UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI SANDRA REGINA VAZ AZEVEDO CONTROLE DE QUALIDADE TÉCNICA DE CONCRETO DOSADO EM CENTRAL

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1 UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI SANDRA REGINA VAZ AZEVEDO CONTROLE DE QUALIDADE TÉCNICA DE CONCRETO DOSADO EM CENTRAL SÃO PAULO 2008

2 ii SANDRA REGINA VAZ AZEVEDO CONTROLE DE QUALIDADE TÉCNICA DE CONCRETO DOSADO EM CENTRAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Graduação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi. Orientador: Prof. MSc. Thomas Garcia Carmona SÃO PAULO 2008

3 iii SANDRA REGINA VAZ AZEVEDO CONTROLE DE QUALIDADE TÉCNICA DE CONCRETO DOSADO EM CENTRAL Trabalho de Conclusão de Curso apresentado como exigência parcial para a obtenção do título de Graduação do Curso de Engenharia Civil da Universidade Anhembi Morumbi. Trabalho apresentado em: 29 de novembro de Prof. MSc. Thomas Garcia Carmona Prof. MSc. Fernando José Relvas Comentários:

4 iv Dedico esse trabalho primeiramente a Deus por ter suprido minha fé e perservança nos momentos mais difíceis e por ter permitido concluir esse trabalho com êxito. Dedico especialmente aos meus pais e irmãos pelo apoio e incentivo durante todo o curso.

5 v AGRADECIMENTOS Agradeço a todos que colaboraram e auxiliaram na elaboração deste trabalho. Em especial ao Profº Msc. Thomas Garcia Carmona, quem me orientou para o que o desenvolvimento do trabalho fosse de acordo com as técnicas de aprendizado e ao Profº Dr. Wilson Shoji Iyomasa pelas informações e contribuições para o complemento do trabalho. Agradeço também aos Engenheiros Francisco Mezallira, Carlos Eduardo Santana de Mello e Alecsandra Pássaro da Holcim Brasil S/A (Concretex), que contribuíram com suas experiências e informações para que eu pudesse implementar o trabalho. Ao Sr. Roberto de Almeida Cerqueira e Sr. Onofre da Holcim Brasil S/A (Central de concreto), que desde o início foram solícitos e atenciosos em todos os detalhes e informações prestadas. Por fim agradeço ao Assistente Técnico Marcos Souza e ao laboratorista João Sebastião ambos do Consórcio Queiroz Galvão, pela atenção e disponibilidade em mostrar os locais das concretagens, os ensaios realizados e por terem contribuído com informações que foram essenciais para o complemento e finalização do presente trabalho.

6 vi RESUMO Atualmente, com a expansão do mercado da construção civil tem havido uma procura muito grande por empresas que forneçam serviços e materiais com qualidade e um bom custo. Dessa forma, o presente trabalho vem expor quais os procedimentos, técnicas e normas adotadas para um adequado controle de qualidade técnica e ambiental na execução do concreto dosado em central. No trabalho foram relacionados os parâmetros aplicados no processo de produção do concreto, como por exemplo, os ensaios e normas aplicadas para que o produto final atinja a qualidade e eficiência desejada. No decorrer do trabalho são explanadas as vantagens resultantes da utilização de materiais, equipamentos e mão-de-obra qualificada. Também são expostos os procedimentos, para que se reaproveite o concreto devolvido por obras em virtude de alterações de slump, quebra do caminhão betoneira durante o trajeto até a obra ou traço que não condiz com o solicitado. Esse reaproveitamento contribui de forma satisfatória com o meio ambiente, pois o concreto em estado fresco e a água de lavagem dos caminhões betoneiras possuem resíduos perigosos. Em relação à redução dos impactos ambientais estão descritos os itens do processo de reciclagem do concreto e as vantagens geradas por esse processo. As vantagens do uso de aditivos no concreto também estão relacionadas. O estudo de caso apresentado é a obra do Rodoanel - Trecho Sul - Lote 3, localizado no município de São Bernardo do Campo. Na obra em estudo estão sendo aplicados métodos e procedimentos rigorosos em relação à qualidade técnica e ambiental. Por ser uma obra administrada pelo Governo do Estado todos esses parâmetros são essenciais para a finalização e sucesso da obra. Palavras Chave: Controle de Qualidade. do concreto dosado em central.

