BIODIVERSIDADE CONSERVAÇÃO E USO SUSTENTÁVEL
|
|
|
- Eric Weber Zagalo
- 9 Há anos
- Visualizações:
Transcrição
1 BIODIVERSIDADE CONSERVAÇÃO E USO SUSTENTÁVEL Carmen Rachel Scavazzini Marcondes Faria 1 O principal instrumento jurídico internacional para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade resultou da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD) ocorrida em junho de 1992, também denominada Rio 92 ou Eco 92. A Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) estabelece normas e princípios que devem reger o uso e a proteção da biodiversidade em cada país signatário e tem como objetivos a conservação da diversidade biológica, a utilização sustentável de seus componentes e a repartição justa e equitativa dos benefícios derivados da utilização dos recursos genéticos. A CDB afirmou a soberania dos países sobre seus recursos genéticos, rompendo paradigma então vigente, de que tais recursos constituíam patrimônio comum da humanidade, e propõe-se a tutelar a diversidade entre espécies, entre indivíduos de uma mesma espécie e entre ecossistemas. Esse tratado também reconhece a importância do conhecimento tradicional associado para a conservação da biodiversidade, estabelece a necessidade de consentimento dos detentores desses conhecimentos para o acesso e a exigência da repartição dos benefícios advindos do seu uso. A partir da vigência da Convenção, diversos países, entre os quais o Brasil 2, editaram leis nacionais relacionadas ao acesso e à repartição de benefícios, as quais se mostraram insuficientes, no entanto, para disciplinar, no plano internacional, as relações entre 1 2 Bióloga (USP), Mestre em Ecologia (UnB). Lecionou no Ensino Médio; foi professora e pesquisadora no Instituto de Ciências Biológicas (UnB). Consultora Legislativa do Senado Federal. A gestão do acesso à biodiversidade e ao conhecimento tradicional associado é disciplinada pela Medida Provisória (MPV) nº , editada em primeira versão em O Congresso Nacional aguarda, já há algum tempo, o envio pelo Poder Executivo Federal de projeto de lei sobre o tema que, segundo fontes governamentais, estaria em fase final de ajustes.
2 detentores e usuários dos recursos da biodiversidade. Nesse contexto, o art. 15 da CDB exigiu a aprovação, em 2010, do Protocolo de Nagoya, de modo a assegurar que os benefícios monetários ou não resultantes da utilização dos recursos genéticos e do conhecimento tradicional associado a esses recursos e aos benefícios decorrentes do uso desses conhecimentos sejam repartidos de modo justo e equitativo com o país provedor dos recursos. Também no âmbito da CDB vige o Protocolo de Cartagena 3 sobre biossegurança, acordo que visa a salvaguardar a biodiversidade dos possíveis riscos relacionados ao movimento transfronteiriço de organismos vivos modificados 4. seus propósitos. Passados vinte anos, a CDB não logrou avanços significativos na consecução de Em 2002, a Convenção adotou, como objetivo a ser alcançado até , reduzir de forma significativa a taxa de perda da biodiversidade nos níveis global, regional e nacional. Tal meta, no entanto, não foi cumprida, conforme apontam os índices do último relatório que traça o Panorama da Biodiversidade Global. Também o Brasil não cumpriu as metas às quais se propôs, embora venha se empenhando, até o momento, para implementar os compromissos assumidos perante a CDB com sucesso em algumas missões, como, por exemplo, a redução de 75% do desmatamento na região Amazônica. Isso demonstra que determinados setores governamentais, empresariais e boa parte da classe política não se comprometeram com a efetiva execução da CDB e não compreenderam, ainda, a importância dos fatores associados à perda de biodiversidade, o que afetará, de algum modo, a todos. Como se sabe, os ecossistemas nativos garantem serviços ambientais imprescindíveis para a vida, como a produção de alimentos, o abastecimento quantitativo e qualitativo de água, a manutenção da qualidade dos solos e a contenção da Aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 908, de 21 de novembro de 2003 e promulgado pelo Decreto nº 5.705, de 16 de fevereiro de A Lei de Biossegurança de 2005 estabelece regras para as atividades que envolvam organismos geneticamente modificados e está em consonância com o Protocolo de Cartagena. Declarado pela Assembleia Geral das Nações Unidas como o Ano Internacional da Biodiversidade.
