Conhecimentos Específicos II

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1 Prova Comentada de Auditor Fiscal/Receita Federal do Brasil/ESAF/2009 Conhecimentos Específicos II

2 Prova Comentada de Auditor Fiscal/Receita Federal do Brasil/ESAF/2009 Conhecimentos Específicos II Índice de Provas Professor: Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff Auditoria Professor: Rafael Encinas Administração Pública Professor: Francisco Mariotti Economia e Finanças Públicas... 53

3 Prova Comentada de Auditor Fiscal/Receita Federal do Brasil/ESAF/2009 Conhecimentos Específicos II CONTABILIDADE GERAL E AVANÇADA Professor: Luiz Eduardo Princípios Fundamentais de Contabilidade 1. O Conselho Federal de Contabilidade, considerando que a evolução ocorrida na área da Ciência Contábil reclamava a atualização substantiva e adjetiva de seus princípios, editou, em 29 de dezembro de 1993, a Resolução 750, dispondo sobre eles. Sobre o assunto, abaixo estão escritas cinco frases. Assinale a opção que indica uma afirmativa falsa. (A) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). (B) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades. (C) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. (D) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. (E) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da atualização monetária; o da competência e o da prudência. Trata-se de uma questão teórica acerca da Resolução CFC n 750, de 1993, que dispôs sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade. Para sua resolução, analisaremos cada uma das assertivas em separado, sempre à luz do texto da referida Resolução: a) A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC). Correto, a assertiva contém exatamente o 1º do art. 1º da resolução: Art. 1º... 1º A observância dos Princípios Fundamentais de Contabilidade é obrigatória no exercício da profissão e constitui condição de legitimidade das Normas Brasileiras de Contabilidade (NBC).

4 b) Os Princípios Fundamentais de Contabilidade, por representarem a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, a ela dizem respeito no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das Entidades. Correto, a assertiva está de acordo com o art. 2º da resolução: Art. 2º Os Princípios Fundamentais de Contabilidade representam a essência das doutrinas e teorias relativas à Ciência da Contabilidade, consoante o entendimento predominante nos universos científico e profissional de nosso País. Concernem, pois, à Contabilidade no seu sentido mais amplo de ciência social, cujo objeto é o patrimônio das entidades. c) O Princípio da entidade reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial e a desnecessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. ERRADO! O princípio da entidade reconhece a necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes, conforme art. 4º da resolução: Art. 4º O Princípio da ENTIDADE reconhece o Patrimônio como objeto da Contabilidade e afirma a autonomia patrimonial, a necessidade da diferenciação de um Patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes,... d) O patrimônio pertence à entidade, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova entidade, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. Correto. De acordo com o disposto no parágrafo único do art. 4º da resolução Parágrafo único O PATRIMÔNIO pertence à ENTIDADE, mas a recíproca não é verdadeira. A soma ou agregação contábil de patrimônios autônomos não resulta em nova ENTIDADE, mas numa unidade de natureza econômico-contábil. e) São Princípios Fundamentais de Contabilidade: o da entidade; o da continuidade; o da oportunidade; o do registro pelo valor original; o da atualização monetária; o da competência e o da prudência. Correto. De acordo com o art. 3º da resolução: Art. 3º São Princípios Fundamentais de Contabilidade: I) o da ENTIDADE; II) o da CONTINUIDADE; III) o da OPORTUNIDADE; IV) o do REGISTRO PELO VALOR ORIGINAL; V) o da ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA; VI) o da COMPETÊNCIA; e VII) o da PRUDÊNCIA. Pelo que se encontra acima esclarecido, conclui-se que única assertiva incorreta é a de letra C gabarito da questão. 2 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

5 Fatos Contábeis e Natureza das Contas 2. Observando o patrimônio da empresa Constituída S.A. e as transações realizadas, encontramos, em primeiro lugar, os seguintes dados contabilizados: Capital registrado na Junta Comercial R$ ,00 Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00 Um débito, em duplicatas, com a GM R$ 7.500,00 Um débito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ ,00 Um Vectra GM do próprio uso R$ ,00 Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00 Em seguida, constatamos o pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%; e a contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias. Classificando contabilmente os componentes desse patrimônio e considerando as variações provocadas pelas duas transações do exemplo, pode-se dizer que os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão devedores e credores de: (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ ,00. Para resolução da questão, devemos, de pronto, tomar as seguintes providências: (a) classificar os saldos apresentados, (b) registrar os fatos descritos e (c) atualizar os saldos. Ocorre que há uma afirmação importante no enunciado, que merece atenção. Nele é afirmado que: os saldos daí decorrentes, no fim do período, serão.... Levando essa afirmação em conta, além das três providências acima, resta necessário realizar: (d) o fechamento do exercício e (e) a apresentação do balanço patrimonial. A seguir, encontram-se apresentados cada um dos cinco passos acima referidos. (a) classificação dos dados apresentados Ativo Passivo Dinheiro guardado em espécie R$ 5.500,00 Um débito, em duplicatas com a GM R$ 7.500,00 Um crédito, em duplicatas, R$ ,00 com as lojas Sá Um Vectra GM de próprio uso R$ ,00 ---PL Capital registrado na Junta Comercial R$ ,00 Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00 totais R$ ,00 R$ ,00 Repare que, para classificação dos elementos apresentados, os termos débito e crédito necessitam ser utilizados em sua acepção ordinária (no sentido de, respectivamente, dívida e direito de cobrança ). Somente assim, o balancete fica equilibrado. 3 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

6 (b) registro dos fatos pagamento de R$ 3.000,00 da dívida existente, com descontos de 10%; D = duplicatas com a GM 3.000,00 C = a diversos C = a dinheiro guardado em espécie 2.700,00 C = a descontos obtidos 300,00 contratação de empréstimo bancário de R$ 6.500,00, incidindo encargos de 4%, com a emissão de notas promissórias D = diversos C = a empréstimo bancário 6.500,00 D = bancos 6.240,00 D = despesas com emissão de NP 260,00 (c) patrimônio atualizado Ativo Passivo Dinheiro guardado em espécie R$ 2.800,00 Um débito, em duplicatas com a GM R$ 4.500,00 Bancos R$ 6.240,00 Empréstimos bancários R$ 6.500,00 Um crédito, em duplicatas, com as lojas Sá R$ ,00 Um Vectra GM de próprio uso R$ ,00 ---PL Capital registrado na Junta Comercial R$ ,00 Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00 Despesas Receitas despesa com emissão np R$ 260,00 descontos obtidos R$ 300,00 totais R$ ,00 R$ ,00 (d) fechamento do exercício D = ARE C = a despesa com emissão de NP 260,00 D = descontos obtidos C = a ARE 300,00 D = ARE C = a Lucros de períodos anteriores 40,00 4 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

7 (e) balanço patrimonial final Ativo Passivo Dinheiro guardado em espécie R$ 2.800,00 Um débito, em duplicatas com a GM R$ 4.500,00 Bancos R$ 6.240,00 Empréstimos bancários R$ 6.500,00 Um crédito, em duplicatas, R$ ,00 com as lojas Sá Um Vectra GM de próprio uso R$ ,00 ---PL Capital registrado na Junta Comercial R$ ,00 Lucros de períodos anteriores R$ 3.500,00 totais R$ ,00 R$ ,00 Pelo que está acima exposto, verifica-se que o total de débitos (e o total de créditos) é de R$ ,00 conforme alternativa B, gabarito da questão. Operações com Mercadorias, Lançamentos e Grupos Patrimoniais 3. Considere o exemplo da Chácara Caçula. Ela possui frangos de corte para revender. Quatrocentos deles foram comprados de João Batista e ainda não foram pagos. Trezentos desses frangos já foram entregues ao José Maria, mediante uma transação de venda realizada a prazo, em que o preço unitário foi nove reais e o imposto foi de 10%. A atividade empresarial é exercida em instalações próprias, mas o equipamento é alugado de terceiros. Na avaliação monetária dessa chácara temos que: 1. as instalações físicas valem R$ ,00; 2. os equipamentos valem R$ 5.000,00; 3. o aluguel mensal dos equipamentos é de R$ 300,00; 4. o salário mensal do caseiro é de dois salários mínimos 5. os frangos custaram R$ 8,00 por unidade, isentos de impostos. Calculando-se o patrimônio final dessa entidade, com base nas informações prestadas, certamente, no início do ano se encontrará um: (A) patrimônio líquido de R$ ,00. (B) patrimônio líquido de R$ ,00. (C) passivo exigível de R$ 3.200,00. (D) patrimônio bruto de R$ ,00. (E) patrimônio bruto de R$ ,00. Essa questão tem problemas de clareza no enunciado e deveria ter sido anulada. Entretanto, o gabarito inicial foi apenas alterado. Crítica quanto ao enunciado: (1) É, inicialmente, dito que a Chácara Caçula possui frangos de corte para revender. Repare que isso é afirmado no PRESENTE DO INDICATIVO, portanto, nesse momento, ela deve possuir frangos para revenda; 5 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

8 (2) entretanto, em seguida, é afirmado que, Trezentos desses frangos já foram entregues ao José Maria, mediante uma transação de venda. Repare que essa afirmação se refere a venda ocorrida no passado. Ora, como é possível ainda possuir no momento frangos se 300 desses frangos já foram vendidos. Isso nos leva a uma incoerência: se os frangos vendidos faziam parte dos frangos iniciais, eu já não posso mais ter frangos, mas sim 700 o que não está de acordo com o enunciado; se os frangos vendidos não faziam parte dos frangos que a Chácara deve possuir, ela teria que possuir (no passado) frangos e vender 300 para ficar com frangos entretanto no enunciado afirma-se que foram vendidos trezentos desses frangos portanto, não se pode entender que havia mais do que frangos à venda. Pelo simples motivo de que o resultado de [ (-) 300 ] é diferente de 1.000, chegamos a uma impossibilidade de resolver a questão e à conclusa de que ela deve ser anulada. Para resolvermos a questão, será necessário ADAPTAR o enunciado para o que o examinador teria provavelmente imaginado ao redigi-lo, considerando que (a) Chácara Caçula possuía inicialmente frangos de corte para revender e que (b) Trezentos desses frangos já foram entregues ao José Maria, mediante uma transação de venda restando no patrimônio da Chácara 700 frangos. Fazendo essa adaptação, é possível levantar os elementos patrimoniais da Chácara Caçula, nos termos a seguir. classificação dos elementos patrimoniais Ativo Passivo valores a receber de João Maria R$ 2.700,00 frangos a pagar (João Batista) R$ 3.200,00 estoque de frangos R$ 8.000,00 Imposto sobre venda de frango a recolher R$ 270,00 -R$ 2.400,00 aluguel equip a pagar R$ 300,00 R$ 5.600,00 Salário do caseiro a pagar R$ 930,00 Instalações R$10.000, PL? 1 Ativo (patrimônio Bruto) R$ ,00 2 Passivo exigível (obrigações) R$ 4.700,00 3 Patrimônio Líquido (ativo - passivo) R$ ,00 Algumas observações são necessárias aqui, a título de esclarecimento. o valor a receber de João Maria (referente à venda) é o valor dos frangos [ 9,00 (*) 300 (=) 2.700,00 ] lembrando que o imposto sobre a venda deve estar incluso no preço; o estoque de frangos deve estar avaliado pelo preço de compra (lembrando que não houve tributo incidente sobre a aquisição) [ (-) 300 ] (*) 8,00 ] (=) 5.600,00; as instalações devem constar do ativo, porque são de propriedade da Chácara Caçula; os frangos a pagar são referentes à compra de 400 frangos [ 400 (*) 8,00 = 3.200,00], a prazo, comprados de João Batista; 6 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

9 o imposto a recolher é decorrente da venda de 300 frangos antes realizada [ 300 (*) 9,00 (=) 2.700,00 (*) 10% (=) 270,00 ]; os valores de aluguel (300,00) a pagar e de salário do caseiro (2 x 465 = 930,00) a pagar se referem a despesas da competência de dezembro do ano anterior que, no início do ano ainda não foram pagas e o serão no decorrer do mês de janeiro (considerando em mais uma simplificação que a Chácara Caçula paga suas obrigações no prazo). Com base nas seis considerações acima, foi possível identificar o ativo, o passivo e, consequentemente, o PL. Ocorre, agora, o segundo problema da questão, considerando os dados acima, apuramos um patrimônio líquido de R$ ,00, de acordo com a alternativa A (gabarito da questão), mas também apuramos um patrimônio bruto de R$ ,00, que está de acordo com a alternativa D. Considerando, entretanto, a possibilidade do calculo do salário e do aluguel das máquinas existirem por todo exercício, ou seja por 12 meses, teríamos despesas (ainda não pagas de 930,00 X X 12 = ,00, o que alteraria significativamente o Passivo, resultando num patrimônio conforme a seguir apresentado. Ativo Passivo valores a receber de João Maria R$ 2.700,00 frangos a pagar (João Batista) R$ 3.200,00 estoque de frangos R$ 8.000,00 Imposto sobre venda de frango a recolher R$ 270,00 -R$ 2.400,00 aluguel equip a pagar R$ 3.600,00 R$ 5.600,00 Salário do caseiro a pagar R$ ,00 Instalações R$10.000, PL? 1 Ativo (patrimônio Bruto) R$ ,00 2 Passivo exigível (obrigações) R$ ,00 3 Patrimônio Líquido (ativo - passivo) R$ 70,00 Assim, teríamos o patrimônio bruto avaliado por R$ ,00, conforme alternativa D. Lançamentos Contábeis e Avaliação de Elementos Patrimoniais 4. A firma comercial Alvorada Mineira Ltda. adquiriu um bem de uso por R$ 6.000,00, pagando uma entrada de 25% em dinheiro e financiando o restante em três parcelas mensais e iguais. A operação foi tributada com ICMS de 12%. Ao ser contabilizada a operação acima, o patrimônio da firma Alvorada evidenciará um aumento no ativo no valor de: (A) R$ 6.720,00. (B) R$ 4.500,00. (C) R$ 5.220,00. (D) R$ 5.280,00. (E) R$ 3.780,00. 7 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

10 Para resolução da questão, é necessário fazer uma memória de cálculo dos valore envolvidos na transação, em seguida, realizar o lançamento e, finalmente, analisar o efeito do lançamento no saldo do ativo. Abaixo, encontram-se demonstradas essas três providências. Memória de cálculo Preço do bem adquirido 6.000,00 (-) ICMS incluso - 720,00 12% (=) valor original do bem 5.280,00 Valor da entrada paga 1.500,00 25% (+) Valor da dívida assumida 4.500,00 75% (=) total a ser pago pelo bem 6.000,00 Lançamento D = diversos C= diversos D = ICMS a recuperar 720,00 D = Bens de uso 5.280,00 C = Caixa 1.500,00 C = valores a pagar 4.500,00 Considerações Repare que o ativo aumenta em 6.000,00 (valor do bem e do ICMS a recuperar reduz em ,00 (saída de caixa) Isso resulta na variação de 4.500,00 Pelo que está exposto acima, a variação do ativo correspondeu a um aumento de 4.500,00 conforme alternativa B, gabarito da questão. Teoria Personalística das Contas 5. Exemplificamos, abaixo, os dados contábeis colhidos no fim do período de gestão de determinada entidade econômico-administrativa: - dinheiro existente 200,00 - máquinas 400,00 - dívidas diversas 730,00 - contas a receber 540,00 - rendas obtidas 680,00 - empréstimos bancários 500,00 - mobília 600,00 - contas a pagar 700,00 - consumo efetuado 240,00 - automóveis 800,00 - capital registrado 650,00 - casa construída 480,00 Segundo a Teoria Personalística das Contas e com base nas informações contábeis acima, pode-se dizer que, neste patrimônio, está sob responsabilidade dos agentes consignatários o valor de: (A) R$ 1.930,00. (B) R$ 3.130,00. (C) R$ 2.330,00. (D) R$ 3.020,00. (E) R$ 2.480,00. 8 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

