INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA
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- Ana Luísa Santana Dias
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1 ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA E GESTÃO José Nuno Mendes da Fonseca Nº 3715 Janeiro 2009 RELATÓRIO FINAL PARA A OBTENÇÃO DO GRAU DE BACHAREL EM ENGENHARIA CIVIL
2 Índice de texto Capitulo I Apresentação Página 1.1 Ficha de identificação Apresentação do estágio Apresentação do relatório 3 Capitulo II A Instituição Introdução Objectivos de superintendência Organigrama da Instituição 6 Capitulo III Pavimentação em Casas do Rio Apresentação Introdução Saneamento do Pavimento Pavimentação Base de agregado de granulometria extensa Rega betuminosa de impregnação e colagem Camadas de misturas betuminosa a quente Capitulo IV Arranjo e requalificação de Santa Eufêmea 4.1 Apresentação da obra Implantação e piquetagem terraplanagens Demolições \ remoções 21
3 4.3.2 Desmatação Decapagem Escavações Aterros Leito de pavimento Drenagens Rede de Esgotos e águas pluviais Abertura de valas Enchimento de valas Execução de caixas de visita Execução de sumidouros Drenagem das caldeiras Pavimentação Camadas granulares (sub-base e base) Aplicação de lancis Pavimentação de passeios e zona de estacionamento 41 2 Capitulo V Medições e Orçamentação 5.1 Medições em projecto Introdução Objectivos Princípios de base Condições a que devem de satisfazer as medições Regras gerais 5.2 Medições em obra 5.3 Orçamentação Introdução Calculo do orçamento Custos directos Custos indirectos
4 Capitulo V I Concursos Públicos Introdução Caderno de Encargos 70 Capitulo V II Acessibilidades 7.1 Introdução Objectivo Boas Praticas a adoptar 68 Capitulo V III Projecto Introdução Descrição do Projecto 90 Capitulo V II - Conclusão 9 - Conclusão 91 Bibliografia 93 Anexos Anexo I Erros e omissões na obra de requalificação de Santa Eufêmea Anexo II Projecto de arrelvamento sintético de campo de jogos
5 Índice de figuras Fig.1 Situação inicial 7 Fig.2 Perfil transversal tipo 8 Fig.3 Zona a sanear 9 Fig.4 Compactação do tout-venant 12 Fig.5 Descarregamento do betuminoso 13 Fig.6 - Pavimentação 14 Fig.7 Cilindro de pneus 15 Fig.8 Cilindro de rastos lisos 16 Fig.9 Pavimentação mal fechada 16 Fig.10 Rega de colagem 17 Fig.11 Levantamento de pavimento 21 Fig.12 - Árvore depois de derrubada 22 Fig.13 Decapagem do terreno 23 Fig.14 Giratória com balde variável 24 Fig.15 Motoniveladora 25 Fig.16 Solo com teor de humidade bastante elevado 30 Fig.17 Cilindro a efectuar a compactação 31 Fig.18 Abertura de uma vala 34 Fig.19 Regularização do fundo de uma vala 35 Fig.20 Esquema das camadas do terrapleno 36 Fig.21 Execução de uma caixa de visita 37 Fig.22 Execução de um sumidouro 38 Fig.23 Assentamento de calçada 42 Fig.24 Roda de agrimensor 59 Fig.25 Passeios e caminhos de peões 85 Fig.26 Escadarias na via pública 86 Fig.27 Rampas na via pública 87 Fig.28 Passagens de peões de superfície 89
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7 Índice de quadros Quadro I (calendarização da obra polidesportivo em Espinheiro) 53 Quadro II (mapa de quantidades para polidesportivo em Espinheiro) 54 Quadro III (mapa de quantidades para arranjo de caminho na Velosa) 56 Quadro IV (medições de aguas pluviais em Santa Eufêmea) 60 Quadro V (medições de aguas pluviais em Santa Eufêmea) 61 Quadro VI ( medições de calçada na Velosa) 62
8 Fig.21 Execução de uma caixa de visita 37 Fig.22 Execução de um sumidouro 38 Fig.23 Assentamento de calçada 42 Fig.24 Roda de agrimensor 59 Fig.25 Passeios e caminhos de peões 85 Fig.26 Escadarias na via pública 86 Fig.27 Rampas na via pública 87 Fig.28 Passagens de peões de superfície 89 Fig.32 - Aspecto do acesso numa camada intermédia 93 Fig.33 - Aspecto da plataforma numa camada intermédia 93 Fig.34 - Aspecto do acesso na camada final 93 Fig.35 - Aspecto da plataforma na camada final 93 Fig.36 - Aspecto frontal exterior final 93 Fig.37 - Aspecto lateral exterior final 93 Fig.38 - Garrafas de areia para determinação da baridade seca 94 Índice de quadros Quadro 1 - Correspondência entre classes e designações 37 Quadro 2 - Classes de consistência 38 Quadro 3 - Classe de exposição ambiental segundo a ENV Quadro 4 - Classe de exposição ambiental especificação LNEC E Quadro 5 - Numero de amostras a recolher para o controlo da conformidade 57 Quadro 6 - Regras de aceitação dos lotes 58 Quadro 7 - Resultados obtidos no ensaio de análise granulométrica 73 Quadro 8 - Características dos tipos de compactação 78 Quadro 9 - Resultados obtidos no ensaio de análise granulométrica 85
9 Quadro 10 - Resumo das medições nas paredes laterais dos carotes 95
10 1. APRESENTAÇÃO 1.1. FICHA DE IDENTIFICAÇÃO ALUNO: José Nuno Mendes da Fonseca EMPRESA: Câmara Municipal de Celorico da Beira Morada: Rua Sacadura Cabral 6360 Celorico da Beira TEL: Fax: INÍCIO DO ESTÁGIO: 2 de Maio de 2008 FIM DO ESTÁGIO: 7 de Novembro de 2008 ACOMPANHANTE NA EMPRESA: Engº Cristina Martins GRAU ACADÉMICO: Licenciatura em Engenharia Civil PROFESSOR ACOMPANHANTE: Engº Elsa Silva GRAU ACADÉMICO: Licenciatura em Engenharia Civil
11 1.2. APRESENTAÇÃO DO ESTÁGIO O estágio efectuado na Câmara Municipal de Celorico da Beira, decorreu durante seis meses. O presente relatório e o estágio que lhe deu origem, vai servir para que o estagiário obtenha o grau de Bacharel em Engenharia Civil. Pelo que o estagiário pode constatar, este contacto com a profissão foi um dos objectivos da existência de estágio no curso, pois este tem como principal função a inserção e contacto com a realidade, que é o mundo do trabalho, onde muita coisa muda, principalmente na área da fiscalização, sendo uma área muito pouco abordada ao longo do curso. Contudo, o curso fornece uma base que vai ser necessária para que se possa exercer esta futura actividade profissional. O estágio foi realizado na secção de obras públicas, na Câmara Municipal de Celorico da Beira, e incidiu na área de vias de comunicação, onde foi proposto o acompanhamento e fiscalização de duas empreitadas, sendo elas as seguintes: - Arranjo e Requalificação Urbana de Santa Eufêmea. - Arruamentos em Casas do Rio. O estagiário também efectuou trabalhos de medição e orçamentação, e também elaborou um caderno de encargos segundo a nova lei da contratação pública e ainda um projecto de arrelavamento sintético de um campo de jogos.
12 1.3. APRESENTAÇÃO DO ESTÁGIO O relatório está ordenado por vários capítulos, onde através de texto e fotografias se descrevem os temas abordados. Assim sendo, este relatório apresenta: No capítulo I, uma breve apresentação do trabalho desenvolvido e como este se encontra organizado. No capítulo II, é feita uma descrição do local de estágio. No capítulo III, é apresentada a empreitada designada por Arruamentos em Casas do Rio, onde constam todos os trabalhos efectuados na obra. No capítulo IV, são descritos todos os trabalhos referentes à obra designada por Arranjos e Requalificação de Santa Eufêmea, onde é feita uma descrição de todos os trabalhos necessários à execução do projecto da referida empreitada. No capítulo V, é feita uma simples referência às medições e orçamentação efectuadas pelo estagiário, bem como a sua importância. No capítulo VI, é feita uma referência à elaboração de um caderno de encargos segundo a nova regulamentação da contratação pública. No capítulo VII, é feita referência às normas construtivas adoptadas para melhorar a acessibilidade de pessoas com mobilidade reduzida. No capítulo VIII, é feita referência à elaboração de um projecto. No capítulo IX, é feita uma conclusão que abrangerá algumas considerações em relação ao curso e uma reflexão sobre estágio.
13 2. A INSTITUIÇÃO 2.1. INTRODUÇÃO A Câmara Municipal constitui um órgão deliberativo e legislativo da administração municipal, entidade que tem a seu cargo a administração dos concelhos OBJECTIVOS DOS SERVIÇOS MUNICIPAIS DE SUPERINTENDÊNCIA - A Superintendência e coordenação dos serviços municipais compete ao presidente da Câmara Municipal, nos termos da legislação em vigor. - Os vereadores terão nesta matéria os poderes que lhe forem delegados pelo presidente da Câmara. Os serviços municipais devem ter os seguintes objectivos: - Melhorar a eficiência e a transparência da administração municipal. - Máximo aproveitamento possível dos recursos disponíveis. - Criar condições de estimulo profissional dos trabalhadores.
14 DOS SERVIÇOS TÉCNICOS DEPARTAMENTO DE OBRAS MUNICIPAIS Tendo sido neste departamento que o estagiário realizou estágio, passa-se a descrever as funções no âmbito da sua competência: - Fiscalização das obras adjudicada por empreitada. - Desenvolver e conservar a rede viária urbana e rural. - Desenvolver e conservar as obras de abastecimento de água e saneamento. - Promover a construção e conservação dos edifícios municipais. - Promover e velar pela sinalização do trânsito nas ruas e estradas camarárias. - A elaboração e a actualização sistemática do cadastro das rodovias municipais para fins de conservação, estatística e informação. - Analisar sistematicamente as influências de rede viária nacional e das mudanças nas normas de circulação na rede municipal, elaborando estudos e propostas de actuação. - Superintender nos armazéns, oficinas e viaturas. - Coordenar os diversos trabalhos com as juntas de freguesia e dar apoio necessário aos trabalhos por elas executados.
15 2.3. ORGANIGRAMA DA EMPRESA
16 3. PAVIMENTAÇÃO EM CASAS DO RIO 3.1. APRESENTAÇÃO Esta empreitada foi adjudicada à empresa Manuel Aleixo da Cruz e Filhos Lda. uma empresa sedeada no concelho de Celorico da Beira cuja principal actividade é execução de pavimentações. Esta empreitada corresponde a uma obra de via de comunicação numa aldeia, do conselho de Celorico da Beira. Os trabalhos em causa englobam principalmente a pavimentação que se encontrava em muito mau estado, e ainda a instalação de uma zona com bancos e algumas árvores. O projecto aproveitou na totalidade o traçado existente. Na figura 1 mostra-se o estado da via de comunicação antes de iniciar a intervenção. Fig.1 Situação inicial
17 n 3.2. INTRODUÇÃO Esta obra foi obtida por ajuste directo. Com este projecto a Câmara Municipal de Celorico da Beira pretende, assim, dar continuidade ao trabalho que tem vindo a desenvolver no sentido de melhorar as estradas que servem as diversas freguesias do conselho, contribuindo desta forma para a melhoria das condições de vida da população aí residente, bem como dotar os munícipes de melhores condições de circulação, preservando e mantendo deste modo as características originais das aldeias. Esta intervenção era um desejo antigo da população da freguesia. O tipo de pavimentação que foi aplicado é composta por uma camada de tout-venant, nas zonas mais degradadas, uma camada em betão betuminoso a quente com uma espessura mínima de 6 cm após recalque, com características de regularização e desgaste. O perfil adoptado foi que se encontra na fig. 2. Camada de regularização e desgaste em betuminoso Tout-venant Pavimento existente Zona degradada Fig. 2 Perfil transversal tipo
18 Uma das situações que chamou a atenção do estagiário foi a não existência de um plano de Higiene e Segurança no Trabalho, que a seu ver é um assunto muito importante, pois cada vez se ouve falar mais em acidentes de trabalho, devendo um organismo Autárquico dar bons exemplos. Embora não seja fácil fazer passar a informação aos trabalhadores sabendo eles os riscos que correm SANEAMENTO DE PAVIMENTO Como já foi atrás mencionado, esta obra refere-se à pavimentação de uma via já existente mas que se encontrava bastante degradada. Sempre que se verificou que a plataforma não se apresentava convenientemente estabilizada devido à existência de manchas de solos de fraca qualidade, susceptíveis de comprometer a prestação da pavimentação, estes eram saneados. A designação de saneamento em pavimentos, corresponde à operação de remoção a nível estrutural no local onde o pavimento se degradou. Na fig. 3 pode-se observar uma zona a ser saneada. Fig.3- Zona a sanear
19 Assim este terá de ser saneado, fazendo-se uma escarificação da plataforma, de onde são retirados os solos de má qualidade e substituídos por um solo ou material com boas características. Normalmente este tipo de problemas está associado a uma deficiente drenagem do solo PAVIMENTAÇÃO Os pavimentos são estruturas laminares estratificadas em que os materiais são dispostos em camadas a partir da fundação por ordem crescente de resistência. Nesta obra, manteve-se aplicado o pavimento flexível constituído pelas camadas inferiores de base e sub-base, habitualmente granulares e cuja principal função neste tipo de pavimentos é a degradação das cargas de modo a que estas se distribuam ao nível da fundação com valores adequados à resistência desta permitindo acessoriamente e quando necessário a drenagem e uma protecção flexíveis, incluem como componentes estruturais uma camada adicional contra o gelo. Além destas camadas, colocam-se os pavimentos de regularização e uma camada de desgaste relativamente fina, cuja função é proporcionar uma superfície de rolamento regular resistente ao trânsito e impermeável. Neste caso, dado o fim a que se destina e a utilização prevista, apenas se previu em projecto a aplicação de uma única camada servindo simultaneamente de regularização e desgaste.
20 BASE DE AGREGADO DE GRANULOMETRIA EXTENSA A principal função da base nos pavimentos flexíveis é degradar as solicitações provenientes do peso dos veículos para os materiais subjacentes, de tal forma que as pressões tanto ao nível da sub-base como da fundação sejam compatíveis com as respectivas capacidades de suporte. A base deve ter uma espessura adequada e os materiais que a constituem devem apresentar natureza e distribuição tais que possam resistir, quer aos esforços derivados do tráfego, quer ao efeito de esmagamento dos seus elementos, no sentido de garantir uma transmissão de esforços eficaz e duradoura. Nas bermas e no local onde foi necessário a abertura de caixas de pavimento, tendo estas cerca de 30 cm de profundidade, foi colocado um agregado de granulometria extensa ( tout-venant ), que é uma das bases não tratadas de maior utilização. A sua granulometria integra partículas de todas as dimensões uma vez que este material resulta do aproveitamento completo do material pétreo e por isso tem custos inferiores aos de outras bases em que se desperdiça o material de menores dimensões. Mas, para este ser de boa qualidade, convém ter um pouco de pó de pedreira, contudo, este não continha essa característica, o que levaria a que as condições de adesão não fossem as melhores. Na fig. 4 pode-se ver como foi efectuada a compactação da camada de tout-venant.
21 Fig. 4- Compactação do tout-venant REGA BETUMINOSA DE IMPREGNAÇÃO E COLAGEM Antes da aplicação da camada de regularização deve proceder-se à limpeza dos materiais soltos que é efectuada por uma vassoura mecânica e em seguida a colocação de uma rega de impregnação /colagem. Esta rega é usual efectuar-se quando se aplicam tapetes em betão betuminoso sobre bases não betuminosas, procurando deste modo melhorar a ligação e colagem entre a base e a camada superior, normalmente de regularização.
