NOTA TÉCNICA Nº 05/2013
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- Maria do Carmo Chaplin Vasques
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1 NOTA TÉCNICA Nº 05/2013 OBJETO: Características da Safra 2012/2013. BASE DE DADOS: 3º Levantamento de Safra do Conselho Técnico da Aiba. DATA DA REUNIÃO: 30/05/13. DATA DA NOTA TÉCNICA: 25/07/13. Nº de páginas: 7 CONSELHO TÉCNICO: Engenheiros Agrônomos: Antônio Grespan, Adriano Lupinacci, Fabiano Genezini, José Cláudio de Oliveira, Raphael Gregolin Abe; Economista(s): Raimundo Santos. Conselho Técnico Suplente: Paulo Gouveia (Engenheiro Agrônomo) COMPONENTES CONVIDADOS DO CONSELHO: Abapa, Abacafé, Aciagri, Fundação BA, AEAB, Agrolem, Sindicato Rural de Barreiras, Sindicato Rural de Luís Eduardo Magalhães, Bunge Alimentos SA, Cargill Agrícola SA, Banco do Brasil, Desenbahia, Banco HSBC, Conab, Adab, EBDA, IBGE e CREA-BA. EXECUTIVO DO CONSELHO: Ernani E. Sabai (Economista) INTRODUÇÃO Em relação à região do Cerrado do Oeste da Bahia, a safra 2012/2013 foi marcada por novo avanço de área agrícola, alcançando 2,251 milhões hectares, cerca de 10,5% superior à safra 2011/12, que havia registrado 2,037 milhões de hectares. Uma parte, trata-se de ajuste baseado em mapeamento via satélite, com imagens de 2011 e outra parte pela abertura de novas áreas. As principais culturas que compuseram a área plantada nas condições de sequeiro e irrigado nesta safra, foram a Soja (1,285 milhões ha), Algodão (256,1 mil ha) e Milho (248,0 mil ha). Também fazem parte da matriz produtiva do Oeste outras culturas que somadas, alcançam cerca de 374 mil ha, correspondentes a 16,8% da área total. São elas: Arroz, Feijão (Pérola), Feijão Vigna(gurutuba), Capim, Sorgo, Café, Eucalipto e áreas em pousio. RESUMO DA MATRIZ AGRÍCOLA DO CERRADO BAIANO POR CULTURA DE SEQUEIRO E IRRIGADO - 3º LEVANTAMENTO DE SAFRA 2012/13 Safra Safra Produtividade Nº CULTURAS Produtiv. Produção VBP Área (ha) Produção Área (ha) 4 - Set/12 (t) (milhões R$) 3º Lvto. 3-05/13 3º (t - m³) 3º Lvto. Área Prod VBP 1 SOJA (sc) ,0 48, , , ,0 35, , ,7 9,2 (18,0) (13,5) 2 ALGODÃO (@/ Capulho) - Oeste ,0 204, , , ,0 230, , ,9 (33,7) (24,9) (18,7) 3 MILHO (sc) ,0 155, ,0 826, ,0 130, ,0 853,3 (1,8) (16,4) 3,2 4 ARROZ (sc) 6.000,0 30, ,0 6, ,0 30, ,0 7,8 (16,7) (16,7) 26,0 5 FEIJÃO ,0 40, ,0 54, ,0 50, ,0 44,8 (33,3) (16,7) (17,0) 6 FEIJÃO VIGNA (sc) sequeiro 1º safra ,0 12, ,0 67, ,0 12, ,0 66,1 (4,2) (4,2) (2,1) 7 CAPIM - Prod. Sementes (kg) ,0 450, ,0 47, ,0 450, ,0 52, ,0 8 SORGO (sc) ,0 19, ,0 5, ,0 19, ,0 5, CAFÉ - TOTAL ,0 40, ,0 205, ,0 40, ,1 158,7 (1,1) (14,6) (22,6) 10 EUCALIPTO (m³) ,0 300, , ,0 300, ,0-6,2 6,2-250,6 11 OUTRAS CULTURAS¹ , , , ,0 129,8 12 2ª Safra - Área Irrigada , ,0 234,9 1 Matriz Prod. Oeste - Seq./Irrig , , , , , ,9 10,5 (13,5) (10,1) 2 Matriz Prod. Algodão Sudoeste - Seq./Irrig ,0 66, ,1-3 Total geral , , , , , ,9 10,5 (13,5) (10,1) Base de Dados: Aiba, Abapa, Abacafé, Adab, IBGE, EBDA, Fundação BA, Sindicato Barreiras, Aprosem, Aciagri, Cargill, Bunge, Cooproeste, CREA, BNB Barreiras e BB Barreiras. VBP (Milhões - R$) Variações (%) 2º Lvto Safra /12 Apesar da expansão de área, observada nesta safra 2012/13, a expectativa de correspondente aumento de produção total foi impossibilitada em função de 02 estiagens que ocorreram Aiba 31/05/2013
2 afetando, diretamente, a produção. Além disso, houve o surgimento de uma nova praga, a lagarta Helicoverpa armigera, praga quarentenária de nível A1, sem precedentes históricos no Brasil. Também favorecidas pelo ambiente predominantemente seco ao longo da estação chuvosa, houve a ocorrência de grande infestação de pragas já conhecidas na região: a Mosca Branca na Soja e do Bicudo no Algodão. O evento destas pragas, aliado a redução da eficácia no controle das mesmas em meio à estiagens, contribuíram significativamente na redução das produtividades esperadas. A estiagem que assolou, praticamente, todo o Estado da Bahia e fez com que mais de 250 municípios decretassem Estado de Emergência ainda na safra de 2011/12, teve ocorrência também na safra 2012/13. Assim, 60% dos municípios baianos do Semiárido, 73% dos produtores rurais, 96% do rebanho Caprino, 92% do rebanho Ovino e 53% do rebanho Bovino foram atingidos pela escassez de chuva. (SEAGRI, 2012) No Oeste da Bahia, sofreram com a estiagem os municípios de Cocos, Jaborandi, Correntina e Baianópolis, todos localizados próximos às zonas de transição e de Cerrado. Tambem foram atingidos os