A Vida Como Ela É... : O Limiar entre a Crônica e o Conto
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- Ângela Farias Marroquim
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1 A Vida Como Ela É... : O Limiar entre a Crônica e o Conto Silvana Maria de Souza NERY Mestranda pelo programa de Pós-Graduação em Comunicação UNIMAR Universidade de Marília(SP) RESUMO:Este estudo encerra uma análise de dois contos de Nelson Rodrigues, publicados na coluna diária, A Vida como Ela é..., no jornal carioca Última Hora, no período de 1951 a Os contos escolhidos são A Dama do Lotação e As Gêmeas, porque eles representam o aspecto máximo de sucesso e fama para o autor, uma vez que foram adaptados para televisão e cinema. Inicialmente, uma exposição sucinta sobre as origens e características da crônica literária. Em seguida, a apresentação das características do conto, a fim de contemplar os objetivos deste trabalho acadêmico, que consistem em apresentar o limiar entre a crônica e o conto presentes nos textos selecionados aqui: A Dama do Lotação e As Gêmeas. Logo, uma breve exposição da biografia de Nelson Rodrigues, direcionando a uma abordagem sobre o universo das crônicas rodrigueanas e suas classificações, como preâmbulo ao estudo em si. É importante destacar que em Á vida Como Ela é... a maioria das crônicas transformou-se em contos, porém, há características peculiares da crônica nestes dois textos. Palavras-Chave: crônica, conto, Nelson Rodrigues, A Vida Como Ela é... Crônica A palavra crônica origina-se do grego chronikós (relativo ao tempo) e do Latim crhonica. No início da era cristã o vocábulo designava uma lista ou relação de acontecimentos ordenados cronologicamente. A crônica registrava os eventos sem aprofundar-se nas causas, situando-se entre os anais e a História.
2 Consagrou-se depois do século XII, na França, Inglaterra, Portugal e Espanha, quando se aproximou da História mostrando acentuados traços de ficção literária. A partir da Renascença o termo crônica cedeu vez à História. Livre da conotação histórica, o vocábulo passou a revestir-se do sentido literário, a partir do século XIX, para finalmente encontrar seu significado jornalístico, como o conhecemos hoje. Sobre a palavra crônica Moisés Massaud (1979) escreveu: Para qualquer brasileiro a palavra crônica tem sentido claro e inequívoco, embora ainda não dicionarizado: designa uma composição breve, relacionada com a atualidade, publicada em jornal ou revista. De tal forma esse significado está generalizado que só mesmo os especialistas em historiografia se lembram de outro sentido bem mais antigo, o de narração histórica em ordem cronológica. (p.245) Para José Marques de Melo no Brasil, a crônica é o relato poético do real, situada na fronteira entre a informação da atualidade e a narração literária. Um gênero plenamente definido. Já em outros países o mesmo não ocorre. No jornalismo mundial a crônica está mais vinculada ao relato cronológico da narrativa histórica. Sua natureza é controvertida e varia de país para país. Foi com o sentido de relato histórico que a crônica chegou ao jornalismo. Mas é no século XIX, como folhetim, que a crônica surge no jornalismo brasileiro, publicada junto com pequenos contos, artigos, ensaios breves, poemas em prosa. Um espaço reservado nos jornais para informar aos leitores sobre os acontecimentos da semana. Nomes ilustres foram pouco a pouco transformando o folhetim, tornando-o um gênero autônomo no jornalismo, transformando-o na crônica moderna. Para tanto contribuíram José de Alencar, Manuel Antonio de Almeida, Machado de Assis, Coelho Neto entre outros. Afrânio Coutinho afirma que a crônica adquire personalidade com Machado de Assis, o qual se consagrou no gênero, contribuindo consideravelmente para a sua evolução. A crônica, como gênero firmou-se no Brasil a partir de 1930, com nomes como o de Mário de Andrade, Manuel Bandeira, Carlos Drumond e Ruben Braga, que, de certo modo, seria o cronista exclusivo desse gênero. A partir dessa época o desenvolvimento da imprensa assume proporções empresariais, conduzindo a uma diversificação do seu conteúdo e à ampliação das seções permanentes, para atender a um leitor mais exigente. Nesse âmbito, a crônica adquire um lugar especial, sendo o cronista o intérprete das mudanças que ocorrem na sociedade. A crônica se ajusta à nossa sensibilidade de todo dia. Retratando a vida, a crônica serve a vida de perto. Despretensiosa, ela se humaniza e aprofunda seu
