Ata de 145ª (centésima quadragésima quinta) reunião ordinária do Conselho Consultivo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Itabira COMPHAI.

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1 Ata de 145ª (centésima quadragésima quinta) reunião ordinária do Conselho Consultivo Municipal de Patrimônio Histórico e Artístico de Itabira COMPHAI. Ata da centésima quadragésima quinta reunião ordinária do Conselho Consultivo Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico de Itabira (COMPHAI), realizada no dia quatorze de fevereiro do ano de dois mil quatorze, às nove horas, na sala de reuniões da Secretaria Municipal de Ação Social, da Prefeitura Municipal de Itabira, lavrada no verso da página 28 (vinte e oito), na frente e no verso das páginas 29 (vinte e nove), 30 (trinta) e 31 (trinta e um) do livro nº 02 de atas do COMPHAI. A reunião contou com as presenças de Elaine Cristina Linhares Diniz, representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo; Cecília Maria Viana Camilo de Oliveira, representante da Funcesi; Marconi Serafim de Assis Ferreira, representante da Amacentro e Gláucia Emiliana Oliveira, representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano. Justificaram ausência: Fernando Moura Santi, representante da ASSEAG e presidente do COMPHAI; Solange Duarte Alvarenga, representante da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e vice-presidente do COMPHAI; Antônia Conceição Soares Almeida, representante da Interassociação de Bairros; e Cabo Alessandro Alves Pereira Domingues, representante do Corpo de Bombeiros. Constatado quórum, com a presença de 50% (cinquenta por cento) dos membros do Conselho, deu-se início à reunião, convocada por aviso. Foram registradas as presenças dos técnicos, representantes e empreendedores do edifício comercial a ser construído na Avenida Carlos Drummond de Andrade, nº 01, Bairro Penha, cujo projeto está em tramitação para aprovação da construção: Patrícia Ferreira, arquiteta responsável pela análise dos impactos sobre Patrimônio Cultural do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV); Giovane Miler, representante da WE Engenharia, empresa responsável pela elaboração do EIV; Patrícia Nobre Carneiro, arquiteta responsável pelo projeto arquitetônico do edifício; Hugo Oliveira Velozo, representante dos herdeiros de um dos empreendedores, Dr. Cesário; Antônio Camilo Oliveira, empreendedor; Roberto Sampaio de Barros, empreendedor. Na ausência do presidente e da vice-presidente do Conselho, a secretária Gláucia abriu os trabalhos com a leitura da carta de justificativa da ausência de Fernando Santi, passou a Elaine a leitura da ata da reunião anterior, realizada no dia vinte de dezembro de dois mil e treze, e expôs a pauta do dia: Esclarecimentos quanto às resoluções do COMPHAI e, se necessário, reavaliação de seu parecer da análise do EIV para construção do edifício comercial a ser implantado na Avenida Carlos Drummond de Andrade, nº 01, Bairro Penha, registrado na ata da vigésima terceira reunião extraordinária do COMPHAI, realizada no dia vinte de dezembro de dois mil e treze, atendendo à solicitação dos representantes do empreendimento; Avaliação da solicitação encaminhada por correspondência, de Pedro Fortunato, quanto à possibilidade de reforma do imóvel tombado por gabarito, situado à Rua Guarda-mór Custódio, 141; Aprovação da Execução do Plano de Inventário do Município a ser realizada ao longo do ano de dois mil e quatorze; Agendamento do calendário das atividades do COMPHAI no ano corrente; Substituição de conselheiros. Iniciando os assuntos da pauta, Gláucia explicou o processo interno no Departamento de Urbanismo (DURB) que fez com que a construção de um edifício de 10 (dez) pavimentos, mesmo localizando-se fora de uma rua tombada, passasse pela avaliação da Seção de Patrimônio Histórico e Cultural (SPHC) e não somente pela Seção de Análise de Projetos (SAP), como era de costume. Ao observar processos de construção e

