História PM Teoria e Exercícios
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- Maria Marinho Carvalhal
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1 Aula 00 História Soldado Teoria e Exercícios Apresentação do Edital e do Cronograma de Aulas Professor: Blenda Lara 1
2 Aula 00 Aula Demonstrativa Aula Conteúdo Programático Data 00 HISTÓRIA GERAL: 1. Primeira Guerra Mundial. 06/ HISTÓRIA GERAL: 2. O nazi-fascismo e a Segunda Guerra Mundial. 3. A Guerra Fria. 4. Globalização e as políticas neoliberais. HISTÓRIA DO BRASIL: 1. Canudos. 2. Cabanagem. 3. A Revolução de 1930 e a Era Vargas HISTÓRIA DO BRASIL: 1. A estrutura política e os movimentos sociais no período militar. 2. A abertura política a redemocratização do Brasil. As Constituições Republicanas. 09/07 15/07 20/07 Tópicos da Aula 1. Apresentação do Curso Primeira Guerra Mundial Antecedentes Imperialismo África Ásia A Rivalidade Anglo-germânica O revanchismo francês A Política de Alianças A corrida armamentista A crise marroquina A questão balcânica Causa imediata: o incidente em Sarajevo Os anos da Guerra A Guerra de Movimentos (1914) A Guerra de Trincheiras ( ) O Desfecho (1917/1918) Os Tratados de Paz Conseqüências da Guerra Exercícios Apresentação do Curso 2
3 Olá, pessoal! Tudo bem? Meu nome é Blenda Lara e juntos vamos enfrentar o desafio de se preparar para o Concurso da Polícia Militar na disciplina de História!! Sou professora de Direito Internacional, Relações Internacionais e Política Internacional desde 2003 e, nesses anos todos, angariei experiência acadêmica em cursos de graduação, pós-graduação e em cursinhos preparatórios para concurso. Tenho mestrado em Direito Internacional pela Universidade Federal de Minas Gerais e diversas pesquisas nas áreas de Direito Internacional, Relações Internacionais, História das Relações Internacionais, Política Internacional e Direitos Humanos. Por meio de concurso, trabalhei no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Então, depois desse nosso conhecimento inicial, meu amigo, se assim me permite chamar, vamos ao que interessa! Antes de iniciar sua preparação, vale ler o edital passado com tranquilidade, aquele que todo mundo quase sempre despreza antes de começar a se preparar Ler o edital passado serve e muito para você traçar suas estratégias de prova, organizar seu tempo, redigir seus resumos, agendar suas revisões e etc! Vamos, então, ao nosso conteúdo de História! 2. Primeira Guerra Mundial 3
4 2.1. Antecedentes De 1870 a 1914, os países europeus passaram por bruscas transformações, que resultaram em constantes sobressaltos no equilíbrio de suas relações e, por via de conseqüência, no conflito. Um grupo de quatro a seis países mais relevantes da Europa firmavam ou rompiam alianças de acordo com seus interesses, mas em períodos de paz, esses países raramente se colocavam em campos opostos. Cada uma das causas desse período foi avaliada por historiadores e apresentam um motivo para a conflagração do conflito que teve como estopim o assassinato do Arqueduque Francisco Ferdinando. Vejamos cada uma das causas da I Guerra e que seja ressaltado: TODAS SAO EXPLORADAS EM PROVA! Imperialismo Embora se buscasse motivos nobres para a expansão imperialista, o desejo de se apossar dessas regiões era o fator determinante. A Revolução Industrial, que teve início na Inglaterra no século XVIII, atinge no século XIX (Segunda Revolução Industrial), algumas outras nações européias capitalistas como a França, a Alemanha e os EUA especialmente. Máquinas mais potentes, com materiais mais resistentes (aço) e impulsionadas por novas fontes de energia (eletricidade, combustíveis fósseis), produziram melhores mercadorias e em maior quantidade, as quais precisavam de mercado consumidor para serem escoadas. Os meios de transporte (automóveis, trens elétricos, navios movidos a óleo diesel) estavam cada vez mais velozes. Além disso, as comunicações passaram por muitas transformações, que, juntamente com a melhoria dos transportes, encurtaram as distâncias à época. Assim como os mercados encurtaram, os capitais excedentes também precisavam de um local para serem aplicados. Com isso, a concorrência aumenta de forma agressiva: empresas passaram a concentrar suas atividades como forma de resistir a essa pressão. Como resultado, surgiram os trustes (megaempresas resultantes de fusões e absorções) holdings (onde uma empresa central controla várias outras subsidiárias), os cartéis (as empresas de um mesmo ramo repartem áreas de venda, fases da produção com o 4
5 objetivo de influenciar no preço final do produto). Com essas estruturas de mercado, o pequeno produtor não tinha mais lugar. Do mesmo modo, a Europa tornou-se território pequeno para esse capital. Como solução buscaram anexar regiões além-mar, o que criou monopólios não sujeitos às regras do livre comércio, permitindo uma fonte de matérias-primas e mão-de-obra abundante. O liberalismo do século XIX cede lugar a um neocolonialismo. A essa época, a África e a Ásia, ainda inexploradas até então, serviram de espaço para escoamento da situação econômica advinda da rápida industrialização no continente europeu. Um outro fator que é apontado por historiadores diz respeito ao crescimento demográfico na Europa, que implicou na necessidade de novas áreas para alocar essa população excedente. Todas essas intenções econômicas foram camufladas