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3 ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL Secção de São Paulo Triênio 2007/2009 Presidente Luiz Flávio Borges D Urso Vice-Presidente Márcia Regina Machado Melaré Secretário-Geral Arnor Gomes da Silva Júnior Secretário-Geral Adjunto José Maria Dias Neto Tesoureiro Marcos da Costa Diretora Adjunta da Mulher Advogada Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho Conselheiros Federais Alberto Zacharias Toron; Jorge Eluf Neto; Luiz Eduardo De Moura; Norberto Moreira Da Silva; Raimundo Hermes Barbosa Conselheiros Seccionais Alexandre Barros Castro; Américo de Carvalho Filho; Aníbal Monteiro de Castro; Anna Carla Agazzi; Antônio Carlos Roselli; Antônio de Souza Corrêa Meyer; Aristeu José Marciano; Armando Arthur Ostler Filho; Arnoldo Wald Filho; Augusto Rocha Coelho; Braz Martins Neto; Carlos Alberto Expedito de Britto Neto; Carlos Alberto Maluf Sanseverino; Carlos Luiz Galvão Moura; Carlos Pinheiro; Carlos Roberto Fornes Mateucci; Cícero Harada; Cid Antônio Velludo Salvador; Cláudio Bini; Clemencia Beatriz Wolthers; Darmy Mendonça; Débora Guimarães Barbosa; Durvalino Picolo; Édson Cosac Bortolai; Édson Roberto Reis; Eduardo César Leite; Eli Alves da Silva; Estevão Mallet; Euro Bento Maciel; Everson Tobaruela; Fábio Marcos Bernardes Trombetti; Fábio Romeu Canton Filho; Fátima Pacheco Haidar; Ferdinando Cosmo Credidio; Fernando Guimarães de Souza; Fernando José da Costa; Flávio José de Souza Brando; Frederico Antônio Gracia; Gabriel Marciliano Júnior; Genildo Lacerda Cavalcante; Hédio Silva Júnior; Henrique Crivelli Alvarez; Horácio Bernardes Neto; Ivette Senise Ferreira; Jarbas Andrade Machioni; João Baptista de Oliveira; João Carlos Rizolli; João Emilio Zola Júnior; João Luiz Ribeiro dos Santos; Johan Albino Ribeiro; Jorge do Nascimento; José Antônio Cremasco; José Carlos de Carvalho Carneiro; José Eduardo Tavolieri de Oliveira; José Leme de Macedo; José Luiz de Oliveira; José Tarcisio Oliveira Rosa; Leroy Amarilha Freitas; Luiz Antônio Ignácio; Luiz Celso Rocha; Luiz Donato Silveira; Luiz Henrique Druziani; Manoel Roberto Hermida Ogando; Marcelo Ferrari Tacca; Márcio Aparecido Pereira; Marco Antônio Zito Alvarenga; Marcos José Bernardelli; Mário de Oliveira Filho; Martim de Almeida Sampaio; Maurício Fernando Rollemberg de Faro Melo; Nelson Alexandre da Silva Filho; Ricardo Hasson Sayeg; Roberto Pavanelli; Romualdo Galvão Dias; Rossano Rossi; Rui Augusto Martins; Sebastião Botto de Barros Tojal; Sergei Cobra Arbex; Sidnei Alzidio Pinto; Sindoval Bertanha Gomes; Sônia Aparecida Costa Mascaro Nascimento; Tallulah Kobayashi de A.Carvalho; Umberto Luiz Borges D Urso; Valdomiro Pisanelli;Yara Batista De Medeiros Membros Natos Carlos Miguel Castex Aidar, Rubens Approbato Machado, Guido Antonio Andrade (in memoriam), João Roberto Egydio Piza Fontes, José Roberto Batochio, Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, José Eduardo Loureiro, Márcio Thomaz Bastos, José de Castro Bigi, Mário Sérgio Duarte Garcia, Cid Vieira de Souza (in memoriam), Raimundo Pascoal Barbosa (in memoriam), João Baptista Prado Rossi (in memoriam), Sílvio Fotunado (in memoriam), Ildélio Martins (in memoriam), Noé Azevedo (in memoriam), Benedicto Galvão (in memoriam), José Manoel de Azevedo Marques (in memoriam), Plínio Barreto (in memoriam) Praça da Sé, São Paulo - SP CEP: Tel.: (11) Caixa de Assistência dos Advogados CAASP Presidente: Sidney Uliris Bortolato Alves Vice-Presidente: Kozo Denda Secretário-Geral: Laertes Soares Secretário-Geral Adjunto: Luís Ricardo Marcondes Martins Tesoureiro: Célio Luiz Bitencourt Diretores Pedro Eeiti Kuroki (Serviços ao Advogado), Jairo Haber (Área Médica), Valter Tavares (Área Odontológica), Marcelo Sampaio Soares (Diretorexecutivo) e Anis Kfouri Jr. (Diretor-executivo) Rua Benjamin Constant, 75 - São Paulo - SP CEP: Tel.: (11) Jornal do Advogado Órgão Oficial da Ordem dos Advogados do Brasil, Secção São Paulo e da CAASP N o 334 Ano XXXIV Novembro de 2008 Coordenador-geral: Luiz Flávio Borges D Urso Diretor-responsável: Gaudêncio Torquato MTb REDAÇÃO Editora-chefe: Eunice Nunes Colaboradores: Santamaria Silveira e José Luppino Repórteres: Paulo Henrique Arantes, Caroline Silveira e Marivaldo Carvalho Fotografia: Cristóvão Bernardo e Ricardo Bastos Editoração Eletrônica: Marcelo Nunes Pesquisa: Ubirajara Ferraz Ribeiro Projeto gráfico: Agnelo Pacheco Comunicação Praça da Sé, o andar Centro CEP: São Paulo SP Tel.: (11) PUBLICIDADE Tel.: (11) e Impressão: OESP Gráfica Tiragem: exemplares Índice Em questão 4 O que estou lendo 8 Presidente OAB-SP 9 Debate 10 Entrevista 12 Capa 14 Escola Superior de Advocacia 17 Comissões 18 Subsecções 18 Acontece 19 Jurisprudência 20 Presidente CAASP 22 Saúde CAASP 23 Espaço CAASP 24 Clube de Serviços 29 Índices de correção monetária 30

4 EM QUESTÃO STF proíbe interrogatório por videoconferência OAB-SP vê acerto na decisão e orienta advogados a pedir a anulação dos processos em que o método foi empregado para ouvir presos Por 9 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) declararam inconstitucional a Lei Estadual nº /05, que autorizava o interrogatório de presos à distância no Estado de São Paulo. Os ministros entenderam que apenas a União pode legislar sobre a matéria processual. A decisão não derruba automaticamente a lei paulista, mas sinaliza posição firme do Supremo em defesa da Constituição e reflete o que acontecerá se os juízes de São Paulo insistirem em continuar utilizando a videoconferência para interrogar os réus presos: os processos serão anulados desde a fase do interrogatório. Os ministros acolheram o pedido de habeas corpus e mandaram soltar um acusado, preso em agosto de 2005 por roubo qualificado e condenado a sete anos de prisão, e determinaram que o processo em que ele é réu seja retomado a partir do interrogatório. A OAB-SP, por meio de Nota Pública (leia íntegra abaixo) assinada por seu presidente, Luiz Flávio Borges D Urso, recomenda aos advogados que busquem na Justiça a anulação dos processos em que seus clientes tenham sido interrogados por meio de videoconferência. O documento diz que a advocacia está ciente dos problemas que envolvem o deslocamento de presos para interrogatório, como segurança e custos, entretanto, entende que tudo seria facilmente resolvido com a ida do juiz ao estabelecimento prisional para realizar o interrogatório, que seria realizado nas dependências administrativas do presídio. É simples, barato e seguro, e não há resistência sob qualquer ponto de vista. Não envolve custos extras, nem compromete a segurança, NOTA PÚBLICA GIl Ferreira/STF Se o juiz for à cadeia para o interregatório, não tem risco nem custo adicional e a lei será cumprida, diz D Urso seja dos magistrados, dos policiais ou dos acusados, diz a nota. Para D Urso, a videoconferência limita o direito de defesa, pois impede que o acusado se manifeste livremente diante de seu julgador: este contato pessoal é fundamental para a formação do convencimento do juiz, até para decidir sobre um pedido de liberdade provisória ou de fiança. Além disso, existe uma enorme diferença entre falar para uma câmera e falar diretamente com um juiz. Julgamento O pedido julgado pelo Supremo (HC 90900) havia sido negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sob o argumento de não ter ficado demonstrado que o interrogatório à distância causou prejuízo à defesa A OAB-SP tendo em vista recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que declarou inconstitucional a Lei Paulista /05, que autoriza a realização de interrogatórios por meio de videoconferência sugere aos advogados cujos clientes foram interrogados pelo sistema on-line que peçam a anulação dos respectivos processos. No ano passado, foram realizadas em São Paulo videoconferências, boa parte das quais para interrogatórios on-line. Em 2007, o STF anulou um outro processo porque o réu, sem citação alguma, foi interrogado na sala de teleaudiência do Centro de Detenção Provisória (CDP). O processo foi retomado desde aquele ato, tendo sido, então, refeito o interrogatório, desta vez na presença do juiz. A advocacia é sensível aos problemas de custo e segurança das escoltas dos presos, levantados pelo Executivo. No entanto, entende que o problema estaria resolvido com a ida dos juízes às unidades prisionais para realizar o interrogatório presencial, que ocorreria na parte administrativa do presídio. É simples, barato e seguro. Não envolve custos extras, nem compromete a segurança, seja dos magistrados, dos policiais ou dos acusados. A decisão do STF reforça o Estado Democrático de Direito, assegurando as garantias ao devido processo legal, pois, como afirma o ministro Cezar Pelluzzo, o interrogatório é meio de defesa e não resíduo inquisitorial ou mera técnica de se obter confissão. São Paulo, 31 de outubro de 2008 Luiz Flávio Borges D Urso Presidente da OAB-SP 4 do acusado. Aquele Tribunal afastou, ainda, alegações de violação aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório, da publicidade e da isonomia, bem como a ocorrência de inconstitucionalidade formal da lei estadual que instituiu o interrogatório on-line. No STF, a relatora, ministra Ellen Gracie, admitiu a realização do interrogatório por videoconferência. Para ela, a questão é de procedimento, não de processo penal. Ela também sustentou não haver inconstitucionalidade material na lei paulista, tendo em vista que o procedimento instituído preserva todos os direitos e garantias fundamentais, inclusive a garantia da ampla defesa e o devido processo legal. Mas o ministro Menezes Direito abriu divergência e votou pela concessão do habeas corpus, argumentando que a lei estadual viola flagrantemente a disciplina do artigo 22, inciso I, da Constituição. Ele afirmou que a matéria é de processo penal, explicitamente regulada no artigo 185 do CPP. Sendo matéria processual, a União detém o monopólio, a exclusividade para estabelecer a disciplina legal cabível, disse, observando que a possibilidade de videoconferência esbarra na disciplina constitucional brasileira e, portanto, o ato praticado padece de evidente nulidade. Seu voto foi seguido pelos demais ministros. Senado na contramão Uma semana depois da decisão do STF, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, por unanimidade, projeto de lei que autoriza o interrogatório de preso por videoconferência. A proposta foi incluída na pauta a pedido do governador José Serra, para quem o uso da videoconferência evita fugas e gastos com transferência de presos de penitenciárias para serem interrogados nos fóruns. Ainda em novembro, o projeto deverá ser apreciado em mais um turno na própria CCJ. Depois, será encaminhado diretamente para a Câmara dos Deputados.