3 erosão, o sequestro de carbono, a dispersão de pólen e de sementes, o controle biológico de pragas, a ciclagem de nutrientes, a estabilização de encostas e o controle de secas e enchentes. A conservação da biodiversidade não é tema afeito apenas aos órgãos oficiais de meio ambiente e às entidades ambientalistas e, por certo, deve ser considerada em todas as instâncias decisórias do País e pelo conjunto da sociedade, de modo a construir uma política de Estado e não de Governo. O Brasil também precisa liderar os estudos relativos ao valor econômico da biodiversidade, de modo a melhor conhecer e quantificar a dimensão do custo da perda desse patrimônio para a economia nacional e mundial, assim como avaliar as oportunidades econômicas quando se investe na preservação e na conservação dos recursos genéticos. Após duas décadas, o Brasil sediará, neste mês de junho, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável a Rio+20. Ainda que a CDB não conste da agenda da Conferência por ter a Convenção fórum próprio de debate e negociação, não há como afastar das discussões do evento questões relacionadas à conservação da biodiversidade, uma vez que o desenvolvimento sustentável engloba três dimensões de igual relevância: a responsabilidade ambiental, a justiça social e a viabilidade econômica. Um tema importante a ser debatido na Rio+20, conforme o Rascunho Zero da Conferência, centra-se na questão da governança ambiental mundial com vistas ao fortalecimento das ações dos órgãos das Nações Unidas, a qual se mostra fundamental para implementar os acordos internacionais existentes, entre eles as Convenções sobre Mudança do Clima e de Combate à Desertificação, que guardam claro vínculo com a CDB. O Brasil como signatário da CDB 6 e detentor da maior biodiversidade mundial deve desempenhar papel central nesses debates, em razão da importância estratégica desse imenso capital natural para o desenvolvimento econômico e social do País. 6 O texto da Convenção foi aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 2, de 3 de fevereiro de 1994, e promulgado pelo Decreto nº 2.519, de 16 de março de 1998.
4 O ordenamento jurídico pátrio registra um expressivo quadro legal no que se refere à proteção da biodiversidade, com destaque para as Leis de Fauna, do Sistema Nacional de Unidades de Conservação, de Gestão de Florestas Públicas, de Proteção à Mata Atlântica e de Crimes Ambientais. Sem esquecer que a Constituição Federal de 1988, mesmo antes da CDB, já reconhecia a importância desse tema, tanto que há previsão a respeito da matéria no seu art. 225, inciso II, nos seguintes termos: incumbe ao poder público preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e (...). A legislação ambiental pátria, no entanto, sofreu lamentável revés com a recente aprovação do novo Código Florestal 7 se é que assim pode ser chamado. A lei reduz consideravelmente o grau de proteção da vegetação nativa em áreas cruciais como margens de rios, nascentes, encostas, topos de morros, veredas, mangues e restingas as denominadas Áreas de Preservação Permanente (APP), essenciais para a conservação da biodiversidade e para a prestação de serviços ambientais. Fragiliza, igualmente, o instituto da Reserva Legal (RL) área florestada vinculada à propriedade rural, submetida a regime especial de uso, e que foi concebida com o intuito de consolidar uma malha de cobertura vegetal natural capaz de garantir o equilíbrio ecológico dos diversos ecossistemas nacionais. A lei, como aprovada pela Câmara dos Deputados, abre a possibilidade presente e futura de desmatamento, autoriza a impunidade daqueles que desmataram ilegalmente, regulariza ocupações em áreas desflorestadas em desacordo com as normas legais vigentes; elimina a necessidade de recomposição vegetal, contradiz os princípios da CDB e dos demais preceitos constitucionais e legais de proteção dos nossos recursos naturais e contraria os avanços construídos até agora. Às vésperas da Rio+20, e sob pressão da sociedade para vetar na íntegra a nova lei, a Presidente da República sancionou-a com vetos parciais e modificou-a por meio de uma medida provisória 8 que, na essência, resgata o texto que havia sido aprovado pelo Senado Federal. Se, por um lado, o Senado aperfeiçoou, ainda que de forma tímida, a versão original da Câmara dos Deputados, mediante a inclusão de algumas importantes salvaguardas, por 7 8 Lei nº , de 25 de maio de Medida Provisória (MPV) nº 571, de 25 de maio de 2012.