em uma falsa missão humanitária dos europeus em relação a esses continentes. Como no colonialismo dos séculos anteriores, nesse se desconsiderava a população aborígene, a qual era vista como inferior, com base em estudos de pensadores como H. Spencer, que acreditavam que a teoria de Charles Darwin da seleção natural das espécies poderia ser aplicada a seres humanos. Nesse espírito de desrespeito à população local, as potências lançaram-se à conquista de novos espaços. Vejamos os principais fatos em relação a cada uma das regiões! África A partilha do continente africano fora decidida na Conferência de Berlim, ocorrida entre Com o objetivo de evitar confrontos, quatorze países europeus e EUA e Rússia decidiram uma divisão dos domínios coloniais na África. Na realidade, não se conseguiu evitar o predomínio inglês e francês na conferência e isso provocou ressentimentos e acirrou disputas. Possessões acertadas para cada um após a Conferência: França: consolidou domínio sobre a Tunísia, o Sudão, a Argélia, o Marrocos, a ilha de Madagáscar e a Somália. Domínio comum com a Inglaterra sobre o Egito. 5
6 Inglaterra: suas posses iam do Mediterrâneo até o extremo sul do continente (ampliou suas possessões durante a conferencia). Domínio comum com a França sobre o Egito. Bélgica: consolidou seu domínio sobre o Congo (depois o Zaire, hoje denominada de República do Congo) Alemanha: unificou-se tardiamente, consolidaram seus domínios sobre o Camarões, o sudeste e o Oriente da África e o Togo Itália: unificou-se tardiamente e anexou apenas parte da atual Líbia, a Eritreia e a Somália. As áreas italianas e alemãs tinham importância estratégica e econômica menor. Essa partilha da África teve para o continente o efeito de acirrar as disputas étnicas internas e fizeram os africanos ficarem à mercê dos europeus Ásia No caso da Ásia, essa já era conhecida dos europeus, desde a expansão marítima dos séculos XV e XVI. A relação entre eles se limitava ao aspecto mercantil. Companhias de comércio atuavam na região, cuidando especialmente do lucrativo comércio de especiarias. Como a Ásia era rica e populosa, aguçou a cobiça das potências imperialistas. No caso específico da Índia, as rivalidades e diversidade internas ajudaram a Inglaterra a ter um domínio quase que absoluto sobre esse país. Várias medidas foram tomadas no campo econômico, os ingleses confiscaram propriedades e suprimiram a servidão para gerar mão-de-obra assalariada, por exemplo. Além disso, incentivaram a produção de matéria-prima que se prestava à indústria têxtil britânica, tais como a juta, o cânhamo e o algodão. O artesanato nativo foi levado à falência em função de novas taxas alfandegárias que tornaram mais baratos os tecidos ingleses. A consolidação do domínio inglês sobre a Índia transformou este último no maior fornecedor de algodão para as indústrias britânicas e, ao mesmo tempo, num importante mercado consumidor. Por outro lado, como conseqüência dessa política econômica imperalista, houve a desorganização da produção de gêneros de subsistência, que acarretou situações de fome e miséria extremas. No caso da China, esse império encontrava-se em situação delicada do ponto de vista político. Seu vasto território e possessões eram difíceis de serem administradas. A economia chinesa baseava-se na agricultura, mas a produção 6
7 de artigos de luxo (sedas, porcelanas, etc) tinha certa demanda na classe alta inglesa. Inclusive, por determinado período, os ingleses enfrentaram uma inédita balança comercial negativa com a China, causada pela aceitação dos produtos chineses na Inglaterra e pela não reciprocidade de aceitação no mercado chinês para os produtos ingleses. Como não conseguiram aumentar o comércio, utilizaram-se de ardis para provocar um conflito. O objeto desse ardil foi a venda de ópio. Havia muito os chineses tinham declarado sua oposição ao tráfico de ópio, todavia, não conseguiram controlar o tráfico. Em 1821, subiu ao trono chinês o imperador Daoguang que buscou por meio de medidas duras conter o tráfico e o consumo de ópio. As restrições feitas foram vistas pelo governo inglês como um sistemático atentado à liberdade de comércio. Após a destruição de um grande carregamento de ópio pelas autoridades chinesas, a Inglaterra desencadeou bombardeio a Nanquim, o que gerou a Primeira Guerra do Ópio ( ). Nessa época se iniciam os tratados desiguais, onde, primeiramente a Inglaterra e depois outras potências europeias conseguiram aberturas comerciais com a China sem contrapartida. Disso se seguiram outras duas guerras do Ópio que implicaram uma série de indenizações e outras obrigações pesadas sobre a China. Além disso, desde a I Guerra, a China perde a administração sobre partes de seu território, em função da criação de zonas de extraterritorialidade, onde não incidiam as leis chinesas e sim a dos países que controlavam essas regiões. Consumava-se dessa forma a partilha da China em áreas de influência controladas por países estrangeiros. O Japão até o século XIX era um país bastante fechado, marcado por um regime feudal. Oposições a esse status começam a aparecer, no início do século XIX, marcado tanto pela classe mercantil, quanto campesina. A chegada dos norte-americanos modifica essa estrutura. Impressionados com o poderio naval norte-americano, os japoneses abrem dois portos. Outras potências buscam benefícios também e conseguem tratados desiguais, a França, a Inglaterra e a Rússia. A humilhação foi demais para os japoneses, o imperador consegue, com auxílio da classe mercantil, recuperar seu poder e o Japão passa por uma impressionante era de industrialização e militarização, denominada de Era Meiji ( ). Isso acarretou vitórias militares contra a China e contra a Rússia, na guerra Russo-japonesa de