2 verticalização em ruas tombadas e no entorno de bens imóveis tombados, além de demolições de bens inventariados ou tombados por gabarito que geram, gerando perda do patrimônio e processos judicias no Ministério Público de Minas Gerais, ela, como chefe da SPHC solicitou a SAP, em concordância com o DURB, que: qualquer processo que se encaixasse nesses parâmetros fosse encaminhado para parecer junto à SPHC que, conforme o caso, o encaminharia ao COMPHAI para consulta ou deliberação. Para tanto, embasou a adoção desse trâmite nas obrigações legais do Poder Público e do COMPHAI de zelar pelo Patrimônio Histórico Municipal, mesmo que hajam expressivas lacunas na legislação urbanística que tange o patrimônio e que tornam os processos decisórios mais complexos. A palavra foi passada aos convidados para que expusessem os questionamentos em relação às resoluções do COMPHAI quanto ao EIV, apontadas na ata supracitada e já lida. Patrícia Ferreira fez as seguintes considerações: 1 - O terreno em questão não está numa Área de Interesse Cultural (AIC), e embora seja vizinho de um bem tombado, está localizada numa Zona de Adensamento (ZAD), fora do campo de deliberação do COMPHAI, e que permite a verticalização, fato que conflita com a afirmação da ata que expõe que o COMPHAI teria poderes de deferimento ou indeferimento nas questões que afetam diretamente o interesse histórico/cultural do município de Itabira ; 2 - Justificou os apontamentos 6 e 7 daquela ata, que questionam o posicionamento de referência da fotografia com a projeção do edifício, alegando dificuldade de visualização do prédio pela Avenida Carlos Drummond de Andrade num ângulo em que se vejam os bens tombados na Rua Santana. Expôs ainda que a partir da tal avenida, quer pela topografia, vegetação ou outras barreiras visuais, não é possível vislumbrar os imóveis tombados na Rua Santana, o que também indica que o prédio não estaria impedindo ou afetando a visibilidade de nenhum bem tombado. 3 - Quanto às observações 4 e 5 da análise do EIV, que questionam os termos presumir e aproximadamente para as medidas de altura do edifício, em função da elasticidade que esses termos podem imprimir a medidas que deveriam ser exatas, Patrícia defendeu que esses termos foram utilizados pois as cotas que constam no EIV foram tomadas como referências de altitude, baseadas nas plantas cadastrais da Prefeitura, que podem não corresponder a valores exatos. Isso posto, a palavra foi passada aos conselheiros para esclarecerem suas ponderações. Quanto à primeira questão apontada por Patrícia Ferreira, Gláucia esclareceu ainda que a legislação municipal de patrimônio histórico Lei n 2245 de 22 de Abril de 1984, citada também no EIV, reza em seu 5 parágrafo que Sem prévia autorização da Prefeitura Municipal, não se poderá, na vizinhança da coisa tombada fazer edificação que lhe impeça ou reduza a visibilidade (...), sendo, portanto, papel deste Conselho avaliar os impactos dessa edificação sobre esse conjunto, uma vez que a edificação em questão (a ser construída) está na vizinhança não só de um imóvel, como de uma rua tombada. Quanto ao terreno estar numa ZAD e não numa AIC, isso pode limitar os poderes do COMPHAI, mas não o impede de opinar sobre a questão, nem o isenta da responsabilidade de zelar pelo entorno do bem tombado, o que é essencialmente sua função. Sendo assim, mesmo que o edifício não seja implantado numa AIC, o fato de estar em seu entorno imediato dá a este Conselho o direito e o dever de analisar a questão, mesmo que não possa deferir ou indeferir o processo, já que o Plano Diretor concentra tal poder de atuação do COMPHAI especificamente nas AIC s. Elaine esclareceu ainda que até recentemente aquela área era uma Zona de Adensamento Restrito (ZAR) e que só se podia construir até 4 (quatro) pavimentos, e que recentemente o zoneamento foi mudado sem