5 outro, não logrou construir uma norma equilibrada, que contemplasse os desafios para manter a pujança do setor do agronegócio e a valorização do conjunto da biodiversidade nacional, sem favorecer o primeiro segmento em detrimento do segundo. Todos sabemos que o País não necessita desmatar um metro sequer para aumentar a produção agrícola, mas sim investir em conhecimento e novas tecnologias, fazer com que a inovação chegue ao homem do campo, incorporar ao processo produtivo os milhões de hectares de terra degradada com uma pecuária ineficiente, adotar instrumentos econômicos que induzam a preservação e a conservação das áreas florestadas e do capital natural a elas associado. A medida provisória editada pelo Governo Federal reabre os debates sobre a revisão de uma das mais importantes leis ambientais. Por certo, ela terá que ser votada e os vetos examinados pelos mesmos parlamentares que aprovaram uma legislação demasiadamente favorável ao reclamado pelo setor rural, em prejuízo da proteção ambiental. A permanecer o conservadorismo ruralista, o novo código nasce velho, e o País poderá comprometer, de forma irremediável, o patrimônio natural das futuras gerações.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - APP -
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE - APP - Área de Preservação Permanente - APP (definição do Código Florestal-Lei 4771/65) Área protegida nos termos dos arts. 2º e 3º desta Lei, COBERTA OU NÃO POR VEGETAÇÃO
Demarest Advogados Seminário Agronegócio: Agenda Regulatória
Demarest Advogados Seminário Agronegócio: Agenda Regulatória São Paulo, 25 de fevereiro de 2015 1 CADASTRO AMBIENTAL RURAL CAR ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE APP RESERVA LEGAL RL PROGRAMA DE REGULARIZAÇÃO
Resolução Conjunta IBAMA/SEMA/IAP nº 005, de 28 de março de 2008.
Resolução Conjunta IBAMA/SEMA/IAP nº 005, de 28 de março de 2008. Define critérios para avaliação das áreas úmidas e seus entornos protetivos, normatiza sua conservação e estabelece condicionantes para
Direito Ambiental noções gerais. Ana Maria de Oliveira Nusdeo Faculdade de Direito da USP
Direito Ambiental noções gerais Ana Maria de Oliveira Nusdeo Faculdade de Direito da USP [email protected] Conceitos básicos do sistema jurídico Tratamento constitucional Política Nacional do meio ambiente
SUMÁRIO CONSTITUIÇÃO FEDERAL
SUMÁRIO CONSTITUIÇÃO FEDERAL NORMAS CONSTITUCIONAIS SOBRE O MEIO AMBIENTE Art. 5.º Art. 21 Saneamento básico Atividades nucleares Art. 22 Art. 23 Art. 24 Interpretação das normas ambientais Art. 30 Art.
NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO: Principais mudanças e implicações. Lei n , de 25 maio de Volume 2 Série Cartilhas ao Produtor
NOVO CÓDIGO FLORESTAL BRASILEIRO: Principais mudanças e implicações Lei n 12.651, de 25 maio de 2012 Volume 2 Série Cartilhas ao Produtor 2015 Elaboração Maristela Machado Araujo, Prof a de Silvicultura
Degradação da Diversidade Biológica
Degradação da Diversidade Biológica Guilherme Antonio Ferrari Scudeller Jaqueline R. de Almeida Nijima Novello Rumenos Ricieri Cioci Thalita Moraes da Silva Tópicos Abordados Conceito de diversidade biológica;
A ECO-92 resultou na elaboração dos seguintes documentos oficiais: A Carta da Terra;
A ECO-92 resultou na elaboração dos seguintes documentos oficiais: A Carta da Terra; três convenções Biodiversidade, Desertificação e Mudanças climáticas; uma declaração de princípios sobre florestas;
USO DO GVSIG PARA ELABORAÇÃO DE SISLEG NO ESTADO DO PARANÁ
USO DO GVSIG PARA ELABORAÇÃO DE SISLEG NO ESTADO DO PARANÁ ANA PAULA DALLA CORTE Doutora em Manejo Florestal FUPEF do Paraná ÁREAS DE PROTEÇÃO AMBIENTAL 1. Áreas de Preservação Permanente (APPs) São áreas
Restauração Ecológica
Restauração Ecológica A importância das florestas Seres humanos e sociedade: uso de recursos direta e indiretamente Diretamente: madeira para móveis, lenha, carvão, frutos, sementes e castanhas, óleos,
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NO SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL
SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO NO SERVIÇO PÚBLICO NO BRASIL TÓPICO 1: CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL O Artigo 7, Inciso XXII, determina como direito do trabalhador a garantia de redução
Código Florestal evolução.debate.consequências.
