Qualidade: Caminho para a competitividade

Tamanho: px
Começar a partir da página:

Download "Qualidade: Caminho para a competitividade"

Transcrição

1 Qualidade: Caminho para a competitividade

2 PRINCIPAIS PROBLEMAS NOS PROCESSOS DE: 1) Produção; 2) Colheita Mecanizada; 3) Beneficiamento; 4) Industrialização; 5) Comercialização e Exportação do Algodão Brasileiro.

3 1 - PRODUÇÃO 1.1) Variedades: É de grande importância que o produtor na escolha da variedade a ser semeada, além de observar o ciclo da planta, produtividade, resistência a pragas e rendimento de pluma, deverá também observar o potencial da qualidade intrínseca e extrínseca da mesma, afim de atender as necessidades da indústria têxtil. Por mais pura e melhorada que seja uma variedade, suas propriedades não serão necessariamente semelhantes, quando plantadas em lugares ou anos diferentes.

4 1.2) Área a ser cultivada: O tipo de solo é fator influente na qualidade da fibra, sendo determinante para o desenvolvimento da planta, impactando diretamente na cor do algodão. Portanto deve-se observar a correção do solo para se obter um bom desenvolvimento da planta. 1.3) Tratos Culturais: A presença de pragas e doenças no período de desenvolvimento da planta, ocasionam problemas na qualidade. O bicudo pode vir a inviabilizar a cultura, o pulgão e a mosca branca causam a contaminação por caramelização na fibra, a presença de plantas daninhas causam contaminação por impurezas. Portanto na produção da cultura do algodão, o produtor deverá cuidar de forma eficaz de todas as etapas no desenvolvimento da planta, para garantir uma fibra de qualidade.

5 1.4) Fatores Climáticos: A qualidade da fibra, esta diretamente ligada a distribuição regular da chuvas, conforme a necessidade da planta. A falta ou excesso de chuvas, ocasionam perda de produtividade, afetam a qualidade extrínseca, manchando a fibra, alterando a sua cor e elevando o grau de impurezas, além de prejudicar a qualidade intrínseca, tais como, comprimento, resistência e micronaire.

6 2 - COLHEITA MECANIZADA 2.1) Impurezas: O processo de colheita mecanizada, afeta diretamente a qualidade extrínseca da fibra, a depender da velocidade e regulagem das placas, aumenta-se o grau de impurezas e formação de neps (emaranhado de fibras). 2.2) O horário de colheita: Impacta na perda de brilho na cor do algodão, devido a umidade da fibra (sereno). 2.3) Característica Intrínseca: A colheita do algodão imaturo ocasiona elevados índices de fibras curtas, consequentemente comprimentos baixos, o que prejudica a qualidade. Portanto deve-se observar o ciclo da planta.

7 3) BENEFICIAMENTO Misturar fardos de algodão em capulho de fazendas, talhões e variedades distintas, no beneficiamento, ocasionam variações e heterogeneidade nos parâmetros de qualidade do algodão, assim como regulagens das máquinas, gestão da umidade do algodão em caroço, para se obter uma limpeza com maior eficiência e menor agressão no processo de descaroçamento. Portanto todos os pontos do processo de beneficiamento, devem ser criteriosamente acompanhados, com o objetivo de se obter maior qualidade da fibra. Gerir a regulagem das máquinas e a umidade do algodão em caroço, obtendo algodão com menor índice de impureza, melhor uniformidade no comprimento e consequentemente reduzindo o teor de fibras curtas.

8 4) INDUSTRIALIZAÇÃO A indústria ao adquirir a matéria prima, preza pela qualidade da fibra, a depender do seu produto final manufaturado, diante a isso a exigência dos critérios de qualidade podem variar. As Principais características da fibra, exigidos pela indústria têxtil são comprimento, uniformidade, micronaire, resistência, cor e grau de impureza. Entre os maiores problemas citados pela indústria, está relacionado ao índice de fibras curtas, e contaminação por caramelização. A fim de atender essas exigências de qualidade, o produtor deve acompanhar e observar os principais pontos no plantio, colheita e beneficiamento.