3 significado. Ajuda-nos a estabelecer ou restabelecer a dimensão das coisas e das pessoas, quase sempre com humor. Sua perspectiva não é nobre, nem pomposa, mas do simples dia-a-dia. Na sua fórmula moderna, a crônica pode discorrer sobre um fato pequeno, uma notícia, um toque de humor, uma pitada de poesia e representa o seu encontro mais puro com a vida real e com seu cúmplice favorito, o leitor. Mas, apesar de sua leveza e aparente despreocupação espécie de conversa sem maior conseqüência, a crônica penetra fundo no significado dos atos e sentimentos do homem, aprofundando a crítica social. Aprende-se muito quando se diverte e os traços simples, graciosos e breves da crônica são um veículo privilegiado para mostrar de modo persuasivo muita coisa, que, divertindo, atrai e faz refletir, amadurecendo nossa visão das coisas. Por meio de um zigue-zague de aparente conversa fiada, a crônica pode fazer uma constatação de fatos sociais, econômicos e políticos, com doses de ironia trágica e descrição de retratos psicológicos. Apesar da rapidez ser uma característica da crônica, ela é uma somatória de pesquisa, seleção e inspiração. Cândido (1979/80) afirma que: deleitar. Embora não tenha preconceitos temáticos, a crônica não aceita qualquer matéria: dentro de seu campo de ação - o acidental (ou circunstancial episódico) captado quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou incidente doméstico - a crônica deve escolher um fato capaz de reunir em si mesmo o disperso conteúdo humano. (p.12) Só assim ela pode cumprir o seguinte princípio: informar, ensinar, comover e Existem quatro tentativas de classificar a crônica: Para Luiz Beltrão que utiliza o critério jornalístico as crônicas podem ter duas classificações: quanto à natureza do tema e quanto ao tratamento. Para a natureza do tema são três espécies: crônica geral - sob uma forma gráfica determinada ou sob uma epígrafe geral aborda os assuntos mais variados, ocupando espaço fixo no jornal. É conhecida também como coluna ou seção especial. crônica local - sempre sob a mesma epígrafe em página e coluna fixa, fala da vida cotidiana da cidade, atuando como um tipo de receptor da opinião da comunidade onde se insere o jornal. É também chamada urbana ou da cidade. crônica especializada integra a página ou seção determinada, com apresentação gráfica do texto diferente das demais matérias e focaliza assuntos referentes a um
4 determinado campo específico, como política, esportes, economia entre outros. É conhecida também como comentário. Quanto ao tratamento dado ao tema temos três modalidades: analítica - é a crônica em que predomina a dialética e a linguagem é sóbria, elegante e enérgica. Os fatos são expostos com brevidade e analisados com objetividade. O cronista dirige-se à inteligência ao invés do coração. sentimental - sob esse tema predomina o apelo à sensibilidade do leitor, a linguagem é vivaz, de ritmo ágil e os fatos apresentam-se a partir de aspectos pitorescos, líricos, épicos, capazes de comover e influenciar a ação. O cronista apela para a sensibilidade. satírico-humorística - a linguagem é de duplo sentido com o objetivo de criticar, ridicularizando ou ironizando fatos, ações, personagens, com a finalidade de advertir e entreter o leitor. Já Afrânio Coutinho, que toma como base a tipologia literária, define cinco tipos de crônicas: crônica narrativa - estória ou episódio próximo do conto contemporâneo, que não necessita obrigatoriamente de começo, meio e fim. crônica metafísica - são reflexões sobre acontecimentos e pessoas de cunho mais ou menos filosófico. crônica-poema-em-prosa - de conteúdo lírico expressa os sentimentos do cronista ante o espetáculo da vida, das paisagens ou de episódios significativos. crônica-comentário - crítica de acontecimentos díspares, tomando o aspecto de bazar asiático. crônica-informação - relata os fatos, fazendo ligeiros comentários impessoais Baseado no ponto de vista da ambigüidade do gênero, Moisés Massaud estabelece dois tipos de crônica: crônica-poema - prosa emotiva que chega ao verso. crônica-conto - o cronista narra um acontecimento que provoca sua atenção como se fosse um conto, sendo ele apenas o estoriador. E Antonio Cândido propõe uma classificação destacando as diferenças entre os modernos cronistas brasileiros: crônica-diálogo - o cronista e seu interlocutor se revezam trocando pontos de vista e informações. crônica-narrativa - apresenta alguma estrutura de ficção, semelhante ao conto. crônica exposição poética - uma divagação sobre um fato ou personalidade, uma série de associações. crônica biográfica lírica - narrativa poética da vida de alguém.