3 considerar o Patrimônio Histórico presente no local. Gláucia ressaltou que o zoneamento atual e a legislação de patrimônio passaram, então, a entrar em choque, uma vez que deveria ter sido resguardado um raio no entorno da Área de Interesse Cultural para proteger sua ambiência e a paisagem urbana. Patrícia Carneiro defendeu que o empreendimento se enquadra nos parâmetros permitidos pelo zoneamento atual e, portanto, ele não poderia ser lesado por um conflito que deveria ter sido considerado quando da mudança do zoneamento e não agora que a situação já está regulamentada. Antônio Camilo questionou o fato de uma lei menor de Proteção do Patrimônio do Município poder sobrepujar uma lei maior que seria o Plano Diretor, impedindo a construção de um edifício que o Plano Diretor permitiria. Gláucia argumentou que as leis são equivalentes, ao que foi contestada por Marconi Ferreira que informou que a Lei do Patrimônio é um lei ordinária, portanto com menor peso que o Plano Diretor. Elaine, Cecília e Gláucia concordaram que o termo indeferimento usado na ata anterior foi inadequado e será corrigido, já que, neste caso, o papel do COMPHAI é consultivo e não deliberativo. Em relação ao segundo item apontado por Patrícia Ferreira, Elaine discordou de seu argumento quanto a impossibilidade de visualização dos imóveis tombados a partir da Avenida Carlos Drummond de Andrade e apontou o trecho da via em que é possível ter essa vista e, a partir do qual, o edifício pode constituir uma barreira visual, ao que teve apoio de Cecília. Gláucia ainda discorreu quanto à interferência do edifício na ambiência e paisagem urbana do perímetro tombado, uma vez que apesar da lei do patrimônio ser específica quanto a possibilidade de visualização dos bens, na realidade o tema não se encerra aí, mas se estende aos impactos visuais gerados sobre esses bens. Argumento refutado por Patrícia Ferreira e por Antônio Camilo, que recorreram ao texto da lei e argumentaram que o edifício não reduz ou impede a visualização de nenhum bem. Alegaram ainda que, como o prédio estará recuado em relação á via, possivelmente ele permitirá melhor vista da casa vizinha tombada. Quanto ao terceiro apontamento de Patrícia Ferreira, Elaine informou que a elasticidade da qual o COMPHAI tratou se baseia no fato de que os termos presumir e aproximadamente permite grandes variações de medida, caso não se delimite o intervalo de variação, uma vez que pode se referir a poucos centímetros ou a alguns metros. Patrícia Ferreira esclareceu que essa variação seria de alguns centímetros ou menor que 1,00m (um metro) e que a altura da edificação é exata, sem margem de erro e obedece os critérios do Plano Diretor para uma ZAD. Em relação a esse ponto, Gláucia esclareceu que foi considerado no EIV a medida de 32,00m (trinta e dois metros) e ela não corresponde à altura total do edifício, pois considera-se a face inferior da última laje, o que é válido para a análise de projetos do ponto de vista da legislação urbana municipal, mas não para a análise de interferência visual no patrimônio do entorno, já que além da última laje existem barreiras visuais que ultrapassam essa altura, como platibanda e caixa d'água. Hugo se posicionou compreensivo em relação às preocupações do COMPHAI, e expôs que é correto o posicionamento deste Conselho quanto ao debate sobre um tema que lhe diz respeito, caso contrário ele poderia ser julgado omisso. Contudo ponderou que, caso a deliberação sobre o tema não caiba ao COMPHAI, sua postura pode ser entendida como omissão comissiva, o que ele entende que não é a intenção deste Conselho. Ele ainda destacou que o edifício funcionará como um complexo de clínicas e há um grande interesse dos empreendedores no desenvolvimento da cidade quanto ao atendimento à saúde, contribuindo para o IDH municipal. Roberto Sampaio justificou a localização do edifício por estar perto da área de saúde já consolidada no município, com presença do Hospital

