 1, ,66 Abril/95 402,50 1, ,30 Maio/95 402,50 1, ,44 Junho/95 402,50 1, ,37 Julho/95 402,50 1, ,80 FASCÍCULO 7.1 COAD 6

7 MESES SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO R$ FATORES DE ATUALIZAÇÃO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO CORRIGIDO Agosto/95 402,50 1, ,21 Setembro/95 402,50 1, ,40 Outubro/95 483,00 1, ,62 Novembro/95 483,00 1, ,69 Dezembro/95 483,00 1, ,08 Janeiro/96 483,00 1, ,59 Fevereiro/96 483,00 1, ,71 Março/96 483,00 1, ,45 Abril/96 483,00 1, ,31 Maio/96 483,00 1, ,18 Junho/96 483,00 1, ,06 Julho/96 483,00 1, ,37 Agosto/96 483,00 1, ,69 Setembro/96 483,00 1, ,66 Outubro/96 603,75 1, ,68 Novembro/96 603,75 1, ,75 Dezembro/96 603,75 1, ,30 Janeiro/97 603,75 1, ,67 Fevereiro/97 603,75 1, ,17 Março/97 603,75 1, ,60 Abril/97 603,75 1, ,84 Maio/97 603,75 1, ,91 Junho/97 603,75 1, ,41 Julho/97 603,75 1, ,62 Agosto/97 603,75 1, ,87 Setembro/97 603,75 1, ,87 Outubro/97 664,13 1, ,23 Novembro/97 664,13 1, ,17 Dezembro/97 664,13 1, ,75 Janeiro/98 664,13 1, ,63 Fevereiro/98 664,13 1, ,88 Março/98 664,13 1, ,71 Abril/98 664,13 1, ,69 Maio/98 664,13 1, ,69 Junho/98 664,13 1, ,68 Julho/98 664,13 1, ,23 Agosto/98 664,13 1, ,23 Setembro/98 664,13 1, ,23 Outubro/98 717,26 1, ,09 Novembro/98 717,26 1, ,09 Dezembro/98 717,26 1, ,09 Janeiro/99 717,26 1, ,94 Fevereiro/99 717,26 1, ,32 Março/99 717,26 1, ,07 Abril/99 717,26 1, ,90 Maio/99 717,26 1, ,64 Junho/99 717,26 1, ,64 Julho/99 717,26 1, ,89 Agosto/99 717,26 1, ,46 Setembro/99 717,26 1, ,39 FASCÍCULO 7.1 COAD 7

8 MESES SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO R$ FATORES DE ATUALIZAÇÃO SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO CORRIGIDO Outubro/99 767,47 1, ,76 Novembro/99 767,47 1, ,48 Dezembro/99 767,47 1, ,22 Janeiro/ ,47 1, ,01 Fevereiro/ ,47 1, ,63 Março/ ,47 1, ,07 Abril/ ,47 1, ,60 Maio/ ,47 1, ,54 Junho/ ,47 1, ,10 Julho/ ,47 1, ,61 Agosto/ ,47 1, ,77 Setembro/ ,47 1, ,77 Como o período de contribuição corresponde a 75 meses, e a média aritmética será apurada tomando-se somente os maiores salários-de-contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo, o salário-de-benefício será calculado com base em 60 meses (75 meses x 80%), como se observa do quadro a seguir: NÚMERO MESES SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO CORRIGIDO R$ 01 Julho/94 812,70 02 Agosto/94 766,12 03 Outubro/94 823,00 04 Novembro/94 807,97 05 Dezembro/94 782,39 06 Janeiro/95 765,62 07 Fevereiro/95 753,04 08 Outubro/95 791,62 09 Novembro/95 780,69 10 Dezembro/95 769,08 11 Janeiro/96 756,59 12 Fevereiro/96 745,71 13 Outubro/96 879,68 14 Novembro/96 877,75 15 Dezembro/96 875,30 16 Janeiro/97 867,67 17 Fevereiro/97 854,17 18 Março/97 850,60 19 Abril/97 840,84 20 Maio/97 835,91 21 Junho/97 833,41 22 Julho/97 827,62 23 Agosto/97 826,87 24 Setembro/97 826,87 25 Outubro/97 904,23 26 Novembro/97 901,17 FASCÍCULO 7.1 COAD 8

9 NÚMERO MESES SALÁRIO-DE-CONTRIBUIÇÃO CORRIGIDO R$ 27 Dezembro/97 893,75 28 Janeiro/98 887,63 29 Fevereiro/98 879,88 30 Março/98 879,71 31 Abril/98 877,69 32 Maio/98 877,69 33 Junho/98 875,68 34 Julho/98 873,23 35 Agosto/98 873,23 36 Setembro/98 873,23 37 Outubro/98 943,09 38 Novembro/98 943,09 39 Dezembro/98 943,09 40 Janeiro/99 933,94 41 Fevereiro/99 923,32 42 Março/99 884,07 43 Abril/99 866,90 44 Maio/99 866,64 45 Junho/99 866,64 46 Julho/99 857,89 47 Agosto/99 844,46 48 Setembro/99 832,39 49 Outubro/99 877,76 50 Novembro/99 861,48 51 Dezembro/99 840,22 52 Janeiro/ ,01 53 Fevereiro/ ,63 54 Março/ ,07 55 Abril/ ,60 56 Maio/ ,54 57 Junho/ ,10 58 Julho/ ,61 59 Agosto/ ,77 60 Setembro/ ,77 TOTAL ,42 VALOR DO SALÁRIO-DE-BENEFÍCIO: R$ ,42 = R$ 845,06 60 O valor mensal do benefício será o equivalente a 91% do salário-de-benefício. Desta forma, a renda mensal do benefício do auxílio-doença acidentário a ser percebida por este segurado será de R$ 769,00, apurada da seguinte forma: R$ 845,06 x 91 = R$ 769, FASCÍCULO 7.1 COAD 9

