Compiladores e Computabilidade
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- Sebastião Quintão de Oliveira
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1 Compiladores e Computabilidade Prof. Leandro C. Fernandes UNIP Universidade Paulista, 2013
2 GERAÇÃO DE CÓDIGO INTERMEDIÁRIO
3 Geração de Código Intermediário Corresponde a 1ª etapa do processo de Síntese (modelo de Análise e Síntese) Em geral, ocorre em duas fases: Tradução da estrutura construída na análise sintática para um código em linguagem intermediária, usualmente independente do processador. Tradução do código em linguagem intermediária para a linguagem simbólica do processador-alvo. A produção efetiva do código binário é realizada por outro programa (montador).
4 Por quê código intermediário? Vantagens: Uma mesma entrada, porém com diferentes formas de saída; Possibilita a otimização do código intermediário para prover um código otimizado mais eficiente Simplifica a implementação do compilador, resolvendo gradativamente as dificuldades de passagem de código fonte para código intermediário. Possibilita a tradução de código intermediário para diversas máquinas
5 Tipos de Código Intermediário HIR (High Intermediate Representation): Usada nos primeiros estágios do compilador Simplificação de construções gramaticais para somente o essencial para otimização/geração de código MIR (Medium Intermediate Representation): Boa base para geração de código eficiente Pode expressar todas características de linguagens de programação de forma independente da linguagem Representação de variáveis, temporários, registradores LIR (Low Intermediate Representation): Quase 1-1 para linguagem de máquina Dependente da arquitetura
6 Tipos de Código Intermediário Há várias formas de representação de código intermediário, sendo as mais comuns: HIR: Árvore e grafo de sintaxe. Notações Pós-fixada e Pré-fixada. Representações linearizadas. MIR: Código de três endereços: Quádruplas ou triplas LIR: Instruções assembler
7 Árvore e grafo de sintaxe A árvore de sintaxe mostra a estrutura hierárquica de um programa fonte, Enquanto o grafo de sintaxe inclui simplificações da árvore de sintaxe. Exemplo: a = b * c + b * c := := a + a + * * * b c b c b c
8 Representação Notação Pós-fixa C++ a = b*(c+d)+e; Árvore Sintática Abstrata Tradução a b c d + * e + := (varredura em pós-ordem)
9 Código de Três Endereços Cada instrução referencia, no máximo, três elementos (dois operandos e um resultado). Expressões complexas devem ser decompostas em várias expressões nesse formato Necessita variáveis temporárias! Formato independente de um processador específico Fácil de traduzir para linguagem simbólica de qualquer processador.
10 Tipos de Instruções Instruções de atribuição cópia resultado de operações binárias resultado de operações unárias Instruções de desvio incondicional condicional invocação de rotinas Operadores de endereçamento indexado indireto
11 Código de três endereços: Instruções de atribuição Atribuição simples le := ld Exemplo Código C/C++: x = a; Tradução: x := a
12 Código de três endereços: Instruções de atribuição Operação binária com atribuição le := ld1 op ld2 Exemplo Código C/C++: x = a + b; Tradução: x := a + b
13 Código de três endereços: Instruções de atribuição Operação unária com atribuição le := op ld Exemplo Código C/C++: x = -a; Tradução: x := -a
14 Código de três endereços: Instruções de atribuição Expressões mais complexas são traduzidas para uma série de expressões nesse formato Variáveis temporárias são criadas para armazenar resultados intermediários, conforme necessário Exemplo Expressão C/C++: a = b + c * d; Tradução: _t1 := c * d a := b + _t1
15 Código de três endereços: Instruções de desvio Utilizados tanto para comandos de decisão ou de repetição, além de chamadas a subrotinas. Desvio incondicional goto L Desvio condicional if x opr y goto L onde opr é um operador relacional
16 Código de três endereços: Instruções de desvio C++ Tradução while (i++ <= k) x[i] = 0; x[0] = 0; _L1: if i > k goto _L2 i := i + 1 x[i] := 0 goto _L1 _L2: x[0] := 0
17 Código de três endereços: Invocando sub-rotinas Padrão de invocação: Parâmetros da função, se presentes, são registrados com instrução param Sub-rotina é invocada com instrução call, com indicação do número de parâmetros Retorno, se presente, pode ser obtido a partir de atribuição do resultado de call
18 Código de três endereços: Invocando sub-rotinas C++ Tradução x = f(a, g(b)); param a param b _t1 := call g, 1 param _t1 x := call f, 2
19 Código de três endereços: Modos de Endereçamento Modo direto x := a Modo indexado x := y[i] x[i] := y com i em bytes! Modo indireto x := &y w := *x *x := z
20 Código de três endereços: Estruturas de representação Quádruplas Tabela com quatro colunas: Operador, primeiro argumento, segundo argumento e resultado Triplas Coluna com resultado é omitida Referência à linha da tabela é utilizada para indicar resultados intermediários Operador de atribuição simples deve ser utilizado para explicitar armazenamento de resultados não temporários
21 Representação por Quádruplas C++ a = b + c * d; Quádrupla: Operador Arg_1 Arg_2 Resultado 1 * c d _t1 2 + b _t1 a
22 Representação por Triplas C++ a = b + c * d; Tripla: Operador Arg_1 Arg_2 1 * c d 2 + b (1) 3 := a (2)
23 OTIMIZAÇÃO
24 Otimização de código Código gerado automaticamente pode ser ineficiente Redundâncias Instruções desnecessárias Ineficiência pode vir também da codificação original. Heurísticas de otimização podem ser aplicadas no código em formato intermediário antes da produção do código em linguagem simbólica.