8 No Imperalismo os princípios liberais permaneceram apenas como bandeira. A partilha da Ásia e África significou a submissão desses continentes e seus nacionais aos desejos de aquisição de mercados das potências europeias. Todavia, essas dominações não ocorreram sem resistência. Várias revoltas podem ser citadas, algumas delas esmagadas pelas grandes potências. Podemos citar como exemplos, na Índia ocorreu nos anos de 1857 e 1859, a Revolta dos Sipaios e, no caso da China, a Revolta dos Boxers ( ). As nações que partiram primeiramente na corrida imperialista, principalmente Inglaterra e França, conseguiram controlar áreas mais rentáveis. Nações que se unificaram depois, Itália e Alemanha, e, consequentemente, saíram atrasadas, ficaram insatisfeitas com as suas respectivas partes. A I Guerra pode ser considerada como conseqüência direta desse desgaste entre as potências européias A Rivalidade Anglo-germânica A Inglaterra era a grande potencia econômica e naval do século XVII. Mesmo a França, mais populosa e com território mais rico, não conseguiu sobrepujar o poder britânico. A Alemanha antes da unificação era um território descentralizado e fraco, salvo pela pujante Prússia. A burguesia prussiana, liderada pela mão de ferro do Marechal Otto Vonn Bismarck conseguiu realizar a unificação do território. Em pouco tempo a Alemanha começou a se destacar no cenário europeu. Derrotou a França na Guerra Franco-Prussiana ( ) e suas mercadorias começaram a tomar espaço naqueles que eram tradicionalmente conhecidos como mercados ingleses. Um segundo ponto que acendeu a lanterna dos estrategistas ingleses foi a intenção alemã de ocupar espaço nos mares por meio da construção de uma poderosa frota. Os alemães tinham potencial para se tornar uma potência e esbarraram no interesse inglês. Logo, as duas potências se enxergaram como adversárias. 8
9 O revanchismo francês A derrota para a Alemanha na Guerra Franco Prussiana nunca foi muito bem aceita, foi considerada uma humilhação para os franceses, pois: Paris foi parcialmente ocupada por tropas alemãs; pelo Tratado de Frankfurt, a França teve de entregar à Alemanha as ricas províncias da Alsácia e Lorena; foi exigida pelos alemães uma indenização de 5 bilhões de francos; em 1871, houve a coroação do Imperador Alemão em pleno Palácio de Versailhes Essa situação provocou uma grande colapso na França: crise econômica, crise política, insurreições populares, guerra civil. E esse ressentimento contra os alemães passou de geração em geração A Política de Alianças O crescimento alemão, após o seu processo de unificação e a vitória sobre a França foi rápido. Contudo, a Alemanha partiu atrasada para conseguir boas fatias de mercados coloniais. No plano interno, a ideia da superioridade da raça ariana já ganhava espaço, estando presente em clubes e associações por todo o território. Tais tendências ocasionaram a formação da Liga Pan-Germânica em 1893 com o objetivo de unir todos os povos germânicos. Como reflexo, na política externa, a Alemanha passa a recusar a assinatura e/ou renovação de tratados internacionais, isolando-se diplomaticamente. Todavia, aproximou-se do Império Austro-Húngaro, naquele momento um império decadente e intensamente pressionado pelas tentativas separatistas. Essa fraqueza do império o fazia buscar um parceiro de peso. A Itália, além de enfrentar graves problemas internos e de adotar nesse momento uma postura política nem sempre clara, também partiu tardiamente para a corrida imperialista. Isso fazia com que a Itália tivesse, ao menos teoricamente, os mesmos inimigos que a Alemanha. Como resultado de toda essa conjuntura, foi formada a Tríplice Aliança em 1882, que reunia a Alemanha, o Império Austro-Húngaro e a Itália numa aliança de cooperação militar. 9
10 Em contraponto, temos por outro lado uma França refeita da guerra contra a Alemanha, industrialmente desenvolvida, com exército aprimorado e agricultura modernizada. A França reforçou sua posição de potência imperialista, conquistando outras possessões na África e na Indochina. Todavia, o medo da Alemanha como potência fez a França aproximar-se de uma antiga rival: a Inglaterra. Esta, por sua vez, sentindo-se ameaçada pela Alemanha, abandonou o seu esplêndido isolamento. A Rússia, a seu turno, precisava de capitais para se industrializar, após a derrota para o Japão na Guerra Russo-Japonesa de 1904/5, e esses capitais vieram da França. Da mesma forma, a Inglaterra também se aproximou da Rússia, assinando o Tratado de São Petersburgo (1907), no qual foram resolvidas questões que envolviam o Tibete, o Afeganistão e a Pérsia. Um outro fator de extrema relevância para o conflito era o interesse russo na região dos Bálcãs. Os russos procuravam incentivar a independência dos povos eslavos por meio de um movimento nacionalista conhecido como paneslavismo e viam nas pretensões austríacas uma ameaça. Em função de todos esses fatores e como resposta à Tríplice Aliança, surgiu em 1907 a Tríplice Entente que reunia Inglaterra, França e Rússia. Tríplice Aliança: Alemanha, Itália e Império Austro-Húngaro. Tríplice Entente: Inglaterra, França e Rússia A corrida armamentista Os fatos já descritos, ou seja, a cristalização das rivalidades e, consequentemente das alianças, o crescimento das disputas por mercados e colônias e as crescentes desavenças políticas reforçaram uma tendência presente no continente europeu, desde a segunda metade do século XIX: a militarização das sociedades. A partir desse momento a guerra passou a ser considerada como meio para a solução dos impasses encontrados. Nesse sentido, ganhavam destaque a formação militar e a de consideráveis arsenais, e o nacionalismo extremado que transformava outros povos e etnias em inimigos a serem destruídos. As 10
