RESOLUÇÃO N 17/16 CAEPE RESOLVE

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1 Conselho de Administração, Ensino, Pesquisa e Extensão CAEPE RESOLUÇÃO N 17/16 CAEPE REVOGA A RESOLUÇÃO Nº 08/15 E DISPÕE SOBRE AS NORMAS E CRITÉRIOS PARA A OFERTA E O FUNCIONAMENTO DE COMPONENTES CURRICULARES SEMIPRESENCIAIS NOS CURSOS DE GRADUAÇÃO PRESENCIAIS DA FTEC FACULDADES, NOS TERMOS DA PORTARIA MEC Nº 4.059, DE 10/12/2004. O Conselho de Administração, Ensino, Pesquisa e Extensão da Faculdade Ftec, no uso de suas atribuições e em conformidade com a decisão tomada pelo Colegiado Pleno, na reunião do dia 10 de março de 2016, RESOLVE Art. 1º A FTEC Faculdades ofertará componentes curriculares na modalidade semipresencial observando o disposto na Portaria MEC nº 4.059, de 10/12/2004 e esta Resolução. Art. 2º - Por modalidade semipresencial entende-se, de acordo com o Decreto nº 5.622, de 19 de dezembro de 2005, Art. 1º, 1º, a dinâmica de ensino que se organiza segundo metodologia, gestão e avaliação peculiares, para as quais deverá estar prevista a obrigatoriedade de momentos presenciais para: I avaliações de estudantes; II estágios obrigatórios, quando previstos na legislação pertinente; III defesa de trabalho de conclusão de curso, quando previstos na legislação pertinente; IV atividades relacionadas a laboratórios de ensino, quando for o caso. 1

2 Parágrafo Único - Na FTEC Faculdades os momentos presenciais devem obrigatoriamente incluir: I a primeira aula, com o objetivo de familiarizar o aluno com a proposta da disciplina e recursos do ambiente virtual de aprendizagem; II avaliações de graus A, B e C Art. 3º A inclusão de componentes curriculares semipresenciais em cursos de graduação presenciais na FTEC tem por objetivos: I desenvolver uma cultura institucional quanto ao uso de ambientes virtuais de aprendizagem e outras ferramentas de interação/comunicação, como recursos pedagógicos para o desenvolvimento de disciplinas/cursos à distância; II fomentar a implantação da educação a distância nos cursos superiores da FTEC; III situar a FTEC no contexto da revolução tecnológica, permitindo novos arranjos institucionais para a formação acadêmica do corpo discente e docente; IV flexibilizar as demandas de tempo/espaço aos alunos, permitindo uma maior liberdade na organização de suas rotinas pessoais no que tange à apropriação dos conhecimentos (estudo); V contribuir para a formação de indivíduos mais autônomos que queiram encontrar seu espaço em uma sociedade em transição paradigmática, por meio do desenvolvimento da autodeterminação e consciência da necessidade de aprendizagem contínua; VI viabilizar a atualização tecnológica do corpo docente, por meio da incorporação de novas tecnologias e de novas práticas pedagógicas aos processos de ensino e de aprendizagem; VII fomentar a cultura institucional no que tange à educação a distância como uma metodologia educacional de alta qualidade. Art. 4º Conforme a Portaria MEC nº 4.059, de 10/12/2004, Art. 1º, 2º, os componentes curriculares poderão ser ofertados na modalidade a distância, integral ou parcialmente, desde que esta oferta não ultrapasse 20% (vinte por cento) da carga horária total do curso. Na FTEC, 2

