Banco Nacional de Angola

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2 Banco Nacional de Angola RELATÓRIO 3º TRIMESTRE DE. Introdução: Em, entrou em vigor o novo plano de conta das instituições financeiras - CONTIF, tendo-se fixado o mês de Março como o período de reporte inicial dos balancetes 1. Devido aos constrangimentos próprios do processo da mudança do plano de contas, o prazo transitório (de testes) acima referido foi estendido até o mês de Junho de. O presente relatório é o primeiro a ser elaborado tendo em conta a informação recebida nos moldes estabelecidos pelo CONTIF, pelo que, este relatório deve ser analisado e interpretado com alguma reserva, uma vez que tem havido alguma dificuldade de adaptação às mudanças por parte dos bancos. Entretanto, a informação tem sido, paulatinamente, prestada de forma mais clara, detalhada e com uma consistência aceitável. 1 Neste período, os bancos reportaram nos dois planos de contas, PCIF e Contif.

3 I - INDICADORES DE DIMENSÃO DO SISTEMA BANCÁRIO ANGOLANO EVOLUÇÃO DOS ACTIVOS E PASSIVOS DOS BANCOS. No que diz respeito à dimensão do sistema bancário angolano, os activos dos bancos a operar em Angola continuam a registar uma tendência de crescimento, pois de modo geral todas as instituições evidenciam um crescimento do volume de negócios. Os activos totais dos bancos evoluíram na ordem dos 15% no período entre Julho e Agosto e cerca de 3% entre Agosto e Setembro de, em que atingiu kz mil milhões. No final do terceiro trimestre de, os activos dos bancos em moeda nacional foram de kz mil milhões, e os activos em moeda estrangeira registado o montante de kz mil milhões. Os activos em moeda nacional cresceram cerca de 22,23% e os activos em moeda estrangeira cresceram em 14,70%, entre Julho e Setembro de, respectivamente. Importa referir que cerca de 54% do activo está denominado em ME. Apesar do maior crescimento dos activos em MN, a participação em ME ainda é maioritária. Analogamente, as fontes de financiamento acompanharam o comportamento dos activos. Os passivos em MN aumentaram ao final do trimestre, enquanto os passivos em ME reduziram entre Agosto e Setembro na ordem de kz 209 mil milhões. A redução dos passivos em ME foi compensada pelo aumento dos passivos em MN em valor superior a kz 298 mil milhões. Contudo, o montante dos passivos em ME permaneceu superior ao de MN, sendo de mil milhões e mil milhões, respectivamente.

4 PESO DAS RUBRICAS DO ACTIVO E PASSIVO NA ESTRUTURA DO SFA No final do terceiro trimestre, as rubricas com maior expressão na estrutura do activo foram os créditos com 37,66%, os títulos e valores mobiliários com 24,77% e as disponibilidades com 15,29%, respectivamente. No que diz respeito as rubricas do passivo, com maior peso estão os depósitos com 66,24%, seguido das captações para liquidez, especificamente para as operações no mercado monetário interfinanceiro com 13,39% do passivo total. II- ADEQUAÇÃO DE CAPITAL E FUNDOS PROPRIOS REGULAMENTARES A solvência do sistema bancário é satisfatória de modo geral. O rácio de solvabilidade no final do período em análise estava em torno dos 17,51%, mais 2,01 p.p acima dos 15,50% registados em Julho de. Convêm frisar que em Setembro de, dois bancos apresentavam rácio de solvabilidade regulamentar abaixo dos 10% 2. Isso representa uma melhoria em relação aos meses de Julho e Agosto de, quando havia quatro bancos com rácio de solvabilidade inferior ao limite mínimo ADEQUAÇÃO DE CAPITAL RS < 10% 10% < RS < = 12% 12% < RS < = 20% RS > 20% Jul-10 Ago-10 Set-10 2 Estabelecido pelo Aviso nº 05/07, de 12 de Setembro.