11 Segundo a teoria Personalística, são contas dos agentes consignatários os ativos que tenham por objeto bens. A partir dessa definição, cabe a análise de cada um dos dados do enunciado, conforme abaixo: Conta Valor Classificação Contas dos Ag. Consignat. - dinheiro existente 200,00 ag. Consignatários 200,00 - dívidas diversas 730,00 ag. Corresp a Crédito - rendas obtidas 680,00 proprietários - mobília 600,00 ag. Consignatários 600,00 - consumo efetuado 240,00 proprietários - capital registrado 650,00 proprietários - máquinas 400,00 ag. Consignatários 400,00 - contas a receber 540,00 ag. Corresp a Débito - empréstimos bancários 500,00 ag. Corresp a Crédito - contas a pagar 700,00 ag. Corresp a Crédito - automóveis 800,00 ag. Consignatários 800,00 - casa construída 480,00 ag. Consignatários 480, ,00 Pelo que está exposto, o saldo das contas dos agentes consignatários alcança a cifra de 2.480,00 conforme alternativa E Gabarito da questão. Lançamentos Contábeis Operações com Duplicatas 6. A quitação de títulos com incidência de juros ou outros encargos deve ser contabilizada em lançamentos de segunda ou de terceira fórmulas, conforme o caso, pois envolve, ao mesmo tempo, contas patrimoniais e de resultado. Especificamente, o recebimento de duplicatas, com incidência de juros, deve ter o seguinte lançamento contábil: (A) débito de duplicatas e de juros e crédito de caixa. (B) débito de duplicatas e crédito de caixa e de juros. (C) débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros. (D) débito de caixa e de duplicatas e crédito de juros. (E) débito de juros e de caixa e crédito de duplicatas. Trata-se de uma questão muito simples, cuja resolução demanda apenas o conhecimento do lançamento do recebimento de duplicatas com juros. D = caixa C = a diversos C = a duplicatas a receber C = a juros ativos Portanto, temos débito de caixa e crédito de duplicatas e de juros, conforme alternativa C, gabarito da questão. 9 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

12 Erros de Escrituração Ajustes de Exercícios Anteriores 7. A firma Comercial de Produtos Frutíferos Ltda., que encerra seu exercício social no último dia do ano civil, contabilizou por duas vezes o mesmo fato contábil em 31/10/2008, caracterizando o erro de escrituração conhecido como duplicidade de lançamento. Esse erro só foi constatado no exercício seguinte. Os lançamentos foram feitos a débito de conta do resultado e a crédito de conta do passivo circulante. Em face dessa ocorrência, pode-se dizer que, no balanço patrimonial de 31/12/2008: (A) a situação líquida da empresa foi superavaliada. (B) o ativo circulante da empresa foi subavaliado. (C) o passivo circulante da empresa apresentou uma redução indevida. (D) o patrimônio líquido da empresa apresentou uma redução indevida. (E) a situação líquida da empresa não foi afetada. O fato descrito no enunciado, que resulta em débito de conta do resultado e a crédito de conta do passivo circulante, é tipicamente uma despesa para pagamento no curto prazo. Para resolução da questão, vamos partir de um patrimônio inicial qualquer, realizar o registro do fato descrito no enunciado (em duplicidade) e comparar seus efeitos em relação ao registro que seria o correto. (a) patrimônio inicial proposto Seja um patrimônio inicial vazio: Ativo ---PL Passivo despesa receita totais R$ 0,00 R$ 0,00 (b.1) registro esperado e patrimônio final esperado D = despesa C = a despesa a pagar 10,00 Ativo Passivo despesa a pagar R$ 10,00 ---PL despesa despesa R$ 10,00 receita totais R$ 10,00 R$ 10,00 10 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

13 (b.2) registro errado e patrimônio final errado D = despesa C = a despesa a pagar 20,00 Ativo Passivo despesa a pagar R$ 20,00 ---PL despesa despesa R$ 20,00 receita totais R$ 20,00 R$ 20,00 (c) análise comparativa dos patrimônios finais (errado x esperado) O patrimônio final, decorrente do lançamento errado, tem as seguintes características (comparativamente com o patrimônio esperado decorrente do lançamento correto): a situação líquida é menor porque o PL apresentou uma redução (despesa) indevida; o passivo circulante é maior. Pelo que foi exposto acima, verifica-se que a assertiva D está correta, conforme gabarito da questão. Depreciação, Amortização, Exaustão e Impairment 8. A empresa Revendedora S.A. alienou dois veículos de sua frota de uso, por R$ ,00, a vista. O primeiro desses carros já era da empresa desde 2005, tendo entrado no balanço de 2007 com saldo de R$ ,00 e depreciação acumulada de 55%. O segundo veículo foi comprado em primeiro de abril de 2008 por R$ ,00, não tendo participado do balanço do referido ano de A empresa atualiza o desgaste de seus bens de uso em períodos mensais. Em 30 de setembro de 2008, quando esses veículos foram vendidos, a empresa registrou seus ganhos ou perdas de capital com o seguinte lançamento de fórmula complexa: (A) Diversos a Diversos Caixa ,00 Perdas de Capital 6.000, ,00 a Veículo A ,00 a Veículo B , ,00 11 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

14 (B) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital , ,00 (C) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital , ,00 (D) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital 7.750, ,00 (E) Diversos a Diversos Caixa ,00 Depreciação Acumulada , ,00 a Veículos ,00 a Ganhos de Capital , ,00 Para resolver a presente questão, é necessário fazer a memória de cálculo dos custos dos veículos alienados (considerando os valores originais as respectivas depreciações e o valor de venda). Veículo 1 ( ) valor original ,00 (-) depreciação acumulada ,00 55% (=) valor contábil em 31/12/ ,00 (-) depreciação de ,00 (*) (=) valor contábil em 31/10/ ,00 Veículo 2 ( ) valor original ,00 (-) depreciação de ,00 (*) (=) valor contábil em 31/10/ ,00 12 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

15 (*) Considerando a vida útil de 5 anos (60 meses) a depreciação no mês de set/ 2008 Valor da venda ,00 (-) valor contábil dos veículos ,00 (=) ganho de capital ,00 Pelo ganho de capital acima calculado, já é possível concluir que o único lançamento possível é o de letra B (que referencia Ganho de Capital no valor de ,00). A seguir, para fins de esclarecimento, apresentaremos o lançamento em partidas simples e, depois iremos apresentálo em partidas compostas, conforme no enunciado. D = depreciação acumulada C = a veículos ( ) D = custo da alienação C = a veículos ( ) D = caixa C = a receita de alienação Considerando que: (a) = (Ganho de Capital), e (b) = (valor original dos veículos; podemos apresentar os três lançamentos acima da seguinte forma: D = caixa D = depreciação acumulada C = a veículos C = a ganho de capital Pelo que está exposto acima, verifica-se que a assertiva correta é a de letra B gabarito da questão. PCLD - Anulada 9. No balanço patrimonial encerrado em 31/12/2007, a empresa Previdente S.A. apresentava a conta Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa com saldo de R$ ,00. Durante o ano de 2008 a empresa baixou créditos incobráveis no valor de R$ 7.000,00 e teve comprovada a experiência de perdas no recebimento de créditos, ocorrida nos últimos três anos, em média de 4%. Em 31/12/2008, data de encerramento do exercício social, a empresa tinha créditos a receber no valor de R$ ,00, dos quais R$ ,00 eram devidos por uma firma que abriu concordata, conseguindo um acordo judicial à base de 68%. Ao contabilizar uma nova provisão no exercício de 2008, o contador deverá constituir para o balanço um saldo de (A) R$ ,00. (B) R$ 5.800, Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

16 (C) R$ 7.200,00. (D) R$ 6.000,00. (E) R$ ,00. A questão demanda recurso, por fazer referência à concordata, instituto que não mais é aplicável a nosso sistema jurídico, desde Com efeito, a antiga concordata foi substituída pela RECUPERAÇÃO JUDICIAL. Nesse sentido, cabe referência à Lei n , de 2005, a seguir: Art Esta Lei não se aplica aos processos de falência ou de concordata ajuizados anteriormente ao início de sua vigência, que serão concluídos nos termos do Decreto-Lei no 7.661, de 21 de junho de o Fica vedada a concessão de concordata suspensiva nos processos de falência em curso, podendo ser promovida a alienação dos bens da massa falida assim que concluída sua arrecadação, independentemente da formação do quadro-geral de credores e da conclusão do inquérito judicial. 2o A existência de pedido de concordata anterior à vigência desta Lei não obsta o pedido de recuperação judicial pelo devedor que não houver descumprido obrigação no âmbito da concordata, vedado, contudo, o pedido baseado no plano especial de recuperação judicial para microempresas e empresas de pequeno porte a que se refere a Seção V do Capítulo III desta Lei. 3o No caso do 2o deste artigo, se deferido o processamento da recuperação judicial, o processo de concordata será extinto e os créditos submetidos à concordata serão inscritos por seu valor original na recuperação judicial, deduzidas as parcelas pagas pelo concordatário. 4o Esta Lei aplica-se às falências decretadas em sua vigência resultantes de convolação de concordatas ou de pedidos de falência anteriores, às quais se aplica, até a decretação, o Decreto-Lei no 7.661, de 21 de junho de 1945, observado, na decisão que decretar a falência, o disposto no art. 99 desta Lei. 5o O juiz poderá autorizar a locação ou arrendamento de bens imóveis ou móveis a fim de evitar a sua deterioração, cujos resultados reverterão em favor da massa. (incluído pela Lei nº , de 2005)... Art Ressalvado o disposto no art. 192 desta Lei, ficam revogados o Decreto-Lei no 7.661, de 21 de junho de 1945, e os arts. 503 a 512 do Decreto-Lei no 3.689, de 3 de outubro de Código de Processo Penal. Considerando a incompatibilidade de concordata em 2008 com a vigência, desde 2005 do diploma legal que afastou o instituto da concordata de nosso sistema jurídico, a questão já poderia ser considerada passível de anulação. Para tentar salvar a questão, poder-se-ia considerar que o pedido de concordata teria ocorrido antes de 2005 e teria sido deferido somente em 2008 o que é contrário à necessidade de celeridade do feito, para que seja possível alcançar seu objetivo. Há, entretanto, mais um agravante, o examinador deu a entender que o valor do crédito não garantido na concordata seria passível constituição de PCLD, provavelmente, com base no art. 14 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

17 Art. 9º As perdas no recebimento de créditos decorrentes das atividades da pessoa jurídica poderão ser deduzidas como despesas, para determinação do lucro real, observado o disposto neste artigo.... 1º Poderão ser registrados como perda os créditos:... IV - contra devedor declarado falido ou pessoa jurídica declarada concordatária, relativamente à parcela que exceder o valor que esta tenha se comprometido a pagar, observado o disposto no 5º. Observe que o dispositivo acima é referente à apuração do Imposto de Renda, o que deve ser em função do 2º do art. 177 da Lei das S/A (com a redação ora vigente, dada pela Medida Provisória n 449, de 2008 convertida na Lei n , de 2009) observado em registros auxiliares, nos seguintes termos: 2o A companhia observará exclusivamente em livros ou registros auxiliares, sem qualquer modificação da escrituração mercantil e das demonstrações reguladas nesta Lei, as disposições da lei tributária, ou de legislação especial sobre a atividade que constitui seu objeto, que prescrevam, conduzam ou incentivem a utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou determinem registros, lançamentos ou ajustes ou a elaboração de outras demonstrações financeiras. (Redação dada pela Lei nº , de 2009) Definitivamente, a Lei das S/A é peremptória ao determinar que os créditos devam ser ajustados ao valor que se espera receber, sem introduzir regra específica, nos termos do art. 183, I, b, da referida lei: Art No balanço, os elementos do ativo serão avaliados segundo os seguintes critérios: I - as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: (Redação dada pela Lei nº ,de 2007)... b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito; (Incluída pela Lei nº ,de 2007) Abstraindo todas as críticas até aqui colocada à questão, poder-se-ia tentar resolvê-la com base nas seguintes premissas: (1) considerando que, sobre os créditos com credores comuns, a PCLD deva ser apurada mediante a aplicação do percentual médio de inadimplência sobre os créditos em aberto no final do exercício; e (2) considerando que, sobre os créditos com os credores em dificuldades (pelo examinador denominados de concordatários ), deva ser apurada a PCLD mediante a aplicação do percentual de 32% (correspondente a 100% (-) 32%). Abaixo, encontra-se memória de cálculo com a realização do procedimento acima referido. Saldo inicial de PCLD ,00 (-) realização do ano ,00 créditos definitivamente incobráveis (=) saldo final da PCLD 6.200,00 15 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

18 Nova PCLD ( ) contas a receber em 31/ ,000 (-) créditos contra concordatários ,00 (=) contas a receber de credores em geral ,00 (*) percentual de inadimplência médio 4% (=)PCLD para credores em geral 6.400,00 ( ) créditos para concordatários ,00 (-) parcela sem previsão de recebimento 32% (1-68%) (=) PCLD para credores concordatários 6.400,00 Nova PCLD total ,00 (-) saldo final da PCLD ,00 (=) complementação necessária 6.600,00 Repare que a complementação necessária ao levantamento do balanço está acima apresentada, no valor de R$ 6.600,00. Entretanto, o gabarito oficial da questão foi a letra D R$ 6.000,00. Portanto, afirmamos que os dados do enunciado não são suficientes para que se chegue a quaisquer das alternativas e, muito menos, na alternativa dada como gabarito. Sendo, assim, a questão merece ser anulada. Cabem aqui, também, algumas considerações adicionais sobre essa questão, pois HÁ, TAMBÉM, POSSIBILIDADE DE ELABORAR RECURSO REQUERENDO ALTERANÇÃO DO GABARITO PARA LETRA A. Repare que, em nossa resolução (acima) chegamos a um valor de ,00 na tabela, sob o título: NOVA PCLD TOTAL ,00 Aqui vai uma observação interessante: é possível, torcendo um pouco o enunciado, considerar a letra A ,00. O problema, entretanto, está no enunciado, onde se afirma que o contador deverá constituir para o balanço um saldo de. Essa expressão não permite saber com certeza se o examinador está perguntando quanto será constituído de provisão ou quanto deverá ser o saldo dessa provisão após a constituição do período. Juntando esse problema com os demais (que já estão referidos) penso que o mais prudente seja a anulação da questão. Entretanto, cabe referir a possibilidade de alteração de gabarito para letra A. Avaliação de Elementos Patrimoniais - Ativo 10. A diminuição do valor dos elementos do ativo será registrada periodicamente nas contas de: (A) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior. (B) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial. 16 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

