PROGRAMA DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO

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1 UNIVERSIDADE DE MACAU CURSO DE DIREITO PROGRAMA DE DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO 2º ANO ANO LECTIVO 2011/2012 Regente: Mestre Ilda Cristina Ferreira Assistente: Mestre/Dr. Diogo Alvim 1

2 INTRODUÇÃO 1. Noção e características do Direito Internacional Público. Natureza e fundamento do direito internacional 2.Direito Internacional Público e Direito Internacional Privado 3. Ramos do direito internacional 4.Breve evolução histórica. Do direito Internacional clássico ao direito internacional contemporâneo PARTE I FONTES DO DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO CAPÍTULO I Introdução 5. Noção de fontes de Direito Internacional 6. O art.º 38.º do Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça (ETJI) 7.Fontes primárias e fontes secundárias. 8. Fontes de Direito e Normas de Direito CAPÍTULO II O Costume internacional 9. Elementos constitutivos: o elemento material e psicológico do costume 10. Classificação: o costume geral ou universal, o costume particular ou regional e o costume local 11. Relevo do costume internacional. Ius cogens 12.Codificação do costume internacional CAPÍTULO III Os Tratados 13. Noções gerais. Definição, terminologia e classificação dos tratados internacionais 14. O Direito dos Tratados: A Convenção de Viena sobre Direito dos Tratados 15. O processo de celebração dos tratados 16. Particularidades do processo de celebração dos tratados 2

3 17. Condições de validade dos tratados 18. Entrada em vigor 19. Aplicação dos Tratados 20. Efeitos dos tratados 21. Interpretação dos tratados e integração de lacunas 22. Revisão e modificação dos tratados 23. Cessação e suspensão da vigência dos tratados 24. A vinculação externa e a fiscalização da constitucionalidade dos tratados CAPÍTULO IV Outras fontes de direito internacional público 25. Princípios gerais de direito. 26. Actos Jurídicos das Organizações Internacionais 27. Jurisprudência 28. Doutrina 29. Equidade 30. Actos jurídicos unilaterais dos Estados CAPÍTULO V Normas de "ius cogens 31. Conteúdo e natureza das normas ius cogens 32. Ius cogens nas Convenções sobre Direito dos Tratados 33.Determinação das normas de ius cogens CAPÍTULO VI A hierarquia das fontes e das normas de direito internacional 34. A hierarquia das fontes e das normas de Direito Internacional 35. A sanção para a violação da hierarquia PARTE II DIREITO INTERNACIONAL PÚBLICO VIS À VIS O DIREITO INTERNO CAPÍTULO I As relações entre o Direito Internacional e o Direito Interno 3

4 36. Introdução. Dualismo e Monismo. 37. Monismo radical e monismo moderado 38. Hierarquia das fontes de Direito na ordem jurídica interna 39. As consequências da desconformidade entre o direito interno e as normas internacionais 40. Sistemas de recepção do Direito internacional na ordem interna ou técnicas de incorporação 41. Cláusulas de incorporação automática, de recepção plena e semi-plena. 42. Normas internacionais directamente aplicáveis CAPÍTULO II A aplicação do direito internacional na China, Macau e Portugal 1 A aplicação do direito internacional na China 43. O processo de vinculação externa na RPC 44. Relações entre o Direito Internacional e o Direito Interno 45. Hierarquia das fontes de Direito na ordem jurídica da RPC 2 A aplicação do direito internacional em Macau 46. O processo de vinculação externa na RAEM 47. A RAEM enquanto sujeito de direito internacional e o processo de vinculação externa 48. Relações entre o Direito Internacional e o Direito Interno. 49. A problemática em torno do art. 40.º da Lei Básica da RAEM monismo ou semi-dualismo? 50. Recepção do Direito Internacional na RAEM 51. Hierarquia das fontes de Direito na ordem jurídica interna da RAEM. 52. A problemática em torno do art. 1.º, n.º 3, do Código Civil de Macau do valor supra-legal do direito internacional convencional? 53. Vicissitudes do ordenamento jurídico da RAEM 3 A aplicação do direito internacional em Portugal 54. O processo de vinculação externa Português 55.Relações entre o Direito Internacional e o Direito Interno 56.Hierarquia das fontes de Direito na ordem jurídica interna portuguesa 4