municípios produtores no Cerrado. São eles: Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e São Desidério. O impacto da estiagem e das pragas na rentabilidade do setor produtivo de Soja, Milho e Algodão na safra 2012/13 totalizaram prejuízos aproximados à R$ 2,12 bilhões, limitando o ciclo de desenvolvimento da cadeia produtiva agrícola da região, registrado nos anos anteriores. PLUVIOMETRIA DA SAFRA 2012/13 Na temporada 2012/13 a chuva próxima às escarpas, que historicamente iniciam em meados de outubro, atrasaram em 10 dias, chegando apenas no dia 29 do mês citado, e em volume muito aquém do esperado. Registrou-se em média 20,4 milímetros em nove municípios analisados enquanto que nas safras 2010/11 e 2011/12, foram registrados em média 84,5mm e 153mm respectivamente para este mês. Em novembro/12, o volume de chuva se normalizou em praticamente toda região, marcando uma média de 282,8mm. Já no município de Jaborandi a precipitação foi de 490mm, a maior pluviometria para o mês em questão e muito acima do normal para o período. Apesar das expressivas precipitações de novembro acima referidas, os produtores conseguiram efetuar o plantio no momento adequado para as culturas de Soja e Milho (final de outubro e todo mês de novembro) devido a infraestrutura disponível nas propriedades, que envolve desde máquinas de grande performance no preparo, plantio e tratos culturais, até a utilização de adubações antecipadas, que permitem agilizar muito a velocidade de plantio. Já no princípio do mês de dezembro/12 teve início uma estiagem que perdurou, em média 36 dias na região, sendo registrado volume pluviométrico médio de 76,4mm, muito aquém dos 186,9mm médios para este período, considerando o observado nas safras 2010/11 e 2011/12. A escassez de chuva afetou a evolução das culturas da Soja, com mais ênfase para as cultivares precoces e superprecoces que ganharam muito espaço nos últimos anos e também a do Milho, especialmente o plantado mais cedo. Além disso, atrasou o plantio do Algodão, cuja janela ideal inicia em 15 de novembro e encerra em 30 de dezembro.
3 A chuva retornou apenas no final da primeira semana de janeiro/13. Ao longo deste mês, foi registrado, em média, uma precipitação de 207,7mm frente à média de 166,6mm observados nas duas safras anteriores. Houve benefício geral: além da conclusão do plantio do Algodão na primeira semana de janeiro, a normalização das chuvas proporcionou adequadas condições para o desenvolvimento e tratos de todas as culturas. Vale ressaltar que não houve, como de costume, a ocorrência de veranicos ao longo do mês de janeiro. Até o momento, pela estiagem de dezembro, estava comprometido apenas o potencial produtivo das variedades de Soja Precoce e Superprecoce e as lavouras de Milho plantadas mais cedo, que tiveram suas fases críticas de florescimento sob ocorrência do stress hídrico. Atipicamente, no mês de fevereiro/13, ocorreu nova estiagem que chegou a alcançar 46 dias em algumas microrregiões. Para o período, registrou-se em média volume de chuva acima de 120mm. Nesta última safra foram 35,2mm. Assim, houve comprometimento significativo para a cultura de Soja e Milho, visto estas culturas estarem em suas respectivas fases críticas de desenvolvimento: floração a enchimento de grãos para a Soja e pendoamento à enchimento de grãos para a cultura do Milho. Em meados de março, a chuva retornou atingindo 147mm, volume superior a safra de 2011/12, quando foi registrado 89,5mm; porém inferior a de 2010/11 quando foi mapeado 173,5mm. A situação não melhorou a condição das lavouras de Soja e Milho, já afetadas e com o potencial comprometido pelas adversidades apresentadas. No entanto, a chuva beneficiou, amplamente, a cultura do Algodão de sequeiro em praticamente toda região. Na segunda quinzena de março, quando se iniciou a colheita da Soja, esta não foi prejudicada pela chuva do período. A ocorrência da chuva no mês de Abril/13 beneficiou especificamente a cultura do Algodão, cujo ciclo se inicia em dezembro e termina em agosto do ano seguinte. Muito embora esta cultura tenha sido afetada por estiagens, não permitindo a obtenção da produtividade esperada. Além da redução da pluviosidade média da região nesta safra, a má distribuição da chuva ao longo da estação chuvosa também comprometeu significativamente as produtividades esperadas, frustrando as expectativas do setor agropecuário. Na sequência evidenciamos os níveis pluviométricos registrados na região oeste da Bahia.
