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1 ANO I N? 5 NOVEMBRO 1978 SÃO PAULO Ajude a manter o seu jornal colabore com Cr$ 5,00 Órgão de divulgação da FEABESP - Rua Maria José, Bela Vista - SP B A S* Jim CANDEIA: UM QUILOMBOLA rm V«4* QUE SE JUNTA A ZUMBI! PAG, 6: A HORA É DOS CAMARADAS! NOVA VIDA NA VELHA ÁFRICA C P V

2 PAGINA 2 NOVEMBRO 1978 Editorial Neste 1978 faz 90 anos que começou a nossa marginalizaçâo. Noventa anos que os africanos e seus descendentes saíram das senzalas, mas foram impedidos de participar do novo sistema de produção que se iniciava e que preferiu os imigrantes, isto é, os brancos importados. Então o povo negro foi formar a massa de mal empregados e desempregados jogados nas favelas enquanto a política de imigração, isto é, importação de brancos, ganhava força total. E este ano marcou também o 90" ano do inicio dessa política. Neste 1978 faz também anos que Zumbi tombou, no dia 20 de novembro, assassinado pelos gananciosos bandeirantes interessado nas ricas terras de Palmares, o primeiro território independente da América. Nesta data, rendemos nossa homenagem, cultivamos a memória desse herói da liberdade que é, propositalmente. mal interpretado nos livros que divulgam a versão oficial da história do Brasil. Esta é a nossa data, o Dia da Comunidade Afro-brasileira. Para comemorá-la condignamente foi instituído o Mês de Zumbi. que culminará no dia 25 de novembro, no Ginásio Gigantão, na cidade de Araraquara, com o FECONEZU (Festival Comunitário Negro Zumbi), patrocionado pela FEABESP e promovido por entidades afro-brasileiras de São Paulo e de Minas Gerais. Cerremos fileiras em defesa de nossa verdadeira história, de nossos valores, da memória de nossos verdadeiros heróis. O ASFALTO E A FAVELA Nós, na maioria, moramos em favelas. Aí nos encontramos porque depois da «abolição» ficamos sem ter onde morar. E ainda continuamos nelas, pois temos poucas condições de comprar, ou mesmo alugar, uma casa. Mesmo morando em péssimas condições, ainda somos considerados um «estorvo», e a todo instante nos tentam Jogar para mais longe. Ora a Prefeitura com seus desfavelamentos, ora os grafinos.quese sentem incomodados com a nossa proximidade, e também não estão ausentes, nesse jogo, os interesses das grandes empresas imobiliárias. Nossos irmãos do Morro de Santa Marta, (Zona Sul do Rio de Janeiro, que as classes média e alta consideram «território» exclusivo delas), estão sentindo esse drama no momento. É deles a bronca, publicada no jor-«eco» (n 0 1 setembro/1978), editado pela própria comunidade do Morro, a qual transcrevemos abaixo. Os grã-finos lã embaixo vivem sempre incomodados com a nossa vida aqui na favela. Eles acham um privilégio a gente continuar morando na Zona Sul. Eles quere ver seus apartamentos valorizados enxotando-nos daqui. Muitas favelas já náo estão mais na Zona Sul por causa disso. Se eles conseguirem nos tirar daqui, as nossas famílias viverão sacrificadas, mais do que já são. Os homens que trabalham aqui por perto, ou no centro, terão que acordar de madrugada para pegar seu trem e pagar duas conduções, ou mais, para chegarem ao seu trabalha As mulheres que têm trabalho por perto também terão as mesmas dificuldades. Os bicos, como lavadeira, então nem se fala, pois na Vila Kennedy não tem «madames» como aqui na Zona Sul. Aqui a gente não paga aluguel, mas lá teremos que pagar para morar nos conjuntos habitacionais, e se náo tivermos grana para pagar eles nos poem na rua. É claro que só nos unindo mostraremos a essa gente que temos orgulho e, apesar de favelados, temos dignidade de seres humanos. Podemos nos organizar aqui na Zona Sul, ao invés de sermos expulsos e obrigados a pagar um aluguel caríssimo, lá onde o Judas perdeu as botas. É por isso que vamos fazer uma reunião para começarmos a nos organizar, e vamos criar o comissão para melhorarmos o morro, antes que nos expulsem..' Cartas De um irmão presidiário recebemos uma longa carta, na qual ele faz reflexões dos porquês dele se encontrar encarcerado, e sobre as «razoes» daqueles que o mantêm no cárcere: o poder....eu não devia estar preso, pois, aqueles que escravizaram, mataram, estupraram, massacraram, falsificaram a história, omitiram as glórias e esconderam a coragem de nossa gente ainda estão no poder e não soube até hoje que algum deles foi preso por roubar, matar, traficar, escravizar, fingir amar e depois nos trair....eles se odeiam, eles amam o dinheiro no lugar do próximo. Irmãos! eles semearam isso pele mundo. Pegaram a palavra de Deus, de Cristo, para enganar homens de outras raças. Eles se apoderaram do mundo falando em Deus. Hoje, eles estão divididos. Só são unidos num único apoio, o Poder. Fora isso eles se odeiam. Homens-feras, assim eu os denominei em tempos passados. Homens feras, revestidos de pelúcia, com fala bonita, com olhos azuis, verdes, castanhos... Eles mentiram, mentiram, mentiram..... Agora um grito de alerta: «Acorda negro, a África te chama. O mundo precisa de você e ele te pertence. Cumpre tua missão... CONTRA A POSIÇÃO NEGA TIVA Em tudo há uma posição negativa formalizada, com uma tristeza imensa que nos invade, trazendo com elas uma dura realidade. Hoje, como todos os dias, lembro-me da minha condição de marginalizado em um meio do qual fomos base fundamental, embora esse fato só nos traga dor. Com o lançamen- to de JORNEGRO abre-se uma perspectiva nova e elevadora das consciências de nossos irmãos e irmãs que é uma afronta ser Negro. Não só quero ser assinante, mas também colaborador de nossa causa. Temos que destruir esse ônus negativo que nos foi imposto pelos brancos, através de sua dominação secular, na qual ele nos impôs a extinção de nossa raça, através de meios diretos e de artifícios sutis, que na realidade revelam a situação sub-humana que nós, os negros, vivemos neste País. Contudo ainda existem vagas e esparsas consciências em formação tomando posição diante do grave problema que nos aflige diretamente