7 vii ABSTRACT Currently, with the expansion of the building industry has been a very large demand for companies that provide services and materials with a good quality and cost. Thus, this work will expose what the procedures, techniques and standards adopted for an adequate quality control and technical environment in the implementation of concrete dosed in office. In related work were the parameters used in the production of concrete, for example, tests and standards applied to the final product reaches the desired quality and efficiency. During the work are explained the benefits of the use of materials, equipment and labor-qualified. Also exhibited are the procedures, to refill the concrete returned to work because of changes in slump, breaking the mixer truck during the trip to the work or mark that is not compliant with the request. This helps reuse in a satisfactory manner with the environment, because the concrete in fresh state and water for washing the truck mixers have hazardous waste. Regarding the reduction of environmental impacts are described the items in the process of recycling of concrete and the benefits generated by this process. The advantages of using additives in concrete are also listed. The case study presented is the work of Rodoanel - Excerpt South - Lot 3, located in Sao Bernardo do Campo. In the work under study are being applied rigorous methods and procedures in relation to environmental and technical quality. Being a work administered by the State Government all these parameters are essential for the completion and success of the work. Key words: Quality Control. dosed in the concrete plant.

8 viii LISTA DE FIGURAS Figura Cúpula do Panteão de Roma...08 Figura Usina de concreto em Figura Sistema de garantia da qualidade interfere na qualidade final...11 Figura Agregado miúdo nas baias da central de concreto...16 Figura Agregado graúdo nas baias da central de concreto...23 Figura Reservatórios de água - central de concreto...27 Figura Amostra de corpos-de-prova...31 Figura Ensaios de ultra-som em estruturas de concreto...34 Figura Lavagem de caminhão betoneira...40 Figura Trecho Sul Rodoanel - Lote Figura Represa Billings - Trecho Sul Rodoanel - Lote Figura Mapa de localização do Rodoanel...46 Figura Localização do Lote 3 - Estrada Galvão Bueno...47 Figura Silos de cimento e caminhão betoneira...48 Figura Caminhão betoneira...48 Figura Sistema manual de carregamento...49 Figura Transporte do cimento...51 Figura Blocos de fundação - Represa Billings...58 Figura Fôrmas das estacas pré-moldadas...59 Figura Estacas...59 Figura Estacas empilhadas e o transporte na balsa...60 Figura Bomba lança e CBs. no local da concretagem dos blocos...60 Figura Gelo a ser adicionado no concreto e gelo sendo adicionado no dentro do balão do CB...62 Figura Técnico medindo a temperatura do concreto...62 Figura Plataforma flutuante e estacas cravadas...63 Figura Resistência à compressão do DURACEM Figura Bate lastro na central de concreto...70 Figura Reservatórios de decantação de água...71 Figura 7 - Tela da programação no sistema SAP...72

9 ix Figura 8.3 Resultados das resistências - estacas pré-moldadas...89 Figura A.1 - Retificadora de corpos de prova Figura A.2 - Equipamento que crava as estacas na represa Figura A.3 - Prensa para ensaio de compressão (corpos de prova) Figura A.4 - Corpos de prova a serem a serem ensaios (ensaio de compressão) Figura A.5 - Câmara úmida (corpos de prova permanecem até serem ensaiados) Figura A.6 - Tanque utilizado para ensaio de expansibilidade Figura A.7 - Agregados miúdos, agregados graúdos e cimento a serem ensaiados Figura A.8 - Bomba lança utilizada para concretagem dos blocos de fundação...106