10 BENEFÍCIOS O acidente do trabalho, dependendo da forma como ocorra, e das seqüelas que resulte para o segurado, pode originar outro tipo de benefício que não o auxílio-doença analisado no item anterior. No quadro abaixo podem ser observados os benefícios por acidente do trabalho ou por doença ocupacional a que o segurado pode fazer jus: BENEFÍCIOS BENEFICIÁRIOS CONDIÇÕES P/ CONCESSÃO DATA DE INÍCIO DATA DA CESSAÇÃO VALOR Auxílio-doença Acidentado do trabalho afastamento do trabalho por incapacidade laborativa temporária por acidente do trabalho 16º dia de afastamento consecutivo para empregado data do afastamento demais segurados morte concessão de auxílio-acidente ou aposentadoria cessação da incapacidade alta médica volta ao trabalho 91% do salário-de-benefício Aposentadoria por invalidez Acidentado do trabalho afastamento do trabalho por invalidez acidentária no dia em que o auxílio-doença teria início ou no dia seguinte à cessação do auxílio-doença morte cessação da invalidez volta ao trabalho 100% do salário-de-benefício Auxílio-acidente Acidentado do trabalho redução da capacidade laborativa por lesão acidentária dia seguinte à cessação do auxílio-doença concessão de aposentadoria óbito 50% do salário-de-benefício Pensão Dependentes do acidentado do trabalho morte por acidente do trabalho data do óbito ou data da entrada do requerimento quando requerida após 30 dias do óbito morte do dependente cessação da qualidade de dependente 100% do salário-de-benefício HABILITAÇÃO Para se habilitar ao benefício decorrente do acidente do trabalho, o segurado ou dependente deverá comparecer ao INSS, munido dos seguintes documentos: Carteira do Trabalho e Previdência Social (CTPS); Contrato de Trabalho quando não constar na CTPS; Comprovante de inscrição no INSS, carnês de recolhimento de contribuições e o contrato de residência médica, quando tratar-se de médico-residente, PIS/PASEP, CPF, Cédula de identidade; Relação dos 36 últimos salários-de-contribuição apurados desde julho/94 até o mês anterior ao mês do afastamento; Endereço completo com CEP atualizado; Certidão de Nascimento dos dependentes e, quando for o caso, Termo de Tutela/Curatela; Ocorrência policial (quando houver); Documentos que comprovem o exercício da atividade rural na condição de segurado especial; Certidão de óbito e laudo de exame cadavérico (se houver) no caso de morte; Documentos dos dependentes para o caso de requerimento de pensão; Outros que se fizerem necessários a cada caso. O INSS poderá solicitar a apresentação de outros documentos e esclarecimentos, bem como emitir pesquisas e diligências, visando à elucidação e comprovação dos fatos, para fins de caracterização ou não do acidente ou doença como do trabalho, para concessão ou indeferimento do benefício acidentário COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE Sempre que ocorrer acidente do trabalho ou doença ocupacional, havendo ou não afastamento do empregado, a empresa é obrigada a comunicá-lo à Previdência Social, emitindo a Comunicação do Acidente do Trabalho (CAT). A comunicação poderá ser realizada pelo próprio acidentado, inclusive seus dependentes, ou ainda pela entidade sindical competente, ou o médico de atendimento ou qualquer autoridade pública, quando a empresa não tomar as providências necessárias. FASCÍCULO 7.1 COAD 10

11 São autoridades públicas reconhecidas para esta finalidade: os magistrados em geral, os membros do Ministério Público e dos Serviços Jurídicos da União e dos Estados, os comandantes de unidades militares do Exército, Marinha, Aeronáutica e Forças Auxiliares (Corpo de Bombeiros e Polícia Militar). Quando se tratar de marítimo, aeroviário, ferroviário, motorista ou outro trabalhador acidentado fora da sede da empresa, caberá ao representante desta comunicar o acidente. A CAT poderá ser apresentada no Posto do Seguro Social (PSS) mais conveniente ao segurado, o que jurisdiciona a sede da empresa, do local do acidente do atendimento médico ou da residência do acidentado. Deve ser considerada como sede da empresa a dependência, tanto a matriz quanto a filial, que possua matrícula no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), bem como a obra de construção civil registrada por pessoa física PRAZO PARA COMUNICAÇÃO O acidente do trabalho deve ser comunicado à Previdência Social pela empresa até o 1º dia útil seguinte ao da ocorrência e, em caso de morte, de imediato, à autoridade competente PRESTADORES DE SERVIÇOS Quando o acidente envolver trabalhador a serviço de empresa prestadora de serviços, a CAT deverá ser emitida pela empresa empregadora, informando, no campo próprio, o nome e o CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente. Tratando-se de trabalhador temporário, a comunicação será feita pela empresa de trabalho temporário TRABALHADOR AVULSO No caso do trabalhador avulso, a responsabilidade pelo preenchimento e encaminhamento da CAT é do Órgão Gestor de Mão-de-obra (OGMO) e, na falta deste, do sindicato da categoria SEGURADO ESPECIAL No caso de segurado especial, a CAT poderá ser formalizada pelo próprio acidentado ou dependente, pelo médico responsável pelo atendimento, pelo sindicato da categoria ou autoridade pública APOSENTADO Embora o aposentado não tenha direito de benefícios em razão do acidente, salvo reabilitação profissional, é obrigatória a emissão da CAT no caso de acidente ou doença profissional ou do trabalho FALTA DE COMUNICAÇÃO Na falta de comunicação do acidente por parte da empresa, podem formalizá-lo o próprio acidentado, seus dependentes, o sindicato da categoria, o médico que o assistiu ou qualquer autoridade pública. A empresa não se eximirá da responsabilidade pela falta de emissão da CAT DOENÇA PROFISSIONAL Todos os casos com diagnóstico de doença profissional ou do trabalho devem ser objeto de emissão de CAT pelo empregador. Neste caso, a CAT deverá ser emitida após a conclusão do diagnóstico. Quando a doença profissional ou do trabalho se manifestar após a desvinculação do acidentado da empresa onde foi adquirida, deverá ser emitida CAT por aquela empresa, e na falta desta poderá ser feita pelo serviço médico de atendimento, beneficiário ou sindicato da classe ou autoridade pública OCORRÊNCIAS O formulário da Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) deverá ser utilizado nas seguintes ocorrências: Ocorrências: Tipos de CAT: a) acidente do trabalho, típico ou de trajeto, ou doença profissional ou do trabalho; CAT inicial; b) reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença profissional ou do trabalho, já comunicado anteriormente ao CAT reabertura; INSS; c) falecimento decorrente de acidente ou doença profissional ou do trabalho, ocorrido após a emissão da CAT inicial. CAT comunicação de óbito. FASCÍCULO 7.1 COAD 11

