Portos Secos em Minas blá..
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- Samuel Belém Marinho
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1 Portos Secos em Minas blá.. Lorem Ipsum is simply dummy text of the dummy text ever since the 1500s, when an It has survived not only five centuries, but printing and typesetting industry. Lorem unknown printer took a galley of type and also the leap into electronic typesetting, Ipsum has been the industry s standard scrambled it to make a type specimen book. dads sdds sdsd dsdsddssd pág. 4 Fonte / RFB Recintos MG Juiz de Fora Acumulado Jan/Abril de 2007 Jan/Abril de 2008 Variação % Quant. DI VMLE US$/1001 PESO LIQ MERC (TON) Quant. DI VMLE US$/1001 PESO LIQ MERC (TON) Quant. DI VMLE US$/1000 PESO LIQ MERC (TON) ,53% 350,00% 164,90% Uberaba ,98% 311,19% 67,14% Varginha ,65% -33,46% -27,18% Uberlândia ,03% 98,25% 26,77% ,00% 1,71% -17,30% IRF/BHE (Confins) ,65% 156,20% 162,64% TOTAL 6ªRF - MG ,86% 49,94% 5,77% Betim Título 1 - Lorem ipsum Título 1 - Lorem ipsum O aumento da importação de bens de capital, a partir de 2000, passou a exigir das empresas transportadoras um planejamento detalhado das cargas que vêm de outros países, sobretudo da China. O aumento da importação de bens de capital, a partir de 2000, passou a exigir das empresas transportadoras um planejamento detalhado das cargas que vêm de outros países, sobretudo da China. pág. 7 revista_layout_17_06.indd 1 pág. 7 17/6/ :45:34
2 Editorial É clara a posição dos órgãos reguladores quanto à importância da rotina nos controles aduaneiros. Todos da cadeia logística devem estabelecer métodos de controle das rotinas, analisando os riscos e agindo preventivamente às ameaças da boa conduta. A falta de conhecimento e a complexidade das leis e procedimentos são as maiores causas do não cumprimento da legislação. Cabe aos importadores e exportadores saber se seus contratados possuem o devido conhecimento para gerenciar seus riscos operacionais. Risco operacional é o grau de probabilidade de não serem cumpridas as normas estabelecidas, o que certamente irá gerar perdas ao erário, à sociedade ou as indústrias nacionais. As aduanas sabem que o risco muda com o tempo, é administrável e é parcialmente desconhecido. Portanto, cabe a todos os operadores logísticos, desde os despachantes, agentes de carga, como também os importadores e exportadores uma constante auditoria nas suas rotinas, fazendo o uso de novas tecnologias de informação e provando para os órgãos reguladores que sua empresa é cumpridora das normas. Frederico Pace Presidente do SDAMG Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry s standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book. It has survived not only five centuries, but also the leap into electronic typesetting, remaining essentially unchanged. It was popularised in the 1960s with the release of Letraset sheets containing Lorem Ipsum passages, and more recently with desktop publishing software like Aldus Page- Maker including versions of Lorem Ipsum. Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry s standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book. It has survived not only five centuries, but also the leap into electronic typesetting, remaining essentially unchanged. It was popularised in the 1960s with the release of Letraset sheets containing Lorem Ipsum passages, and more recently with desktop publishing software like Aldus PageMaker including versions of Lorem Ipsum. Lorem Ipsum is simply dummy text of the printing and typesetting industry. Lorem Ipsum has been the industry s standard dummy text ever since the 1500s, when an unknown printer took a galley of type and scrambled it to make a type specimen book. It has survived not only five centuries, but also the leap into electronic typesetting, remaining essentially unchanged. It was popularised in the 1960s with the release of Letraset sheets containing Lorem Ipsum passages, and more recently with desktop publishing software like Aldus PageMaker including versions of Lorem Ipsum. Roger Rohlfs Presidente da CODACA Expediente Revista AduanaMinas: Informações Técnicas de Comércio Exterior em Minas Gerais Tiragem: exemplares Jornalista responsável: Bruno Marques - Mtb 10773/MG [email protected] Editoração Eletrônica: Agência Detalhes Contato Comercial: Rua Pernambuco º andar - Funcionários - BH - MG Tel [email protected] Matérias e fotos atualizadas no site 02 Aduana Minas revista_layout_17_06.indd 2 17/6/ :45:46