5 57. O Direito Comunitário. Aplicabilidade directa e efeito directo. PARTE III OS SUJEITOS DE DIREITO INTERNACIONAL CAPÍTULO I Introdução 58. Introdução. Noção de sujeito de Direito Internacional. 59. A personalidade e capacidade jurídica-internacional 60. Classificação dos diversos sujeitos de Direito Internacional CAPÍTULO II Os Estados 61. Os princípios da soberania estatal e da igualdade entre os Estados. 62. Elementos constitutivos do Estados 63. Ius legationis, ius tractuum e ius belli. 64. Formas de Estados. Estados Compostos, Estados de capacidade jurídica limitada ou semi-soberanos. 65. Aparecimento, transformação e desaparecimento do Estado. 66. O problema do reconhecimento do Estado (relevância e natureza). As teorias do reconhecimento. 67. O reconhecimento de Governos. Doutrina de Tobar e a doutrina de Estrada 68. Representação 69. Sucessão de Estados: noção, modos e efeitos 70. Aquisição de território 71. Delimitação territorial. Características das competencias territoriais 72. Aquiescência, reconhecimento e estoppel 73. A autodeterminação dos povos 74. Direitos e deveres fundamentais dos Estados. 75. Princípios de jurisdição (territorialidade, nacionalidade). Excepções. 76. Relações entre os Estados: relações diplomáticas e consulares 77. Responsabilidade internacional de um Estado. CAPÍTULO III As Organizações Internacionais 1 5

6 Teoria geral das Organizações Internacionais 78. Introdução. Noção de Organização Internacional. 79. Actos constituivos. Direito originário e direito derivado. 80. Classificação das organizações internacionais. 81. Organizações Internacionais Inter-Governamentais versus Supra-Nacionais 82. Personalidade jurídica-internacional. 83. Composição e estatuto dos membros 84. Os orgãos e agentes internacionais 85. Competências das Organizações Internacionais. Ius tractuum 86. O princípio da especialidade e a teoria dos poderes implícitos 87. Actos das Organizações Internacionais 2 A Organização das Nações Unidas 88. Origens. A Sociedade das Nações 89. A ONU - Origem da ONU. Fins e princípios da ONU 90. Princípios da igualdade soberana dos Estados, da Boa fé, Resolução Pacífica de Conflitos. O domínio reservado dos Estados membros e ingerência. Legítima Defesa. 91. As funções da ONU: A manutenção da paz e da segurança internacionais; a cooperação económica e social, maxime a protecção dos Direitos do Homem, e o princípio da igualdade entre os Estados e da autodeterminação dos povos 92. Membros da ONU: membros originários e membros admitidos. As condições de admissão. A suspensão e expulsão. A questão do recesso. 93. Órgãos da ONU. AGNU, o CSNU, o ECOSOC, o TIJ, o Conselho de Tutela e o Secretariado 94. Reforma da ONU CAPÍTULO IV Os Indivíduos 95. O indivíduo como sujeito autónomo do Direito Internacional: controvérsia doutrinária 96. O indivíduo como sujeito activo de direito internacional 97. O indivíduo como sujeito passivo de direito internacional 98. O indivíduo como sujeito de Direito Comunitário CAPÍTULO V 6

7 Outros Sujeitos 99. Entidades pró-estaduais. Grupos beligerantes e insurrectos. Os Movimentos Nacionais ou de libertação nacional 100. Entidades infra-estaduais. Territórios sob mandato, Territórios sob tutela, Territórios internacionalizados A Santa Sé 102. A RAEM e a RAEHK enquanto sujeitos de internacional público 103. As Organizações Não Governamentais (ONGs) PARTE IV OS CONFLITOS INTERNACIONAIS CAPÍTULO I Resolução Pacífica de Conflitos 104. Diversidade de conflitos - Princípio da Resolução Pacífica de Conflitos 105. Meios não jurisdicionais: negociação, bons ofícios, mediação, conciliação, inquérito e intervenção de organizações internacionais Meios jurisdicionais: a arbitragem e os tribunais judiciais internacionais. O Tribunal Internacional de Justiça. Outros princípios subjacentes ao Princípio da Resolução Pacífica de Conflitos 107. Conflitos armados. Elementos constitutivos. Meios de intervenção em caso de conflito armado. A intervenção do Conselho de Segurança das Nações Unidas 108. As operações de paz das Nações Unidas. Peace keeping e peace building 109. As intervenções humanitárias. CAPÍTULO II O Uso da Força 110. O Uso da Força no direito internacional clássico (ius belli e ius ad bellum) 111. O direito internacional contemporâneo e a proibição do uso da força A Carta das Nações Unidas e a excepção ao uso da força 113. A legítima defesa singular e colectiva Elementos e princípios da legítima defesa Excesso de legítima defesa 116. Legítima defesa preventiva Guerras Civis e Intervenções militares de Estados estrangeiros. 7