10 x LISTA DE TABELAS Tabela Evolução do conceito de qualidade...10 Tabela Agregado miúdo (NBR 7211/83)...15 Tabela Quantidade mínima de amostra de agregado para ensaio...18 Tabela Ensaios para caracterização de agregados...19 Tabela Limites granulométricos de agregado graúdo - NBR 7211/ Tabela Análise da variação das cargas de concreto...36 Tabela Análise dos limites das cargas...37 Tabela Rodoanel Mário Covas - Trecho Sul...44 Tabela Tipos de agregados e suas aplicações...51 Tabela Ensaio de agregado miúdo (areia artificial)...53 Tabela Ensaio de agregado miúdo (areia especial)...54 Tabela Ensaio de agregado graúdo (brita 0)...55 Tabela Ensaio de agregado graúdo (brita 1)...56 Tabela Ensaio de cimento CP-III 40 RS...57 Tabela Especificação do traço QCR Tabela Especificação do traço QCR Tabela Quadro de especificação de traços...67 Tabela Quadro de especificação de traços...68 Tabela Classe de agressividade ambiental do concreto...69 Tabela Análise de agregado graúdo (abril/2008)...75 Tabela 8 Análise dos ensaios de agregados miúdos (março/2008)...75 Tabela 8.1 Análise dos ensaios de agregados graúdos (março/2008)...76 Tabela Análise dos ensaios de agregados miúdos (abril/2008)...77 Tabela Análise dos ensaios de agregados graúdos (abril/2008)...78 Tabela Análise dos ensaios de agregados miúdos (maio/2008)...79 Tabela Análise dos ensaios de agregados graúdos (maio/2008)...80 Tabela Análise física do cimento (abril/2008)...81 Tabela Análise física do cimento (julho/2008)...81 Tabela Análise química do cimento (abril/2008)...82 Tabela Ensaios de compressão axial no concreto - Estacas 35 m (maio/2008)...83

11 xi Tabela Ensaios de compressão axial no concreto Estacas 35 m (junho/2008)...84 Tabela Ensaios de compressão axial no concreto Estacas 35 m (jullho/2008)...85 Tabela Ensaio de compressão axial no concreto (blocos de fundação)...86 Tabela Ensaio de compressão axial no concreto (blocos de fundação)...87 Tabela Ensaio de compressão axial no concreto (blocos de fundação)...88

12 xii LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ABCD ABCP ABECE ABESC ABNT CETEC CONSEMA DER DERSA FIB IBRACON IPT MG NRMCA PBA PBQP-H. RJ RVT RMSP SAP Região tradicionalmente industrial do Estado de São Paulo, as siglas referem-se as quatro principais cidades da região: Santo André (A), São Bernardo do Campo (B), São Caetano do Sul (C) e Diadema (D). Associação Brasileira de Cimento Portland Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural Associação Brasileira das Empresas de Serviço de Concretagem Associação Brasileira de Normas Técnicas Centro Tecnológico Conselho Estadual do Meio Ambiente Departamento de Estradas de Rodagem Desenvolvimento Rodoviário S/A Federacion Internacionale Du Beton Instituto Brasileiro de Concreto Instituto de Pesquisas Tecnológicas Minas Gerais National Ready Mixed Concrete Association Programa Básico Ambiental Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat Rio de Janeiro Revista Téchne Região Metropolitana de São Paulo Sistema de Gestão Empresarial

13 xiii LISTA DE SÍMBOLOS A/C AEH CB CBs. CDC EPIs fck a.c. d.c. km Na 2 O NBR MPa ph PPM QCR RAA Relação água/cimento Aditivo estabilizador de hidratação Caminhão betoneira Caminhões betoneiras Concreto dosado em central Equipamentos de proteção individual Resistência característica do concreto Antes de Cristo Depois de Cristo Quilômetro Óxido de sódio Norma Brasileira de Registro Mega Pascal Medida que indica se uma solução líquida é ácida, neutra ou básica. Partes por milhão Queiroz Galvão e CR Almeida Reação-álcali-agregado

14 xiv SUMÁRIO p. 1. INTRODUÇÃO OBJETIVOS Objeto Geral Objetivo Específico MÉTODO DE TRABALHO JUSTIFICATIVA CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Histórico do concreto e seu controle de qualidade Controle de qualidade usual e moderna dos componentes do concreto Cimento Agregado miúdo areia Agregado graúdo - brita Água Concreto Controle estatístico do concreto por amostragem parcial Controle do concreto por amostragem total Abordagem moderna do controle de qualidade do concreto Ensaios de ultra-som e maturidade...33

15 xv Softwares utilizados para controle de qualidade do concreto A questão ambiental na produção de concreto Reaproveitamento de concreto fresco dosado em central ESTUDO DE CASO OBRA DO RODOANEL TRECHO SUL LOTE 3 ESTRADA GALVÃO BUENO Planejamento da obra Localização da obra Estrutura da central na obra em estudo Controle de qualidade do concreto na obra Tipos de concreto utilizados Aditivos Especificação dos traços na execução das estacas Histórico dos traços Controle de qualidade técnica e ambiental SOFTWARES UTILIZADOS PELA CENTRAL DE CONCRETO ANÁLISE DOS RESULTADOS Análise dos ensaios dos agregados miúdos e graúdos Análise dos ensaios do cimento Análise dos ensaios realizados no concreto CONCLUSÕES...90