3 Qualificação dos despachantes Esaf promoverá curso piloto de capacitação em Minas Gerais Minas Gerais poderá ser o primeiro estado do país a receber o curso de capacitação de despachantes aduaneiros, que será ministrado pela Escola de Administração Fazendária (Esaf), da Receita Federal do Brasil (RFB). Conforme explicou a chefe substituta da Divisão Aduaneira (Diana), da RFB em Minas Gerais, Mara Cristina Sifuentes, a realização do curso suprirá anseios tanto dos despachantes aduaneiros quanto da Receita, que busca a constante melhoria dos agentes envolvidos com o comércio exterior. Inicialmente, 30 despachantes aduaneiros poderão participar do curso piloto que está sendo preparado pela Esaf e que aguarda apenas a autorização da RFB para o início das aulas em Belo Horizonte. Existem atualmente cerca de 650 despachantes registrados em Minas Gerais. De acordo com Mara Sifuentes, as aulas serão ministradas aos sábados, com 15 módulos de 8 horas por aula, totalizando 120 horas. A grade será formada por disciplinas que abordem a Organização da Administração Aduaneira do Brasil, Siscomex, Noções de comércio internacional, Valoração Aduaneira, Origem, Classificação de Mercadorias, Tributação, Controle Administrativo, Trânsito e Controle de Carga, Despacho de Importação e Exportação, Regimes Aduaneiros, Controle Cambial, Infrações e Penalidades e Processos Administrativos. A chefe substituta da Diana informou ainda que, há algum tempo, a Federação Nacional dos Despachantes Aduaneiros (Feaduaneiros) solicita da RFB um curso de capacitação para os profissionais de todo o Brasil. Inicialmente, 30 despachantes aduaneiros poderão participar do curso piloto Lorem ipsum, lorem ipshum, Lorem ipsum, lorem ipshum, Lorem ipsum, lorem ipshum, Lorem ipsum Ainda de acordo com ela, a Receita também vem cobrando dos sindicatos de despachantes aduaneiros de todos os estados do país uma melhor qualificação técnica dos filiados, já que para a obtenção do registro não se exige uma formação técnica específica No ano passado, a Coana (Coordenação de Administração Aduaneira da RFB) se reuniu com a Feaduaneiros e apresentou uma proposta de criação de um curso de capacitação e a idéia foi aprovada. A partir daí, foi elaborado um projeto para que a Esaf participasse como co-promotora do evento e as despesas do curso seriam custeadas pela Feaduaneiros e seus membros, explicou Mara Sifuentes. Ela disse também que todas as regiões do país demonstraram interesse na realização do curso. A Receita Federal do Brasil, em Minas Gerais, também interessada na promoção do evento, entrou em contato com a unidade da Esaf no Estado e também com o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais, que concordaram em promover o curso piloto em Belo Horizonte, disse. Na opinião do presidente da Associação das Empresas Agentes e Comissárias de Cargas de Minas Gerais (Codaca), Roger Rohlfs,... Março / Abril revista_layout_17_06.indd 3 17/6/ :45:55
4 12 medidas para desburocratizar Nova versão do Siscomex-Exportação deverá ser lançada até o final do ano 12 propostas apresentadas pelo governo para agilizar o comércio exterior: 1 - Reduzir ao mínimo os produtos controlados e os procedimentos de controle para exportação, diminuindo o número de órgãos que precisam dar anuência. 2 - Harmonizar técnicas de identificação dos operadores com maior ou menor risco para criar um mecanismo de licenciamento instantâneo para aqueles de risco reduzido. 