Escórias e refratários

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Escórias e refratários"

Transcrição

1 Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno Departamento de Engenharia de Materiais Escola de Engenharia de Lorena Universidade de São Paulo 2016 LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 1 / 23

2 Escórias Escória: mistura de óxidos e silicatos fundidos às vezes também fosfatos e boratos, sulfetos, carbonetos, haletos. Ponto de fusão deve ser preferencialmente baixo Formada durante fusão-redução de minérios refino de metais Coleta os componentes indesejados Facilmente removida porque é imiscível no produto metálico e tem densidade muito menor LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 2 / 23

3 Fluxantes Fluxante: aditivo usado para controlar propriedades da escória: ponto de fusão viscosidade densidade outras propriedades químicas (basicidade, etc.) Fluxantes comuns: cal (CaO) e magnésia (MgO) para ferro e aço sílica (SiO 2 ) para cobre LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 3 / 23

4 Refratários Refratário: material resistente ao calor para revestimento de fornos, cadinhos, gaseodutos e outros equipamentos Composição: geralmente óxidos de metais menos nobres e de semi-metais: Si, Al, Ca, Mg, Cr,... deve resultar em ponto de fusão o mais alto possível. componentes não-óxidos: C, SiC, CaS, CaC2, CaF 2,... LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 4 / 23

5 Sistema CaO SiO 2 Al 2 O 3 Projeção da superfície liquidus Visão tridimensional da superfície liquidus LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 5 / 23

6 Sistema CaO SiO 2 Al 2 O 3 importante para escória de alto-forno refratários sílico-aluminosos vidros (na maior parte, com substituição de CaO por óxidos de metais alcalinos) cimento Portland pontos de fusão dos óxidos puros: CaO: 2572 SiO2 : 1600 Al 2 O 3 : 2072 a mistura leva a um abaixamento da superfície liquidus do sistema temperaturas de fusão 1400 : 40 70% SiO2, 10 20% Al 2 O 3 escória de alto-forno CaO / Al2 O 3 1, até 10% SiO 2 temperaturas de fusão 1800 : base dos refratários silico-aluminosos: tijolos refratários (fireclay bricks), mulita, tijolos de alta alumina LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 6 / 23

7 Sistema CaO SiO 2 Al 2 O 3 LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 7 / 23

8 Basicidade da escória/refratário Analogia à basicidade de uma solução aquosa (ph = log 10 [H + ]) Escórias/refratários com alta sílica (SiO 2 ) são ditos ácidos; escórias com mais CaO são básicos de fato: soluções aquosas com escórias solidificadas com alta SiO 2 parcialmente dissolvidas apresentam ph < 7 e ph > 7 para escórias com mais CaO outros componentes básicos: MgO, MnO; ácidos: P 2O 5, TiO 2 Mas não há uma escala absoluta de basicidade de escórias e refratários existem diversas propostas de escalas comparativas de basicidade: CaO SiO 2, CaO 4P 2 O 5 SiO 2, CaO+MgO SiO 2 + Al 2 O 3 Escalas medem qualitativamente a tendência à formação de silicatos/fosfatos poder desoxidante/desfosforizante LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 8 / 23

9 Basicidade óxidos ácidos tem maior afinidade por escórias básicas e vice-versa exemplo: só é possível remover P do gusa se a escória é básica outro exemplo: para uma escória de alto-forno ácida, o teor de Si no gusa será maior P 2O 5 e SiO 2 são óxidos ácidos, que preferem se neutralizar (salt out) numa escória básica LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 9 / 23

10 Escórias de alto-forno Outros componentes MgO, MnO resultado similar à cal (CaO) são usados como substitutos de parte da cal efeito sobre a temperatura liquidus escórias ácidas (alta SiO2 ): pouco efeito escórias básicas (baixa SiO2 ): grande efeito: 10% de substituição de CaO por MgO abaixa de várias centenas de mas, para maiores % de substituição, volta a aumentar efeito do MnO: mesma tendência, mas menos pronunciado efeito sobre as atividades p/ % MgO ou MnO fixa: a MnO baixa para escória ácida, consideravelmente maior para escória básica também aumenta a CaO MnO (ou MgO) e CaO são fortemente ligados em escórias ácidas LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 10 / 23

11 Escórias de alto-forno Outros componentes TiO 2 diminui a basicidade da escória (efeito inverso ao do MnO e MgO) ponto de fusão do TiO 2 : 1842 parcialmente imiscível em SiO 2 com CaO, forma o composto estável CaTiO 3 escórias com alto TiO 2 podem servir de matéria prima para extração de Ti metálico. LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 11 / 23

12 Componentes não-óxidos em escórias Enxofre na escória os íons sulfeto (S 2 ) se encontram combinados na forma de sulfeto, principalmente CaS no metal líquido, S se encontra dissociado: [S] S transita entre metal líquido e escória através das reações: 1/2 S 2(g) + (CaO) esc. (CaS) esc. + 1/2 O 2(g) 1/2 S 2(g) + (O 2 ) esc. (S 2 ) esc. + 1/2 O 2(g) 1/2 S 2(g) [S] metal a reação do meio tem uma constante de equilíbrio dada por K = a S 2 a O 2 po2 p S2 = f S 2 (%S) esc. a O 2 po2 p S2 define-se a capacidade de sulfeto (C S ) de uma escória como C S = K a O 2 /f S 2 C S = (%S) esc. po2 p S2 LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 12 / 23

13 Capacidade de sulfeto Enxofre C S mede a capacidade de uma escória absorver sulfetos e portanto enxofre aumenta com a basicidade da escória (CaO, MnO, FeO) e diminui com MgO e Al 2 O LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 13 / 23

