Aula 04 - Equipamentos de proteção coletiva - EPC
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- João Guilherme Correia Caldas
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1 Equipamentos de Proteção Coletiva EPC O que são EPCs São equipamentos de contenção que possibilitam a proteção do trabalhador e do meio ambiente em uma determinada área. Devem estar instalados em locais bem sinalizados e de fácil acesso. Todos os trabalhadores devem ser treinados para a utilização dos EPCs. EPCs recomendados para utilização nos laboratórios que trabalham com DST, Aids e Hepatites Virais Auxiliares de pipetagem São dispositivos para auxiliar a sucção em pipetas. Podem ser simples como peras de borracha, equipamentos elétricos ou eletrônicos. Figura 1 Modelos de auxiliares de pipetagem.
2 Alças descartáveis São consideradas também EPCs porque evitam a formação de aerossóis. São feitas de plástico estéril. A vantagem dessas alças é a de dispensar a flambagem. São ideais para serem utilizadas em cabines de segurança biológica. Após o uso, são descartadas como resíduo infectante. É necessário descontaminá-las antes do descarte final quando usadas em culturas. Dispensadores automáticos Figura 2 Alça descartável. São utilizados acoplados a frascos que contêm substâncias químicas, fazendo a sucção e dispensando os reagentes líquidos. Oferecem segurança ao operador porque evitam o risco de ocorrer derramamentos. Figura 3 Dispensadores automáticos. Anteparo para microscópio de fluorescência É um dispositivo para proteção contra a radiação da luz ultravioleta, que pode causar danos aos olhos, inclusive cegueira. Este dispositivo é usado acoplado ao microscópio. Figura 4 Anteparo para microscópio de fluorescência.
3 Chuveiro de emergência É um chuveiro para banhos em caso de acidentes com produtos químicos ou material biológico sobre o profissional. Este chuveiro é acionado por alavancas de mãos, cotovelos ou joelhos e deve ser colocado em local de fácil acesso, próximo às áreas laboratoriais. Figura 5 Chuveiro de emergência com lava-olhos acoplado. Lava-olhos É utilizado para lavar os olhos quando ocorrer respingos ou salpicos acidentais de materiais biológicos ou químicos na mucosa ocular. Alguns modelos vêm acoplados ao chuveiro de emergência. A equipe do laboratório deve ser treinada para o uso deste equipamento, uma vez que jatos fortes de água podem prejudicar ainda mais o olho atingido. Pode-se utilizar também o frasco lava-olhos. A água contida no frasco deve ser trocada pelo menos uma vez por semana, e o registro da troca anotado. Figura 6 Frasco lava-olhos. Os chuveiros de emergência e lava-olhos devem ser testados semanalmente para verificar se estão funcionando normalmente.
4 Extintores de incêndio Os extintores são utilizados para acidentes envolvendo fogo. Podem ser de vários tipos, dependendo do material envolvido no incêndio. Capela de segurança química É uma cabine de exaustão que protege o profissional da inalação de vapores e gases liberados por reagentes químicos e evita a contaminação do ambiente laboratorial. Figura 7 Capela de segurança química. Cabines de Segurança Biológica CSB São equipamentos com sistemas de filtração de ar que protegem o profissional, o material que está sendo manipulado e o ambiente laboratorial dos aerossóis potencialmente infectantes que podem se espalhar durante a manipulação de materiais biológicos. As CSBs têm filtros de alta eficiência. O mais utilizado atualmente é o filtro HEPA (High Efficiency Particulate Air) que apresenta uma eficiência de filtração de 99,93% para partículas de 0,3µm de diâmetro, chamadas de MPPS (Maximum Penetration Particulate Size). A escolha da cabine de segurança biológica A escolha de uma cabine depende, em primeiro lugar, do tipo de proteção que se pretende obter: proteção do produto ou ensaio; proteção pessoal contra microrganismos dos Grupos de Risco 1 a 4; proteção pessoal contra exposição a radionuclídeos G e químicos tóxicos voláteis; ou uma combinação deles. Classificação das cabines de segurança biológica Os sistemas de filtração das CSB são mais ou menos complexos, de acordo com o tipo de microrganismo ou produto que vai ser manipulado em cada cabine. Por isto, elas são classificadas em três tipos: 1. Classe I. 2. Classe II, subdivididas em A1, A2 e B2. 3. Classe III. 1. CSB Classe I É o tipo mais simples de cabine. É pouco utilizada atualmente por não proteger dos riscos presentes nos laboratórios clínicos.
