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1 Regulatory Practice Insurance News Fevereiro 2012 SUSEP Corretagem Resolução CNSP 249, de Atividade dos corretores de seguros Dispõe sobre a atividade dos corretores de seguros de ramos elementares e dos corretores de seguros de vida, capitalização e previdência, bem como seus prepostos. A habilitação técnico-profissional e o registro profissional do corretor de seguros observarão o que dispõe o art. 101, 1o, do Regulamento aprovado pelo Decreto /67. O corretor de seguros terá seu registro profissional concedido pela SUSEP e estará habilitado a intermediar seguros dos ramos elementares e de vida e planos de capitalização e de previdência complementar aberta. A habilitação técnico-profissional prevista no Decreto-Lei 73/66, será concedida mediante aprovação em: I - Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros; ou II - Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretor de Seguros. No ato de recadastramento periódico dos corretores de seguros, a SUSEP poderá exigir, como condição necessária à revalidação do registro profissional, a apresentação dos seguintes documentos: I - comprovação de realização de atividade de treinamento destinada ao aprimoramento profissional do corretor de seguros, a ser definida em norma específica da SUSEP. II - comprovação de qualquer dos requisitos exigidos para o registro dos corretores de seguro. O registro do corretor de capitalização, do corretor de capitalização e de seguros de vida será feito por indicação das sociedades de capitalização e das sociedades seguradoras, dentre aqueles aprovados em: I - Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização e para Corretores de Capitalização e de Seguros de Vida, promovido pela Funenseg ou por outra instituição autorizada pela SUSEP; ou II - Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Capitalização e para Corretores de Capitalização e de Seguros de Vida, realizados pela Funenseg ou por outra instituição autorizada pela SUSEP. A concessão de registro de corretor de seguros constituído sob a forma de pessoa jurídica somente será outorgada às sociedades regularmente constituídas, que estejam organizadas sob a forma de sociedade simples ou empresária. 1

2 A constituição de uma sociedade corretora, seja para atuar no ramo de danos, no segmento de capitalização ou, ainda, no ramo de pessoas ou em previdência complementar aberta, deve ter como diretor técnico, no caso de sociedade por ações, ou administrador, no caso de sociedade por cotas de responsabilidade limitada, um corretor habilitado para o segmento de atuação da referida sociedade. Não será concedido registro às sociedades cujos sócios e ou diretores: I - aceitem ou exerçam emprego em pessoa jurídica de direito público; ou II - mantenham relação de emprego ou de direção com sociedade seguradora. Vigência: Revogação: Resoluções CNSP 81/02 e 176/07 Circular SUSEP 428, de Habilitação dos corretores Dispõe sobre a realização de Curso de Habilitação de Corretores de Vida, de Capitalização e de Previdência e dá outras providências. A habilitação técnico-profissional de Corretores de Vida, de Capitalização e de Previdência, prevista na Resolução CNSP 249/12, será concedida mediante aprovação em: I - Curso de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Seguros de Vida, de Capitalização e de Previdência realizado pela Funenseg ou por entidade autorizada pela SUSEP; ou II - Exame Nacional de Habilitação Técnico-Profissional para Corretores de Seguros de Vida, de Capitalização e de Previdência, promovido pela Funenseg ou por entidade autorizada pela SUSEP. Revogação: Circular SUSEP 177/01 Circular SUSEP 429, de Registro e atividade de corretagem Dispõe sobre o registro de corretor e de sociedade corretora de seguros, sobre a atividade de corretagem de seguros e dá outras providências. Cabe à SUSEP deve conceder o registro para o exercício da atividade de corretagem de seguros, que será comprovado por meio de certidão extraída do site da SUSEP na Internet, devendo o corretor requerente de registro prestar as seguintes declarações: I de que não incorre nas vedações do art. 125 do Decreto-Lei 73/66; e II de que não se enquadra nas situações previstas nas alíneas c e d do artigo 3º da Lei 4.594/64. O corretor de seguros responde civilmente perante os segurados e as sociedades seguradoras pelos prejuízos que causar no exercício da atividade de corretagem, por ação ou omissão, dolosa ou culposa. Cabe responsabilidade profissional, perante a SUSEP, ao corretor de seguros que deixar de cumprir as leis, os regulamentos e as resoluções em vigor, ou que causar prejuízos a terceiros, por ação ou omissão, dolosa ou culposa. O administrador técnico poderá requerer, a qualquer tempo, a suspensão do registro da sociedade corretora pela qual é responsável, mas em nenhuma hipótese a sociedade corretora poderá operar sem a participação do administrador técnico, no caso de seu afastamento, este deverá ser imediatamente substituído. O corretor ou sociedade corretora, com receita mensal superior a R$ 25 mil, deve escriturar em registro obrigatório, em ordem numérica e cronológica, as propostas que por seu intermédio forem encaminhadas às empresas seguradoras. Os registros obrigatórios devem conter os campos mínimos requeridos pelo art. 11, 2 o da referida circular. A SUSEP não concederá novo registro ao corretor de seguros, pessoa natural ou jurídica, cujo registro houver sido cancelado, durante o prazo de cinco anos, contados da data do cancelamento do registro. A declaração falsa, devidamente configurada, relativa aos requisitos indispensáveis ao exercício da atividade de corretagem de seguros, sujeitará o requerente à imediata suspensão de seu registro ou da sociedade corretora pela qual é responsável, sem prejuízo das sanções administrativas, cíveis e penais cabíveis. As comissões de corretagem só podem ser pagas ao corretor ou à sociedade corretora de seguros devidamente habilitado e registrado que houver assinado a proposta, não podendo haver distinção entre corretor ou sociedade corretora para efeito de pagamento de comissão. No caso de cancelamento ou de devolução de prêmio, deve o corretor ou a sociedade corretora restituir a comissão à seguradora, proporcionalmente ao valor devolvido ou não recebido pela seguradora. É vedado ao corretor de seguros: I - aceitar ou exercer cargo ou emprego em pessoa jurídica de Direito Público; e II - manter relação de emprego, direção ou representação com sociedade seguradora, resseguradora, de capitalização ou entidade aberta de previdência complementar. Revogações: Circulares SUSEP 127/00, 140/00, 146/00 e 405/10 2