9 5) COMERCIALIZAÇÃO E EXPORTAÇÃO DO ALGODÃO BRASILEIRO Na comercialização da pluma, sempre são exigidos algodão de boa qualidade, porém no cenário ao qual a produção esta sujeita, nem sempre o produtor consegue fornecer a matéria prima com a qualidade exigida pelo mercado, contudo, quando consegue produzir uma fibra de qualidade superior á exigida, normalmente não é remunerado para tal Essas situações ocorrem a diversos fatores: Situação do mercado do ano vigente, onde a oferta de algodão está mais escassa, aumenta-se o seu valor de mercado, e diminuindo as exigências de qualidade, quando há falta de algodão, tende a diminuir o seu valor, e aumentar a exigência em relação a qualidade.

10 Devido a grande parte da produção, ainda ser emblocada somente pela classificação visual, ao se realizar a classificação intrínseca deste algodão, ocorre uma variação ao ponto de alguns fardos não atenderem as exigências de qualidade, desta forma acarretando em deságios da pluma. A qualidade da fibra de algodão é de extrema importância para a competitividade com as fibras sintéticas no mercado mundial. Para que o produtor seja incentivado a produzir algodão de qualidade superior, o mercado deve praticar uma melhor remuneração, a fim de cobrir os riscos na produção.

11 Utilizar a pratica de emblocamento pela característica intrínseca da fibra, apresentando lotes com maior uniformidade e qualidade, segregando fardos com alta qualidade. Como um participante deste mercado, o Brasil precisa se posicionar como fornecedor confiável, firmar contratos antecipados cumprindo prazos com as indústrias têxteis, visando produzir fibra de boa qualidade.

12 OBRIGADO! Celestino Zanella Presidente da Abapa

CAUSAS DA PRODUÇÃO DE FIBRAS CURTAS NAS FAZENDAS

CAUSAS DA PRODUÇÃO DE FIBRAS CURTAS NAS FAZENDAS CAUSAS DA PRODUÇÃO DE FIBRAS CURTAS NAS FAZENDAS Eleusio Curvelo Freire - Cotton Consultoria Wat sap 83-981555398 O QUE SE CONSIDERA FIBRAS CURTAS E COMO AVALIAR O índice ou conteudo de fibras curtas (SFI

Leia mais

Estratégias de colheita e beneficiamento para fibra de alta qualidade Engº Agrônomo Édio Brunetta Dir. Agroindustrial Grupo Itaquerê

Estratégias de colheita e beneficiamento para fibra de alta qualidade Engº Agrônomo Édio Brunetta Dir. Agroindustrial Grupo Itaquerê Estratégias de colheita e beneficiamento para fibra de alta qualidade Engº Agrônomo Édio Brunetta Dir. Agroindustrial Grupo Itaquerê Introdução: A qualidade da fibra do algodão é influenciada direta e

Leia mais

VIABILIDADE FITOTÉCNICA DO ALGODÃO ADENSADO. Valdinei Sofiatti Pesquisador da Embrapa Algodão

VIABILIDADE FITOTÉCNICA DO ALGODÃO ADENSADO. Valdinei Sofiatti Pesquisador da Embrapa Algodão VIABILIDADE FITOTÉCNICA DO ALGODÃO ADENSADO Valdinei Sofiatti Pesquisador da Embrapa Algodão O sistema de cultivo adensado Consiste no plantio de algodão em fileiras com espaçamentos menores de 0,76 metros

Leia mais

CIRCULAR TÉCNICA. Jean Louis Belot 1, Sergio Gonçalves Dutra 2

CIRCULAR TÉCNICA. Jean Louis Belot 1, Sergio Gonçalves Dutra 2 CIRCULAR TÉCNICA Nº18 / 2015 Junho de 2015 Publicação de difusão científica e tecnológica editada pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e dirigida a profissionais envolvidos com o cultivo e

Leia mais

O PROBLEMA CAUSADO PELO CAULE DO ALGODÃO PARA A INDÚSTRIA. José Antônio Sestren 1 ; Carlos Alfredo Krutzsch 2

O PROBLEMA CAUSADO PELO CAULE DO ALGODÃO PARA A INDÚSTRIA. José Antônio Sestren 1 ; Carlos Alfredo Krutzsch 2 Página 1890 O PROBLEMA CAUSADO PELO CAULE DO ALGODÃO PARA A INDÚSTRIA José Antônio Sestren 1 ; Carlos Alfredo Krutzsch 2 1. (FBET - Fundação Blumenauense de Estudos Têxteis / e-mail: [email protected];