5 Segundo Marques de Melo (1985) não só os teóricos da literatura e do jornalismo se preocuparam em classificar a crônica; os cronistas também: Numa uma série de crônicas sobre as "definições da crônica", Luis Fernando Veríssino oferece um esquema classificatório, tomando por ponto de referência a qualidade. Ele divide a crônica em: a)crônica, b) croniqueta, c)cronicão; cronicaço. Como identificar cada subdivisão? Crônica é qualquer crônica, ou uma crônica qualquer. Croniqueta é o nome científico da crônica curta, como pode parecer. (...) Cronicão é a crônica grande, substanciosa, com parágrafos gordos. (...) Grande crônica é o cronicaço. O cronicaço é consagrador; seu autor sai na rua e deixa um rastro de cochichos - É ele, é ele! (p.118) Ao longo do tempo a crônica tem informado, comentado e divertido, buscando uma linguagem leve e descompromissada, afastando-se da lógica argumentativa ou crítica política para penetrar na poesia. Ela é o relato poético do real, e isso a torna ambígua e põe a descoberto a briga antiga e mal resolvida que existe entre literatura e jornalismo. pacífico. Marques de Melo (1985) afirma que ser a crônica um gênero jornalístico é ponto Produto do jornal, porque dele depende para sua expressão pública, vinculada à atualidade, porque se nutre dos fatos do cotidiano, a crônica preenche as três condições essenciais de qualquer manifestação jornalística: atualidade, oportunidade e difusão coletiva. (p.118) Da mesma forma, Luiz Beltrão afirma que à crônica é a forma de expressão do jornalista/escritor para transmitir ao leitor seu juízo sobre fatos, idéias e estados psicológicos pessoais e coletivos. (p.66) Enfim a crônica se equilibra entre o efêmero do cotidiano e o imortal do fato literário, ambigüidade que a transforma em um gênero difícil de ser classificado ou analisado, quer no texto jornalístico, quer no texto literário. Segundo Marques de Melo as classificações que aceitam a crônica como gênero jornalístico, longe de honrá-la, a colocam na rabeira, praticamente desqualificando-a, pois, depois dela só as cartas do leitor. No gênero literário a classificação não é muito melhor. A imaginação criativa dos grandes romancistas e escritores a diminuem e desprezam, pois para estes o cotidiano trivial tem pouco valor poético. Assim, se a crônica assume um caráter de relato poético do real, colocando-se na fronteira entre informação da atualidade e narração literária, ela se torna um gênero jornalístico-literário. Como gênero jornalístico é um comentário, gênero nobre e, como literatura, é poesia e prosa. Marques de Melo coloca que a crônica foge a todas as regras do jornalismo: (...) embora lide com informações jornalísticas, se realize numa edição diária e efêmera, utilize a linguagem coloquial. Ela não participa do ambiente do jornal, escapa do processo de produção jornalística convencional, independe da formação profissional técnica, não
6 obedece às determinações de tempo e espaço típicas, foge das regras de interesse informativo convencionalmente estabelecidas para o jornalismo. Para Beltrão as fontes utilizadas pelo cronista para realizar seu trabalho são as idéias que florescem na comunidade; a informação sobre fatos e situações; a própria notícia; as emoções pessoais. Para estruturar o texto o cronista deverá observar os seguintes passos: Dominar o tema, calculando seu tamanho, alcance, força, inteirando-se de suas causas, aspectos significativos, seqüência lógica, efeitos imediatos e repercussão. Selecionar os dados levando ao conhecimento do público o que seja veraz, conveniente e oportuno, não esquecendo as normas práticas e éticas que regem o exercício do jornalismo. Redigir o texto em três fases distintas e sucessivas: introdução, argumentação e conclusão. A crônica deve interpretar o tema utilizando argumentos lógicos, sugestivos e persuasivos, de modo ordenado e que leve o leitor a aceitar a opinião final. O aspecto informativo ou noticioso da crônica vem na introdução, onde o cronista coloca o tema de forma quase sempre sintética (quem, que, quando). O raciocínio e as idéias vêm na argumentação, desenvolvendo-se numa seqüência ritmada, o que permite mais liberdade criadora. O cronista pode utilizar-se de citações, máximas, provérbios, metáforas, alegorias, sátira (ironia, humor), trocadilhos. Sobre a fonte, a estrutura e a redação da crônica Beltrão (1980) escreveu: Matiza o texto com o jogo do maravilhoso - que oferece sugestão de quimeras, sonhos, aspirações cristalizadas em riquezas, conquistas, vitórias e feitos extraordinários; com o jogo do comum - extraindo dados do cotidiano, do terra-a-terra, das idéias simples aceitas por todos; ou com revelações interiores dos próprios sentimentos mostrando-se sincero, melancólico, cético, apaixonado, rebelde, indiferente, seguro, de acordo com a tônica reclamada pelo argumento. Deve o cronista prevenir-se contra os argumentos contrários ao seu ponto de vista para antecipá-los e reduzi-los longo Por fim, na conclusão é emitido o juízo do cronista sobre o tema, que foi tão bem exposto e debatido, que se torna incontestável, não admitindo desacordo. (p. 70) Assim a crônica terá alcançado seu propósito quando os efeitos dos seus juízos dão força às correntes de opinião, conduzindo à ação. Conto a origem da literatura
