Bau da Interculturalidade. Contos Populares de Países Terceiros

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1 Bau da Interculturalidade Contos Populares de Países Terceiros

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3 Introdução Caro leitor(a), esta é a primeira edição de contos populares de países de onde, maioritariamente, são originários os cidadãos imigrantes que vivem e/ou foram atendidos pelos serviços do GAIME/CLAII de Santarém. Contos dos nossos novos concidadãos scalabitanos, que connosco partilham o quotidiano Ribatejano e Português. Pensamos que, ao entreabrir este estrato formador das suas mentalidades, eles tornar-se-ão melhor dito, nós tornar-nos-emos, ainda mais próximos. Esta publicação insere-se assim, no âmbito de um Projecto de Promoção da Interculturalidade ICI-Informar, Conviver e Integrar dinamizado pelo Munícipio de Santarém em Parceria com o Alto Comissariado para a Integração e Diálogo Intercultural, financiado a 75% pelo Fundo Europeu de Integração de Nacionais de Países Terceiros. Os contos populares, com cariz de magia e encantamento, de conto de fadas, são um atributo antiquíssimo de expressão do imaginário, do carácter, da mentalidade e da arte de cada povo. Uma arte que se formou e acompanhou a caminhada histórica do desenvolvimento e estabelecimento desses povos, da sua identidade cultural e nacional. Uma das características dos contos populares é a de terem surgido ainda antes da escrita. De se terem transmitido oralmente, passando de boca em boca, de família em família, de geração em geração. Daí ser frequente encontrar-se várias versões de um mesmo conto, quer em povos da mesma família linguística e cultural, quer no seio de um mesmo país e povo. Isso mesmo acontece com alguns dos contos aqui publicados, que nesta época de afirmação, ou reafirmação identitária nacional são reivindicados como seus por diferentes povos de raízes comuns. Tal pode ser observado, por exemplo, na Ucrânia, 3

4 4 Bielorrússia e Rússia. Mas, o que é mais curioso e tem originado contraditórias explicações e grandes dissertações, é que tal acontece mesmo em povos de grupos linguísticos bastante distintos. Mesmo quando esses povos ficam nos antípodas geográficos, entre os quais historicamente não se registaram relações culturais e/ou económicas relevantes. Lede o conto Papas de machado, que em tudo nos faz lembrar a história de uma célebre sopa ribatejana, e tereis a oportunidade de, a este respeito, tirardes as vossas próprias conclusões. Outra especificidade daí decorrente é a de na transmissão oral de tais contos, mesmo depois de fixada pela escrita, se ter conservado um nível de exposição que não raro viola a lógica formal, mas que em contrapartida preserva a magia da efabulação, como se regressássemos aos recuados tempos em que surgiram. Aí porventura residirá o facto de esses contos continuarem a ser largamente divulgados desde o berço, aceites e muito, muito populares, tornando-se assim património de cada nova geração. Esta pequena colectânea não consegue esgotar o tema, nem divulgar todos os contos, nomeadamente devido à falta de espaço mas nunca como consequência da sua falta de importância ou representatividade cultural. Para além disso, e em razão de alguns desses contos serem precisamente mais divulgados e traduzidos, poderão já ser do conhecimento de parte do público, levantando-se ainda eventuais problemas de direitos autorais. Esta publicação contou, na fase da sinalização e recolha do material, com a indispensável colaboração e disponibilidade de Cidadãos Imigrantes residentes no Concelho de Santarém, aos quais, agradecemos.

5 Índice 1. A espiguinha de trigo (conto popular Ucraniano) 2. O urso (conto popular Bielorrusso/Eslavo) 3. Papa de machado (conto popular Russo/Eslavo) 4. O cozinheiro e o rei (conto popular Moldavo) 5. Três palavras - Três perguntas (conto popular Georgiano) 6. Tyndalé (conto popular Moldavo) 7. Sirkô (conto popular Ucraniano) 8. O moço de estrebaria escravo (conto popular do Cazaquistão) 9. O bode e o carneiro (conto popular Ucraniano) 10. O sol e a chuva (conto popular Georgiano) 11. O Sol, o Moróz e o Vento (conto popular Ucraniano) 12. Toucinho de coelho (conto popular Ucraniano) 13. Conto dos dois coelhinhos (conto tradicional Bielorrusso) 14. A pequena Maria e o urso (conto popular Ucraniano/Russo/Bielorrusso) 15. A cabra-cabreza (conto popular Ucraniano/Russo/Eslavo) 5

6 Bau da Interculturalidade 6

7 A espiguinha de trigo (conto popular Ucraniano) Era uma vez dois ratinhos, O Remoinho, ou Krut, e o Torvelinho, ou Vert, mais o galo-galante-gasganete-vociferante Pivnyk, Golossissti Shiika. Os ratitos não faziam outra coisa que não fosse divertir-se, cantarolando e dançando todo o santo dia, girando e redemoinhando num virote. O galo-galante-gasganete-vociferante, esse, mal a aurora despontava, era o primeiro a despertar tudo e todos em redor. Só depois é que ia trabalhar. Certo dia, certa vez, ao varrer o quintal, o galo encontrou uma espiguinha de trigo no chão. - Remoinho, Torvelinho chamou-os o galo-galante-gasganete- Vociferante. - Olhem aqui o que eu encontrei! Os ratitos acudiram ali, a correr, tendo opinado: - É necessário malhá-la para a debulhar. - Quem é que a vai malhar? perguntou o galo. - Eu é que não! gritou um. - Eu é que não! gritou o outro. - Bom, está bem. - disse o galo. Malho-a eu. E meteu mãos à obra. Enquanto isso, os ratitos puseram-se a brincar ao jogo da alpercata. O galo-galaró lá acabou de malhar, tendo então gritado: - Hei, Remoinho. Hei, Torvelinho. Ora vejam a quantidade de cereal que debulhei! Os ratitos abeiraram-se a correr e, na sua estridente chiadeira, proclamaram, a uma só voz: - Agora é preciso acarretar o cereal debulhado para o moinho, para ali o moerem e dele fazerem farinha! - E quem é que o acarreta? indagou o galo. - Eu é que não! gritou o Remoinho. - Eu é que não! gritou o Torvelinho. - Bom, está bem. disse o galo. - Eu levo o cereal para o moinho. Ditas estas palavras, içou o saco para os ombros e meteu-se ao caminho. Enquanto isso, os ratitos puseram-se a jogar ao eixo-ribaldeixo, saltando, à vez, um sobre o outro, divertindo-se a bom divertir. O galo, ao voltar do moinho, vá de chamar novamente os ratitos: - Remoinho, anda cá. Torvelinho, vem aqui também! Olhem, eu já trouxe a farinha e tudo. 7