16 xvi REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...92 APÊNDICE A ANEXO A

17 1. INTRODUÇÃO O concreto é um dos materiais mais utilizados na indústria da construção civil. Os fatores que contribuem para o seu consumo são: resistência à ação da água, durabilidade do concreto quando submetido à ação de águas agressivas, facilidade na execução de elementos estruturais de concreto (formas e tamanhos), material de custo acessível e de fácil manuseio no canteiro de obras. Pode substituir outros materiais, como por exemplo, em obras de pavimentação substitui o asfalto. É empregado no suporte, vedação, revestimento e preenchimento de elementos estruturais. A competitividade existente no mercado da construção civil tem feito com que muitas empresas optem por um efetivo controle de qualidade, ou seja, através de sistemas de controle de qualidade, técnicas avançadas e estudos minuciosos procuram manter a qualidade específica do produto. Dessa forma, minimizam os problemas e otimizam os processos de aceitação e/ou rejeição do produto. O crescimento do consumo de concreto faz com que muitas empresas optem pelo recebimento de concreto dosado em centrais. Por esse motivo, muitas concreteiras implantaram programas de gestão de controle de qualidade (processo de produção) e melhoria no processo de dosagem do concreto. Com o surgimento do Programa Brasileiro de Qualidade e Produtividade no Habitat PBQP-h, busca-se uma metodologia mais rigorosa de controle dos processos de produção e dos produtos na construção civil. Este programa visa qualificar as empresas da construção civil e outras empresas do setor. As centrais de concreto não estão incluídas nesse programa, mas as construtoras certificadas exigem que os seus fornecedores estejam em conformidade com suas especificações, o que obriga indiretamente as centrais de concreto a se adequarem aos requisitos exigidos (MARTINS et al., 2004). Para a obtenção do controle de qualidade técnica do concreto devem ser definidos os parâmetros e procedimentos da qualidade almejada, a definição dos métodos de

18 2 ensaios, demonstração dos fatores que influenciam no controle de qualidade e análise de amostras. Os materiais a serem utilizados no preparo do concreto devem ser analisados previamente, conforme as normas e procedimentos estabelecidos nas normas técnicas da ABNT. Outro fator que merece destaque no momento em que se prepara o concreto é a qualidade e quantidade de água adicionada, pois ela é responsável pela ativação de reações químicas, ou seja, se for adicionada em pequena quantidade essa reação não ocorre por completo e se for adicionada em quantidade superior à exigida, contribuirá com a redução da resistência do concreto. Este trabalho visa demonstrar os métodos e procedimentos utilizados no controle de qualidade técnica e ambiental do concreto dosado em central, tendo como estudo de caso a obra do Rodoanel - Trecho Sul - Lote 3, no município de São Bernardo do Campo.

19 3 2. OBJETIVOS O presente trabalho descreve os procedimentos e técnicas utilizadas no controle de qualidade e execução do concreto dosado em central, abordando os itens relacionados à amostragem de materiais, eficiência e otimização do processo produtivo. 2.1 Objetivo Geral O objetivo geral da pesquisa consiste em explanar todos os procedimentos, métodos e ensaios para o controle de qualidade técnica do concreto usinado. É apresentado o controle tecnológico na dosagem, execução e transporte, além dos requisitos fundamentais para uma adequada resistência e durabilidade. 2.2 Objetivo Específico O trabalho tem como objetivo específico, produzir uma referência aos profissionais da construção civil, para os devidos procedimentos no armazenamento dos componentes do concreto, na dosagem e mistura, no transporte, no recebimento, na aplicação e na execução do controle de qualidade. É salientada a questão ambiental, como por exemplo, o reaproveitamento de água, reaproveitamento de concreto devolvido nas centrais e o consumo de escória na execução do concreto. Abordará a procedência dos aglomerantes e agregados utilizados, os ensaios e resultados obtidos nos traços programados, a eficiência da mão-de-obra e a disposição dos agregados, água e aditivos na central de dosagem do concreto, entre outros. Todos esses parâmetros foram analisados no estudo de caso, referente ao Trecho Sul - Rodoanel - Lote 3. A maioria das obras rodoviárias não dispõe de grandes espaços, para estocagem dos agregados e execução do concreto, portanto essa obra optou por uma concreteira, que instalou a central no próprio canteiro de obras e tem contribuído para a otimização do processo construtivo.

