Telhasol. Qualidade para a vida.

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2 Tornar compatível a inevitável mobilidade da cobertura com a absoluta integridade e impermeabilidade que se lhe exige, deve ser o objectivo a que se propõe qualquer construtor. P. Benavent 2

3 Telhasol. Qualidade para a vida. Hoje em dia, quando se fala em materiais de construção, a Telhasol surge como marca de referência nas telhas cerâmicas. E não é por acaso. As argilas cuidadosamente seleccionadas e de excepcionais propriedades, aliadas a processos tecnologicamente desenvolvidos e a rigorosos controlos de qualidade, são sinónimo de produtos cujas características excedem largamente as exigências das normas em vigor. Qualidade essa que o certificado de conformidade, emitido pelo CERTIF, atesta, através de inspecções periódicas em fábrica e ao produto. Os produtos Telhasol apresentam ainda a marcação CE, que pressupõe a sua conformidade com as especificações técnicas, satisfazendo as exigências essenciais estabelecidas na Directiva 89/106/CEE dos Produtos de Construção. 3

4 A estética do antigo aliada à tecnologia. De forma distinta e harmoniosa, a Telhasol Piemontesa apresenta uma excelente conjugação de elementos com todo o meio envolvente. Disponível no mercado com uma enorme variedade de acabamentos, a Telhasol Piemontesa distinguese pela sua funcionalidade, óptima rentabilidade de apenas 13 unidades por m2 e uma estética que nos recorda a antiga telha de canudo. natural campestre natural natural envelhecida natural falésia natural flameada 4

5 Outras Informações: Largura (mm): 263 Comprimento (mm): 448 Peças m 2 :aprox. 13 Ripado: aprox. 37,8cm Peso unit (Kg): 3,5 FICHA TÉCNICA PRODUTO Tipo de produto: Designação: Propriedades resistência mecânica/ resistência flexão (N ): Comportamento ao fogo exterior: CT Cobert Telhas, S.A Outeiro da Cabeça 07 NP EN 1304 Telhas e acessórios cerâmicos para cobertura de telhados Reacção ao fogo: Aba e canudo Piemontesa Natural Conforme Julgado satisfatório Classe A1 Acessórios Não Aplicável Impermeabilidade à água: Conforme. Categoria 1, método de ensaio 2 Dimensões individuais (mm) C x L: 448x263 Variação de dimensões: 2 % Durabilidade: Aplicável a acessórios coordenados. Dimensão em função do modelo de telha Conforme. Método C NOTA: Os valores de ripado apresentados são indicativos, devendo ser confirmados em obra após recepção das telhas. Devido às características naturais dos produtos, são de admitir ligeiras variações de tonalidades, assim como das suas dimensões, pelas quais a CT Cobert Telhas não assume qualquer responsabilidade. 5

6 O respeito pela tradição. De aba e canudo de relevo bem pronunciado, a Telhasol 12, cujo nome está associado ao número de peças que apresenta por m 2, é uma telha que respeita o perfil tradicional da telha lusa, preservando toda a beleza que a caracteriza. A Telhasol 12 marca uma forte presença em milhares de telhados de norte a sul do país, sendo uma referência de qualidade em produtos cerâmicos. natural roma natural coral 6

7 Outras Informações: Largura (mm): 280 Comprimento (mm): 448 Peças m 2 :aprox. 12 Ripado: aprox. 37,4cm Peso unit (Kg): 3,9 FICHA TÉCNICA PRODUTO Tipo de produto: Designação: Propriedades resistência mecânica/ resistência flexão (N ): Comportamento ao fogo exterior: CT Cobert Telhas, S.A Outeiro da Cabeça 07 EN 1304 Telhas e acessórios cerâmicos para cobertura de telhados Reacção ao fogo: Aba e canudo Sol 12 Natural/ Roma Conforme Julgado satisfatório Classe A1 Acessórios Não Aplicável Impermeabilidade à água: Conforme. Categoria 1, método de ensaio 2 Dimensões individuais (mm) C x L: 448x280 Variação de dimensões: 2 % Durabilidade: Aplicável a acessórios coordenados. Dimensão em função do modelo de telha Conforme. Método C NOTA: Os valores de ripado apresentados são indicativos, devendo ser confirmados em obra após recepção das telhas. Devido às características naturais dos produtos, são de admitir ligeiras variações de tonalidades, assim como das suas dimensões, pelas quais a CT Cobert Telhas não assume qualquer responsabilidade. 7

