Engenharia de Software II
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- Denílson de Andrade Bugalho
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1 Engenharia de Software II Aula 12 Aula 12-31/05/2006 1
2 Ementa Processos de desenvolvimento de software (Caps. 2, 3 e 4 do Pressman) Estratégias e técnicas de teste de software (Caps. 13 e 14 do Pressman) Métricas para software (Cap. 15) Gestão de projetos de software: conceitos, métricas, estimativas, cronogramação, gestão de risco, gestão de qualidade e gestão de modificações Reengenharia e engenharia reversa Aula 12-31/05/2006 2
3 Medição Um elemento-chave de qualquer processo de engenharia é a medição. A medição é o processo pelo qual números são associados a propriedades de objetos do mundo real. Serve para entender melhor as características dos objetos. Serve para avaliar e monitorar a qualidade dos produtos. Ao contrário de outras engenharias, a engenharia de software não está ancorada nas leis quantitativas da física. Medidas como massa, voltagem, temperatura, pressão não são apropriadas para software. Isso quer dizer que software é não-mensurável? Não: apenas outros critérios devem ser estabelecidos. Aula 12-31/05/2006 3
4 Métricas de Software As métricas de software servem para avaliar a qualidade do software à medida que ele está sendo construído. Essas medidas de atributos do software dão uma indicação em tempo real da eficácia de: Modelos de análise Modelos de projeto Código Casos de teste Qualidade global Aula 12-31/05/2006 4
5 Como se define qualidade? Num sentido amplo, qualidade de software é dada por: 1. Satisfação de requisitos funcionais e de desempenho. 2. Normas de desenvolvimento que guiam o modo pelo qual o software é construído. 3. Características implícitas que são esperadas de todo software desenvolvido profissionalmente. Exemplo: facilidade de uso. Aula 12-31/05/2006 5
6 Fatores de qualidade Podem ser caracterizados em dois grupos amplos: 1. Fatores que podem ser medidos diretamente. Exemplo: Pontos por função. 2. Fatores que podem ser medidos apenas indiretamente. Exemplo: Usabilidade ou manutenibilidade Em cada caso deve haver medições. Devemos comparar as medidas a algum valor e chegar a uma indicação da qualidade. Aula 12-31/05/2006 6
7 Fatores de Qualidade de McCall Manutenibilidade Flexibilidade Testabilidade Portabilidade Reutilização Interoperabilidade REVISÃO TRANSIÇÃO OPERAÇÃO Correção Confiabilidade Utilização Integridade Eficiência É difícil e em alguns casos impossível desenvolver medidas diretas desses fatores. Outras medidas quantitativas devem ser feitas e relacionadas a eles. Aula 12-31/05/2006 7
8 Fatores de Qualidade ISO 9126 A norma ISO 9126 foi desenvolvida em uma tentativa de identificar atributos de qualidade de software. A norma identifica seis atributos-base: 1. Funcionalidade 2. Confiabilidade 3. Usabilidade 4. Eficiência 5. Manutenibilidade 6. Portabilidade Também não se prestam a medidas diretas. Fornecem uma base para medidas indiretas. Fornecem uma lista de verificação para avaliar a qualidade do software. Aula 12-31/05/2006 8
9 Transição para Visão Quantitativa Os fatores de qualidade McCall e ISO 9126 só podem ser julgados diretamente de forma subjetiva. O julgamento precisa ser feito por especialistas que analisam o software qualitativamente. Foram desenvolvidas métricas de software que fornecem uma avaliação qualitativa. Essas medidas não medem a qualidade diretamente, mas alguma manifestação da qualidade. O fator chave é a relação entre a variável que é medida e a qualidade do software. Aula 12-31/05/2006 9
10 Vocabulário Básico Medida: fornece uma indicação quantitativa da extensão, quantidade, dimensão, capacidade ou tamanho de algum atributo. Medição: é o ato de determinar uma ou mais medidas. Métrica: relaciona as medidas individuais de algum modo. Exemplo: Número médio de erros encontrados por teste de unidade. Indicador: é uma métrica ou conjunto de métricas que diz algo significativo sobre o processo de software ou o software em si. Aula 12-31/05/
11 Processo de Medição Um processo de medição pode ser caracterizado por cinco atividades: Formulação É a derivação de medidas e métricas adequadas. Coleta É o mecanismo usado para acumular os dados para derivar as métricas formuladas. Análise Cáculo de métricas e aplicação das ferramentas matemáticas. Interpretação Avaliação das métricas em um esforço de entender os e relacionar resultados. Realimentação Recomendações derivadas das métricas transmitidas à equipe. Aula 12-31/05/