20 4 3. MÉTODO DE TRABALHO O trabalho teve como fonte de pesquisa, referências bibliográficas sugeridas pelo orientador, revistas técnicas, livros, manuais, consulta em normas técnicas, consulta em sites específicos, entrevista com funcionários da empresa Holcim Brasil S/A (Concretex) e visita técnica ao local do estudo de caso apresentado. O intuito da pesquisa é abranger de forma simples e objetiva, todos os itens relacionados ao controle de qualidade do concreto dosado em central, a especificação da dosagem, a execução, a consistência, a durabilidade, a resistência obtida e o que têm sido feito em termos ambientais, para um melhor aproveitamento dos componentes e aditivos do concreto. As normas técnicas referentes ao projeto, preparo, execução, controle e recebimento do concreto, também foram de grande valia para o desenvolvimento e detalhamento do presente trabalho. Na empresa que fornece o concreto foram avaliados os laboratórios, a experiência dos responsáveis técnicos, a disposição dos componentes do concreto na central, a localização da central em relação à obra, os equipamentos utilizados e a preocupação com a qualidade durante o preparo do concreto. Resumindo, foram analisados os procedimentos técnicos, o controle de ensaios, a automatização e informatização na execução do concreto.

21 5 4. JUSTIFICATIVA Qualidade é adequação ao uso, essa é a definição clássica de qualidade explicitada por Dr. J. M. Juran (1992), renomado pesquisador em sistemas de qualidade. A qualidade trata de características do produto ou serviço, que satisfazem às necessidades do usuário e geram satisfação. A qualidade na engenharia deve ser objetiva e não subjetiva. Deve ser explícita nos procedimentos, na qualidade, seleção dos materiais utilizados, execução, manutenção e operação dos mesmos. Na construção civil, é necessária a conscientização e implantação de técnicas de qualidade, como forma de evitar prejuízos, acidentes e ineficácia dos serviços e/ou produtos oferecidos. Muitas vezes, as deficiências nesse setor ocorrem pela ausência de um Programa de Garantia e Controle da Qualidade. A organização e a implementação do controle de qualidade, deve envolver o controle da produção e recebimento. Para a implantação de um Programa de Controle de Qualidade, devem ser avaliados todos os inconvenientes do processo e serem expostos os prováveis itens, para extinguir e/ou minimizar esses problemas. O controle de qualidade deve ter uma meta específica, a fim de obter um resultado final que satisfaça as exigências do usuário. Portanto, na aquisição do concreto dosado em central (CDC) deve-se ter um planejamento adequado, ou seja, sua execução deve atender às normas, código de obras e regulamentos técnicos. O traço do concreto deve ser executado, de acordo com as exigências do usuário. Esse traço é definido de acordo com a estrutura a ser concretada e a especificação no projeto. Quanto aos materiais e métodos de execução, devem estar de acordo com o especificado em projeto. O CDC têm tido grande aceitação no mercado brasileiro, por eliminar perdas dos componentes (areia, brita, cimento e água), por racionalizar operários nas obras, devido a redução de custos, pela qualidade e facilidade proporcionadas.

22 6 Devido à ineficiência do controle de qualidade em algumas obras e os avanços tecnológicos em países desenvolvidos, o presente trabalho abordou todos os itens relativos à busca por qualidade, execução e aceitação do concreto. Concluindo, abordou todos os recursos disponíveis para efetivação do controle de qualidade.