desde que aqui chegamos; tomando desde um aparentemente frio olhar lançado em um shopping center ao subemprego. Desde uma favela, condição Ínfima de sobrevivência, imposta, á discriminação que nos acompanhou no escravismo, e agora nos acompanha como uma sombra branca até à morte. Irmãos, cabe agora assumirmos nossa própria existência como seres humanos existentes, com nossas próprias imagens, nossos próprios valores, valores culturais, transformados em aculturamento e folclore, pela tão decantada civilização branca, e a mesma que traz consigo tudo que possa constituir um genocídio total para o negro. Agora penso profundamente em Malcolm X, MarthinLutberKing, Agostinho Neto, Zumbi, Carlote. Leopoldo Senghor, Samora Machel, Styve Biko, Patrice Lumumba, Abdias do Nascimento. Penso com um carinho todo especial em minha Mãe África e ouso perguntar-lhe, talvez inocentemente: Oh Mamãe, por quê? Por... Quê? J.G.P. Sobradinho-DF ASSINATURAS Para você ser assinante de JORNEGRO basta preencher o cupom abaixo e repor vale postal (em qualquer agência dos Correios) o valor da assinatura em nome da FEABESP, caixa postal CEP São Paulo, SP. NOME. ENDEREÇO CEP ÔDADE Preço da assinatura Cr$ por 12 números (incluídas despesas do Correio. Você receberá um exemplar grátis). Expediente JORNEGRO Órgão de divulgação da Federação das Entidades Afro-Brasileiras do Estado de Sáo Paulo-FEABESP. CONSELHO EDITORIAL Jamu Minka, Jaques Félix Trindade, Luís Silva (Cuti). Maria Inés da Silva Barbosae Ubirajara Motta (diagramação). FOTOGRAFIA Luiz Paulo P. Lima e Mensah Gambá. DIRETOR RESPONSÁVEL - Odacir de Mattos. REDAÇÃO E ADMINIISTRAÇÃO-Rua Maria José. 450 Bela Vista, São Paulo-SP. Caixa Postal CEP SUCURSAL DE CAMPINAS Rua Sales de Oliveira, 2.375, V. Teixeira: Jonatas Conceição da Silva (diretor), Jonas, Martene Nascimento, Reginaldo Bispo dos Santos. Composto e impresso nas oficinas dos Diárias Associados. Rua Sete de Abril, 230 São Paulo-SP.

3 NOVEMBRO 1978 ÜIIRMEERII, PÁGINA 3 iiq- a Festa de São Benedito em Tietê Tietê, 24 de setembro de 1978, UiOOh. A cidade tem um aspecto de festa até nos detalhes que só atraem o visitante. Negros e brancos se misturam. Na missa solene celebrada pelo Padre Freitas na secular Capela de São Benedito, na coleta de ofertas, na procissão. Porém o olhar perde o deslumbramento ao cair sobre um negro velho que cutuca: «Amanhã tem nada disso nâo». Mesmo quem náo ouvir o velho, ficará sabendo, por outros negros ou brancos sinceros, coisas duras mas ainda hoje reais. A Capela de Sáo Benedito, que começou a festa no dia 15 repicando sinos juntamente com a Matriz, foi construída pelos nossos ancestrais trazidos da África e aqui escravizados. Eles trouxeram uma religião que a política racista os forçou cultivar as escondidas, sem os privilégios de seus substitutos, imigrantes que eram. Dai surgiram este e outros santos negros paru que se pudesse venerar através deles as divindades africanas que o cristianismo sempre alcunhou de pagas. Por acaso na África existe São Benedito? Não. O negro descobriu uma forma de iludir o branco, que o açoitava pelos mínimos deslizes contra seus métodos para castrar uma cultura mais rica que a dele como o é a nossa cultura africana. Cultura africana que juntamente com a indígena foi adotada pelo «internacionalmente branco» Brasil para ser a «cultura brasileira». Não seria esta a festa de um orixá? O que acontecerá se os negros de Tietéfestejarem a Ul 9 festa deste orixá em setembro de 1979? Será que os brancos de lá participarão? Ou eles tomarão atitudes como as que tomam clubes como a Associação Esportiva, que nâo permite a entrada de negros? Ou só olharão torto como fazem os brancos do Clube Recreativo? Será que as almas dos escravos não gostariam de ver seus descendentes serem acolhidos nestes clubes, bares, barfoearias, etc, ainda hoje segregacionistas, da mesma forma que os negros acolhem brancos na capela construída por eles com tanto sacrifício? Em outras cidades maiores isto não acontece tão publicamente, mas também acontece em outros níveis. Mas os negros de Tietê também têm seus clubes: o tradicional Bandeirante e o Treze de Maio, que está em franca expansão, tentam unir nossa gente em tomo de temas culturais e recreativos. Tietê é uma cidade cujo único cinema que possuía foi fechado por problemas internos do município. Poucos dos habitantes conseguem chegar ao 2^ grau e dentre eles o número de negros é mínimo se comparado percentualmente com a população da cidade. Os mais abastados, brancos, na maioria, deixam a cidade para procurar estudo e futuro melhor na Capital. Para os que ficam, resta ser empregada doméstica para as moças, e pedreiro, trabalhador da roça ou pintor de paredes para os rapazes. 18:00h, 24 de setembro de A cidade de Tietê é abandonada pelos últimos raios solares, enquanto a capela recebe carinhosamente a relíquia e a imagem de São Benedito ao final da procissão de negros e brancos. É um ato respeitoso, quase triste. É fim de festa. Como disse o velho: «Amanhã tem nada disso não». Amanhã é dia normal. Não tem festa. «Amanhã é dia de branco», penso eu com meus botões lembrando falas de velhos familiares. Fico mais triste ainda quando percebo que esta frase esta na cabeça de muitos dos nossos, apesar de seu conteúdo racista. Viro as costas e me afasto, imaginando a enorme tristeza das alnias de nossos ancestrais, que tanto lutaram em tempos mais adversos que os de hoje. Tristeza que só vai diminuir quando nós, seus descendentes, estivermos falando nos finais de domingos: «Amanhã também é dia de negro». A importância da educação Nosso propósito é fazer uma proposta de trabalho e discuti-la com os interessados. Uma tentativa de juntos, buscarmos caminhos para resolver os problemas que nos afligem. A questão è EDUCAÇÃO. assunto muito sério, principalmente para aqueles que estão se propondo a trabalhar para e com a nossa comunidade. Não queremos discutir agora os efeitos negativos da escola, principalmente