7 O conto é tão antigo quanto o homem, ele é a forma narrativa, em prosa, de menor extensão, no sentido exato de tamanho, embora contenha os mesmos componentes do romance. Suas principais características são a concisão, a precisão, a densidade, a unidade de efeito ou impressão total da qual falava Poe ( ) e Tchecov ( ): o conto precisa causar um efeito singular no leitor; muita excitação e emotividade. Podemos imaginar várias fases do conto, mas aqui, quando falamos em fases, temos apenas a intenção passear pela linha evolutiva do gênero. A fase inicial do conto é a oral, a qual não é possível precisar o seu início se origina num tempo em que nem sequer existia a escrita; as histórias eram narradas oralmente ao redor das fogueiras das habitações dos povos primitivos geralmente à noite. Por isso o suspense, o fantástico, que o caracterizou originalmente. A primeira fase escrita é provavelmente aquela em que os egípcios registraram O livro do mágico (cerca de a.c). Passamos pela Bíblia, veja como a história de Caim e Abel (2.000 a.c) tem a precisa estrutura de um conto. O velho e novo testamento apresentam muitas outras histórias com a estrutura do conto. No século VI a.c. temos a Ilíada e a Odisséia, de Homero e na literatura Hindu há o Pantchatantra (século II a.c). De um modo geral, Luciano de Samosata ( ), é considerado o primeiro grande nome da história do conto. Ele escreveu O cínico, O asno etc. Da mesma época é Lucio Apuleyo ( ), que escreveu O asno de ouro. Outro nome importante é o de Caio Petrônio (século I), autor de Satiricon, livro que continua sendo reeditado até os dias de hoje. As mil e uma noites aparecem na Pérsia no século X da era cristã. Por volta do século XIV, tem início a segunda fase escrita, quando se registram as primeiras preocupações estéticas. Giovanni Boccaccio ( ) aparece com seu Decameron, que se tornou um clássico e lançou as bases do conto tal como o conhecemos hoje, além de ter influenciado gente como Shakespeare, Molière, Hans Sachs, entre outros. Miguel de Cervarnes ( ) escreve as Novelas exemplares. Francisco Gómez de Quevedo y Villegas ( ) traz Os sonhos, satirizando a sociedade da época. Os Contos de Canterbury, de Geoffrey Chaucer ( ) são publicados por volta de Charles Perrault ( ) publica O barba azul, O gato de botas, Cinderela entre outros. Jean de La Fontaine ( ) é um contador de fábulas por excelência: A cigarra e a formiga, A tartaruga e a lebre etc. No século XVIII destacamos o mestre Voltaire ( ) com as obras Zadig e Cândido. No século XIX o conto decola através da imprensa escrita, toma força e se moderniza. Washington Irving ( ) é o primeiro contista norte-americano de importância. Os irmãos Grimm Jacob ( ) e Wilhelm ( ) publicam
8 Branca de neve, Rapunzel, O gato de botas, A bela adormecida, Chapeuzinho vermelho etc. Os irmãos Grimm recontam contos que já haviam sido contados por Perrault, por exemplo. Eles foram tão importantes para o gênero que André Jolles diz que: o conto só adotou verdadeiramente o sentido de forma literária determinada, no momento em que os irmãos Grimm deram a uma coletânea de narrativas o título de Contos para crianças e famílias. Já o século XIX foi generoso em mestres como: Nathaniel Hawthorne), Poe, Maupassant, Flaubert, Tchecov, Machado de Assis, Conan Doyle, Balzac, Stendhal, Eça de Queirós, Aluízio Azevedo,: Hoffman (um dos pais do conto fantástico) entre outros Graças à imprensa escrita, que o gênero se popularizou no Brasil, no século XIX: os grandes jornais sempre davam espaço ao conto. Antônio Hohlfeldt em Conto brasileiro contemporâneo, diz que pode-se verificar que, na evolução do conto, há uma relação entre a revolução tecnológica e a técnica do conto. Na introdução de Maravilhas do conto universal, Edgard Cavalheiro diz: A autonomia do conto, seu êxito social, o experimentalismo exercido sobre ele, deram ao gênero grande realce na literatura, destaque esse favorecido pela facilidade de circulação em diferentes órgãos da imprensa periódica. Creio que o sucesso do conto nos últimos tempos (anos 60 e 70) deve ser atribuído, em parte, à expansão da imprensa. Além de criar o mercado de consumo e a necessidade de alfabetização em massa, a industrialização também criou a necessidade de informações sintéticas. No século passado essas informações vinham do jornalismo e do livro; neste século vêem do cinema, rádio e televisão. Assim, no seu início, o conto pegou uma carona na imprensa escrita; agora não tem mais esse espaço. Será que o conto se adaptará às novas tecnologias? TV, Internet etc? De qualquer forma, no Brasil, o conto surgiu mesmo foi através da imprensa em meados do século XIX. Por isso, naquela época, quase todos os contistas eram jornalistas. E não foi só no Brasil que isso ocorreu. Essa tecnologia é, também, em parte, culpada pelo preconceito em relação ao gênero. Esse fenômeno também foi notado no Brasil no início dos anos 70. As influências exercidas pela imprensa escrita, revistas, TVs, levaram o conto a um ponto de praticamente perder sua identidade : sendo quase tudo, passou a ser quase nada. Na década de 20 temos os modernistas e o conto agora é essencialmente urbano/suburbano. Eles propuseram a renovação das formas, a ruptura com a linguagem tradicional, a renovação dos meios de expressão etc. Procura-se evitar requintes na linguagem, a narrativa é mais objetiva, a frase torna-se mais curta e a comunicação mais breve. Nesta mesma linha, Poe, que também foi o primeiro teórico do gênero, diz:
9 Temos necessidade de uma literatura curta, concentrada, penetrante, concisa, ao invés de extensa, verbosa, pormenorizada... É um sinal dos tempos... A indicação de uma época na qual o homem é forçado a escolher o curto, o condensado, o resumido, em lugar do volumoso, (citado por Edgard Cavalheiro na introdução de Maravilhas do conto universal). Um dos pontos que muitos concordam diz respeito ao tamanho do conto: não deve ser muito longo, pois viraria novela; nem tão curto, porque corre-se o risco de transformá-lo em anedota. Poe falava de tamanho em termos de tempo de leitura. Para ele o conto ideal ocuparia o leitor entre 30 minutos e duas horas. Que se pudesse, enfim, ler de uma assentada só. O romance Vidas Secas de Graciliano Ramos ( ), A festa, Ivan Ângelo e alguns romances de Bernardo Guimarães ( ) e Autran Dourado, podem ser lidos como uma série de contos. Também Memórias póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba, Machado de Assis, O Processo, Kafka, são constituídos de pequenos contos. São os chamados romances desmontáveis. Assis Brasil vai mais longe ao afirmar que Grande Sertão: Veredas, Guimarães Rosa ( ), é um conto alongado, pois o escritor teria iniciado-o como narrativa curta. O Grande sertão, como sabemos, tem mais de 500 páginas. Todas essas colocações demonstram como é difícil definir o conto; mesmo assim, quem o conhece, não o confunde com outro gênero. Neste século podemos incluir entre os grandes: O. Henry, Anatole France, Virgínia Woolf, Katherine Mansfield, Kafka, James Joyce,, Ernest Hemingway entre outros No Brasil destacamos: Mário de Andrade, Monteiro Lobato, Aníbal Machado, Alcântara Machado, Guimarães Rosa, Dalton Trevisan, Rubem Fonseca, Osman Lins, Clarice Lispector, Jorge Luís Borges, Lima Barreto, Otto Lara Resende, Manoel Lobato, Sérgio Sant Anna, Moreira Campos, Ricardo Ramos, Luiz Vilela, Nelson Rodrigues, Sergio Faraco, entre outros. Para um escritor que faz da sua escrita, arte, a trama/o enredo não têm muita importância; o que mais importa é COMO (forma) contar e não O QUE (conteúdo) contar. Borges dizia que contamos sempre a mesma fábula. Cortázar ( ) diz que não há temas bons nem temas ruins; há somente um tratamento bom ou ruim para determinado tema. ( Alguns aspectos do conto, in Valise de Cronópio). Claro que há que ter cuidado com o excesso de formalismos para não virar personagem daquela piada: um escritor passou a vida toda trabalhando as formas para criar um estilo perfeito para impressionar o mundo; quando conseguiu alcançá-lo, descobriu que não tinha nada para dizer com ele. Então podemos dizer que conto é a designação que damos à forma narrativa de menor extensão e que se diferencia do romance e da novela não só pelo seu tamanho, mas também por possuir características estruturais próprias. Ele possui os mesmos
10 componentes do romance, mas evita análises, complicações do enredo e o tempo e o espaço são muito bem delimitados. O conto é um só drama, um só conflito, uma única ação. Tudo gira em torno do conflito dramático. A montagem do conto está em volta de uma só idéia, uma imagem ou vida, desprezando-se os acessórios. Mas será que tais normas são flexíveis? Bernardo Élis, por exemplo, às vezes é muito descritivo; além disso conta outras histórias dentro do mesmo conto, dividindo-o em mais de um núcleo, usa flashback etc. Outro pecado seu é narrar um conto como se fosse um romance (leia-se O padre e um sujeitinho metido a rabequista in Veranico de janeiro). Mesmo conspirando contra tais normas, Bernardo Élis não deixa de ser um clássico, muito pelo contrário. O romance procura representar o mundo como um todo: persegue a espinha dorsal e o conjunto da sociedade. O conto é a representação de uma pequena parte desse conjunto. Mas não de qualquer parte, e sim aquela especial de que se pode tirar algum sentido, seja ele positivo, negativo, não importa. ( Murmúrios no espelho, Flávio Aguiar in Contos, Machado de Assis). A Crônica e o Conto de Nelson Rodrigues Nelson Rodrigues dramaturgo, romancista e jornalista foi o mais importante autor do teatro brasileiro no século XX. Uma vida inteira dedicada ao jornalismo e um dom especial para contar histórias, um ficcionista perfeito. Sua vida pessoal foi marcada pela polêmica e pela tragédia, o que muito influenciou o seu estilo de escrever. Prova disso foi a morte de seu irmão Roberto assassinado dentro da redação do jornal Crítica por engano, por uma mulher que desejava matar seu pai, Mário Rodrigues. Anos depois, em uma de suas crônicas, Nelson Rodrigues afirmou: Confesso: o meu teatro não seria como é, e nem eu seria como sou, se eu não tivesse sofrido na carne e na alma, se não tivesse chorado até a última lágrima de paixão o assassinato de Roberto. Em 1943, Nelson Rodrigues revolucionou os palcos brasileiros com Vestido de Noiva. A peça foi montada pelo consagrado ator e diretor polonês Zbigniew Ziembinski, que ao ler o texto disse: Não conheço nada no teatro mundial que se pareça com isso. Na noite de estréia, 2205 espectadores assistiram ao espetáculo, e a partir de então, Nelson Rodrigues foi considerado pela crítica como o fundador do moderno teatro brasileiro, apesar de suas peças serem taxadas muitas vezes como obscenas e imorais. No Brasil, a obra Vestido de Noiva foi a pioneira na liberdade de expressão no país. O dramaturgo Nelson Rodrigues tornou-se o principal nome ligado