5 Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro Reunião tira dúvidas sobre a Carteira do Ipesp OAB-SP, AASP e IASP prestam esclarecimentos sobre as negociações a respeito da Carteira de Previdência dos Advogados Em 6 de novembro, realizou-se na sede da OAB-SP reunião organizada pela Comissão de Acompanhamento da Carteira de Previdência dos Advogados do Ipesp a fim de esclarecer os interessados sobre as medidas que estão sendo tomadas pelas entidades representativas da advocacia paulista (OAB-SP, AASP e IASP) na luta pela sua manutenção. Foi rememorada a luta que há anos as três entidades têm travado para resguardar os interesses da Carteira: no plano administrativo, negociando-se com o governo do Estado de São Paulo, em reuniões realizadas com o secretário da Justiça, o secretário da Fazenda e com o próprio governador; no plano jurídico, foram reunidos três pareceres apontando a responsabilidade do Estado; e no plano legislativo, dois projetos de lei tramitam na Assembléia com o apoio das entidades. Foi informado que a Carteira do Ipesp possui hoje uma reserva de R$ 1,4 bilhão e um universo de contribuintes ativos e aposentados e pensionistas. Esses recursos foram reaplicados em outubro 50% no Santander e 50% no Bradesco para render 106% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Se ficar do jeito que está, o dinheiro da Carteira aguenta até O cálculo atuarial encomendado pelas três entidades está em vias de ser concluído, pois estão sendo feitas diversas simulações para encontrar a que proporcione a situação mais equilibrada para Carteira. O próximo passo será levar os cálculos ao governador José Serra para que, com base neles, seja construído um projeto que contemple os interesses dos advogados e defina um gestor para a Carteira, já que o Ipesp será extinto em junho de Enquanto isso, as lideranças da advocacia paulista tentam sensibilizar os deputados que compõem a base do governo na Assembléia Legislativa para o problema da Carteira do Ipesp. Também têm con- 5 versado com o ministro da Previdência, José Pimentel, que se dispôs a ajudar nas negociações com o governo. Foi esclarecido que a portabilidade (possibilidade de transferir as contribuições feitas ao Ipesp para outro fundo previdenciário) não se aplica à Carteira de Previdência dos Advogados: a lei não permite. A Secretaria de Previdência Complementar não reconhece a Carteira do Ipesp nem como pública nem como privada. Ela não se encaixa na nova legislação previdenciária. Está numa espécie de limbo jurídico. Por isso, a prioridade agora é definir o gestor da carteira, que deve ser o Estado de São Paulo. As entidades representativas da advocacia paulista já informaram que recorrerão ao Judiciário se as tratativas que estão sendo realizadas não forem bem sucedidas. Entendem que, estrategicamente, ainda não é o momento, pois não seria lógico entrar com uma medida judicial durante as negociações.

6 EM QUESTÃO 21ª Turma do TED é inaugurada em Araçatuba A atual gestão D Urso, a exemplo da primeira, tem o objetivo de instalar cinco novas turmas do TED em defesa da advocacia Em 6 de novembro, o Tribunal de Ética e Disciplina (TED) da OAB-SP instalou sua 21ª Turma em Araçatuba (foto). Ela abrangerá as cidades de Andradina, Araçatuba, Auriflama, Birigui, General Salgado, Guararapes, Ilha solteira, Mirandópolis, Penápolis, Pereira Barreto, Promissão e Valparaíso, e será presidida pelo conselheiro seccional João Carlos Rizolli. De acordo com o presidente do TED, Fábio Romeu Canton Filho, a instalação dessa nova Turma insere-se no projeto de descentralização e agilização dos processos ético-disciplinares em tramitação na OAB-SP. O trabalho rende mais porque os advogados estarão mais próximos dos fatos, tornando a apuração mais fácil e eficiente, comenta Canton, informando que na primeira gestão D Urso foram instalados cinco turmas do TED, número que será repetido na atual administração. No ano passado, o TED aplicou punições disciplinares, sendo 482 censuras e advertências, suspensões temporárias e 15 propostas de exclusão definitiva dos quadros da OAB-SP. Segundo Luiz Flávio Borges D Urso, presidente da OAB-SP, em um universo de 280 mil advogados, menos de 1% viola as condutas ético-disciplinares da profissão, o que demonstra que a maioria absoluta é formada por advogados honestos que observam os primados da ética no seu mister. A Turma de Ética Profissional do TED, dentro da proposta de promover sessões no interior do Estado, realizou a 516ª sessão de julgamento na Casa do Advogado de Santos. As sessões itinerantes marcam também os 70 anos de atuação da 1ª Turma do TED, que trata das matérias ligadas à ética profissional do advogado. Para D Urso, a Turma Deontológica tem feito um trabalho valioso de orientação aos advogados e constitui-se num importante instrumento de regulamentação corporativa, uma vez que a observância dos princípios éticos da profissão é fundamental para que o advogado possa cumprir sua missão pública no interesse da Justiça. Na sessão de Santos, sob presidência de Carlos Roberto Fornes Mateucci, também foram analisadas consultas de interesse da classe. São José do Rio Preto ganha Regional de Prerrogativas Em 7 de novembro, na Casa do Advogado de São José do Rio Preto, o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, instalou a sétima Coordenadoria Regional de Direitos e Prerrogativas (foto). A coordenação caberá ao advogado Gaber Lopes, que contará com o trabalho dos colegas Adelino Ferrari Filho, Alberto Dutra Gomide, Amauri Muniz Borges, Antonio Bernardes de Oliveira Neto, Aparecido Donizeti Carrasco, Carla Alessandra Rodrigues Rubio, Carlos Roberto Biazi, Cleber César Ximenes, Dimas Fernandes de Almeida, Diogo de Oliveira Rodrigues, Edilberto Imbernom, Edson Francisco da Silva, Eduardo Assunção de Lima e Gilson David Siqueira A OAB-SP vem criando Coordenadorias Regionais de Prerrogativas em todo o Estado para que o advogado tenha integral amparo na hora de fazer valer suas prerrogativas profissionais. Não basta que o advogado se conscientize, ele precisa reagir quando tiver suas prerrogativas violadas. Por isso, deflagramos recentemente a campanha Reaja!, cuja primeira iniciativa foi o lançamento da Cartilha de Prerrogativas. Temos de estimular os advogados a reagir e também instrumentalizá-los. Está tudo na Cartilha. Se aparecer na Corregedoria uma única representação não terá maiores efeitos, mas se 100 advogados representarem contra aquela autoridade, o corregedor vai querer saber o que está acontecendo, diz D Urso. Para o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP, Sergei Cobra Arbex, a Coordenadoria Regional tem poderes de instrução para descentralizar as prerrogativas e também coibir atos contra a advocacia: constitui braço administrativo e político da Seccional para fazer valer as prerrogativas profissionais de forma pedagógica e política na região. Irá agilizar os processos e trazer a força da Seccional para a advocacia de São José do Rio Preto. 6