12 CAT DE REINÍCIO DE BENEFÍCIO As reaberturas deverão ser comunicadas ao INSS pela empresa ou beneficiário, quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento de lesão de acidente do trabalho ou doença ocupacional comunicado anteriormente ao INSS. Na CAT de reabertura, deverão constar as mesmas informações da época do acidente, exceto quanto ao afastamento, último dia trabalhado, atestado médico e data da emissão, que serão relativos à data da reabertura CAT DE ÓBITO O óbito decorrente de acidente ou doença ocupacional, ocorrido após a emissão da CAT inicial ou da CAT reabertura, será comunicado ao INSS através da CAT comunicação de óbito, constando a data do óbito e os dados relativos ao acidente inicial. Anexar a certidão de óbito e, quando houver, o laudo de necropsia PENALIDADES No caso de a empresa deixar de comunicar o acidente no prazo previsto, será penalizada com multa variável entre R$ 151,00 e R$ 1.328,25, aumentada sucessivamente no caso de reincidência. A CAT preenchida pela empresa e entregue ao serviço médico da rede pública conveniado, contratado ou particular, será considerada como comunicação feita ao INSS PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO O Formulário Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) é importante não só pela comunicação do acidente ou da doença profissional, mas também pelas informações referentes aos aspectos previdenciário, estatístico, epidemiológico, trabalhista e social. O formulário da CAT poderá ser substituído por impresso da própria empresa, desde que esta possua sistema de informação de pessoal mediante processamento eletrônico, cabendo observar que o formulário substituído deverá ser emitido por computador e conter todas as informações exigidas pelo INSS. No preenchimento da CAT, devem ser observados os seguintes aspectos: a) a CAT não deve ser assinada em branco; b) ao assinar a CAT, verificar se todos os itens de identificação foram devida e correntamente preenchidos; c) o atestado médico da CAT é de competência única e exclusiva do médico; d) o preenchimento deverá ser feito à máquina ou em letra de forma, de preferência com caneta esferográfica; e) não conter emendas ou rasuras; f) evitar deixar campos em branco; g) apresentar a CAT, impressa em papel, em duas vias, ao INSS, que reterá a primeira via, devolvendo a segunda à empresa NÚMERO DE VIAS A CAT será preenchida, com todos os dados nos seus devidos campos, em 6 vias, com a seguinte destinação: 1ª via ao INSS; 2ª via à empresa; 3ª via ao segurado ou dependente; 4ª via ao sindicato de classe do trabalhador; 5ª via ao Sistema Único de Saúde; 6ª via à Delegacia Regional do Trabalho COMUNICAÇÃO PELA INTERNET As empresas que desejarem poderão fazer a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), pela Internet. Para tanto, a empresa deverá acessar a página do Ministério da Previdência e Assistência Social e fazer download da aplicação CAT. Após o download, executar o programa catsefup.exe para instalar a aplicação em seu equipamento. Para iniciar o Sistema da CAT, clicar no ícone que será criado na área de trabalho do Windows. A aplicação instalada não serve para simulação, devendo ser utilizada somente para cadastramento EXEMPLO PRÁTICO A seguir, demonstramos de forma prática o preenchimento do formulário da CAT, descrevendo, também, as instruções de preenchimento de seus campos: FASCÍCULO 7.1 COAD 12