19 (C) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. (D) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior. (E) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Esta é uma questão simples, cuja resolução demanda apenas o conhecimento do art. 183 da Lei das S/A. Para sua resolução, analisaremos em separado cada assertiva. a) provisão para perdas prováveis, quando corresponder à perda por ajuste ao valor provável de realização, quando este for inferior. Correto! Conforme art. 183, III e IV. III - os investimentos em participação no capital social de outras sociedades, ressalvado o disposto nos artigos 248 a 250, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para perdas prováveis na realização do seu valor, quando essa perda estiver comprovada como permanente, e que não será modificado em razão do recebimento, sem custo para a companhia, de ações ou quotas bonificadas; IV - os demais investimentos, pelo custo de aquisição, deduzido de provisão para atender às perdas prováveis na realização do seu valor, ou para redução do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for inferior; b) depreciação, quando corresponder à perda do valor de capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial. Errado. Esse é o conceito de amortização, conforme art. 183, 2º, b: 2º A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de:... b) amortização, quando corresponder à perda do valor do capital aplicado na aquisição de direitos da propriedade industrial ou comercial e quaisquer outros com existência ou exercício de duração limitada, ou cujo objeto sejam bens de utilização por prazo legal ou contratualmente limitado; c) exaustão, quando corresponder à perda de valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência. Errado. Esse é o conceito de depreciação, conforme art. 183, 2º, a: 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de: a) depreciação, quando corresponder à perda do valor dos direitos que têm por objeto bens físicos sujeitos a desgaste ou perda de utilidade por uso, ação da natureza ou obsolescência; d) provisão para ajuste ao valor de mercado, quando corresponder à perda pelo ajuste do custo de aquisição ao valor de mercado, quando este for superior. Errado. Somente se ajusta ao valor de mercado se este for INFERIOR, conforme art. 183, II: 17 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

20 II - os direitos que tiverem por objeto mercadorias e produtos do comércio da companhia, assim como matérias-primas, produtos em fabricação e bens em almoxarifado, pelo custo de aquisição ou produção, deduzido de provisão para ajustá-lo ao valor de mercado, quando este for inferior; e) amortização, quando corresponder à perda de valor, decorrente da exploração de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Errado. Esse é o conceito de exaustão, conforme art. 183, 2º, c: 2o A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado e intangível será registrada periodicamente nas contas de:... c) exaustão, quando corresponder à perda do valor, decorrente da sua exploração, de direitos cujo objeto sejam recursos minerais ou florestais, ou bens aplicados nessa exploração. Pelo que foi exposto acima, verifica-se que a assertiva correta é a de letra A gabarito da questão. Classificação de Contas 11. A relação seguinte refere-se aos títulos contábeis constantes do livro Razão da empresa comercial Concórdia Sociedade Anônima, e respectivos saldos, em 31 de dezembro de 2008: 01 - Bancos Conta Movimento , Bancos Conta Empréstimos , Contas Mercadorias , Capital Social , Móveis e Utensílios , ICMS a Recolher 7.500, Custos das Mercadorias Vendidas (CMV) , Salários e Ordenados , Contribuições de Previdência 3.750, Despesas com Créditos de Liquidação Duvidosa 3.500, Depreciação Acumulada , Retenção de Lucros , Vendas de Mercadorias , Impostos e Taxas 2.200, PIS e COFINS 8.625, ICMS sobre vendas , Pró-labore 7.600, Fornecedores , PIS e COFINS a Recolher 1.800, Duplicatas a Receber , Encargos de Depreciação , Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa 3.000,00 18 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

21 Ao elaborar o balancete geral de verificação, no fim do exercício social, com as contas e saldos apresentados, a empresa, certamente, encontrará: (A) um balancete fechado em R$ ,00. (B) um saldo credor a menor em R$ ,00. (C) um saldo devedor a maior em R$ ,00. (D) um endividamento de R$ ,00. (E) um lucro com mercadorias de R$ ,00. Trata-se de uma questão trabalhosa, mas sem qualquer dificuldade. Com efeito não verificamos a presença de conta que fosse passível de dupla interpretação, com classificação em mais de um grupo. A seguir, a classificação das contas e os somatórios dos saldos devedores e credores. Ativo Passivo d Bancos ,00 Empréstimos Bancários ,00 c d Estoques ,00 Fornecedores ,00 c d Duplicatas a Receber ,00 ICMS a Recolher 7.500,00 c c (-) PCLD ,00 PIS e COFINS a Recolher 1.800,00 c d Móveis ,00 c (-) DEP Acum ,00 ---PL Capital ,00 c Retenção de Lucros ,00 c Despesa Receita d CMV ,00 RBV ,00 c d Salários ,00 d Contrib Previdência 3.750,00 d Desp PCLD 3.500,00 d Impostos 2.200,00 d PIS e COFINS 8.625,00 d ICMS sobre Vendas ,00 d Pro Labore 7.600,00 d Encargos Depreciação ,00 totais , ,00 Demonstrações Financeiras Obrigatórias 12. A Lei n /76, com suas diversas atualizações, determina que, ao fim de cada exercício social, com base na escrituração mercantil da companhia, exprimindo com clareza a situação do patrimônio e as mutações ocorridas no exercício, a diretoria fará elaborar as seguintes demonstrações financeiras: (A) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração das origens e aplicações de recursos; demonstração dos fluxos de caixa; e, se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. 19 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

22 (B) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração dos fluxos de caixa; e demonstração do valor adicionado. (C) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do execício; demonstração das origens e aplicações de recursos; e demonstração das mutações do patrimônio líquido. (D) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração das origens e aplicações de recursos; e, se companhia aberta, demonstração das mutações do patrimônio líquido. (E) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração dos fluxos de caixa; e, se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. A resolução dessa questão demanda apenas o conhecimento do art. 176 da Lei das S/A, reproduzido em parte a seguir: Art Ao fim de cada exercício social, a diretoria fará elaborar, com base na escrituração mercantil da companhia, as seguintes demonstrações financeiras, que deverão exprimir com clareza a situação do patrimônio da companhia e as mutações ocorridas no exercício: I - balanço patrimonial; II - demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; III - demonstração do resultado do exercício; e IV demonstração dos fluxos de caixa; e (Redação dada pela Lei nº ,de 2007) V se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. (Incluído pela Lei nº ,de 2007)... 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ ,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº ,de 2007) Com base no dispositivo acima, analisaremos as cinco assertivas do enunciado. a) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração das origens e aplicações de recursos; demonstração dos fluxos de caixa; e, se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. Errado. A DOAR (demonstração das origens e aplicações de recursos) não é mais exigida pela Lei das S/A. b) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração dos fluxos de caixa; e demonstração do valor adicionado. Errado, nem toda companhia está sujeita à apresentação da demonstração dos fluxos de caixa e da demonstração do valor adicionado. c) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do execício; demonstração das origens e aplicações de recursos; e demonstração das mutações do patrimônio líquido. Errado. A DOAR (demonstração das origens e aplicações de recursos) não é mais exigida pela Lei das S/A. Adicionalmente, se a demonstração das mutações do patrimônio líquido for 20 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

23 apresentada, a companhia fica dispensada de apresentação da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados. d) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração das origens e aplicações de recursos; e, se companhia aberta, demonstração das mutações do patrimônio líquido. Errado. A DOAR (demonstração das origens e aplicações de recursos) não é mais exigida pela Lei das S/A. e) balanço patrimonial; demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados; demonstração do resultado do exercício; demonstração dos fluxos de caixa; e, se companhia aberta, demonstração do valor adicionado. Essa é a que mais se aproxima da redação da Lei das S/A. Com efeito, todas as companhias estão obrigadas à apresentação do balanço patrimonial, da demonstração dos lucros ou prejuízos acumulados e da demonstração do resultado do exercício. Adicionalmente, é bem verdade que somente as companhias abertas estão sujeitas à apresentação da demonstração do valor adicionado. Ocorre que nem toda companhia está obrigada à apresentação da DFC (demonstração dos fluxos de caixa), nos termos do 6º do art. 176, se a companhia for uma companhia fechada e com Patrimônio Líquido inferior a dois milhões de reais, ela estará dispensada da apresentação dessa demonstração, nos termos a seguir: 6o A companhia fechada com patrimônio líquido, na data do balanço, inferior a R$ ,00 (dois milhões de reais) não será obrigada à elaboração e publicação da demonstração dos fluxos de caixa. (Redação dada pela Lei nº ,de 2007) Para que a alternativa E estivesse absolutamente correta, seria necessário alterar a expressão demonstração dos fluxos de caixa para demonstração dos fluxos de caixa, caso não se trate de companhia fechada com patrimônio líquido inferior a R$ ,00,. Portanto, em que pese a alternativa E (dada como gabarito da questão) ser a que mais se aproxima do disposto na Lei das S/A, entendo que a questão poderia ter sido ANULADA. Classificação de Contas e Operações com Mercadorias 13. Em , a empresa Baleias e Cetáceos S/A colheu em seu livro Razão as seguintes contas e saldos respectivos com vistas à apuração do resultado do exercício: 01 - Vendas de Mercadorias R$ , Duplicatas Descontadas R$ 4.000, Aluguéis Ativos R$ 460, Juros Passivos R$ 400, ICMS sobre vendas R$ 2.100, Fornecedores R$ 3.155, Conta Mercadorias R$ 1.500, FGTS R$ 950, Compras de Mercadorias R$ 3.600, ICMS a Recolher R$ 1.450, Clientes R$ 4.500,00 21 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

24 12 - Salários e Ordenados R$ 2.000, PIS s/faturamento R$ 400, COFINS R$ 1.100, Frete sobre vendas R$ 800, Frete sobre compras R$ 300, ICMS sobre compras R$ 400,00 O inventário realizado em acusou a existência de mercadorias no valor de R$ 1.000,00. Considerando que na relação de saldos acima estão indicadas todas as contas que formam o resultado dessa empresa, pode-se dizer que no exercício em causa foi apurado um Lucro Operacional Bruto no valor de: (A) R$ 9.040,00. (B) R$ 6.540,00. (C) R$ 5.040,00. (D) R$ 4.240,00. (E) R$ 2.350,00. Para resolução dessa questão, devemos lembrar que os dados apresentados no enunciado não compõem um balancete, portanto, não é necessário classificar todas as contas. Basta conhecer as contas necessárias à apuração do custo da mercadoria vendida (que é apurado conforme a fórmula fundamental dos estoques [CMV (=) Estoque inicial (+) Compras líquidas (-) Estoque final]. Uma vez apurado o CMV, é necessário conhecer a estrutura da DRE (determinada pelo art. 187 da Lei das S/A) e selecionar, dos dados do enunciado, as contas componentes do lucro bruto (resultado operacional bruto). A seguir, encontra-se a memória de cálculo de apuração do valor pedido no enunciado. Cálculo do CMV Ei Conta Mercadorias R$ 1.500,00 (+) compras líquidas Compras de Mercadorias R$ 3.600,00 Frete sobre compras R$ 300,00 ICMS sobre compras - R$ 400,00 R$ 3.500,00 (-) Ef Estoque final (informado) - R$ 1.000,00 (=) CMV R$ 4.000,00 Apuração do lucro bruto Vendas de Mercadorias R$ ,00 (-) ICMS sobre vendas - R$ 2.100,00 (-) PIS s/faturamento - R$ 400,00 (-) COFINS - R$ 1.100,00 (=) Receita líquida de vendas R$ 9.040,00 (-) CMV - R$ 4.000,00 (=) Lucro Bruto R$ 5.040,00 Conforme exposto acima, o resultado operacional bruto é de R$ 5.040,00 conforme alternativa C, gabarito da questão. 22 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

25 Operações com Mercadorias 14. No mercadinho de José Maria Souza, que ele, orgulhosamente, chama de Supermercado Barateiro, o Contador recebeu a seguinte documentação: Inventário físico-financeiro de mercadorias: elaborado em : R$ ,00 elaborado em : R$ ,00 Notas-fiscais de compras de mercadorias: Pagamento a vista R$ ,00 Pagamento a prazo R$ ,00 Notas-fiscais de vendas de mercadorias: Recebimento a vista R$ ,00 Recebimento a prazo R$ ,00 Os fretes foram cobrados à razão de R$ ,00 sobre as compras e de R$ ,00 sobre as vendas; o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços foi calculado à razão de 15% sobre as compras e sobre as vendas. Não há ICMS sobre os fretes, nem outro tipo de tributação nas operações. Com base nessa documentação, coube ao Contador contabilizar as operações e calcular os custos e lucros do Supermercado. Terminada essa tarefa, podemos dizer que foi calculado um lucro bruto de vendas, no valor de (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ ,00. Essa questão tem resolução muito similar àquela da questão anterior. Basta identificar as informações necessárias à apuração do custo da mercadoria vendida (que é apurado conforme a fórmula fundamental dos estoques [ CMV (=) Estoque inicial (+) Compras líquidas (-) Estoque final ]. Uma vez apurado o CMV, é necessário conhecer a estrutura da DRE (determinada pelo art. 187 da Lei das S/A) e selecionar, dos dados do enunciado, as contas componentes do lucro bruto (resultado operacional bruto). A seguir, encontra-se a memória de cálculo dos valores acima referidos. Cálculo do CMV dados Ei Conta Mercadorias R$ ,00 Estoque inicial R$ ,00 (+) compras líquidas Estoque final R$ ,00 Compras de Mercadorias R$ ,00 Frete sobre compras ,00 NF compras a vista R$ ,00 ICMS sobre compras - R$ ,00 NF compras a prazo R$ ,00 R$ ,00 NF compras total R$ ,00 (-) Ef Estoque final (informado) - R$ ,00 ICMS sobre compras 15% R$ ,00 (=) CMV R$ ,00 Fretes sobre compras ,00 23 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

26 Apuração do lucro bruto NF vendas a vista R$ ,00 Vendas de Mercadorias R$ ,00 NF vendas a prazo R$ ,00 (-) ICMS sobre vendas ,00 NF vendas total R$ ,00 (-) PIS s/faturamento R$ 0,00 ICMS sobre vendas 15% ,00 (-) COFINS R$ 0,00 (=) Receita líquida de vendas R$ ,00 (-) CMV - R$ ,00 (=) Lucro Bruto R$ ,00 Destinação do Resultado Dividendos 15. A empresa Livre Comércio e Indústria S.A. apurou, em 31/12/2008, um lucro líquido de R$ ,00, antes da provisão para o Imposto de Renda e Contribuição Social sobre o Lucro e das participações estatutárias. As normas internas dessa empresa mandam destinar o lucro do exercício para reserva legal (5%); para reservas estatutárias (10%); para imposto de renda e contribuição social sobre o lucro (25%); e para dividendos (30%). Além disso, no presente exercício, a empresa determinou a destinação de R$ ,00 para participações estatutárias no lucro, sendo R$ ,00 para os Diretores e R$ ,00 para os empregados. Na contabilização do rateio indicado acima, pode-se dizer que ao pagamento dos dividendos coube a importância de: (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,50. (E) R$ ,00. Para resolução da presente questão, parte-se da estrutura da DRE (notadamente sua parte final) e as regras de destinação do resultado. A seguir, encontra-se a memória de cálculo necessária à resolução da questão. Estrutura da DRE Receita Bruta dos tributos... (=) Lucro antes dos tributos ,00 (-) Provisão para IR e CSLL ,00 (*) OBS. (=) Lucro após os tributos ,00 (-) Participações no Resultado debenturistas - empregados ,00 administradores ,00 partes beneficiárias - contribuições PP empregados - (=) Lucro Líquido ,00 24 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