5 2. CSB Classe II São os modelos mais utilizados nas atividades que apresentam risco biológico. Têm um filtro HEPA de exaustão e um filtro HEPA de insuflamento, garantindo a proteção do produto ou amostra, do operador/ profissional de laboratório e do ambiente. Figura 8 Cabine classe II. Podem ser de três tipos: A1, A2 e B2. Veja na tabela a seguir a comparação das CSBs de classe II, de acordo com o tipo de proteção desejada, características e indicações de uso. Tabela 1 Comparação das CSBs classe 2 quanto às características e indicação de uso. Tipo Padrão de fluxo do ar Uso com Radionucleídeos / Substâncias Químicas Classes de Risco Biológico Classe II Tipo A1 (antiga tipo A) 70% de ar recirculado através de filtro HEPA. 30% de ar exaurido para o ambiente interno através de filtro HEPA. Não 1 e 2 Classe II Tipo A2 (antiga tipo B3) 70% de ar recirculado através de filtro HEPA. 30% de ar exaurido para o ambiente externo através de filtro HEPA. Sim (Níveis baixos / baixa volatilidadetoxicidade) 1, 2 e 3 Classe II Tipo B2 Nenhuma recirculação de ar: 100% de ar exaurido através de filtros HEPA e tubulação rígida para o ambiente externo. Sim 1, 2 e 3 3. CSB Classe III São hermeticamente fechadas e necessitam de um ambiente controlado para serem operadas. São usadas em laboratórios de contenção, onde se manipulam agentes de classes de risco 3 ou 4. As CSBs nos laboratórios de DST, Aids e Hepatites Virais As cabines mais adequadas para laboratórios de DST, Aids e Hepatites virais são as CSBs Classes II A2 ou B2. Devem ser usadas nas seguintes situações: Nos procedimentos com alto potencial de formação de aerossóis ou borrifos infecciosos, tais como: Centrifugação; Trituração; Homogeneização; Agitação vigorosa; Ruptura por ultrassom; e Abertura de recipientes contendo material em que a pressão interna possa ser menor que a pressão ambiental. Ex.: ampolas contendo material liofilizado. Nos procedimentos com altas concentrações ou grandes volumes de materiais biológicos contendo microrganismos patogênicos de classes de risco 2 e 3. As CSBs com sistema de exaustão externo (A2 e B2) permitem que os produtos biológicos sejam preparados e manipulados com produtos químicos voláteis. Porém, a proteção contra estes produtos é restrita. O trabalho exclusivo com produtos químicos deve ser feito em capela de exaustão química e não em CSB.
6 Utilização da cabine de segurança biológica As cabines de segurança biológica são equipamentos que trabalham com um fluxo ou cortina de ar como barreira de proteção. Assim, evite a interferência neste fluxo de ar enquanto estiver trabalhando em uma CSB; Instale as cabines, preferencialmente, em locais exclusivos e protegidos, ou então, o mais afastado possível da porta de entrada do laboratório para evitar interferência no fluxo de ar. Se isto não for possível, limite a entrada de pessoas no ambiente durante o uso da cabine; Não comece as atividades dentro da cabine se estiverem sendo usados misturadores ou centrífugas no laboratório. Trabalhar numa cabine de segurança biológica não significa estar protegido. Para que a proteção seja efetiva é muito importante saber usar a cabine corretamente: Os profissionais que utilizam a CSB devem receber treinamento adequado; Este equipamento deve passar por manutenções periódicas; Procure conhecer e se informar sobre o equipamento com o qual você vai trabalhar. O passo a passo para utilização da CSB Preparo do material e da CSB 1. Planeje o trabalho e os procedimentos que irá realizar. Confira se reuniu todos os materiais necessários antes de colocá-los dentro da cabine. Fazendo isso você evita interrupções no trabalho; 2. Ligue a CSB pelo menos 5 minutos antes do início das atividades para estabilizar o fluxo de ar; 3. Lave as mãos antes de iniciar os trabalhos; 4. Coloque os equipamentos de proteção individual necessários às atividades que serão realizadas: jaleco com mangas longas sob luvas, respiradores e óculos de segurança; 5. Faça a descontaminação da superfície interna da cabine: pulverize as paredes e superfície de trabalho com o álcool etílico 70%. Tome cuidado para não atingir o filtro e nem a lâmpada fluorescente e a lâmpada UV, se houver; com gaze embebida em álcool etílico a 70%, e com auxílio de uma pinça longa para os locais de difícil acesso, limpe as superfícies começando pelo fundo, laterais e mesa de trabalho; Cuidados na descontaminação da CSB Não coloque a cabeça dentro da cabine. Limpe as paredes de cima para baixo e a mesa de trabalho de trás para frente, seguindo o fluxo da exaustão e evitando trazer a contaminação removida na sua direção; Ao limpar as lâmpadas UV e fluorescente, não toque com a gaze úmida nos terminais elétricos; Realize este procedimento de descontaminação diariamente, ao ligar a CSB, e repita-o quando a cabine ficar desligada por algumas horas; Não realize nenhum procedimento dentro da CSB antes de descontaminá-la.