12 Princípios de Medição Uma métrica de software deve ter as seguintes características: O intervalo de valores deve fazer sentido. Exemplo: 0 é o valor mínimo, 1 é o valor máximo e 0.5 é o valor médio. O valor da métrica deve aumentar ou diminuir do mesmo modo que a característica do software que ela mede aumenta ou diminui com acontecimentos desejáveis ou indesejáveis. A métrica deve ser validada e útil em uma grande variedade de contextos. Aula 12-31/05/
13 Diretrizes para Coleta e Análise Sempre que possível, a coleta de dados e a análise devem ser automatizadas. Técnicas estatísticas válidas devem ser usadas para relacionar os atributos internos do produto e as características externas de qualidade. Exemplo: se o nível de complexidade arquitetural está correlacionado com o número de defeitos relacionados no uso. Diretrizes e recomendações interpretativas devem ser estabelecidades para cada métrica. Aula 12-31/05/
14 Paradigma GQM GQM = Goal/Question/Metric = Objetivo/Questão/Métrica É uma técnica para identificação de métricas significativas. Enfatiza a necessidade de: 1. Estabelecer um objetivo explícito de medição. Quase sempre entender, controlar ou aperfeiçoar. 2. Definir um conjunto de questões que precisam ser respondidas a fim de alcançar o objetivo. 3. Identificar métricas que ajudam a responder a essas questões. Aula 12-31/05/
15 Gabarito de Definição de Objetivo GQM Analise {atributo do software} com a finalidade de {objetivo global} com relação a {característica específica} do ponto de vista de {pessoal} no contexto de {ambiente}. Aula 12-31/05/
16 Exemplo Objetivo: Analise a arquitetura de software X com a finalidade de avaliar componentes arquiteturais com relação a tornar o software X mais extensível do ponto de vista de desenvolvedores do software no contexto de aperfeiçoamento do produto nos próximos três anos. Questões: Os componentes arquiteturais são caracterizados de um modo que compartimentalize a função e dados relacionados? A complexidade de cada componente está dentro dos limites para facilitar a modificação e a extensão? Métricas: Métrica que forneça uma indicação de coesão de um componente. Complexidade ciclomática e outras métricas de complexidade. Aula 12-31/05/
17 Atributos de Métricas de Software Efetivas Simples e computáveis Deve ser relativamente fácil aprender como derivar a métrica e seu cálculo deve ser rápido. Empíricas e persuasivas Deve satisfazer às noções intuitivas do engenheiro sobre o atributo do produto que está sendo considerado. Consistentes e objetivas Os resultados devem poder ser reproduzidos dadas as mesmas condições. Consistentes no uso de unidades e dimensões Deve usar combinações de unidades que sejam compreensíveis. Independentes da linguagem de programação Devem ser baseadas nos modelos de análise, projeto e na estrutura do programa. Mecanismo efetivo para realimentação de alta qualidade Deve levar a uma produto final de alta qualidade. Aula 12-31/05/
18 Métricas para o Modelo de Análise Funcionalidade entregue Fornece uma medida indireta da funcionalidade que é entregue com o software. Tamanho do sistema Mede o tamanho global do sistema definido em termos de informação disponível como parte do modelo de análise. Qualidade da especificação Fornece uma indicação da especificidade e completeza de uma especificação de requisitos. Aula 12-31/05/
19 Métricas para o Modelo de Projeto Métrica arquitetural Fornece uma indicação da qualidade do projeto arquitetural. Métrica no nível de componente Mede a complexidade dos componentes de software e outras características que influem na qualidade. Métricas de projeto de interface Focalizam principalmente a usabilidade. Métricas especializadas em projetos OO. Medem características de classes e suas características de comunicação e colaboração. Aula 12-31/05/
20 Métricas para Código-Fonte Métricas de Halstead Medem a complexidade das expressões. Métricas de complexidade Medem a complexidade lógica do códigofonte. Métricas de comprimento Fornecem uma indicação do tamanho do software. Aula 12-31/05/
21 Métricas de Teste Métricas de cobertura de comando e desvio. Levam ao projeto de casos de teste que fornecem cobertura do programa. Métricas relacionadas a defeito. Enfocam erros encontrados, ao invés dos testes em si. Efetividade de teste Fornecem uma indicação da efetividade dos testes que são conduzidos. Métricas em processo Métricas relacionadas a processo que podem ser determinadas à medida que o teste é conduzido. Aula 12-31/05/
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