22 CAMADAS DE MISTURAS BETUMINOSA A QUENTE Esta pavimentação é em betão betuminoso, constituída por brita, areia e filer, que depois de doseados nas proporções adequadas são aquecidos a temperatura na ordem dos 160 a 180 ºC, adicionando-se então o betume previamente aquecido entre 140 e 160 ºC, realizando a mistura até ficar homogénea. As misturas são depois transportadas para o local, onde devem chegar com temperaturas superiores a 130 ºC, para que possa haver uma boa compactação. Na fig. 5 pode-se ver como foi feito o descarregamento do betuminoso após a chegada ao local onde foi aplicado. Fig.5 Descarregamento do betuminoso
23 Este tapete de betão betuminoso é constituído por uma camada de 6cm de espessura com características de regularização e desgaste. A espessura desta nunca deve ser menor que 4 cm, pois apesar do tout-venant estar bem compactado, apresenta sempre alguma irregularidade, a qual iria provocar uma quebra na camada de betão betuminoso. O controle da espessura é feita pela própria pavimentadora que trabalha com sensores nivelantes, que permitem regular a espessura desejada havendo só necessidade de marcar a largura. Fig.6 - Pavimentação
24 Um dos problemas de que o estagiário se apercebeu foi no que diz respeito à união dos dois pavimentos, (lado esquerdo com o direito), denominada junta de trabalho. Nesta obra, em particular, detectou-se que os camiões ficavam muito tempo parados antes de serem descarregados, sendo esta uma razão que também poderia influenciar a sua união e compactação, pois a mistura já não estava à temperatura ideal. A compactação é efectuada por intermédio de dois tipos de cilindros, primeiramente o cilindro de pneus, (ver figura 7) que faz as primeiras passagens, cuja energia de compactação vai fazer com que os inertes de maior dimensões, que são os mais resistentes, fiquem em baixo e os de menor dimensão em cima. Por último deve passar-se o cilindro liso, (ver figura 8) pois como os inertes mais finos estão em cima logo vai haver uma melhor compactação, pois estes vão preencher de uma melhor forma os respectivos espaços livres, havendo assim um menor índice de vazios. Fig.7 Cilindro de pneus
25 Fig. 8 Cilindro de rastos lisos Após vistoria a toda a extensão da pavimentação foi detectado sítios onde a pavimentação tinha ficado mal fechada, como se pode ver na fig.9, então foi aconselhado colocar sobre esta um pouco de rega de impregnação/colagem para ser cilindrada novamente como se pode ver na fig.10. Fig. 9 Pavimentação mal fechada 16
26 Fig.10 Rega de colagem Um factor muito importante a ter em conta na pavimentação com materiais betuminosos a quente são as condições atmosféricas. Assim a temperatura deve estar compreendida entre os 15 ºC e os 25 ºC, e o tempo deve estar seco, não se prevendo a ocorrência de chuva.
27 4. ARRANJO E REQUALIFICAÇÃO URBANA DE SANTA EUFEMEA 4.1. APRESENTAÇÃO DA OBRA Esta empreitada foi obtida de concurso Público nos termos previstos de dec. Lei 59/99 de 2 de Março e foi adjudicada à empresa Constrope Construções, SA, com sede em Belmonte. Esta obra trata de intervir sobre um espaço com grande potência referencial ao nível de vivência, de imagem e das funções sociais de Celorico da Beira. Com esta obra o município pretendeu redefinir funcionalmente o estacionamento e a circulação automóvel de modo a proporcionar uma maior fluidez do trânsito naquela zona da vila de Celorico da Beira. Pretendendo-se renovar a imagem da zona, onde se encontra a Escola Secundaria, o Mercado Municipal e o Centro Cultural. Locais de elevada importância sócio-cultural. Esta empreitada tem uma grande diversidade de trabalhos, como a colocação de novos pavimentos, terraplanagens, instalação de diversas redes (redes de drenagem de águas pluviais, rede de rega e rede eléctrica) e arborização. O estagiário teve a seu cargo a fiscalização da referida empreitada.
28 4.2. IMPLANTAÇÃO E PIQUETAGEM Os trabalhos de implantação e piquetagem de uma obra consistem na transposição para o terreno dos elementos representados no projecto da obra que se pretende executar. Aqui, é de salientar a importância da topografia, pois qualquer erro nesta fase, pode causar prejuízos e danos graves na obra e seu decurso. Estes trabalhos compreendem as operações de marcação no terreno da posição desses elementos na sua dimensão natural ( implantação ) e as operações de cravação de estacas ( piquetagem ) nos pontos principais para definir temporariamente a localização de cada um desses elementos. A realização desses trabalhos compete ao empreiteiro adjudicatário a partir das cotas, alinhamentos e referências fornecidas pelo dono da obra, a quem cabe a tarefa de verificação final. Estas referências foram registadas em elementos fixos existentes no local ou, e em maciços de betão executados expressamente para este fim. Como meios auxiliares foram utilizados equipamentos topográficos, fitas métricas, fios, esquadros, réguas e estacas em madeira. As marcações sinalizadas no terreno através de estacas, em alguns casos impediam a execução da obra pelo que, antes do início é necessário transferir essas marcações para um dispositivo exterior à área de trabalho. Em relação à implantação definida no projecto ou pela fiscalização serão em regra, admissíveis as tolerâncias seguintes: Os desvios por excesso em relação às superfícies definidas pela implantação, não excederão em regra 5 cm.
29 Os desvios por defeito, em relação às superfícies definidas pela implantação, não são em geral permitidas TERRAPLANAGENS Entende-se por terraplanagens, ou movimentos de terra, o conjunto das operações de escavação, transporte, espalhamento ou depósito e compactação das terras, necessárias para a realização de uma obra. Normalmente esta é a fase da obra que absorve a parcela mais importante das despesas a realizar. É nesta fase que se incluem todos os trabalhos de movimentação de terras necessárias para a respectiva construção, nomeadamente as obras correspondentes às respectivas drenagens, bem como caso seja necessário a obtenção de materiais em empréstimo é nesta parte que se gera um maior impacto a nível paisagístico. O movimento de terras é feito com base nos perfis transversais pois, estes têm como finalidade o cálculo dos volumes de escavação e aterro que irão ser necessários na respectiva obra. É também durante esta fase que se faz um estudo sobre todos os equipamentos necessários para que haja um maior rendimento, ou seja, uma maior rapidez na execução de todos os trabalhos, relativamente às terraplanagens.
30 4.3.1 DEMOLIÇÕES/REMOÇÕES Os trabalhos de demolições incluem: - Remoção de pavimentos de estacionamento. - Remoção de lancis. Os trabalhos de demolições/remoções foram executados nas devidas condições de segurança e com o máximo de cuidado, pois o material a demolir ou remover iria servir para posterior aproveitamento (ver fig.11), visto que tanto o pavimento como os lancis foram reaproveitados, deste modo foram tratados com o máximo de cuidado evitando a sua deterioração, e transportados para o local indicado pela fiscalização. Fig.11 Levantamento de pavimento
31 DESMATAÇÃO A desmatação refere-se aos trabalhos de limpeza do revestimento vegetal existentes na área onde se vão realizar os trabalhos de terraplanagem. Devem ser bem analisados os métodos, equipamentos e procedimentos a adoptar pois, neste caso, engloba a desmatação de árvores de grande porte, logo tem que se verificar qual o equipamento mais aconselhável para este tipo de trabalho. É uma tarefa que compreende o corte de árvores e arbustos, o respectivo desenraizamento, o transporte dos materiais retirados e a sua colocação em vazadouro. Incluindo também as indemnizações por depósito e todas as operações de destruição daqueles materiais. Ao se efectuar a desmatação há que ter previamente um local escolhido para o seu depósito. Fig.12 Árvore depois de derrubada
32 DECAPAGEM Após as necessárias operações de desmatação fez-se uma decapagem, que consistiu na remoção da terra vegetal de toda a área definida no projecto. Este trabalho teve como objectivo garantir a necessária preparação das fundações dos aterros, por vezes estas terras também são utilizadas para actividade agrícola, e revestimento de taludes, por serem de óptima qualidade. Neste caso, foram utilizadas para espaços ajardinados da respectiva obra. A decapagem foi feita com a espessura descrita no projecto com o auxílio da giratória e da motoniveladora, nalguns casos também se pode utilizar uma buldozer, mas neste tipo de terreno não se justificava a sua utilização. Os produtos resultantes foram carregados em camiões pela giratória para colocação em vazadouro. Fig.13 Decapagem do Terreno
33 Para a execução destas operações foram usados como equipamentos, a giratória e a motoniveladora. A giratória é uma maquina constituída por um braço móvel, tendo no extremo um balde de capacidade variável, a zona dos rastos é fixa enquanto que a cabine e a lança giram em toda a sua volta, estas máquinas são cada vez mais utilizadas devido à rapidez dos seus movimentos pois, resultam em máquinas de boa produção. A operação de carga realiza-se por tracção para a máquina, enquanto a extensão do braço possibilita a descarga. Nesta máquina o balde pode ser substituído consoante os trabalhos que se pretende realizar, como se pode verificar na figura que se segue. Por vezes e sempre que o terreno assim o justifique também pode ser munida de um martelo hidráulico que se usa para partir rocha. Esta pode vir a substituir a utilização dos tão perigosos explosivos, caso que não se verificou nesta obra, pois felizmente neste solo existia rocha em pequena quantidade, o que facilitou bastante este tipo de trabalhos. Fig. 14 Giratória com balde variável
34 A motoniveladora é um equipamento muito importante nas terraplanagens, pois nenhuma equipa de terraplanagens pode prescindir da sua utilização, em todas as fases de trabalho, já que esta é capaz de desempenhar inúmeras tarefas, como: - Corte, transporte e espalhamento nos trabalhos de raspagem, isto é, escavação de altura reduzida e pequenas distâncias de transporte. - Espalhamento e regularização das camadas a serem compactadas nos aterros. - Acabamentos dos taludes das escavações e das plataformas, confirmando-as com os perfis longitudinais e transversais do projecto. - Abertura de pequenas valetas de drenagem. - Escarificação leve de terrenos compactos e com teores de humidade muito altos. - Limpeza, quando houver vegetação rasteira e pequenos arbustos bem como remoção da camada de terra vegetal desde que não haja raízes e troncos. Fig.15 - Motoniveladora
35 ESCAVAÇÕES Qualquer trabalho de terraplanagem corresponde sempre a uma escavação, por exemplo, escavação para aterro, escavação para depósito ou escavação de empréstimo. Estes trabalhos abrangem a escavação e o desmonte, a colocação em aterro ou em vazadouro, a regularização dos taludes de escavação e aterro e a modelação das zonas envolventes à obra. Os volumes a escavar são delineados pela topografia, embora se tenha de efectuar o acompanhamento do desenvolvimento da escavação. Acompanhamento este que é feito de modo a garantir que a escavação corra conforme o previsto. Convém que o volume entre escavação e aterro seja mais ou menos equilibrados para que estes se compensem. O ideal seria que o volume da escavação fosse igual ao do aterro, pois assim não haveria necessidade de se arranjar local para o depósito (caso que se verifica quando o volume de escavação é maior que o aterro) ou recorrer a solos de empréstimo (caso que se verifica quando o volume dos aterros é maior que o de escavação), mas como isso é muito difícil de se verificar, convém que eles estejam equilibrados. Nesta obra foi necessário recorrer a terras (saibro) de empréstimo, mas em pouca quantidade, em virtude das escavações feitas conterem muita terra vegetal.
36 Os materiais provenientes das escavações podem ser divididos em dois grupos distintos, que se distinguem pelo tipo de desmonte que exigem; meios mecânicos ou meios com recurso a explosivos. Nesta empreitada só se utilizaram meios mecânicos, pois o solo não continha nenhum tipo de rocha que fosse necessário o recurso a explosivos ESCAVAÇÃO PARA ATERRO, ESCAVAÇÃO PARA DEPÓSITO OU ESCAVAÇÃO DE EMPRESTIMO ESCAVAÇÃO PARA ATERRO DOS MATERIAIS PROVENIENTES DA LINHA Inclui todas as operações para colocação em aterro dos materiais provenientes da escavação, designadamente a carga, o transporte, o espalhamento e a compactação recorrendo sempre aos equipamentos mais adequados. Nem todos os materiais escavados na linha têm boas características para serem utilizados em aterros, por isso é necessário selecioná-los de modo a que estes se possam utilizar. Nesta obra o volume de escavação era superior ao do aterro, mas como o solo continha muita terra vegetal esta não pode ser toda utilizada, sendo necessário recorrer a solos de empréstimo, mas em pouca quantidade.
37 Nas escavações foram utilizadas a giratória e a recto-escavadora. Na compactação um cilindro, compactação esta que depende sempre de vários factores, como: - Espessura da camada. - Área sobre a qual a pressão é aplicada. - Valor da pressão transmitido ao solo. - Tipo de cilindros. - Numero de passagens do cilindro ESCAVAÇÃO PARA DEPÓSITO DOS MATERIAIS PROVENIENTES DA LINHA Este trabalho é análogo ao anterior. As diferenças resultam no facto dos materiais provenientes da escavação se destinarem a vazadouro, não sendo necessários tantos cuidados, visto que estes foram os solos rejeitados por falta de características para utilização em aterro. Estes solos foram escavados e carregados em camiões com a ajuda da giratória e da recto-escavadora, e levados para vazadouro, sendo sempre preciso ter cuidado com o local onde se vão descarregar, de modo a não causarem um impacto ambiental negativo.
38 ESCAVAÇÃO EM EMPRÉSTIMO Do ponto de vista económico deve-se procurar que haja compensação entre os volumes de aterro e de escavação, mas quando isso não for possível é preferível que o volume de escavação exceda o de aterro. Caso contrário é necessário recorrer a solos de empréstimo, que geralmente comporta custos mais elevados. No caso desta obra foi necessário um baixo volume de materiais (saibro) para empréstimo ATERROS As áreas onde é necessário a construção de aterros terão de ser previamente desmatadas e desenraizadas, quando necessário escavadas e compactadas. É necessário um extremo cuidado na sua construção pois a existência de problemas nesta fase poderá causar elevados prejuízos e incómodos. Os materiais utilizados nos aterros devem estar isentos de matéria orgânica, vegetação ou de qualquer tipo de material impróprio. Os materiais utilizados foram praticamente solos de boa qualidade, resultantes da escavação na linha. Foi necessário recorrer a uma pequena quantidade de solos de empréstimo.
39 Fig.16 Solo com um teor de humidade bastante elevado Surgiram problemas com o excesso de humidade no solo, devido a nesta altura ocorrerem grandes chuvadas, (ver figura 16) o que foi necessário atrasar os trabalhos até os solos se encontrarem novamente com um teor óptimo de humidade. Pois a compactação que iria ser efectuada iria ser mal executada devido ao excesso de humidade no solo. A compactação é uma acção mecânica de modo a provocar um menor índice de vazios no solo. As máquinas de compactação a utilizar variam consoante as características do solo e estado em que se encontra o terreno, na fig. 17 pode-se observar um cilindro a efectuar a compactação do terreno, uma operação essencial para uma boa aplicação do pavimento.
40 Fig.17 Cilindro a efectuar a compactação Um factor muito importante é o acompanhamento de um técnico de laboratório que vai efectuando diversos tipos de ensaio para garantir um bom aterro. Um dos ensaios efectuados é o troxler, uma vez que este aparelho nos dá com uma maior rapidez os resultados obtidos, o que é muito importante em obra, pois diz-nos rapidamente se o aterro se encontra bem compactado ou se é necessário mais passagens do cilindro.
41 LEITO DO PAVIMENTO A camada de leito do pavimento faz parte integrante da fundação dos pavimentos. Nesta obra, a fundação dos pavimentos é constituída pelo produto final dos trabalhos de terraplanagens. Destina-se essencialmente a conferir boas condições de fundação ao pavimento, permitindo uma fácil e adequada compactação. Ela deve assegurar as seguintes funções: - Oferecer uma superfície regular e desempenada que possibilite a execução das camadas subjacentes com as espessuras previstas no projecto. - Garantir uma capacidade de suporte uniforme que - a curto prazo permita a realização (compactação ) da camada subjacente em boas condições. - a longo prazo garanta o bom funcionamento estrutural do pavimento. - Assegurar a circulação do equipamento para construção do pavimento, embora para o equipamento mais pesado se preveja muitas vezes nos estaleiros a existência de caminhos de serviços.
42 4.4. DRENAGENS REDE DE ESGOTOS DE ÁGUAS PLUVIAIS A empreitada compreende a execução da rede de drenagem de águas pluviais, bem como a ligação ao colector geral. Os trabalhos de execução da rede de drenagem incluem a construção de sarjetas, sumidouros, caixas de visita, caixas de recepção, colocação de colectores e geodrenos, selagem de caixas e subaceleração de grelhas de sumidouros. A drenagem é um aspecto muito importante a ter em conta na elaboração de um projecto de vias de comunicação ou arranjo urbanístico, já que a presença da água implica consequências graves para a estabilidade e conservação dos pavimentos. Na drenagem inclui-se todos os trabalhos relativos à criação de um sistema de drenagem de águas pluviais, garantindo a continuidade do sistema natural existente e protegendo a estabilidade da infra-estrutura criada, nomeadamente ao evitar a interferência nas condições de serviço e de capacidade estrutural dos pavimentos. Sendo a água um dos principais problemas que surge em qualquer pavimento é preciso que a drenagem se realize de uma maneira bastante eficaz, para que a água que cai no pavimento seja o mais rapidamente conduzida pelo sistema de drenagem.
