Cirurgia de Válvula Cardíaca

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1 Cirurgia de Válvula Cardíaca Informações que Todos os Pacientes Devem Saber

2 Índice O Coração...1 Problemas Valvares e seus Diagnósticos...7 Tratamento das Válvulas...11 Cuidados após a Cirurgia...15 Perguntas Mais Freqüentes...17 Glossário...18

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4 Pacientes e Familiares As informações a seguir destinam-se a pacientes que podem estar diante da possibilidade de uma cirurgia cardíaca. Os familiares ou amigos desses pacientes também poderão achá-las úteis pois podem ajudar a compreender a anatomia do coração, como esse órgão e as suas válvulas funcionam, como as doenças cardíacas valvares são diagnosticadas e as possíveis alternativas de tratamento. Lembre-se de que essas informações não pretendem lhe dizer tudo o que você precisa saber sobre próteses valvares cardíacas ou reparo das válvulas, nem sobre outros procedimentos cardiológicos. Consultas periódicas com um cardiologista são essenciais e você deve consultar seu médico sempre que tiver dúvidas ou preocupações a respeito da sua saúde, especialmente se você apresentar qualquer sintoma diferente ou alterações na sua saúde de modo geral. Preparado com a consultoria do Dr. Steven F. Bolling, Professor de Cirurgia da Divisão de Cirurgia Cardíaca e do Dr. Gayle Halperin Kahn, Professor de Medicina Integrada da Universidade de Michigan.

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6 O Coração Como Funciona o Coração O coração é um órgão muscular localizado na porção central esquerda do tórax, entre os pulmões. Ele é aproximadamente do tamanho do seu punho fechado. Sua função é bombear sangue para todos os tecidos do corpo por meio de uma rede de vasos sangüíneos. O lado direito do coração bombeia sangue para os pulmões, onde o sangue recebe oxigênio. O lado esquerdo do coração recebe sangue contendo oxigênio, bombeando-o para o resto do corpo. Por Dentro do Coração Câmaras e Válvulas do Coração O coração contém quatro câmaras ou compartimentos. O coração bombeia sangue pela contração (impulsionando o sangue para fora de suas câmaras) e relaxamento (permitindo que o sangue entre em suas câmaras). As duas câmaras superiores são chamadas de átrios. Elas recebem o sangue que retorna do corpo pelas veias. As duas câmaras inferiores são chamadas de ventrículos. Elas são as câmaras que impulsionam o sangue para fora do coração pelas artérias. Os dois átrios contraem-se suavemente para enviar o sangue para o interior dos ventrículos. Os ventrículos contraem-se fortemente para impulsionar o sangue para o pulmão e para o resto do corpo. As câmaras do lado esquerdo do coração precisam gerar pressões maiores (trabalhar mais) para impulsionar o sangue e fluidos pelo corpo. Por isso, o lado esquerdo do coração é mais musculoso que o direito. O coração tem quatro válvulas principais. Seu propósito é permitir que o sangue flua em um único sentido. As válvulas mitral e tricúspide controlam o fluxo de sangue dos átrios para os ventrículos. As válvulas aórtica e pulmonar controlam o fluxo do sangue para fora dos ventrículos. A figura 1-1 mostra as câmaras e válvulas do coração. Circulação A função do sangue é carregar oxigênio e outros nutrientes para os tecidos e órgãos do corpo, além de retirar os produtos não usados pelas células. Na verdade, existem dois circuitos para circulação do sangue no corpo. O primeiro é o circuito entre o coração e os pulmões, onde o sangue é misturado com o oxigênio e o dióxido de carbono é liberado. A função do oxigênio no sangue é dar ao corpo energia. O dióxido de carbono é o que sobra quando o corpo usa o oxigênio. Outro circuito de circulação é o do corpo, onde oxigênio e nutrientes são trocados por dióxido de carbono e produtos não usados pelas células. As veias são os vasos sangüíneos pelos quais o sangue retorna para o coração. As artérias são os vasos sangüíneos que levam o sangue do coração para o resto do corpo. A figura 1-2 mostra as principais artérias e veias do coração. 1

7 O Coração Válvula Pulmonar Átrio Esquerdo Válvula Aórtica Átrio Direito Válvula Mitral Válvula Tricúspide Ventrículo Esquerdo Ventrículo Direito Figura 1-1: Câmaras e Válvulas do Coração 2

8 O Coração Aorta Artéria Pulmonar Veia Cava Superior Veias Pulmonares Veia Cava Inferior Artérias Coronárias Figura 1-2: Principais Artérias e Veias do Coração 3