Código Florestal evolução.debate.consequências [email protected] 1. Evolução 2. Conteúdo 3. Debate 4. O que muda 5. Consequências Regulamentação sobre florestas Constituição Federal (1988) Código
Produção Florestal e SAFs
Produção Florestal e SAFs Técnico em Agroecologia Módulo III Prof. Fábio Zanella Reserva Legal Reserva Legal nada mais é do que a área localizada na propriedade ou posse rural determinando os percentuais
TERMO DE REFERÊNCIA. Projeto de Reflorestamento com Espécies Nativas no Bioma Mata Atlântica São Paulo Brasil
TERMO DE REFERÊNCIA Projeto de Reflorestamento com Espécies Nativas no Bioma Mata Atlântica São Paulo Brasil Contextualização e justificativa A The Nature Conservancy (TNC) é uma organização sem fins lucrativos,
Treinamento: Gestão Ambiental da Propriedade Rural Cód. 294
Código Ambiental Atualizado Santa Catarina Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro em aprovar e fazer virar lei um código ambiental independente da legislação federal (é importante salientar que
Proposta de Criação da APA da Serra de Santo Amaro e do Corredor Ecológico do Guarujá. projetos
Proposta de Criação da APA da Serra de Santo Amaro e do Corredor Ecológico do Guarujá projetos Histórico do Instituto de Segurança Socioambiental Criado no ano de 2010 para atribuir personalidade jurídica
O Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica
O Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica O Código Florestal nos Estados da Mata Atlântica Este relatório foi produzido para a Fundação SOS Mata Atlântica sob contrato firmado entre as partes em
Manual para Elaboração dos Planos Municipais para a Mata Atlântica
Manual para Elaboração dos Planos Municipais para a Mata Atlântica Rede de ONGs da Mata Atlântica RMA Apoio: Funbio e MMA Papel do Município no meio ambiente Constituição Federal Art 23 Competência Comum,
Reserva Legal: Compensação em Unidades de Conservação em São Paulo. Análise da Resolução SMA 165/2018, sob a ótica do setor privado.
Reserva Legal: Compensação em Unidades de Conservação em São Paulo Análise da Resolução SMA 165/2018, sob a ótica do setor privado. Bueno, Mesquita e Advogados O Bueno, Mesquita e Advogados é um escritório
Responsabilidade Socioambiental. Prof. Especialista Leandro Borges de Lima Silva
1 Responsabilidade Socioambiental 2 ECO/RIO-92 A responsabilidade social e a preservação ambiental significa um compromisso com a vida - João Bosco da Silva Eco/Rio - 92 3 A preocupação com os problemas
Projeto Nascentes Urbanas. MÓDULO BÁSICO Autora : Deise Nascimento Proponente: OSCIP Instituto Árvore da Vida
Projeto Nascentes Urbanas MÓDULO BÁSICO Autora : Deise Nascimento Proponente: OSCIP Instituto Árvore da Vida O projeto Nascentes Urbanas conjuga ações de recuperação e preservação ambiental, abrange o
Áreas de preservação em topo de chapada e sua adequação à Legislação Federal. Diego Alves de Oliveira 3 de dezembro de 2015 Uberlândia-MG
Áreas de preservação em topo de chapada e sua adequação à Legislação Federal Diego Alves de Oliveira 3 de dezembro de 2015 Uberlândia-MG Objetivo Apresentar os resultados do mestrado a respeito da legislação
A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS
A POLÍTICA NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS Carmen Rachel Scavazzini Marcondes Faria 1 Há duas décadas, a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) adotou um programa de
