SISTEMA NERVOSO PARTE 1
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- Thomaz Carmona Fortunato
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1 SISTEMA NERVOSO PARTE 1 1
2 TECIDO NERVOSO 1. O sistema nervoso é dividido em: SISTEMA NERVOSO CENTRAL e SISTEMA NERVOSO PERIFÉRICO 2. A unidade básica = célula nervosa NEURÔNIO 3. Operam pela geração de sinais elétricos 4. Os sinais elétricos determinam a liberação de mensageiros químicos (NEUROTRANSMISSORES). COMUNICAÇÃO 2
3 NEURÔNIOS Dendritos Corpo celular Segmento inicial Axônicos colaterais Axônio Axônio Terminal 3
4 4
5 NEURÔNIOS 1. Corpo celular - contém as informações genéticas 2. Os Prolongamentos conectam os neurônios. 3. Dendritos e Corpo Celular - recebem a maioria dos impulsos AFERENTES. 4. O axônio prolongamento único conduz os impulsos EFERENTES para suas células-alvo. 5. Um axônio pode chegar a 1m. 6. Segmento inicial onde o sinal elétrico é gerado. 7. Terminal axônico liberação do neurotransmissor 5
6 BAINHA DE MIELINA aumenta a velocidade de condução dos sinais elétricos e conserva energia. 1. Encéfalo e medula espinhal Oligodentrócitos formam a mielina 2. Sistema nervoso periférico células de Schwann
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8 CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS 1. Tem tamanho e forma variado 2. São classificados quanto à forma : a) Neurônios multipolares: com mais de 2 prolongamentos b) Neurônios bipolares: com 2 prolongamentos: 1 dendrito e 1 axônio c) Neurônios pseudo-unipolares: com 1 prolongamento inicial que se divide em 2 prolongamentos. São ramos de axônio, sendo que um funciona como dendrito. 8
9 CLASSIFICAÇÃO DOS NEURÔNIOS Neurônios aferentes Interneurônios no SNC Neurônios eferentes 9
10 Neurônios sensitivos (aferentes) conduzem sinal dos receptores ao SNC Local de transmissão da informação de entre neurônios - SINAPSE Interneurônios (de associação) são confinados no SNC Neurônios motores (eferentes) conduzem sinal do SNC a órgãos efetores como músculo e glândulas Sistema Nervoso Central Os axônios dos neurônios aferente e eferentes, formam os NERVOS (vários axônios) do sistema nervoso periférico 10
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13 BIOELETROGÊNESE: O POTENCIAL DE MEMBRANA 13
14 POTENCIAIS DE MEMBRANA 1. Potencial Elétrico (volt ou milivolt) cargas de sinais opostos tem o potencial de se aproximar. 2. Todas as células, em condições de repouso, tem uma diferença de potencial entre um lado e outro da membrana plasmática (lado de dentro carregado NEGATIVAMENTE) = POTENCIAL DE MEMBRANA. 3. O potencial de repouso da membrana permanece estável a menos que mudanças na corrente elétrica possam alterar o potencial. 4. Os íons Na + e K + tem funções importantes no potencial de membrana. K + K + Na + Na/K - ATPase célula Na +
15 POTENCIAIS DE MEMBRANA 1. Potenciais de Ação é um fenômeno das células excitáveis, como as nervosas e as musculares e consiste numa rápida despolarização (ascendente) seguida de uma repolarização. 2. Os potenciais de ação são mecanismos básicos para a transmissão da informação no sistema nervoso e em todos os tipos de músculos. 3. Potencial de Repouso É a diferença de potencial que existe através da membrana das células excitáveis, no período entre dois potenciais de ação. 4. O potencial de repouso está na faixa de -70 a -80mV = o potencial de repouso está próximo do potencial de equilíbrio do K + e do Cl - = a alta permeabilidade destes íons em repouso. 15
16 16
17 Movimento dos íons Na + e K + em um neurônio em repouso 17