13 VERSO DA CAT FASCÍCULO 7.1 COAD 13

14 ORIENTAÇÕES DE PREENCHIMENTO DO FORMULÁRIO CAT Obs.: A CAT deverá ser emitida para todo acidente ou doença relacionados com o trabalho, ainda que não haja afastamento ou incapacidade. As datas informadas deverão ser completas, o ano com quatro dígitos (Ex: ), a hora com quatro dígitos (Ex: 10:45). Telefone, quando houver, informar inclusive DDD (Ex: (0XX61) ). A comunicação, os conceitos e a caracterização do acidente são regidos pelo Decreto nº 3.048/99. Quadro I Emitente Campo 1. Emitente informar no campo demarcado o dígito que especifica o responsável pela emissão da CAT. Ex.: (1) empregador. Campo 2. Tipo de CAT informar no campo demarcado o dígito que especifica o tipo de CAT, sendo: (1) Inicial, refere-se à primeira comunicação do acidente ou doença quando estes ocorrem; (2) Reabertura quando houver reinício de tratamento ou afastamento por agravamento da lesão por acidente ou doença comunicado anteriormente ao INSS; (3) Comunicação de Óbito refere-se à comunicação do óbito, em decorrência de acidente de trabalho ocorrido após a emissão da CAT inicial. Obs.: Os acidentes com morte imediata deverão ser comunicados na CAT inicial. INFORMAÇÕES RELATIVAS AO EMPREGADOR. Campo 3. Razão Social/Nome informar a denominação da empresa, cooperativa, associação, autônomo ou equiparado, quando empregador (ver artigo 12 do Decreto nº 3.048/99). Obs.: Informar o nome do acidentado, quando segurado especial. Campo 4. Tipo e nº de documento informar o código que especifica o tipo de documentação, cuja numeração será inserida neste, sendo: (1) CGC/CNPJ informar o número da matrícula no Cadastro-Geral de Contribuintes ou Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica da empresa, quando empregadora. (2) CEI informar o número de inscrição no Cadastro Específico do INSS, quando empregador for pessoa jurídica desobrigada de inscrição no CGC. (3) CPF informar o número de inscrição no Cadastro de Pessoa Física, quando empregador for pessoa física. (4) NIT informar o Número de Identificação do Trabalhador no INSS quando quando for segurado especial. Campo 5. CNAE informar o código relativo à atividade principal do estabelecimento em conformidade com aquela que determina o Grau de Risco para fins de contribuição para os benefícios decorrentes de acidente de trabalho. O código CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) encontra-se no documento de CGC da empresa ou no anexo V do Decreto nº 3.048/99. Campos 6a9. Endereço informar o endereço completo referente ao Campo 3. INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ACIDENTADO. Campo 10. Nome informar o nome completo do acidentado, sem abreviaturas. Campo 11. Nome da mãe informar o nome completo da mãe do acidentado sem abreviaturas. Campo 12. Data de nascimento informar a data completa de nascimento do acidentado. Campo 14. Estado civil informar (6) Ignorado, quando o estado civil for desconhecido ou não informado. Campos 15 e 16. CTPS informar o número, série, data de emissão e UF de emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social. Obs.: No caso de segurado empregado, é obrigatória a especificação do número da CTPS. Campo 17. Remuneração mensal informar a remuneração mensal do acidentado em moeda corrente, da data do acidente. Campo 20. PIS/PASEP/NIT informar o número de inscrição PIS/PASEP. No caso de segurado especial ou médico residente, informar o número de inscrição de Contribuinte Individual no INSS. Campos 21 a 24. Endereço do acidentado informar o endereço completo referente ao acidentado. Campos 25 e 26. Nome da ocupação/cbo informar o nome da ocupação exercida pelo acidentado à época do acidente/doença e o respectivo código constante do Código Brasileiro de Ocupação. Campo 28. Aposentado informar (1) Sim, somente se aposentado pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS). Campo 29. Área informar a natureza da prestação de serviços, se Urbana ou Rural. INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ACIDENTE OU DOENÇA. Campo 30. Data do acidente informar a data em que o acidente ocorreu. No caso de doença, informar a data da conclusão do diagnóstico ou do início da incapacidade laborativa, aquela que ocorrer primeiro. Campo 31. Hora do acidente No caso de doença, deixar o campo em branco. Campo 32. Após quantas horas de trabalho informar o número de horas trabalhadas entre o início da jornada e o acidente. No caso de doença, deixar em branco. Campo 33. Tipo de acidente informar o tipo de acidente sendo (1) Típico, o que ocorrer com o segurado a serviço da empregadora; (2) Doença ocupacional; (3) Trajeto, aquele ocorrido no percurso residência local de trabalho ou vice-versa. Campo 35. Último dia trabalhado Se campo 34 = (1) Sim, informar o último dia em que o acidentado trabalhou, mesmo que não tenha cumprido a jornada. Campo 36. Local do acidente informar o local onde ocorreu o acidente, sendo: (1) Em estabelecimento da empregadora; (2) Em empresa onde a empregadora presta serviços; (3) Em via pública; (4) Em área rural. (5) Outros. Campo 37. Especificação do local do acidente informar, de maneira clara e precisa, o local onde ocorreu o acidente. (Ex. pátio, rampa de acesso, posto de trabalho, nome da rua, etc). Campo 38. CGC/CNPJ informar o CGC ou CNPJ da empresa onde ocorreu o acidente/doença, quando no campo 36 for (2). Campo 41. Parte(s) do corpo atingida(s) Para o acidente do trabalho, deverá ser informada a parte do corpo diretamente atingida pelo agente causador, seja externa ou internamente. Para doenças ocupacionais, informar o órgão ou sistema lesionado. Especificar o lado atingido (direito ou esquerdo), quando se tratar de parte do corpo que seja bilateral. Campo 42. Agente causador informar o agente diretamente relacionado ao acidente: máquina, equipamento, ferramenta (Ex: prensa ou injetora de plásticos); produtos químicos, agentes físicos ou biológicos (Ex: benzeno, sílica, ruído, salmonela); situações específicas (ex.: queda, choque elétrico, atropelamento). FASCÍCULO 7.1 COAD 14

15 Campo 43. Descrição da situação geradora do acidente descrever a situação ou a atividade de trabalho desenvolvida pelo acidentado, e por outros diretamente relacionados ao acidente. Tratando-se de acidente de trajeto, especificar o deslocamento e informar se este foi ou não alterado ou interrompido por motivos alheios ao trabalho. Caso de doença, descrever a atividade de trabalho, o ambiente, ou as condições em que o trabalho era realizado. Obs.: Evitar consignar neste campo o diagnóstico da doença ou lesão. (Ex.: indicar a exposição continuada a níveis acentuados de benzeno em função da atividade de pintar motores com tintas contendo solventes orgânicos e não benzenismo). Campo 45. Houve morte Responder (1) Sim, se a morte ocorreu antes do preenchimento da CAT, independente de ter ocorrido no local do acidente ou após. Se posterior à emissão da CAT inicial (tipo 1), deverá ser emitida CAT de óbito (tipo 3), anexando Certidão de Óbito. INFORMAÇÕES RELATIVAS A TESTEMUNHAS. Campos 46 a 53. Testemunhas informar testemunhas que tenham presenciado o acidente ou aquelas que primeiro tomaram ciência do fato. Identificação: local, data, assinatura e carimbo do emitente. No caso de emissão pelo próprio segurado ou por seus dependentes, fica dispensado o carimbo, porém, mencionar o nome legível do emitente ao lado ou abaixo de sua assinatura. INFORMAÇÕES RELATIVAS AO ATESTADO MÉDICO. Deverá ser preenchido por profissional médico. No caso de morte é dispensável, devendo ser apresentada a certidão de óbito e, quando houver, o laudo de necrópsia. Campo 58. Duração provável do tratamento informar em número de dias a duração provável de tratamento, mesmo que superior a quinze dias. Campo 60. Descrição e natureza da lesão fazer relato claro e sucinto, informando a natureza, tipo da lesão e/ou quadro clínico da doença, citando a parte do corpo atingida, sistemas ou aparelhos. Exemplos: edema, equimose, limitação dos movimentos na articulação társica direita; sinais flogísticos, edema no antebraço esquerdo e dor à movimentação da flexão do punho esquerdo. Campo 61. Diagnóstico provável informar objetivamente o diagnóstico. Ex: a) entorse tornozelo direito; b) tendinite dos flexores do carpo. Campo 62. CID-10 classificar conforme CID-10 (Ex. S 93.4 entorse e distensão do tornozelo; M65.9 sinovite ou tendinite não especificada). Campo 63. Observações citar qualquer tipo de informação médica adicional, como condições patológicas preexistentes, concausas, se há compatibilidade entre o estágio evolutivo das lesões e a data do acidente declarada. Existindo recomendação especial para permanência no trabalho, justificar. FUNDAMENTAÇÃO LEGAL: Lei 8.036, de (Informativo 20/90); Lei 8.213, de artigos 19 a 23 (Separata/98); Decreto-Lei 5.452, de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), artigo 133 (DO-U de ); Decreto 3.048, de (Informativos 19 e 18/99); Portaria MPAS, de (Informativo 40/99); Portaria MPAS, de ; Ordem de Serviço INPS-SSS, de (Separata/77); Ordem de Serviço 78 INSS-DISES, de (Não publicado em DO-U); Ordem de Serviço 214 INSS-DAF, de (Informativo 24/99); Ordem de Serviço 329 INSS-DSS, de (Informativo 8/94); Ordem de Serviço 621 INSS-DSS, de (Informativos 18 e 21/99); Instrução Normativa 20 INSS-DG, de (Informativo 31/2000). Este fascículo é parte integrante do Manual de Procedimentos do Departamento de Pessoal, produto da COAD que abrange todos os procedimentos do DP. Os fascículos são substituídos a cada alteração na legislação. Por isso, o Manual está sempre atualizado, para tranqüilidade de seus usuários. É fácil obter mais informações sobre o produto completo: Tel.: (0XX21) Fax: [email protected] Site: FASCÍCULO 7.1 COAD 15