Leia mais

Boas Práticas Agrícolas no MS. Eng. Agrônomo Rubem Cesar Staudt. Astecplan Ltda

Boas Práticas Agrícolas no MS. Eng. Agrônomo Rubem Cesar Staudt. Astecplan Ltda Boas Práticas Agrícolas no MS Eng. Agrônomo Rubem Cesar Staudt Astecplan Ltda Atua desde 1997, na região dos Chapadões MS e GO; Atende áreas no MS ( Sede ), GO e MT; Foco em algodão, soja e milho; Área

Leia mais

Melhoria do Processo e das Práticas de Beneficiamento de Algodão no Brasil

Melhoria do Processo e das Práticas de Beneficiamento de Algodão no Brasil Melhoria do Processo e das Práticas de Beneficiamento de Algodão no Brasil Jean-Luc Chanselme, COTIMES Paulo Vicente Ribas, UNICOTTON Bruno Bachelier, CIRAD 1 Projeto: Apoio: FACUAL FIALGO Elaboração e

Leia mais

Plantio de Algodão Ultra-Estreito - : Experiência do Grupo Itaquerê Engº Agrônomo Eurico Brunetta Dir. Agroindustrial Grupo Itaquerê

Plantio de Algodão Ultra-Estreito - : Experiência do Grupo Itaquerê Engº Agrônomo Eurico Brunetta Dir. Agroindustrial Grupo Itaquerê Plantio de Algodão Ultra-Estreito - : Experiência do Grupo Itaquerê Engº Agrônomo Eurico Brunetta Dir. Agroindustrial Grupo Itaquerê A determinação da população de plantas é uma prática cultural de grande

Leia mais

PEGAJOSIDADE NO ALGODÃO

PEGAJOSIDADE NO ALGODÃO PEGAJOSIDADE NO ALGODÃO Causas, efeitos e prevenções. Glauco Andrade Luiz Modesto Jr. +55(31) 9213-8171 + 55(11) 9189-0505 [email protected] [email protected]

Leia mais

Capulhos com fibra em plantação de algodão. (Foto: José Medeiros)

Capulhos com fibra em plantação de algodão. (Foto: José Medeiros) CIRCULAR TÉCNICA Nº23 / 2016 Março de 2016 Publicação periódica de difusão científica e tecnológica editada pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e dirigida a profissionais envolvidos com o

Leia mais

ANÁLISE EXATA CLASSIFICAÇÃO PADRÃO O SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO E ANÁLISE DA FIBRA

ANÁLISE EXATA CLASSIFICAÇÃO PADRÃO O SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO E ANÁLISE DA FIBRA USTER HVI 1000 ANÁLISE EXATA CLASSIFICAÇÃO PADRÃO O SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO E ANÁLISE DA FIBRA USTER HVI 1000 PRINCIPAIS FATOS EM SÍNTESE Padrão mundial para a classificação do algodão. Mais alta produtividade

Leia mais

ÉPOCAS DE PLANTIO DO ALGODOEIRO HERBÁCEO DE CICLO PRECOCE NO MUNICÍPIO DE UBERABA, MG *

ÉPOCAS DE PLANTIO DO ALGODOEIRO HERBÁCEO DE CICLO PRECOCE NO MUNICÍPIO DE UBERABA, MG * ÉPOCAS DE PLANTIO DO ALGODOEIRO HERBÁCEO DE CICLO PRECOCE NO MUNICÍPIO DE UBERABA, MG * Julio Pedro Laca-Buendía 1, Joel Fallieri 2, Julio C. Viglioni Penna 3, Bruno B. de Oliveira 4, Petrônio J. da Silva

Leia mais

Problemas da Qualidade do Algodão Brasileiro

Problemas da Qualidade do Algodão Brasileiro Problemas da Qualidade do Algodão Brasileiro Efeitos Positivos e Negativos do Beneficiamento na Qualidade do Algodão Daniel E. González Lummus Corporation Alguns conceitos básicos A melhor fibra de algodão

Leia mais

Programa de Qualidade da Fibra de Algodão no Estado de Mato Grosso

Programa de Qualidade da Fibra de Algodão no Estado de Mato Grosso Programa de Qualidade da Fibra de Algodão no Estado de Mato Grosso Projeto AMPA/ IMAmt- Financiamento IBA Jean Louis Belot Sergio Gonçalves Dutra FIBRA PARA QUAL MERCADO? MERCADO INTERNACIONAL Paises asiáticos