14 Componentes não-óxidos em escórias Outros elementos Carbono: na forma de carboneto (principalmente CaC2 ) para condições altamente redutoras: CaO + 3 C CaC 2 + CO Flúor: na forma de fluoretos (principalmente fluorita, CaF2 ) Gases: adicionada para abaixar o ponto de fusão de escórias de refino secundário de aço CO2, formando íons carbonato (CO 3 ) H2 O, inicialmente se dissociando em H + e OH, mas depois formando ligações ( pontes ) de hidrogênio entre os silicatos não tem muito efeito, aparte ser um canal de transferência de H para o metal líquido (em quantidade pequena) LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 14 / 23

15 Escórias ferrosas Formadas em condições oxidantes, ao inverso do alto-forno produção de aço (refino primário do gusa e refino secundário do aço) produção primária de cobre Componentes: majoritários: FeO, CaO, SiO 2 (com parte do Fe na forma de Fe 2 O 3 ) minoritários: MgO, MnO, Al2 O 3, P 2 O 5, ZnO LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 15 / 23

16 Propriedades físicas de escórias Ponto de fusão (T f ): o mais baixo possível Densidade (ρ): função linear e crescente com a % CaO influencia na velocidade de separação metal/escória Tensão superficial (σ): maior σ, menor absorção de escória pelo refratário (molhabilidade do refratário pela escória) menor σ: maior facilidade de transferência de elementos entre metal e escória diminuição da tensão superficial leva a formação de espuma de escória isolante térmico parcial, que retarda a transferência de calor da chama para as fases líquidas aumenta com % CaO, FeO, Al2 O 3 diminui com % SiO2 e também com óxidos alcalinos, ácido bórico (H 3 BO 3 ), CaS e ácido fosfórico (H 3 PO 4 ) temperatura tem pouca influência (10% de diminuição com T 200 ) LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 16 / 23

17 Propriedades físicas de escórias Viscosidade (ν): ν = medida em poise (g/cm/s) tensão de cizalhemento taxa de cizalhemento % SiO2 ν % CaO ν ν varia de várias ordens de grandeza com a basicidade! linhas de iso-viscosidade (em poise) a 1450 Mas: TiO2 : ν, mesmo aumentando acidez da escória Al2 O 3 : ν quase tanto quanto SiO 2, mesmo sendo praticamente neutra LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 17 / 23

18 Refratários LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 18 / 23

19 Refratários escórias: baixa T f, baixa ν refratários: alta T f, alta ν ( alta resistência) Refratários óxidos sílica tijolos refratários (sílico-aluminosos) alumina cromita, (Fe,Mg)(Cr,Al) 2O 4 magnesita (MgO) dolomita (MgO + CaO) forsterita (Mg 2SiO 4) óxidos especiais (ZrO 2, ThO 2, BeO) Refratários não-óxidos carbono amorfo grafita carboneto de silício (SiC) compostos especiais (TiC, TiB 2, BN) metais de altíssimo ponto de fusão (W, Ta, Mo) metais (Fe, Cu) refrigerados à água LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 19 / 23

20 Basicidade de refratários óxidos Basicidade sílica, tijolos sílico-aluminosos refratários ácidos magnesita, dolomita, forsterita refratários básicos alumina, cromita refratários neutros LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 20 / 23

21 Refratários óxidos SiO 2 FeO SiO 2 Al 2 O 3 FeO MgO refratários comerciais não são puros! máxima temperatura de operação algumas dezenas de abaixo da linha solidus LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 21 / 23

22 Propriedades de refratários Resistência ao choque térmico condutividade térmica se baixo, induz gradiente de temperatura entre parede e interior expansão térmica de diferentes fases estabilidade térmica exemplo negativo: transformações polimórficas da sílica LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 22 / 23

23 Propriedades de refratários Resistência ao ataque pela escória Princípio fundamental: escória ácida refratário ácido escória básica refratário básico além disso, é função da porosidade do refratário e da viscosidade da escória Resistência à redução em condições fortemente redutoras: óxidos podem ser parcialmente reduzidos exemplo: Al líquido em cadinho de quartzo: 4 Al + 3 SiO 2 2 Al 2O 3+ 3 Si formação de produtos voláteis: SiO, vapor de Mg,... LOM3027 (EEL-USP) Escórias e refratários Prof. Luiz T. F. Eleno 23 / 23

Produção pirometalúrgica do estanho

Produção pirometalúrgica do estanho Produção pirometalúrgica do estanho Prof. Luiz T. F. Eleno Departamento de Engenharia de Materiais Escola de Engenharia de Lorena Universidade de São Paulo 2016 LOM3027 (EEL-USP) Pirometalurgia do estanho

Leia mais

Produção pirometalúrgica do cobre I

Produção pirometalúrgica do cobre I Produção pirometalúrgica do cobre I Prof. Luiz T. F. Eleno Departamento de Engenharia de Materiais Escola de Engenharia de Lorena Universidade de São Paulo 2016 LOM3027 (EEL-USP) Pirometalurgia do cobre

Leia mais

Linha de Produtos. para o Mercado de Refratários. Aluminas Calcinadas e Hidratos

Linha de Produtos. para o Mercado de Refratários. Aluminas Calcinadas e Hidratos Linha de Produtos para o Mercado de Refratários Aluminas Calcinadas e Hidratos FerSiN MgO Eletrofundido Bauxita Refratária ZrO2 Eletrofundido Zirconita Silício Metálico Microssílica base ZrO2 Microssílica

Leia mais

Redução de minério de ferro em alto-forno

Redução de minério de ferro em alto-forno Redução de minério de ferro em alto-forno Prof. Luiz T. F. Eleno Departamento de Engenharia de Materiais Escola de Engenharia de Lorena Universidade de São Paulo 2016 LOM3027 (EEL-USP) Alto-forno Prof.

Leia mais

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr.