7 Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro Seccional critica projeto que pune depoentes de CPI A OAB-SP enviou ofício ao presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho, e ao Conselho Federal da Ordem, para manifestar posição contrária ao Projeto de Lei (PL) 226/2006, que prevê a condenação de pessoa convocada por CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) por permanecer calada ou mentir, com pena de prisão de até três anos. O PL, originário da CPI Mista dos Correios, foi analisado e aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e, agora, aguarda votação em plenário. A iniciativa da Ordem Paulista se sustenta no flanco da inconstitucionalidade do projeto, que desconsidera a garantia constitucional da ampla defesa. Não se podem atropelar os primados constitucionais e o direito da defesa pleno e irrestrito, o que contempla o silêncio, afirma o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, sublinhando que o PL fere o artigo 5º da Constituição, quando estabelece que ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória (inciso LVII) e também quando dispõe que o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado (inciso LXII). OAB-SP recebe da ONU Troféu Especial de Imprensa Premiação ocorreu durante o 30º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e marca os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos A OAB-SP recebeu, em 27 de outubro, no Teatro TUCA, o Troféu Especial de Imprensa ONU, que marca os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e o 30º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. A iniciativa da premiação coube ao Centro de Informação das Nações Unidas para o Brasil (UNIC-Rio) e à Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH). A láurea é um reconhecimento à colaboração da Ordem na elaboração do prêmio e na recuperação do acervo histórico relativo a três décadas do Prêmio Vladimir Herzog. Fábio Romeu Canton Filho, conselheiro seccional e presidente do TED (Tribunal de Ética e Disciplina da Ordem), recebeu a homenagem em nome do presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso. Para D Urso, o prêmio pertence a todos os advogados do Estado de São Paulo, que sempre defenderam a cidadania e o Estado Democrático de Direito. Temos uma prerrogativa constitucional que coloca o advogado como guardião da democracia. E é isso que fazemos quando defendemos o pleno direito de defesa e o acesso universal a uma Justiça imparcial e célere, afirma. TRIBUTO: Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo por tudo que realizou em defesa da democracia 7

8 O QUE ESTOU LENDO Andrea Monterio/Divulgação As intrigantes relações humanas Por Raí Raí Presidente da Fundação Gol de Letra No momento estou lendo Travessuras da menina má, que versa sobre relações humanas intrigantes. De autoria de Mario Vargas Llosa, autor peruano que muito aprecio, o livro conta a história de uma paixão arrebatadora sobre um cenário de transformações sociais e políticas que se desenrolam na Europa e na América Latina. Nesta obra, mais do que em qualquer outra, vejo Llosa como uma espécie de Jorge Amado peruano, que brinda os leitores com uma bela história em que muitas de suas próprias experiências aparecem por meio de seus personagens. O livro narra a trajetória do personagem Ricardo, um peruano que, ainda jovem, realiza o sonho que sempre alimentou: o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily, uma mulher inconformista, aventureira e pragmática, o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily ela sempre mudando de nome e de marido se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenário de momentos emblemáticos da História contemporânea. Recomendo esta leitura a todos os meninos maus e meninas más, ou seja, a todos nós. Livro: Travessuras da menina má Autor: Mario Vargas Llosa Editora: Alfaguara Páginas: 302 Sobre Júlio Frank Por José Carlos Madia de Souza Acabei de ler a obra A sombra de Júlio Frank, de autoria de Afonso Schmidt. Trata-se de uma biografia romanceada do misterioso professor alemão que se encontra sepultado no pátio da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco. Foi ele o fundador da Bucha, uma sociedade secreta de ajuda mútua que exerceu notória influência na política nacional até à década de Tanto a história de Frank quanto da Bucha fascinam até hoje quem passa pelas Arcadas. Frank trouxe para o Brasil os ideais libertários e republicanos e estimulou seus jovens pupilos a valorizar a ami- zade, a solidariedade e a esperança. Há autores que insinuam que a Bucha deu origem à Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, constituída em Não se sabe ao certo. De qualquer maneira, neste ano em que se comemora o bicentenário do nascimento de Júlio Frank, a Associação resolveu relançar a obra de Afonso Schmidt, em edição de luxo e enriquecida com textos de outros autores, entre eles Lygia Fagundes Telles e Paulo Bomfim, numa singela homenagem ao professor que tanto influenciou os estudantes da velha e sempre nova academia. Livro: A sombra de Júlio Frank Autor: Afonso Schmidt Editora: Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP Páginas: 304 páginas José Carlos Madia de Souza Presidente da Associação dos Antigos Alunos da Faculdade de Direito da USP Fique ligado! TV Cidadania, da OAB-SP Com os mais destacados advogados, juristas e operadores do Direito Quarta, às 21h, Rede Vida de Televisão, para todo o Brasil Terça, às 21h30, Canal Comunitário de São Paulo Terça, às 10h30, Quinta, às 20h, e Sábado, às 9h, TV Justiça 8

9 PRESIDENTE OAB-SP Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro VAMOS REAGIR COM MAIS FORÇA Luiz Flávio Borges D`Urso Não devemos temer nem recuar ante humilhações, insinuações maldosas, expressões de deboche e outras formas canhestras de manifestação contra advogados eta central de nossa gestão, a luta contra as violações das prerrogativas profissionais da classe acaba de ganhar novo fôlego. Durante o XXXII Encontro de Presidentes, realizado em Campinas, a questão das prerrogativas profissionais assumiu praticamente o centro do debate, animando as discussões e, sobretudo, mobilizando a classe para continuar a desfraldar essa bandeira com energia e determinação. Temos de marcar posição no cenário institucional: o advogado exerce uma alta função social. Sua profissão se insere na vanguarda de defesa da sociedade, sendo por seu mister e atribuições fundamental para o equilíbrio, a harmonia e o ajuste do sistema de desenvolvimento de um país. Temos de resgatar a clássica lição do nosso patrono, o grande Rui Barbosa: em todas as Nações livres, os advogados constituem a categoria de cidadãos que mais poder e autoridade exercem perante a sociedade. Devemos argumentar em todos os foros que o advogado é peça fundamental para a meta de paz social. O seu múnus objetiva, primeiro, a composição justa da lide, a conciliação das partes, a solução harmônica e civilizada das demandas, sem estímulos à litigiosidade, buscando a ação estatal da prestação jurisdicional quando frustradas todas as possibilidades de harmonização dos interesses em disputa. Ora, esse é o ideário que precisamos expressar com vee- mência em todos os espaços, sem transigir jamais das funções emanadas da Carta Magna que, por meio do artigo 133, em comando de eficácia plena, determina a indispensabilidade do advogado à administração da justiça, ao mesmo tempo em que estabelece ser ele inviolável por seus atos e manifestações no exercício de sua profissão. Não devemos temer nem recuar ante humilhações, insinuações maldosas, expressões de deboche e outras formas canhestras de manifestação contra advogados, Nossa luta não pode esmorecer. Vamos reagir! A Cartilha nos ensina como fazer. E vamos continuar trabalhando pela aprovação do projeto que criminaliza a violação de nossas prerrogativas profissionais frequentemente usadas por aqueles que teimam em criar um apartheid nos espaços dos operadores da Justiça. Precisamos reconhecer que a disseminação de um discurso que procura ferir as prerrogativas dos advogados geralmente provém de profissionais bastante jovens e inexperientes das várias carreiras jurídicas, ou despreparados. Daí porque o ingresso na carreira de magistrado, de promotor de Justiça ou de delegado de polícia deve observar um rigoroso processo de seleção nos concursos públicos, a fim de selecionar os quadros intelectuais e morais mais condizentes com a relevante função de administrar a Justiça. Reconhecemos que a maturidade se adquire independentemente da idade, havendo muitos que são idosos e nunca se tornaram maduros. O que não podemos, porém, é deixar que alguns, sejam imaturos ou amadurecidos pela experiência, continuem maltratando os advogados durante as rotinas da lide. Tanto o juiz quanto o promotor e o delegado precisam entender que o advogado é, como eles, um operador do Direito, um artífice da defesa e da realização dos direitos humanos dos cidadãos. Sob esta crença, os participantes do XXXII Encontro de Presidentes receberam a Cartilha de Prerrogativas, mais uma ferramenta para garantir que a advocacia assegure seu papel de legítimo protagonista na sua missão de distribuição da Justiça. Este documento indica caminhos práticos para que advogados impeçam que suas prerrogativas profissionais sejam violadas, e reajam quando o forem. Trata-se de uma ferramenta poderosa para a campanha Reaja!, destinada a conscientizar todos os setores da sociedade e mobilizar os advogados na defesa de seus direitos constitucionais. Outra iniciativa foi a decisão de intensificar os esforços para fortalecer a campanha de apoio ao projeto de lei que criminaliza a violação das prerrogativas. Já temos mais de 50 mil assinaturas, mas queremos muitas mais. Nossa luta não pode esmorecer. 9