9 O Coração O Músculo do Coração e o Ciclo Cardíaco O músculo fibroso do coração (o miocárdio) é importante porque produz as forças necessárias para impulsionar o sangue dos ventrículos. Quando os ventrículos se contraem, eles forçam o sangue por meio das válvulas para a aorta e artérias pulmonares. Esta fase do ciclo cardíaco é chamada de sístole. Quando os ventrículos relaxam, são preenchidos de sangue proveniente dos átrios. Esta fase é chamada de diástole. Veja a figura 1-3. Durante a Sístole do Coração Átrio Esquerdo Átrio Direito Ventrículo Esquerdo Ventrículo Direito Durante a Diástole do Coração Átrio Esquerdo Átrio Direito Ventrículo Esquerdo Ventrículo Direito Figura 1-3: As Fases do Coração 4

10 O Coração Problemas com o miocárdio (o músculo fibroso do coração) podem levar a insuficiência cardíaca. Se o miocárdio não recebe sangue suficiente (e, portanto oxigênio) devido a um estreitamento ou bloqueio das artérias coronárias, pode ocorrer infarto do miocárdio (ataque cardíaco). Há várias outras doenças que podem fazer com que o músculo do coração enfraqueça. Caso isso ocorra, as câmaras cardíacas podem tornar-se espessas ou o coração como um todo pode ficar aumentado, sem conseguir trabalhar corretamente. Esse espessamento do músculo cardíaco é chamado hipertrofia e pode diminuir o fluxo sangüíneo pelo corpo. O Sistema de Condução O sistema de condução do coração consiste de tecidos especializados que geram impulsos elétricos que acionam a contração cardíaca. O sistema de condução é importante porque ele regulariza o ritmo cardíaco (número de batidas por minuto) e assegura que as câmaras cardíacas contraiam de forma organizada. A freqüência normal do coração em repouso para um adulto é de batimentos por minuto. Problemas com o sistema de condução do coração podem resultar em fibrilação (batimentos rápidos e descoordenados das câmaras cardíacas) e podem levar a problemas cardíacos adicionais ou insuficiência cardíaca. Uma pessoa em ritmo sinusal (ver glossário) tem um coração que contrai de maneira normal e coordenada. Válvulas Cardíacas Saudáveis e Normais As válvulas cardíacas humanas são estruturas notáveis da anatomia do coração. Essas membranas, de tecido fino como papel, presas à parede do coração, sofrem um constante batimento (uma flexão do tecido) dia após dia, ano após ano. Elas suportam aproximadamente 80 milhões de batimentos por ano, ou 5 a 6 bilhões de batimentos em um período médio de vida. Cada batimento é uma impressionante demonstração de força e flexibilidade. Estrutura e Localização As válvulas cardíacas são estruturas que permitem que o sangue flua apenas em um sentido no sistema circulatório. As válvulas são formadas de finos folhetos de tecido resistentes ancorados a um orifício ligado ao miocárdio. Há quatro válvulas cardíacas. Duas dessas válvulas são chamadas de válvulas atrioventriculares (AV). Elas controlam o fluxo sangüíneo dos átrios para os ventrículos e impedem que o sangue flua no sentido contrário. A válvula AV do lado direito do coração é chamada de válvula tricúspide. O nome tricúspide refere-se aos três folhetos de tecido que formam a válvula. A válvula AV do lado esquerdo do coração é chamada de válvula mitral ou bicúspide, porque ela tem dois folhetos. As duas outras válvulas cardíacas, aórtica e pulmonar, são válvulas de saída e também são chamadas de válvulas semilunares, pois seus folhetos têm o formato de meia-lua. Elas controlam o fluxo sangüíneo para fora dos ventrículos. A válvula aórtica está localizada na parte superior do ventrículo esquerdo (entre o ventrículo esquerdo e a porção ascendente ou porção superior da aorta). A válvula pulmonar está localizada entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar. As válvulas mitral e tricúspide são substancialmente maiores do que as válvulas aórtica e pulmonar. A figura 1-4 mostra o formato das quatro válvulas do coração. Os sons característicos do coração ( tum, ta ) são causados pelo fechamento das válvulas cardíacas: o primeiro é causado pelo fechamento das válvulas mitral e tricúspide e o segundo, pelo fechamento das válvulas aórtica e pulmonar. 5