8 Resistência, estanquicidade e estabilidade numa só telha. A Telhasol 10 é um modelo exclusivo da CT Cobert Telhas e apresentase no mercado com inúmeras vantagens, de onde se destacam a excepcional resistência mecânica, estanquicidade e estabilidade em todo o tipo de construção. natural roma 8

9 Outras Informações: Largura (mm): 280 Comprimento (mm): 452 Peças m 2 :aprox. 10,5 Ripado: aprox. 40,2cm Peso unit (Kg): 3,9 FICHA TÉCNICA PRODUTO Tipo de produto: Designação: Propriedades resistência mecânica/ resistência flexão (N ): Conportamento ao fogo exterior: Reacção ao fogo: CT Cobert Telhas, S.A Outeiro da Cabeça 07 NP EN 1304 Telhas e acessórios cerâmicos para cobertura de telhados Aba e canudo Sol 10 Natural/ Roma Conforme Julgado satisfatório Classe A1 Acessórios Não Aplicável Impermeabilidade à água: Conforme. Categoria 1, método de ensaio 2 Dimensões individuais (mm) C x L: 452x280 Variação de dimensões: 2 % Durabilidade: Aplicável a acessórios coordenados. Dimensão em função do modelo de telha Conforme. Método C NOTA: Os valores de ripado apresentados são indicativos, devendo ser confirmados em obra após recepção das telhas. Devido às características naturais dos produtos, são de admitir ligeiras variações de tonalidades, assim como das suas dimensões, pelas quais a CT Cobert Telhas não assume qualquer responsabilidade. 9

10 A rentabilidade de 10,5 unidades por m 2 A Telhasol 10 Super apresenta um sistema de reforço dos interiores que permite aumentar substancialmente a resistência mecânica, quer no transporte, quer após a aplicação. Esta telha tem um sistema de encaixe simples e forma arredondada, resultando num telhado distinto e de grande maleabilidade de aplicação. natural 10

11 Outras Informações: Largura (mm): 280 Comprimento (mm): 448 Peças m 2 :aprox. 10,5 Ripado: aprox. 40cm Peso unit (Kg): 3,9 FICHA TÉCNICA PRODUTO Tipo de produto: Designação: Propriedades resistência mecânica/ resistência flexão (N ): Comportamento ao fogo exterior: CT Cobert Telhas, S.A Outeiro da Cabeça 07 NP EN 1304 Telhas e acessórios cerâmicos para cobertura de telhados Reacção ao fogo: Aba e canudo Sol 10 Super Natural Conforme Julgado satisfatório Classe A1 Acessórios Não Aplicável Impermeabilidade à água: Conforme. Categoria 1, método de ensaio 2 Dimensões individuais (mm) C x L: 448x280 Variação de dimensões: 2 % Durabilidade: Aplicável a acessórios coordenados. Dimensão em função do modelo de telha Conforme. Método C NOTA: Os valores de ripado apresentados são indicativos, devendo ser confirmados em obra após recepção das telhas. Devido às características naturais dos produtos, são de admitir ligeiras variações de tonalidades, assim como das suas dimensões, pelas quais a CT Cobert Telhas não assume qualquer responsabilidade. 11

12 Herdeira da mais pura tradição artesanal Considerada uma telha tradicional em todos os países mediterrâneos, a telha Marselha é uma telha de grande beleza estética, que potencia a sua escolha, quer em obra nova, quer em reabilitação. natural 12

13 Outras Informações: Largura (mm): 265 Comprimento (mm): 450 Peças m 2 :aprox. 11,5 Ripado: aprox. 38,5cm Peso unit (Kg): 3,4 FICHA TÉCNICA PRODUTO Tipo de produto: Designação: Propriedades resistência mecânica/ resistência flexão (N ): Comportamento ao fogo exterior: Reacção ao fogo: CT Cobert Telhas, SA Outeiro da Cabeça 07 EN 1304 Telhas e acessórios cerâmicos para cobertura de telhados Plana de Encaixe Marselha Natural Conforme Julgado satisfatório Classe A1 Acessórios Não Aplicável Impermeabilidade à água: Conforme. Categoria 1, método de ensaio 2 Dimensões individuais (mm) C x L: 450x265 Variação de dimensões: 2 % Durabilidade: Aplicável a acessórios coordenados. Dimensão em função do modelo de telha Conforme. Método C NOTA: Os valores de ripado apresentados são indicativos, devendo ser confirmados em obra após recepção das telhas. Devido às características naturais dos produtos, são de admitir ligeiras variações de tonalidades, assim como das suas dimensões, pelas quais a CT Cobert Telhas não assume qualquer responsabilidade. 13