16 ANOTAÇÕES FASCÍCULO 7.1 COAD 16

DIREITO DO TRABALHO. Questões essenciais relativas aos contratos de emprego Medicina e Segurança do Trabalho. Parte III. Prof.

DIREITO DO TRABALHO. Questões essenciais relativas aos contratos de emprego Medicina e Segurança do Trabalho. Parte III. Prof. DIREITO DO TRABALHO Questões essenciais relativas aos contratos de emprego Medicina e Segurança do Trabalho. Parte III. Prof. Cláudio Freitas - Acidente do Trabalho: fundamento legal: artigos 19 a 23 e

Leia mais

Acidente de Trabalho

Acidente de Trabalho Acidente de Trabalho Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art. 11 desta Lei,

Leia mais

a) a doença degenerativa; b) a inerente a grupo etário; c) a que não produza incapacidade laborativa; d) a doença endêmica adquirida por segurado

a) a doença degenerativa; b) a inerente a grupo etário; c) a que não produza incapacidade laborativa; d) a doença endêmica adquirida por segurado Doenças ocupacionais (Lei 8.213, art. 20) 2º Em caso excepcional, constatando-se que a doença não incluída na relação prevista nos incisos I e II deste artigo resultou das condições especiais em que o

Leia mais

ACIDENTE DO TRABALHO ARTIGOS 19 a 23 DA LEI 8213/91 Prof. Anderson Castelucio Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa ou pelo exercício do trabalho

Leia mais

Acidente do Trabalho. Prof.ª Rosana Abbud

Acidente do Trabalho. Prof.ª Rosana Abbud Acidente do Trabalho Prof.ª Rosana Abbud Conceito de Acidente No dicionário, acidente é o acontecimento imprevisto, casual ou não, ou então - acontecimento infeliz que resulta em ferimento, dano, estrago,

Leia mais

P á g i n a 2 13 SUMÁRIO

P á g i n a 2 13 SUMÁRIO P á g i n a 2 13 SUMÁRIO Sumário 1. INTRODUÇÃO... 3 2. CADASTRO DE ACIDENTE DE TRABALHO CAT/SP... 5 3. ACIDENTE RELACIONADO AO TRABALHO... 7 4. AVALIAÇÃO MÉDICA... 9 5. PROCEDIMENTOS... 10 6. DECLARAÇÃO...

Leia mais

Definições de doenças relacionadas ao trabalho. Profª. Raquel Barbosa Cintra

Definições de doenças relacionadas ao trabalho. Profª. Raquel Barbosa Cintra de doenças relacionadas ao trabalho Profª. Raquel Barbosa Cintra Acidente do trabalho: definido na lei nº 8.213/91 Art. 19. Acidente do trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa

Leia mais

Guia Trabalhista: Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) Resumo: 1) Introdução: 2) Acidente do trabalho: 2.1) Conceito:

Guia Trabalhista: Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) Resumo: 1) Introdução: 2) Acidente do trabalho: 2.1) Conceito: Guia Trabalhista: Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT) Resumo: Analisaremos no presente Roteiro de Procedimentos sobre a obrigatoriedade da comunicação de acidente do trabalho à Previdência Social

Leia mais

LEGALE CURSO ONLINE DE DIREITO ACIDENTÁRIO

LEGALE CURSO ONLINE DE DIREITO ACIDENTÁRIO LEGALE CURSO ONLINE DE DIREITO ACIDENTÁRIO Introdução ao Estudo do Direito Acidentário Professor: Dr. Rogério Martir Doutor em Ciências Jurídicas e Sociais, Advogado militante e especializado em Direito

Leia mais

ANO XXVI ª SEMANA DE MARÇO DE 2015 BOLETIM INFORMARE Nº 13/2015

ANO XXVI ª SEMANA DE MARÇO DE 2015 BOLETIM INFORMARE Nº 13/2015 ANO XXVI - 2015-4ª SEMANA DE MARÇO DE 2015 BOLETIM INFORMARE Nº 13/2015 ASSUNTOS PREVIDENCIÁRIOS CAT - COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO - ATUALIZAÇÃO CONFORME IN INSS/PRES Nº 77/2015 CONSIDERAÇÕES...

Leia mais

Aposentadoria Aposentadoria por idade Quem tem direito? Qual a carência exigida? Que benefícios podem ser transformados em aposentadoria por idade?

Aposentadoria Aposentadoria por idade Quem tem direito? Qual a carência exigida? Que benefícios podem ser transformados em aposentadoria por idade? Aposentadoria Aposentadoria por idade Quem tem direito? Têm direito ao benefício os trabalhadores urbanos do sexo masculino aos 65 anos e do sexo feminino aos 60 anos de idade. Os trabalhadores rurais

Leia mais

Súmula: ALTERA OS DISPOSITIVOS QUE ESPECIFICA, DA LEI Nº 6.174, DE 16 DE NOVEMBRO DE

Súmula: ALTERA OS DISPOSITIVOS QUE ESPECIFICA, DA LEI Nº 6.174, DE 16 DE NOVEMBRO DE Insalubridade Súmula: ALTERA OS DISPOSITIVOS QUE ESPECIFICA, DA LEI Nº 6.174, DE 16 DE NOVEMBRO DE 1970.... A Assembléia Legislativa do Estado do Paraná decretou e eu sanciono a seguinte lei: Art. 1º.