11 O Coração (Visão superior da ilustração à esquerda) Válvula Tricúspide (fechada) Válvula Mitral (fechada) Válvula Tricúspide (fechada) Válvula Pulmonar (aberta) Válvula Aórtica (aberta) Válvula Pulmonar (aberta) Figura 1-4: Visão das Válvulas do Coração 6 Função das Válvulas Cardíacas Uma válvula perfeita é aquela que causa mínima obstrução, permitindo que o sangue flua livremente em um sentido. Ela deve se fechar completa e rapidamente, não permitindo que o sangue flua em sentido contrário (regurgitação). A regurgitação de fechamento é o fluxo inverso por meio da válvula no momento do fechamento dos folhetos (cúspides); a regurgitação por vazamento é o fluxo inverso por entre as cúspides quando elas estão fechadas. Em válvulas normais, não deve haver regurgitação por vazamento. A relação orifício-anel é a proporção entre a área de abertura da válvula e o diâmetro do anel em torno da válvula. Em uma válvula ideal, essa relação deve ser 1:1. Quando uma válvula cardíaca abre totalmente e simetricamente, o sangue flui através dela de modo suave. Quando a válvula não abre totalmente ou simetricamente, o fluxo sangüíneo pode se tornar turbulento e ter áreas de estase (ver glossário) ou estagnação. Esse tipo de fluxo sangüíneo pode resultar na formação de coágulos. O sangue não só flui para frente, mas também flui para trás através da válvula (regurgitação), ou em círculos. Essa condição faz com que o coração trabalhe mais para bombear a mesma quantidade de sangue. A regurgitação também pode ocorrer quando uma válvula cardíaca não se fecha rapidamente ou completamente.

12 Problemas Valvares e seus Diagnósticos Quando uma válvula cardíaca natural se torna defeituosa, isso pode resultar em: estenose (estreitamento da válvula) regurgitação (válvula com vazamento) Estes problemas podem ocorrer em apenas uma das válvulas ou em mais de uma válvula. Veja as figuras 2-1 e 2-2. Figura 2-1: Uma válvula aórtica com vazamento (regurgitação) possibilita um fluxo de sangue para trás, da aorta para o ventrículo esquerdo quando os ventrículos relaxam. Uma válvula mitral estreitada (estenose) restringe o fluxo de sangue do átrio esquerdo para o ventrículo esquerdo. Válvula Aórtica com Regurgitação Válvula Mitral com Estenose Válvula Mitral com Regurgitação Figura 2-2: Uma válvula aórtica estreitada (estenose) reduz o fluxo de sangue do ventrículo esquerdo para a aorta. Uma válvula mitral com vazamento (regurgitação) possibilita um fluxo de sangue para trás, do ventrículo esquerdo para o átrio esquerdo quando os ventrículos se contraem. Válvula Aórtica com Estenose 7

13 Problemas Valvares e seus Diagnósticos 8 Estenose Estenose é o estreitamento da abertura de uma válvula, que resulta em fluxo sangüíneo reduzido na válvula. A principal causa da estenose é a calcificação resultante de envelhecimento ou doenças como febre reumática, infecções e anomalias congênitas. Outras causas incluem endocardite bacteriana e doença venérea. Com exceção da estenose causada por anomalias congênitas, o desenvolvimento de uma válvula com estenose começa com a formação de cicatrizes nas cúspides da válvula causadas pela doença, infecção, etc. Com o tempo, dois processos podem ocorrer: o tecido cicatricial pode se acumular, levando ao espessamento e à perda de flexibilidade das cúspides, ou o tecido cicatricial mais grosseiro pode servir como local para calcificação. Isto é, o cálcio presente no sangue pode se depositar nesses locais, formando massas calcificadas que, por sua vez, reduzem a flexibilidade das cúspides. À medida que os folhetos da válvula perdem flexibilidade, aumenta a estenose na válvula e a área pela qual o sangue flui é gradualmente reduzida. Assim, cada vez menos sangue pode passar pela válvula a cada contração. À medida que aumenta a resistência ao fluxo sangüíneo na válvula, a câmara cardíaca anterior àquela válvula encontra pressões cada vez maiores. Com o tempo, essa pressão aumentada força gradualmente os músculos da parede da câmara, que respondem tornando-se mais espessos. O resultado é um coração aumentado. Essa condição não deve ser confundida com o coração normal, maior e mais forte, de um atleta, por exemplo. O coração aumentado, ao contrário, significa simplesmente a presença de distensão da câmara cardíaca e aumento da massa muscular. Um coração aumentado tem maior probabilidade de formação de coágulos porque o sangue que volta para a câmara aumentada tende a estagnar. Quanto mais sangue se acumula no local, maior a possibilidade de formação de coágulo. Essa complicação aparece mais freqüentemente quando o coração não está em ritmo sinusal (ver glossário). Regurgitação (Insuficiência / Incompetência) Quando uma válvula não consegue se fechar completamente, o sangue pode voltar para trás pela válvula, o que é chamado de regurgitação. As principais causas de insuficiência ou regurgitação são febre reumática, endocardite bacteriana, doença arterial coronariana e doenças venéreas. Há três mecanismos pelos quais as infecções podem causar regurgitação. Primeiro, infecções podem causar lesões (cicatrizes ou pontos de atrito) nos folhetos da válvula. Esse tecido cicatricial pode se desenvolver a ponto de as cúspides se tornarem tão rígidas (com estenose) que não poderão mais se fechar corretamente. Isso resultará em fluxo inverso pela válvula. Uma válvula pode ter insuficiência e estenose. Em segundo lugar, infecções podem fazer com que o tecido se deteriore, se rompa ou forme orifícios nas válvulas ou na região em torno delas (vazamento perivalvar). Em terceiro lugar, o bloqueio de uma artéria coronária devido à doença arterial coronariana pode ocasionar a disfunção dos músculos papilares (função inadequada ou prejudicada) devido a um distúrbio no suprimento de nutrientes e oxigênio para o tecido muscular. Os músculos papilares são estruturas que se contraem para permitir a abertura das válvulas mitral e tricúspide.