14 peças especiais A CT Cobert Telhas apresenta uma vasta gama de peças especiais, compatíveis e modulares tampa cume 2 cume 3 telha dupla 4 remate lateral * beirado canal 5 6 tamanco 7 telha 8 cume 3 vias t 14 * Em algumas situações poderseá utilizar o Remate Angular. ** Em algumas situações deverseá utilizar a Pata de Leão 45 o (direita ou esquerda). *** No caso de telhados onde não sejam aplicados Beirados, deverseá utilizar o Canto de Telhado.

15 beirado capa 10 cume 3 vias 11 canto interior 12 beirado meia telha 13 passadeira de ventilação 14 cume 4 vias 15 pata de leão ** 16 canto de beirado *** 15

16 peças especiais Super Piemontesa Marselha Cume Sol 10 R Cume Sol 12 OP R R R Cume Marselha R Cume 3 Vias M/F Sol 10 R Cume 3 Vias M/F Sol 12 OP* R R R Cume 3 Vias M/F Marselha R Cume 3 Vias F Sol 12 OP* R R R Cume 3 Vias F Marselha R Cume 3 Vias T Sol 12 OP* R R R Cume Empena Sol 12 OP* R R R Cume 4 Vias Sol 12 OP* R R R Cume 4 Vias F Marselha R Pata de Leão Sol 10 R Pata de Leão Sol 12 OP* R R R Pata de Leão Marselha R Pata de Leão 45º Dto. Sol 12 OP* R R R Pata de Leão 45º Esq. Sol 12 OP* R R R Tamanco Piemontesa R Tamanco Sol 10 Super R Tamanco Sol 12 R R Tampa de Cume Sol 12 OP* R R R Remate Lateral Dto. Piemontesa R Remate Lateral Esq. Piemontesa R Remate Lateral Dto. Sol 10 R Remate Lateral Esq. Sol 10 R Remate Lateral Dto. Sol 12 R Remate Lateral Esq. Sol 12 R Remate Angular Sol OP OP OP OP OP Beirado Capa Piemontesa R Beirado Canal Piemontesa R Beirado Capa Sol 10 R Beirado Canal Sol 10 R Beirado Capa Sol 10 Super R Beirado Canal Sol 10 Super R Beirado Capa Sol 12 R Beirado Canal Sol 12 R Beirado Capa Marselha R Beirado Canal Marselha R Canto de Telhado Piemontesa R Canto de Telhado Sol 10 R Canto de Telhado Sol 12 R R Canto de Beirado Piemontesa R Canto de Beirado Sol R R R R Canto Interior Sol 12 R Meia Telha Piemontesa R Meia Telha Sol 10 R Meia Telha Sol 12 R Telha Dupla Sol 12 R Passadeira de Ventilação Piemontesa R Passadeira de Ventilação Sol 10 R Passadeira de Ventilação Sol 10 Super R Passadeira de Ventilação Sol 12 R Passadeira de Ventilação Marselha R R recomendado OP opcional OP* opcional (desde que utilizados cumes sol 12) 16

17 zonas climáticas Cada modelo de telha da gama Telhasol apresenta características únicas, devendo por isso serem considerados e respeitados determinados aspectos relativamente à utilização e aplicação de cada um. Para tal, obtevese uma divisão do país em três grandes zonas que apresentam caracteristicas climáticas deferentes. zona 1 Zona de baixas altitudes, caracterizada por apresentar fracas taxas de pluviosidade. Das três zonas consideradas, é aquela que, apresentando características mais amenas, permite a realização de coberturas com as mais baixas inclinações do país. zona 2 Zona caracterizada por abranger as regiões situadas a média altitude ou onde se registam as quantidades medianas de pluviosidade. Esta zona, além das restantes regiões não abrangidas pelas outras duas zonas, inclui ainda toda a faixa costeira, numa profundidade de 10 quilómetros. Lisboa C. Branco Portalegre zona 3 Madeira Zona caracterizada por apresentar elevadas taxas de pluviosidade e/ou altas altitudes. É nesta zona que se deve ter uma atenção redobrada na escolha da inclinação da cobertura. Os arquipélagos dos Açores e da Madeira encontramse abrangidos por esta zona. Açores Faro 17