11 potências européias, outrora econômicas apenas, passam a ser quartéis cheios de contingentes, insuflados pelo nacionalismo, e repletos de armas novas. Por isso que alguns autores denominam esse período de crescente militarização, que vai do fim da Guerra Franco-Prussiana (1871) à eclosão da Primeira Guerra (1914), de Paz Armada A crise marroquina O Marrocos era um sultanato cobiçado pelas potências, em função de sua importância estratégica (localização) e econômica (detentora de vastas reservas de manganês e ferro). A França buscava anexá-la para somar à sua possessão argelina, para tanto, assinou com a Inglaterra um tratado intitulado Entente Cordiale, em Por meio desse texto legal, o Egito ficaria, a partir desse momento, por exclusividade, sob domínio inglês e o Marrocos passaria a ser colonizado pelos franceses. Esse tratado provocou enorme reação alemã. Por meio da Conferência de Algeciras em 1906 houve uma saída diplomática para a crise, na qual foi decidido que o sultanato do Marrocos foi transformado em região soberana, sob a garantia devida de proteção aos interesses franceses. A população marroquina realizou levantes e a Alemanha, aproveitando a situação, deslocou tropas para o país a fim de garantir a soberania do sultanato. A Inglaterra, temerosa de uma guerra que pudesse prejudicar seus negócios, mediou a paz. A Alemanha aceitou deixar o Marrocos para a França em troca do Congo. Consequência: França e Inglaterra aproximam-se e Alemanha fica cada vez mais isolada A Questão balcânica A decadência do Império Otomano, responsável pelo controle da estabilidade dos Bálcãs até a segunda metade do século XIX, permitiu que as nacionalidades e etnias da região pudessem buscar suas independências. Entretanto, a localização geopolítica estratégica (entre os mares Egeu, Adriático, Negro e Mediterrâneo e os importantes estreitos de Bósforo e Dardanelos) aguçou os interesses das potências imperialistas. Os alemães queriam ver protegidos os interesses do seu aliado, o Império Austro-Húngaro. A Rússia, que tinha interesses na região, contrapunha-se à presença austríaca. 11
12 Os pequenos países dos Bálcãs tentavam alcançar a independência afastando a presença estrangeira, algo que não conseguiam em razão de sua pequena interação e articulação. A Sérvia tinha firmes pretensões de anexar a Bósnia-Herzegovínia e, por isso, opunha-se à presença do Império Austro- Húngaro. Essa situação tornou a região uma zona de conflito latente, não havendo sido uma surpresa que o conflito se desencadeou na região Causa imediata: o incidente em Sarajevo Colocado acima o contexto, é possível entender porque esse se torna o estopim da I Guerra. Depois que a derrota para a Prússia em 1866 deu fim a seu papel tradicional nas questões alemãs, o Império Austríaco transformou-se na Monarquia Dual da Áustria-Hungria. Daí por diante, Francisco José (imperador desde 1848) comandou um Estado de estrutura singular, com política externa comum e exército e marinha únicos, mas com dois primeiros-ministros e gabinetes separados, com parlamentos em Viena e Budapeste. Áustria e Hungria mantinham suas próprias leis, cidadania e militares da reserva independetes e renegociavam suas relações econômicas a cada dez anos. O movimento pan-eslavista, apoiado pela Rússia, desfrutava de grande simpatia junto à inteligentsia das nacionalidades eslavas que compunham quase metade da população total. A presença de milhões de italianos, romenos e sérvios no Império Austro-Húngaro afetava suas relações com esses países vizinhos. Francisco Ferndinando, sobrinho e herdeiro do trono austro-húngaro, esperava reduzir a dependência da Áustria-Hungria em relação à Alemanha e reorganizar o Império para dar poderes aos eslavos do sul como terceira força política. Isso lhe trouxe inimizade de autríacos alemães, de quase todos os magiares e daqueles eslavos (especialmente os sérvios) que temiam uma revitalização do Império. A presença austríaca na Bósnia gerou a criação de pequenos grupos nacionalistas da Sérvia que combatiam a presença estrangeira. Uma das sociedades secretas mais radicais era a Mão Negra, criada em 1911, e que tinha ligação com outra sociedade da Bósnia denominada de A Jovem Bósnia. No dia 28 de junho, o arquiduque Francisco Ferdinando encontrava-se em visita a Sarajevo, capital da Bósnia, desejando arrefecer os ânimos antiaustríaos e facilitar o entendimento político. Em passeio por carro aberto na 12