8 8 Os ratos, que logo correram até ele, desfizeram-se em elogios. - Ai mas que galo tão fixe! Assim, sim! Assim é que é! Agora é só amassar a massa e fazer bolinhos e roscas. - E quem é que amassa? - perguntou o galo. Ao que se seguiu de novo a cantilena dos ratitos: - Eu é que não! guinchou o Remoinho. - Eu é que não! chiou o Torvelinho. O galo pensou, pensou, até que disse: - Pelos vistos, lá terei de ser eu de novo a fazê-lo. Assim foi. Ele amassou a massa, acarretou lenha para o forno e pôlo a aquecer. Logo que o forno ficou quente, pôs as roscas e bolinhos a cozer. Os ratitos também não perdiam tempo - só que a cantarolar e a dançaricar. Até que as roscas e os bolinhos se cozeram. O galogalaró-bondoso-de-meter-dó, tirou-as do forno e colocou-as sobre a mesa. Aí, os ratitos não se fizeram rogados chegaram-se à mesa num ápice. Nem foi preciso chamá-los - Oh, estou tão esfomeado! guinchou o Remoinho. - Ai mas que vontade de comer eu tenho! chiou o Torvelinho. E, sem esperarem mais nada nem ninguém, logo se sentaram à mesa. Foi então que o galo lhes disse: - Esperem lá, esperem lá! Digam-me primeiro uma coisa. Quem é que encontrou a espiguinha? - Foste tu! gritaram alto e bom som os ratitos. - E quem é que a malhou e debulhou? perguntou mais uma vez o galo. - Quem a debulhou foste tu! responderam eles em tom já mais baixo. - E quem é que acarretou o cereal para o moinho? - Também foste tu responderam Remoinho e Torvelinho, agora já numa voz completamente sumida. - E quem amassou a massa? E a lenha, quem é que a acarretou? E quem aqueceu o forno? E as roscas e bolinhos, quem os fez e pôs a cozer? - Tu. Tudo foi feito por ti. responderam os ratitos numa chiadela sussurrada. - E vós? O que fizestes vós? O que poderiam eles responder a tal pergunta? Pouco mais do que nada. Remoinho e Torvelinho começaram a levantar-se e a sair, de mansinho, da mesa. Por seu lado, o galo galante, Gasganete Vociferante, não fez nada para os travar.

9 Por que motivo haveria de obsequiar com roscas e bolinhos aqueles mandriões, aqueles preguiçosos? Imaginam como surgiu o urso? O Urso (conto popular Bielorusso) Antes de se tornar no que é hoje, o urso era, tal como nós, homem um ser humano. Nos longínquos tempos em que se passou esta história, havia poucas pessoas, e mesmo essas viviam nas florestas. Viviam da caça às feras e às aves. Na época quente do ano apanhavam bagas silvestres e cogumelos, extraíam raízes de certas plantas, das quais faziam reservas para o Inverno. Contudo, nessa recuada época eram de nozes e de mel as maiores reservas que os homens de então faziam. Havia muitas abelhas, principalmente nas cavidades existentes em troncos de árvores e na terra. As pessoas procuravam abelhas nessas cavidades. O primeiro a encontrar um enxame envolvia essa árvore com uma liana ou corda e mais ninguém tinha o direito de atentar contra o mel que ali se encontrasse. Por essa altura vivia um homem que era um mandrião que só visto, pois contado não se acreditaria. Como não se queria dar ao trabalho de andar à procura de mel, aproveitava-se, pela calada, do que os outros descobriam. O mandrião levava uma vida de regalo. De nada fazer e de tanto mel alheio comer, ficou largo até mais não. Engordou de uma tal maneira, que mais parecia uma barrica. Por isso, deixou de ser capaz de subir às árvores para aceder ao mel. Foi então que começou a pensar no que haveria de fazer para, sem grande esforço, trepar às árvores. Pensou, pensou, mas não encontrou uma solução. Certo dia, chegou aos ouvidos do mandrião a notícia de que longe, muito longe, a sete florestas e sete pântanos dali, vivia um feiticeiro capaz de realizar as coisas mais incríveis. - Vou ter com esse longínquo feiticeiro. Talvez ele consiga tornar- -me mais leve. pensou para consigo. Assim fez. Pôs-se a caminho, atravessando floresta atrás de floresta. Quando atravessava uma delas, reparou numa tília com uma corda a enrolá-la. 9

10 Abeirou-se da tília e viu que na cavidade daquela, muito baixinha, onde se encontrava um enxame de abelhas, havia muito mel. O mandrião sorveu mel até ficar empanturrado e lá continuou o seu caminho. Não levou muito tempo a deparar-se com mais uma tília com uma corda nela enrolada, a qual, tal como a anterior, tinha mel na cavidade existente no tronco. Mel que ele gulosamente também sorveu. Não se sabe bem quanto tempo mais levou, quanto caminho mais calcorreou. O certo é que, ao fim e ao cabo, acabou mesmo por chegar ao abrigo semi-subterrâneo do feiticeiro. Bateu à porta, mas ninguém abriu a entrada o senhor da casa encontrava-se ausente. Aí, o mandrião resolveu sentar-se, não se preocupando muito com o resto. A dado momento, reparou que mesmo à frente do seu nariz havia uma tília com uma cavidade no tronco. Ora o nosso mandrião já se acostumara a aproveitar-se do mel alheio, sorvendo-o até à última gota. Mesmo ali não resistiu ao seu hábito costumeiro. Porém, mal começara a devorar o mel, de bochechas cheias qual sorvedouro, eis que aparece o feiticeiro. Perante aquela cena, o senhor dos feitiços olhou para o mandrião e exclamou: - Ah, mas que raio de indivíduo. Por essa malvadez, doravante não farás outra coisa que não seja surripiar o trabalho das abelhas. Após estas palavras, o feiticeiro transformou o mandrião no animal que hoje conhecemos como urso. Eis como surgiu o urso. Quem não acreditar neste relato, que deite a mão a um urso e lhe pergunte se realmente não foi assim que tudo sucedeu. 10 Papa de machado (conto Russo, mas também muito popular entre Ucranianos e Bielorussos) Certo dia, certa vez, aconteceu que certo soldado, no seu caminho, atravessou uma aldeia. Cansado e esfomeado, o soldado entrou numa isba (casa), cumprimentou os presentes e, dirigindo-se à dona da casa, perguntou: - Ó patroa, arranja-se por aí qualquer coisita que se coma? Ora o que a dona daquela isba mais tinha era comida. No entanto, respondeu-lhe: - Qualquer coisa que se coma? Que se coma não tenho nada! Hoje nem mesmo eu ainda comi! - Faz-se uma papa e está o assunto arrumado sugeriu o soldado.

