Ordem dos Engenheiros

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1 Abril 2011 Carlos Matias Ramos

2 A Engenharia exige:

3 A Engenharia e os media A engenharia sempre teve dificuldade em lidar com os órgãos de comunicação social. As realizações de sucesso não são notícia Exemplo: A inauguração da Barragem de Alqueva mereceu o seguinte destaque:

4 No dia da inauguração da Barragem de Alqueva

5 A Engenharia e os media A Engenharia Civil Portuguesa é credora do reconhecimento da sua qualidade. Porque é que quase nunca aparece nos media como factor de sucesso e de relevância para o desenvolvimento do País? Os media referem a engenharia principalmente quando surge um desastre ou um insucesso. O Tribunal de Contas na Análise de Adicionais a Contratos de Empreitada visa (Relatório nº 8/2010)

6 Conclusões do TC Cerca de 50% trabalhos adicionais resultaram de deficiências na concepção projectos. O regime introduzido pelo CCP exige um maior cuidado na preparação projectos e cadernos de encargos, mas émais permissivo quanto à admissibilidade trabalhos para suprimento respectivos erros e omissões. Temos de inverter esta imagem que é transmitida para a Sociedade.

7 Aspectos a ter em conta na profissão de engenheiro Há uma convicção, na sociedade, de que os engenheiros são responsáveis por qualquer acidente e procuram sempre alguém para condenar

8 Hierarquia da Pirâmide de Maslow 5 Cultura (desenvolvimento e realização) Estima (auto- (auto- estima, reconhecimento) Necessidades Sociais (sentido de de pertença, amor,...) Necessidades de de Protecção (habitação, segurança,...) Necessidades Básicas (comida, água,,...)...)

9 À medida que a engenharia foi transformando o resultado da sua aplicação em produtos de uso cada vez mais fácil foi perdendo a visibilidade, passando a ser percepcionada como uma commodity, que satisfaz sem grande dificuldade as nossas necessidades.

10 Principais Flui do nosso quotidiano De onde vem a Electricidade? De onde vem a Água Do interruptor. De onde vem o Dinheiro Da torneira. Desabafo de Alfred Sauvy Do banco.

11 Espaço da Engenharia Civil. Desafios e Oportunidades Reciclagem Geotecnia Engenharia de tráfego Hidráulica Domótica Energia Revestimentos Comunicações Engenharia Sanitária Acessos e mobilidade Iluminação Qualidade do ar Climatização Gestão da construção Materiais Ambiente Engenharia Sísmica Urbanismo Sistemas de Informação Recursos hídricos Construção Sustentável Qualidade na Construção Obras marítimas Reabilitação Águas interiores Eficiência energética Transportes Acústica (isolamento) Segurança Estruturas Barragens Qualidade da Construção Isolamento térmico

12 Más Decisões Vista global da cortina ancorada da extremidade Oeste da Escola 2.3 da Merceana

13 A RESPONSABILIDADE TÉCNICA NO CICLO PRODUTIVO 28 de Novembro de 2005

14 LEGISLAÇÃO SOBRE A QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL DOS TÉCNICOS ENVOLVIDOS NOS ACTOS DE ENGENHARIA Programa Preliminar Projecto Licencia mentos Concursos Contratação Execução da Obra Mediação Imobiliária Manutenção Conservação Decreto-Lei Omisso Lei 31/2009 nº 555/99 Só obras particulares Decreto-Lei nº 12/2004 (Alvarás) Lei 31/2009 Omisso Omisso

15 RESPONSABILIDADE TÉCNICA PELA ELABORAÇÃO DE PROJECTOS Artº 10º, nº 1 : O requerimento inicial deverá ser instruído com declaração autores projectos, da qual conste que foram observadas as normas legais e regulamentares aplicáveis, designadamente as normas técnicas de construção em vigor.

16 CAPACIDADE TÉCNICA PARA SUBSCREVER PROJECTOS Artº 10: nº 3 Só podem subscrever projectos os técnicos que se encontrem inscritos em associação pública profissional e que façam prova da validade da sua inscrição; nº 4 Os técnicos cuja actividade não esteja abrangida por associação pública podem subscrever os projectos para os quais possuam habilitação adequada, nos termos do disposto no regime de qualificação profissional exigíveis aos autores de projectos de obras ou em legislação especial relativa a organismo público oficialmente reconhecido.

17 PRESUNÇÃO DE RESPONSABILIDADE Artº 20º, nº 8 : As declarações de responsabilidade autores projectos de especialidades que estejam inscritos em associação pública constituem garantia bastante do cumprimento das normas legais e regulamentares, excluindo a sua apreciação prévia pelos serviços municipais, salvo quando forem indicadas normas e regulamentos não respeita.

18 RESPONSABILIDADE PELA EXECUÇÃO DA OBRA. LICENÇA DE UTILIZAÇÃO Artº 63º, nº2 : Se o responsável pela direcção técnica da obra não estiver legalmente habilitado para subscrever projectos de arquitectura, o termo de responsabilidade deve ser igualmente apresentado pelo técnico autor do projecto ou por quem, estando mandatado para o efeito pelo dono da obra, tenha habilitações legalmente exigidas para o efeito.

19 PROJECTOS DE LICENCIAMENTO. PROJECTOS DE EXECUÇÃO Uma parte significativa das obras são construídas sem terem por base projectos de execução; Quem assume a responsabilidade pelo cumprimento de pormenores construtivos e especificações técnicas exigidas por lei, na ausência de projectos de execução? O responsável pela execução da obra ou o autor do projecto de licenciamento? As omissões projectos de licenciamento e suas consequências nas vistorias para a obtenção da licença de utilização.

20 VISTORIAS Artº 64º : A concessão da licença ou autorização de utilização não depende de prévia vistoria municipal, salvo se o Presidente da câmara municipal assim o entender. Mas, a instrução processos para requerer a licença obriga àvistoria e aprovação de determinadas entidades.

21 NÃO APROVAÇÃO DE VISTORIAS PARA A LICENÇA DE UTILIZAÇÃO Inspecções sobre exigências legais não referidas nos projectos de licenciamento; Omissão, nos projectos de execução, de pormenores ou exigências sujeitas a inspecção nas vistorias; Desconhecimento, por parte do responsável pela execução da obra, das exigências sujeitas a vistoria; Excesso de rigor, por vezes de zelo, e divergência de interpretação das normas e regulamentos em vigor, por parte técnicos das vistorias ; Alterações projectos durante a execução da obra

22 CONCLUSÃO Em Portugal, apesar do elevado peso do sector da construção e da diversidade e do fraccionamento do ciclo produtivo, poucas são as exigências legais para a intervenção de técnicos COM QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL RECONHECIDA para a prática de actos de responsabilidade pública.

23 CONCLUSÃO Na cadeia produtiva para a execução de obras existem actos de elevada responsabilidade pública, que deverão ser exclusivos de profissionais com competências reconhecidas pelas associações profissionais de interesse pública, com poderes delega pelo Estado, como são os casos das Associações Profissionais

24 CONCLUSÃO A definição de competências pressupõe a aprovação ACTOS DE ENGENHARIA A luta contra imagens desfavoráveis impõe intervenções que desmontem as conclusões do tipo das apresentadas pelo Tribunal de Contas Criação de um Guião para as obras públicas

25 Equipas de estudo multidisciplinares Trabalho em equipa

26 ENGENHEIRO UMA PROFISSÃO DE CONFIANÇA PÚBLICA Abril 2011 Carlos Matias Ramos

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