13 cidade, Francisco Ferdinando e sua esposa foram assassinados por um estudante chamado Gravilo Princip, integrante do grupo Mão Negra. O governo austro-húngaro, com auxílio da Alemanha, cobrou investigações e o término de todas as associações de caráter secreto. A Sérvia quis atender para não se indispor com as potências, mas também queria preservar sua soberania, então, acabou por não permitir interferência austríaca nas apurações. Não satisfeito, o Império Austro-Húngaro declarou guerra à Sérvia no dia 01 de agosto de Após a declaração de guerra, tudo o que se seguiu foi uma decorrência da política de alianças. A Rússia, que tinha interesses na região, posicionou-se em favor do pan-eslavismo. A Alemanha, por sua vez, defendeu o pan-germanismo e entrou ao lado do Império Austro-Húngaro. Com a entrada da Alemanha, França e Inglaterra tiveram de entrar no conflito. O assassinato desencadeou o funcionamento do sistema de alianças. 3. Os Anos da Guerra ( ) Em especial, deve-se destacar que o maquinário utilizado na I Guerra instalou a chamada guerra moderna. Os quatro anos de conflitos podem ser divididos em três períodos: 3.1. A Guerra de Movimentos (1914) A Alemanha preocupada com sua posição geopolítica entre França e Rússia buscou numa ofensiva ocupar o território francês. O plano alemão envolvia minar as defesas francesas por meio de um ataque em duas frentes na primeira, as tropas vinham da Bélgica ocupada; na segunda, as tropas viriam da própria Alemanha. Com a violação da neutralidade belga, isso levou os ingleses a entrarem de vez no conflito, modificando a situação. Apesar desse fator, quase que o plano alemão foi exitoso: avançaram até o Rio Marne, que fica a apenas trinta quilômetros de Paris, local em que foram detidos por forças conjuntas inglesas e francesas Batalha do Marne. Em razão de serem 13
14 obrigados a recuar, os alemães e seus aliados cavaram uma longa linha de trincheiras pelo nordeste da França. Ingleses e franceses fizeram o mesmo para proteger o território ganho na citada batalha. Na frente ocidental a guerra desenvolveu-se, praticamente, em território Francês. Nesta fase de conflitos, também houve redefinição dos lados da disputa: a Itália, anteriormente cautelosa, abandona de vez a Tríplice Aliança em O Japão, interessado em herdar as possessões alemãs na Ásia, havia feito o mesmo em Por outro lado, a Turquia e a Bulgária, respectivamente em 1914 e 1915, aderiram à Tríplice Aliança. Os principais lados da disputa: de um lado a Alemanha, a Áustria- Hungria, o Império Turco e a Bulgária; do outro, a França, a Inglaterra, a Rússia, a Sérvia, a Itália, o Japão e os Estados Unidos A Guerra de Trincheiras ( ) Nessa segunda fase, a preocupação das partes envolvidas era ocupar território e tentar ampliá-lo quando possível. Essa foi a fase mais desumana para os soldados, os quais chegavam a ficar meses dentro das trincheiras. Houve também violentas batalhas como as de Verdun e do Somme, em 1916, gerando muitos mortos em ambos os lados do conflito. Na frente oriental, o exército russo conseguia vencer as tropas austrohúngara, porém, sempre perdiam para o exército alemão, perdendo inúmeros combatentes. Milhares de russos foram feitos prisioneiros o que influenciou na lealdade de seu exército: milhares de russos desertaram em massa. Deve-se frisar que o papel da Rússia foi importante para a Entente por não permitir que a Alemanha concentrasse-se sobre a França. 14
15 3.3. O Desfecho (1917/1918) Até 1917 parecia que os lados envolvidos estavam em pé de igualdade e nenhum deles conseguia avanços significativos. Essa situação mudou, com a adesão dos EUA. Por qual razão aderiram? Motivo 01: Aderiram em função de prejuízos que tiveram pela guerra submarina empreedida pela Alemanha. O ataque estava prejudicando as exportações norte-americanas. Motivo 02: Havia uma preocupação com a aproximação entre Alemanha e México, o qual recebeu promessas dos Alemães em troca de um eventual apoio. Motivo 03: Os investimentos que possuía em França e Inglaterra poderiam ser prejudicados, caso a Alemanha fosse a vencedora do conflito. Um segundo fato decisivo para o conflito foi a Revolução Russa. Sua população sofreu muito com a guerra. A corrupção, a fome, exploração das camadas inferiores e a desmoralização do exército ficaram muito evidentes. A oposição de caráter socialista soube aproveitar a situação e conseguiu isolar o governo e seus aliados. Uma revolução socialista em 1917 derrubou o governo czarista e estabeleceu um governo socialista. Esse governo decidiu pela saída do conflito e assina com a Alemanha o Tratado de Paz de Brest-Litovsk. Isso favoreceu os alemães que concentraram suas forças na frente ocidental. Apesar disso, a entrada dos EUA, um país com peso militar, industrial e econômico, foi o fator decisivo. Como conseguiram isolar o Império Austro- Húngaro, a Alemanha ficou isolada na guerra contra forças muito superiores às suas. Os alemães tentaram concentrar forças na frente oriental com a saída russa, mas o seu isolamento comprometeu o abastecimento do país. A derrota de Turquia e Bulgária dificultou o transporte de outubro para a Europa central. Em 28 de setembro de 1918, a derrota já batia às fronteiras alemãs, somado ao desgaste geral, o governo alemão decidiu pela rendição, já com as tropas da Entente quase adentrando seu território. A população alemã já demonstrava o seu descontentamento e, diante das pressões sobre o Imperador, este acabou por abdicar. Assinado o armistício, o Kaiser Guilherme II, pressionado pela população, foge para a Holanda. O II Reich, representado pelo Kaiser, foi substituído pela 15
