A Tragédia do Rio Doce e seu Peixes

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1 Belo Horizonte, 29 de novembro de 2015 A Tragédia do Rio Doce e seu Peixes - o que se tem dito e a necessidade de boa informação - Carlos Bernardo Mascarenhas Alves Depois do trágico rompimento da barragem da Samarco, e diante de inúmeras informações que têm sido veiculadas na imprensa por diversos setores da sociedade (desde humildes ribeirinhos e pescadores, passando por representantes de ONGs, de órgãos de estado das três esferas, da própria empresa até chegar na Presidente da República e Ministra do Meio Ambiente, sinto-me no dever de levantar alguns pontos que podem merecer futura discussão. Ao tomar conhecimento que haverá na próxima semana haverá uma reunião de professores da UFMG para tentar marcar uma posição institucional em relação ao ocorrido, essa minha iniciativa foi reforçada. Por fim, ao ler no Jornal Estado de Minas as matérias de ontem (sábado 28/11) fiquei convicto que deveria mesmo... Na matéria de ontem (Jornal Estado de Minas), além de seu conteúdo jornalístico, chamaram minha atenção as fotografias de peixes mortos. Os maiores e em maior destaque nessas duas fotografias que ilustram a matéria são o Dourado (Salminus brasiliensis) e o Bagre-africano (Clarias gariepinus). O primeiro foi introduzido na bacia na década de 1950 e a segunda veio para o Brasil por motivos de aquicultura e teve sua ocorrência registrada cientificamente no meio no final do século passado (Alves et al. 1999). São bons exemplos de espécies que invadiram a bacia do rio Doce e se estabeleceram, competindo com o maior carnívoro nativo e endêmico da bacia, o Surubim-do-rio-Doce (Steindachneridion doceanum), que hoje encontra-se ameaçado de extinção (Vieira et al. 2008). São apenas dois exemplos da invasão da bacia do rio Doce por espécies exóticas. Essa é a segunda grande bacia hidrográfica de Minas Gerais mais contaminada por espécies não-nativas, perdendo apenas para a bacia do rio Paraíba do Sul (Alves et al. 2007). É importante ressaltar que a introdução espécies exóticas é a segunda causa mais importante para a extinção de

2 espécies de peixes de água doce, perdendo apenas para a supressão de ambientes (perda de habitats) (Moyle & Leidy, 1992; Miller et al., 1989). Com o desastre ocorrido a fauna de peixes encontra-se em situação crítica, uma vez já havia grande número de espécies exóticas estabelecidas e agora uma significativa perda de habitat ao longo de sua calha principal e alguns afluentes: rios Gualaxo do Norte e Carmo. Nesse mesmo jornal (EM) na edição de hoje 29/11, apesar da entrevista realizada como Fábio Vieira grande conhecedor da fauna da bacia em toda a sua extensão, a matéria coloca o Surubim-do-rio-Doce como espécie exótica, confundindo ainda mais o leitor leigo. Esse peixe, o maior carnívoro nativo da bacia, hoje compete com outros carnívoros exóticos de porte igual ou superior, tais como: Dourado, Pacamã, Tucunaré, Bagre-africano, Surubim (híbrido de Pintado e Cachara). Não é surpresa a sua raridade atual (ocorre em alguns poucos remanescentes lóticos da bacia) e sua inclusão nas listas de espécies ameaçadas de extinção! Em relação à ictiofauna esse é apenas um exemplo do oportunismo de alguns que tem divulgado informações incorretas e causado mais confusão do que esclarecimentos à população. Existem diversos outros exemplos, como a introdução de espécies de Curimatãs (Prochilodus) do SF e Grande e que impactam a espécie original da bacia (Prochilodus vimboides). Ainda a questão da má qualidade da água, desmatamento da vegetação ciliar (apoiado pelo novo Código Florestal) e perda de trechos lóticos afetando as espécies de Piabanhas e Pirapitingas (gênero Brycon). Temos também o exemplo do Andirá (Henochilus wheatlandii) que possui distribuição restrita ao Alto Santo Antônio (Vieira et al 2000; Vieira & Alves, 2001). E por aí vai... Me incomoda também as previsões de quanto tempo levará para a situação ambiental se normalizar. Já ouvi 10 anos, 15, 50, 100 e até 500 anos!!! Ora, a única informação que não foi prestada é qual o método utilizado para fazer os cálculos e se chegar a tais previsões. Em meio a essa gama de desinformação, fica uma pergunta básica que deve ser feita ao setor de mineração e aos poderes públicos Estadual e Federal: O que se aprendeu com os desastres anteriores? Temos pelo menos 3 exemplos relativamente recentes das Minerações Rio Verde e Rio Pomba, além do rompimento da barragem da