Leia mais

MELHORES PRATICAS DE MANEJO DO ALGODÃO NO BRASIL

MELHORES PRATICAS DE MANEJO DO ALGODÃO NO BRASIL MELHORES PRATICAS DE MANEJO DO ALGODÃO NO BRASIL Eleusio Curvelo Freire - Cotton Consultoria Wat sap 83-981555398 POR QUE USAR MELHORES PRATICAS DE MANEJO NO BRASIL? ASPECTOS TECNICOS Reduzir disparidades

Leia mais

A influência do adensamento sobre a produtividade e a qualidade da fibra Liv Soares Severino Pesquisador da Embrapa Algodão

A influência do adensamento sobre a produtividade e a qualidade da fibra Liv Soares Severino Pesquisador da Embrapa Algodão A influência do adensamento sobre a produtividade e a qualidade da fibra Liv Soares Severino Pesquisador da Embrapa Algodão Palestra para o V Congresso Brasileiro de Algodão, Salvador, Agosto de 2005 O

Leia mais

EFEITO DE GENÓTIPOS E DO AMBIENTE NA FORMAÇÃO DE NEPS NA FIBRA DE ALGODÃO 1

EFEITO DE GENÓTIPOS E DO AMBIENTE NA FORMAÇÃO DE NEPS NA FIBRA DE ALGODÃO 1 Página 1884 EFEITO DE GENÓTIPOS E DO AMBIENTE NA FORMAÇÃO DE NEPS NA FIBRA DE ALGODÃO 1 Julio Isao Kondo 1 ; Milton Geraldo Fuzatto 1 ; Edivaldo Cia 1 ; Luiz Henrique Carvalho 1 ; Rose Marry Araujo Gondim

Leia mais

Algodão em Pluma. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Algodão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Algodão em Pluma. Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Algodão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Algodão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Algodão em Pluma Odilon Reny Ribeiro Ferreira da Silva Valdinei Sofiatti Waltemilton Vieira

Leia mais

BENEFICIAMENTO DE ALGODÃO ORGÂNICO NO AGRESTE PARAIBANO

BENEFICIAMENTO DE ALGODÃO ORGÂNICO NO AGRESTE PARAIBANO Página 50 BENEFICIAMENTO DE ALGODÃO ORGÂNICO NO AGRESTE PARAIBANO Izabel Cristina da Silva Santos (Arribaçã / [email protected]), José Sales Alves Wanderley Júnior (EMATER/PB), Fabiana do Nascimento

Leia mais

QUALIDADE DE SEMENTES CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DAS SEMENTES QUALIDADE DE SEMENTES 1. PUREZA GENÉTICA. Sementes geneticamente puras

QUALIDADE DE SEMENTES CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DAS SEMENTES QUALIDADE DE SEMENTES 1. PUREZA GENÉTICA. Sementes geneticamente puras LPV - 0638: PRODUÇÃO DE SEMENTES CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DAS SEMENTES Julio Marcos Filho Departamento de Produção Vegetal USP/ESALQ INSTALAÇÃO DE CULTURAS Estrutura disponível Planejamento

Leia mais

AVALIAÇÃO TECNICA E ECONOMICA DAS NOVAS CULTIVARES DE ALGODÃO NO CERRADO DA BAHIA.

AVALIAÇÃO TECNICA E ECONOMICA DAS NOVAS CULTIVARES DE ALGODÃO NO CERRADO DA BAHIA. AVALIAÇÃO TECNICA E ECONOMICA DAS NOVAS CULTIVARES DE ALGODÃO NO CERRADO DA BAHIA. Eleusio Curvelo Freire - Cotton Consultoria Murilo Barros Pedroza Fundação BA Sergio Alberto Brentano - ABAPA EQUIPE DE

Leia mais

QUALIDADE DE SEMENTES CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DAS SEMENTES. Componentes:

QUALIDADE DE SEMENTES CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DAS SEMENTES. Componentes: LPV - 0638: PRODUÇÃO DE SEMENTES CARACTERÍSTICAS QUE AFETAM A QUALIDADE DAS SEMENTES Julio Marcos Filho Departamento de Produção Vegetal USP/ESALQ INSTALAÇÃO DE CULTURAS Planejamento Estrutura disponível

Leia mais

Problemas e Soluções nas áreas de Mecanização e Agricultura Precisão. Inserção da Mecanização na era DIGITAL

Problemas e Soluções nas áreas de Mecanização e Agricultura Precisão. Inserção da Mecanização na era DIGITAL Problemas e Soluções nas áreas de Mecanização e Agricultura Precisão Inserção da Mecanização na era DIGITAL Evolução da agricultura mundial Quando aprendemos técnicas de irrigação e o uso de fertilizantes

Leia mais

Estande em Cebola: fator fundamental para o sucesso do empreendimento.