16 República de Weimar, a qual apresentou rendição incondicional no dia 11 de novembro de 1918 e pôs fim definitivamente ao conflito Os Tratados de Paz Woodrow Wilson, presidente norte-americano, terá tanto papel relevante na assinatura do armistício, quanto na proposta de reconstrução do mundo do pós-guerra. Ele divulgou sua proposta para a paz nos famosos 14 pontos. Tratava-se de uma série de medidas que pediam, dentre outros pontos, o fim da diplomacia secreta, liberalismo comercial, o fim da corrida armamentista e a criação de uma organização internacional que ficaria responsável pela guarda da paz. Essa posição moderada não prevaleceu. Na Conferência de Paris, iniciada em janeiro de 1919, os países desejaram uma vingança contra a Alemanha. O Tratado de Versalhes de 1918 impunha à Alemanha diversas indenizações, proibições e penalidades. O objetivo consistia em humilhar o país e neutralizá-lo como potência. No mesmo espírito outros tratados foram assinados: Tratado de Saint-Germain: esse se destinava à Áustria. Foram determinadas modificações territoriais. Hungria, Polônia, Tchecoslováquia e Iugoslávia foram declaradas independentes. Trieste, Trentino e Ístria foram anexadas à Itália. Tratado Neuilly: a Bulgária deveria ceder à Romênia, à Iugoslávia e à Grécia os territórios ocupados durante as guerras balcânicas. Tratado de Trianon: foi resultado do desmembramento do Império Austro-Húngaro. Foi determinada a incorporação da Eslováquia à Tchecoeslováquia, da Croácia à Iugoslávia e da Transilvânia à Romênia. Tratado de Sèvres: selou do desfazimento do Império Turco. O tratado gerou reações na população, que acabou num movimento que recuperou parte do território perdido. As reconquistas realizadas foram homologadas pelo tratado de Lausanne em
17 4.Conseqüências da Guerra Muitas vítimas fatais Ascensão dos EUA e queda da Europa Alemanha falida O revanchismo francês deu lugar ao revanchismo alemão Desparecimento dos Impérios Austro-Húngaro e Otomano Os EUA voltam ao seu isolamento 5. Exercícios 1. (FUMARC/PC-MG) São conjunturas que precedem à eclosão da Primeira Guerra Mundial, EXCETO: a) A presença de várias potências europeias na Ásia e na África fez com que interesses imperialistas se antagonizassem, sobretudo, no que se refere ao controle de territórios. b) A política de alianças produzirá um efeito dominó, lançando à guerra, uma após outra as nações signatárias dos acordos. c) O nacionalismo adquire grande importância na eclosão da guerra, uma vez que as alianças entre as nações europeias, no período que precede o confito, nortearam-se fundamentalmente, por questões étnicas. d) A escalada infacionária, o desemprego e o ódio racial favoreceram a subida ao poder de partidos totalitários como o Partido Nacional dos Trabalhadores Alemães. Antissemitismo e expansionismo territorial faziam parte da política desses partidos, o que acabou determinando a guerra. Gabarito: D Comentário: a questão de forma maliciosa tenta colocar uma causa da II Guerra 2. (ESAF/CVM/2010) Atritos permanentes decorrentes de disputas imperialistas, profundas rivalidades políticas assentadas em extremado nacionalismo e constituição de dois blocos antagônicos de alianças entre países, a Tríplice Aliança e a Tríplice Entente, configuram, entre outros aspectos, o quadro histórico que resultou na: a) Segunda Guerra Mundial. b) Guerra Franco-Prussiana. c) Guerra dos Boxers. d) Guerra Civil Americana. e) Primeira Guerra Mundial. Gabarito: E 17
18 3. (CONFERE/INSTITUTO CIDADES/2016) Vários problemas atingiam as principais nações europeias no início do século XX. O século anterior havia deixado feridas difíceis de curar. Alguns países estavam extremamente descontentes com a partilha da Ásia e da África, ocorrida no final do século XIX. Alemanha e Itália, por exemplo, haviam ficado de fora no processo neocolonial. Enquanto isso, França e Inglaterra podiam explorar diversas colônias, ricas em matérias-primas e com um grande mercado consumidor. A insatisfação da Itália e da Alemanha, neste contexto, pode ser considerada uma das causas da: a) Guerra Fria b) Grande Guerra c) Segunda Guerra Mundial d) Revolução Socialista Marxista Gabarito: B 4. (CESPE/RIO BRANCO/2006) Julgue C ou E os itens seguintes: Na Segunda Guerra Mundial, o Japão aliou-se à Alemanha, tal como já fizera na Primeira Guerra. Gabarito: E Comentário: é comum que confundam os lados dos dois conflitos mundiais, misturando as informações. Fique atento! Na II Guerra realmente o Japão luta ao lado da Alemanha, mas na primeira, toma partido da Entente. 5. (CESPE/CEE/2013/Professor de História) No que se refere à Idade Contemporânea e ao período que abrange as duas guerras mundiais e seus efeitos, julgue os itens a seguir. Durante a Primeira Guerra Mundial, a Espanha, a Suíça e os Países Baixos mantiveram-se imparciais e conseguiram permanecer relativamente distantes do conflito. Gabarito: C Comentário: realmente, esses países mantiveram neutralidade durante o conflito, que se travou, basicamente, entre os países da Tríplice Aliança e a Tríplice Entente e a seus aliados posteriores. 6. Acerca do processo histórico que desencadeou a I Guerra Mundial, julgue (C ou E) os itens a seguir. 1. ( ) A expansão econômica da Alemanha levou-a a competir com a Inglaterra e com a França. 18