11 - Não tenho de quê, meu caro. A não ser este machado - Pois dê-me esse machado, que dele mesmo farei uma papa! - Que raio de prodígio vem a ser este? pensou a dona da casa. - Deixa-me cá ver como é que o diabo do soldado fará uma papa a partir de um machado. Mais por curiosidade do que por bondade, a dona da casa trouxelhe o machado. O soldado não se fez rogado. Pegou no machado, colocou-o numa púcara de barro, deitou-lhe água dentro e pôs ao lume a cozer. Foi cozendo, cozendo, até que levou à boca a provar e proferiu: - Está a ficar saborosa, o raio da papa! Se lhe juntássemos um pouco de grão, então, não sei se lhe digo se lhe conto Mais curiosa do que bondosa, a dona da casa trouxe-lhe uma mão cheia de grão. O soldado deitou o grão na púcara, deixando cozer, cozer, até que voltou a provar e disse: - Está praticamente pronta. Se se lhe acrescentasse um bocadito de manteiga e uma pitada de sal, então sim isso é que era! Incapaz de suster a curiosidade, a mulher trouxe o que lhe fora pedido. Uma vez acabada de fazer a papa, o soldado chamou a dona da casa: - Patroa, ó patroa, agora só falta comer a papa sentenciou o soldado. - Traga aí um naco de pão e uma colher, e vamos a isto! acrescentou ele. E lá se puseram, o soldado e a dona da casa, a comer a papa. - Nunca pensei que de um simples machado se pudesse fazer tão saborosa papa! Exclamou, deliciada, a dona da casa, enquanto o soldado ia comendo com um sorriso no rosto. 11

12 12 O cozinheiro e o rei (conto popular Moldavo) Era uma vez um rei que, certo dia, certa vez, convidou vários outros reis, czares e conselheiros, todos estrangeiros, para um grande banquete, com músicos e tudo. Três dias antes da festa, o rei chamou o seu cozinheiro, deu-lhe dinheiro e ordenou-lhe que fosse ao mercado e comprasse o que de melhor e mais caro houvesse neste mundo e no outro! Ele queria que à mesa apenas e só fossem servidos alimentos da máxima excelência. O cozinheiro foi ao mercado e gastou o dinheiro todo em línguas. Levou-as para a cozinha, confeccionou-as com especiarias, preparando com elas diversos pratos para a mesa real. Finalmente, os convidados reuniram-se. O rei indicou-lhes os seus lugares à mesa e ordenou que fosse servida a comida. O cozinheiro fez servir a cada conviva um pedaço de língua. Os hóspedes comeram-no, tendo então o rei ordenado que fosse servido o prato seguinte. O cozinheiro, porém, serviu de novo um pedaço de língua a cada um dos presentes! Os convidados entreolharam-se, espantados, não percebendo por que razão somente lhes serviam pratos à base de língua. Tratar-se-ia de uma tradição local? Contudo, os convidados comeram o que lhes fora servido, ficando à espera do que se seguiria, o que de facto daí a pouco seria ordenado pelo rei. Acontece que o cozinheiro trouxe um prato novamente à base de língua! - Por que não nos servem outra coisa que não apenas língua? procuraram saber os convidados. O rei, muito incomodado, chamou o cozinheiro e perguntou-lhe: - Então eu não te ordenei que fosses ao mercado e comprasses o que de melhor e mais caro houvesse, neste mundo e no outro?, ao que o cozinheiro respondeu: - Vossa eminência! Haverá neste mundo ou noutro qualquer algo de maior excelência ou de mais prestimoso do que a língua? A língua consegue tudo leva reis ao trono, suspende guerras, estabelece a paz! Os convivas ficaram espantados com o cozinheiro, elogiando a sua engenhosidade. Então os presentes, após conferenciarem entre si, decidiram mandar o cozinheiro novamente ao mercado, só que dessa

13 vez para comprar a pior coisa que pudesse haver à face da Terra. O cozinheiro lá foi, tendo comprado no mercado nada mais nada menos do que... língua! O rei, ao ver, disse-lhe: - Então eu não te pedi que comprasses a pior coisa que houvesse à face da Terra? O cozinheiro esclareceu: - Vossa eminência! Haverá algo neste ou noutro mundo qualquer pior do que a língua? Devido a ela pode-se deitar tudo a perder, tudo destruindo - desde a amizade à concórdia e à paz! Tanto os reis como os seus conselheiros ficaram rendidos à sabedoria do cozinheiro. Três palavras - Três perguntas (conto popular Georgiano) Em tempos que já lá vão viveu, ou talvez não, um casal muito, muito pobre. Não havia mais pobre do que aquele homem e aquela mulher. A palhota onde viviam estava a ruir, com o telhado quase a desabar sobre as suas cabeças. - Não tenho forças para continuar a viver assim. Tenho de ir ganhar algum dinheiro noutra aldeia desabafou o camponês à esposa. Na margem de um rio das redondezas o homem encontra um pescador, a quem pede: - Bom homem, toma-me como trabalhador. Servir-te-ei leal e dedicadamente. - Está bem, aceito-te ao meu serviço concordou o pescador. - No final do ano pagar-te-ei com uma vaca, mas uma vaca invulgar, que se pode ordenhar cinco vezes ao dia e tem crias cada duas semanas. O homem pobre começou a trabalhar, servindo leal e dedicadamente o pescador. Lançava com ele as redes de pesca ao mar, pastoreava o gado, tratava da vinha, regava a horta. Assim passou um ano. O pescador trouxe a prometida vaca e disse ao trabalhador: - Cá está a vaca pelo teu trabalho, companheiro. Esta não é uma vaca habitual, pois pode-se ordenhar cinco vezes ao dia e tem crias de duas em duas semanas. Porém, dentro de três anos, três meses e três dias irei ter contigo. 13

14 Direi três palavras e farei três perguntas. Se não conseguires responder-lhes, reaverei não só a vaca, como todas as suas crias. O homem pobre despediu-se do pescador e, levando a vaca à arreata, dirigiu-se para a sua casa. A esposa esperava o marido com lágrimas de alegria. Passaram a viver desafogadamente. A vaca era ordenhada cinco vezes ao dia e tinha crias cada duas semanas. No final do ano já contavam com uma verdadeira manada. O casal vivia sem os apertos de outrora. Porém, o camponês não parava de pensar no pescador e nas perguntas que aquele lhe faria quando aparecesse no prazo estipulado. Passaram três anos e três meses. Restava esperar três dias. O agricultor andava desolado. Não comia nem bebia. - O que se passa contigo, homem? perguntava-lhe a mulher. - Estamos a prosperar, não sabemos o que é desgraça nem amargura, e tu mesmo assim estás para aí sentado sem alegria. Até que o camponês lhe contou o acordo feito com o pescador. - Ele virá aqui amanhã e levará a manada inteira, pois não conseguirei responder às suas perguntas. - Mas que raio de motivo havias de arranjar para te lamentar! Eu mesma responderei às perguntas dele. Só não deves é permitir que ele entre em casa ou no celeiro. Ainda a noite não passara nem o dia nascera, quando o pescador fez a sua aparição. Bateu à porta. - Quem é que não deixa os outros dormir? respondeu a mulher às batidas na porta. - Abre, sou eu, o pescador. Vim dizer três palavras e fazer três perguntas. - Fá-las a partir daí. Para que haverias de entrar em casa? - Ontem enviei-vos uma ave, onde é que a meteram? - Qual ave, qual quê. Aquilo era uma mosca e o galo já a engoliu! - O teu galo não é nada pequeno! - Não é pequeno? Não é pequeno é favor! Pois saíba que quando ele canta aqui, prega a minha irmã de cangalhas a nove montanhas deste lugar! - Mas que irmã fracota e adoentada tendes! - Qual fracota e adoentada, qual quê!! Em nove anos, teve nove filhos. Todos cresceram que nem Hércules. São eles que tomam conta da nossa manada e a pastoreiam! O pescador percebeu: a vaca estava em boas mãos. Quanto à ma- 14