GESTÃO AMBIENTAL. Conteúdo
04/09/2012 1 / 9 Conteúdo 1. PARTES INTERESSADAS (STAKEHOLDERS)... 2 2. OPINIÃO POR PARTE DOS STAKEHOLDERS DE ALGUMA ÁREA QUE SE ENQUADRE NO CONCEITO DE FAVC.... 2 3. DAS REGIÕES RIBEIRÃO BRANCO, ITAPEVA,
REDD NO BRASIL UM ENFOQUE AMAZÔNICO PARTE 1: EMISSÕES POR DESMATAMENTO TROPICAL E O PAPEL
REDD NO BRASIL UM ENFOQUE AMAZÔNICO PARTE 1: EMISSÕES POR DESMATAMENTO TROPICAL E O PAPEL DA AMAZÔNIA BRASILEIRA Grupo de Estudo em REDD Amapá Jaqueline Homobono EMISSÕES POR DESMATAMENTO TROPICAL E O
DIREITO AMBIENTAL. Código Florestal Lei nº /12. Reserva Legal- Parte 1. Prof. Rodrigo Mesquita
DIREITO AMBIENTAL Código Florestal Lei nº 12.651/12 - Parte 1 Prof. Rodrigo Mesquita ETEP S (RL) BASE NORMATIVA: Lei nº 12.651/2012 e Lei nº 12.727/2012 CONCEITO JURÍDICO Na sistemática do Direito Ambiental
Mobilização social em defesa dos direitos dos Povos e da conservação do Bioma Cerrado
Mobilização social em defesa dos direitos dos Povos e da conservação do Bioma Cerrado Audiência Pública O PLANO DE DESENVOLVIMENTO AGROPECUÁRIO (PDA) E A AGÊNCIA DE DESENVOLVIMENTO DO MATOPIBA (MARANHÃO,
A gestão dos serviços ambientais e a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica
A gestão dos serviços ambientais e a conservação da biodiversidade na Mata Atlântica PqC. Elaine Aparecida Rodrigues SEMINÁRIO MATA ATLÂNTICA E SERVIÇOS AMBIENTAIS Mesa: PSAs e Biodiversidade Governo do
Gestão ambiental e gerenciamento de resíduos. Prof. ª Karen Wrobel Straub
Gestão ambiental e gerenciamento de resíduos Prof. ª Karen Wrobel Straub MEIO AMBIENTE De acordo com a definição contida na norma NBR ISO 14001:1996- Sistemas de Gestão Ambiental Meio ambiente é a circunvizinhança
Restauração de paisagens e florestas
Restauração de paisagens e florestas Desenvolvimento de estratégias subnacionais e integração de agendas globais Marco Terranova Um conceito com enfoque na funcionalidade dos ecossistemas A restauração
AÇÕES PARA ERRADICAÇÃO DA POBREZA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 1
AÇÕES PARA ERRADICAÇÃO DA POBREZA E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 1 Fernando Lagares Távora 2 A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável a ser realizada na cidade do Rio de Janeiro
MINUTA INSTRUÇÃO NORMATIVA LICENCIAMENTO PARA CONCESSÃO FLORESTAL. Versão - 15 junho 2007 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE
MINUTA INSTRUÇÃO NORMATIVA LICENCIAMENTO PARA CONCESSÃO FLORESTAL Versão - 15 junho 2007 MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE INSTRUÇÃO NORMATIVA N, DE DE DE 2007. A MINISTRA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE, no uso
Enquadramento Especializado
Enquadramento Especializado Karla Faillace Março/2015 1. Quanto à vegetação: Lei Complementar n 757/2015 Laudo de cobertura vegetal Diagnóstico da Vegetação Antes do Empreendimento N Total % Árvores
Programa Plante Árvore. Instituto Brasileiro de Florestas - IBF
Programa Plante Árvore Instituto Brasileiro de Florestas - IBF O que é? O Programa Plante Árvore é uma ação voluntária do Instituto Brasileiro de Florestas IBF que consiste no cadastro de proprietários
Relatório Plante Bonito
Instituto das Águas da Serra da Bodoquena IASB Organização não governamental sem fins lucrativos, com caráter técnico, científico e ambiental, criado em Bonito/MS por proprietários rurais, empresários,
UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO CONSELHO DE ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO SECRETARIA DOS ÓRGÃOS COLEGIADOS
DELIBERAÇÃO Nº 82, DE 11 DE MAIO DE 2012 O DA UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO, tendo em vista a decisão tomada em sua 257ª Reunião Extraordinária, realizada em 11 de maio de 2012, e considerando
AS FLORESTAS NO MUNDO
AS FLORESTAS NO MUNDO ÁREA - Naturais = 3,682 bilhões ha (95%) - Plantadas = 187 milhões ha (5%) - Total = 3,869 bilhões ha (100%) SUPRIMENTO DE MADEIRA - Naturais = 65% - Plantadas = 35% - Total = 100%
DISPOSIÇÕES PERMANENTES
Revista RG Móvel - Edição 31 DISPOSIÇÕES PERMANENTES CADASTRO AMBIENTAL RURAL (CAR): O novo Código Florestal determina a criação do CAR (Cadastro Ambiental Rural) e torna obrigatório o registro para todos
Certificação Florestal FSC
Certificação Florestal FSC Impactos sociais e ambientais da certificação FSC O FSC é uma organização independente, não governamental, sem fins lucrativos, criada para promover o manejo florestal responsável
REQUISITOS PARA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NA CANA DE AÇÚCAR:
REQUISITOS PARA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE NA CANA DE AÇÚCAR: Karina de Toledo Bernardo. Doutoranda no PPGSEA/EESC/USP. [email protected] Eleri Rafael Muniz Paulino Doutorando no PPGSEA/EESC/USP [email protected]
ESTADO DO PIAUI PREFEITURA MUNICIPAL DE COCAL DOS ALVES PI CNPJ(MF) 01.612.572/0001-94 ADM.: A FORÇA DO POVO
LEI N o 123/2011. Estabelece diretrizes gerais para a elaboração do orçamento do Município de Cocal dos Alves para o exercício de 2012 dá outras providências. A Câmara Municipal de Cocal dos Alves, por
Registro neste Plenário, com tristeza, os índices de desmatamento da Amazônia anunciados ontem pelo Governo Federal.
Pronunciamento da Deputada Perpétua Almeida sobre o acréscimo do desmatamento na Amazônia. Senhor Presidente, Senhoras e Senhores Deputados. Registro neste Plenário, com tristeza, os índices de desmatamento
MEIO AMBIENTE LEGISLAÇÃO BÁSICA. Palestrante: Wagner Giron de la Torre
MEIO AMBIENTE LEGISLAÇÃO BÁSICA Palestrante: Wagner Giron de la Torre Convenção Sobre a Diversidade Biológica 1992 (promulgada pelo Decreto n. 2.519/98) Conscientes, também, da importância da diversidade
Código Florestal. Ana Carolina Silva Ana Paula Escobar Diego Nunes Jaqueline França Jean Morais Letícia Souza Lourival Rosa Lucas Soares Sônia Mônica
Código Florestal Ana Carolina Silva Ana Paula Escobar Diego Nunes Jaqueline França Jean Morais Letícia Souza Lourival Rosa Lucas Soares Sônia Mônica A reforma da nossa legislação ambiental Pode não parecer,
VOTO EM SEPARADO. AUTORIA: Senador RANDOLFE RODRIGUES I RELATÓRIO
VOTO EM SEPARADO Perante a COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO, JUSTIÇA E CIDADANIA, sobre a Proposta de Emenda à Constituição nº 43, de 2013 (nº 349, de 2001, na Câmara dos Deputados), primeiro signatário o Deputado
BRASÍLIA/DF, 04 DE SETEMBRO DE NOVO CÓDIGO FLORESTAL 2. CAR
BRASÍLIA/DF, 04 DE SETEMBRO DE 2014 RESUMO: 1. NOVO CÓDIGO FLORESTAL 2. CAR 1 NÚMEROS, PROGRAMAS E INSTRUMENTOS 84 artigos 76 EXCEÇÕES - INV. GAS. 36 DECRETOS REGULAMENTARES - DECRETOS A PUBLICAR: CRA
Organização da Aula. Recuperação de Áreas Degradadas. Aula 6. Contextualização. Adequação Ambiental. Prof. Francisco W.