sobre nos negros, embora seja nela que recebemos a maior carga de branqueamento, nos afastando cada vez mais do nosso grupo de origem, a medida que temos mais escolaridade. Esta discussão é importante, mas fica para outra oportunidade. Queremos discutir a importância da educação para nós e os prejuízos que sofremos por não termos acesso a ela. ttscut irmos também os motivos deste não acesso e o que fazer para que nós possamos, usufruir deste bem que é de todos e que de há muito nos é negado. Voltando na história do Brasil, sabemos que aos nossos avós. escravos, era negado o direito de aprender a ler e escrever. Embora tenhamos sido «emancipados pela abolição» tornando-nos «cidadãos iguais aos demais perante a lei» (tudo conversa mole), para nós a realidade continuou a mesma. Os primeiros negros que temos notícia de terem freqüentado escola fram os abolicionistas, e só tiveram essa oportunidade porque eram todos «afilhados». A questão, por outro lado, está na raiz da educação brasileira, cuja função era a de preparar os «herdeiros-dirigentes», e, mais recentemente.prepara mãode-obra especializada para ser colocada a serviço de uma minoria. Bem, mas a questão agora e de como utilizarmos a educação para solucionar nossos problemas. Acreditamos ser a educação um meio possível. Neste sentido já contamos com um pequeno grupo de interessados para a comunidade trabalhando na estruturação de um curso de madureza. Trata-se de um grupo piloto, disposto a quebrar a cara. partindo para a prática, na tentativa de buscar soluções que de uma forma ou de outra possam contribuir para a solução de nossos problemas específicos e gerais ao mesmo tempo- Se você pode contribuir participe. Lembre-se VOCÊ É PARTE DA SOLUÇÃO! - Escreva-nos : «Grupo de Educação» - Caixa Postal CEP SÃO PAULO - SP. Isto será possível com a sua participação. Venha falar conosco segunda, quarta e quinta das 19:00 às 2200 horas. Rua Maria José 450 SALÃO DO CIDO Moquilagem Limpeza de pele Black Power Você entra feio e sai bonito Rua Aburá, 20-A Fone: Casa Verde Alta Praça Santíssima Trindade SP NOVEMBRO DIA 25 Banqueta de ouro, concurso com todas as Escolas de Sáo Paulo CAMISA VERDE DEZEMBRO DIA 02 II Encontro da Amizade, passagem do 5* aniversário da Quadra DIA 16 Festa do Chope ASSINE ELEIA TIAOZINHO ALFAIATE Confecções finas para cavalheiros e senhoras Rua Waldemar Martins, 722. Parque Peruche Oswoido dos Santos Magnus Assessoría e Conta buidade S/C Ltda Av. Ipiranga, 1100 cj. K/63

4 PÁGINA 4 aiirneerii NOVEMBRO 1978 «aiikneebii PAGINA 5 Pa/mares i Reino Real Mesmo nós, que reivindicamos Palmares, o sentimos, na maior parte dos casos, como uma coisa distante no tempo, no espaço e no conteúdo. Uma coisa de sonho sonhado, esquecido e depois lembrado. Aliás, para toda a consciência brasileira, Palmares é apenas esta sensação vaga. Sensação de nostalgia para uns, de inquietação para outros e de irrealidade para a maioria. No entanto, em termos de tempo histórico, Palmares aconteceu ontem. Não duvide. Veja: estamos em Há 300 anos, em 1678, Palmares estava no apogeu, no ponto mais alto de sua existência. Agora calcule que a duração normal de uma vida humana é de 60 anos. Divida 300 por 60. Dá 5. Então temos que Palmares estava em seu esplendor máximo há apenas 5 vidas atrás. 300 anos, 15 gerações, se contarmos por 20 anos cada geração. Na história do Brasil, Pais que ainda não acabou nem sequer de ser parido, 300 anos é muito. Mas, na história da espécie humana, como um todo, 300 anos não é nada. De 1630 a 1654 os holandeses ocuparam uma vasta área do Nordeste, centralizando-se em Pernambuco, e ai começaram a estabelecer as bases de sua civilização. Foram vencidos e expulsos, porém, sua influência é conhecida e reconhecida até hoje. De 1600, mais ou menos, até 1700, africanos de cultura bantu, escravos que se rebelaram e se libertaram, ocuparam uma vasta área do Nordeste, centralizando-se na região alagoana da Serra da Barriga e ai tentaram restabelecer a sua civilização. Foram vencidos e mortos ou reconduzidos à escravidão, porém sua influência não é conhecida e nem reconhecida. Se os holandeses tivessem vencido, hoje as fronteiras do Brasil seriam outras, sua composição racial seria outra, sua lingua seria outra, sua religião oficial ou oficiosa seria outra, enfim, sua civilização seria outra. Da mesa maneira, se os palmarinos tivessem vencido, hoje as fronteiras do Brasil seriam outras, sua composição racial seria outra, sua língua seria outra, sua religião oficial ou oficiosa seria outra, enfim, sua civilização seria outra. Assim, a história oficial não diz, mas no século XVII (1600 a 1700) o Brasil esteve perante 3 alternativas: ser português, ser holandês ou ser africano bantu. Venceu a alternativa portuguesa. A história, tal como é contada, não fala diretamente na existência da alternativa holandesa havida, mas a mostra de sobra ao estudar, documentar e relatar exaustivamente as invasões holandesas. Sobre Palmares, diz-se apenas 2 palavras em tom de lenda e a alternativa africana bantu, havida, fica escondida pela barreira da desinformação e do silêncio. Palmares não foi um acampamento de meia dúzia de pessoas fugidas, amedrontadas e perdidas na vastidão das matas, como tantos que houveram neste nosso pais. Não foi também uma república comunista utópica como outros pensam. Palmares foi um reino que durou 100 anos e que foi construído pouco a pouco, por pessoas que se rebelavam e fugiam da escravidão em todo o Nordeste. Grande parte destas pessoas era africana, das áreas de Angola e do Congo, áreas de cultura bantu. Estabelecendo-se inicialmente na região da Serra da Barriga, em Alagoas, estas pessoas foram reorganizando as suas vidas de acordo com suas tradições. Como a tradição africana bantu pesava mais, a sociedade que aí foi surgindo foi se organizando, naturalmente, dentro da forma básica das sociedades bantu da África. Quando foi destruído, em 1700, Palmares era um grande