3 Constituição e Funcionamento Resolução CNSP 250, de Reorganização societária Altera a Resolução CNSP 166/07, que dispõe sobre os requisitos e procedimentos para constituição, autorização para funcionamento, transferência de controle societário, reorganização societária e cancelamento de autorização para funcionamento das entidades que especifica, de modo a incluir a redução de capital social como um ato de reorganização societária que depende de prévia e expressa autorização da SUSEP. ANS Planos Privados de Assistência à Saúde Resolução Normativa - RN 286, de Acomodação hospitalar A presente Resolução Normativa altera a RN 42/03, que estabelece os requisitos para a celebração dos contratos firmados entre as operadoras de planos de assistência à saúde e prestadores de serviços hospitalares. Segundo a RN, dos contratos com prestadores de serviços hospitalares deverá constar previsão de que, inexistindo vaga na acomodação contratada pelo consumidor, o ônus adicional da internação do mesmo em acomodação superior será da operadora de planos de assistência à saúde. Caso isso ocorra, o hospital deverá comunicar imediatamente à operadora que, se quiser, poderá remover o paciente para outro prestador hospitalar, arcando com os ônus disso decorrente. Para os contratos que não estiverem em conformidade com as regras estabelecidas na RN 286, as operadoras de planos de saúde terão de se adequar no prazo de 12 meses a partir de Vigência: Súmula Normativa 23, de Contratos Os artigos 17 e 18 da Lei 9.656/98, por conterem normas de organização e funcionamento da prestação dos serviços assistenciais à saúde e exigir de seus destinatários a observância de determinadas regras de comportamento para a adequada preservação dos contratos de planos privados de assistência à saúde, apresentando características típicas das normas jurídicas integrantes de um regime jurídico ou regime legal, aplicam-se às situações jurídicas definitivamente constituídas antes de sua vigência sem afrontar a garantia prevista no artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal. 3