3 - Criar mecanismo de licenciamento instantâneo na importação e na exportação até que o operador econômico autorizado esteja em vigor. Para Themistocles Teixeira, da Fundep, as medidas estimularão as importações de mercadorias e equipamentos voltados para pesquisa O governo divulgou em 15 de maio deste ano um pacote com 12 medidas para desburocratizar as importações e exportações no país. A expectativa é de que as mudanças, que compõem a nova política industrial do país, sejam implementadas ao longo deste ano. O presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), Frederico Pace, ressaltou que as medidas anunciadas são previstas pela Organização Mundial das Aduanas (OMA) e, se realmente forem implementadas, contribuirão para agilizar os trabalhos dos operadores do comércio exterior no país. O governo anunciou também o lançamento de uma nova versão do SiscomexExportação, que deverá estar disponível ainda este ano. Entre as medidas apresentadas, destacase a eliminação das anuências nas chamadas zonas primárias, que são os portos, aeroportos e fronteiras secas para as mercadorias que se destinam a outra alfândega. De acordo com o governo, esta iniciativa tem o objetivo de desafogar o movimento de cargas e a armazenagem em trânsito. 04 revista_layout_17_06.indd 4 Para o responsável pelas importações da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), por meio da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep) e do Núcleo de Relações Institucionais (NRI), Themistocles Teixeira, as medidas anunciadas pelo governo poderão não só estimular as operações que envolvem o comércio internacional no país, como também toda a produção interna. De acordo com ele, como uma das medidas prevê facilitar o acesso a equipamentos e mercadorias importadas voltadas para a pesquisa, o Brasil terá a oportunidade de desenvolver trabalhos voltados para ganhos de produção e de competitividade, como têm feito com sucesso a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), a Petrobras e outras empresas. Há em vigor, atualmente, 1,359 mil nomenclaturas para os produtos exportados e 2,270 mil nomenclaturas para as mercadorias importadas. Aproximadamente mil empresas brasileiras respondem por 80% das relações comerciais no país. A estimativa da RFB é de que elas possam atuar como operador econômico autorizado. 4 - Eliminar as anuências nas chamadas zonas primárias, que são os portos, aeroportos e fronteiras secas para as mercadorias que se destinam a outra alfândega. O objetivo é desafogar o movimento de cargas e a armazenagem em trânsito. 5 - Promover simultaneamente entre os órgãos o sistema de licenciamentos e anuências, dando mais racionalidade ao processo e dando mais visibilidade ao desempenho de cada órgão. Hoje, não é clara a responsabilidade por atrasos no registro e liberação de mercadorias. 6 - Padronizar horários e rotinas e expedientes dos intervenientes, que prestam serviço em portos, aeroportos e zonas de fronteira. 7 - Criar um manual de normas e procedimentos operacionais e administrativos para todos os órgãos que atuam no comércio exterior. Essas regras estarão disponíveis na internet. 8 - Implementar programas de capacitação e treinamento para funcionários. 9 - Definir critérios para agilizar a liberação de mercadorias e embalagens de madeira, dando foco à fiscalização nas empresas, setores e países que oferecem maior risco de contaminação Enviar ao Ministério do Planejamento e demais ministérios envolvidos no comércio exterior uma recomendação para que na elaboração do orçamento do próximo ano destinem prioritariamente recursos para atividades de desenvolvimento e atualização do comércio exterior Mapear produtos importados e ex- Aduana Minas 17/6/ :46:00
5 Central Exportaminas é o primeiro contato do Órgão tem o objetivo de auxiliar as exportações, assim como definir estratégias voltadas para o comércio internacional A Central Exportaminas foi criada, em agosto de 2004, com o objetivo de ser o primeiro contato dos novos exportadores mineiros com o comércio exterior, segundo informou o diretor do órgão, vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede), Jorge Duarte Oliveira. De acordo com ele, desde que o Exportaminas entrou em operação, mais de 1,5 mil atendimentos já foram realizados, seja por meio do callcenter, de acessos à página na internet, ou através de visitas à Central. Inicialmente, segundo Oliveira, a Central Exportaminas foi desenvolvida por uma parceria formada entre a Sede e a Bolsa