reino, habitado por cerca de pessoas. Palmares abrangeu uma área territorial muito grande e nunca esteve isolado. Combateu sempre as expedições portuguesas e holandesas que contra ele foram enviadas. Negociou com fazendeiros e comerciantes brancos que, inclusive tinham salvocondutos do governo palmarino para poderem transitar nas terras do reino negro. Em redor do território de Palmares havia população branca e mestiça que gozava da amizade e da proteção dos palmarinos. A capital do Reino de Palmares era o Mucambo do Macaco, cidade de modelo africano, onde morava o Ganga Zumba, que era o rei. Rei do tipo africano, que tinha características e funções bem diferentes das características e funções dos reis de tipo europeu que conhecemos. A palavra ganga vem de nganga, palavra bantu que quer dizer grande senhor, isto é, o que pode, o que sabe, o que domina, o que zela, o que se responsabiliza, o que representa. Na época de sua destruição. Macaco era constituída por cerca de casas e era habitada por cerca de pessoas. O Centro de Macaco era formado pela Casa do Conselho e por um grande templo. Em redor do templo havia 4 forjas (oficina de fundi- ção de metais). Além de Macaco havia também em Palmares outros mucambos, tais como o de Sucupira e muitos outros de menor tamanho. Os palmarinos viviam, basicamente, da agricultura, da caça e da pesca. Praticavam o artesanato para a produção de ferramentas, armas e objetos domésticos. O sistema de propriedade em Palmares era o mesmo existente na África naquele tempo: a terra, e tudo o que era fornecido pela Natureza eram propriedades de toda a comunidade, porém cada família era dona do que produzisse, caçasse ou pescasse. Cada família tinha seu pomar, sua horta e seu jardim no quintal de sua casa no mucambo e tinha também sua roça fora do mucambo. Nessa roça, cada família tinha outra casa, onde se alojava durante os períodos de plantio e de colheita. Ganga-Zumba, Ganga-Zona, Ganga- Musa, Zumbi, palavras que designavam cargos dos governantes de Palmares; a forma monárquica africana igual à da região de Angola e do Congo; a estrutura da sociedade; o sistema de ocupação do território; e outras coisas mais, mostram Palmares como tendo sido a recriação de um reino africano em pleno Nordeste brasileiro. Reino vivo, palpitante, criado a partir de um modelo que foi se impondo e se adaptando às condições do meio-ambiente e às condições das relações com os vizinhos brancos próximos e pacíficos e das relações com os vizinhos brancos distantes e agressivos. Na história verdadeira do Brasil, história de fatos reais e não de interpretações maliciosas, Palmares teve, tem e terá grande influênca e grande importância. Inclusive, a história interna de Palmares, assim como a história de todos os outros quilombos, é parte da história verdadeira do Brasil. As histórias internas dos quilombos são histórias de outras tentativas de organização social. De outras alternativas raciais e culturais. De outros modelos de colonização c aproveitamento do território. De outras relações com o meio-ambiente. Palmares, que existiu historicamente ontem, ali mesmo no Nordeste brasileiro e que foi construído, habitado e defendido por nossos avós, foi o maior dos quilombos. Ele está presente em nossa carne e em nosso sangue. É mais do que tempo de fazê-lo presente também em nossa memória, em todo o seu colorido, sua realidade, sua verdadeira dimensão. CANDEIA, agora no Orum Desapareceu, recentemente, Antônio Candeia Filho. Autêntico sambista, filho de Antônio Candeia, um dos fundadores da Portela. Aos 14 anos. Candeia vencia seu primeiro desfile na avenida. Pela Portela. E por muitos anos Candeia acompanhou a «sua» Portela. Mas o tempo foi passando e o samba se descaracterizando. A invasão do pessoal da Zona Sul, essas coisas. Mas Candeia não, manteve-se fiel ao samba, não queria fugir às raízes negras do samba. Por isso, sem deixar de ser portelense de coração, resolveu, com outros sambistas autênticos, vindos do Salgueiro, Mangueira, Vila Isabel e outras grandes escolas cariocas, fundar o Grêmio de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo.Uma Escola que desfila na Avenida em a preocupação de conseguir um troféu da Riotur. O importante, para a Quilombo, é o samba, a manifestação autêntica da cultura afro-brasileira, manter a tradição, com um samba que não seja comercializado. Estes foi o sambista que perdemos. ESPERAMOS QUE A BANDEIRA POR ELE LEVANTADA NAO CAIA. Que as escolas de Samba voltem a ser Escolas de Samba. Há muito tempo, nas águas da Guanabara, o Dragão do Mar desapareceu,... «Há muito tempo, / Nas águas da Guanabara / O Dragão do Mar reapareceu, / Na figura de um bravo feiticeiro / A quem a história não esqueceu. / Conhecido como Navegante Negro... /» João Cândido, marinheiro de 1- classe, durante 3 dias foi o ALMIRANTE NEGRO que chefiou a rebelião na Marinha de Guerra do Brasil, (1910) contra o uso da chibata, a má alimentação, e o excesso de trabalho. Era homem de conduta exemplar, sem faltas disciplinares e que nunca foi punido com a chibata. A chibata era uma corda grossa de linha, entrançada como um chicote. Ás vezes colocada de molho na água para ficar mais dura e resistente. A Marinha brasileira era composta de 24 navios, inclusive dois dos maiores do mundo: o «Minas Gerais» e o «São Paulo», sendo o «Minas» o orgulho do Pais. A maioria da tripulação era constituída por negros; e contra ela era aplicado o açoite, como castigo por faltas disciplinares, que podia chegar até 250 chibatadas. «Rubras cascatas / Jorravam das COMO SEMPRE DEU EM NADA costas dos santos / Entre cantos e chibatas / Inundando o coração / Do pessoal do porão.../» A 15 de novembro de 1910, o Marechal Hermes da Fonseca tomou posse do governo, num clima de ordem e tranqüilidade. Na noite de 22 de novembro, apenas uma semana depois, estoura a Revolta dos Marinheiros. Palavras de João Cândido: «Muitos dizem que a revolução foi obra de surpresa e mal