3 a determinação do formato pelo qual os 20% (vinte por cento) da carga horária será oferecida (em disciplinas integral ou parcialmente a distância) será estipulada por meio das seguintes instâncias: I Coordenador do curso ao qual o componente curricular estiver ligado; II Diretor de Operações da unidade; III Sistema de Ensino da FTEC; IV Direção do Núcleo de Educação a Distância (NEAD), para deliberar acerca da viabilidade teórico/metodologia e teórico/prática do componente curricular na modalidade semipresencial. Parágrafo Único É permitida a oferta simultânea do mesmo componente curricular nas modalidades presencial e semipresencial. Art. 5º As atividades de auto estudo, de caráter individual, compreendem o cumprimento de propostas feitas pelo professor, por meio da realização de atividades síncronas e assíncronas mediadas por ferramentas tecnológicas em diferentes tipos de mídia (áudio, vídeo e texto). Art. 6º A mediação pedagógica relativa ao conteúdo/metodologia do componente curricular será realizada pelo professor do mesmo via ambiente virtual de aprendizagem, respeitando a dinâmica estabelecida pelo Núcleo de Educação a Distância (NEAD). Art. 7º - O esclarecimento de dúvidas acerca de problemas técnicos e/ou de acesso ao ambiente virtual de aprendizagem será realizado pela equipe técnica do DTI, por meio de comunicação telefônica, chat ou presencialmente na instituição. Art. 8º As disciplinas a serem ofertadas na modalidade semipresencial devem estar indicadas no projeto Pedagógico de Curso (PPC). 3

4 Art. 9 O Plano de Ensino para cada componente curricular semipresencial deverá ser elaborado em consonância com a Direção do NEAD, no que tange aos aspectos metodológicos, e deverá conter as seguintes informações: I dados inerentes ao plano de ensino dos componentes curriculares presenciais; II cronograma, especificando em cada módulo do componente curricular: III - data da aula; IV - modalidade (presencial ou semipresencial); V - carga-horária alocada para o módulo; VI - conteúdos a serem desenvolvidos; VII - recursos; VIII - atividades; IX - local (para os módulos presenciais). Art.10 Qualquer alteração de datas, horários ou locais de atividades previstas no cronograma do componente curricular assim como antecipações de encontros presenciais deverão ser justificadas e apresentadas ao NEAD para aprovação com antecedência de período igual ou superior a trinta dias da realização da atividade. Art. 11 Ao iniciar o período letivo o professor do componente curricular oferecido na modalidade semipresencial deverá estar com no mínimo 50% do material didático a ser disponibilizado aos alunos finalizado. A aprovação do plano de ensino estará condicionada à apresentação do plano, juntamente com os materiais a serem utilizados ao NEAD. Art. 12 Ao NEAD cabe a supervisão dos cursos no que tange às atividades desenvolvidas na modalidade semipresencial juntamente com o Diretor Operacional de cada unidade. 4

5 Art. 13 A avaliação do desempenho do aluno nos componentes curriculares semipresenciais seguirá a normatização vigente para os componentes curriculares presenciais, exceto no que concerne às exigências de frequência da modalidade de ensino presencial acrescidas as especificidades do ensino a distância reguladas pela lei específica. Parágrafo Único Para aprovação do aluno em componente curricular semipresencial é necessária frequência mínima de 75% nos encontros presenciais previstos no plano de ensino do componente curricular e realização de no mínimo 75% das atividades propostas pelo professor no ambiente virtual de aprendizagem. Art. 14 A avaliação final do desempenho do aluno será, necessariamente, presencial. Art. 15 Todos os encontros presenciais tais como avaliações e aulas práticas, deverão ter ata de presença assinada por todos os alunos presentes. Art. 16 Na solicitação de atividades domiciliares em componentes curriculares semipresenciais, a conduta será análoga ao disposto no Manual do Estudante para componentes curriculares presenciais, diferenciando-se apenas na abrangência das disposições, que serão aplicadas somente às atividades presenciais do componente curricular, devendo o aluno realizar regularmente o estudo individual e as atividades sob tutoria, nas formas e nos prazos comuns aos demais alunos. Art. 17 A presente Resolução entrará em vigor na data da sua aprovação, revogando as disposições em contrário. Sala das sessões do Conselho de Administração, Ensino, Pesquisa e Extensão, aos dez dias do mês de março do ano de dois mil e dezesseis. 5

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