Rami, uma cultura em extinção

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1 Rami, uma cultura em extinção O rami é uma cultura permanente com duração de cerca de 20 anos. No entanto, uma lavoura média produz cerca de nove anos, contando a partir do segundo ano, com máximos rendimentos entre as idades de três a cinco anos, depois dos quais entra em processos de rendimentos decrescentes. Podem ser feitos até 4 cortes anuais. A colheita é realizada em 2 ou 3 semanas, após este período as fibras perdem o teor de qualidade. A qualidade e o rendimento de fibra, por sua vez, dependem do corte, da variedade da planta e de fatores climáticos. A fibra do rami, pertencente à família das fibras longas, tem em média 150 a 200 milímetros de comprimento, a exemplo do linho, juta, sisal e cânhamo. Apresenta alta resistência, sendo considerada três vezes superior à do cânhamo, quatro vezes à do linho e oito vezes à do algodão. O processo de beneficiamento é constituído da descorticagem e da desgoma. A primeira etapa é feita ainda no campo, através de máquinas desfibradoras ou descorticadoras, sendo as mais utilizadas conhecidas como piriquitos, que separam as cascas das hastes. Já a desgomagem é feita nas indústrias via processos químicos. Em termos de processo produtivo, esta cultura apresenta baixo padrão tecnológico, sendo bastante intensiva no uso da mão-de-obra, da qual exige muito esforço físico. Além disso, a máquina piriquito utilizada na sua descorticagem é perigosa e ineficiente, redundando na alta incidência de acidentes de trabalho. - utilização O rami pode ser utilizado em diversos segmentos: fabricação de tecidos, cordas e barbantes, como também pode gerar a celulose para a produção de papel moeda, devido à sua resistência. Além disso pode ser empregada na fabricação de mangueiras, pneus, fios de pára-quedas, etc. Tecidos O rami é mais abrasivo que o linho, de forma que os tecidos são mais ásperos e menos agradáveis ao uso, embora essas características possam ser bastante minimizadas através de processos de acabamento e/ou misturas com algumas fibras sintéticas. is12rami.doc 1 AO1/GESET2

2 Apesar dessas características, os tecidos são facilmente laváveis, apresentando grande vantagem na retenção de corantes quando comparado a qualquer outra fibra vegetal. Além disso, seu emprego é extremamente adequado nos países de clima quente, como o Brasil. Os tecidos de rami têm boa aceitação no mercado, podendo ser considerados como um produto substituto muito próximo do linho, com a vantagem ser relativamente mais barato. Em geral, é vendido ao consumidor final como se fosse linho ou com o nome de linho rami, pois, dificílmente as pessoas conseguem distinguir o rami do linho, seja sob a forma de roupa pronta ou de tecido para ser confeccionado. - aspectos econômicos Apesar da queda substancial da produção de rami, o Brasil ainda é o terceiro maior produtor mundial, atrás apenas da China e das Filipinas. A cultura do rami está totalmente concentrada no Paraná, principalmente no município de Londrina. Essa região reflete todo o panorama da cultura do rami no Brasil, de forma que todos os índices de área e produtividade nacionais desse cultivo são devidos à plantação de rami realizada no Paraná. O número de produtores no município de Londrina gira em torno de 130, sendo fundamentalmente compostos por pequenos produtores, com uma área média de 15 hectares, aproximadamente. A produção nacional que já atingiu toneladas em 1972, passou para toneladas na safra 95/96, apresentando uma queda bruta de 91% neste período. Neste mesmo período, a área plantada reduziu de hectares em 1972, para apenas hectares na safra 1995/96. Anos tabela 1 Brasil:Principais Indicadores Área (ha) % em relação a 1972 Produção (t) % em relação a (16,8) (12,7) (1,5) (1,2) , (18,6) (27,4) (34,4) (46,5) (56,4) is12rami.doc 2 AO1/GESET2

3 (58,1) (66,1) (64,5) (74,3) (72,3) (86,8) (72,5) (83,6) (69,6) (68,3) (68,3) (81,2) (95,8) (82,3) (79,8) (82,4) (80,5) (82,4) (78,8) (81,7) (76,1) (87,2) (69,3) (71,6) (64,7) (65,1) (65,2) (83,2) (69,1) (81,3) (75,9) (85,3) (77,4) (87,3) (79,7) (87,0) (84,9) (92,7) (87,4) (94,6) (89,0) (90,9) Fonte: Secretaria de Agricultura do Paraná A previsão para a safra de 1996/97 é desalentadora, com redução de todos os indicadores, sendo: queda de 29% da área plantada (1800 hectares) queda de 20% a 30% da produção (3500 a 3900 toneladas) Estes índices mostram que está cultura esta sendo praticamente erradicada do Brasil. O gráfico a seguir mostra o comportamento da produção e consumo a partir de Gráfico.. Produção e Consumo de Rami /95 is12rami.doc 3 AO1/GESET2