18 inclinações de um telhado O telhado, pelo facto de constituir a envolvente superior do edifício, é a parte da construção mais exposta ao efeito das agressões exteriores. Como elemento de um edifício, é objecto de exigências funcionais que decorrem de três funções distintas: elemento de protecção elemento estrutural elemento decorativo Para satisfazer tais exigências, o telhado e, consequentemente, os elementos que o constituem, deverão cumprir os seguintes requisitos: INCLINAÇÃO Pode afirmarse que, de uma forma geral, quanto maior for a inclinação de uma cobertura, melhor será o comportamento face à agressividade dos agentes atmosféricos. Assim, para que uma cobertura seja estanque, deverá ter uma inclinação suficiente, de forma a evitar a formação de depósitos de águas pluviais que possam extravasar das juntas ou vencer os recobrimentos, penetrando no interior. No entanto, quando por razões de ordem económica ou estética, se é conduzido a situações onde é exigida a redução dessas mesmas inclinações, há que admitir que existem limites para essa mesma diminuição. Limites esses que resultam de vários parâmetros, entre eles a escolha do tipo de telha, o grau de agressividade do clima e as condições locais de exposição ao vento. Por forma a definir estes limites de risco, foi elaborado um estudo que permite atribuir valores mínimos para a inclinação das coberturas, em função dos referidos parâmetros. Com base em ensaios realizados em túnel de vento, onde se simularam os efeitos da acção conjugada do vento e da chuva, sobre uma cobertura, obtiveramse os valores mínimos aconselháveis. Estes valores referemse a situações em que não existe um forro subjacente à camada das telhas. Nos casos em que tal forro exista, estes valores podem diminuir em 1/7, continuando a telha a assegurar, por completo, a estanquidade da cobertura. No entanto, sempre que houver a necessidade de reduzir a pendente da cobertura abaixo destes valores, há que ter em conta o facto de as telhas deixarem de constituir uma barreira totalmente eficaz contra a penetração das águas pluviais, passando a desempenhar uma função estética. Para acautelar a perda de estanquidade daí resultante, será necessário tomar medidas suplementares. INCLINAÇÕES MÍNIMAS Os limites estabelecidos para as inclinações mínimas admissíveis em coberturas de telhado, de acordo com as exigências de estanquidade e, tendo em conta o tipo de telha utilizado, a estrutura de suporte da cobertura, a localização geográfica e as condições locais de exposição a que está sujeita, constituem um problema facilmente ultrapassado nos dias que correm. A divisão do território nacional em zonas que apresentam alguma uniformidade climática, permitiram a atribuição de valores mínimos recomendáveis para a inclinação das coberturas nessas mesmas zonas. O critério adoptado, tendo como objectivo a conjugação do efeito das chuvas e do vento, baseouse no conhecimento da distribuição pluviométrica no país e da caracterização altimétrica do mesmo, parâmetros preponderantes na definição das condições de agressividade do clima. Para os casos em que, por razões de ordem estética ou outras, houver necessidade de reduzir a inclinação da cobertura, relativamente aos valores recomendados, é necessário acautelar a estanquidade da cobertura, através de meios complementares. 18