7 6. Troque as luvas; 7. Coloque todos os materiais, previamente desinfetados com álcool a 70%, de forma organizada no fundo da cabine e não obstrua as grelhas. Verifique sempre se as grelhas, frontal e traseira, estão totalmente desbloqueadas; 8. Organize os materiais de modo que os itens limpos e os contaminados não se misturem e que os instrumentos fiquem localizados de maneira a facilitar sua utilização, evitando o cruzamento dos braços de um lado para o outro dentro da cabine; Materiais volumosos como recipientes para resíduos e bandejas de pipetas com desinfetante são acomodados nas laterais da CSB; Não utilize recipientes verticais para pipetas, uma vez que prejudicam a integridade da barreira de ar. 9. Quando a cabine dispuser de lâmpada ultravioleta (UV), ligue a lâmpada por 15 a 20 minutos depois do processo de desinfecção; 10. Desligue a lâmpada UV. Esse cuidado serve para proteger os olhos e a pele da luz UV. Nunca trabalhe com a lâmpada UV ligada. 11. Ajuste a altura de sua cadeira, fazendo com que o seu rosto fique acima da abertura frontal; Utilização da CSB 12. Posicione os braços dentro da cabine e espere alguns segundos para que ocorra a estabilização do fluxo de ar e a remoção de partículas contaminantes que são introduzidas junto com os braços; Evite movimentos bruscos dentro da cabine para não interferir no fluxo de ar. 13. Execute as atividades ao longo da superfície de trabalho sempre no sentido da área limpa para a área contaminada; Cuidados adicionais O trabalho dentro da CSB pode ser realizado sobre toalhas de papel absorventes ou campos de papel-filtro, que capturam borrifos e salpicos; Quando a quantidade de trabalho a ser feito é grande, é necessário o uso de uma mesa auxiliar ao lado da cabine. Nesse caso, os movimentos de introduzir e retirar os braços da cabine devem ser cuidadosos; Recomenda-se colocar os recipientes para descarte de resíduos dentro da cabine, uma vez que a frequência de movimentos dos braços para dentro e para fora interfere na integridade da barreira de ar e pode comprometer a proteção do profissional e da amostra manipulada; Os bicos de Bunsen não devem ser usados dentro das CSB, uma vez que a chama perturba o fluxo de ar e pode ser perigosa quando se utilizam substâncias químicas voláteis, além do risco de queimar o filtro HEPA.
8 Procedimentos após utilizar a CSB 14. Troque de luva e descontamine as superfícies, incluindo o papel absorvente usado na área de trabalho, pulverizando álcool a 70% e/ou passando gaze embebida em álcool; 15. Desloque os objetos já descontaminados para a área descontaminada dentro da cabine e, em seguida, retire-os, na seguinte ordem: Primeiro o material que vai para a estufa; Depois os que vão para o saco de descarte de material contaminante (branco); e Finalmente os que vão para a autoclavação, não esquecendo de cobrir os recipientes de descarte antes de serem retirados; 16. As luvas utilizadas no trabalho com a CSB devem ser descartadas como resíduo infectante; 17. Quando a cabine dispuser de lâmpada ultravioleta (UV), ligue a lâmpada por 15 a 20 minutos depois do processo de desinfecção; 18. Ao terminar o trabalho, deixe a cabine ligada por 5 a 10 minutos para que o ar contaminado seja filtrado. Manter a cabine limpa e desinfetada após o trabalho, é responsabilidade de quem a utilizou. Procedimentos de limpeza periódica da CSB Para este procedimento, siga os seguintes passos: 1. Ligue a cabine e espere entre 5 e 10 minutos para que o fluxo de ar se estabeleça; 2. Já utilizando luvas e jaleco, levante a chapa de aço inox que forma a mesa de trabalho. Caso a mesa tenha mais de uma chapa, veja se alguma delas tem alça. Se tiver, comece por esta, para facilitar a retirada das outras; 3. Limpe as chapas, com atenção especial ao lado de dentro. Tenha cuidado, pois as bordas podem ser cortantes. A limpeza é feita com as chapas dentro da CSB; A superfície sob as chapas que constituem a mesa de trabalho (incluindo calhas e drenos, quando houver) deve ser limpa pelo menos uma vez por semana com álcool a 70%; Esta limpeza também é realizada em caso de acidentes na área de trabalho, como derramamentos que escorrem pelas grades ou linhas de encontro das chapas internas. Nesses casos deve-se considerar o tipo de material envolvido no acidente e o tipo de desinfetante a ser utilizado álcool a 70% ou hipoclorito de sódio a 0,5%. Obs.: quando utilizar hipoclorito de sódio, aplique, em seguida, uma gaze umedecida em água e depois uma gaze umedecida em álcool a 70%, para evitar a corrosão das superfícies metálicas. 4. Todas as vezes que se utilizar a cabine verifique se há líquido na calha. Se for o caso, primeiro drene esse líquido para um recipiente com hipoclorito de sódio a 2% e depois proceda a limpeza com álcool a 70% ou outro desinfetante não oxidante; Se houver dreno, este deve permanecer fechado sempre que a cabine for utilizada.