19 Gabarito: C 7. Acerca do processo histórico que desencadeou a I Guerra Mundial, julgue (C ou E) os itens a seguir. 1. ( ) A ascensão econômica e política do Império Austro-Húngaro levou-o a confrontar os interesses ingleses nos Bálcãs. O assassinato do arquiduque Francisco Ferdinando, em Sarajevo, permitiu que se atribuísse ao imperialismo britânico a responsabilidade pelo clima de tensão regional, e constituiu o marco inicial da guerra. Gabarito: E Comentário: O Império Austro-Húngaro encontrava-se em franca crise. Da mesma forma, a Alemanha foi o país que iniciou a fazer frente ao poderio inglês e foi exatamente seu projeto de crescimento como potência considerado como motriz para a guerra por parte da corrente historiográfica que se seguiu aos anos da guerra. Correntes revisionistas, entretanto, corretamente atribuíram ao sistema de alianças e ao imperialismo de todas as potências a responsabilidade pelo conflito. 8. (CESPE/Instituto Rio Branco/2004) 1. ( ) Os dois grandes conflitos mundiais do século XX tiveram origens e motivações distintas. Enquanto a Grande Guerra de 1914 teve, desde o início, caráter mundial, em função sobretudo do colonialismo europeu que estendia seus tentáculos por vários continentes, a Segunda Guerra circunscreveu-se ao palco europeu, malgrado ter contado com a participação de países americanos e asiáticos. Gabarito: E Comentário: A Grande Guerra de 1914 teve caráter localizado, envolvendo os países europeus, basicamente. O teatro de operações deu-se em território europeu. A Segunda Guerra, ao contrário, envolveu outros países não europeus e teve sua dimensão no Ocidente e no Oriente. 9. (CESPE/SEE-ALProva: Professor História/2013) No que se refere à Idade Contemporânea e ao período que abrange as duas guerras mundiais e seus efeitos, julgue os itens a seguir. 1. ( ) Em consequência à Primeira Guerra Mundial, o continente europeu passou por uma profunda transformação geopolítica, devido ao fim de grandes impérios, como o alemão, o austro-húngaro, o russo e o turco-otomano. Gabarito: C 19
20 Comentário: O Império Alemão ou II Reich foi substituído pela República de Weimar. O Império Austro-húngaro e o Turco-otomano foram divididos. No caso russo, com a Revolução de 1917, houve a transformação do governo czarista em um governo socialista. 10. (CESPE/SEE-AL/Prova: Professor História/2013) No que se refere à Idade Contemporânea e ao período que abrange as duas guerras mundiais e seus efeitos, julgue os itens a seguir. 1. ( ) As duas guerras mundiais da primeira metade do século XX resultaram em significativa redução da força política, econômica e cultural dos países europeus no cenário mundial. Gabarito: C Comentário: Realmente, os EUA passa a despontar como potência e a Europa sai da guerra econômica e politicamente enfraquecida. 12. Para descrever as relações internacionais do período entre a Primeira e a Segunda Guerras Mundiais, os analistas não forjaram expressões uniformes, como bipolaridade ou guerra fria, palavras e expressões cunhadas entre 1947 e A primeira pergunta que convém formular acerca do período leva-nos, pois, a questionar a maneira como foi regulamentada a paz ao término da Primeira Guerra Mundial; a segunda refere-se ao modo como se deu o desmonte do mundo liberal edificado no século XIX; enfim, como se comportaram os atores em um novo contexto internacional. Com relação ao período entre guerras ( ) mencionado no texto, julgue os itens subseqüentes. 1. ( ) O novo sistema internacional advindo do fim da Primeira Guerra produziu certa anarquia no sistema de Estados e insegurança nas relações entre a Europa ocidental e a Europa para além dos Urais. Gabarito: C Comentário: A Europa ficou em situação de conflito latente, tem-se a substituição do revanchismo francês pelo revanchismo alemão. 13. Considerando os aspectos marcantes da história do sec XX a que se refere o texto acima, julgue (C ou E) os itens a seguir: 1. ( ) Consequência significativa da Grande Guerra de 1914, o desmoronamento do Império Turco abriu caminho para a nova configuração geopolítica do Oriente Médio, uma das mais estratégicas regiões do mundo contemporâneo. Gabarito: C Comentário: O fim do Império Turco permitiu o surgimento de novos Estados. 20
21 14. (2014/CESPE/Instituto Rio Branco) 1. ( ) Durante a Primeira Guerra Mundial, a Entente, por reconhecer o potencial de conflito que a região dos Bálcãs supunha, tentou preservar a integridade de cada país de acordo com as respectivas etnias e religiões. Gabarito: E Comentário: Houve intervenção especialmente russa para conseguir afastar a influência do Império Austro-Húngaro na região. 15. (2011/CESPE/Instituto Rio Branco) A Primeira e a Segunda Guerras Mundiais foram objeto de interpretações historiográficas divergentes, que se estendem aos dias atuais. Acerca desse debate historiográfico, julgue (C ou E) os itens que se seguem. 1. ( ) A chamada linha Maginot, estratégia defensiva posta em prática pela França no período que antecedeu ao início da Primeira Guerra Mundial, embora contestada inclusive por alguns oficiais franceses, contribuiu para retardar a invasão do país pelas tropas alemãs na Segunda Guerra. Gabarito: E Comentário: A linha Maginot foi uma série de fortificações feita pela França após a I Guerra Mundial, entre os anos de 1930 e O nome é em homenagem ao combatente francês, André Maginot, que foi mutilado na I Guerra Mundial. 16. (2009/CESPE/Instituto Rio Branco) No que concerne ao domínio de potências coloniais na Ásia, no início do século XX, julgue (C ou E) os próximos itens. 1. ( ) O novo poderio militar japonês ficou comprovado na guerra de contra a Rússia. Gabarito: C Comentário: Após a Era Meiji o Japão passou por um surto industrial e fortaleceu sua indústria bélica, com esse crescimento teve condições de derrotar a Rússia em (2014/CESPE/Instituto Rio Branco) A região dos Bálcãs assumiu características de zona conflitiva a partir da dissolução do Império Otomano e da eclosão da Primeira Guerra Mundial, quando as diferentes etnias ali instaladas ficaram livres da dominação turca. Gabarito: E 21