4 Portabilidade Resolução Normativa RN 289, de Carência A Resolução Normativa 186/09, que dispõe sobre as regras de portabilidade e de portabilidade especial de carências para beneficiários de planos privados de assistência à saúde, passa a vigorar acrescida da seguinte redação: Ressalvadas as hipóteses previstas nos arts. 30 e 31 da Lei 9.656/98, os beneficiários enquadrados no 1 do art. 3, no inciso VII do art. 5 e no 1 do art. 9, todos da RN 195/09, que tiverem seu vínculo com o beneficiário titular do plano privado de assistência à saúde extinto em decorrência da perda de sua condição de dependente, poderão exercer a portabilidade especial de carências, no prazo de 60 dias a contar do término do vínculo de dependência, na forma prevista nesta Resolução, e com as seguintes especificidades: I - a portabilidade especial de carências pode ser exercida independentemente da forma de contratação do plano de origem e da data de assinatura dos contratos; II - o beneficiário que esteja cumprindo carência ou cobertura parcial temporária no plano de origem, pode exercer a portabilidade especial, sujeitando-se aos respectivos períodos remanescentes; III - o beneficiário que esteja pagando agravo e que tenha menos de 24 meses de contrato no plano de origem pode exercer a portabilidade especial, podendo optar pelo cumprimento de cobertura parcial temporária referente ao tempo remanescente para completar o referido período de 24 meses, ou pelo pagamento de agravo a ser negociado com a operadora do plano de destino; e IV - o beneficiário que tenha 24 meses ou mais de contrato no plano de origem pode exercer a portabilidade especial sem o cumprimento de cobertura parcial temporária e sem o pagamento de agravo. Não se aplica à portabilidade especial o requisito previsto no inciso II e no 2, ambos do artigo 3 desta Resolução. Aplicam-se à portabilidade especial os requisitos previstos nos incisos I, III, IV e V do artigo 3 desta Resolução. Plano de Contas Resolução Normativa 290, de Plano de Contas Padrão Dispõe sobre o Plano de Contas Padrão da ANS para as Operadoras de Plano de Assistência à Saúde, nos termos do seu Anexo, disponível no site da ANS. A adoção da nova versão do Plano de Contas Padrão da ANS pelas Operadoras de Plano de Assistência à Saúde é obrigatória para registro dos fatos contábeis ocorridos a partir de 1º de janeiro de A requerida norma trata também das Demonstrações Contábeis, Relatórios Circunstanciados, Modelos de Publicações entre outros. A IN Conjunta DIOPE/DIPRO 2/10 dispõe sobre o cadastramento, o monitoramento e os investimentos em programas de promoção à saúde e prevenção de riscos e doenças por parte das operadoras. Com a alteração do plano de contas, as disposições da IN que mencionavam as contas do Intangível e , passam a vigorar como contas e , respectivamente. Revogações: as RN 26/03, 126/06, 143/07, o 1º do art. 1º da RN 206/09, a RN 247, as IN/DIOPE 1/02, 19/08, 21/08, 26/09, 29/09, 32/09, 37/09, 41/10, 42/10, 43/10 e 46/11. 4

5 Outros Normativos ANS Instrução Normativa 48, de Dispõe sobre o regimento interno do Comitê Gestor do Programa de Divulgação da Qualificação dos Prestadores de Serviço na Saúde Suplementar COGEP. Regulatory Practice Insurance News Departamento de Práticas Profissionais - DPP R. Dr. Renato Paes de Barros, São Paulo, SP T: (11) E: Coordenação: Marco Antonio Pontieri Elaboração e Planejamento Visual: Renata de Gasparetto / Thaís do Nascimento Santos Nota: Esta Resenha objetiva relacionar e destacar pontos dos principais normativos divulgados no período pela SUSEP, pelo CNSP e pela ANS, aplicáveis às Companhias de Seguros, de Capitalização, de Previdência Privada Aberta, às Seguradoras Especializada em Saúde e às Operadoras de Planos de Saúde. Não elimina, assim, a necessidade da leitura da íntegra da norma, para perfeito entendimento e acompanhamento de toda matéria legal e fiscal publicada no período. Todas as informações apresentadas neste documento são de natureza genérica e não têm por finalidade abordar as circunstâncias de nenhum indivíduo específico ou entidade. Embora tenhamos nos empenhado para prestar informações precisas e atualizadas, não há nenhuma garantia de sua exatidão na data em que forem recebidas nem de que tal exatidão permanecerá no futuro. Essas informações não devem servir de base para se empreender qualquer ação sem orientação profissional qualificada, precedida de um exame minucioso da situação em pauta. O nome KPMG, o logotipo e a frase cutting through complexity são marcas registradas ou comerciais da KPMG International KPMG Auditores Independentes, uma sociedade simples brasileira e firma-membro da rede KPMG de firmas-membro independentes e afiliadas à KPMG International Cooperative ( KPMG.

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