10 DEBATE CRIME PASSIONAL Sergei Cobra Arbex Sim Advogado criminalista e presidente da Comissão de Prerrogativas da OAB-SP A própria definição, até mesmo etimológica, da atitude passional de um ser humano, envolve a paixão como o sentimento principal e original desencadeador de uma ação impulsiva e impensada. Assim sendo, não existe atitude passional, seja ela também criminosa, desassociada de um ímpeto apaixonado, súbito, violento em tamanha intensidade que se torna invencível pela razão ou lucidez. Mais quais são as relações entre a paixão e o crime? As relações trágicas entre pessoas do nosso cotidiano, que, em sua ampla maioria, não chegam ao conhecimento público, salvo os casos em que descobertas por uma fúria midiática, ganham contornos espetaculares e a ansiedade do julgamento público. Todo advogado, em especial o criminalista, vivencia o drama e a miséria humana de muito perto e sabe, até mesmo porque busca fonte inspiradora na literatura, que o ódio é vizinho do amor. Comete-se, sim, crime por uma paixão ou por um impulso que o classifique como passional, mas esta circunstância encontra benevolência reduzida por parte do nosso legislador e pouca complacência em nossos julgamentos, com ou sem toga. Se a legislação admite, de forma prudente, a passionalidade como atenuante da pena, e jamais para permitir sua exclusão, intrigante ainda é a discussão acerca da caracterização da violenta emoção nos crimes contra a vida, sem a conjugarmos com outro elemento do tipo penal a injusta provocação da vítima, para analisarmos aqui, isoladamente, apenas a importância da emoção como gatilho de uma atitude criminosa impulsiva em decorrência de um ímpeto avassalador e incontrolável. Os mestres italianos, Francesco Carrara e Enrico Ferri, embora o segundo discordasse do primeiro quanto à tese do livre arbítrio do criminoso e de sua responsabilidade moral pelo fato delituoso, alegando que o comportamento criminoso é efeito e conseqüência inevitável de um conjunto de causas que o produziram, compartilham do mesmo entendimento relativo ao aspecto Comete-se, sim, crime por uma paixão ou por um impulso que o classifique como passional passional nos crimes contra a vida. Carrara entende que as paixões cegas, como o amor e o medo, impedem o uso da razão e ensejam a clemência judicial, ao contrário da vingança e da cobiça, que são arquitetadas e pedem uma condenação para o criminoso. Ferri admite que este critério se aproxima um pouco mais da justiça humana, mas dá amplitude maior à paixão, caso esta afete a razão do homicida, no sentido de buscar a benevolência do julgador. Entendo que o ato de tirar a vida de alguém, só reconhecido como direito nos casos de legitima defesa e necessidade, apresenta-se, com muito mais freqüência, como crime hediondo do que como privilegiado, ainda que possa aparentar ter contornos fortes de passionalidade. Crimes notórios recentes, como do assassinato da jornalista Sandra Gomide pelo também jornalista Pimenta Neves e da menina Eloá pelo namorado Lindemberg são demonstrações inequívocas da ausência de passionalidade, porquanto premeditados e baseados em outros 10 tipos de sentimentos, como possessividade, egoísmo, ego afetado, prepotência, obsessão, entre outros, que embora tenham o condão de trazer perturbação, orbitam muito mais na esfera da razão do que na da emoção. Esses casos não derivam de uma paixão no estado crônico, em que não se ponderam os fatos e se age com o ímpeto incontrolável e intenso e, sim, decorrem de uma dolorosa e perturbadora vivência racional de desilusões e dores provocadas por eles mesmos e não pela vítima supostamente amada. Seus fracassos e medos são depositados na conta da passionalidade e o que é pior, na da paixão, que não abriga tais sentimentos, nem tampouco justifica o homicídio, mas, quando avassaladora e incontrolável, pode reduzir a pena do criminoso, a exemplo do(a) amante humilhado(a) em grau extremo num ímpeto de cólera, sem premeditação, ou no caso real da mãe de uma criança vítima de violência sexual, que o Estado, irresponsavelmente, deixou lado a lado com o algoz de seu filho na mesma delegacia em nossa capital e acabou matando-o. Vale dizer, nem todo crime causado por paixão é passional, mas todo crime passional é causado por paixão, que não se confunde com o amor virtuoso, vivido na sua plenitude, desinteressado, leve e alegre, simplesmente com a idéia de que o ser amado existe e brilha mesmo na sua ausência. Porém, nem mesmo o amor, que, infelizmente, na maioria das vezes se apresenta travestido de desejo egoísta, prescinde da virtude da Justiça, como horizonte de todas as virtudes e desgraças humanas e, ainda que não possa fazer as vezes da felicidade humana, nenhuma sociedade que se pretenda realizada pode dispensá-la na esperança de uma coexistência justa e harmoniosa, com a responsabilidade que lhe é inerente, em cada caso concreto, distribuída da melhor forma possível.

11 Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro OCORRE POR IMPULSO? Não Luiza Nagib Eluf Procuradora de Justiça e autora do livro A paixão no banco dos réus Depois de cem horas em cativeiro, acompanhadas de perto por toda a população brasileira pelo rádio, televisão e jornais, terminou o cárcere privado da menina Eloá Cristina Pimentel, assassinada por seu ex-namorado Lindemberg Alves, pondo fim a mais essa crônica de uma morte anunciada. Eloá não foi um caso isolado de homicídio passional. Foi, apenas, mais um. Importa esclarecer que passionalidade não se confunde com violenta emoção. O termo passional deriva de paixão, que é diferente de emoção e de amor. Não é um homicídio de impulso, ao contrário, é detalhadamente planejado, exatamente como fez Lindemberg. Ele foi à casa de Eloá preparado para acertar as contas, armado até os dentes para fazer o que fosse necessário a fim de alcançar o seu objetivo: vingança. O intento era eliminar a moça para aliviar os sentimentos de rejeição e de masculinidade ferida que o atormentavam. Por essa razão, a negociação que se estabeleceu durante todo o período de cativeiro não teria a menor chance de prosperar. Lindemberg não queria dinheiro, não queria garantir sua fuga. Pretendia matar Eloá e qualquer outra pessoa que se interpusesse no seu caminho. Evidentemente, Lindemberg premeditou todos os seus passos. Eloá foi pega de surpresa e tornou-se cativa sem muito esforço. O crime passional até pode resultar de um impulso no caso de o agressor ser surpreendido por uma situação inusitada e reagir imediatamente, sem tempo para pensar. Um exemplo disso seria o marido chegar em casa e surpreender sua mulher na cama com outro homem. Tomado de espanto e fúria homicida, poderia reagir de forma impensada, resultante de violenta emoção, logo após injusta provocação da vítima. Ainda assim, teríamos que considerar o fato da mulher estar na cama com outro como sendo injusta provocação, o que é discutível, tendo em vista que a intenção de quem pratica um ato sexual não é necessariamente provocar alguém. É crucial entender melhor o crime passional e a força O homicídio passional é detalhadamente planejado, o que exclui a violenta emoção que move seu autor. Por que o homem precisa matar a mulher que o rejeita? Não seria suficiente separar-se dela e arrumar outra? Por que tantos homens aparentemente normais e pacíficos reagem de forma brutal e rancorosa quando são desprezados ou simplesmente substituídos? Foi assim com Pimenta Neves e Sandra Gomide, Doca Street e Ângela Diniz, Lindomar Castilho e Eliane de Gramont, Euclides da Cunha e Ana Ribeiro. São numerosos os casos de homicídio passional ao longo da história de nosso país, mas muito pouco se discute sobre eles. Na conduta do criminoso passional encontra-se embutida uma causa exógena, ou seja, uma pressão social para que ele não aceite a autodeterminação da mulher. Além do fato em si de ter sido desprezado, o passional preocupa-se em mostrar aos amigos e familiares que ainda continua no comando de sua relação amorosa e que castigou com rigor aquela que ousou desafiá-lo. É a face deplorável do machismo. Por essa razão, o sujeito comete o crime na presença 11 de testemunhas e, depois, confessa a autoria do delito sem rodeios e em detalhes. Para ele, praticar o ajuste de contas e não demonstrá-lo publicamente de nada adianta. Nosso Código Penal não define o que é crime passional, nem faz previsão expressa desse tipo. A doutrina é que assim denomina a conduta do homem que mata a mulher por suspeita de infidelidade. É importante mostrar que o homicídio passional, em regra, é qualificado, não, privilegiado. Qualificado pelo motivo que é torpe (vingança), pelo uso de recurso que dificulta ou impede a defesa da vítima (surpresa), pelo emprego de meio cruel (vários tiros ou facadas no rosto, no abdome, na virilha). Não é privilegiado porque, na grande maioria dos casos, o agente não se encontra sob o domínio de violenta emoção logo em seguida a injusta provocação da vítima. O sujeito pode, até, estar sentindo uma forte emoção no momento do crime, mas é uma emoção que foi sendo depurada e aumentada ao longo do tempo. Ou seja, o agente teve a oportunidade de pensar melhor, de procurar acalmar-se para evitar o crime, mas deliberadamente não o fez. Tomado de ódio, e apesar de todas as conseqüências de seu ato, que ele bem conhece, decide matar e trama sua ação de forma a emboscar a vítima. É evidente que o passional vai dizer que matou por amor, movido por impulso incontrolável. Com todas as provas contra si, nada lhe resta a declarar. No entanto, é óbvio que ninguém mata por amor e que a premeditação exclui a violenta emoção prevista no parágrafo 1º do art. 121 do Código Penal. Lindemberg, durante as conversas que manteve com o irmão da moça e que foram gravadas pela polícia, informou que estava com ódio de Eloá, que não conseguia nem olhar para a cara dela. É claro. Se não se sentisse assim, por que iria matá-la?

12 ENTREVISTA Vicente Marotta Rangel é advogado, professor titular aposentado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e juiz do Tribunal Internacional do Direito do Mar (ITLOS sigla em inglês para International Tribunal for the Law of the Sea), função que exercerá até A Corte, que se reúne em Hamburgo (Alemanha), trata da exploração dos recursos dos fundos oceânicos, dentre eles a pesca e a extração de petróleo no fundo do mar, aí incluída as buscas nas camadas de présal. Marotta Rangel, que é especialista em Direito Internacional, integrou a delegação brasileira durante os debates da Conferência das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, fato que levou o governo do Brasil, posteriormente, a indicar seu nome para a composição do Tribunal. Segundo o professor, não há nenhum impedimento para que advogados brasileiros atuem no ITLOS, bastando conhecer a matéria submetida à apreciação da Corte e dominar o inglês ou o francês, idiomas oficiais dos organismos internacionais. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida ao Jornal do Advogado. Qual a relevância do Direito Internacional nos dias de hoje? Com a globalização econômica, a integração entre os países acentua-se cada vez mais e, por isso, dentro em breve, todos os ramos do Direito se desdobrarão em duas faces: o interno e o internacional. Atualmente, creio ser muito importante para o advogado complementar sua formação com uma especialização em Direito Internacional focada em sua área de atuação. O que levou o sr. a especializar-se, dentro do Direito Internacional, em Direito do Mar? Quando de meu concurso de livre docência na Faculdade de Direito da USP, apresentei tese sobre a natureza jurídica do mar territorial. Gostei do tema, continuei a pesquisar e me especializei. Por força de minhas pesquisas na universidade, acabei sendo convidado para integrar a delegação do Brasil nas Conferências das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. Em 1982, depois de nove anos de debates, foi aprovada a Convenção das Nações Unidas do Direito do Mar, da qual alguns países não fazem parte até hoje, como os Estados Unidos mas tive notícia de que está para ser aprovada lá, o Equador e o Peru. Vicente Marotta 12

