AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO RISCO DE CONTAMINAÇÃO AMBIENT AL POR PESTICIDAS APLICADOS NA ÁREA DA REPRESA DE BOA ESPERANÇA

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1 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO RISCO DE CONTAMINAÇÃO AMBIENT AL POR PESTICIDAS APLICADOS NA ÁREA DA REPRESA DE BOA ESPERANÇA Paulo Roberto Brasil de Oliveira Marques' Ozelito Possidônio de Amarante Junior" Natilene Mesquita Brito?" Gilvanda Silva Nunes" Teresa Cristina Rodrigues dos Santos"?" RESUMO Efetuou-se avaliação preliminar de pesticidas aplicados na região da represa de Boa Esperança, entre os estados do Maranhão e do Piauí, no Nordeste brasileiro, quanto ao risco de contaminação de águas superficiais e subterrâneas, utilizando-se para isso os critérios sugeridos pela Agencia de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, o índice "Growndwater Ubiquity Score" e o método de Goss, objetivando associar as propriedades apresentadas com as propriedades da área em estudo, visando prever interações dos pesticidas com o ambiente, inferindo nas possibilidades de contaminação da área em estudo. Estudaram-se, os pesticidas 2,4-D, Aldrin, Benomil, Carbaril, Carbendazin, Carbosulfan, Fenvarelato, Mancozeb, Monocrotofós, Pirimicarbe, Triclorfon e Glifosato. Alguns dos compostos estudados apresentaram potencial de contaminação das águas que não pode ser desprezado, necessitando de monitoramento, segundo os critérios avaliados neste estudo. Palavras-chave: lixiviação; águas; pesticidas. *Prof. Ms. Departamento de Tecnologia Química, Centro de Ciências Exatas e Tecnologia, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus do Bacanga, São Luís, MA. ** Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo (USP), São Carlos - ***Instituto de Química de São Carlos, Universidade de São Paulo (USP), São Carlos - SP. ****Profa. Dra. Departamento de Tecnologia Química, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus do Bacanga, São Luís, MA. *****Profa. Dra. Departamento de Tecnologia Química, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus do Bacanga, São Luís, MA. Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez

2 ABSTRACT This paper presents a preliminary evaluation ofpesticide applíed around the Boa Esperança Dan, between Maranhão and Piauí states, in Brazilian Northeast. The study was carried out about contamination rísk of the ground and superficial water using the following screening criteria: the criteria suggested by the Environmental Protect Agency (USA), the "Groundwater Ubiquity SCOl'e", and the Goss rnethod. The compounds studied were: 2,4-D, Aldrin, Benomyl, Carbaryl, Carbendazyn, Carbosulfan, Fenvarelato, Mancozeb, Monocrotophos, Pirimicarb, Tríclorphon and Glyphosate. Some of them showed to be potential environrnental pollutants, and they need to be continuously monitored. The others compounds have not shown any contamination risk in water environment. Keywords: lixiviation; pesticides; water contamination; bioacumulation. 1 INTRODUÇÃO A água é fundamental para o desenvolvimento e sobrevivência do homem, sendo considerada fator indispensável à manutenção da vida terrestre, desempenhando papel ímpar em toda a sua formação. Garantir água disponível de qualidade para o consumo humano tem sido o grande desafio das últimas décadas. Dentre todos os estudos de preocupação ambiental, a temática da água vem alcançando papel de destaque nas últimas décadas. Apesar de ser um bem renovável, j á não mais se considera como um bem inesgotável da humanidade, pois esta vem, ao longo dos anos, sofrendo fortes impactos antrópicos que podem comprometer de forma sig- nificativa a sua qualidade. Com este pensamento, o homem tem se utilizado do emprego racional da água, buscando uma melhor utilização da mesma (BRANCO, 1993"). uso do potencial hídrico de maneira adequada pode vir a melhorar a qualidade de vida do ser humano. Um exemplo significativo do bom uso de corpos aquáticos pelo homem está na alteração de seus regimes de escoamento, de modo que seja possível a manutenção de vazões constantes durante todo o ano e não somente nas estações chuvosas, permitindo consideráveis avanços em vários campos, como na pecuária, aquicultura, agricultura e geração de energia elétrica. A barragem de Boa Esperança 10 Cad. Pesq., São Luis, v. 14, n. 2, p.9-23,jul.ldez. 2003