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS Prof. Carlos Falcão Jr. Sucatas de ferro (componentes desgastados, quebrados) também servem como matériaprima. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS 1) Matérias-primas

Leia mais

ALTO FORNO E ACIARIA. Curso: Engenharia Mecânica Disciplina: Tecnologia Metalúrgica Período: Prof. Ms. Thayza Pacheco dos Santos Barros

ALTO FORNO E ACIARIA. Curso: Engenharia Mecânica Disciplina: Tecnologia Metalúrgica Período: Prof. Ms. Thayza Pacheco dos Santos Barros ALTO FORNO E ACIARIA Curso: Engenharia Mecânica Disciplina: Tecnologia Metalúrgica Período: 2017.1 Prof. Ms. Thayza Pacheco dos Santos Barros 1 Alto forno Serve para produzir o ferro gusa, que é uma forma

Leia mais

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr.

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS Prof. Carlos Falcão Jr. Escórias misturas de vários óxidos, que podem formar compostos químicos, soluções sólidas e líquidas e misturas eutéticas (P.F. não se altera

Leia mais

Metalurgia de Metais Não-Ferrosos

Metalurgia de Metais Não-Ferrosos Metalurgia de Metais Não-Ferrosos Metalurgia de Sulfetos Principais metais que ocorrem na forma de sulfetos: Zn, Pb, Cu Problema: extrair o metal do sulfeto: altemativa1 redução por C ou H 2 ; alternativa

Leia mais

CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTOS

CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTOS CARACTERIZAÇÃO DE PRODUTOS ALTAMUL Altamul é uma linha de refratários produzida a partir da mulita eletrofundida, (3Al2O32SiO2), com liga cerâmica de mulita, podendo ainda ser adicionado Óxido de Alumínio

Leia mais

Histórico. Histórico. Conceito. Conceito. Requisitos. Requisitos. Composição. Composição. Indicação. Indicação. Tipos. Tipos. Histórico.

Histórico. Histórico. Conceito. Conceito. Requisitos. Requisitos. Composição. Composição. Indicação. Indicação. Tipos. Tipos. Histórico. Disciplina Titulo da aula Expositor Slides 34 Materiais Dentários I Revestimentos odontológicos Prof. Dr. Eclérion Chaves Duração Aproximadamente 1:30 Plano de aula Publicado em: http://usuarios.upf.br/~fo/disciplinas/materiais%20dentarios/materiais1.htm

Leia mais

HIDROMETALURGIA E ELETROMETALURGIA. Prof. Carlos Falcão Jr.

HIDROMETALURGIA E ELETROMETALURGIA. Prof. Carlos Falcão Jr. HIDROMETALURGIA E ELETROMETALURGIA Prof. Carlos Falcão Jr. de um sólido em fase aquosa natureza do sólido (iônico, covalente ou metálico) processo: físico químico eletroquímico de redução eletrolítico

Leia mais

CAP.13 MATERIAIS CERÂMICOS

CAP.13 MATERIAIS CERÂMICOS CAP.13 MATERIAIS CERÂMICOS Smith cap 10 13. 1 13. 2 MATERIAIS CERÂMICOS São materiais inorgânicos não metálicos. Constituídos por elementos metálicos e nãometálicos, ligados quimicamente entre si. Ligações:

Leia mais

MATERIAIS CERÂMICOS Características Gerais

MATERIAIS CERÂMICOS Características Gerais MATERIAIS CERÂMICOS Cubo de sílica de isolamento térmico. O interior do cubo está a 1250ºC e pode ser manuseado sem protecção. Usada no isolamento térmico do Space Shuttle MATERIAIS CERÂMICOS Características

Leia mais

Técnica de Fundição. Prof. Dr. Carlos Francci. Disciplina de Biomateriais e Bioquímica Oral

Técnica de Fundição. Prof. Dr. Carlos Francci. Disciplina de Biomateriais e Bioquímica Oral Técnica de Fundição Prof. Dr. Carlos Disciplina de Biomateriais e Bioquímica Oral 3-5mm Centro geotérmico 3-5mm Materiais que servem para construir modelos de restaurações num processo de fundição

Leia mais

Materiais Cerâmicos Formulação. Conceitos Gerais

Materiais Cerâmicos Formulação. Conceitos Gerais Materiais Cerâmicos Formulação Conceitos Gerais Mulita - Síntese Objetivo : sintetizar mulita 3Al 2 O 3.2SiO 2 ou Al 6 Si 2 O 13 A mulita é uma fase cerâmica obtida pela reação entre alumina e sílica em

Leia mais

Refratários básicos. Refratários magnesíticos (também chamados de refratários de magnesita)

Refratários básicos. Refratários magnesíticos (também chamados de refratários de magnesita) Refratários básicos Classificação: (principais) Refratários de magnésia, magnésia-cromo e dolomíticos - Magnesianos 80-95% MgO - Magnésia-cromo 12 a 17% de Cr 2 O 3 -Dolomíticos CaO.MgO Refratários magnesíticos

Leia mais

Análise do processo de transferência térmica na sinterização. Fornos utilizados para queima de produtos cerâmicos

Análise do processo de transferência térmica na sinterização. Fornos utilizados para queima de produtos cerâmicos Análise do processo de transferência térmica na sinterização Fornos utilizados para queima de produtos cerâmicos 16/11/16 Análise do processo de transferência térmica na sinterização Análise do processo

Leia mais

Processo de Soldagem MIG/MAG. Processo MIG / MAG Prof. Vilmar Senger

Processo de Soldagem MIG/MAG. Processo MIG / MAG Prof. Vilmar Senger Processo de Soldagem MIG/MAG Gases de proteção O ar atmosférico é expulso da região de soldagem por um gás de proteção com o objetivo de evitar a contaminação da poça de fusão. A contaminação é causada

Leia mais

Processo de produção de aço

Processo de produção de aço Fabricação de aço Processo de produção de aço A partir de minério de ferro em usinas integradas Etapas principais Redução do minério de ferro a ferro metálico em altos-fornos, obtendo ferro gusa líquido

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II (EM307) 2º Semestre 2005/ Materiais para Ferramentas

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II (EM307) 2º Semestre 2005/ Materiais para Ferramentas MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II (EM307) 2º Semestre 2005/06 6. Materiais para Ferramentas F. Jorge Lino Alves 1 Resumo 6. Materiais para ferramentas de corte. Materiais cerâmicos para abrasivos. 2

Leia mais

Processo de Soldagem Eletrodo Revestido

Processo de Soldagem Eletrodo Revestido Processos de Fabricação I Processo de Soldagem Eletrodo Revestido Prof.: João Carlos Segatto Simões Características gerais O Processo Manual Taxa de deposição: 1 a 5 kg/h Fator de ocupação do soldador

Leia mais

Revestimentos Odontológicos

Revestimentos Odontológicos Revestimentos Odontológicos HISTÓRICO: ± 500 AC Roma - Coroas e pontes em ouro. Séc.. 11 Theophilus - Técnica da cera perdida. 1907 - W. H. Taggart - Máquina de fundição utilizando a técnica da cera perdida.