25 Eliminação de subexpressões comuns Operações que se repetem sem que seus argumentos sejam alterados podem ser realizadas uma única vez Exemplo: Válido se não houver atribuição as variáveis a ou b entre as duas instruções: x = a + b + c;... y = a + b + d;
26 Eliminação de subexpressões comuns Sem otimização: Com otimização: _t1 := a + b x := _t1 + c... _t2 := a + b y := _t2 + d _t1 := a + b x := _t1 + c... y := _t1 + d
27 Eliminação de código redundante Instruções sem efeito podem ser eliminadas Exemplo Sem nenhuma atribuição a x ou a y entre as duas instruções, x := y x := y x := y z := k z := k a segunda instrução pode ser seguramente eliminada
28 Propagação de cópias Variáveis que só mantêm cópia de um valor, sem outros usos, podem ser eliminadas Exemplo: Sem outras atribuições a y e sem outros usos de x x := y... z := x pode ser reduzido a:... z := y
29 Eliminação de desvios desnecessários Desvio incondicional para a próxima instrução pode ser eliminado Exemplo: a := _t2 goto _L6 _L6: c := a + b equivale a: a := _t2 c := a + b
30 Eliminação de código não-alcançável Instruções que nunca serão executadas podem ser eliminadas. Exemplo: goto _L3 _t1 := x _L4: _t2 := b + c _L3: d := a + _t2 equivale a: goto _L3 _L4: _t2 := b + c _L3: d := a + _t2
31 Movimentação de código Retirar do corpo de comandos iterativos (laços) cálculo de expressões invariáveis. Exemplo: while ( i < 2*max ) a[i] = i + max/4; Como valor de max não varia, equivale a: _t1 = 2*max; _t2 = max/4; while (i < _t1) a[i] = i + _t2;
32 Uso de propriedades algébricas Relaciona-se a substituição de certas expressões aritméticas por formas equivalentes e de melhor desempenho. Original Equivalente X + Y Y + X X + 0 X X 0 X X * Y Y * X X * 1 X 2 * X X + X X 2 X * X
33 GERAÇÃO DE CÓDIGO (LINGUAGEM SIMBÓLICA)
34 Geração de código final Objetivo: Obter, a partir das instruções elementares usadas no código em formato intermediário, código equivalente na linguagem simbólica do processador-alvo. Diferentes processadores podem ter distintos formatos de instruções.
35 Geração de código final Classificação pelo número de endereços na instrução: 3 dois operandos e o resultado 2 dois operandos (resultado sobrescreve primeiro operando) 1 só segundo operando, primeiro operando implícito (registrador acumulador), resultado sobrescreve primeiro operando 0 operandos e resultado numa pilha, sem endereço explícitos
36 Tradução para linguagem simbólica Tradução ocorre segundo gabaritos definidos de acordo com o tipo de máquina. Exemplo: x := y + z 3-end: ADD y, z, x 2-end: MOVE Ri, y ADD Ri, z MOVE x, Ri 1-end: LOAD y ADD z STORE x 0-end: PUSH y PUSH z ADD POP x
37 Otimização em linguagem simbólica Ao combinar sequências de instruções traduzidas pelos gabaritos, estratégias de otimização podem ser também aplicadas ao código em linguagem simbólica Eliminação de código redundante Eliminação de instruções desnecessárias Além disso, há uma oportunidade de realizar otimizações que são específicas para um determinado processador Otimizações dependentes de máquina Permitem o aproveitamento de instruções pouco usuais, de uso restrito Muitas vezes, é difícil para o compilador reconhecer a possibilidade de uso dessas instruções
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