9 5. Seque as superfícies e as chapas metálicas antes de recolocá-las; 6. Limpe as superfícies laterais internas da CSB e a janela frontal com álcool a 70% e gaze; 7. Limpe as áreas externas da CSB com água e detergente; 8. Desligue a cabine. As instruções para a utilização das Cabines de Segurança Biológica devem ser descritas nos Protocolos Operacional Padrão POP ou Instrução de Trabalho. Uso da luz ultravioleta UV na descontaminação de CSB O uso da luz UV pode ser um grande aliado do manipulador de CSB, porém alguns cuidados precisam ser tomados: A luz UV é um método secundário de descontaminação. Utilize-a em conjunto com outros métodos; A luz UV não penetra em materiais, agindo somente na superfície; A intensidade da lâmpada de UV é afetada pela distância da superfície a ser descontaminada e pelo acúmulo de sujidades em sua superfície. Portanto, limpe-a após cada utilização. Não toque a lâmpada de UV com as mãos sem luvas, pois o óleo natural da pele pode criar uma barreira para a luz; Durante o período em que a lâmpada UV estiver ligada é aconselhável que ninguém permaneça no ambiente, a menos que a abertura frontal da cabine esteja fechada; Registre o tempo de utilização da lâmpada para não ultrapassar a sua vida útil (poder germicida) e perder a sua eficácia. Verifique a vida útil da lâmpada nas especificações técnicas do produto informadas pelo fabricante; Além de observar a vida útil da lâmpada, verifique a sua eficácia através do controle microbiológico descrito no quadro a seguir: Controle microbiológico da luz ultravioleta passo a passo 1. Selecione entre 3 e 4 colônias de microrganismos Gram positivos e Gram negativos previamente isolados e identificados; 2. Faça duas suspensões com essas colônias em solução salina. (Uma com as bactérias Gram positivas e outra com as bactérias Gram negativas); 3. Faça duas semeaduras no centro de uma placa estéril contendo meio de cultura para crescimento dos microrganismos, conforme representado a seguir: Placa com meio de cultura Semeadura Gram positivo Semeadura Gram negativo 4. Repita o procedimento descrito no item 3 em outra placa. Essa segunda placa servirá como controle da viabilidade dos microrganismos. 5. Coloque uma das placas semeadas dentro da cabine de segurança biológica, um pouco inclinada em direção à lâmpada UV, de modo que a luz, quando ligada, incida sobre as semeaduras sem fazer sombra nas bordas da placa; 6. Deixe a luz ligada pelo tempo indicado pelo fabricante; 7. Ao final do processo, desligue a luz e incube as duas placas semeadas (a que foi exposta à luz ultravioleta e a que não foi), a 37º C por 24 horas; 8. Se não houver crescimento de bactérias na placa exposta a luz ultravioleta e houver crescimento na placa que não foi exposta, está comprovada a eficácia da lâmpada. Realize este procedimento mensalmente. 9. Caso haja crescimento de bactérias na placa exposta a luz ultravioleta, solicite a troca da lâmpada ao serviço de manutenção da cabine. Realize o controle microbiológico da nova lâmpada instalada.
10 Descontaminação completa da CSB Em algumas situações é necessário fazer uma descontaminação profunda da cabine de segurança biológica. Nesse caso deve ser escolhido um método eficiente para os agentes manipulados na cabine. Para a maioria dos casos, o gás formaldeído é eficiente. Quando a descontaminação completa deve ser realizada Realize a descontaminação completa da CSB nas seguintes situações: Antes da troca do filtro HEPA; Antes das manutenções que exijam acesso a partes potencialmente contaminadas da cabine; Antes do transporte para novos locais; Depois de um grande derramamento de agentes de risco biológico no interior da cabine. Manutenção da CSB A manutenção preventiva e corretiva da cabine é fundamental para garantir que o equipamento esteja funcionando de maneira adequada, oferecendo as condições de proteção para quem a utilizar. Deve ser feita por uma empresa especializada. As CSB devem ser certificadas: uma vez por ano; ou quando o filtro HEPA for substituído; e sempre que a cabine for movimentada. É importante que a equipe técnica que trabalha com a CSB acompanhe as manutenções e faça a análise crítica do laudo emitido pela empresa responsável pela manutenção.
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