Estande em Cebola: fator fundamental para o sucesso do empreendimento. Estande em Cebola: fator fundamental para o sucesso do empreendimento. Nuno R. Madeira e Valter R. Oliveira 1 O sucesso na produção de cebola depende de vários fatores, a começar pela escolha da variedade,

Leia mais

ÉPOCAS DE PLANTIO DO ALGODOEIRO HERBÁCEO DE CICLO PRECOCE PARA A REGIÃO DO PONTAL DO TRIÂNGULO MINEIRO

ÉPOCAS DE PLANTIO DO ALGODOEIRO HERBÁCEO DE CICLO PRECOCE PARA A REGIÃO DO PONTAL DO TRIÂNGULO MINEIRO ÉPOCAS DE PLANTIO DO ALGODOEIRO HERBÁCEO DE CICLO PRECOCE PARA A REGIÃO DO PONTAL DO TRIÂNGULO MINEIRO Julio Pedro Laca-Buendía 1, Joel Fallieri 2, Paulo de Oliveira 3 Luiz Cardoso Neto 4 Petrônio José

Leia mais

FiberMax. Mais que um detalhe: uma genética de fibra.

FiberMax. Mais que um detalhe: uma genética de fibra. FiberMax. Mais que um detalhe: uma genética de fibra. Requisitos para o cultivo de algodoeiro GlyTol LibertyLink, além de boas práticas de manejo integrado de plantas daninhas. Cap 1: Descrição do Produto

Leia mais

LINHAGENS FINAIS DE ALGODÃO DE FIBRAS MÉDIAS E LONGAS NO CERRADO DA BAHIA, SAFRA

LINHAGENS FINAIS DE ALGODÃO DE FIBRAS MÉDIAS E LONGAS NO CERRADO DA BAHIA, SAFRA Página 1417 LINHAGENS FINAIS DE ALGODÃO DE FIBRAS MÉDIAS E LONGAS NO CERRADO DA BAHIA, SAFRA 200910. 1 Murilo Barros Pedrosa 1 ; Nelson Dias Suassuna 2, Camilo de Lelis Morello 2 ; Eleusio Curvelo Freire

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO JUNHO DE 2017

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO JUNHO DE 2017 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO JUNHO DE 2017 O DEPEC BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por suas

Leia mais

AVALIAÇÃO E ANÁLISE DE PERDAS NA COLHEITA DA CULTURA DO ALGODÃO NA REGIÃO SUDESTE DO ESTADO DE MATO GROSSO *

AVALIAÇÃO E ANÁLISE DE PERDAS NA COLHEITA DA CULTURA DO ALGODÃO NA REGIÃO SUDESTE DO ESTADO DE MATO GROSSO * AVALIAÇÃO E ANÁLISE DE PERDAS NA COLHEITA DA CULTURA DO ALGODÃO NA REGIÃO SUDESTE DO ESTADO DE MATO GROSSO * Alessandro Ferronato (1), Luiz Carlos Pereira (2), Luiz Duarte Silva Júnior (3), Elke Leite

Leia mais

CULTIVARES DE ALGODÃO TMG. Eduardo M. Kawakami

CULTIVARES DE ALGODÃO TMG. Eduardo M. Kawakami CULTIVARES DE ALGODÃO TMG Eduardo M. Kawakami O B J E T I V O Melhoramento Genético Desenvolver cultivares de algodão para as condições do cerrado brasileiro. D E S D E 1 9 9 6 AT R I B U T O S Em foco

Leia mais

Condomínio Agrícola SANTA IZABEL. A TECNOLOGIA DE MBPs

Condomínio Agrícola SANTA IZABEL. A TECNOLOGIA DE MBPs Condomínio Agrícola SANTA IZABEL II Simpósio STAB sobre plantas daninhas em cana-de-açúcar Manejo químico de plantas daninhas e a s A TECNOLOGIA DE MBPs Tendências utilizadas por produtores UNESP - 02