de Mercadorias & Futuros (BMF), que se há pouco tempo se fundiu com a Bolsa de Valores do Estado de São Paulo (Bovespa). Contudo, a Central passou a contar, desde março passado, com o apoio de novos integrantes, informou Oliveira. De acordo com ele, a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (Faemg), a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), e o Serviço de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae Minas) passaram a participar dos programas desenvolvidos pelo Exportaminas. Contudo, Oliveira informou que a Central Exportaminas também tem o objetivo de atuar como uma unidade de inteligência comercial para o governo do Estado, a fim de criar uma base de dados para que possam ser estabelecidas as melhores estratégias para o desenvolvimento do comércio exterior em Minas. De acordo com ele, o trabalho de desenvolvimento de base de dados começou há Conhecer o perfil das empresas comissárias de cargas, assim como as especialidades dos despachantes aduaneiros, contribuirá para o desenvolvimento do comércio exterior no Estado. cerca de dois anos e já resultou em duas publicações oficiais, que definem o panorama e também mapeiam o cenário do comércio exterior no Estado. O diretor da Central Exportaminas informou ainda que uma nova edição, com estatísticas e dados atualizados, como empresas, municípios, regiões, microrregiões, volume de exportações realizadas por ano, destino dos embarques, deverá ser publicada em junho deste ano. O trabalho da unidade de inteligência é definir a melhor vocação de cada região e microrregião do Estado, a fim de estimular as exportações mineiras por meio de políticas orientadas, comentou. Conforme o diretor da Central Exportaminas, o trabalho dos despachantes aduaneiros é fundamental para a diversificação da pauta de exportação mineira e do desenvolvimento do comércio exterior no Estado. Oferecemos aos possíveis exportadores uma lista com as empresas credenciadas pela Codaca (Associação das Empresas Agentes e Comissárias de Cargas de Minas Gerais) para que elas possam auxiliar nos processos de exportação, comentou. Entretanto, Oliveira ressalta que conhecer o perfil das empresas comissárias de cargas, assim como as especialidades dos despachantes aduaneiros, pode contribuir para o desenvolvimento do comércio exterior no Estado. Como exemplo de ações que contaram com a participação da Central Exportaminas, Oliveira destacou o apoio à missão comercial para o Oriente Médio, em Dubái, e também à cidade do Cairo, no Egito. Março / Abril revista_layout_17_06.indd 5 17/6/ :46:02
6 Título Sebetiba Lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum Lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum Lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum Para estreitar o relacionamento com os despachantes mineiros, o terminal Sepetiba Tecon S/A, controlado pela Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e que opera em Itaguaí, no Rio de Janeiro, abriu no primeiro semestre deste ano, em Belo Horizonte, um escritório exclusivo para atender as demandas dos clientes de Minas Gerais. Conforme explicou o executivo de vendas do Sepetiba Tecon em Minas Gerais, Ralph Maia, o terminal oferece todas as condições para operar as importações e exportações das empresas mineiras, que já representam cerca de 45% das movimentações no porto. Entre as principais demandas das empresas de Minas Gerais está a adoção do conceito de carga-pátio, que permite a retirada imediata das mercadorias dos navios e realizar o desembaraço dos produtos nos portos secos do Estado, gerando mais agilidade e reduzindo os custos de armazenagem e capatazia. Especialistas indicam que um terminal que utiliza o sistema de carga-pátio aumenta consideravelmente o volume de mercadorias que passam pelo porto. Nos últimos três anos, o Sepetiba Tecon, instalado em uma área de 400 mil metros quadrados, foi o complexo portuário que mais cresceu no país, segundo informou Maia. De acordo com ele, o terminal registrou no ano passado cerca de 178,9 mil processos. Para este ano, a estimativa é de que o número atinja os 221,1 mil, o que significará um crescimento de 