15 nada, não conseguiria o intento de dela se apoderar. Em vista disso, sentenciou: - Vós sois dignos e merecedores da vossa ventura. Que ela vos sirva e traga proveito. Só então o casal permitiu ao pescador que entrasse no seu lar, tratando-o generosamente com tudo o que melhor e mais saboroso havia na casa.. Tyndalé (conto popular Moldavo) Um belo dia, a esposa mandou Tyndalé ao mercado comprar leite ácido 1 e natas maturadas. Lá ir, Tyndalé foi, só que não levou consigo qualquer jarro. Uma vez chegado ao mercado, não tinha mais onde deitar o leite e as natas, que não fosse as mãos em concha... Assim, Tyndalé, sem pensar duas vezes, pegou no chapéu que levava na cabeça e disse para com os seus botões: - Aqui está onde vou levar o que venho comprar. Bem dito, bem feito. Aproximando-se da vendedora de leite, pediu- -lhe: - Senhora, deite-me o leite no chapéu. Ela assim fez deitou o leite no chapéu e recebeu o dinheiro. - Mas logo outra chatice se lhe deparou: e agora, onde levar as natas que tinha vindo comprar? - Tyndalé pensou, pensou, e eis o que decidiu: - É isso! Viro o chapéu do avesso, e pronto! Satisfeito por ter encontrado uma saída para aquela situação, voltou o chapéu do avesso, sem reparar que dessa forma entornara o leite. Compradas as natas, meteu os pés ao caminho, de volta a casa. A sua mulher, que já estava à sua espera, ao ver que Tyndalé só tinha comprado as natas, perguntou-lhe: - E onde está o leite, Tyndalé? - Está aqui, mulher, ora vê! - disse Tyndalé, começando a virar o chapéu no sentido contrário. E as natas, catrapus, foram direitinhas ao chão. Assim levou Tyndalé as compras até casa. 1 Leite ácido - espécie de iogurte ou soro de leite, nalguns países da ex-urss designado por prostokvasha. 15

16 16 Sirkô (conto popular Ucraniano) Há muito, muito tempo, vivia um cão, de nome Sirkô, com um camponês. Só que, de tão velho, metia dó. O dono, vendo que Sirkô já não tinha préstimo, escorraçou-o da sua propriedade. Sirkô pôs-se a deambular pelos campos. O lobo das redondezas, ao vê-lo por ali naquele estado, abeirou-se dele e perguntou-lhe: - Porque andas tu assim, desprezado, por estas paragens? Ao que Sirkô lhe respondeu: - Ora, compadre, o meu dono correu comigo. Eis porque ando por aqui a vaguear sem rumo. - Se quiseres disse-lhe o lobo, faço com que o teu dono te aceite de volta. O que dizes? Perante tais palavras, Sirkô exclamou: - Fica sabendo, estimado amigo, que se fizeres isso por mim, heide arranjar maneira de te agradecer. Então, o lobo disse-lhe: - Ora bem, escuta: - Logo que o teu dono vá com a esposa fazer as colheitas, ela há-de pôr o bebé à sombra de alguma meda de feno 1. Tu anda ali por perto, para eu saber onde puseram eles a criança. Depois eu aposso-me do miúdo, mas entretanto tu recupera-lo, como se eu me tivesse assustado e largado a criança. Daí a poucos dias o camponês foi, de facto, com a esposa para a seara fazer a colheita. A mulher pôs o pequenito sob o abrigo de uma meda de feno e depois foi para o lado do marido, ajudá-lo a fazer a ceifa. Daí a nada, era bom de se ver! O lobo, correndo pela seara, apossou-se da criança, levando-a campo fora. Sirkô lançou-se no encalço do lobo. O velho Sirkô, sabe deus como, lá alcançou o lobo e resgatou o menino, trazendo-o ao antigo dono. Depois de tal aflição, o camponês tirou da lancheira um naco de pão e um pedaço de toucinho e disse: - Toma, Sirkô. Come. Isto é por não teres deixado o lobo devorar o meu menino! Rente à noite, ao partirem do campo, levaram o Sirkô consigo. À chegada a casa, o dono disse: - Ó mulher, cozinha aí uma porção que se veja de pastéis de trigo 2 e condimenta-os bem condimentados com toucinho!

17 Mal os pastéis ficaram prontos, o camponês chamou o Sirkô, sentou-o à mesa, tendo-se ele próprio sentado ao lado do seu fiel amigo, dizendo: - Bem, esposa minha, serve lá os pastéis, pois são horas de jantarmos. A esposa serviu o jantar. O marido pôs uma farta porção numa tigela para o Sirkô, mas de forma a que ele, não fosse o diabo tecê-las, não se queimasse! Enquanto isso, Sirkô ia pensando: Tenho de agradecer ao lobo por este favor. Passado tempo, o camponês, tendo esperado o fim do período de jejum religioso, durante o qual não se podia comer carne, deu a sua filha em casamento. Sirkô foi ao campo, procurou por lá o lobo e disse-lhe: - No domingo à noite aparece dissimuladamente lá pela horta da casa. Eu faço com que entres em casa e assim te retribuirei o favor que me prestaste. O lobo esperou pelo domingo e foi até ao local que Sirkô lhe indicara. Nesse preciso dia, em casa do camponês, celebrava-se o casamento da filha do dono de Sirkô. O cão foi ter com o lobo, levou-o à socapa para dentro de casa e sentou-o debaixo da mesa. Sirkô tirou de cima da mesa uma garrafa de gorilka 3 e um grande pedaço de carne, tendo-os levado para debaixo da mesa. Em vista disso, alguns convidados quiseram bater-lhe. Porém, o dono da casa disse: - Não batam ao Sirkô. Ele prestou-me grandes serviços. Por isso, hei-de retribuir-lhe com todo o bem possível durante o resto da sua vida. Sirkô foi tirando o que de melhor havia sobre a mesa e ofertando o lobo. Deu-lhe tanta comida e bebida que, a dada altura, o lobo não se susteve e disse ao cão: - Agora, estava capaz de cantar! Sirkô não concordou, avisando-o: - Nada de cantorias. Ai de ti! Arranjarias uma encrenca das grandes! Bom, é melhor é dar-te mais uma garrafa de gorilka, e vê lá se ficas de bico calado. O lobo bebeu a garrafa de gorilka que o cão lhe trouxera e voltou a dizer: - Bem, agora é que canto mesmo! - bem dito, bem feito: começou a uivar de uma tal maneira debaixo da mesa, que só visto! Uns fugiram da casa para fora, outros puseram-se a desancar no lobo até mais não. 17