Leia mais

Estimativas e Desempenho de Variedades. Eng. Agr. Jose Carlos Salata

Estimativas e Desempenho de Variedades. Eng. Agr. Jose Carlos Salata Estimativas e Desempenho de Variedades Eng. Agr. Jose Carlos Salata Estimativa de Cana Identificando o Canavial Banco de Dados das Áreas (Própria/Fornecedor) Fazenda Lote Talhão Área Estágio Variedade

Leia mais

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO DEZEMBRO DE 2016

DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO DEZEMBRO DE 2016 DEPEC Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos ALGODÃO DEZEMBRO DE 2016 O DEPEC BRADESCO não se responsabiliza por quaisquer atos/decisões tomadas com base nas informações disponibilizadas por suas

Leia mais

V Congresso Brasileiro de Algoão Sala 10 Classificação do Algodão

V Congresso Brasileiro de Algoão Sala 10 Classificação do Algodão V Congresso Brasileiro de Algoão Sala 10 Classificação do Algodão Slide 1 Sistema decomercialização de algodão no mercado internacional Othmar J. Suppiger Uster Technologies Sulamericana Ltda. São Paulo

Leia mais

PROGRAMA FITOSSANITÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL INFORMATIVO Nº 108. Este informativo não representa o endosso da AMPASUL para nenhum produto ou marca.

PROGRAMA FITOSSANITÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL INFORMATIVO Nº 108. Este informativo não representa o endosso da AMPASUL para nenhum produto ou marca. PROGRAMA FITOSSANITÁRIO DE MATO GROSSO DO SUL RELATÓRIO DE 23 DE FEVEREIRO A 9 DE MARÇO DE 2015 INFORMATIVO Nº 108 1 Neste período foi realizada mais uma rodada de reuniões dos GTA (Grupo de Trabalho do

Leia mais

PRODUTIVIDADE E COMPONENTES DE PRODUÇÃO DE ALGODOEIRO EM FUNÇÃO DO CULTIVAR EM CHAPADÃO DO SUL - MS 1. Priscila Maria Silva Francisco

PRODUTIVIDADE E COMPONENTES DE PRODUÇÃO DE ALGODOEIRO EM FUNÇÃO DO CULTIVAR EM CHAPADÃO DO SUL - MS 1. Priscila Maria Silva Francisco Página 1075 PRODUTIVIDADE E COMPONENTES DE PRODUÇÃO DE ALGODOEIRO EM FUNÇÃO DO CULTIVAR EM CHAPADÃO DO SUL - MS 1 Jefferson Luis Anselmo 1 ; Denis Santiago da Costa; Thiago Zago Leonel; Fábio da Silva

Leia mais

7 Consórcio. Dino Magalhães Soares Tomás de Aquino Portes

7 Consórcio. Dino Magalhães Soares Tomás de Aquino Portes 7 Consórcio Dino Magalhães Soares Tomás de Aquino Portes 153 Desde quando o consórcio é utilizado no Brasil? O cultivo em consórcio é empregado, na prática, no Brasil, há muito tempo, mas, só a partir

Leia mais

Oportunidades Para o Aumento da Produtividade na Agro-Indústria de Cana-de-Açúcar

Oportunidades Para o Aumento da Produtividade na Agro-Indústria de Cana-de-Açúcar Oportunidades Para o Aumento da Produtividade na Agro-Indústria de Cana-de-Açúcar Terceiro Seminário Internacional Uso Eficiente do Etanol Manoel Regis L.V. Leal CTBE/CNPEM Laboratório Nacional de Ciência

Leia mais

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS EM ÁREAS DE RENOVAÇÃO DE CANAVIAIS: VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA, POTENCIAL DE PRODUÇÃO E RESPONSABILIDADE SOCIAL.