Recuperação de Áreas Degradadas Aula 6 Prof. Francisco W. von Hartenthal Organização da Aula Adequação Ambiental e Biologia da Conservação 1. Adequação Ambiental de Atividades Produtivas 2. Preservação,
CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº, DE 2012
CÂMARA DOS DEPUTADOS PROJETO DE LEI Nº, DE 2012 (Do Sr. Deputado Félix Mendonça Júnior) Cria o Selo Verde Cacau Cabruca. O Congresso Nacional decreta: Art. 1º Fica criado o Selo Verde Cacau Cabruca, com
PANORAMA SOBRE A PECUÁRIA BRASILEIRA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
PANORAMA SOBRE A PECUÁRIA BRASILEIRA E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL QUAL É O PROBLEMA COM A PECUÁRIA? A produção pecuária no Brasil tem um papel fundamental quando se trata de atender
A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais. Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015
A Agenda de Desenvolvimento pós-2015 e os desafios para os Governos Locais Belo Horizonte 26 de Agosto de 2015 Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) Em 2000, durante a Cúpula do Milênio, líderes
REQUERIMENTO (Do Sr. Dr. UBIALI)
REQUERIMENTO (Do Sr. Dr. UBIALI) Requer o envio de Indicação ao Poder Executivo, relativa à inserção do Cooperativismo como Tema Transversal nos currículos escolares do ensino Senhor Presidente: Nos termos
CAPACITAÇÃO SOBRE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS. ENG. GUILHERME AMSTALDEN VALARINI Coordenador de Projetos Consórcio PCJ
CAPACITAÇÃO SOBRE PAGAMENTO POR SERVIÇOS AMBIENTAIS ENG. GUILHERME AMSTALDEN VALARINI Coordenador de Projetos Consórcio PCJ Associação de usuários de recursos hídricos (prefeituras + empresas); Personalidade
MINUTA DECRETO Nº, DE_ DE_ DE 2010. ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São Paulo, no uso de suas atribuições legais,
MINUTA DECRETO Nº, DE_ DE_ DE 2010. Cria o Parque Estadual Restinga de Bertioga, a Área de Relevante Interesse Ecológico Itaguaré e dá providências correlatas ALBERTO GOLDMAN, Governador do Estado de São
Barra de Gramame. Foto:DIEP/SEMAM
Barra de Gramame Foto:DIEP/SEMAM Sumário 1. Apresentação 2. Marcos Conceituais 3. Objetivos 4. Métodos 5. Diagnóstico Municipal da Mata Atlântica 6. Diretrizes do Plano Municipal de Conservação e Recuperação
Carta da comunidade científica do VI Simpósio de Restauração Ecológica à população (2015).
Carta da comunidade científica do VI Simpósio de Restauração Ecológica à população (2015). Aprovada em plenária durante o VI Simpósio de Restauração Ecológica (SP), a carta englobou diversas sugestões
Política Nacional de Meio Ambiente: unidades de conservação. Biogeografia - aula 4 Prof. Raul
Política Nacional de Meio Ambiente: unidades de conservação Biogeografia - aula 4 Prof. Raul leis aprovadas na década de 1990. Lei dos Recursos Hídricos. Lei de Crimes Ambientais. Sistema Nacional de Unidades
Cadastro Ambiental Rural e Programa de Regularização Ambiental
Cadastro Ambiental Rural e Programa de Regularização Ambiental Segundo a Lei Federal 12.651/2012, Decretos Federais 7.830/2012 e 8.235/2014 e Instrução Normativa MMA 02/2014 ESALQ Maio de 2014 Caroline
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE
PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE Projeto Mutirão do reflorestamento a UC 2016 Reflorestamento em áreas urbanas: a experiência da Cidade do Rio de Janeiro Ambientes
Manejo Sustentável da Floresta
Manejo Sustentável da Floresta 1) Objetivo Geral Mudança de paradigmas quanto ao uso da madeira da floresta, assim como a percepção dos prejuízos advindos das queimadas e do extrativismo vegetal. 2) Objetivo
BR 116/RS Gestão Ambiental. Oficina para Capacitação em Gestão Ambiental
BR 116/RS Gestão Ambiental Programa de Apoio às Prefeituras Municipais Oficina para Capacitação em Gestão Ambiental Novo Código Florestal Inovações e aspectos práticos STE Serviços Técnicos de Engenharia
RESOLUÇÃO CONAMA 369/06
RESOLUÇÃO CONAMA 369/06 Dispõe de casos excepcionais no casos de utilidade pública, interesse social e de baixo impacto ambiental, que possibilitam a intervenção ou supressão de vegetação em áreas de preservação
PHA 3001 ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE. Prof. Dr. Theo Syrto Octavio de Souza
PHA 3001 ENGENHARIA E MEIO AMBIENTE Prof. Dr. Theo Syrto Octavio de Souza ([email protected]) Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano (Conferência de Estocolmo) 1972, Estocolmo, Suécia 113