3 Cataguases de Papel. Se estes desastres tivessem sido devidamente estudados e acompanhados, hoje poderíamos ter informações para responder questões do tipo: (a) os rejeitos de mineração permitem o crescimento natural de vegetação? Em quanto tempo? (b) após os desastres a turbidez da água ficou alterada por quanto tempo? Nas estações chuvosas subsequentes houve elevação dos valores desse parâmetro em função da lixiviação da bacia de drenagem? (c) as espécies aquáticas recolonizaram as áreas afetadas? Quanto tempo esse processo decorreu? (d) Ao longo do tempo, comparando com a situação anterior, quanto da riqueza e diversidade de peixes e outros organismos aquáticos foram recuperadas? (e) Espécies migradoras e sedentárias comportaram de forma igual ou diferente no processo de recuperação? Quais espécies mais indicadas para uma eventual intervenção proativa? (f) Há necessidade de intervenção? Serão realizados peixamentos com espécies nativas? De onde virão os exemplares das espécies utilizadas? Em relação a esse último tema, já expus minha opinião em um artigo de divulgação (Alves 2008) a respeito da utilização da técnica de peixamento, estocagem, repovoamento, etc. Esse desastre ambiental é um dos casos nos quais a reintrodução de espécies selecionadas pode ser aplicada. Mas, para isso, é necessária a tecnologia de propagação artificial em pisciculturas para as espécies dessa bacia hidrográfica. Na realidade vamos deparar com pouca informação e falta dessa ecotecnologia para reprodução em cativeiro do Surubim-do-rio-Doce, Piabanha, Pirapitinga, Curimatá-do-rio-Doce, Piauvermelho, Piau-Branco, etc. No caso de implantação de programa de Repovoamento, em quais dos trechos afetados as espécies ocorriam? Novamente eu indago sobre o que o poder público tem feito para compilar as informações de centenas, talvez milhares, de Relatórios Técnicos apresentados para licenciamento e monitoramento de empreendimentos na bacia? Estas informações existem,