arquitetada. Pura mentira. Há anos vinha sendo tramada, com comitês que se estendiam até pelo exterior. Tudo estava bem preparado e se algum fato precipitou o movimento, não nos colheu de surpresa, e a prova está no êxito». No cruzador «Bahia» em viagem ao Chile, foi jogado por baixo da porta do comandante, um bilhete assinado por «Mão Negra», dizendo assim: «Venho por meio destas linhas pedir não maltratar a guarniçâo deste navio, que tanto se esforça por trazê-lo limpo. Aqui ninguém é salteador ou ladrão. Desejamos paz e amor. Ninguém é escravo de oficiais e A sindicância policial elaborada pelo DEOPS a respeito da discriminação racial a que foram submetidos quatro jovens atletas negros por parte do Clube do Regatas Tietê, desta Capital, teve o desfecho já esperado para essa espécie de delito previsto na chamada Lei Afonso Arinos: o arquivamento. Mais uma vez a Lei Afonso Arinos mostrou a sua inutilidade. chega de chibata. Cuidado I» O autor da ameaça foi logo identificado: Francisco Dias Martins, marinheiro de destaque do movimento. «Glória a todas as lutas inglórias / Que através da nossa história / Não esquecemos jamais.../» «Não queremos a volta da chibata. Isto pedimos ao presidente da República, ao ministro da Marinha. Queremos a resposta já e já. Caso não tenhamos, bombardearemos cidade e navios que não se revoltarem. Guamições do «Minas», «São Paulo» e «Bahia». Com esse telegrama, João Cândido Felisberto anunciou oficialmente ao País, na noite de 22 de novembro de 1910, a rebelião contra a Lei da Chibata. Durante 3 dias o poder militar do País ficou nas mãos dos revoltosos. O motim começou no navio «Minas Gerais», quando seu comandante João Batista das Neves foi impedido de subir a bordo. Ignorou a ordem dos revoltosos, desencadeando ai a luta. A guarniçâo saiu para o convés atacando o bloco de oficiais. Foi exatamente o que sucedeu quando a referida sindicância chegou às mãos do D. Promotor de Justiça da 3- Vara Criminal desta Capital, depois de examinar os autos o aludido Promotor requereu o arquivamento da mesma declarando, finalmente, depois de várias considerações: «Um argumento, pois, que nos parece fundamental, excluindo de vez a tipicidade da contravenção em foco, é o seguinte: vários e matando vários deles. A tripulação do «São Paulo» se rebelou logo que soube dos acontecimentos no «Minas», onde morreu apenas um oficial, sendo que, os demais se retiraram obedecendo as novas ordens que não permitiam oficiais a bordo. No cruzador «Bahia» houve também luta, tendo havido mortes em ambos os lados. A resistência da oficialidade resultou em várias mortes. Enquanto isso, a população do Rio de Janeiro, por medo e falta de informações mais precisas, começa a abandonar a cidade. A vida nacional ficou praticamente paralisada. O governo não teve outra alternativa a não ser estabelecer negociações com os revoltosos, pois os marinheiros, comandados por João Cândido podiam arrasar a cidade com seus canhões. Os marinheiros emitem, então, um memorial exigindo: a) Garantir aos marinheiros os direitos que as leis da República lhes dá;; b) Acabar com a chibata, o bolo e outros castigos semelhantes; c) Aumentar os salários; d) Educar os marinheiros, conce- vários sócios, de cor preta, pertencem aos quadros do clube, freqüentado e participando de todas as modalidades esportivas, inclusive natação, conforme se vé de farta comprovação nos autos». O pedido de arquivamento foi prontamenta acatado pelo MM. Juiz titular da referida Vara Criminal. A Promotoria desprezando as declara- dendo prazo de 12 horas para o governo dar uma resposta e se comprometeram a encerrar o levante, desde que fossem aceitas as reivindicações e concedida anistia ampla, isto é, perdão a todos os rebeldes. O governo relutou, mas a determinação dos marinheiros em acabar com as absurdas condições de vida e de trabalho foi mais forte e a anistia foi concedida nestes termos: «Artigo r E concedida anistia aos insurretos da parte de navios da Armada Nacional, se os mesmos, dentro do prazo que lhes for marcado, se submeterem às autoridades constituídas». Com isso, os rebeldes depuseram as armas, terminando a revolta e sem possibilidade de qualquer punição contra João Cândido e seus companheiros. O próprio João Cândido em entrevista a «Mundo Ilustrado» (7/11/1956), assim explica os últimos acontecimentos. «Deixei a Marinha contra a vontade. Após serem anistiados os revoltosos, houve, tempos depois, uma levante do Batalhão Naval. Foi decretado estado de sítio e prenderam ções dos quatro jovens diretamente afetados pela discriminação racial, bem como as declarações dos quatro técnicos que fizeram a denúncia, e que não deixam nenhuma dúvida quanto à discriminação havida, acolheu inteiramente a documentação em cópia «xerox» anexada aos autos pelo presidente do Clube de Regatas Tietê, e baseou-se nelas, para o seu pedido de arquivamento da sindicância, sem ao os marinheiros. Fui preso também nessa ocasião em que se praticaram as piores perversídades que se pode imaginar. Escapei de tudo isso, não só porque era forte e porque os jornais gritaram muito e sendo eu o mais popular, tive que ser poupado, mas sofri muito... Finalmente fui julgado e absolvido. Mas estavam contra mim e depois de absolvido, aproveitaram o fato de eu já ter ultrapassado o tempo de marinheiro que era de 10 anos e me mandaram embora. Acabei como o senhor me vê trabalhando na descarga, de peixe, de onde não vejo jeito de melhorar, nem de descansar.» Seus últimos quarenta anos, João Cândido os passou como vendedor de peixe na Praça Quinze, no Rio de Janeiro, perto do porto, junto aos navios que ele libertou da chibata, mas que lhe ficaram para sempre proibidos. «Salve o Navegante Negro, / Que tem por monumento / As pedras pisadas no cais.» ( Música «Mestre-Sala dos Mares», de João Bosco e Aldir Blanc) menos questionar a validade de tais provas. E assim tem acontecido em todos os casos comprovados de racismo, como ocorreu recentemente