Leia mais

PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE FERRO E AÇO. Materiais Metálicos Profa.Dra. Lauralice Canale

PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE FERRO E AÇO. Materiais Metálicos Profa.Dra. Lauralice Canale PROCESSOS DE PRODUÇÃO DE FERRO E AÇO Materiais Metálicos Profa.Dra. Lauralice Canale Introdução Recursos - Minerais Recursos - Minerais Recursos - Minerais Recursos - Minerais Para refletir: - Estamos

Leia mais

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II (EM307) 2º Semestre 2005/ Materiais Cerâmicos

MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II (EM307) 2º Semestre 2005/ Materiais Cerâmicos MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO MECÂNICA II (EM307) 2º Semestre 2005/06 1. Materiais Cerâmicos F. Jorge Lino Alves 1 Resumo 1. MATERIAIS CERÂMICOS Cerâmicos Tradicionais e de Engenharia (técnicos) Vidros. Dureza,

Leia mais

Elementos K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Raio atómico (pm)

Elementos K Ca Sc Ti V Cr Mn Fe Co Ni Cu Zn Raio atómico (pm) Escola Secundária de Lagoa Química 12º Ano Paula Melo Silva 1. Considera a tabela: Propriedades 1º Grupo 2º Grupo Ficha de Trabalho 1 Metais e Ligas Metálicas (Tabela Periódica, Ligação química e Redox)

Leia mais

Materiais cerâmicos. Introdução. Princípios gerais. Estruturas cristalinas. J. D. Santos, FEUP

Materiais cerâmicos. Introdução. Princípios gerais. Estruturas cristalinas. J. D. Santos, FEUP Materiais cerâmicos Introdução. Princípios gerais. Estruturas cristalinas. J. D. Santos, FEUP [email protected] Ligação química Typical elements in Ceramics 2 Ligação química 3 Conceitos básicos Definição

Leia mais

ARGAMASSAS E CONCRETOS ADIÇÕES

ARGAMASSAS E CONCRETOS ADIÇÕES ARGAMASSAS E CONCRETOS ADIÇÕES Adições Minerais CONCEITUAÇÃO Definição: São materiais adicionados ao concreto (com teores superiores a 5%) que tem a função de substituir o cimento ou se somar a ele devido

Leia mais

Defeitos de Fundição Inclusões

Defeitos de Fundição Inclusões Defeitos de Fundição Inclusões Ricardo Fuoco Gerente Geral de Tecnologia de Fundição Metso Brasil Indústria e Comércio Ltda Fone: (015) 2102-1212 Email: [email protected] 1 Índice 4.2 Inclusões Inclusões

Leia mais

PROFESSOR: FELIPE ROSAL DISCIPLINA: QUÍMICA CONTEÚDO: PRATICANDO AULA 1

PROFESSOR: FELIPE ROSAL DISCIPLINA: QUÍMICA CONTEÚDO: PRATICANDO AULA 1 PROFESSOR: FELIPE ROSAL DISCIPLINA: QUÍMICA CONTEÚDO: PRATICANDO AULA 1 2 NÚMERO DE OXIDAÇÃO ( Nox ) É o número que mede a CARGA REAL ou APARENTE de uma espécie química 3 OXIDAÇÃO É a perda de elétrons

Leia mais

Tecnologia Metalúrgica

Tecnologia Metalúrgica Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia Tecnologia Metalúrgica Prof. Dr. Jorge Teófilo de Barros Lopes Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica 22/01/2017 18:03 ESTATÍSTICA APLICADA I

Leia mais

EEIMVR-UFF Refino dos Aços I Verificação 2, Período 2 de SEM CONSULTA (07/01/2014)

EEIMVR-UFF Refino dos Aços I Verificação 2, Período 2 de SEM CONSULTA (07/01/2014) As questões 1,2,3 e 5 somam 10 (dez) pontos. A percentagem de acerto em cada item é ponderada pelo número em vermelho apresentado no início de cada item. A questão 4 vale 1 (um) ponto adicional, limitado

Leia mais

Enxofre e Dessulfuração

Enxofre e Dessulfuração Enxofre e Dessulfuração O enxofre é uma impurezas crítica para os aços. Assim como o oxigênio, tem pouca solubilidade no ferro sólido e elevada solubilidade no ferro líquido, como mostra o diagrama Fe-S

Leia mais

Ligações Químicas elementos químicos átomos moléculas

Ligações Químicas elementos químicos átomos moléculas Ligações Químicas Ligações Químicas Os diferentes elementos químicos combinam-se de várias maneiras formando uma grande variedade de substâncias, por meio das ligações químicas. Através das ligações químicas

Leia mais

PDF created with pdffactory trial version ProfªAna Carmela ProfªDulce Lins Profº Eduardo Alécio

PDF created with pdffactory trial version  ProfªAna Carmela ProfªDulce Lins Profº Eduardo Alécio COMPOSIÇÃO E CARACTERÍSTICAS DOS MATERIAIS ProfªAna Carmela ProfªDulce Lins Profº Eduardo Alécio VIDRO VIDRO Vidro Alcalino (Corning 0080): Lâminas descartáveis de microscópio e frasco reagente de baixo

Leia mais

METALURGIA EXTRATIVA DOS NÃO FERROSOS

METALURGIA EXTRATIVA DOS NÃO FERROSOS METALURGIA EXTRATIVA DOS NÃO FERROSOS PMT 2509 PMT 3409 Flávio Beneduce PRODUÇÃO DE Ni USOS DO NÍQUEL Aços inoxidáveis e aços ligados: 70% Ligas não ferrosas Superligas: ligas resistentes à oxidação e

Leia mais

Objetivo do Seminário definido pela feam: Promover a disseminação de

Objetivo do Seminário definido pela feam: Promover a disseminação de Objetivo do Seminário definido pela feam: Promover a disseminação de conhecimentos e o intercambio de soluções técnicas existentes e inovadoras ambientalmente adequadas, dos usos das Escórias de Aciaria.