11 ao movimento expressionista, cujas características marcam a primeira fase de sua produção. Foi um dos mais censurados teatrólogos brasileiros. Nelson Rodrigues influenciou a literatura nacional com um estilo incomparável. Ele é responsável pelas principais obras teatrais brasileiras em 40 anos de atuação. Inspirou também vários filmes, como Engraçadinha; Perdoa-me por me traíres; Toda nudez será castigada. Durante dez anos, de 1951 a 1961, Nelson escreveu sua coluna diária para o jornal Última Hora, A Vida Como Ela É... Os textos o consagraram por seu estilo despojado de romantismo sentimental, refletindo a realidade nua e crua de uma sociedade obsessiva e materialista. O adultério, a traição, o incesto e a morte são tratados com naturalidade, o que inovou o processo de criação sob uma nova ótica moderna. Nelson também colaborou em outros jornais com crônicas nas quais expressava pensamentos que depois ganhariam o vocabulário popular, como a conhecida frase:"toda unanimidade é burra" e os ditados: "óbvio ululante", "padre de passeata", "freira de minissaia". Em 68 anos de vida Nelson criou seis folhetins, mais de 2000 contos, incontáveis crônicas e um único romance. Não se tornou imortal e não ganhou o Nobel de literatura, mas permanece vivo nas páginas e na memória de todos que se aventuram por suas obras. Apesar de suas maiores realizações estarem na dramaturgia, é inegável a importância de Nelson Rodrigues para a crônica brasileira, tanto por seu estilo peculiar, marcado por uma quase inesgotável capacidade de criar frases de efeito, quanto pelo modo polêmico e iconoclasta com que retratou os costumes do Brasil urbano, no período compreendido entre as décadas de 1950 a Em 1967 nascem as Confissões, publicadas em O Globo, onde manteve uma coluna diária até sua morte, em Em as Confissões, Nelson escrevia sobre política, sociologia, e arte num período conturbado da história brasileira.foi nessas crônicas que Nelson cunhou uma série de expressões que sobrevivem até hoje, como doce radical, óbvio ululante, de babar na gravata entre outros. Já as suas famosas frases acabaram ingressando numa espécie de memória cultural brasileira por serem provocantes e até agressivas: Num adultério, há homens que preferem ser o marido, não o amante. Os homens adoram ser traídos. Todo amor é eterno e, se acaba, não era amor. Toda mulher bonita é um pouco a namorada lésbica de si mesma.
12 No Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte. O Sábado é uma ilusão. Aos dezoito anos, o homem não sabe nem como se diz bom-dia a uma mulher. O homem devia nascer com trinta anos feitos. O amigo trai na primeira esquina. Ao passo que o inimigo não trai nunca. O inimigo é fiel. O inimigo é o que vai cuspir na cova da gente. Toda mulher gosta de apanhar. O Natal já foi festa, já foi um profundo gesto de amor. Hoje, o Natal é um orçamento. Qualquer menino parece, hoje, um experimentado e perverso anão de 47 anos. Se cada um conhecesse a intimidade sexual dos outros, ninguém cumprimentaria ninguém Toda unanimidade é burra Outra característica marcante de suas crônicas é que são apresentadas sob a forma tradicional de comentários sobre o cotidiano (portanto, como expressão direta das idéias do escritor a respeito da vida), ele introduz nelas personagens ficcionais e seres reais, que coexistem e dialogam entre si ou com o próprio autor de acordo com o assunto ou a ocasião. Na verdade, arquétipos da sociedade carioca: dondocas, políticos, maridos traídos, meninas suicidas, milionários, guardadores de automóvel. Outros personagens eram seus amigos mais chegados ou até mesmo seus desafetos. a) Crônicas Esportivas A crônica esportiva, mais precisamente uma coluna sobre futebol, intitulada À Sombra das Chuteiras Imortais. A coluna não tratava apenas de esporte, e seria também uma transição do Nelson Rodrigues dramaturgo para o Nelson Rodrigues cronista. Isso não quer dizer que ele deixa de ser ele mesmo ao mudar de estilo: o gênero sempre seria um pretexto para ele voltar sempre aos mesmos temas. O que interessa realmente a Nelson no futebol nunca é o esporte em si. O estádio, os jogadores e a multidão não passam de um grande cenário, isto é, um pano de fundo para o que representa, para ele, uma partida de futebol, isto pode ser observado no seguinte trecho da coluna À Sombra das Chuteiras Imortais: Sempre digo, nas minhas crônicas, que a arbitragem normal e honesta confere às partidas um tédio profundo, uma mediocridade irremediável. Só o juiz gatuno, o juiz larápio dá ao futebol uma dimensão nova e, se me permitem, shakespeariana. O espetáculo deixa de se resolver em termos especificamente técnicos, táticos e esportivos. Passa a ter uma grandeza específica e terrível. Eis a verdade: o juiz ladrão revolve, no time prejudicando e respectiva torcida, esse fundo de crueldade, de insânia, de ódio existe, adormecido, no mais íntegro dos seres. O mínimo que nos ocorre é beber-lhe o sangue. b) Crônicas Sociais e Comportamentais