23,5%. De acordo com ele, o terminal deverá analisar a demanda dos despachantes aduaneiros de Minas Gerais pela adoção do conceito de carga-pátio e, confirmada a viabilidade econômica, não há razões para que o regime não se torne uma opção para os importadores mineiros. O executivo de vendas do Sepetiba Tecon destacou que a infra-estrutura que o terminal possui. São 810 metros de extensão e 14,5 metros de calado, permitindo a atracação de navios de médio e grande porte. Em se tratando dos equipamentos, são quatro portaineres, dois transteineres, dois MHCs, 14 reach stacker e 27 empilhadeiras. Maia destacou os investimentos que estão sendo realizados para duplicar o acesso ferroviário ao porto de Itaguaí, que é atendido pela MRS Logística S/A, e a construção de um arco rodoviário na região, que permitirá que as cargas não precisem mais passar pela capital do Rio de Janeiro. Os aportes desse projeto, previsto no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, são da ordem de R$ 650 milhões. Ao todo, os investimentos da CSN em Itaguaí, apenas em infra-estrutura e na aquisição de equipamentos somam R$ 230 milhões, sendo R$ 105 milhões no Sepetiba Tecon, R$ 90 milhões que serão voltados para a exportação de placas de aços, e R$ 35 milhões que serão empreendidos em máquinas e equipamentos de logística. Caso o Sepetiba Tecon opte mesmo por adotar o conceito de carga-pátio, o terminal poderá realmente se confirmar como uma das principais opções para os importadores mineiros. Lorem ipsum Medida melhorará eficiência da Infraero, para especialistas No início de fevereiro, o presidente da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), Sérgio Gaudenzi, defendeu a abertura de capital da autarquia. De acordo com ele, não há como administrar 67 aeroportos em um país continental. Contudo, Gaudenzi afirmou que é contra a privatização dos equipamentos. Conforme o presidente da Infraero, a abertura de capital da empresa deve ocorrer de forma semelhante à da Petrobras, que vendeu parte das ações mas que manteve o controle da companhia. Ainda segundo Gaudenzi, a participação do capital privado na Infraero estimularia uma fiscalização pró-ativa. Outra vantagem na opinião dele seria a possibilidade de a empresa poder passar a administrar aeroportos em outros países. O atual estatuto não permite a internacionalização das atividades. O sócio-fundador da Associação das Empresas Comissárias de Despacho e Agentes de Carga de Minas Gerais (Codaca) e do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), Claudiano José Soares Filho, já havia dito à revista AduanaMinas que a falta de concorrência entre os aeroportos deixa o sistema aéreo brasileiro estagnado. Segundo Soares Filho, como os aeroportos brasileiros estão sob uma mesma administração, tanto faz para a Infraero se o lucro de um determinado equipamento ocorre em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), ou em Viracopos, em Campinas. 06 Aduana Minas revista_layout_17_06.indd 6 17/6/ :46:02
7 Importações mineiras cresceram 47,99% Principais importadores são dos setores automotivo, siderúrgico e de fertilizantes Segundo informações divulgadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o total das importações mineiras, de janeiro a maio deste ano, somaram US$ 3,514 bilhões. Em comparação com os mesmos cinco meses do ano passado, quando o valor das mercadorias importadas pelas empresas de Minas Gerais representou quase US$ 2,375 bilhões, houve crescimento de 47,99%. Entre os principais produtos importados nos cinco primeiros meses deste ano, estão o coque, cloretos de potássio, partes e acessórios de carrocerias e de tratores, enxofre, sulfetos de zinco, caixas de marcha para veículos, veículos com motor, uréia, aviões, amoníaco anidro, trigo, aparelhos mecânicos, microprocessadores, entre outros. A empresa que mais importou de janeiro a maio deste ano foi a Mercedes-Benz do Brasil Ltda. A montadora reiniciou as atividades na planta de Juiz de Fora (Zona da Mata) e, desde o início do ano, voltou a importar peças e acessórios para a produção do Classe C Sports Coupé, cuja a produção está voltada apenas para o mercado