27 (*)OBS apuração do IR e CSLL lucro antes dos tributos ,00 (-) participação dos empregados ,00 (=) base de cálculo do IR ,00 (*) alíquota fornecida no enunciado 25% (=) Provisão para IR e CSLL Repare que, de acordo com a memória de cálculo acima, a apuração da base de cálculo do IR e da CSLL considerou a dedutibilidade apenas a participação dos empregados (não sendo deduzido o valor da participação de administradores). Repetimos, esse procedimento observa apenas a legislação do IR e desconsidera a legislação da CSLL (motivo suficiente para anulação da questão). Apurado o lucro líquido, em que pesem as críticas já colocadas, seria possível calcular o valor destinado às reservas de lucro (legal e estatutária), conforme memória de cálculo a seguir. Reservas Lucro Líquido ,00 (*) Percentual 5% (=) Reserva Legal 6.500,00 Lucro Líquido ,00 (*) Percentual 10% (=) Reserva estatuária ,00 Finalmente, conhecido o lucro líquido e o valor destinado à reserva legal, poderíamos calcular o valor destinado aos dividendos, observando o disposto no art. 202 da Lei das S/A, conforme memória de cálculo a seguir: Dividendos Lucro Líquido ,00 (-) Reserva Legal ,00 (=) Base de Cálculo ,00 (*) percentual 30% (=) dividendo ,00 Depreciação, Amortização, Exaustão e Impairment 16. Na Contabilidade da empresa Atualizadíssima S.A. os bens depreciáveis eram apresentados com saldo de R$ ,00 em 31/03/2008, com uma Depreciação Acumulada, já contabilizada, com saldo de R$ ,00, nessa data. Entretanto, em 31/12/2008, o saldo da conta de bens depreciáveis havia saltado para R$ ,00, em decorrência da aquisição, em primeiro de abril, de outros bens com vida útil de 5 anos, no valor de R$ ,00. Considerando que todo o saldo anterior é referente a bens depreciáveis à taxa anual de 10%, podemos dizer que no balanço patrimonial a ser encerrado em 31 de dezembro de 2008 o saldo da conta Depreciação Acumulada deverá ser de (A) R$ , Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

28 (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ ,00. Essa é uma questão de fácil resolução, bastando que sejam tratados em separado dois conjuntos de ativos (a) aqueles que já tinham sido adquiridos até 31/03/2008 (que têm vida útil de 10 anos) e (b) aqueles que foram adquiridos em 01/04/2008 (com vida útil de 5 anos). A memória de cálculo abaixo demonstra o cálculo da depreciação desses dois grupos de ativos. Bens existentes em 31/03/ com 120 meses de vida útil Valor original ,00 (-) Depreciação Acumulada ,00 (-) Depreciação até 31/12/ ,00 9 meses Depreciação acumulada dos bens existentes em 31/03/ ,00 Bens existentes em 01/04/ com 60 meses de vida útil Valor original ,00 (-) Depreciação até 31/12/ ,00 9 meses Depreciação acumulada dos bens adquiridos em 01/04/ ,00 Depreciação acumulada total (em 31/12/2008) ,00 Pelo que está acima demonstrado, verifica-se que a depreciação acumulada alcança (em 31/12/2008) o valor de R$ ,00 conforme alternativa B, gabarito da questão. Lançamentos Folha de Pagamento 17. Ao elaborar a folha de pagamento relativa ao mês de abril, a empresa Rosácea Areal Ltda. computou os seguintes elementos e valores: Salários e Ordenados R$ ,00 Horas extras R$ 3.500,00 Salário família R$ 80,00 Salário maternidade R$ 1.500,00 INSS contribuição Segurados R$ 4.800,00 INSS contribuição Patronal R$ 9.030,00 FGTS R$ 5.320,00 Considerando todas essas informações, desconsiderando qualquer outra forma de tributação, inclusive de imposto de renda na fonte, pode-se dizer que a despesa efetiva a ser contabilizada na empresa será de (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ , Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

29 Para resolução a presente questão, é necessário identificar quais encargos são suportados pela companhia (empregadora) e quais encargos são suportados pelo empregado (ficando, portanto, inclusos no valor dos salários, ordenados e horas extra). Abaixo a apresentação da classificação desses valores: Salários e Ordenados R$ ,00 suportado pela empresa R$ ,00 Horas extras R$ 3.500,00 suportado pela empresa R$ 3.500,00 Salário família R$ 80,00 Pago pelo ESTADO R$ Salário maternidade R$ 1.500,00 Pago pelo ESTADO R$ INSS contribuição Segurados R$ 4.800,00 suportado pelo empregado R$ INSS contribuição Patronal R$ 9.030,00 suportado pela empresa R$ 9.030,00 FGTS R$ 5.320,00 suportado pela empresa R$ 5.320,00 total de despesas suportadas pela empresa R$ ,00 É interessante lembrar que o INSS referente à contribuição dos segurados não é uma despesa da empresa, mas é DESCONTADO do salário do empregado (que já recebe o valor líquido). Cabe lembrar ainda que o salário família e o salário maternidade, em que pese serem entregues pela companhia ao empregado, não são efetivamente pagos pela empresa, posto que ela é reembolsada pelo Estado, nos temos do art. 4º da Lei n 4.266, de 1963, 5º, e art. 72, 1º, da Lei 8.212, de 1991, ambos reproduzidos abaixo abaixo: Art. 4º. O pagamento das quotas do salário-família será feito pelas próprias empresas, mensalmente, aos seus empregados, juntamente com o do respectivo salário, nos termos do artigo 2º.... 5º. As empresas serão reembolsadas, mensalmente, dos pagamentos das quotas feitos aos seus empregados, na forma desta lei, mediante desconto do valor respectivo no tal das contribuições recolhidas ao Instituto ou Institutos de Aposentadoria e Pensões a que forem vinculadas. Art o Cabe à empresa pagar o salário-maternidade devido à respectiva empregada gestante, efetivando-se a compensação, observado o disposto no art. 248 da Constituição Federal, quando do recolhimento das contribuições incidentes sobre a folha de salários e demais rendimentos pagos ou creditados, a qualquer título, à pessoa física que lhe preste serviço. Pelo que está acima esclarecido, a despesa da companhia é de R$ ,00, conforme alternativa E gabarito da questão. Participações Societárias Equivalência Patrimonial 18. Em fevereiro de 2008 a empresa Calcedônia Minerais S.A. investiu R$ ,00 em ações de outras companhias, contabilizando a transação em seu ativo permanente. Desse investimento, R$ ,00 deverão ser avaliados por Equivalência Patrimonial e R$ ,00, pelo Método do Custo. Durante o exercício em questão, as empresas investidas obtiveram lucros que elevaram seus patrimônios líquidos em 4%, tendo elas distribuído dividendos de tal ordem que 27 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

30 coube à Calcedônia o montante de R$ 6.000,00, sendo metade para os investimentos avaliados por Equivalência Patrimonial e metade para os investimentos avaliados pelo método do custo. Com base nessas informações, podemos afirmar que, no balanço patrimonial da empresa Calcedônia Minerais S.A. relativo ao exercício de 2008, deverá constar contabilizado um investimento no valor de (A) R$ ,00. (B) R$ ,00. (C) R$ ,00. (D) R$ ,00. (E) R$ ,00. Para resolução da questão, é necessário lembrar as seguintes definições. 1- nos investimentos avaliados pelo método da equivalência patrimonial (a) O aumento do PL da investida (geralmente devido ao lucro) tem efeito no aumento proporcional do valor do ativo, na investidora; (b) A distribuição de lucros pela investida (que reduz o PL) tem efeito na redução proporcional do valor do ativo, na investidora. 2- nos investimentos avaliados pelo método do custo (a) O aumento do PL da investida (geralmente devido ao lucro) não tem efeito no valor do ativo, na investidora; (b) A distribuição de lucros pela investida (que reduz o PL) é reconhecida como receita e também não tem efeito no valor do ativo, na investidora. Com base nesses conceitos, é possível resolver a questão, conforme memória de cálculo abaixo: Investimentos avaliados pelo MEP Aquisição ,00 (+) atualização por aumento de PL das investidas 8.000,00 4% (-) redução por distribuição de dividendos pelas investidas ,00 metade dos divid. Recebidos saldo final ,00 Investimentos avaliados pelo Custo Aquisição ,00 (+) atualização por aumento de PL das investidas - (-) redução por distribuição de dividendos pelas investidas - saldo final ,00 Saldo final de investimentos ,00 Pelo que está acima apresentado, verifica-se que o saldo final dos investimentos alcança o valor de R$ ,00 conforme alternativa B, gabarito da questão. 28 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

31 Análise de Demonstrações Financeiras - Conceitos 19. Assinale abaixo a opção que indica uma afirmativa verdadeira. (A) A análise financeira é utilizada para mensurar a lucratividade, a rentabilidade do capital próprio, o lucro líquido por ação e o retorno de investimentos operacionais. (B) A análise contábil subdivide-se em análise de estrutura; análise por quocientes; e análise por diferenças absolutas. (C) A análise econômica é a tradicionalmente efetuada por meio de indicadores para análise global e a curto, médio e longo prazos da velocidade do giro dos recursos. (D) A análise da alavancagem financeira é utilizada para medir o grau de utilização do capital de terceiros e seus efeitos na formação da taxa de retorno do capital próprio. (E) A verdadeira análise das demonstrações contábeis se restringe à avaliação de ativos e passivos utilizando-se dos princípios e demais regras constantes, das Normas Brasileiras de Contabilidade, da lei das S.A. e do regulamento do Imposto de Renda. Trata-se de uma questão teórica, acerca da técnica de análise de demonstrações financeiras. Para sua resolução, portanto, analisaremos cada uma das assertivas do enunciado à luz da teoria a elas aplicável. a) A análise financeira é utilizada para mensurar a lucratividade, a rentabilidade do capital próprio, o lucro líquido por ação e o retorno de investimentos operacionais. Errado. Uma empresa pode ser altamente lucrativa e, ainda assim, do ponto de vista financeiro, pode ter dificuldades para gerar caixa no curto prazo. Portanto, a análise financeira não se presta para mensurar lucratividade ou rentabilidade. b) A análise contábil subdivide-se em análise de estrutura; análise por quocientes; e análise por diferenças absolutas. Errado. A análise contábil subdivide-se em análise de estrutura, análise de evolução e análise por quocientes. c) A análise econômica é a tradicionalmente efetuada por meio de indicadores para análise global e a curto, médio e longo prazos da velocidade do giro dos recursos. Errado. A velocidade do giro dos recursos é apenas um dos parâmetros necessários à aferição da rentabilidade da empresa o outro parâmetro é a margem com a qual a empresa opera. d) A análise da alavancagem financeira é utilizada para medir o grau de utilização do capital de terceiros e seus efeitos na formação da taxa de retorno do capital próprio. Correto. Essa é a definição de alavancagem financeira. e) A verdadeira análise das demonstrações contábeis se restringe à avaliação de ativos e passivos utilizando-se dos princípios e demais regras constantes, das Normas Brasileiras de Contabilidade, da lei das S.A. e do regulamento do Imposto de Renda. Errado. A análise não pode se restringir à avaliação de ativos e passivos, posto que o resultado e o PL são de interesse vital para o usuário da informação contábil. Adicionalmente, as regras de órgãos reguladores ou do poder tributante não pode influenciar o processo de análise, que tem por único objetivo prover o usuário de informações úteis para a tomada de decisões. Pelo que foi acima apresentado, a assertiva correta é a de letra D gabarito da questão. 29 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

32 Análise de Demonstrações Financeiras - índices 20. A seguir, são apresentados dados do balanço patrimonial da empresa Comercial Analisada S.A., simplificados para facilidade de cálculos: Caixa R$ ,00 Duplicatas a Receber (a longo prazo) R$ 8.000,00 Duplicatas a Pagar R$ ,00 Bancos c/movimento R$ ,00 Títulos a Pagar (a longo prazo) R$ 9.000,00 Capital Social R$ ,00 Mercadorias R$ ,00 Financiamentos Bancários R$ ,00 Contas a Receber R$ ,00 Reservas de Lucros R$ 7.000,00 Elaborando a análise das demonstrações financeiras dessa empresa, o Contador encontrará os seguintes elementos: (A) Liquidez Seca = 1,07. (B) Liquidez Corrente = 1,45. (C) Liquidez Imediata = 1,75. (D) Liquidez Geral = 0,71. (E) Grau de Endividamento = 0,57. Para resolução da presente questão, é necessário conhecer as fórmulas dos índices referidos no enunciado, são elas: a) Liquidez Seca ( ) Ativo circulante líquido (/) passivo circulante) (=) índice de liquidez seca Obs: Ativo Circulante Líquido = Ativo Circulante - Estoques - Despesas Antecipadas b) Liquidez Corrente ( ) ativo circulante (/) passivo circulante (=) índice de liquidez corrente c) Liquidez Imediata ( ) ativo disponível (disponibilidades) (/) passivo circulante (=) índice de liquidez imediata 30 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

33 d) Liquidez Geral ( ) ativo circulante + ativo realizável a longo prazo (/) (passivo circulante + passivo não-circulante) (=) índice de liquidez geral e) Grau de Endividamento ( ) Passivo Exigível (Passivo Circulante + Passivo não-circulante) (/) Ativo total (Ativo Circulante + Ativo não-circulante) (=) Índice de Endividamento Geral Conhecidos os índices, cabe fazer a classificação das contas apresentadas nos respectivos grupos patrimoniais. Ativo Passivo AC-disp Caixa R$ ,00 Duplicatas a Pagar R$ ,00 PC AC-disp Bancos c/movimento R$ ,00 Financiamentos Bancários R$ ,00 PC AC Mercadorias R$ ,00 AC Contas a Receber R$ ,00 Títulos a Pagar (a longo prazo) R$ 9.000,00 PNC ANC-ARLP Duplicatas a Receber (a longo R$ 8.000,00 ---PL Capital Social R$ ,00 PL Reservas de Lucros R$ 7.000,00 PL R$ ,00 R$ ,00 Fazendo a classificação das contas apresentadas verificamos que o conjunto de contas apresentado não compõe um balanço ou balancete fechado, mas se presta para apurarmos os saldos dos grupos patrimoniais referentes aos índices em questão. AC R$ ,00 DISP R$ ,00 AC-LÍQUIDO R$ ,00 ATIVO R$ ,00 PC R$ ,00 PNC R$ 9.000,00 PASSIVO R$ ,00 PL R$ ,00 Finalmente, resta aplicar os valores acima às fórmulas dos índices antes apresentadas. A) Liquidez Seca ( ) ativo circulante líquido ,00 (/) passivo circulante ,00 (=) índice de liquidez seca 1,07 31 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

34 B) Liquidez Corrente ( ) ativo circulante líquido ,00 (/) passivo circulante ,00 (=) índice de liquidez corrente 1,75 C) Liquidez Imediata ( ) ativo disponível (disponibilidade) ,00 (/) passivo circulante ,00 (=) índice de liquidez imediata 0,73 D) Liquidez Geral ( ) ativo circulante + ative realizável a longo prazo ,00 (/) (passivo circulante + passivo não circulante) ,00 (=) índice de liquidez geral 1,60 E) Grau de Endividamento ( ) Passivo Exigível (passivo circulante + passivo não circulante) ,00 (/) Ativo total (Ativo Circulante + Ativo não circulante) ,00 (=) índice de Endividamento Geral 0,62 Pelo que está apresentado acima, o índice de liquidez seca é 1,07 conforme alternativa A, gabarito da questão. Gabarito 1. C 2. B 3. A - ALTERADO PARA D 4. B 5. E 6. C 7. D 8. B 9. D (ANULADA) 10. A 11. A 12. E 13. C 14. D 15. E 16. B 17. E 18. D 19. B 20. A 32 Conhecimentos Específicos II Luiz Eduardo Contabilidade Geral e Avançada

35 Prova Comentada de Auditor Fiscal/Receita Federal do Brasil/ESAF/2009 Conhecimentos Específicos II AUDITORIA Professores: Davi Barreto e Fernando Graeff 21. A responsabilidade primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é: (A) da administração. (B) da auditoria interna. (C) do conselho de administração. (D) da auditoria externa. (E) do comitê de auditoria. Essa questão cobrou a literalidade do item da NBC T 11 que dispõe: A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é da administração da entidade, através da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. 22. A empresa de prestação de serviços NBA Informática S.A. tem seus processos integrados sistemicamente. A folha de salários é integrada à contabilidade mensalmente. No mês de julho de 2009, não foi feita a parametrização no sistema, para contabilização de uma nova verba de horas extras a pagar, de 100% de acréscimo. A folha de pagamentos apresentava remuneração de R$ ,00 nessa verba. Dessa forma, pode-se afirmar que: (A) o passivo está superavaliado e o resultado está subavaliado. (B) o ativo está subavaliado e o passivo está superavaliado. (C) o passivo está subavaliado e o resultado está subavaliado. (D) os saldos estão adequados sem subavaliação ou superavaliação. (E) o passivo está superavaliado e o resultado está superavaliado. Esta questão que trata dos testes para superavaliação e subavaliação foi mal elaborada e, consequentemente, anulada pela ESAF. Sabemos que devido ao fato de as transações na contabilidade serem registradas pelo sistema de partidas dobradas, quando se testam as CONTAS DEVEDORAS para a superavaliação, por exemplo, as CONTAS CREDORAS também estão sendo testadas indiretamente na mesma direção. Em resumo, o enunciado da questão nos informa que não foi feito o lançamento das horas extras referentes ao período, assim: A CONTA CREDORA horas extras a pagar (conta do passivo) está subavaliada; por conseguinte, a CONTA DEVEDORA despesas com horas extras (conta de resultado) também está subavaliada. No entanto, o que está subavaliado, como vimos, é o saldo da CONTA DE RESULTADO: despesas com horas extras. O resultado do período, em virtude da não contabilização das despesas com horas extras está SUPERAVALIADO, ou seja, está maior do que o devido.