PRODUÇÃO DE ALIMENTOS EM ÁREAS DE RENOVAÇÃO DE CANAVIAIS: VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA, POTENCIAL DE PRODUÇÃO E RESPONSABILIDADE SOCIAL. PRODUÇÃO DE ALIMENTOS EM ÁREAS DE RENOVAÇÃO DE CANAVIAIS: VIABILIDADE TÉCNICA E ECONÔMICA, POTENCIAL DE PRODUÇÃO E RESPONSABILIDADE SOCIAL. São Paulo, 17/04/07 Silvio Borsari Filho 1 AGRADECIMENTOS é a

Leia mais

ADUBAÇÃO NPK DO ALGODOEIRO ADENSADO DE SAFRINHA NO CERRADO DE GOIÁS *1 INTRODUÇÃO

ADUBAÇÃO NPK DO ALGODOEIRO ADENSADO DE SAFRINHA NO CERRADO DE GOIÁS *1 INTRODUÇÃO Página 1495 ADUBAÇÃO NPK DO ALGODOEIRO ADENSADO DE SAFRINHA NO CERRADO DE GOIÁS *1 Maria da Conceição Santana Carvalho 1 ; Alexandre Cunha de Barcellos Ferreira 2 ; Ana Luiza Borin 2 1 Embrapa Arroz e

Leia mais

IRGA 424 OPÇÃO DE PRODUTIVIDADE

IRGA 424 OPÇÃO DE PRODUTIVIDADE IRGA 424 OPÇÃO DE PRODUTIVIDADE A IRGA 424 apresenta como diferencial o alto potencial produtivo, responde muito bem ao manejo e às altas adubações. Origem: cruzamento IRGA 370-42-1-1F-B5/BR IRGA 410//IRGA

Leia mais

Uso de Maturadores e Desfolhantes visando fibras de qualidade

Uso de Maturadores e Desfolhantes visando fibras de qualidade Uso de Maturadores e Desfolhantes visando fibras de qualidade Juan A. Landivar e Saul Martus Delta and Pine Land-Internacional e MDM Algodão Uberlândia, Brasil Introdução O algodoeiro é uma planta perene

Leia mais

11. Colheita, Beneficiamento e Classificação do Arroz

11. Colheita, Beneficiamento e Classificação do Arroz 11. Colheita, Beneficiamento e Classificação do Arroz COLHEITA Ponto de colheita: Critério visual 2/3 do ápice os grãos vítreos 1/3 da base de grãos farináceos Critério técnico determinação da umidade

Leia mais

POPULAÇÃO DE PLANTIO DE ALGODÃO PARA O OESTE BAIANO

POPULAÇÃO DE PLANTIO DE ALGODÃO PARA O OESTE BAIANO POPULAÇÃO DE PLANTIO DE ALGODÃO PARA O OESTE BAIANO Liv Soares Severino 1 ; João Luís da Silva Filho 1 ; João Batista dos Santos 2 ; Arnaldo Rocha de Alencar 1. (1)Embrapa Algodão: e-mail [email protected]

Leia mais

CIRCULAR TÉCNICA. Vazio sanitário do algodoeiro em Mato Grosso: principais pontos da Instrução Normativa 001/2016 do INDEA-MT

CIRCULAR TÉCNICA. Vazio sanitário do algodoeiro em Mato Grosso: principais pontos da Instrução Normativa 001/2016 do INDEA-MT CIRCULAR TÉCNICA Nº24 / 2016 Julho de 2016 Publicação periódica de difusão científica e tecnológica editada pelo Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt) e dirigida a profissionais envolvidos com o

Leia mais

A cadeia produtiva do Algodão brasileiro

A cadeia produtiva do Algodão brasileiro A cadeia produtiva do Algodão brasileiro A CADEIA DO ALGODÃO BRASILEIRO: Desafios e Estratégias A CADEIA DO ALGODÃO BRASILEIRO Queda e reconstrução A CADEIA DO ALGODÃO BRASILEIRO No início da década de

Leia mais

UM PROGRAMA COMPLETO PARA CONTROLAR AS DANINHAS RESISTENTES.

UM PROGRAMA COMPLETO PARA CONTROLAR AS DANINHAS RESISTENTES. UM PROGRAMA COMPLETO PARA CONTROLAR AS DANINHAS RESISTENTES. LAVOURA LIMPA Nos últimos 10 anos, as plantas daninhas vêm desenvolvendo cada vez mais resistência aos métodos comuns de controle. O glifosato

Leia mais

RESPOSTA ECONÔMICA DA CULTURA DO ALGODOEIRO A DOSES DE FERTILIZANTES *

RESPOSTA ECONÔMICA DA CULTURA DO ALGODOEIRO A DOSES DE FERTILIZANTES * RESPOSTA ECONÔMICA DA CULTURA DO ALGODOEIRO A DOSES DE FERTILIZANTES * Luiz Alberto Staut (1), Fernando Mendes Lamas (1), Geraldo Augusto de Melo Filho (1), Roberto dos Anjos Reis Júnior (2) ; (1) Embrapa