43 ABERTURA DE VALAS O trabalho a que se refere esta condição consiste na abertura de valas necessárias para a execução da rede de águas pluviais. As valas foram abertas de forma a permitir um espaço livre de cada lado do tubo de 0,30m. A profundidade das valas obedeceu às cotas dos projectos das redes, considerando-se como mínimo a profundidade de 1m entre o extra dorso do tubo e o nível do terreno. Fig.18 Abertura de uma vala
44 ENCHIMENTO DE VALAS Para assegurar a perfeita estabilidade dos colectores o fundo das valas foi regularizado (ver fig.19) ficando sem covas nem ressaltos, de modo a permitir um apoio contínuo do colector. Estes foram assentes sobre uma almofada de 10cm de areia, de modo a permitir um apoio perfeito e evitar o contacto com elementos rígidos da fundação, o que poderia levar à ruptura ou danificação dos tubos. O terrapleno foi executado por camadas horizontais onde a tubagem foi envolvida numa camada de saibro isento de pedras e recoberta por aterro, tendo sido devidamente compactado (ver esquema na fig. 20). A compactação das camadas foi efectuada com placas vibrantes, não muito pesadas para não provocar danos nas tubagens. Os materiais utilizados nas valas eram produtos da própria escavação, limpos e compactados uniformemente. Fig.19 Regularização do fundo de uma vala
45 Material do próprio terreno 1.0 m Saibro crivado D ext. Areia 0.1 m Fig. 20 Esquema das camadas do terrapleno
46 EXECUÇÃO DE CAIXAS DE VISITA As caixas de visita servem para facilitar o acesso aos colectores, para verificação e operações de manutenção em condições de segurança e eficiência. Estas devem ser colocadas sempre que se pretenda mudar de direcção, de inclinação ou de diâmetros dos colectores. Nos alinhamentos rectos o afastamento máximo entre caixas de visita não deve exceder os 60m. As caixas de visita utilizadas nesta obra são formadas por anéis de betão simples pré-fabricados com 1m de diâmetro, foram usados dois anéis com 50cm de altura cada um. As tampas e os aros são de ferro fundido, a soleira é constituída por betão simples que serve também de suporte ao corpo (ver fig. 21). Fig. 21 Execução de uma caixa de visita
47 4.4.5 EXECUÇÃO DE SUMIDOUROS Os sumidouros são órgãos de captação de águas superficiais normalmente utilizados junto a lancis. Estes implicam necessariamente a existência de uma grade que permite a entrada de água sem prejudicar a circulação rodoviária, grade esta que deve ser sempre na direcção do escoamento (ver fig. 22). Devem-se implantar sumidouros: - Nos pontos baixos, para evitar retenção de água na plataforma. - Nos cruzamentos, de modo a evitar que a água atravesse a faixa de rodagem. A ligação dos sumidouros às caixas de visita são feitas através de tubagens em PVC rígido de 6kg/cm² e de diâmetro 200mm. Fig.22 Execução de um sumidouro
48 4.4.6 DRENAGEM DAS CALDEIRAS Todas as caldeiras, implantadas em zonas de solo pouco permeável foram devidamente drenadas. Para a sua drenagem foi colocada uma camada de brita sobre uma manta geotextil onde a água se ira sumir, para as sarjetas mais próximas, por meio de um dreno condutor PAVIMENTAÇÃO CAMADAS GRANULARES (SUB-BASE E BASE) Mais uma vez aqui é imprescindível a utilização da motoniveladora, pois foi com a sua ajuda que foi feito o espalhamento das camadas de modo a que toda a camada seja perfeitamente homogénea e se mantenha aproximadamente com forma definida. As motoniveladoras são máquinas que fazem os trabalhos de acabamento e de confirmação final das cotas de projecto da terraplanagem, devido à precisão de movimentos e à colocação nas mais variadas posições que é possível dar à lâmina. Nenhuma equipa de terraplanagem pode prescindir de uma motoniveladora, em todas as fases de trabalho. O transporte foi realizado por camiões basculantes e a sua compactação com a ajuda de um cilindro. A espessura da sub-base é de 20 cm, esta compactação foi efectuada por 2 vezes tendo cada camada 10 cm.
49
50 A espessura da base foi de 20 cm, sendo esta aplicada em 3 camadas consecutivas de 10, 5 e 5 cm cada. O material utilizado foi um agregado de granulometria extensa (tout-venant). A sua granulometria integra partículas de todas as dimensões uma vez que este material resulta do aproveitamento completo do material pétreo e por isso tem custos inferiores aos de outras bases em que se desperdiça o material de menores dimensões. A superfície da camada deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas ondulações ou material solto, não podendo em qualquer ponto, apresentar diferenças superiores a 2,5 cm, em relação aos perfis transversais e longitudinais estabelecidos, o que poderia levar a uma irregularidade do pavimento APLICAÇÃO DE LANCIS A colocação de lancis é um trabalho que é efectuado um pouco antes de ser aplicado o pavimento, para permitir um bom acabamento. Os lancis eram em pedra de granito bujardado com dimensões de 20x25x100 cm. Na sua execução foi aberta uma fundação, a qual foi enchida em betão simples e por fim, com a ajuda de um fio esticado e alinhado, pelos níveis préviamente colocados, foram aplicados os lancis, onde as juntas de topo foram cheias em calda de cimento, garantindo-se um assentamento desempenado.
51 4.5.3 PAVIMENTAÇÃO DE PASSEIOS E ZONA DE ESTACIONAMENTO Os trabalhos, a que se referem este capítulo, incluem todas as operações necessárias para garantir uma adequada materialização da geometria dos traçados e implantação definida no projecto e ainda a construção da fundação de acordo com o projecto. Depois de se espalhar, nivelar e compactar o tout-venant, de igual modo nas zonas de passeios e estacionamento numa camada de 20 cm de espessura, foi espalhada e nivelada uma camada de areia com aproximadamente 5 cm de espessura, onde foram assentes os blocos graníticos (ver fig. 23). Nas zonas de circulação pedonal foi assente uma calçada em granito com as dimensões de 7x7x7 cm. Nas zonas de circulação rodoviária optou-se por assentar dois tamanhos de blocos, sendo para a calçada de 11x11x11 cm na zona de estacionamento e de 7x7x7 cm nos locais de entrada para o estacionamento. As juntas entre cubos era o menor possível, nunca sendo permitidos afastamentos superiores a 5 mm, sendo estas refechadas com areia fina.
52 Fig. 23 Assentamento de calçada
53 5. MEDIÇÕES 5.1. MEDIÇOES EM PROJECTO INTRODUÇÃO A medição que deve praticar-se dentro de qualquer empresa, deverá ser o resultado de um percurso que conduzirá ao conhecimento dos valores quantitativos-qualitativos de todos os componentes a considerar para a concretização de um projecto técnico. São todos os trabalhos a executar para a completa realização da obra, incluindo todos os preparatórios e auxiliares esclarecidos, em termos de permitirem a avaliação segura e rigorosa de toda a mão-de-obra, materiais, equipamento e outros meios necessários. Tudo o que reclame a intervenção de meios técnicos, meios tecnológicos, materiais, etc, contabilizável, directamente ou indirectamente, nos trabalhos, é também componente do custo da obra e portanto, abrangido pelas preocupações de avaliação referidas. As regras de medição seguidas, são as preconizadas pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil uma vez que na grande maioria dos projectos, as regras apontadas nos cadernos de encargos, são as indicadas por este organismo ou semelhantes ás mesmas.
54 5.1.2 OBJECTIVOS As medições constituem a determinação analítica das quantidades de trabalhos previstas no projecto ou executados em obra, e têm, em regra os objectivos seguintes: - Possibilitar a todas as empresas que apresentam propostas a concurso ou consultas de empreitadas, a determinação dos custos e a elaboração de orçamentos, com base nas mesmas informações de quantidades e de qualidade de execução dos trabalhos indicados no projecto; - Proporcionar às empresas adjudicatárias o cálculo das quantidades de materiais e a avaliação das quantidades de mão de obra, de equipamento ou de outros recursos a utilizar na execução dos trabalhos; - Permitir o cálculo das variações de qualidade ou de modificações de qualidade que se verificarem durante a construção; - Facilitar a facturação e o pagamento das situações mensais, no prazo de execução da obra e a elaboração da conta da empreitada, aquando da recepção provisória da obra; - Estabelecer as bases para que as empresas realizem a análise e o controlo de custos dos trabalhos.
55 A apresentação, em concursos ou consultas, de medições correctas e adaptadas às características de cada obra, constitui uma das actividades importantes do projecto, na medida em que permitir: - O cálculo, pelas empresas concorrentes, dos custos de cada trabalho em função do volume de produção, dos materiais a utilizar, dos pormenores de execução, dos processos de construção e das condições de implantação e organização do estaleiro; - A elaboração de orçamentos em bases comuns, por todas as empresas concorrentes, que facilitem a apreciação das propostas pelo dono da obra. A evolução da dimensão e complexidade das empreitadas tem incrementado a necessidade das empresas disporem de medições, como elemento que sirva de base ao concurso, pois torna-se praticamente impossível a determinação das quantidades de trabalhos, por cada concorrente, nos prazos de apresentação das propostas que são correntes nas empreitadas. A avaliação das quantidades de mão de obra, de materiais, de equipamento ou de outros recursos a utilizar na execução da obra, pode ser deduzida das medições, desde que se conheçam os rendimentos dos trabalhos, o que facilita quer o estudo da implantação e organização do estaleiro, quer a programação dos recursos durante a construção. A determinação dos trabalhos a mais e a menos, e, das situações mensais de pagamento tem de fundamentar-se em medições realizadas
56 sobre o projecto que, em geral, são rectificadas posteriormente, com medidas obtidas directamente da obra. A análise e o controlo de custos pelas empresas, durante a execução da obra, podem ser facilitados, se as medições além de serem correctas, forem estabelecidas de acordo com determinados princípios de organização, nomeadamente o estabelecimento da relação ou lista de trabalhos, de acordo com sistemas de classificação e ordenamento que individualizem cada trabalho, segundo os critérios seguintes: - Os trabalhos medidos devem corresponder às actividades que são exercidas por cada categoria profissional de operário. - As medições devem descriminar todos os trabalhos, principais e auxiliares, que são realizados durante a execução da obra. - As medições devem ser decompostas por partes da obra, que facilitem a determinação das quantidades de trabalhos realizados pelas equipas de pessoal, durante a progressão da construção, ou seja, as medições são decompostas em capítulos, e estes subdivididos em artigos PRINCÍPIOS DE BASE As medições podem ser elaboradas a partir do projecto ou da obra sendo as suas regras aplicáveis a ambos os casos. No entanto, na medição sobre projecto, os medidores devem ter conhecimentos e experiência suficiente para poderem equacionar e
57 procurar esclarecer, junto dos autores dos projectos, as faltas de informação que são indispensáveis à determinação das medições e ao cálculo dos custos dos trabalhos. Apesar de cada obra possuir, em regra, particularidades que a diferenciam das restantes, podem ser definidos alguns princípios de base a ter em consideração na elaboração das medições, nomeadamente, os seguintes: - O estudo da documentação do projecto peças desenhadas e escritas, caderno de encargos e cálculos deve constituir a primeira actividade do medidor. - As medições devem estar de acordo com as peças desenhadas do projecto e com as condições técnicas, gerais e especiais, do caderno de encargos. (Na análise das peças desenhadas e na sua confrontação com o caderno de encargos, surgem, com frequência, contradições, erros e omissões que o medidor esclarecerá com o autor do projecto, tornando-se um dos colaboradores importantes dos projectistas). - As medições devem ser realizadas de acordo com as regras de medição adoptadas e na falta, o medidor deve adoptar critérios que conduzam a quantidades correctas. Estes critérios devem ser descriminados, de forma clara, nas medições do projecto. - As medições devem ter em consideração as normas construtivas relacionadas com materiais e técnicas de execução.
58 - Dentro dos limites razoáveis das tolerâncias admissíveis para a execução das obras, as medições devem ser elaboradas de forma a que não seja desprezado nenhum dos elementos constituintes dos edifícios. - Durante o cálculo das medições, devem ser realizadas diversas verificações das operações efectuadas e confrontações entre soma de quantidades parcelares com quantidades globais. (O grau de rigor a obter com estas verificações e confrontações depende, como é evidente, do custo unitário de cada trabalho). A coordenação das informações das diversas partes do projecto pode ser facilitada, durante a execução das medições, se forem adoptados um ordenamento e uma codificação adequados para os trabalhos previstos no projecto. Se a cada trabalho corresponder uma classificação e um código, estes podem ser aplicados nas peças desenhadas, nas condições técnicas dos cadernos de encargos e nas rubricas das medições, o que facilita a integração das informações para a obra CONDIÇÕES A QUE DEVEM SATISFAZER AS MEDIÇÕES - Devem estabelecer uma definição clara de cada trabalho e indicar as características mais importantes e necessárias à sua boa execução. Sempre que possível, esta definição deve ser esclarecida com a discriminação dos 48
59 desenhos, das condições técnicas ou de outras informações existentes noutras peças do projecto. - Devem possibilitar a determinação correcta dos custos de cada trabalho e dos orçamentos dos projectos. - Devem indicar as quantidades de trabalho dos projectos, com uma ordenação que permita uma comparação com projectos similares. - Devem estabelecer as bases necessárias para o cálculo das alterações que forem determinadas, durante a execução das obras REGRAS GERAIS As medições devem descrever, de forma completa e precisa os trabalhos previstos no projecto ou executados em obra. Recomenda-se que esta descrição, seja sempre que possível, sucinta e indique as referências dos desenhos e das rubricas dos cadernos relativas a estes trabalhos. Os trabalhos que impliquem diferentes condições ou dificuldades de execução, serão sempre medidos separadamente em artigos próprios. As dimensões a adoptar serão, em regra, as de cada elemento de construção, arredondadas ao centímetro. Sempre que possível, nas medições de projecto, as dimensões serão as indicadas nas cotas dos desenhos ou calculadas a partir destas.
60 Salvo indicação em contrário, o cálculo das quantidades dos trabalhos será efectuado por aplicação das dimensões, segundo a ordem seguinte: - Comprimento - Largura - Altura ou profundidade As dimensões que não puderem ser determinadas com rigor, deverão ser indicadas com a designação de Quantidades aproximadas. As medições devem ser apresentadas com as indicações necessárias à sua perfeita compreensão, de modo a permitir uma fácil verificação ou rectificação, e a determinação correcta do custo. Em regra, as dimensões utilizadas na medição deverão ser sempre verificáveis pelo utilizador. Recomenda-se que as medições sejam organizadas por forma a facilitar a determinação dos dados necessários à preparação da execução da obra, inclusive, a sua programação e o controlo de produção, nomeadamente nos aspectos seguintes: repartição dos trabalhos por diferentes locais de construção, cálculo das situações mensais de pagamento e controle de custos.
61 Os capítulos das medições e da lista de medições poderão ser organizados de acordo com a natureza dos trabalhos ou pela evolução natural da construção. Quando o critério de organização for o da natureza dos trabalhos, estes deverão ser integrados nos capítulos indicados nestas regras e apresentados pela mesma ordem. A organização dos capítulos, segundo a natureza dos trabalhos, é a que permite a empreiteiros e subempreiteiros uma fácil elaboração das propostas a concurso. As medições dos trabalhos exteriores ao edifício (acessos, jardins, vedações, instalações exteriores ao perímetro do edifício, etc.) deverão ser, no seu conjunto, apresentadas separadamente dos trabalhos relativos ao edifício Arranjos exteriores. Esta divisão permite uma análise mais rápida, e com menos probabilidade de erro, dos custos relativos ao edifício. Além disso, permite uma preparação mais fácil dos trabalhos. Dado que se vai seguir uma lista previamente organizada, deve explorar-se a medição de cada tarefa, em todos os locais e níveis em que se aplique, havendo o cuidado de se indicar sempre o piso (referência da planta) em que cada medição ou série de medições são efectuadas. Quando na mesma planta de trabalho figure mais do que um edifício, iguais ou não, as medições devem ser individualizadas. Quando iguais em tudo, deverá indicar-se que a medição se repete em tantos edifícios, com os números tal a tal, referenciados na planta geral.