13 Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro Por que demorou tanto tempo essa conferência? Havia uma discussão acirrada sobre a definição de mar territorial. O Brasil, assim como o Peru e o Equador, defendia uma faixa de 200 milhas marítimas, porque havia interesse na exploração dos recursos minerais e biológicos oceânicos dessa região. Depois, aceitou a tese atual, de que o mar territorial vai até 12 milhas da costa, faixa em que o país exerce soberania plena. E de 12 até 200 milhas o Estado costeiro exerce direitos soberanos em relação aos recursos biológicos e minerais. E também se passou a admitir que o território do Estado costeiro se prolongaria, por baixo das águas do mar, até onde terminasse a plataforma continental geologicamente determinada. E o nosso país é bastante privilegiado nesse aspecto, porque tem uma plataforma continental bastante longa. Essas definições ganham relevância com as descobertas de reservas submarinas de petróleo e gás. Exatamente. Notou bem a importância que tem para o nosso país esse tema, já que há grandes reservas de petróleo e gás nas águas do mar contíguas ao nosso território. Assim, o território brasileiro não é apenas a terra, não é apenas o mar costeiro, mas é também o relevo submarino. É importante notar que quanto à exploração dos recursos biológicos do mar, o limite é de 200 milhas marítimas, a contar da costa. Nessas de 200 milhas, um barco de pesca estrangeiro não pode pescar. Quanto ao relevo submarino, depende do que a natureza ofereceu. Pode ser que seja menos do que 200 milhas, mas pode ser que ultrapasse. No caso brasileiro, em alguns pontos, a plataforma continental ultrapassa esse limite de 200 milhas. Como estabelecer objetivamente um controle quanto a esta extensão submarina? Criou-se uma comissão técnica para aprovar as propostas dos Estados, de modo a não ficar apenas ao critério de cada Estado estabelecer os limites exteriores da plataforma continental. É claro que até 200 milhas marítimas, se houver plataforma continental do Estado costeiro, não há o que discutir. Em relação ao petróleo nas camadas de pré-sal, por exemplo, as reservas brasileiras estão dentro da nossa plataforma continental. O que o Tribunal Internacional do Direito do Mar julga? O Tribunal tem competência similar à da Corte Internacional de Justiça no que tange às relações entre Estados quanto ao domínio marítimo. Então, em primeiro lugar, julga controvérsias entre Estados a respeito de limites, de fronteiras marítimas. Mas julga também questões sobre navegação, poluição do mar e exploração de recursos oceânicos. Interessante ressaltar que o Tribunal julga também questões de direitos humanos. Direitos humanos? Sim. Os direitos humanos acabam penetrando todas as áreas do Direito. No Direito do Mar, por exemplo, havia uma preocupação com relação ao destino das tripulações de navios que, por esta ou aquela razão, eram retidos em portos estrangeiros, em geral pela infringência às normas daquele Estado costeiro. Os processos internos envolvendo esses casos acabavam se prolongando por muito tempo e essas tripulações sofriam, então, com a distância de seus lares e também por estarem sujeitos a eventuais irregularidades que acontecessem no decorrer do processo naqueles Estados estrangeiros. Para esses casos, criou-se um procedimento que chamamos de pronta, ou imediata, libertação de navios e sua tripulação. Uma espécie de habeas corpus para o barco e sua tripulação? Exatamente. Um habeas corpus ou um mandado de segurança. Trata-se de um mecanismo processual que visa amparar marinheiros que tenham sido detidos por tempo excessivo em porto estrangeiro. É um procedimento rápido. No máximo em um mês o Tribunal Internacional do Direito do mar resolve esses casos. A preocupação é com os tripulantes. Mas o Tribunal também supervisiona as multas impostas aos navios transgressores, de modo a assegurar uma relação de equilíbrio. Este ano, tivemos um processo envolvendo dois navios japoneses de pesca que foram retidos num porto da federação russa. O Tribunal julgou, mandou liberar os navios e a Rússia cumpriu integralmente a decisão. Quantos juízes tem o Tribunal do Mar? São 21 juízes. Não há limite de idade para exercer o cargo. Cada governo apresenta um candidato e, em uma reunião dos Estados-parte da Convenção do Mar nas Nações Unidas, os juízes são eleitos. Há uma espécie de rodízio, uma renovação periódica. Eu fui eleito este ano e ficarei mais oito anos, até Eu passo parte do ano lá, tanto para participar dos julgamentos quanto para tratar de assuntos administrativos. Quando há casos urgentes para resolver, como esses da libertação de navios e suas tripulações, os juízes viajam imediatamente para apreciar o pedido. O sr. disse que o Tribunal também trata de questões envolvendo a poluição dos oceanos. Como é essa atuação? A parte 12 da Convenção sobre o Direito do Mar regulamenta o controle ambiental dos espaços marítimos e o Tribunal está aberto a questões que digam respeito à poluição que se espalha pelos mares. Tivemos dois casos entre a Irlanda e a Grã-Bretanha por causa de transporte de material radioativo em navios britânicos que passavam pela costa irlandesa. A Irlanda pediu medidas cautelares e o Tribunal as concedeu para que os cargueiros britânicos parassem de transportar material nuclear pela sua costa. Me lembro de outro caso entre Cingapura e a Malásia, por conta de aterros costeiros que, além de poluir o mar, estavam diminuindo o estreito de Johor, que separa os dois Estados. O Tribunal mandou parar com os aterros e estabeleceu medidas administrativas, que foram devidamente cumpridas. O sr. lembra de algum caso sobre pesca? Sim. Da Austrália contra o Japão por causa da pesca de uma certa espécie de peixe no litoral australiano que acabava tendo conseqüências sobre a própria riqueza do mar e também tinha conexão com a poluição. O Tribunal atendeu o pedido da Austrália. Depois houve um caso muito semelhante da Nova Zelândia também contra o Japão. O território brasileiro não é apenas a terra, não é apenas o mar costeiro, mas é também o relevo submarino Rangel13

14 CAPA Reaja! Seja um guardião Em Campinas, XXXII Reunião de Presidentes de Subsecções define prioridades em defesa da classe Perante as lideranças da advocacia paulista, reunidas em Campinas de 17 a 19 de novembro na XXXII Reunião de Presidentes de Subsecções da OAB-SP (foto), o presidente da entidade, Luiz Flávio Borges D Urso lançou o movimento Reaja!, uma campanha permanente em defesa das prerrogativas profissionais dos advogados. O movimento nasce com uma importante realização: o lançamento da Cartilha de Prerrogativas, um guia prático para o advogado saber como proceder quando tiver suas prerrogativas violadas. O objetivo é que o advogado saiba como reagir prontamente quando for vítima de violação das suas prerrogativas nas mais diversas situações, afirma D Urso, ressaltando: esta cartilha, que chegará gratuitamente a todos os advogados paulistas, é um instrumento de defesa e de conscientização da classe, e será uma importante ferramenta de trabalho a auxiliar a iniciativa pessoal de reagir. Segundo o presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas, Sergei Cobra Arbex, o lançamento da cartilha é um marco: precisávamos de um texto que detalhasse didaticamente o que são as nossas prerrogativas profissionais e que servisse tanto ao advogado quanto ao público em geral. Ele sublinhou que há uma campanha velada em curso que tenta pintar a advocacia como um atraso à democracia e que é preciso mostrar que é justamente o contrário: cabe a nós, advogados, trabalhar para conscientizar a opinião pública sobre o significado das nossas prerrogativas profissionais, que não são vantagens para nós, Advogados receberão Cartilha gratuitamente A Cartilha de Prerrogativas vem acompanhada de um CD com vários modelos de representação, habeas corpus e mandados de segurança. Com mais de 100 páginas, o livro atende a um velho anseio da classe e insere-se na luta constante da OAB-SP contra o desrespeito aos advogados no exercício da profissão e pela valorização da advocacia a maior bandeira da atual gestão. São 18 capítulos a tratar das características da profissão igualdade entre juízes, promotores e advogados; sigilo profissional; comunicação com o cliente; retirada, exame e vista de autos; imunidade profissional; defesa dos advogados; desagravo, entre outros, com o cuidado de dar exemplos práticos de situações de desrespeito e suas implicações legais. A Cartilha que foi escrita por Alfredo Machado de Almeida, Eli Alves da Silva, Luís Roberto Mastromauro, Marco Aurélio Vicente Vieira, Rogério Marcus Zakka e Vítor Hugo das Dores Freitas, sob a o coordenação de Sergei Cobra Arbex será paulatinamente enviada aos 280 mil advogados inscritos na OAB-SP. 14 antes servem para assegurar o direito de defesa a fim de proteger os cidadãos, logo, a sociedade. Para D Urso, a campanha permanente de respeito às prerrogativas nos une e permite que avancemos a cada dia também no trabalho pela aprovação do projeto de lei que criminaliza a violação das prerrogativas (leia texto abaixo). A Reunião de Campinas, que foi organizada pela vicepresidente da OAB-SP, Márcia Regina Machado Melaré, não onerou os cofres da entidade, pois foi integralmente patrocinada. União da classe No discurso de abertura do encontro, D Urso destacou a importância da união da classe para superar obstáculos: juntos, assumimos um pacto para equilibrar as contas e modernizar a entidade. Se hoje estamos em situação melhor, é por conta da nossa união, do trabalho desen- Mais de 50 mil adesões ao abaixo-assinado Em outubro, o abaixo-assinado pela criminalização das violações às prerrogativas da advocacia ultrapassou as 50 mil adesões. As assinaturas estão sendo colhidas em postos mantidos pela OAB-SP e também pela internet (www.oabsp.org.br) para serem enviadas aos senadores. A campanha, lançada em julho último com o mote Advogado, sua assinatura pode virar lei, chegou a todos os fóruns do Estado de São Paulo, Casas e Salas dos Advogados e Espaços CAASP (Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo), no interior e na capital. Os locais que conseguiram mais assinaturas foram a sede da Seccional e o posto do Fórum João Mendes.