36 23. O auditor, ao realizar auditoria na empresa Construção S.A., aplicou todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho, realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria. Ao solicitar a carta de responsabilidade da administração da empresa, esta deve ser emitida na data (A) de encerramento das demonstrações contábeis. (B) do término dos relatórios de revisão. (C) da publicação das demonstrações contábeis. (D) de emissão do parecer dos auditores. (E) em que o auditor finalizar os trabalhos em campo. Segundo o item da NBC T 11, a carta com as declarações de responsabilidade da administração da entidade, cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas deve ter a mesma data do parecer dos auditores independentes sobre essas Demonstrações Contábeis. No entanto, é importante destacar que com a entrada em vigor das novas normas de auditoria (a partir de 01/01/2010) a figura da carta de responsabilidade da administração da empresa, disciplinado pela Resolução CFC 1.054/05, ora revogada, deixou de existir. Ela foi substituída pela representação formal instituída pela NBC TA 580. Além disso, destacamos que, segundo a NBC TA 580, a data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável, mas não posterior à data do relatório do auditor sobre as demonstrações contábeis. Ou seja, a data deve ser o mais próxima possível da data do relatório de auditoria, não precisa ser a mesma data. 24. O auditor, ao realizar o processo de escolha da amostra, deve considerar: I. que cada item que compõe a amostra é conhecido como unidade de amostragem; II. que estratificação é o processo de dividir a população em subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas ou similares; III. na determinação do tamanho da amostra, o risco de amostragem, sem considerar os erros esperados. (A) Somente a I é verdadeira. (B) Somente a II é verdadeira. (C) I e III são verdadeiras. (D) Todas são falsas. (E) Todas são verdadeiras. Veja o que dispõe a Resolução CFC nº 1.012/05: Cada item que compõe a população é conhecido como unidade de amostragem... Assim, o item I está errado, pois a unidade de amostragem é cada item que compõe a população e não a amostra. Ainda, segundo o item da Resolução CFC nº 1.012/05, estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações, cada qual contendo um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas ou similares. Assim, o item II está correto. 34 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

37 Por último, o item dispõe que Ao determinar o tamanho da amostra, o auditor deve considerar o risco de amostragem, bem como os erros toleráveis e os esperados. Ou seja, o auditor deve considerar os erros esperados na determinação do tamanho da amostra. Assim, o item III está errado, pois afirma que o auditor não considera os erros esperados. 25. O auditor da empresa Negócios S.A. estabeleceu três procedimentos obrigatórios para emissão do parecer. O primeiro, que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano, o segundo, que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração e o terceiro, que o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade, cuja única formação é administração de empresas. Pode-se afirmar, com relação aos procedimentos, respectivamente, que: (A) é ético, não é procedimento de auditoria e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. (B) não é ético, não é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. (C) é ético, não deve ser considerado para emissão do parecer e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. (D) é ético, considera-se apenas em alguns casos para emissão do parecer e não atende as normas de auditoria e pessoa do auditor. (E) não é ético, é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. O enunciado pede para avaliarmos três procedimentos que o auditor estabeleceu como condições para a emissão do seu parecer, quais sejam: 1) que a empresa renovasse o contrato de auditoria para o próximo ano. Ora, o auditor deve pautar sua conduta pela integridade e independência, condicionar a emissão do parecer à manutenção do contrato de auditoria causa um conflito de interesse incompatível com sua profissão, revelando um comportamento que não é ético. 2) que a empresa emitisse a carta de responsabilidade da administração Esse é um procedimento normal de auditoria, previsto na Resolução CFC nº 1.054/05 (hoje, substituída pela representação formal, conforme vimos na questão 23). 3) que o parecer seria assinado por sócio do escritório de contabilidade, cuja única formação é administração de empresas Esse procedimento contrataria a NBC T 11, item , que dispõe que o parecer deve ser datado e assinado pelo contador responsável pelos trabalhos, e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. Observe que as normas vigentes de auditoria não mais falam em parecer, mas em relatório. 26. A empresa Agrotoxics S.A. tem seus produtos espalhados por diversos representantes, em todas as regiões do Brasil. Seu processo de vendas é por consignação, recebendo somente após a venda. O procedimento de auditoria que garantiria confirmar a quantidade de produtos existentes em seus representantes seria: (A) inventário físico. (B) custeio ponderado. 35 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

38 (C) circularização. (D) custeio integrado. (E) amostragem. O único procedimento de auditoria que permite GARANTIR a confirmação da existência de estoques é a contagem física ou inventário. 27. O auditor da empresa Encerramento S.A. obteve evidências da incapacidade de continuidade da entidade, nos próximos 6 meses. Dessa forma, deve o auditor: (A) informar, em parágrafo de ênfase no parecer, os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação. (B) emitir parecer com ressalva, limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apresentadas pela atividade. (C) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa. (D) emitir parecer sem ressalva, mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis, de forma a divulgar os valores dos ativos e passivos por valor de realização. (E) relatar em parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona, trazendo os valores dos ativos e passivos, a valor de realização. Essa questão trata da continuidade normal das atividades da empresa, objeto da Resolução CFC nº 1.037/05 (hoje alterada pela Resolução CFC nº 1.226/09). Segundo a norma a evidência de normalidade pelo prazo de um ano após a data das Demonstrações Contábeis é suficiente para a caracterização dessa continuidade. O item dispõe que quando o auditor constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade, como é o caso do enunciado, ele deve mencionar esses efeitos no seu parecer utilizando um parágrafo de ênfase, de modo que os usuários tenham adequada informação sobre essa situação. 28. O auditor externo, ao realizar auditoria na empresa Participações S.A., constatou contrato de mútuo entre companhias coligadas, com taxas de juros de 4% a.m. e sem o recolhimento do IOF sobre a operação. Considerando que a taxa de juros praticada no mercado, no período do contrato, era de 2% a.m., o auditor pode afirmar que a transação: (A) é normal e está dentro das práticas estabelecidas pelo mercado para operações dessa natureza. (B) é normal, exceto quanto ao não recolhimento do IOF, que é obrigatório nas operações de crédito. (C) está irregular, por ter condições superiores às praticadas pelo mercado, bem como sem a retenção do IOF, obrigatório em todas as transações financeiras. (D) é normal, visto que operações feitas entre companhias do mesmo grupo devem praticar taxas de juros superiores às praticadas pelo mercado. (E) é irregular por não ser permitido empréstimos entre companhias do grupo, mas que está correta sobre o não recolhimento do IOF, o qual não incide em operações feitas entre empresas não financeiras. 36 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

39 As operações realizadas entre companhias do mesmo grupo devem ser praticadas pelas mesmas condições do mercado, portanto, a transação de mútuo foi feita de forma irregular, além do que não houve a retenção do IOF. 29. Com relação aos relatórios de auditoria interna, pode-se afirmar que: (A) podem considerar posições de interesse da administração e dos gestores, sendo conduzidos aos interesses desses. (B) devem estar disponíveis a qualquer administrador da empresa, sem restrição. (C) podem relatar parcialmente os riscos associados aos possíveis pontos a serem levantados pela auditoria externa. (D) somente devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, quando houver irregularidades que requeiram ações imediatas. (E) não devem ser emitidos antes do final dos trabalhos, por não possuírem informações completas. Segundo a NBC T 12, item , o relatório de Auditoria Interna deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar, devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo. Já o item , dispõe que a Auditoria Interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial na hipótese de constatar impropriedades/ irregularidades/ ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade que não possam aguardar o final dos exames. Portanto, o relatório de Auditoria Interna deve ser emitido de forma parcial, antes do fim dos exames, quando forem detectados problemas que necessitem de providências imediatas. 30. A auditoria externa realizou na empresa Avalia S.A. o cálculo do índice de rotatividade dos estoques para verificar se apresentava índice correspondente às operações praticadas pela empresa. Esse procedimento técnico básico corresponde a: (A) inspeção. (B) revisão analítica. (C) investigação. (D) observação. (E) confronto. O procedimento adequado para a verificação do comportamento de valores significativos, mediante índices, quocientes, quantidades absolutas ou outros meios, com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas é a revisão analítica. 31. A empresa Evolution S.A. comprou novo sistema de faturamento para registro de suas vendas. A auditoria externa realizou testes para confirmar se todas as operações de vendas, efetivamente, haviam sido registradas na contabilidade. Esse procedimento tem como objetivo confirmar a: (A) existência. (B) abrangência. (C) mensuração. (D) ocorrência. (E) divulgação. 37 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

40 De acordo com o item da NBC T 11, na aplicação dos testes substantivos, o auditor, objetiva testar a abrangência quando avalia se todas as transações estão registradas. É exatamente a situação exposta no enunciado: testes para confirmar se todas as operações de vendas, efetivamente, haviam sido registradas na contabilidade. Ressaltamos que as novas normas de auditoria (NBC TA 300) ampliaram esses conceitos e detalharam melhor como o auditor deve avaliar as afirmações no que se refere às transações, aos saldos e à apresentação das demonstrações contábeis. O quadro a seguir resume esses conceitos: Tipo de Afirmação Afirmações sobre classes de transações e eventos para o período sob auditoria Afirmações sobre saldos de contas no fim do período Afirmações sobre a apresentação e divulgação Dimensão ocorrência: transações e eventos que foram registrados ocorreram e são da entidade. integridade: todas as transações e eventos que deviam ser registrados foram registrados. exatidão: valores e outros dados relacionados a transações e eventos registrados foram registrados adequadamente. corte: as transações e eventos foram registrados no período contábil correto. classificação: as transações e eventos foram registrados nas contas corretas. existência: ativos, passivos e elementos do patrimônio líquido existem. direitos e obrigações: a entidade detém ou controla os direitos sobre ativos e os passivos são as obrigações da entidade. integridade: todos os ativos, passivos e patrimônio líquido que deviam ser registrados foram registrados. valorização e alocação: ativos, passivos e patrimônio líquido estão incluídos nas demonstrações contábeis nos valores apropriados e quaisquer ajustes resultantes de valorização e alocação estão adequadamente registrados. ocorrência e direitos e obrigações: eventos divulgados, transações e outros assuntos ocorreram e são da entidade. integridade: todas as divulgações que deviam ser incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas. classificação e compreensibilidade: as informações contábeis são adequadamente apresentadas e descritas e as divulgações são claramente expressadas. exatidão e valorização: informações contábeis e outras informações são divulgadas adequadamente e com os valores apropriados. 38 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

41 32. O auditor, ao avaliar as provisões para processos trabalhistas elaboradas pela Empresa Projeções S.A., percebeu que nos últimos três anos, os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. Dessa forma, deve o auditor: (A) estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa, no período. (B) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. (C) ressalvar o parecer, por inadequação dos procedimentos, dimensionando os reflexos nas demonstrações contábeis. (D) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos, para estabelecer o valor da provisão. (E) avaliar se houve o ajuste dos procedimentos, para permitir estimativas mais apropriadas no período. O auditor, ao comparar as estimativas feitas em períodos anteriores com os valores reais destas, identificou variações significativas. Neste caso, o auditor deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos, de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. (vide item da NBC T 11.13, norma hoje substituída pela NBC TA 540) 33. A empresa Parcial S.A. realizou o estorno da Reserva de Reavaliação, conforme permissibilidade estabelecida pela Lei n /2007. No entanto, o contador não realizou o estorno dos impostos pertinentes à reavaliação. Dessa forma pode-se afirmar que: (A) a conta de reserva de reavaliação está superavaliada. (B) a conta de investimento reavaliação está adequada. (C) a conta de imposto de renda diferido está superavaliada. (D) a conta de lucros acumulados está superavaliada. (E) a conta de resultado do exercício está subavaliada. Essa é mais uma questão de superavaliação e subavaliação de contas. Neste caso, como os impostos não foram estornados, a conta imposto de renda diferido está com um valor maior do que o real, ou seja, está superavaliada. 34. A empresa Grandes Resultados S.A. possui prejuízos fiscais apurados nos últimos três anos. A empresa estava em fase pré-operacional e agora passou a operar em plena atividade. As projeções para os próximos cinco anos evidenciam lucros. O procedimento técnico básico que aplicado pelo auditor constataria esse evento seria: (A) ocorrência. (B) circularização. (C) cálculo. (D) inspeção. (E) inventário físico. Neste caso específico, temos que tentar entender qual dos procedimentos de auditoria traria essas informações para o auditor (constatação de que a empresa teve prejuízos fiscais, que estava em fase pré-operacional e que as projeções para os próximos anos evidenciam lucros). Ora, dos procedimentos listados, a inspeção é o que melhor atinge esses objetivos, ou seja, é por meio do exame de registros e documentos que o auditor irá obter essas informações. 39 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

42 35. A empresa Eletronics S.A. fabrica televisores de LCD de última geração. A garantia convencional é dada para três anos e a garantia oferecida é estendida para mais um ano mediante pagamento complementar. Como o custo é baixo, em 90% dos casos o cliente adquire. A empresa registra o valor da venda do televisor como receita de vendas e a garantia estendida como receita de serviços, no resultado. Pode-se afirmar que, nesse caso, não está sendo atendido o princípio: (A) da continuidade. (B) do custo como base do valor. (C) da competência. (D) da neutralidade. (E) da entidade. Essa questão não tem muito que se discutir, pois sabemos que o Princípio da Competência afirma que as receitas e as despesas devem ser incluídas na apuração do resultado do período em que ocorrerem, independentemente de recebimento ou pagamento. 36. A empresa Grandes Negócios S.A. adquiriu a principal concorrente, após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. No entanto, a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. Nessa situação, a firma de auditoria deve: (A) manter o parecer com data anterior ao evento, dando encerramento aos trabalhos. (B) obrigatoriamente, rever o parecer considerando o fato relevante. (C) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. (D) refazer o parecer considerando as novas informações, determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis. (E) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. Trata-se de uma questão de eventos subsequentes, no caso de eventos ocorridos após a emissão do parecer e antes da publicação das demonstrações. O auditor, ao tomar conhecimento de fato que possa afetar de maneira relevante as Demonstrações Contábeis, deve decidir se elas devem ser ajustadas, discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias. (item da NBC T 11.16, norma hoje substituída NBC TA 560) 37. No processo de amostragem o LSE Limite Superior de Erro para superavaliações é determinado pela: (A) soma do erro projetado e da provisão para risco de amostragem. (B) divisão da população pela amostra estratificada. (C) soma do erro estimado e da confiabilidade da amostra. (D) divisão do erro total pela população escolhida. (E) subtração do erro total, do desvio das possíveis perdas amostrais. Essa questão foi idêntica à aplicada pela Banca no concurso para Auditor de Tributos Municipais da SEFIN/Natal (2008). 40 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