3 constitui-se num imenso potencial hídrico alimentado pelas águas dos rios Parnaíba e Balsas, e desempenha importante papel sócio-econômico, não só para os estados do Piauí e do Maranhão, mas também para a região nordeste como um todo. Além do fornecimento de energia elétrica, ao longo do seu curso, atividades pesqueiras têm garantido o sustento de um grande número de famílias ribeirinhas e suas águas têm servido de fonte de irrigação para pequenas plantações e até mesmo para grandes projetos de cultivos agrícolas (SEMATUR, 1991). É possível observar, nas áreas que circundam a barragem da Boa Esperança, extensos cultivos de arroz, milho, feijão, abóbora, melancia e tomate, dentre outros. Um grande projeto de irrigação para estas culturas agrícolas foi iniciado nesta área na década de noventa pelo Departamento Nacional de Obras Contra a Seca (DNOCS); denominado "Platôs de Guadalupe". Tal projeto está localizado nas proximidades da cidade de Nova Guadalupe/PI, que faz uso das águas da barragem para irrigação das plantações em mais de ha. Há cerca de duas décadas, o Maranhão tem sido palco de grandes projetos de plantios, principalmente na área conhecida como "celeiro de Balsas" que trabalha o cultivo expansivo de culturas agrícolas, principalmente da soja, que tem merecido destaque nacional pelo potencial técnico e comercial alcançado (COMPANHIA MARA- NHENSE..., 1997; BRASIL, 1998). Estes cultivos vêm fazendo o uso de insumos agrícolas para o combate a pragas indesejáveis, que podem causar danos às referidas plantações, podendo ainda, contaminar importantes ecossistemas, visto que o monitoramento dos mesmos não tem sido feito de maneira adequada. O rio Parnaíba, linha divisória entre os Estados do Maranhão e Piauí, possui Km de comprimento. Sua bacia hidrográfica tem uma superfície de Km2, que é a quarta em área do país. Dois terços de sua bacia estão situados em áreas com baixa disponibilidade hídrica, sua perenidade é assegurada pelos tributários de alto curso, notadamente da sub-bacia do Rio das Balsas, o qual deságua no Parnaíba, em uma região 12 Km a montante das cidades de Uruçuí e Benedito Leite (SEMA TUR, 1991). A barragem de Boa Esperan- Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2. p.9-23, jul./dez

4 ça, formada pelo represamento do trecho médio do rio Parnaíba, encontra-se situada geograficamente entre 06 45' S e 43 44' W. Apresenta uma área de drenagem de Km2, com um volume estimado de 5.085xl0 6 m 3 e cerca de 100 Km de extensão máxima, responsável por um regime fluvial com vazão média anual de 201 m-/s (CHESF, 1995). O clima na área de estudo é do tipo tropical, caracterizado por temperatura média sempre superior a 18 C e um regime de precipitação pluviométrica que define duas estações climatológicas bem definidas: uma estação chuvosa (janeiro a junho) e outra seca (estiagem, julho a dezembro), sendo a precipitação mais intensa observada nos meses de fevereiro a abril. Entre julho e setembro os índices são os menores observados (LEITE, 1976). A área denominada "Platôs de Guadalupe", onde é extenso o cultivo agrícola e faz uso do potencial hídrico da barragem da Boa Esperança, está localizada na margem direita da represa, próxima à cidade de Nova Guadalupe-PI, possui solos do tipo latossolo, (profundidade elevada e acentuada drenagem), caracterizados por fertilidade baixa, alta acidez, altas taxas de infiltração e permeabilidade e baixa capacidade de retenção de umidade' predominando a textura de solo arenosa. A precipitação media anual fica em tomo de mm, com 85% ocorrendo entre os meses de outubro a março. A topografia da área é ligeiramente ondulada, com declive geralmente abaixo de 4% (BRASIL, 1998). Estudos ambientais têm sido efetuados, nesta área, pelo Laboratório de Hidrobiologia (LABOHIDRO) e pelo Núcleo de análises de Resíduos de Pesticidas (NARP) ambos da Universidade Federal do Maranhão, juntamente com a Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (CHESF) visando gerar dados de base para um estudo mais detalhado de monitoramento e gerenciamento ambiental. Um conjunto de informações tem sido levantado, acerca dos cultivos agrícolas, pragas combatidas e pesticidas utilizados na área de estudo. A partir destes dados, a descrição dos pesticidas que têm sido correntemente aplicados nos campos da área em estudo, segundo suas classes e toxicologia, estão apresentados no Quadro Ca{L Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez. 2003

