TECNOLOGIA DE CONTROLE NUMÉRICO FLUIDOS DE CORTE
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- Milton Sá Lobo
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1 TECNOLOGIA DE CONTROLE NUMÉRICO FLUIDOS DE CORTE
2 Emprego de meios lubri-refrigerantes (também chamados fluidos de corte, óleos de corte, meios de lubrificação e arrefecimento, líquidos refrigerantes, etc. ) tem por finalidade: Reduzir o atrito entre a ferramenta e a peça Reduzir a temperatura na região de corte Aumentar a eficiência de remoção de material Consequências: Aumenta a vida da ferramenta Melhora o acabamento superficial Reduz a força e potência de corte.
3 Meios lubri-refrigerantes têm as seguintes funções básicas: Refrigeração Lubrificação Proteção contra corrosão Arrastamento dos cavacos Eliminação do gume postiço
4 Refrigeração da ferramenta especialmente importante em altas velocidades de corte. Quando se utiliza ao máximo as possibilidades da ferramenta temperatura do gume se aproxima do ponto de amolecimento pequeno esfriamento pode provocar grande aumento na vida da ferramenta. Ensaio com redução da temperatura de 700ºC para 650ºC aumento de vida de 4 para 20 minutos; nova redução de temperatura para 600ºC elevou a vida da ferramenta para várias horas.
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6 Lubrificação deve atuar especialmente na zona de contato da peça e do cavaco com a face da ferramenta. Aquecimento se deve a 2 fatores atrito com a peça e com o cavaco, responsável por 25% do calor gerado; trabalho de dobramento do cavaco, responsável por 75% do calor gerado. Lubrificação atua diretamente apenas sobre uma pequena parcela do calor gerado. Indiretamente, porém, verifica-se que a lubrificação diminui o fator de recalque do cavaco e, com isto, reduz, também, o trabalho de dobramento do cavaco.
7 Discussão do mecanismo de atuação do fluido lubrificante pressões de contato entre cavaco e superfície de saída da ordem de 2700 MPa e temperaturas por vezes superiores a 600ºC tornam impossível a hipótese de lubrificação hidrodinâmica, com formação de uma cunha de óleo semelhante à que ocorre em mancais. Viscosidade do lubrificante não tem nenhum efeito sobre o coeficiente de atrito. Explicação do mecanismo de lubrificação superfícies do cavaco e da peça não são absolutamente planas, mas apresentam irregularidades, nas quais pode penetrar o fluido de corte por capilaridade ou outra ação mecânica.
8 Meios lubri-refrigerantes miscíveis com a água: Água mais eficiente absorvente e condutor de calor, mas seu uso em máquinas é limitado porque acelera a corrosão e tem pequeno efeito lubrificante. Baixa viscosidade ótimas características de arraste Vida limitada despesas mais elevadas de controle, manutenção, manipulação e descarte.
9 Meios lubri-refrigerantes miscíveis com a água: Características refrigerantes em relação aos óleos podem ser deduzidas dos dados abaixo: Para melhorar as qualidades lubrificantes e evitar o efeito corrosivo da água, usam-se aditivos.
10 Soluções aquosas: Mistura com água, de um concentrado de produtos orgânicos ou inorgânicos, solúveis em água. Não contêm derivados de petróleo. Adição de sais alcalinos e soluções de nitrito de sódio (até 5%), boratos, fosfato trisódico, alcanolamina, trietanolamina, sabão e derivados de ácidos orgânicos são usados para controlar a corrosão. Vantagem da limpeza, transparência (facilitando a visão do processo de usinagem) e alto poder de refrigeração.
11 Soluções aquosas: São denominados, por vezes, de fluidos sintéticos, tendo encontrado aplicação crescente face à elevação dos preços dos derivados de petróleo. ph das soluções é mantido em geral entre 8 e 9,5 para evitar a corrosão. Soluções distinguem-se das emulsões pelos seguintes aspectos principais:
12 Soluções aquosas: Soluções são mais resistentes às bactérias e tem, portanto, vida mais longa; Mistura é mais fácil, sendo necessário apenas um pouco de agitação; São usadas em concentrações menores (1:50 a 1:100); Bons resultados na retificação, mas são utilizáveis em todas as operações de usinagem em que usa-se emulsões; Repelem óleos infiltrados provenientes de sistemas hidráulicos e de lubrificação; Tem lubricidade muito limitada.