62 Quando em obras de grande dimensão, como instalações industriais, centros escolares, complexos comerciais ou desportivos, é conveniente o estabelecimento de um código local sobre uma quadrícula de referência. Este código permite a localização das operações, quer para verificações, quer para alterações e finalmente, para a preparação de trabalho e gestão de meios. A título de exemplo apresentam-se a seguir os quadros com as medições para as obras: Polidesportivo do Espinheiro com a calendarização da obra e Projecto de arranjos exteriores do Caminho do cemitério da Velosa.
63 5.2. MEDIÇÕES EM OBRA Um dos trabalhos efectuados durante a realização do estágio foi a medição de trabalhos já efectuados, para a elaboração de autos de medição. As medições para além de servirem para elaborar os autos de medição para posterior facturação, têm também outro objectivo muito importante, pois permite em conjunto com o plano de obra controlar os prazos de execução de cada trabalho. Comparando o plano de trabalhos previsto com o que realmente se encontra efectuado (realizado com os valores da medição) consegue-se determinar se a obra se encontra atrasada ou se está dentro do prazo previsto, aferindo-se os eventuais desvios. O estagiário efectuou alguns trabalhos de medição, como os de pavimentação, drenagem, caixas de visita, muros, lancis, etc. Para que, posteriormente, não subsistissem dúvidas as medições foram efectuadas integrando conjuntamente com elementos da fiscalização e do empreiteiro. O material utilizado foi a roda de medição, fita de plástico de 50m, papel e esferográfica. A medição de pavimentos, lancis, foi efectuada com a ajuda da roda e com a ajuda da fita métrica, sendo esta efectuada através da determinação das áreas trapezoidais, medindo-se o comprimento da via e as larguras. Esta era medida mais ou menos de 25 em 25 metros, ou quando se verificava diferenças na sua largura. A medição de serventias apenas consiste na determinação das áreas, assim tenta imaginar-se uma (ou mais) formas geométricas de maneira a que a área medida seja igual à que na realidade se encontra na serventia.
64 A medição de muros foi efectuada com a ajuda da fita métrica. Com os valores medidos era necessário fazer o respectivo tratamento da informação. Fig.24 Roda de agrimensor A título de exemplo apresentam-se a seguir algumas medições efectuadas em obras nomeadamente o quadro IV e V referente a obra de requalificação de Santa Eufêmea, o quadro VI as medições de calçada em Velosa e no anexo I encontram-se as medições efectuadas na obra de Santa Eufêmea para controlar os erros e omissões.
65 5.3. ORÇAMENTAÇÃO INTRODUÇÃO O orçamento de uma obra, resulta da multiplicação das quantidades de cada tarefa a executar nessa obra pelo respectivo preço, servirá como elemento contratual entre o empreiteiro e o dono da obra onde figurará para além do preço global, os preços unitários de execução de cada trabalho. Para a determinação dos preços dos trabalhos, o orçamentista deverá previamente estudar as condições impostas no caderno de encargos e considerar todas as especificações da obra em questão, isto, porque os preços poderão variar de obra para obra. Ou seja, o orçamento determinado pela empresa é a previsão do preço global da construção da obra ou preço de venda e destina-se, essencialmente, a satisfazer os objectivos seguintes: - Definir o custo proposto pela empresa para a execução de cada trabalho previsto nas peças escritas e desenhadas do projecto, de acordo com as condições técnicas do caderno de encargos se houver. - Constitui o documento contratual que, em regra, é o documento de previsão da actividade comercial, e serve de base à facturação da empresa e ao esclarecimento de dúvidas e omissões dos pagamentos a realizar pelo dono da obra.
66 - Estabelecer o documento de controle dos rendimentos e custos da mão de obra, dos materiais, dos equipamentos e das instalações e da sua comparação com as previsões estabelecidas; - Como instrumento de análise, as informações necessárias ao desenvolvimento das bases, das previsões e dos sistemas de cálculo e de controle dos custos adoptados pela empresa, com vista ao aperfeiçoamento da sua organização e das suas capacidades técnicas e competitividade comercial. O orçamento é, em regra, o resultado da multiplicação das quantidades de cada trabalho previstas nas medições pelos respectivos custos, de acordo com uma classificação de trabalhos e uma estrutura de despesas que conduzam à determinação correcta de todos os encargos da construção. A elaboração do orçamento compreende, em geral, as etapas seguintes: - Apresentação da proposta para concurso. - Preparação da execução da obra CÁLCULO DO ORÇAMENTO O cálculo do orçamento torna necessária a definição da estrutura de custos que deve compreender todas as despesas, sem excepção, que são realizadas na execução das obras, em regra é conveniente a adopção das
67 categorias de despesas seguintes: Custos directos, Custos de estaleiro e Custos indirectos CUSTOS DIRECTOS São os custos que dizem respeito à execução da obra propriamente dita. São os custos com os operários que trabalham directamente na obra, os custos dos materiais empregues na obra e os custos dos equipamentos utilizados na execução de tarefas bem específicas (bombas de água, vibrador de betão, etc.). A determinação destes valores, resulta de uma observação sistemática dos tempos gastos pelos operários e máquinas, e das quantidades de materiais gastos em diversas obras na execução dessa tarefa. Pode-se contudo ter como auxílio os rendimentos publicados em diversos livros entre os quais os do LNEC. Ou seja os custos directos englobam todas as despesas que incidem, directa e exclusivamente, na execução de um trabalho, e em regra, compreendem: - Despesas de mão de obra directa. Incluem os salários dos operários directamente ligados à execução de cada trabalho, os encargos sociais previstos na legislação respectiva, os atribuídos por iniciativa da empresa, e outros encargos relacionados com a sua actividade (transportes, alojamento, prémios, etc.).
68 - Despesas com materiais e elementos de construção. Compreendem os fornecimentos de produtos que são integrados em cada trabalho. - Despesas com ferramentas manuais e mecânicas. São constituídas pelas ferramentas correntes (pás, picaretas, etc.) e pelos utensílios e ferramentas mecânicas (serras mecânicas manuais, pistolas de pregar, pistolas de pintar, etc.) utilizadas pela mão de obra directa na execução de cada trabalho. - Encargos sociais atribuídos por iniciativa da empresa. Estas despesas são dependentes da política social da empresa e, por esta razão, devem ser determinadas para cada obra. - Encargos sociais legais. As despesas relativas a encargos sociais estabelecidos pela legislação em vigor e que são incluídas nos custos directos.
69 CUSTOS DE ESTALEIRO Diz respeito a todos os custos inerentes ao estaleiro de obra. Assim, podem considerar-se estes custos os seguintes: -Transporte, montagem, desmontagem e despesas de todas as instalações do estaleiro. - Amortização das instalações. - Montagem e desmontagem das instalações de electricidade, abastecimento de águas e esgotos do estaleiro; - Abertura das vias para acesso ao estaleiro. - Vedação. - Custos de grandes equipamentos, cujos custos dificilmente se consigam atribuir aos diferentes trabalhos, devido à grande diversidade de tarefas que executam, (Ex.: Gruas, Dumpers, etc.). - Mão de obra que labore apenas no estaleiro (nas oficinas, escritórios, armazéns, etc.). - O custo do estaleiro da obra, é então avaliado a partir da soma dos custos de todas as parcelas acima mencionadas. Muitas vezes é previamente determinado, aplicando uma taxa sobre o custo directo da obra. Custo estaleiro =...% x Custo directo
70 CUSTOS INDIRECTOS Os custos indirectos que incidem sobre uma obra, são uma parcela dos seguintes: - Despesas com o edifício central da empresa (gastos com a amortização ou aluguer das instalações, limpezas, pagamentos de águas, electricidade, gás, etc.). - Vencimento e encargos sociais da direcção da empresa, do pessoal técnico, do serviço administrativo e comercial consultores, etc. -Amortização e despesas de exploração das viaturas de serviço da empresa. - Contribuições, impostos, juros de empréstimos. Etc. - Despesas com instalações do estaleiro central da empresa (cuja avaliação é semelhante à de um estaleiro de obra). A soma de todas estas despesas, serão os custos indirectos gerais da empresa. Estes custos serão distribuídos pelas diversas obras em curso em proporção pelos respectivos custos de execução. Muitas vezes atribui-se uma taxa sobre os custos directos e de estaleiro de uma obra para a definição dos custos indirectos da mesma. Custos indirectos =...% (Custos Directos + Custos Estaleiro). A título de exemplo apresenta-se no Anexo II o orçamento para a obra: Arrelvamento sintético de campo de jogos. 67
71 6. Concursos públicos 6.1. Introdução Com a entrada em vigor do código da contratação Publica em 1 de Agosto de 2008 foi necessário mudar procedimentos para a elaboração de contratos públicos relativos a ajuste directo ou empreitadas. O CCP pretende regular essencialmente duas grandes vertentes relativas aos contratos públicos: a) Formação: "Os procedimentos a cumprir para se celebrar um contrato público (por exemplo, concurso público ou ajuste directo). Estes procedimentos decorrem desde o momento em que é tomada a decisão de contratar até ao momento em que o contrato é outorgado. A esta matéria é tradição chamar-se em Portugal a contratação Pública. b) Execução: "as regras imperativas ou supletivas que integram o regime substantivo dos contratos públicos e conformam as relações jurídicas contratuais. São aspectos da execução do contrato, nomeadamente, as obrigações das partes e o respectivo (in)cumprimento, a modificação do contrato, etc." Contratos abrangidos pelo novo Código: 1.Empreitadas de obras publicas; 2.Locação e aquisição de bens moveis; 3.Aquisição de serviços; 4.Concessão de obras publicas; 5.Concessão de serviços públicos; 6.Contrato de sociedade; 7.Outros contratos submetidos à concorrência. Tendo em conta o novo regulamento o estagiário elaborou o seguinte caderno de encargos relativo a um ajuste directo
72 CADERNO DE ENCARGOS RELATIVO A FORNECIMENTO E APLICAÇÃO DE PAINÉIS DE CHAPA SANDUICH NA COBERTURA DAS PISCINAS MUNICIPAIS DE CELORICO DA BEIRA
73 CADERNO DE ENCARGOS Capítulo I Disposições gerais Cláusula 1.ª Objecto 1 - O presente Caderno de Encargos compreende as cláusulas a incluir no contrato a celebrar na sequência do procedimento pré-contratual que tem por objecto principal Fornecimento e Aplicação de Painéis de Chapa Sanduich na Cobertura das Piscinas Municipais de Celorico da Beira. 2 O objecto do contrato abrange ainda os serviços de remoção das mansardas e aplicação dos painéis. Cláusula 2.ª Contrato 1 O contrato é composto pelo respectivo clausulado contratual e os seus anexos. 2 O contrato a celebrar integra ainda os seguintes elementos: a) Os suprimentos dos erros e das omissões do Caderno de Encargos identificados pelos concorrentes, desde que esses erros e omissões tenham sido expressamente aceites pelo órgão competente para a decisão de contratar; b) Os esclarecimentos e as rectificações relativos ao Caderno de Encargos;
74 c) O presente Caderno de Encargos; d) A proposta adjudicada; e) Os esclarecimentos sobre a proposta adjudicada prestados pelo adjudicatário. 3 Em caso de divergência entre os documentos referidos no número anterior, a respectiva prevalência é determinada pela ordem pela qual aí são indicados. 4 Em caso de divergência entre os documentos referidos no n.º 2 e o clausulado do contrato e seus anexos, prevalecem os primeiros, salvo quanto aos ajustamentos propostos de acordo com o disposto no artigo 99.º do Código dos Contratos Públicos e aceites pelo adjudicatário nos termos do disposto no artigo 101.º desse mesmo diploma legal. Cláusula 3.ª Prazo O contrato mantém-se em vigor até à entrega dos bens ao contraente público em conformidade com os respectivos termos e condições e o disposto na lei, sem prejuízo das obrigações acessórias que devam perdurar para além da cessação do contrato. Capítulo II Obrigações contratuais Secção I Obrigações do prestador de serviços Subsecção I Disposições gerais
75 Cláusula 4.ª Obrigações principais do prestador de serviços 1 - Sem prejuízo de outras obrigações previstas na legislação aplicável, no presente Caderno de Encargos ou nas cláusulas contratuais, da celebração do contrato decorrem para o prestador de serviços as seguintes obrigações principais: a) Obrigação de entrega dos bens identificados na sua proposta; b) Obrigação de garantia dos bens; c) Obrigação de continuidade de fabrico. 2 - A título acessório, o prestador de serviços fica ainda obrigado, designadamente, a recorrer a todos os meios humanos e materiais que sejam necessários e adequados à prestação do serviço, bem como ao estabelecimento do sistema de organização necessário à perfeita e completa execução das tarefas a seu cargo. Cláusula 5.ª Fases da prestação do serviço Os serviços objecto do contrato compreendem as seguintes fases: a) Remoção das mansardas existentes; b) Refechamento do espaço ocupado pelas mansardas com aplicação de painéis de chapa sanduich; Cláusula 6.ª Forma de prestação do serviço 1 Para o acompanhamento da execução do contrato, o prestador de serviços fica obrigado a manter, com uma periodicidade mensal, reuniões de coordenação com os representantes da Câmara Municipal de Celorico da Beira, das quais deve ser lavrada acta a assinar por todos os intervenientes na reunião.
76 2 As reuniões previstas no número anterior devem ser alvo de uma convoc ação escrita por parte do prestador de serviços, o qual deve elaborar a agenda prévia para cada reunião. 3 O prestador de serviços fica também obrigado a apresentar à Câmara Municipal de Celorico da Beira, com uma periodicidade mensal, um relatório com a evolução de todas as operações objecto dos serviços e com o cumprimento de todas as obrigações emergentes do contrato. 4 No final da execução do contrato, o prestador de serviços deve ainda elaborar um relatório final, discriminando os principais acontecimentos e actividades ocorridos em cada fase de execução do contrato. 5 Todos os relat órios, registos, comunicações, actas e demais documentos elaborados pelo prestador de serviços devem ser integralmente redigidos em português. Cláusula 7.ª Prazo de prestação do serviço 1 O prestador de servi ços obriga -se a concluir a execução do serviço, no prazo máximo de oito dias seguidos. 2 O prazo previsto no úmero n anterior pode ser prorrogado por iniciativa da Câmara Municipal de Celorico da Beira ou a requerimento do prestador de serviços devidamente fundamentado. Cláusula 8.ª Recepção dos elementos a produzir ao abrigo do contrato Não aplicável
77 Cláusula 9.ª Transferência da propriedade - Não Aplicável Cláusula 10.ª Conformidade e garantia técnica O prestador de serviços fica sujeito, com as devidas adaptações e no que se refere aos elementos entregues à Câmara Municipal de Celorico da Beira em execução do contrato, às exigências legais, obrigações do fornecedor e prazos respectivos aplicáveis aos contratos de aquisição de bens móveis, nos termos do Código do Contratos Públicos e demais legislação aplicável. Subsecção II Dever de sigilo Cláusula 11.ª Objecto do dever de sigilo 1 O prestador de servi ços deve guardar sigilo sobre toda a informação e documentação, técnica e não técnica, comercial ou outra, relativa à Câmara Municipal de Celorico da Beira de que possa ter conhecimento ao abrigo ou em relação com a execução do contrato. 2 A informação e a documentaçã o cobertas pelo dever de sigilo não podem ser transmitidas a terceiros, nem objecto de qualquer uso ou modo de aproveitamento que não o destinado directa e exclusivamente à execução do contrato. 3 Exclui-se do dever de sigilo previsto a informação e a documentação que for comprovadamente do domínio público à data da respectiva obtenção pelo prestador de serviços ou que este seja legalmente obrigado a revelar, por força da lei, de processo judicial ou a pedido de autoridades reguladoras ou outras entidades administrativas competentes.
78 Cláusula 12.ª Prazo do dever de sigilo O dever de sigilo mantém-se em vigor até ao termo do prazo de três anos a contar do cumprimento ou cessação, por qualquer causa, do contrato, sem prejuízo da sujeição subsequente a quaisquer deveres legais relativos, designadamente, à protecção de segredos comerciais ou da credibilidade, do prestígio ou da confiança devidos às pessoas colectivas. Secção II Obrigações da Câmara Municipal de Celorico da Beira Cláusula 13.ª Preço contratual 1 Pela prestação dos serviços objecto do contrato, bem como pelo cumprimento das demais obrigações constantes do presente Caderno de Encargos, a Câmara Municipal de Celorico da Beira, deve pagar ao prestador de serviços o preço constante da proposta adjudicada, acrescido de IVA à taxa legal em vigor, se este for legalmente devido. 2 O preço referido no número anterior inclui todos os custos, encargos e despesas cuja responsabilidade não esteja expressamente atribuída ao contraente público. a) O preço a que se refere o n.º 1 corresponde à globalidade da prestação de serviços.