8 118. Intervenções militares por razões humanitárias uma nova excepção à proibição do uso da força? CAPÍTULO III Direito Humanitário e Direito dos Refugiados 119. O Direito da Guerra e o Direito Humanitário 120. As Quatro Convenções de Genebra de 1949 e os Protocolos Adicionais de Âmbito de aplicação: As situações de conflito armado internacional e de conflito armado não internacional 122. As pessoas protegidas: os soldados doentes e feridos, os náufragos, os prisioneiros de guerra e a população civil 123. O papel do Comité Internacional da Cruz Vermelha 124. A Convenção de 1951 relativa ao Estatuto do Refugiado, o Protocolo Adicional de 1972 e o ACNUR 125.As intervenções humanitárias. Refugiados e deslocados. PARTE V TEMAS CONTEMPORÂNEOS DO DIREITO INTERNACIONAL CAPÍTULO I Direitos Humanos 1 Protecção internacional dos Direitos do Homem 126. Origem e sentido. Da carta da ONU à Declaração Universal dos Direitos do Homem 127. O indivíduo como sujeito activo de direito internacional público 128. Os Pactos Internacionais e outros instrumentos fundamentais de direito internacional relativos aos Direitos do Homem 129. Órgãos com competências no domínio dos direitos do homem. ECOSOC, Conselho dos Direitos Humanos, Alto Comissariado para os Direitos Humanos Mecanismos de protecção dos Direitos Humanos convencionais e extraconvencionais 131. Mecanismos de protecção dos Direitos Humanos internos - o papel das ONGs, Ombudsman e das Comissões independentes de Direitos Humanos 8

9 132. Protecção diplomática, protecção humanitária, protecção dos refugiados e asilados, protecção das minorias 133. O papel de outras organizações internacionais, por exemplo: OIT, UNESCO, UNICEF e OMS. 2 Contexto regional: 134. A União Europeia, a Convenção do Conselho de Europa sobre os Direitos do Homem e a Carta de Direitos Fundamentais 135. Os Estados Americanos e a Convenção Americana sobre os Direitos do Homem 136. Os Estados Africanos e a Carta Africana dos Direitos do Homem e dos Direitos dos Povos 137. ASEAN 3 Na RAEM 138. Tratados sobre Direitos Humanos aplicáveis na RAEM. Aplicação Mecanismos de protecção e responsabilização internacional 140. Mecanismos internos de protecção dos direitos humanos CAPÍTULO II Direito Internacional Penal 1 Introdução 141. Noções básicas. Origens e desenvolvimento do direito internacional penal 142. Protecção internacional dos direitos do homem. O indivíduo enquanto sujeito passivo de direito internacional público Jurisdição estadual penal e as suas limitações 144. A evolução do direito penal internacional. A constituição de tribunais penais intenacionais e a formulação susbtantiva de novos crimes internacionais 145. Tribunais Militares Internacionais de Nuremberga e Tóquio 146. Tribunais Ad-hoc para a ex-juguslávia, Ruanda, Serra Leoa e Cambodja 147. O Tribunal Penal Internacional (Estatuto de Roma) 148. O contributo do Direito Internacional Convencional e de algumas Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas 2 Tribunal Penal Internacional 149. Origem. Função e estrutura. 9

10 150. Principais características do TPI Princípios gerais e Fontes do TPI 152. Crimes internacionais sobre a jurisdição do TPI 153. Exercício da Jurisdição e condições de admissibilidade 154. Casos concretos admitidos sobre a jurisdição do TPI 3 Novos crimes internacionais 155. Tráfico de Drogas, Branqueamento de Capitais, Crime Organizado, Corrupção, Terrorismo, Tráfico de pessoas, Proibição do uso de Armas quimícas 156. O Direito Internacional Convencional e as Resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas na vertente do Direito Internacional Penal 157. Impacto no direito interno novos tipos penais, extra-territorialidade, responsabilidade penal das pessoas colectivas, compensação das vítimas, cooperação judiciária em matéria penal, extradição e o princípio da duplaincriminação. A experiência da RAEM 10