externo. Nos cinco primeiros meses do ano, as importações da Mercedes somaram US$ 295,4 milhões. O volume importado é 89% maior do que o Mercedes-Benz, Fiat e Usiminas lideram entre as maiores empresas importadoras registrado em igual período do ano passado. Em segundo lugar no ranking das importadoras mineiras ficou outra indústria do setor automotivo. A Fiat Automóveis S/A (Fiasa), instalada em Betim (RMBH), importou pouco mais de US$ 251 milhões de janeiro a maio de Em comparação com o volume importado no mesmo intervalo de 2007, houve alta de cerca de 18%. A Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais S/ A (Usiminas) foi a terceira empresa que mais importou nos cinco primeiros meses do ano. O volume encomendado atingiu os US$ 247,2 milhões, o que representa um crescimento de 47% ante igual período do ano passado. Em seguida, as empresas mineiras que mais importaram no período de janeiro a maio deste ano foram: Gerdau Açominas S/A, Iveco Latin América Ltda, Arcelor- Mittal Inox S/A (antiga Acesita), Manah S/A (do setor de fertilizantes), Fertilizantes Fosfatados Fosfertil, FMC Química S/A (que atua com defensivos agrícolas), e a Jabil do Brasil (fabricante de eletroeletrônico). Desembaraço em Minas aumenta 49,94% O volume importado nos portos secos do Estado aumentou 49,94% nos primeiros quatro meses deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, conforme números da Receita Federal do Brasil (RFB). De janeiro a abril de 2008, o valor das mercadorias desembaraçadas nas seis alfândegas mineiras somaram US$ 1,401 bilhão, ante os cerca de US$ 934,5 milhões registrados em igual base de Entretanto, em relação às Declarações de Importação (DIs), a evolução do número de desembaraços não cresceu na mesma proporção. De janeiro a abril deste ano, foram contabilizados 20,879 mil atos. Este resultado é 3,46% maior do que os 20,103 mil DIs registrados no mesmo quadrimestre do ano passado. Março / Abril revista_layout_17_06.indd 7 17/6/ :46:02
8 Entidades Multas na unidas importação em prol do COMEX SDAMG, Codaca e Fiemg criaram duas comissões para evitar entraves nos procedimentos aduaneiros Para evitar que greves e paralisações dos servidores públicos nas aduanas mineiras interfira nas operações de comércio exterior, sobretudo na importação, o Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), a Associação das Empresas Comissárias de Cargas de Minas Gerais (Codaca), e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) decidiram unir as forças e criar duas frentes de trabalho. A primeira delas ficou responsável por minimizar os impactos das greves, encontrando medidas preventivas que possibilitem às empresas mineiras dar continuidade aos processos de exportação e importação mesmo que as atividades sejam paralisadas nos entrepostos aduaneiros. Já a segunda comissão ficará por conta de realizar ações que possam unir as três entidades para enviar pautas de interesse dos empresários mineiros às esferas de governo. Todas as reivindicações do SDAMG e da Codaca, reunidas em dossiês, serão enviadas a este grupo Durante o encontro, realizado no final de maio passado, no Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiemg, foram ministradas palestras sobre os procedimentos corretos para evitar atrasos, apresentada pelo presidente da Codaca, Roger Rohlfs; efeitos das greve nas indústrias mineiras, apresentada pela presidente do Conselho de Política Internacional da Fiemg, Martha Lassance; evolução dos procedimentos jurídicos nas greves, apresentada pelo sócio do escritório HLL e advogado do SDAMG, Fernando Pieri; e a necessidade de qualidade de informação nos novos procedimentos aduaneiros, que foi apresentada pelo presidente do SDAMG, Frederico Pace. Conforme ressaltou Martha Lassance, durante a última greve, as exportações mineiras, enquanto estavam sem mandados de segurança, caíram 3,6% em março deste ano (ante igual período do ano passado), movimentando US$ 1,431 bilhão. Em abril, quando as liminares já estavam em vigor, os embarques das empresas voltaram recuperaram o volume represado e voltaram ao normal, crescendo 25,7% e atingindo US$ 1,660 bilhão. Em relação às importações, que são as mais afetadas com as paralisações nas aduanas, o percentual encontrado foi negativo em março, quando houve queda de 0,7% e US$ 553 milhões foram movimentados nos seis portos secos do Estado. No mês seguinte, já protegidas por mandados de segurança, as encomendas voltaram ao normal, apresentando alta de 84,3% e a movimentando US$ 822 milhões. 08 Aduana Minas revista_layout_17_06.indd 8 17/6/ :46:02