79 Cláusula 14.ª Condições de pagamento 1 A(s) quantia(s) devidas pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, nos termos da cláusula anterior, deve(m) ser paga(s) no prazo de 30 dias após a recepção pela Câmara Municipal de Celorico da Beira das respectivas facturas, as quais só podem ser emitidas após o vencimento da obrigação respectiva. 2 Para os efeitos do úmero n anterior, a obrigação considera -se vencida com a emissão da declaração de aceitação pela Câmara Municipal de Celorico da Beira nos termos da Cláusula 8ª. Não aplicável 3 Em caso de discordância por parte da Câmara Municipal de Celorico da Beira quanto aos valores indicados nas facturas, deve esta comunicar ao prestador de serviços, por escrito, os respectivos fundamentos, ficando o prestador de serviços obrigado a prestar os esclarecimentos necessários ou proceder à emissão de nova factura corrigida. 4 Desde que devidamente emitidas e observado o disposto no n.º 1, as facturas são pagas através da respectiva emissão de cheque. Capítulo III Penalidades contratuais e resolução Cláusula 15.ª Penalidades contratuais 1 Pelo incumprimento de obrigações emergentes do contrato, a Câmara Municipal de Celorico da Beira pode exigir do prestador de serviços o pagamento de uma pena pecuniária, de montante a fixar em função da gravidade do incumprimento, nos seguintes termos:
80 a) Pelo incumprimento das datas e prazos de entrega dos elementos referentes ao contrato, até 20% do valor contratual; 2 Em caso de resolução do contrato por incumprimento do prestador de serviços, a Câmara Municipal de Celorico da Beira pode exigir-lhe uma pena pecuniária até 20% do valor contratual. 3 Ao valor da pena pecuni ária prevista no número anterior são ded uzidas as importâncias pagas pelo prestador de serviços ao abrigo da alínea a) do n.º 1, relativamente aos serviços cujo atraso na respectiva conclusão tenha determinado a resolução do contrato. 4 Na determinação da gravidade do incumprimento, a Câmara Municipal de Celorico da Beira tem em conta, nomeadamente, a duração da infracção, a sua eventual reiteração, o grau de culpa do prestador de serviços e as consequências do incumprimento. 5 A Câmara Municipal de Celorico da Beira pode compensar os pagamentos devidos ao abrigo do contrato com as penas pecuniárias devidas nos termos da presente cláusula. 6 As penas pecuni árias previstas na presente cláusula não obstam a que a Câmara Municipal de Celorico da Beira exija uma indemnização pelo dano excedente. Cláusula 16.ª FORÇA MAIOR 1 Não podem ser impostas penalidades ao prestador de serviços, nem é havida como incumprimento, a não realização pontual das prestações contratuais a cargo de qualquer das partes que resulte de caso de força maior, entendendo-se como tal as circunstâncias que impossibilitem a respectiva realização, alheias à vontade da parte
81 afectada, que ela não pudesse conhecer ou prever à data da celebração do contrato e cujos efeitos não lhe fosse razoavelmente exigível contornar ou evitar. 2 Podem constituir força maior, se se verificarem os requisitos do número anterior, designadamente, tremores de terra, inundações, incêndios, epidemias, sabotagens, greves, embargos ou bloqueios internacionais, actos de guerra ou terrorismo, motins e determinações governamentais ou administrativas injuntivas. 3 Não constituem força maior, designadamente: a) Circunstâncias que não constituam força maior para os subcontratados do prestador de serviços, na parte em que intervenham; b) Greves ou conflitos laborais limitados às sociedades do prestador de serviços ou a grupos de sociedades em que este se integre, bem como a sociedades ou grupos de sociedades dos seus subcontratados; c) Determinações governamentais, administrativas, ou judiciais de natureza sancionatória ou de outra forma resultantes do incumprimento pelo prestador de serviços de deveres ou ónus que sobre ele recaiam; d) Manifestações populares devidas ao incumprimento pelo prestador de serviços de normas legais; e) Incêndios ou inundações com origem nas instalações do prestador de serviços cuja causa, propagação ou proporções se devam a culpa ou negligência sua ou ao incumprimento de normas de segurança; f) Avarias nos sistemas informáticos ou mecânicos do prestador de serviços não devidas a sabotagem; g) Eventos que estejam ou devam estar cobertos por seguros.
82 4 A ocorrência de circunstâncias que possam consubstanciar casos de força maior deve ser imediatamente comunicada à outra parte. 5 A for ça maior determina a prorrogação dos prazos de cumprimento das obrigações contratuais afectadas pelo período de tempo comprovadamente correspondente ao impedimento resultante da força maior. Cláusula 17.ª Resolução por parte do contraente público 1 Sem prejuízo de outros fundamentos de resolução previstos na lei, a Câmara Municipal de Celorico da Beira pode resolver o contrato, a título sancionatório, no caso de o prestador de serviços violar de forma grave ou reiterada qualquer das obrigações que lhe incumbem, designadamente nos seguintes casos: a) Pelo atraso na conclusão dos serviços; 2 O direito de resolução referido no número anterior exerce-se mediante declaração enviada ao prestador de serviços e abrange a repetição das prestações já realizadas pelo fornecedor se assim for determinado pelo contraente público. Cláusula 18.ª Resolução por parte do prestador de serviços 1 - Sem prejuízo de outros fundamentos de resolução previstos na lei, o prestador de serviços pode resolver o contrato quando: a) Qualquer montante que lhe seja devido esteja em dívida há mais de seis meses ou o montante em dívida exceda 25% do preço contratual, excluindo juros; 2 O direito de resolução é exercido por via judicial, sendo competente o Tribunal Administrativo e fiscal de Castelo Branco, com expressa renúncia a qualquer outro.
83 3 Nos casos previstos na ínea al a) do n.º 1, o direito de resolução pode ser exercido mediante declaração enviada à Câmara Municipal de Celorico da Beira que produz efeitos 30 dias após a recepção dessa declaração, salvo se este último cumprir as obrigações em atraso nesse prazo, acrescidas dos juros de mora a que houver lugar. 4 A resolução do contrato nos termos dos números anteriores não determina a repetição das prestações já realizadas pelo prestador de serviços, cessando, porém, todas as obrigações deste ao abrigo do contrato [com excepção daquelas a que se refere o artigo 444.º do Código dos Contratos Públicos]. Capítulo IV Projectos de investigação e desenvolvimento Não Aplicável Cláusula 19.ª Obrigação de elaborar projectos de investigação e desenvolvimento Não Aplicável Cláusula 20.ª Acessoriedade do contrato de projecto de investigação e desenvolvimento Não Aplicável Capítulo V Caução e seguros Cláusula 21.ª Execução da caução 1 A caução prestada para bom e pontual cumprimento das obrigações decorrentes do contrato, nos termos do Programa do Procedimento, pode ser executada pela Câmara Municipal de Celorico da Beira, sem necessidade de prévia decisão judicial ou arbitral, para satisfação de quaisquer créditos resultantes de mora, cumprimento
84 defeituoso, incumprimento definitivo pelo prestador de serviços das obrigações contratuais ou legais, incluindo o pagamento de penalidades, ou para quaisquer outros efeitos especificamente previstos no contrato ou na lei. 2 A resolução do contrato pela Câmara Municipal de Celorico da Beira não impede a execução da caução, contanto que para isso haja motivo. 3 A execução parcial ou total da caução referida nos números anteriores constitui o prestador de serviços na obrigação de proceder à sua reposição pelo valor existente antes dessa mesma execução, no prazo de 15 dias após a notificação da Câmara Municipal de Celorico da Beira para esse efeito. 4 A caução a que se referem os números anteriores é liberada nos termos do artigo 295.º do Código dos Contratos Públicos. Cláusula 22.ª Seguros Não aplicável Capítulo VI Resolução de litígios Cláusula 23.ª Foro competente Para resolução de todos os litígios decorrentes do contrato fica estipulada a competência do tribunal Administrativo e fiscal de Castelo Branco, com expressa renúncia a qualquer outro.
85 Capítulo VII Disposições finais Cláusula 24.ª Subcontratação e cessão da posição contratual A subcontratação pelo prestador de serviços e a cessão da posição contratual por qualquer das partes depende da autorização da outra, nos termos do Código dos Contratos Públicos. Cláusula 25.ª Comunicações e notificações 1 Sem prejuízo de poderem ser acordadas outras regras quanto às notificações comunicações entre as partes do contrato, estas devem ser dirigidas, nos termos do Código dos Contratos Públicos, para o domicílio ou sede contratual de cada uma, identificados no contrato. 2 Qualquer alteração das informações de contacto constantes do contrato deve ser comunicada à outra parte. Cláusula 26.ª Contagem dos prazos Os prazos previstos no contrato são contínuos, correndo em sábados, domingos e dias feriados. Cláusula 27.ª Legislação aplicável O contrato é regulado pela legislação portuguesa
86 7. ACESSIBILIDADES 7.1. INTRODUÇÃO Facilitar a vida aos cidadãos deficientes e de mobilidade reduzida é o compromisso dos 76 municípios que integram a Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade Para Todos. No intuito do município de Celorico Da beira poder aderir a essa Rede Nacional de Cidades e Vilas com Mobilidade Para Todos foi feito um plano de boas praticas que vão passar a ser implementadas nas obras que são promovidas pelo Município OBJECTIVO O que se propõe a realizar são os planos de acessibilidade e mobilidade para zonas confinadas ou globais BOAS PRATICAS A ADOPTAR Com recurso a figuras ilustradas se mostra quais seram as praticas construtivas que se pretende adoptar em todas as obras do concelho promovidas pela Autarquia.
87 Passeios e Caminhos de Peões Recomenda-se, como boa prática, a colocação, do mobiliário urbano e dos restantes elementos numa faixa de infraestruturas, libertando-se a restante área de passeio de obstáculos. Os passeios adjacentes a vias principais e vias distribuidoras devem ter uma largura livre não inferior a 1,5 m. Fig.25 Passeios e caminhos de peões
88 Escadarias na via pública As escadarias na via pública devem satisfazer o especificado no DL, e devem possuir patamares superior e inferior com uma faixa de aproximação constituída por um material de revestimento de textura diferente e cor contrastante com o restante piso. Se vencerem desníveis superiores a 0,4 m devem ter corrimãos de ambos os lados ou um duplo corrimão central, se a largura da escadaria for superior a 3 m, ter corrimãos de ambos os lados e um duplo corrimão central, se a largura da escadaria for superior a 6 m. Fig.26 Escadarias na via pública
89 Rampas na via pública As rampas na via pública devem satisfazer o especificado no DL, e as que vencerem desníveis superiores a 0,4 m devem ainda ter corrimãos de ambos os lados ou um duplo corrimão central, se a largura da rampa for superior a 3 m e ambos se a largura for superior a 6 m. Fig.27 Rampas na via pública Passagens de peões de superfície A altura do lancil em toda a largura das passagens de peões não deve ser superior a 2 cm. O pavimento do passeio na zona imediatamente adjacente à passagem de peões deve ser rampeado. A zona de intercepção das passagens de peões com os separadores centrais das rodovias deve ter,
90 em toda a largura das passagens de peões, uma dimensão não inferior a 1,2 m e uma inclinação do piso e dos seus revestimentos não superior a 2%, medidas na direcção do atravessamento dos peões. As passagens de peões que estejam dotadas de dispositivos semafóricos que sinalizam a travessia de peões, devem ter o dispositivo de accionamento manual a uma altura do piso compreendida entre 0,8 m e 1,2 m. O sinal verde de travessia de peões deve estar aberto o tempo suficiente para permitir a travessia, a uma velocidade de 0,4 m/s. Os semáforos instalados em vias com grande volume de tráfego devem ser equipados com mecanismos complementares que emitam um sinal sonoro quando o sinal estiver verde para os peões. Fig.28 Passagens de peões de superfície
91 Pois com a pratica corrente destas medidas construtivas o município de Celorico da Beira pensa que a promoção da acessibilidade constitui um elemento fundamental na qualidade de vida das pessoas, sendo um meio imprescindível para o exercício dos direitos que são conferidos a qualquer membro de uma sociedade democrática, contribuindo decisivamente para um maior reforço dos laços sociais, para uma maior participação cívica de todos aqueles que a integram e, consequentemente, para um crescente aprofundamento da solidariedade no Estado social de direito.
92 8. PROJECTO 8.1. INTRODUÇÃO Durante o período de estágio na Câmara Municipal de Celorico da Beira, surgiu a necessidade de elaboração de um projecto relativamente, ao arrelvamento sintético de um campo de futebol. Visto o executivo camarário pretender candidatar-se a um programa de financiamento para execução de equipamentos desportivos. Campo esse que já existia mas era em terra batida. Cabendo ao estagiário a execução de todo o projecto. A execução desse projecto em tempo útil seria uma das condições necessárias para a aprovação nos órgãos competentes neste caso na secretaria de estado do desporto DESCRIÇÃO DO PROJECTO O projecto teria de conter os seguintes documentos: - Elaboração de uma memoria descritiva e Justificativa. - Caderno de encargos. - Elaboração de um mapa de quantidades. - Elaboração de pormenores relativos a rega em autocad. Os quais se encontram no anexo II
93 9. CONCLUSÃO Na generalidade, penso ter atingido todos os objectivos que me foram propostos e que eram do meu interesse. Contudo, devo reconhecer as dificuldades sentidas para o conseguir, mas todas foram superadas graças ao auxílio dos meus orientadores, bem como ao bom funcionamento e ao auxílio prestado por alguns dos funcionários da instituição. No desenvolver das actividades apercebi-me que a realidade nas empresas se afigura um pouco diferente daquela que nos procuram ensinar e para a qual nos tentaram preparar. O curso de Engenharia Civil do Instituto Politécnico da Guarda não aprofunda muito esta área sendo por isso mais difícil a transição da teoria à prática, tendo os estagiários de descobrir por si este novo tema. A meu ver o curso deveria conter uma parte mais prática podendo os futuros engenheiros terem contacto com as obras logo no início do curso, pois acaba-se o curso e não se conhece determinados equipamentos, materiais, técnicas de construção, etc. Mesmo assim, verifiquei que os conhecimentos teóricos adquiridos, em alguns casos servem como base para melhor nos entrosarmos profissionalmente, e se bem aplicados poderão ser a chave do nosso sucesso. Durante o meu estágio desenvolvi actividades que me interessaram bastante, pois tive a possibilidade de me integrar e participar na vida activa da empresa, adquirindo assim novos conhecimentos, principalmente através
94 do contacto directo com pessoas que com a sua experiência, se disponibilizaram a orientar-me e a esclarecer as minhas dúvidas. Acho que o estágio é fundamental para a formação de um bom Engenheiro, tratando-se seguramente, da melhor forma de um técnico iniciar a sua vida profissional. Em resumo, considero ter sido muito positiva esta fase de aprendizagem, por nos elucidar e, de alguma forma, preparar para uma parte da vida profissional que se avizinha.
