Acordo de Londres. Tratado assinado por alguns dos estados signatários da Convenção da Patente Europeia

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1 Acordo de Londres Tratado assinado por alguns dos estados signatários da Convenção da Patente Europeia

2 Objectivos Visa diminuir a burocracia e os custos da Patente Europeia. Eliminando totalmente ou parcialmente a necessidade de apresentação de traduções do pedido de patente, na fase nacional do validação da patente.

3 Línguas oficiais do Instituto Europeu de Patentes (IPE) O alemão, o inglês e o francês. (art. 14º n.º 1 Da CONVENÇÃO SOBRE A PATENTE EUROPEIA (CPE)) Os pedidos de patente europeia são apresentados numa das línguas oficiais ou, se forem apresentados em qualquer outra língua, traduzidos numa das línguas oficiais (art. 14º n.º 2 CPE)

4 Fase nacional Artigo 65.º (CPE) Tradução do fascículo da patente europeia 1 Qualquer Estado Contratante pode determinar, quando a patente europeia concedida, mantida como modificada ou limitada pelo Instituto Europeu de Patentes não estiver redigida numa das suas línguas oficiais, que o titular da patente deve fornecer ao serviço central da propriedade industrial uma tradução da patente, tal como concedida, modificada ou limitada, numa das línguas oficiais à sua escolha ou, na medida em que o Estado em questão impuser a utilização de uma língua oficial determinada, nessa língua. A tradução deve ser entregue no prazo de três meses a contar da data da publicação no Boletim Europeu de Patentes da menção da concessão ou da manutenção em forma modificada ou limitação da patente europeia, a não ser que o Estado considerado conceda um prazo mais longo. 2 Qualquer Estado Contratante, que adoptou disposições ao abrigo do n.º 1, pode determinar que o titular da patente pague, num prazo fixado por esse Estado, o total ou parte dos custos da publicação da tradução. 3 Qualquer Estado Contratante pode determinar que, se as disposições adoptadas em conformidade com os n.os 1 e 2 não forem observadas, a patente europeia é, desde o início, considerada sem efeito nesse Estado.

5 Acordo de Londres estabelece: Que um país que: Tenha como língua oficial o alemão, o inglês ou o francês, Não tenha como língua oficial o alemão, o inglês ou o francês, Não deve exigir a tradução de um fasciculo de patente apresentado em numa dessas três línguas, (art.º. 1º n.º 1) Não deve exigir a tradução de um fasciculo de patente, se (art.º. 1º n.2): A patente foi concebida em uma das línguas oficias do Instituto das Patentes Europeias, prescrita por esse país, ou seja, o alemão, o inglês ou o francês, ou O fasciculo de patente apresentado foi traduzido em uma das línguas oficias do Instituto das Patentes Europeias, prescrita por esse país, ou seja, o alemão, o inglês ou o francês Continuam, estes países com o direito de exigir a tradução das reivindicações da patente numa das sua línguas oficiais.

6 Tribunais Este acordo não afecta o direito dos tribunais nacionais onde se dispute um conflito acerca de uma patente europeia, exigir uma tradução numa das línguas oficiais do país (art. 2º).

7 Entrada em vigor (art. 6º) Este acordo entrou em força a partir de , Para qualquer país que a ele adira, a pós essa data, o acordo produz efeitos legais par si, a partir do 1º dia após o 4º mês após a sua ratificação do acordo

8 Reino Unido Albânia Suíça Croácia Suécia Dinamarca Finlândia Eslovénia França Países Baixos Países aderentes Alemanha Mónaco Hungria Antiga República Jugoslava da Macedónia Islândia Luxemburgo Irlanda Lituânia Liechtenstein Letónia

9 Países Albânia Nenhuma tradução é necessária Pode ser exigida a tradução das reivindicações na língua oficial do país Língua oficial prescrita Sim Língua oficial do país Inglês Nenhuma Croácia croata Dinamarca dinamarquês Finlândia finlandês França Alemanha Hungria húngaro Islândia islandeses Irlanda Letónia letão Liechtenstein Lituânia lituano Luxemburgo Antiga República Jugoslava da Macedónia Mónaco macedónio Países Baixos Neerlandês Eslovénia esloveno Suécia sueco Suíça Reino Unido

10 Portugal Portugal chegou a aprovar, a 28 de Outubro de 2010, em Conselho de Ministros a adesão de Portugal ao Acordo de Londres Contudo o Presidente da República não assinou o diploma. Ficando sem efeito a decisão de adesão.

11 Portugal Portugal não o rectificou, continuando a exigir as traduções. Contudo, as entidades portuguesas podem beneficiar das vantagens do Acordo de Londres, quando reivindiquem prioridade de uma patente em qualquer um dos países signatários do acordo.

12 Portugal - Contra Há várias entidades portuguesas contra à adesão de Portugal ao acordo: Exemplos: Associação Portuguesa de Consultores em Propriedade Industrial Associação Portuguesa do Direito Intelectual (APDI). Houve uma petição online contra a adesão de Portugal ao acordo, assinada por pessoas Argumentos: diminuiria a competitividade das empresas portuguesas internamente

13 Portugal- Pro Há entidades a favor, Exemplo: Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) COTEC (Associação Empresarial para a Inovação) Argumentos: Diminuiria o custo das empresas portuguesas exportadoras, para os países signatários dos acordos. As empresas não esperam pela publicação da tradução da patente para consultar a patente, fazendo-o na sua língua original, pelo que a adesão ao Acordo de Londres não aumentaria os seus custos

14 Mais informações Site do Instituto de Patentes Europeia:

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