18 Potencial de membrana: diferença de potencial entre os lados da membrana (negativo dentro e positivo fora) provocada pela: 1. Diferença de permeabilidade a íons, especialmente sódio e potássio. Há uma maior permeabilidade ao potássio em comparação ao sódio. Se há maior concentração de sódio extracelular e de potássio intracelular, com a diferença de permeabilidade, há maior perda de cargas positivas por difusão. 2. Ação da Na/K-ATPase (NKA): transporta 3 Na + para fora e 2 K + para dentro, contribuindo para a eletronegatividade na face interna da membrana = Bomba Eletrogênica
19 Podemos dizer que a membrana encontra-se polarizada. Assim, uma variação do potencial de membrana em direção à positividade é denominada despolarização e na direção oposta (maior negatividade), hiperpolarização. 19
20 despolarização repolarização hiperpolarização reversão POTENCIAIS GRADUAIS E POTENCIAIS DE AÇÃO As alterações no potencial de membrana a partir de seu nível de repouso produzem sinais elétricos = transmissão de informação. 1. Potenciais graduais sinais de curta distância 2. Potenciais de ação sinais de longa distância Potencial de Repouso 20
21 POTENCIAIS GRADUAIS POTENCIAIS GRADUAIS (a magnitude da alteração varia) são alterações no potencial de membrana confinadas em um região pequena da membrana. Ex. Potencial Receptor, Sináptico ou Marca-Passo. - Ocorrem principalmente nos dendritos e corpo celular. - A intensidade do potencial depende da intensidade da força que o gerou. Ex: Um neurotransmissor provoca abertura de canais iônicos despolarizando a membrana (a força dependerá de quantos canais foram abertos). - Canais de Na = Despolarização - Canais de Cl ou de K = Hiperpolarização - PEPS Potencial Excitatório Pós-Sináptico potencial graduado capaz de disparar um potencial de ação. - PIPS Potencial Inibitório Pós-Sináptico estímulo que distancia a célula de um potencial de ação (mais longe do limiar). 21
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23 POTENCIAIS DE AÇÃO - São alterações rápidas e grandes do potencial de membrana (membranas excitáveis: nervosas musculares, endócrinas, imunes e reprodutoras). - É iniciado pela permeabilidade provisória ao Na e ao K a favor de seus gradientes de [ ]. - ABERTURA E FECHAMENTO DE CANAIS DEPENDENTES DE VOLTAGEM. - A bomba NKA mantém o gradiente de [ ] desses íons, necessários para gerar um novo sinal após um estímulo. - Nem toda despolarização da membrana resultará em potencial de ação (Estímulos submiliares). - Potenciais de Ação são TUDO OU NADA ( Potenciais graduais que possuem somação). 23
24 FASES DO POTENCIAL DE AÇÃO
25 25
26 26
27 Anestésicos locais bloqueiam os canais de sódio dependentes de voltagem evitando a despolarização (potenciais graduais na periferia após lesão) impedindo que o sinal chegue até o encéfalo. Tetrodotoxina nos ovários 27
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30 Bioeletrogênese: somação e inibição
31 Bioeletrogênese: pot. graduado X pot. de ação
32 32
33 Dendritos pericário Segmento inicial Axônio Ligante e receptor Impulso Ligante receptor Membrana do dendrito
34 Portões de e fechados Potencial de membrana de repouso
35 Portão de Na+ aberto, Na+ entra na célula, portão de K+ começa a abrir Começa a despolarização
36 Portão de Na+ fechado, portão de K+ aberto, K+ deixa a célula A despolarização acaba, começa a repolarização
37 Portão de Na+ fechado, e de K+ fechando Repolarização completa
38 QUESTÕES PARA ESTUDO!!! 1. Diferenciar a. POTENCIAL DE MEMBRANA b. POTENCIAL DE EQUÍLIBRIO c. POTENCIAL DE REPOUSO d. POTENCIAL GRADUAL e. POTENCIAL DE AÇÃO f. POTENCIAL LIMIAR 2. Desenhe uma célula simples, indique onde são as altas e baixas concentrações de Na e K. 3. Descreva como o movimento dos íons gera o potencial de ação. 4. O que determina a atividade dos canais de sódio dependentes de voltagem. 38
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