95 Bibliografia Estudo e concepção de estradas Fernando M. M. Figueira Almedina Apontamentos de Vias de Comunicação I.P.G Caderno de encargos da Obra Arranjo e requalificação urbana de Santa Eufemea Decreto de Lei Nº 163/2006 de 8 de Agosto Decreto de Lei Nº 18/2008 de 29 de Janeiro Normas do IEP Critérios de Medição 93
96
97 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Contrato Medidas Diferenças A mais A menos Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos 2310, , , , , , , , , , , ,91 C.IP.RO.07_00 Página 1 de 8 796,74 796,74
98 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Contrato Medidas Diferenças A mais A menos Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos 612,10 612,10 350,00 350,00 1,00 1,00 C.IP.RO.07_00 Página 2 de 8
99 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Contrato Medidas Diferenças A mais A menos Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos 1,00 1,00 1,00 1,00 80,00 80,00 115,00 115,00 81,00 81,00 7,00 7,00 275,80 275,80 28,80 28,80 C.IP.RO.07_00 Página 3 de 8 82,00 82,00
100 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Contrato Medidas Diferenças A mais A menos Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos 22,00 22,00 308,00 308,00 308,00 308,00 507,95 507,95 1,13 35,00 35,00 35,00 35,00 583,50 583,50 35,00 35,00 C.IP.RO.07_00 Página 4 de 8
101 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Contrato Medidas Diferenças A mais A menos Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos 550,00 550,00 200,00 200,00 583,50 583,50 583,50 583,50 44,00 44,00 147,50 147,50 48,00 48,00 192,00 192,00 442,50 442,50 C.IP.RO.07_00 Página 5 de 8
102 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Diferenças Contrato Medidas A mais A menos 1,00 1,00 Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos 11,00 11,00 195,50 195,50 195,50 195,50 O M I S S Õ E S a Trabalhos de demolição de passeio existente incluindo vg 1,00 transporte a vazadouro 987,50 987,50 b Trabalhos de escavação em terreno de qualquer natureza na area a pavimentar.(giratoria 4 dias 80 eu hora com martelo+camião para transp) vg 1, , ,13 b MENOR VALIA PELA PAVIMENTAÇÃO COM 0.2M TV+0.04B+0.04DES+REGAS vg 1, , ,00 1,1 Abertura e tapamento de vala, incluindo todos os meios humanos ml 283,30 e mecanicos ao perfeito acabamento da tarefa 12, , ,25 1,2 Fornecimento e colocação, em vala, de tubagem corrugado PN4, incluindo todos os trabalhos necessários ao perfeito acabamento da tarefa Ligações entre sumidouros e ligação á boca de saida DN 90 DN 160 DN 200 ml ml ml 193,00 75,20 15,10 8,75 12,50 26, ,75 940,00 396, ,75 940,00 396, Fornecimento e aplicação de caixa tronco-conica de diametro um metr, incluindo tampa em FFD400 C.IP.RO.07_00 Página 6 de 8
103 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Quantidades Diferenças Preço Valores [ ] Designação Uni. Contrato Medidas A mais A menos unitário Contrato Medido A mais Inclui este trabalho a escavação e aterro da caixa un 1,00 312,50 312,50 312,50 A menos Fornecimento e aplicação de cone excentrico, valvula da agua Inclui este trabalho a escavação e aterro da caixa un 1,00 75,00 75,00 75, Fornecimento e execução de sumidouros,colocação de grelha un 14,00 em FF, incluindo escavação e aterro dos mesmos. 156, , , Fornecimento e execução de sumidouros un 5,00 62,50 312,50 312,50 incluindo escavação e aterro dos mesmos. 1,5 Execução de ligações dos tubos de queda ao sumidouro, incluindo abe un 26,00 incluindo abertura e tapamento de valas 31,25 812,50 812,50 1,6 Trabalhos de acerto de cota de tampas de caixa existentes incluindo to un incluindo todos os remates necessários ao perfeito 16,00 27,50 440,00 440,00 acabmento da tarefa 1,7 Fornecimento e aplicação de muros de blocos devidamente un 1, , , ,00 rebocados e cheios de argamassa, incluindo perfeito acabamento da tarefa P1 81,00 81,00 9,65 781,65 781,65 P2 Trabalhos de encaminhamento da conduta da pluvial no talude vg 1,00 1, , , ,00 RESUMO: Valor do contrato Notas: Valor dos trabalhos a mais Valor dos trabalhos a menos Valor das omissões ,66 Valor do adicional ao contrato ,66 Acresce IVA à taxa em vigor Os valores apresentados reportam a data da abertura da proposta O Director de obra: 12,70% C.IP.RO.07_00 Página 7 de 8
104 ERROS E OMISSÕES Nº obra: Data: 531 Cliente: Camara Municipal de Celorico da Beira Obra: Santa Eufemea Artigo Designação Uni. Quantidades Contrato Medidas Diferenças A mais A menos Preço unitário Contrato Valores [ ] Medido A mais A menos C.IP.RO.07_00 Página 8 de 8
105 MUNICÍPIO DE CELORICO DA BEIRA Empreitada: "Arrelvamento artificial do campo de jogos de terra batida de Celorico da Beira" MAPA DE QUANTIDADES ITEM DESIGNAÇÃO UN QTE V/ UNIT. V/ TOTAL CAP 1 MOVIMENTO DE TERRAS E INFRAESTRUTURAS 1.1 Escavação e abertura de caixa, efectuado por meios mecânicos, em espessura de 20 cm, eliminando camada de terras existente, incluindo carga e transporte a vazadouro ,00 m2 0, , Compactação geral do terreno com decapagem das áreas necessárias até alcançar as cotas de projecto ,00 m2 0, , Escavação a céu aberto de valas para saneamento e drenagem, por via mecânica. 100,80 m3 19, , Remoção das guardas existentes, e posterior recolocação das mesmas incluindo execução de maciços de fundação, decapagem e pintura. 336,00 ml 7, ,00 TOTAL CAPITULO ,00 CAP 2 CANALIZAÇÕES E SANEAMENTO 2.1 Fornecimento e colocação de tubagem de PVC, com diâmetro 200, na recolha de águas procedentes da caleira, perímetros e areeiros centrais com ligação da mesma à caixa de visita. Inclui parte proporcional de cotovelos, derivações e peças especiais. 336,00 ml 14, , Fornecimento e colocação de tubagem de PVC, com diâmetro 300, na ligação a rede existente de aguas pluviais. Inclui parte proporcional de cotovelos, derivações e peças especiais. 30,00 ml 15,00 450, Fornecimento e colocação de caleira de drenagem perimetral, pré-fabricada do tipo ACO-SPORT G-100 ou equivalente, com grelha de aço galvanizado, sobre lage de betão B-15, recebendo a mesma com argamassa C.P., perfeitamente nivelada, incluindo todos os trabalhos. 366,00 ml 21, , Caixa de registo, do tipo ACO-SPORT, ou equivalente, em betão polímero, com grelha em aço galvanizado e cesto metálico de limpeza, ligado mediante tubo PVC à caixa de saneamento. 10,00 un 150, , Caixa em alvenaria de bloco de betão, rebocado no seu interior, com as seguintes dimensões: 40 x 40 cm., incluindo aro e tampa em ferro, de acordo com desenho de pormenor 10,00 un 280, , Ligação ao colector de aguas pluviais existente mediante a construção de caixa registro circular de 1000 mm de diâmetro com peças de betão pré-fabricado e tampa em ferro fundido 1,00 un 390,00 390,00 TOTAL CAPITULO ,00
106 MUNICÍPIO DE CELORICO DA BEIRA Empreitada: "Arrelvamento artificial do campo de jogos de terra batida de Celorico da Beira" MAPA DE QUANTIDADES ITEM DESIGNAÇÃO UN QTE V/ UNIT. V/ TOTAL CAP 3 SISTEMA DE REGA AUTOMÁTICA 3.1 TUBAGENS E ACESSÓRIOS Tubagem de PEAD com diâmetro 110mm-10atm, incluindo parte proporcional de peças especiais, acessórios electrosoldáveis, instalada e testada. 290,00 ml 13, , Hidrantes de 3" diâm. para colocação dos canhões 6,00 un 100,00 600, Ligação à bomba e todos os acessórios 1,00 un 150,00 150, Válvula de esfera roscada "mestra" RAIN-BIRD BPE 300, ou equivalente, diâmetro 3", incluindo parte proporcional de peças especiais e ligação, sem incluir caixa da obra de construção civil e tampa em chapa, instalada e testada. 1,00 un 250,00 250, Caixa em fibra RAIN BIRD, ou equivalente, rectangular com parafusos de fecho, com as dimensões 54,6 x 38,1 cm, com altura de 30,5 cm, instalada. 1,00 un 75,00 75, CANHÕES Canhão marca RAIN-BIRD, modelo SR 2005,ou equivalente, incluindo adaptador ao hidrante, instalados e testados. 4,00 un 1 260, , Electroválvula RAIN-BIRD modelo BPE 300-3" diâm.ou equivalente 4,00 un 230,00 920, Caixa em fibra VB 1419, ou equivalente, para alojar as electroválvulas. 4,00 un 70,00 280, CABLAGEM E AUTOMATISMOS Programador electrónico digital RAIN BIRD, ou equivalente, modelo SI-8, instalado e testado. 1,00 un 1 100, , Cabo eléctrico TELEFLEX, ou equivalente, de secção 1 x 1,5mm/2, incluindo tubo de protecção diâm. 40, instalada. 600,00 ml 1, , VALAS Abertura de valas para canalização do sistema de rega 336,00 ml 3, , BOMBAS Conduta de aspiração, completa de 4" diâm. 1,00 un 300,00 300,00
107 MUNICÍPIO DE CELORICO DA BEIRA Empreitada: "Arrelvamento artificial do campo de jogos de terra batida de Celorico da Beira" MAPA DE QUANTIDADES ITEM DESIGNAÇÃO UN QTE V/ UNIT. V/ TOTAL Quadro eléctrico em caixa estanque com arrancador estrela/triângulo e protecção do motor de 20 CV; ligação ao programador e ligação de sondas de nível de água, ligação do motor de 20 CV e ligação de pressostatos de máxima e mínima. 1,00 un 900,00 900, Grupo electrobomba submergivel de 20 CV, marca GRUNDFOS, ou equivalente, mod. SP60-9B ou similar, instalada. 1,00 un 2 300, , Fornecimento de depósito poliester l, incluindo enchimento, com electroválvula e caixa de comando de sondas de nivel, e construção de laje de apoio em betão de 10 cm de espessura, com 12m x 5m, com apoios em alvenaria de bloco de betão. 1,00 un 6 500, ,00 TOTAL CAPITULO ,20 CAP 4 SUB-BASES 4.1 Fornecimento, estendimento, nivelação, rega e compactação por camada até 95% Próctor Modificado de Tout-venant, em camadas de 15 cm ,00 m3 20, ,00 TOTAL CAPITULO ,00 CAP 5 BETÃO BETUMINOSO 5.1 Fornecimento e aplicação de betão betuminoso na camada inferior, incluindo limpeza da camada subjacente e rega de impregnaçao com emulsão catiónica de ruptura rápida à taxa de 0,5 kg/m2 e com uma espessura média de 4 cm ,00 m2 6, ,00 TOTAL CAPITULO ,00 CAP 6 RELVA SINTÉTICA 6.1 Fornecimento e instalação de relva sintética Real Grass 60, composta por fibras 100 % PE, monofilamento monoextrudado, sobre um revestimento secundário acrílico, de 60 mm de altura. O sistema leva uma carga de grânulos de borracha SBR e areia de silica, em proporções a indicar pelo fabricante. Os rolos são unidos por cola de poliuretano bicomponente, sobre bandas especiais de poliester ,00 m2 20, ,00 TOTAL CAPITULO ,00 CAP 7 EQUIPAMENTO
108 MUNICÍPIO DE CELORICO DA BEIRA Empreitada: "Arrelvamento artificial do campo de jogos de terra batida de Celorico da Beira" MAPA DE QUANTIDADES ITEM DESIGNAÇÃO UN QTE V/ UNIT. V/ TOTAL 7.1 Baliza de futebol-11 com 7,32 x 2,44 m Equipamento homologado pela F.P.Futebol. Fabricado de acordo com as normas da FIFA. Postes e trave em aluminio lacado, secção circular com diâmetro 0,10 m. Armação posterior em aco com tratamento anticorrosivo para suporte da rede, com profundidade de 1,0 m e redes. 7.2 Bandeirola de canto com poste flexivel para futebol de 11 2,00 Un 1 350, ,00 4,00 Un 35,00 140,00 TOTAL CAPITULO ,00 CAP 8 ESTALEIRO 8.1 Fornecimento e colocação de estaleiro de obra, incluindo a sua retirada e desmontagem na conclusão dos trabalhos. Vg 1, , ,00 TOTAL CAPITULO ,00 CAP 9 TESTES LABORATORIAIS 9.1 Ensaios de Qualidade do Campo de acordo a FIFA Quality Concept Declive < 1,00% (EN ) Uniformidade (EN 22768) < 10mm à régua de 3m < 2mm à régua de 3Ocm Permeabilídade da base> 180mm/hr (EN 12616) Teste de absorção de impactos - requerido 55-70% Ensaios de tracção - requerido N.M. (Newton-Metro) Aderência de bota com pitons. requerido 0,6-1,0 (NSF TESTE 'Le Roux' modificado). Distância de escorregamento - requerido 8-10m. Vg 1, , ,00 TOTAL CAPITULO ,00 RESUMO CAP. 1 MOVIMENTO DE TERRAS E INFRAESTRUTURAS ,00 CAP. 2 CANALIZAÇÕES E SANEAMENTO ,00 CAP. 3 SISTEMA DE REGA AUTOMÁTICA ,20 CAP. 4 SUB-BASES ,00 CAP. 5 BETÃO BETUMINOSO ,00 CAP. 6 RELVA SINTÉTICA ,00 CAP. 7 EQUIPAMENTO 2 840,00 CAP. 8 ESTALEIRO 1 500,00 CAP. 9 TESTES LABORATORIAIS 9 500,00 TOTAL DO ORÇAMENTO: ,20
109 MUNICÍPIO DE CELORICO DA BEIRA Empreitada: "Arrelvamento artificial do campo de jogos de terra batida de Celorico da Beira" MAPA DE QUANTIDADES ITEM DESIGNAÇÃO UN QTE V/ UNIT. V/ TOTAL NOTA: A presente empreitada refere-se exclusivamente aos trabalhos constantes no presente mapa de quantidades de trabalhos.
110 Memoria Descritiva e Justificativa O objecto do presente projecto é a construção de um campo de relva sintética para a prática da modalidade de Futebol. O presente projecto contempla a construção de um campo de dimensões de 100 x 68 m (marcações 94 x 64 m) segundo os requisitos para a prática do futebol estabelecidos pela Federação Portuguesa de Futebol. Dotar-se-á o campo de pendentes tipo coberta a quatro águas com inclinação de 0,8% lateralmente. Projectar-se-á uma caleira perímetral de recolha de águas que servirá também como elemento de fixação da relva sintética. Nas quatro esquinas serão criados desagúes com ligação ao saneamento exterior. Prevista a realização de uma escavação em caixa de 20 cm com compactação do terreno a essa profundidade, com enchimento de Tout-venant seleccionado, devidamente compactado e perfilado adoptando-se as pendentes prefixadas. Após a comprovação do grau de compactação do Tout-venant, proceder-se-á ao estendimento de betão betuminoso em duas camadas para assegurar a correcta planimetría. A primeira camada será de 4cm de espessura, sendo a segunda de 3 cm de espessura. Sobre o betão betuminoso estender-se-á os rolos de relva sintética colados nas juntas mediante fita de geotextil recomendada pelo fabricante, transversalmente ao sentido longitudinal do campo. A relva sintética é de 100% PE, monofilamento, com carga de areia e borracha com as características descritas no Caderno de Encargos. 1 - GENERALIDADES
111 1.1 COLOCAÇÃO O campo de futebol situa-se dentro do recinto do campo de jogos do Complexo Desportivo Municipal, propriedade da Câmara Municipal de Celorico da Beira. 1.2 ANTECEDENTES ESTADO ACTUAL A actual instalação consta de um terreno nivelado e compactado de 100 x 68 m constituído por um campo pelado. JUSTIFICAÇÃO URBANÍSTICA O projecto que nos ocupa realiza-se no interior do recinto do campo de jogos do Complexo Desportivo Municipal, propriedade da Câmara Municipal de Celorico da Beira. PROGRAMA DE NECESSIDADES O programa de necessidades apresentado é seguinte: a) Desmatação, nivelamento e limpeza da zona. b) Caleira de drenagem perimetral para recolha das águas. c) Colector perimetral com pendente para recolha das águas da caleira. d) Sub-base em tout-venant compactado e pendentado. e) Base em betão betuminoso de regularização de 4 cm de espessura. f) Camada de 3 cm de espessura em betão betuminoso. g) Campo de futebol de relva sintética, com carga de areia e borracha. h) Rede de rega automática completa, incluindo grupo de pressão e equipamento, programador automático de 8 estações. 2 - DESCRIÇÃO DO PROJECTO SOLUÇÃO ADOPTADA Do estudo de emprazamento e características do terreno de jogo existente, projecta-se a seguinte solução: Projecta-se um campo de futebol de dimensões 100 x 68 m DIMENSÕES E SUPERFÍCIES
112 Terreno de jogo Futebol Área total relvado 94 m x 64 m 100 m x 68 m TOTAL SUPERFICIE: 6.800m CONSIDERAÇÕES CONSTRUTIVAS E DAS INSTALAÇÕES RELVA SINTÉTICA O revestimento do campo será constituído por relva sintética com carga mista de areia de sílica e grânulo de borracha marca REAL GRASS 60 da RADICCI ou similar, incluindo remates e cortes. A relva sintética a empregar terá as seguintes características técnicas: DADOS TÉCNICOS DA RELVA: ALTURA DA FIBRA 60 mm TIPO DE TELA ¾ TIPO DE PRODUÇÃO (DIN 61151) Tuftada N.º DE INSERÇÕES CADA 10 CM 17 NÚMERO DE PONTOS POR M PESO TOTAL gr/m² DIÂMETRO DO BURACO DE DRENAGEM 5 mm PERMEABILIDADE mm/h> DADOS TÉCNICOS DA FIBRA: COMPOSIÇÃO DECITEX ESPESSURA DA FIBRA ESTRUTURA CÔR PESO TOTAL DADOS TÉCNICOS DO TECIDO BASE: COMPOSIÇÃO PESO COMPOSIÇÃO DO REVERSO DIMENSÃO DO ROLO: COMPRIMENTO LARGURA 100% PE Dtex 180 microns Monofilamento monoextrudado a oito fios Verde bicolor gr/m2 PP/Feltro 215 gr/m2 Látex Synterb ml até á medida 410 cm
113 DADOS TÉCNICOS AREIA/BORRACHA: TAXA E TIPO DE AREIA TAXA E TIPO DE GRÂNULO DE BORRACHA Areia de sílica, redonda, seca e lavada, granulometria 0,4 0,9 mm á taxa de 16 kg/m2 Grânulo de borracha SBR de granulometria 0,8 2,0 mm á taxa de 18 kg/m2 Colocação do tapete: Flutuante sobre suporte de betão betuminoso já existente. As juntas serão coladas com cola de poliuretano bicomponente. EXECUÇÃO DA SUB-BASE Uma vez efectuada a limpeza, nivelamento e desmatação do solo, proceder-se-á à dotação de pendentes transversais de 0,8% e à compactação do fundo até 95% P.M. Terminada esta primeira fase, colocar-se-á a caleira perimetral para delimitação da caixa, procedendo-se à abertura de uma vala perimetral de desagúe, colocação de tubo de PVC e posteriormente fecho e compactação da mesma. Em continuação, será executada a camada de suporte de Tout-venant de 35 cm de espessura, a qual será nivelada e compactada até 95% P.M. Esta camada deverá ficar acabada superficialmente com uma planímetria admissível máxima de 0,1% em qualquer ponto e direcção, medidas com uma régua de 3 m. A curva granulométrica desta camada, bem como sua composição e características, definirá a fiscalização aquando se conheça a pedreira de procedência. (O construtor deverá trazer um camião de amostra do material ao pé da obra). Uma vez aceite a superfície, proceder-se-á à rega com herbicida. Sobre a camada de suporte, colocar-se-á uma dupla camada de betão betuminoso de 7 cm de espessura em duas camadas. A camada base será de 4 cm de espessura, de aglomerado a quente, rega de aderência e camada rodadura de 3 cm de espessura, de aglomerado a quente e com uma tolerância máxima de 0,1% em qualquer ponto e direcção medido com uma régua de 3 m. O construtor deverá apresentar análises da sua composição, densidade e demais características de todas as camadas que formam a sub-base, devendo ser expressamente aprovadas pela fiscalização. Correrá por conta do construtor os ensaios de densidade que se executem na obra, recusando aqueles que não alcancem 95% P.M. mesmo que o termo médio de todos os pontos supere esta cifra.