13 Soluções aquosas: Podem lavar películas lubrificantes aderentes a guias, causando emperramentos; Alta detergência pode irritar a pele de operadores sensíveis; Podem atacar vernizes e vedantes e formar gomas aderentes, se penetrarem em sistemas de lubrificação ou acionamentos hidráulicos; Tendência a formar espumas; Alguns problemas de descarte, pela dificuldade de remover os produtos químicos;
14 Soluções aquosas: Problemas decorrentes em torno da controvérsia sobre as nitrosaminas sob certas condições de ph e de temperatura, as misturas de alcanolaminas com nitritos, podem formar nitrosaminas, as quais injetadas em animais tem mostrado efeitos cancerígenos.
15 Soluções aquosas: Podem ser aditivadas com agentes molhantes permitem que as guias, torres e outras partes móveis da máquina funcionem sem problemas. Em operações difíceis, pode-se usar aditivos de extrema pressão (EP), que contém enxofre, cloro ou fósforo usadas na faixa de concentração de 1:5 a 1:30. Para obter qualidades lubrificantes, usa-se às vezes adicionar uma pequena quantidade de óleo mineral mais aditivos para reforçar as qualidades lubrificantes ( fluidos semi-sintéticos ).
16 Emulsões: Mistura de óleo com água, com a adição de um agente emulsificador, que faz com que o óleo fique distribuído na água de modo uniforme e estável, sob a forma de finas gotículas. Utilizadas na ocorrência de altas temperaturas de usinagem. Conhecidas pela denominação errônea de óleos solúveis.
17 Emulsões: Compostos líquidos ou pastosos de sabões e óleos, os quais misturados com uma larga proporção (1:10 a 1:50) de água, formam um fluido de corte leitoso ou translúcido. Com emulsificadores se usam sabões (sais de sódio e sais amínicos de ácidos graxos de cadeia longa - ácidos esteáricos e oléicos, mas também sabões naftênicos), sulfatos (óleos graxos sulfatados e álcoois graxos) e sulfonatos (sulfonatos alifáticos e sulfonatos aromáticos).
18 Meios lubri-refrigerantes não miscíveis com água: Óleos graxos e óleos minerais, que podem ser usados puros, misturados ou com aditivos polares e/ou aditivos químicos ativos e inativos. Usados em velocidade ou com metais de difícil usinabilidade. Custo, perigos decorrentes de névoas e incêndio, bem como efeitos nocivos à saúde.
19 Óleos graxos: Moléculas formadas por longas cadeias e átomos de carbono extremos polarizados aderem fortemente às superfícies, formando uma película lubrificante que reduz o atrito e o desgaste. Excelentes qualidades de lubrificação, mesmo em situações de extrema pressão. Inconveniente rancificam com o tempo, apresentando, odor desagradável. Origem animal como vegetal óleo de baleia, sebo, banha, algodão, amendoim, mamona, soja, girassol, palma, etc.
20 Óleos minerais puros: Operações leves em máquinas automáticas: usinagem de aço, latão, alumínio, magnésio. Principal vantagem lubrificação simultânea de guias e partes móveis da máquina, assim como proteção contra corrosão. Refrigeração inferiores à da água Lubrificação, em condições extremas de pressão e temperatura muito limitadas. Óleos minerais puros não são corrosivos e, mantidos limpos, podem ser usados por longo tempo.
21 Óleos mistos: Mistura de óleos minerais com óleos graxos de origem animal ou vegetal. Características polares aumentam a molhabilidade e a aderência do meio lubri-refrigerante, reduzindo o atrito entre a face da ferramenta e o cavaco. Óleos minerais naftênicos ou misturas de parafínicos naftênicos, pela sua maior compatibilidade com os aditivos, são os mais empregados. Óleos mistos boa parte das vantagens de lubrificação sob extrema pressão dos óleos graxos.
22 Óleos mistos: Temperatura ultrapassa 150ºC película lubrificante perde sua efetividade são empregados em processos difíceis de usinagem, velocidade pouca elevação de temperatura e se exige bom acabamento superficial, como rosqueamento, aço de baixo carbono, latão, bronze, cobre ou alumínio. Óleos mistos não mancham os metais, tem tendência a formar gomas. Aditivos polares foram aperfeiçoados para evitar estes inconvenientes, inclusive pelo uso crescente de substâncias sintéticas, como éster de ácido carbônico.
23 Óleos com aditivos de extrema-pressão (EP): Condições de usinagem difíceis, forças de corte elevadas. Compostos de enxofre, cloro ou fósforo, que reagem em altas temperaturas (200ºC a 1000ºC), formando na zona de corte sulfetos, cloretos ou fosfetos película anti-solda na face da ferramenta minimiza a formação do gume postiço. Quantidade de aditivo for pequena e fortemente ligada quimicamente óleos não mancham os metais e são denominados de óleos inativos. Se houver enxofre livre ou cloro e fósforo em forma ativa películas EP estáveis e resistentes, úteis em aplicações de alta temperatura e alta pressão. Estes óleos EP ativos mancham alguns metais.
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