43 Existe uma fórmula básica para que o auditor obtenha o limite superior de erro (LSE) para superavaliação: LSE = EP + PRA, ou seja, o limite superior de erro (LSE) é o resultado da soma do erro projetado (EP) com a provisão para risco de amostragem (PRA). 38. Na emissão de parecer com abstenção de opinião para as demonstrações contábeis de uma entidade, pode-se afirmar que: (A) elimina a responsabilidade do auditor de emitir qualquer parecer devendo este comunicar à administração da empresa da suspensão dos trabalhos. (B) não suprime a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio, independente da relevância ou materialidade, que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. (C) exclui a responsabilidade do auditor de se manifestar sob qualquer aspecto das demonstrações. (D) não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. (E) extingue a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer, qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. De acordo com a NBC T 11 (item ), a abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar, no parecer (hoje, relatório), qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. Esse assunto hoje está disciplina pela NBC TA A empresa de Transportes S.A. é uma empresa que tem seus registros contábeis e procedimentos estabelecidos por agência de fiscalização. A agência estabeleceu procedimento para registro das concessões que diverge significativamente, do procedimento estabelecido pelo Conselho Federal de Contabilidade. Nessa situação, deve o auditor emitir parecer: (A) sem abstenção de opinião. (B) adverso. (C) com ressalva. (D) sem ressalva, mas evidenciando em nota explicativa a divergência. (E) com abstenção de opinião. Note que, em nenhum momento, o enunciado afirmou que o conjunto das demonstrações contábeis estava comprometido, de forma a exigir um parecer adverso (hoje, opinião adversa). A única informação que se pode inferir da questão é que existe um erro relevante que obriga o auditor a modificar seu parecer (hoje, sua opinião). Além disso, a NBC T 11 (Resolução CFC 820/97) traz expressamente em seu item que: Na auditoria independente das demonstrações contábeis das entidades, públicas ou privadas, sujeitas à regulamentação específica quanto à adoção de normas contábeis próprias ao segmento econômico, quando elas forem significativamente conflitantes com as disposições contidas no item , o auditor deve emitir parecer com ressalva. (grifos nossos) 41 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

44 40. No processo de análise da continuidade dos negócios da empresa Extensão S.A., o auditor constatou que a empresa estava com passivo a descoberto. Os diretores financeiro e de produção pediram demissão, estando a empresa com dificuldades para substituí-los. A entidade foi autuada por impostos não recolhidos, sem grandes chances de sucesso em sua defesa. Esses fatos representam respectivamente indicadores: (A) de operação, de operação e financeiro. (B) financeiro, financeiro e financeiro. (C) de outras indicações, de operação e financeiro. (D) financeiro, financeiro e de operação. (E) financeiro, de operação e de outras indicações. Aqui temos que identificar quais são os indicadores: 1) a empresa estava com passivo a descoberto indicador financeiro (vide item a.1 da NBC T 11.10) 2) diretores financeiro e de produção pediram demissão estando a empresa com dificuldades para substituí-los indicador de operação (vide item b.1 da NBC T 11.10) 3) entidade foi autuada por impostos não recolhidos, sem grandes chances de sucesso em sua defesa outras indicações (vide item c.2 da NBC T 11.10) Esse assunto atualmente está disciplinado pela NBC TA 570. Gabarito 21. A 22. ANULADA 23. D 24. B 25. E 26. A 27. A 28. C 29. D 30. B 31. B 32. E 33. C 34. D 35. C 36. E 37. A 38. D 39. C 40. E 42 Conhecimentos Específicos II Auditoria Davi Barreto e Fernando Graeff

45 Prova Comentada de Auditor Fiscal/Receita Federal do Brasil/ESAF/2009 Conhecimentos Específicos II ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Professor: Rafael Encinas 41. Sobre a organização do Estado brasileiro, é correto afirmar que: (A) administrativamente, os municípios se submetem aos estados, e estes, por sua vez, submetem-se à União. (B) quando instituídas, as regiões metropolitanas podem gozar de prerrogativas políticas, administrativas e financeiras diferenciadas em relação aos demais municípios do estado. (C) quando existentes, os territórios federais gozam da mesma autonomia políticoadministrativa que os estados e o Distrito Federal. (D) o Distrito Federal é a capital federal. (E) embora, por princípio, todos os entes federados sejam autônomos, em determinados casos, os estados podem intervir em seus municípios. Essa questão pode ser enquadrada mais como de Direito Constitucional do que como de Administração Pública. A letra A é errada, já que todos os entes possuem autonomia administrativa e não se submetem aos demais. Na federação não há hierarquia entre os entes. A letra B é errada porque as regiões metropolitanas não constituem entes federativos, como os municípios, e não possuem prerrogativas políticas, administrativas e financeiras. Segundo a CF88: Art. 25, 3º - Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões, constituídas por agrupamentos de municípios limítrofes, para integrar a organização, o planejamento e a execução de funções públicas de interesse comum. Assim, o objetivo na formação das regiões metropolitanas é a integração de municípios limítrofes. A letra C é errada porque os territórios federais não são entes federativos como os estados, eles estão submetidos à União. Segundo a CF88: Art. 18, 2º - Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar. A letra D é errada. Segundo a CF88: Art. 18, 1º - Brasília é a Capital Federal. Assim, Brasília, e não o Distrito Federal, é a capital federal. A letra E é a certa, existe autonomia dos municípios, pois são entes federativos, mas existe a possibilidade de intervenção neles por parte dos estados, e da União nos estados.

46 42. Considerando os modelos teóricos de Administração Pública, é incorreto afirmar que, em nosso país: (A) o maior trunfo do gerencialismo foi fazer com que o modelo burocrático incorporasse valores de eficiência, eficácia e competitividade. (B) o patrimonialismo pré-burocrático ainda sobrevive, por meio das evidências de nepotismo, gerontocracia e designações para cargos públicos baseadas na lealdade política. (C) a abordagem gerencial foi claramente inspirada na teoria administrativa moderna, trazendo, para os administradores públicos, a linguagem e as ferramentas da administração privada. (D) no Núcleo Estratégico do Estado, a prevalência do modelo burocrático se justifica pela segurança que ele proporciona. (E) tal como acontece com o modelo burocrático, o modelo gerencial adotado também se preocupa com a função controle. A letra A é errada. A administração gerencial substituiu o modelo burocrático. Ela não irá incorporar a ele os valores de eficiência, eficácia e competitividade, uma vez que ela está se colocando em seu lugar. A letra B é certa. O patrimonialismo ainda está bastante presente em nosso país, vide os casos de corrupção que aparecem a todo momento na mídia. Gerontocracia é o governo dos mais velhos. A letra C é certa. A administração gerencial teve como grande inspiração a administração privada, buscando aplicar as suas técnicas e princípios também na administração pública. A letra D é certa. Ela afirma que no núcleo estratégico deve prevalecer o modelo burocrático. Segundo o Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado: Nestes termos, no núcleo estratégico, em que o essencial é a correção das decisões tomadas e o princípio administrativo fundamental é o da efetividade, entendido como a capacidade de ver obedecidas e implementadas com segurança as decisões tomadas, é mais adequado que haja um misto de administração pública burocrática e gerencial. Bresser Pereira (2003), que foi Ministro da Administração e Reforma do Estado do governo FHC e principal idealizador da reforma, afirma que: Por outro lado, a combinação de princípios gerenciais e burocráticos deverá variar de acordo com o setor. A grande qualidade da administração pública burocrática é a sua segurança e efetividade. Por isso, no núcleo estratégico, onde essas características são muito importantes, ela deverá estar ainda presente, em conjunto com a administração pública gerencial. Já nos demais setores, onde o requisito de eficiência é fundamental dado o grande número de servidores e de cidadãos-clientes ou usuários envolvidos, o peso da administração pública burocrática deverá ir diminuindo até praticamente desaparecer no setor das empresas estatais. Pode-se observar que, na realidade, os textos não falam que deve prevalecer o modelo burocrático, mas sim que deve haver um misto entre administração burocrática e gerencial. Contudo, o posicionamento da ESAF foi mantido. A letra E é certa. A administração gerencial preocupa-se sim com o controle, só que com um controle diferente do modelo burocrático. Este defenderá o controle de processos a priori, enquanto a administração gerencial buscará o controle de resultados a posteriori. 44 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

47 43. O estudo das experiências de reformas administrativas havidas em nosso país permite concluir, acertadamente, que: (A) a retórica da reforma dos anos 1930 avançou do ponto de vista dos princípios políticos que a orientaram, a saber: participação, accountability e controle social. (B) a tentativa de modernização do aparelho de Estado, especialmente a da década de 1960, teve como consequência o fortalecimento da administração direta, em detrimento da administração indireta. (C) no sentido weberiano do termo, o Brasil nunca chegou a ter um modelo de burocracia pública consolidada. (D) ao contrário de outros países, o modelo de nova gestão pública, adotado a partir dos anos 1990, possuiu inspiração autóctone e em nada se valeu das experiências britânica e estadunidense. (E) a partir da década de 1990, caminhamos rumo a uma nova administração pública, de caráter gerencialista, visando consolidar o ideário keynesiano e o estado do bemestar social. A letra A é errada porque a reforma da década de 1930 foi autoritária, dentro do Estado Novo de Getúlio Vargas. Assim, não trazia praticamente nada de participação, accountability ou controle social. A letra B é errada porque tanto no governo JK quanto na ditadura de 1964 foi fortalecida a administração indireta em detrimento da direta. JK praticou a chamada Administração para o Desenvolvimento, um conjunto de ideias em voga na América Latina da época que defendia que o Estado deveria se modernizar para permitir um maior desenvolvimento do país. Assim, o seu governo irá propor um ambicioso Plano de Metas, que, para ser concretizado, precisará de uma administração mais flexível. Para isso, JK passa a utilizar a administração indireta na gestão do Plano. A mesmo Administração para o Desenvolvimento será adotada na Ditadura Militar. Mais uma vez, para fugir da rigidez burocrática da administração direta, ela procurará flexibilizar pela administração indireta. A letra C é certa. Apesar da modernização conseguida em diversos campos, ainda permaneceu marcada por aspectos patrimonialistas. Segundo o Plano Diretor: A administração pública brasileira, embora marcada pela cultura burocrática e regida pelo princípio do mérito profissional, não chegou a se consolidar, no conjunto, como uma burocracia profissional nos moldes weberianos. Formaram-se grupos de reconhecida competência, como é o caso das carreiras acima descritas, bem como em áreas da administração indireta, mas os concursos jamais foram rotinizados e o valor de sua remuneração real variou intensamente em função de políticas salariais instáveis. Os instrumentos de seleção, avaliação, promoção e treinamento que deram suporte a esse modelo estão superados. A letra D é errada porque a reforma de 1995 praticamente copiou as reformas britânica e americana. Autóctone significa que algo é natural de determinada região, que teve origem na região onde é encontrado. Assim, a reforma gerencial não é própria do Brasil, não foi originada aqui, mas sim trazida de outros países. A letra E é errada porque a administração gerencial irá se fortalecer junto com o neoliberalismo e depois passará a defender um Estado Regulador, justamente criticando o estado bem-estar social. O ideário keynesiano é aquele que defende a intervenção estatal na economia. John Maynard Keynes ( ) foi um economista que defendeu a intervenção do Estado em momentos de crise com o objetivo de gerar renda e, assim, mitigar os efeitos adversos dos 45 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

48 ciclos econômicos. O modelo gerencial irá defender justamente o contrário, o princípio da subsidiariedade, que afirma que o Estado só pode atuar quando o mercado não for capaz de agir sozinho, ou seja, irá ter um caráter subsidiário. 44. Uma correta análise da adoção da chamada Nova Gestão Pública, pelo Brasil, revela que: (A) em sua forma original, a Constituição Federal de 1988 já disponibilizava a base legal suficiente para a implementação daquele novo modelo de gestão, sem a necessidade de reformas. (B) toda a máquina pública passou a adotar o controle por resultados, razão pela qual foram descontinuados alguns mecanismos de controle financeiro e orçamentário até então existentes. (C) com o aumento da descentralização, visava-se reduzir o nível de accountability a que se submeteriam os órgãos reguladores. (D) no plano federal, a implementação das Organizações Sociais sagrou-se vitoriosa, havendo, hoje, milhares delas espalhadas pelo país, prestando serviços públicos essenciais. (E) o Estado tinha por objetivo atuar mais como regulador e promotor dos serviços públicos, buscando, preferencialmente, a descentralização, a desburocratização e o aumento da autonomia de gestão. A letra A é errada. Como reação ao loteamento de cargos públicos após a redemocratização do país e por considerar que o excesso de flexibilização concedido à administração indireta era uma das causas da crise do Estado, a Constituição de 1988 dá um passo atrás na caminhada rumo à administração gerencial, representando um retrocesso, já que traz de volta a rigidez burocrática. Assim, enquanto o mundo caminhava para a Nova Gestão Pública, a CF88 irá para o sentido contrário. A letra B é errada. Vimos que a administração burocrática não será abandonada com a reforma gerencial no Brasil, principalmente no núcleo estratégico, em que deveria ainda prevalecer. Além disso, apesar da reforma ter como um dos objetivos implantar o controle de resultados, não podemos dizer que isso realmente se concretizou em toda a administração pública, permanecendo uma série de controles financeiros e orçamentários A letra C é errada. A descentralização tem como objetivo aproximar a sociedade da gestão dos serviços públicos, transferindo para os estados e municípios as decisões sobre as políticas públicas. Isso irá permitir uma maior participação e controle da sociedade, aumentando assim a accountability. A letra D é errada. Não são milhares de Organizações Sociais no plano federal, nem mesmo considerando os três níveis da federação. Um estudo do Ministério do Planejamento 1 levantou o número existente de Organizações Sociais e OSCIP: 192 Organizações Sociais (OS) 6 federais 115 estaduais 71 municipais 1 Fonte: Planejamento apresenta estudo sobre terceiro setor. Disponível em: br/folder_noticia/noticia Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