15 Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro das prerrogativas Esclarecimentos sobre a Carteira do Ipesp volvido pela Seccional em conjunto com as 218 subsecções. Há uma crise financeira mundial e, muito provavelmente, teremos novas dificuldades. Mas, unidos, superaremos todos os problemas que porventura surgirem. Cezar Britto, presidente do Conselho Federal da OAB, também enfatizou a importância da união da classe e disse que ela extrapola os limites do Estado de São Paulo: eu e o presidente D Urso temos uma relação de lealdade. Britto citou a Declaração Universal dos Direitos Humanos e a Constituição da República como instrumentos para a superação de desafios do presente. Somos nós, advogados, que temos de defender os princípios fundamentais contidos nesses documentos, frisou, lembrando que, há 30 anos, a OAB contribuía decisivamente para o fim do AI-5 e que, hoje, renovam-se as bandeiras da instituição: nossa luta é em defesa da democracia, contra os ventos autoritários. CEZAR BRITTO: nós, advogados, somos os que fazem acontecer Nós, advogados, somos os que fazem acontecer. As exposições e discussões resultaram na Carta de Campinas (leia a íntegra na página 16), que foi lida por D Urso e aprovada pelo plenário no encerramento do evento. Painel debate Convênio de Assistência Judiciária O presidente D Urso informou aos presentes sobre as medidas que a Seccional tem tomado pela manutenção do Convênio de Assistência Judiciária com a Defensoria Pública, assim como de sua luta pelo aumento real escalonado da tabela de honorários. Em face da greve dos defensores públicos, deflagrada às vésperas do evento, D Urso leu nota oficial de repúdio à paralisação, e afirmou: os 47 mil advogados inscritos no Convênio de Assistência Judiciária continuarão a prestar atendimento ininterrupto à população carente nos 313 postos mantidos pela OAB-SP em todo o Estado de São Paulo. Ele classificou o movimento paredista de inoportuno e disse que com a greve, se o convênio estivesse encerrado, a população ficaria sem atendimento. Um dos painéis mais concorridos foi o que abordou a situação da Carteira de Previdência dos Advogados do Ipesp, que reúne 38 mil advogados. D Urso reafirmou o compromisso assumido conjuntamente com a AASP e o IASP de lutar pela manutenção da Carteira do Ipesp. Na ocasião, ele informou os presentes que as entidades estão trabalhando em três frentes política, legislativa e jurídica para tentar resolver o problema da Carteira do Ipesp da melhor forma e o mais rapidamente possível. Temos investido nas tratativas do tema com o governo do Estado e com a Assembléia Legislativa. E o nosso esforço tem sido no sentido de obter uma solução negociada, embora estejamos preparados para enfrentar um eventual processo judicial, declarou, acrescentando: vamos esgotar os meios políticos de negociação, tanto na Assembléia Legislativa quanto com o governo do Estado. Mas se for necessário, a OAB-SP, a AASP e o IASP recorrerão ao Judiciário para defender os colegas que acreditaram no Ipesp. Advogado-geral da União e presidente do TRT-15 são homenageados O advogado-geral da União, José Antônio Dias Tófoli, o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 15ª Região (TRT-15), Luiz Carlos de Araújo, e o juiz Wilson Possidônio da Silva, foram homenageados durante a XXXII Reunião de Presidentes pelos relevantes serviços que prestaram à advocacia e à democracia brasileira. Segundo D Urso, a atuação de Tófoli foi fundamental para que a lei que garante a inviolabilidade dos escritórios de advocacia fosse sancionada pelo presidente Lula com poucos vetos: havia o risco de veto integral, o que traria danos irrecuperáveis à nossa imagem. Apesar das muitas pressões contra a proposta, o ministro Tófoli atuou junto ao governo, sem alarde, para mostrar que o projeto era fundamental para a democracia. Sem a advocacia não existe liberdade, não existe cidadania. A luta por esses ideais é diária e, por isso, muitas vezes o papel do advogado não é compreendido. A defesa das prerrogativas profissionais dos advogados é, em última instância, a defesa da liberdade, declarou Tófoli ao agradecer a homenagem. D Urso manifestou sua gratidão ao desembargador Araújo e ao juiz Possidônio pelo que têm feito não só em favor da advocacia, mas também em prol da cidadania. 15

16 CAPA Carta de Campinas Considerando os desafios que a advocacia enfrenta na defesa do Estado de Direito, das liberdades individuais e dos direitos fundamentais, decorrentes de interpretações equivocadas do papel e da relevância da profissão de advogado e de sua atuação indispensável à administração da Justiça; Considerando que tais interpretações afetam a eficácia da defesa dos interesses da sociedade, mais precisamente no âmbito de suas garantias e reservas constitucionais e prejudicam, por vezes impedindo, a plena atuação profissional e o desempenho do papel fundamental da advocacia na manutenção do Estado de Direito; Considerando a necessidade de transmitir à sociedade civil os nobres fundamentos da profissão de advogado e fomentar o respeito às suas prerrogativas profissionais, a fim de assegurar o devido processo legal e a adequada defesa de seus constituintes; Considerando que a ninguém interessa a pirotecnia que tem pautado as ações de algumas autoridades públicas, em detrimento da ação dos advogados na defesa dos direitos de seus clientes; Considerando que somente a defesa independente legitima a condenação e que, enquanto dela não resultar a coisa julgada, prevalece a sagrada presunção de inocência; Considerando que é pilar da democracia a estrita observância da total independência da magistratura, do Ministério Público e da advocacia; Considerando que a advocacia paulista, sensível aos problemas sociais, nunca se absteve de dar sua contribuição ao Estado e à sociedade, prestando assistência jurídica para a população carente através da contribuição abnegada de quase profissionais nos últimos 22 anos; Considerando que é justo que se garanta aos advogados, ao fim de sua árdua caminhada, condições de vida que lhes assegurem os mínimos requisitos para a subsistência digna na maturidade; Os advogados de São Paulo afirmam os seguintes compromissos: 1) Convênio de Assistência Judiciária Divulgar amplamente as medidas tomadas pela diretoria da OAB-SP visando ao constante aprimoramento do Convênio firmado com a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, em especial com vista a um reajuste digno e justo da tabela de honorários profissionais, não somente no que respeita à correção monetária, mas também a obtenção de um aumento real e, mormente, à adequação das demais cláusulas, objetivando melhores condições de trabalho e manutenção da dignidade e do respeito profissional. Divulgar o amplo apoio das subsecções e da classe a essas medidas. Apoiar a manifestação veemente de repúdio da OAB-SP à greve deflagrada pela Defensoria Pública em flagrante prejuízo da população carente. Repudiar firmemente as inverdades assacadas pela Defensoria Pública com relação à proveniência e aos montantes das verbas necessárias à abertura de concurso para preenchimento de novas vagas na carreira. Viabilizar a renovação do convênio, independentemente do reembolso das verbas já devidas, cuja discussão se dará em oportunidade distinta. Prosseguir de forma intransigente na cobrança das verbas devidas pela Defensoria à OAB-SP, divulgando amplamente para a classe os resultados das medidas institucionais, administrativas e judiciais tomadas pela diretoria da OAB-SP nesse sentido. Promover as medidas éticas cabíveis quanto a eventuais comportamentos inadequados dos defensores públicos, mantendo-se tais procedimentos na jurisdição administrativa do Tribunal de Ética da OAB-SP. Manter fiscalização constante sobre os serviços decorrentes do convênio. Reafirmar o compromisso dos advogados bandeirantes de não deixar faltar competente assistência jurídica à população carente do Estado, conclamando a classe à união. 2) Prerrogativas Reforçar junto aos presidentes de subsecções e à sociedade civil a necessidade de exercer todos os meios de influência possíveis no sentido de apressar a aprovação no Senado Federal do projeto de lei que criminaliza a violação das prerrogativas profissionais, assim como sua sanção pelo presidente da República. Intensificar o esforço de obtenção de adesões ao abaixo-assinado de apoio ao projeto de lei que, neste momento já conta com mais de 50 mil assinaturas. Incentivar a formalização de representações à Ordem das ofensas às prerrogativas, com o intuito de possibilitar a ação efetiva e rápida da Comissão de Direitos e Prerrogativas da OAB-SP para o restabelecimento da dignidade e da honra do profissional atingido. Divulgar a Cartilha de Prerrogativas lançada durante esta XXXII Reunião de Presidentes de Subsecções, que apresenta as mais diversas situações do diaa-dia forense nas quais as prerrogativas profissionais podem ser violadas e ensina como reagir a elas. Não medir esforços para coibir a indevida e ilegal ingerência de autoridades na relação entre os advogados e seus clientes. Lançar e patrocinar campanha pública de esclarecimento e de valorização da advocacia, informando os meios de comunicação e a população em geral, em especial os estudantes e operadores do Direito, da importância das prerrogativas profissionais dos advogados como instrumento de efetiva distribuição da justiça e de defesa do Estado de Direito. 3) Carteira dos Advogados do Ipesp Divulgar a importância das diversas medidas, inclusive judiciais, promovidas pela OAB-SP, IASP e AASP, na qualidade de legítimas representantes da classe dos advogados, em defesa da carteira de previdência dos advogados do Ipesp. Em conjunto com o IASP e a AASP, intensificar e 16 examinar estratégias e alternativas para eventual propositura de ações judiciais em favor dos advogados, até junho de 2009, data prevista para a extinção do Ipesp, não se podendo deixar de as propor no momento em que se revelar risco de prejuízo iminente e irreparável. Prosseguir nas ações políticas necessárias para possibilitar a alocação definitiva dos recursos da carteira para a administração do Estado e a responsabilidade deste para com os advogados inscritos no Ipesp. Estimular o debate político, objetivando normatização capaz de equacionar os problemas da carteira, eliminando possível perda de benefício que se daria em prejuízo de aproximadamente 37 mil profissionais. Apoiar todas as medidas já tomadas e as que serão tomadas pela OAB/SP, IASP e AASP para salvaguardar o interesse dos inscritos na carteira. 4) Propostas em andamento em prol da advocacia Apoiar o projeto de lei que criminaliza a violação das nossas prerrogativas profissionais, na forma anteriormente tratada. Apoiar o projeto de lei de autoria do deputado Mendes Tame (PL 3.325/08, sob relatoria do deputado Ricardo Trípoli), que permite que os divórcios, partilhas e separações consensuais sejam instrumentalizados por escritura particular sob patrocínio de advogado. Apoiar o processo de inclusão digital permanente do advogado, com popularização da certificação digital. Continuar a luta pela melhoria da qualidade do ensino jurídico. 5) CAASP Novas propostas e OABPrev-SP Ampliar os serviços de distribuição de livros e medicamentos em todo o Estado, bem como de guias médicas por meio eletrônico. Realizar a Feira de Novos Mercados para os estagiários, advogados e sociedades de advogados em abril de 2009, no Anhembi, com o fim de estimular a abertura de frentes no mercado de trabalho. Ampliar a OABPrev-SP convidando outras Seccionais, além das sete que já aderiram, filiando-a ao projeto do Conselho Federal de uma OABPrev Nacional. Formalizar convênio aprovado durante esta XX- XII Reunião de Presidentes de Subsecções entre a OABPrev-SP e o CESA (Centro de Estudos das Sociedades de Advogados), com a finalidade de permitir planos de previdência privada corporativos contratados entre as sociedades de advogados e a OABPrev-SP, em benefício dos integrantes das sociedades. Por fim, envidar todos os esforços para manter a união da classe, condição precípua para a alcançar os ideais maiores da advocacia e da cidadania. Campinas, 19 de outubro de 2008 Luiz Flávio Borges D Urso Presidente da OAB-SP Horácio Bernardes Neto Presidente da Comissão de Redação