5 O quadro a direita evidencia o rácio de solvabilidade e a posição dos bancos no sistema bancário. Conforme esperado, os cinco bancos que detêm o maior volume de activo total, crédito e depósitos aparecem nas cinco piores posições do ranking para o rácio de solvabilidade regulamentar, situando-se entre 10% e 13%, excepto o BCI que está muito abaixo do limite mínimo. Os bancos com menor rácio de solvabilidade revelam maior apetite aos activos de risco, ao contrário dos bancos que apresentam maiores rácios de solvabilidade, com margens consideráveis para a utilização de recursos que poderiam ser melhor rentabilizados em operações de crédito, títulos de dívida pública e outras aplicações. RANK RSR Ifs BAI ,59% 11,15% 12,25% BANC ,27% 24,27% 22,08% BCA ,92% 39,18% 38,07% BCI ,14% 0,09% 2,13% BDA ,73% 9,63% 9,11% BESA ,48% 8,80% 10,49% BFA ,26% 14,33% 13,81% BMA ,06% 11,16% 15,00% BNI ,56% 20,43% 18,74% BPA ,42% 14,01% 14,43% BPC ,27% 7,82% 12,25% BQC ,30% 23,48% 19,49% BTA ,75% 29,19% 33,08% FNB ,60% 26,35% 27,72% KEVE ,62% 11,75% 16,92% NVB 2 50,95% SOL ,02% 9,88% 11,72% VTB ,50% 81,37% 58,59% BIC ,37% 17,20% III-QUALIDADE DOS ACTIVOS DOS BANCOS O total do crédito concedido a economia no final do terceiro trimestre ascendia a kz mil milhões, contra os cerca de kz milhões em Julho, ou seja um crescimento relativo de 12,83%. Entre Agosto e Setembro houve abrandamento no crescimento do crédito, atingindo apenas 0,88%. Em Setembro, o crédito em ME representava 64,6% do total da carteira, sendo que 63,2% em dólar dos estados unidos e 1,37% em Euro. O crédito em moeda nacional representava cerca de 35,38% no mesmo período. Situação similar pode ser observada para os meses anteriores, com o domínio do crédito em ME em desfavor do crédito em MN. O sistema bancário concedeu mais crédito ao sector privado empresarial, seguido dos particulares e do sector público empresarial. Nota-se uma redução do crédito concedido a particulares na ordem de 19,45%, contrariamente ao sector privado e ao público empresarial, cujo crédito cresceu 6,27% e 16,67%, respectivamente, entre Agosto e Setembro de.

6 O montante de créditos vencidos não provisionados reduziu acentuadamente em Setembro de, comparativamente aos meses de Julho e Agosto de. O crédito vencido em relação ao crédito total manteve-se relativamente estável ao longo do terceiro trimestre de. No período, os bancos reforçaram as provisões para o crédito vencido acautelando-se de probabilidade de incumprimento por parte dos mutuários, tendose registado uma expansão deste indicador na ordem dos 9,62 pontos percentuais em relação ao mês de Agosto. A concentração mantém-se elevada, sendo que cinco bancos detiveram cerca de 80% da carteira de crédito do sistema. O ranking evidencia o BAI na posição cimeira, seguido pelo BESA, o BPC, o BIC e o BFA, que estava na quinta posição. O BQC ocupava a última posição em termos de crédito, pois, pelos dados apresentados o mesmo tem concedido pouco crédito. IV-LIQUIDEZ Em Setembro de, os bancos em operação em Angola detinham kz mil milhões de depósitos de clientes, dos quais cerca de kz mil milhões detidos em ME e kz mil milhões em MN. Os depósitos em ME cresceram em 12,15%, enquanto os depósitos em MN cresceram 40,82% no trimestre. Apesar do maior crescimento em termos percentuais dos depósitos em MN, os dados evidenciam ainda a preferência do público em manter as suas poupanças em ME. Os activos líquidos em MN e ME, incluindo os títulos, mostraram-se suficientes para suportar as obrigações com os credores (as captações totais). Entretanto, este indicador registou uma tímida expansão no decurso do terceiro trimestre de. Em contrapartida, os activos líquidos sem considerar os títulos sobre as captações em MN e ME apresentaram um comportamento contraccionista em Setembro do mesmo ano.

7 O indicador de liquidez imediata do sistema financeiro bancário registou uma consideravel redução, com destaque para a liquidez imediata em MN. Situação análoga ocorreu para a liquidez imediata em ME, que se encontra em proporção bastante reduzida. De igual modo, o indicador de liquidez geral contraiu-se no mesmo periodo em analise. Durante o terceiro trimestre de, o sistema financeiro bancário evidenciou maior poder de captação de depósitos para atender à procura pelo crédito tradicional, o que contribuiu para a melhoria do rácio de cobertura do crédito pelos depósitos. V-RENTABILIDADE A dinâmica da economia angolana propiciou ambiente favorável ao desempenho do sistema bancário. Os proveitos de crédito e os proveitos de títulos e valores mobiliários, com menor custo, contribuíram para a expansão da margem de intermediação financeira. Em Setembro o resultado líquido quase duplicou em relação a Julho de, conforme se pode observar no gráfico X, com uma variação absoluta de kz 48 mil milhões. O aumento do resultado é prova da existência de condições propícias para o negócio bancário. Importa referir que o nível de concorrência entre os bancos ainda é tímida. O sistema bancário apresentou um retorno sobre os activos e capitais em nível satisfatório, decorrente do lucro líquido de kz 103 mil milhões, superior em 48 mil milhões ao obtido no mês de Julho. O ROA cresceu 0,37 pontos percentuais em relação ao mês de Agosto e 1,38 pontos percentuais em relação a Julho. O crescimento do ROE foi de 4,15 e 11,42 p.p. no mesmo período, respectivamente.