4 Nossa Senhora das Dores, além de várias clínicas. Expôs também que essa área apresenta um conflito Patrimônio Histórico X Saúde. Hugo destacou o direito constitucional à saúde. Marconi entendeu que o direito de acesso à saúde se sobrepõe ao direito ao patrimônio. Elaine e Cecília concordaram, mas Elaine destacou que o exercício de um direito não precisa representar empecilho ao outro. Roberto questionou a avaliação do EIV pelo COMPHAI no item 8, quanto ao aumento do fluxo de veículos, já que o edifício contará com 05 (cinco) pavimentos destinados a estacionamento, atendendo assim tanto funcionários quanto pacientes, e argumentou que a concentração de serviços médicos num único edifício pode diminuir o trânsito local. Elaine e Gláucia ponderaram que os estacionamentos internos resolvem a demanda de vagas de veículos criada pelo próprio edifício, mas que é possível um aumento do fluxo de veículos até o edifício em busca dos serviços que lá serão prestados. Patrícia Ferreira ressalvou que a questão do trânsito deveria ser alvo de avaliação da Transita. Ela questionou o encaminhamento do projeto ao Conselho Municipal de Meio Ambiente (CODEMA) e Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano (CMDU), como determinado na avaliação em questão. Elaine justificou o envio do projeto ao CODEMA em função da supressão de vegetação que ocorrerá no local. Patrícia Ferreira informou ainda que o projeto já teve aprovação da SAP e do DURB, contudo as resoluções do COMPHAI quando da análise do EIV se chocam com essa decisão. Ela e Hugo ressaltaram ainda que foram estabelecidas condicionantes voltadas ao Patrimônio Histórico para que a edificação possa ser construída. Gláucia esclareceu que o estabelecimento dessas condicionantes foi realizada a partir de um alinhamento entre si e o o chefe do DURB à época, Jader Magalhães, diante da preocupação da chefe da SPHC quanto aos possíveis danos que a construção desse edifício traria ao Patrimônio Histórico e sua ambiência urbana. Jader acolheu os argumentos e entendeu que, de fato poderão ocorrer interferências nocivas ao patrimônio, mas que, apesar delas, a construção do edifício é legal urbanisticamente, em função do zoneamento no qual o prédio será implantado. Objetivando compensar esses danos, em comum acordo entre os chefes do DURB e da SPHC, foi sugerida a adoção de medidas compensatórias voltadas ao Patrimônio Histórico a serem definidas. Essa posição do DURB foi trazida ao COMPHAI pela SPHC, por ocasião da primeira apresentação do tema a esse Conselho, como consta na ata do dia 25 de novembro de Embora as medidas compensatórias, já por essa ocasião, tenham sido apontadas ao Conselho elas não constaram em ata, já que foram parte de um longo debate até aquele momento inconclusivo e qualquer decisão oficial aguardaria a análise do EIV, quando então seria analisada a possibilidade de adoção daquelas medidas, caso o processo fosse deferido. Patrícia Ferreira informou que as medidas compensatórias sugeridas pelo DURB e já acordadas com os empreendedoras foram as seguintes: Restauração da fachada do Prédio Sede da Banda Euterpe, restauração da escultura do Zumbi dos Palmares, restauração do cruzeiro do Cemitério do Cruzeiro, projeto paisagístico da Avenida Osório Sampaio. O debate foi considerado encerrado e os convidados se retiraram para discussão e votação interna dos conselheiros. Elaine manteve suas posições apontadas na ata, mas concordou que os termos deferimento, indeferimento e delibertivo foram, nesse caso, inadequados, ao que encontrou quórum em Gláucia e Cecília. Cecília ainda considerou que, tendo em vista o texto do Plano Diretor, não cabe ao COMPHAI delimitar a altura do edifício, mesmo que o Conselho considere o zoneamento inadequado para a área. Elaine justificou a delimitação em 6 (seis) andares como exposto na ata anterior, em função de a

5 legislação anterior, que permitia apenas 4 (quatro) pavimentos naquela área, mas concordou que não cabe ao COMPHAI fazer essa definição,uma vez que o Plano Diretor foi alterado, permitindo maior verticalização. Marconi defendeu a execução do empreendimento, ressaltando o desenvolvimento local que ele possivelmente trará, e a importância das medidas compensatórias. Alegou ainda que o fato de a Rua Santana já ter sofrido descaracterizações ao longo de sua história diminui os aspectos negativos do impacto e que, nesse caso, o bem à pessoa humana, favorecida com o empreendimento em saúde deve prevalecer. Gláucia ressalvou que embora a Rua Santana já tenha sido descaracterizada, ela ainda é um importante marco na história do município, tendo sido uma de suas primeiras vias e, apesar das descaracterizações sofridas, ainda resguarda um acervo considerável. Gláucia ainda defendeu que o empreendimento