17 ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro Inscreva-se nos cursos do primeiro semestre de 2009 A ESA está com as inscrições abertas para os cursos a serem ministrados em Advogados regularmente inscritos na OAB-SP podem inscrever-se pelo sistema on-line diretamente na página da ESA (www.oabsp.org.br/ esa). Os demais interessados deverão fazê-lo pessoalmente na sede da escola (Largo da Pólvora, 141 Sobreloja, Liberdade). Confira, abaixo, as opções oferecidas. CURSOS DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU Direito de Família e Sucessões (com docência para o ensino superior) Coordenação: Regina Beatriz Tavares da Silva Período: de março de 2009 a dezembro de 2010, mais seis meses para a elaboração da monografia de conclusão do curso Horário: das 19h às 22h, às segundas e terçasfeiras Propriedade Imaterial (com docência para o ensino superior) Coordenação: Elisabeth Kasznar Fekete e Sonia Maria D Elboux Período: março de 2009 a dezembro de 2010, mais seis meses para a elaboração da monografia de conclusão do curso Horário: das 19h às 22h, às segundas e terças-feiras SALA DE ESTUDOS Direito Constitucional (com ênfase nos direitos e garantias fundamentais) Coordenação: André Ramos Tavares Período: março de 2009 a dezembro de 2010, mais seis meses para a elaboração da monografia de conclusão do curso Horário: das 19h às 22h, às sextas-feiras, e das 9h30às 12h30, aos sábados Direitos difusos e coletivos na sustentabilidade da cidade Coordenação: Paulo José Villela Lomar Período: março de 2009 a dezembro de 2010, mais seis meses para a elaboração da monografia de conclusão do curso Horário: das 19h às 22h, às quintas-feiras, e das 9h às 12h, às sextas-feiras A ESA recebeu em doação várias obras para compor e atualizar seu acervo. Confira alguns dos títulos: Direito à própria imagem, de Sérgio Famá D Antino Princípios constitucionais de Direito de Família, de Guilherme Calmon Nogueira da Gama Responsabilidade civil do incapaz, de José Fernando Simão Ações possessórias, de Misael Montenegro Filho Tutela penal da intimidade, de Victor Gabriel Rodriguez Responsabilidade civil por erro médico Doutrina e jurisprudência, de Nehemias Domingos de Melo Intervenções do Estado, de Luís Manoel Fonseca Pires e Maurício Zockun CURSOS DE APERFEIÇOAMENTO E EXTENSÃO Direito Previdenciário (de 02/03 a 22/06) Teoria e prática em Direito de Família e Sucessões (de 02/03 a 29/06) Audiência trabalhista (de 02/03 a 30/03) Cálculos trabalhistas: teoria e prática (de 02/03 a 08/06) Previdência Social: cálculos e benefícios (de 03/03 a 12/05) Advocacia previdenciária (de 03/03 a 26/05) Direito societário e mercado de capitais (de 03/03 a 09/06) Atualidades nos recursos cíveis (de 04/03 a 08/04) Advocacia trabalhista (de 04/03 a 03/06) Inglês para advogados (de 05/03 a 25/06) Teoria e prática trabalhista (de 06/03 a 26/06) Processo civil: teoria e prática (de 07/03 a 04/07) Direito Coletivo do Trabalho (de 07/03 a 04/07) Prática de Direito Tributário aplicado à empresa (de 07/03 a 20/06) Tribunal do Júri: curso prático (de 09/03 a 15/06) Mandarim (de 09/03 a 27/04) Prática jurídica civil (de 12/03 a 24/06) Tutela jurídica das atividades relacionadas à medicina e à saúde (de 14/03 a 27/06) Direito do seguro: teoria e prática (de 14/03 a 27/06) Redação forense (de 19/03 a 25/06) Informações Largo da Pólvora, 141, Sobreloja Liberdade Tels.: (11) site: 17

18 COMISSÕES Departamentos Jurídicos Assuntos Institucionais OAB-TJ Rodrigo Rocha Monteiro de Castro (foto) assume a presidência da recém-criada Comissão de Estudos e Apoio a Departamentos Jurídicos. Sensibilizada por um evento realizado na Câmara Americana de Comércio (Amcham), a OAB-SP decidiu a criar uma comissão que estudasse esse campo de trabalho para os advogados. Somente a Amcham tem sócios entre pequenas, médias e grandes empresas, das quais 80% são organizações brasileiras. Grande parte delas possuem departamentos jurídicos e a vinda desses advogados para a Ordem será positivo para debater questões relevantes para a advocacia que milita nessa área, avalia Castro. Jovem Advogado A Comissão do Jovem Advogado, presidida por Hélio Gustavo Alves (foto), está promovendo uma série de jantares com advogados experientes para falarem sobre sua experiência profissional aos colegas em início de carreira, retomando projeto iniciado pelo presidente D Urso, quando presidiu a Comissão do Jovem Advogado. O mote adotado para os encontros, que têm sido realizados no Hotel Braston (rua Martins Fontes, 330, centro), é Minha experiência a serviço do colega. Em 7 de outubro, o convidado foi Ives Gandra da Silva Martins. E, em 26 de novembro, foi a vez de Vicente Greco Filho. Os interessados devem adquirir previamente os convites na própria Comissão. Mulher Advogada O Prêmio Maria Augusta Saraiva-2008, promovido pela Comissão da Mulher Advogada, que tem na presidência Helena Maria Diniz (foto), entra na segunda fase. Depois de encerradas as inscrições para o concurso de monografias, cujo tema este ano é A Importância do(a) Advogado(a) no Tripé da Justiça, os jurados agora avaliarão quais serão os trabalhos laureados. A iniciativa pretende incentivar o trabalho intelectual e uma reflexão sobre a profissão no contexto da família forense, na qual não há subordinação entre os operadores do Direito, ressalta Helena Maria. A Ordem prepara cerimônia para anunciar os vencedores, que receberão prêmios em dinheiro e em livros da Editora Saraiva, além de placas comemorativas e DVD do evento. SUBSECÇÕES Valinhos ganha modernas instalações Foram inauguradas na Subsecção de Valinhos, presidida por Antonio de Oliveira Lima Neto, novas instalações para melhor atender os advogados da região. A cerimônia, que ocorreu em 23 de setembro, contou com as presenças do presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, do secretário-geral, Arnor Gomes da Silva Júnior, e do tesoureiro, Marcos da Costa. Pela CAASP), compareceram o presidente Sidney Uliris Bortolato Alves, o secretário-geral Laerte Soares, o tesoureiro Célio Luiz Bitencourt e os diretores-executivos Anis Kfouri Júnior e Marcelo Sampaio Soares. Também participaram da cerimônia de inauguração o secretário municipal dos negócios jurídicos, Mauro Barbosa, que representou o prefeito de Valinhos, entre outras autoridades da região. A nova Casa do Advogado fica na avenida Joaquim Alves Corrêa, 3.809, e o telefone é (19) A conselheira seccional e diretora adjunta da Mulher Advogada, Tallulah Kobayashi de Andrade Carvalho (foto), passa a integrar a Comissão Mista de Assuntos Institucionais entre a OAB-SP e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP). A Comissão já se constitui como um importante cana de comunicação com a Corte. Seu principal propósito é receber as reivindicações dos presidentes das subsecções e encaminhá-las ao Tribunal. Temos realizado reuniões freqüentes com os presidentes das subsecções para saber de suas necessidades frente ao Poder Judiciário e, depois, repassamos os pleitos aos desembargadores que integram a comissão. O trabalho tem se mostrado muito proveitoso, avalia Tallulah. Direito Criminal A Comissão de Direito Criminal, presidida por Fernando José da Costa (foto), frente aos abusos que vêm sendo veiculados na mídia, tem realizado estudos e promovido eventos sobre a questão do sigilo das comunicações telefônicas. O objetivo é analisar em profundidade as hipóteses legais em que se admite a quebra do sigilo. No último dia 3 de novembro, a convite da Comissão, o delegado de Polícia Federal e professor da Faculdade de Direito da FAAP, Luiz Roberto Ungaretti Godoy, compareceu à sede da OAB-SP para proferir palestra sobre o tema. Inaugurada a Casa do Advogado de Itatiba Desde 23 de setembro, a Subsecção de Itatiba, presidida por Roberto Cardoso de Lima, conta com uma nova Casa do Advogado, que abriga também Espaço CAASP. A nova sede fica na rua Miguel Hércules, 223, e atende pelos telefones (11) e Compareceram à cerimônia de inauguração o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D Urso, o secretário-geral, Arnor Gomes da Silva Júnior, e o tesoureiro, Marcos da Costa. Pela CAASP, participaram da inauguração o presidente, Sidney Uliris Bortolato Alves, o secretário-geral, Laerte Soares, o tesoureiro, Célio Luiz Bitencourt, e os diretores-executivos Anis Kfouri Júnior e Marcelo Sampaio Soares. O prefeito da cidade de Itatiba, José Roberto Fumach, prestigiou a solenidade juntamente com outras autoridades da região.