14 Problemas Valvares e seus Diagnósticos Infecções e infarto do miocárdio também podem causar outros danos nas estruturas de suporte das válvulas que podem trazer problemas para o seu fechamento. Bem como na estenose, a regurgitação pode progredir para estágios mais severos com o tempo, resultando na piora das condições e no início dos sintomas. Em geral, embora os danos iniciais à válvula possam ocorrer precocemente na vida, os efeitos iniciais são moderados e o problema progride aos poucos. Embora algum grau de regurgitação ocorra com todas as válvulas, quando a regurgitação chega a um nível significativo, os problemas clínicos podem se tornar perceptíveis e o paciente passa a ter sintomas. Diagnóstico das Doenças Valvares Antes de procurar um clínico geral ou um cardiologista (um médico especializado em coração) devido a um problema de válvula cardíaca, o paciente provavelmente já apresentou algum tipo de sinal físico ou desconforto. Alguns tipos de sinais físicos da doença valvar cardíaca são: angina (dor no peito), cansaço, falta de ar ou perda de consciência. Cardiologistas e cirurgiões têm várias maneiras de diagnosticar as doenças das válvulas cardíacas. Em geral, eles começam com testes simples como escutar os batimentos cardíacos e coletar amostras de sangue. Escutando o coração, os cardiologistas podem ouvir as válvulas abrindo e fechando e os sons da passagem do sangue por elas. Eletrocardiografia A eletrocardiografia (ECG) é uma importante ferramenta usada no diagnóstico de doenças cardíacas. Um eletrocardiograma é um registro da atividade elétrica do coração. A atividade elétrica é detectada por eletrodos que são colocados em contato com a pele do paciente. Os impulsos elétricos são registrados na forma de ondas. O ECG fornece informações a respeito da freqüência cardíaca (o ritmo do coração), da presença de danos ao músculo cardíaco ou suprimento inadequado de sangue e oxigênio para o músculo cardíaco e de anormalidades da estrutura do coração. O ECG pode ser feito em repouso ou durante um teste de esforço. Veja a figura 2-3. Figura 2-3: Exemplo de um Eletrocardiograma (ECG) Radiografia do Tórax A radiografia do tórax pode ser importante na detecção de depósitos de cálcio no coração, como os que se formam nas válvulas cardíacas. Ela também mostra o tamanho e a forma do coração e dos pulmões. Cintilografia Miocárdica A cintilografia miocárdica mostra características da função cardíaca e do fluxo sangüíneo. Esse exame mostra o tamanho e o funcionamento das câmaras cardíacas (como os ventrículos estão bombeando sangue) e o suprimento de sangue ao coração pelas artérias coronárias. A cintilografia miocárdica é feita com a injeção de materiais radioativos na corrente sangüínea. Eles emitem radiação à medida que percorrem o corpo. Essa radiação é detectada por uma câmera especial quando o sangue passa pelo coração. Uma imagem do coração é produzida e o tamanho dos ventrículos durante a sístole (quando o coração contrai) e a diástole (quando o coração relaxa) pode ser calculado, bem como o volume de sangue nos ventrículos. 9