favorece a concentração de serviços num local que deveria ser preservado, e que o ideal seria que esses serviços estivessem nas proximidades mas não no entorno imediato a essa área. Contudo, não há base na legislação municipal atual para frear esse processo e qualquer decisão contrária poderia ser julgada arbitrária ou sem embasamento legal. Colocado o tema em votação, quanto aos potenciais prejuízos ao patrimônio gerados pelo empreendimento, Elaine, Cecilia e Gláucia entenderam que o edifício tem alto potencial de gerar impactos negativos sobre a área tombada vizinha à edificação pretendida. Marconi, por sua vez, concorda com a construção do prédio, pois entende que ele não agride o entorno tombado, mas julga que as medidas compensatórias são relevantes, à medida que os demais conselheiros consideram que há impactos negativos sobre o patrimônio. Quanto à revisão da análise do EIV, redigida na ata da 23 (vigésima terceira) reunião extraordinária do COMPHAI, definiu-se, por maioria que: na observação 1 não se pode afirmar categoricamente que a importância histórica e, consequentemente, paisagística da região que se pretende alterar, sendo este um impedimento quanto à quantidade de andares do projeto, já que não há impedimento legal em relação á quantidade de andares, e sim a possibilidade de recomendação quanto à manutenção da qualidade da paisagem; Quanto à observação 3 Independente de haver no Plano Diretor a possibilidade de construções com até 12 pavimentos na área em questão, cabe ao poder público verificar, de 1 a 12 pavimentos, qual altura seria efetivamente compatível e não comprometedora das questões históricas e paisagísticas locais, posto que, cada caso possui sua singularidade e deve ser avaliado como tal, entendeu-se que a definição do número de pavimentos cabe ao Departamento de Urbanismo, que se baseia no Plano Diretor, e não ao COMPHAI. Secretaria de desenvolvimento ou ; No item 4 da análise, o Conselho passa a aceitar os termos presumir e aproximadamente, já que nesta reunião definiu-se um valor para esse intervalo definido por Patrícia Ferreira, como inferior a 1,00m (um metro). Quanto ás observações 6 e 7, este Conselho aceitou o posicionamento da fotografia em função das dificuldades técnicas alegadas por Patrícia Ferreira, apesar de discordar da sua afirmação quanto à impossibilidade de visualizar os imóveis da Rua Santana a partir da Avenida Carlos Drummond de Andrade. Em relação à 8 observação, o COMPHAI mantém seus argumentos mas admite que essa avaliação deve ser feita pela Transita. Por fim, os conselheiros definiram por maioria, que: O edifício que se pretende construir à Avenida Carlos Drummond de Andrade, n 01, Bairro Penha, implantado em terreno vizinho a imóvel tombado e no entorno de uma rua tombada integrante de uma Área de Interesse Cultural (AIC), pode gerar, em função especialmente de sua altura (dez

6 pavimentos) impactos negativos sobre os bens tombados e sua ambiência urbana. Contudo, como o prédio não está em AIC, e sim na sua vizinhança, em área definida pelo Plano Diretor como Zona de Adensamento (ZAD), o COMPHAI entendeu que, seguindo o texto do Plano Diretor que reza que: A ocupação dos terrenos integrantes da AIC, seja para novas construções, seja para reformas ou construções, deverá obedecer a critérios específicos orientados pelo COMPHAI, de forma a manter inalterável a qualidade dos bens e dos conjuntos tombados e de interesse histórico e cultural e parágrafo 4º Os critérios urbanísticos para edificações nas demais AICs serão os mesmos determinados para a ZCE, respeitando-se as resoluções do COMPHAI, não se aplica ao caso, já que concentra o poder de deliberação, deferimento ou indeferimento do COMPHAI especificamente em terrenos integrantes da AIC. O Conselho entendeu ainda que não deve determinar ou interferir, de qualquer modo, na definição do número de pavimentos a ser construído no local. Dessa forma, corrige-se o texto da ata anterior, onde se lê: Diante de tais considerações, os membros do COMPHAI chegaram a um consenso unânime de que seria necessária uma readequação do projeto para que o mesmo não ultrapasse 6 (seis) andares e que continue prevendo área de estacionamento que atenda, no mínimo, todos os funcionários locais, além disso, o projeto deverá ser encaminhado para apreciação e manifestação de parecer do CODEMA (Conselho Municipal de Meio Ambiente) e CMDU (Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano) conforme prevê e recomenda a Lei Complementar nº de 16 de novembro de 2006, denominada Plano Diretor do Município de Itabira. Reforça-se ainda que, a mesma Lei rege em seu art. 45, parágrafo 2º: A ocupação dos terrenos integrantes da AIC, seja para novas construções, seja para reformas ou reconstruções, deverá obedecer a critérios específicos orientados pelo COMPHAI, de forma a manter inalterável a qualidade dos bens e dos conjuntos tombados e de interesse histórico e cultural e parágrafo 4º Os critérios urbanísticos para edificações nas demais AIC's serão os mesmos determinados para a ZCE, respeitando-se as resoluções do COMPHAI. Desta forma entende-se que o Plano Diretor torna o COMPHAI um órgão com poderes de deferimento ou indeferimento nas questões que afetam diretamente o interesse histórico/cultural do município de Itabira, como é o caso em questão. Indeferindo a construção avaliada (...) leia-se Diante de tais considerações, a maioria dos membros do COMPHAI chegaram a um consenso de que embora a altura da edificação interfira negativamento do patrimônio histórico, não cabe a ele deliberar sobre a altura permissível para a edificação, uma vez que a mesma já é delimitada pelo Plano Diretor. Além disso, o este Conselho recomenda que o projeto seja encaminhado para apreciação e manifestação de parecer do CODEMA (Conselho Municipal de Meio Ambiente) em função da supressão de vegetação da área, cuja análise não é de competência do COMPHAI, conforme prevê e recomenda a Lei Complementar nº de 16 de novembro de 2006, denominada Plano Diretor do Município de Itabira. Reforçase ainda que, a mesma Lei rege em seu art. 45, parágrafo 2º A ocupação dos terrenos integrantes da AIC, seja para novas construções, seja para reformas ou reconstruções, deverá obedecer a critérios específicos orientados pelo COMPHAI, de forma a manter inalterável a qualidade dos bens e dos conjuntos tombados e de interesse histórico e cultural e parágrafo 4º Os critérios urbanísticos para edificações nas demais AIC's serão os mesmos determinados para a ZCE, respeitando-se as resoluções do COMPHAI. Desta forma entende-se que o Plano Diretor torna o COMPHAI um órgão

7 com poderes de deferimento ou indeferimento nas questões que afetam diretamente o interesse histórico/cultural do município de Itabira especificamente nas áreas, imóveis e terrenos tombados ou pertencentes a AIC, o que não é o caso em questão, já que o terreno situa-se numa ZAD. Portanto, embora julgue que o edifício poderá trazer impactos negativos ao patrimônio histórico da vizinhança, o COMPHAI não tem poder de deliberar sobre o deferimento da construção avaliada (...). Dessa forma, mesmo considerando que o edifício deve gerar impactos negativos ao ambiente urbano tombado, o Conselho recomenda que, caso as instâncias de avaliação com poder decisório defiram o processo de construção, devem ser exigidas e fiscalizadas a adoção e execução de medidas compensatórias para o patrimônio histórico, conforme proposto pela SPHC e pelo DURB. Ressalve-se que a especificação das medidas compensatórias expostas nessa reunião, coube ao DURB. Pelo adiantado do horário os demais assuntos da pauta foram adiados para a próxima reunião do COMPHAI a realizar-se no dia 11 de março de 2014 (onze de março de dois mil e quatorze) às nove horas no Memorial Carlos Drummond de Andrade. Encerrados os assuntos, a secretária deu por terminada a reunião às onze horas e trinta minutos. Nada mais havendo a tratar, foi lavrada a presente ata que vai assinada por mim, Gláucia Emiliana de Oliveira, e pelos que estiveram presentes na qualidade de conselheiros e participantes da reunião. Elaine Cristina Linhares Diniz Cecília Maria Viana Camilo Oliveira Marconi Serafim de Assis Ferreira Gláucia Emiliana de Oliveira

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