Leia mais

ANO XXV ª SEMANA DE MARÇO DE 2014 BOLETIM INFORMARE Nº 12/2014

ANO XXV ª SEMANA DE MARÇO DE 2014 BOLETIM INFORMARE Nº 12/2014 ANO XXV - 2014-3ª SEMANA DE MARÇO DE 2014 BOLETIM INFORMARE Nº 12/2014 ASSUNTOS PREVIDENCIÁRIOS CAT - CADASTRO DA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO CONSIDERAÇÕES... Pág. 346 ASSUNTOS TRABALHISTAS ESCALA

Leia mais

DIREITO PREVIDENCIÁRIO QUADRO 02

DIREITO PREVIDENCIÁRIO QUADRO 02 DIREITO PREVIDENCIÁRIO QUADRO 02 CONTEÚDO PRESTAÇÕES EM GERAL BENEFÍCIOS CARÊNCIA SALÁRIO DE BENEFÍCIO FATOR PREVIDENCIÁRIO RENDA MENSAL INICIAL SEGURADOS 1.aposentadoria por invalidez 2.aposentadoria

Leia mais

SALÁRIO- MATERNIDADE

SALÁRIO- MATERNIDADE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL Artigo 7º, XVIII c/c Artigo 201, II, ambos da CF Artigo 71 a 73, da Lei 8213/91 Artigo 93 a 103 do Decreto 3048/99 Artigo 340 a 358, IN 77 CONCEITO O salário-maternidade é o benefício

Leia mais

DISCIPLINA: ERGONOMIA E SEGURANÇA DO TRABALHO

DISCIPLINA: ERGONOMIA E SEGURANÇA DO TRABALHO DISCIPLINA: ERGONOMIA E SEGURANÇA DO TRABALHO PROFESSOR: Altamir Durães Garcia Formação: Graduação em engenharia Elétrica PUC MG Especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho FUNDAMENTOS E DEFINIÇÕES

Leia mais

INFORMAÇÕES - ACIDENTE EM SERVIÇO / DE TRABALHO

INFORMAÇÕES - ACIDENTE EM SERVIÇO / DE TRABALHO INFORMAÇÕES - ACIDENTE EM SERVIÇO / DE TRABALHO 1. Definições - Acidente em serviço é aquele ocorrido com o servidor no exercício do cargo ou função, que se relacione direta ou indiretamente com as atribuições

Leia mais

Salário maternidade para homem

Salário maternidade para homem Salário maternidade para homem Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança é devido salário-maternidade pelo período de

Leia mais

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Módulo 1 Legislação

Curso Técnico Segurança do Trabalho. Módulo 1 Legislação Curso Técnico Segurança do Trabalho Medicina do Trabalho Medicina do Trabalho Módulo 1 Legislação PCMSO Estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores do

Leia mais

c) Acidentes de Trabalho ou Doenças relacionadas ao Trabalho

c) Acidentes de Trabalho ou Doenças relacionadas ao Trabalho PROVAS ANAMT 2014 No âmbito da Previdência Social, entende-se como Benefícios Acidentários o recebimento por parte do segurado de pagamentos decorrentes da incapacidade para o trabalho causadas por lesões

Leia mais

ACIDENTES DE TRABALHO. Acidentes no local de trabalho devido à negligencia e descumprimento das Normas Regulamentadoras

ACIDENTES DE TRABALHO. Acidentes no local de trabalho devido à negligencia e descumprimento das Normas Regulamentadoras ACIDENTES DE TRABALHO Acidentes no local de trabalho devido à negligencia e descumprimento das Normas Regulamentadoras Agressão a jornalista no exercício da profissão é AT Os jornalistas agredidos, atingidos

Leia mais

Aula-tema 08: Salário-família, salário-maternidade, auxílio-reclusão, pensão por morte e acidente de trabalho

Aula-tema 08: Salário-família, salário-maternidade, auxílio-reclusão, pensão por morte e acidente de trabalho Resumo Aula-tema 08: Salário-família, salário-maternidade, auxílio-reclusão, pensão por morte e acidente de trabalho Consoante já enfatizado nos resumos das aulas-temas anteriores, o estudo e a aplicação

Leia mais

SEGURANÇA DO TRABALHO ACIDENTE DO TRABALHO

SEGURANÇA DO TRABALHO ACIDENTE DO TRABALHO SEGURANÇA DO TRABALHO ACIDENTE DO TRABALHO (Art. 19 Lei 8.213) Conceito Legal É aquele que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço da empresa, ou ainda pelo exercício do trabalho dos segurados especiais,

Leia mais

] = 0,524. Exemplo de cálculo do Fator Previdenciário

] = 0,524. Exemplo de cálculo do Fator Previdenciário Exemplo de cálculo do Fator Previdenciário Maria Marta, 47 anos de idade, contribui para a previdência desde os 17 anos de idade, contando com 30 anos de contribuição. Sua expectativa de sobrevida, de

Leia mais

Advocacia previdenciária: temas em destaque no Direito Previdenciário na atualidade.