15 Problemas Valvares e seus Diagnósticos Ecocardiografia A ecocardiografia é uma aplicação especial do ultra-som. Ondas de ultra-som são enviadas para o interior do corpo para detectar ecos produzidos pelas estruturas do coração. Um computador traduz as ondas sonoras na forma de imagem. Outro tipo de exame é o ecocardiograma transesofágico, no qual um tubo com uma sonda de ultra-som é inserido pela garganta, por dentro do esôfago, até ficar próximo ao coração. Cateterismo O cateterismo cardíaco (angiografia) ajuda a avaliar a função das artérias coronárias e das válvulas cardíacas. O cateterismo cardíaco é o processo pelo qual um tubo é inserido nos vasos sangüíneos e/ou no coração. O tubo injeta um contraste (tinta) que é então visualizado com raios-x. A angiografia das coronárias é particularmente útil para analisar os vasos do coração. 10

16 Tratamento das Válvulas Possibilidades de Troca e Reparo Valvar A doença das válvulas cardíacas pode ser tratada de várias maneiras: 1) tratamento com medicação; 2) reparo cirúrgico; 3) troca cirúrgica. Se o cirurgião escolher trocar a válvula natural do coração, o primeiro passo é remover a válvula natural doente e então implantar uma prótese valvar cardíaca. As próteses valvares usadas na troca da válvula natural doente são oferecidas em diferentes tamanhos para se adequar ao paciente e são fabricadas com diferentes tipos de materiais. Existem duas grandes categorias de válvulas cardíacas que são classificadas de acordo com o tipo de material: Biopróteses ou válvulas biológicas, feitas basicamente de tecido animal, como por exemplo, o pericárdio bovino (uma membrana que reveste o coração), a válvula aórtica de porco, ou válvulas humanas de pessoas já falecidas. Válvulas mecânicas construídas de materiais sintéticos. Anel Semi-Rígido Anel Semi-Flexível Anel Flexível Reparo Valvar Sempre que possível é preferível reparar cirurgicamente a válvula de um paciente ao invés de trocá-la por uma prótese. O reparo da válvula freqüentemente envolve modificação cirúrgica dos tecidos ou estruturas da base das válvulas mitral ou tricúspide. Banda Flexível Figura 3-1: Dispositivos para Anuloplastia O reparo da válvula pode ser realizado com ou sem implante de uma banda ou anel de anuloplastia, um dispositivo de suporte, para permitir que as cúspides naturais da válvula do paciente se fechem completamente e funcionem normalmente. Veja a figura

17 Tratamento das Válvulas Válvulas Biológicas Há uma grande variedade de válvulas biológicas. Elas são definidas conforme abaixo: Heteroenxerto (ou Xenoenxerto) - válvulas ou tecidos preservados retirados de animais, como por exemplo, vaca ou porco. Válvula de Pericárdio Bovino (vaca) com Stent Homoenxerto (ou Aloenxerto) - válvulas humanas ou de tecidos tirados de pessoas já falecidas. Autoenxerto / Tecido Autólogo: - Autoenxerto - válvula movida de uma posição para outra no mesmo indivíduo: uma válvula pulmonar transferida para a posição aórtica. Válvula Porcina (porco) com Stent - Tecido autólogo - válvula construída com o próprio tecido do paciente. O Heteroenxerto é uma válvula biológica feita de tecido animal. Por exemplo, as válvulas de pericárdio tradicionalmente contêm folhetos feitos de pericárdio (uma membrana que reveste o coração bovino) que é costurado numa armação flexível ou semi-flexível. Outro tipo de válvula biológica é a válvula porcina, feita da válvula aórtica do porco que é costurada numa armação flexível ou semiflexível, recebendo assim o nome de válvula com stent. A raiz aórtica natural também pode ser deixada intacta para funcionar como armação e fazer assim uma válvula sem stent. Válvula Porcina (porco) sem Stent Figura 3-2: Válvulas Biológicas Veja a figura