19 INCLINAÇÕES MÁXIMAS À semelhança dos valores mínimos, o conhecimento dos valores máximos, a partir dos quais se torna indispensável a tomada de precauções especiais na fixação de telhas, é extremamente importante. Desta forma, apresentamos os seguintes conselhos: em inclinações inferiores a 100%, não se torna necessário fixar as telhas de uma forma especial, excepto em zona demasiado expostas, onde todas as telhas do beirado serão fixadas às ripas ou usando a orelha de aramar, apenas numa proporção mínima de um em cada cinco, dispostas de uma forma regular. em inclinações superiores a 100% e inferiores a 175%, todas as telhas deverão ser fixadas às ripas. Através de um dos processos referidos anteriormente. Em locais de exposição normal ou protegida, basta fixar uma telha em cada cinco. em pendentes superiores a 175%, todas as telhas deverão ser fixadas com pregos. DETERMINAÇÃO DA INCLINAÇÃO DE UM TELHADO 1) Utilizando o medidor de inclinação. Uma vez que a inclinação de um telhado não é igual à de cada uma das telhas que o constituem, o medidor não deve ser apoiado directamente sobre uma telha, mas sim sobre uma ripa com um comprimento tal, que abranja mais do que uma telha, por forma a obterse uma correcta leitura da inclinação. (ver fig.) No entanto, também é possível determinar a inclinação de um telhado a partir do interior da habitação, bastando para isso, que se apoie o medidor à face inferior das asnas ou do tecto, desde que este acompanhe a inclinação do revestimento da cobertura. 2) Sem recurso a medidor. À falta de um medidor, é possível, através de uma operação rápida e simples, determinar a inclinação de um telhado. (ver fig.) 19

20 VENTILAÇÃO Para que uma cobertura seja construída com total respeito pelas condições de utilização, é sempre conveniente prever uma ventilação adicional que complete a providenciada pelo jogo dos encaixes das telhas. A ventilação da face interior das telhas tem como função permitir a evaporação da água por elas absorvida, resultante da ocorrência de chuva, garantindo, assim, que o telhado cumpra a sua principal função, que é ser completamente estanque e impermeável. Existem diversas formas de conseguir essa ventilação que, em conjunto, asseguram uma circulação de ar permanente e eficaz, devendo, para tal, existir: uma caixa de ar sob a face interior das telhas; condições de renovação do ar sob a cobertura. Sem estes requisitos, poderão ocorrer graves problemas de condensações, com todos os efeitos nefastos e bem conhecidos que daí advêm. Onde normalmente se verifiquem alternâncias de temperaturas positivas e negativas, como é o caso das zonas frias, outro tipo de problema pode surgir, e que, em caso extremo, poderá danificar seriamente a cobertura. Referimonos em concreto ao vulgarmente conhecido por descasque de gelo. Uma das formas mais simples de assegurar essa ventilação, consiste na colocação de telhas especialmente concebidas para este efeito, sendo, por esta razão, chamadas de telhas de ventilação. Este tipo de telhas dispõem de orifícios, providenciando as zonas necessárias para a saída e entrada de ar, de e para a cobertura. De modo a optimizar a renovação de ar e garantir a sua circulação em toda a área da cobertura, deve a sua distribuição ser feita criteriosamente. Assim, para a entrada de ar se efectivar, as telhas de ventilação devem ser dispostas ao longo de uma fiada próxima do beirado, realizandose a saída por outras, colocadas estrategicamente numa fiada próxima da linha de cumeeira. É importante referir, ainda, que a primeira fiada deve ter um maior número destas telhas especiais do que a segunda. Sempre que a estrutura da cobertura seja construída em laje, deverão ser contempladas, como medida complementar, interrupções no ripado, de modo a facilitar a circulação de ar ao longo de toda a cobertura. AS EXIGÊNCIAS FUNCIONAIS DE UM TELHADO RESISTÊNCIA AO GELO A ocorrência de vários ciclos de gelodegelo, com o consequente aumento de volume da água contida nos poros do material cerâmico, aquando da passagem da primeira ao estado sólido, origina o aparecimento de tensões intersticiais que, em casos extremos, levam ao descasque da telha, retirandolhe, assim, as propriedades de estanquidade e resistência. Para evitar esta situação, é importante que, após a absorção de água decorrente de qualquer tipo de precipitação, a telha tenha condições de eliminála o mais rapidamente possível. Nesse aspecto, o comportamento do telhado pode ser francamente melhorado, caso sejam providencia das condições de ventilação eficazes na face inferior das telhas, de modo a eliminar a humidade residual e as eventuais condensações que aí ocorram. RESISTÊNCIA AO GRANIZO Apesar de não constituir uma agressão muito grave, a incidência de granizo sobre um telhado, pode também originar, em casos extremos, o descasque das telhas. No entanto, os processos de fabrico actualmente disponíveis na CT Cobert Telhas eliminam totalmente esse risco. RESISTÊNCIA À DESESTABILIZAÇÃO DOS VENTOS Na maioria dos casos, o próprio peso e o sistema de encaixe das telhas são suficientes para assegurar a estabilidade do telhado no seu conjunto. No entanto, em regiões fortemente fustigadas por ventos, o encaixe das telhas deve ser complementado por uma fixação adicional à estrutura de suporte. 20