4 INCIDÊNCIA DE PRAGAS NA SAFRA 2012/13 O clima seco na safra 2011/12 favoreceu a proliferação de pragas. Na safra 2012/13, com a repetição de clima seco, estas se intensificaram, afetando significativamente a produtividade, exigindo ações rápidas de combate e o aperfeiçoamento do sistema produtivo. Entre outras, registrou-se forte presença da lagarta Helicoverpa armigera nas propriedades agrícolas. Praga esta que já causou grandes problemas na Índia, China, Austrália, África e alguns países da Europa. Para dimensionar o problema, a Agência de Defesa Agropecuária do Estado da Bahia (Adab), em parceria com a Abapa e Aiba, realizaram um levantamento em 182 propriedades que afirmaram cultivar Soja, Milho e Feijão. 73% das propriedades informaram terem identificado a Helicoverpa, sendo que destas 72,2% com alto nível de infestação. Os primeiros focos da praga foram observados em 2012 na Bahia, Sul do Maranhão e do Piauí, mas certamente já presente em outras regiões produtoras do Brasil. Em princípio, produtores do Oeste da Bahia organizaram-se para combatê-la, pensando se tratar da Helicoverpa zea (lagarta da espiga do milho) que estaria migrando para as outras culturas. Uma missão técnica foi organizada pela Abapa e enviada para a Austrália entre 08 e 15 de fevereiro,
5 para entender melhor a biologia, manejo e controle desta praga. Este país foi escolhido porque já havia sofrido com uma praga do mesmo gênero, a Helicoverpa armigera, que afetou duramente a cultura do Algodão nos anos 90. Assim, eles desenvolveram um Programa de Manejo Integrado que permitiu o setor conviver com a mesma. O objetivo da missão foi buscar parâmetros técnicos para se iniciar um programa efetivo de combate à praga do mesmo gênero que estava causando grandes prejuízos na região. No mês de março/13, depois de consideráveis gastos com manejo e estragos no campo, pesquisadores da EMBRAPA estiveram na região e fizeram a identificação: tratava-se da própria Helicoverpa armigera. Na sequência, o Estado da Bahia através da Portaria nº 056/2013 instituiu o Grupo Operacional de Emergência Fitossanitária, cujo objetivo era construir um Programa Fitossanitário para a Bahia e, em tempo, promover estudos diversos sobre a praga Helicoverpa. Outra praga que se mostrou fortemente presente nesta safra foi a Mosca Branca, registrada na maioria das propriedades com alta infestação. É uma praga que normalmente está presente, porém, devido aos longos períodos sem chuva, houve uma proliferação muito acima do normal, implicando em custos adicionais no combate à mesma. PANORAMA DA SOJA Das culturas praticadas no Cerrado, a que mais contribuiu para a expansão da área na Safra 2012/13 foi a Soja que alcançou cerca de 1,255 milhões de hectares, 9,2% superior a safra anterior e representa 55,8% da área agricultada nos municípios do Oeste. O aumento da área de Soja deveu-se, basicamente, ao preço favorável que se apresentava tanto no mercado interno quanto externo, motivados pelo aumento da demanda e redução do estoque de passagem nacional, conforme tabela a seguir. Para a safra 2012/13 esperava-se colher 52 sacas de Soja por ha em média, muito embora já tenha alcançado 56 sacas por ha na safra 2009/10. Entretanto, o resultado foi muito aquém do esperado, sendo registrado, em média, 35,7 sacas por hectare, quantidade 31,3% inferior. A produtividade foi comprometida em decorrência das estiagens que ocorreram, atipicamente, em dezembro/12 e fevereiro/13, bem como, pela lagarta Helicoverpa armigera que, apesar de já ter se manifestado no início da safra, se intensificou entre janeiro e março de Estas duas situações somadas provocaram perdas na ordem de R$ 1,089 bilhão, 71,7% do prejuízo total. Além das perdas para estiagem e pragas, produtores de Soja da região também registraram aumento nos custos de produção, que chegaram a R$ 2.019,0 por hectare, conforme levantamento de custos realizado pelo Conselho Técnico da Aiba, Engenheiros Agrônomos e Consultores, juntamente com representantes da Conab do Distrito Federal e do Estado da Bahia.