19 ACONTECE Jornal do Advogado Ano XXXIV nº 334 Novembro Aconteceu Dia da Criança Responsabilidade ambiental das empresas, 29 de novembro, sábado, 10h Expositores: Alessandro Rodrigo Urbano Sanchez e Vanessa Moretti José do Patrocínio na advocacia paulista, 1º de dezembro, segunda-feira, 19h Expositor: Francisco de Souza Perspectivas contemporâneas do Direito, 10 de dezembro, quarta-feira, 9h30 Expositor: Francisco José Carvalho Animais em circo: aspectos éticos e jurídicos, 11 de dezembro, quinta-feira, 18h45 Expositores: Nina Rosa Jacob, Renata de Freitas Martins, Daniel Braga Lourenço e Laerte Fernando Levai Instrumentos legais pela cultura da paz, 3 de dezembro, quarta-feira, 19h Expositores: Sedi Hirano, Norberto da Silva Gomes, Sabrina Rodrigues Santos e Gleice Carvalho Execução e efeitos da sentença coletiva, 4 de dezembro, quinta-feira, 19h Expositores: Geisa de Assis Rodrigues e Paulo de Tarso Neri Precatórios no Direito Tributário, 12 de dezembro, sexta-feira, 9h30 Expositor: Artur Ricardo Ratc A necessidade de alvará para a interrupção da gravidez na hipótese de anencefalia, 16 de dezembro, terça-feira, 19h Expositora: Adriana Nolasco da Silva Inscrições mediante entrega de uma lata de leite em pó integral Informações Praça da Sé, 385, térreo, ou pelo site Cerca de 400 mil pessoas participaram da festa promovida pela OAB-SP no Parque da Água Branca ao longo do dia 12 de outubro para comemorar o Dia da Criança e também os 18 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente. A iniciativa mobilizou a Comissão de Direitos da Criança e do Adolescente e o Departamento de Cultura e Eventos da Ordem ao longo de meses e contou com a participação da várias entidades privadas e órgãos públicos. Segundo Ricardo Cabezon, presidente da Comissão de Direitos da Criança, a OAB-SP reuniu 218 parceiros para viabilizar a festa. 19

20 JURISPRUDÊNCIA TST confirma justa causa com base em corporativo A 1ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) confirmou decisão que considerou válidas provas retiradas do conteúdo de um CD-ROM (gravação de diálogos) e do corporativo, em processo envolvendo justa causa por acusação de assédio sexual. Embora o assédio não tenha sido caracterizado, as provas foram aceitas para confirmar a má conduta capaz de justificar a demissão. O caso começou quando a empresa, um hotel, demitiu por justa causa seu gerente de manutenção sob acusação de assédio sexual, mau procedimento profissional e incontinência de conduta no serviço. Sentindo-se injustiçado, ele entrou com ação trabalhista pretendendo anular a justa causa e receber as verbas indenizatórias, além do custeio de sua mudança, juntamente com a família, para o Peru, seu país de origem. Requereu, também, indenização por danos morais, alegando ter sido humilhado publicamente no ato de demissão. No processo, o hotel apresentou como provas transcrições de mensagens e reproduções de imagens (fotos e ilustrações) do corporativo utilizado pelo gerente, de conteúdo pornográfico. Também anexou declaração assinada pela suposta vítima e gravações feitas por ela de conversas com o engenheiro e com outra funcionária, secretária dele, que teria atuado como intermediária do assédio sexual. Na transcrição dos diálogos, gravados em apartamentos do hotel, ele a convida para dançar, tenta convencê-la a fazer fotos sensuais, diz para ela fechar as cortinas para ficarem a sós, afirma que tem vontade de apertá-la, faz menção a fantasias sexuais, insinua que eles devem fazer inspeção nos quartos, testar o banheiro, as camas, os lençóis e o carpete. Em vários trechos, ela rejeita as investidas. Nos diálogos com a secretária, há revelações de que o engenheiro pagaria uma espécie de mesada, no valor de R$ 3 mil, para as funcionárias que concordassem em ser amantes dele e permanecessem em silêncio. Todas as provas foram contestadas pelo autor da ação. Em relação ao conteúdo do correio eletrônico, alegou invasão de privacidade e intimidade, e destacou que as mensagens reproduzidas no processo, com conteúdo erótico, não foram enviadas, apenas recebidas por ele. Em relação às outras provas, defendeu-se afirmando que a suposta vítima se insinuava, criando uma situação para, maldosa e maliciosamente, gravar as conversas. Além disso, seriam provas ilícitas, na medida em que as gravações foram feitas de maneira clandestina. A empresa retrucou, afirmando que a autenticidade das provas não sofreu qualquer impugnação válida. Solicitou a reconvenção do processo (defesa em que a parte busca inverter sua condição de réu e ser reconhecida como virtual credora, não devedora, dos direitos em questão). O pedido foi atendido pela 51ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, e a empresa requereu indenização por danos morais causados à sua imagem. A juíza de primeiro grau decidiu a favor do ex-empregado. Entendeu não estar configurado o assédio sexual e, por essa razão, considerou nula a demissão por justa causa. Determinou o pagamento parcial das verbas rescisórias e estabeleceu indenização por danos morais, em favor do gerente, no valor de 40 vezes sua remuneração (R$ 1,2 milhão). Entre outros fundamentos, a sentença considerou não haver elementos que pudessem enquadrar o caso no conceito jurídico de assédio sexual, ou seja, constranger com o intuito de obter vantagem ou favorecimento sexual, prevalecendo-se o agente de sua condição de superior hierárquico ou ascendência inerentes ao exercício do emprego, cargo ou função. Ao avaliar o conteúdo das gravações, a magistrada reconheceu que havia conversas levadas para o lado íntimo, mas sem ofensas, constrangimentos ou ameaças, podendo significar, quando muito, uma cantada indireta dirigida àquela bela mulher. Acrescentou que a funcionária instigava o engenheiro que, como bom latino, de sangue caliente, haveria de interpretar suas frases como uma abertura para cantadas. Da mesma forma, considerou que os s recebidos não indicavam qualquer comportamento que o incriminasse. As partes contestaram: a empresa querendo anular a sentença e o ex-gerente buscando a elevação do valor da indenização por danos morais, de R$ 1,2 milhão para R$ 1,5 milhão. O TRT reformou a sentença em favor da empresa, convalidando a dispensa por justa e a exclusão do pagamento de indenização por danos morais. Entre os fundamentos utilizados, a decisão considerou que, embora não estivesse configurado o assédio sexual, restou plenamente caracterizada a má conduta do gerente, que agiu de forma grosseira, inconveniente e incompatível com sua condição de gestor. O autor da ação tentou interpor recurso de revista ao TST, cujo seguimento foi negado pelo TRT. Em agravo de instrumento, defendeu a tese de cerceamento de sua defesa, pois não houve pronunciamento sobre a alegada ilicitude na obtenção de provas a partir do conteúdo de seus s e das gravações feitas sem seu conhecimento ou autorização. O relator da matéria, ministro Vieira de Mello Filho, refutou ambas as argumentações. Em relação à primeira, destacou que o entendimento consolidado no TST é no sentido de que o corporativo é considerado, juridicamente, ferramenta de trabalho fornecida pelo empregador ao empregado, que, por essa razão, deve usálo de maneira adequada, visando à eficiência no desempenho dos serviços. Quanto ao segundo ponto, Vieira de Mello disse que a empregada gravou as conversas e entregou seu conteúdo à diretoria da empresa, a fim de comprovar o assédio sexual que afirmou sofrer. Assim, tendo em vista que a empregada se valeu de tal conduta para repelir comportamento ilícito do reclamante, entregando as referidas gravações a quem detinha o poder de impedir a reiteração de tal prática, fica caracterizado o exercício regular de direito, o que afasta a ilicitude aventada pelo reclamante, concluiu. ( AIRR 1640/ ) 20

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