9 Livro Flávio Coelho SDAMG, Codaca e Fiemg criaram duas comissões para evitar entraves nos procedimentos aduaneiros Exercer cargos que são fundamentais para o país requer salários compatíveis com o alto grau de responsabilidade. No entanto, não é esse o entendimento do governo federal. Os auditores fiscais da Receita Federal do Brasil (RFB) iniciaram um movimento de negociação salarial e de preservação de funções há mais de seis meses e o governo até o momento não ofereceu nenhuma proposta concreta. Sem o interesse do governo de resolver a questão, os servidores se viram obrigados a dar mais um passo no movimento e, em 18 de março, optaram por paralisar as atividades, o que afeta principalmente o trabalho de desembaraço das mercadorias estrangeiras que chegam no país. Mesmo com a paralisação, os auditores fiscais da Receita têm respeitado o mínimo de 30% das atividades, que estão sendo utilizados para desembaraçar cargas que caem no Canal Verde e as essenciais, como produtos perecíveis e medicamentos. Conforme o presidente do Sindicato dos Despachantes Aduaneiros de Minas Gerais (SDAMG), Frederico Pace, o governo precisa se conscientizar da importância das funções exercidas pelos auditores fiscais da RFB e oferecer salários compatíveis com a responsabilidade exercida por esses servidores, que são essenciais para o estabelecimento de uma competitividade sadia entre as empresas instaladas no Brasil. por sua vez, exercerão funções de maior responsabilidade, comentou. De acordo com ele, se o governo não reconhecer e valorizar os auditores fiscais que tem, continuará perdendo esses competentes profissionais para outros órgãos públicos ou, até mesmo, para a iniciativa privada, comprometendo a carreira desses profissionais. Conforme informações do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da RFB (Unafisco), com a proposta de reajuste salarial que foi apresentada pelo governo, os fiscais da Receita foram rebaixados para o 3 escalão do Executivo Federal, o que não condiz com a realidade e a importância das funções. Outra reivindicação da categoria é impedir a tentativa de o governo ampliar as funções dos cargos de chefia que são comissionados, o que pode comprometer a segurança das operações, uma vez que os profissionais que ocupam esses cargos não têm o mesmo compromisso para defender o interesse público. Aduana Moderna Uma aduana moderna requer uma quantidade menor de auditores fiscais que, Março / Abril revista_layout_17_06.indd 9 17/6/ :46:03
10 Opinião Nova opção de drawback - IN 845 flexibiliza a utilização do regime Perktold* Instrução Normativa (IN) n 845, publicada pela Receita Federal do Brasil (RFB) em 23 de maio deste ano, pode favorecer as empresas importadoras de todo o país, conforme informou o advogado e despachante aduaneiro Carlos Perktold. De acordo com ele, a nova norma desburocratizará o regime de Drawback, criado para estimular a importação de produtos acabados e matérias-primas que serão comercializados fora do país. Segundo Perktold, a partir da publicação da IN, as empresas exportadoras que tiverem Ato Concessório (AC) para usufruir do regime de drawback, além de ficarem isentas de contribuições sociais e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), terão a mesma isenção para os tributos que são aplicados às mercadorias fabricadas no Brasil, mas que serão utilizadas como insumos ou produtos acabados que terão como destino o mercado externo. Ainda na opinião de Perktold, a nova IN reduzirá o grande volume de créditos tributários gerados, favorecendo o fluxo de caixa das empresas exportadoras e simplificando todo o regime de Drawback. Contudo, a nova instrução normativa criará um vazio legal, conforme o especialista. De acordo