18 Sirkô saltou sobre o lobo de forma tal, que aparentemente até parecia que o queria estrangular. O dono disse então: - Não batam no lobo, senão ainda matam mas é o meu Sirkô! Ele próprio dará conta do recado. Sirkô lá levou o lobo até ao campo, dizendo-lhe: - Tu prestaste-me um grande favor, lobo, e eu, conforme prometi, retribui-te com o bem que pude. Assim se despediram um do outro, indo cada qual à sua vida. 1 Meda em forma de cone, parecida a uma tenda índia, idêntica às que se usam nalgumas regiões de Portugal, nomeadamente na região das Beiras, de modo a proteger a palha dos cereais, ou o feno, das chuvas. 2 Trata-se de trigo sarraceno, muito apreciado naqueles países, utilizado quer como condimento e recheio, quer em papas. 3 gorilka espécie de aguardente, ou vodka ucraniana. 18 O moço de estrebaria escravo (conto popular do Cazaquistão) Um Khan 1 (rei oriental) tinha três velozes cavalos. O khan gostava tanto deles que não os confiava a mais ninguém, a não ser ao mais fiel de todos os seus escravos. Era das mãos desse escravo, e só mesmo das desse, que o khan recebia ora um, ora outro cavalo quando ia fazer os seus passeios montado. Era igualmente nas mãos desse escravo, e só mesmo nas suas mãos que, ao regressar, deixava os cavalos. Certa vez, em conversa com os seus vizires 2 (ministros), o khan elogiou largamente o dito escravo. - Este moço de estrebaria é muito, muito trabalhador. E não menos importante sublinhou o khan, ele é igualmente muitíssimo honrado. Aconteça o que acontecer, nunca mente. Os vizires, enciumados, não gostaram nada da preferência que tal elogio do khan significava. - Oh, não se apresse em louvores, tahsyr 3 (Senhor meu)! Não há pobretana que não tenha o dom de mentir. Com certeza que esse Vosso servo, simplesmente, ainda não se viu a braços com uma situação tal, em que se visse forçado a mentir. - Por que razão caluniais, sem qualquer fundamento, um bom homem? Exclamou o khan, procurando envergonhar os seus vizires. - Estou certo de que o meu moço de estrebaria preferirá morrer a

19 mentir. Acredito nele como em mim próprio! Então, o mais antigo dos vizires, dirigindo-se ao seu khan, disse: - Tahsyr meu! O que me daríeis Vós de recompensa se eu fizesse com que esse servo mentisse? - Se o meu moço de estrebaria mentir respondeu-lhe o rei, - cedo-te o trono de khan. Porém, ó vizir, se perderes a aposta, não haverá quem te salve de te deceparem a cabeça. O vizir ficou radiante e a si próprio definiu um prazo para atingir aquilo a que se propunha - quatro dias. Aquele vizir tinha três lindas filhas. Eram tão belas, tão belas, que nem o sol nem a lua se comparavam à sua beleza. Ao chegar a casa, o vizir chamou as suas filhas, dizendo-lhes: - Minhas filhas dirigiu-se-lhes ele, tenho-vos a comunicar que discuti com o próprio khan. Eu asse-gurei-lhe que faria com que o seu moço de estrebaria lhe mentisse. Se eu conseguir fazer com que isso aconteça, então, com a ajuda de Alá, tornar-me-ei khan. De contrário, espera-me uma morte certa. As filhas do vizir puseram-se a congeminar: - Como ajudar o nosso pai, fazendo com que o moço de estrebaria minta ao khan? Momentos depois, o vizir voltou a dirigir-se-lhes: - Vejo que estais dispostas a ajudar-me. Ora, não é difícil alcançá- -lo. Já pensei no que há a fazer para o conseguir. - Somos todas ouvidos, pai exclamaram as jovens uma a uma, aproximando-se do vizir. - Sendo assim, eis o que vos aconselho a fazer. A partir de hoje, cada uma de vós irá, à vez, ter com o moço de estrebaria quando ele estiver a pastar os cavalos durante a noite, permanecendo com ele até ao amanhecer. Ao prepararem-se para o regresso, ele há-de perguntar-vos como agradecer a vossa visita. Então, como recompensa, vós pedir-lhe-eis a cabeça de um dos corcéis. O servo não se atreverá a recusar o vosso pedido. Assim, quando tiver matado os três cavalos, o moço de estrebaria não ousará reconhecer tal verdade perante o khan. Dessa maneira, ver-se-á obrigado a mentir-lhe. As filhas concordaram com o plano de seu pai. No primeiro dia, foi a filha mais velha a ir ter com o moço de estrebaria. Ela vestiu a sua melhor roupa, tendo ficado tão bela, tão bela como uma Peri 4. Ao vê-la, o moço de estrebaria ficou de tal modo desconcertado, que por momentos perdeu o dom da fala. Nunca antes, em lado algum, dele se aproximara tão bonita, tão bela rapariga. 19

20 Finalmente recomposto, o moço de estrebaria exclamou: - Oh, Khanym 5! Bem vinda sejas! A filha do vizir sorriu e, carinhosamente, disse: - Vim até aqui, pois quero partilhar contigo esta noite. Eu sou a filha do vizir-chefe. Sabei que, de tantos pretendentes ter, desde filhos de nobres e de vizires, a filhos de reis, não consigo encontrar descanso. Contudo, o meu coração para nenhum deles se inclina. Prefiro o teu amor por uma noite, ao deles por toda a vida. - Oh, khanym! Haveis tomado a decisão acertada. exclamou o escravo, de cabeça completamente perdida. A filha do vizir passou toda a noite com o moço de estrebaria. Quando, pela manhã, se preparava para regressar a casa, o servo perguntou-lhe: - Oh khanim, neste momento de despedida tem algum pedido a fazer-me? perguntou o escravo. - Gostaria que me ofertasses a cabeça de um dos cavalos respondeu, de pronto, a filha do vizir. Após uma curta hesitação, o moço de estrebaria derrubou de um só golpe um dos cavalos, cortou-lhe a cabeça e entregou-a à jovem. Ela pegou na cabeça decepada do cavalo e, sem pressas, encaminhou-se para casa. À noite foi a filha do meio a ir até à pastagem. Ela era suave e carinhosa que nem um anjo. O moço de estrebaria ficou muito contente com a sua chegada. Ela ficou toda a noite com o escravo. De manhã, tal como a sua irmã, em sinal de gratidão pediu, e recebeu, a cabeça de outro dos cavalos. Ao terceiro dia foi a vez da filha mais nova do vizir-chefe ir ter com o moço de estrebaria. Tudo se repetiu, tendo ela regressado a casa com a cabeça do terceiro cavalo. Durante três dias, o pobre escravo não conseguiu arranjar coragem para confessar ao khan o que acontecera. Por fim, decidiu-se e tomou o caminho do palácio. O khan não se encontrava no local do costume. Por isso, o moço de estrebaria, pretendendo imaginar como seria o seu encontro com o khan, colocou o chapéu que trazia sobre o trono. Assim, fazendo de conta que o chapéu era o khan, foi até à porta da sala e voltou a dirigir-se ao trono. - Por onde andastes estes três dias? Por que razão não me mantiveste informado sobre como estão os meus três cavalos preferidos? perguntava ao moço de estrebaria o khan imaginário. - Oh tahsyr meu! Os seus cavalos estão de perfeita saúde, bem tratados e lustrosos - respondeu mentalmente o escravo, logo sentin- 20