com um psiquiatra do Rio de Janeiro.Para nós não se trata de insistir para entrar em clubes racistas, mas de impedir que quem quer que seja continue praticando a discriminação racial. alto-falante (De Campinas) Apesar de sermos maioria no País, temos poucos locais para nos reunir, conversar, enfim, conviver. E o que ocorre é que quando possuímos um patrimônio nosso, às vezes, como é o caso aqui de Campinas, nos vemos diante da possibilidade de perdê-lo depois do grande esforço que nos custou muito. Isso simplesmente por falta de responsabilidade dos diretores desse patrimônio. Estamos nos referido ao Clube Recreativo e Cultural de Campinas. O clube está com uma dívida imensa e a atual diretoria não está nem um pouco interessada em resolver a situação. É preciso que a comunidade negra de Campinas se mobilize para que não percamos nosso Clube. Um grupo de pessoas interessadas está se reunindo, na rua Visconde do Rio Branco, 788, com o objetivo de enéontrarmos uma solução para a situação, hoje infelizmente precária, em que se encontra o Cultural. Vamos lá pessoal. Com união não perderemos nosso Clube. BANCA DO LAZINHO Toda força para esta banca. Ela fica no Largo do Rosário. É lá que você encontra o nosso JORNEGRO. DANÇAR É PRECISO - Toda força também para o pessoal do soul em Campinas. No dia 7 do mês passado a moçada do Grupo Black Soul agitou a cidade de Rio Claro com o maior balanço black. Nesses bailes o pessoal divulga o nosso JORNEGRO. Legal'

5 M^HM PAGINA 6 Há uma lenda africana que conta como surgiu o homem branco na terra. Diz a história que num antigo Reino. vivia um cientista chamado Yacub. Chegou um tempo que Yacub começou aproveitar-se de seus conhecimentos para explorar o povo, acumulando fortuna, a custa de tapear a população. Tantas fez Yacub que o povo, revoltado, começou a se queixar ao Rei. Cansado de ouvir reclamações contra Yacub, o Rei convocou o Conselho do Reino, para discutir o caso. Depois de muitos prós e contras resolveram expulsar o cientista. E o Rei expulsou-o do Reino. Yacub partiu; e depois de muito viajar chegou a uma aldeia que lhe deu guarida. Passado algum tempo, Yacub conseguiu fazer-se amigo do chefe da aldeia, conseguindo assim condições para trabalhar. Arquitetou então um HOMENAGEM AOS CRIADORES DE CULTURA NEGRA No dia Nacional do Samba (2 de dezembro). Numa promoção de Em alguns países da velha África (Moçambique, Guiné, Angola, etc) uma nova vida, mais justa, nasce da eterna disputa entre explorados e exploradores. A realidade está sendo mudada através da energia positiva do povo que levanta a cabeça e se faz dono de seu destino. Fazendo revolução e fazendo poesia. Poesia no calor da luta, cheirando a suor, sangue e falando na vontade de ser livre. Poesia-semente e fruto do novo espirito, das novas condições. Poesia que canta o fim da exploração e glorifica o trabalho que agora não mais produz milionários nem miseráveis porque está orientado para o bem-estar de todos. Esta è também a situação da Guiné-Bissau onde fazendo revolução vivem a poesia e nasce daí uma nova cultura popular, a cultura da libertação. A Hora dos Camaradas Autor: Sukre ITSal. poeta de Guiné-Bissau Hora de Humildade hora de patriotismo hora de glória, orgulho e honra; A hora é dos camaradas! (hora de responsabilidade) Hora dos Heróis-anônimos estropiados esfarrapados famintos abatidos barbaramente a napaln * i quando de enxada. de saco ou espingarda buscavam o pão, a verdade para a sua terra; A hora, meus senhores, é dos Heróis-mártires do Tarrafal, Pidjiguiti * 2 de São Nicolau * 3 das Zonas Libertadas que sofrem na carne ao levantarem o braço que levava o estandarte símbolo da vitória; É a hora dos filhos do povo! Tu irmão privilegiado, oportunista, intelectual, despe a tua capa de elitismo, arregaça as mangas da tua üuriieeiiii <Avingançci V\de Yacub ^X^. n plano de vingaça contra aqueles que o expulsaram de sua terra. Porém táo grande era o seu ódio, que ele queria, para se sentir vingado, destruir toda a sua raça. Assim, planejou um meio de destruir toda a raça negra. JORNEGRO, será realizada na quadra do ES. NENÈ DE VILA MATILDE, na Júlio Rinaldi n" 1 (altura do n" da av. Amador Bueno da Veiga Penha), a NOITE DE CULTURA NEGRA, na qual serão homenageados, entre outros, Pé Rechado, do Vai-Vai e Barroca da ÁFRICA, POESIA E VIDA camisa bordada e enterra-te, também tu na lama-labuta suada do dia-a-dia, participando conscientemente na reconstrução, na apreciação do valor-homem transformando-te em mais um verdadeiro camarada; Assim a hora dos camaradas será também a hora da fraternidade e comunhão dos filhos da nossa terra na Guiné e Cabo Verde livre e confiantes no futuro que pretendem construir * 1 Napalm bombas incendiárias que grudam nos seres vivos produzindo queimaduras horrorosas. * 2 e 3 Tarrafal e Sao Nicolau monstruosas prisces onde jogavam os africanos que enfrentavam a dominação protuguesa. Guiné-Bissau, o país, o povo, a libertação A Guiné-Bissau é um pequeno pais africano, situado entre o Senegal e a Guiné, em que 89% de seus 560 mil habitantes vivem da agricultura. Os portugueses, que foram os primeiros europeus a invadirem a África, nos tempos modernos, se estabeleceram na Guiné-Bissau desde 1588 quando fundaram em Cacheu, uma fortaleza onde aprisionavam as pessoas antes de embarcá-las para as plantações de cana no Brasil onde seriam escravizadas. A resistência contra o ganancioso invasor aconteceu desde os primeiros tempos, mas ela se tomou mais eficiente a partir de 19 de setembro de 1956 quando Amiicar Cabral, chamado o «Pai da Nacionalidade», fundou com mais cinco companheiros o PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné e Cabo Verde). Muito antes de se tomar o «Pai da Nacionalidade» Amiicar Cabral se fez filho do povo, com ele aprendendo e a ele ensinando a possibilidade de melhorar a vida transformando o mundo. Um dos pontos de partida de Amiicar Cabral foi o que ele chamava de «reafricanização das