13 Durante os anos 60, Nelson Rodrigues assumiu uma posição bastante controversa em relação ao regime militar. Se nunca o apoiou com vigor, contra as esquerdas brasileiras dirigiu críticas duríssimas, sempre permeadas, é claro, por um misto de ironia e coloquialidade que o aproximava do leitor comum e um extremo saudosismo de um Brasil e de um mundo desaparecido com a modernidade. Essa postura valeu-lhe o título de reacionário. Se como dramaturgo ele era taxado de comunista, agora ele era O Reacionário, adjetivo que adotou para sempre. Outra de suas constantes obsessões era a proliferação dos idiotas e o espaço crescente que obtinham na mídia: Durante 40 mil anos, o pateta sabia-se pateta e como tal se comportava. Os melhores pensavam por ele, sentiam por ele, decidiam por ele. Mas em nosso tempo, e só em nosso tempo, os idiotas descobrem que estão em maior número. E, então, investido da onipotência numérica, quer derrubar tudo. Diz o bom dr. Alceu que o grande acontecimento do século [XX] foi a Revolução Russa. Errou. Houve e continua uma outra muito maior, sim, muito mais profunda: a Revolução dos Idiotas. (O Reacionário, p. 100) c) Crônicas Memorialistas Ao longo de toda a crônica notamos uma constante nostalgia e uma saudade do Rio de Janeiro da época de Machado de Assis, pré-vacina obrigatória. Apesar do Nelson não ter vivido nesse período, toda sua obra estará marcada pela visão do menino, que em suas próprias palavras enxerga o mundo através do buraco da fechadura. Em suas confissões e principalmente nas memórias de caráter extremamente pessoal, o resgate da infância é um tema recorrente: Em 1913, mesmo meu pai e minha mãe pareciam não ter nada a ver com a vida real. Vagavam, diáfanos, por entre as mesas e cadeiras. Depois, eu os vejo parados, com uma pose meio espectral de retrato antigo. Mas nem meu pai, nem minha mãe falavam. Eu não os ouvia. O que me espanta é que essa primeira infância não tem palavras. Não me lembro de uma única voz. Não guardei um bom-dia, um gemido, um grito. Não há um canto de galo no meu primeiro e segundo ano de vida. O próprio mar era silêncio. (A menina sem estrela, p. 15) Por fim, não seria equivocado acrescentar ainda a essa tipologia da crônica de Nelson Rodrigues os relatos de A Vida Como Ela É..., que, estruturados inicialmente como crônicas, mas ficcionalmente como contos, giram em torno de uma das eternas obsessões do escritor: a traição. A Vida Como Ela É... - A crônica que virou conto Durante dez anos, no período de 1951 a 1961, Nelson escreveu diariamente sua coluna A Vida Como Ela É... no jornal Última Hora. A idéia sugerida pelo dono do jornal, Samuel Weiner, era de que Nelson criasse uma história fictícia baseada em algum fato real veiculado no jornal do dia. Nelson seguiu as ordens somente nos dois
14 primeiros dias. A partir daí, passou a inventar as histórias da coluna. Quando Samuel Weiner se deu conta, era tarde demais e a coluna A Vida Como Ela É... já era lida em todo Rio de Janeiro. Um verdadeiro sucesso, pois a partir dela o nome de Nelson Rodrigues pulou para a boca do povo. Utilizando uma linguagem enxuta, diálogos ágeis e as personagens bem delineadas, o assunto era invariavelmente o mesmo: traição. Desse tema tão simples e tão eterno ele escreveu quase duas mil histórias. Histórias como: A Dama do Lotação, adaptada posteriormente para o cinema e para a televisão, e As Gêmeas, transformada em filme por André Waddington. Análise dos contos: A Dama da Lotação e As Gêmeas A Dama do Lotação: este conto preserva as características da crônica narrativa, porque, à medida que o narrador junta os episódios cronologicamente, ele cria uma expectativa muito grande em torno do instantâneo revelador. O narrador é heterodiegético, testemunha, onisciente, onipresente e intruso, tem pleno domínio do universo psicológico das personagens O conto está dividido em cinco partes, separadas por subtítulos. Esta disposição causa o reconhecimento da estrutura dos folhetins. Na primeira parte, Nelson Rodrigues introduz o assunto relacionamento conjugal com o tema traição e cria um forte clima de tensão, com a personagem protagonista Carlinhos conversando com o pai sobre a desconfiança que tem quanto à fidelidade conjugal de sua mulher Solange também protagonista desse conto: (...) - Você aqui? A essa hora? E ele, desabafando na poltrona, com profundíssimo suspiro: - Pois é, meu pai, pois é! - Como vai Solange? perguntou o dono da casa. Carlinhos ergueu-se; foi até a janela espiar o jardim pelo vidro.depois voltou e, sentado-se de novo, larga a bomba: - Meu pai, desconfio de minha mulher. (p.219) Já na segunda parte, a narração inicia-se in media res com a apresentação das personagens: Casados há dois anos, eram felicíssimos. Ambos ótima família. (p.220). Em seguida, temos a preparação para início do clímax:. (...) No meio do jantar, aconteceu uma pequena fatalidade: cai o guardanapo de Carlinhos. Este curva-se para apanhá-lo e, então, vê debaixo da mesa, apenas isto: os pés de Solange por cima dos pés de Assunção ou vice versa. Carlinhos apanhou o guardanapo e continuou a conversa, a três. Mas já não era mais o mesmo. Fez a exclamação interior: Ora essa! Que graça!. A angústia se antecipou ao raciocínio.e ele já sofria antes mesmo de criar a suspeita, de formulá-la. O que viria, afinal, parecia pouco. Todavia, essa de pés, de sapatos, o amargurou como um contato asqueroso. (p.220)