8 Este desempenho foi acompanhado pela melhoria na qualidade dos resultados, considerando o aumento do resultado de intermediação financeira bruta, bem como a melhoria de outros proveitos operacionais. O aumento das despesas de provisão para crédito e garantias prestadas e dos outros custos operacionais não causaram impacto ao ponto de comprometer o resultado das instituições no período em análise. Julho Setembro variação Resultado de inter. bruta Desp.provisão c. vencido Outros custos operacionais outros proveitos operacionais Resultado antes de impostos Impostos rendimento Resultado Liquido

9 ANEXOS Tabela 1: Activo em MN e ME de Bancos Públicos BCI BDA BPC Activo ME Activo MN Activo ME Activo MN Activo ME Activo MN 4,89% 11,71% 7,28% 12,63% 6,87% 11,16% 20,96% 4,81% 18,65% 6,48% 30,67% 5,65% 74,15% 83,48% 74,08% 80,89% 62,46% 83,19% Tabela 2 : Activo em MN e ME de Bancos Privados (controlo accionista nacional) Activo ME Activo MN Activo ME Activo MN Activo ME Activo MN BAI 66,25% 43,39% 57,01% 26,33% 52,54% 28,53% BANC 0,34% 1,46% 0,26% 0,90% 0,25% 1,10% BCA 2,64% 3,92% 1,91% 2,21% 0,92% 1,16% BIC 21,21% 40,90% 28,84% 38,57% BNI 6,95% 9,81% 5,36% 6,39% 4,89% 6,96% BPA 16,99% 18,15% 9,16% 9,15% 8,24% 9,38% BQC 0,13% 0,19% 0,07% 0,15% 0,08% 0,10% KEVE 2,00% 4,74% 1,56% 2,97% 1,39% 2,87% NVB 0,05% 1,00% 0,03% 0,65% 0,03% 0,57% SOL 4,65% 17,35% 3,43% 10,35% 2,83% 10,75% Tabela 3 : Activo em MN e ME de Bancos Privados (controlo accionista estrangeiro) Sigla Instituicao Activo ME Activo MN Activo ME Activo MN Activo ME Activo MN BESA 57,63% 31,70% 56,39% 29,46% 56,28% 29,64% BFA 29,66% 52,28% 31,05% 53,57% 30,55% 53,66% BMA 7,48% 8,10% 7,68% 7,93% 8,24% 8,04% BTA 4,67% 6,62% 4,19% 7,68% 4,34% 7,12% FNB 0,44% 1,03% 0,53% 1,05% 0,49% 1,14% VTB 0,12% 0,27% 0,17% 0,31% 0,10% 0,39% Tabela 4 : Depósitos em MN e ME de Bancos Públicos Sigla Instituicao Depósitos ME Depósitos MN Depósitos ME Depósitos MN Depósitos ME Depósitos MN BCI 16,73% 15,24% 17,00% 12,40% 19,09% 11,97% BDA 0,00% BPC 83,27% 84,76% 83,00% 87,60% 80,91% 88,03%