114 QUADRO RESUMO Explanação Tout-venant Asfaltos Relva Pendente Longitudinal 0% 0% 0% 0% Pendente Transversal 0.8% 0.8% 0.8% 0.8% Espessura 35cm 7cm (4+3) 6.0cm Planimetria 10mm/3m 5mm/3m 3mm/3m 3mm/3m REDE DE DRENAGEM A experiência em campos de relva sintética em todo o mundo aconselha, para manter um nível óptimo de humidade em todo o campo, é necessária a realização de uma drenagem no solo de forma superficial com recolha de águas na caleira perímetral. Na referida caleira, colocar-se-ão umas caixas-areeiros, quatro em cada lateral e uma em cada topo, para evitar que a areia, pó e restos de materiais possam chegar a obturar a caleira ou colector perimetral de drenagem. Haverá que estudar a ligação do saneamento exterior da instalação. REDE DE REGA Tubagens e Acessórios Seleccionou-se uma rede de rega com canhões, dado que a Federação Portuguesa de Futebol em comunicado, interdita a existência de quaisquer obstáculos rígidos, mesmo que disfarçados sob o tapete assim a única solução de rega que cobre esta área são canhões de alcance 42 m 45 m. Todas as tubagens utilizadas na instalação são de Polietileno de Alta Densidade (PE100), para uma pressão de trabalho de 10 atm., cumprindo as normas vigentes UNE e UNE /90. A tubagem secundária formará um anel em redor do campo, com a finalidade de manter uma pressão constante em cada ponto da instalação, podendo inclusive, desta forma, reduzir o diâmetro da tubagem, utilizando assim um diâmetro de 110 mm. A tubagem desde a ligação até á união do anel da secundária é de 110 mm de diâmetro. Canhões São projectados canhões SR 2005 da marca RAIN BIRD desenhados especialmente para a rega de grandes instalações. As condições de funcionamento deste equipamento de rega são de 50m 3 /h de consumo de água a uma pressão de 5,5 kg/cm 2, conseguindo um alcance aproximado de 45m. As características do canhão sectorial são as seguintes:
115 a) Retorno lento b) Ângulo de trajectória 23º c) Tomada standard com fixação d) Modelos de Rega sectorial ajustáveis entre 40º e 360º e) Ajuste simples do sector de rega. Não são necessárias ferramentas para ajustar o colarinho de fricção. f) Configuração mono tubagem g) Tem um desenho de anel ajustável, que aumenta ou diminui a velocidade de rotação. h) Rolamentos de bolas impermeáveis. São fornecidos já lubrificados para todo o seu ciclo de vida. Automatismos e Cablagens Para a gestão de toda a instalação será instalado um programador da marca RAIN BIRD modelo SI-8, capaz de controlar 8 estações. O programador tem as seguintes características: a) Programador - híbrido - programador electrónico com programação tipo electromecânico b) Duplo programa c) Visualização em LCD (ecrã de cristal liquido) d) Controlo de afluência de água Water Budget de 0 até 200% em passos de 10%) e) Função de armazenamento de um arranque em caso de solapamento f) Função ligar / desligar g) Arranque manual de uma estação 0 de um ciclo h) O programador SI está equipado com um disjuntor automático que indica sobre que estação existe um curto-circuito ou uma sobrecarga. i) Circuito de salvaguarda do programa com carregador incorporado para bateria recarregável Ni-Cd de 9V. j) A bateria totalmente carregada permite guardar o programa durante 4 dias. Um programa de emergência arrancará 8 horas depois de voltar a corrente, durante 10 minutos, a cada estação de rega todos os dias. k) Transformador interno l) Carcaça de plástico (possível fecho com cadeado). m) Montagem mural exterior. Sempre que na instalação não intervenha uma bomba, accionada desde o programador mediante um relê, no ramal de encanamento geral da rega, será instalado uma electroválvula mestra marca RAIN BIRD modelo 300 BPE de 3 com diâmetro que deixe passar um caudal máximo de 68 m 3 /h com regulador de caudal, dispositivo de depuração e filtro de aço inoxidável. Junto a cada canhão e unidade de tubagem secundária mediante um colarinho de fundição, instalar-se-á uma electroválvula igual à colocada na ligação mestra. Para a automatização, empregar-se-á cabo de 1x2,5mm 2, para o fio comum do circuito e 1 x 1,5 mm 2 para o fio de sinal, todos eles com isolante 0,6/1kv.
116 Grupo de Bombagem Está previsto no local um grupo de bombagem com uma bomba submersível de 20 Cv que é suficiente para alimentar a rede de rega do relvado sintético. Depósito Para abastecer o sistema de rega será colocado um depósito de poliéster de l, incluindo enchimento com electroválvula e caixa de comando de sondas de nível. O depósito é colocado sobre uma laje de betão de 10 cm de espessura com apoios em alvenaria de bloco de betão. Com base nesta memoria descritiva e justificativa foi elaborado um mapa de quantidades o qual se encontra em anexo
117 Caderno de Encargos 1 - OBJECTO DA EMPREITADA A empreitada compreende o fornecimento de todos os materiais e a execução de todos os trabalhos necessários á construção de um CAMPO DE FUTEBOL em RELVA SINTÉTICA, no local e com as características definidas na MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA. 2 - DESCRIÇÃO DOS TRABALHOS 2.1- IMPLANTAÇÃO DA OBRA Antes do começo dos trabalhos o dono da obra estabelecerá por proposta do Empreiteiro a implantação da obra colocando-se marcas visíveis referentes a todos os seus componentes. O empreiteiro é obrigado a vigiar pela conservação de tais marcas, mandando substituir as que, por qualquer causa, desapareçam ou sejam danificadas LIMPEZA E DESMATAÇÃO As superfícies dos terrenos a escavar deverão ser previamente limpas de peças grossas e resíduos de toda ordem DECAPAGEM DA TERRA SOLTA As áreas do terreno a escavar, deverão ser previamente decapadas da terra solta geralmente ocupando camadas superficiais de 0,20 metros de espessura que serão armazenados com os devidos cuidados em locais sujeitos a prévia aprovação da Fiscalização para aplicação posterior se forem adequadas MODELAÇÃO DO TERRENO O empreiteiro procederá à modelação do terreno projectado compreendendo a eliminação de arestas, saliências e reentrâncias que resultam da intersecção dos diversos planos definidos pelas cotas de projecto ESCAVAÇÕES As escavações não deverão ser levadas abaixo das cotas indicadas no projecto, salvo em circunstâncias especiais surgidas durante a construção, tais como a presença de rochas, etc. As escavações deverão sempre desenvolver-se cuidadosamente de forma a não pôr em causa a estabilidade de todas as estruturas existentes ATERROS
118 O início da construção dos aterros só será possível após o dono da obra ter inspeccionado e apurado a área respectiva. Imediatamente antes do lançamento de cada camada, a superfície da camada anterior será aprovada pela Fiscalização. Qualquer camada que tenha ficado exposta depois da sua compactação será reexaminada pela Fiscalização, a qual exigirá o tratamento que for necessário, inclusive a eventual remoção, no caso de fendas profundas de secagem. O movimento de todo o equipamento necessário para a realização dos aterros deverá ser previamente bem planeado de forma a evitar o tráfego de veículos de transporte sobre as camadas de lançamento evitando-se assim a laminação dos aterros compactados. A compactação dos materiais a empregar será efectuada após o seu espalhamento utilizando-se os equipamentos mecânicos que, propostos pelo empreiteiro, sejam aprovados pelo Dono da Obra. Na compactação dos aterros deverá evitar-se a concentração de elementos grossos procurando-se assim que o efeito da compactação não seja particularmente afectado em zonas muito localizadas. Esses elementos grossos devem ser retirados para o exterior dos aterros. A execução dos aterros inclusivamente no que diz respeito à velocidade de construção deverá ser submetida à aprovação do Dono da Obra. O número de passagens de cilindro deverá ser ajustado aos resultados obtidos e definidos pelo Dono da Obra. As espessuras das camadas deverão ser em princípio de 0,35 m., podendo o Dono da Obra alterar este valor tendo em conta os resultados a obter ABERTURA DE CAIXAS Previamente à construção dos diversos componentes do campo em relva sintética, o empreiteiro procederá à abertura da caixa de formação da base da relva sintética. As operações anteriores incluem a carga, transporte e descarga a vazadouro dos materiais sobrantes considerando um coeficiente de empolamento de 20%. A base deve ficar com pendente de 0,8 % a quatro águas, e uma compactação de 95% do P.M ESCAVAÇÕES PARA ASSENTAMENTO DE CABOS E CANALIZAÇÕES As dimensões, tolerâncias e acabamentos destas escavações serão as correspondentes aos trabalhos a que a escavação se destina (águas, pluviais, electricidade, rega, etc.). O empreiteiro deverá dar ás superfícies lateral das escavações a inclinação adequada à natureza do terreno e, quando necessário, proceder à sua envitação. O programa dos trabalhos deve ser organizado de modo a fazer-se a abertura das trincheiras e valas em ritmo compatível com o do assentamento e ensaio, se for caso disso, de modo a não se deixarem escavações abertas durante demasiado tempo.
119 2.9 - DRENAGEM SUPERFICIAL Fornecimento construção e assentamento dos seguintes órgãos de drenagem. 1. Caleira com grelha metálica pré-fabricadas tipo ACO-DRAIN ou equivalente com as dimensões indicadas nos desenhos, incluindo o seu fornecimento, assentamento, remates e todos os trabalhos acessórios e complementares. 2. Colector de ligação em PVC rígido, da classe 0,4 com Ø 200 mm incluindo acessórios, ligações, abertura e tapamento de valas, almofada de assentamento em areia, terra cirandada e todos os trabalhos complementares. 3. Caixas de visita quadrados de 40x40 c/paredes em alvenaria rebocada, incluindo tampas, aros e contra-aros, pinturas de protecção, movimentos de terras, ligações e todos os trabalhos complementares. 4. Sumidouros com grelha em betão pré-fabricado, incluindo aros e grelhas metálicos, pinturas de protecção, movimentos de terras, ligações e todos os trabalhos complementares SUB BASES A superfície da camada deve ficar lisa, uniforme, isenta de fendas, ondulações ou material solto, não podendo, em qualquer ponto, apresentar diferenças superiores a 2,5 cm em relação aos perfis longitudinal e transversalmente estabelecidos, quando se assenta uma régua de 5 m sobre ela. No espalhamento do agregado deve utilizar-se uma moto niveladora ou outro equipamento similar de forma que a superfície de cada camada se mantenha aproximadamente com a forma definitiva. O espalhamento deve ser feito regularmente e de forma a evitar-se as agregações dos materiais, não sendo de forma alguma permitidas bolsas de material fino ou grosso. Será feita a prévia humidificação dos agregados na central de produção justamente para que a segregação no transporte e espalhamento seja reduzida. Se na operação de compactação o agregado não tiver a humidade necessária (cerca de 4,5%) terá de se proceder a uma distribuição uniforme de água. Se durante o espalhamento se formarem lombas, vincos ou qualquer outro tipo de marca inconveniente que não possa facilmente ser eliminada por cilindragem, deve procederse á escarificação e homogeneização da mistura e regularização da superfície. A espessura da base depois da compactação e o número de camadas serão os indicados nas peças desenhadas.