21 do profunda vergonha pela falsidade das suas palavras. Tornou a sair pela porta e tornou a dirigir-se ao trono. - Por que motivo não apareceste estes três dias? Como estão os meus cavalos? perguntou-lhe novamente o khan imaginário. Então, o moço de estrebaria disse: - Oh tahsyr meu! Os cavalos estão muito doentes. Já há três dias que nem tocam na comida. E mais uma vez o moço de estrebaria sentiu vergonha de si próprio por aquelas enganosas palavras. O moço, após um instante, abanou a cabeça e saiu da sala. Tornou repetidamente a abeirar-se do khan imaginário, e outras tantas vezes se censurou por mentalmente lhe mentir. Por fim, decidiu-se. Contaria toda a verdade ao khan, desse por onde desse! Foi até à horda 6 do khan, onde este habitualmente conferenciava com os seus vizires e nobres senhores. - Hei, onde andaste estes três dias? gritou-lhe o khan, ao avistar o se moço de estrebaria. - Não aconteceu nada com os meus cavalos preferidos? quis o khan saber. Ao que o servo disse: - Oh, meu tahsyr! Aqui tem a minha cabeça. Decepe-a, se por bem assim achar, pois vós já não tendes cavalos. E o servo contou tudo ao khan, não lhe ocultando nada. O khan, ao saber da morte dos seus tão adorados cavalos, ficou muito pesaroso. De tal forma, que não conseguiu pronunciar palavra durante muito tempo. Finalmente, virou-se para o homem sentado ao seu lado, que era nem mais nem menos do que o vizir-chefe. O vizir caiu aos pés do khan, em pranto, suplicando-lhe misericórdia. Contudo, o khan foi implacável. O rei chamou, e ordenou ao carrasco que cortasse a cabeça ao vizir. Entretanto o khan, para o lugar do vizir, nomeou o moço de estrebaria. Foi assim, graças à sua honradez, que o moço de estrebaria atingiu a felicidade. 1 - Khan - título equivalente a rei, nalguns reinos orientais do passado. 2 - Vizir - título equivalente a ministro, no sistema de governação de alguns reinos orientais do passado. 3 - Tahsyr - forma de tratamento equivalente a Senhor meu, my lord. 4 - peri - na mitologia persa, é uma fada-madrinha alada, de excelsa e cativante beleza, protectora das pessoas dos espíritos malignos. Noutra versão, trata-se de um anjo expulso do céu, entretanto purificado, ser etéreo que habita nas camadas superiores, próximas do céu, que se alimenta dos odores das flores e protege as pessoas dos espíritos malignos. 5 - Khanym, ou Khanum - trata-se da esplendorosa, da bela rainha Bibi Khanym, esposa do grande Khan Timur, ou Tamerlão (n m. 1405, um dos maiores conquistadores e dos mais célebres khanes da história 21

22 da humanidade), senhor de meio mundo no seu tempo. Em honra da bela Bibi Khanym (após mais uma vitoriosa campanha militar do khan Tamerlão, dessa feita na Índia) foi construída a célebre mesquita do mesmo nome, em Samarcanda, a pérola das estepes asiáticas e capital do império timúrida. Essa mesquita deveria, de acordo com as aspirações de grandeza de Tamerlão, tornar-se na mais grandiosa e mais bela de todas as construções confessionais do mundo do seu tempo. 6 - Horda - forma de união e governação entre os povos turcófonos na antiguidade. Governo do império tártaro-mongol. 22 O bode e o carneiro (conto popular Ucraniano) Em tempos que já lá vão, numa aldeia distante viviam marido e mulher em grande pobreza, apenas tendo como seu um bode e um carneiro. Um dia o marido disse à esposa: - Ó mulher, temos de nos desfazer do bode e do carneiro. Eles só comem o pouco que temos, sem qualquer proveito. Se bem o disseram, melhor o fizeram. - Vá, vá, fora daqui bode. Fora daqui carneiro. Não ponham nem mais um pé nesta casa. O bode e o carneiro assim fizeram. Empandeiraram os seus haveres numa sacola e puseram-se dali a andar. Foram andando, andando, caminhando, caminhando, até que de repente, no meio de um descampado, viram a cabeça de um lobo decepada. O carneiro era grandalhão, mas medroso, enquanto que o bode era destemido, mas tinha uma fraca figura. - Pega nela que és grande e forte disse o bode ao carneiro. - Leva-a tu, bode, pois és mais destemido. Acabaram por ser os dois a pegar na cabeça do lobo decepada, atirando-a para dentro da sacola. Continuaram a andar, a caminhar, até que de repente vislumbraram as chamas de uma fogueira. - Vamos até à fogueira! Pernoitamos ali, para que os lobos não nos devorem disse um deles. Ao aproximarem-se do local, viram que se tratava de lobos a fazer papa para, à falta de carne, comerem. - Mas que maravilha! Fixe, malta exclamaram entre si os lobos. - Olá, amigos. Olá, olá! A papa ainda não está a ferver, daí que a vossa carne vem mesmo a calhar. Nesse ponto o bode assustou-se a bom assustar. O carneiro, esse,

23 já há muito que estava aterrorizado. Nesse pano de fundo, o bode encontrou a seguinte saída: - Ó carneiro, traz lá a cabeça de lobo o carneiro assim fez. - Não é essa. Traz a maior o carneiro levou aquela e tornou a trazer a mesma, claro, pois outra não tinham! - Traz-me outra, ainda maior do que essa! tornou a ordenar o bode. O carneiro assim fez, trazendo a mesma se outra fosse, mas que aos lobos de facto parecia cada vez maior! Nesse ponto foi a vez de os lobos se assustarem, começando a coçar a cabeça e a pensar como sair dali para fora. - Isto está tudo muito bem, malta, mas a papa está a ferver e é preciso ir buscar água para lhe deitar. Quem assim falou foi um dos lobos, que logo se encaminhou na direcção da água. Porém, ao ficar um pouco afastado dali, disse para consigo: - Vão mas é para o diabo. Fiquem a léguas de mim e vão morrer longe. O segundo lobo começou, também ele, a congeminar como escapar dali. Foi buscar água e ficou lá sentado. - E nós aqui sem nada que deitar na papa. Vou buscá-lo com um calhau e trago-o a toque de caixa, que nem um cão. Mal ficou fora de vista, também ele deu às da vila diogo para bem longe dali, não mais voltando. O terceiro mantinha-se sentado, muito apreensivo, até que disse: - Vou buscar aqueles dois malvados e trago-os a toque de caixa. Ai isso é que trago! Saiu a correr e ninguém mais lhe pôs a vista em cima. - Bom, irmão-carneiro, vamos mas é fazer as honras à papa. Comamos quanto antes e depois temos mas é de sair desta fumarada, antes que as coisas aqueçam em demasia por aqui. Enquanto isso, os lobos encontraram-se num sítio ermo do descampado e começaram a discutir a situação: - Mas o que podemos nós, três lobos, ter a temer de um bode e de um carneiro? Vamo-nos àqueles dois e chamamos-lhe um bife. Os lobos regressaram ao local, mas os dois companheiros tinhamse despachado rapidamente e saído da fumarada da fogueira. Numa corrida, procuraram refúgio num carvalho que havia por ali, em cima do qual se ocultaram. Os lobos começaram a pensar na maneira de deitar a mão ao bode e ao carneiro. Puseram-se à procura deles, acabando por os encontrar em no carvalho. 23