4 porque é uma necessidade legal das empresas contratar e apresentar informações sobre seus empreendimentos e também dos técnicos contratados apresentarem junto aos órgãos que emitem as licenças de pesca científica. Mais uma vez veremos que não houve esse interesse e que isso não faz parte da rotina da FEAM, IEF, IBAMA, etc. Mas agora, diante da necessidade, fica explícita a necessidade destas informações já terem sido compiladas... Enfim, diante desse quadro de severo impacto sobre as comunidades aquáticas, e a necessidade de sua recuperação, gostaria levantar as informações contidas na Tese de Doutoramento do nosso colega Fábio Vieira, que recebeu o Prêmio Novaes Ramires de Conservação da Natureza, da Sociedade Brasileira de Zoologia, como melhor tese em Biologia da Conservação em 2008 (Vieira 2006). Nesse trabalho ele aponta o Alto Rio Santo Antônio como área importante para conservação, corroborando os estudos de Áreas Prioritárias para Conservação dos Peixes de Minas Gerais (Costa et al 1998; Drummond et al 2005). Atualmente existe em tramitação um Projeto de Lei (PL ) para tornar esse trecho da bacia como Rio de Preservação Permanente, limitando muito as atuais ameaças e expansão de empreendimentos de mineração e implantação de Pequenas Centrais Hidrelétricas. Além disso, na área ocorrem 4 espécies ameaçadas da bacia do rio Doce e outras tantas nativas e endêmicas, de onde podem retiradas matrizes para propagação artificial e repovoamento das áreas afetadas. Em sentido oposto há outra iniciativa da ALMG através do Projeto de Lei (PL) 5.245/14 que atinge os Rios de Preservação Permanente atuais, quais sejam o Cipó, (trecho do) São Francisco, o Pandeiros, o Peruaçu, o Jequitinhonha e (trecho do) Grande, liberando a sua exploração. Diante desse quadro, com base e informações técnicas, a UFMG poderia encampar, entre outras, a ideia de estabelecer essa do rio Santo Antônio como Rio de Preservação Permanente, além de outras que podem servir como fontes de espécies para o repovoamento. ALVES, C. B. M.; VIEIRA, F.; MAGALHÃES, A. L. B.; BRITO, M. F. G. Impacts of non-native fish species in Minas Gerais, Brazil: present situation and prospects. In: BERT T.M. (Org.). Ecological and Genetic Implications of

5 Aquaculture Activities. Dordrecht, The Netherlands: Springer. p ALVES, C.B.M. Peixamento: benefícios e controvérsias de uma técnica de manejo. Ação Ambiental, v. 31, p.31-34, ALVES, C.B.M., V. VONO, and F. VIEIRA Presence of the walking catfish Clarias gariepinus (Burchell) (Siluriformes, Clariidae) in Minas Gerais state hydrographic basins, Brazil. Revista Brasileira de Zoologia 16: COSTA, M.R.C.; HERRMANN, G, MARTINS, C.S.; LINS, L.V. & LAMAS, I.R. (orgs.) Biodiversidade em Minas Gerais: um Atlas para sua conservação. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas, 94 p. ilust. DRUMMOND, G. M.; MARTINS, C. S.; MACHADO, A. B. M.; SEBAIO, F. A. & ANTONINI, Y Biodiversidade em Minas Gerais: um Atlas para sua conservação. 2ª. Ed., Belo Horizonte, Fundação Biodiversitas. 222p. MACHADO, A. B. M.; DRUMMOND, G. M.; PAGLIA, A. P. (Org.) Livro vermelho das espécies ameaçadas de extinção da fauna brasileira. Belo Horizonte: Fundação Biodiversitas; Brasília: MMA, MILLER, R.R., J.D. WILLIAMS, and J.E. WILLIAMS Extinctions of North American fishes during the past century. Fisheries, 14(6): MOYLE, P.B. & R.A. LEIDY Loss of biodiversity in aquatic ecosystems: evidence from fish faunas. In: P.L. Fielder and S.K. Jain (eds.), Conservation Biology: the Theory and Practice of Nature Conservation, Preservation and Management. Chapman and Hall, New York City, New York, USA. Pp VIEIRA, F. & ALVES, C.B.M Threatened fishes of the world: Henochilus wheatlandii Garman, 1890 (Characidae). Environmental Biology of Fishes 62 (4): 414 VIEIRA, F A ictiofauna do rio Santo Antônio, bacia do rio Doce, MG: proposta de conservação. Tese Doutorado, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 101 p. VIEIRA, F.; ALVES, C. B. M. & SANTOS, G. B Rediscovery and first record of Henochilus wheatlandii (Teleostei: Characiformes) a rare neotropical fish, in rio Doce basin of southeatern Brazil. Ichthyological Explorations of Freshwaters, 11: OBSERVAÇÃO: meus trabalhos podem ser acessados e baixados através do site ResearchGate ( Matérias jornalísticas sobre ameaças ao Andirá ( e Surubim-do-rio-Doce ( e ovoamento-do-rio-doce-deve-comecar-depois-das-chuvas-de-verao.shtml).

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