4 55 mil toneladas Produção Consumo Fonte: Carta Têxtil - Jun/96 Em 1984, a crise do setor foi interrompida tendo em vista o aumento da demanda mundial e o acréscimo dos preços internacionais. Em conseqüência, a produção local aumentou e o Brasil passou a ser exportador, segundo a Secretaria de Agricultura do Paraná. Em 1988, a demanda mundial voltou a cair e os preços internacionais despencaram contribuindo para um completo descolamento da produção nacional vis-a-vis ao consumo, ou seja, a produção caindo acentuadamente, as importações crescendo e o consumo apresentando ligeira recuperação, principalmente no período 1990/93. Outro fator que corroborou para a desestruturação deste segmento, foi o processo de abertura do mercado interno, face à redução das alíquotas de importação dos produtos do setor têxtil. As indústrias locais sentem a concorrência dos produtores asiáticos, sobretudo da Coréia e da China, como em outros segmentos da cadeia têxtil. Ressalte-se também que está ocorrendo uma mudança na sua utilização: de fios mais rústicos (sacarias, cordas) para fios mais nobres (tecidos). Em conseqüência, a crise deste setor afetou profundamente as empresas que fazem o beneficiamento do rami, a exemplo da Toyo Sen-I do Brasil, Itimura Têxtil e Carambeí - Indústria Têxtil Ltda que são as maiores empresas que atuam neste segmento. is12rami.doc 4 AO1/GESET2

5 Carambeí - Indústria Têxtil Ltda: é a maior empresa consumidora de rami para tecidos. Está trabalhando com apenas 33% da capacidade instalada, pois, no pico produzia cerca de 3600 toneladas/ano e hoje foi reduzida a apenas 1200 toneladas/ano. Itimura Têxtil: anteriormente produzia sacaria para produtos agrícolas, sendo um deles o algodão. A queda da produção de algodão afetou negativamente a demanda de sacarias, sendo um dos fatores que determinaram o fechamento da unidade industrial. Atualmente ficaram apenas com o plantio do rami. Toyo Sen-I do Brasil: de capital japonês, atua no segmento de tops e alvejado penteado. Chegou a processar 500 toneladas mensais de rami bruto, vem operando com menos de 100 toneladas mensais. Apresenta sérios riscos de sair do mercado. Ressalte-se que a Barbero e a Fama que fabricam tecidos de linho também produzem tecidos de rami. - Conclusão O cultivo de rami encontra-se numa situação bastante delicada, pois, a baixa demanda do produto tem provocado o abandono das lavouras, até mesmo a produção no campo, sendo poucos os produtores que estão colhendo e estocando suas safras, e conseqüentemente, elevando o desemprego. Os produtores ainda continuam nesta atividade porque o rami é uma cultura difícil de ser erradicada, pois os rizomas permanecem no solo, dificultando o preparo da terra para outras lavouras. Em resumo, os principais problemas enfrentados pelo setor dizem respeito fundamentalmente a: baixa qualidade das fibras; monocultura; baixa competitividade do rami, comparado às outras culturas; defasagem tecnológica; e; tendência de queda da produção. Os principais problemas relativos a mão-de-obra são: condições precárias de trabalho; is12rami.doc 5 AO1/GESET2

6 processos altamentes demandantes de esforço físico; mão-de-obra volante, sem vínculo empregatício; elevadas taxas de acidentes de trabalho; As principais justificativas apontadas para a redução desta cultura no Brasil, são: os produtos chineses são colocados no País a preços inferiores ao custo de produção local. Ressalte-se que além dos baixos salários pagos na China, esta cultura é altamente subsidiada em virtude de ser grande demandadora de mão-de-obra, contribuindo dessa forma para o aumento da produção chinesa. diferença entre os custos financeiros interno e externo, facilitando as importações de fibra, fios e tecidos através de financiamentos a prazos superiores a 180 dias, ao passo que o prazo médio das compras internas é praticamente à vista. Concluindo, as perspectivas para a retomada da produção são ainda muito obscuras. Permanecendo a situação reinante ceteris-paribus, no limite, em alguns anos haverá a erradicação da cultura do rami no país. Vale ressaltar que, considerando um preço médio de US$ 1,02/kg em 1995, o valor da produção atual está orçada em apenas US$ 5 milhões. is12rami.doc 6 AO1/GESET2

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