mentaiidades», isto é, um combate Então, para execução de seu plano, ele escolheu dois casais que tinham a pele mais clara e os acasalou. Depois acasalou os filhos desses dois casais entre si. E assim foi procedendo, sempre dando ordens severas para que esse grupo não misturasse a outros. Mesmo depois de morto Yacub, seus discípulos continuaram seguindo cegamente suas ordens; e os casamentos foram se realizando dentro daquele grupo, que ia se tomando cada vez mais claro. Até que, muitas gerações ' depois, já totalmente branco, o grupo já era uma tribo. E o chefe, discípulo de Yacub, com medo de não poder controlar o contato com as pessoas da raça negra, resolveu emigrar para o Ocidente, a fim de conservar a brancura da tribo e cumprir a vingança de Yacub. Dai pra cá a tribo veio aumentando... aumentando... Zona Sul, Inocêncio Tobias e D. Sinhá, da Camisa Verde, Cabo Roque, da X-9, de Santos, e Nenê e D. Teresa, da Nenê da Vila MAtilde, larajá, da Tenda de Candomblé Euriá,* Zé Maria, jogador de futebol, D. Eunice, do Lavapés e muitos outros. sistemático à ideologia colonialista que procurava enfraquecer os africanos divulgando a idéia de que eram inferiores e incapazes e que a única saída era tomarem-se «brancos» ou «pretos de alma branca». O PAIGC trabalhou a idéia de que para acabar com a exploração estrangeira era preciso que cada guineense entrasse nessa luta. Nasceu então uma filosofia de trabalho que uniu todos jovens, mulheres, velhos e até crianças na busca da libertação e na construção do poder popular. Essa união criou uma energia humana tão poderosa que a ditadura portuguesa não conseguiu quebrar nem apelando para ações criminosas contra o povo guineense. Quando a 03 de agosto de 1959 aconteceu o massacre do cais de Pidjiguiti onde morreram metralhados pela polícia 50 trabalhadores africanos que exigiam melhores condições de vida e salário, o PAIGC percebeu ser inútil dialogar com as autoridades portuguesas. Assim, a 3 de agosto de 1961 o Partido iniciou a fase de insurreição realizando sabotagens contra instalações ocupadas pelos portugueses. Essa fase que durou de 1961 a 63 amadureceu a luta armada pela libertação. Três anos depois, no fim de 1966, 60% do território guineense já estava sob o controle do PAIGC contando com 50% da população. Desesperada, a ditadura portuguesa partiu para ataques aéreos contra as regiões controladas pelo PAIGC bombardeando suas plantações, matando crianças, mulheres e velhos. Nessas, regiões, chamadas Zonas Libertadas, o povo construía a nova Guiné-Bissau, um pais realmente livre e onde a vida agora se organizava na base da solidariedade e do espírito comunitário. Em diversas atividades, inclusive na colheita.os combatentes do Exécito de Libertação e os civis trabalhavam juntos. A 24 de setembro de 1973, após 17 anos de luta, o PAIGC proclamou a República da Guiné-Bissau que foi imediatamente reconhecida pela ONU-Organização das Nações Unidasapesar dos protestos de Portugal que ainda dominava umas poucas cidades no litoral. Em 19 de outubro de 1974 derrotadas definitivamente depois de 386 anos de ocupação as últimas tropas portuguesas abandonam o território da agora livre e forte Guiné-Bissau. NOVEMBRO 1978 GERAÇÃO SOUL ^ -. No salão o som do novo tempo EuSoul corpo solto mente livre em movimentos black Eu sou a nova geração cabeça mais negra por dentro e por fora cabelo duro corpo livre mente abera pro movimento black Na nova dança eu faço o movimento corpo leve mente atenta EuSoul nova semente da consciência negra não espicho o cabelo esticho a mente no movimento black jamu minka. - LIVROS Próximos lançamentos POEMAS DA CARAPLNHA Cuti - Dia 18/11/78, 20 horas, Local: Av. Cons. Nébias, 313 Santos. CADERNO NEGRO N" 1 POESIA - Vários Autories. Dia 24/11/78 O ARCO-ÍRIS NEGRO Éle Semog e José C. Limeira (poemas) A DESCOBERTA DO FRIO - Oswaldo de Camargo (novela). POEMAS DA CARAPINHA Fazemos aqui uma chamada geral p aqueles que não são de espichar o cabelo e sim de esticar a mente se lingando nas idéias positivas da Cultura negra. Saiu Poemas da Carapinha! Poemas da Carapinha e seu autor, Cuti, é apresentado por Odacir de Matos, «nego veio» mestre e companheiro que está nas lutas pela Consciência Negra desde Este livro além das idéias traz também o suor de seu autor que teve que fazer malabarismo com seu salário para pagar a edição de seus trabalhos. ÁFRICA PRÉ-COLONIAL O G.T.P.L.U.N., Grupo de Trabalho de Profissionais Liberais Universitários Negros, realizará ano período de 05/11 a 17/12 do corrente ano o II Ciclo de Palestras sobre África Pré-Colonial. Este ciclo é grátis, e acontecerá todas as manhãs de domingos a partir as 09:30 horas à ma Dr. Vila Nova, n" 228 Vila Buarque (Auditório do SENAC). Maiores informações pelo fone: 2734)341. Ficam convidados todos interessados em conhecer as origens do povo negro brasileiro.

6 NOVEMBRO 1978 PAGINA 7 O TOMATES 3 ÒRATIS /trortesia) ISATÕ/J l (D Pl^ZA/ GRATlST VOTE EM. ^ NI COLA GENTE FAZ,.MASVCTAR Ifl ^COiSASEfelA!' E VOCÊ? VOTOU EM ME6R.O OU DE NOVO?) NOME, ORIGEM, RAÍZES... Dando continuidade ao artigo do número anterior, publicamos mais uma relação de nomes africanos: Nomes Femininos Pronúncia Significado Arkwete Chinue Efia Ifama Ifetayo Ige Layla Masani Mawusi Safiya (acueiti) a mais velha (gêmeos) (cmnué) abençoada por Deus (ifia) nascida na Sexta-Feira (ifama) nela tudo é belo (efitaiõ) amor traz felicidade (idgi) V passo de liberdade (laíla) que nasceu a noite (masani) que tem falha entre os dentes (maiusi) que está nas mãos de Deus (safia) idéias claras Idioma Regido (Ga, Gana) (Ibo, Nigéria) (Fante, Ghana) (Ibó, Nigéria) (Yorubá, Nigéria) (Yorubá, Nigéria) (Swahili, E. África) (Luganda, UgadJ (Ewe, Ghana) (SwahiU, E. África) Nomes Masculinos Pronúncia Significado Abubakar Ade Bwerani Chione Su Dingane Hashim Jabulani Khalfani Makalani (abubacar) noore (adi) real (buirani) ben vindo (chinesu) guiando a luz (dingani) aquele q. é necessário (rashim) destruidor do demônio (djabulani) seja feliz (calfani) seu destino é governar (macalani) que tem jeito para escrever Idioma Região (Swahij, E. África) (Yorubá, Nigéria) (Ngoni, Malawi) (Shona, Zimbabwe) (Zulu. S. África) (Árabe, N. África) (Ndebele, Zimbabwe) ( Swahili. E. África) (Mwera, Kenya)