23 7 5. CONTROLE DE QUALIDADE DO CONCRETO Os tópicos a seguir terão como foco o controle de qualidade do concreto e de seus componentes: 5.1 Histórico do concreto e seu controle de qualidade A história do concreto iniciou a partir do surgimento da civilização humana. Muitos autores acreditam que o concreto surgiu no antigo Império Romano e a partir desse período foi evoluindo em grande escala. O homem sempre teve a necessidade de uma moradia e por esse motivo sempre utilizou os recursos disponíveis em sua época, para construção da mesma. Por exemplo, os primeiros homo sapiens (homem sábio) refugiavam-se em lugares propícios a sua sobrevivência e nesses locais faziam aberturas nas rochas, constituindo assim suas moradias. Em escavações arqueológicas no Iraque (4000 a.c.), foram encontrados vestígios de construções executadas em concreto. No ano a.c. em Israel, constatou-se que a partir de reações entre o calcário e argila xistosa em um processo de combustão, ocasionava a formação de um depósito natural de compósitos de cimento, que nada mais era que o primeiro cimento a ser utilizado e que mais tarde entraria na composição do concreto. Em meados do século IV a.c. o concreto foi usado na construção de muros de uma cidade localizada a aproximadamente 40 km de Roma e no século II a.c. começou a ser utilizado na construção de edificações romanas. Algumas edificações da arquitetura de Roma foram diferenciadas pelo uso de tijolos cozidos e concreto na construção de seus abóbados interiores. Para a sustentação dessas edificações, os romanos empregaram diversas soluções técnicas, sendo a inovação mais importante, a implantação de plataformas de concreto nas fundações

24 8 dos edifícios. Os pisos alternados eram suportados por grandes cúpulas de concreto. Em meados do ano 80 d.c., a fundação do Coliseu foi executada com concreto ciclópico, ou seja, concreto constituído por pedras de grandes dimensões. O concreto simples foi aplicado em diversas rodovias, pavimentos e edificações da antiga Roma, como por exemplo, na Via Apia e no Panteão de Roma, cúpula de maior vão livre da antiguidade (Figura 5.1). Figura Cúpula do Panteão de Roma, construída em concreto simples d.c. (IBRACON, 2008). Na construção dos muros, os romanos utilizavam um concreto com aspecto de argamassa. Esse concreto era aplicado no assentamento de tijolos das faces externas dos muros e para o preenchimento dos vazios existentes nas faces da alvenaria. Na idade média as fundações dos edifícios eram feitas com um resistente concreto, constituído por pedregulhos e argamassa de cal. Nesse período não houve inovações no emprego das argamassas e do concreto. Há evidências, de que utilizavam com maior freqüência uma rocha vulcânica e pó de tijolos de barro nas argamassas, para aumentar a resistência.

25 9 Na década de 1830, o concreto passou por um incipiente desenvolvimento. Esse concreto era composto por uma massa sólida, em que o cimento, a areia, a água e a pedra eram combinadas. A principal utilização ocorria em fundações. George Godwin (1836), informou que nas fundações utilizavam uma mistura de cal, água e pedra e essa mistura era colocada em trincheiras alternando com camadas de pedra, passando posteriormente por um processo de compactação. Em 1904 na Alemanha, iniciaram o processo de normalização para dimensionamento, execução e ensaios de estruturas de concreto. No final do século XIX, o concreto utilizado era bastante seco, difícil de ser moldado e que exigia muita mão-de-obra para compactá-lo e por vezes o resultado não era satisfatório, pela dificuldade de preencher os vazios. Dessa forma, passou a ser utilizado um concreto mais plástico, dando início à mecanização no lançamento do concreto, com o auxílio de guindastes e tubos. Nos Estados Unidos, estudos publicados em 1912 e 1918 estabeleceram que havia uma relação direta entre o fator água/cimento e a resistência final do concreto. Dessa forma, iniciaram um controle de qualidade a partir da devida proporção dos agregados, com o intuito de obter um concreto mais trabalhável e com baixo fator água/cimento. Em 1920 a qualidade da mistura do concreto, passa a ser muito melhor controlada com a introdução do concreto preparado em usina (Figura 5.2). Esse concreto passaria por um controle maior na dosagem, proporção dos agregados, relação água/cimento, ensaios e transporte.

26 10 Figura Usina de Concreto em 1920 (PORTAL DO CONCRETO, 2008). Com o surgimento das centrais de concreto, tornou-se mais fácil a implantação de um programa de qualidade, pois a eficiência na execução do concreto até então era obtida por meios empíricos, o que gerava um maior custo e tempo de execução. 5.2 Controle de qualidade usual e moderna dos componentes do concreto O entendimento e a aceitação do termo qualidade têm evoluído nos últimos tempos, como mostra a tabela 5.2. Tabela 5.2. Evolução do conceito de qualidade Conceito de qualidade Anos Luxo Despesa Argumento de Venda Fonte de Lucro Questão de sobrevivência Fonte: PINI, 1992 A qualidade deve ser explícita em todos os procedimentos de execução do produto, ou seja, no projeto, quantificação, seleção dos materiais, operação e finalização do produto.