5 Quadro 1 - Pesticidas mais aplicados nas áreas da Barragem da Boa Esperança NOME PRINCÍPIO TOXICO- CULTURA PRAGA ClASSE GRUPO COMERCIAL ATIVO LOGIA* LADRIN PÓ Aldrin - - Inseticida OC II BENLAT 500 Benomil Arroz Bruzone Fungicda Bemimidazol li Banana Cercosporiose sstêrnco Cate Manchas Tomate Giberela Oídio Uva CARBALATE Carbaril Arroz Lagarta Inseticida Carbamato III CARBARIL Banana Pulga SEVIN Batata Broca Citros Besouro Cebola Percevejo Tomate BENDAZOL Carbendazim Trigo Giberela Fungicida Bemimidazol li Sistêmico MARSHAL Carbosulfan Arroz Tripes Inseticida Carbamato r,ll POSSE Citros Cigarrinha Acaricida Algodão Cupim Pulgão formiga OEFERON 2,4-0 Arroz Plantas daninhas Herbicida Fenoxiacéticos 11 OMABR Soja horrnonal 2,4-0 Milho Trigo FENVALERAfO Fenvalerato Café lagarta Inseticida Piretroíde I Algodão pulgão fitosanitário Sintético Soja percevejo bicho mineiro GLIFOSATO Glifosato Cale Ervas daninhas Herbicida gli::inas li OIRECT G. A. A. Citros sistêmco ROUNDUP Pêra Maçã Ameixa Pastagens MANZATEBR Mancozeb Arroz Pinta Preta Fungicida Djtiocarbarra- li DI11IANE Batata Brurnose to BREMAZIN Banana Mal de sigatoka CUPROZEB cate Tomate Ferrugem Trigo Manchas Cenoura NUVACRON Monocrotofos Feijão pulgão Inseticida OF r Algodão cigarra vaquinha Acaricida Melancia Sistêrnco PI-RIMOR Pirimicarb Feijão pulgão Inseticida Carbamato II Tomate Aficida DIPTEREX Triclorfon Arroz lagarta Inseticida OF run Melancia vaquinha Contato Abóbora mosca Tomate branca Algodão Feijão Cad. Pesq.. São Luís. v. 14, n. 2. p.9-23, jul.ldez

6 Os organoclorados (O C) são compostos muito tóxicos, de longa atividade residual (persistem por muito tempo no ambiente), são lipossolúveis e, conseqüentemente, podem se acumular em organismos vivos. Muitos compostos OC são proibidos e os demais pesticidas desta classe têm sido aplicados como inseticidas em diversas culturas (BRITO et al., 2002). Os organofosforados (OF) são atualmente os inseticidas mais utilizados na agricultura mundial, vindo substituir, juntamente com os carbamatos, os pesticidas c1orados, devido à sua menor persistência no ambiente. Porém, estes pesticidas possuem toxicidade aguda para vertebrados maior que os OCo Eles agem sobre o inseto por ingestão ou absorção pelo exoesqueleto; porém, alguns são formulados com ação de contato e estomacal (KAMRIN, 1997). O mecanismo de ação dos pesticidas OF é o mesmo para mamíferos. Eles causam a inativação da enzima acetilcolinesterase, que é responsável pelo controle dos impulsos nervosos (BRITO et al., 2002). Alguns destes pesticidas têm apresentado alterações no processo reprodutivo de espécies, bem como efeitos teratogênicos. Efeitos do tipo carcinogênicos e mutagênicos têm sido reportados em raras exceções (KAMRIN, 1997). O ph e a temperatura atuam diretamente na degradação do pesticida em ambientes aquáticos (BRANCO, 1993; BRASIL, 1998; KAMRIN, 1997; FOLHA DE SÃO PAULO, 1998; BECK e JONES, 1993;BARCELÓ e HENNION, 1997; CHIOU et al., 1996; RULEWUSKI et al., 1995; MATOS e SILVA, 1995; SOCCOL et al., 1995; THIER e ZEUMER, 1987). Uma alternativa aos OF são os pesticidas da classe dos piretróides, que têm origem biológica. São extraídos de materiais naturais ou sintetizados em laboratórios comerciais. Plantas são convenientemente utilizadas como material natural (KAMRIN, 1997). Este tipo de pesticida interfere no equilíbrio de íons de sódio, nas junções nervosas de organismos alvo e não alvo, levando à inativação. São tóxicos a insetos, porém não apresentam toxicidade elevada para mamíferos (BARCELÓ e HENNION, 1997; BRITISH CROP PROTECTION CONCIL, 1994; BAHON et al., 2001; FLISON et al., 1999). Os pesticidas piretróides não são considerados tóxicos a animais. Porém, longas exposições podem causar danos, como torpor, ardor, coceira e intoxicação (SANDHU, 2001). Estudos demonstraram que alguns 14 Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23,jul./dez. 2003