7 ANO / N S NOVEMBRO 1978 JAM ES BROWN «James Brown não seguiu o padrão dos artistas negros cuja popularidade se apoia nos públicos branco e negro. Conquistou nos últimos 10 anos o titulo de «O Rei do Soul» aí chegando sem depender da audiência branca. Na realidade, a popularidade mais consistente de Brown é entre os negros» (Carl Belz, em The Story of Rock). Também no Brasil. Quem superlotou - aproximadamente 15 mil pessoas - o ginásio do Palmeiras apesar da chuvarada daquela noite de sábado foi a grande massa black paulistana coloridamente preparada para o show Mas chegar lá dentro, ver a explosão visual e sonora do ídolo no palco não foi fácil. Se para milhares de blacks a preocupação da semana foi descolar o convite para o grande embalo promovido pela Chie Show para nós a expectativa foi acertar um papo com o Mister Soul. Foi «uma barra», tivemos que repetir três vezes e separadamente a nossa finalidade para os seguranças do milionário astro da black music. 1 Foi decepcionante! Havia um clima de má vontade e desconsideração. Numa atitude característica de negroalma branca um dos seguranças veio dizendo: «No polites, no polites» que significa: Nada de política. E teve a arrogância de censurar algumas perguntas de nosso roteiro base. James Brown repetiu: «No polites-» JORNEGRO mais discos? Onde você vende JAMES BROWN - É ífifícil, dizer, vendo em todo o mundo. Acho que nos EUA. Fora dos EUA? Não sei, talvez nos países africanos. J - Qual a diferença entre o público (branco) que viu você na discoteca e o público (negro) da equipe Chie Show que foi ao Palmeiras? JB - Em baile e diferente. Havia muita gente jovem no Palmeiras e foi bem melhor. J O público brasileiro é diferente do americano? JB -Acreditem ou não tenho sido abençoado por Deus. Porque sou o mesmo em todo o lugar. No Japão é a mesma coisa. Então, acho que sou abençoado e agradeço a Deus. J Aqui no Brasil seu público é basicamente a juventude negra... JB - Eu não sei nada sobre esse lado social porque eu não estive por aí. J Nós podemos lhe garantir que você é ídolo do pessoal black. JB Gostaria de ter alguma liberdade de saber o que está acontecendo aqui. Eu não tenho nenhuma informação. J Como você só canta em inglês, no Brasil suas idéias, suas mensagens não chegam ao consumidor de seus discos. Quais seus maiores sucessos aqui? Comente as mensagens que eles contêm. JB Foram sucessos Sex Machine, Get on a Good Foot, Pay Back. Quanto as mensagens alem de entendimento ha também o sentido espiritual que sempre comunica. Não estou preocupado com o entendimento. Se você não sabe eu não vou dizer. J Aqui a juventude negra se identificou com o Soul mas agora está vindo o ritmo discoteque. O que você acha? JB Disco é como voltar, é pura cópia, não tem nada de novo. J Tem algo a dizer a seu público brasileiro? JB Quero dizer, particularmente ao povo que esteve no Chie Show, que todo o sucesso que tiverem será o sucesso do mundo. Saber é ser livre, não saber è não ser livre. Mas o problema de vocês, é vocês mesmo quem devem encontrar a melhor forma de resolver. Eu vou para a América e ficar na minha casa. PRIMEIRO FESTIVAL COMUNITÁRIO NEGRO ZUMBI FECONEZU O F Festival Comunitário Negro Zumbi FECONEZU tem por objetivo finalizar as comemorações em homenagem aos 283 anos da morte de Zumbi. É um trabalho promovido pela Federação das Entidades Afro- Brasileiras do Estado de São Paulo FEABESP, organizado e patrocinado por entii ides afro-brasileiras. A pn wsta é que FECONEZU seja realizado anualmente, em cidades diferentes e sob responsabilidade das entidades locais. O F FECONEZU será realizado na cidade de Araraquara SP, sob a responsabilidade do Grupo de Divulgação de Arte e Cultura Negra GANA. Contamos com a sua presença e participação. LOCAL: GIGANTÃO ARARAQUARA PROGRAMAÇÃO 25 de novembro de :000 às 12 horas Esportes: Basquete, vôlei, futebol de salão. 13:00 horas Dança. Grupo Negro Experimental de Dança coordenação Ismael Ivo 13:50 horas peça «Navio Negreiro» Chico Rei 15:20 horas «Festa Negra» Ia e Origerança 16:30 horas peça: Zumbi Senza- «Suspensão» 18:10 horas música: «Batuque Moço» Ogona CECAN 19:05 horas peça: «Noite de Arte» Grupo Travessia 19:55 horas monólogo: Camiranga 20:15 horas peça: «Carapuça» Congada 21:10 horas poesia Grupo Popular do Ferreira 22:20 horas jogral: «O Negro através dos Tempos» Vissungo 23:20 horas peça: «Ganga Zumba» -GANA 23:40 às horas Som de encerramento com a participação do pessoal de SÃO PAULO RIBEIRÃO PRETO e ARARAQUARA Especial: filme «Tema enredo exaltação a Zumbi» Carnaval 76 Grupo Estrela D'Oriente Barretes Federação das Entidades Afro- Brasileiras do Estado de São Paulo. Caixa Postal 2686 CEP São Paulo Associação de Capoeira Senzala Rua Brás Cubas, 227 Centro Cep Santos SP Camiranga Av. do Café, 357 Cep Orlândia SP Centro Comunitário Cultural e Artístico Vissungo CECAV Rua Epaminondas Mello do Amaral, 660 Casa Verde Alta Cep S.Paulo Capital Centro de Cultura Afro-Brasileira Congada Rua César Ricome, 72 Cep São Carlos SP Centro de Cultura e Arte Negra CECAN Rua Maria José, 450 B.Vista Cep S.Paulo Cap. Centro de Estudos Culturais Afro- Brasileiros Zumbi Rua Alberto Veiga, 32 Cep Marapé Santos SP Centro Social Cultural R.B. José do Patrocínio Av. dos Andradas, 2030 Centro Cep Rib. Preto - SP Chico Rei Clube Av. Brasília, 84 Cep Poços de Caldas MG Grupo Cultural e Artístico Origerança Rua Brás Cubas, 227 Centro Cep Santos SP Grupo de Divulgação de Arte e Cultura Negra GANA Av. José Bonifácio, 1358 Santana Cep Araraquara SP Sociedade Beneficente e Recreativa Estrela D'Oriente Av. 9, esquina com a Rua 4 Cep Barretos - SP

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