18 Tratamento das Válvulas Válvulas Mecânicas Existem três tipos básicos de válvulas mecânicas. A válvula de dois folhetos é constituída de dois discos semicirculares que abrem e fecham simultaneamente. Eles são montados em dobradiças dentro de um anel. A válvula de disco basculante consiste em um compartimento com um único disco que se inclina, abrindo e fechando. O disco é, em geral, sustentado por pinos. Válvula de Dois Folhetos O formato bola e gaiola é a válvula que tem uma esfera que se move dentro de um compartimento do tipo gaiola. Veja a figura 3-3. Válvula de Disco Basculante Válvula de Bola e Gaiola Figura 3-3: Válvulas Mecânicas 13

19 Tratamento das Válvulas Critérios de Escolha das Válvulas Cardíacas Escolha de uma Válvula Cardíaca A escolha entre as válvulas mecânicas e biológicas geralmente depende de uma análise individual dos riscos e benefícios de cada válvula e do estilo de vida, idade e condição clínica do paciente. A decisão de implantar uma válvula biológica ou mecânica é freqüentemente baseada na idade do paciente. Entretanto, não há consenso a respeito de uma idade limite exata na qual uma válvula biológica deva ser mais apropriada do que uma mecânica. A condição pré-operatória do paciente é extremamente importante na determinação de qual tipo de válvula usar. Pacientes mais velhos ou pessoas que tenham outras doenças podem ser grandes candidatos para válvulas biológicas. Algumas dessas doenças são: doença arterial coronariana ou problemas renais que freqüentemente necessitam de outras cirurgias, nas quais a medicação anticoagulante não é recomendada. Essa medicação anticoagulante seria necessária para o uso com as válvulas mecânicas. Há muitas variáveis que os cirurgiões/ cardiologistas precisam avaliar ao determinar qual é a melhor opção de válvula para o paciente. Vantagens das Válvulas Biológicas Menor risco de formação de coágulos que podem levar ao derrame. Não há necessidade de utilizar medicamentos anticoagulantes de longo prazo na maioria dos casos, o que pode resultar em melhor qualidade de vida para o paciente (ou seja, não é necessária medicação diária e os exames laboratoriais periódicos são reduzidos). Desvantagens das Válvulas Biológicas Risco potencial de necessidade de nova operação para substituir a válvula. Vantagens das Válvulas Mecânicas Potencialmente poderá durar mais. Desvantagens das Válvulas Mecânicas Requerem utilização de medicamentos anticoagulantes no longo prazo para minimizar o risco de formação de coágulos. Podem ter restrições de dieta e atividade física. O ruído produzido pela válvula poderá ser incômodo. 14

20 Cuidados após a Cirurgia O período normal de recuperação de uma cirurgia cardíaca ocorre dentro das primeiras quatro a seis semanas após a cirurgia. Geralmente, durante esse período, os pacientes começam a recuperar o tônus muscular e retornam aos níveis normais de atividade. As informações a seguir podem ajudar aos pacientes que fizeram a troca ou reparo valvar por uma prótese valvar cardíaca ou anel de anuloplastia. Estas informações estão sendo fornecidas para ajudar a entender a cirurgia cardíaca, a prótese e a vida com a nova prótese valvar, além dos cuidados médicos relacionados. Consultas periódicas com um cardiologista são essenciais e você deve consultar seu médico sempre que tiver dúvidas ou preocupações a respeito da sua saúde, especialmente se você apresentar qualquer sintoma diferente ou alterações na sua saúde de modo geral. Dietas e Exercícios Dois importantes fatores para a recuperação e continuidade da saúde são uma boa dieta e um programa de exercícios regulares. Se o seu médico tiver recomendado uma dieta específica, é importante que ela seja seguida. Se não houver essa recomendação, as informações abaixo servirão para orientar uma alimentação balanceada, que poderá acelerar a recuperação e diminuir o cansaço. Além disso, o controle de peso é importante, mesmo após a recuperação. Uma alimentação balanceada é necessária porque nenhum alimento fornece todos os nutrientes necessários ao corpo. Portanto, deve-se consumir diariamente frutas, legumes, cereais, pães, carnes e laticínios diversos. Alimentos com alto teor de gordura saturada, açúcar, sal e sódio devem ter seu consumo limitado. O ideal é manter uma dieta com baixo teor de gordura e colesterol e alto teor de fibras. Não deve ser usado cálcio suplementar sem a aprovação do seu médico. Para melhorar a condição cardiovascular de um modo geral, é recomendado que você combine uma dieta balanceada com exercícios físicos e controle de peso, da forma recomendada por seu médico. Seguir um programa de exercícios regulares é um fator importante na manutenção de uma vida saudável. Antes de começar qualquer nova atividade esportiva, peça orientação ao seu médico e aumente gradualmente o nível de exercício e de atividade. Anticoagulantes É importante seguir cuidadosamente as recomendações do médico quanto à utilização de medicamentos, especialmente anticoagulantes. Esse tipo de medicamento, às vezes chamado de afinador do sangue, diminui a capacidade natural de coagulação do sangue. Os pacientes que utilizam anticoagulantes precisam fazer um exame de sangue para medir o tempo de protrombina cada duas a quatro semanas. O exame de tempo de protrombina mede o nível de certos fatores de coagulação que indicam a capacidade do sangue de coagular. O resultado desse teste ajuda o médico a determinar a quantidade de anticoagulante necessária. O exame de tempo de protrombina deve ser feito no mesmo laboratório todas as vezes, pois os resultados podem variar de um laboratório para o outro. Pode levar algum tempo para que se estabeleça a dose certa para cada pessoa, por isso é importante ser persistente e consultar regularmente o médico. 15