Advocacia previdenciária: temas em destaque no Direito Previdenciário na atualidade. Advocacia previdenciária: temas em destaque no Direito Previdenciário na atualidade. Legislação Básica: * Lei 8.212/91 * Lei 8.213/91 * Decreto 3.048/99 * IN 77/2015 MP 871/19 A MP 871/19 altera diversos

Leia mais

SAÚDE E Segurança do trabalho_sst. Prof. Marcus Aurélio

SAÚDE E Segurança do trabalho_sst. Prof. Marcus Aurélio SAÚDE E Segurança do trabalho_sst Prof. Marcus Aurélio Conceitos Básicos de SST A Segurança do Trabalho pode ser entendida como o conjunto de medidas adotadas, visando minimizar os acidentes de trabalho,

Leia mais

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PREFEITURA DE ANCHIETA CNPJ 27.142.694/0001-58

ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PREFEITURA DE ANCHIETA CNPJ 27.142.694/0001-58 INSTRUÇÃO NORMATIVA PARA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO Nº 01 /2015 Data: 21/11/2014 Versão: Original 01 ASSUNTO DISCIPLINA SOBRE OS PROCEDIMENTOS PARA COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO CAT NO ÂMBITO

Leia mais

PROCEDIMENTOS EM SITUAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO

PROCEDIMENTOS EM SITUAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO PROCEDIMENTOS EM SITUAÇÃO DE ACIDENTE DO TRABALHO 1- PROVIDENCIAR A ASSISTÊNCIA DE URGÊNCIA / EMERGÊNCIA, ACIONANDO O SAMU OU CORPO DE BOMBEIRO. 2- REALIZAR O PREENCHIMENTO DA FICHA E DEPOIS DE PREENCHIDA

Leia mais

RECOMENDAÇÃO ANAMT N o 01/2017

RECOMENDAÇÃO ANAMT N o 01/2017 RECOMENDAÇÃO ANAMT N o 01/2017 Dispõe sobre a Comunicação de Acidente de Trabalho conforme o disposto na Lei n o 8.213/1991 e sobre a Notificação Compulsória em Unidades Sentinelas conforme Portarias MS

Leia mais

Visando propiciar melhor entendimento das normas que regem as operações em Intercâmbio, é indispensável a leitura dos seguintes conceitos básicos:

Visando propiciar melhor entendimento das normas que regem as operações em Intercâmbio, é indispensável a leitura dos seguintes conceitos básicos: 1. COMUNICAÇÃO DO ACIDENTE DO TRABALHO (CAT) 1.1. RESPONSABILIDADES DA EMPRESA/ EMPREGADO Visando propiciar melhor entendimento das normas que regem as operações em Intercâmbio, é indispensável a leitura

Leia mais

APOSENTADORIA: MANUAL BÁSICO AOS CIDADÃOS

APOSENTADORIA: MANUAL BÁSICO AOS CIDADÃOS APOSENTADORIA: MANUAL BÁSICO AOS CIDADÃOS 1 NOTA DA AUTORA A presente cartilha se destina a população em geral, com a finalidade de informar/orientar de forma sucinta através de uma linguagem de fácil

Leia mais

A partir de que momento começa a contar o benefício? Para o segurado empregado, é a contar do 16.º dia do afastamento da atividade.

A partir de que momento começa a contar o benefício? Para o segurado empregado, é a contar do 16.º dia do afastamento da atividade. É possível a concessão de aposentadoria por invalidez havendo moléstia preexistente? Retornamos a resposta do questionamento anterior, ou seja, o INSS submete o segurado à pericia, justamente para constatar

Leia mais

SST Segurança e Saúde no Trabalho. Jeferson Seidler

SST Segurança e Saúde no Trabalho. Jeferson Seidler SST Segurança e Saúde no Trabalho Perigo x Risco Perigo Risco Perigo Atravessar de olhos fechados Atravessar correndo Esperar um bom momento para atravessar Usar uma faixa de pedestres (esperar os carros

Leia mais

SIMULADO SOBRE DIREITO PREVIDENCIÁRIO DVD 1. A respeito dos itens abaixo, julgue e marque CERTO ou ERRADO.

SIMULADO SOBRE DIREITO PREVIDENCIÁRIO DVD 1. A respeito dos itens abaixo, julgue e marque CERTO ou ERRADO. SIMULADO SOBRE DIREITO PREVIDENCIÁRIO DVD 1 A respeito dos itens abaixo, julgue e marque CERTO ou ERRADO. 01) A inscrição é o ato pelo qual o segurado é cadastrado no RGPS, por meio de comprovação de dados

Leia mais

Acidente do Trabalho. Prof.ª Karla Handressa Castro de Oliveira

Acidente do Trabalho. Prof.ª Karla Handressa Castro de Oliveira Acidente do Trabalho Prof.ª Karla Handressa Castro de Oliveira Conceito de Acidente No dicionário, acidente é o acontecimento imprevisto, casual ou não, ou então acontecimento infeliz que resulta em

Leia mais

Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 06/08/2010.

Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 06/08/2010. SALÁRIO-FAMÍLIA - Considerações Gerais Matéria elaborada com base na legislação vigente em: 06/08/2010. Sumário: 1 - Introdução 2 - Beneficiários 2.1 - Verificação da Invalidez 2.2 - Pai e Mãe 3 - Início

Leia mais

Aposentadoria do segurado; Morte do segurado; Emissão de certidão de tempo de contribuição (RPS, art. 129).

Aposentadoria do segurado; Morte do segurado; Emissão de certidão de tempo de contribuição (RPS, art. 129). DCB BENEFÍCIO Data da cessação do benefício Recuperação da capacidade (art. 60); Retorno à atividade (art. 60, 6º e 7º); Transformação em aposentadoria por Auxílio invalidez (art. 62, parágrafo único);

Leia mais

Acidente de Trabalho

Acidente de Trabalho Faculdade Maurício de Nassau - João Pessoa-PB Bacharelado em Enfermagem Disciplina Saúde do Trabalhador Acidente de Trabalho Professora: Ma. Laura Cristhiane Rezende Em sua opinião, o que é Acidente de

Leia mais

PENSÃO POR MORTE: SAIBA QUANDO E COMO SOLICITAR

PENSÃO POR MORTE: SAIBA QUANDO E COMO SOLICITAR PENSÃO POR MORTE: SAIBA QUANDO E COMO SOLICITAR A pensão por morte da REFER será concedida aos beneficiários do participante a partir do dia seguinte de seu falecimento. Será paga enquanto lhes for assegurada

Leia mais

PROGEPE. Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas

PROGEPE. Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas PROGEPE Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas 1. Apresentação A Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas, através da Equipe de Segurança do Trabalho da UNIFAL-MG, elaborou este manual com o objetivo de esclarecer