Leia mais

Processo Eletrodos Revestidos 2 Tipos de eletrodos A especificação AWS A5.1

Processo Eletrodos Revestidos 2 Tipos de eletrodos A especificação AWS A5.1 Processo Eletrodos Revestidos 2 Tipos de eletrodos A especificação AWS A5.1 Tipos de revestimento Celulósico O revestimento celulósico apresenta as seguintes características: - elevada produção de gases

Leia mais

Fundamentos da Pirometalurgia

Fundamentos da Pirometalurgia Fundamentos da Pirometalurgia Prof. Luiz T. F. Eleno Departamento de Engenharia de Materiais Escola de Engenharia de Lorena Universidade de São Paulo 2016 LOM3027 (EEL-USP) Fundamentos da Pirometalurgia

Leia mais

Soldagem por Alta Frequência. Maire Portella Garcia -

Soldagem por Alta Frequência. Maire Portella Garcia - Soldagem por Alta Frequência Maire Portella Garcia - E-mail: [email protected] Freqüência: 450KHZ Profundidade por aquecimento: Somente poucos centésimos de milímetros condutividade térmica provoca

Leia mais

Processos de Fabricação de Aço A o através Siderurgia

Processos de Fabricação de Aço A o através Siderurgia Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC Departamento Engenharia Produção e Sistemas DEPS Disciplina: Processos Mecânicos de Fabricação - PMF Processos de Fabricação de Aço A o através Siderurgia

Leia mais

TECNOLOGIA DE PRODUTOS REFRATÁRIOS

TECNOLOGIA DE PRODUTOS REFRATÁRIOS Definição de refratários TECNOLOGIA DE PRODUTOS REFRATÁRIOS - Refratários são todos aqueles materiais que podem suportar, sem se deformar ou fundir, temperaturas elevadas em condições específicas de emprego.

Leia mais

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr.

INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS. Prof. Carlos Falcão Jr. INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS Prof. Carlos Falcão Jr. 2. PROCESSOS HIDROMETALÚRGICOS Ocorrem na interface entre as fases sólida e líquida Temperaturas entre 10 e 300ºC São divididos em diferentes

Leia mais

Física dos Materiais FMT0502 ( )

Física dos Materiais FMT0502 ( ) Física dos Materiais FMT0502 (4300502) 1º Semestre de 2010 Instituto de Física Universidade de São Paulo Professor: Antonio Dominguesdos Santos E-mail: [email protected] Fone: 3091.6886 http://plato.if.usp.br/~fmt0502n/

Leia mais

Propriedades Físicas da Matéria

Propriedades Físicas da Matéria Propriedades Físicas da Matéria Condutividade Térmica k Massa Específica ρ Calor Específico a Pressão Constante cp Difusividade Térmica α Viscosidade Cinemática (ν) ou Dinâmica (μ) Coeficiente de Expansão

Leia mais

2. Considerando a figura dada na questão 2, explique a principal dificuldade de conformação da sílica fundida em relação ao vidro de borosilicato.

2. Considerando a figura dada na questão 2, explique a principal dificuldade de conformação da sílica fundida em relação ao vidro de borosilicato. Lista de Exercícios Materiais Cerâmicos 1. Num vidro, a deformação pode ocorrer por meio de um escoamento isotrópico viscoso se a temperatura for suficientemente elevada. Grupos de átomos, como por exemplo

Leia mais

Aula 01: Introdução à Metalurgia

Aula 01: Introdução à Metalurgia Disciplina : - MFI Professor: Guilherme Ourique Verran - Dr. Eng. Metalúrgica Fundamentos da Metalurgia Introdução à Fundamentos da Metalurgia O que é Metalurgia? Metalurgia é o ramo da Engenharia dos

Leia mais

METAIS E LIGAS METÁLICAS ELECTRÓLISE

METAIS E LIGAS METÁLICAS ELECTRÓLISE METAIS E LIGAS METÁLICAS ELECTRÓLISE ELECTRÓLISE 2 Abundância natural dos elementos na crusta terrestre em percentagem em massa Dos Minerais aos Metais 3 Minerais 2. 3. Metais Degradação Ambiente dos Metais

Leia mais

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO III SOLDAGEM SOLDAGEM E CORTE A GÁS BRASAGEM

PROCESSOS DE FABRICAÇÃO III SOLDAGEM SOLDAGEM E CORTE A GÁS BRASAGEM PROCESSOS DE FABRICAÇÃO III SOLDAGEM SOLDAGEM E CORTE A GÁS BRASAGEM Professor: Moisés Luiz Lagares Júnior 1 2 SOLDAGEM A GÁS OXI-COMBUSTÍVEL (OXY-FUEL GAS WELDING OFW) União pela fusão com uma chama de

Leia mais

Química 1ª série Ensino Médio v. 3

Química 1ª série Ensino Médio v. 3 1ª série Ensino Médio v. Exercícios 01) a) SbO O + + SbO b) SiO O + + SiO O c) SCN + + SCN d) PO O + + PO e) SO O + + SO 0) I) a) monoácido b) ternário c) oxiácido d) moderado 0) A 0) C 05) C 06) E II)

Leia mais

Processos Siderúrgicos

Processos Siderúrgicos Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia Tecnologia Metalúrgica Prof. Dr. Jorge Teófilo de Barros Lopes Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica Universidade Federal do Pará Instituto de