27 11 O uso e obtenção do produto final estão relacionados com o sistema de controle da qualidade, como mostra a figura 5.3. Figura Sistema de garantia da qualidade interfere na qualidade final (PINI, 1992). O controle de qualidade em qualquer área envolve uma série de etapas, as principais são: Funcionabilidade; Durabilidade; Acessibilidade; Custo de operação e manutenção. Dentro de um processo produtivo é essencial a motivação da equipe. Isso pode ocorrer por meio da divulgação dos resultados, sendo eles positivos e/ou negativos. Esse tipo de procedimento faz com que a equipe continue em busca do desempenho qualitativo. Houve inúmeras inovações no processo de execução do concreto. Quando se trata da resistência do concreto, diversas análises entram em pauta, como por exemplo, a segurança, a durabilidade e o custo do produto.

28 12 A Europa Ocidental e América do Norte contabilizaram seus custos de manutenção em estruturas de concreto e concluíram pela adoção de novos procedimentos tecnológicos relativos à durabilidade. Não por acaso partiram para a adoção de procedimentos tecnológicos, que conduziram à redução da relação água/cimento. Concluíram pela necessidade de redução da água total nos traços do concreto, como forma de reduzir a fissuração e a deformabilidade, apontadas como responsáveis pela pouca durabilidade e danos ocasionados nas estruturas de concreto. No Brasil, também se busca a redução da relação água/cimento, focando a durabilidade. Alguns estudiosos revelam que com a melhoria da qualidade dos cimentos, haverá uma redução em seu consumo e uma contribuição em relação ao custo, mas ressaltam que o importante é a busca pela resistência e durabilidade final do produto. A engenharia do concreto teve uma grande evolução em relação à garantia da qualidade. Essa evolução está representada pelas especificações e resultados exigidos, bem como pelo planejamento, projeto executivo, controle preventivo e ferramentas utilizadas para atingir a qualidade final do processo de produção Cimento Segundo METHA (1994), cimento é um material finamente pulverizado, que desenvolve propriedades ligantes como resultado da hidratação, ou seja, devido às reações químicas entre os minerais do cimento e água. Já o cimento Portland, pode ser definido como um pó fino, com propriedades aglomerantes ou ligantes que endurece sob a ação da água e depois de endurecido se submetido à ação da água não se decompõe. A garantia da qualidade do concreto depende da eficiência e qualidade dos materiais que o compõe. É estritamente importante, que o responsável pelo recebimento seja um profissional qualificado e que visualize os materiais que não correspondam às especificações normalizadas e se for necessário rejeite o produto de má procedência.

29 13 As alterações dos componentes do concreto podem afetar diretamente ou indiretamente o comportamento ou o desempenho das estruturas. Dessa forma, é importante a escolha do cimento a ser utilizado. Os parâmetros a serem considerados são: A característica das peças estruturais; O tempo de aplicação; As condições ambientais; O tempo de aplicação e desforma; A resistência desejada. Segundo a NBR /06, norma do concreto de cimento Portland - Preparo, controle e recebimento - Procedimento, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), o cimento Portland deve cumprir, conforme seu tipo e classe, com todos os requisitos constantes nas normas NBR Cimento Portland Comum, NBR Cimento Portland de Alta Resistência Inicial, NBR Cimento Porltland de Alto Forno, NBR Cimento Portland Pozolânico, NBR Cimento Resistente a Sulfatos, NBR Cimento, NBR ou NBR 13116, diz que o tipo de cimento deve ser especificado levando-se em consideração os detalhes arquitetônicos e executivos, a aplicação do concreto, o calor de hidratação do cimento, as condições de cura, as dimensões da estrutura e as condições de exposição naturais ou peculiares de trabalho de estrutura. É importante que se tenha um controle na aceitação do material adquirido, ou seja, no momento de adquirir o produto, deve-se levar em consideração: A procedência do produto (cimento); O tipo e classe a que pertence; A data da fabricação; A data do recebimento; Se for adquirido em sacos, verificar se as embalagens estão invioladas e se não há indícios de hidratação. Os mesmos devem ficar protegidos das intempéries, devendo ser armazenados sob estrados de madeira e no máximo empilhados por 10 unidades;

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