21 RESISTÊNCIA À HUMIDADE E CONDENSAÇÃO É necessário garantir condições que evitem a condensação na face inferior das telhas e humidades provenientes do interior da habitação, mediante a utilização de barreiras de vapor e sistemas de ventilação adequados. RESISTÊNCIA AO FOGO O telhado deve actuar como barreira à penetração do fogo. O revestimento com telhas cerâmicas é altamente satisfatório, pois, devido ao facto de serem inflamáveis e terem sido submetidas a altas temperaturas durante o seu processo de fabrico (cerca de 1000º C), não perdem qualidades sob a acção das chamas e das temperaturas resultantes de um incêndio. ISOLAMENTO TÉRMICO De entre os materiais vulgarmente utilizados para revestimento de coberturas inclinadas, a telha cerâmica é a que apresenta propriedades isolantes mais eficazes. Em alguns casos, é possível complementar essas propriedades, através da utilização de materiais especialmente concebidos para o efeito. A aplicação destes materiais deve permitir uma ventilação eficaz na face inferior das telhas, o que evitará, entre outras coisas, que o material isolante perca as suas capacidades pela absorção de água. ISOLAMENTO ACÚSTICO O comportamento das coberturas em telha, relativamente ao isolamento acústico que proporcionam no interior dos edifícios, deverá satisfazer as exigências normais de conforto. Isso dependerá das características da argila, de que são feitas as telhas, e da estrutura de suporte. O isolamento acústico das coberturas deve ser quantificado pelo índice de isolamento acústico R à frequência de 500Hz expresso em db. FACILIDADE DE MANUTENÇÃO E CONSERVAÇÃO O tempo de vida útil da cobertura aumenta significativamente, se forem realizadas inspecções periódicas e trabalhos de conservação e limpeza, sem interferir com a funcionalidade da própria cobertura. FACILIDADE DE ACESSO E SEGURANÇA A questão da segurança é parcialmente assegurada pelo correcto dimensionamento da estrutura de suporte. Cumulativamente, deverão ser contempladas zonas de acesso à cobertura e caminhos de circulação na mesma, através da colocação de telhas passadeiras. 21

22 IMPERMEABILIDADE O telhado deverá ser estanque, por forma a impedir a penetração da chuva, neve ou granizo. Numa cobertura em telha, a estanquicidade é assegurada pela convergência de três factores: 1) Impermeabilidade dos elementos de revestimento; 2) Encaixe, sobreposição ou ligações entre os elementos, garantindo, a estanquidade das juntas longitudinais e transversais, nas condições mais adversas; 3) Inclinação suficiente das vertentes, de forma a garantir o escoamento rápido das águas pluviais, eliminando as possíveis infiltrações resultantes da acumulação e depósito da água nas juntas. A primeira condição está regulamentada pelas normas que fixam os limites de impermeabilidade das telhas cerâmicas. A segunda e terceira são interdependentes; o mesmo é dizer que, para cada tipo de telha, dadas as suas características de encaixe, existem limites de pendentes aconselháveis, que garantem a estanquidade da cobertura. RESISTÊNCIA MECÂNICA Os elementos estruturais de um telhado devem ser dimensionados de modo a resistirem a solicitações de dois tipos: de carácter permanente, como o próprio peso da estrutura ou do revestimento; de carácter acidental, como as que resultam da acção do vento, do peso exercido pelos operários ou pelos materiais durante as obras de construção ou reparação da cobertura e, em nalguns casos, da incidência e pressão da neve. Radiação Solar Ruído Chuva Neve Granizo Vento 22

23

24 CT Cobert Telhas S.A Outeiro da Cabeça_Torres Vedras_ Portugal Tel.: (+351) Fax: (+351) SERVIÇO DE APOIO AO CLIENTE

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