Leia mais

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Algodão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Algodão. Volume 1

Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Algodão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Algodão. Volume 1 Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Embrapa Algodão Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento O Agronegócio do Algodão no Brasil 2 a edição revista e ampliada Volume 1 Napoleão Esberard

Leia mais

CAPÍTULO 3 - AGROPECUÁRIA E AGRONEGÓCIO PROFESSOR LEONAM JUNIOR COLÉGIO ARI DE SÁ 7º ANO

CAPÍTULO 3 - AGROPECUÁRIA E AGRONEGÓCIO PROFESSOR LEONAM JUNIOR COLÉGIO ARI DE SÁ 7º ANO CAPÍTULO 3 - AGROPECUÁRIA E AGRONEGÓCIO PROFESSOR LEONAM JUNIOR COLÉGIO ARI DE SÁ 7º ANO QUEM SÃO OS TRABALHADORES BRASILEIROS E ONDE DESENVOLVEM SUAS ATIVIDADES ECONÔMICAS P. 37 PEA do Brasil: 100 milhões

Leia mais

A QUALIDADE DO ALGODÃO NÃO ACONTECE POR ACASO

A QUALIDADE DO ALGODÃO NÃO ACONTECE POR ACASO Uberlândia - 13 a 16 de agosto de 2007 A QUALIDADE NÃO ACONTECE POR ACASO Luiz Carlos Rodrigues Presidente da Busa CONGRESSO A BUSA HOJE Mais de 50 anos de história; Visão de futuro, dedicação e pioneirismo;

Leia mais

Eduardo Magalhães/BA - Setembro/2017

Eduardo Magalhães/BA - Setembro/2017 02 Luís Eduardo Magalhães/BA - Setembro/2017 Circular Técnica Autores Eleusio Curvelo Freire Engº. Agron. Cotton Consultoria Murilo Barros Pedrosa Pesquisador Fundação Bahia Marlon Edirceu Friedrich Engº.

Leia mais

Armazenamento e Beneficiamento de Grãos

Armazenamento e Beneficiamento de Grãos Armazenamento e Beneficiamento de Grãos Máquinas de beneficiamento de grãos Maurício Augusto Leite Importância Retirada de sementes, grãos imaturos, rachados, partidos, ervas daninhas, material inerte,

Leia mais

TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO AGRICULTURA I IFSC CÂMPUS LAGES CULTURA DO FEIJÃO

TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO AGRICULTURA I IFSC CÂMPUS LAGES CULTURA DO FEIJÃO TÉCNICO EM AGRONEGÓCIO AGRICULTURA I IFSC CÂMPUS LAGES CULTURA DO FEIJÃO 1. IMPORTÂNCIA ECONÔMICA No mercado mundial de feijão circulam, anualmente, cerca de 24 milhões de toneladas da leguminosa. O

Leia mais

Lançamento Soja marca Pioneer no Sul do Brasil. Ricardo B. Zottis Ger. Produto RS/SC

Lançamento Soja marca Pioneer no Sul do Brasil. Ricardo B. Zottis Ger. Produto RS/SC Lançamento Soja marca Pioneer no Sul do Brasil Ricardo B. Zottis Ger. Produto RS/SC Agenda 1. Histórico Soja marca Pioneer 2. Pesquisa Soja Brasil 3. Qualidade das Sementes DuPont Pioneer 4. Cultivares

Leia mais

Qualidade da matéria-prima Planejamento e setorização da agroindústria da cana-de-açúcar

Qualidade da matéria-prima Planejamento e setorização da agroindústria da cana-de-açúcar Universidade de São Paulo USP Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz Esalq Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição - LAN Açúcar e Álcool - LAN 1458 Qualidade da matéria-prima Planejamento

Leia mais

Produção de bioetanol de cana

Produção de bioetanol de cana Produção de bioetanol de cana Prof. Me. Hanniel Freitas IFRN Prof. Me. Hanniel Freitas (IFRN) Produção de bioetanol de cana 1 / 16 Afinal, o que é o etanol? Prof. Me. Hanniel Freitas (IFRN) Produção de

Leia mais