11 BIBLIOGRAFIA * Albino Azevedo Soares, Lições de Direito Internacional Público, Coimbra, 1988 André Gonçalves Pereira e Fausto de Quadros, Manual de Direito Internacional Público, 3ª edição, Livraria Almedina, Coimbra, 1993 René-Jean Dupuy, Direito Internacional, Almedina, 1993 Filipa Delgado, Direito Internacional Público, Sumários das aulas do 2º Ano, 1994/95. Nguyen Quoc Dihn, Patrick Daillier e Alain Pellet, Direito Interncional Público,1ª edição, Fundação Calouste Gulbenkian, 1999 Jorge Miranda, Curso de Direito Internacional Público, 3ª Edição, Lisboa, Princípia Editora, 2006 Jorge Bacelar Gouveia, Direito Internacional Penal. Uma Perspectiva Dogmático- Crítica, Almedina, 2008 Aleite Rodrigues Marinho e outros, Estudos de Direito Internacional Público e Relações Internacionais, Coordenação Maria de Salema d Oliveira Martins, AAFDL, Lisboa 2008 Paula Escarameia, O Direito Internacional Público nos Princípios do Século XXI, Amedina, 2009 Facultativa: A. Miaja de La Muela, Introducción al Derecho Internacional Público, 7ª ed., Madrid, 1979 Afonso Queiró, Lições de Direito Internacional Público, policopiado, Coimbra, 1960 António Truyol Y Serra, Noções Fundamentais de Direito Internacional Público, Coimbra, 1962 António Truyol Y Serra, Fundamentos de Derecho Internacional Público, Madrid, 1977 Armando Marques Guedes, Direito Internacional Público, policopiado, Lisboa,1986 Celso de Albuquerque Mello, Curso de Direito Internacional Público, 2 volumes, 8ª edição, Rio de Janeiro, Charles Rousseau, Droit international Public, 5 tomos, 2ª edição, Paris, Dominique Carreau, Droit International, 2ª edição, Paris, 1988 * Só são citadas na bibliografia obras de carácter geral, as obras sobre matérias específicas serão indicadas ao longo do curso. 11

12 G. Von Glahn, Law among Nations: An Introduction to Public International Law, 4ª ed., Nova Iorque, 1981 Georg Schwarzenberger e E. Brown, A Manual of International Law, 6ª ed., Londres, 1986 Hildebrando Accioly, Tratado de Direito Internacional Público, 3 volumes, 2ª edição, Rio de Janeiro, Hubert Thierry, Serge Sur, Jean Combacau e Charles Vallée, Droit International Public, 4ª edição, Paris, 1986 Ian Brownlie, Principles of Public International Law, 4ª ed., Oxford, 1990 Idem, Manual de Direito Internacional Público, 11ª edição, São Paulo, J. L. Brierly, Direito Internacional, Lisboa 1980 Jean Touscoz, Direito Internacional, Biblioteca Universitária, Publicações Europa - América Joaquim M. Silva Cunha, Direito Internacional Público, tomo I, 5ªedição, Coimbra, 1991, tomo II, Lisboa, 1984, tomo III, Lisboa 1993 José A. Pastor Ridruejo, Curso de Derecho Internacional Público, 2ª ed., Madrid, 1987 Juan A. Carrillo Salcedo, Curso de Derecho Internacional Público, Madrid, 1992 L. Lauterpacht, International Law, 4 vols., Cambridge, L. Oppenheim e H. Lauterpacht, International Law, vol. I, 8ª ed., e vol. II, 2ª ed., Londres, (do vol. I, em 2 tomos, saiu em 1992 a 9ª ed., da autoria só de Oppenheim) Malcolm Shaw, International Law, 3ª ed., Londres, 1991 Manuel Diez de Velasco, Instituciones de Derecho Internacional Público, 2 vols., 7ª ed., Madrid, 1977 Michael Akehurst, Introdução ao Direito Internacional, Coimbra,

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