120 A curva granulométrica dos materiais, bem como a sua composição e características, será definida pelo Dono da Obra assim que for conhecida a pedreira de procedência BASE EM BETÃO BETUMINOSO. Sobre a camada de suporte, colocar-se-ão duas camadas de betão betuminoso com a espessura indicada nas peças desenhadas. Antes de se iniciar o espalhamento, a superfície sobre a qual a camada vai assentar deve apresentar-se livre de sujidade, detritos e poeiras que devem ser retirados do pavimento para local onde não seja possível voltarem a depositar-se na superfície a revestir. A superfície da camada base deve sofrer um tratamento de impregnação preliminar de betume a uma taxa de 1,2 Kg./M2. O espalhamento do tapete de regularização betuminosa deve obedecer ás mesmas prescrições fixadas para o tapete de betão betuminoso. A espessura da camada de regularização betuminosa, depois da compactação, é a indicada nos desenhos. A tolerância planimétrica desta camada será de ±5 mm em relação aos perfis longitudinais e transversais estabelecidos, quando se assenta uma régua de 3 m sobre ela. Os métodos empregados na execução do trabalho e todo o equipamento, ferramentas e maquinaria usada na manipulação dos materiais e execução das camadas, devem obedecer ás normas técnicas aplicável, reservando-se o Dono da Obra o direito de, em qualquer altura, exigir a sua total ou parcial substituição sempre que se verifiquem anomalias no seu funcionamento Fabrico, transporte e espalhamento da mistura betuminosa. As massas deverão ser fabricadas em estaleiros localizados de acordo com a fiscalização, sendo observados os seguintes pontos: 1. A temperatura dos agregados antes da mistura destes com o betume deve ser tal que não altere as características físicas das partículas e será fixada pela fiscalização, devendo estar compreendida entre 35ºC e 40ºC. 2. O teor em humidade da mistura betuminosa não será superior a 0,5%, quer durante a operação da mistura, quer durante o espalhamento; 3. O betume deve ser aquecido lenta e uniformemente na temperatura compreendida entre 130ºC e 160ºC. 4. As massas deverão ser fabricadas e transportadas para que tenha lugar o seu rápido espalhamento. A sua temperatura nesta fase não deverá ser inferior a 100ºC, nem superior a 150ºC. A fiscalização poderá exigir o recobrimento das massas durante o transporte para protecção da mistura contra poeiras ou o tempo. 5. O espalhamento só poderá ter início depois de a superfície sobre a qual a camada vai assentar estar limpa de todos os detritos e material solto e ter sido aprovado
121 pela fiscalização. O espalhamento deverá fazer-se numa largura mínima de 3 m. e deverá processar-se do eixo para as bermas em perfis de duas pendentes, ou, em perfis de outro tipo, do ponto mais alto para o mais baixo, mantendo as inclinações previstas no projecto. 6. Não é permitida qualquer circulação de veículos sobre a camada antes da compactação da mistura ter atingido os valores especificados Cilindragem O processo de compactação e regularização betuminosa deve ser tal que seja observado o seguinte: 1. A compactação relativa, referida ao ensaio Marshall, não será inferior a 95%. Independentemente da exigência anterior é obrigatória a aplicação de um cilindro de pneus enquanto a temperatura da mistura for superior a 60ºC com, pelo menos, quatro passagens completas. A pressão nos pneus será à volta de 6 Kg./Cm2. A velocidade do cilindro deve ser muito lenta para evitar o deslocamento das massas quentes; 2. A superfície acabada deve ficar bem desempenada, com um perfil transversal correcto e livre de depressões, lombas ou vincos. Não serão de admitir irregularidades superiores a 3 mm quando feita a verificação com uma régua de 5 m. 3. No fim da cilindragem deverá espalhar-se sobre o tapete uma ligeira camada de cimento ou filer, de modo que toda a superfície fique coberta e que lhe fique aderente; 4. O trânsito nunca poderá ser estabelecido sobre o tapete nas três horas posteriores á cilindragem, devendo no entanto, aquele prazo ser aumentado para vinte e quatro horas sempre que for possível REDE DE REGA Tubagens e Acessórios Todas as tubagens utilizadas na instalação são de Polietileno de Alta Densidade (PE100), para uma pressão de trabalho de 10 atm., cumprindo as normas vigentes UNE e UNE /90. Nas instalações em que o funcionamento dos aspersores seja de dois em dois, a tubagem do ramal de encanamento geral, é de 110mm colocada e que deverá conduzir o caudal necessário para dois canhões; caso não seja possível por não existirem estes requerimentos e ter de se efectuar a rega um a um, a tubagem poderá ser de 90mm. Para uma maior precisão no nivelamento do equipamento de rega e com a finalidade de que as pressões exercidas, sobre a cabeça do aspersor não sejam transmitidas directamente sobre a tubagem, serão utilizados hidrantes fixos, alojados em caixas de tijolo rebocadas.
122 Canhões São projectados canhões de rega, marca RAIN BIRD modelos SR 2005, ou equivalente, ligados a electroválvulas RAIN BIRD modelo BPE 300 de 3 de diâmetro. A pressão de trabalho é de 6 atm., com um consumo de 15,80m 3 /h um alcance máximo de 45 m; as restantes características são as seguintes: - Ângulo de trajectória 23º - Tomada de Rosca 3 - Altura máxima do esguicho 5.2m - Bicos de alcance codificadas por cores - Passagem directa da água Automatismos e cablagens Para a gestão de toda a instalação será instalado dois programadores da marca RAIN BIRD modelo SI 8,ou equvalente, capaz de governar 8 estações. O programador tem as seguintes características: - Duplo programador A e B - Duração do ciclo 7 dias - Controlo de afluência de água (de 0 até 200%) - Arranque manual de uma estação de um ciclo - Disjuntor automático que indica a estação sobre a que há um curto-circuito ou sub carga - Circuito de salvaguarda do programa em caso falha de energia eléctrica. Incorpora um carregador de bateria. A bateria tem uma autonomia de 4 dias. Sempre que na instalação não intervenha uma bomba, accionada desde o programador mediante um relé, no ramal de encanamento geral da rega, será instalado uma electroválvula mestra marca RAIN BIRD modelo 300-BPE de 3, ou equivalente, com diâmetro que deixe passar um caudal máximo de 68 m 3 /h com regulador de caudal, dispositivo de depuração e filtro de aço inoxidável. Para a automatização, será instalado um cabo de 1 x 2.5mm 2 para o fio comum do circuito e 1 x 1.5 mm 2 para o fio de sinal, todos eles com isolante 0.6/1kv Grupo de bombagem O grupo de bombagem a instalar deverá satisfazer as necessidades do sistema, com o qual deverá proporcionar ao menos 30m 3 /h a 80m.c.a. caso se queira regar de dois em dois aspersores e 15mm 3 /h a 80m.c.a. se preferir regar de uma a uma. Será instalado com um quadro de bomba composto por:
123 - Hidronível para enchimento de depósito - Hidronível para protecção da bomba - Magneto térmico - Arranque estrela triângulo - Interruptor de bomba - Diferencial DEPÓSITO Para abastecer o sistema de rega será colocado um depósito de poliéster de l, incluindo enchimento com electroválvula e caixa de comando de sondas de nível. O depósito é colocado sobre uma laje de betão de 10 cm de espessura com apoios em alvenaria de bloco de betão ESPECIFICAÇÕES DA RELVA SINTETICA DO CAMPO DE FUTEBOL Constituição O revestimento do campo será constituído por relva sintética com carga mista de areia de sílica e grânulo de borracha REAL GRASS 60 da RADICCI ou similar, incluindo remates e cortes. A relva artificial a empregar terá as seguintes características técnicas: DADOS TÉCNICOS DA RELVA: ALTURA DA FIBRA 60 mm TIPO DE TELA ¾ TIPO DE PRODUÇÃO (DIN 61151) Tuftada N.º DE INSERÇÕES CADA 10 CM 17 NÚMERO DE PONTOS POR M PESO TOTAL gr/m² DIÂMETRO DO BURACO DE DRENAGEM 5 mm PERMEABILIDADE mm/h> DADOS TÉCNICOS DA FIBRA: COMPOSIÇÃO DECITEX ESPESSURA DA FIBRA ESTRUTURA CÔR PESO TOTAL 100% PE Dtex 180 microns Monofilamento monoextrudado a oito fios Verde bicolor gr/m2 DADOS TÉCNICOS DO TECIDO
124 BASE: COMPOSIÇÃO PESO COMPOSIÇÃO DO REVERSO DIMENSÃO DO ROLO: COMPRIMENTO LARGURA PP/Feltro 215 gr/m2 Látex Synterb ml até á medida 410 cm DADOS TÉCNICOS AREIA/BORRACHA: TAXA E TIPO DE AREIA TAXA E TIPO DE GRÂNULO DE BORRACHA Areia de sílica, redonda, seca e lavada, granulometria 0,4 0,9 mm á taxa de 16 kg/m2 Grânulo de borracha SBR de granulometria 0,8 2,0 mm á taxa de 18 kg/m Método de instalação do tapete de relva sintética para Futebol Flutuante sobre suporte de betão betuminoso conforme descrito neste Caderno de Encargos Colocação do tapete de relva sintética A união dos rolos é feita através de fita de geotextil e adesivo de poliuretano bicomponente. O espalhamento da carga será executado mediante equipamento especial de acordo com as indicações do fabricante. 3 - DISPOSIÇÕES ADICIONAIS MATERIAIS E EXECUÇÃO DE TRABALHOS. No omisso neste caderno de encargos na ausência de especificações oficiais aplicáveis, os materiais a empregar nas obras serão de boa qualidade, satisfazendo as exigências e os fins para que se destinam. Todos os trabalhos serão executados com solidez e perfeição e de acordo com as melhores regras da arte de bem construir. O Dono da Obra poderá autorizar, com previa consulta ao projectista, a substituição dos materiais e métodos previstos quando convenientemente justificado, não podendo tal substituição em nenhum caso, dar lugar a aumento de custos dos próprios trabalhos ou dos que deles dependam CONSERVAÇÃO.
125 O empreiteiro é responsável pela conservação imediata de todos os defeitos e estragos verificados nos trabalhos até a sua recepção, com origem em defeitos de construção em sob a acção normal das intempéries CONTEÚDO DA CONSTRUÇÃO. O empreiteiro é responsável pelos encargos de todos os ensaios necessários para o controlo da qualidade dos materiais e a boa execução, nomeadamente os ensaios de controlo de betão, etc. a realizar no LNEC ou em outras instituições para isso acreditadas. Quando o empreiteiro pretenda utilizar equipamento que altere os processos de construção previstos deverá submeter à aprovação prévia da Fiscalização a sua proposta com uma descrição suficientemente detalhada dos métodos que pretende adoptar realçando as vantagens daí decorrentes.
126 CALENDARIZAÇÃO DA OBRA Obra:CONSTRUÇÃO DE UM POLIDESPORTIVO NO ESPINHEIRO Dono da Obra: CÂMARA MUNICIPAL DE CELORICO DA BEIRA Local: ESPINHEIRO DIAS Actividades Pavimento Drenagens Piso em betão poroso Vedação Prumos Rede Pintura do Pavimento Marcações Colocação de Acessórios QUADRO I Celorico da Beira, 24 de Maio de 2008
127 DESIGNAÇÃO UN. QUANT. PREÇO TOTAIS UNITÁRIO PARCIAIS TOTAIS 5º Por cima do murete será aplicada uma rede periférica com 3 metros de altura nos muretes laterais e 4 m de altura nos topos. Os ângulos serão reforçados com uma enfinca para cada lado e no restante espaço levará postes de 3 em 3 metros. Todos os postes terão os topos tapados com chapa soldada e a fixação dos arames é feita no exterior dos tubos, serão, portanto, tubos sem qualquer orifício. Os tubos a utilizar terão 45 mm de diâmetro, 2 mm de espessura e serão tratados contra a corrosão ( metalizados ) e pintados em verde escuro. O tratamento anticorrosivo dos tubos só será feito após o fabrico de serralharia. A rede periférica que encima os muretes será plastificada em verde com malha 50 mm e arame 12/8. m² 440,00 11, ,00 6º - Pintura As tintas utilizadas para pintar o pavimento são essencialmente concebidas para pisos desportivos em betão poroso. Serão aplicadas à pistola em duas demãos de emulsão acrílica anti-derrapante que totalizarão 420 grs por metro quadrado. As cores a utilizar são o verde e o vermelho. Serão feitas marcações para as modalidades pretendidas. m² 968,00 4, ,00 7º - Fornecimento e colocação de: 2 postes para ténis; 2 balizas para a prática de futebol de salão; 1 rede de ténis; 2 redes para futebol de salão; 1 centro guia para ténis; 3 chumbadouros para a fixação dos postes de ténis e centro guia. vg 1,00 800,00 800,00 Total ,00
128 QUADRO III CÂMARA MUNICIPAL DE CELORICO DA BEIRA OBRA: Projecto de arranjos exteriores do Caminho do cemitério da Velosa LOCAL: Celorico da Beira ARTIGO DESIGNAÇÃO UN. PREÇO TOTAIS QUANT. UNITÁRIO PARCIAIS TOTAIS CAP. I PAVIMENTAÇÃO Limpeza, desmatação, desenraizamento, abate de árvores, abertura de caixa para os diversos revestimentos cumprindo as cotas do projecto, incluindo terras de empréstimo, compactação e se necessário transporte dos produtos resultantes a vazadouro. m² 3172,00 2, , Fornecimento e assentamento de calçada a cubos de granito 0,10*0,10 m, incluindo almofada de assentamento em areia com 0,10 m de espessura, incluindo recalque e todos os trabalhos acessórios. m² 2800,00 14, , Fornecimento e assentamento de calçada a cubos de granito 0,20*0,10 m, incluindo almofada de assentamento em areia com 0,10 m de espessura, incluindo recalque e todos os trabalhos acessórios. m² 225,00 19, , Fornecimento e colocação de lançil L8, incluindo movimento de terras, fundações em betão e todos os trabalhos acessórios. ml 312,87 7, , Fornecimento e assentamento de lagetas de granito 0,60*1,00 m, incluindo almofada de assentamento em areia com 0,10 m de espessura, incluindo recalque e todos os trabalhos acessórios. m² 22,00 60, ,00 Total do CAP. I ,27
129 QUADRO IV AGUAS PLUVIAIS Santa Eufêmea SARJETAS 31,20 m 2,00 4,40 30,30 m 4,90 10,00 CAIXAS 13,00 m 5,00 1,20 29,00 m 2,70 3,30 31,00 m 4,10 2,20 28,50 m 3,50 3,10 30,20 m 3,50 31,60 m 3,80 2,89 28,70 m 4,60 3,70 34,30 m 3,10 2,70 31,80 m 2,20 3,20 33,00 m 2,30 4,10 34,00 m 2,30 84,00 m 10,20 9,40 32,00 m 29,00 m 3,90 3,90 23,50 m 2,00 m 10,30 6,40 27,80 m 4,00 4,00 26,30 m 2,00 4,00 30,70 m 2,40 4,20 31,30 m 2,30 4,20 m 100,00 44,00 m 27,20 m 39,00 m 50,00 m TOTAL 837,60 m TOTAL 251,79 m ESGOTOS (m) 290,60 m RAMAIS 2 CAIXAS 7
130 50 24
131 Águas Pluviais QUADRO V Turismo - Mira Serra Conduta (Tubo corrugado) Diametro Comprimento (m) caixas Preço Unitário Total Ø , ,20 Mira Serra - Aqueduto Conduta (Tubo corrugado) Diametro Comprimento (m) Caixas Preço Unitário Total Ø , ,56 Esgoto Conduta (Tubo corrugado) Turismo - Mira Serra Diametro Comprimento (m) caixas Preço Unitário Total Ø ,22 928,40 Ramais (Tubo corrugado) Diametro Qtd Comprimento Comp Total Preço Unitário Total Ø ,22 66,60 Ø ,64 29,12 Mira Serra - Aqueduto Conduta (Tubo corrugado) Diametro Comprimento (m) Caixas Preço Unitário Total Ø ,22 42,20 Ramais (Tubo corrugado) Diametro Qtd Comprimento Preço Unitário Total Ø ,64 29,12
132 PORMENOR CAIXA DE VISITA 0,7 0,4 TAMPA EM FERRO FUNDIDO 40x40 CAIXA DE DRENAGEM EM BLOCO DE BETÃO TUBAGEM PVC Ø100 VARIÁVEL LAJE DE BETÃO B-15 ARMADA COM FERRO 15x15Ø RELVADO SINTETICO CALEIRA EM BETAO POLIESTER ACO G-100 B B TUBAGEM PRINCIPAL DE REGA CAMPO EM RELVA SINTÉTICA CÂMARA MUNICIPAL DE CELORICO DA BEIRA ESCALA : VÁRIAS Eng. Director: PROJ. DES. LEV. DES. N. PORMENORES DE CAIXA DE VISITA DATA. DES. N. 01
133 PORMENOR DA LIGAÇÃO CALEIRA-COLECTOR CAIXA DE VISITA CALEIRA PVC Ø100 AREEIRO ACO-SPORT COLECTOR PVC Ø 200 CAMPO EM RELVA SINTÉTICA CÂMARA MUNICIPAL DE CELORICO DA BEIRA ESCALA : VÁRIAS Eng. Director: PROJ. DES. LEV. DES. N. PORMENORES DE LIGAÇÃO CALEIRA COLECTOR DATA. DES. N. 04
134 Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% AREEIRO COM LIGAÇÃO AO COLECTOR LIGAÇAO PVC A Ø 300 mm REDE DE ÁGUAS PLUVIAIS PENDENTE PENDENTE 0.8% PENDENTE 0.8% 0.8% 0.8% PENDENTE PENDENTE 0.8% 0.8% PENDENTE PENDENTE 0.8% PENDENTE 0.8% CALEIRA ACO G-100 COLECTOR PVC Ø 200 mm Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% Ø200 mm i=0.5% CAMPO EM RELVA SINTÉTICA CÂMARA MUNICIPAL DE CELORICO DA BEIRA ESCALA : VÁRIAS Eng. Director: PROJ. DES. LEV. DES. N. PORMENORES DE CONSTRUÇÃO DATA. DES. N. 02
135 A LIMITE DO RELVADO 68 m. RELVADO SINTETICO CALEIRA EN BETAO POLIESTER ACO G-100 TOUT-VENANT DE 35 CM PENDENTE 0.8% PENDENTE 0.8% A 30mm BETAO BETUMINOSO 40mm BETAO BETUMINOSO TUBAGEM PRINCIPAL DE REGA COLECTOR PERIMETRAL Ø 200 mm. CAMPO EM RELVA SINTÉTICA CÂMARA MUNICIPAL DE CELORICO DA BEIRA ESCALA : VÁRIAS Eng. Director: PROJ. DES. LEV. DES. N. PORMENORES DE CONSTRUÇÃO DATA. DES. N. 03
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