21 Cuidados após a Cirurgia Enquanto estiver utilizando anticoagulantes, é importante evitar grandes quantidades de alimentos ricos em vitamina K, como folhas, uma vez que eles podem interferir com o seu anticoagulante. O álcool também pode alterar o efeito do medicamento. Até mesmo medicamentos de venda sem prescrição como aspirina, laxantes, vitaminas e medicamentos para tosse podem alterar o efeito do anticoagulante, tornando-o mais ou menos ativo do que o normal. Consulte seu médico antes de ingerir esses tipos de alimentos ou medicamentos. Outros fatores que podem afetar a resposta do organismo aos anticoagulantes são hábitos alimentares irregulares, comer exageradamente ou compulsivamente, estresse, redução ou aumento significativo dos exercícios e viagens. Tente encontrar uma rotina de atividades diárias e mantenha essa rotina. Consulte seu médico se você fizer alguma mudança significativa nas suas atividades. Notifique IMEDIATAMENTE seu médico se você tiver uma perda momentânea de consciência ou da fala, pois isso pode significar que a sua dose de anticoagulante está baixa. Da mesma forma, notifique seu médico IMEDIATAMENTE caso você apresente algum dos sintomas seguintes, o que pode indicar que sua dose de anticoagulante está muito alta: Sangramento de um ferimento, que não pára sozinho Sangramento nasal Sangramento nas gengivas ao escovar os dentes Fezes de coloração vermelha ou preta Qualquer sintoma incomum como dor, inchaço ou desconforto Complicações Complicações graves, às vezes levando à morte ou necessidade de nova operação, podem estar relacionadas à cirurgia de válvula cardíaca. Como o caso de cada paciente é diferente, a escolha do procedimento ou dispositivo depende de vários fatores. O paciente deve discutir seu caso particular com o médico para entender os riscos, benefícios e possíveis complicações que poderão surgir. Outras Informações Sobre os Cuidados com a Saúde Há alguns outros pontos a considerar para ajudar na manutenção da saúde. Antes de qualquer procedimento dentário ou cirurgia, informe ao seu dentista ou cirurgião a respeito da sua prótese valvar cardíaca. Pacientes com implante de válvula são mais suscetíveis a infecções que podem levar a problemas cardíacos no futuro. Portanto, pode ser necessário o uso de antibióticos antes e depois de certos procedimentos médicos para reduzir o risco de infecção. Além disso, quando viajar por mais do que alguns poucos dias, tente manter a dieta e os exercícios o mais próximo possível do normal. Lembre-se de comentar sobre todos os seus medicamentos (inclusive os medicamentos de venda sem prescrição) com o médico, e não altere a dose a menos que seja instruído, mesmo que você sinta-se melhor ao fazê-lo. 16