Leia mais

Propriedades dos Materiais ENGENHARIA DOS MATERIAIS PROF. KARLA NUNES 2017

Propriedades dos Materiais ENGENHARIA DOS MATERIAIS PROF. KARLA NUNES 2017 Propriedades dos Materiais ENGENHARIA DOS MATERIAIS PROF. KARLA NUNES 2017 Porque devo conhecer as propriedades dos materiais? O conhecimento das propriedades dos materiais é muito importante na seleção

Leia mais

Generalidades. Metal. Elemento químico, sólido, com estrutura cristalina e com as seguintes propriedades de interesse para a Engenharia

Generalidades. Metal. Elemento químico, sólido, com estrutura cristalina e com as seguintes propriedades de interesse para a Engenharia Materiais Metálicos Generalidades Metal Elemento químico, sólido, com estrutura cristalina e com as seguintes propriedades de interesse para a Engenharia Alta dureza Grande resistência mecânica Elevada

Leia mais

processo sub-produtos rejeitos matérias primas e insumos

processo sub-produtos rejeitos matérias primas e insumos processos de obtenção e purificação (refino) de metais e de elaboração de ligas metálicas, incluindo reciclagem de resíduos gerados nas operações industriais. matérias primas e insumos processo produtos

Leia mais

Processos Pré-Extrativos

Processos Pré-Extrativos Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia Tecnologia Metalúrgica Prof. Dr. Jorge Teófilo de Barros Lopes Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica 12:03 TECNOLOGIA METALÚRGICA Processos Pré-Extrativos

Leia mais

Ensaio de Fluência. A temperatura tem um papel importantíssimo nesse fenômeno; Ocorre devido à movimentação de falhas (como discordâncias);

Ensaio de Fluência. A temperatura tem um papel importantíssimo nesse fenômeno; Ocorre devido à movimentação de falhas (como discordâncias); Ensaio de Fluência Adaptado do material do prof. Rodrigo R. Porcaro. Fluência é a deformação plástica que ocorre num material, sob tensão constante ou quase constante, em função do tempo ; A temperatura

Leia mais

PIROMETALURGIA. Prof. Carlos Falcão Jr.

PIROMETALURGIA. Prof. Carlos Falcão Jr. Prof. Carlos Falcão Jr. 2Al(OH) 3 Al 2 O 3 + 3H 2 O(vapor) 1200ºC INTRODUÇÃO AOS PROCESSOS METALÚRGICOS 1.1) Ustulação Processo metalúrgico conduzido a altas temperaturas, mas não ocorrendo fusão parcial

Leia mais

exp E η = η 0 1. Num vidro, a deformação pode ocorrer por meio de um escoamento isotrópico viscoso se a temperatura

exp E η = η 0 1. Num vidro, a deformação pode ocorrer por meio de um escoamento isotrópico viscoso se a temperatura Lista de Exercícios 09 / 2018 Materiais Cerâmicos 1. Num vidro, a deformação pode ocorrer por meio de um escoamento isotrópico viscoso se a temperatura for suficientemente elevada. Grupos de átomos, como,

Leia mais

TECNOLOGIA DOS MATERIAIS

TECNOLOGIA DOS MATERIAIS TECNOLOGIA DOS MATERIAIS Aula 5: Aços e Ferros Fundidos Produção Feito de Elementos de Liga Ferros Fundidos CEPEP - Escola Técnica Prof.: Aços e Ferros Fundidos O Ferro é o metal mais utilizado pelo homem.

Leia mais

SUMÁRIO. 1 Introdução Obtenção dos Metais Apresentação do IBP... xiii. Apresentação da ABENDI... Apresentação da ABRACO...

SUMÁRIO. 1 Introdução Obtenção dos Metais Apresentação do IBP... xiii. Apresentação da ABENDI... Apresentação da ABRACO... SUMÁRIO Apresentação do IBP... xiii Apresentação da ABENDI... xv Apresentação da ABRACO... xvii Prefácio... xix 1 Introdução... 1 1.1 Exercícios... 3 2 Obtenção dos Metais... 5 2.1 Minérios... 5 2.1.1

Leia mais

Processos Metalúrgicos AULA 3 FABRICAÇÃO DO AÇO

Processos Metalúrgicos AULA 3 FABRICAÇÃO DO AÇO Processos Metalúrgicos AULA 3 FABRICAÇÃO DO AÇO PROF.: KAIO DUTRA Sendo o ferro gusa uma liga ferrocarbono em que o carbono e as impurezas normais (Si, Mn, P e S, principalmente o Si e o Mn), se encontram

Leia mais

2. Diagramas de fases de materiais cerâmicos

2. Diagramas de fases de materiais cerâmicos 2. Diagramas de fases de materiais cerâmicos Os diagramas de fases constituem um método claro e conciso de representar graficamente o estado de equilíbrio de um sistema para uma dada composição, temperatura

Leia mais

Processos Metalúrgicos AULA 2 PRODUÇÃO DO FERRO GUSA: ALTO -FORNO

Processos Metalúrgicos AULA 2 PRODUÇÃO DO FERRO GUSA: ALTO -FORNO Processos Metalúrgicos AULA 2 PRODUÇÃO DO FERRO GUSA: ALTO -FORNO PROF.: KAIO DUTRA O alto-fomo constitui o principal aparelho utilizado na metalurgia do ferro. A partir dos primeiros fomos, dos tipos

Leia mais

Tecnologia dos Materiais Outras ligas metálicas não ferrosas

Tecnologia dos Materiais Outras ligas metálicas não ferrosas Instituto Federal de Santa Catarina Campus Florianópolis Departamento Acadêmico de Metal-Mecânica Curso Técnico em Mecânica Tecnologia dos Materiais Outras ligas metálicas não ferrosas Módulo II Mecânica