6 Deste montante, somente as práticas adotadas para o combate da lagarta, totalizam cerca de R$ 314,3 por ha, representando um aumento de 15,5% no custo de produção da cultura. Considerando a área total, o custo adicional estimado foi de R$ 429,3 milhões. No total, para os fatores citados, as perdas totalizaram cerca de R$ 1,518 bilhão, comprometendo o resultado econômico do setor. A situação só não foi mais grave devido ao elevado nível tecnológico do modelo agrícola de produção adotado na região, reflexo dos investimentos em capacitação, preparo de solo, genética de ponta, nutrição de plantas, manejo fitossanitário adequado, bem como maquinaria de última geração aliada a agricultura de precisão. PANORAMA DO ALGODÃO Em seguida, destaca-se a cultura do Algodão com 256,5 mil hectares, 33,7% inferior a área identificada em 2011/12, mas que compõe 11,4% da área total. Entre as razões da redução de área estão o elevado estoque de passagem mundial, especialmente da China, para onde se destina grande parte do Algodão brasileiro, mas também pelo desaquecimento da demanda européia em razão da crise econômica que ali se estabeleceu. Fatos estes que provocaram redução significativa nos preços da commodity. Considerando ainda que o preço da Soja apresentava-se em alta, foi uma ótima oportunidade para os produtores substituírem o Algodão pela mesma, com perspectiva de grande produtividade. A região que alcançara produtividade média de 270 arrobas por hectare em 2009/10 tinha expectativa de produzir em média 255@ nesta safra 2012/13 (produtividade esta definida considerando média das últimas três safras). Entretanto, em razão da estiagem e das pragas Helicoverpa e Bicudo, a produtividade das lavouras deaalgodão também foi prejudicada. Na tentativa de combater a Helicoverpa, foram gastos pelos produtores cerca de R$ 242,4 milhões, aproximadamente R$ 945,0 por hectare (Fonte: Aiba e Conab). Somados os prejuízos com a perda de produtividade desencadeada pela seca e pragas, alcançaram cerca de R$ 409,1 milhões. Apesar dos problemas enfrentados, estima-se que, até a data presente, para a safra 2013/14, ocorra um aumento de área em torno de 16,8% em relação à safra 12/13. A tendência de aumento de área deve-se principalmente ao aquecimento dos preços no mercado interno, bem como à capacidade produtiva instalada de Algodão que se encontra ociosa na região.
7 No Sudoeste, região produtiva com predominância de minifúndios, 72% da lavoura algodoeira foi colhida até a data, com produtividade média de 30@ de Algodão em Capulho, sendo destruído apenas 20% das soqueiras. O baixo rendimento produtivo deveu-se principalmente à estiagem e ao Bicudo. Para a safra 2013/14, os produtores da região devem reduzir a área plantada em 45%. PANORAMA DO MILHO Na safra em questão, o Milho ocupou uma área de 248 mil hectares, apenas 1,8% inferior ao observado na safra anterior. Esta cultura representou 11% da área total agricultada no Oeste nesta safra 2012/13. No caso do Milho, em que pese maior suscetibilidade diante da estiagem quando comparada com as culturas de Soja e Algodão, por apresentar a fase crítica de desenvolvimento mais curta, a mesma apresentou desempenho relativamente bom em relação às demais culturas apresentadas, com quebra de 16%. A maior parte foi devida a estiagem, já que a Helicoverpa armigera somente ataca a cultura a partir da fase reprodutiva, ficando esta praga alojada na ponta da espiga com pequenos danos. Esta boa performance do Milho deve-se a alta tecnologia adotada para esta cultura na região, incluindo genética, escolha de solos de alta fertilidade, fertilização adequada e usualmente implantada em regiões com melhor pluviometria, normalmente próximas a serra. Os bons preços praticados por ocasião da colheita, aliados a produtividade média obtida, permitiram boa rentabilidade para o produtor. Ressalta-se que em algumas microrregiões onde os veranicos foram mais intensos, ocorreram quebras bastante expressivas nesta cultura, em torno de 40% a 50%.
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