24 O bode intrépido subira ao cume do carvalho, enquanto que o carneiro, medroso que era, ficou bastante mais abaixo. - Deita-te aqui disseram os lobos mais novos ao mais experiente. - Tu, como mais velho, é que tens que magicar uma maneira de acabar com eles. O mais veterano dos lobos deitou-se e começou a conjecturar. O carneiro, sentado num tranco frágil, não parava de tremer de medo. Tanto tremeu, tanta vibração causou, que se estatelou mesmo sobre o lobo deitado, assustando-se de morte tanto um como outro. O bode, sempre destemido, não perdeu presença de espírito e pôs-se a berrar: - Tragam-me o feiticeiro do cajado! Tragam-me o feiticeiro do cajado! Os lobos, apavorados com aquela reviravolta, não tiveram outro remédio senão bater dali em retirada. Lá diz o velho ditado: o medo tem os olhos grandes. 24 O sol e a chuva (conto popular Georgiano) Era uma vez um homem pobre que tinha duas filhas. Uma, deu-a a casar com um agricultor, outra, com um oleiro. O tempo passou, até que certo dia a esposa do homem pobre alvitrou: - Ó homem, vai visitar as nossas filhas. Vê como elas estão. Procura saber do que elas precisam, que alegrias têm na vida. O homem pobre fez o que a esposa lhe aconselhou. Primeiro foi visitar a sua filha mais velha, cujo marido era agricultor. O velhote perguntou como ia a vida, como corriam as coisas da casa e se esperavam uma boa colheita. - O que vos poderei eu dizer? Como podeis ver, está um calor tremendo respondeu o genro agricultor. - Se nesta semana não chover, tal como as coisas caminham, estamos desgraçados. O trigo perder-se-á na seara, queimado pela esturra! Depois, o homem pobre foi visitar a filha mais nova. Perguntou ao

25 genro oleiro como ia o seu negócio, gabando-o pela sua entrega ao trabalho, por ser tão diligente. - Fizeste muita louça disse ao genro. - Vendendo-a no mercado, asseguras o sustento para todo o Inverno. - Como lhe hei-de explicar Caso o calor se mantenha por mais uma semana, as minhas tigelas e os meus jarros atingirão o ponto de secagem ideal. Nesse caso, não há Inverno que me meta medo. Porém, se chover, estaremos completamente perdidos! O homem pobre voltou a casa. - Então, como vivem as nossas filhas? perguntou a esposa. - Esta semana, ou a nossa filha mais velha ou a mais nova vai ficar na miséria - explicou o marido à esposa, que se benzia sem nada perceber. O sol, o Moróz 1 e o Vento (conto popular Ucraniano) Indo certo dia, certa vez, um homem a passar numa estrada, viu três caminhantes e dirigiu-se-lhes, dizendo: - Viva, bom dia! prosseguindo o seu caminho sem parar. Os três companheiros puseram-se a discutir sobre a qual deles é que o homem cumprimentara. Decidiram voltar atrás, indo no encalço do homenzinho e, ao alcançá-lo, perguntaram-lhe: - A qual de nós é que desejaste bom dia? Ao que ele respondeu com outra pergunta: - Mas, afinal, quem sois vós? Um responde: - Eu sou o Sol. Outro diz: - Eu sou o Moróz. Por sua vez, o terceiro disse: - E eu sou o Vento! - Pois bem, as minhas palavras foram dirigidas ao Vento - reconheceu, por fim, o desconhecido. Eis senão quando o Sol, furibundo, vociferou: - Ai é? Pois quando fores a atravessar o restolho, hei-de queimar- -te. 25

26 Ao que o Vento disse, sossegando o caminhante: - Não tenhas medo. Eu soprarei uma corrente fria e arrefecer-te- -ei, nada deixando chegar até ti. Já o frio árctico Moróz(e) ameaçou: - No Inverno, hei-de enregelar-te. Mais uma vez o Vento saiu em defesa do desconhecido, dizendo ao Moróz(e): - Eu soprarei de forma tal, que em breve passará o tempo da tua estação e o calor reaparecerá num ápice. Por aqui se vê que, por sabedoria ou acaso, o caminhante fez a escolha certa. 1 - Moróz termo russo, muito corrente na linguagem comum e na literatura dos estados oriundos da ex- URSS e nos países eslavos orientais, significando o frio árctico, frio de Inverno. No imaginário popular este termo ganhou autonomia como personagem animada e nome próprio, daí se transferir para a literatura, como aqui acontece, juntamente com o Vento e o Sol. Lê-se Máróze 26 Conto dos dois coelhinhos (conto tradicional Bielorusso) Certo dia, dois coelhinhos sentaram-se num bosque a aquecer-se ao sol e a conversar, debaixo de uma bétula. É tão bom estar no bosque!... Enquanto isso, os insectos iam-se perseguindo uns aos outros, zumbindo com as suas asitas, como se se estivessem a rir. Mais além, o melro assobiava, bulindo com o menino Pilipko: - Pyulip! Pyulip! Pilipko, na mata de urzes, de cestinha de vime no braço, procurava descortinar borovitchki [cogumelos comestíveis boletos ]. Um pouco mais longe, um cuco ia cantando em sua própria honra: cucu-cucu. Que lindo dia. Que dia quente e alegre! Contudo, os coelhinhos não estavam felizes. Na sua conversa há desconsolo. - Oh, que sina amarga a nossa! dizia um dos coelhitos. - Cada santo dia é passado em temor, cada minuto a tremer de medo, a ver se o inimigo não andará pelas proximidades. - E são tantos os nossos inimigos! Não há quem não nos faça mal, a nós, pobres coelhinhos!