Leia mais

EFEITO DOS ELEMENTOS DE LIGA NOS AÇOS RSCP/ LABATS/DEMEC/UFPR

EFEITO DOS ELEMENTOS DE LIGA NOS AÇOS RSCP/ LABATS/DEMEC/UFPR EFEITO DOS ELEMENTOS DE LIGA NOS AÇOS RSCP/ LABATS/DEMEC/UFPR Seleção do processo de fundição Metal a ser fundido [C. Q.]; Qualidade requerida da superfície do fundido; Tolerância dimensional requerida

Leia mais

Funções inorgânicas : óxidos

Funções inorgânicas : óxidos Funções inorgânicas : óxidos Óxidos Água (H 2 O) é o óxido mais importante do planeta. Dióxido de carbono(co 2 ) é utilizado como agente extintor de incêndios Peróxido de hidrogênio (H 2 O 2 ) conhecido

Leia mais

EVOLUÇÃO DA UTLIZAÇÃO DOS MATERIAIS. Figura copiada do material do Prof. Arlindo Silva do Instituto Superior Técnico da Universidade de Portugal

EVOLUÇÃO DA UTLIZAÇÃO DOS MATERIAIS. Figura copiada do material do Prof. Arlindo Silva do Instituto Superior Técnico da Universidade de Portugal EVOLUÇÃO DA UTLIZAÇÃO DOS MATERIAIS Figura copiada do material do Prof. Arlindo Silva do Instituto Superior Técnico da Universidade de Portugal Tensão (MPa) Propriedades mecânicas de polímeros Tensão x

Leia mais

12 GAB. 1 1 o DIA PASES 2 a ETAPA TRIÊNIO QUÍMICA QUESTÕES DE 21 A 30

12 GAB. 1 1 o DIA PASES 2 a ETAPA TRIÊNIO QUÍMICA QUESTÕES DE 21 A 30 12 GAB. 1 1 o DIA PASES 2 a ETAPA TRIÊNIO 2004-2006 QUÍMICA QUESTÕES DE 21 A 30 21. Os solos brasileiros são na sua maioria ácidos, de modo que para cultiválos muitas vezes é necessária a aplicação de

Leia mais

FABRICAÇÃO DO AÇO. Introdução

FABRICAÇÃO DO AÇO. Introdução FABRICAÇÃO DO AÇO Introdução Mesmo quando os métodos de fabricação eram bastante rudimentares os artesãos da Antigüidade, na Ásia e, mais tarde, na Europa medieval, conseguiam fabricar o aço. O aço daquela

Leia mais

SOLDAGEM A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO

SOLDAGEM A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO SOLDAGEM A ARCO COM ELETRODO REVESTIDO Arco elétrico O PLASMA é o 4 o estado da matéria. O estado ionizado da matéria Arco elétrico O Arco elétrico utilizado na soldagem é um plasma sustentado por uma

Leia mais

Processos Siderúrgicos

Processos Siderúrgicos Universidade Federal do Pará Instituto de Tecnologia Tecnologia Metalúrgica Prof. Dr. Jorge Teófilo de Barros Lopes Campus de Belém Curso de Engenharia Mecânica 04/07/2017 11:01 ESTATÍSTICA APLICADA I

Leia mais

Hoje é praticamente impossível encontrar alguma área da atividade humana na qual o metal não esteja presente e intimamente ligado ao desenvolvimento.

Hoje é praticamente impossível encontrar alguma área da atividade humana na qual o metal não esteja presente e intimamente ligado ao desenvolvimento. Hoje é praticamente impossível encontrar alguma área da atividade humana na qual o metal não esteja presente e intimamente ligado ao desenvolvimento. Mas para isso, o homem percorreu um longo caminho.

Leia mais

GRUPO 13 Ga CQ133 FSN

GRUPO 13 Ga CQ133 FSN GRUPO 13 Ga CQ133 FSN GRUPO 13 boro, alumínio, gálio, índio e tálio. PROPRIEDADES GERAIS GRUPO 13 Boro é um semi-metal Os outros membros são metálicos e o caráter metálico aumenta no grupo. A configuração

Leia mais

Ligações Químicas. Professor Haroldo

Ligações Químicas. Professor Haroldo Ligações Químicas Professor Haroldo 1. A regra do dueto e do octeto: Para se estabilizar um elemento precisa possuir sua camada de valência igual à camada de valência do GÁS NOBRE MAIS PRÓXIMO (8 e -,

Leia mais

Processos Metalúrgicos

Processos Metalúrgicos Processos Metalúrgicos AULA 4 PRODUÇÃO DE MATERIAIS NÃO FERROSOS PROF.: KAIO DUTRA Cobre Os minérios de cobre podem ser sulfetados ou óxidos, além, mais raramente, do próprio cobre nativo. Geralmente,

Leia mais

Pré-tratamento do gusa

Pré-tratamento do gusa Fabricação de aço Pré-tratamento do gusa Dessulfuração de gusa em carro Torpedo Dessulfuração de gusa na panela Fluxo do Processo de Aciaria LD Processo L.D. - Operação do Conversor O ciclo de operações

Leia mais

QUÍMICA DE MATERIAIS CRISTALINOS AMORFOS AULA 01: INTRODUÇÃO A QUÍMICA DOS MATERIAIS

QUÍMICA DE MATERIAIS CRISTALINOS AMORFOS AULA 01: INTRODUÇÃO A QUÍMICA DOS MATERIAIS QUÍMICA DE MATERIAIS AULA 01: INTRODUÇÃO A QUÍMICA DOS MATERIAIS TÓPICO 04: SÓLIDOS AMORFOS E CRISTALINOS Os sólidos têm forma e volume definidos, possuem baixa compressibilidade, são densos, e apresentam

Leia mais

Aula 02 (Revisão): Ligação Química e Estruturas Cristalinas

Aula 02 (Revisão): Ligação Química e Estruturas Cristalinas Aula 02 (Revisão): Ligação Química e Estruturas Cristalinas Prof. Dr. André Luiz Molisani Curso de Engenharia de Materiais e-mail: [email protected] 2017 1 MATERIAL RECOMENDADO PARA ESTUDO: Capítulo

Leia mais

Em relação às substâncias contidas nos frascos, analise as afirmativas a seguir.

