Prelúdios e Noturnos. Profª. MSc. Maria Bernadete Miranda
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- Luiz Eduardo Vasques da Cunha
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1 Prelúdios e Noturnos
2 Objetivos O objetivo da aula não é rediscutir a História da Música já por demais debatido, mas sim registrar o surgimento dos Prelúdios e dos Noturnos, colocando-os em perspectiva. Através de uma visão atual, procura-se demarcar as principais fases do assunto e o que se pode esperar do futuro, no que tange ao estudo da Música Erudita.
3 Metodologia A metodologia de apresentação está dividida nos seguintes tópicos: 1. Origem do Prelúdio; 2. Origem do Noturno; 3. Referências.
4 Prelúdio Prelúdio é um gênero musical de obras introdutórias de outras obras maiores, geralmente uma ópera ou balé. Introdução de uma sinfonia, pequena mostra do que virá a seguir, preparação para um acontecimento maior. Difere-se da abertura por antecipar temas da obra que antecede; normalmente nas aberturas os temas não se repetem no decorrer da obra.
5 Prelúdio Na época medieval, os alaudistas tocavam o prelúdio como forma de aquecer, e preparar a tonalidade. Na época de Johann Sebastian Bach, o nome prelúdio era usado também para a introdução de uma fuga ou tocata. Maurizio Pollini - Bach: Preludio e fuga
6 Prelúdio Frédéric Chopin também escreveu vários prelúdios, que são peças para piano, de forma livre, sem introduzir outra obra maior. Claudio Arrau Frédéric Chopin: 24 Prelúdios.
7 Prelúdio Prelúdio de uma sinfonia, é a primeira parte a ser ouvida. É como se fosse a apresentação dos "créditos" já transformados em notas musicais, de forma antecipada, a qual somente será totalmente compreendido e desfrutado por quem ouvir a sua continuação, passando a fazer maior sentido.
8 Noturno é geralmente uma composição musical que evoca, ou é inspirada pela noite. Foi cultivado durante o século XIX principalmente como uma peça para piano solo, e sua origem é relacionada com o compositor irlandês John Field. Entretanto, sua representação mais conhecida se encontra nos 21 noturnos de Frédéric Chopin. Brigitte Engerer Frédéric Chopin: Complete Nocturnes
9 Ao final do século XVIII, coleções de peças para conjunto de câmara eram intituladas de Notturno, uma vez que eram executadas à noite. O exemplo mais famoso é a Pequena Serenata Noturna, K. 525 de Wolfgang Amadeus Mozart. Estas obras não possuem relação com o noturno do século XIX.
10 O termo noturno foi empregado pela primeira vez em peças durante o século XVIII, quando se referia a uma obra de conjunto de câmara em vários movimentos, normalmente executada em um evento social noturno ao ar livre. Às vezes continha o equivalente em italiano, notturno, tal como no Notturno em Ré maior, K.286 de Wolfgang Amadeus Mozart, escrito para quatro conjuntos distintos de trompas e cordas, e sua Serenata Notturna, K
11 Neste caso, a obra não evocava necessariamente a noite, mas poderia meramente ter a intenção de ser executada à noite, tal como uma serenata. Mozart também empregou o termo em obras vocais, como por exemplo o notturno para três vozes e instrumentos de sopro, K
12 Michael Haydn intitulou seus dois quintetos de cordas (st 187 e 109) de Notturno. Michael Haydn - Quinteto para 2 violines, 2 violas y chelo en Sol mayor,st 189/P LTvMwncY
13 Na sua forma mais conhecida, como uma peça de caráter geralmente composta para piano solo, o noturno foi cultivado principalmente no século XIX. Os primeiros noturnos que levaram este título específico são os do compositor irlandês John Field, geralmente considerado como o pai do noturno romântico que caracteristicamente apresenta um a melodia cantante sobre um acompanhamento arpejado.
14 Os noturnos de Field foram compostos entre 1812 e 1836, sendo que versões mais antigas eram intituladas Romance. Suas melodias traduziam para o piano a cantinela da ópera italiana e a escrita idiomática tira proveito do desenvolvimento do piano, em especial do pedal de sustentação, que permitiu a Field expandir o acompanhamento da mão esquerda além do baixo de Alberti.
15 Entretanto, o mais famoso representante desta forma foi Frédéric Chopin, que escreveu 21 noturnos. O Noturno em Mi bemol maior, op. 9 no. 2 é o mais conhecido destes, e o que mais se assemelha aos noturnos de Field. Entretanto, Chopin imprimiu aos seus noturnos uma intensidade dramática maior, e desenvolveu um vocabulário harmônico mais sofisticado complementado por uma textura de acompanhamento que evidenciava uma maior complexidade contrapontística.
16 Muitos outros pianistas também escreveram Noturnos, incluindo Franz Liszt os famosos Liebesträume são um conjunto de três noturnos. Também escreveram Noturnos: Robert Schumann (Nachtstücke op.23), J.B. Cramer, Carl Czerny, Kalkbrenner, Thalberg, Henri Bertini, Theodor Döhler, Fauré (compôs 13 nocturnes), Erik Satie, d Indy, Glinka, Balakirev, Tchaikovsky, Rimsky-Korsakov, Scriabin e Grieg.
17 Uma das obras mais famosas da música de salão do século XIX foi o Quinto Noturno de Ignace Leybach, agora esquecido.
18 No século XX, o liricismo característico do noturno foi aos poucos sendo substituído pela tentativa de invocar os sons característicos da noite, como na Suíte 1922 de Paul Hindemith e na suíte Out of Doors de Bartok. Paul Hindemith - Suite Bela Bartok - Out of Doors - The Chase
19 Outros exemplos de noturnos incluem o noturno para orquestra da música incidental para Sonho de uma Noite de Verão de Felix Mendelssohn. Felix Mendelssohn - Sonho de uma Noite de Verão
20 Três noturnos para orquestra e coro feminino de Claude Debussy (que também escreveu um para piano solo). Primeiro movimento do Concerto para Violino no. 1 de Dmitri Shostakovich. E também em obras de Vaughan Williams, Benjamin Britten e Lennox Berkeley.
21 Embora noturnos sejam geralmente percebidos como sendo tranquilos, frequentemente expressivos e líricos, e às vezes melancólicos, na prática obras com o título de noturno apresentam uma variedade de caracteres: o segundo Noturno orquestral de Debussy, Fêtes, por exemplo, possui um caráter bastante agitado.
22 Referências LAROUSSE. Grande enciclopédia Larousse cultural. v.17 e v.19. São Paulo: Nova Cultural, WIKIPÉDIA. Prelúdio. Disponível em: Acesso em: 27 de julho de Noturno. Disponível em: Acesso em: 27 de julho de 2015.
23 Muito obrigada pela atenção! A Imaginação é tudo. É uma prévia das próximas atrações da vida... Pense nisso!!!
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CANTO 1. BACH, J.S. Uma ária ou canção, à escolha do candidato, entre as relacionadas no Edital de Programa de 2009. Título da peça: 2. FAURÉ. G. Uma canção, à escolha do candidato, entre as relacionadas
HOMOGENEIDADE TEMÁTICA
DEFINIÇÕES Música em vários movimentos onde o material temático do início é reapresentado em movimentos posteriores (Hugh MacDonald, in: Grove Online, 2001). Haydn: Sinfonia nº 31( Hornsignal ): alusão