com ele, não há nenhum impeditivo no texto da IN publicada recentemente que impeça às empresas de utilizarem, em todo o processo produtivo, apenas produtos fabricados no país, o que descaracterizará o regime de drawback. Acredito que a Receita deverá publicar um ato declaratório interpretativo, a fim de esclarecer esse vazio legal. É importante lembrarmos que a medida traz vantagens para as empresas exportadoras, mas descaracteriza o regime de drawback, explicou. Conforme Perktold, apesar da dificuldade de que o conceito de drawback implica juridicamente na importação de produtos importados a serem utilizados na fabricação de um outro a ser exportado, ele entende que a IN acima autoriza o fabricante nacional a fazer as compras das matérias primas internamente com o AC de produtos que deveriam ser importados. Contudo, o especialista questiona: O que pode acontecer juridicamente com o fabricante nacional se não cumprir o AC?. Conforme Perktold, do ponto de vista administrativo sob o comando do DECEX nada pode ser feito contra a empresa que adotar esta prática. O AC será extinto porque não houve qualquer Declaração de Importação vinculada a ele, afirmou. Para Perktold, este é o mesmo entendimento sobre as questões tributárias ligadas ao novo drawback. De acordo É importante lembrarmos que a medida traz vantagens para as empresas exportadoras, mas descaracteriza o regime de drawback com ele, como não houve importação, as suspensões do IPI e do Pis/Pasep/Confins no mercado interno estão amparadas por notas fiscais e se transformam em isenção a partir do Registro de Exportação dos produtos finais exportados, não fica caracterizada nenhuma irregularidade. Ainda segundo Perktold, a partir da IN 845, o chamado drawback interno, também conhecido como drawback verde-amarelo, previsto na IN n 84, que foi publicada pela antiga Secretaria da Receita Federal (SRF), em 1992, deixará de ser utilizado por duas razões: Primeiro porque nele há previsão de suspensão apenas do IPI, enquanto o novo inclui, além do IPI, o Pis/ Pasep/Cofin. Além disso, o verde-amarelo exige toda uma burocracia cobrada de um projeto que precisará ser aprovado pela RFB, enquanto o novo requer apenas a citação do número do AC nas notas fiscais do fornecedor nacional, observou. Perktold ressalta que, em qualquer circunstância de compra interna prevista na IN n 845, não há previsão legal da suspensão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e prestação de Serviços (ICMS) ou de sua isenção. * Mestre em Administração e em Comércio Internacional, e professor do curso de Comércio Exterior da Faculdade Estácio de Sá de Belo Horizonte Interessados em participar desta sessão deverão encaminhar artigos para: [email protected] 10 Aduana Minas revista_layout_17_06.indd 10 17/6/ :46:07
11 Fotos Lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem ipsum, lorem 2 1 José Carlos de Castro Dôco Vice Presidente Codaca, Mário Carvalho Diretor Geral TAP e Frederico Pace Presidente SDAMG. José Carlos de Castro Dôco Vice Presidente Codaca, Dra. Elza Serrão de Vasconcelos Inspetora RFB e Cláudio Salviano 5 4 Pedro Mendes Gerente de Cargas TAP Cargo, Roger Rohlfs Presidente Codaca e José Carlos de Castro Dôco Vice Presidente Codaca. Roger Rohlfs Presidente Codaca e Luíz Antônio Athayde - Subsecretário de Assuntos Internacionais - Sede/MG 8 7 Cláudio de Barros - Presidente Sindicato de Santos, Valdir Santos - Presidente Sindicato de SP e Lauri Kotz - Presidente Rio Grande do Sul Presidentes e diretores de sindicatos de todo país 3 Márcio Araújo Lacerda Secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e Frederico Pace Presidente SDAMG. 6 Marcos Vallias - Amcham, Frederico Pace Presidente SDAMG, Sr. Fernando Pieri HLL Advocacia e Arthur Pimentel Diretor do Departamento de Comércio Exterior Decex. 8 Luis Kleber Brandão - Presidente Sindicato do Espírito Santo, João Carlos Genescá - Presidente do SDARJ e Frederico Pace - Presidente SDAMG m.br Março / Abril 2008 revista_layout_17_06.indd /6/ :46:44
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NORMAS GRÁFICAS RTP PLAY
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