27 São as pessoas a magoar-nos. São os bichos a maltratar-nos. Até as aves de rapina - gaviões, corujas, mochos até elas nos mortificam, a nós, pobres coelhinhos. - E como nos poderemos salvar-nos de tão ruins inimigos? Onde procurar protecção? A única esperança são as nossas pernas: se elas nos conseguirem pôr ao largo poderemos dar-nos por felizes. Caso não nos consigam pôr a léguas não salvaremos a pele! E os coelhinhos puseram-se a chorar amargamente. Iam chorando e limpando as lágrimas com as patitas. - Mas como havemos nós de viver neste mundo? lamentava-se em jeito de pergunta o segundo coelhinho. - Pois se ninguém nos teme Mas é que mesmo ninguém, por ninguém ser! Será que só nos resta mesmo atirarmo-nos ao mar? Os pobres coelhitos choravam a bom chorar, desconsoladamente, até que se encaminharam para o lago, decididos a afogar-se de tanta amargura, de tão enorme tristeza. Chegados ao lago, pararam para uma última e definitiva despedida um do outro. Aproximaram-se da margem para se deitarem à água, quando de repente vêem uma rã dá um salto, assustada, para um montículo. Ao ver os coelhitos, ela ficara atemorizada. - Eh pá! exclamou um dos coelhinhos. - E esta, hã! Afinal, neste mundo sempre há criaturas que nos temem, a nós, coelhos! E, ao que se vê, para elas ainda é mais difícil do que para nós, viver neste mundo. Os coelhinhos entreolharam-se e puseram-se a correr de volta ao bosque. A pequena Maria e o urso (conto Eslavo muito popular entre Ucranianos, Russos e Bielorussos) Em tempos que já lá vão, viviam um velhinho e uma velhinha, e com eles a sua netinha Maria, a quem carinhosamente chamavam Masha 1. Certa vez, as amigas dela juntaram-se para ir ao bosque apanhar cogumelos e bagas silvestres. Antes, porém, foram chamar a Masha para ir com elas. - Avô, avó pediu Masha. - Deixem-me ir ao bosque com as minhas amigas! 27

28 Ao que os avós responderam: - Vai lá, mas não te atrases das tuas amigas, senão perdes-te. Chegadas ao bosque, as meninas começaram a apanhar cogumelos e bagas silvestres. A Mashenka 1 foi caminhando de árvore em árvore, de arbusto em arbusto, acabando por se afastar para muito, muito longe das amiguinhas. Aí, ela começou a gritar hei, hei, chamando por elas. Porém, as amigas não a ouviam, nem davam sinal de si. Masha andou, andou, até que se perdeu por completo. De tanto andar, chegou ao ponto mais longínquo e mais cerrado do bosque. Ao olhar, viu uma pequena isba 2. Mashenka bateu à porta, mas ninguém respondeu. Empurrou a porta, e a porta abriu-se. Mashenka entrou na pequena isba e sentouse à janela num comprido banco de madeira. Sentou-se e pôs-se a pensar: Quem é que morará aqui? Porque será que não se vê vivalma?... Ora naquela isba vivia um urso grande-grandalhão. Só que naquele momento ele não estava em casa. Andava pelo bosque. Ao fim do dia, ao regressar à isba e ao ver Mashenka, o urso ficou radiante. - Hum! pronunciou. - Agora não te deixo ir embora! Ficas aqui a morar comigo. Vais pôr lenha no forno para o aquecer, fazer papa e dar-ma a comer. Masha barafustou, chorou, lastimou-se, mas nada a ajudou. Foi assim que Masha passou a morar com o urso na isba. O urso ia todo o santo dia para o bosque, ordenando a Masha que, sem ele, não pusesse o pé fora da isba. - E se tentares fugir, hei-de encontrar-te e então então sim, comote pela certa! Mashenka pôs-se a pensar como escapulir-se dali e fugir do urso. À sua volta, porém, era só floresta. Não fazia ideia em que direcção ir, tão pouco tinha a quem perguntar... Matutou, matutou, até que magicou um plano. - Certa vez, ao chegar o urso do bosque, Masha disse-lhe: - Ó urso, urso, deixa-me ir um diazito à aldeia levar umas lembranças ao meu avô e à minha avó. - Não replicou o urso. - Tu perdes-te no bosque. Dá-me os presentes, que eu mesmo lhos levo! Ora, era precisamente disso que Mashenka precisava! Ela fez pastéis, arranjou uma caixa enorme e disse ao urso: 28

29 - Cá está. Olha, eu ponho os pastéis nesta caixa, e tu leva-los ao meu avô e à minha avó. Mas lembra-te: não abras a caixa durante o caminho, nem dela tires pastéis. Eu vou subir a uma árvore e, de lá, observar-te! - Está bem respondeu o urso. - Dá cá a caixa! Masha disse: - Agora sai ao varandim e vê se o tempo está com cara de ir chover. Assim que o urso saiu para o varandim da isba, logo Mashenka se meteu dentro do caixote, pondo o prato dos pastéis sobre a cabeça. Ao tornar à sala, o urso encontrou aquela grande caixa já preparada. Pô-la às costas e meteu-se a caminho da aldeia. Assim caminhou o urso, indo ora entre pinheiros, ora entre bétulas, barranco abaixo, outeiro acima. Foi andando, andando, até que, tendo ficado cansado, disse: Vou mas é sentar-me neste cepo, e comer um pastel ou papo-seco! Mas nisto soa a voz da Mashenka, de dentro do caixote, como se de longe fosse: Eu estou a ver tudo, tudinho! Não te sentes no cepo. Não comas nem pastel nem papo-seco! Vá lá, vá lá ursinho. Leva-os à minha avó, Leva-os ao meu avô! - Bolas, mas que olhos-olhões ela tem! Vê tudo! exclamou o urso. Dito isto, pegou no caixote e lá continuou o seu caminho. Andou, andou, e mais andou e tornou a andar, até que parou, sentou-se e disse para consigo: Vou mas é sentar-me neste cepo, e comer um pastel ou papo-seco! Mas eis que soa de novo a voz de Mashenka, de dentro do caixote, como se de longe fosse: 29

30 30 Eu estou a ver tudo, tudinho! Não te sentes no cepo. Não comas nem pastel nem papo-seco! Vá lá, vá lá ursinho. Leva-os à minha avó, Leva-os ao meu avô! O urso ficou espantado: - Ai mas que esperta que ela é! Sentou-se a altura tal, que a sua vista alcança uma grande, uma enorme lonjura! E o urso lá se levantou, fazendo-se rapidamente ao caminho. Ele chegou à aldeia, encontrou a casa onde viviam os avós de Masha, e toca de bater ao portão com quanta força tinha: - Tuc-tuc-tuc! Abram, abram! Trago-vos presentes da parte da Mashenka. Os cães, tendo captado o cheiro do urso, atiraram-se a ele. Eles corriam e ladravam de todos os quintais. O urso assustou-se, pôs o caixote junto ao portão e fugiu dali para fora sem sequer olhar para trás. A avó e o avô da Masha saíram então cá fora, abeirando-se do portão. Puseram-se a olhar e repararam numa grande caixa ali colocada. - O que terá o caixote? Interrogou-se a avó. Nisto, o avô levanta a tampa, mira, mira e não pode crer no que os seus olhos vêem! Bem dentro da caixa está a sua netinha Mashenka sentada, viva, vivinha e com muita saudinha! Os avós ficaram radiantes. Puseram-se a abraçar e a beijar a sua Mashenka, não parando de lhe gabar a inteligência. 1 Masha, Mashenka - diminuitivos de Maria, sendo o último deles o mais carinhoso, equivalente a Mariazinha. 2 isba - designação de casa típica de outros tempos na Rússia, feita de madeira, podendo por vezes parecer-se a uma cabana. Lê-se isbá.

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