22 Comentário: A parte norte da antiga Iugoslávia, as regiões da Eslovênia e da Croácia, ficaram sob a tutela dos imperadores austríacos, de cultura alemã e religião católica. O centro-sul ficou sob controle dos turcos muçulmanos até o início do século XX. 18. (2014/IF-MTÓrgão: IF-MTProva/Professor História) Filas de rostos pálidos murmurando, máscaras de medo. Eles deixam as trincheiras, subindo pela borda. Enquanto o tempo bate vazio e apressado nos pulsos, e a esperança, de olhos furtivos e punhos cerrados, naufraga na lama. Ó Jesus, fazei com que isso acabe! (Siegfried Sassoon citado por HOBSBAWN, Eric. A Era dos Extremos. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.) A desesperada descrição refere-se às duras condições vividas nos campos de batalha da I Guerra Mundial ( ), embate bélico que transformou radicalmente as sociedades europeias. Sobre esse primeiro conflito de âmbito global e seus desdobramentos, assinale a afirmativa correta. a) Os Estados Unidos abandonaram sua secular política de neutralidade e enviaram tropas para lutar na frente oriental contra o exército russo. b) A Revolução Russa em 1917 demarcou o ponto de virada da guerra com o exército vermelho esmagando a resistência alemã. c) Marcou o fim da chamada Belle Époque com o estancamento do avanço do capitalismo e do imperialismo neocolonial. d) As indenizações de guerra, bastante pesadas e penosas para os derrotados, fortaleceram a democracia nesses países. Gabarito: C Comentário: A guerra marcou o fim da era do encantamento e trouxe questionamentos sobre imperialismo e o capitalismo, expressos em movimentos como a Revolução Russa de Os EUA lutaram ao lado da Entente que era composta por França, Inglaterra e Rússia. O Exército Vermelho foi, na verdade, humilhado pelas tropas alemãs. E, por fim, as indenizações de guerra impostas à Alemanha deixaram a Europa sob conflito latente. 19. (2006/CESPE/Instituto Rio Branco) 1. ( ) O equilíbrio de poder entre as potências européias tende a se romper à medida que se acirra a competição por áreas de influência e pelo domínio de territórios pelo mundo afora. Crises sucessivas, em que questões políticas, econômicas e militares se confundem com distintas expressões de nacionalismo, preparam o terreno para a eclosão da Grande Guerra de
23 Gabarito: C Comentário: Essas são as causas da Grande Guerra. 20. (2009/CESPE/Instituto Rio Branco) Tensões nacionalistas semelhantes às que levaram ao desmonte de impérios existentes até a Primeira Guerra, a exemplo do Otomano e do Habsburgo, surgiram ou reapareceram em fins dos anos 80 do século passado, quando ocorreram o desmantelamento da União Soviética e o colapso da experiência do socialismo real na Europa do Leste. Gabarito: C Comentário: Os nacionalismos estiveram presentes como causa da I Guerra e do desmantelamento da ex-urss. 21. (2015/CESPE/Instituto Rio Branco) Contraditório, o século XX já foi chamado de luminoso e de sombrio. Da mesma forma que viu a expansão de regimes democráticos, mormente após a Segunda Guerra Mundial, ele também conviveu com um fenômeno político visceralmente antiliberal e antidemocrático, os fascismos. Em verdade, os anos 20 e 30 desse século foram marcados pela crise do liberalismo e pela ascensão de regimes totalitários de esquerda (URSS) e de direita, como, entre outros países e regiões, na Itália, Alemanha, Polônia, Península Ibérica e no Japão. Acerca dessa realidade histórica, julgue (C ou E) o próximo item. 1. ( ) O quadro de instabilidade gerado pela Grande Guerra de 1914, com o país, embora vencedor, se sentindo ludibriado pelos aliados mais poderosos, levou os fascistas de Benito Mussolini ao poder na Itália, em A Marcha sobre Roma pretendeu ser uma demonstração de força do partido e de seu líder supremo, que acabou sendo convidado pelo rei para assumir a condução do governo italiano. Gabarito: C (2012/CESPE/Instituto Rio Branco) Tendo o texto acima como referência inicial e considerando o contexto histórico que antecedeu a Primeira Grande Guerra, julgue (C ou E) os itens seguintes. 1. ( ) Comprovada a participação direta do governo sérvio no assassinato do sucessor ao trono austro-húngaro, o governo da Áustria radicalizou sua posição em relação ao de Belgrado. Ao apresentar seu ultimato à Sérvia, a Áustria demonstrou, ainda que de maneira sutil, apoio ao movimento nacionalista eslavo na região balcânica. Gabarito: E 23
24 Comentário: O atentado foi obra de um grupo de jovens independentes do grupo Mão Negra, de origem Sérvia. A Áustria não apoiava o movimento nacionalista eslavo, o que era atitude da Rússia, país que tinha pretensões na região. 24
25 25
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