15 Na terceira e quarta partes há o clímax com a confissão da personagem Solange, de que todas as tardes, apanhava o primeiro lotação que passasse e sentava-se ao lado de um homem, que podia ser velho, moço, feio ou bonito: (...) Começou a relação de nomes: fulano, sicrano, beltrano... Carlinhos Berrou: Basta! Chega!. Em voz alta, fez o exagero melancólico: - A metade do Rio de Janeiro, sim senhor! (p.222) Na quinta e última parte é narrado o desfecho do conto, nada convencional, onde o narrador surpreende a sociedade da época: E só saiu, à tarde, para sua escapada delirante, de lotação. Regressou horas depois. Retomou o rosário, sentou-se e continuou o velório do marido vivo (p.223) Enfim, A Dama do Lotação é um conto fantástico-realista, enfocando o trágico e o grotesco, com componentes das narrativas folhetinescas. As Gêmeas: este conto está muito próximo da estrutura da crônica narrativa, pois, como no conto anterior, à medida que o narrador junta os episódios, cronologicamente, cria uma expectativa muito grande em torno do instantâneo revelador. O narrador heterodiegético traz consigo a onisciência, onipresença e a intrusão. Determina todos os pré e pós-julgamentos, não deixando espaço para a interferência e outros juízos de valor aos receptores da história narrada. A estrutura do enredo é simples, mas não previsível. O clímax ocorre no desfecho, nos dois últimos parágrafos. A estrutura deste conto esta disposta em quatro partes, separadas por subtítulos, tal como a estrutura dos folhetins. Na primeira parte, o narrador expõe o assunto: o relacionamento fraternal, destacando o fato de as personagens protagonistas serem irmãs gêmeas idênticas, e mais uma vez, invariavelmente o tema é a traição, com um suposto triângulo amoroso. O conflito se estabelece logo no início da narrativa, quando a personagem Osmar namorado de Marilena, confunde-a com a irmã gêmea idêntica Iara. A única diferença entre ela era um bracelete que Iara usava e Marilena não. Osmar nota um certo dissabor entre as irmãs: (...) Irmãs assim, gêmeas, são muito amigas, não são? Marilena parece vacilar: - Depende. Na segunda parte do conto, é narrado o noivado entre as personagens Osmar e Marilena, e também o conflito psicológico vivido por Marilena devido à semelhança com a irmã: (...) se tu soubesse como me irrita essa semelhança! Estou cansada, farta, de ser tão parecida com Iara! - Pausa e acrescenta, com surdo sofrimento: - Eu não queria me parecer com ninguém! Com mulher nenhuma! (p.46)
16 Na quarta parte, Marilena confessa que não há laços de amizade entre ela e a irmã Iara: (...) Amigas, nós? Nunca!. Pela primeira vez admite:- Nunca brigamos, nunca discutimos e ela me trata até muito bem.mas me odeia, ouviu? Eu sei que ela me odeia! (p.46) Na seqüência, próximo ao casamento de irmã, Iara adoece e terá de descansar na fazenda de parentes no Mato Grosso, e não poderá comparecer à cerimônia de casamento da irmã: (...) Não se incomode mamãe, que eu não vou fazer falta. E se eu ficar aqui não sei, não; acho que vou acabar fazendo uma bobagem! (p.46) Na quarta parte, o clímax é alcançado como o desfecho da história. O narrador inicia-o com a partida de Iara, depois o casamento das personagens Osmar e Marilena, a noite de núpcias e a manhã seguinte ao evento: (...) Súbito, senta-se na cama. Balbucia, apavorado: O bracelete!. Ela responde, muito doce: - Eu não sou Marilena, eu sou Iara. Fora de si, ele se levanta, procura debaixo da cama, dos móveis; derruba uma cadeira; e, no meio do quarto, olha em torno, sem compreender. Então, Lara aponta: "Ali!". Como um louco, ele corre ao guarda-vestidos; num uivo abre as duas portas. Mas recua, numa histeria pavorosa. Lá de dentro, vem sobre ele o cadáver de Marilena, vestido de noiva. Na cama, Iara está acendendo um cigarro americano.(p.47) As Gêmeas, com no conto anterior, é um conto fantástico-realista, com o enfoque nos aspectos trágicos e nele há componentes pertinentes das narrativas folhetinescas.
17 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Antônio CÂNDIDO. A vida ao rés-do-chão. In: Para gostar de Ler Crônicas. SP: Ática, 1979/80, vol 5. BENDER, F. C. e LAURITO, I. B. Crônica. História, Teoria e Prática. São Paulo: Scipione, 1993, 103 p. BELTRÃO, Luiz. Jornalismo Opinativo. Porto Alegre: Sulina, 1980, pág. 68. Castro Ruy. O Anjo Pornográfico: A vida de Nelson Rodrigues. SP: Companhia das Letras,1992. COUTINHO, Afrânio. Ensaio e Crônica. In: A Literatura no Brasil. RJ, Sul Americana, 1971, vol 6. GENETTE, Gerard. Discurso da Narrativa. Coleção Veja Universidade. Orientação: Maria Alzira Seixo. Tradução: Fernando Cabral Martins. Lisboa. Moisés. MASSAUD, A Criação Literária. 9ª ed. SP:, Melhoramentos, MELO, José Marques. A Opinião no Jornalismo Brasileiro. RJ: Vozes, REIS, Luzia de Maria R. O que é Conto. São Paulo: Brasiliense, RODRIGUES, Nelson. A Vida Como Ela É... - O homem fiel e outros contos/nelson Rodrigues; seleção Ruy Castro. SP: Companhia das Letras, 1992, p.447 e SOARES, Angélica. Gêneros Literários. 4ª ed. SP: Ática, Sites: acesso em fevereiro de acesso em fevereiro Wikipedia.org - acesso em julho de 2004
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