49 5.050 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip): federais 167 estaduais 27 municipais. A letra E é certa. Com a nova gestão pública, o Estado se retira da execução dos serviços públicos para se concentrar na regulação e no incentivo, ampliando a descentralização e a autonomia. 45. Sobre o tema governabilidade, governança e accountability, assinale a opção incorreta. (A) A accountability visa a fortalecer o controle social e político, em detrimento do controle burocrático. (B) Governança pode ser entendida como um modelo horizontal de relação entre atores públicos e privados no processo de elaboração de políticas públicas. (C) O conceito de governança possui um caráter mais amplo que o conceito de governabilidade. (D) As parcerias público-privadas (PPPs) constituem um exemplo de coordenação de atores estatais e não estatais, típico da governança. (E) A governabilidade refere-se mais à dimensão estatal do exercício do poder. A letra A é errada. A accountability busca fortalecer o controle social e político, mas sem detrimento do burocrático, que está na accountability horizontal. Assim, o controle exercido por órgãos governamentais também se insere na accountability. A letra B é certa. Segundo Leonardo Secchi (2009): A interpretação de governança adotada neste artigo é a derivada das ciências políticas e administração pública, como um modelo horizontal de relação entre atores públicos e privados no processo de elaboração de políticas públicas A letra C foi considerada correta. Segundo Alcindo Gonçalves (2006): Já a governança tem um caráter mais amplo. Pode englobar dimensões presentes na governabilidade, mas vai além. Veja-se, por exemplo, a definição de Melo: refere-se ao modus operandi das políticas governamentais que inclui, dentre outras, questões ligadas ao formato político-institucional do processo decisório, à definição do mix apropriado de financiamento de políticas e ao alcance geral dos programas. Como bem salienta Santos o conceito (de governança) não se restringe, contudo, aos aspectos gerenciais e administrativos do Estado, tampouco ao funcionamento eficaz do aparelho de Estado. A letra D é correta. A governança envolve o relacionamento entre atores públicos e privados. A governança pode ser classificada em interna e externa. A primeira se refere à capacidade de gestão dos recursos humanos, financeiros, materiais de que a organização dispõe. A externa envolve a capacidade de as organizações atuarem conjuntamente. As abordagens mais recentes de governança tratam de ampliar o seu significado, fazendo-o avançar sobre as fronteiras semânticas do conceito de governabilidade. Isso se dá a partir do momento em que essas novas concepções passam a considerar questões mais amplas relativas a padrões de coordenação e cooperação entre atores sociais. A letra E é certa. Segundo Alcindo Gonçalves (2006): 47 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

50 A governabilidade refere-se mais à dimensão estatal do exercício do poder. Diz respeito às condições sistêmicas e institucionais sob as quais se dá o exercício do poder, tais como as características do sistema político, a forma de governo, as relações entre os Poderes, o sistema de intermediação de interesses. Ainda segundo Luciano Martins, o termo governabilidade refere-se à arquitetura institucional, distinto, portanto de governança, basicamente ligada à performance dos atores e sua capacidade no exercício da autoridade política. 46. Sob o ponto de vista do cidadão, podemos afirmar que os seguintes mecanismos, todos acessíveis pela Internet, são mantidos pelo governo federal como instrumentos de transparência, exceto: (A) ComprasNet. (B) SIAFI. (C) Portal Brasil. (D) Portal da Transparência. (E) Portal de Convênios. Entre os sistemas acima, todos possuem como objetivo proporcionar transparência para a sociedade. O Comprasnet é o portal de compras do governo federal, nele existe o módulo SIDEC, que divulga as licitações que ocorrem na administração pública. O SIAFI tem como objetivo proporcionar transparência. Segundo a Instrução Normativa nº 03 de 23 de maio de 2001, da Secretaria do Tesouro Nacional: CAPÍTULO II OBJETIVOS DO SIAFI 1. O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal SIAFI tem como objetivos: [...] 5. Permitir aos segmentos da sociedade obterem a necessária transparência dos gastos públicos; O Portal Brasil é o site que possui uma série de informações sobre o governo. O Portal da Transparência é mantido pela CGU e disponibiliza demonstrativos dos gastos do governo. O Portal de Convênios (SICONV) foi uma exigência do TCU para que houvesse um instrumento que permitisse o controle dos convênios realizados pelo governo com outros entes e entidades privadas. O único que não é acessível pela internet, pelo cidadão, é o SIAFI. 47. No âmbito da administração pública, o empreendedorismo pressupõe a incorporação dos seguintes comportamentos, exceto: (A) participação dos cidadãos nos momentos de tomada de decisão. (B) substituição do foco no controle dos inputs pelo controle dos outputs e seus impactos. (C) criação de mecanismos de competição dentro das organizações públicas e entre organizações públicas e privadas. 48 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

51 (D) adoção de uma postura reativa, em detrimento da proativa, e elaboração de planejamento estratégico, de modo a antever problemas potenciais. (E) aumento de ganhos por meio de aplicações financeiras e ampliação da prestação de serviços remunerados. São 10 os princípios do empreendedorismo governamental, segundo Humberto Falcão Martins (1996): I. Preferência às alternativas de produção externa de bens e serviços: terceirização, parcerias governo-sociedade civil, voluntarismo etc.; II. Gestão participativa de programas e projetos com clientes; III. Estímulo à competição interna e externa; IV. Desregulamentação interna, simplificação organizacional e clarificação de papéis e missões; V. Avaliação e financiamentos baseados em resultados; VI. Imagem do cliente como consumidor: com direito a escolhas, pesquisas de preferências e atitudes, treinamento de atendimento e formulários de sugestões; VII. Criação de centros de resultados financeiros, promovendo ação pública rentável; VIII. Antevisão estratégica de serviços; IX. Descentralização e desconcentração: controle hierárquico versus autoridade, desenvolvimento de equipes (team building), gestão participativa, cooperação trabalhadores-gerentes, círculos de controle de qualidade e programas de desenvolvimento gerencial; e X. Atingimento das finalidades governamentais através da reestruturação do mercado. A letra A é certa, está no princípio II. A letra B é certa, está no princípio V. Inputs são entradas e outputs são saídas. Assim, deixa de haver um controle sobre as entradas, os meios, para se controlar os resultados. A letra C é certa, está no princípio III. Vimos que podemos ter os seguintes tipos de competição: Público versus privado; Privado versus privado; Público versus público. A letra D é errada, está no princípio VIII. Vimos que Osborne e Gaebler defendem o governo preventivo, a prevenção no lugar da cura. A letra E é certa, está no princípio VII. 48. A compreensão adequada do ciclo de gestão do governo federal implica saber que: (A) no último ano de um mandato presidencial qualquer, à lei de diretrizes orçamentárias compete balizar a elaboração do projeto de lei do plano plurianual subsequente. (B) a função controle precede à execução orçamentária. (C) a não-aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias impede o recesso parlamentar. 49 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

52 (D) a votação do plano plurianual segue o rito de lei complementar. (E) com o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o orçamento de investimento das empresas estatais passou a integrar o plano plurianual. A letra A é errada. O PPA é o instrumento que irá balizar a formulação da LDO e da LOA, e não o contrário. A elaboração do PPA no primeiro ano do mandato presidencial não precisa seguir a LDO elaborada no ano anterior. A letra B é errada. O controle pode ser prévio, concomitante ou posterior. Assim, não é necessariamente errado falar que o controle precede a execução orçamentária. Contudo, de forma geral, o controle normalmente vem no final do ciclo. A letra C é certa. Segundo a CF88: ADCT, Art. 35, 2º - Até a entrada em vigor da lei complementar a que se refere o art. 165, 9º, I e II, serão obedecidas as seguintes normas: II - o projeto de lei de diretrizes orçamentárias será encaminhado até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa; Assim, a LDO deve ser encaminhada até 17 de julho, quando se encerra o primeiro período da sessão legislativa. Ainda segundo a CF88: Art. 57, 2º - A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei de diretrizes orçamentárias. A letra D é errada. O PPA, a LDO e a LOA serão apreciados pelo Congresso Nacional de acordo com o regimento comum. O PPA é uma lei ordinária. Segundo a CF88: Art Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias, ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do Congresso Nacional, na forma do regimento comum A letra E é errada. O orçamento de investimento das empresas estatais compõe a LOA, e não o PPA. Segundo a CF88: Art. 165, 5º - A lei orçamentária anual compreenderá: I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público; II - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto; III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações instituídos e mantidos pelo Poder Público. 49. O controle externo da administração pública federal é exercido: (A) pelo Senado Federal. (B) pela Câmara dos Deputados. (C) pelo Tribunal de Contas da União. (D) pelo Congresso Nacional, com o auxílio do Tribunal de Contas da União. (E) pelo Tribunal de Contas da União, com o auxílio do sistema de controle interno de cada Poder. 50 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

53 Segundo a CF88: Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete: 50. Para ser eficaz, uma política de promoção da ética no serviço público deve enfocar as seguintes ações, exceto: (A) identificação pormenorizada de padrões éticos a serem observados por detentores de cargos de confiança. (B) criação de regras de quarentena extremamente rígidas. (C) criação de instrumentos institucionais pedagógicos de esclarecimento sobre o conteúdo de normas éticas. (D) acompanhamento sistemático, por meio de instrumentos próprios de auditoria e da observância de regras de conduta. (E) estabelecimento de regras flexíveis para o trato de transgressões de menor potencial. Essa questão foi copiada do texto O aprimoramento da conduta ética no serviço público federal, de João Geraldo Piquet Carneiro (1998). O autor afirma que O trabalho de prevenção pressupõe: a) a fixação de regras claras de conduta geral, a serem observadas em toda a administração; b) a identificação pormenorizada, por setor, órgão e função, de quais são os padrões éticos a serem observados pelos detentores de cargos de confiança e pelo corpo funcional de cada órgão de governo; c) o acompanhamento sistemático, através de instrumentos próprios de auditoria, da observância dessas regras de conduta; d) a criação de instrumentos institucionais pedagógicos de esclarecimento sobre o conteúdo de normas éticas; e) o estabelecimento de regras flexíveis para correção de desvios verificados, principalmente quando se tratar de transgressões de menor potencial; f) a transparência desses instrumentos, de tal forma que a opinião pública possa acompanhar a evolução dos trabalhos realizados. Podemos observar que a letra B não está citada, as regras rígidas de quarentena. Contudo, tomem cuidado porque as regras de quarentena são importantes sim. Elas são usadas principalmente para funcionários do Banco Central, de Agências Reguladoras e outras entidades. Vimos disposições de quarentena na parte do Código de Conduta da Alta Administração Federal. 51 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

54 Gabarito 41. E 42. A 43. C 44. E 45. A 46. B 47. D 48. C 49. D 50. B Bibliografia: Administração Pública BRASIL. Plano Diretor da Reforma do Aparelho do Estado. Presidência da República. Brasília: Imprensa Nacional, BRESSER PEREIRA, Luiz Carlos Bresser. Da administração Pública Burocrática à Gerencial. IN Spink, Peter & Pereira, Luiz Carlos Bresser (Org.). Reforma do Estado e Administração Pública Gerencial. Rio de Janeiro: FGV, CARNEIRO, João Geral Piquet. O aprimoramento da conduta ética no serviço público federal. Revista do Serviço Público, Brasília, ano 49, n.3, jul/set,1998. Disponível em: download&gid=2722. GONÇALVES, Alcindo. O conceito de governança. Anais do XV Conselho Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Direito, Manaus, Disponível em: conpedi.org/manaus/arquivos/anais/alcindo%20goncalves.pdf. MARTINS, Humberto Falcão. Uma análise dos paradigmas de Administração Pública à luz do contexto social. Revista Parcerias Estratégicas Disponível em: hfmartins.sites.uol.com.br/publicacoes/publi_25.pdf SECCHI, Leonardo. Modelos organizacionais e reformas da administração pública. Revista de Administração Pública. 2009, vol.43, n.2. Disponível em: br/scielo.php?pid=s &script=sci_arttext#nt 52 Conhecimentos Específicos II Administração Pública Rafael Encinas

55 Prova Comentada de Auditor Fiscal/Receita Federal do Brasil/ESAF/2009 Conhecimentos Específicos II ECONOMIA E FINANÇAS PÚBLICAS Professor: Francisco Mariotti 51. Considere as seguintes informações extraídas de um sistema de contas nacionais, em unidades monetárias: Poupança privada: 300 Investimento privado: 200 Poupança externa: 100 Investimento público: 300 Com base nessas informações, pode-se considerar que a poupança do governo foi: (A) de 200 e o superávit público foi de 100. (B) de 100 e o déficit público foi de 200. (C) negativa e o déficit público foi nulo. (D) de 100 e o superávit público foi de 200. (E) igual ao déficit público. Uma das identidades macroeconômicas afirma que o Investimento Bruto de uma economia é igual ao somatório da poupança privada, da poupança do governo (ou poupança pública) e da poupança externa. Importante considerar que o Investimento Bruto de uma economia é dividido em investimento privado (fábricas privadas novas) e no investimento público (construção de novas escolas, estradas). Dessa maneira, temos que: Iprivado + Ipúblico = Sprivada + Spública + Sexterna. Quando o governo investe acima de sua poupança, é natural a geração de déficit público, sendo que, caso contrário, estará sendo gerado um superávit das contas públicas. A partir destas informações, cabe-nos apenas substituir os valores disponíveis na questão, chegando ao resultado e ao gabarito = Spúb Spúb. = 100 Como temos o resultado da poupança do governo, basta realizar o batimento desta com o nível de investimento público. Sendo a Poupança Pública igual a 100 e o investimento público igual a 300, o resultado será a geração de um déficit público igual a 200.

56 52. Considere a seguinte identidade macroeconômica básica: Y = C + I + G + (X M) onde C = consumo agregado; I = investimento agregado; e G = gastos do governo. Para que Y represente a Renda Nacional, (X M) deverá representar o saldo: (A) da balança comercial. (B) total do balanço de pagamentos. (C) da balança comercial mais o saldo da conta de turismo. (D) da balança comercial mais o saldo da conta de serviços. (E) do balanço de pagamentos em transações correntes. Essa questão gerou aos candidatos que realizaram a prova, certa dúvida quanto ao gabarito. Na verdade o que ocorreu é que parte dos candidatos confundiu o conceito de Renda Interna Bruta, que é o próprio conceito de Produto Interno Bruto PIB, e o conceito de Renda Nacional Bruta ou Renda Nacional, conforme a questão, que significa o mesmo que Produto Nacional Bruto PNB. O resultado do PIB é dado pelo somatório das variáveis Consumo, Investimento Bruto, Gastos do Governo e, conjuntamente, as exportações e as importações de bens e serviços não fatores de produção. Verifica-se assim que, no cálculo do PIB, excluem-se as rendas dos fatores de produção que podem ser tanto remetidas ao exterior, quando pertencentes às empresas e investidores com sede no exterior e com investimentos no país, e recebidas do exterior, quando pertencentes às empresas e investidores com sede no país e com investimentos no exterior. A Renda Nacional ou Produto Nacional inclui além do PIB, o batimento das rendas enviadas (REE) e recebidas do exterior (RRE). RNB = RIB + RRE REE. Estas mesmas rendas compõem o balanço de rendas dos fatores de produção (capital, juros, e lucros) presentes no balanço de transações correntes do balanço de pagamentos. Importa destacar que as Transações Correntes do BP incluem as exportações e as importações de bens e serviços não fatores e também os fatores de produção, além das transferências unilaterais TU. Com estas informações, poderíamos verificar que nenhuma das assertivas está 100% ok, especialmente porque a letra e, gabarito mantido pela ESAF, fala em Transações Correntes que, conforme vimos, inclui, além das exportações de bens e serviços não fatores (X M), as REE, as RRE e as TU. Para que o gabarito estivesse 100% ok, a letra e deveria excluir as TU, o que não ocorreu. Para nós a banca acabou considerando o resultado da TU como estando sempre em equilíbrio, ou seja, com resultado de entrada e saída de transferências unilaterais sempre igual a zero. Ademais, todas as outras alternativas estão bastante erradas. 53. Considere o modelo de determinação da renda com as seguintes informações, em unidades monetárias (quando for o caso): C = ,8.Y M = 50 + m.y X = 100 G = 100 I = Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