7 piretróides podem causar efeitos ao fígado. Quanto aos efeitos teratogênicos, mutagênicos, carcinogênicos e efeitos reprodutivos, não há evidencias para os piretróides (WOIN, 1998; BAKER et ai., 2000). Os piretróides possuem forte tendência de serem sorvidos por partículas do solo e são moderadamente persistentes. Contudo, não possuem potencial de alcançar águas subterrâneas, devido a sua insolubilidade em água. Estes pesticidas podem ser sorvidos por sedimento (RAMESH e VIJAY ALAKSHMIA, 2001). A intensidade do uso de pesticidas e os efeitos que estes podem causar ao ambientes e a saúde humana exige o estudo das suas principais propriedades físico-químicas, buscando prever as possíveis interações com o ambiente. Três procedimentos são utilizados para avaliar o potencial de contaminação de pesticidas Brito et ai., (2001), quais sejam: critérios de "Screening" da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (US-EPA); índice de vulnerabilidade de águas subterrâneas (Groundwater Ubiquity Score - GUS); e o método de Goss. Neste trabalho foram empregados estes índices para avaliar quais dos pesticidas estudados podem exigir investigações quanto à presença de resíduos em águas subterrâneas e superficiais, objetivando em primeira etapa, associar as propriedades apresentadas pelos índices com as propriedades da área em estudo, visando prever possíveis interações dos pesticidas com o ambiente e transporte intercompartimental, inferindo nas possibilidades de contaminação da área em estudo. 2 MATERIAL E MÉTODOS Efetuou-se levantamento bibliográfico sobre as propriedades físico-químicas dos princípios ativos dos formulados aplicados na região da Barragem de Boa Esperança. Em seguida foram aplicados modelos que possibilitam a avaliação preliminar do potencial de contaminação em função das características das substâncias usadas. Os critérios da EPA envolveram os valores de solubilidade em água (a 25 C), o coeficiente de adsorsão à matéria orgânica do solo (Kad, a constante da Lei de Henry (K H ), a especiação (presença de forma aniônica em ph normal, entre 5 e 8) e a meia-vida no solo e na água (DT so ) (Tabela 1). O índice GUS inclui o valor de meia-vida do composto no solo Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez

8 (DT so ) e o coeficiente de adsorsão deste composto à matéria orgânica do solo (Kod. Já o método de Goss considera a meia-vida do composto no solo (DT so ), sua solubilidade em água (a 25 C) e a constante de adsorsão à matéria orgânica do solo CKod Os critérios propostos para a avaliação do potencial de contaminação pelo método de Goss são apresentados na Tabela 2 As substâncias com potencial médio para contaminarem águas superficiais não se enquadram nos critérios citados acima Tabela 1 - Critérios de avaliação US-EPA E GUS Critério US EPA Solubilidade em áqua > 30 mq/l Koc < KH < 10' Pa.m Imol Especiação Negativamente carreaada (oh 5-8) DT 50 solo > 2 3 sem anas DT 50 água Critério > 25 sem anas GUS Não sofre lixiviação I < 1,8 Faixa de transição 1,8< GUS< 2,8 Provávellixiviação > 2,8 Siglas: US-EPA = Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos; GUS = Groundwater Ubiquity Score (índice de vulnerabilidade daas águas subterrâneas); Koc = Constante de adsorção ao carbono orgânico do solo); K, = constante da lei de Henry;DT so = Tempo de meia-vida. Fonte: Brito e colaboradores, Tabela 2 - Critérios de avaliação do métodos de GOSS Alto potencial de transporte associado ao sedimento Baixo potencial de transporte associado ao sedimento (APTAS) (BPTAS) DT50 no solo " 40 dias e DT50 no solo < I dia, Koc = 1000, DT,.:;:2 dias e DT50 no solo ~ 40 dias, Koc ~ 500 mug e Koc:;:500 mug solubilidade em água = 0,5 mgil DT,. no solo :;:4 dias, Koc :;:900 mug e Solubilidade em água ~ 0,5 mg/l, DT,. no solo :;:40 dias, Koc :;:500 mug e Solubilidade em água ~ 0,5 mg/l, Alto notencial de transncrte dissolvido em ãsua APTDA DTsono solo > 35 dias, Kcc < mug e Solubilidade em água ~ I mg/l DTsono solo > 35 dias, Koc :;: 700 mug e 10 < Solub. em água < 100 mg/l DT,. no solo :;:40 dias, Koc:;: 900 e Solubilidade em áeua > 0,5 mi!ll Baixo notencial de rransoorte dissolvido em água (BPTDA) Koc ~ DT,. no solo:;: I dia e Koc:;: 100 DT50 no solo < 35 dias e Solubilidade em água < 0,5 mg/l.. Siglas: Koc = constante de adsorção ao carbono orgânico do solo; ~ = constante da lei de Henry; DT so = tempo de meia-vida. Fonte: Ferracini et ai., Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23,jul./dez. 2003

9 3 RESULTADOS E DISCUSSÃO 3.1 Propriedades dos compostos estudados Foram avaliados os seguintes pesticidas: Ácido 2,4-Diclorofenoxiacético (2,4-D), Aldrin, Benomil, Carbaril, Carbendazin, Carbosulfan, Fenvarelato, Mancozeb, Monocrotofós, Pirimicarbe, Triclorfon e Glifosato. A Tabela 3 apresenta as propriedades físico-químicas dos compostos estudados. Os resultados referentes aos compostos individuais são apresentados na Tabela 4. De acordo com os critérios sugeridos pela EPA, os pesticidas 2,4-D, Glifosato e Triclorfon revelaram considerável risco de contaminação de águas subterrâneas. Cabendo ressaltar que o Glifosato se liga muito fortemente às partículas do solo, o que poderá impedir esta lixi viação (AMARANTE JR. et al., 2002). Os compostos Carbaril, Monocrotofós e Pirirnicarb apresentam resultados positivos para alguns desses critérios. Por outro lado, os pesticidas Benomil, Carbendazin, Carbosulfan e Mancozeb não mostraram (segundo os critérios avaliados) tendência para Tabela 3 - Propriedades físico-químicas dos princípios ativos (Kamrin, 1997). COMPOSTO DT s,. DT50ilgU.1 Solub. água (dias) (dias) (mg/l) Es peciação Koc LogK ow KH 2,4 D negativo 60 2,723 1,4xlO 9 Aldrin - 0,027 neutro Benomil 19 h 2 h 4 neutro ,9xI0-6 Carbaril neutro - 1,59 - Carbendazim negativo ,38 1,6xI0-2 Carbosulfan 2-3 <I 0,03 neutro - 3,3 - Fenvalerato <I neutro - 5,01 - Glifosato Ambos ,58 2,5xI0-6 Mancozeb neutro > Monocrotofós 3 13\ 1000 neutro I -0,22 2,\ xlo- 7 Pirimicarb < I 3000 positivo - 1,7 - Tric10rfon 15 I \54 neutro 10 5,75 3x10-5 Siglas: Koc = constante de adsorção ao carbono orgânico do solo; ~ lei de Hemy;DT so = tempo de meia-vida; - = dados insuficientes. = constante da Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez

10 Tabela 4 - Resultados obtidos para a avaliação pelos critérios da US-EPA. COMPOSTO DT5(I,o DT5(I'g< Solub. água US-E- Espcciação Koc ~l (dias) (dias) (rngll) PA 2,4-D -To -To p A1drin - - -To -To - - DI Benornil -To -To -To -To -To 0 N Carbaril 0 -To 0 -To - - pp Carbendazim 0 -To -To 0 -To -To N CarbosulJàn -To -To -To -To - - N Fenvalerato 0 - -To -To - - DI Glifosato 0 -To 0 0 -To 0 P Mancozeb 0 -To -To -To -To - N Monocrotofõs -To -To 0 -To 0 0 pp Pirimicarb 0.; 0 -To - - pp Triclorfon 0 -To 0 -To 0 0 p.: resultado individual negativo. 0: resultado individual positivo. P: resultado global positivo. PP: resultado global parcialmente positivo. N: resultado global negativo. DI: dados insuficientes. US-EPA = Agência de Proteção Arnbiental dos Estados Unidos. contaminação destas águas. A existência de aqüífero não confinado pode aumentar este risco de contaminação. Além disto, um índice pluviométrico maior que 250 mm por ano favorece a lixiviação dos compostos, bem como a presença de solo arenoso, características apresentadas pela área em estudo. Os resultados para os três índices são apresentados na Tabela 5. O Índice GUS avalia o potencial de composto ser lixiviado, atingindo águas subterrâneas, por meio das propriedades do próprio princípio ativo, desconsiderando as propriedades do solo. O método de Goss foi utilizado para discutir as possibilidades dos pesticidas atingirem as águas superficiais e o seu potencial de transporte, quer dissolvido, quer associado ao sedimento. Para os compostos Aldrin, Carbaril, Carbosulfan, Fenvarelato e Pirimicarb, a ausência de dados de Koc ou DT s na literatura consultada impossibilitou a avaliação pelo índice GUS. Para os demais compostos, os resultados sugerem que Carbendazin e Triclorfon apresentam possibilidade de lixiviação, podendo contaminar águas subterrâneas. Os pesticidas Benomil, 18 Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23,jul./dez. 2003

11 Tabela 5 - Resultado individual da avaliação de risco dos pesticidas estudados. Composto I GUS I US-EPA I Goss 2,4-0 1,88 (ML) P BPTAS A1drin DI DI DI Benomil -0,07 (BL) N BPTDA Carbaril DI PP MPTA Carbendazim 4,19 (PL) N APTAS Carbosulfan DI N BPTDA Fenvalerato DI DI MPTA Glifosato -0,09 (BL) P APTAS Mancozeb 1,29 (BL) N APTAS Morocrotofós 1,91 (ML) PP MPTA Pirimicarb DI PP MPTA Triclorfon 3,53 (PL) P MPTA BPT AS = Baixo potencial de transporte em águas no sedimento; APTAS = Alto potencial de transporte associado ao sedimento; APTDA = Alto potencial de transporte dissolvido na água; MPT A = Médio potencial de transporte em águas; PL = Provável Lixiviação; BL = Baixa Lixiviação; ML = Potencial mediano para lixiviação; N = negativo; P = positivo; PP = Parcialmente positivo; DI = Dados Insuficientes. Glifosato e Macozeb não sofrem lixiviação, devendo permanecer imobilizados no solo ou sofrer degradação. Os pesticidas 2,4-D e Monocrotofós enquadraram-se na faixa intermediária para o índice de GUS (Figura 1). Quanto ao método de Goss, os compostos Carbendazin, Glifosato e Mancozeb apresentaram alto potencial de transporte quando associados ao sedimento, enquanto que o os demais compostos evidenciaram potencial mediano para transporte nas águas superficiais, com exceção do 2,4-D, Benomil e Carbosulfan (apresentam baixo potencial de transporte) e Aldrin (não possui dados suficientes). - Fig_ 1: Resultado individual do índice GUS para os pesticidas estudados. Deve-se ressaltar que, alguns outros fatores podem favorecer ou diminuir a lixiviação e transporte dos pesticidas, tais como: condições de aplicação e temperatura, entre outros. Estes parâmetros, obviamente, podem concorrer com as propriedades físico-químicas para aumentar o potencial inerente do pesticida, acarretando contaminação das águas subterrâneas ou superficiais. Considerando-se que o solo da região possui caráter ácido, esta acidez pode favorecer a estabilidade dos pesticidas, como o fenvalerato, por exemplo. A baixa capacidade de retenção de umidade, associada às altas taxas de infiltração e acentuada drenagem deste Ca{L Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez

12 tipo de solo, pode contribuir para a mobilidade do pesticida, que por sua vez, pode atingir águas subterrâneas ou até mesmo compartimentos aquáticos como a barragem. O baixo teor de matéria orgânica neste solo, pode contribuir para o aumento da meia vida dos pesticidas estudados, visto que este parâmetro é fator limitante do pesticida no meio em questão. Associado a todos estes parâmetros, o índice pluviométrico de mm anuais, que a área em estudo apresenta, pode contribuir de maneira significativa com processos de lixiviação dos pesticidas em estudo. 4 CONCLUSÃO Considerando as propriedades físico-químicas dos princípios ativos estudados, o risco de contaminação de águas superficiais e subterrâneas, nas áreas em tomo da represa de Boa Esperança, não pode ser desprezado para os pesticidas 2,4-D, Carbendazin, Triclorfon, Glifosato e Mancozeb, indicando que os mesmos necessitam de programas de monitoramento, com a finalidade de avaliar o seu comportamento e destino em regiões com características tropicais, devido à escassez de informações nestes locais. Dos pesticidas estudados, o Carbendazin, o Glifosato e o Mancozeb apresentam maior potencial de transporte nas águas superficiais quando associados ao sedimento. É possível que estes pesticidas permaneçam ligados ao material em suspensão nas amostras de água provenientes de locais em que tenham sido aplicados diretamente nos corpos aquáticos para controle de macrófitas, mas a contaminação de lençóis subterrâneos por eles é menos provável. Segundo os critérios avaliados neste estudo, os pesticidas Benomil e Carbosulfan não apresentaram potencial de contaminação. Os compostos Aldrin e Fenvalerato não apresentaram dados suficientes para esta análise. Os demais compostos apresentaram potencial intermediário de contaminação. As características do solo e do clima da região, podem favorecer a permanência dos pesticidas no meio, podendo levar, seguidamente, a uma contaminação da área em estudo. 20 Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez. 2003

13 REFERÊNCIAS AMARANTE JI., O. P. de; SAN- TOS, T. C. R. dos; BRITO, N. M.; RIBEIRO, M. L. Glifosato: propriedades, toxicidade, usos e legislação. Quím. Nova, São Paulo, v.25, n.4, p BAHON, S. M.; SULLIV AN, F. M.; LINES, J. Risk assessment of the use of deltametrhin on bednets for the prevention of malaria. Food Chem. Toxicol., Amsterdã, v.39, n.5, p , 200l. BAKER, S. E. et ai. Quantification of selected pesticides metabolites in human urine using dilution HPLC/MS. J. Expo. Anal., New York v.l O, n.6, p , part.2, BARCELÓ, D.; HENNION, M. C. Trace determination ofpesticides and their degradation products in water. Amsterdâ: Elsevier, BECK, A. J.; JONES, K.C. Organic substances in soil and water: natural constituintes and their influences on contaminant behaviour. Cambrige: Royal Societ ofchemistry, may p. BRANCO, S. M. Água: origem, uso e preservação. 2.ed. São Paulo: Moderna, BRASIL usa e abusa dos agrotóxicos. Folha de São Paulo, São Paulo, 3 mar Agrofolha, Caderno 5. BRASIL. Departamento Nacional de Obras Contra a Seca. Relatório Técnico Científico, Brasilia, BRITISH Crop Protection Council. The Pesticide Manual: incorporating the agrochemicals handbook, 10.ed. Surrey: Tomlin, p. BRITO, N. M.; AMARANTE JI., O. P. de; ABAKERLI, R.; SAN- TOS, T. C. R. dos; RIBEIRO, M. L. Risco de contaminação de águas por pesticidas aplicados em plantações de eucaliptos e coqueiros: análise preliminar. Pesticidas: R. Ecotoxicol. Meio Ambiente, Curitiba, v.ll,jan./dez., p BRITO, N. M.; NAVICKIENE, S.; POLESE, L.; JARDIM, E.; ABAKERLI, R.; RIBEIRO, M. L. J. Chromatogr. A., Amsterdã, v.965, n.1-2, p COMPANHIA HIDROELÉ- TRICA DO SÃO FRANCISCO. Departarriento de Meio Ambiente. Plano de manejo ambientaldo reservatório de Boa Esperança, outubro, p. Cad. Pesq., São Luís, v. 14, n. 2, p.9-23, jul./dez

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