Em relação às substâncias contidas nos frascos, analise as afirmativas a seguir. QUÍMICA INORGÂNICA INTENSIVO QUÍMICA PROF. CIRILO 1. (UNIFICADO RJ/2011) Em uma bancada de laboratório, estão quatro balões volumétricos (frascos de vidro com calibrações únicas) utilizados para o preparo

Leia mais

Congresso de Inovação Tecnológica (CINTEC)

Congresso de Inovação Tecnológica (CINTEC) CONGRESSO SOCIESC -CINTEC Novos desenvolvimentos de refratários monolíticos para Fornos de Indução Joinville, 18/09/14 Bruno Avelar A Magnesita Produto X Processo Fornos Elétricos Soleira, Revestimento

Leia mais

FUNDIÇÃO POR GRAVIDADE OU COQUILHAMENTO EM MOLDE PERMANENTE

FUNDIÇÃO POR GRAVIDADE OU COQUILHAMENTO EM MOLDE PERMANENTE FUNDIÇÃO POR GRAVIDADE OU COQUILHAMENTO EM MOLDE PERMANENTE RSCP/LABATS/DEMEC/UFPR 2017 O que é Fundição com Molde Permanente? O que é Fundição com Molde Permanente? A fundição com molde permanente emprega

Leia mais

Propriedades Térmicas. DEMEC TM229 Prof. Adriano Scheid Callister Cap. 19

Propriedades Térmicas. DEMEC TM229 Prof. Adriano Scheid Callister Cap. 19 DEMEC TM229 Prof. Adriano Scheid Callister Cap. 19 Entende-se como propriedade térmica como a resposta de um material à aplicação de calor. À medida que um sólido absorve energia na forma de calor, a sua

Leia mais

Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades

Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades Cimento Portland Fabricação Composição química Propriedades É um aglomerante hidráulico obtido pela moagem do clínquer Portland com adições de gesso e, eventualmente, escória básica de alto-forno, pozolana

Leia mais

ATIVIDADE COMPLEMENTAR DE QUÍMICA - 1 ANO-HERSCHELL-CB2014. periódicas e aperiódicas. AP. propriedade aperiódica. Propriedades periódicas

ATIVIDADE COMPLEMENTAR DE QUÍMICA - 1 ANO-HERSCHELL-CB2014. periódicas e aperiódicas. AP. propriedade aperiódica. Propriedades periódicas ATIVIDADE COMPLEMENTAR DE QUÍMICA - 1 ANO-HERSCHELL-CB014 P. AP. periódicas e aperiódicas A Tabela pode ser utilizada para relacionar as propriedades dos elementos com suas estruturas atômicas, podendo

Leia mais

Parte 2. Química Aplicada. Professor Willyan Machado Giufrida

Parte 2. Química Aplicada. Professor Willyan Machado Giufrida Tópicos especiais Corrosão na construção civil Parte 2 Propriedades de alguns elementos metálicos Química Aplicada 1 Professor Willyan Machado Giufrida Propriedades Físicas dos Metais São, geralmente,

Leia mais

Matérias-primas usadas no processamento de materiais cerâmicos

Matérias-primas usadas no processamento de materiais cerâmicos usadas no processamento de materiais cerâmicos 6/3/2018 PROCESSAMENTO DE MATERIAIS CERÂMICOS naturais e sintéticas Fluxograma geral do processamento de cerâmicas Matérias - primas caracterizadas Cálculos

Leia mais

duas etapas da metalurgia antiga a extração do ferro ocorria no estado sólido

duas etapas da metalurgia antiga a extração do ferro ocorria no estado sólido Fabricação de aço Metalurgia Antiga duas etapas da metalurgia antiga a extração do ferro ocorria no estado sólido conformação nas forjas com separação da escória, carbu- ração/ descarburação Evolução dos

Leia mais

GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução

GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução GMEC7301-Materiais de Construção Mecânica Introdução TIPOS DE MATERIAIS Quais são os materiais disponíveis para o engenheiro? Classificação dos materiais. i O sistema de classificação mais comum considera

Leia mais

Reações com transferência de elétrons: oxirredução

Reações com transferência de elétrons: oxirredução Reações com transferência de elétrons: oxirredução Química Geral Prof. Edson Nossol Uberlândia, 19/05/2016 Número de oxidação: número de cargas que um átomo teria em uma molécula (em um composto iônico)

Leia mais

Equação Geral da Condução

Equação Geral da Condução Equação Geral da Condução Para um sistema unidimensional demonstrouse: q x = k A T x x Para um sistema multidimensional o fluxo de calor é vetorial: q,, =q x,, i q y,, j q z,, k = k T i k T j k T k =k

Leia mais

12 GAB. 1 1 o DIA PASES 1 a ETAPA TRIÊNIO QUÍMICA QUESTÕES DE 21 A 30

12 GAB. 1 1 o DIA PASES 1 a ETAPA TRIÊNIO QUÍMICA QUESTÕES DE 21 A 30 12 GAB. 1 1 o DIA PASES 1 a ETAPA TRIÊNIO 2005-2007 QUÍMICA QUESTÕES DE 21 A 30 21. A hemoglobina das células vermelhas do sangue contém o complexo de ferro com uma porfirina. Sabendo que um indivíduo

Leia mais

QUÍMICA FUNÇÕES INORGÂNICAS ÓXIDOS. Professor: Rafael Odorico

QUÍMICA FUNÇÕES INORGÂNICAS ÓXIDOS. Professor: Rafael Odorico QUÍMICA FUNÇÕES INORGÂNICAS ÓXIDOS FUNÇÕES QUÍMICAS Algumas substâncias químicas com propriedades semelhantes foram agrupadas em funções químicas. Função Química conjunto de compostos com propriedades

Leia mais