57 onde: Y = produto agregado; C = consumo agregado; G = gastos do governo; I = investimento agregado; X = exportações; M = importações; e m uma constante positiva. Considerando uma renda agregada de equilíbrio igual a 900, a propensão marginal a importar será igual a: (A) 0,15 (B) 0,50 (C) 0,20 (D) 0,30 (E) 0,25 Partindo dos conceitos do modelo keynesiano, temos que a Demanda Agregada DA é composta do consumo, investimento, gastos do governo, das exportações e das importações de bens e serviços não fatores. Estas variáveis estão dispostas pelas fórmulas disponíveis nas questões, motivo pelo qual basta a nós apenas realizarmos a substituição dos valores: 900 = ,8(900) m(900) 900 = , m, 900m = m = 270 m = 270 / 900 = 0,3. Importante lembrar que a m representa a propensão marginal a importar. 54. Considere o modelo IS/LM sem os casos clássico e da armadilha da liquidez. É incorreto afirmar que: (A) quanto maior a taxa de juros, menor a demanda por moeda. (B) um aumento da base monetária reduz a taxa de juros. (C) uma política fiscal expansionista reduz a demanda por moeda. (D) quanto maior a renda, maior a demanda por moeda. (E) um aumento dos gastos do governo eleva a taxa de juros. Essa questão necessita ser resolvida a partir de cada uma das assertivas. a Quanto maior a taxa de juros, menor é o interesse dos demandantes de moeda em tomar recursos emprestados, ou seja, quanto maiores os juros, menor será a demanda por moeda. b O aumento da base monetária significa o aumento da quantidade (da oferta) de moeda em circulação, o que tende a reduzir o preço da moeda, os juros. 55 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

58 c A realização de uma política fiscal expansionista (aumento dos gastos do governo ou redução dos tributos), leva a um aumento da demanda agregada (curva IS), estimulando o crescimento da produção de bens e serviços. O aumento do nível da renda leva ao aumento da procura por moeda, promovendo um aumento dos juros. d A letra d está explicada pela resolução da alternativa c. e A letra e está explicada pela resolução da alternativa c. 55. Considere o Modelo de Solow dado pelas seguintes equações e informações: y = k 0,5 δ = 0,05 onde: y = produto por trabalhador; k = estoque de capital por trabalhador; δ = taxa de depreciação. Supondo a taxa de crescimento populacional igual a zero, a taxa ótima de poupança dada pela regra de ouro gera um nível ótimo de investimento por trabalhador igual a: (A) 5,0 (B) 2,5 (C) 10,0 (D) 25,0 (E) 1,5 A primeira coisa a lembrarmos na resolução de qualquer questão que verse sobre crescimento econômico e modelo de Solow é a expressão que diz que a variação do estoque de capital per capita (ou por trabalhador) Var k é igual ao investimento per capita i menos a depreciação do estoque de capital δk. Var k = i - δk Vale lembrar ainda que o investimento per capita é resultado da fração da renda armazenada na forma de poupança sy, sendo s a taxa de poupança e y o produto per capita. Algumas outras relações importantes referem-se às expressões conhecidas de uma economia fechada e sem governo, a qual se assenta a teoria do Modelo de Solow. A primeira delas é que pelo lado de demanda o produto per capita é composto do consumo per capita e do investimento per capita. Já a segunda, refere-se à medição da renda per capita, a qual é distribuída entre o consumo per capita e a poupança per capita. y = c + i = demanda y = c + s = renda De acordo com a regra de ouro, o consumo per capita será máximo no ponto em que o investimento per capita for igual à depreciação do estoque de capita per capita, ou seja, a variação do estoque de capital será máxima, condição esta que caracteriza o chamado Estado Estacionário de uma economia. Var k = i - δk, ou Var k = sy - δk se Var k = 0, então sy = δk 56 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

59 O reconhecimento do estado estacionário é que o aumento do nível de investimento per capita não tende a aumentar o estoque de capital per capita, pelo simples fato de que o aumento de uma unidade a mais de capital (máquina = investimento), será compensado pela depreciação ocorrida no estoque de capital já existente. Em situações como esta, entende-se que a produtividade marginal do capital será exatamente igual a taxa de depreciação do estoque de capital δ. Pmgk = δ Matematicamente e como forma de resolvermos esta questão, podemos demonstrar o resultado da Produtividade Marginal do Capital (Pmgk). A variação de uma unidade do estoque de capital, que define a produtividade marginal do capital, é representada matematicamente pelo conceito de derivada. y Pmgk = k Sendo o produto per capita dado pela fórmula disposta no enunciado da questão k 0,5, temos: 0,5 k 0,5 1 0,5 1 Pmgk = = 0,5 * k = 0,5 * k = k 2 k Igualando a Pmgk à taxa de depreciação, como forma de definirmos o Estado Estacionário, temos: 1 Pmgk = 2 k 1 = 0,05. Multiplicando-se cruzado, temos: 2 k 1 1 = k = k k = 10 k = * 0,05 0,10 Inicialmente podemos obter o valor do produto per capita, já que y = k 0,5 = 10 Substituindo-se os valores de k e de y na fórmula do Estado Estacionário, temos que: s.10 = 0, s = 0,5. Lembrando que o valor do investimento per capita é dado pela multiplicação da taxa de poupança per capita s e do produto per capita y. I = sy 0,5 * 10 = Na despesa pública do Brasil, a rubrica OCC (Outras Despesas Correntes e de Capital) corresponde ressalvadas certas contas de menor importância ao valor das despesas do Governo Central, excetuados quatro grandes itens. Indique o item não pertinente. (A) Pessoal. (B) Benefícios previdenciários. (C) Amortização da dívida interna. (D) Juros da dívida pública. (E) Transferências constitucionais. 57 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

60 A rubrica OCC resume as chamadas despesas menos rígidas do governo federal, ou seja, aquelas em que o pagamento é mais discricionário por parte do governo. Nas palavras de Giambiagi temos esta definição: Para isso, iremos concentrar a análise na rubrica conhecida como outras despesas de custeio e capital (OCC), representada pelo gasto da União que exclui os itens de pagamento de (i) pessoal; (ii) benefícios previdenciários; (iii) vinculações legais e (iv) juros da dívida pública. O OCC corresponde, portanto, à parcela do gasto mais propensa à discricionariedade das autoridades, pelo fato de não ter o grau de rigidez dos quatro itens acima mencionados Pela análise do texto em destaque, exclui-se a assertiva c da questão em análise, fazendo com que esta seja o gabarito da questão, inclusive confirmado pela ESAF após os recursos. Importante destacar, no entanto, que este entendimento da ESAF é um tanto quanto controverso, uma vez que a própria Secretaria do Tesouro Nacional inclui as despesas com a amortização da dívida como uma despesa de capital propriamente dita. Vejamos a definição das despesas de capital, ou seja, as despesas não componentes da rubrica OCC Outras Despesas Correntes e de Capital: Despesas de Capital: As realizadas com o propósito de formar e/ou adquirir ativos reais, abrangendo, entre outras ações, o planejamento e a execução de obras, a compra de instalações, equipamentos, material permanente, títulos representativos do capital de empresas ou entidades de qualquer natureza, bem como as amortizações de dívida e concessões de empréstimos. (negrito nosso). Conforme se verifica, o entendimento da ESAF é controverso. De todo modo, como o gabarito oficial afirma que a assertiva c é a correta, temos que enveredar por este entendimento. 57. Em matéria de tributação, não se pode afirmar que: (A) a carga tributária de um país é considerada progressiva quando é realizada, principalmente, por meio de impostos incidentes sobre a produção industrial. (B) os impostos em cascata são cobrados indistintamente de todos os agentes, nas transações intermediárias, somando-se ao preço dos insumos e do produto final. (C) segundo o princípio da neutralidade, as decisões sobre alocação de recursos baseiam-se nos preços relativos determinados pelo mercado. (D) os impostos de renda são progressivos e, portanto, mais justos ou equânimes do ponto de vista fiscal. (E) um imposto proporcional sobre a renda seria neutro, do ponto de vista do controle da demanda agregada, pois a renda total, a renda disponível e o gasto em consumo crescem às mesmas taxas. Um imposto progressivo tradicionalmente conhecido é o Imposto de Renda IR, incidente sobre a renda e os proventos de qualquer natureza. Excluindo-se os aspectos referentes às deduções possíveis de serem feitas na apuração do seu resultado, bem como da diferenciação de algumas alíquotas, por exemplo quando comparamos a renda proveniente do salário com a renda proveniente de aplicações financeiras, o imposto de renda é sim a melhor exemplificação de como a carga tributária do Brasil pode se tornar progressiva. No caso da alternativa a, a afirmação refere-se aos impostos incidentes sobre a produção industrial, como é o caso do IPI. Muito embora o IPI seja incidente sobre o valor agregado em cada estágio da produção industrial, o resultado da sua aplicação faz com que naturalmente o preço do bem vendido ao consumidor seja elevado. A partir desta incidência não há mais 58 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

61 como diferenciar o consumidor que arcará com o imposto, ou seja, se será um consumidor com renda de R$ 2.000,00 ou um consumidor com renda de R$ ,00. Naturalmente, pelo fato do preço do bem ser o mesmo para qualquer um dos dois consumidores, o consumidor com menor nível de renda pagará uma fração maior de imposto quando comparado com o seu salário, o que faz com que os impostos incidentes sobre a produção industrial sejam considerados regressivos e não progressivos. 58. Com relação ao Plano Plurianual (PPA), aponte a única opção incorreta. (A) Os programas do PPA podem abranger atividades desenvolvidas por diferentes Ministérios. (B) Um aspecto importante do PPA é sua integração das despesas correntes e de capital, obtida por meio do foco em programas. (C) É exigido que o PPA seja apresentado ao Congresso Nacional até 15 de abril do primeiro dos quatro anos do mandato do Presidente da República. (D) O PPA de , o Avança Brasil, reflete a nova classificação programática. (E) O PPA foi instituído pela Constituição de O PPA deve ser apresentado ao Congresso Nacional até o fim do mês de agosto do primeiro ano de mandato do chefe do Poder Executivo, conforme está disposto no art. 35, parágrafo 2 o do ADCT da Constituição Federal de Façamos apenas alguns breves comentários sobre as demais alternativas: a O PPA inclui a sistematização de programas originalmente propostos não somente pelos ministérios, ou seja, restrito ao Poder Executivo, mas também aos demais poderes da Federação e ao próprio Ministério Público Federal. Adicionalmente, um programa não precisa estar restrito somente a um Ministério, sendo as atividades derivadas de um mesmo programa realizadas por diferentes Ministérios. b Diz a definição do PPA: O Plano Plurianual - PPA é o instrumento de planejamento de médio prazo do Governo Federal que estabelece, de forma regionalizada, as diretrizes, objetivos e metas da Administração Pública Federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas de duração continuada. As outras despesas decorrentes das despesas de capital são as próprias despesas correntes. Estas estão relacionadas às despesas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital, como as despesas com pessoal, encargos sociais, custeio, manutenção, etc. No caso por exemplo de uma despesa de capital presente no PPA com mais de dois anos, tal como a construção de uma Universidade, para que este investimento passe a funcionar, é natural a necessidade de contratação de pessoal, que nada mais é do que uma despesa corrente associada à despesa de capital. d O PPA refletiu a nova classificação programática instituída pela Portaria 42/99 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. e Os instrumentos de Planejamento da Administração Pública, o Plano PluriAnual PPA e a Lei de Diretrizes Orçamentárias LDO foram instituídos a partir da Constituição de O orçamento anual, desconsiderando-se suas novas características após a aprovação da Carta Magna, já existia. Estes instrumentos estão previstos no art. 165 da CF: 59 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

62 Art Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão: I - o plano plurianual; II - as diretrizes orçamentárias; III - os orçamentos anuais. 59. Os principais pontos da reforma da Previdência Social brasileira, entre outros, são os seguintes, exceto: (A) teto do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) também para os futuros servidores públicos, desde que seja constituída a sua previdência complementar. (B) aplicação de teto remuneratório geral (federal, estadual e municipal). (C) nova regra permanente de cálculo de aposentadoria e pensões, alinhada com a regra do Regime Geral. (D) idade de referência para os atuais servidores sobe de 50/55 (H/M) para 65/70 (H/M), incluindo-se regras que desestimulam a aposentadoria precoce. (E) contribuição solidária de aposentados e pensionistas à estabilidade do Regime Próprio de Previdência Social. A letra d é o gabarito da questão, ou seja, a questão incorreta. Não existe este tipo de regra no atual sistema. Na verdade o que existe refere-se à regra de transição para os servidores da ativa que não tinham, na data de promulgação da EC 41, direito adquirido para a aposentadoria e sequer poderiam pagar o pedágio (20% do tempo de contribuição requerido). Trata-se assim do exemplo de um servidor que ingressou no serviço público federal por meio do Regime Próprio de Previdência Social RPPS. Neste caso, os atuais servidores, homens e mulheres, com idade mínima de 60/55 (H/M), além de períodos mínimos de permanência de 20 anos no serviço público, 10 anos na carreira e 5 anos no cargo, teriam direito assegurado, ressaltando a necessidade de cumprimento de 35 anos de contribuição para homens e 30 para as mulheres. Quanto aos comentários das demais alternativas, merecem destaque as assertivas: b O teto remuneratório refere-se ao subsídio concedido aos Ministros do Supremo Tribunal Federal STF. e A contribuição previdenciária passou a incidir sobre os inativos do RPPS, nos rendimentos auferidos acima do teto dos benefícios concedidos pelo RGPS. 60. Com relação à descentralização fiscal no Brasil, indique a opção falsa. (A) Em meados dos anos 1990, o processo de descentralização fiscal foi aprofundado com a criação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF). (B) O processo de descentralização, iniciado nos anos 1980 e aprofundado com a Constituição de 1988, teve basicamente uma motivação política. (C) Com o agravamento da crise econômica e o processo de redemocratização do país ao fim dos anos 1970, as esferas subnacionais de governo começaram sua luta pela descentralização tributária. (D) A partir da Constituição de 1988, a combinação de maiores receitas, com assunção de responsabilidades que inicialmente eram da União, levou a soma de estados e municípios a ter uma participação crescente no total do gasto público do país. (E) A federação brasileira é marcada por expressivas disparidades sócio-econômicas que se refletem em diferentes capacidades fiscais. 60 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

63 Genericamente falando, pode-se definir o Fundo de Estabilização Fiscal, constituído pela EC 10/96 como sendo os recursos financeiros retidos pela União e consequentemente não repassados aos demais entes da federação destinados ao pagamento de gastos de caráter vinculado determinados pela Constituição. A desvinculação de recursos surgiu inicialmente a partir da criação do Fundo Social de Emergência (FSE) de 1994, constituída pela Emenda de Revisão número 1, a qual liberava 20% de recursos vinculados constitucionalmente à área social para livre disposição pela área econômica do governo. Já em 2000 o FEF passa a receber a denominação de Desvinculação das Receitas da União (DRU) que, recentemente, teve nova prorrogação, por meio da Emenda Constitucional número 56 de 2007, sendo válida até 31 de dezembro de Apenas pelo exposto acima pode-se afirmar que o FEF teve o objetivo de promover nova centralização fiscal das receitas nas mãos da União, diminuindo, em parte, a descentralização fiscal imposta pela Constituição de As demais alternativas versam essencialmente sobre os aspectos que norteiam o próprio federalismo fiscal, que trata tanto da repartição das competências tributárias como pela assunção de obrigações em termos de gastos a serem realizados pelos demais entes da Federação (Estados, DF e Municípios). Gabarito 51. B 52. E 53. D 54. C 55. A 56. C 57. A 58. C 59. D 60. A 61 Conhecimentos Específicos II Francisco Mariotti Eco. e Finanças Públicas

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