Leia mais

SALÁRIO DE BENEFÍCIO: ARTS. 31 A 34 DO DECRETO 3048/99 Prof. Andreson Castelucio 1. ITER PARA O CÁLCULO DO BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO 2. CONCEITO DE SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO 3. CONCEITO DE SALÁRIO DE BENEFÍCIO

Leia mais

Resumo Aula-tema 04: Benefícios Previdenciários - Regras Gerais

Resumo Aula-tema 04: Benefícios Previdenciários - Regras Gerais Resumo Aula-tema 04: Benefícios Previdenciários - Regras Gerais O Regime Geral de Previdência Social compreende prestações, devidas inclusive em razão de eventos decorrentes de acidente do trabalho, expressas

Leia mais

11/09/2015 Dir. Previdenciário Prof. Marcos 143 Dir. Previdenciário Prof. Marcos 144 1

11/09/2015 Dir. Previdenciário Prof. Marcos 143 Dir. Previdenciário Prof. Marcos 144 1 143 144 1 145 Lei 8213/91 alterada pela Lei nº 12.873/2013 Salário Maternidade Art. 71-A. Ao segurado ou segurada da Previdência Social que adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança

Leia mais

DICAS DE NOVEMBRO / 2014

DICAS DE NOVEMBRO / 2014 DICAS DE NOVEMBRO / 2014 DICA 01 O segurado especial é o único segurado da previdência social que poderá ter sua inscrição feita após sua morte. DICA 02 O benefício de prestação continuada da Assistência

Leia mais

RGPS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL.

RGPS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL. RGPS CÁLCULO DA RENDA MENSAL INICIAL e-mail: [email protected] RMI ALÍQUOTA/COEFICIENTE SB M. a. s. PBC (Período Básico de Cálculo) SC SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO Artigo 201 da CF/88: [...] 11. Os

Leia mais

Recurso de Nexo Técnico Epidemiológico SETEMBRO / 2010

Recurso de Nexo Técnico Epidemiológico SETEMBRO / 2010 Recurso de Nexo Técnico Epidemiológico SETEMBRO / 2010 Nexo Técnico Epidemiológico Criado pela MP nº 316, de 11/08/2006, convertido na Lei nº 11.430, de 26/12/2006, regulamentada pelo Decreto nº 6.042,

Leia mais

Acessar o site: Clicar em DOWNLOAD. Após o download seguir as etapas de instalação.

Acessar o site:  Clicar em DOWNLOAD. Após o download seguir as etapas de instalação. Acessar o site: http://cat.inss.gov.br/servicos/cat/cat.shtm Clicar em DOWNLOAD. Após o download seguir as etapas de instalação. PREENCHIMENTO DO COMINICADO DE ACIDENTE DE TRABALHO A partir de agora a

Leia mais

MANUAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO

MANUAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO MANUAL DE SEGURANÇA DO TRABALHO SESMT Serviço Especializado em Engenharia e Medicina do Trabalho SUMÁRIO Informe da NR 32... 03 Fluxo de Acidente do Trabalho... 04 Fluxo de Acidente de Trajeto... 05 Procedimento

Leia mais

BOLSA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL (LEI Nº 7.998/1990) Perguntas e respostas

BOLSA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL (LEI Nº 7.998/1990) Perguntas e respostas Secretaria de Políticas Públicas de Emprego Departamento de Emprego e Salário Coordenação-Geral do Seguro-Desemprego, do Abono Salarial e Identificação Profissional. BOLSA QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL (LEI

Leia mais

OS EFEITOS DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS NO CONTRATO DE TRABALHO II

OS EFEITOS DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS NO CONTRATO DE TRABALHO II MARCOS VICHIESI OS EFEITOS DOS BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS NO CONTRATO DE TRABALHO II APRESENTAÇÃO COORDENADOR DA COMISSÃO DE DIREITO EMPRESARIAL PREVIDENCIÁRIO DA OAB SANTO AMARO COORDENADOR ADJUNTO DA

Leia mais

Médico de Saúde Ocupacional

Médico de Saúde Ocupacional } NR 3 - Embargo ou Interdição } NR 5 - CIPA - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes } NR 6 - EPI } NR 7 - PCMSO - Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional } NR 8 - Edificações } NR 9 - PPRA

Leia mais

Documentos necessários para abertura de processo de sinistro Morte Acidental Vida em Grupo

Documentos necessários para abertura de processo de sinistro Morte Acidental Vida em Grupo Central de Atendimento: 0800 730 0011 (segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, exceto feriados) SAC: 0800 730 0012 0800 730 0013 (deficiência auditiva ou de fala, 24h) Ouvidoria: 0800 200 1020 Acesse: www.prudentialdobrasil.com.br

Leia mais

DIREITO PREVIDENCIÁRIO

DIREITO PREVIDENCIÁRIO DIREITO PREVIDENCIÁRIO Benefícios Incapacitantes Auxílio-doença, Auxílio-acidente e Aposentadoria por Invalidez Índice Auxílio-doença Auxílio-acidente Aposentadoria por Invalidez 3 4 6 Autor Benny Willian

Leia mais

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO POP PROCEDIMENTO DIANTE A OCORRÊNCIA DE ACIDENTE DO TRABALHO

PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO POP PROCEDIMENTO DIANTE A OCORRÊNCIA DE ACIDENTE DO TRABALHO PROCEDIMENTO OPERACIONAL PADRÃO POP PROCEDIMENTO DIANTE A OCORRÊNCIA DE ACIDENTE DO TRABALHO Código Data de emissão Data de vigência Próxima revisão Versão n POP-SST-001 25/10/17 01/12/17 25/10/18 001

Leia mais

Curso de 13 Salário. Capacitação e Treinamento

Curso de 13 Salário. Capacitação e Treinamento Curso de 13 Salário Capacitação e Treinamento Conteúdo 1. DÉCIMO TERCEIRO SALÁRIO... 3 1.1. Contagem de Avos... 3 1.2. Primeira Parcela Pagamento até 30/11... 3 1.3. Empregados não disponíveis durantes

Leia mais

III proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário;

III proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário; 1 A Previdência Social A Previdência Social é um direito social, previsto no art. 6º da Constituição Federal de 1988 entre os Direitos e Garantias Fundamentais, que garante renda não inferior ao salário

Leia mais