10 Tabela 5 : Depósitos MN e ME de Bancos Privados (controlo accionista nacional) Sigla Instituicao Depósitos ME Depósitos MN Depósitos ME Depósitos MN Depósitos ME Depósitos MN BAI 73,12% 30,72% 54,20% 32,34% 59,16% 29,52% BANC 0,18% 1,69% 0,15% 0,92% 0,22% 0,93% BCA 3,54% 4,23% 2,66% 2,00% 1,33% 1,09% BIC 23,67% 31,03% 21,02% 32,45% BNI 3,26% 13,01% 3,44% 7,36% 3,86% 8,38% BPA 13,70% 14,10% 10,91% 7,32% 10,28% 7,58% BQC 0,01% 0,23% 0,03% 0,12% 0,02% 0,12% KEVE 2,27% 4,99% 1,76% 2,99% 1,52% 3,40% NVB 0,07% 0,52% 0,05% 0,28% 0,05% 0,17% SOL 3,84% 30,52% 3,11% 15,65% 2,54% 16,36% Tabela 6 : Depósitos em MN e ME de Bancos Privados (controlo accionista estrangeiro) Sigla Instituicao BESA BFA BMA BTA FNB VTB Depósitos ME Depósitos MN Depósitos ME Depósitos MN Depósitos ME Depósitos MN 34,31% 21,09% 33,86% 19,57% 32,91% 17,65% 49,76% 61,38% 50,22% 62,46% 53,99% 63,86% 9,50% 10,43% 9,68% 10,14% 6,37% 11,11% 5,84% 5,78% 5,54% 6,36% 6,01% 5,76% 0,55% 1,19% 0,62% 1,24% 0,66% 1,37% 0,04% 0,13% 0,07% 0,24% 0,06% 0,25% Tabela 7 Credito Vencido de Bancos Públicos BCI BDA BPC Vencido ME Vencido MN Vencido ME Vencido ME 12,40% 12,67% 50,17% 17,76% 41,74% 12,05% 0,01% 3,60% 0,02% 3,24% 0,02% 2,61% 87,60% 83,74% 49,81% 79,00% 58,24% 85,34%

11 Tabela 8 Credito Vencido de Bancos Privados (controlo accionista nacional) Vencido ME Vencido ME Vencido ME BAI 57,88% 55,12% 72,47% 62,55% 48,01% 52,31% BANC 0,69% 4,06% 0,38% 3,10% 0,05% 0,01% BCA 1,60% 0,87% 0,73% 0,69% 0,57% 0,41% BIC 2,99% 4,85% 4,07% 4,89% BNI 3,93% 7,06% 2,30% 2,91% 21,10% 8,14% BPA 29,46% 2,37% 16,09% 3,15% 20,12% 5,97% KEVE 4,14% 12,91% 2,57% 8,27% 4,97% 10,58% NVB 0,00% 1,63% 1,30% 1,62% SOL 2,30% 15,99% 2,47% 13,16% 1,10% 16,09% Nota: BCH e BQC, não apresenta crédito vencido, pelo que, o sistema não os captura Tabela 9-Credito Vencido de Bancos (controlo accionista estrangeiro) BFA BMA BTA FNB VTB Vencido ME Vencido ME Vencido ME 71,16% 91,85% 75,06% 89,90% 84,43% 82,58% 18,48% 0,91% 22,74% 6,26% 9,20% 10,90% 7,88% 0,20% 0,59% 0,09% 3,80% 0,19% 2,48% 7,03% 1,61% 3,75% 2,56% 6,30% 0,01% 0,00% 0,02% Nota: BESA, não declara crédito vencido. Tabela 10- em MN e ME Bancos Públicos milhões kz BCI BDA BPC ME MN ME MN ME MN Total geral

12 Tabela 11- em MN e ME Bancos Privados (controlo accionista nacional) BAI BANC BCA BIC BNI BPA BQC KEVE NVB SOL ME MN ME MN ME MN 72,35% 40,24% 54,63% 29,35% 53,13% 35,39% 0,36% 1,16% 0,26% 0,77% 0,26% 0,72% 2,24% 1,39% 1,50% 0,86% 0,76% 0,41% 25,06% 30,02% 26,42% 27,46% 10,19% 19,24% 7,28% 13,55% 7,74% 12,29% 10,38% 8,13% 7,92% 5,56% 8,23% 5,50% 0,00% 0,00% 0,00% 2,41% 10,39% 1,75% 7,11% 1,78% 6,70% 0,00% 0,75% 0,56% 0,50% 2,08% 18,70% 1,60% 12,22% 1,68% 11,03% Tabela 12- em MN e ME Bancos Privados (controlo accionista estrangeiro) BESA BFA BMA BTA FNB VTB ME MN ME MN ME MN 58,24% 46,55% 59,32% 49,37% 58,97% 39,83% 28,21% 45,48% 27,10% 41,67% 26,63% 49,92% 9,13% 4,42% 9,13% 5,20% 9,88% 6,26% 3,71% 0,63% 3,75% 0,67% 3,92% 0,63% 0,56% 2,92% 0,56% 3,07% 0,55% 3,34% 0,15% 0,01% 0,15% 0,03% 0,04% 0,03%

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