22 Perguntas Mais Freqüentes Quanto tempo dura uma prótese valvar cardíaca? A longevidade de uma prótese valvar biológica depende de muitas variáveis do paciente e de condições clínicas. Isso torna impossível prever quanto tempo vai durar uma válvula ou reparo valvar em qualquer paciente. Entretanto, os sintomas que indicam que uma válvula biológica precisa ser substituída ocorrem gradativamente, com o tempo, e permitem ao médico agendar uma cirurgia eletiva caso surja a necessidade. É recomendável que os pacientes consultem regularmente o médico para monitorar as condições de sua prótese. Seu médico está familiarizado com sua história clínica, sua condição atual, e com a medicação que você está usando. Portanto, ele é a pessoa mais indicada para responder perguntas específicas sobre a sua válvula. Como eu posso cuidar da minha válvula? Certifique-se de que seus médicos e seu dentista saibam que você fez uma cirurgia de válvula cardíaca. Pergunte ao seu dentista e ao seu médico a respeito do uso de antibióticos antes de procedimentos dentários ou cirúrgicos para ajudar na prevenção de infecção da sua válvula cardíaca. Evite ingerir quantidades exageradas de cálcio caso você tenha uma prótese valvar biológica. Siga as recomendações do seu médico. A prótese valvar cardíaca pode ser consertada se houver desgaste? Uma nova operação para reparar uma prótese valvar cardíaca depende do tipo de problema apresentado. Se a válvula estiver calcificada, ela provavelmente será substituída por uma nova. O seu cirurgião é o mais indicado para responder perguntas específicas sobre a sua válvula. Válvula biológica bovina ou porcina? Válvulas cardíacas biológicas são geralmente feitas com pericárdio bovino ou com tecido porcino. A válvula bovina refere-se a vaca ou gado, do qual o tecido do pericárdio é usado para fabricar a válvula. O pericárdio é uma membrana fibrosa fina que envolve o coração. A válvula porcina refere-se ao porco, do qual sua válvula aórtica é utilizada para fazer a prótese biológica. O seu cirurgião é a pessoa mais indicada para discutir as opções de tratamento com você. 17

23 Glossário 18 anomalias congênitas - defeitos que ocorrem na formação do feto durante a gestação anticoagulante - medicamento que previne a coagulação do sangue artérias - vasos sangüíneos que carregam o sangue para fora do coração artérias coronárias - vasos que carregam o sangue para irrigar o coração átrio - câmara superior do coração. Há dois átrios: direito e esquerdo calcificação - o cálcio presente no sangue pode se depositar nos tecidos do corpo, tais como os folhetos de uma válvula cardíaca, reduzindo a flexibilidade destes cúspide - parte da válvula que se movimenta; é o mesmo que folheto da válvula diástole - período do ciclo cardíaco em que o coração relaxa para permitir a entrada do sangue ecocardiografia - ondas de ultra-som diretamente sobre o tórax usadas para mostrar graficamente a posição e o movimento das paredes do coração e também da estrutura interna cardíaca eletrocardiografia - gráfico mostrando as mudanças nos potencias elétricos que produzem as contrações do coração endocardite - inflamação na camada interna do coração e nos folhetos das válvulas estagnar - parar; ficar sem movimento estase - parada; falta de movimento estenose - estreitamento da abertura valvar febre reumática - doença generalizada que ocorre após uma infecção por bactéria e pode comprometer várias partes do corpo, inclusive as válvulas cardíacas fibrilação - contrações rápidas e irregulares do coração infarto do miocárdio - morte do tecido cardíaco, normalmente resultado da falta de suprimento de oxigênio para as células do coração miocárdio - músculo fibroso do coração regurgitação - fluxo para trás, invertido ritmo sinusal - quando o coração contrai de maneira normal e coordenada sístole - período do ciclo cardíaco em que o coração se contrai, permitindo a saída do sangue valva - mesmo que válvula válvula aórtica - válvula entre o ventrículo esquerdo e a aorta válvula atrioventricular - válvula entre o átrio e o ventrículo (válvulas tricúspide e mitral) válvula de bola e gaiola - válvula mecânica com uma esfera de silicone que se move dentro de um compartimento tipo gaiola válvula de disco basculante - válvula mecânica com um único disco circular que abre e fecha em um compartimento válvula de dois folhetos - válvula mecânica com dois discos semicirculares montados num compartimento e que abrem e fecham simultaneamente válvula de pericárdio - válvula biológica feita com tecido de pericárdio bovino (vaca) válvula mitral - válvula que separa o átrio esquerdo do ventrículo esquerdo válvula porcina - válvula biológica feita da válvula aórtica do porco válvula pulmonar - válvula entre o ventrículo direito e a artéria pulmonar válvula tricúspide - válvula que separa o átrio direito do ventrículo direito válvulas semilunares - nome das válvulas aórtica e pulmonar por causa de seus três folhetos em formato de meia-lua veias - vasos sangüíneos que levam o sangue para o coração veias cavas superior e inferior - as duas maiores veias que trazem o sangue com pouco oxigênio para o lado direito do coração ventrículo - maior câmara inferior do coração que bombeia o sangue. Há dois ventrículos: direito e esquerdo

24 Notas 19

25 20 Notas

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